O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
Afinal, a morte de 17 pessoas na África do Sul em consequência do vazamento de gás poderia ter sido evitada caso a polícia tivesse chegado a tempo no assentamento de Boksburg. A informação foi avançada pelo comissário da polícia de Gauteng, Elias Mawela.
Os moradores de Boksburg contactaram as autoridades policiais logo após notarem algo estranho no assentamento, entretanto a intervenção da polícia foi tardia.
O comissário de polícia de Gauteng, Elias Mawela, justificou a demora com o difícil acesso ao local onde se registou o vazamento de gás, que causou a morte de 17 pessoas, incluindo três crianças, na África do Sul.
“É difícil não só para a Polícia ter acesso à área, como também para todos os serviços de emergência, porque nem a ambulância, nem os bombeiros podem entrar neste espaço específico. Isso condiciona o nosso tempo de resposta. As comunidades aqui reclamam que, quando chamam a Polícia, demora a atender. Obviamente, não há endereço, nem há nome de rua, muito menos iluminação. As condições de vida das pessoas aqui são más e, se são assim, faz com que os criminosos também venham abrigar-se naquele espaço específico. Portanto, é propício para os criminosos entrarem e permanecerem nessa área específica.”
Investigações preliminares revelaram que o óxido de nitrato estava a ser usado por mineiros ilegais na área para tratar o ouro extraído do assentamento informal.
O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, expressou profunda tristeza pelas mortes em Boksburg.
O Secretário-geral das Nações, António Guterres, Unidas disse hoje que as alterações climáticas estão fora do controlo e alertou que o mundo está a caminhar para uma situação catastrófica. Os alertas são feitos após a Terra ter batido recordes consecutivos de temperatura esta semana e depois de o mês de Junho ter sido o mais quente desde que há registo.
O planeta Terra está a registar temperaturas nunca antes vistas nos últimos dias. Os dados mostram que a última semana foi a mais quente desde que a temperatura média passou a ser medida, em 1979, e nesta quinta-feira foi assinalado um novo máximo de temperatura média: 17,23 graus Celsius.
“Se persistirmos em adiar medidas fundamentais que são necessárias, penso que estamos a caminhar para uma situação catastrófica, como demonstram os dois últimos recordes de temperatura”, disse Guterres
A média desta quinta-feira superou a marca de terça-feira de 17,18, em que no norte da África os termómetros atingiram os 50 graus Celsius.
Já nos Estados Unidos, pelo menos 57 milhões de pessoas foram expostas a temperaturas prejudiciais para a saúde. No Polo Norte, a temperatura estava 10 graus acima da média. E na Ilha de Nares, na Groenlândia, toda a camada de neve derreteu em apenas 4 dias.
Há meses que que os cientistas alertam que 2023 será um ano de recordes de calor e a tendência poderá agravar-se em 2024.
O recorde deste ano deve-se em grande parte às temperaturas muito altas da superfície dos oceanos, não só por causa das alterações climáticas, mas também por culpa do fenómeno climático El Niño.
Cerca de 17 mil pessoas passam a ter acesso à água potável no Posto Administrativo de Cumbana, no distrito de Jangamo, em Inhambane. O Presidente da República diz que se deve usar o precioso líquido como uma rampa de desenvolvimento local.
A água da chuva ou em furos artesanais foram por muitos anos a única alternativa para boa parte da população de Cumbana, para ter acesso ao precioso líquido.
Um dilema que agora chega ao fim, com a entrada em funcionamento de sistema de abastecimento de água, financiado pelo Governo britânico.
O Presidente da República disse, na ocasião, que o sistema de abastecimento de água de Cumbana pode ser um instrumento para potenciar o desenvolvimento local.
Filipe Nyusi revelou, na ocasião, que há outros empreendimentos do género que estão em construção em toda a província.
Para as zona áridas, Filipe Nyusi disse que o Governo está a potenciar o uso de tecnologias.Ainda esta quinta-feira, o Chefe de Estado inaugurou o novo edifício, onde vai funcionar o Instituto Nacional de Acção Social.
TRIBUNAL JUDICIAL DE INHAMBANE
Ainda na Província de Inhambane, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse que quer que a justiça seja um instrumento a serviço do povo e que sirva para atrair mais investimentos no sector do turismo.
Filipe Nyusi falava, esta quinta-feira, em Inhambane depois de inaugurar o novo edifício onde vai funcionar o Tribunal Judicial Provincial.
O Tribunal Judicial de Inhambane funcionava no mesmo edifício que o Conselho Municipal local, construído há mais de 200 anos.
Sendo Inhambane um destino turístico, o Presidente da República espera ver o tribunal como um instrumento para atrair mais turistas e mais investimentos.
O Tribunal Judicial Provincial é o quinto a ser construído, depois dos tribunais de Inharrime, Morrumbene, Funhalouro e Mabote. Neste momento, estão em curso as obras de construção dos edifícios dos tribunais de Panda e Jangamo.
A selecção sénior masculina de basquetebol está com participação comprometida no AfroCan devido à falta de 1,3 milhões de Meticais para cobrir despesas de hospedagem e alimentação. Ainda assim, deixou o país esta quinta-feira com destino a Luanda, Angola, onde vai disputar a prova.
O cenário volta a repetir-se! A mesma ansiedade e as mesmas expectativas em relação ao que pode acontecer em Luanda, depois da “vergonha” de Bulawayo.
É que, tal como aconteceu na prova qualificativa que teve lugar no Zimbabwe, em Abril passado, em que a selecção chegou a ser “expulsa” do hotel por falta de pagamento de hospedagem, o cenário pode voltar a repetir-se em Luanda, tendo em conta que os mesmos problemas se repetem.
Com a questão do transporte resolvida, o que permitiu à selecção nacional de basquetebol masculina viajar a Luanda, fica agora em exposição o pagamento de hospedagem e alimentação.
É que a Federação Moçambicana de Basquetebol fala de um défice de 1 300,000 Meticais (um milhão e trezentos mil Meticais) para custear as despesas de alimentação e acomodação, apelando, clamando, por isso, por apoio.
“Estamos a viajar, mas estamos com défice de 1,3 milhões de Meticais. Como é regra, o país organizador acolhe, hospeda e alimenta”, começou por explicar Roque Sebastião, presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol.
Mas essa hospedagem e alimentação são apenas para os primeiros dias, sendo que depois tudo fica às expensas da delegação de cada país.
“Naturalmente, na reunião técnica entre amanhã e depois de amanhã (hoje ou amanhã), é onde se fazem as cobranças, uma vez que os pagamentos não são feitos à chegada, no hotel, ou seja, os pagamentos são feitos pela organização”, continuou Sebastião, para explicar que não é de imediato que se fazem os pagamentos de alimentação e alojamento.
O presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol diz ainda que é aproveitando esta facilidade que a delegação moçambicana vai procurar ganhar tempo até conseguir os fundos necessários para o pagamento. “Vamos aproveitar para, com a nossa congénere em Angola, mas também com as várias entidades aqui dentro no país, encontrar a fórmula de, em 48 horas, conseguirmos pagar a nossa hospedagem”, explica.
Em termos práticos, e segundo a explicação de Roque Sebastião, a hospedagem está orçada em 90 dólares por atleta e é preciso olhar para a delegação toda. Ainda assim, Roque Sebastião diz que não há problemas em ter hospedagem em Luanda, mas “a questão é conseguirmos encontrar este valor dentro do período válido, antes da reunião técnica, que é muito importante”.
Recordado do episódio similar em Bulawayo, Roque Sebastião é optimista desta vez. “Não cremos nesta possibilidade, mas é preocupante. Estamos preocupados!”, disse, acrescentado que “o que não queríamos fazer era tomar decisões radicais, porque pensamos que ainda há espaços de mais ou menos dois a três dias de encontrarmos soluções”.
Aliás, o presidente da FMB já tem algumas entidades parceiras em coordenação, casos da Secretaria de Estado do Desporto, Fundo de Promoção Desportiva e os empresários, por isso “há aqui uma actividade muito concreta de que ao comunicarmos desta forma estamos a fazer um pedido e cremos que haverá uma sensibilidade em ajudar-nos a atravessar este momento e a nossa necessidade”.
MILAGRE MACOME LEVA 13 PARA LUANDA
No capítulo desportivo, a motivação é elevada no combinado moçambicano, principalmente depois de o seleccionador ter anunciado os 13 jogadores com os quais vai contar nesta empreitada de Luanda.
Milagre Macome fala dos objectivos da participação de Moçambique nesta competição: “primeiro objectivo nesta competição é claramente de participação, mas do ponto de vista de classificação vamos pensar jogo a jogo e tentar chegar o mais longe possível”.
Macome fala ainda de ambições para a selecção nacional, até porque “temos uma miscelânea de jogadores mais experientes e outros mais novos e vamos tentar um grupo competitivo e uma equipa competitiva, uma equipa que dignifique o basquetebol moçambicano e o país”.
Macome leva a Angola 13 jogadores, destaque para a não integração de Augusto Matos na convocatória final.
Eis a convocatória de Milagre Macome para AfroCan
COSTA DO SOL: Azénio Cossa, Egídio Zandamela, Uwami Chongo e Klaus Bunguele
FERROVIÁRIO DE MAPUTO: Baggio Chimondzo, Ermelindo Novela e Hugo Martins
FERROVIÁRIO DA BEIRA: Célio Chirombe e Elves Honwana
SPORTING DE QUELIMANE: Pio Matos Júnior
MAXAQUENE: Turdevales Nhantumbo
AD GALOMAR DE PORTUGAL: Jeremias Manjate
CLUB BALLON ILICITANO DA ESPANHA: Malik Camal
Moçambique e Angola defrontam-se esta sexta-feira em partida do grupo C do torneio regional Cosafa. É o primeiro dos três jogos que as duas equipas têm na fase de grupos da prova, em busca de um lugar nas meias-finais, em que se qualificam o vencedor do grupo e o segundo melhor classificado dos três grupos. Os Mambas têm foco na vitória, até porque a ambição para esta competição é a conquista do troféu
Mambas e Palancas voltam a defrontar-se seis anos depois da última vez que se cruzaram e quase 10 anos depois do último jogo no torneio Cosafa. Será, não somente mais uma partida, mas a partida importante para as ambições das duas selecções nesta competição, que pretendem chegar a mais longe possível e, quiçá, vencer a prova.
Moçambique teve apenas duas sessões de treinos em solo pátrio, na segunda e terça-feira, mais uma sessão de recuperação física em Durban, enquanto o combinado angolano, que levou a sua equipa olímpica, está em solo sul-africano desde quinta-feira da semana passada.
Ainda assim, a motivação dos jogadores da selecção nacional, na sua maioria do grupo do CHAN, que atingiu os quartos-de-final, é maior que as dificuldades, e a concentração no objectivo vai ser fundamental para alcançar um bom resultado.
Isac de Carvalho, um dos capitães desta selecção, diz que o mais importante para o primeiro jogo, diante de Angola, é respeitar o adversário e concentrar-se mais. “Vamos entrar em campo a respeitar o adversário, que é uma boa selecção e um rival de longa data na lusofonia e vai ser muito bom jogar com eles”, disse Isac.
Aliás, o facto de não ser a primeira vez nesta competição, não só para Isac, mas para grande parte dos jogadores, abre boas perspectivas para esta edição. “Já tivemos muitos momentos e grandes participações neste torneio, em que o ponto mais alto foi em 2015, quando chegámos à final e perdemos. A ideia é chegar lá e dar corrente ao que se fez no passado”, assegura o capitão, que acrescenta ainda que “este grupo é especial porque tem história, pois conseguiu chegar aos quartos-de-final de uma grande competição. Estamos confiantes porque estamos coesos e sabemos perfeitamente qual é o nosso objectivo”.
Já Dayo, que regressa aos convocados dos Mambas depois de muito tempo, assume que o tempo de viagem não esgotou os jogadores que tiveram tempo para se recuperar depois da viagem e “agora temos é que trabalhar”.
Dayo não faz grandes promessas, mas diz que “podem esperar o mesmo Dayo de sempre, batalhador, que vai empenhar-se para poder ajudar a equipa”.
Dayo, à semelhança de Telinho e Bhéu, são os únicos sobreviventes nesta delegação, da selecção que, em 2017, venceu Angola, no último embate entre ambos, em jogo de carácter amigável, que decorreu no Estádio Nacional do Zimpeto.
Dos três, Bhéu Januário foi quem entrou de início na partida e fez a totalidade dos 90 minutos, enquanto Dayo não chegou a sair do banco de suplentes da equipa então treinada por Abel Xavier. Já Telinho entrou na segunda parte para o lugar de Clésio Bauque.
NÃO MUDAR O SISTEMA MAS POTENCIAR O ATAQUE
Sem poder contar com o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, e com o conjunto entregue a Victor Matine, o sistema táctico não vai mudar e os Mambas vão jogar num 1x4x2x3x1, a povoar o meio campo, mas a potenciar o ataque.
Decerto que Ivan será o guarda-redes confiado, tendo em conta a sua segurança nos últimos jogos, com um quarteto defensivo constituído por Chico e Martinho no centro, Bhéu na esquerda e Mexer na direita.
Amadou e Shaquile vão ser os pivôs, podendo ser Dário (ou Nelson), Isac e Ali Abudo (ou João Bonde) a apoiarem o mais avançado dos jogadores, que será ou Telinho ou Dayo, os melhores marcadores do Moçambola 2023.
Entretanto, não se coloca de lado a possibilidade de Victor Matine por Fazito na baliza, Nené e Danilo na defensiva, Gianluca na zona central ou Melque na frente.
“CONDIÇÕES CRIADAS PARA OS MAMBAS”, DIZ MARTINHO “PAÍTO” MACUANE
“Estão criadas as condições para que na sexta-feira possam realizar uma boa partida diante de Angola. Viemos com uma missão e queremos defender Moçambique. Estamos cientes das dificuldades que vamos encontrar no primeiro jogo, mas estamos preparados para discutir jogo a jogo, para que, no final, o resultado possa sorrir para Moçambique. Só pelos treinos que fizemos na segunda e terça, dá para perceber que estes jogadores estão motivados, até porque jogam juntos há bastante tempo e tem bastante qualidade e acreditamos que podemos fazer história, mas o mais importante é pensarmos jogo a jogo. Com mais humildade, acreditamos que é possível alcançarmos aquilo que é o nosso objectivo que é ganhar a competição”.
Há aumento de casos de conflitos laborais na Cidade de Maputo. O Centro de Mediação e Arbitragem Laboral diz que, no primeiro semestre de 2022, houve 521 casos, número que subiu para 1288 no primeiro semestre de 2023.
Os sectores de indústria, comércio a retalho é que registaram menores casos, mas o de segurança privada tem maior ocorrência de casos de conflitos laborais que culminam com impasses. A informação foi avançada, na manhã desta quinta-feira, pelo director do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral na Cidade de Maputo.
“Em igual período de 2022, deram entrada 521 petições contra 1288 de 2023, o que representa um aumento de 767 petições equivalente a 59,5%.”
O director do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral aponta as causas que originam esses conflitos: “As petições resultam de despedimentos sem justa causa, rescisão unilateral de contratos de trabalho, falta de pagamento dos indemnizações, falta de pagamento de salários ou serviços prestados, descontos arbitrários, incumprimento de acordos revogatórios de contrato de trabalho, falta de remuneração de férias não gozadas na vigência do contrato de trabalho, esclarecimento e reintegração”.
E no meio desses conflitos houve situações de reintegração de trabalhadores, em que, no primeiro semestre de 2022, foram reintegrados 26 e, no igual período de 2023, foram reintegrados 36 trabalhadores.
Há escassez de produtos alimentares de primeira necessidade no Mercado Grossista do Zimpeto, na Cidade de Maputo. O medo de viajar para a África do Sul devido aos assaltos na via é um dos principais factores que contribuem para a situação.
Desde o ano 2022 que é arriscado viajar de Moçambique para África do Sul devido a frequentes assaltos, ao longo da via, protagonizados por desconhecidos.
Devido à redução de viagens para a terra do rand, alguns produtos de primeira necessidade escasseiam no Mercado Grossista do Zimpeto, o maior do país.
Em entrevista ao “O País”, os micro-importadores nacionais explicaram que a situação tem tornado os dias cada vez mais difíceis devido aos assaltos que têm sido recorrentes, nos últimos dias, nas proximidades de Libombo, na entrada da África do Sul, por via de Ressano Garcia.
“Arriscamo-nos bastante em ir para a África do Sul, simplesmente porque precisamos de alimentar as nossas famílias, a situação não está fácil. Os assaltantes andam com armas, atiram-nos pedras e pneus e até matam”, contou Isaura Vasco, micro-importadora.
Júlio Muianga é importador de cebola. Decidiu limitar as viagens porque teme o pior, após ter presenciado, na semana passada, um assalto a uma viatura.
“Eram seis jovens que invadiram o nosso carro. Eles queriam descarregar batatas e atiraram-nos pedras, umas pedras grandes, e partiram todos os vidros do camião. Eu fui lesionado naquele dia e ultimamente tenho passado por ali com muito medo”, contou Muianga.
O congestionamento de camiões, ao longo da Estrada Nacional Número 4, agrava a situação causada pelos assaltos.
Por exemplo, devido ao problema, o Mercado Grossista do Zimpeto já começa a registar escassez de alguns produtos, com destaque para a batata. Ademais, há também agravamento dos preços.
O saco de batata, que há duas semanas custava entre 200 e 300 Meticais, agora chega a ser vendido a 450 Meticais.
Por sua vez, a Associação dos Mukheristas exige reforço de segurança nas zonas onde ocorrem os assaltos.
“Exortamos as autoridades a resolverem o problema porque constitui um prejuízo não só para nós, mas também para os próprios consumidores”, apelou Sudekar Novela.
Há cerca de uma semana, o consulado sul-africano emitiu um comunicado, segundo o qual, as viagens de e para África do Sul devem ser feitas somente em situações extremamente prioritárias, até haver garantia de segurança efectiva.
Tribunal sul-africano anulou, ontem, a acusação judicial do ex-presidente Jacob Zuma contra o actual chefe de Estado, Cyril Rampahosa. A Justiça sul-africana considera a acção inválida e inconstitucional. Zuma foi obrigado a pagar as custas judiciais de Ramaphosa e de dois outros advogados.
O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, recorreu a um tribunal em Joanesburgo, no ano passado, para acusar o Presidente da República, Cyril Rampahosa, de não ter agido quando o informou sobre uma suposta má conduta do procurador público Billy Downer.
Billy Downer, é quem lidera o processo judicial do Ministério Público sul-africano contra Zuma num caso de corrupção pública de mais de 20 anos a decorrer num tribunal da província de KwaZulu-Natal.
Um colectivo de cinco juízes, do Tribunal Superior de Gauteng, em Joanesburgo, decidiu anular a acusação de Zuma contra o actual chefe de Estado considerando que equivale a um “abuso” do processo de Justiça.
Os juízes consideram o acto de Zuma uma ação inválida e inconstitucional.
Os magistrados sul-africanos entendem que as acusações de Zuma “não levariam a uma condenação, pois são baseadas em conduta que não constitui crime.
O tribunal condenou Zuma a pagar as custas judiciais de Ramaphosa e de dois outros advogados.
No mês passado, o Tribunal Superior de KwaZulu-Natal, em Pietermaritzburg, anulou também uma acusação privada de Zuma contra o pricurador Billy Downer e a jornalista sul-africana Karin Maughan por alegada partilha de documentos judiciais submetidos em tribunal pelos advogados de defesa do ex-chefe de Estado sul-africano.
Artur Comboio ainda é treinador do Ferroviário de Nacala até indicação contrária da direcção dos “locomotivas”, que poderá reunir-se ainda esta semana para definir o futuro do treinador
Nos últimos dias, correm notícias que dão conta da demissão de Artur Comboio do comando técnico do Ferroviário de Nacala, depois da goleada sofrida em Maputo, diante do Costa do Sol, por 5-1. Artur Comboio assumiu, no final do referido jogo, a supremacia do adversário e que a equipa não conseguiu encontrar-se em campo devido ao cansaço.
Na ocasião, Artur Comboio justificou a goleada com as seguintes palavras: “de facto é uma derrota muito pesada, mas talvez quem não acompanhou a nossa logística possa pensar que o Ferroviário (de Nacala) jogou o que tem jogado, não é isto que temos jogado. Uma equipa está a chegar às 02h00 de madrugada para jogar às 14h30, acho que não é adequado para o futebol moçambicano”.
Entretanto, regressados à Nacala, o treinador começou a ser vítima de notícias que (ainda) não constituem a verdade, uma vez que a direcção dos “locomotivas” não confirma a demissão da equipa técnica, alegadamente por maus resultados.
Em contacto telefónico com uma fonte do Ferroviário de Nacala, este assegurou que Comboio ainda continua no comando dos “locomotivas” enquanto aguarda pela reunião da direcção, que até agora está condicionada pela ausência do respectivo presidente de direcção.
Entretanto, por enquanto, a equipa técnica liderada por Artur Comboio tem estado ausente dos trabalhos da equipa desde esta terça-feira, no regresso aos treinos depois da viagem a Maputo.
Esta ausência prende-se pelo facto de os adeptos impedirem a entrada de Artur Comboio e seus adjuntos nas instalações do clube para trabalharem com os jogadores, porque já não querem a continuidade do técnico.
Enquanto Comboio não comanda a equipa, a equipa sénior está sob expensas dos treinadores da casa, nomeadamente da equipa B. A direcção do Ferroviário de Nacala vai pronunciar-se nos próximos dias em relação à continuidade ou não de Artur Comboio no comando técnico da colectividade.
O Ferroviário de Nacala é actualmente 9º colocado do Moçambola 2023, o último lugar de permanência na prova, com 12 pontos em 11 jogos, ou seja, ao fim da primeira volta. Os “locomotivas” de Nacala somaram na primeira volta da prova três vitórias, igual número de empates e cinco derrotas. Marcaram nove golos e sofreram 15.
As três vitórias alcançadas por Artur Comboio foram todas em casa, sucessivamente, contra o Ferroviário de Quelimane, para a segunda jornada, por 3-0, diante do Ferroviário de Nampula, na sexta jornada, à tangente, e Matchedje de Maputo, também por 1-0, na 10ª jornada.
Os empates foram alcançados na 7ª, 8ª e 9ª jornadas respectivamente diante da Associação Desportiva de Vilankulo (0-0), Ferroviário de Maputo (2-2) e Ferroviário de Lichinga (1-1). Os “locomotivas” de Nacala perderam os seus jogos diante da União Desportiva de Songo (1-0), Black Bulls (4-0), Baía de Pemba (0-1), Ferroviário da Beira (1-0) e Costa do Sol (5-1).
A turma de Nacala joga domingo para a final da Taça de Moçambique, fase provincial, diante do homónimo de Nampula, no Estádio 25 de Junho, voltando a jogar para o Moçambola 2023 a 22 de Julho, na recepção da União Desportiva de Songo.