O País – A verdade como notícia

O preço do petróleo voltou a cair, nesta quinta-feira, no mercado internacional, após a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte mundial de crude. 

O barril de Brent desceu de cerca de 80 dólares, registados durante o período de maior tensão no Médio Oriente, para aproximadamente 72,5 dólares.

A queda dos preços surge na sequência da retoma da circulação de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, depois do acordo de cessar-fogo entre o Irão e Israel, mediado pelos Estados Unidos. Durante o conflito, os receios de um eventual bloqueio da passagem fizeram disparar os preços do petróleo, devido ao risco de interrupção do abastecimento mundial.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é considerado um dos corredores energéticos mais estratégicos do mundo. Cerca de 20% do petróleo consumido globalmente passa diariamente por esta via marítima, utilizada por alguns dos maiores produtores mundiais, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Iraque e o Irão.

Com a reabertura da rota, dezenas de navios que permaneciam retidos retomaram as viagens, aumentando rapidamente a oferta de petróleo no mercado internacional. O regresso das exportações reduziu os receios de escassez e devolveu maior confiança aos investidores, levando à descida das cotações do crude.

Além da recuperação da oferta, a procura mundial continua relativamente moderada, sobretudo na China, um dos maiores consumidores de petróleo. A combinação entre maior disponibilidade de crude e uma procura menos intensa contribuiu para acelerar a queda dos preços.

Segundo analistas, o mercado eliminou praticamente todo o chamado “prémio de risco” associado ao conflito no Médio Oriente. As cotações regressaram para níveis próximos dos registados antes da escalada militar, reflectindo uma maior confiança na estabilidade do abastecimento internacional.

Apesar da tendência de descida, especialistas alertam que a situação continua sensível. A navegação no Estreito de Ormuz ainda decorre sob fortes medidas de segurança e qualquer novo incidente na região poderá voltar a provocar volatilidade nos mercados e fazer subir os preços do petróleo.

O país africano deu mais um passo na consolidação da sua indústria petrolífera com a aprovação do investimento final para o desenvolvimento do projecto Greater PAJ, avaliado em 5,1 mil milhões de dólares. Trata-se de um dos maiores investimentos que deverão ser realizados no sector petrolífero africano e que se espera que reforce a produção de crude do País a partir de 2029.

O projecto será desenvolvido pela Azule Energy, uma empresa formada pela BP e Eni, em parceria com a Sonangol e outras companhias internacionais. Localizado na Bacia do Baixo Congo, em águas ultraprofundas ao largo da costa angolana, o empreendimento reúne cinco campos petrolíferos e aposta numa solução integrada para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional.

O plano prevê a perfuração de 17 poços, ligados a uma plataforma flutuante de produção, armazenamento e descarga de petróleo (FPSO), com capacidade para produzir até 95 mil barris de petróleo por dia. Além do crude, a infra-estrutura permitirá o aproveitamento de gás natural associado, que será encaminhado para a fábrica Angola LNG, contribuindo para reduzir o desperdício e aumentar o valor económico da produção.

As reservas recuperáveis do projecto estão estimadas em cerca de 252 milhões de barris de petróleo, sendo a entrada em produção comercial prevista para o primeiro semestre de 2029.

Para o governo angolano, este investimento representa um passo importante para travar o declínio natural da produção petrolífera registado nos últimos anos. O país tem vindo a implementar reformas fiscais e regulatórias para atrair novos investimentos internacionais e manter a produção acima de um milhão de barris por dia, numa altura em que vários campos maduros apresentam sinais de esgotamento.

A decisão de avançar com o Greater PAJ surge também num contexto de recuperação do investimento global na indústria petrolífera, impulsionado pela procura crescente de energia e pela necessidade de garantir segurança no abastecimento dos mercados internacionais.

Durante a fase de construção e desenvolvimento, o projecto deverá mobilizar milhares de trabalhadores e envolver empresas locais na prestação de serviços de engenharia, logística, manutenção e apoio técnico, gerando impacto positivo na economia angolana.

A aprovação do investimento reforça igualmente a confiança das grandes petrolíferas internacionais no potencial energético de Angola, que continua a ocupar uma posição de destaque entre os maiores produtores de petróleo de África.

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) inicia um novo ciclo de governação institucional com a nomeação de José Furtado para o cargo de Presidente da Comissão Executiva (PCE), após a aprovação dos novos Órgãos Sociais pelo Banco de Moçambique. A entrada em funções dos novos órgãos deverá ocorrer nas próximas semanas.

José Furtado regressa ao BCI depois de ter integrado a Administração da instituição entre 2013 e 2020. Com mais de 30 anos de experiência em cargos de liderança no sector financeiro, grupos empresariais, instituições públicas e organizações internacionais, o novo PCE traz uma vasta experiência adquirida em Moçambique, Portugal, Estados Unidos da América e Inglaterra.

Na sua primeira reacção após a nomeação, José Furtado afirmou que pretende dar continuidade ao legado de confiança construído pelo banco ao longo dos anos. Segundo o gestor, o BCI reúne condições para se tornar uma instituição mais forte, moderna e eficiente, reforçando a sua capacidade de servir os clientes e contribuir para o desenvolvimento do país.

A nova Comissão Executiva será liderada por José Furtado e integra ainda Raúl António Correia Saraiva de Almeida, George Lenon Ibraimo Mandawa, Farhana Tayob Suleman Razak, Fátima Augusto da Conceição, Nuno Miguel Braga Pargana e Pedro Miguel Nunes Ventaneira.

A nomeação ocorre numa fase considerada estratégica para o sector financeiro nacional. O BCI destaca que os novos Órgãos Sociais terão como prioridades a excelência no atendimento aos clientes, a promoção da inclusão financeira, o fortalecimento da economia nacional e o desenvolvimento sustentável de Moçambique.

 

A Ministra das Finanças, Carla Louveira, manteve hoje, 22 de Junho, um encontro de trabalho com Thomas Revial, Chefe do Departamento dos Assuntos Multilaterais e Desenvolvimento e Co-Presidente do Clube de Paris, durante o qual passaram em revista a situação da economia moçambicana e as perspectivas de recuperação económica do país.

Na sua apresentação, a Ministra das Finanças destacou que a economia nacional registou sinais positivos de recuperação nos primeiros trimestres de 2023, após os sucessivos choques que afectaram o país, nomeadamente a pandemia da COVID-19 e diversos eventos climáticos extremos. Esta resiliência traduziu-se num crescimento económico de 5,5%, impulsionado, em parte, pelo início da produção de gás natural liquefeito (GNL) na Área 4, através do projecto Coral Sul.

Contudo, segundo Carla Louveira, no último trimestre de 2024 o país enfrentou uma crise política na sequência das eleições presidenciais de 9 de Outubro, marcada por manifestações que resultaram na paralisação parcial da actividade económica, destruição de infra-estruturas públicas e privadas, saques, vandalização de estabelecimentos comerciais e constrangimentos à circulação de pessoas e bens nas vias públicas e corredores de desenvolvimento.

Como consequência, o Produto Interno Bruto (PIB) registou uma contracção de 4,9% no quarto trimestre de 2024, tendo o crescimento anual fixado-se em 2,15%.

Já em 2025, a economia voltou a apresentar sinais de recuperação ao longo dos vários trimestres, culminando com um crescimento de cerca de 5,1% no quarto trimestre. Esta recuperação foi impulsionada, sobretudo, pelo sector primário, com destaque para as actividades de mineração, pesca e agricultura, que funcionaram como âncoras da economia nacional.

Relativamente ao sector fiscal, as projecções constantes do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2026 apontam para um crescimento moderado do PIB na ordem de 2,8%, sustentado pela estabilidade cambial, inflação controlada em torno de 3,7% e Reservas Internacionais Líquidas estimadas em 3.234 milhões de dólares norte-americanos, equivalentes a cerca de 4,4 meses de cobertura das importações.

A Ministra destacou igualmente os avanços alcançados pelo Governo no âmbito das reformas económicas e financeiras, nomeadamente a saída de Moçambique da Lista Cinzenta, a operacionalização do Fundo Soberano, que prevê a afectação de 60% dos recursos para o financiamento do PESOE e 40% para investimentos em mercados externos, a aprovação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM) e a implementação do Plano Operacional da Estratégia da Dívida Pública 2025-2029.

Por sua vez, Thomas Revial manifestou confiança na estabilização da economia moçambicana, considerando que, além das reformas em curso, as receitas provenientes da exploração do gás da Bacia do Rovuma poderão contribuir significativamente para o crescimento económico do país nos próximos anos.

Apesar dos sinais positivos, o Governo reconhece que a execução do PESOE 2026 continua sujeita a diversos riscos fiscais e macroeconómicos, tanto internos como externos, que poderão afectar a concretização das metas previstas e comprometer o processo de ajustamento fiscal em curso.

O aumento dos preços dos produtos alimentares continua a pressionar o custo de vida das famílias moçambicanas, numa altura em que o Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta para uma subida da inflação em Maio deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2025.

Uma ronda efectuada no Mercado Municipal da Malanga, na Cidade de Maputo, constatou que produtos de primeira necessidade, como tomate, pepino, cebola, batata e pimento, registam preços significativamente superiores aos praticados no ano passado.

Vendedores ouvidos no mercado atribuem a situação aos efeitos das cheias que afectaram zonas de produção agrícola no início do ano, bem como ao aumento dos custos de transporte e logística.

Uma comerciante explicou que o quilo de tomate, que anteriormente era vendido entre 25 e 50 meticais, passou a custar cerca de 100 meticais, após uma subida acentuada dos preços nos mercados abastecedores. Segundo a vendedora, a produção nacional foi fortemente afectada pelas cheias, obrigando os comerciantes a recorrer ao produto importado, sobretudo da África do Sul.

O mesmo cenário verificou-se com o pepino e o pimento. Enquanto no ano passado o quilo de pepino era comercializado entre 10 e 20 meticais, actualmente os preços variam entre 50 e 60 meticais. Já a caixa de pimento, que chegou a custar 120 meticais, é agora adquirida por cerca de 800 meticais.

Os vendedores afirmam que a subida dos preços tem impacto directo no poder de compra dos consumidores. Muitos clientes reduziram as quantidades adquiridas, optando por compras mais pequenas para fazer face ao aumento do custo de vida.

Apesar da redução do movimento nos mercados, alguns comerciantes defendem que os preços praticados continuam a ser mais acessíveis do que os encontrados em muitos supermercados, sobretudo por se tratar de produtos frescos e, em grande parte, de produção nacional.

Além dos efeitos das cheias, os comerciantes apontam o aumento dos custos dos combustíveis e do transporte como factores que continuam a influenciar os preços dos produtos alimentares.

Dados recentes do Instituto Nacional de Estatística indicam que a inflação continua a afectar várias regiões do País, com destaque para as províncias de Gaza, Inhambane, Nampula e Tete, reflectindo-se no agravamento do custo de vida das famílias moçambicanas.

Moçambique e o Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID) acordaram a elaboração de um plano de parceria para os próximos três anos, com vista ao reforço da cooperação e à mobilização de financiamento para projectos estratégicos de desenvolvimento do País.

O entendimento foi alcançado durante um encontro entre a ministra das Finanças, Carla Loveira, e o vice-presidente para Operações do BID, Rami Ahmad, à margem da 51.ª Reunião Anual do Grupo Banco Islâmico de Desenvolvimento, realizada de 16 a 19 de Junho, na cidade de Baku, República do Azerbaijão, sob o lema “Integração Regional, Prosperidade para o Desenvolvimento”.

Durante as conversações, as partes passaram em revista a carteira de projectos actualmente financiados pelo BID em Moçambique, incluindo a linha de transporte de energia de 400 quilovolts entre Chimuara e Nampula, o projecto de transporte de energia da Central Térmica de Temane e a construção da Escola Secundária de Mueda.

O novo plano de parceria deverá definir, pela primeira vez, um quadro estratégico de cooperação entre Moçambique e o BID, bem como o respectivo pacote de financiamento, alinhado com o Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029.

Na sua intervenção oficial durante as reuniões estatutárias do Grupo BID, Carla Loveira, na qualidade de Governadora de Moçambique junto da instituição, saudou a reeleição de Muhammad Suleiman Al Jasser para um novo mandato à frente do banco.

A governante destacou igualmente o lançamento do Fundo Concessional para o Desenvolvimento (ICF), uma iniciativa destinada a apoiar os países-membros mais vulneráveis aos choques macroeconómicos. O mecanismo beneficiará, particularmente, 27 países menos desenvolvidos, afectados por desafios como a insustentabilidade da dívida, as alterações climáticas e os conflitos geopolíticos.

À margem do evento, a ministra das Finanças manteve ainda encontros com o presidente do Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África (BADEA), Abdullah KH Almusaibeeh, e com o presidente do Centro Multilateral de Cooperação para o Desenvolvimento Financeiro (MCDF), tendo manifestado o interesse do Governo moçambicano em reforçar a cooperação para o financiamento de projectos enquadrados na Estratégia Nacional de Desenvolvimento.

As reuniões anuais do BID serviram igualmente para reforçar a importância da cooperação Sul-Sul na mobilização de recursos para o desenvolvimento sustentável e inclusivo, numa altura em que se regista uma redução do financiamento disponibilizado pelas agências multilaterais tradicionais de desenvolvimento.

A cerimónia oficial de abertura do encontro foi presidida pelo Presidente da República do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e contou com a participação dos governadores representantes dos 53 Estados-membros do Banco Islâmico de Desenvolvimento.

Moçambique e o Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID) acordaram a elaboração de um Plano de Parceria para os próximos três anos, com vista ao reforço da cooperação e à mobilização de financiamento para projectos estratégicos de desenvolvimento do País.

O entendimento foi alcançado durante um encontro entre a Ministra das Finanças, Carla Loveira, e o Vice-Presidente para Operações do BID, Rami Ahmad, à margem da 51.ª Reunião Anual do Grupo Banco Islâmico de Desenvolvimento, realizada de 16 a 19 de Junho, na cidade de Baku, República do Azerbaijão, sob o lema “Integração Regional, Prosperidade para o Desenvolvimento”.

Durante as conversações, as partes passaram em revista a carteira de projectos actualmente financiados pelo BID em Moçambique, incluindo a linha de transporte de energia de 400 quilovolts entre Chimuara e Nampula, o projecto de transporte de energia da Central Térmica de Temane e a construção da Escola Secundária de Mueda.

O novo plano de parceria deverá definir, pela primeira vez, um quadro estratégico de cooperação entre Moçambique e o BID, bem como o respectivo pacote de financiamento, alinhado com o Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029.

Na sua intervenção oficial durante as reuniões estatutárias do Grupo BID, Carla Loveira, na qualidade de Governadora de Moçambique junto da instituição, saudou a reeleição de Muhammad Suleiman Al Jasser para um novo mandato à frente do banco.

A governante destacou igualmente o lançamento do Fundo Concessional para o Desenvolvimento (ICF), uma iniciativa destinada a apoiar os países-membros mais vulneráveis aos choques macroeconómicos. O mecanismo beneficiará, particularmente, 27 países menos desenvolvidos, afectados por desafios como a insustentabilidade da dívida, as alterações climáticas e os conflitos geopolíticos.

À margem do evento, a Ministra das Finanças manteve ainda encontros com o Presidente do Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África (BADEA), Abdullah KH Almusaibeeh, e com o Presidente do Centro Multilateral de Cooperação para o Desenvolvimento Financeiro (MCDF), tendo manifestado o interesse do Governo moçambicano em reforçar a cooperação para o financiamento de projectos enquadrados na Estratégia Nacional de Desenvolvimento.

As reuniões anuais do BID serviram igualmente para reforçar a importância da cooperação Sul-Sul na mobilização de recursos para o desenvolvimento sustentável e inclusivo, numa altura em que se regista uma redução do financiamento disponibilizado pelas agências multilaterais tradicionais de desenvolvimento.

A cerimónia oficial de abertura do encontro foi presidida pelo Presidente da República do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e contou com a participação dos governadores representantes dos 53 Estados-membros do Banco Islâmico de Desenvolvimento.

A ChildFund Moçambique e o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) assinaram, nesta sexta-feira, um Protocolo de Cooperação destinado à implementação do projecto “Uma Escola Daqui com Água Potável para Criança”, uma iniciativa que reforça o compromisso das duas instituições com a melhoria das condições de Educação, Saúde e bem-estar das comunidades rurais moçambicanas.

O acordo, formalizado na sede do BCI, em Maputo, pelo Administrador do Banco, George Mandawa, e pelo Gestor Nacional da ChildFund Moçambique, Harrisson Ruben, enquadra-se nas comemorações dos 30 anos do BCI em Moçambique e marca mais uma etapa da cooperação entre as partes.

No quadro desta parceria, serão construídos quatro furos de água em escolas e comunidades das províncias de Gaza, Inhambane e Nampula, beneficiando directamente mais de 2.000 crianças e cerca de 3.000 membros das comunidades.

Na ocasião, o Administrador do BCI, George Mandawa, destacou o percurso do Banco ao longo dos seus 30 anos de existência, sublinhando o compromisso contínuo com o desenvolvimento do país e com a promoção de iniciativas que geram impacto económico e social sustentável em Moçambique.

O responsável sublinhou que, com o acordo firmado, o Banco reforça o seu compromisso com a criação de impacto social positivo. O BCI coloca a criança no centro da sua acção social, entendendo que cada gota de água é um investimento na educação, saúde e dignidade das futuras gerações.

Acrescentou que o Banco não se limita à construção de furos de água, mas à construção de futuro, criando condições para uma educação melhor, para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Por sua vez, o Gestor Nacional da ChildFund Moçambique, Harrisson Ruben, salientou que o acesso à água potável constitui um factor determinante para o desenvolvimento das crianças. “Cada furo aberto constitui muito mais do que acesso à água potável; representa dignidade, saúde e melhores oportunidades de aprendizagem para as nossas crianças”, disse. Acrescentou, ainda, que o compromisso da ChildFund vai para além da construção de infra-estruturas, prevendo igualmente a criação e capacitação de comités locais de gestão da água, com vista a assegurar a sustentabilidade das intervenções e garantir que os seus benefícios sejam duradouros.

Ao promover o acesso sustentável à água potável em comunidades rurais, o projecto em referência contribui para reduzir as dificuldades de acesso a este recurso essencial, melhorar o ambiente escolar e elevar a qualidade de vida de milhares de crianças e das suas famílias.

 

O Banco de Moçambique realizou, nos dias 17 e 18 de Junho, em Quelimane, uma capacitação de 43 jornalistas de órgãos de comunicação social da província da Zambézia, em parceria com o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ).

O evento, inserido no programa de educação económica denominado “Economia para Todos”, visava dotar os escribas de conhecimentos sobre o funcionamento do mercado cambial e do Fundo Soberano de Moçambique.

Intervindo na abertura do evento, o chefe do Serviço de Administração e Contabilidade da Filial de Quelimane, José Muane, disse que a qualidade da informação jornalística é de extrema relevância, porque “influencia directamente a compreensão e opiniões do público, relativamente a matérias adstritas ao mandato do Banco, nos domínios monetário, prudencial e cambial”.

Coube ao técnico do Gabinete de Comunicação e Imagem, Elton Cavadias, e ao assistente de Direcção do Departamento de Mercados e Gestão de Reservas, Cláudio Mangue, dissertar, respectivamente, sobre os temas “Taxa de câmbio e mercado cambial: o que é e como funciona?” e “Fundo Soberano de Moçambique: processo de governance e sua operacionalização”, que mereceram um debate permeado por muita interacção com os participantes.

Falando em representação dos escribas, o representante do Sindicato Provincial em Quelimane, Quincardete Paulo, louvou a iniciativa do banco central, sublinhando que o aprendizado adquirido será uma mais-valia na divulgação adequada de informações de interesse público com rigor e responsabilidade.

+ LIDAS

Siga nos