A promoção do empreendedorismo juvenil tem-se afirmado como uma das estratégias fundamentais para combater o desemprego em Moçambique. Neste contexto, a Fundação para o Desenvolvimento da Competitividade Empresarial (FUNDEC) lançou uma iniciativa de apoio a projectos liderados por jovens, com financiamento que pode atingir um milhão de meticais.
O principal objectivo do projecto é estimular iniciativas com potencial de impacto económico e social. Segundo Agostinho Vuma, presidente da FUNDEC, a proposta visa “identificar e alavancar iniciativas juvenis com a capacidade de gerar emprego para outros jovens”, contribuindo directamente para a redução do desemprego no País.
Trata-se, portanto, de uma abordagem que não apenas apoia empreendedores individuais, mas também incentiva a criação de oportunidades para terceiros.
Para além do financiamento a projectos juvenis, a FUNDEC estende o seu apoio ao sector da comunicação social, através da atribuição de prémios a jornalistas de investigação.
Esta componente, segundo disse Vuma, reforça a importância da transparência e do jornalismo de qualidade no desenvolvimento socioeconómico, reconhecendo o papel da imprensa na promoção da boa governação.
A iniciativa foi bem acolhida pelo Governo, que manifestou abertura para colaborar na sua implementação.
O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, destacou que “esta acção que a FUNDEC traz é mais uma acção muito importante que deve ser acarinhada”, sublinhando ainda a necessidade de mobilizar mais empresários para apoiar este tipo de programas.
Segundo o governante, Moçambique possui um grande potencial empreendedor, afirmando que “temos muitos jovens empreendedores em todos os cantos deste País”.
Entretanto, o contexto económico em que a iniciativa surge apresenta desafios significativos. A saída de grandes empresas do mercado nacional, como a Mozal, levanta preocupações quanto ao impacto no emprego e no crescimento económico.
Conforme foi referido por Agostinho Vuma, “há preocupação em relação ao nível de emprego que vai se colocar no mercado”, evidenciando os riscos associados à redução da actividade industrial.
Além disso, a importância dessas grandes empresas para a economia nacional é considerável. Dados indicam que a saída da Mozal representa cerca de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB), o que reforça a necessidade de estratégias alternativas para dinamizar a economia.
Nesse sentido, iniciativas como a da FUNDEC tornam-se ainda mais relevantes, ao promoverem o empreendedorismo como mecanismo de mitigação dos efeitos do desemprego.
O apoio às iniciativas juvenis surge como uma resposta estratégica aos desafios económicos enfrentados por Moçambique. Ao incentivar o empreendedorismo e a inovação, a FUNDEC contribui para a criação de emprego e para o fortalecimento do tecido empresarial, ao mesmo tempo que reforça o papel da juventude como agente central no desenvolvimento do País.
O Governo moçambicano anunciou a reestruturação do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (Inatro) após verificar “disfunções institucionais graves”, que incluem indícios de corrupção, atrasos nos serviços e deterioração do atendimento.
O Ministério dos Transportes e Logística decidiu proceder à reestruturação profunda do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários com vista a proteger o interesse público, melhorar a qualidade dos serviços prestados ao cidadão e salvaguardar o papel da instituição enquanto autoridade reguladora dos transportes rodoviários do país”, lê-se num comunicado do ministério, citado por Notícias ao Minuto.
A decisão foi tomada com base nos resultados de uma auditoria realizada pela Inspeção-Geral do Ministério dos Transportes, complementada por uma inspecção independente do Ministério da Administração Estatal e Função Pública, que concluíram “de forma clara” que o Inatro enfrenta “disfunções institucionais graves”.
As disfunções verificadas incluem “falhas recorrentes nos sistemas informáticos, atrasos significativos na prestação de serviços, fragilidades na gestão interna, indícios de corrupção e deterioração do atendimento ao público”, indica-se no comunicado.
Segundo o Ministério dos Transportes e Logística, até meados de Fevereiro, o instituto tinha cerca de 40 mil cartas de condução por imprimir e cerca de 32 mil processos pendentes, o que “tem gerado insatisfação dos utentes”, além de comprometer a credibilidade institucional.
A reestruturação do Inatro vai implicar a mobilidade gradual de funcionários, o reforço das equipas técnicas com quadros de outros setores da administração pública moçambicana e a estabilização dos sistemas tecnológicos que suportam a prestação de serviços.
O documento avança ainda que o processo será acompanhado por uma equipa técnica interinstitucional, que vai monitorizar a concretização das medidas até Agosto de 2026, garantindo a continuidade dos serviços essenciais e a reposição da confiança dos cidadãos.
“Com esta decisão, o Governo reafirma o seu compromisso com a melhoria da qualidade dos serviços públicos, a transparência e a defesa do interesse dos cidadãos”, concluiu o Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique.
Em Março de 2025, o ministro dos Transportes e Logística pediu ao Inatro para agilizar a entrega de 5 MIL cartas de condução pendentes e retomar a fiscalização rodoviária para reduzir acidentes de viação.
“Não podemos continuar a ter o cidadão a ficar muito tempo à espera de cartas de condução como tem estado a acontecer”, disse na altura João Matlombe.
Em 28 de Janeiro, a instituição anunciou que um novo provedor de cartas de condução começaria a operar até o final do primeiro semestre, para acelerar a produção e impressão deste documento.
Já em 09 de Março, o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários anunciou a impressão de 25 mil cartas de condução, dos 35 mil pedidos pendentes, desde finais de janeiro, em resultado das “medidas extraordinárias”.
A entidade referiu ainda que o resultado foi também impulsionado pela entrada em funcionamento de mais uma máquina de impressão das cartas de condução, que permitiu a duplicação da capacidade instalada de impressão de 750 para 1500 cartas por dia, bem como o aprimoramento dos sistemas informáticos intervenientes no processo de impressão.
O Governo moçambicano estimou em 1,6 mil milhões de dólares (102,4 mil milhões de meticais) o valor necessário para concretizar o plano de recuperação e reconstrução após danos causados pelas inundações que já mataram 298 pessoas.
“Neste momento, temos a indicação de que em todo o País e de forma cumulativa desde o início da época chuvosa e ciclónica de Outubro a esta parte temos pouco mais de um milhão de pessoas afectadas e as previsões e estimativas que temos actualmente é que o plano de recuperação e reconstrução (…) rondará, não é nada definitivo, em cerca de 1,6 mil milhões de dólares”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá, ao fim de uma sessão do órgão, em Maputo.
O Executivo moçambicano adiantou que a elaboração do plano está na fase conclusiva, destacando que é um instrumento dividido em cinco domínios, nomeadamente o salvamento de vidas e assistência humanitária e reposição da transitabilidade.
Os outros domínios são a reposição das infra-estruturas, a recuperação económica e a criação de condições para garantir uma melhor capacidade de prevenção e mitigação dos desastres naturais no País, explicou o porta-voz do Governo.
Durante as inundações de Janeiro, o Executivo tinha explicado que o plano de recuperação e reconstrução vai traduzir-se na decisão política de instituir uma nova orientação, em que a gestão do risco climático, a prevenção, a preparação e reconstrução resiliente das infra-estruturas são integradas de forma transversal no modelo de governação e desenvolvimento do País.
Com este plano, o Governo quer, concretamente, colocar a protecção da vida humana no centro da acção governamental, orientando a planificação, resposta e reconstrução para a salvaguarda das populações, promover um desenvolvimento territorial seguro assente numa planificação que integra mapas de risco e ordenamento territorial e adoptar a reconstrução resiliente, assegurando que infra-estruturas e assentamentos humanos sejam concebidos para resistir a eventos climáticos extremos.
Em Janeiro, Moçambique tinha avaliado em 644 milhões de dólares (39,8 mil milhões de meticais) as infra-estruturas destruídas e afectadas pelas inundações.
O número de mortos na actual época das chuvas subiu para 298, com mais de um milhão de pessoas afectadas, desde Outubro, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com informação da base de dados do INGD actualizada até ao final de segunda-feira, contabilizam-se mais dois mortos em cerca de 24 horas, tendo sido afectadas 1 024 390 pessoas (mais 10 mil face ao balanço anterior) na presente época das chuvas, correspondente a 233 998 famílias, havendo também 17 desaparecidos e 351 feridos.
No total, 21 719 casas ficaram parcialmente destruídas, 10 236 totalmente destruídas e 206 379 inundadas. Ao todo, 304 unidades de saúde, 104 locais de culto e 724 escolas foram afectados em menos de seis meses.
Especialistas alertam para sinais de falência financeira e irresponsabilidade estatal. Com a dívida fixada em 17 mil milhões de dólares (pouco mais de 1,2 mil biliões de meticais), o debate centra-se agora na urgência de converter empréstimos em investimento produtivo.
O agravamento da dívida pública em Moçambique, actualmente situada nos 17 mil milhões de dólares (pouco mais de 1,2 mil biliões de meticais), voltou a dominar o debate no programa Noite Informativa, da STV.
Entre críticas à gestão do Executivo e alertas sobre a sustentabilidade da economia, os comentadores André Mulungo, Esaú Cossa e Jorge Matine convergiram na necessidade de uma mudança radical de paradigma: a transição para o modelo de “dívidas inteligentes”.
Para o comentador André Mulungo, o cenário actual é o reflexo de uma gestão irresponsável que drenou os recursos do país. “Estamos claramente com um Estado que está falido”, afirmou de forma incisiva, sublinhando que a falta de produção interna, aliada a decisões políticas questionáveis, deixou os cofres públicos em situação crítica.
Segundo Mulungo, a economia actual não tem capacidade para sustentar o peso das falhas de governação acumuladas ao longo dos anos.
Jorge Matine, por sua vez, trouxe para o debate as consequências práticas dos atrasos na liquidação da dívida interna. O analista alertou que esta “rigidez” no mercado afecta directamente a atractividade de Moçambique para investidores estrangeiros e diminui o interesse por títulos públicos.
Matine destacou ainda sectores nevrálgicos que podem sofrer as consequências imediatas.
“Na questão dos combustíveis, Moçambique terá de fazer um esforço enorme para manter a economia a funcionar”, disse.
Para o especialista, embora não seja viável parar de contrair dívida no imediato, o Governo deve focar-se em “reduzir as gorduras” e criar incentivos fiscais que dinamizem o sector privado.
Esaú Cossa reforçou que o problema central não é o acto de contrair empréstimos, mas a finalidade dos mesmos. O comentador defende que o endividamento só se justifica se for “inteligente”, ou seja, direccionado para a produção e auto-suficiência.
“O problema é fazer a dívida com o quê, para quê e com que finalidade”, questionou Cossa, advertindo que o serviço da dívida, que é o pagamento de juros e capital, está a “sufocar” investimentos vitais em áreas como a saúde, educação e criação de emprego.
O painel de analistas foi unânime ao instar o Estado a reforçar o apoio às empresas nacionais, identificadas como o verdadeiro motor para a recuperação económica. A mensagem deixada é clara: sem uma “moralização” da gestão fiscal e um foco claro no investimento produtivo, o País continuará refém de um ciclo de endividamento que compromete o futuro das próximas gerações.
Apesar da recente conquista do bicampeonato africano, a selecção senegalesa jogará o Campeonato do Mundo com apenas uma estrela no peito. Questões logísticas e prazos de produção da Puma estão na origem da decisão.
Por isso, a selecção do Senegal prepara-se para entrar em campo no Mundial de 2026 com uma farda que, para muitos adeptos, parece “desactualizada”. Embora o país tenha celebrado em Janeiro a conquista da sua segunda Taça das Nações Africanas (CAN), os “Leões da Teranga” exibirão apenas uma estrela acima do seu emblema durante o torneio oficial da FIFA.
A explicação para esta ausência não é desportiva, mas sim logística. Segundo um comunicado oficial da Federação Senegalesa de Futebol (FSF), o design e o fabrico dos equipamentos para o Mundial foram finalizados em Agosto de 2025. Na altura, o Senegal detinha apenas o título de 2021.
A Puma, fornecedora oficial de material desportivo da selecção, explicou que os ciclos de produção em larga escala e os prazos de distribuição global impediram a alteração do design após a vitória na última CAN.
“Interromper a linha de montagem para adicionar a segunda estrela comprometeria a entrega dos kits a tempo do início do Mundial”, esclareceu a marca.
A única estrela visível na camisola de 2026 continuará, assim, a homenagear o título histórico conquistado nos Camarões em 2021. A Federação Senegalesa de Futebol apelou à compreensão dos adeptos, reforçando que o orgulho nacional não depende do detalhe no tecido, mas sim da prestação da equipa em campo.
Para os coleccionadores e entusiastas, a “versão corrigida” já tem data marcada. As camisolas oficiais com as duas estrelas bordadas deverão chegar ao mercado apenas em Setembro de 2026, servindo de base para o próximo ciclo de competições continentais.
Até lá, Sadio Mané e companhia terão a missão de provar que, com uma ou duas estrelas no peito, o Senegal continua a ser a maior potência do futebol africano na actualidade.
A Ucrânia está interessada em importar o gás natural liquefeito de Moçambique e partilhar a sua experiência em matérias de segurança. O posicionamento de Kiev acontece na sequência da conversa telefónica que Volodymyr Zelensky manteve com o Presidente da República, Daniel Chapo, nesta segunda-feira, para estreitar laços de amizade e cooperação.
O reforço da cooperação bilateral entre a Ucrânia e Moçambique marcou a contacto virtual mantido entre Daniel Chapo e Volodymyr Zelensky. O diálogo entre os dois Chefes de Estado centrou-se na identificação de oportunidades concretas de cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energia, comércio e formação técnico-profissional. Ambos manifestaram interesse em desenvolver mecanismos práticos que permitam transformar essas oportunidades em benefícios reais para os seus países.
Na ocasião, Volodymyr Zelensky destacou o interesse da Ucrânia em fortalecer os laços de cooperação com Moçambique. Por sua vez, Daniel Francisco Chapo reafirmou a abertura do País para aprofundar as relações bilaterais, sublinhando o potencial de ganhos mútuos para ambos os povos.
Após a troca de impressões sobre algumas prioridades dos dois países, através de uma publicação feita horas após a conversa, o Presidente Ucraniano manifestou interesse em importar os recursos energéticos de Moçambique.
“Discutimos as possibilidades de fornecimento de gás para a Ucrânia e as oportunidades para combater os desafios de segurança com o Presidente Daniel Chapo. A Ucrânia está interessada em fornecimentos energéticos adicionais. Moçambique está interessado na experiência e nas tecnologias da Ucrânia para reforçar a sua segurança interna e proteger a sua população do terrorismo”, escreve Zelenskyy na sua conta do X.
Aliás, segundo escreveu a Presidência moçambicana em relação ao contacto virtual entre Chapo e Zelensky, “os Presidentes abordaram igualmente questões ligadas à actual situação internacional, tendo partilhado preocupações sobre os desafios à paz e segurança globais, bem como os seus impactos nas economias dos países em desenvolvimento. O Presidente, Daniel Chapo, reiterou a abertura e disponibilidade do País para o aprofundamento das relações bilaterais, em benefício mútuo dos dois povos. Os dois Estadistas acordaram em manter contactos regulares e dinamizar iniciativas que contribuam para o fortalecimento da cooperação entre Moçambique e a Ucrânia”.
Recorde-se que antes da invasão em grande escala da Rússia em 2022, a produção interna de gás da Ucrânia cobria quase todas as suas necessidades, e, de acordo a imprensa internacional, nos últimos quatro anos, os ataques russos têm prejudicado gravemente a sua infra-estrutura de produção, gerando perdas em metade da sua capacidade.
Para além de matérias de segurança e energia, os estadistas discutiram uma possível cooperação nas áreas da digitalização e da segurança alimentar.
A Comissão Política da Frelimo desafiou o Governo a repor, com a maior brevidade possível, os serviços públicos essenciais, destruídos pelas chuvas. A Frelimo analisou ainda o grau de preparação da décima primeira Conferência Nacional de Quadros.
Sob direcção do respectivo presidente do partido, Daniel Chapo, a 66.ª sessão ordinária da Comissão Política avaliou a situação política, económica e social do País.
No domínio da época chuvosa 2025/2026, o órgão destacou a resposta do Governo às cheias e inundações em várias regiões, com apelo ao reforço das acções de assistência, reposição de serviços básicos e construção de infra-estruturas de mitigação. Para o órgão, o Governo teve acções determinantes face à segunda vaga de cheias e inundações que afectam os distritos de Machanga, na província de Sofala, Govuro, em Inhambane, e distritos de Chibuto, Chókwè e Xai-Xai, na Província de Gaza.
Em relação ao trabalho político, a Comissão Política enalteceu iniciativas internas de reforço da coesão partidária, os preparativos para o Comité Central marcado para 9-12 de Abril e a eleição de José Iassine, para o cargo de primeiro-secretário do Comité Provincial no Niassa.
A Comissão Política avaliou positivamente a intensificação da cooperação internacional, com destaque para a visita do Presidente Chapo à União Europeia.
Foi ainda destacada a Reunião Regional Norte dos primeiros-secretários dos Comités Distritais da Frelimo, realizada na cidade de Nacala-Porto, província de Nampula, um encontro inserido no princípio da Frelimo segundo o qual “a vitória prepara-se, a vitória organiza-se”.
No campo da acção governativa, foi salientado o lançamento do projecto mineiro de Revúboè, em Tete, que deverá gerar cerca de 9500 empregos, bem como a inauguração de um centro de previsão e alerta de cheias e secas, considerado estratégico para a gestão de riscos climáticos.
Sobre a Assembleia da República, o partido encorajou a sua bancada a manter o diálogo e a produção de consensos, destacando a aprovação unânime de leis ligadas à comunicação social.
Por fim, a Comissão Política enalteceu o desempenho das Forças de Defesa e Segurança no combate à insurgência no Norte do País e apelou à sociedade para o cumprimento das regras de trânsito, visando reduzir acidentes rodoviários.
Os sul-africanos do Mamelodi Sundowns, de Miguel Cardoso, perderam domingo por 2-0 com o Stade Malien, do Mali, mas estão nas meias-finais da Liga dos Campeões africanos de futebol graças à vitória na primeira mão por 3-0.
O avançado Taddeus Nkeng marcou logo no arranque do jogo, no primeiro minuto, e deu esperanças à equipa da casa na reviravolta da eliminatória, reforçadas com o golo de Haman Mandjan ainda antes do intervalo, aos 40 minutos.
A turma de Miguel Cardoso, que dominou completamente o primeiro jogo entre as equipas, viu a sua vantagem reduzida para apenas um golo no conjunto das duas mãos, e teve que transpirar muito durante o segundo tempo para não deixar escapar o ‘bilhete’ para as semifinais da ‘Champions’ africana.
A expulsão do defesa Aubrey Modiba, aos 77 minutos, complicou ainda mais a vida dos sul-africanos, que contaram com Nuno Santos, ex-jogador do Vitória de Guimarães, Boavista, Moreirense e Paços de Ferreira e antigo internacional jovem por Portugal, a titular.
Mas o Mamelodi Sundowns, vice-campeão africano com o técnico luso, conseguiu resistir ao ‘forcing’ final dos anfitriões, e garantiu mesmo uma vaga entre os últimos quatro da competição, com um resultado agregado de 3-2.
Na primeira meia-final, o Mamelodi vai enfrentar o Esperance Tunis, da Tunísia, enquanto na outra partida, o FAR Rabat, de Alexandre Santos, vai defrontar o Berkane, num duelo entre duas equipas marroquinas.
Isto, depois de os comandados do técnico português terem conseguido vencer no sábado os egípcios do Pyramids, detentores do troféu, na segunda mão dos ‘quartos’, por 2-1.
A equipa marroquina, campeã africana em 1985, e que tinha empatado 1-1 em casa na primeira mão, inaugurou o marcador logo aos nove minutos, por intermédio do avançado Reda Slim, e aumentou a vantagem na segunda parte, aos 54, através do médio Mohamed Hrimat, antes de o avançado congolês Fiston Mayele marcar o golo insuficiente do Pyramids, aos 63.
Por seu turno, o Berkane eliminou o Al-Hilal do Sidão por com agregado de 2-1, depois do empate na primeira mão a um golo, e vitória tangencial fora de portas.
Os jogos das meias-finais decorrem a 10 de Abril, primeira mão, e 17 do mesmo mês, para a segunda mão.
Mais de um milhão de famílias foram afectadas pelas cheias e inundações no país. O ministro da Planificação e Desenvolvimento diz que o Plano de Reconstrução e Recuperação está ainda a ser elaborado. Salim Valá falava, esta terça-feira, na recepção de 500 toneladas de sementes doadas pela Tanzânia.
O sector agrícola tem sido dos mais afectados pelas cheias e inundações, devido a perda de culturas diversas arrastadas pelas águas.
Nesta terça-feira, o ministro da Planificação e Desenvolvimento orientou a chegada de mais de 500 toneladas de sementes, doadas pela República da Tanzânia.
“Em nome de todos os tanzanianos, eu trago para vocês 500 toneladas de sementes de milhos, dos irmãos e irmãs da República Unida de Tanzânia, sob a liderança da Excelência, a nossa Presidente. Segundo suas instruções, estou aqui para trazê-los como apoio aos desastres”.
O ministro da Planificação e Desenvolvimento foi quem recebeu os donativos e explicou que as será essencial para ajudar a reerguer parte das mais de 1 milhão de famílias afectadas pelas inundações.
“Neste momento, nós estamos a preparar o plano global da reconstrução e recuperação com as cheias,e temos estimado cerca de, acima de um milhão de famílias afetadas, e, segundo as previsões que nós fizemos, estimativas ainda provisórias, dão a indicação que isto poderá afetar o nosso PIB de 1% a 2%, e, portanto, também poderá influenciar nos pressupostos macroeconômicos que evitaram a elaboração do Plano Econômico Social e do Orçamento Estadual dos Estados Unidos”.
Depois da entrega das sementes, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Tanzânia foi recebido em audiência pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi.
No encontro, que decorreu a portas fechadas, foi discutida a necessidade de reforçar a cooperação econômica.
“Eu tive a oportunidade de ser recebido pela Primeira-Ministra e ter uma discussão extensa. E uma das áreas muito fortes que ela propôs é a cooperação econômica entre Moçambique e Tanzânia, porque a nossa cooperação política junta está lá pelos últimos 65 anos, desde a nossa independência. Mas agora estamos falando da Comissão Econômica Junta”.
A vinda a Moçambique enquadra-se também no reforço dos laços de amizade entre os países.
A Gigante panda segurança, uma empresa antes licenciada para segurança privada, que foi encerrada pelas autoridades moçambicanas e as suas armas apreendidas, em meados de Dezembro de 2023, indiciada de branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo, entre outros crimes, afinal continua a operar nas cidades de Maputo e Beira.
A empresa está sem escritórios nas duas cidades e já trocou três vezes de fardamento, desde que foi encerrada até este momento.
Lembre-se que em meados de 2024, depois de denuncias dando conta que a empresa estava a operar clandestinamente na Beira e em Maputo, o Ministério de Interior a apreendeu 22 armas de fogo usadas pela empresa na cidade no Chiveve, mas até hoje são desconhecidas as conclusões sobre o processo.
A Gigante Panda Segurança tem como proprietário Jiye Zhuo, um cidadão chinês indiciado por vários crimes, e procurado pela justiça. O mesmo possui um Bilhete de Identidade moçambicano que indica que é natural do distrito do Búzi, e ao mesmo tempo é portador de Documento de Identificação de Residente Estrangeiro — DIRE.
A investida da justiça contra empresas ligadas ao empresário ocorreu poucos meses depois de o então Presidente da República, Filipe Nyusi, ter denunciado a existência de bombas de combustíveis na província de Sofala que eram usadas para financiar o terrorismo em Cabo Delgado.
Entre essas infra-estruturas, encontram-se as bombas de combustíveis Thian Hai, também pertencentes a Jiye Zhuo, que continuam igualmente a operar, apesar da interdição judicial.
Perante a situação, acumulam-se questões que exigem esclarecimento urgente por parte das autoridades, para explicar, principalmente, como uma empresa suspensa por decisão judicial continua a operar normalmente no país.
Igualmente, as autoridades têm o desafio de esclarecer em que circunstâncias os agentes da empresa continuam a portar armas, apesar de estas terem sido apreendidas em 2023.
Importa ainda esclarecer se o armamento foi devolvido para a empresa ou se trata de novas armas adquiridas novamente para serviços de segurança, e a entidade que emitiu licença, autorizando a sua utilização.

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