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O Presidente da República reafirmou a aposta em avançar com a eventual construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo para Eswatini, com vista a aprofundar a cooperação bilateral, dinamizar a industrialização e reforçar a segurança energética na região, face ao actual contexto de instabilidade internacional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou sábado a intenção de transformar Moçambique num hub regional de exportação de energia elétrica e a possibilidade de construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo para Eswatini. Estas prioridades estratégicas visam estreitar as relações de amizade e vizinhança, impulsionando a industrialização e a segurança energética na região face à atual conjuntura de instabilidade no Médio Oriente.

O Chefe do Estado moçambicano falava ao término da sua visita de trabalho ao Reino de Eswatini, onde participou nas celebrações do Jubileu de Rubi do Rei Mswati III. O evento assinalou os 40 anos de reinado do monarca, bem como o seu 58.o aniversário natalício, servindo de palco para discussões de alto nível sobre o futuro da cooperação bilateral.

Contextualizando a visita, o governante explicou que a presença moçambicana serviu para homenagear o percurso do Rei, que assumiu o trono em 1986. “Nós viemos a Eswatini no âmbito do convite de Sua Majestade, Rei Mswati III, por dois motivos. Primeiro, é a comemoração dos 40 anos em que ele está no trono, desde 1986, quando tinha 18 anos de idade e foi chamado — na altura ainda estava a estudar na Inglaterra — para assumir o trono depois do falecimento do seu pai; e até hoje passam 40 anos: 1986-2026”, afirmou.

Para além do simbolismo histórico, o Presidente moçambicano sublinhou a componente económica da deslocação, inserida na estratégia nacional de diversificação da economia. 

Segundo o estadista, Moçambique está a posicionar-se como uma solução para os défices energéticos que afectam os países vizinhos, através de investimentos contínuos na capacidade de produção.

Neste sentido, a energia eléctrica surgiu como o ponto central das conversações. “E falámos sobre esse aspecto de Moçambique tornar-se um hub para a exportação de energia elétrica na região, e Eswatini mostrou esse interesse porque realmente tem esse desafio. Quer industrializar Eswatini, tem investimentos em Eswatini, mas o maior desafio é energia eléctrica e a solução está em Moçambique”, esclareceu o estadista.

A agricultura foi também apontada como uma área vital para a aprendizagem mútua. O Presidente da República manifestou o interesse de Moçambique em colher ensinamentos da experiência de Eswatini neste sector, visando aumentar os níveis de produção e produtividade interna para garantir a segurança alimentar das populações.

No domínio da logística, o Porto de Maputo consolidou-se como uma infraestrutura crítica para o país vizinho. O Chefe do Estado revelou a existência de planos para optimizar o transporte de recursos vitais: “E eles acham que, havendo um projecto — por exemplo, a construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo, que é mais próximo — fica mais fácil bombear os combustíveis para depósitos aqui em Eswatini”.

Esta necessidade de infraestruturas de transporte de combustível é acentuada pela instabilidade geopolítica global. O Presidente Chapo referiu que, “dada a conjuntura actual da guerra no Médio Oriente”, torna-se imperativo que os países da região equacionem a criação de grandes depósitos e sistemas de bombeamento seguros para salvaguardar as suas economias.

O projecto do pipeline, embora estratégico, seguirá agora para uma fase de avaliação técnica e financeira. “E achamos que é um projecto que é preciso nós sentarmos, fazermos um estudo e, em função disso, depois tomarmos a melhor decisão”, ressalvou o Chefe do Estado, reforçando o compromisso com uma gestão criteriosa dos recursos transfronteiriços.

A finalizar, o Presidente Daniel Chapo reiterou que a visita consolidou os laços políticos e diplomáticos, abrindo portas para uma integração comercial mais profunda através da zona de comércio livre africana.

O objectivo final, concluiu, é o fortalecimento das economias de ambos os países e o bem-estar dos povos moçambicano e swati.

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A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu a Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC). A realização insere-se no quadro do reforço do diálogo entre a FUNDEC e os órgãos de soberania do Estado. 

O encontro tem ainda como objectivo o em aprofundamento da cooperação da FUNDEC com entidades governamentais e legislativas, com vista a assegurar que as suas iniciativas técnicas, analíticas e estratégicas contribuam de forma efectiva para a formulação de políticas públicas e para o aperfeiçoamento do quadro legal e regulatório que rege a actividade económica nacional.

No âmbito do seu mandato institucional, a FUNDEC tem vindo a desenvolver iniciativas, com destaque para a produção de métricas económicas e empresariais concebidas para apoiar reformas e reforçar a tomada de decisão baseada em evidência.

Entre estas iniciativas, destacam-se instrumentos de inteligência económica orientados para a medição da competitividade empresarial, a avaliação do ambiente de negócios, a análise do emprego e da produtividade, bem como mecanismos de aferição da solidez e resiliência financeira das empresas.

Segundo o comunicado da FUNDEC, a audiência com a Presidente da Assembleia da República assume particular significado estratégico, tendo em conta o papel central deste órgão enquanto Casa Magna do Povo e instância legislativa suprema, determinante para o enquadramento jurídico das reformas económicas e institucionais necessárias ao fortalecimento do sector privado.

“A FUNDEC entende que o diálogo com o poder legislativo é essencial para que as iniciativas de inteligência económica e empresarial por si desenvolvidas possam contribuir para a construção de um quadro legal mais moderno, funcional e alinhado com as reais necessidades do sector empresarial moçambicano, promovendo maior previsibilidade, segurança jurídica, competitividade e atracção de investimento”, lê-se.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado de emergência do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, na noite deste sábado, após disparos de arma de fogo nas proximidades do evento, em Washington.

Segundo informações preliminares, os tiros foram registados junto à zona de segurança do hotel onde decorria a cerimónia, provocando momentos de pânico entre jornalistas, convidados e altas figuras do Estado. 

Testemunhas relatam que centenas de pessoas se abrigaram debaixo das mesas, enquanto agentes do Serviço Secreto evacuavam rapidamente o presidente e outros dirigentes.

As autoridades confirmam que um suspeito armado foi detido. Há indicação de que o indivíduo tentou violar o perímetro de segurança e efetuou disparos, tendo sido neutralizado pelas forças de segurança.

Donald Trump e a primeira-dama não sofreram ferimentos e já se encontram em segurança. Um agente do Serviço Secreto terá sido atingido, mas protegido pelo colete balístico.

O incidente interrompeu abruptamente o evento, considerado um dos mais importantes encontros entre o poder político e a imprensa nos Estados Unidos, e levanta novas preocupações sobre a segurança em eventos de alto nível.

As autoridades policiais norte-americanas detiveram imediatamente o autor do tiroteio ocorrido no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, no Hotel Hilton, em Washington, D.C., onde estavam presentes Donald e Melania Trump.

O presidente dos Estados Unidos publicou mesmo uma fotografia do alegado autor do incidente na sua conta pessoal da rede social Truth.

Imediatamente após o incidente, o presidente dos EUA deu uma conferência de imprensa na qual elogiou os membros da sua equipa de segurança pela sua resposta imediata, embora tenha sublinhado que não havia informações que indicassem o que estava prestes a acontecer.

Imediatamente após o incidente, o presidente dos EUA deu uma conferência de imprensa na qual elogiou os membros da sua equipa de segurança pela sua resposta imediata, embora tenha sublinhado que não havia informações que indicassem o que estava prestes a acontecer.

O presidente dos Estados Unidos, quando questionado sobre a razão pela qual estava a ser alvo de um possível assassinato, respondeu que poderia ser por ser “muito influente” e comparou-se a Abraham Lincoln.

“Estudei os assassinatos e tenho de vos dizer que as pessoas mais influentes, as que têm mais influência… olhem para as pessoas… Abraham Lincoln. Quero dizer, se olharmos para as pessoas que passaram por algo assim, veremos onde as encontram. As que têm o maior impacto, as que deixam a maior pegada, são as que são visadas”, disse Donald Trump.

Abraham Lincoln foi o primeiro presidente dos EUA a ser assassinado, em 1865, com um tiro na cabeça.

“Foi uma experiência traumática para Melania”, disse Trump, afirmando que inicialmente não queria que eles saíssem da sala, mas foi-lhe dito que o protocolo tinha de ser seguido.

“Não vamos deixar que ninguém se apodere da nossa sociedade”, salientou Donald Trump.

“Foi um barulho muito alto, vindo de longe. Ainda não tinha chegado à nossa zona. Eles ouviram-no e apanharam-no, mas estava muito longe. Mas era uma arma. E algumas pessoas perceberam-no muito rapidamente. Outras não. Eu estava a ver o que se passava. Se calhar devia ter descido ainda mais depressa. A Melania estava plenamente consciente, penso eu, do que estava a acontecer. Acho que ela entendeu imediatamente o que estava a acontecer. Ela disse: ‘É um barulho mau.’ Fomos rapidamente retirados juntamente com outras pessoas”, disse Donald Trump ao descrever o incidente.

Autor do crime foi detido

Segundo as primeiras investigações, o autor do incidente estava armado com uma pistola, uma caçadeira e facas, de acordo com as autoridades policiais.

De acordo com Janine Piro, procuradora-geral de Washington, o autor do ataque “queria claramente magoar o maior número possível de pessoas e causar o maior número possível de danos”

O tiroteio teve lugar no átrio, fora da sala onde se realizou o evento.

Não é a primeira vez que este hotel é palco de um atentado contra um presidente norte-americano. O Hotel Hilton em Washington DC ficou marcado pela tentativa de assassinato do então Presidente dos EUA Ronald Reagan, a 30 de Março de 1981, por John Hinckley Jr.

O atirador conseguiu disparar seis vezes contra o ocupante da Casa Branca numa questão de segundos. Uma das balas atingiu Reagan no peito e outras feriram gravemente o assessor de imprensa, um polícia e um agente do Secret Service. 

Os seguranças de Reagan salvaram-lhe a vida ao colocá-lo imediatamente na limusina presidencial. Foi levado para o Hospital George Washington, onde foi imediatamente submetido a uma cirurgia.

O autor do crime foi preso, declaradamente obcecado com a atriz Jodie Foster, cuja atenção quis chamar, mas foi posteriormente absolvido por insanidade e colocado num hospital psiquiátrico.

O Centro de Formação Profissional de Namanhumbir, financiado pela Montepuez Ruby Mining e operado pelo IFPELAC, reabriu na última sexta-feira, 24 de Abril, marcando uma nova fase na capacitação técnica de jovens no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado.

A infra-estrutura havia sido encerrada temporariamente na sequência de actos de vandalização registados em Dezembro de 2024, regressando agora com uma abordagem renovada e foco na empregabilidade e no auto-emprego juvenil.

No âmbito da reabertura, a Montepuez Ruby Mining envolveu a organização Field Ready Mozambique para apoiar a avaliação das necessidades do mercado de trabalho e a introdução de cursos mais alinhados com a realidade local.

Após um estudo preliminar, está prevista uma análise mais aprofundada que poderá resultar na criação de novos programas de formação técnica, ajustados às exigências do sector produtivo.

Entre as principais novidades destaca-se a introdução do curso de informática, apoiado por um novo laboratório equipado com 21 computadores. Esta é a primeira fase de reestruturação curricular do centro, que já oferece formações em electricidade, construção civil, serralharia, canalização, pintura e operação de maquinaria pesada.

Segundo a gestão do centro, a inclusão das tecnologias de informação pretende reforçar competências digitais e melhorar as oportunidades de inserção profissional dos jovens.

Em representação dos formandos, Muemede Chabane agradeceu a iniciativa, destacando a importância da formação tecnológica. “As tecnologias de informação são uma porta de entrada para o futuro e estamos comprometidos em aproveitar esta oportunidade”, afirmou.

Por sua vez, o Secretário Permanente do Distrito de Montepuez, Abudo Carlos, apelou à preservação das infra-estruturas. “Não deixem que este centro seja novamente destruído, pois isso atrasará o vosso futuro”, alertou.

O laboratório de informática irá também beneficiar alunos da Escola Secundária de Wikhupuri, abrangendo estudantes de várias comunidades do Posto Administrativo de Namanhumbir, reforçando o acesso à tecnologia e à qualidade do ensino.

Inaugurado em 2019 no âmbito das iniciativas de responsabilidade social da Montepuez Ruby Mining, o centro já formou 852 jovens em diferentes áreas técnicas e continua a desempenhar um papel central na promoção da empregabilidade, inclusão económica e desenvolvimento sustentável em Cabo Delgado.

Pescadores de ostras em Inhambane enfrentam dificuldades para escoar a produção, numa altura em que a falta de mercado tem provocado perdas e reduzido o rendimento das famílias. Para inverter o cenário, surgem iniciativas que promovem feiras de ligação directa entre pescadores e compradores, numa tentativa de fortalecer a cadeia de valor e dar novo fôlego ao sector.

Pescadores de ostras na província de Inhambane estão a enfrentar dificuldades no escoamento da produção, devido à falta de mercado, situação que tem provocado perdas e redução dos rendimentos das famílias dependentes desta actividade.

As ostras, muito apreciadas na gastronomia moçambicana, representam uma importante fonte de rendimento para comunidades costeiras. No entanto, a pressão crescente sobre os recursos marinhos tem reduzido a sua abundância, afectando directamente a actividade pesqueira artesanal.

“Antigamente tirávamos mapalo… quando é pequeno nós fazemos veda, deixamos crescer e só depois fazemos a abertura quando já está grande”, explicou a pescadora Luísa Arone, destacando práticas locais de conservação.

Com a diminuição das capturas, os pescadores enfrentam também dificuldades na comercialização do produto. Muitos relatam longas deslocações em busca de compradores, sem sucesso garantido.

“Sofríamos com as nossas ostras… levávamos até Macunhe, Vilankulo e outros lugares, mas não conseguíamos ninguém para comprar”, afirmou o pescador Félix Manuel, acrescentando que a situação tem melhorado com novas oportunidades de venda directa.

Este fim-de-semana, foi realizada uma iniciativa que juntou pescadores, compradores e consumidores num único espaço, promovendo o contacto directo e a criação de novas oportunidades de negócio.

A acção enquadra-se num projecto da WWF Moçambique, que pretende dinamizar feiras regulares para fortalecer a cadeia de valor da ostra e reduzir perdas associadas à falta de mercado.

Segundo o representante da organização, Calisto Vilanculos, o objectivo é aproximar os diferentes intervenientes da cadeia produtiva e garantir melhores condições de comercialização.

“A pretensão é fazer a ligação, para que os comerciantes, neste caso, possam ter a oportunidade de interagir também com diversos intervenientes que podem ter interesse na ostra, não só. Sabemos que as comunidades enfrentam algumas dificuldades, por causa das acessibilidades locais onde estão estes recursos, e muitas das vezes elas não conseguem colocar os seus produtos em pontos estratégicos, por causa dessas limitações, dessas áreas. Então, tendo estes produtos numa única área e também tendo vários comerciantes e vários produtores, neste caso, vários comerciantes e vários compradores, é possível ter maior competitividade do processo e vendermos o produto a melhor preço e as comunidades saírem a ganhar e, consequentemente, a resolver os problemas básicos que elas enfrentam dentro das suas famílias”, explicou.

Para além da componente comercial, as comunidades piscatórias estão também a receber formação em técnicas de pesca sustentável e em actividades alternativas de geração de rendimento, com o objectivo de reduzir a pressão sobre os recursos marinhos e garantir a sustentabilidade do sector.

Grupos de defesa do clima alertam que o adiamento do encerramento de usinas termelétricas a carvão na África do Sul pode levar à morte de até 32 mil pessoas ​​entre 2026 e 2050. A zona industrial mais poluente do país dista a 300 quilómetros de Maputo.

Cerca de 80% da energia da África do Sul é fornecida pelas usinas termelétricas a carvão, uma das fontes energéticas que mais poluem o ambiente. Devido a esta e outras situações, a África do Sul ocupa a 11ª posição em emissões de gases de efeito estufa no mundo. 

Embora o país esteja no caminho do cumprimento do Acordo de Paris, para limitar o aquecimento global, no ano passado o governo aprovou a prorrogação do prazo de operação de 14 usinas termelétricas a carvão, duas delas até 2050, contra o prazo inicial de 2030.

Entretanto, um relatório de organizações ambientais baseadas na terra do Rand, aponta que o atraso no encerramento das usinas, baseadas em Mpumalanga província  fronteiriça com Moçambique, poderá levar a milhares de mortes e provocar 41 mil partos prematuros.

Boa parte das usinas de carvão estão no Mpumalanga, incluindo 12 centrais de energia eléctrica a carvão da estatal Eskom. A província que até 2024 concentrava cerca de 800.000 moçambicanos, tem um dos ares mais poluídos pela concentração de dióxido de nitrogénio.

A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, prometeu uma reforma constitucional em resposta à violência pós-eleitoral do ano passado, que deixou centenas de mortos. 

A promessa da presidente da Tanzânia surgiu após o anúncio das conclusões, nesta quinta-feira, da comissão governamental criada para investigar o derramamento de sangue naquele país da África Oriental depois da violência pós-eleitoral. 

Segundo as conclusões, 518 pessoas foram mortas e pelo menos 2 mil ficaram feridas, dados que, para Hassan, vão orientar emendas constitucionais, incluindo a criação de uma comissão de reconciliação.

Além disso,  a presidente também anunciou a criação de um órgão de investigação criminal para revisar a agitação pós-eleitoral.

O presidente também anunciou a formação de um órgão de investigação criminal para analisar os distúrbios ocorridos após as eleições.

“O que aconteceu em Outubro de 2025 não interrompeu nem diminuiu os problemas que enfrentamos como país. O caos se instaurou, mas o caos e a violência não resolveram nossos problemas. Pelo contrário, agravaram-nos”, disse Hassan, citada por African News.

Ela afirmou que o órgão irá identificar aqueles que planejaram, financiaram e estiveram envolvidos em actos criminosos como saques e danos à infra-estrutura.

Hassan afirmou que a investigação também abrangerá casos de corpos desaparecidos e alegações de sequestros.

Refira-se a Tanzânia foi palco de violência pós-eleitoral em 29 de Outubro, após jovens saírem às ruas acusando o Governo de silenciar a oposição, enquanto o líder do principal partido de oposição permanecia preso por traição e o candidato presidencial do segundo maior partido de oposição estava impedido de concorrer.

O Parlamento aprovou hoje, por consenso, duas propostas de lei que regulam a governação descentralizada provincial. Trata-se de uma revisão que vai permitir ao Estado poupar mais de 1,2 mil milhões de meticais por ano, e que, entre outros, extingue o Conselho dos Serviços de Representação do Estado. 

A revisão das leis que regulam a governação descentralizada no país já era bastante esperada, depois de serem notadas inconsistências, disfunções e redundâncias institucionais que fragilizam a eficiência do Estado.

Há duas semanas, o Presidente da República, Daniel Chapo, solicitou à Assembleia da República a apreciação, com carácter de urgência, das propostas de lei de revisão dos instrumentos. 

A extinção do Conselho de Serviços de Representação de Estado, uma estrutura colegial que inclui vários serviços, é uma das medidas resultantes da adopção dos instrumentos, segundo explicou o ministro da Administração Estatal e Função Pública.

Falando aos deputados, durante a apreciação dos instrumentos, Impissa explicou que a revisão da lei 4/2019 ajusta as funções do governador da província.   

Depois da apreciação, as duas propostas de lei foram aprovadas por consenso. 

Para os deputados, a revisão vai trazer ganhos ao Estado. 

Mesmo a favor, o Podemos e o MDM dizem que a expectativa era de que fosse eliminada a figura do secretário de Estado, cuja existência é determinada pela Constituição da República. 

A revisão das propostas de lei vai também permitir poupar recursos do Estado, na ordem de 1,2 mil milhões de meticais por ano.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, recebe na próxima Segunda-feira, na sede do Parlamento moçambicano, em Maputo, o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, no âmbito da visita oficial, que efetuará a Moçambique. 

A visita insere-se no quadro do reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os Parlamentos e os povos dos dois países.  

A chegada do Presidente da Assembleia Nacional de Angola está prevista para o dia 26 de Abril, ao Aeroporto Internacional de Maputo, onde será recebido pelo Primeiro Vice-Presidente da Assembleia da República, Hélder Ernesto Injojo.

O programa da visita inclui, ainda, um encontro e conversações oficiais entre os Presidentes dos dois Parlamentos; a assinatura de um Programa de Cooperação entre os dois Parlamentos; declarações conjuntas à imprensa; e o discurso do Presidente da Assembleia Nacional de Angola no Plenário da Assembleia da República.

A Comissão Europeia promete agir em caso de agressão a um Estado-membro, afirmou esta sexta-feira o Presidente de Chipre aos jornalistas. A medida foi tomada durante a cimeira informal de chefes de Estado e de Governo que decorre em Nicósia, Capital do Chipre.  

Em declarações esta sexta-feira aos jornalistas à chegada no segundo dia da cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Nicósia, o presidente do Chipre foi questionado sobre o que é que os líderes acordaram quanto ao artigo 42.7 dos tratados, que consagra o princípio de defesa mútua em caso de agressão a um Estado-membro, e que discutiram esta quinta-feira à noite.

“O que concordamos ontem à noite é que a Comissão vai preparar um plano sobre como responderemos caso um Estado-membro ative o artigo 42.7. Há várias questões para as quais precisamos de ter uma resposta”, afirmou.

O presidente de Chipre disse ainda  que, por exemplo, se França decidir activar o artigo 42.7, é preciso perceber qual é que vai ser o primeiro Estado-membro a responder e que meios é que poderão ser mobilizados.

O artigo 42.7, que consagra o princípio de defesa coletiva em caso de agressão a um Estado-membro, só foi ativado uma vez na história da Uniao Europeia: pela França, em 2016, após os atentados terroristas em Paris.

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