O Programa Alimentar Mundial (PAM) precisa de 32 milhões de dólares (cerca de 26,7 milhões de euros) para apoiar, nos próximos três meses, cerca de 450 mil pessoas afetadas pelas cheias em Moçambique, anunciou a organização.
Segundo um comunicado, citado pela Lusa, a agência está a utilizar meios como veículos anfíbios, barcos, camiões, aviões e helicópteros para chegar às comunidades isoladas, mas alerta que a resposta está limitada pela falta de financiamento.
A directora nacional do PAM em Moçambique, Claire Conan, citada pela Lusa afirmou que a organização dispõe de equipas técnicas, logística e capacidade operacional para reforçar rapidamente a assistência alimentar e nutricional, mas que a escassez de fundos impede o alargamento do apoio.
Claire Conan sublinhou ainda que as cheias representam não só uma emergência imediata, mas também uma séria ameaça à segurança alimentar a longo prazo, num contexto em que duplicou o número de pessoas que necessitam de ajuda do PAM no país. Grandes extensões de terras agrícolas ficaram submersas, o que deverá comprometer as próximas colheitas, provocar escassez de alimentos e aumentar os preços.
A responsável apelou à comunidade internacional para apoiar tanto a resposta de emergência como iniciativas de segurança alimentar sustentável. O PAM acrescenta que a falta de financiamento já levou a uma redução de 60% no número de beneficiários no norte do país em comparação com 2024, prevendo-se um novo corte de 40% em março e a suspensão total da assistência em maio, caso não haja apoio imediato.
De acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), as cheias das últimas semanas causaram 22 mortos e afectaram cerca de 700 mil pessoas em Moçambique, com 3.541 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.
O porta-voz da Frelimo nega que haja um comando do partido no poder para colocar de lado apoios de outras formações políticas às vítimas de inundações. Pedro Guiliche considera descabido que se faça qualquer tipo de segregação de ajuda humanitária.
Depois de denúncias de algumas formações políticas de estarem a enfrentar dificuldades para fazer chegar os seus apoios às vítimas de inundações, o porta-voz da Frelimo, à saída de uma sessão da comissão política do partido, nesta quarta-feira, disse tratar-se de um falso alarme.
No entender de Pedro Guiliche, apesar dos estragos significativos, as cheias que assolam parte do País estão a servir para unir os moçambicanos.
Questionado sobre o desfecho do recente caso da morte do administrador do BCI, o porta-voz da Frelimo sugere que se aguardem investigações de Moçambique e Portugal.
Sobre as incongruências existentes entre o decreto do Conselho de Ministros e o diploma do Ministério da Economia sobre as restrições na importação de arroz e trigo, Guiliche diz aguardar os esclarecimentos daqueles que tomaram as decisões.
Entre vários assuntos, a Comissão Política da Frelimo analisou, nesta quarta-feira, a situação das inundações que afectam famílias, empresas e o Estado moçambicano, como um todo.
A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) procedeu à doação de livros juvenis e material escolar ao Centro de Acolhimento Missão de São Roque, em Matatuíne, apoiando, assim, o início do novo ano escolar.
Nesta visita, foram doados diversos conjuntos de material escolar (cadernos, lápis, canetas e borrachas), e algumas colecções de livros juvenis para equipar a biblioteca da Missão de São Roque. Esta biblioteca apoia não só os alunos do Centro de Acolhimento como também a comunidade local na promoção de hábitos de leitura e de aprendizagem.
A Missão São Roque pertence à Arquidiocese de Maputo, sendo uma instituição que vive maioritariamente de doações particulares. Garante acolhimento a meninos e meninas órfãos, providenciando a estas crianças as condições necessárias para viver e estudar, além de receberem o cuidado e o carinho dos missionários.
Com este apoio, a EUMAM MOZ prossegue o seu compromisso de actuação em conformidade com o Direito Humanitário Internacional, o Direito Internacional dos Direitos Humanos e a Agenda Mulheres, Paz e Segurança. A Missão é actualmente comandada pelo Comodoro César Pires Correia, da Marinha Portuguesa, e conta com mais de 80 militares e civis, de 12 nacionalidades. O mandato da EUMAM MOZ decorre até Junho deste ano.
Os académicos Ângelo Nhancale e Dionísio Tumbo defendem que o País deve ajustar definitivamente o calendário escolar, para que o arranque das aulas não coincida com a época chuvosa.
O Governo adiou o arranque do ano lectivo de 2026, antes programado para o dia 30 de Janeiro, devido às cheias que tomaram parte das escolas das zonas Sul e Centro do País, algo que acontece quase todos os anos. Tal realidade, segundo Dionísio Tumbo, especialista em Pedagogia e professor universitário na Universidade Pedagógica de Maputo, desafia o País a reajustar em definitivo o seu calendário lectivo.
“A diversidade climática dessas nossas regiões acaba exigindo ou demandando respostas diferenciadas. Então, o Ministério da Educação deveria acompanhar essas mutações climáticas e adequar a sua programação curricular para o maior aproveitamento do tempo curricular nessas zonas diferenciadas.”
Por outro lado, também concordando com o ajuste do calendário, Ângelo Nhancale entende que o sistema semestral pode trazer melhor aproveitamento e sem ajustes improvisados do calendário escolar.
“Temos de repensar o calendário, regressar ao sistema semestral. Em relação ao clima, penso que poderemos ficar menos afectados e, assim, aproveitar mais o tempo seco”, concluiu.
Os pedagogos entendem que as férias prolongadas que estão a ser “oferecidas” às crianças, devido às cheias, podem ter impacto negativo na educação, principalmente na zona rural. Os pesquisadores temem que alunos que se ocupem em actividades lucrativas, durante este período, e não regressem às aulas.
A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) confirmou ontem o fim do contrato com o treinador Chiquinho Conde e anunciou um período de reflexão para definir o perfil do próximo selecionador, sem decisões imediatas.
A informação foi avançada pelo vice-presidente da FMF para Estudos, Projectos, Marketing e Relações Públicas, Gervásio de Jesus, após uma reunião da direção executiva realizada na quarta-feira, em Maputo.
Moçambique disputou a fase final da Taça das Nações Africanas de 2025 (CAN2025), pela sexta vez, superando, pela primeira vez, a fase de grupos, mas caindo nos oitavos de final frente à Nigéria.
“Este era um dos pontos essenciais, visava proceder-se à análise, a um balanço, daquilo que foi o desempenho da selecção nacional durante a competição e outros aspectos bastante importantes que têm a ver com as infra-estruturas e também a preparação da participação das nossas seleções nas competições ao nível da Cosafa”, disse o dirigente, em declarações aos jornalistas.
Segundo Gervásio de Jesus, a FMF limitou-se a comunicar ao antigo avançado o termo do vínculo contratual.
“O que a direcção executiva fez foi somente informar ao selecionador nacional sobre a caducidade do contrato de trabalho. Ele foi informado sobre essa matéria e agora aguarda-se pelos passos subsequentes”, explicou.
O responsável frisou que, com o fim do contrato, ambas as partes ficam livres “de tomar alguma posição em relação a este processo”, referindo que não há pressão sobre a decisão de contratação de um selecionador, mas que a FMF vai aproveitar a ausência de competições oficiais nos próximos meses para ponderar o rumo a seguir.
“Estamos conscientes da necessidade de se decidir em torno daquilo que vai acontecer, olhando justamente para o perfil real do seleccionador que se pretende para a seleção nacional, provavelmente, digo eu, o Chiquinho esteja enquadrado nisto, mas não há nenhuma decisão tomada pela direcção quanto a este lugar”, declarou Gervásio de Jesus.
Chiquinho Conde assumiu o comando dos Mambas em Outubro de 2021, sucedendo a Horácio Gonçalves, e conduziu a selecção duas vezes ao CAN.
No CAN 2025, Moçambique conquistou uma vitória histórica frente ao Gabão (3-2), mas foi eliminado após a derrota com a Nigéria (4-0), nos oitavos-de-finais, e dos desaires ainda no Grupo F diante de Costa do Marfim (1-0) e Nigéria (4-0).
Já na qualificação para o Mundial 2026, que vai ser disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México, os Mambas mantiveram-se na luta pelo apuramento até às últimas jornadas, mas falharam o apuramento directo, ao terminar no terceiro lugar do Grupo G, com 18 pontos, atrás de Argélia (25) e Uganda (18).
Pelo menos 11 pessoas perderam a vida, esta quinta-feira, na sequência de uma colisão entre um táxi do tipo minibus e um camião, na África do Sul, informaram fontes governamentais e os serviços de emergência.
O sinistro ocorreu nas proximidades da cidade de Durban, na província de KwaZulu-Natal, no leste do país. De acordo com um comunicado do Departamento Provincial dos Transportes, citado por Siboniso Duma, entre as vítimas mortais encontra-se uma criança, embora os dados ainda sejam considerados preliminares.
Segundo testemunhos recolhidos no local, o acidente terá sido provocado por uma manobra de inversão de marcha efetuada pelo condutor do camião, que resultou numa colisão frontal com o táxi minibus.
O porta-voz do serviço privado de emergência ALS Paramedics, Garrith Jamieson, citado pela Lusa, confirmou a existência de 11 óbitos e referiu que várias pessoas ficaram gravemente feridas. Entre elas encontra-se o motorista do táxi, que ficou encarcerado nos destroços do veículo.
Este acidente ocorre poucos dias depois de outro episódio trágico registado perto de Joanesburgo, no passado dia 19 de janeiro, que resultou na morte de 14 crianças, após a colisão entre um autocarro escolar e um camião. Na ocasião, o condutor do autocarro foi detido e acusado de 14 crimes de homicídio, depois de as autoridades terem concluído que conduzia de forma imprudente ao ultrapassar uma fila de viaturas antes do embate. Inicialmente acusado de homicídio por negligência, o jovem de 22 anos viu as acusações agravadas para homicídio, segundo o Ministério Público.
Os táxis minibus constituem o principal meio de transporte público na África do Sul, sendo utilizados por cerca de 70 por cento dos passageiros que se deslocam diariamente para o trabalho. Muitos pais recorrem igualmente a estes transportes privados para levar os filhos à escola.
Nos últimos meses, vários acidentes envolvendo transporte escolar têm sido registados no país. Em outubro, 18 crianças ficaram gravemente feridas num acidente no leste da África do Sul, enquanto em setembro pelo menos cinco alunos morreram e outros oito ficaram feridos num incidente semelhante.
Este é mais um episódio de uma série de acidentes rodoviários fatais num país que dispõe de uma rede viária moderna, mas onde a sinistralidade continua elevada, sobretudo devido ao excesso de velocidade, condução perigosa e más condições mecânicas dos veículos.
Uma mulher deu à luz num centro de acolhimento em Guaraguara, no distrito de Búzi, em Sofala, e queixa-se da falta de condições mínimas de acomodação e alimentação. As cerca de 50 mulheres, entre grávidas e lactentes, dizem não estar a haver priorização no tratamento.
Além das crianças, as mulheres grávidas têm sido bastante afectadas nos centros de acolhimento às vítimas das cheias em Sofala.
Amélia João, solteira, mãe de cinco filhos, deu à luz a uma menina no centro de reassentamento para vítimas das cheias, montado na escola básica de Guaraguara, no distrito de Búzi.
Após o parto, foi orientada a não se juntar às outras mães, por questões de saúde, uma medida impossível num local onde cada milímetro está ocupado.
“Estou mal e estou a pedir ajuda, dei parto com dificuldades e não estou a conseguir andar bem (…) Não tenho família aqui em Guaraguara, estou sozinha, com esses filhos”, conta Amélia João.
Durante o dia fica debaixo de uma árvore, mas, à noite, junta-se às outras mães, em um quarto, aliás sala fria, sem janelas, nenhum conforto, principalmente para um recém nascido.
“Nós estamos grávidas e não temos como lutar com as pessoas que não estão. Estamos a dormir fora, nem sequer temos rede mosquiteira, sendo que no hospital proíbem que as mulheres grávidas durmam sem rede mosquiteira”, reclamou Júlia Afonso, gestante.
Em Guaraguara, para se ter alimentação, há vezes que é necessário fazer teste de força, uma disputa que exclui as mulheres grávidas.
“Todo mundo tem que comer feijão, mas eu tenho problemas de estômago, quando como por dois ou três dias passo mal (…) O que nós queremos agora é ser bem cuidadas, como mulheres grávidas, porque corremos muitos riscos”, vincou uma gestante, que também divide espaço com outras mulheres no centro de acolhimento de Guaraguara.
A repetição do cardápio é, por dias, também uma queixa, além de não haver priorização deste grupo. As autoridades dizem haver orientações para a priorização de grupos sociais.
“Quando estamos num ambiente com muita gente, há sempre este lado de reclamações, que precisamos controlar e aumentar. Falava aqui com a equipa da gestão do centro para aumentar o número de panelas e o número de pessoas na confecção dos alimentos, para garantir que todos esses direitos sejam salvaguardados”, explicou Aristides Armando, Delegado do INGD em Sofala.
A Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) assegura que o processo de modernização do seu Sistema Integrado de Gestão Universitária não vai trazer prejuízos aos estudantes, apesar dos constrangimentos registados nos últimos dias no acesso às notas, à situação financeira e aos pedidos de declarações académicas. A garantia foi dada pelo Diretor do Registo Académico da instituição, Célio Sengo, durante uma entrevista concedida à STV, na sequência do crescente descontentamento manifestado pela classe académica.
A intervenção do responsável surge num momento em que vários estudantes, sobretudo do regime pós-laboral, relataram dificuldades no acesso à plataforma digital da universidade, situação que gerou dúvidas, reclamações nas redes sociais e receios quanto a uma eventual perda de dados académicos. Segundo Célio Sengo, os problemas estão associados ao processo de migração de dados do sistema antigo para uma nova plataforma tecnológica, concebida para responder às atuais exigências da instituição.
“Estamos a migrar os dados do sistema antigo para um novo sistema, mais moderno e ajustado à realidade atual da universidade. Isso não significa perda de informação nem prejuízo para os estudantes”, afirmou, esclarecendo que a atualização resulta da evolução institucional, da introdução de novos planos curriculares e da necessidade de alinhar o sistema académico ao plano estratégico da UP-Maputo.
O diretor reconheceu que a transição gerou dificuldades pontuais, sobretudo no acesso inicial ao novo sistema, que passou a exigir regras mais rigorosas de segurança, como a criação obrigatória de senhas fortes. “Alguns estudantes tiveram dificuldades nesse processo, outros não conseguiam visualizar de imediato a situação financeira, mas são situações que já estamos a resolver”, explicou.
Para minimizar os impactos, a universidade optou por manter, em simultâneo, o sistema antigo e o novo, permitindo que os estudantes continuem a aceder aos serviços académicos sem interrupções. “O sistema anterior continua ativo. Quem tiver dificuldades no novo pode recorrer ao antigo sem qualquer problema”, garantiu Célio Sengo, sublinhando que a migração está a ser feita de forma gradual e acompanhada pelo feedback dos utilizadores.
O responsável atribui parte do alarme gerado nos últimos dias ao facto de muitos estudantes terem acedido diretamente à nova plataforma, sem perceberem que o sistema antigo permanecia operacional. Ainda assim, considera legítimas as preocupações. “É normal que haja receios quando se introduz um novo sistema. Essas preocupações ajudam-nos a identificar falhas e a melhorar”, disse.
Uma das questões mais sensíveis abordadas na entrevista prende-se com a situação dos estudantes que estão afastados da universidade há vários anos ou que concluíram as cadeiras, mas ainda não defenderam os seus trabalhos finais. Questionado sobre este grupo, o diretor foi taxativo ao afastar qualquer risco de perda de notas ou do histórico académico. “Todos os dados estão salvaguardados. Migração significa transportar toda a informação do sistema antigo para o novo, incluindo estudantes antigos”, assegurou.
Célio Sengo explicou ainda que, mesmo após a desativação definitiva do sistema antigo, este continuará acessível internamente para consultas específicas, reforçando que a integridade dos dados académicos está garantida. O maior risco, segundo referiu, não está ligado ao sistema, mas ao cumprimento dos prazos regulamentares de duração dos cursos, situação que pode obrigar alguns estudantes a solicitar a reintegração.
Quanto ao calendário, a UP-Maputo não avança com uma data exata para a conclusão do processo, mas aponta o presente semestre como período de transição, com a expectativa de iniciar o segundo semestre já com o novo sistema plenamente funcional. “Tudo vai depender do volume de reclamações e sugestões que formos recebendo. Os estudantes é que orientam este processo”, afirmou.
Relativamente às inscrições, o Diretor do Registo Académico anunciou que os estudantes internos deverão iniciar o processo na segunda semana de fevereiro, em data a ser comunicada oficialmente. Já os novos ingressos deverão inscrever-se a partir de março, após a divulgação dos resultados dos exames de admissão, estando ainda em análise a plataforma que será utilizada.
Com estes esclarecimentos, a Universidade Pedagógica de Maputo procura acalmar os ânimos e reafirmar que a transição tecnológica, apesar dos percalços iniciais, está a ser conduzida com salvaguarda dos direitos e do percurso académico dos estudantes.
O Hospital Distrital de Morrumbala enfrenta uma situação crítica marcada pela falta de água, material médico-hospitalar e alimentação, afectando directamente as enfermarias e o bloco operatório. Os pacientes passam fome por falta de alimento para doentes.
Trata-se de uma unidade sanitária de referência que recebe doentes provenientes dos distritos de Mopeia, Derre, Luabo, na província da Zambézia, e ainda do distrito de Caia, em Sofala. Apesar da sua importância, o hospital vive momentos dramáticos, devido à escassez de água, o que compromete a higienização básica.
Para além da falta de água, não há detergentes nem material médico-cirúrgico, situação que coloca em risco, tanto os profissionais de saúde como os pacientes, uma vez que os técnicos continuam a prestar cuidados em condições inadequadas.
A alimentação constitui outra grande preocupação. O hospital está há mais de quatro meses sem abastecimento alimentar, obrigando pacientes vindos das zonas periféricas, sem familiares na vila, a depender da solidariedade de outros doentes. Quem tem condições mínimas recorre à confecção de alimentos do lado de fora da unidade sanitária.
O “O País” tentou ouvir a direcção do Hospital Distrital de Morrumbala, sem sucesso. Em alternativa, a equipa de reportagem ouviu o administrador distrital, João Nhanbessa, que minimizou a gravidade da situação.
Entretanto, o distrito de Morrumbala enfrenta um surto de diarreia, com o registo de mais de 50 casos. Na última quarta-feira, várias equipas de saúde foram destacadas para as comunidades, com o objectivo de conter a propagação da doença.
O internacional moçambicano pode estar a caminho do Estrela Vermelha de Portugal, equipa que milita na segunda divisão do futebol português, segundo escreve o jornal Record. A falta de oportunidades no Pafos do Chipre leva o lateral-esquerdo a ponderar a interrupção do contrato.
Depois de muito se falar no interesse de clubes da Espanha e da Inglaterra em ter os préstimos do internacional moçambicano Bruno Langa, agora surge outra informação que pode mudar o futuro do jogador.
O jornal desportivo português Record escreve, na sua edição desta quarta-feira, que Bruno Langa está muito perto de ser reforço do Estrela da Amadora neste mercado de transferências de Janeiro.
O lateral-esquerdo moçambicano, de 28 anos, deverá ser emprestado pelo Almería, da segunda divisão espanhola, aos tricolores, ainda que haja na mesa interesses do Eibar da Espanha e do Hull City e Fulham da Inglaterra.
Bruno Langa cumpre, desde Julho do ano passado, um empréstimo do Almería da Espanha ao Pafos do Chipre, sendo que o mesmo deverá ser terminado em breve, de forma a que o internacional moçambicano possa, desta forma, regressar a Portugal um ano e meio depois.
Recorde-se que o jogador se mudou de Portugal para Espanha depois que representou o Amora, na altura vindo da Black Bulls, o Vitória de Setúbal e o Desportivo de Chaves, último clube que representou antes de passar para Espanha no verão de 2024, rumo ao Almería, a troco de 1,2 milhões de euros.
Com o clube espanhol, Langa tem um contrato válido até 2028, com uma cláusula de rescisão avaliada em um milhão de euros, segundo o Transfermarkt, site especializado em mercados de transferências de jogadores.
Esta temporada, soma 18 jogos pelo Pafos, clube que disputou a fase de liga da Liga dos Campeões europeus, e que pagou 200 mil euros pela cedência de Langa. Aos 28 anos, já foi internacional moçambicano em 37 ocasiões, tendo sido um dos titulares na lateral esquerda durante o Campeonato Africano das Nações que decorreu no Marrocos, de Dezembro de 2025 a Janeiro corrente, e conquistado pelo Senegal.
Ao serviço dos Mambas, Bruno Langa apontou apenas um golo.

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