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A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, manifestou consternação pelo falecimento da antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, ocorrido esta sexta-feira, vítima de doença.

Numa mensagem de condolências dirigida à família enlutada, Gueta Selemane Chapo afirma que a partida de Luísa Dias Diogo representa uma perda profunda para Moçambique e, em particular, para as mulheres que nela encontraram uma referência de coragem, competência e liderança ao serviço do bem comum.

A Primeira-Dama sublinha que Luísa Dias Diogo foi uma mulher de visão e de princípios firmes, que exerceu com elevado sentido de responsabilidade os cargos de Ministra das Finanças e de Primeira-Ministra, contribuindo de forma decisiva para a consolidação económica do país e para o fortalecimento do papel da mulher na governação.

Na mensagem, Gueta Chapo destaca ainda que o exemplo de dedicação e integridade de Luísa Dias Diogo continuará a inspirar gerações de moçambicanas e moçambicanos, descrevendo-a como uma líder que soube unir competência e sensibilidade, abrindo caminhos e deixando marcas profundas no país e além-fronteiras.

A Primeira-Dama realça que o legado de Luísa Dias Diogo transcende a sua acção governativa, permanecendo vivo como inspiração para as novas gerações de mulheres e raparigas moçambicanas, a quem abriu caminhos de participação, liderança e serviço à pátria.

No final, Gueta Selemane Chapo expressa solidariedade à família enlutada e a todos os moçambicanos, manifestando votos de conforto e serenidade neste momento de dor, e reiterando que a memória de Luísa Dias Diogo continuará a iluminar o percurso de Moçambique.

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A Confederação Africana de Futebol, CAF, vai incrementar o valor destinado às federações nacionais de futebol, passando dos actuais 200 mil dólares para um milhão, equivalente a 65 milhões de meticais por ano. A medida visa contribuir na melhoria dos projectos de desenvolvimento de futebol.

A Confederação Africana de Futebol continua a dar passos significativos, tendo como foco o desenvolvimento do futebol africano. Desta vez, a CAF anunciou o incremento do valor destinado às federações nacionais de futebol. 

Dos actuais 200 mil dólares, o organismo que gere o futebol africano passará a desembolsar um milhão, equivalente a 65 milhões de meticais por ano, num aumento de 400 por cento. 

A CAF pretende com o incremento impulsionar o futebol africano, através da aposta em vários projectos dos países membros da agremiação, sobretudo com foco nas infra-estruturas.  

Esta não é a primeira vez que o órgão reitor do futebol continental, sob liderança do sul-africano Patrice Motsepe, incrementa o orçamento para as federações. 

A CAF tem levado a cabo também vários projectos de transformação do futebol africano, de modo a tornar a modalidade mais competitiva e com uma melhor qualidade. 

Luís Miquissone foi eleito melhor jogador do Moçambola-2025, juntando o prémio ao do melhor marcador da prova. Com os dois títulos individuais arrecadados, o avançado da União Desportiva de Songo acumula uma premiação monetária de um milhão de meticais.

Texto: Redacção

Foto: O País

Apesar do fim prematuro do Moçambola-2025, ainda com quatro jornadas por disputar, os prémios para os melhores da prova já foram definidos. A União Desportiva de Songo é a que arrecada o maior número de prémios da HCB, entre colectivos e individuais.

A nível colectivo, os “hidroeléctricos” encaixam um prémio de sete milhões e quinhentos mil meticais pelo título de campeões nacionais, contra os três milhões da Black Bulls, como vice-campeã, e um milhão e quinhentos mil meticais do Ferroviário da Beira, que terminou em terceiro lugar.

Os “locomotivas” de Chiveve ficaram ainda com o prémio de equipa Fair-Play da prova.

A nível individual, Luís Miquissone foi eleito o melhor jogador do campeonato, após ter sido eleito cinco vezes melhor em campo, assegurando o prémio de 550 mil meticais, superando a concorrência de Chester, colega na UD de Songo, em segundo e com direito a 250 mil meticais, e de Ângelo Cantolo, que ficou em terceiro, e recebe 125 mil meticais.

Miquissone foi ainda coroado melhor marcador da prova, com 15 golos marcados, superando a concorrência de Ângelo Cantolo (Chingale de Tete), segundo com 11 golos, e Tomás (AD Vilankulo), com nove. O avançado de Songo recebe 400 mil meticais de prémio, o jogador do Chingale, 200 mil, e do do Vilankulo recebe 100 mil meticais.

Quanto aos guarda-redes, o do Ferroviário de Maputo, José Guirrugo, venceu o prémio da Luva de Ouro, ao sofrer menos golos e arrecada 350 mil meticais, deixando para trás Ebrima, da UD Songo, que recebe 125 mil, e Crimildo, do Ferroviário da Beira, que fica com 100 mil meticais.

Daúde Razaque, treinador dos campeões nacionais, foi eleito melhor treinador, levando para casa um prémio de 300 mil meticais, superando Abdul Omar, da AD Vilankulo, e Antoninho Muchanga, do Ferroviário de Lichinga, segundo e terceiro classificados respectivamente, que ficam com 125 e 100 mil meticais.

O presidente da UD Songo, Francisco Xavier, foi eleito Dirigente do Ano por ter liderado a equipa a um recorde histórico de 17 vitórias consecutivas.

As premiações são anunciadas quando há clubes que ainda reclamavam pela não conclusão da prova, uma vez que ainda tinham hipóteses de garantir a manutenção, ou terminar no topo da prova.

Para já, a Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol vão discutir o futuro do Moçambola-2026 na próxima quarta-feira, 21 de Janeiro.

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) alerta para o risco de inundações nos bairros Fiche, 25 de Setembro, Tedeco e Mazambanine, no distrito de Boane, galgamento das pontecas de Umpala, Mazambanine e Mafuiane e condicionamento da transitabilidade rodoviária da Estrada Nacional nº2  (EN2) no troço entre Boane e Matola. 

A informação foi partilhada através de um comunicado enviado ao “O País”, segundo  qual “face as chuvas intensas que continuam a registar nos países a montante e localmente e o nível de enchimento das albufeiras (acima de 90%), prevê-se para as próximas 24 horas o incremento gradual na Barragem dos Pequenos Libombos podendo ultrapassar os 1000 m3/s”. 

Desta forma, a ARA-Sul apela à sociedade para a retirada de pessoas e bens nas áreas de inundação das bacias Umbelúzi, Incomáti, Limpopo e Save para zonas seguras, e tomada de medidas de precaução ao se fazerem aos rios

Quarenta e oito reclusos evadiram-se das celas da cadeia distrital de Gondola, na província de Manica. O caso ocorreu na tarde desta quinta-feira. Entre os fugitivos estavam condenados e outros em situação de prisão preventiva.

Os moradores dos bairros Mucessua, Eduardo Mondlane, Francisco Manhanga e 3 de Fevereiro viveram momentos de pânico na tarde desta quinta-feira, quando 48 reclusos evadiram-se da cadeia distrital de Gondola.

Os residentes temem agora por dias piores em termos de criminalidade, com a fuga dos reclusos da cadeia.

As autoridades já trabalham para recapturar os reclusos, segundo avançou o administrador de Gondola, que pede aos fugitivos que regressem de forma voltaria.

O Banco Mundial decidiu suspender todas as suas operações e o desembolso de fundos na Guiné-Bissau, na sequência da recente instabilidade política e da quebra da ordem constitucional no país. Segundo o Banco Mundial, a decisão resulta da aplicação das suas normas internas, que determinam a interrupção do apoio financeiro sempre que um país passa a ser governado por autoridades consideradas de facto, fora do quadro constitucional.

Na prática, a suspensão traduz-se no congelamento imediato de projectos em curso, na interrupção de novos financiamentos e na paralisação de desembolsos já aprovados. A medida afecta programas nos sectores da saúde, educação, infra-estruturas, governação e protecção social, áreas que têm beneficiado do apoio contínuo do Banco Mundial na Guiné-Bissau.

Segundo informações tornadas públicas, a decisão enquadra-se na Política Operacional OP 7.30 – “Dealings with De Facto Governments”, documento oficial do Banco Mundial que orienta a actuação da instituição em contextos de ruptura constitucional. “O Banco deve suspender desembolsos e novas operações quando não estejam reunidas as condições mínimas de legitimidade institucional e previsibilidade administrativa”, lê-se no documento.

A mesma política estabelece que o Banco Mundial apenas pode manter relações financeiras com um país quando reconhece que as autoridades no poder dispõem de capacidade legal e administrativa para honrar compromissos internacionais. “Em situações de governos de facto, o Banco deve avaliar se as autoridades possuem capacidade para representar o país e assegurar a utilização adequada dos recursos”, aponta a OP 7.30.

Em contextos de golpes de Estado ou de transições políticas não reconhecidas, o documento recomenda cautela acrescida. “A continuidade das operações financeiras só deve ocorrer quando existirem garantias razoáveis de que os fundos não serão comprometidos por instabilidade política ou administrativa”, sublinha o Banco Mundial no mesmo texto.

No caso concreto da Guiné-Bissau, fontes próximas do processo indicam que a instituição considera não estarem reunidas, neste momento, as condições exigidas pela sua política interna para a continuidade do financiamento. O Banco Mundial afirma estar a acompanhar a evolução da situação política e institucional, esclarecendo que a decisão não representa um afastamento definitivo. “Trata-se de uma suspensão temporária, sujeita a reavaliação à medida que a situação política evoluir”, aponta uma fonte da instituição citada pela imprensa internacional.

O Banco Mundial tem sido, nas últimas décadas, um dos principais parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau, financiando projectos estruturantes e programas de apoio orçamental. Entre as iniciativas agora afectadas constam projectos ligados ao reforço do sistema de saúde, à melhoria do acesso à educação básica, à reabilitação de estradas e ao fortalecimento da administração pública. A interrupção destes financiamentos poderá ter impactos directos na execução de políticas públicas e na prestação de serviços essenciais à população.

Apesar da suspensão, o Banco Mundial esclarece, no próprio documento OP 7.30, que mantém canais de diálogo técnico e institucional, sobretudo em matérias sensíveis. “A suspensão de operações não impede o contacto técnico necessário para salvaguardar interesses humanitários essenciais e o acompanhamento macroeconómico”, lê-se na política operacional.

Refira-se que a Guiné-Bissau enfrenta, há vários anos, um histórico de instabilidade política que tem condicionado o acesso a financiamento externo e atrasado reformas estruturais. A nova suspensão reacende o debate sobre os custos económicos e sociais das crises políticas recorrentes, num país marcado por fragilidades institucionais e elevados níveis de pobreza.

O Banco de Moçambique e os bancos comerciais decidiram reduzir a Prime Rate, taxa de referência para a concessão de crédito a famílias e empresas, para 15,70% em Janeiro, uma descida de 0,10 pontos percentuais face a Dezembro, quando se situava em 15,80%.

A redução foi anunciada no âmbito da implementação do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, mecanismo que regula a formação das taxas de juro variáveis aplicáveis às operações de crédito no país.

Segundo a Associação Moçambicana de Bancos (AMB), a Prime Rate actualmente em vigor resulta da soma do Indexante Único, fixado em 9,50%, e do Prémio de Custo, estabelecido trimestralmente em 6,20%.

“No quadro da implementação do Acordo sobre o Indexante Único, a AMB comunica o Indexante Único, o Prémio de Custo e a Prime Rate a vigorar em Janeiro de 2026”, refere o comunicado.

Com a descida da taxa, famílias e empresas com créditos indexados à Prime Rate poderão beneficiar de algum alívio no serviço da dívida, ainda que de forma gradual.

A AMB explica que a evolução da Prime Rate está directamente ligada à trajectória da taxa de juro de política monetária (MIMO), já que esta integra o cálculo do Indexante Único, indicador baseado na taxa média ponderada das operações do Mercado Monetário Interbancário, com prazo de um dia útil.

Este indicador reflecte operações entre o Banco de Moçambique e os bancos comerciais à taxa MIMO, bem como operações de recompra e permutas de liquidez entre instituições bancárias.

Desde Janeiro de 2024, a Prime Rate tem seguido uma trajectória descendente. Após seis meses consecutivos no nível máximo de 24,10%, desceu para 17,20% em Agosto, 16,50% em Setembro, manteve-se estável em Outubro, e recuou sucessivamente: 16% em Novembro, 15,80% em Dezembro e 15,70% em Janeiro de 2026.

Esta tendência acompanha os cortes sucessivos da taxa MIMO, que esteve em 17,25% desde Setembro de 2022, e começou a ser reduzida de forma contínua a partir de 31 de Janeiro de 2024. A AMB destaca que a descida da Prime Rate ocorre de forma faseada, devido à inclusão do Prémio de Custo, que reflecte os riscos da actividade bancária não incorporados no mercado interbancário.

A associação recorda que a Prime Rate constitui a taxa de referência única para os créditos de taxa variável no sistema financeiro nacional, à qual se acrescenta um spread, definido por cada instituição de crédito, em função do risco, tipo de produto, prazo, garantias e perfil do cliente.

O Acordo sobre o Indexante Único visa, segundo a AMB, reforçar a transparência na fixação das taxas de juro, melhorar a transmissão da política monetária e permitir que os clientes acompanhem com maior clareza o impacto das decisões do banco central no custo final do crédito.

Mais de 2 mil famílias foram afectadas pelas inundações no distrito da Maganja da Costa, província da Zambézia, desde finais de Dezembro a esta parte. Maganja recebe água da chuva a montante, com a destruição do dique do nante, a situação de abrigo das famílias ficou comprometida. 

Neste momento, mais de 2 mil casas estão alagadas na localidade de nomiua, posto administrativo de Baixo Licungo Nante. As respectivas famílias foram retiradas das zonas de risco para dois centros de acomodação estabelecidos no âmbito da implementação do plano de acções antecipadas. 

O delegado provincial do INGD na Zambezia Helder da Costa garante que as famílias estão em segurança nos centros e a receber assistência. 

Da assistência que está a ser canalizada às mais de 2 famílias, destacam-se abrigo seguro, alimentação e diversos bens. 

Neste momento, na província da Zambézia a situação é considerada calma, embora prevaleça inundações ao nível do baixo Licungo-nante.

A Administração Nacional de Estradas (ANE)  já conseguiu fundos para as obras de contenção da erosão, que ameaça cortar a Estrada Nacional Número Um (EN1) e deixar a cidade de Pemba parcialmente isolada do resto da província.

As obras de contenção da erosão na berma da EN1, na cidade de Pemba, deviam ter iniciado e terminado antes da presente época chuvosa, mas só agora é que a Administração Nacional de Estradas conseguiu mobilizar  fundos para evitar a interrupção da via.

“Nos últimos meses, nós empreendemos a procurar aquilo que seria a melhor solução para conter aquela erosão e a solução que estamos a trazer é, de facto, fazer a montagem de gabiões com vista a proteger o talude e o fundo daquela cratera, isso acompanhado de uma bacia de recepção das águas”, explica Jorge Govanhica, Delegado da ANE em Cabo Delgado.  

Os fundos, segundo o delegado da ANE em Cabo Delgado, já estão disponíveis, mas  as obras só vão iniciar depois de um estudo do impacto ambiental. 

“É necessário fazer uma série de estudos com vista a que as actividades não afectem o meio ambiente. Então, o passo seguintes é trabalhar para obtermos a licença ambiental e do outro lado fazer o apuramento do empreiteiro, e criar todas as condições administrativas de início de actividades”, avançou o delegado. 

As obras de contenção da erosão que ameaça cortar a EN1 na cidade de Pemba estão avaliadas em cerca de 150  milhões de meticais, disponibilizados pelo Governo.

Os Estados Unidos anunciaram o congelamento dos processos de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, entre os quais 26 nações africanas. Moçambique não está na lista dos afectados pela medida.  

A decisão foi tornada pública na quarta-feira e faz parte do reforço da política migratória adoptada pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, desde o seu regresso ao poder.

A medida afecta exclusivamente os vistos de imigrantes, de 75 países, incluindo 23 africanos como Nigéria, Egipto, Etiópia,Cabo Verde, Camarões, República Democrática do Congo, República do Congo, Chade e Ruanda, destinados a estrangeiros que pretendem viver permanentemente nos Estados Unidos. Moçambique não está na lista dos países afectados. 

 Segundo o Departamento de Estado, o congelamento entra em vigor a 21 de Janeiro e não se aplica a vistos temporários, como os de turismo, negócios ou estudo.

As autoridades norte-americanas justificam a decisão com a necessidade de assegurar que os novos residentes não representem encargos para as finanças públicas e travar aquilo que consideram um uso abusivo do sistema migratório.

A medida surge acompanhada por uma intensificação das acções de fiscalização. Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, mais de 100 mil vistos terão sido revogados e mais de 605 mil pessoas deportadas, enquanto cerca de 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente, gerando forte preocupação nos países afectados, sobretudo em África.

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