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A promoção do empreendedorismo juvenil tem-se afirmado como uma das estratégias fundamentais para combater o desemprego em Moçambique. Neste contexto, a Fundação para o Desenvolvimento da Competitividade Empresarial (FUNDEC) lançou uma iniciativa de apoio a projectos liderados por jovens, com financiamento que pode atingir um milhão de meticais.

O principal objectivo do projecto é estimular iniciativas com potencial de impacto económico e social. Segundo Agostinho Vuma, presidente da FUNDEC, a proposta visa “identificar e alavancar iniciativas juvenis com a capacidade de gerar emprego para outros jovens”, contribuindo directamente para a redução do desemprego no País.

Trata-se, portanto, de uma abordagem que não apenas apoia empreendedores individuais, mas também incentiva a criação de oportunidades para terceiros.

Para além do financiamento a projectos juvenis, a FUNDEC estende o seu apoio ao sector da comunicação social, através da atribuição de prémios a jornalistas de investigação.

Esta componente, segundo disse Vuma, reforça a importância da transparência e do jornalismo de qualidade no desenvolvimento socioeconómico, reconhecendo o papel da imprensa na promoção da boa governação.

A iniciativa foi bem acolhida pelo Governo, que manifestou abertura para colaborar na sua implementação.

O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, destacou que “esta acção que a FUNDEC traz é mais uma acção muito importante que deve ser acarinhada”, sublinhando ainda a necessidade de mobilizar mais empresários para apoiar este tipo de programas.

Segundo o governante, Moçambique possui um grande potencial empreendedor, afirmando que “temos muitos jovens empreendedores em todos os cantos deste País”.

Entretanto, o contexto económico em que a iniciativa surge apresenta desafios significativos. A saída de grandes empresas do mercado nacional, como a Mozal, levanta preocupações quanto ao impacto no emprego e no crescimento económico.

Conforme foi referido por Agostinho Vuma, “há preocupação em relação ao nível de emprego que vai se colocar no mercado”, evidenciando os riscos associados à redução da actividade industrial.

Além disso, a importância dessas grandes empresas para a economia nacional é considerável. Dados indicam que a saída da Mozal representa cerca de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB), o que reforça a necessidade de estratégias alternativas para dinamizar a economia.

Nesse sentido, iniciativas como a da FUNDEC tornam-se ainda mais relevantes, ao promoverem o empreendedorismo como mecanismo de mitigação dos efeitos do desemprego.

O apoio às iniciativas juvenis surge como uma resposta estratégica aos desafios económicos enfrentados por Moçambique. Ao incentivar o empreendedorismo e a inovação, a FUNDEC contribui para a criação de emprego e para o fortalecimento do tecido empresarial, ao mesmo tempo que reforça o papel da juventude como agente central no desenvolvimento do País.

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Moçambique precisa de investir em infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias eficientes para reduzir o tráfego e o tempo de espera nos corredores logísticos, segundo o sector privado. Os patrões falavam no seminário sobre o Desenvolvimento do Corredor Logístico do Norte, com participação do Japão.

Novas ideias de investimentos e negócios podem sair dessa sala, onde estão reunidos empresários moçambicanos e japoneses a discutir o desenvolvimento do Corredor Logístico do Norte.

O porto de Nacala tem uma capacidade de manuseamento de carga equivalente a 252 mil contentores, que, segundo o sector privado, é de extrema importância  para a viabilização dos negócios.

Para o feito, a melhoria das vias e expansão da capacidade de manuseamento de carga é urgente, daí que a cooperação com o Japão é vista como impulsionadora do crescimento económico.

Já o embaixador do Japão reconheceu o valor estratégico do porto de Nacala, sobretudo para o desenvolvimento da região Norte.

Em representação do Governo, a secretária de Estado da Indústria e Comércio apontou reformas legais feitas pelo Estado para melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimento estrangeiro.

Moçambique empenha-se em consolidar o Porto de Nacala e o respectivo corredor logístico como uma plataforma de integração económica regional e materialização da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

O embaixador do Irão no Paquistão afirmou, nesta quarta-feira,  que não aconteceram negociações directas ou indirectas com os Estados Unidos, apesar da afirmação do presidente  Donald Trump sobre conversações em curso para tentar acabar com a guerra.

A guerra no Médio Oriente  entrou em seu 26º dia e a violência ganha força. Nesta terça-feira , por exemplo, o Irão lançou mísseis em direção a Israel, horas depois de o exército israelita confirmar ao menos um ataque no norte do país durante a madrugada. 

Os EUA transmitiram ao Irão um plano de 15 pontos para acabar com a guerra, segundo os media norte-americanos e israelitas. Entretanto Teerão continua a negar negociações com a administração de Trump. O embaixador do Irão no Paquistão afirmou nesta quarta-feira que não houve negociações com os Estados Unidos, apesar da afirmação do presidente Donald Trump sobre conversações em curso para tentar acabar com a guerra.

“Também tomamos conhecimento dos detalhes por meio da imprensa, mas, segundo as informações de que disponho  e ao contrário do que afirma Trump , até agora não houve negociações, nem directas nem indirectas, entre os dois países”, afirmou o embaixador.

O conflito, já deixou milhares de mortos e deslocados.

O treinador da União Desportiva do Songo, Daúde Razaque, está suspenso de exercer as suas acitividades por vinte dias, numa decisão da Federação Moçambicana de Futebol. 

A suspensão surge na sequência de o técnico não ter participado na cerimónia de premiação após a derrota da sua equipa diante da Associação Black Bulls por 2-3 na lotaria de grandes penalidades, em jogo da Supertaça Mário Esteve Coluna.

A FMF entende que Daúde Razaque terá faltado ao respeito à instituição, assim como aos adeptos. O técnico deverá também pagar uma multa de 20 mil meticais. 

 

O Governo moçambicano anunciou a reestruturação do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (Inatro) após verificar “disfunções institucionais graves”, que incluem indícios de corrupção, atrasos nos serviços e deterioração do atendimento.

O Ministério dos Transportes e Logística decidiu proceder à reestruturação profunda do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários com vista a proteger o interesse público, melhorar a qualidade dos serviços prestados ao cidadão e salvaguardar o papel da instituição enquanto autoridade reguladora dos transportes rodoviários do país”, lê-se num comunicado do ministério, citado por Notícias ao Minuto. 

 A decisão foi tomada com base nos resultados de uma auditoria realizada pela Inspeção-Geral do Ministério dos Transportes, complementada por uma inspecção independente do Ministério da Administração Estatal e Função Pública, que concluíram “de forma clara” que o Inatro enfrenta “disfunções institucionais graves”.

As disfunções verificadas incluem “falhas recorrentes nos sistemas informáticos, atrasos significativos na prestação de serviços, fragilidades na gestão interna, indícios de corrupção e deterioração do atendimento ao público”, indica-se no comunicado.

Segundo o Ministério dos Transportes e Logística, até meados de Fevereiro, o instituto tinha cerca de 40 mil cartas de condução por imprimir e cerca de 32 mil processos pendentes, o que “tem gerado insatisfação dos utentes”, além de comprometer a credibilidade institucional.

A reestruturação do Inatro vai implicar a mobilidade gradual de funcionários, o reforço das equipas técnicas com quadros de outros setores da administração pública moçambicana e a estabilização dos sistemas tecnológicos que suportam a prestação de serviços.

O documento avança ainda que o processo será acompanhado por uma equipa técnica interinstitucional, que vai monitorizar a concretização das medidas até Agosto de 2026, garantindo a continuidade dos serviços essenciais e a reposição da confiança dos cidadãos.

“Com esta decisão, o Governo reafirma o seu compromisso com a melhoria da qualidade dos serviços públicos, a transparência e a defesa do interesse dos cidadãos”, concluiu o Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique.

Em Março de 2025, o ministro dos Transportes e Logística pediu ao Inatro para agilizar a entrega de 5 MIL cartas de condução pendentes e retomar a fiscalização rodoviária para reduzir acidentes de viação.

“Não podemos continuar a ter o cidadão a ficar muito tempo à espera de cartas de condução como tem estado a acontecer”, disse na altura João Matlombe.

Em 28 de Janeiro, a instituição anunciou que um novo provedor de cartas de condução começaria a operar até o final do primeiro semestre, para acelerar a produção e impressão deste documento.

Já em 09 de Março, o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários anunciou a impressão de 25 mil cartas de condução, dos 35 mil pedidos pendentes, desde finais de janeiro, em resultado das “medidas extraordinárias”.

A entidade referiu ainda que o resultado foi também impulsionado pela entrada em funcionamento de mais uma máquina de impressão das cartas de condução, que permitiu a duplicação da capacidade instalada de impressão de 750 para 1500 cartas por dia, bem como o aprimoramento dos sistemas informáticos intervenientes no processo de impressão.

O Governo moçambicano estimou em 1,6 mil milhões de dólares (102,4 mil milhões de meticais) o valor necessário para concretizar o plano de recuperação e reconstrução após danos causados pelas inundações que já mataram 298 pessoas.

“Neste momento, temos a indicação de que em todo o País e de forma cumulativa desde o início da época chuvosa e ciclónica de Outubro a esta parte temos pouco mais de um milhão de pessoas afectadas e as previsões e estimativas que temos actualmente é que o plano de recuperação e reconstrução (…) rondará, não é nada definitivo, em cerca de 1,6 mil milhões de dólares”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá, ao fim de uma sessão do órgão, em Maputo.

O Executivo moçambicano adiantou que a elaboração do plano está na fase conclusiva, destacando que é um instrumento dividido em cinco domínios, nomeadamente o salvamento de vidas e assistência humanitária e reposição da transitabilidade.

Os outros domínios são a reposição das infra-estruturas, a recuperação económica e a criação de condições para garantir uma melhor capacidade de prevenção e mitigação dos desastres naturais no País, explicou o porta-voz do Governo.

Durante as inundações de Janeiro, o Executivo tinha explicado que o plano de recuperação e reconstrução vai traduzir-se na decisão política de instituir uma nova orientação, em que a gestão do risco climático, a prevenção, a preparação e reconstrução resiliente das infra-estruturas são integradas de forma transversal no modelo de governação e desenvolvimento do País.

Com este plano, o Governo quer, concretamente, colocar a protecção da vida humana no centro da acção governamental, orientando a planificação, resposta e reconstrução para a salvaguarda das populações, promover um desenvolvimento territorial seguro assente numa planificação que integra mapas de risco e ordenamento territorial e adoptar a reconstrução resiliente, assegurando que infra-estruturas e assentamentos humanos sejam concebidos para resistir a eventos climáticos extremos.

Em Janeiro, Moçambique tinha avaliado em 644 milhões de dólares (39,8 mil milhões de meticais) as infra-estruturas destruídas e afectadas pelas inundações.

O número de mortos na actual época das chuvas subiu para 298, com mais de um milhão de pessoas afectadas, desde Outubro, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com informação da base de dados do INGD actualizada até ao final de segunda-feira, contabilizam-se mais dois mortos em cerca de 24 horas, tendo sido afectadas 1 024 390 pessoas (mais 10 mil face ao balanço anterior) na presente época das chuvas, correspondente a 233 998 famílias, havendo também 17 desaparecidos e 351 feridos.

No total, 21 719 casas ficaram parcialmente destruídas, 10 236 totalmente destruídas e 206 379 inundadas. Ao todo, 304 unidades de saúde, 104 locais de culto e 724 escolas foram afectados em menos de seis meses.

Especialistas alertam para sinais de falência financeira e irresponsabilidade estatal. Com a dívida fixada em 17 mil milhões de dólares (pouco mais de 1,2 mil biliões de meticais), o debate centra-se agora na urgência de converter empréstimos em investimento produtivo.

O agravamento da dívida pública em Moçambique, actualmente situada nos 17 mil milhões de dólares (pouco mais de 1,2 mil biliões de meticais), voltou a dominar o debate no programa Noite Informativa, da STV.

Entre críticas à gestão do Executivo e alertas sobre a sustentabilidade da economia, os comentadores André Mulungo, Esaú Cossa e Jorge Matine convergiram na necessidade de uma mudança radical de paradigma: a transição para o modelo de “dívidas inteligentes”.

Para o comentador André Mulungo, o cenário actual é o reflexo de uma gestão irresponsável que drenou os recursos do país. “Estamos claramente com um Estado que está falido”, afirmou de forma incisiva, sublinhando que a falta de produção interna, aliada a decisões políticas questionáveis, deixou os cofres públicos em situação crítica.

Segundo Mulungo, a economia actual não tem capacidade para sustentar o peso das falhas de governação acumuladas ao longo dos anos.

Jorge Matine, por sua vez, trouxe para o debate as consequências práticas dos atrasos na liquidação da dívida interna. O analista alertou que esta “rigidez” no mercado afecta directamente a atractividade de Moçambique para investidores estrangeiros e diminui o interesse por títulos públicos.

Matine destacou ainda sectores nevrálgicos que podem sofrer as consequências imediatas.

“Na questão dos combustíveis, Moçambique terá de fazer um esforço enorme para manter a economia a funcionar”, disse.

Para o especialista, embora não seja viável parar de contrair dívida no imediato, o Governo deve focar-se em “reduzir as gorduras” e criar incentivos fiscais que dinamizem o sector privado.

Esaú Cossa reforçou que o problema central não é o acto de contrair empréstimos, mas a finalidade dos mesmos. O comentador defende que o endividamento só se justifica se for “inteligente”, ou seja, direccionado para a produção e auto-suficiência.

“O problema é fazer a dívida com o quê, para quê e com que finalidade”, questionou Cossa, advertindo que o serviço da dívida, que é o pagamento de juros e capital, está a “sufocar” investimentos vitais em áreas como a saúde, educação e criação de emprego.

O painel de analistas foi unânime ao instar o Estado a reforçar o apoio às empresas nacionais, identificadas como o verdadeiro motor para a recuperação económica. A mensagem deixada é clara: sem uma “moralização” da gestão fiscal e um foco claro no investimento produtivo, o País continuará refém de um ciclo de endividamento que compromete o futuro das próximas gerações.

Apesar da recente conquista do bicampeonato africano, a selecção senegalesa jogará o Campeonato do Mundo com apenas uma estrela no peito. Questões logísticas e prazos de produção da Puma estão na origem da decisão.

Por isso, a selecção do Senegal prepara-se para entrar em campo no Mundial de 2026 com uma farda que, para muitos adeptos, parece “desactualizada”. Embora o país tenha celebrado em Janeiro a conquista da sua segunda Taça das Nações Africanas (CAN), os “Leões da Teranga” exibirão apenas uma estrela acima do seu emblema durante o torneio oficial da FIFA.

A explicação para esta ausência não é desportiva, mas sim logística. Segundo um comunicado oficial da Federação Senegalesa de Futebol (FSF), o design e o fabrico dos equipamentos para o Mundial foram finalizados em Agosto de 2025. Na altura, o Senegal detinha apenas o título de 2021.

A Puma, fornecedora oficial de material desportivo da selecção, explicou que os ciclos de produção em larga escala e os prazos de distribuição global impediram a alteração do design após a vitória na última CAN. 

“Interromper a linha de montagem para adicionar a segunda estrela comprometeria a entrega dos kits a tempo do início do Mundial”, esclareceu a marca.

A única estrela visível na camisola de 2026 continuará, assim, a homenagear o título histórico conquistado nos Camarões em 2021. A Federação Senegalesa de Futebol apelou à compreensão dos adeptos, reforçando que o orgulho nacional não depende do detalhe no tecido, mas sim da prestação da equipa em campo.

Para os coleccionadores e entusiastas, a “versão corrigida” já tem data marcada. As camisolas oficiais com as duas estrelas bordadas deverão chegar ao mercado apenas em Setembro de 2026, servindo de base para o próximo ciclo de competições continentais.

Até lá, Sadio Mané e companhia terão a missão de provar que, com uma ou duas estrelas no peito, o Senegal continua a ser a maior potência do futebol africano na actualidade.

A Ucrânia está interessada em importar o gás natural liquefeito de Moçambique e partilhar a sua experiência em matérias de segurança. O posicionamento de Kiev acontece na sequência da conversa telefónica que Volodymyr Zelensky manteve com o Presidente da República, Daniel Chapo, nesta segunda-feira, para estreitar laços de amizade e cooperação.

O reforço da cooperação bilateral entre a Ucrânia e Moçambique marcou a contacto virtual mantido entre Daniel Chapo e Volodymyr Zelensky. O diálogo entre os dois Chefes de Estado centrou-se na identificação de oportunidades concretas de cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energia, comércio e formação técnico-profissional. Ambos manifestaram interesse em desenvolver mecanismos práticos que permitam transformar essas oportunidades em benefícios reais para os seus países.

Na ocasião, Volodymyr Zelensky destacou o interesse da Ucrânia em fortalecer os laços de cooperação com Moçambique. Por sua vez, Daniel Francisco Chapo reafirmou a abertura do País para aprofundar as relações bilaterais, sublinhando o potencial de ganhos mútuos para ambos os povos.

Após a troca de impressões sobre algumas prioridades dos dois países, através de uma publicação feita horas após a conversa, o Presidente Ucraniano manifestou interesse em importar os recursos energéticos de Moçambique.

“Discutimos as possibilidades de fornecimento de gás para a Ucrânia e as oportunidades para combater os desafios de segurança com o Presidente Daniel Chapo. A Ucrânia está interessada em fornecimentos energéticos adicionais. Moçambique está interessado na experiência e nas tecnologias da Ucrânia para reforçar a sua segurança interna e proteger a sua população do terrorismo”, escreve Zelenskyy na sua conta do X.

Aliás, segundo escreveu a Presidência moçambicana em relação ao contacto virtual entre Chapo e Zelensky, “os Presidentes abordaram igualmente questões ligadas à actual situação internacional, tendo partilhado preocupações sobre os desafios à paz e segurança globais, bem como os seus impactos nas economias dos países em desenvolvimento. O Presidente, Daniel Chapo, reiterou a abertura e disponibilidade do País para o aprofundamento das relações bilaterais, em benefício mútuo dos dois povos. Os dois Estadistas acordaram em manter contactos regulares e dinamizar iniciativas que contribuam para o fortalecimento da cooperação entre Moçambique e a Ucrânia”.

Recorde-se que antes da invasão em grande escala da Rússia em 2022, a produção interna de gás da Ucrânia cobria quase todas as suas necessidades, e, de acordo a imprensa internacional, nos últimos quatro anos, os ataques russos têm prejudicado gravemente a sua infra-estrutura de produção, gerando perdas em metade da sua capacidade.

Para além de matérias de segurança e energia, os estadistas discutiram uma possível cooperação nas áreas da digitalização e da segurança alimentar.

A Comissão Política da Frelimo desafiou o Governo a repor, com a maior brevidade possível, os serviços públicos essenciais, destruídos pelas chuvas. A Frelimo analisou ainda o grau de preparação da décima primeira Conferência Nacional de Quadros.

Sob direcção do respectivo presidente do partido, Daniel Chapo, a 66.ª sessão ordinária da Comissão Política avaliou a situação política, económica e social do País.

No domínio da época chuvosa 2025/2026, o órgão destacou a resposta do Governo às cheias e inundações em várias regiões, com apelo ao reforço das acções de assistência, reposição de serviços básicos e construção de infra-estruturas de mitigação. Para o órgão, o Governo teve acções determinantes face à segunda vaga de cheias e inundações que afectam os distritos de Machanga, na província de Sofala, Govuro, em Inhambane, e distritos de Chibuto, Chókwè e Xai-Xai, na Província de Gaza.

Em relação ao trabalho político, a Comissão Política enalteceu iniciativas internas de reforço da coesão partidária, os preparativos para o Comité Central marcado para 9-12 de Abril e a eleição de José Iassine, para o cargo de primeiro-secretário do Comité Provincial no Niassa.

A Comissão Política avaliou positivamente a intensificação da cooperação internacional, com destaque para a visita do Presidente Chapo à União Europeia.

Foi ainda destacada a Reunião Regional Norte dos primeiros-secretários dos Comités Distritais da Frelimo, realizada na cidade de Nacala-Porto, província de Nampula, um encontro inserido no princípio da Frelimo segundo o qual “a vitória prepara-se, a vitória organiza-se”.

No campo da acção governativa, foi salientado o lançamento do projecto mineiro de Revúboè, em Tete, que deverá gerar cerca de 9500 empregos, bem como a inauguração de um centro de previsão e alerta de cheias e secas, considerado estratégico para a gestão de riscos climáticos.

Sobre a Assembleia da República, o partido encorajou a sua bancada a manter o diálogo e a produção de consensos, destacando a aprovação unânime de leis ligadas à comunicação social.

Por fim, a Comissão Política enalteceu o desempenho das Forças de Defesa e Segurança no combate à insurgência no Norte do País e apelou à sociedade para o cumprimento das regras de trânsito, visando reduzir acidentes rodoviários.

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