O Governo afirmou que o eventual encerramento da Mozal não constitui uma decisão sob responsabilidade do Estado moçambicano, esclarecendo que a empresa é detida por accionistas estrangeiros e que as deliberações estratégicas cabem exclusivamente à sua estrutura societária.
Segundo explicou o porta-voz do Executivo, apesar de a unidade industrial estar localizada em território nacional, “o negócio não é moçambicano”, sendo Moçambique apenas o país onde se encontra instalada a infraestrutura da fundição de alumínio. “Por essa razão, as decisões relativas ao funcionamento ou eventual encerramento da empresa não competem ao Governo”, disse Impissa.
As declarações surgem num contexto em que circulam informações dando conta de um possível encerramento da fábrica até meados de Março. O Governo assegura que está a acompanhar a situação.
As autoridades destacaram, contudo, que o país retira benefícios directos da presença da empresa, nomeadamente através da geração de empregos para cidadãos moçambicanos, da arrecadação de impostos e do dinamismo económico associado à actividade industrial.
A questão do fornecimento de energia foi apontada como um dos factores centrais no debate em torno da continuidade das operações. O Executivo reconheceu que seria desejável que o país tivesse capacidade para garantir níveis suficientes de energia, tendo em conta os ganhos económicos decorrentes da permanência da indústria no território nacional. Ainda assim, reiterou que o problema não é exclusivamente moçambicano.
Consultado sobre os custos da contratação de uma empresa consultora para apoiar o Governo no processo, o porta-voz admitiu não dispor, no momento, dos valores exactos. Indicou, porém, que “a informação poderá ser posteriormente clarificada pelo Ministério das Finanças”, sublinhando que os dados já terão sido apresentados em sessões anteriores.
O Governo reforça que continuará a acompanhar a evolução do processo e a prestar esclarecimentos à opinião pública à medida que novas informações forem consolidadas.
Jato privado de Cristiano Ronaldo deixou a Arábia Saudita rumo a Madrid, na sequência de um ataque do Irão à embaixada dos EUA, mas o internacional português permanece em Riade.
Cristiano Ronaldo mantém-se na Arábia Saudita, ainda que o seu jato privado tenha partido de Riade rumo à Arábia Saudita, esta terça-feira, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América (EUA), em Riade, cuja autoria foi, entretanto, reclamada pelo Irão.
De acordo com informações adiantadas pelo jornal espanhol As, o internacional português encontra-se, neste momento, “à espera de uma solução”, numa altura em que o ambiente que se vive no Médio Oriente vai ficando cada vez mais tenso, como resultado do ataque conjunto levado a cabo pelos EUA e pelo Israel ao Irão, no passado fim-de-semana.
O Al Nassr, recorde-se, tinha encontro marcado com o Al Wasl para as 18h15 (hora de Portugal Continental) de quarta-feira, dia 4 de março, no Zabeel Stadium, recinto situado no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a contar para a primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões 2, mas acabou por ser adiado.
A Confederação Asiática de Futebol (AFC) entendeu não estarem reunidas as condições de segurança necessárias para a disputa de um total de oito partidas que estavam agendadas para os próximos dias, pelo que as adiou para data ainda a definir, mediante a evolução da situação que se vai verificando naquela região do planeta.
Cristiano Ronaldo estava, de resto, em dúvida para esta partida, não só devido ao facto de ter apresentado fadiga muscular, no passado sábado, no triunfo conquistado sobre o Al-Fayha, por 1-3 (no qual foi, inclusive, substituído por Abdullah Al-Hamdan, após ter desperdiçado uma grande penalidade), como também pelo facto de Jorge Jesus ter vindo a aproveitar esta prova para dar minutos aos jogadores menos utilizados.
Resta, agora, perceber se o campeonato da Arábia Saudita irá continuar a decorrer com normalidade, sendo que o próximo jogo do Al Nassr, inserido no programa da 25.ª jornada, está previsto para as 17h30 de sábado, ante o Neom SC, no Al-Awwal Stadium, em Riade.
Jato de Cristiano Ronaldo deixa Riade após ataque a embaixada dos EUA
Jato privado de luxo de Cristiano Ronaldo partiu da Arábia Saudita rumo a Madrid, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América, em Riade, por parte do Irão.
O jato privado de luxo de Cristiano Ronaldo partiu, na madrugada de segunda para terça-feira, do aeroporto no qual estava estacionado, na Arábia Saudita, rumo à capital espanhola de Madrid, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América, em Riade, cuja autoria já foi reclamada pelo Irão.
A notícia é avançada pelo jornal britânico Daily Mail, com base em informações obtidas na plataforma Flightradar24, que mostram que o Bombardier Global Express do internacional português deixou Riade por volta das 20h00 e aterrou em solo espanhol às 01h00 (horas de Portugal Continental), depois de sobrevoar o Egito e o Mar Mediterrâneo.
Esta movimentação surge no âmbito da guerra espoletada pelo ataque conjunto levado a cabo, no passado fim de semana, por Estados Unidos da América e Israel ao Irão, país que retaliou bombardeando uma série de instalações norte-americanas em países do Médio Oriente, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait ou Bahrain.
Como resultado, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) decretou a suspensão de um total de oito jogos, entre eles, o da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões Asiática 2, que colocaria, frente a frente, o Al Nassr (de Cristiano Ronaldo, João Félix e Jorge Jesus) e o Al Wasl.
Este encontro tinha apito inicial agendado para as 18h15 de quarta-feira, dia 4 de março, no Zabeel Stadium, no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas foi adiado para uma data que ficará por definir enquanto a tensão militar entre todos os países envolvidos não reduza de maneira drástica.
Cristiano Ronaldo estava, de resto, em dúvida para esta partida, não só devido ao facto de ter apresentado fadiga muscular, no passado sábado, no triunfo conquistado sobre o Al-Fayha, por 1-3 (no qual foi, inclusive, substituído por Abdullah Al-Hamdan, após ter desperdiçado uma grande penalidade), como também pelo facto de Jorge Jesus ter vindo a aproveitar esta prova para dar minutos aos jogadores menos utilizados.
Afinal, o Município de Maputo mandou o empreiteiro parar as obras de pavimentação da rua Rovue, no Bairro Zimpeto. O empreiteiro diz que a edilidade está a ignorar as recomendações do Tribunal Administrativo de prorrogação do contrato devido à paralisação das obras no contexto dos protestos pós-eleitorais, entre 2024 e 2025.
As obras de pavimentação da rua Rovue, no Bairro Zimpeto, Cidade de Maputo, foram adjudicadas à Palmont, e os trabalhos iniciaram em Março de 2024. Recebeu do município um pré-pagamento, no entanto, no curso dos trabalhos, a construção foi forçada a parar devido às tensões políticas pós-eleitorais de 2024.
“As pessoas estavam a manifestar ali mesmo no trabalho, na área de trabalho, com alguma vandalização, remoção de solos, portanto todo o trabalho que tinha sido feito até o período antes das manifestações foi perdido”, lamentou Pedro Cardoso, Empreiteiro de Obra.
Após a tensão, o empreiteiro reiniciou as obras, no entanto, a criação da Empresa Municipal de Infra-estruturas de Maputo trouxe constrangimentos para a execução da obra em causa.
“Após o recomeço, fizemos 400 metros que já estão pavimentados, uma faixa. Estranhamente, recebemos uma instrução para suspender os trabalhos”, explicou o empreiteiro que continua sem receber resposta do município.
“Falamos com a vereação, que era a entidade que precisava agir, responsável pelo contrato. O vereador, na altura, disse que também não sabia o que se passava’, prosseguiu, acrescentado que “informaram-nos que já não seria o município, seria uma outra empresa para tomar conta das obras de manutenção de infraestruturas”.
O empreiteiro acusa Maputo de gerir mal o contrato e ignorar recomendações do Tribunal Administrativo. “O tribunal também tinha conhecimento da situação e mandou renovar o contrato, para estender o tempo de trabalho. Nós achamos que era uma coisa simples, julgamos que é simples até agora”, disse.
Esta segunda feira, voltamos a contactar o município de Maputo através do Gabinete de Comunicação para ouvir a sua versão, mas até aqui, não recebemos alguma disponibilidade para gravação de entrevista.
Seis equipas estão bem posicionadas para se qualificarem para as meias-finais da Liga Jogabets, o torneio de abertura da Cidade de Maputo, nomeadamente três de cada Série, com destaque para a Black Bulls, Mahafil e Costa do Sol, únicos invictos até esta terceira jornada. A quarta jornada disputa-se entre quarta e quinta-feira.
A primeira prova futebolística da Cidade de Maputo caminha para o seu final e já começam a destacar-se os potenciais qualificados para as meias-finais. Black Bulls é a equipa que mais se destaca pela Série A, ao somar sete pontos na liderança, após mais uma vitória convincente, desta feita diante do Vulcano, por categóricos 4-0.
Os “touros” colocam-se, assim, em boa posição para poderem chegar às meias-finais da prova, bastando, para tal, somar mais uma vitória, de preferência diante do Mahafil, seu próximo adversário.
A formação do Mahafil, que estava a caminhar bem ao lado da Black Bulls, vergou na terceira jornada diante da Liga Desportiva de Maputo, à tangente, que assim entra nas contas, uma vez que passa a somar os mesmos sete pontos dos “touros”, relegando o seu adversário para a terceira posição, com quatro pontos.
Quem quer sonhar com as meias-finais, mas dependendo de vitórias nos próximos dois jogos, é o Maxaquene, que depois da derrota na primeira jornada e empate na segunda, venceu nesta jornada o Estrela Vermelha de Maputo, por duas bolas sem resposta, passando a somar quatro pontos.
Vulcano e Estrela Vermelha estão, praticamente, arredados da luta pelos dois lugares que ditam as meias-finais pela Série A.
Já na Série B, o Costa do Sol, apesar de não ter jogado nesta jornada, continua a liderar, com seis pontos, e bem posicionado para chegar às meias-finais. Entra na luta mais três equipas, nomeadamente o Matchedje, que venceu o Desportivo por duas sem resposta, passando a somar quatro pontos, e o Ntsondzo, também com quatro pontos, mas que perdeu à tangente diante do Ferroviário de Maputo.
Os “locomotivas” de Maputo acabam por entrar na corrida uma vez que a vitória dá três pontos à equipa, que ainda tem duas partidas pela frente, devendo vencer os dois para poder chegar às meias-finais. Uma desaire afasta o detentor do troféu da revalidação.
O Desportivo acaba por ser a maior desilusão da prova ao ser a única equipa que ainda não pontuou.
Os jogos da quarta jornada, esta quarta e quinta-feiras, podem ditar as equipas qualificadas para as meias-finais.
Mais um derby do futebol português que opõe o Sporting e o FC Porto, desta feita para as meias-finais da Taça de Portugal. É o primeiro dos dois jogos que ditarão o finalista da prova. O jogo entre ‘leões’ e ‘dragões’ será o terceiro da época entre as duas equipas, depois de já se terem defrontado na I Liga, e tem início marcado para as 22h45 de Maputo.
Jogo de muitas emoções entre as actuais duas melhores equipas do futebol português, que no campeonato ocupam a primeira e segunda posições, e que disputam um lugar na final da Taça de Portugal, a segunda maior competição futebolística.
Há jogadores em dúvida no Sporting para o jogo com o Porto. Ioannidis, Debast, Ricardo Mangas e Kochorashvilli. Quenda é ausência certa. Ainda se recupera da lesão. Já Pedro Gonçalves deverá regressar ao onze titular.
No Porto, Alan Varela está de regresso. O médio argentino cumpriu castigo no jogo com o Arouca para o Campeonato e está disponível para o clássico da Taça com o Sporting.
Martim Fernandes e Thiago Silva podem estar também recuperados para irem a jogo.
De fora, estão Nehuén Pérez, Luuk de Jong e Samu.
O Sporting recebe esta terça-feira o Porto, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.
No último ano em que as meias-finais são decididas a duas mãos, o Sporting vai começar por receber o FC Porto, naquele que será o terceiro clássico da temporada, com um empate e uma vitória dos ‘dragões’ até ao momento.
A equipa do FC Porto, líder do campeonato, já ganhou esta temporada no Estádio José Alvalade, por 2-1, na primeira volta da I Liga, enquanto na segunda volta, no Porto, os ‘leões’, atuais bicampeões portugueses e detentores da Taça da Portugal, resgataram o empate (1-1) na última jogada da partida.
O ambiente entre os dois rivais já era crispado, mas agudizou-se ainda mais depois do jogo no Estádio do Dragão, em 09 de fevereiro, com várias trocas de acusações entre os responsáveis dos dois clubes após a partida.
No reencontro marcado para Lisboa, o Sporting, orientado por Rui Borges, vai procurar bater o FC Porto de Francesco Farioli pela primeira vez na época, de modo a aproveitar o fator casa para conseguir vantagem com o objetivo de chegar à final.
Do outro lado, os ‘dragões’ chegam com o ‘conforto’ de ainda não terem perdido com o Sporting na temporada e de saberem que a segunda mão será disputada no seu estádio.
O FC Porto chega às meias-finais depois de derrotar o Benfica nos quartos de final (1-0), enquanto o Sporting superou o AVS (3-2, após prolongamento), numa altura em que os ‘dragões’ lideram o campeonato com quatro pontos de vantagem sobre os ‘leões’, que seguem em segundo.
Na Taça de Portugal, os ‘azuis e brancos’ venceram os últimos três jogos em que enfrentaram o Sporting, um deles na final na época 2023/24, num jogo decidido no prolongamento pelo iraniano Taremi, depois do empate 1-1 no tempo regulamentar.
Antes, na época 2021/22, as duas equipas defrontaram-se nas meias-finais, também a duas mãos, com o FC Porto a vencer as duas partidas e a rumar à final, acabando por conquistar o troféu.
Os ‘dragões’, que somam 20 troféus na prova, venceram também em 2022/23, enquanto na última época foi o Sporting que levantou a taça pela 18.ª vez, assegurando a ‘dobradinha’ numa final frente ao Benfica, decidida no prolongamento.
Com a segunda mão das meias-finais ainda sem data, os dois rivais sabem que seja qual for a equipa apurada para a final, marcada para 24 de Maio, vai entrar em campo com amplo favoritismo, pois o adversário será dos escalões inferiores.
Na outra meia-final da Taça de Portugal, o Fafe, da Liga 3, enfrenta o Torreense, da II Liga, num duelo que já se iniciou, com um empate 1-1 na primeira mão, disputada em Fafe, estando a segunda prevista para Torres Vedras, em data ainda a definir.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas a fortes, podendo ser localmente muito fortes, acompanhadas por vezes de trovoadas severas e ventos com rajadas, nas regiões centro e sul do país.
Na província de Manica, os distritos de Vanduzi, Manica, Macate, Sussundenga, Gondola, Mossurize, Machaze, Barue, Macossa, Guro e a Cidade de Chimoio poderão registar precipitação significativa.
Na província de Sofala, o aviso abrange os distritos de Muanza, Nhamatanda, Búzi, Chibabava e Machanga, bem como as cidades da Beira e Dondo.
Em Inhambane, estão abrangidos os distritos de Zavala, Inharrime, Panda, Jangamo, Homoíne, Morrumbene, Funhalouro, Massinga, Vilankulo, Inhassoro, Mabote e Govuro, além das cidades de Maxixe e Inhambane.
Na Província de Gaza, o fenómeno poderá afectar os distritos de Chicualacuala, Massangena, Mapai, Chigubo, Mabalane, Massingir, Guijá, Chibuto, Chókwè, Limpopo, Bilene, Mandlakazi e Chongoene, incluindo a cidade de Xai-Xai.
Já na província de Maputo, o alerta é dirigido aos distritos de Magude, Moamba, Manhiça, Marracuene, Namaacha, Boane e Matutuine, bem como às cidades de Maputo e Matola.
De acordo com o INAM, prevê-se a ocorrência de chuvas entre 30 a 50 milímetros em 24 horas, podendo ultrapassar os 50 milímetros no mesmo período em alguns locais.
Adicionalmente, espera-se a continuação de chuvas fracas na região norte do país, que poderão evoluir para regime moderado e ser acompanhadas, por vezes, de trovoadas.
As autoridades recomendam a tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas, trovoadas e ventos fortes.
Quatro dos 10 arguidos envolvidos no caso de desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, na província de Gaza, foram colocados em liberdade na sequência do primeiro interrogatório judicial realizado nesta quinta-feira.
Segundo informações avançadas pela Procuradoria Provincial da República de Gaza, dois dos arguidos beneficiaram de liberdade mediante pagamento de caução, enquanto os outros dois foram restituídos à liberdade sob Termo de Identidade e Residência (TIR).
Os restantes seis arguidos continuam em prisão preventiva, por decisão judicial, no âmbito dos processos-crime instaurados para apurar responsabilidades relacionadas com o alegado desvio de produtos armazenados em depósitos no distrito de Xai-Xai e em Chibuto.
O caso, que já vinha sendo investigado pelas autoridades, ganhou novo desenvolvimento com a definição das medidas de coacção aplicadas aos suspeitos.
As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos factos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.
Nova administradora de Xai-Xai será empossada
Chama-se Avelina Jorge Nhanzimo, tem 51 anos de idade e vai tomar posse nesta segunda-feira como nova administradora do distrito de Xai-Xai, segundo informações que circulam na imprensa moçambicana.
Avelina Nhanzimo é formada pela Universidade Pedagógica e conhece os meandros da função pública. Sobe para o lugar de Argelência Chissano, a agora ex-administradora, que terá tomado conhecimento do seu afastamento do cargo estando na cadeia.
Chissano está detida há alguns dias, indiciada no desvio de donativos destinados às vítimas das chuvas. Com ela foram detidas outras nove pessoas, parte delas restituídas à liberdade, após terem pagado caução e mediante Termo de Identidade e Residência (TIR), medidas de coação menos dolorosas que a prisão preventiva.
As vítimas das inundações nos centros de acomodação em Xai-Xai denunciam desvio de donativos à calada da noite e exigem novas investigações ao nível de toda a cadeia provincial e distrital de gestão e distribuição de donativos. Os afectados acusam o Governo de negligência, devido à desactivação de centros de acolhimento sem prévia observância das condições na zona baixa de Xai-Xai.
3Quando a vida parecia voltar à normalidade pós-cheias, a detenção de altas chefias do governo provincial por suposto desvio de donativos voltou a agitar as águas na última semana de Fevereiro.
Seis dos dez arguidos encontram-se em prisão preventiva, por decisão do juiz de instrução criminal, no âmbito de processos-crime relacionados com o alegado desvio de produtos destinados às vítimas das inundações em alguns centros de acolhimento de Xai-Xai.
O escândalo virou tema de debate e não podia ser diferente nos centros de acolhimento de Xai-Xai, onde vozes levantam novas denúncias de desvio, em particular de comida, material higiênico e colchões à calada da noite.
“Mas os chefes daqui sempre trouxeram comida à noite, nós não temos alimento, não temos sabão, mas sempre recebemos o apoio. A mamã Gueta deixou enxadas para nós, cimento, mas já não falam disso aí”, disse uma das vítimas das cheias em Xai-Xai.
Já Mariana Leontina, também vítima das cheias em Xai-Xai, denuncia que os alimentos não chegam aos centros de acolhimento. “Doaram óleo alimentar, mas não entregaram à população. Uma vez mais, doaram mantas, apresentaram-nos, mas a seguir não entregaram aos beneficiários”, denuncia.
Ademais, famílias acomodadas na escola anexa, estão incomodadas com a situação e não mediram as palavras para censurar o que chamam de várias de falhas que persistem desde Janeiro.
“Disseram que a comida foi desviada, mas assim que fomos aqui acomodados sabíamos que receberíamos apoio alimentar, mas dizem que os bens foram desviados, por isso a população está revoltada, situação agravada pela alimentação deficitária aqui no centro”, disse uma vítima.
A desactivação dos centros de acomodação é outro aspecto que não escapou às críticas do grupo de 400 famílias que se encontram em centros de acolhimento espalhados pela zona alta da cidade de Xai-Xai.
Por conta da desactivação dos 4 centros, mais 5 mil famílias que perderam tudo encaram, agora, a irreversível decisão do Governo de regressar às suas casas, a destacar algumas ainda engolidas pelas águas e lixo diverso.
Rinalda, vítima das inundações, disse estar preocupada porque a zona onde está a sua casa tem água há duas semanas. “Eles estão expulsar-nos, eles estão a dizer que precisam da escola, mas nós não temos onde ir. Por exemplo, na minha casa ainda há água, mas estão a dizer que eu devo sair daqui para viver na minha vizinhança”, denuncia.
Já Maria, outra vítima, questiona a obrigatoriedade de sair, frisando que não houve aviso prévio. “Porque é obrigação para a gente sair? Eles nem conversaram connosco, só disseram que amanhã temos de sair, mas não se sabe como vamos ficar. E lá está cheio de cobras”, disse.
Numa nova ronda feita na baixa de Xai-Xai pela nossa equipa de reportagem, o cenário que se verificou é de muita lástima. Num percurso de 6 quilómetros, até à entrada do bairro 3, a degradação da via alternativa à EN1 mostra que aceder às zonas residenciais, onde centenas de casas continuam nas águas, é um exercício difícil.
No bairro Malhangalene, a situação parece de guerra, mas não foram balas nem bombas, foi a fúria da água que derrubou as casas uma a uma.
Armando Matavele é um de muitos que regressaram para a desgraça. Regressou à casa na manhã deste sábado e não acredita no que viu. Mal sabe como e onde vai dormir.
“Aqui, as águas levaram tudo e colocaram a casa no chão (…) estragaram muitas coisas aqui, na minha casa. Eu vivo com quatro pessoas, agora, mas somos sete nessa casa”, lamenta.
O cenário repete-se noutros bairros como Malhangalene B, 1, bem como B e 12 da cidade. Os afectados relatam insegurança contínua de destruição de infra-estruturas, tornando o retorno perigoso e quase impossível.
De tudo o que se ouviu e viu, o que se pode dizer é que mais de 35 mil famílias vivem dias de extrema incerteza no período pós-cheias na capital provincial de Gaza.
Uma criança deslocada de Quissanga, devido ao terrorismo, foi supostamente torturada por um comerciante na província de Cabo Delgado, por alegadamente ter roubado comida.
O crime terá ocorrido no distrito de Metuge e foi confirmado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal de Cabo Delgado.
“O menor de 11 anos teria sofrido golpes nos membros superiores e também teria sido vítima de uma queimadura da parte direita da região dorsal”, disse Amélio Sola, porta-voz do SERNIC em Cabo Delgado.
A mãe da criança supostamente torturada é uma deslocada do distrito de Quissanga, e pouco ou quase nada sabe sobre o que de facto aconteceu, mas não tem dúvidas de que o filho tenha mesmo roubado.
O comerciante que supostamente torturou a criança foi detido com o seu empregado, considerado co-autor no crime. Ele confirma o roubo, mas nega todas as acusações.
“Caiu pelas costas. Aquele fogão tem suas partes laterais onde se pega. Então ele foi encostar no fogão e como tem aquelas travessias de seixo, daqueles ferros de seixo, então os ferros lhe encostam aqui. Mas eu, pelo menos, sem saber que ele já se queimou, eu o levantei e fui lá fora. Ele disse, aqui ninguém vai lhe bater, mas leva, vai lá em casa dizer à mamã para trazer a panela que você deu naquele dia”, disse o indiciado.
Apesar das queimaduras, a criança supostamente torturada pelo comerciante de Metuge está fora do perigo e continua no centro de reassentamento de deslocados 25 de Setembro.
O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos condenou hoje os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e respectiva retaliação, lembrando que, como em qualquer conflito armado, serão os civis que pagarão o preço mais elevado. Volker Türk alertou ainda que se corre o risco de “um conflito ainda maior, que levará inevitavelmente a mais mortes”.
“As bombas e os mísseis não são a forma de resolver as diferenças, apenas causam morte, destruição e sofrimento humano”, alertou Volker Türk numa mensagem publicada nas redes sociais.
O responsável das Nações Unidas pelos direitos humanos pediu moderação para evitar mais danos à população e implorou a todas as partes para que “ajam com bom senso, reduzam a tensão e regressem à mesa das negociações, onde, poucas horas antes, procuravam ativamente uma solução” para a questão do programa nuclear iraniano.
“Esta é a única forma de resolver as profundas diferenças existentes, de forma duradoura”, sublinhou o alto-comissário.
Caso contrário, alertou, corre-se o risco de “um conflito ainda maior, que levará inevitavelmente a mais mortes de civis sem sentido e a destruição a uma escala potencialmente inimaginável, não só no Irão, mas em toda a região do Médio Oriente”.
Türk lembrou ainda que o Direito internacional considera que a proteção de civis em conflitos armados deve ser prioritária.
“Todos os atores envolvidos devem garantir o cumprimento destas normas, e a sua violação deve levar à responsabilização dos culpados”, sublinhou.

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