A circulação rodoviária entre as cidades de Chimoio e Espungabera, no distrito de Machaze, província de Manica, encontra-se ameaçada, devido a uma ruptura registada na Estrada Nacional Número 260 (EN260), na região de Dacata.
O incidente, ocorrido na última segunda-feira, provocou o levantamento da camada de asfalto numa extensão de cerca de 30 metros, condicionando o trânsito naquele troço.
De acordo com o delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Manica, Moisés Zimba, trata-se de uma falha geotécnica agravada pelas chuvas intensas que se fazem sentir na região.
“Tivemos levantamento do pavimento, de toda a estrutura, falo da base, da sub-base e dos aterros”, explicou, acrescentando que “este fenómeno conduz-nos a uma situação de falha geotécnica do próprio subleito onde a estrada se encontra assente”.
Face à situação, o trânsito encontra-se condicionado, enquanto equipas técnicas avaliam os danos e definem as intervenções necessárias para a reposição da circulação normal.
A polícia foi mobilizada para o local com o objectivo de restringir o acesso da população, na sequência de rumores sobre a possível existência de um filão de ouro na área afectada.
“As autoridades impediram a aproximação da população ao local”, numa altura em que aumentava a curiosidade dos residentes.
Segundo a ANE, este tipo de ocorrência não é totalmente incomum na província de Manica, devido às suas características geográficas.
“A província de Manica é composta por zonas montanhosas, e, muitas vezes, as estradas correm sobre fontes de água”, explicou Moisés Zimba, apontando casos semelhantes nas estradas nacionais N6, N7 e na própria EN260.
Ainda assim, o responsável admite que a dimensão da ocorrência registada em Dacata é pouco frequente.
A Administração Nacional de Estradas garante que já está a mobilizar meios para intervir no local, mas condiciona o início dos trabalhos ao abrandamento das chuvas.
“Estamos a aguardar que as chuvas abrandem para avançar com uma solução paliativa que permita a circulação nas duas faixas de rodagem”, referiu.
Entretanto, mantém-se o risco de interrupção total da ligação rodoviária entre Chimoio e Mossurize, caso a situação se agrave, afectando a mobilidade de pessoas e bens naquela região da província de Manica.
O Governo deu mais um passo decisivo na estratégia de fortalecimento do seu sistema financeiro ao formalizar um entendimento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil, com vista à criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique. A assinatura do memorando ocorreu no Brasil e foi acompanhada pela ministra das Finanças, Carla Louveira.
A iniciativa surge num contexto em que o país procura consolidar mecanismos financeiros capazes de impulsionar o investimento produtivo e garantir financiamento sustentável para sectores estratégicos. A criação de um banco de desenvolvimento nacional é encarada como uma peça-chave para responder aos desafios estruturais da economia, sobretudo no que diz respeito ao acesso ao crédito de longo prazo.
Com esta parceria, Moçambique pretende beneficiar da experiência técnica e institucional acumulada pelo BNDES, reconhecido pelo seu papel no financiamento de projectos estruturantes no Brasil. A cooperação prevê a partilha de metodologias, modelos de governação e instrumentos financeiros que poderão orientar a concepção e funcionamento do futuro banco moçambicano.
A aproximação entre os dois países reforça igualmente os laços de cooperação económica e abre espaço para uma colaboração mais profunda em áreas estratégicas. Para o Executivo, este apoio representa uma oportunidade concreta de criar uma instituição robusta, capaz de dinamizar o desenvolvimento económico e reduzir as limitações no financiamento de projectos de grande impacto.
A EUROCAM, Associação dos Empresários Europeus em Moçambique, em parceria com a APIEX e a BusinessEurope, organizou um encontro de alto nível entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e um grupo selecto de empresas e investidores europeus, realizado nas instalações da BusinessEurope, em Bruxelas.
O encontro reuniu 27 empresas europeias, representando investimentos superiores a 30 mil milhões de euros em Moçambique, distribuídos por sectores como energia, agronegócio, água, planeamento e serviços financeiros.
As empresas estiveram representadas ao mais alto nível institucional e executivo, com a presença de CEOs, vice-presidentes e directores seniores de grandes grupos industriais e energéticos europeus, incluindo a TotalEnergies, a Technip Energies, a Andritz, a Van Oord e a Applus Velosi.
Este nível de representação constituiu um sinal claro da confiança das empresas europeias nos compromissos assumidos perante o Chefe de Estado moçambicano, bem como no potencial de crescimento económico do país.
Durante o encontro, o Presidente Chapo apresentou as oportunidades associadas aos principais projectos estruturantes em curso, incluindo os desenvolvimentos liderados pela ENI, pela TotalEnergies e pela ExxonMobil.
Para Simone Santi, presidente da Eurocam, “os megaprojectos oferecem segurança financeira e produtiva, promovem o desenvolvimento industrial e a transferência de conhecimento, desde que se invista na criação de valor local, como fazem as empresas europeias resilientes”.
Por sua vez, Antonino Maggiore, Embaixador da União Europeia em Moçambique, destacou que o próximo passo na cooperação económica será o Global Gateway Forum Maputo 2026, agendado para 9 e 10 de Junho em Maputo, que deverá reunir investidores europeus e instituições financeiras para aprofundar parcerias estratégicas.
O encontro reforçou o papel da EUROCAM como plataforma de diálogo entre o sector privado europeu e o Governo de Moçambique, promovendo um ambiente de negócios mais previsível e favorável ao investimento estrangeiro.
O preço do gás na Europa disparou 35% ontem, após ataques a infra-estruturas energéticas no Médio Oriente, em particular o ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
A empresa estatal de energia do Qatar reportou, nesta quinta-feira, “danos consideráveis” no complexo de gás de Ras Laffan, na sequência de um ataque com mísseis iranianos.
Doha esclareceu, posteriormente, que todos os incêndios no local estavam “controlados”, acrescentando que não houve feridos e que as operações de arrefecimento e segurança continuavam.
Uma das maiores refinarias do Kuwait também foi atingida nesta quinta-feira.
Os preços do petróleo também subiram nesta quinta-feira, igualmente influenciados pelos desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente, com o petróleo Brent a registar uma subida superior a 5%, atingindo cerca de 113 dólares.
O Irão causou “danos extensos” à Cidade Industrial de Ras Laffan, a maior instalação mundial de gás liquefeito do mundo, localizada no Qatar, após ter prometido retaliar contra a infra-estrutura energética do Golfo pelo ataque sofrido no campo de gás South Pars, parte da maior reserva de gás do mundo e cerne do sistema de energia doméstica da República Islâmica.
O bombardeio por Israel, feito com consentimento ou coordenação dos EUA, foi a primeira investida contra a infra-estrutura de produção de combustível fóssil iraniana desde o início do conflito, a 28 de Fevereiro. O Irão acusa as monarquias árabes do Golfo de permitir que as forças americanas usem o seu território e/ou espaço aéreo para lançar ataques contra o território iraniano.
“Equipas de emergência foram imediatamente mobilizadas para conter os incêndios resultantes [em Ras Laffan], visto que os danos foram extensos”, afirmou a estatal QatarEnergy numa publicação no X na quarta-feira.
Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores do Qatar afirmou que o “lado iraniano mantém as suas políticas de escalada que empurram a região para o abismo”. Posteriormente, a Chancelaria ordenou que os adidos militares e de segurança do Irão deixem o país, numa escalada diplomática que simboliza a perda de confiança entre dois países que compartilham a operação do campo de gás de South Pars-North Dome.
Nas primeiras horas de quinta-feira (horário local), o Ministério da Defesa do Qatar confirmou que o Irão havia conduzido novos ataques com mísseis balísticos à Ras Laffan, que provocaram danos às instalações.
Já o Ministério de Relações Exteriores da Arábia Saudita disse que o país foi alvo de tentativas de ataques com drones contra uma das suas instalações de gás e outras estruturas de energia na região leste, enquanto os Emirados Árabes Unidos (EAU) sofreram um ataque contra a base aérea de Al Minhad, que abriga oficiais britânicos e australianos. Não há registro de danos ou vítimas.
Na madrugada desta quarta, o Irão também havia atingido Tel Aviv, matando dois israelitas, após jurar vingar na véspera pela morte do seu chefe de segurança, Ali Larijani, assim como a de Gholamreza Soleimani, chefe da unidade paramilitar Basij, responsável pela segurança interna do Irão. O ministro da Inteligência iraniano, Esmaeil Khatib, foi assassinado nesta quarta-feira, quando destroços de um míssil deixaram quatro palestinianas mortas na Cisjordânia.
O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) considera inaceitáveis os incidentes ocorridos na final do CAN 2025, entre Senegal e Marrocos, e reforça o compromisso da CAF com a integridade e reputação do futebol africano. Reagindo à decisão que atribui o título africano a Marrocos, Patrice Motsepe garante que o organismo que dirige vai respeitar a posição do Tribunal Arbitral do Desporto, caso o Senegal interponha um recurso.
Após a CAF anunciar a decisão de atribuir o título africano a Marrocos, várias reacções chovem cântaros de todos os cantos do mundo. Não estando numa ilha, o presidente do organismo que gere o futebol africano reagiu ao assunto através de uma conferência de imprensa.
“Eu já exprimi o meu desapontamento com os incidentes que aconteceram no jogo da final. E o importante é que o que aconteceu no jogo da final é que afectou o bom trabalho que a CAF fez, há muitos anos, para garantir a integridade, o respeito, a ética, a governação e a credibilidade dos resultados dos nossos jogos de futebol” disse Motsepe.
Patrice Motsepe alerta ainda que é preciso que haja independência e respeito pelos órgãos de decisão da CAF.
O Senegal já manifestou interesse de recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Desporto. Em relação ao assunto, Motsepe assegura que a CAF vai respeitar tudo o que for decidido ao mais alto nível e garantiu que nenhum país será tratado de forma diferente.
“Um factor crítico é que nenhum país na África será tratado de forma mais preferencial, mais vantajosa ou mais favorável do que qualquer outro país no continente africano. Nós tomamos o que aconteceu no jogo da final da Copa do Marrocos, durante o CAN Marrocos 2025, muito sério”, garantiu.
A decisão de atribuir o título africano a Marrocos surge dois meses após o jogo da final, que legitimou o Senegal como campeão do CAN 2025.
A época futebolística 2025/2026 abre oficialmente este sábado, na Arena Lalgy, no Tchumene, com a realização do jogo da Supertaça, entre o campeão nacional, que é também vencedor da Taça de Moçambique, e o finalista vencido da época passada, nomeadamente União Desportiva de Songo e Black Bulls. O jogo inaugura ainda os jogos oficiais nocturnos no campo da Black Bulls.
É o derby do momento entre duas das melhores equipas da actualidade e que vão representar o País nas competições africanas de clubes, nomeadamente na Liga dos Campeões e na Taça CAF, na edição 2026/2027.
União Desportiva de Songo e Black Bulls disputam o primeiro troféu da temporada 2025/2026, nomeadamente a Supertaça Mário Esteves Coluna, em partida aprazada para este sábado, a partir das 18h30.
A União Desportiva de Songo parte como favorita a vencer o jogo, embora vá disputar a final no terreno do seu adversário, mas tendo vantagem em face dos resultados alcançados na época passada, bem como a manutenção da espinha dorsal, desde a equipa técnica e os jogadores.
Aliás, os “hidroeléctricos” dispensaram, da época passada, três jogadores, nomeadamente Lau King, Danito Mutambe, Nelson Drivassone, Júlio Franque e Richard Mbulu, para além da sua maior estrela, Luís Miquissone, que seguiu para Líbia, mas garantindo as contratações de Melven, vindo do Ferroviário da Beira, Shaquile Nangy, que esteve no Sagrada Esperança de Angola, Fazito, guarda-redes que representou o Ferroviário de Nampula, e mais três estrangeiros, todos senegaleses, nomeadamente Christian, Johnson e Mame.
Já a Black Bulls, que viu o seu adversário de sábado conquistar as duas provas internas na época passada, nomeadamente o Moçambola e a Taça de Moçambique, a última delas às suas custas, razão pela qual disputa a prova na qualidade de finalista vencido, trocou a equipa técnica com o regresso de Nélson Santos ao País, para o lugar de Hélder Duarte.
Em termos de jogadores, os “touros” viram chegarem jogadores como Simon Cipriano, o tanzaniano Yunus, o malawiano Mpinganjira, e José Guirrugo, vindo do Ferroviário de Maputo.
Em contrapartida viu saírem Moctar e Chamboco, ambos para o Senegal, Kélvio para Angola.
No que aos confrontos directos diz respeito, as duas equipas cruzaram-se por 11 ocasiões com o equilíbrio a ser patente, ainda que os “hidroeléctricos” levem uma vantagem mínima em termos de vitórias, já que venceu três jogos, contra dois dos “touros”, para além de seis empates registados.
Na temporada passada foi onde se registou o resultado mais desnivelado entre as duas equipas, com a turma de Songo a golear por 4-0 o seu adversário, sendo que no primeiro jogo entre ambos, em 2021, os “touros” tenham marcado, também quatro golos, mas sofreram um.
A última partida entre ambos foi em Dezembro do ano passado, na final da Taça de Moçambique, em que no tempo regulamentar e no prolongamento o empate a um golo prevaleceu, sendo que o vencedor só foi conhecido na marca das grandes penalidades, com os “hidroeléctricos” a saírem sorridentes com quatro remates certeiros contra apenas um dos “touros”.
Naquela que pode ser o tira-teimas, as duas equipas vem de uma pré-época diferente, com a equipa de Tchumene a disputar a Liga Jogabets enquanto a formação da vila de Songo esteve a realizar um estágio na vizinha África do Sul.
Simões Guambe é o árbitro escolhido para este jogo de abertura, e será auxiliado por Zacarias Baloi e Venestâcio Cossa, sendo Joana Guambe quarto árbitro.
“Hidroeléctricos” procuram igualar “touros”
Black Bulls e União Desportiva de Songo defrontam-se este sábado a partir das 18h30 na Lalgy Arena e procuram somar mais troféus para as suas vitrinas, com a disputa da Supertaça.
Os “touros” já somam duas conquistas, nomeadamente em 2022 e 2024, anos em que conquistou os títulos de campeão nacional (2021) e Taça de Moçambique (2023), vencendo ambas finais ao Ferroviário da Beira por 1-0 e 2-0, respectivamente.
Já os “hidroeléctricos” tem apenas um título da Supertaça, conquistado curiosamente diante do mesmo adversário que foi vítima dos “touros”, o Ferroviário da Beira, em 2023, por 2-1, um ano após ter conquistado o título de campeão nacional, em 2022.
Esta é a quinta final que a União Desportiva de Songo vai disputar, procurando alcançar os “touros” nos troféu, enquanto a Black Bulls vai para a sua quarta final, a terceira consecutiva, depois de ter perdido ano passado para o Ferroviário de Maputo.
O Costa do Sol lidera a conquista da Supertaça com 11ª ceptros, seguido pelo Ferroviário de Maputo, último campeão da competição, com oito títulos conquistados. A Liga Desportiva de Maputo fecha o top três com três títulos.
Maxaquene e a Black Bulls conquistaram dois troféus da Supertaça. O Desportivo Maputo, Clube de Gaza (primeiro campeão da prova) e a União Desportiva do Songo têm apenas um título da competição.
Na Lalgy Arena, a Black Bulls pode igualar a Liga Desportiva de Maputo caso vença a Supertaça pela terceira vez, enquanto a UD Songo pode igualar o Maxaquene e os “touros”, com duas conquistas.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça explodir o maior campo de gás do irão caso o país volte a atacar as reservas de gás do Qatar. O aviso surge depois de o Irão, em resposta a um ataque israelita, ter atacado a maior instalação do Qatar, provocando indignação a nível mundial.
O Irão alargou os seus ataques a importantes instalações energéticas no Médio Oriente, o que suscitou fortes avisos nesta quinta-feira por parte dos Estados árabes do Golfo, que consideraram tratar-se de uma escalada perigosa que ameaçava levá-los a um combate directo com Teerão.
Na quarta-feira, em resposta a um ataque contra o seu campo de gás de South Pars, Teerão lançou ataques de retaliação contra o maior campo de gás do vizinho Qatar, Ras Laffan, causando, segundo fontes citadas pela imprensa internacional, danos significativos e provocando uma ruptura diplomática entre os dois países.
Face ao sucedido, o presidente dos EUA, Donald Trump ameaçou explodir o maior campo de gás do Irão caso ataques do gênero voltem a se registar.
“Os Estados Unidos da América, com ou sem a ajuda ou o consentimento de Israel, vão fazer explodir a totalidade do campo de gás de South Pars com uma força e um poder que o Irão nunca viu ou testemunhou antes”, escreveu Trump nas redes sociais.
“Não quero autorizar este nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo que terá no futuro do Irão, mas se o GNL do Qatar for novamente atacado, não hesitarei em fazê-lo”, acrescentou o presidente norte americano.
Os ataques agravam ainda mais a crise mundial dos preços do petróleo, uma vez que as exportações de energia continuam a ser bloqueadas, com Teerão a manter efetivamente fechado o Estreito de Ormuz, através do qual circula cerca de 20% da energia mundial.
O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) considera inaceitáveis os incidentes ocorridos na final do CAN 2025, entre Senegal e Marrocos, e reforça o compromisso da CAF com a integridade e reputação do futebol africano. Reagindo à decisão que atribui o título africano a Marrocos, Patrice Motsepe garante que o organismo que dirige vai respeitar a posição do Tribunal Arbitral do Desporto, caso o Senegal interponha um recurso.
Após a CAF anunciar a decisão de atribuir o título africano a Marrocos, várias reacções chovem a cântaros de todos os cantos do mundo. Não estando numa ilha, o presidente do organismo que gere o futebol africano reagiu ao assunto através de uma conferência de imprensa.
“Eu já exprimi o meu desapontamento com os incidentes que aconteceram no jogo da final. E o importante é que o que aconteceu no jogo da final é que afectou o bom trabalho que a CAF fez, há muitos anos, para garantir a integridade, o respeito, a ética, a governação e a credibilidade dos resultados dos nossos jogos de futebol” disse Motsepe.
Patrice Motsepe alerta ainda que é preciso que haja independência e respeito pelos órgãos de decisão da CAF.
O Senegal já manifestou interesse de recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Desporto. Em relação ao assunto, Motsepe assegura que a CAF vai respeitar tudo o que for decidido ao mais alto nível e garantiu que nenhum país será tratado de forma diferente.
“Um factor crítico é que nenhum país na África será tratado de forma mais preferencial, mais vantajosa ou mais favorável do que qualquer outro país no continente africano. Nós tomamos o que aconteceu no jogo da final da Copa do Marrocos, durante o CAN Marrocos 2025, muito sério”, garantiu.
A decisão de atribuir o título africano a Marrocos surge dois meses após o jogo da final, que legitimou o Senegal como campeão do CAN 2025.
Um episódio trágico abalou o bairro 2, no distrito de Chongoene, em Gaza, onde uma mãe e suas duas filhas foram encontradas mortas em circunstâncias ainda desconhecidas. Familiares e vizinhos suspeitam de violação seguida de envenenamento.
É mais um caso de suposto assassinado por envenenamento que acontece na província de Gaza, concretamente no distrito de Chongoene.
De acordo com testemunhas, uma jovem de 38 anos e suas filhas, de 7 e 16 anos, foram encontradas sem vida no interior da residência da família. Isabel Langa, vizinha, descreveu o cenário:
“Quando nós entrámos para arranjar os corpos, estavam desorganizados. A mãe e a criança pequena estavam a sair espuma pela boca e pelo nariz. Por isso acreditamos que isto aqui foi veneno”, contou.
Outra residente, Terana Vasco, explicou que a família tinha-se mudado recentemente para a casa.
“O que vimos lá dentro estava desorganizado, tipo a panela de feijão que haviam feito no sábado estava despejada, o fogão no chão. A mãe estava na cama e a menina de sete anos estava no chão, já morta com a mãe. Queremos justiça, não podemos deixar assim”, disse.
O marido da vítima suspeita de uma acção criminosa que envolveu invasão, violação e envenenamento.
“A minha família foi assassinada. Eu desconfio que alguém as violou e, de seguida, lançou um spray. São pessoas movidas por maldade”, declarou.
O secretário do bairro 2, Américo Zunguene, afirmou que o caso deixou a comunidade em choque e medo, apelando a respostas urgentes das autoridades, no caso concreto o Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC.
“O Sernic e a saúde passaram daqui. O assunto está sendo investigado pela polícia. É a primeira vez que isto acontece. Estamos muito preocupados, sem saber o que aconteceu”, disse.
Uma das vítimas chegou a ser socorrida e levada ao hospital provincial de Xai-Xai, mas veio a falecer duas horas após a entrada. O hospital promete pronunciar-se sobre o caso esta quinta-feira.
Este episódio deixa a comunidade de Chongoene em alerta e reforça a necessidade de uma investigação rápida e rigorosa para esclarecer as causas da tragédia.
Bayport Financial Services Moçambique (Mcb) S.A., o principal microbanco do país e com a quinta maior carteira de crédito, conquistou o prestigiado prémio Global Banking & Markets (GBM) Africa 2026 Local Currency Bond of the Year – Financial Institutions.
O anúncio foi feito numa cerimónia de gala realizada na cidade do Cabo, na África do Sul, no dia 16 do corrente mês, que reuniu figuras de destaque dos mercados de capitais de África e de outras regiões.
O Global Banking & Markets Africa 2026 Local Currency Bond of the Year – Financial Institutions é um prémio internacional do sector financeiro atribuído pela organização Global Banking & Markets, que distingue as melhores operações de financiamento, bancos e instituições que se destacam nos mercados de capitais em África.
Falando aos jornalistas na Cidade do Cabo, onde participava na conferência da GBM Bonds, Loans and ESG 2026, o administrador-delegado da Bayport Moçambique, Bene Machatine, disse que o prémio representa um marco importante na trajectória da empresa, sobretudo por operar num mercado onde o mercado de capitais ainda não está desenvolvido.
“Trata-se de um reconhecimento de âmbito continental, que nos destaca positivamente, tendo em conta que existem mercados de capitais em África mais desenvolvidos do que o de Moçambique. Portanto, este prémio valoriza, não só a Bayport, mas também o país, cujo nome foi projectado na cerimónia”, disse.
Este é o segundo prémio que a Bayport Moçambique recebe ao longo dos dez anos de emissões obrigacionistas e reflecte, segundo Bene Machatine, “o nosso contributo para o mercado de capitais em Moçambique, materializado na realização de mais de 20 séries de emissões, com um valor total superior a 7 mil milhões de meticais”.
Por isso, segundo disse, “gostaríamos de reconhecer o apoio do Standard Bank, do Absa e da CGA nesta emissão, bem como dos investidores que continuam a apoiar e a confiar no Bayport como destino para os seus investimentos”.
Ranganai Mubaiwa, administrador financeiro do microbanco, acrescentou dizendo: “Quando as pessoas ouvem falar do Bayport, ocorre-lhes um dos pioneiros na concessão de crédito a funcionários públicos, numa altura em que nenhum grande banco tencionava fazê-lo, por considerar que estes apresentavam demasiado risco no início. Muitos dos nossos clientes reflectem sobre a casa que conseguiram construir, o negócio que iniciaram, os filhos que entraram no ensino superior e os tratamentos médicos vitais realizados dentro e fora do país, tudo graças à confiança que a Bayport depositou neles”.
Para Mubaiwa, a Bayport é isso e muito mais. “Damos oportunidade a indivíduos comuns de investir e obter rendimentos através dos seus fundos de pensões. Temos vindo a emitir obrigações desde 2016, criando, sempre, um mercado para fundos de pensões, seguradoras, indivíduos, bancos, entre outros, para obterem bons retornos e ampliarem os seus activos”, disse.
Ranganai Mubaiwa também teve a oportunidade de partilhar a sua visão sobre como desbloquear os mercados de moeda local em África, através do fortalecimento da profundidade, da liquidez e da confiança, na conferência realizada no segundo dia do evento, no International Convention Centre na Cidade de Cabo.
Destacou que, como emitente, a organização considerava o custo de financiamento, a disponibilidade de liquidez, o prazo da operação e a disponibilidade de moeda estrangeira como factores-chave na avaliação da emissão de obrigações e obtenção de empréstimos em moeda estrangeira ou moeda local. Acrescentou que esperava que o financiamento em moeda local continuasse a crescer no continente.
A transacção vencedora corresponde a uma emissão obrigacionista de 600 milhões de meticais, em duas tranches (taxa fixa e variável), realizada em Outubro de 2025, organizada pelo Absa e pelo Standard Bank, com assessoria jurídica da Couto, Graça & Associados – CGA.
A Bayport opera em todo o País, oferecendo empréstimos acessíveis a funcionários públicos por períodos de até sete anos. A organização iniciou actividades em 2012. É uma das sete operações no continente, sob controlo maioritário da Bayport Management Limited, uma empresa cotada nas Maurícias.

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