Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, fez o seu primeiro discurso ao país, abordando a situação após os ataques dos EUA e Israel. E deixou uma promessa: “Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos mártires”.
A declaração, que surgiu numa altura em que se suspeitava que Khamenei estaria em coma na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, foi previamente gravada e transmitida sem vídeo, apenas com uma fotografia do líder religioso.
Khamenei começou por referir que “soube do resultado da votação da Assembleia de Peritos ao mesmo tempo” que o resto do país, através da televisão da República Islâmica, e disse ser “difícil ocupar o lugar de dois grandes líderes, o grande Khomeini e o mártir Khamenei”, referindo-se ao líder da Revolução Iraniana de 1979 e ao pai, que morreu no primeiro dia de ataques, a 28 de Fevereiro.
“Tive o privilégio de visitar o seu corpo após o seu martírio. O que vi foi uma montanha de firmeza, e ouvi dizer que ele tinha cerrado o punho da sua mão ilesa”, acrescentou.
O líder supremo do Irão agradeceu “a perspicácia e a inteligência da grande nação iraniana”, que “no recente incidente” permaneceu com “firmeza, coragem e presença”, inspirando “admiração entre os amigos e perplexidade entre os inimigos”.
“Foram vocês, o povo, que lideraram o país e garantiram a sua autoridade”, afirmou.
Sobre a guerra no Médio Oriente, Mojtaba Khamenei defendeu que “o bloqueio do Estreito de Ormuz deve continuar” e destacou a “solidariedade” da Frente de Resistência, que, “sem dúvida”, irá “encurtar o caminho para a libertação da sedição sionista”.
“Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos vossos mártires. A vingança que temos em mente não se limita ao martírio do Líder Supremo da Revolução. Pelo contrário, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui um caso separado na nossa vingança”, acrescentou.
Lembrou, ainda, o ataque a uma escola, em Minab, onde morreram mais de 100 crianças e prometeu que a “vingança continuará a ser prioridade”.
“O crime que o inimigo cometeu deliberadamente na Escola Shajarah Tayyba Minab e outros casos semelhantes ocupam um lugar especial nesta intervenção”, frisou.
Referindo-se aos Estados Unidos como “o inimigo”, o aiatolá (ayatollah) lembrou a existência de bases norte-americanas em países vizinhos e afirmou que essas bases militares serão atacadas porque “foram usadas no recente ataque”. Ainda assim, deixou a garantia que não iria “atacar esses países” vizinhos.
“Os países da região devem assumir a responsabilidade pelos agressores da nossa amada pátria e pelos assassinos do nosso povo. Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passava de uma mentira”, atirou.
Garantindo que o Irão “não quer estabelecer domínio e colonialismo” no Médio Oriente, o líder supremo frisou que o país está “plenamente preparado para a união e relações mútuas calorosas e sinceras com todos os seus vizinhos”.
O Governo moçambicano está ciente do carácter cíclico e cada vez mais intenso dos eventos climáticos que assolam o País, causados por ciclones, chuvas, inundações e secas na sua acção governativa e continua a apostar na adopção e implementação de medidas e acções que concorram, entre outros, para a construção de infra-estruturas resilientes às mudanças climáticas, tais como edifícios públicos, estradas, pontes, linhas de transmissão de energia, sistemas de abastecimento de energia, entre outros.
A informação foi tornada pública nesta quarta-feira, na Assembleia da República, pela primeira-ministra do País, Maria Benvinda Levi, durante a sessão de informações do Governo, em resposta às perguntas feitas pelas quatro bancadas parlamentares, nomeadamente Frelimo, Podemos, Renamo e MDM, sublinhando que a aposta do Executivo inclui a reabilitação e construção de barragens, represas, diques, sistemas de drenagem no âmbito da gestão dos recursos hídricos, assim como a modernização da rede nacional de estações hidroclimatológicas.
Respondendo a uma pergunta da bancada parlamentar da Frelimo relativa à avaliação global do estado sobre a situação das cheias e inundações ocorridas no presente ano, incluindo os seus impactos, Levi referiu-se ao fortalecimento do sistema de aviso prévio e reforço da capacidade de prontidão e de resposta aos desastres naturais, permitindo que, em tempo útil, a população esteja informada e precavida das intempéries; e ao reforço do mapeamento das zonas de risco de ocorrência das calamidades e reassentamento das populações em zonas seguras.
“Neste momento, o Governo está a finalizar a elaboração do Plano de Reconstrução Pós-Cheias 2026 que visa assegurar, a médio prazo, a recuperação da capacidade produtiva, reconstrução definitiva e resiliência das infra-estruturas económicas e sociais destruídas, assim como a restauração dos meios de subsistência das populações, de entre outros”, disse a primeira-ministra moçambicana.
Segundo a governante, relativamente à resposta de emergência, o Governo assegura, de entre várias, a reposição da transitabilidade de várias vias de acesso, sendo de destacar os troços na Estrada Nacional nº.1, 3 de Fevereiro–Incoluane, Baixa de Nguluzane (Xai-Xai) e Rio Save–Muxúnguè, possibilitando a retoma da ligação do Norte ao Sul do nosso país.
Mas também assegura o restabelecimento de energia eléctrica em todos os distritos afectados da província de Gaza; a disponibilização de tendas-escolas e kits de alunos para garantir a retoma do ensino, onde as salas de aulas foram parcial ou totalmente destruídas nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala.
Igualmente, falou do restabelecimento de serviços de atendimento hospitalares em 205 unidades sanitárias de um universo de 302 que foram afectadas pelas chuvas e inundações e a distribuição de talhões no âmbito do reassentamento em zonas seguras.
Relativamente à reabilitação das infra-estruturas hidráulicas estratégicas, Benvinda Levi disse que o Governo tem vindo a mobilizar investimentos do sector público e privado, assim como a encorajar o estabelecimento de parcerias público-privadas para assegurar a construção, de entre outras, das barragens de Moamba Major, no rio Incomáti; Mapai, no rio Limpopo e Revúbuè, no rio Zambeze, bem como a construção de sistemas de protecção e diques em Chókwè, Xai-Xai, Ilha Josina Machel, Nova Mambone, Caia, Marromeu e Nante.
“É nossa convicção que, com a implementação destas e outras acções, estamos a criar condições para que o nosso país seja, cada vez mais, seguro e resiliente às calamidades naturais, tanto ao nível das comunidades, da economia e das infraestruturas económicas e sociais”, afirmou a primeira-ministra.
Abordando a questão colocada pela bancada parlamentar do PODEMOS inerente ao conteúdo do Decreto n.º 75/2014, de 12 de Dezembro, que aprovou o primeiro Regulamento de Controlo de Tráfego de Telecomunicações no país, Maria Benvinda Levi sublinhou que, com este instrumento, o Governo actualizou e reforçou um regime já existente.
“Ao rever o Decreto n.º 38/2023, em 2025, o Governo tinha como objectivo principal reforçar a clareza procedimental, os critérios de actuação e as garantias legais aplicáveis, introduzindo com ênfase o judiciário como o legitimador das actuações do Instituto Nacional de Comunicação de Moçambique (INCM), autoridade reguladora do sector”, afirmou.
A governante acrescentou que o Decreto n.º 48/2025, de 16 de Dezembro, deve ser compreendido no quadro mais amplo da consolidação da soberania digital do Estado e do reforço da confiança no ecossistema das telecomunicações, estabelecendo mecanismos técnicos e jurídicos que permitem prevenir e mitigar riscos concretos, sem comprometer o objectivo estratégico de expansão da conectividade e da inovação tecnológica no nosso país.
Levi frisou que o Governo está comprometido e engajado no desenvolvimento, respeito e defesa dos Direitos Humanos, com especial destaque ao direito à vida e ao exercício das liberdades fundamentais consagradas na Constituição da República.
Respondendo a uma pergunta da bancada parlamentar da Renamo relativa à violação dos direitos humanos no país, a primeira-ministra disse que a assinatura do acordo, em Fevereiro último, visando o estabelecimento do Escritório do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Maputo, consubstancia o compromisso e a determinação do Governo em assegurar a protecção e a promoção dos Direitos Humanos no nosso país.
“A materialização prática dos direitos humanos, os quais incluem os direitos de liberdade e de igualdade, é da responsabilidade de todos os moçambicanos, sem distinção de raça, expressão religiosa, cor partidária, de entre outros factores”, frisou Levi, exortando todos os moçambicanos a respeitarem as leis e as autoridades, como condição para garantia de uma vida harmoniosa em sociedade, “que é o anseio de todos nós.”
O Governo regressa, nesta quinta-feira, para responder às perguntas de insistência dos deputados das quatro bancadas da Assembleia da República.
O ministro da Saúde, Ussene Isse, afirmou que o sistema nacional de saúde enfrenta sérios desafios provocados por calamidades naturais e limitações estruturais, mas garantiu que o sector continua a funcionar e a prestar serviços à população.
Falando durante uma intervenção pública, o governante destacou que cheias e ciclones têm causado a destruição de várias infra-estruturas sanitárias, o que dificulta o acesso das comunidades aos serviços de saúde. Segundo explicou, essa realidade levou alguns indicadores do sistema a níveis críticos.
Apesar das dificuldades, o ministro assegurou que o Governo está empenhado em recuperar e fortalecer o sector. De acordo com Ussene Isse, a saúde foi definida como uma das prioridades pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o que permitiu acelerar processos de aquisição de medicamentos, equipamentos e outros meios essenciais para o funcionamento das unidades sanitárias.
O governante explicou que os processos de aquisição no sector público podem levar entre 12 e 18 meses, mas sublinhou que o Ministério está a trabalhar para responder às necessidades mais urgentes da população.
Durante a sua intervenção, o ministro também reagiu às preocupações levantadas por sectores políticos, incluindo o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), afirmando que o debate é importante, mas apelou à colaboração de todos na busca de soluções para melhorar o sistema de saúde.
Mesmo perante os desafios, Ussene Isse afirmou que os serviços de saúde continuam a registar resultados positivos, com aumento no número de consultas, atendimentos de urgência e cirurgias realizadas nas unidades sanitárias do país. Acrescentou ainda que a taxa de mortalidade hospitalar em Moçambique está abaixo de 5 por cento, dentro dos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
O ministro destacou igualmente o trabalho dos profissionais de saúde, que, segundo ele, continuam na linha da frente a prestar assistência à população. Em contextos recentes de emergência, mais de 16 mil pessoas foram atendidas, mesmo quando alguns profissionais também enfrentavam perdas pessoais causadas por desastres naturais.
Para reforçar o sistema, o Ministério da Saúde anunciou medidas como a revitalização do plano de manutenção de equipamentos médicos, aquisição de ambulâncias, motorizadas e bicicletas para apoio às equipas no terreno, além de um programa acelerado de formação de recursos humanos.
Ussene Isse afirmou que o sector continuará a apostar na qualidade e humanização dos serviços de saúde, com o objectivo de melhorar o atendimento nas unidades sanitárias e garantir maior acesso aos cuidados médicos para a população moçambicana.
O Governo reafirma o compromisso com a legalidade, a protecção dos direitos humanos e o respeito pelo Estado de Direito Democrático consagrado na Constituição da República, explicando que não tolera condutas que atentem contra a vida, a integridade física, a liberdade e a dignidade dos cidadãos.
A informação foi avançada nesta quarta-feira, na Assembleia da República, pelo ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, durante a Sessão de Informação do Governo.
Saize assegurou que o Executivo moçambicano acompanha com atenção os relatórios e preocupações apresentadas por organizações nacionais e internacionais, incluindo a Human Rights Watch, reiterando que quaisquer alegações de abusos por parte de agentes do Estado são tratadas com a máxima seriedade.
“Não são toleradas condutas que atentem contra a vida, a integridade física, a liberdade e a dignidade dos cidadãos”, sublinhou o ministro, acrescentando que “é neste sentido de responsabilidade e compromisso com o futuro de Moçambique que o Governo tem vindo a definir e implementar um conjunto de acções estratégicas destinadas a reforçar a transparência, a responsabilização institucional e a confiança dos cidadãos nas instituições públicas”.
O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos destacou o reforço dos mecanismos de fiscalização e combate à impunidade, incluindo investigações independentes e imparciais sobre eventuais abusos cometidos pelas Forças de Defesa e Segurança.
O governante referiu-se ao fortalecimento da independência do Ministério Público e dos tribunais, bem como à criação e activação de mecanismos de inquérito transparentes para assegurar que os responsáveis por eventuais violações de direitos humanos sejam devidamente julgados e punidos.
Segundo o ministro, “com estas acções, o Estado pretende garantir que os responsáveis por violações de direitos humanos sejam devidamente julgados e punidos, consolidando-se, assim, uma cultura de responsabilidade e respeito pela lei”.
No plano institucional, Saize destacou a revisão da Lei do Serviço Nacional de Investigação Criminal, através da Lei n.º 5/2025, de 13 de Junho, que reforçou o carácter científico e investigativo da instituição, colocando-a sob tutela do Procurador-Geral da República.
Outro marco mencionado pelo Ministro tem a ver com a assinatura, a 24 de Fevereiro do ano em curso, em Genebra, do acordo para o estabelecimento do escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Moçambique, considerado um mecanismo concreto de promoção e protecção dos direitos humanos.
Falando sobre a liberdade de imprensa e o acesso à informação, Saize disse que constituem pilares essenciais da democracia. “O Governo reafirma o seu compromisso na protecção de jornalistas e defensores de direitos humanos contra quaisquer actos de intimidação, com a implementação efectiva das leis de acesso à informação pública e com o respeito pelo direito à manifestação pacífica, nos termos da Constituição e das demais leis”, afirmou.
No domínio político-eleitoral, o governante explicou que prosseguem esforços para melhorar a gestão eleitoral e consolidar a legitimidade democrática, garantindo processos eleitorais transparentes, justos e verificáveis, o reforço da independência das instituições eleitorais e a facilitação da observação eleitoral independente, nacional e internacional, através das reformas legais necessárias.
O ministro garantiu que o Executivo moçambicano permanece aberto à fiscalização parlamentar, ao escrutínio público e à cooperação com todos os actores que contribuam para o reforço das instituições democráticas, a consolidação do Estado de Direito e a salvaguarda efectiva dos direitos fundamentais de todos os moçambicanos.
A circulação rodoviária numa das vias de acesso ao Porto de Pemba continua condicionada depois de vários camiões terem ficado atolados devido às más condições da estrada.
Até ao momento, já foram retirados dois dos quatro camiões que ficaram imobilizados na via. No entanto, as operações continuam para remover o último veículo pesado que permanece preso no local.
Moradores do bairro relatam que decidiram intervir para ajudar a retirar os camiões da estrada.
“Nós, jovens do bairro, decidimos vir ajudar para tirar estes camiões daqui”, disse um residente de Pemba.
Segundo os residentes, apesar de alguns avanços nas operações, a situação da estrada continua crítica e deverá exigir obras de reabilitação. “Já se conseguiu retirar dois camiões. Falta ainda este que continua atolado”, disse outra testemunha.
Quase quatro dias depois da interrupção da via, os moradores afirmam que ainda não houve presença visível das autoridades no terreno, o que tem levado os automobilistas a procurar soluções por conta própria.
“Enquanto as autoridades não chegam, cada automobilista tenta sair deste lugar como pode”, disse um dos automobilistas que procurava vias para chegar ao seu destino enquanto a via continuava obstruída.
Apesar das dificuldades de acesso, o Porto de Pemba continua em funcionamento. Alguns condutores recorrem a uma via alternativa com uma subida acentuada, o que preocupa os residentes devido ao risco de acidentes.
“Estão a subir naquela rampa e isso é perigoso. Um camião pode perder o controlo e atingir as casas”, disse outro automobilista.
A nossa equipa de reportagem tentou ouvir as autoridades competentes sobre a situação, mas não obteve resposta até ao fecho da nossa edição.
As equipas do Costa do Sol e Black Bulls defrontam-se nesta quinta-feira, em partida das meias-finais da Liga Jogabets ao nível da Cidade de Maputo, naquela que é a chamada final antecipada da prova. Na outra meia-final, o Ferroviário mede forças com a Liga Desportiva de Maputo.
É a recta final do torneio de abertura ao nível da Cidade de Maputo, com a disputa dos jogos das meias-finais, nesta quinta-feira, no relvado sintético do Costa do Sol, com dois aliciantes jogos.
O cruzamento das meias-finais ditou um escaldante duelo entre o Costa do Sol e a Associação Black Bulls, duas equipas candidatas ao título da prova, mas também um embate entre o Ferroviário de Maputo, detentor do troféu, diante da Liga Desportiva de Maputo, única equipa da segunda divisão nesta fase da prova.
Os “canarinhos” chegam a esta fase na qualidade de invencíveis, após terminarem na liderança do grupo B, com 10 pontos, fruto de três vitórias e um empate, à frente Ferroviário de Maputo, Matchedje, Desportivo de Maputo e Ntsondzo, num grupo onde o Nacional desistiu ainda no início.
Já os “touros” terminaram na segunda posição da Série “A”, também com 10 pontos, fruto de três vitórias e um empate, mas sofrendo uma derrota, justamente na última jornada, diante do Maxaquene. A turma de Tchumene só foi superada pela Liga Desportiva de Maputo, que terminou com 11 pontos.
Costa do Sol e Black Bulls são duas equipas que levam a sério todas as provas que disputam, não fosse por isso que entram com as principais estrelas, mesmo para iniciar a preparação para o Moçambola, por isso com ambições de chegar à final e conquistar a prova.
Aliás, “canarinhos” e “touros”, ambos treinados por dois técnicos portugueses que regressaram neste ano ao País depois de ausência de mais de dois anos, têm protagonizado excelente espectáculo nas quatro linhas, com resultado sempre imprevisível, pese embora no confronto directo a Black Bulls leve vantagem sobre o seu adversário.
Na tarde desta quinta-feira, a partir das 15h00, não será diferente e somente no final dos 90 minutos conheceremos o finalista da prova.
Mas o primeiro finalista será conhecido minutos antes, quando o detentor do troféu, Ferroviário de Maputo, procurar o caminho da revalidação diante da Liga Desportiva de Maputo.
A Liga Desportiva terminou na primeira posição da Série “A”, com 11 pontos, fruto de três vitórias e dois empates, enquanto os “locomotivas” foram os segundos da outra série, com nove pontos, fruto de três vitórias e uma derrota.
É um embate em que o vencedor vai ser uma incógnita, até porque o Ferroviário disputa a prova com a sua equipa B, uma vez que a equipa principal está a preparar o Moçambola realizando jogos amigáveis, tendo vencido dois amigáveis diante de equipas de Eswatini.
A Liga Desportiva tem ambições de voltar a conquistar o ceptro depois de mais de duas décadas sem títulos.
Esta partida abre as meias-finais e inicia quando forem 13h00. Ambos os jogos terão lugar no campo do Costa do Sol.
Moçambique prepara-se para acolher, na Cidade de Maputo, a segunda etapa do circuito regional da Confederação Africana de Voleibol (CAVB) Zona VI, edição 2026. Para tal, a Federação Moçambicana da Modalidade (FMV) já organiza os detalhes da prova na praia da Costa do Sol, a catedral do voleibol de praia no país.
O evento decorrerá entre os dias 12 a 16 de Março. Conforme o programa, o dia 12 está reservado para a chegada das duplas vindas de toda a África Austral. A disputa competitiva terá lugar nos dias 13, 14 e 15, ficando o dia 16 destinado ao regresso das delegações aos seus países de origem.
Para o departamento técnico, esta etapa é vista como uma oportunidade estratégica de alto rendimento. Mais do que uma simples competição regional, o torneio servirá para a preparação, monitorização e avaliação dos atletas que têm integrado os treinos das selecções nacionais nos escalões de Sub-19, Sub-20 e Seniores.
A selecção nacional de futebol da Somália vai receber a sua congénere das Ilhas Maurícias na Lalgy Arena, a 27 de Março, em jogo da primeira mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2027), a ter lugar na Tanzânia, Quénia e Uganda.
O sorteio da fase preliminar das eliminatórias do Campeonato Africana das Nações, CAN-2027, prova que vai se realizar em Junho e Julho de 2027 no Quênia, Uganda e Tanzânia, foi realizado e integra as selecções menos cotadas do ranking da FIFA.
Ao todo são doze selecções que entram nesta fase, com os seis vencedores dos confrontos da fase preliminar a avançarem para se juntar às outras 42 selecções da CAF na fase de grupos das eliminatórias.
Somália e Maurícias é um dos seis jogos dessa fase e realiza-se na província de Maputo, concretamente na Arena Lalgy, às 15 horas do dia 27 de Março. A federação somali escolheu a Lalgy Arena em virtude de não possuir um campo em condições para a realização de jogos oficiais aprovados pela Confederação Africana de Futebol.
O Estádio Nacional do Zimpeto também foi colocado como hipótese para acolher o jogo, porém a escolha recaiu sobre o recinto pertencente à Black Bulls, localizado em Tchumene.
Este será o primeiro jogo oficial de selecções sob égide da CAF, depois da sua aprovação para acolher jogos internacionais de clubes, em 2024, tendo acolhido jogos das afrotaças da Black Bulls, Ferroviário da Beira e Ferroviário de Maputo, no ano passado.
Paralelamente, em 2024 a Arena Lalgy, recinto que passou por melhorias significativas, como a instalação de iluminação, e que está a ser ampliado para atingir 12 mil lugares, foi palco do torneio COSAFA de sub-20.
Seychelles e Lesotho se defrontam em um duelo totalmente da região do COSAFA, com o país insular do Oceano Índico sediando o jogo da primeira. Já Djibuti e Sudão do Sul se encontram em um confronto entre duas nações da África Oriental, com Djibuti jogando em casa na primeira partida.
Chade receberá Burundi no jogo de ida, enquanto a Eritreia jogará em casa na primeira partida, contra a Eswatini, e São Tomé e Príncipe receberá a Etiópia no jogo de ida.
As partidas serão disputadas durante a próxima janela internacional da FIFA, entre 25 e 31 de Março de 2026.
Recorde;se que Moçambique está isento desta eliminatória por ter participado no CAN-2025, recentemente disputado em Marrocos.
As chuvas intensas que têm caído nos últimos dias em várias províncias do país estão a provocar danos significativos na rede rodoviária nacional, deixando alguns troços intransitáveis e outros com circulação condicionada, informou hoje a Administração Nacional de Estradas (ANE).
Em comunicado, a ANE indica que na província de Gaza a estrada não classificada entre Ndonga e Ndindiza está intransitável devido a dois cortes com cerca de sete metros de extensão no quilómetro 11. Ainda em Gaza, a Estrada Nacional Número 1 (N1), no troço entre Xai-Xai e Zandamela, apresenta transitabilidade condicionada devido à infraescavação na berma, na zona de Chidenguele, ao quilómetro 64+500.
A circulação está também interrompida na N222, entre Mapai e Maxaila, devido ao galgamento da plataforma da estrada nos quilómetros 60, 64 e na zona do quilómetro 80.
No troço Chissano/Chibuto da N220, a transitabilidade está condicionada apenas a viaturas com suspensão alta e tracção às quatro rodas, devido ao elevado teor de humidade e aos solos escorregadios. Como alternativa, a ANE recomenda o uso da N1 entre Chissano e Chongoene e da N102 entre Chongoene e Chibuto.
Na província de Inhambane, a estrada regional R901, entre o cruzamento com a N242 e Barra, apresenta circulação condicionada devido à erosão e risco de corte no quilómetro 5+300. A mesma via, no troço Morrumbene/Mocodoene, regista também transitabilidade condicionada no quilómetro 17+800 devido à erosão num aqueduto.
Ainda em Inhambane, a estrada não classificada entre Chidjinguir e Mubalo encontra-se intransitável devido ao galgamento da via em quatro pontos, além da cedência de solos no acesso a um aqueduto e erosão em diferentes segmentos.
A estrada regional R483, entre Inharrime e Panda, está igualmente intransitável depois de um corte registado ao quilómetro 12+100.
Na província de Tete, a ANE reporta circulação condicionada na estrada N322, entre Madamba, Mutarara e o rio Chire, sendo aconselhada apenas a veículos com tração às quatro rodas em vários troços.
Segundo a instituição, equipas técnicas estão no terreno a monitorar a situação e a realizar intervenções, embora as operações estejam a ser dificultadas pela continuação das chuvas.
A ANE apela aos automobilistas para programarem as suas deslocações durante este período chuvoso e recomenda que seja evitada a circulação de veículos com peso total superior a 10 toneladas em estradas terraplanadas.
Cinco moçambicanos estiveram retidos no aeroporto de Doha, na sequência dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, que ditaram o fecho do espaço aéreo em várias zonas do Médio Oriente. Segundo o embaixador de Moçambique no Qatar, não há, até ao momento, registo de cidadãos moçambicanos directamente afectados, apesar da preocupação existente.
Dos 681 moçambicanos que vivem no Médio Oriente, quase metade reside e trabalha no Qatar, país que foi alvo de bombardeamentos por parte do Irão, em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos da América registados desde a última semana de Fevereiro.
Na sequência destes ataques, cinco moçambicanos que seguiam viagem para diferentes destinos ficaram temporariamente retidos no aeroporto de Doha.
Apesar da preocupação, as autoridades diplomáticas garantem que não há registo de moçambicanos envolvidos em incidentes, num momento em que as autoridades locais impõem algumas restrições à circulação em determinadas zonas.
Perante o contexto de tensão, o contacto permanente e o acompanhamento da comunidade moçambicana tornaram-se prioridades para a missão diplomática no Qatar.
Entretanto, o Governo de Moçambique ainda não divulgou um eventual plano de evacuação, numa altura em que o conflito já provocou cerca de 100 mil deslocados na região.
O Egipto já manifestou disponibilidade para servir como porta de saída de cidadãos moçambicanos, mas Maputo continua silencioso e a acompanhar a evolução da situação.

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