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Indivíduos de má-fé têm estado a vandalizar os semáforos da cidade da Beira. Eles roubam condutores eléctricos e comandos, importados da África do Sul e que custam acima de um milhão de meticais. O material roubado pode estar a ser comercializado em sucatarias e a segurança rodoviária está em perigo. 

A circulação rodoviária na cidade da Beira está a ser afectada por sucessivos actos de vandalização de semáforos, colocando em risco a segurança de automobilistas e peões. Em causa estão roubos de cabos condutores e comandos dos sistemas de sinalização, equipamentos considerados caros e de difícil reposição.

Segundo relatos, indivíduos de má-fé têm removido componentes essenciais dos semáforos, suspeitando-se que o material esteja a ser vendido em sucatas e posteriormente canalizado para empresas de fundição.

Os prejuízos são significativos, uma vez que os equipamentos são importados, sobretudo da África do Sul, e podem ultrapassar valores superiores a um milhão de meticais por unidade.

“Este caos na circulação está relacionado com a avaria de semáforos, e estas avarias estão directamente ligadas à vandalização destes sinais de trânsito”, descreveu a reportagem.

Entre os residentes, cresce a preocupação com o impacto na segurança rodoviária. “Cria constrangimento para nós que somos automobilistas e para os peões. A transitividade fica muito comprometida”, afirmou Ernesto Gabriel, residente na Beira.

Também Ruth Jossias manifestou preocupação com a dependência dos semáforos para a organização do trânsito. “É uma situação delicada, porque nós nos baseamos no semáforo para melhor circulação. O Governo tem que ver esta situação”, disse.

Para outros cidadãos, o problema exige uma resposta mais ampla, incluindo educação cívica. “As pessoas que fazem esse acto vivem nas nossas próprias casas. Precisamos de educá-los no sentido de cidadania”, defendeu Sande Carmona.

Perante o cenário, a Polícia de Trânsito foi mobilizada para os principais pontos críticos da cidade, tentando garantir a fluidez do tráfego e evitar acidentes. No entanto, a tarefa é dificultada por comportamentos de risco de alguns automobilistas.

O Conselho Municipal da Beira alerta que os prejuízos são elevados e difíceis de suportar. “Não são cabos comuns, são cabos específicos para semáforos, muito caros. Um comando pode custar cerca de um milhão e meio de meticais”, explicou Flora Impula, vereadora para a área dos transportes no Conselho Municipal da Beira.

A vereadora sublinhou ainda que todos os dez pontos semaforizados da cidade já foram alvo de vandalização, com alguns equipamentos já substituídos. Até ao momento, duas pessoas foram detidas em conexão com os casos, enquanto outra permanece em fuga.

As autoridades apelam à colaboração da população na denúncia e identificação dos responsáveis, sublinhando a necessidade de proteger os equipamentos públicos essenciais à segurança rodoviária.

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A Argélia prepara-se para receber uma visita papal, pela primeira vez, quando Leão XIV pisar o território magrebino, nos dia 13 e 15 de Abril, antes de se deslocar a Angola.

Na bagagem, o Bispo de Roma trará consigo o apelo de renovação ao diálogo inter-religioso, reforçando a mensagem de paz e convivência num país de maioria muçulmana.

Segundo a Africanews, que avança a informação, o Papa vai desembarcar, em Argel, na próxima segunda-feira, onde vai homenagear os mártires da independência e reunir-se com o Presidente daquele país norte-africano, Abdelmadjid Tebboune, antes de seguir para Annaba, cidade que guarda o legado de um dos nomes mais influentes do Cristianismo, Santo Agostinho.

Na Basílica de Santo Agostinho, os fiéis e o clero aguardam com entusiasmo a celebração de uma missa histórica. 

Citado pela mesma fonte, o reitor da basílica, padre Fred Wekesa, expressou gratidão e expectativa pela deslocação, que considera importante porque “demonstra a proximidade da Igreja connosco”.

Enquanto estiver na Argélia, o Papa Leão XIV visitará, ainda, a Grande Mesquita de Argel.

O périplo do Chefe de Estado do Vaticano por África incluirá, ainda, passagens por Camarões, Angola e Guiné Equatorial e marcará um gesto de aproximação entre culturas e credos.

As últimas visitas do Santo Padre ao Norte de África foram realizadas por João Paulo II a Marrocos, em 1985, e Egipto em 2000, além do Papa Francisco ao mesmo país em 2017.

A escritora e activista social moçambicana Énia Lipanga foi seleccionada para integrar o ciclo II do Fundo de Investimento para a Criação de Obras Digitais no Oceano Índico, uma iniciativa que apoia projectos inovadores na área cultural e digital na região.

Para a escritora, integrar o ciclo II do Fundo de Investimento para a Criação de Obras Digitais no Oceano Índico significa “a concretização de um sonho e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade maior com o público que desejo alcançar. Este apoio permite-me custear etapas fundamentais do projecto e transformar o meu livro numa experiência acessível também em formato sonoro”. 

“A minha eleição reflecte não apenas um reconhecimento individual, mas também um avanço colectivo, sobretudo, no que diz respeito ao espaço que as mulheres escritoras vêm conquistando. O país ganha sempre que uma moçambicana é reconhecida e apoiada”, explicou.

Entre cinco artistas e projectos seleccionados para este ciclo, Énia Lipanga representa Moçambique, destacando o país no panorama da criação contemporânea e reforçando a presença de narrativas autorais comprometidas com questões sociais e com o acesso democrático à cultura.

O fundo é promovido pela Comissão do Oceano Índico, no âmbito do projeto Indústrias Culturais e Criativas (ICC), com o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), e tem como objectivo impulsionar a produção de conteúdos digitais inovadores e de impacto.

A proposta da Énia Lipanga centra-se na adaptação do seu mais recente livro publicado no Brasil, Nada Será Devolvido em Silêncio, para o formato de audiobook.

Lipanga avança que mais do que uma transposição de linguagem, o projecto nasce de uma intenção clara, ampliar o alcance da literatura para além das barreiras tradicionais de leitura. A obra pretende chegar a mulheres que não tiveram acesso à alfabetização, bem como a pessoas com deficiência visual, criando novas possibilidades de escuta, identificação e pertencimento.

Conhecida por uma escrita feminista, Énia Lipanga leva para este projecto uma abordagem sensível e politicamente consciente, onde a palavra falada se torna também ferramenta de inclusão e transformação social.

“Quero que a minha literatura possa ser ouvida por quem nunca pôde lê-la. Que essas histórias encontrem vidas, mesmo quando os olhos não podem alcançá-las”, afirma a autora.

A participação no fundo permitirá o desenvolvimento de uma obra digital com impacto social direto, contribuindo para a democratização do acesso à literatura no contexto moçambicano e na região do Oceano Índico.

Énia Lipanga é escritora, poetisa, jornalista e activista moçambicana. A sua obra e trajectória cruzam arte, direitos humanos e inclusão, com foco na valorização das mulheres e de pessoas com deficiência. É curadora do Palavras São Palavras e mentora do movimento Incluarte. Já representou Moçambique em diversos países e é autora de várias obras de poesia. Foi nomeada uma das 10 mulheres mais inspiradoras de 2022 pela Hamasa Magazine, incluída entre as 100 personalidades negras mais influentes da lusofonia pela Bantu Man, considerada melhor artevista de 2025 pela Plan International e condecorada com a Medalha de Honra e Direitos Humanos pelo Governo do Brasil em 2024.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, afirmou esta segunda-feira, na cidade de Nampula, que o reforço  do transporte público urbano constitui um passo estratégico para  promover a mobilidade, impulsionar a economia e melhorar a  qualidade de vida dos cidadãos, no quadro da construção de um  sistema nacional de transportes mais inclusivo e sustentável. 

Falando na cerimónia de entrega de 100 autocarros para transporte  público de passageiros, o Chefe do Estado sublinhou o alcance social  e económico da iniciativa. “Não se trata apenas de mais um acto  administrativo. Trata-se de um passo concreto na construção de um  país mais integrado, mais produtivo, mais digno e que está  preocupado com o bem-estar do seu povo”.

Na ocasião, destacou o significado da escolha da cidade de  Nampula para o evento, descrevendo-a como um dos principais polos  de dinamismo económico do país e reiterando a visão de um  desenvolvimento equilibrado. “A escolha de Nampula para este  momento não é casual. Esta cidade, coração pulsante do Norte, é um  dos principais eixos de mobilidade, comércio e dinamismo económico  do país”, afirmou. 

O estadista explicou que os meios serão distribuídos por vários  municípios estratégicos, abrangendo diferentes regiões do país, com o  objectivo de reduzir assimetrias e fortalecer os centros urbanos como  motores de crescimento económico local e regional. 

Segundo o Presidente Chapo, os autocarros representam mais do que  simples meios de transporte, constituindo instrumentos de integração e  desenvolvimento. “Os autocarros que hoje entregamos, mais do que  meios de transporte, são pontes vivas entre distâncias e destinos,  motores de esperança que levam consigo sonhos do povo  moçambicano”, declarou. 

O Chefe do Estado enquadrou a iniciativa num programa mais amplo  do Governo para reforço da mobilidade, que prevê a aquisição de  mais de mil meios de transporte, incluindo soluções adaptadas tanto  para zonas urbanas como rurais. 

Com a introdução destes veículos, o Governo espera reduzir o tempo  de espera nas paragens, aumentar a capacidade de transporte,  melhorar a segurança e elevar a qualidade de vida dos cidadãos.  Estima-se que os novos meios venham a beneficiar cerca de 780 mil  passageiros por mês, contribuindo para uma economia mais dinâmica  e inclusiva. 

O governante destacou ainda a aposta em soluções ambientalmente  sustentáveis, referindo que parte significativa dos autocarros é movida  a gás natural veicular, e anunciou a introdução de um sistema de  transporte público escolar com tarifa acessível, visando garantir  melhores condições de acesso à educação.

Dirigindo-se aos municípios e aos utentes, o Presidente da República  apelou à responsabilidade na gestão e utilização dos meios,  enfatizando a necessidade de segurança rodoviária e conservação  dos veículos. 

“Servir bem o povo, que nos votou, tanto nos municípios, como a nível  nacional, significa garantir que estes autocarros circulem com  segurança, limpeza, regularidade e dignidade”, afirmou, antes de  declarar oficialmente entregue o primeiro lote de autocarros no actual  ciclo de governação. 

Receberam os autocarros os municípios de Nampula e Nacala, na  província de Nampula; Pemba e Montepuez (Cabo Delgado);  Lichinga e Cuamba (Niassa); Mocuba e Gurué (Zambézia); Chimoio e  Manica (Manica); Beira, Dondo e Nhamatamnda (Sofala) e Tete e  Moatize, na província de Tete. 

A empresa moçambicana Urbanova, especializada em consultoria e desenvolvimento imobiliário, está de mãos dadas com o pugilista britânico Anthony Joshua, que passou a integrar recentemente um projecto de alto padrão na cidade de Muscate, em Oman, País asiático.

O super-campeão mundial tornou-se investidor e embaixador de um empreendimento imobiliário chamado Yenaier Residences, no projecto de urbanização de Sultan Haitham City, tendo adquirido um apartamento de luxo no último piso de uma das seis torres residenciais ainda em construção, cada uma com sete andares.

O acordo foi formalizado recentemente, na cidade de Muscate, numa cerimónia oficial que não só simboliza um investimento imobiliário, mas uma presença estratégica de um dos maiores atletas da actualidade num mercado altamente competitivo.

A concretização desta parceria resulta de um trabalho de intermediação e posicionamento internacional desenvolvido pela Urbanova, a partir dos seus escritórios em Moçambique, que conta com uma equipa de jovens moçambicanos, ainda que tenha representação em mercados como Emirados Árabes Unidos e Austrália.

A assinatura formal do contrato de compra e venda foi firmada pelo pugilista e o fundador e PCA da Urbanova, Chakyl Camal, que, na ocasião, manteve também encontros institucionais, realizou uma visita de cortesia ao ministro das Infra-estruturas e Habitação de Oman, Khalfan bin Saeed bin Mubarak al-Shueili, para além de um jantar privado com Aadil Alexander, responsável pelo empreendimento através da sua empresa Adante Realty.

Mais do que uma aquisição imobiliária, o momento representa a afirmação de uma empresa moçambicana na esfera internacional que liga África, Europa e Ásia, num contexto em que a internacionalização das marcas nacionais ainda é um desafio.

A Urbanova posiciona-se, assim, como um exemplo de capacidade técnica, visão estratégica e ambição global, através de uma gestão moçambicana, para além de provar o compromisso e o esforço do sector privado moçambicano em romper paradigmas, alargando as fronteiras e permitindo uma presença internacional robusta e, agora, atrair nomes de relevo não só do desporto, mas também com capacidade de investimento, sendo a primeira vez que aposta no mercado milionário.

A EUROCAM, Associação dos Empresários Europeus em Moçambique, e a Embaixada da Ucrânia registaram, entre Outubro de 2025 e Março de 2026, uma evolução significativa nas suas relações institucionais, passando de uma fase de contactos exploratórios para um diálogo estruturado orientado para a formalização de mecanismos de cooperação económica.

No âmbito deste processo, encontra-se em análise a eventual adesão da Embaixada da Ucrânia à EUROCAM na qualidade de observador, modalidade que permite a participação institucional em actividades e fóruns de diálogo da Associação, sem prejuízo da sua natureza enquanto organização representativa do sector empresarial europeu.

Esta solução reflecte o enquadramento jurídico e institucional da Ucrânia, país europeu que, não sendo membro da União Europeia, mantém relações políticas, económicas e regulamentares estreitas com as instituições europeias e integra o espaço de cooperação europeu em diversas iniciativas multilaterais.

A participação da Embaixada da Ucrânia como observador permitirá reforçar o intercâmbio de informação, o diálogo económico e a identificação de oportunidades de investimento e parceria, assegurando simultaneamente a coerência com a missão estatutária da EUROCAM e o seu posicionamento como plataforma de representação empresarial europeia em Moçambique.

Este desenvolvimento ocorre em paralelo com o recente reforço do diálogo bilateral entre Moçambique e Ucrânia ao mais alto nível político, na sequência dos contactos entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, os quais destacaram áreas prioritárias de cooperação como agricultura, energia, comércio e formação técnico-profissional.

Desde Outubro de 2025, a EUROCAM tem vindo a dialogar com a representação diplomática ucraniana, promovendo a identificação de sectores de interesse comum e criando condições para o estabelecimento de parcerias empresariais sustentáveis.

A evolução agora registada confirma a relevância da Associação enquanto plataforma de articulação entre a diplomacia económica, investimento estrangeiro e sector privado europeu.

A EUROCAM reitera o seu compromisso em continuar a apoiar iniciativas que contribuam para o fortalecimento das relações económicas internacionais de Moçambique, promovendo um ambiente de negócios aberto, transparente e alinhado com as melhores práticas europeias.

A cidade de Maxixe foi palco, este fim-de-semana, de um momento vibrante e transformador com o lançamento oficial do Torneio “Chapo Chapo”, dirigido pelo Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse.

O evento reuniu dezenas de jovens, atletas e entusiastas do desporto, marcando o início de uma iniciativa que promete impulsionar talentos e promover a inclusão social.

Com energia contagiante e uma forte mensagem de encorajamento, Manasse destacou o desporto como ferramenta estratégica para a união, disciplina e criação de oportunidades para a juventude. 

“O Torneio Chapo Chapo é mais do que competição, é uma plataforma de sonhos, onde jovens podem revelar o seu potencial e construir um futuro melhor”, afirmou.

A iniciativa insere-se nos esforços contínuos do Governo de Daniel Chapo para massificar o desporto, incentivar estilos de vida saudáveis e criar espaços de integração juvenil, especialmente nas comunidades locais.

O arranque do torneio foi marcado por partidas emocionantes e um ambiente de festa, simbolizando não apenas o início de uma competição, mas o reforço do compromisso com uma juventude mais activa, participativa e protagonista do desenvolvimento do país.

O torneio “Chapo Chapo” já foi lançado nas províncias de Tete, Sofala, Maputo província e cidade de Maputo, para além de Inhambane. A iniciativa visa abranger cerca de 40.000 jovens em todo o país e envolve atletas locais e é estruturado com fases distritais, regionais e provinciais, como o caso de Inhambane, que envolve 250 equipas.

A Assembleia da República iniciou, nesta segunda-feira, em plenário, a apreciação da Informação da Comissão de Petições, Queixas e Reclamações (8ª Comissão), um documento que espelha o trabalho desenvolvido por aquele grupo de especialidade de Fevereiro a Março de 2026 em todo o território moçambicano.

Durante o período em análise, a 8ª comissão recebeu um total de 185 petições em todo o território moçambicano. Deste número, 59 são novas e 126 correspondem a processos em acompanhamento.

De acordo com o presidente daquela Comissão, Valter Mabjaia, a região Sul do País lidera o número de petições submetidas à Assembleia da República, com um total de 111 registos, enquanto as regiões Norte e Centro contribuíram, cada uma, com 37 petições.

“Estes dados reflectem a contínua confiança que os cidadãos têm para com a Assembleia da República, considerando-a a última instância na salvaguarda dos seus direitos”, disse Mabjaia, explicando que a Constituição da República de Moçambique, no seu artigo 79, consagra o direito de petição, permitindo que qualquer cidadão, de forma individual ou colectiva, apresente à Assembleia da República as suas preocupações sob a forma de petições, queixas ou reclamações.

Segundo explica, este direito é regulamentado pelo Regimento da Assembleia da República, nomeadamente pela alínea c) do nº 1 do artigo 92 da Lei nº 17/2013, de 12 de Agosto, conjugado com o artigo 21 da Lei nº 26/2014, de 23 de Setembro, que disciplina a apresentação de petições, queixas e reclamações perante a autoridade competente.

Mabjaia esclarece ainda que estes dispositivos legais estabelecem que, durante cada Sessão Ordinária, a Comissão deve informar o Plenário sobre as petições analisadas e o tratamento dado a cada caso”.

“A 8ª Comissão, no cumprimento do seu plano de actividades para 2026, procedeu à triagem e análise preliminar das petições recebidas, incluindo os casos de acompanhamento transitados da II Sessão Ordinária para a actual III Sessão, ambas inseridas na X Legislatura”, disse.

Segundo explica, na sequência das audições realizadas, foram identificados diversos casos relacionados com a Administração da Justiça. Assim, ao abrigo do nº 6 do artigo 16 da Lei nº 26/2014, de 23 de Setembro, a Comissão propôs ao Plenário o envio de um ofício ao Procurador-Geral da República, solicitando informações detalhadas sobre 20 petições, queixas e reclamações específicas.

O presidente da 8ª Comissão disse, ainda, que em observância ao artigo 14 da Lei n.º 26/2014, de 23 de Setembro, a 8.ª Comissão propôs o indeferimento de quatro (4) petições, queixas e clamações, por se verificar que as pretensões apresentadas são ilegais; colocam em causa decisões judiciais; questionam actos administrativos insusceptíveis de recurso; carecem de fundamentação; e os respectivos prazos legais já se encontram prescritos.

O deputado Mabjaia explicou, igualmente, que a Comissão de Petições, Queixas e Reclamações, após a análise de oito petições, queixas e reclamações, propõe ao Plenário da Assembleia da República o encerramento dos processos, por já terem tido desfecho.

Esta informação deverá ser aprovada pelo plenário da Assembleia da República ainda nesta III sessão ordinária por via de um projecto de resolução.

Duas pessoas morreram na manhã desta segunda-feira nos arredores da cidade da Matola, província de Maputo, após a viatura em que seguiam ter sido alvo de uma emboscada armada protagonizada por indivíduos que se faziam transportar em pelo menos duas outras viaturas.

O crime ocorreu poucos minutos antes das 6 horas, surpreendendo moradores da zona, que relatam momentos de pânico causados por intensos disparos. Segundo testemunhas, os tiros prolongaram-se por cerca de 15 minutos.

“Os disparos começaram de repente e foram muitos. Contámos mais de 20 tiros contra aquela viatura”, relatou um residente, acrescentando que o barulho acordou praticamente todo o bairro.

Uma das vítimas seria conhecida na comunidade. De acordo com José Emílio, residente local, o homem já teria trabalhado como vendedor no mercado de Matavele.

“Ele trabalhava, antigamente vendia roupas aqui no mercado. Não sabemos se tinha outra actividade além disso”, afirmou.

Testemunhas dizem que, após a primeira sequência de disparos, houve ainda movimentações suspeitas no local. Alguns moradores acreditam que uma das vítimas possa ter tentado fugir, sem sucesso.

“Parecia que alguém ainda tentou sair, mas não conseguiu. Depois vimos que já estavam caídos e com muito sangue”, descreveu outro residente.

O pânico tomou conta da população, que evitou aproximar-se da viatura durante o tiroteio por receio de ser atingida por balas perdidas.

“Ficámos assustados e tentámos fugir. Ninguém podia aproximar-se por causa dos tiros. Só depois é que nos aproximámos e vimos que já estavam mortos”, contou Orlando Afonso.

Até ao momento, não são conhecidas as motivações do crime, nem a identidade dos autores. Também não há confirmação oficial sobre o perfil das vítimas ou possíveis ligações a actividades ilícitas.

Dados recentes apontam para um aumento de crimes violentos em zonas urbanas da província de Maputo, com registo de assaltos à mão armada e execuções em circunstâncias ainda por esclarecer, o que tem gerado preocupação entre os residentes.

A Polícia da República de Moçambique ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas fontes locais indicam que diligências estão em curso para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do ataque.

O incidente reacende o debate sobre segurança pública na Matola, uma das cidades mais populosas do país, onde moradores exigem maior presença policial e medidas eficazes para travar a criminalidade.

Pelo menos 18 mil casos de Violência Baseada no Gênero foram registados no ano passado, no país. Cerca de 80 por cento foram de Violência contra mulheres, onde pelo menos 40 casos foram de homicídios. O Governo lançou hoje, a Campanha Nacional de Combate à Violência Baseada no Gênero e Feminicídio.

Paula, jovem de 18 anos, foi vítima de violência sexual perpetrada por 5 homens e, logo a seguir, foi asfixiada até à morte. 

Dados do Ministério do Trabalho, Gênero e Acção Social apontam que “ em 2025 foram reportados 18.365 casos de violência baseada no gênero, dos quais aproximadamente 79,9% tiveram como vítimas mulheres e raparigas.Importa igualmente destacar o registro de 40 casos de homicídio de mulheres, estamos a recorrer a termos que a nossa legislação prevê, mas na verdade são 40 casos de feminicídio, evidenciando a persistência das formas mais extremas desta violência. Esses números não são apenas estatísticas como nos referenciamos anteriormente, representam vidas, representam histórias e futuros comprometidos”, explicou  Abdul Razaque, secretário de Estado do Gênero e Acção Social. 

Paula faz parte das estatísticas e a sua família exige justiça.  

Porque casos como estes têm sido recorrentes, o Secretário de Estado de Gênero e Acção Social fala da necessidade de reforçar as medidas de responsabilização e de combate à impunidade.   

Uma das medidas para reduzir o índice de violência contra as mulheres é por meio da Campanha Nacional de Combate à Violência Baseada no Gênero e Feminicídio lançada, esta segunda-feira.

Neste quadro, prosseguiremos com o fortalecimento e a expansão dos serviços de apoio através de múltiplas portas de entradas institucionais,  com destaque para os centros de atendimento integrado, os CAIS,os gabinetes de atendimento à família e menores,) nas esquadras policiais e nas unidades sanitárias,garantindo, assim, uma resposta acessível, integrada e humanizada. Reconhecemos e valorizamos o papel incontornável das organizações da sociedade civil e das estruturas comunitárias que constituem a primeira linha de prevenção, identificação e encaminhamento de casos, funcionando como elo essencial entre as comunidades e os serviços do Estado.No plano institucional, estamos igualmente empenhados no reforço do quadro legal, incluindo a revisão da legislação vigente, com vista a assegurar uma resposta mais robusta, atualizada e ajustada à complexidade deste fenômeno.

O Secretário de Estado de Gênero e Acção Social defende, igualmente, a revisão da Lei 29/2009 de 29 de Setembro, sobre a violência contra a mulher e a melhoria do financiamento. 

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