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O Tribunal Judicial do Distrito da Manhiça, através da Secção de Instrução Criminal, ordenou a libertação imediata de oito cidadãos pertencentes ao partido ANAMOLA após considerar procedente um pedido de habeas corpus apresentado pelo seu mandatário judicial.

A decisão foi proferida no âmbito do processo nº 01/26/HC, tendo como requerente Júlio Vicente Chivambo e outros sete cidadãos, nomeadamente: Júlio Ricardo Cossa, Nelson Rui Psungo, Santos Salvador Armando Mandlate, Henriqueta Francisco Dzuvane, Gina Flor Mutote, Rui António Chivambo e José Mateus Francisco Bila.

No pedido, a defesa alegou violação dos prazos legais de detenção, detenção sem mandado judicial e fora de situação de flagrante delito, bem como invasão de domicílio, ausência de comunicação imediata ao Ministério Público e falta de assistência por defensor.

Ao apreciar o caso, o tribunal destacou que o habeas corpus é um mecanismo constitucional destinado a proteger a liberdade individual contra prisões ou detenções ilegais ou abusivas, conforme consagrado no artigo 66 da Constituição da República de Moçambique.

Após análise dos autos e audição dos detidos e do responsável pela detenção, o tribunal concluiu estarem reunidos os fundamentos legais invocados pela defesa. A decisão também considerou disposições do Código de Processo Penal relativas aos prazos de apresentação judicial, às condições de detenção em flagrante delito e à obrigatoriedade de mandado judicial nos casos fora de flagrante.

Na sentença, a juíza de Instrução Criminal, Mariza M. Saiete, julgou procedente o pedido e determinou a imediata soltura dos oito cidadãos, nos termos do artigo 264, nº 3, do Código de Processo Penal.

A decisão foi proferida na cidade da Manhiça, nesta terça-feira, 24 de Fevereiro, tendo sido igualmente emitidos os competentes mandados de soltura.

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O Japão anunciou, nesta terça-feira, planos para deslocar mísseis terra-ar para uma ilha japonesa perto de Taiwan até 2031, ao mesmo tempo que as autoridades japonesas aumentam os alertas sobre as ambições militares da China na região.

“O nosso plano é deslocar ‘mísseis terra-ar de médio alcance’ durante o ano fiscal de 2030”, ou seja, durante o período de 12 meses que termina em Março de 2031,  para a ilha de Yonaguni, a cerca de 110 quilómetros a leste de Taiwan, anunciou o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, durante uma conferência de imprensa regular.

O Japão já tinha declarado em 2022 que planeava este envio de mísseis, mas não tinha especificado um calendário.

A ilha de Yonaguni, isolada e localizada a aproximadamente 2000 quilómetros de Tóquio, já alberga uma base das Forças de Autodefesa do Japão.

Este anúncio surge quando a China tem tomado uma série de medidas económicas, políticas e simbólicas contra o Japão desde Novembro, em retaliação a comentários feitos pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

A líder do Japão sugeriu que uma intervenção militar do seu país seria possível no caso de um ataque chinês a Taiwan, ilha que é reivindicada por Pequim.

Desde então, a China tem desencorajado os seus cidadãos a viajar para o Japão. Ontem, anunciou que iria sancionar 40 empresas e organizações japonesas acusadas de participar na nova militarização do Japão, nomeadamente proibindo 20 destas de adquirir bens e tecnologias com potencial tanto civil como militar a empresas sediadas na China.

Sanae Takaichi acusou a China na sexta-feira de querer “mudar o ‘status quo’ pela força ou coerção” nas zonas marítimas sobre as quais disputa soberania com os seus vizinhos, sublinhando, no entanto, que o seu desejo era o de estabelecer “relações estáveis construtivas” com a China.

Há fraca procura por material escolar, na cidade de Maputo, a menos de uma semana para o arranque do ano lectivo. Os comerciantes queixam-se de prejuízos e acreditam que a fraca afluência se deve à falta de dinheiro. 

A retoma às aulas está prevista já para a próxima segunda-feira e a expectativa dos pais e encarregados de educação em ver os seus educandos de volta à escola são maiores, depois de muito tempo em casa. 

Carolina Mucavele reservou as primeiras horas desta terça-feira para procurar uniforme e material escolar para a sua filha e explicou que “as expectativas são boas e dizer que as crianças já estavam bem ansiosas para voltar à escola, depois de ter ficado tanto tempo em casa, estão mesmo com muita ansiedade”. 

Neste momento decorrem os últimos acertos e Kilyan, aluno que vai frequentar a sétima classe também procurava uniforme escolar, na companhia da sua avó. 

“Vim com meu neto comprar uniforme. Estamos felizes porque encontramos bom, agora estamos a ver os sapatos. Os preços são bons, são normais”, explicou a encarregada de educação. 

O que mais se vê em várias lojas e avenidas da cidade e Maputo é uniforme e material escolar diverso.

Entretanto, as filas longas e enchentes de quem procura, que habitualmente caracterizam esta época são ainda inexistentes. 

Ainda não estão a comprar material escolar. As pessoas dizem que ainda não têm dinheiro. Até dias atrás era normal passar um dia sem receber se que um cliente, mas ultimamente compram pelo menos uma embalagem, duas embalagens”. 

Os comerciantes lamentam a fraca procura e esperam por dias melhores. 

“Os cadernos que vendemos estão a um preço acessível.O caderno sul-africano, por exemplo,  estamos a vender a 180 e temos aquele nacional a 125 meticais”.

Em várias lojas, logo cedo alguns clientes procuravam por uniforme escolar, embora a meio gás, e falaram de facilidades de acesso. 

O início das aulas está previsto para 02 de Março, depois de ter sido adiado devido aos impactos trazidos pelas inundações. 

O Chade encerrou a sua fronteira oriental com o Sudão, nesta Segunda-feira, após confrontos ocorridos no fim-de-semana ligados à guerra civil do Sudão que mataram cinco soldados chadianos.

Nesta segunda-feira, o governo chadiano anunciou o encerramento, citando incursões repetidas e violações cometidas por forças no conflito do Sudão.

Não é a primeira vez que a guerra civil sudanesa se espalha pelo território chadiano, causando vítimas e danos materiais.

Segundo um funcionário chadiano citado pela AfricaNews, os combates entre as forças paramilitares de apoio rápido do Sudão e tropas leais ao governo sudanês ocorreram na cidade fronteiriça de Tine.

Além dos cinco soldados mortos, três civis também perderam a vida e mais doze ficaram feridos. Isto acontece semanas antes de a guerra no Sudão entrar no seu quarto ano, e  o governo do Chade disse que a fronteira permaneceria fechada até novo aviso.

Fontes citadas pela imprensa internacional, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a falar com a imprensa, disseram que mais tropas chadianas estavam a ser enviadas para a área.

Segundo as Nações Unidas, a guerra no Sudão desencadeou a pior e maior crise de fome do mundo. O conflito deslocou milhões de pessoas.

O filho mais novo do falecido ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, Bellarmine Chatunga Mugabe, foi ouvido por um tribunal sul-africano, nesta segunda-feira, na sequência da  acusação de tentativa de homicídio após um jardineiro ter sido baleado em sua casa em Joanesburgo na semana passada.

Bellarmine Chatunga Mugabe, filho mais novo do falecido ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, foi ouvido, nesta segunda-feira, numa breve audiência pela justiça sul-africana, ao lado do co-réu Tobias Mugabe Matonhodze. 

O advogado de Bellarmine Mugabe recusou-se a comentar quando questionado por jornalistas se os dois homens eram ou não parentes. 

Bellarmine Mugabe, de 28 anos de idade, está supostamente envolvido num tiroteio que na última quinta-feira deixou hospitalizado um cidadão que exercia a função de jardineiro na residência do ex-presidente zimbabweano.

Das acusações que pesam sobre o filho de, Robert Mugabe, estão a obstrução da justiça e posse ilegal de arma de fogo que se acredita ter sido usado durante o tiroteio.

Apesar de a polícia ainda não ter recuperado a arma de fogo, Bellarmine Mugabe compareceu ao Tribunal de Magistrados de Alexandra, na África do Sul para onde deverá retornar no dia 3 de Março para um pedido formal de restituição à liberdade mediante pagamento de fiança.

Para além de Berllamine Mugabe, seu irmão, Robert Mugabe Júnior, também enfrentou acusações de posse de drogas em Harare, em Outubro de 2025. 

De acordo com a imprensa internacional, a família Mugabe emitiu um comunicado nesta segunda-feira negando autorização para que qualquer porta-voz pudesse representar os dois acusados.

Berllamine Mugabe e o seu irmão mais velho, Robert Junior, ficaram notórios na década de 2010 por compartilharem seus estilos de vida luxuosos através das redes sociais.

Historicamente, os irmãos Mugabe são conhecidos em Joanesburgo por realizar festas extravagantes marcadas por comportamentos desviados.

As Comissões dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social (3ª Comissão) e dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade auscultaram, esta segunda-feira, as congregações religiosas sobre a Proposta de Revisão da Lei de Liberdade Religiosa e de Culto, submetida ao Parlamento moçambicano, pelo Governo, para análise e aprovação.

A auscultação pública das entidades religiosas visava, dentre vários aspectos, colher as suas sensibilidades sobre o entendimento que têm relativo ao documento para posterior emissão de um Parecer a ser submetido à III Sessão Ordinária da Assembleia da República na sua X Legislatura.

A Lei da Liberdade Religiosa vigente data de 1971 com designação Lei nº 4/71 de 21 de Agosto, e se mostra desajustada à realidade actual do País, para além de que de lá até a esta parte houve um crescimento em número de confissões religiosas, havendo necessidade da regulação da sua organização e funcionamento no território nacional.

No âmbito do seu objecto, a lei estabelece os princípios e regras relativos ao exercício da liberdade de religião e de culto, bem como o regime jurídico de constituição, modificação e extinção das confissões religiosas, das associações religiosas e instituições de ensino religioso.

No que concerne ao âmbito da sua aplicação, a Lei aplica-se a todos os cidadãos, às confissões religiosas, associações religiosas e instituições de ensino religioso existentes na República de Moçambique.

Na ocasião, o Vice-Presidente do Conselho Religioso em Moçambique, José Guerra, apelou que cada confissão religiosa independentemente de ter apresentado a sua contribuição verbal ou não possa e elaborar e submeter ao parlamento uma proposta sobre o dispositivo.

Guerra sublinhou que as diversas confissões religiosas têm diferentes origem podendo ser judaica, islâmica e cristã “por isso apelamos para que, no futuro, o parlamento venha a pensar nestes moldes porque as religiões têm aspectos diferente”.

Comentando sobre o artigo 42 da Proposta de Revisão da Lei de Liberdade Religiosa e de Culto, que estabelece que para a constituição de uma confissão religiosa são exigidas no mínimo cinco mil assinaturas, devidamente reconhecidas, Guerra a proposta de cinco mil membros é elevada, o que cria inquietações às confissões religiosas, tendo proposto que o Ministro da Justiça, Assuntos, Constitucionais e Religiosos possa pronunciar-se em relação a este número.

No cômputo geral, os representantes das confissões religiosas apreciaram positivamente a necessidade de revisão da lei que regula o funcionamento das confissões religiosas em Moçambique.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu, nesta segunda-feira, no seu gabinete de trabalho, em audiência de cortesia, os embaixadores de Moçambique recentemente designados para o exterior. Na ocasião, a Presidente do parlamento apelou ao reforço e à expansão das relações de cooperação bilateral entre Moçambique e os Estados onde os diplomatas irão representar o país.

Trata-se do Embaixador Designado junto da República da Turquia, António Inácio Júnior; Embaixador Designado junto da República Popular da China, Manuel José Gonçalves; Embaixador Designado junto da República da Indonésia, António Rodrigues José; Embaixador Designado para a República Federativa do Brasil Alexandre Manjate; o Ministro Plenipotenciário, Nuno Tomás, Embaixador Designado junto da República Federal Democrática da Etiópia e o Representante Permanente junto da União Africana e Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA); a Ministra Plenipotenciária, Laurinda Banze, Alta Comissária Designada junto da República de Malawi; o Embaixador Designado junto do Reino da Suécia, Francisco Neto Novela, e Alto o Comissário Designado junto da República da Índia, Armando Pedro.

Segundo, o Porta-voz da Presidente da Assembleia da República, Oriel Chemane, a Presidente do parlamento apelou ao reforço e à expansão das relações de cooperação bilateral entre Moçambique e os Estados onde os diplomatas irão representar o país, com especial enfoque nas vertentes económica e política, bem como no fortalecimento da cooperação parlamentar.

Chemane sublinhou que foi, igualmente, destacada a importância de dinamizar relações ao nível parlamentar mediante a promoção e assinatura de Memorandos de Entendimento com parlamentos de países onde ainda não existam instrumentos formais de cooperação.

O porta-voz disse ainda que foi sublinhada a necessidade de intensificar a promoção da imagem de Moçambique no exterior, com vista à mobilização de apoios económicos e ao fortalecimento de parcerias estratégicas para o desenvolvimento nacional.

Por seu turno, o representante dos chefes de missões diplomáticas de Moçambique recentemente designados para o exterior, Inácio Júnior, reafirmou o compromisso dos embaixadores em reforçar a cooperação institucional e representar com responsabilidade o Estado moçambicano nos seus novos postos.

O diplomata explicou que o encontro faz parte da fase que antecede o início formal das funções nos respectivos países de acreditação, sublinhando que faz parte da rotina institucional, antes da partida, auscultar as diferentes instituições do Estado sobre as expectativas e prioridades que devem orientar a acção diplomática.

Ainda na sua alocução, o diplomata sublinhou que o objectivo do encontro com a presidente do parlamento moçambicano era para  se actualizar sobre as grandes prioridades da política externa do país e identificar áreas estratégicas de cooperação com cada uma das instituições do Estado, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

“No caso específico do Parlamento, considerado a Casa do Povo, foi destacado o propósito de reforçar a cooperação interparlamentar, promovendo iniciativas que consolidem as relações bilaterais e contribuam para o desenvolvimento de Moçambique”, disse o diplomata reiterando que a missão de cada embaixador será orientada pelo fortalecimento das parcerias estratégicas e pela defesa dos interesses nacionais no plano internacional.

As chuvas intensas, combinadas com o calor extremo dos últimos dias, destruíram praticamente todas as culturas, obrigando produtores a contabilizar prejuízos avultados e a recomeçar a produção, no Vale do Infulene, na cidade de Maputo.

No terreno, o cenário é de recomeço forçado. Entre campos alagados e machambas destruídas, homens e mulheres limpam a terra, tentando preparar novamente os campos para novas plantações. Apesar da dificuldade, muitos agricultores demonstram determinação em relançar a produção, mesmo com recursos limitados.

Rui Xidossana, agricultor do Vale do Infulene, descreve a situação dramática: “Nós tivemos tudo perdido, nem por causa da água. Tudo se foi com a água. Mas estamos a recomeçar, sim, mas cada um por si. E Deus por todos. Uma machamba estava perdida. Não falo de grandeza, todo o espaço estava vazio. Tinha produto, mas acabaram estragando e queimando por causa do calor. Conforme estão a ver, outras machambas, outros agricultores ainda não conseguiram, porque, não tem como recuperar. Agora, para começar de novo, é preciso mesmo, o outro, andar procurar dinheiro para começar de novo, conforme estão a ver.”

O agricultor alerta que, além dos prejuízos provocados pela chuva, os custos para recomeçar são elevados: “Outras chambas ainda são caríssimas, porque eles não têm nada deles. Ah, a gestão daqui é muito difícil, né, porque as coisas todas são caras. Remédios, cimentos, quase tudo que é difícil. Calor também, aquilo que você apanha, logo morre pro calor. Tudo isso aí é coisa que faz um pesadelo para nós. Cada um arranja-se da sua maneira.”

Com décadas de experiência, Rui reforça que a resiliência é fundamental: “Porque desde muito tempo, eu aqui nestas machambas, estou há 46 anos a trabalhar aqui nestas machambas. Não 46 da minha idade. 46 eu a trabalhar aqui nestas machambas. Quando a gente perde, a gente recomeça. Você recomeça da sua maneira. Não espera ninguém. Eu, como criança, quando aprendo a andar, cai, não cai. Cai, mas vai de novo tentar levantar-se. Sozinho. Para poder andar. Porque você não pode parar. É assim.”

Isabel, agricultora local, destaca o aumento dos preços dos insumos como mais um obstáculo para o recomeço: “Nos tempos da folha de abóbora, eu estava a vender copito eram 15 meticais. Agora subiu até 60 meticais. Adubo eram 35 canicas. Agora subiu até 50. Pacote de alface de 10 gramas, eu comprava por 150. Agora subiu até 260, 10 gramas. Uma lata de salada, eu comprava na loja por 1.600. Agora subiu por  mais de 1500. Nos tempos, uma caixa de remédio, eu comprava por 3.800 uma caixa. Agora o remédio subiu muito. Está mais de 8 mil meticais. Nós vendemos um litro, está 1.500 meticais.”

Paulo Zunguze, vendedor de insumos agrícolas, sublinha a necessidade de apoio coordenado,  “porque como temos a união, se tivesse que ter uma associação que recebeu, teríamos recebido aquela associação, mas até agora ainda. Sim, sim. Para apoiar mesmo por essas sementes, porque é muito difícil.”

O presidente da Associação dos Agricultores, Justino Bauque, reforça que a escassez de insumos pode prolongar a crise no sector, “mesmo semente da abóbora, está por aí 70, 80, 70, um copito, que quase não é nada para uma machamba, por exemplo, uma machamba como essa. Já se meteu couve, porque quando semeamos agora, não temos condições para comprar. Mas quando eu queria couve, salada, remédio, adubo, lima, também, tanto faz para trabalhar com produto. Como não temos nada agora, está vindo zero.”

Entre campos alagados e esperança renovada, os agricultores do Vale do Infulene aguardam respostas das autoridades e parceiros do sector agrícola, na expectativa de conseguir relançar a produção e garantir alimentos nas mesas de milhares de famílias em Maputo.

A requalificação da avenida Eduardo Mondlane, em Nacala, está a opôr a Ordem dos Engenheiros do edil daquela cidade. Faruk Nuro saiu a criticar a qualidade da obra e a Ordem foi ao local para investigar e diz não ter tido a colaboração da edilidade.

O facto aconteceu a 25 de Novembro do ano passado, dia em que o edil de Nacala, Faruk Nuro, confrontou a equipa do Município, encarregue pela fiscalização das obras de requalificação de três quilómetros da avenida Eduardo Mondlane.

No seu entender, a obra estava abaixo dos padrões exigíveis para suportar um tráfego de veículos pesados.

Na ocasião, Faruk Nuro, edil de Nacala, questionava a existência de vigas e suportes na ponte, procurando saber do engenheiro responsável da obra, sobre a fiscalização da execução dos trabalhos.

Faruk Nuro mostrava-se preocupado pelo facto da ponte ter suportes suficientes para a passagem de camiões e outros veículos de grande porte, olhando para o facto de a obra não estar a ser bem fiscalizada.

A Ordem dos Engenheiros de Moçambique tomou conhecimento e criou uma Comissão de Inquérito para apurar os factos e produzir um parecer. 

Entretanto, através de um comunicado datado de 12 de Fevereiro de 2026, a Ordem denuncia uma série de irregularidades, dentre elas a ausência da placa de obra; o uso ilegal do título de engenheiro; a fiscalização irregular; o exercício de fiscalização sem licenciamento; e a inconformidade do quadro técnico do empreiteiro.

A Ordem dos Engenheiros queixa-se de ter sido ignorada pelo edil de Nacala e mesmo assim recolheu informações no terreno que lhe permitiu concluir que há inconformidades nesta empreitada.

“Estas inconformidades demonstram fragilidades significativas na condução do processo de execução, fiscalização e gestão contratual da obra, com potenciais impactos na qualidade técnica, segurança e credibilidade das infra-estruturas públicas. Também se conclui, através da placa de obra, que o admoestado pelo Presidente da Autarquia de Nacala não é membro da OrdEM e, por isso, à luz da Lei Nº 16/2002 de 26 de Junho, não é engenheiro”, lê-se no comunicado.

O facto é que mesmo com o questionamento público, a obra do aqueduto foi concluída, não se sabendo em que condições técnicas.

O internacional argentino cumpre suspensão, mesmo com a investigação ainda a decorrer, e vai falhar o jogo da segunda mão do play-off de acesso aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões europeus de futebol. Em causa está o incidente com Vinícios Júnior, em que o brasileiro alegou que sofreu insulto racista.

Gianluca Prestianni não pode defrontar o Real Madrid na segunda mão do play-off de acesso aos oitavos-de-final da Champions League. O jogador do Benfica está suspenso, por decisão da UEFA, que decidiu aplicar um jogo de castigo como medida preventiva.

De acordo com o comunicado do organismo que tutela o futebol europeu, a suspensão resulta de um pedido do Inspector de Ética e Disciplina que foi nomeado após o jogo da primeira mão, que ficou marcado pelo incidente entre Vinícius Júnior e Prestianni, com o internacional brasileiro do Real Madrid a acusar o argentino do Benfica de insulto racista.

A UEFA fala em “relatório preliminar” na base da decisão do Comité de Controlo, Ética e Disciplina, sendo que faz referência ao artigo 14 do Regulamento Disciplinar, relativo a racismo e outros comportamentos discriminatórios.

É referido, ainda assim, que este castigo é anunciado “sem prejuízo de qualquer decisão que os órgãos disciplinares da UEFA possam tomar posteriormente, após a conclusão da investigação em curso”.

De recordar que, caso venha a ser provado que Prestianni chamou “mono” (macaco, em espanhol) a Vini Jr, então o jogador do Benfica enfrenta uma suspensão mínima de 10 jogos.

 

Benfica critica castigo preventivo de Prestianni

O Benfica reagiu em comunicado à decisão da UEFA, que aplicou a Gianluca Prestianni a pena preventiva de suspensão por um jogo, que força o argentino a falhar o encontro de quarta-feira com o Real Madrid, para a Liga dos Campeões.

No seguimento da suspensão, o Benfica lamenta “ficar privado do jogador enquanto o processo ainda está em investigação”, adiantando que irá “apelar desta decisão da UEFA” embora não exista efeito prático para o jogo de quarta-feira.

“O Sport Lisboa e Benfica reafirma igualmente o seu compromisso inabalável no combate a qualquer forma de racismo ou discriminação, valores que fazem parte da sua identidade histórica e que se reflectem na sua acção quotidiana, na sua comunidade global, no trabalho da Fundação Benfica e em figuras maiores da história do Clube, como Eusébio”, acrescenta o clube.

Na terça-feira, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos-de-final da ‘Champions’, que o Real Madrid venceu por 1-0, o avançado brasileiro Vinicius Júnior, após ter marcado o único golo do jogo, denunciou ter sido alvo de insultos racistas por parte do argentino Gianluca Prestianni, extremo do Benfica.

O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro e accionou o protocolo antirracismo, retomando a acção quase 10 minutos depois.

Após a partida, que decorreu no Estádio da Luz, Prestianni negou qualquer insulto racista a Vinicius Júnior, enquanto o internacional brasileiro e outros jogadores do Real confirmaram a ofensa por parte do argentino.

O Benfica já veio a público reiterar total confiança na versão de Prestianni, que nega os insultos, lamentando o que considera ser uma “campanha de difamação”.

O clube da Luz garantiu ainda “total espírito de colaboração” com a UEFA, que nomeou, entretanto, um Inspector de Ética e Disciplina para investigar o caso, com a audição de ambos os atletas.

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