O ministro da Saúde, Ussene Isse, afirmou que o sistema nacional de saúde enfrenta sérios desafios provocados por calamidades naturais e limitações estruturais, mas garantiu que o sector continua a funcionar e a prestar serviços à população.
Falando durante uma intervenção pública, o governante destacou que cheias e ciclones têm causado a destruição de várias infra-estruturas sanitárias, o que dificulta o acesso das comunidades aos serviços de saúde. Segundo explicou, essa realidade levou alguns indicadores do sistema a níveis críticos.
Apesar das dificuldades, o ministro assegurou que o Governo está empenhado em recuperar e fortalecer o sector. De acordo com Ussene Isse, a saúde foi definida como uma das prioridades pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o que permitiu acelerar processos de aquisição de medicamentos, equipamentos e outros meios essenciais para o funcionamento das unidades sanitárias.
O governante explicou que os processos de aquisição no sector público podem levar entre 12 e 18 meses, mas sublinhou que o Ministério está a trabalhar para responder às necessidades mais urgentes da população.
Durante a sua intervenção, o ministro também reagiu às preocupações levantadas por sectores políticos, incluindo o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), afirmando que o debate é importante, mas apelou à colaboração de todos na busca de soluções para melhorar o sistema de saúde.
Mesmo perante os desafios, Ussene Isse afirmou que os serviços de saúde continuam a registar resultados positivos, com aumento no número de consultas, atendimentos de urgência e cirurgias realizadas nas unidades sanitárias do país. Acrescentou ainda que a taxa de mortalidade hospitalar em Moçambique está abaixo de 5 por cento, dentro dos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
O ministro destacou igualmente o trabalho dos profissionais de saúde, que, segundo ele, continuam na linha da frente a prestar assistência à população. Em contextos recentes de emergência, mais de 16 mil pessoas foram atendidas, mesmo quando alguns profissionais também enfrentavam perdas pessoais causadas por desastres naturais.
Para reforçar o sistema, o Ministério da Saúde anunciou medidas como a revitalização do plano de manutenção de equipamentos médicos, aquisição de ambulâncias, motorizadas e bicicletas para apoio às equipas no terreno, além de um programa acelerado de formação de recursos humanos.
Ussene Isse afirmou que o sector continuará a apostar na qualidade e humanização dos serviços de saúde, com o objectivo de melhorar o atendimento nas unidades sanitárias e garantir maior acesso aos cuidados médicos para a população moçambicana.
Moçambique e Quénia assinaram três novos instrumentos jurídicos de cooperação bilateral, com destaque para as áreas da Juventude e Desporto, Serviços Penitenciários e Correccionais, bem como formação diplomática, investigação e reforço de capacidades.
A assinatura ocorreu no âmbito do encontro entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o seu homólogo queniano, William Ruto, reforçando os laços históricos entre os dois países.
Estes instrumentos, segundo o Presidente da República, Daniel Chapo, vão imprimir maior dinâmica nos sectores respectivos, capitalizando a experiência acumulada nos dois países.
Segundo Daniel Chapo, os instrumentos agora firmados deverão imprimir uma nova dinâmica nos sectores abrangidos, tirando partido da experiência acumulada por ambas as Nações. “Ficou claro que as áreas nas quais nós precisamos de cooperar são as áreas que a Sua Excelência fez muito bem referência. Precisamos de cooperar na área da agricultura, no transporte, na logística, no turismo e na transformação digital”, afirmou.
No domínio da segurança, os dois países acordaram intensificar a cooperação no combate ao terrorismo, com partilha de experiências e definição conjunta de mecanismos para a operacionalização das estratégias, sendo que as respectivas áreas vão estabelecer as melhores formas para essa operacionalização.
No sector da Juventude e Desporto, o chefe de Estado moçambicano destacou o potencial de aprendizagem com o Quénia, reconhecido pelo seu desempenho desportivo internacional. A expectativa, segundo afirmou, é que essa cooperação contribua para elevar o nível dos atletas moçambicanos em competições globais.
Outro ponto considerado estratégico é o reforço da conectividade aérea. Chapo defendeu a retoma dos voos directos entre Nairobi e Maputo, sublinhando que “a conectividade entre as duas capitais é importante para o desenvolvimento de negócios”, além de fortalecer as relações bilaterais.
“No domínio de transporte para lenda a conectividade aérea existente entre os dois países, onde temos cinco voos semanais de Nairobi para Nampula, as cartas de condução são válidas mutuamente, portanto, um queniano pode estar em Moçambique a conduzir à vontade e um moçambicano pode estar no Quénia a conduzir à vontade”, disse Chapo.
Durante a visita, o estadista moçambicano destacou ainda a experiência queniana em políticas macroeconómicas e desenvolvimento urbano, após uma visita a um projecto de cidade inteligente naquele país.
“Foi bom termos visitado o Smart City, a cidade inteligente, e uma grande aposta do Quénia para o futuro, não só do Quénia, mas do continente africano. Foi uma grande aprendizagem que pode ser replicada à luz das especificidades de cada país”, disse.
A cooperação entre Moçambique e Quénia já resultou na assinatura de cerca de 20 instrumentos jurídicos ao longo dos anos, abrangendo áreas como diplomacia, defesa, segurança, migração e transporte. Segundo Chapo, muitos desses acordos já estão em implementação, com “resultados tangíveis”.
No domínio da formação, o Presidente revelou que cerca de 65 estudantes moçambicanos frequentam actualmente universidades quenianas, incluindo cinco cadetes na academia militar daquele país. Em contrapartida, seis estudantes quenianos encontram-se em Moçambique, sobretudo em cursos de pós-graduação na área agrária.
“Por isso, excelência, nos congratulamos pelos programas de troca de estudantes em curso, revestindo-se de capital importância para o desenvolvimento do capital humano”, disse, ressaltando ainda que “para nós, esta troca de estudantes é, sem margem de dúvidas, desenharmos o futuro dos nossos países e o futuro dos nossos povos”.
A cooperação estende-se também ao sector dos transportes, onde já existem facilidades como o reconhecimento mútuo de cartas de condução, permitindo que cidadãos de ambos os países conduzam livremente nos respectivos territórios — um sinal, segundo Chapo, da “irmandade, amizade e excelente cooperação” existente.
“Portanto, a polícia moçambicana não tem razões para não deixar o queniano conduzir a Moçambique e a polícia queniana não tem razões para deixar um moçambicano conduzir no Quénia”, frisou, destacando que esta cooperação “constitui um ganho e facilita a vida dos nossos cidadãos”.
O chefe de Estado destacou ainda o sentimento de integração das comunidades nos dois países, referindo que moçambicanos residentes no Quénia afirmam sentir-se “como se estivessem em casa”, realidade que, segundo disse, também se verifica com cidadãos quenianos em Moçambique.
Agostinho Zacarias, antigo reitor do Instituto Superior de Relações Internacionais, critica a falta de posicionamento de Moçambique e do continente africano nos conflitos mundiais movidos pelas grandes potências do sistema das Nações Unidas. Por sua vez, o filósofo Severino Ngoenha adverte o País para não se tornar o próximo campo de batalhas das potências.
Agostinho Zacarias falou em Maputo, no primeiro evento promovido pelo recém-criado centro de diálogo Ndzualo. Zacarias, antigo reitor do Instituto Superior de Relações Internacionais, questiona a posição de Moçambique no contexto político global.
“Há uma transformação da Ordem Global, e nós precisamos de saber como nos situar e responder a essas transformações”, apelou Agostinho Zacarias, recorrendo ao adágio do primeiro-ministro canadiano que disse “se você não faz parte da mesa, faz parte do menu”. Então, prosseguiu Zacarias, “o que é que nós faremos se amanhã recebemos ameaças iguais às de Cuba? Estamos numa era em que é fácil raptar um chefe de Estado quando não é agradável e não segue o que lhe é dito. Estamos numa era em que as regras mudam constantemente e que precisam de respostas adequadas a estas situações todas”, apelou.
Severino Ngoenha foi um dos convidados para falar da paz em Moçambique. Criticou influências externas nos esforços de paz em África e advertiu o País para não se tornar o próximo campo de batalhas das potências.
“Este é o mundo em que nós estamos, de relações de forças em que uns querem ser mais fortes do que os outros, vão ditar as próprias leis e com todos os meios que são necessários. A chefe de negócios americanos em Moçambique diz em voz alta para quem quer ouvir, que é preciso proteger os interesses americanos. Diz que Nacala é um ponto estratégico. Ela pede a Moçambique para não dar prioridade nos melhores aos chineses, mas abrir para os americanos. Se os chineses e americanos puserem-se a lutar, se os europeus e americanos lutarem, o que é que nós temos de fazer para que nós não sejamos de novo terreno de batalha e de conflito? O que é que temos de fazer para priorizar os nossos interesses?” questionou.
Ibrahim Gambri, subsecretário-geral da ONU para assuntos políticos entre 2005-2007, criticou o facto de esforços de paz em vários palcos de guerra no continente africano serem financiados externamente.
“Temos de encontrar uma nova maneira de financiar nossas operações de paz. Porque, infelizmente, dois terços de financiamento de todas as operações de paz em curso no nosso continente vêm da União Europeia. Eu não estou orgulhoso disso. Nós temos recursos suficientes neste continente para financiar nossas operações de paz. Temos de encontrar novas maneiras de fazer isso, taxar produtos de luxúria no comércio intra-africano.”
Participaram no evento membros da sociedade civil, pesquisadores moçambicanos, de Zimbabwe, África do Sul e Nigéria.
Moçambique participa da 14.ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), de 26 a 29 de Março, na cidade de Yaoundé, República dos Camarões. A conferência reúne os ministros do sector do comércio e outras entidades relevantes do sistema multilateral mundial.
A Conferência decorre num contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, incertezas económicas, rápidas transformações tecnológicas e desafios crescentes ao Sistema Comercial Multilateral. Sendo parte desta organização, Moçambique participa da Conferência com uma delegação multissectorial chefiada por Basílio Muhate, Ministro da Economia.
A MC14 assume particular relevância, num contexto em que Moçambique, na qualidade de Coordenador do Grupo Africano na Organização Mundial do Comércio (OMC), teve a responsabilidade de liderar o processo de concertação africana, em preparação à 14ª Conferência Ministerial da OMC.
A Reunião dos Ministros Africanos do Comércio, realizada a 26 de Fevereiro de 2026, em Moçambique, produziu a Declaração Ministerial de Maputo, um instrumento adoptado, que reflecte a posição Africana a ser apresentada na 14ª Conferência Ministerial da OMC.
A agenda da MC14, prevê que sejam debatidas e decididas matérias estruturantes para o futuro da OMC, com destaque para a reforma institucional da Organização, a agricultura, as subvenções à pesca, a moratória sobre o comércio eletrónico, bem como questões específicas de interesse para os Países Menos Avançado (PMA), categoria na qual Moçambique se insere.
A participação de Moçambique ao mais alto nível político permitirá: Reafirmar o compromisso do País com o sistema multilateral de comércio, baseado em regras; Defender de forma eficaz, os interesses nacionais e dos PMA, nas negociações multilaterais; Influenciar as discussões sobre a reforma da OMC, de modo a torná-la mais inclusiva, responsiva e alinhada com as realidades dos países em desenvolvimento; Acompanhar e intervir nas negociações sobre temas sensíveis para a economia nacional, como agricultura, segurança alimentar, subsídios à pesca e comércio digital; Reforçar a visibilidade e o posicionamento de Moçambique no seio da OMC e junto dos seus parceiros de desenvolvimento.
Os transportadores da província de Sofala queixam-se de interferência negativa de alguns concorrentes estrangeiros, que operam de forma ilegal, definindo os preços no mercado, o que pode levar os associados a falência. Os mesmos optam pela prática de pagamentos em numerário, cujas divisas não passam pelo Banco Central.
De acordo com a Associação dos Transportadores Rodoviários de Carga de Sofala (ASTROS), os transportadores nacionais cada dia que passa estão a perder o poder de decisão.
O presidente da ASTROS, que falava no final de um encontro dos associados com objectivo de encontrar soluções aos desafios que a classe enfrenta actualmente, explicou que este facto acontece porque o sector está infestado de transportadores estrangeiros desonestos.
A Associação dos Transportadores Rodoviários de Carga de Sofala indicou que há outros problemas que contribuem para fragilizar a classe, nomeadamente a emissão de permit.
A Associação dos Transportadores Rodoviários de Carga de Sofala terminou chamando atenção ao Governo para se relacionar com os mesmos como parceiros fundamentais na cadeia logística.
A Assembleia-Geral da ONU aprovou, nesta quarta-feira, uma resolução que declara o tráfico de africanos escravizados e a escravização racializada como o “crime mais grave contra a humanidade” e defende reparações históricas.
O texto, apresentado à Assembleia pelo Gana e co-patrocinado por dezenas de Estados-membros da ONU, obteve 123 votos a favor, três contra e 52 abstenções dos 193 Estados-membros da ONU.
“Esta resolução envia uma mensagem muito clara de que a comunidade internacional não mais tolerará impunidade, de que a comunidade internacional aposta por justiça, de que a comunidade internacional e o sistema multilateral que formamos, não importa quanto tempo demore, o dia da reconquista chegará”, disse Samuel Ablakwa, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana.
Votaram contra, os Estados Unidos da América, Israel e a Argentina. Portugal, Reino Unido, Espanha e França estão entre os países que se abstiveram.
Entre os Estados que co-patrocinaram a resolução estão Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe.
Entre os restantes membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, também Brasil e Timor-Leste votaram a favor.
A resolução aprovada insta os Estados-membros da ONU a considerarem pedir desculpa pelo tráfico de escravos e a contribuírem para um fundo de reparações.
A mesma pede medidas de restituição, compensação, reabilitação, satisfação, garantias de não repetição e alterações às leis, programas e serviços para combater o racismo e a discriminação sistémica.
Apela à restituição imediata e sem entraves dos bens culturais, objectos de arte, monumentos, peças de museu, artefactos, manuscritos e documentos, e arquivos nacionais que tenham valor espiritual, histórico, cultural ou de outra natureza para os países de origem, sem custos.
Já são conhecidos os quatro nomes que concorrem a sucessão de Carlos Martins. São eles: Thera Rosalina, Joaquim Dai, Staylier Marroquim, Pedro Gomes Macaringue e Samuel dos Santos Hlavanguane.
As eleições, que vão também eleger a Mesa da Assembleia Geral, o Conselho Nacional, o Conselho Jurisdicional e Conselhos Provinciais, estão marcadas para 25 de Abril do corrente ano.
As recentes cheias no município de Xai-Xai, na província de Gaza, têm provocado perdas humanas, destruição de bens e um agravamento significativo das condições de vida das populações afectadas. A situação revela, não apenas a vulnerabilidade das comunidades às intempéries, mas também os desafios enfrentados na gestão de desastres naturais.
Um dos episódios mais trágicos foi a morte de um jovem de 24 anos, arrastado pela corrente enquanto tentava pescar numa vala no bairro de Nguluzane. Segundo relatos, o jovem encontrava-se numa embarcação improvisada quando ocorreu o incidente, evidenciando o risco a que muitos se expõem em busca de meios de subsistência. Segundo referiu uma testemunha, “um jovem perdeu a vida” ao tentar aproveitar os recursos disponíveis, mesmo em condições perigosas.
Apesar dos alertas das autoridades, muitos residentes continuam a desafiar as águas, motivados pela necessidade económica. A própria população reconhece o risco, mas justifica a prática afirmando que depende da pesca para sobreviver: “a gente está esperando aquele peixe, porque se não tivermos, a gente não vai apanhar caril cá”, disse um residente.
Essa realidade demonstra o dilema entre segurança e sobrevivência enfrentado pelas comunidades locais.
As cheias também afectaram gravemente a mobilidade e a infra-estrutura. A interrupção de vias rodoviárias deixou centenas de pessoas retidas por várias horas, gerando pânico e transtornos.
Segundo relatou Maria Sambol: “estou aqui desde há umas quatro horas”, ilustrando as dificuldades enfrentadas pelos utentes da via. Muitos foram obrigados a percorrer longas distâncias a pé, carregando bens, como forma de contornar o bloqueio.
O impacto social das inundações é igualmente alarmante. Estima-se que cerca de “5 mil famílias perderam tudo num piscar de olhos”, ficando sem abrigo, bens e meios de subsistência, tal como disse Ossemane Adamo, edil de Xai-Xai.
Em vários bairros, a situação continua a agravar-se, com o nível da água a subir e a incerteza a dominar o quotidiano das populações. Como relatam alguns residentes, “não sabemos o que vai acontecer amanhã”, evidenciando o clima de insegurança e desespero.
As autoridades locais indicam que pelo menos nove bairros estão alagados, com milhares de pessoas já deslocadas para centros de acolhimento. Contudo, os desafios logísticos são enormes. Há riscos iminentes de interrupção de serviços essenciais, como energia e abastecimento de água, e limitações nos meios de socorro. Conforme alertou Jeremias Mazoio, administrador da ANE em Gaza, “não temos helicópteros na província para poder fazer socorro via aérea”, o que dificulta operações de emergência.
Outro factor preocupante é a degradação das infra-estruturas de protecção, como diques e barreiras. Regista-se a existência de vários pontos de ruptura, com destaque para “um total de oito rombos no dique”, o que contribui para a progressão descontrolada das águas. Esforços estão a ser feitos com recurso a sacos de areia para conter a situação, mas os resultados ainda são limitados.
Além disso, o isolamento de comunidades agrava a crise humanitária. Mais de 14 mil pessoas enfrentam dificuldades de acesso à cidade, essencial para o abastecimento de bens básicos e serviços. Muitas dessas famílias dependem da agricultura e do comércio local, actividades severamente afectadas pelas cheias.
A situação em Xai-Xai evidencia uma crise multifacetada, que combina tragédia humana, vulnerabilidade social e limitações estruturais. A resposta a este cenário exige não apenas medidas de emergência, mas também estratégias de longo prazo para mitigar os efeitos de eventos climáticos extremos e reforçar a resiliência das comunidades.
Moçambique precisa de investir em infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias eficientes para reduzir o tráfego e o tempo de espera nos corredores logísticos, segundo o sector privado. Os patrões falavam no seminário sobre o Desenvolvimento do Corredor Logístico do Norte, com participação do Japão.
Novas ideias de investimentos e negócios podem sair dessa sala, onde estão reunidos empresários moçambicanos e japoneses a discutir o desenvolvimento do Corredor Logístico do Norte.
O porto de Nacala tem uma capacidade de manuseamento de carga equivalente a 252 mil contentores, que, segundo o sector privado, é de extrema importância para a viabilização dos negócios.
Para o feito, a melhoria das vias e expansão da capacidade de manuseamento de carga é urgente, daí que a cooperação com o Japão é vista como impulsionadora do crescimento económico.
Já o embaixador do Japão reconheceu o valor estratégico do porto de Nacala, sobretudo para o desenvolvimento da região Norte.
Em representação do Governo, a secretária de Estado da Indústria e Comércio apontou reformas legais feitas pelo Estado para melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimento estrangeiro.
Moçambique empenha-se em consolidar o Porto de Nacala e o respectivo corredor logístico como uma plataforma de integração económica regional e materialização da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
A primeira-ministra desafia os investigadores a desenvolverem pesquisas científicas viradas ao desenvolvimento económico, social e cultural do país. As declarações foram feitas hoje, em Maputo, por Benvinda Levi, durante a abertura da conferência de Jovens Investigadores da CPLP.
Maputo acolhe, de 25 a 27 de Março, a quarta Conferência de Jovens Investigadores da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, um evento com o objectivo de promover o uso da ciência na governação.
Cristina Molares, presidente da Associação de Jovens Investigadores da CPLP, fala do evento como uma oportunidade para pôr a ciência a serviço do desenvolvimento.
“A ciência e a política muitas vezes encontram-se em tensão e conflito. No entanto, sem ciência não há desenvolvimento sustentável. É essencial compreender que todos partilhamos um objetivo comum. Ultrapassar as dificuldades crónicas e contribuir para uma África muito marcada de desgraças. Até agora usamos as políticas sem a ciência. Não está a dar certo. Devemos passar a pôr a ciência a nosso favor, mas desta vez, não a ciência importada”, defendeu.
A primeira-ministra, que esteve em representação do Presidente da República, desafiou os jovens investigadores a usarem a ciência para o desenvolvimento do país.
“Que as vossas pesquisas e investigações não se limitem apenas a relatórios académicos e teóricos, pois devem propor soluções práticas e concretas que contribuam para a melhoria da vida social e económica das comunidades, concorrendo, desta forma, para o desenvolvimento sustentável e inclusivo dos nossos países”, disse Benvinda Levi.
No domínio da inovação tecnológica, Levi deixou apelos aos pesquisadores.
“Hoje a inteligência artificial aparentemente resolve todos os problemas, mas é preciso também ver os desafios que ela nos coloca, os riscos que ela traz. Facilita-se a vida, mas não resolve tudo.”
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, reafirmou, por seu turno, a aposta da edilidade na valorização do conhecimento como motor de desenvolvimento.
Rasaque Manhique falava na abertura da IV Conferência de Jovens Investigadores da CPLP-ÁFRICA, um evento que decorre até sexta-feira, sob o lema “Diversidade cultural, inovação digital e saberes ancestrais: construindo futuros sustentáveis em África”.
Nos três dias da conferência, haverá apresentação de 60 trabalhos de jovens da CPLP, virados para as pesquisas para o desenvolvimento.

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