A primeira prova futebolística provincial vai, finalmente, arrancar neste sábado, na Cidade de Maputo, com a disputa do torneio de abertura, também conhecido como Campeonato da Cidade ou mesmo Liga Jogabets. São 12 equipas que vão corporizar a prova, divididas em duas séries de seis cada, com três jogos por jornada.
É já neste sábado que a bola começa a rolar na Cidade de Maputo, com o arranque da Liga Jogabets, a prova que marca a abertura das competições na capital do País. Trata-se de uma prova que será disputada por 12 equipas, uma redução em duas equipas em relação à prova do ano passado, que foi disputada por 14 equipas.
Vale isto dizer que, das 14 equipas que estiveram em prova na Liga Jogabets, a União Desportiva do Zimpeto e o Ferroviário das Mahotas não vão competir neste ano, com a formação do bairro do Zimpeto a anunciar que não vai disputar nenhuma prova neste ano, enquanto os “locomotivas” das Mahotas ainda não estão preparados para as competições deste ano.
As 12 equipas ficaram divididas em dois grupos de seis equipas cada, com a Série A a ser composta por pelo finalista vencido da edição passada e cabeça-de-série deste ano, o Maxaquene, agora promovido ao Moçambola, juntamente com a Black Bulls, equipa que milita no Moçambola, a Liga Desportiva de Maputo, o Mahafil, o Estrela Vermelha e o Vulcano, todas da segunda divisão.
Por seu turno, a Série B é encabeçada pelo Ferroviário de Maputo, detentor do troféu conquistado ano passado, juntamente com o Costa do Sol, as Águias Especiais, o Ntsondzo, o Desportivo e o Matchedje.
Para o arranque da Liga Jogabets, a Série A terá dois jogos no sábado, com o sensacional embate entre a Liga Desportiva de Maputo e o Maxaquene a abrir, no campo do Costa do Sol, a partir das 14H00.
Trata-se de duas equipas que protagonizaram despiques interessantes no ano passado, quando ambas estavam na segunda divisão.
Ainda no sábado, já no campo do Mahafil, teremos o jogo entre o Mahafil e o Vulcano, enquanto a Black Bulls terá pela frente o Estrela Vermelha de Maputo na tarde de domingo, no relvado dos “canarinhos”.
Pela série B, a tarde de sábado reserva apenas um embate, no campo do Costa do Sol, a partir das 16H00, que vai opor dois antigos clubes do futebol moçambicano, nomeadamente o Costa do Sol e Desportivo Maputo.
Os restantes dois jogos estão previstos para domingo, com o detentor do troféu, Ferroviário de Maputo, a iniciar a defesa do título defrontando o Ntsondzo, equipa que foi sensação na segunda divisão do ano passado, na Cidade de Maputo, em jogo que terá lugar no campo do Costa do Sol a partir das 14H00, seguindo-se o embate entre o Matchedje e as Águias Especiais.
A prova será disputada em uma única volta, com as duas primeiras equipas melhores classificadas de cada série a apurarem-se às meias-finais, que serão disputadas no sistema cruzado, com o primeiro da série A a defrontar o segundo da série B e o segundo da série A a defrontar o primeiro da série B.
Os vencedores dos jogos das meias-finais disputam o troféu e o prémio de 300 mil meticais, enquanto os derrotados disputam o terceiro lugar.
As autoridades de saúde anunciaram o arranque, em Março, da campanha de vacinação preventiva contra a cólera na província de Tete, com enfoque nos distritos de Tete e Moatize, por registarem elevados números de casos e óbitos recorrentes.
Este arranque acontece depois de concluída a campanha de vacinação nas províncias da Zambézia, Cabo Delgado e Niassa, sendo que as autoridades de saúde já dispõem de vacinas para a província de Tete, para que seja a quarta província a beneficiar de uma campanha de vacinação preventiva contra a cólera.
A campanha está prevista para iniciar no mês de Março e irá abranger, numa primeira fase, dois distritos considerados de maior risco, nomeadamente Tete e Moatize.
“O fato de existir maior número de casos, também terem maior número de ópticos e também terem casos oponentes de cólera ao longo dos últimos anos, seria bom se realizássemos esta campanha em todos os distritos da nossa província, mas sabe-se muito bem que a vacina contra a cólera é extremamente cara, por isso é necessário priorizarmos, tendo em conta aquilo que são as condições, as situações epidemiológicas de cada uma das províncias e de cada um dos distritos”, disse Alex Bertil, Director Provincial de Saúde em Tete.
Segundo as autoridades de saúde de Tete, trata-se de uma vacina de carácter preventivo, que será administrada em duas doses, com o objectivo de reforçar a imunidade da população e reduzir o impacto de surtos da doença durante o período crítico.
“O grupo-alvo é toda a população com idade maior ou igual a um ano de idade e nós pretendemos, nesses dois distritos, administrar cerca de 828.579 pessoas. Esta é a nossa meta prevista para os dois distritos, sendo 509.907 para a cidade de Tete e 308.672 pessoas para o distrito de Moatize”, esclareceu Alex Bertil.
A vacinação será realizada através de postos fixos e unidades móveis, estrategicamente instalados para facilitar o acesso das comunidades abrangidas.
Em Manica, o Conselho Executivo provincial está preocupado com a crescente onda de circulação de sementes falsificadas nos mercados, o que tem estado a prejudicar os produtores. A governadora da província, Francisca Tomás, exige maior fiscalização para estancar a prática.
As constantes reclamações de camponeses devido ao fraco poder germinativo de algumas sementes vendidas no mercado forçou o Governo de Manica a convocar um encontro com diversos actores da cadeia de sementes.
Francisca Tomás, Governadora da província, que liderou o encontro, lamentou a situação, garantiu que há um trabalho que está a ser feito para identificação dos que falsificam as sementes e prometeu mão dura aos prevaricadores.
“Retiramos a licença da empresa para não vender mais semente certificada ou semente aos produtores e depois vamos elaborar o processo para ir arcar com as custas no tribunal por ter prejudicado os produtores, na devida altura”, garantiu, frisando ainda que “há uma fragilidade que nós estamos a ter em relação a essa situação e nós não podemos ser frágeis assim”.
Os produtores de sementes reconhecem que o problema pode começar nas empresas, mas exigem que a Inspecção Nacional das Actividades Económicas, INAE, faça fiscalizações periódicas.
“Aqui no mercado de feira tem agrodilas que fazem essa transação de sementes falsas. Então este é um mal e para mim a solução desse mal começa por potencializar o staff ou a quantidade de pessoas que estão abertas ao Laboratório Nacional de Sementes, porque o cartel não é pequeno. Eu acredito que o cartel é maior do que todos nós que estamos aqui”, disse Aly Baraza Jr, provedor de sementes.
Outro provedor de sementes, Ausêncio Elias, disse que é mais comum encontrar essas sementes falsificadas no período de sementeiras. “No tempo da época, quando se fala da época de sementeira para os graus, aqui no mercado central, não precisa ser no mercado 38, aqui mesmo no mercado central, é fácil encontrar pacotes de sementes que não têm identificação”, denunciou.
Já Célia Ribeiro, vice-presidente do Conselho Empresarial Provincial de Manica, disse que o que acontece no mercado 38 não chega nem a 1% da semente falsificada trazida das empresas.
“Com todo respeito que tenho pelas empresas, que fazemos muito, mas nós mesmos somos os que mais falsificamos sementes. Hoje o agricultor prefere comprar uma semente importada do que uma semente produzida localmente. Porquê? Porque ele não tem confiança naquilo que está aqui”, denunciou.
As autoridades de Manica apelam a necessidade de denúncia dos locais e entidades envolvidas em casos de falsificação de sementes.
Durante o encontro abordou-se igualmente assuntos relacionados com acções para melhorar a produção de sementes, o ponto de situação do controlo da qualidade de sementes importadas e a organização da província face à certificação de sementes.
O Governo está a tentar fugir do pagamento de horas extraordinárias aos professores ao criar terceiro turno para o nível secundário e ao transferir alunos do pós-laboral para o período diurno. O entendimento é do académico e comentador Rogério Uthui, que alerta que a situação vai obrigar a que se façam muito mais investimentos na educação.
O antigo reitor da Universidade Pedagógica, Rogério Uthui, explicou de forma didáctica e simples o que pode estar a acontecer com o Governo ao criar terceiro turno no nível secundário e ao transferir alunos do pós-laboral para curso diurno.
Num contexto de pouca informação da parte do Ministério da Educação e Cultura para clarificar a intenção, o também Uthui entende que o Executivo pode estar a tentar escapulir-se das dívidas de horas extraordinárias acumuladas desde o ano de 2023.
“No sistema há 12 mil professores em falta e esses professores em falta são fechados por outros que estão presentes. E estes que estão presentes, logicamente, estão a fazer mais horas do que deviam. Logo, estão a ter horas extras, e têm de se pagar. E, durante mais de três anos, o Estado não pagava essas horas extras. Este é que é o problema principal que a ministra da Educação e o seu novo elenco encontraram. Então, certamente que se convenceram, a nível do Governo, que vão cortar para que não haja mais horas extras”, explica.
Ademais, segundo Uthui, uma forma de não haver mais horas extras é levar os alunos que estão a mais no curso nocturno e encaixá-los no diurno.
Para já, Rogério Uthui considera que até 28 de Fevereiro o Governo tem tempo para repensar a medida para acabar com o terceiro turno diurno, e como saída sugere a contratação de mais 12 mil professores para fechar o défice existente.
“É verdade que o Ministério está a tentar fazer diferente, mas cortar as horas deve ser a pior solução que podes encontrar para um sistema que já está a formar alunos sem qualidade”, disse.
Com a passagem de 100 mil alunos do curso nocturno para o diurno e a introdução do terceiro turno, o professor explica que estes passam a estudar 200 horas a menos por ano, o que vai implicar o não término dos conteúdos programáticos, para além de se leccionar apenas metade do livro, realçando que pode não ser a melhor forma para os alunos.
Para o Governo, fica um recado do académico: “Nós temos de olhar para a educação como um investimento e não como um custo. Isso vai obrigar-nos a aceitar investir muito mais na educação. Então, quando investirmos muito mais, nós vamos construir as 35 mil salas de aulas que estão em falta. Temos de construir. E vamos meter, talvez por ano ou de dois anos, os 12 mil professores que estão em falta no sistema”.
Capulanas de Gueta Chapo podem vir de cartéis combatidos pelo PR
Num outro desenvolvimento, Rogério Uthui abordou a questão das capulanas prometidas pela Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, a todas as mulheres moçambicanas, para a celebração do Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril.
O académico e comentador elogiou a iniciativa, mas também alertou para os riscos associados.
“Disse, ela própria, que tem amigos que a apoiam, etc. E tenho visto o actuar do Governo de Chapo. Ultimamente, tem sido muito incisivo sobre cartéis, aquilo que ele próprio chamou cartéis, que dominam uma série de esferas da economia nacional e até da política. E, normalmente, têm sido os donos desses cartéis que são os primeiros a oferecerem as coisas para as causas humanitárias da Primeira-Dama”, disse, dando como exemplos que “houve grandes empresários que se destacavam em comprar charutos, charutos do Presidente da República e depois descobriu-se que eram procurados por tráfico de drogas em outros países”, advertiu.
O Celtic recebe o Stuttgart e o Fenerbahçe mede forças com o Nottingham Forest, com várias rivalidades na fase de liga a conhecerem um novo capítulo no arranque do play-off da fase a eliminar, nesta quinta-feira, 19 de Fevereiro.
Sem o FC Porto e o Braga, apurados directamente para os oitavos-de-final da Liga Europa, a prova procura as oito equipas que se juntam às já qualificadas para a fase do mata-mata, com a disputa dos play-off.
São oito jogos que vão definir oito equipas, que em duas mãos deverão mostrar a sua superioridade em campo, a partir desta quinta-feira.
Celtic vs Stuttgart
O treinador interino do Celtic, Martin O’Neill, comandou a equipa na última vez que os Bhoys enfrentaram o Stuttgart, vencendo por um total de 5-4 na quarta eliminatória da Taça UEFA 2002/03. Esse confronto foi decidido por uma derrota por 3-2 na segunda mão na Alemanha, na qual os comandados de O’Neill lutaram para defender o triunfo por 3-1 logrado em casa.
O Stuttgart tem em si a vantagem dos confrontos directos entre o Celtic e as equipas da Bundesliga, jogando em casa, desde a última visita do clube alemão, em 2003, já que os escoceses venceram apenas dois jogos, perderam um e empataram seis.
Fenerbahçe vs Nottingham Forest
O Nottingham Forest desloca-se pela primeira vez na sua história à Turquia no play-off da fase a eliminar. O Fenerbahçe já recebeu um adversário inglês na presente temporada, perdendo por 1-0 contra o Aston Villa num jogo no qual talvez merecesse um pouco mais.
Na antevisão ao jogo, o técnico do Fenerbahçe, Domenico Tedesco, disse que [e preciso ter cautelas para não se deixar surpreender, até porque “quando se joga um futebol corajoso contra este tipo de adversário, acaba-se sempre por conceder espaços para atacarem. Eles têm qualidade para fazer mossa no contra-ataque”.
O Forest, duas vezes campeão europeu, não participava nas competições europeias desde que atingiu os quartos-de-final da Taça UEFA em 1995/96.
PAOK vs Celta
O PAOK de Răzvan Lucescu perdeu fora por 3-1 ante o Celta nesta edição da fase de liga, com o técnico do conjunto espanhol, Claudio Giráldez, a não parecer muito preocupado com um reencontro entre as duas equipas.
O PAOK, porém, é um oponente totalmente diferente quando actua na Grécia. De facto, ainda não perdeu em sete jogos em casa contra clubes espanhóis (4 vitórias e 3 empates), com o empate 4-4 frente ao Atlético de Madrid na Taça UEFA em 1997 a constituir o único encontro onde sofreu golos.
O PAOK sofreu apenas um golo nos seus seis últimos jogos em casa nas provas europeias, onde alcançou três vitórias e igual número de empates.
Mais detalhes
Petar Stanić, melhor marcador na presente edição da prova, vai tentar melhorar o seu registo de sete golos quando o Ludogorets receber o Ferencváros. O campeão búlgaro perdeu por 3-1 contra esse mesmo adversário na Jornada 4.
Presentes na fase a eliminar de uma competição de clubes da UEFA pela primeira vez em quase 20 anos, os noruegueses do Brann recebem o Bologna em Bergen. Estas duas formações mediram forças na fase de liga, empatando 0-0 na Itália.
O Lille também tem pela frente um adversário bem familiar no play-off, mais concretamente o Crvena Zvezda. O emblema francês perdeu fora por 1-0 diante dos sérvios na Jornada 4, com Marko Arnautović a converter um penálti já na recta final.
O Governo está a enfrentar dificuldades para ter acesso ao financiamento, alerta o Fundo Monetário Internacional. Segundo a instituição, os desafios do país continuam significativos, apesar da saída da lista cinzenta do GAFI. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que Moçambique enfrenta condições de financiamento cada vez mais difíceis, levando a cortes na aquisição de bens e serviços em 2025, ano que registou um crescimento económico de 0,5%.
Depois de ter trabalhado em Moçambique, no fim do ano passado, uma delegação do Fundo Monetário Internacional concluiu que os desafios do país continuam enormes, com destaque para os ligados à dívida pública.
Através de um comunicado divulgado esta quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional alerta que “o Governo enfrenta condições de financiamento cada vez mais difíceis. Com os atrasos no serviço da dívida, a detenção de títulos públicos pelos bancos nacionais – a principal fonte de financiamento dos grandes e persistentes défices fiscais – estagnou. O financiamento externo líquido tem sido negativo”.
Face a estas condições de financiamento restritivas, de acordo com o FMI, “estima-se que o défice orçamental tenha diminuído significativamente em 2025, descendo para 4,5% do PIB, face aos 6,2% de 2024, principalmente devido à redução das despesas com bens, serviços e projetos de capital”.
Trata-se de uma situação que está a reduzir a ajuda externa e a tornar o endividamento público vulnerável, desequilibrando assim as contas do Estado. Diante do cenário, o FMI prevê crescimento da economia nacional moderado.
“O crescimento económico, excluindo o sector mineiro, deverá manter-se moderado, em torno de 2%, refletindo o fraco crescimento do crédito. A inflação deverá ultrapassar a meta implícita do banco central no médio prazo, impulsionada pelo financiamento monetário dos elevados défices fiscais”, revela.
“Ao mesmo tempo, o país enfrenta necessidades prementes de desenvolvimento, limitações de capacidade e frequentes desastres naturais”, lê-se.
Face ao constatado, os directores do FMI recomendam ao Governo a formular um pacote abrangente de reformas políticas para consolidar a estabilidade macroeconómica e lançar as bases para um crescimento mais forte e duradouro.
“Eles destacaram a importância de conter o pagamento da folha salarial, ampliar a base tributária, aprimorar a gestão das finanças públicas, abordar os riscos fiscais das empresas estatais e da assistência social, e fortalecer a gestão da dívida e a transparência e a proteger os grupos vulneráveis”, recomenda o FMI.
Os membros do conselho de administração do FMI saudaram ainda a política monetária prudente do banco central, mas dizem haver espaço para reduzir o aperto à política cambial, apesar do risco de agravar a escassez de divisas.
“Os membros do Conselho de Administração concordaram que uma maior flexibilidade cambial permitiria à economia ajustar-se às mudanças nas condições externas e apoiar o crescimento, e recomendaram a manutenção de um nível prudente de reservas cambiais”.
O FMI reconhece que “apesar de alguns desenvolvimentos positivos”, como a “baixa inflação”, as reservas cambiais “adequadas”, a retoma do megaprojeto de gás natural da TotalEnergies e a retirada da lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI), “os desafios continuam a ser significativos”.
Refere que “as atuais políticas macroeconómicas”, nomeadamente “os grandes défices orçamentais e a necessidade de maior flexibilidade cambial”, irão “provavelmente exacerbar as vulnerabilidades macroeconómicas e da dívida”.
Nas conclusões aprovadas pelo conselho executivo, os diretores do FMI enfatizam “os riscos e vulnerabilidades substanciais decorrentes dos grandes desequilíbrios internos e externos, do fraco crescimento, da elevada dívida pública, dos desafios de segurança, das fragilidades institucionais e dos choques climáticos” que Moçambique enfrenta.
Tropas federais etíopes e forças do Tigray realizam movimentações junto à fronteira interna e aumentam os receios de um retorno ao conflito militar que devastou o país entre 2020 e 2022. Uma escalada militar que deixa o norte da Etiópia em alerta máximo.
Diversas fontes diplomáticas da Etiópia confirmam que o exército federal está a posicionar unidades em diversos pontos próximos da região do Tigray. Do outro lado, as Forças de Defesa do Tigray também avançam para as zonas fronteiriças, avançam algumas agências internacionais.
Analistas alertam que esta movimentação militar é invulgar e pode anunciar uma nova escalada. Amdom Gebreselassie, presidente da Arena Tigray para a Democracia e Soberania, em Mekelle, confirmou à DW que o ambiente é tenso e que “a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF) está militarmente ativa na região.”
“As forças Shabia da Frente Popular de Libertação da Eritreia (EPLF) estão a infiltrar pessoal de inteligência em várias áreas; há muitos indivíduos uniformizados no terreno. As forças de defesa federais também estão estacionadas ali. Muitos estão totalmente mobilizados. Há risco de guerra e teme‑se o reinício do conflito”, conclui Gebreselassie, citado pela DW.
Entre 2020 e 2022, a região foi palco de uma guerra envolvendo tropas federais, milícias aliadas e o exército da Eritreia, causando centenas de milhares de mortos, segundo estimativas da União Africana (UA).
Apesar da assinatura de um acordo político, este nunca foi plenamente implementado e, em janeiro, novos confrontos levaram à suspensão temporária dos voos para a região.
Mustafa Abdu, especialista jurídico e analista político em Mekelle, recorda em entrevista à DW que os “fantasmas” do conflito continuam presentes em Tigray. “O povo de Tigray vive uma situação desesperada. A guerra atingiu-o profundamente, ainda não superou a dor. O facto de o conflito ter terminado com o Acordo de Pretória e agora estar prestes a recomeçar é desanimador. A situação em Tigray é extremamente difícil”, relata ao DW.
Face ao risco elevado de um regresso à guerra no norte da Etiópia, multiplicam‑se os apelos à comunidade internacional para pressionar por um diálogo imediato.
Amdom Gebreselassie reforça que o povo de Tigray não quer um novo conflito, “quer paz, mas as forças armadas chegaram a um ponto em que estão preparadas para uma guerra que ultrapassa as suas capacidades.”
O dirigente acrescenta ainda que a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF), a Shabia e a FANO, a milícia etnonacionalista da Amhara, anunciaram recentemente uma aliança militar para defender Tigray.
As relações entre a Etiópia e a Eritreia também se deterioraram. Adis Abeba acusa Asmara de fornecer armas a grupos armados do Tigray, algo que o Governo eritreu nega.
Na semana passada, o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, apelou a medidas urgentes para evitar um novo conflito. Mustafa Abdu sublinha que a guerra ainda pode ser evitada, desde que o Acordo de Paz de Pretória seja plenamente respeitado.
A Polícia Britânica está a avaliar informações sobre os voos privados no aeroporto de Londres, após a divulgação dos arquivos do pedófilo Jeffrey Epstein, que traficava menores e jovens para fins de exploração sexual.
O caso Jeffrey Epstein voltou ao centro das atenções após a divulgação de milhares de páginas de documentos e novas revelações sobre o possível envolvimento de figuras públicas.
Para já, a polícia britânica está a avaliar dados de voos privados no aeroporto de Londres relacionados ao caso.
Os ficheiros mostravam detalhes de como Epstein poderá ter utilizado o aeroporto de Stansted para trazer meninas da Letónia, Lituânia e Rússia.
Um porta-voz das forças de segurança de Essex, à qual Stansted pertence, indicou nesta quarta-feira que a avaliação dos dados está a ser realizada depois de o Departamento de Justiça dos EUA ter recentemente divulgado mais documentos sobre Epstein, que mostraram a extensão dos contactos do empresário com ricos e famosos.
Todos os aviões privados operam através de operadores independentes, que gerem os aspectos da aviação privada de acordo com os requisitos regulamentares, partilhados pela a polícia.
Está em curso a avaliação da informação recente para decidir se procede a uma investigação criminal.
Recorde-se que o caso Epstein começou em 2008, quando o empresário foi sentenciado a 13 meses de prisão após ser acusado de abusar sexualmente uma rapariga de 14 anos em sua mansão. Outras vítimas foram identificadas, e fotos de adolescentes foram encontradas em sua casa.
Mesmo condenado, Epstein conseguiu um acordo que o livrou da prisão perpétua e permitia que ele saísse para trabalhar seis dias por semana. Jeffrey Epstein foi encontrado morto na sua cela da prisão, no dia 10 de agosto de 2019.
A Tmcel, Moçambique Telecom, S.A. procedeu, nesta quarta-feira, à entrega de um pacote de donativos composto por bens de primeira necessidade ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
A iniciativa enquadra-se na política de Responsabilidade Social da empresa e reflecte. O donativo entregue é composto por produtos essenciais, nomeadamente: duas toneladas de arroz, uma tonelada de farinha de milho, 400 litros de óleo alimentar, 35 volumes de produtos de higiene, 30 volumes de vestuário e calçado diverso.
Ainda no mesmo âmbito, a Tmcel procedeu recentemente com uma oferta gratuita de chamadas, megabytes e SMS para os clientes das zonas afectadas pelas inundações e com a entrega de valores monetários colhidos através de uma contribuição de seus clientes da carteira móvel Mkesh.
Para o Presidente da Comissão de Gestão da Tmcel, Mahomed Mussá, “esta doação possui um significado especial, pois resulta de um gesto espontâneo de solidariedade dos colaboradores da Tmcel. Reflecte o compromisso da operadora de bandeira em estar presente não apenas através da conectividade, mas também no apoio directo ao bem-estar das populações nos momentos mais difíceis”, referiu.
“Paralelamente as equipas técnicas trabalham continuamente para garantir que a rede de comunicações permaneça operacional, permitindo a ligação entre famílias e facilitando a coordenação das equipas de socorro”, acrescentou Mahomed Mussá.
Por sua vez, Luísa Meque, Presidente do INGD, enalteceu o gesto solidário da Tmcel e dos seus colaboradores, sublinhando a importância da coordenação entre o sector privado e as autoridades nacionais para assegurar que a ajuda chegue com celeridade às zonas mais afectadas.
A Primeira-Ministra conduziu, nesta quarta-feira, a cerimónia de tomada de posse dos novos Presidentes dos Conselhos de Administração do Fundo de Investimento de Património de Abastecimento de Água e Saneamento (FIPAAS) e das Águas de Moçambique (AdeM), num evento que marcou o arranque oficial de uma profunda reestruturação do sector de abastecimento de água e saneamento.
Foram empossados Miguel Micas Langa, para o cargo de PCA do FIPAAS, e Augusto João Domingos Chipenembe, para liderar as AdeM.
A criação das duas novas entidades surge no âmbito da implementação da Lei n.° 9/2024, de 7 de Junho, que estabelece o novo Regime Jurídico do Serviço Público de Abastecimento de Água e Saneamento. De acordo com a primeira-ministra, o objetivo da reestruturação é “promover a eficiência e equidade na provisão destes serviços à população e equilibrar a alocação de recursos”.
Durante o seu discurso, Benvinda Levi detalhou as funções específicas de cada instituição. O recém-criado FIPAAS terá como missão principal a mobilização de recursos financeiros e o desenvolvimento e expansão do património público de água e saneamento a nível nacional, com o objectivo de “reduzir as assimetrias regionais e entre as zonas rurais e urbanas”.
A governante declarou que as AdeM ficarão responsáveis pela gestão operacional e manutenção desse mesmo património público em toda a sua cadeia.
A primeira-ministra destacou que a aposta na especialização institucional visa não só acelerar o cumprimento das metas do Programa Quinquenal do Governo, mas também colocar o país no rumo certo para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU até 2030.
Ao dirigir-se aos novos dirigentes, a Primeira-Ministra felicitou-os pela aceitação do desafio e manifestou confiança na sua “larga experiência profissional” para implementar as mudanças com “zelo, rigor e transparência”.
A Miguel Langa, a ministra recomendou que o planeamento das infra-estruturas seja feito em coordenação com os órgãos de governação autárquica, e que a gestão dos investimentos seja transparente e vise a sustentabilidade do sector. Foi também desafiado a criar um ambiente que incentivasse investimentos e colaboração do sector privado, tanto nacional como estrangeiro.
Já a Augusto Chipenembe, foi recomendado que dê prioridade à colaboração e articulação com as restantes instituições do sector. A primeira-ministra espera que o novo gestor promova activamente a sustentabilidade dos serviços na melhoria da qualidade do atendimento e no alargamento da rede de abastecimento nacional, bem como na manutenção das infra-estruturas existentes.
Com um tom de incentivo, a Primeira-Ministra deixou ainda uma mensagem sobre o estilo de liderança que espera dos empossados: “Privilegiem o estímulo, o incentivo, a inspiração e a motivação dos quadros que vão encontrar nas vossas instituições”, e reiterou que só com equipas motivadas será possível encontrar “soluções holísticas” para responder à crescente demanda da população, tanto urbana como rural.

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