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A Frelimo está preocupada com a falta de abertura do grupo armado que opera em Cabo Delgado para pôr fim ao conflito armado que dura há quase nove anos.

A preocupação com a insegurança foi manifestada pela chefe da brigada central de assistência à província, Amélia Muendane, que considera que a situação tem estado a sufocar, não só a população da província de Cabo Delgado, mas também o Governo central.

“As brigadas foram desdobradas em todo o território, e interagimos com os camaradas. Apresentaram como grande preocupação o terrorismo. Tanto que sufoca a província, sufoca a população e impede qualquer acção visando o desenvolvimento, a segurança e a estabilidade da nossa população. Portanto, esta é a maior preocupação”, disse Amélia Muendane.

Ainda assim, e apesar de estar consciente de que o trabalho que está a ser feito pelo Governo está a surtir efeitos, “a população continua bastante preocupada com essa instabilidade que está a acontecer ao nível da província”, disse.

O partido Frelimo afirma estar a trabalhar na busca de uma solução para Cabo Delgado, mas está com dificuldades, devido à suposta falta de abertura do grupo armado que até agora esconde as reais motivações do conflito e não revela publicamente os seus líderes para um eventual diálogo.

“Para se iniciar um diálogo, é necessário primeiro aparecerem as caras dos líderes. E, relativamente ao terrorismo, as caras não aparecem. Nós verificamos apenas que estamos a ser dizimados, e o que nós estamos a fazer é defender a nossa população, que é a primeira prioridade. O diálogo que o camarada Presidente está a promover é com as caras que aparecem”, disse, acrescentando que “neste caso específico, temos partidos políticos que têm os seus ideais, têm as suas ideologias e, para trazer uma visão de soberania nacional tendo presentes os diferentes ideais, era importante que houvesse um diálogo”.

Amélia Muendane disse que é nesta perspectiva que o Presidente da República criou o Diálogo Nacional Inclusivo, ora transformado em lei, como forma de trazer uma visão de soberania.

“Que tipo de Estado é que nós queremos? Que tipo de sociedade é que nós queremos? Que tipo de economia é que nós queremos? Como é que nós queremos que as instituições funcionem? Para responder a essas questões, é necessário que as pessoas se encontrem. Diferentemente do terrorismo, que nós não conseguimos ver as caras, vemos as catanas. Então, é mais difícil haver diálogo, e o trabalho que está a ser feito pelo Governo é visar a defesa da soberania, a defesa das nossas populações e garantir que haja estabilidade a nível nacional”, determinou Muendane.

A visita da brigada central da Frelimo de assistência a Cabo Delgado tinha como principal objectivo o acompanhamento do processo de recenseamento de raiz dos membros do partido ao nível da província.

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O Presidente da República, Daniel  Chapo, reuniu-se hoje, no seu Gabinete de Trabalho, com  representantes do Sector Privado, no âmbito do Alerta Vermelho  decretado pelo Governo face às chuvas intensas e inundações  severas que assolam várias regiões do país, tendo apelado à união  nacional e à mobilização solidária de recursos para salvar vidas e  mitigar os impactos da emergência humanitária em curso. 

A reunião insere-se no quadro das acções de monitoria, coordenação  e mobilização de recursos desencadeadas pelo Estado para  responder aos efeitos das cheias, proteger vidas humanas e assegurar 

condições mínimas de dignidade às populações afectadas pelas  intempéries, sobretudo nas regiões Centro e Sul de Moçambique. 

Na sua intervenção, o Chefe do Estado explicou o objectivo do  encontro, sublinhando a importância do alinhamento de informação e  do envolvimento de todos os actores na resposta à crise. “Achei que  era importante chamar, de forma a ter uma informação do nível em  que nós nos encontramos, e também estarmos a par da informação  oficial sobre os danos que estas cheias e inundações estão a causar  no nosso país, e, em função disso, cada um de nós, poder ver o que  pode fazer”, afirmou. 

O Presidente da República defendeu a necessidade de uma  actuação conjunta e permanente, enfatizando que a prioridade  absoluta do Governo, neste momento, é a protecção da vida  humana. “Achamos que isto é extremamente importante estarmos em  todos os momentos unidos de forma que possamos minimizar os danos  que estas cheias e inundações estão a causar. Neste momento, a  nossa prioridade é salvar vidas”, declarou. 

O estadista alertou que a situação no terreno continua crítica, com  impactos severos em infra-estruturas estratégicas e na mobilidade das  populações, destacando a interrupção de troços da Estrada Nacional  Número Um. “Estamos num momento em que a ocorrência das cheias  e inundações ainda está a acontecer e está a causar danos enormes  em todo o país, por isso que a estrada Nacional Número Um está  interrompida em certos troços”, disse. 

Para garantir a circulação de pessoas e bens essenciais, informou que  o Governo está a recorrer a soluções alternativas, incluindo a ligação  aérea entre as regiões afectadas. “Estamos a fazer a ponte aérea 

para ligar de Maputo a Xai-Xai pelo Aeroporto Internacional de  Chongoene, mas também para Inhambane, Vilankulo, com preços de  voos especiais e promocionais de forma que as pessoas possam  conseguir fazer esta ponte aérea”, precisou. 

O Presidente alertou ainda para os riscos sanitários nos centros  de acolhimento, onde se encontram milhares de deslocados,  sublinhando a urgência de garantir assistência básica. “Estas cerca de  91.000 pessoas estão em 68 centros de acolhimento, que são escolas,  principalmente, salas de aula, e é muita gente no mesmo sítio,  podendo haver até eclosão de doenças hídricas, como a cólera, a  malária, a diarreia, e as pessoas perderem a vida depois de serem  salvas”, advertiu. 

Face a este cenário, apelou ao reforço da solidariedade nacional,  incentivando o Sector Privado a contribuir não apenas  financeiramente, mas também com bens essenciais. “Então, teremos  que encontrar comida para alimentá-las, temos que encontrar  medicamento, temos que encontrar água. Queria também sensibilizar  a outra forma de mobilização: não queremos só dinheiro, queremos  também bens não perecíveis, aqueles que conseguirem comida,  conseguirem roupa”, afirmou, apelando a um movimento solidário ao  nível das empresas e dos cidadãos. 

Na ocasião, a Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução  do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, apresentou dados  provisórios que indicam que a época chuvosa, iniciada a 1 de  Outubro de 2025, já afectou cumulativamente 645.781 pessoascorrespondentes a 122.863 famílias, tendo igualmente resultado em  112 óbitos, 99 feridos e três desaparecidos, além de danos significativos 

em habitações, infra-estruturas sociais e económicas, áreas agrícolas e  meios de subsistência, mantendo-se activos 68 centros de  acomodação, que acolhem mais de 91 mil pessoas, enquanto  prossegue a recolha e actualização da informação no terreno. 

O seleccionador nacional de Futsal, Nadir Narotam, anunciou a lista final dos 19 jogadores que vão representar a selecção nacional da modalidade na eliminatória diante da Mauritânia, de acesso ao Campeonato Africano das Nações.

Com ambições de ultrapassar o único adversário que separa o país do CAN de Marrocos, ainda neste ano, o seleccionador nacional chamou os melhores, com destaque para a estreia absoluta de Lineu Alberto Máquina, do Grupo Desportivo Xicomo (GDX), bem como os regressos de Mário Jona e Vasco Mahoesse (Maputo Futsal), Ziraldo António (GDX) e Ricardo Ferreira, atleta que actua no Ripollet, da Espanha.

Com o leque dos jogadores convocados, Nadir Narotam procura o regresso à fase final da prova, depois de não ter disputado o CAN de 2024, que também teve lugar em Marrocos. A ambição é voltar a fazer história, tal como aconteceu em 2016, na África do Sul, quando terminou em terceiro lugar, assegurando lugar no Mundial da modalidade que decorreu na Colômbia, no mesmo ano. Sua melhor posição foi o segundo lugar alcançado em 2004, numa competição que organizou e perdeu na final diante do Egipto.

Ademais, Narotam quer levar a selecção nacional à sua quinta fase final do CAN, depois das participações nas provas de 2004, 2008, 2026 e 2020.

Agora, o combinado nacional defronta a Mauritânia na única eliminatória, uma selecção sem grande histórico na modalidade, e por isso ao nível da selecção nacional.

O jogo da primeira mão será disputado entre os dias 3 e 4 de Fevereiro, em Rabat, Marrocos, enquanto a segunda mão terá lugar em solo moçambicano, nos dias 7 ou 8 de Fevereiro. O vencedor da eliminatória garante presença na fase de grupos do CAN Futsal 2026, a maior prova continental da modalidade, a ter lugar em Marrocos.

Eis a Lista final dos convocados: 

Liga Desportiva de Maputo: Carlos Júnior, Fernando de Sousa, Xavier Márcio e Délcio Zandamela;

Maputo Futsal Clube: Zaid Pananchande, Vasco Mahoesse, Idelson Benesse, Oséias dos Santos, Mário Jona e Amin Dale;

Petromoc FC: André Mangue, Abílio Levessene e Chume Júnior;

Escola de Condução Planalto: Ivan Andrade e Taimo Reginaldo; 

Grupo Desportivo de Xicomo (GDX): Ziraldo António e Lineu Alberto Máquina;

Ferroviário de Nampula: Eugénio Mendes;

Internacional: Ricardo Ferreira – F.S. Ripollet (Espanha).

O director do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) diz que o mandato de importação de arroz e trigo, atribuído pelo Governo, vai combater a subfacturação, que lesa o Estado em 85,2 milhões de euros anuais.

O Governo moçambicano atribuiu ao Instituto de Cereais de Moçambique, no último dia do ano passado, o mandato de conduzir a importação de cereais, especificamente arroz e trigo, reconhecendo a necessidade de eliminar a “exportação ilegal de divisas através de subfacturação” destes produtos.

Nesta terça-feira, em reacção à decisão do Governo, o director do Instituto de Cereais de Moçambique reiterou que o mandato de importação de arroz e trigo vai combater a subfacturação, que lesa o Estado em 85,2 milhões de euros anuais.

“O Governo atribui essa exclusividade, primeiro pelo facto do ICM ser aquela entidade que faz a gestão da cadeia de valor, da comercialização de cereais em primeira fase. Evidentemente, sendo esta entidade com estas atribuições de competências, o Governo reparou que, nos últimos anos, tem estado a haver subfacturação, evasão fiscal”, com “o Estado a perder cerca de 100 milhões de dólares ao ano”, disse Luís Fazenda, citado pela Lusa.

Segundo o responsável, a decisão surge ainda pelos problemas registados com algumas empresas durante o processo de importação dos cereais e a desorganização no mercado, “porque o Estado não tinha informações apuradas nem registo organizado dos operadores que actuam nesta área de importação de arroz nem da questão ligada às quantidades que são importadas”.

Por outro turno, segundo Luís Fazenda, a medida surge também numa altura em que em Moçambique se debate, actualmente, a questão das divisas para pagar bens e serviços importados. “E, neste processo, algumas empresas aproveitavam esses processos de importação para fazer a expatriação ilegal de capital de divisas para fora do país”, justificou Luís Fazenda a medida governamental.

Face à situação, o director do Instituto de Cereais de Moçambique assinalou que, entre as medidas tomadas, “com vista a salvaguardar aquilo que é a produção nacional e o consumo do arroz nacional”, o Governo restringiu o processo de importação destes cereais, delegando ao ICM a competência de gerir o processo que vai funcionar “mais ou menos como na área dos combustíveis”.

E explica que “na reunião que tivemos com os próprios importadores, eles entenderam o que vai acontecer (…). O ICM já vai ter informação de vários mercados onde esses produtos são adquiridos, o que permite ter um preço mais baixo. Então, depois de o Estado pegar as garantias [bancárias] dos importadores, vai depois fazer a encomenda, a compra dessa mercadoria, e ela tem de ser vendida aqui, no mercado nacional, naquilo que seria um preço justo”, disse.

Fazenda referiu ainda que o processo de facilitação para os operadores pelo ICM vai assegurar o conhecimento do preço real dos cereais no local de origem, permitindo à Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) moçambicana fiscalizar e sancionar em casos de aumento de preços.

“O mecanismo será transparente, porque haverá livre concorrência. Qualquer operador vem inscrever-se no ICM e apresenta (…) a quantidade [que] quer importar, e este, por sua vez, vai instruir o fornecedor, principalmente os Estados congéneres, e esses vão garantir que o arroz e o trigo cheguem a Moçambique”, acrescentou.

Para apoiar a produção nacional e as linhas de financiamento para a comercialização, além de organizar o armazenamento dos próprios cereais, Fazenda assinalou que o ICM tem uma reunião marcada para 27 e 28 deste mês com o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), em Itália, onde será apresentado um projecto.

“Estamos no processo de mobilização de recursos, mais de 100 milhões de dólares para financiar a produção, abrir linhas de financiamento para financiar a produção, mas também financiar a comercialização agrícola e também o processo de reabilitação e construção dos armazéns”, avançou Luís Fazenda, referindo que o apoio vai servir também para constituir uma reserva estratégica de mais de 100 mil toneladas de alimentos, para apoiar a população em caso de eventos extremos e desastres.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) nomeou um quarteto moçambicano para dirigir o jogo da terceira jornada da Liga dos Campeões africanos, edição 2025/2026 entre o Simba SC da Tanzânia e o Espérance Sportive de Tunis da Tunísia.

A nomeação da CAF recaiu no árbitro internacional Celso Alvação, designado como árbitro principal, que será auxiliado por Zacarias Horácio Balói (árbitro assistente 1) e Venestâncio Tomás Cossa (árbitro assistente 2).

O quarteto é completado com a nomeação de Simões Bernardo Guambe, que será o quarto árbitro do encontro agendado para o próximo dia 01 de Fevereiro, às 16h00 no Estádio Benjamin Mkapa, em Dar es Salaam, na Tanzânia.

Para além do quarteto nacional, a CAF nomeou Amir Abdi Hassan, da Somália, como comissário do jogo, Moses Ojwang Osano, do Quénia, como avaliador de arbitragem, e Youcef Koudri, da Argélia, como coordenador geral.

Os jogadores, equipa técnica e todo o staff dos Mambas já receberam o prémio de 500 mil meticais prometido pelo Governo pela histórica campanha feita no Campeonato Africano das Nações de Marrocos. A informação foi avançada pelo Ministério da Juventude e Desporto, nas redes sociais oficiais.

O velho ditado “promessa é dívida” não faz parte do dicionário do Ministério da Juventude e Desporto, que se desdobra em cumprir todas as promessas que faz em tempo útil.

Depois da brilhante campanha dos Mambas no CAN de Marrocos, que terminou no domingo, onde a selecção nacional alcançou a primeira vitória de sempre numa fase final, bem como a qualificação, pela primeira vez, para os oitavos-de-final, os jogadores tinham pedido que a premiação fosse dada antes do término da prova continental.

Na altura, o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, garantia que o Governo estava a criar todas as condições para que a premiação fosse dada o quanto antes. E a promessa foi cumprida logo a seguir à final do CAN.

De acordo com uma nota divulgada nas redes sociais da instituição, o Ministério da Juventude e Desporto refere que foi cumprida a promessa do Presidente da República feita aos Mambas.

“Por orientação de Sua Excelência o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e com o apoio de parceiros estratégicos, o Governo de Moçambique, cumpriu integralmente a premiação atribuída à Selecção Nacional de Futebol, os Mambas, pelos feitos alcançados no Campeonato Africano das Nações (CAN) Marrocos 2025”, escreve o MJD, realçando que no quadro da decisão foi assegurada a atribuição global de 50 000,00 MT a cada membro da delegação oficial, nomeadamente atletas, equipa técnica e staff de apoio, “em reconhecimento da campanha histórica que culminou com a qualificação para os oitavos-de-final da maior competição africana de futebol”.

Segundo o Ministério da Juventude e Desporto, a medida reafirma o compromisso do Governo com o desenvolvimento sustentável do desporto, bem como “o reforço das parcerias institucionais e a criação de condições para que conquistas históricas deixem de ser episódios isolados e passem a constituir um padrão consistente de desempenho ao mais alto nível”.

Ademais, o MJD diz que a atribuição do prémio é mais do que um incentivo financeiro, “este gesto traduz um reconhecimento político e institucional do esforço colectivo, da disciplina e da dedicação dos Mambas, consolidando o desporto como um poderoso factor de unidade nacional, orgulho colectivo e fonte de inspiração para a juventude moçambicana”, salientando que a operacionalização do pagamento foi assegurada pelo Fundo de Promoção Desportiva, no âmbito da sua competência institucional de financiamento ao desporto de alta competição.

 

Mambas sobem um lugar no ranking da FIFA 

A selecção nacional de futebol, os Mambas, teve uma ligeira subida no ranking da FIFA, actualizado nesta segunda-feira à noite, um dia após o término do Campeonato Africano das Nações de Marrocos.

Os Mambas saem da posição 102 e passam a ocupar o 101.º lugar, agora com de 1224,31 pontos. Uma subida que acontece graças à histórica campanha feita na fase final do CAN de Marrocos, onde alcançou a primeira vitória de sempre, diante do Gabão, por 3-2, e a primeira qualificação aos oitavos-de-final da prova africana.

Apesar da subida ligeira, os Mambas continuam à frente de vários países lusófonos, sendo a quinta melhor da CPLP e a terceira dos PALOP, atrás do Brasil (5º colocado), Portugal (6º), Cabo Verde (67) e Angola (89), todas que mantiveram as suas posições relativamente ao ranking anterior.

Recorde-se que, no CAN, os Mambas disputaram quatro jogos, nomeadamente diante da Costa do Marfim (derrota por 0-1), Gabão (vitória por 3-2), Camarões (derrota por 1-2) e Nigéria (derrota por 0-4, nos oitavos-de-final), regressando com uma participação melhor de todas as campanhas.

Ao nível do continente africano Moçambique, ocupa a 12ª posição.

Ao nível de outras selecções, o destaque vai para Senegal, campeão africano de futebol, que ascendeu sete lugares e ocupa agora a 12ª posição do ranking mundial e a segunda posição do ranking africano, apenas atrás do Marrocos, finalista vencido do CAN-2025, que é 8ª no mundo e líder em África.

Nigéria (26ª), Argélia (28ª), Egipto (31ª), Costa do Marfim (37ª) e Camarões (45ª) também ganharam posições importantes graças ao desempenho no CAN de Marrocos.

O topo do ranking mundial continua na mesma e é dominado por selecções tradicionais da Europa e da América do Sul. A Espanha continua líder com 1877,18 pontos, seguida pela Argentina (1873,33) e pela França (1870 pontos), que fecha o top-3. Inglaterra e Brasil completam o top 5.

O Executivo determinou a observância de Luto Nacional de dois dias pelo falecimento de Luísa Dias Diogo, antiga Primeira-Ministra, cujo corpo chega ao país nesta quarta-feira, após ter falecido vítima de doença, em Portugal. O funeral oficial está marcado para o dia 23 de Janeiro de 2026.

O Conselho de Ministros, na sua 1.ª Sessão Ordinária, realizada no dia 20 de Janeiro de 2026, aprovou a resolução que determina a realização do funeral oficial de Luísa Dias Diogo e a observância de Luto Nacional de dois dias, a contar das zero horas do dia 23 de Janeiro, data em que se realizará o funeral da antiga governante.

Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, a decisão visa honrar o legado e a contribuição de Luísa Diogo para a consolidação da governação e desenvolvimento do país.

O corpo da antiga Primeira-Ministra, que faleceu em Portugal vítima de doença, chegará ao país nesta quarta-feira, dando início às cerimónias fúnebres oficiais.

O luto nacional reflete o reconhecimento do Estado pelo papel desempenhado por Luísa Diogo ao longo da sua carreira política, marcada por passagens significativas no Executivo e contribuições para a estabilidade institucional e económica de Moçambique.

Treze alunos morreram esta segunda-feira, num grave acidente de viação,  na África do Sul. O autocarro escolar em que seguiam colidiu com um camião numa estrada próxima da cidade industrial de Vanderbijlpark, a cerca de 60 quilómetros de Joanesburgo.

De acordo com as autoridades da província de Gauteng, que consideraram o acidente como uma tragédia, onze crianças perderam a vida no local e outras duas no hospital devido à gravidade dos ferimentos, na sequência do embate entre o autocarro escolar e um camião, esta segunda-feira.

As vítimas frequentavam o ensino primário e secundário, mas as idades ainda não foram divulgadas.

As investigações preliminares apontam que o motorista do autocarro terá perdido o controlo da viatura durante uma manobra de ultrapassagem.

O embate foi violento. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram o autocarro destruído à beira da estrada, enquanto pais e familiares, visivelmente abalados, aguardavam informações junto da polícia.

Através de um comunicado, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, lamentou o acidente e apelou ao reforço das medidas de segurança no transporte escolar, defendendo o respeito pelas regras de trânsito e a contratação de serviços adequados.

O caso volta a levantar preocupações sobre a segurança rodoviária na África do Sul. Só em 2025, mais de 11 mil pessoas morreram nas estradas sul-africanas.

As autoridades marítimas da Zambézia apreenderam este domingo 600 quilogramas de camarão capturado de forma ilegal durante o período de veda. A captura ocorreu nas águas do distrito de Pebane e a mercadoria seguia numa camioneta em direcção ao seu destino. A apreensão aconteceu no troço Maganja–Malei.

O período de veda do camarão de profundidade e do caranguejo do mangal está em vigor, mas há quem continue a pescar mesmo perante a proibição, que se estende até ao mês de Março. No terreno, as autoridades estão a reforçar o cerco.

Amélia Mabazo, Administradora Marítima da Zambézia, confirmou a apreensão, realçando que foi no âmbito do controlo do decreto ministerial do período da veda.

“Esta mercadoria que foi apreendida é do camarão de profundidade e foi apreendida no troço de Maganja a Malé. Nós estamos neste momento no período de veda e defesa do caranguejo do mangau, portanto, nós estamos a cumprir com aquela opção que é o Diploma Ministerial, do cerco que foi decretado neste período de veda”, confirmou, destacando ainda que “estamos a fazer a nossa fiscalização marítima e apreendemos a fiscalização terrestre”. 

São aproximadamente 600 kilos de camarão que foram apreendidas e, de acordo com Amélia Mabazo esta é uma que há muita procura do produto. 

De acordo com a Administradora Marítima da zambézia, após a apreensão seguem-se os procedimentos legais previstos.

“Este camarão sai de Pebane e depois da apreensão será vendido em hasta pública como é que nos orienta e vamos também sancionar o proprietário do produto, uma vez que estamos ainda no período de veda”, esclareceu. 

Relativamente ao camarão apreendido, Amélia Mabazo esclarece que o mesmo será confiscado e apreendido. “Segue-se os procedimentos legais, portanto, para o processo de venda em hasta pública. O comerciante que trouxe esta mercadoria será penalizado”, frisou, apelando ainda para os pescadores não voltem a cometer os mesmos erros, sob pena das sanções serem agravadas. 

Por enquanto, o período de veda mantém-se, e as autoridades reiteram que quem insistir em violar a lei será tratado com tolerância zero.

Perto de 80 pessoas estão abrigadas em uma casa de culto no bairro de Inhagoia na cidade de Maputo vítimas das inundações urbanas. As mesmas encontram-se sem comida e com sistema de saneamento defeituoso. Por outro lado, milhares de vítimas continuam dentro da água na cidade da Matola e o partido Frelimo abriu a sua escola para acolher as vítimas.

No bairro Ferreira, no município da Matola, os moradores viram a água a entrar devagar em suas residências, a começar pelos quintais e o chão onde as crianças brincavam, para depois tomar as casas e agora vivem numa espécie de prisão domiciliária.

Atália Manhengue vive no mesmo bairro há mais de 15 anos, e relata um cenário jamais visto na história das enxurradas em Maputo. 

“Dormimos mal, comemos mal, não sabemos quando é que a chuva vai cessar. A água só vai sair assim que a chuva cessar”, disse. 

Viaturas ligeiras e pesadas estão bloqueadas pelas águas nas residências, os provedores privados de água faliram nas suas operações, e as crianças experimentam a vida anfíbia enquanto as águas lhes roubam os últimos dias de férias. Os moradores anseiam pelo fim da chuva.

“Não sabemos como a água vai acabar, mas cada um deve tirar, colocar na rua para correr. A vala está entupida, o solo está no nível alto, por isso que estamos com enchentes. Se abrir a vala, não vai encher”, frisou.

Durante o dia as populações procuram abrir caminhos para as águas, para durante a noite rezar que o pior não aconteça. As noites, já não são para o descanso, até porque não há onde dormir. 

No Singathela, o número de habitações abandonadas cresce desde o início da chuva, e se não deixam a casa, as famílias retiram os menores.

As chuvas teimam a cair para um solo saturado que fragiliza os postes de transporte da corrente elétrica. Há postes caídos e inclinados, e os munícipes temem o perigo.

Ainda na Matola, o partido Frelimo abriu as portas da sua Escola Central para acolher vítimas das inundações. Desde a abertura do centro, famílias inteiras chegam ao local aceitando perder tudo para salvar a própria vida.

“Dormimos por cima das mesas e nos imóveis, cada um vê uma forma de dormir”, lamentou Adelaide Julieta.

O partido garante alimentação, assistência médica e condições mínimas de acomodação. No local, as vítimas esperam que desta vez, haja uma solução duradoura.

Já no município de Maputo o drama repete-se. No bairro Inhagoia o número de habitações abandonadas ainda não é estimado. Olinda Zunguze é uma das vítimas que antes de abandonar a casa, viu os seus bens consumidos pela água.

Como Olinda, Zefanias Mario foi uma das vítimas de Inhagoia que foi obrigado a abandonar a habitação. 

Os moradores de Inhagoia que abandonaram as suas residências, parte delas estão abrigadas numa casa de culto. Há neste momento, mais de 80 pessoas entre crianças e adultos abrigadas na igreja desde o início da chuva.

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