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Os economistas Júlio Saramala e Moisés Nhanombe apontam que a decisão do Governo moçambicano de mobilizar cerca de 700 milhões de dólares das reservas internacionais líquidas para liquidar compromissos junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) pode representar um risco elevado para a estabilidade macroeconómica do país, ainda que traga ganhos pontuais em termos de credibilidade externa.

A análise foi feita no programa O País Económico da STV, onde os economistas convergiram na ideia de que a medida do Executivo, embora compreensível sob o ponto de vista reputacional, levanta sérias reservas quanto à sua racionalidade técnica no actual contexto económico nacional.

Moçambique dispõe actualmente de cerca de 4,1 mil milhões de dólares em Reservas Internacionais Líquidas, segundo dados do Banco de Moçambique, um nível que garante entre quatro a cinco meses de cobertura de importações, por exemplo em situações  de crise, considerado o mínimo aceitável por padrões internacionais. No entanto, este “colchão financeiro” está sob pressão, num contexto marcado por elevada dívida pública, escassez de moedas estrangeiras e o difícil acesso ao financiamento externo.

Para Júlio Saramala, o uso destas reservas deve ser analisado com cautela, tendo em conta a vulnerabilidade estrutural da economia moçambicana. “Pode parecer uma decisão financeiramente estratégica a curto prazo, sobretudo do ponto de vista da reputação internacional, mas envolve riscos significativos para economias abertas e frágeis como a nossa”, afirmou.

O economista referiu ainda que a medida reduz a capacidade de resposta do país a choques externos e limita a margem de intervenção do Banco de Moçambique no mercado cambial. “Ao reduzir o volume de reservas, estamos também a reduzir a capacidade de estabilizar o metical e de responder a pressões inflacionárias. O risco cambial aumenta consideravelmente”, alertou.

Por seu turno, Moisés Nhanombe questiona a urgência da decisão, considerando que o país enfrenta restrições financeiras internas severas que deveriam ser priorizadas. “É pouco racional usar reservas neste momento histórico da economia moçambicana para um pagamento que poderia ser faseado”, disse.

Nhanombe destacou que, internamente, persistem atrasos nos pagamentos do Estado a empresas e dificuldades na execução orçamental, factores que comprometem o funcionamento da economia. “Há pressões fiscais significativas e uma economia com necessidades urgentes. Canalizar recursos para a dívida externa, ignorando essas pressões internas, levanta dúvidas sobre a racionalidade técnica da decisão”, referiu.

Um dos pontos de convergência entre os dois economistas é o impacto potencial da medida sobre o mercado cambial. Ambos consideram que a retirada de 700 milhões de dólares americanos das reservas poderá agravar a escassez de divisas no País, num momento em que empresários já enfrentam dificuldades para aceder à tal moeda estrangeira.

“Há relatos concretos de operadores económicos que não conseguem obter dólares para importar bens essenciais. Isso mostra que há uma desconexão entre o nível de reservas anunciado e a disponibilidade efectiva de divisas”, apontou Saramala.

Segundo explicou, esta aparente contradição resulta do facto de as reservas internacionais servirem prioritariamente como garantia do Estado e instrumento de política monetária, não estando necessariamente disponíveis para o sector privado. Ainda assim, defende que o Governo poderia ter optado por uma estratégia alternativa. “Se foi possível mobilizar reservas para pagar o FMI, também poderia haver uma intervenção mais directa no mercado cambial para aliviar a pressão sobre os empresários”, indagou.

Nhanombe reforçou o argumento, alertando para o risco do surgimento de mercados paralelos de dólar, rand e euros. 

“Com menos reservas disponíveis, a capacidade de responder à procura por dólares diminui. Isso pode pressionar a taxa de câmbio e incentivar práticas informais no mercado cambial, com efeitos negativos a médio e longo prazo”, disse.

Ainda assim, os economistas reconhecem que a decisão pode trazer ganhos em termos de imagem externa. Pagar antecipadamente uma dívida ao FMI pode sinalizar compromisso e disciplina financeira, factores valorizados por investidores internacionais.

“Neste aspecto, há um ganho reputacional claro. O país demonstra capacidade de honrar compromissos, o que pode melhorar a percepção de risco e facilitar futuras negociações com parceiros internacionais”, referiu Nhanombe.

Contudo, alerta que este benefício pode ser temporário e até ilusório. “A questão central é saber se os efeitos negativos internos não vão superar esse ganho de imagem. Se a economia enfraquecer, o impacto sobre o investimento pode ser contrário ao esperado”, advertiu.

Saramala também reconhece este potencial ganho, mas sublinha que ele depende de medidas complementares. “Por si só, esta decisão não resolve os problemas estruturais da economia. É preciso que seja acompanhada por políticas fiscais e monetárias consistentes, caso contrário corremos o risco de entrar num ciclo vicioso”, afirmou.

Outro ponto crítico levantado no debate foi a priorização da dívida externa em detrimento da dívida interna. Para Nhanombe, num contexto como o de Moçambique, poderia ser mais vantajoso canalizar recursos para o pagamento da dívida interna, por ter um efeito directo na dinamização da economia.

“Quando o Estado paga a dívida interna, injeta liquidez no sistema financeiro, permite que as empresas operem com mais capacidade, cria emprego e estimula a actividade económica. Isso tem um efeito multiplicador que não se verifica da mesma forma no pagamento da dívida externa”, explicou.

Apesar disso, reconhece que a dívida externa está sujeita a factores que fogem ao controlo do país, como taxas de juro internacionais, o que pode justificar, em parte, a decisão do Governo.

No final, a decisão de utilizar reservas internacionais para pagar dívida ao FMI surge como uma medida controversa, dividida entre ganhos de curto prazo e riscos estruturais. Como sintetizou Saramala, “parece ser uma decisão mais orientada para a reputação externa do que para a produção interna”, deixando em aberto o verdadeiro impacto desta estratégia na economia moçambicana nos próximos anos.

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O edil de Nampula fez mexidas no seu governo e avisa que haverá mais exonerações até acertar a dinâmica que precisa. Num contexto de problemas de mobilidade devido aos buracos nas estradas, Luís Giquira promete intervir, à medida da disponibilidade de meios e dinheiro.

A primeira mexida foi no dia 4 de Março e cessaram funções, dentre outros, os vereadores dos pelouros de Finanças, Planificação e Património e da Educação, Cultura, Juventude e Desportos. Esta quarta-feira, Luís Giquira voltou a fazer mexidas, tendo movimentado o vereador de Salubridade que passa a assumir a pasta de Administração e Recursos Humanos.

O edil de Nampula justifica a medida com a necessidade de imprimir uma nova dinâmica no funcionamento do município, até porque, segundo afirma, alguns funcionários exonerados já estavam cansados. 

“Queremos ter um município que responda a visão do presidente e o compromisso que nós assumimos com a nossa população de tudo fazermos para termos uma cidade melhor, com mais água e desenvolvimento”, afirma Giquira, que garante que ainda haverá mais mexidas nos próximos dias.  

Enquanto procura calibrar a sua equipa, o dia-a-dia na cidade é um dos maiores desafios. A avenida 25 de Setembro estava muito esburacada e já está em obras, mas há mais vias na cidade esburacadas. 

Sobre o problema, Giquira assegura que a edilidade já tem um plano de reabilitação de algumas vias que já foram identificadas. Para essa empreitada, a edilidade está a trabalhar na busca de parceiros para aquisição de equipamentos. 

Esta quinta-feira o Município de Nampula e a Universidade Rovuma assinaram um memorando para passarem a trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da cidade, sobretudo na área de Engenharia Civil. A UniRovuma tem cursos de engenharias que poderão ser a base desta relação com o Município de Nampula.

Os membros do Comité Central da Frelimo dizem que, sem comprometer a agenda da reunião do partido, a Sessão do Comité Central deve fazer uma análise realista da situação económica e social de Moçambique.

Entrevistado pouco antes do início da Sessão, Eliseu Machava, antigo Secretário-geral da Frelimo, não ignorou os pontos da agenda publicamente apresentados, mas exortou para que os trabalhos não se limitem à vida interna do partido.

“O Comité Central, como sempre, faz a melhor análise da situação política, econômica e social, e projecta para o futuro aquilo que é o desejo de muitos moçambicanos, que é de ver o país a progredir, ver o país a enfrentar positivamente os problemas, ver o país unido e ver o país a pensar no futuro risonho dos nossos filhos e dos nossos netos.”

Membro do Comitê Central e Chefe da Bancada Parlamentar do Partido na Assembleia da República, Feliz Sílvia, espera que a sessão seja incisiva na estruturação da reunião de quadros.

“O Comitê Central antecede a Reunião Nacional de Quadros, onde já há um debate muito grande sobre o futuro econômico, político, mas também social do nosso país. Nós achamos que este Comitê Central vai se debruçar profundamente sobre a vida econômica, política e social. Em termos de perspectivas nossas, é que saíamos daqui mais focados nos resultados que pretendemos alcançar, mesmo a nível da independência econômica.”

Já o porta-voz do partido, Pedro Guiliche, diz que a quinta sessão é o ponto de partida para a Frelimo começar a perspectivar os resultados almejados nos próximos pleitos eleitorais.

“A Frelimo, desde que termina um processo eleitoral, a sua tradição e a sua prática é preparar-se com vista aos próximos pleitos eleitorais. Portanto, este Comitê Central vai servir para fazer um balanço geral de todo o grau de preparação da Frelimo com vista aos desafios não só eleitorais em 2028 e 2029, mas sobretudo os desafios de como melhor servir o povo moçambicano”

A reunião do Comitê Central iniciou esta Quinta-feira e termina no dia 12 de Maio, Domingo.

O  ministério da Saúde libanês actualizou esta quinta-feira para 182 o número de mortos e 890 feridos por uma série de bombardeamentos sem precedentes por parte de Israel, um dia após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão.

O Líbano passou a noite de quinta-feira a remover escombros depois de ataques israelitas terem atingido zonas comerciais e residenciais no centro de Beirute, matando pelo menos 182 pessoas e  ferindo outras centenas .

O ataque, é considerado um dos mais fortes desde o início do conflito israelita com o Irão, a 28 de fevereiro, e levou o primeiro-ministro libanes , Nawaf Salam, a anunciar um dia de luto nacional pelas vítimas, nesta quinta-feira.

O bombardeamento ocorreu apenas algumas horas depois de ter sido anunciado um cessar-fogo no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

Devido ao sucedido, os meios de comunicação social iranianos anunciaram novamente o encerramento do Estreito de Ormuz na quarta-feira, em resposta aos ataques israelitas contra o grupo militante Hezbollah no Líbano.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, o fim da guerra no Líbano fazia parte do acordo de cessar-fogo, uma afirmação que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitaram.

O Senado do Congresso Nacional do Brasil aprovou, esta terça-feira, a autorização para a reestruturação de uma dívida de 143 milhões de dólares de Moçambique junto ao Estado brasileiro, num passo considerado determinante para o alívio da pressão financeira externa e para o reforço das relações económicas entre os dois países.

O Acordo insere-se no quadro da cooperação bilateral entre Moçambique e o Brasil, bem como dos esforços internacionais coordenados no âmbito do Clube de Paris e das instituições financeiras multilaterais, visando reforçar a sustentabilidade da dívida dos países em desenvolvimento. 

O reescalonamento da dívida consiste na renegociação dos prazos e condições  de pagamento, criando condições para que Moçambique cumpra as suas obrigações em períodos mais alargados e com prestações ajustadas à sua capacidade financeira. 

Segundo o comunicado do Ministério das Finanças, o acordo de reestruturação traz benefícios mútuos, de entre outros aspectos, prevê o pagamento de uma parcela no prazo de 60 dias após a assinatura do Acordo, seguindo-se o remanescente em dez prestações semestrais, a uma taxa de juro anual fixa de 3,625%, criando, deste modo, condições favoráveis para a gestão das finanças públicas e continuidade dos investimentos prioritários em Moçambique. 

“A aprovação, pelo Senado Brasileiro, da proposta de reestruturação da dívida, representa um passo importante no aprofundamento das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e o Brasil, contribuindo para a estabilidade macroeconómica, о reforço da confiança dos parceiros internacionais e a promoção do desenvolvimento económico e social sustentável do país”. 

Deputados do PODEMOS e da Renamo, na Assembleia da República, exigem regularização no pagamento dos salários e outros subsídios. As bancadas parlamentares exigem meios de transporte condignos e acusam o Governo de tentar enfraquecer a oposição.

“O deputado não foi eleito para disputar “chapa”, nem para circular de mototáxi, para chegar à plenária ou fiscalizar o seu círculo eleitoral.”

Foi com estas palavras que Elísio Muaquina, deputado do PODEMOS, começou por apresentar indignação em relação às condições de  trabalho.

Os parlamentares da oposição queixam-se de desigualdade material entre as bancadas.

“Na prática, cria-se uma desigualdade material entre bancadas, uns com todos os meios, outros sem condições básicas para exercer o seu mandato. Isto não é neutralidade institucional, isto é distorção do funcionamento democrático. Está-se a limitar a função fiscalizadora, está-se a enfraquecer a oposição e, consequentemente, a empobrecer a democracia”, acrescentou Muaquina.

A contestação veio também da bancada da Renamo, que fala de desrespeito aos órgãos de soberania.

“Este governo também não respeita os outros órgãos de soberania, como é o caso desta Assembleia da República, que está instalada desde Janeiro de 2025. No entanto, passado um ano e meio, os deputados andam pendurados em chapas e estão sujeitos a toda a situação deplorável, impedidos de fazer o seu trabalho fiscalizador e de representação. Vergonhosamente, cada membro do governo recebeu a sua frota de viaturas no dia da tomada de sua posse”, explicou Manteigas.

Outra preocupação é relativa ao pagamento dos salários.

“Senhora presidente, ainda é tempo de corrigir, regularizar com urgência salários subsídios, cumprir integralmente o Estatuto dos Deputados sem discriminação, porque um deputado sem condições não é apenas um deputado fragilizado, é o povo que fica mal representado. Não é favor algum, mas sim um direito instituído pelo artigo 19, o seu número 6, do Estatuto dos Deputados”, explicou Muaquina.

As preocupações foram apresentadas nesta quarta-feira, na Assembleia da República, durante a sessão plenária.

A selecção nacional de sub-17 do nosso País já conhece os seus adversários para a fase de grupos da 16.ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2026, a decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho em Marrocos. Trata-se de Mali, Tanzânia e Angola, esta última seu rival da região.

O sorteio do Campeonato Africano das Nações da categoria de sub-17 foi realizado na tarde desta quarta-feira, na cidade do Cairo, Egipto, e definiu a composição dos quatro grupos da competição que terá lugar em Marrocos, em Maio e Junho próximos.

Moçambique, que esteve integrado no pote 4 do sorteio, foi sorteado para integrar o Grupo C, juntamente com as selecções do Mali, Angola e Tanzânia, num enquadramento competitivo que exigirá elevado rigor táctico e maturidade competitiva dos jovens Mambinhas.

A fase final do CAN sub-17 contará com 16 selecções, distribuídas em quatro grupos de quatro equipas cada. As duas primeiras classificadas de cada grupo avançam para os quartos-de-final, fase em que os oito apurados garantem automaticamente a qualificação para o Campeonato do Mundo da categoria do próximo ano.

Para além disso, as selecções que terminarem na terceira posição de cada grupo disputarão um play-off adicional, do qual sairão mais duas equipas qualificadas para o Mundial.

Histórico de Moçambique e Raio-X dos adversários do grupo C

Moçambique soma duas participações na história do CAN sub-17, nomeadamente nas edições de 1995 e 2001, tendo, em ambas ocasiões, ficado pela fase de grupos.

A edição de 2026 representa, assim, uma nova oportunidade para a selecção nacional ultrapassar essa barreira e afirmar-se entre as melhores do continente, até já provou nas provas que disputou ano passado e este ano.

Os adversários de Moçambique apresentam percursos distintos na competição, com algum histórico relevante. A Etiópia conta com três participações (1997, 2001 e 2003), tendo alcançado como melhor resultado o quarto lugar na edição de 1997, evidenciando tradição competitiva na prova.

A Tanzânia soma igualmente três presenças (2017, 2019 e 2025), tendo sido eliminada na fase de grupos em todas elas, perfilando-se como uma equipa em busca de afirmação.

Já Angola apresenta maior regularidade, com cinco participações (1997, 1999, 2001, 2019 e 2025), destacando-se o terceiro lugar alcançado em 2019, o melhor registo entre os adversários directos de Moçambique no grupo.

Com um grupo equilibrado e adversários com diferentes níveis de experiência, Moçambique terá de apresentar consistência e ambição para lutar por um dos lugares de qualificação.

A campanha rumo ao CAN sub-17 deste ano arranca, assim, com um desafio claro: transformar potencial em resultados e escrever uma nova página na história do futebol jovem nacional.

A prova vai decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho, em Marrocos.

 

Eis a composição dos quatro grupos:

Grupo A: Marrocos, Tunísia, Egipto e Etiópia.

Grupo B: Costa do Marfim, Camarões, Uganda e RD Congo.

Grupo C: Mali, Angola, Tanzânia e Moçambique.

Grupo D: Senegal, África do Sul, Argélia e Gana.1

O futebol tem destas partidas cruéis e o Sporting sentiu-o da forma mais amarga na noite de terça-feira. Num Estádio José Alvalade vibrante e esgotado, os “leões” viram uma exibição defensiva quase perfeita ser desfeita ao minuto 90+2, com o Arsenal a levar para Londres uma vitória preciosa por 0-1.

Desde o apito inicial, ficou clara a estratégia das duas equipas. O Arsenal, fiel à identidade de Mikel Arteta, assumiu o controlo da posse e tentou empurrar o Sporting para o seu último terço. Contudo, a organização leonina mostrou-se imperial. Com as linhas muito juntas e uma entreajuda constante, os espaços para Bukayo Saka e Martin Ødegaard aparecerem foram quase nulos durante a primeira hora de jogo.

O Sporting não se limitou a defender e, em transições rápidas exploradas pela velocidade de Luís Suárez, ameaçou a baliza de David Raya, obrigando o guardião espanhol a duas intervenções de recurso que mantiveram o nulo até ao intervalo.

Na segunda parte, a pressão dos Gunners intensificou-se. O cansaço começou a pesar nas pernas dos jogadores caseiros e o Arsenal refrescou o ataque. Quando tudo indicava que o Sporting conseguiria levar o empate para a segunda mão — um resultado que seria inteiramente justo pelo rigor táctico demonstrado — surgiu o momento decisivo.

Numa insistência pelo corredor central, a bola sobrou para Kai Havertz dentro da área que, com frieza, bateu Rui Silva e silenciou as bancadas de Alvalade. Não houve tempo para a reacção: o golo “ao apagar das luzes” deu a vitória a quem foi mais persistente, mas castigou severamente quem tanto trabalhou.

Apesar da derrota caseira, a eliminatória não está sentenciada. O Sporting viaja para o Emirates Stadium no dia 15 de Abril com a obrigação de vencer, mas com a certeza de que tem argumentos para bater o pé aos gigantes ingleses. Em Alvalade, ficou a imagem de um leão ferido, mas ainda muito vivo na luta por um lugar nas meias-finais da prova rainha da UEFA.

 

Bayern surpreende no Bernabéu e trava hegemonia do Real Madrid

No “templo” da Liga dos Campeões, o Bayern de Munique mostrou por que razão é um dos eternos candidatos ao trono europeu. Numa noite em que o Real Madrid carregava o favoritismo das bancadas, a equipa de Vincent Kompany foi mais inteligente, bateu os recordistas de troféus por 1-2 e partiu com vantagem para a decisão na Baviera.

A primeira parte foi um xadrez táctico, com o Real Madrid a pressionar alto mas a esbarrar num inspirado Manuel Neuer, que, aos 40 anos, somou defesas cruciais. Contra a corrente do jogo, ao minuto 41, Serge Gnabry isolou Luis Díaz, que não perdoou na cara de Andriy Lunin.

O choque para os adeptos locais aumentou mal começou o segundo tempo. Com apenas 20 segundos decorridos após o reatamento, Harry Kane recebeu de Michael Olise e, com um remate seco de fora da área, ampliou para 0-2, anotando o seu 49.º golo na temporada.

O Real Madrid, fiel à sua mística de nunca desistir, lançou-se ao ataque. Após várias tentativas travadas por Neuer, a resistência alemã quebrou ao minuto 74. Trent Alexander-Arnold cruzou rasteiro e Kylian Mbappé apareceu no sítio certo para encostar, reduzindo a diferença e incendiando o Bernabéu para os minutos finais.

Apesar do sufoco final, com Vinícius Júnior e Mbappé a forçarem defesas de recurso, o Bayern segurou o resultado, que será discutido em Munique, no dia 15 de Abril.

A Primeira-Dama da República, Gueta  Chapo, recebeu hoje, no seu gabinete, o segundo grupo  de profissionais de saúde que beneficiam de bolsas de especialização  na Índia.

O encontro serviu para formalizar a despedida dos bolseiros, que  partem integrados num programa mais vasto de capacitação institucional. Segundo Francisco Langa, representante da área de  formação no Ministério da Saúde, a audiência ocorreu “no âmbito das  100 bolsas atribuídas pela Primeira-Dama ao Ministério da Saúde”. 

Langa explicou que o projecto tem um alcance geográfico  abrangente, assegurando que as oportunidades de formação não se  limitem aos grandes centros urbanos. “E essas 100 bolsas são para todo  o país”, sublinhou o responsável, destacando a equidade na selecção  dos beneficiários. 

O cronograma de formação já se encontra em curso, tendo sido  recordado o percurso inicial deste projecto de cooperação. “Tivemos  o primeiro grupo de 12 bolseiros que seguiram em Janeiro para a Índia,  que vieram de todas as províncias do país”, referiu Francisco Langa  durante as declarações à imprensa. 

Sobre o grupo actual, o representante do Ministério da Saúde  detalhou a composição e a origem dos profissionais que compõem  esta nova vaga. “Este é o segundo grupo, vai seguir também para a  Índia este mês, e são provenientes da província de Sofala, Zambézia e  a Cidade de Maputo”. 

A continuidade do programa está garantida para o curto prazo, com  novos processos de selecção já em perspectiva. Langa anunciou que  “teremos também no próximo mês mais um grupo que serão  selecionados bolseiros de todo o país”, mantendo a dinâmica de envio  de quadros para o estrangeiro. 

O impacto esperado destas bolsas foca-se directamente na eficiência  do Sistema Nacional de Saúde e na assistência direta ao cidadão.  “Dizer que essas bolsas, como são de especialização, vão ajudar muito naquilo que é a melhoria da qualidade de serviços prestados à  população no âmbito da expansão dos serviços de saúde”, afirmou  Francisco Langa. 

Entre os beneficiários está Rosária Marcos Manhique, enfermeira de  saúde materno-infantil do Hospital Central de Quelimane, na província  da Zambézia, que expressou o sentimento do grupo. “Estou aqui neste  momento para agradecer à Sua Excelência Primeira-Dama pela  oportunidade que nos deu de irmos à Índia e nos especializarmos em  enfermagem oncológica”. 

A enfermeira destacou a raridade de tais oportunidades para a classe  profissional e a relevância do gesto da Primeira-Dama. “Dizer que essas  oportunidades aqui vão ajudar a muitos de nós enfermeiros, que  muitas das vezes não temos tido essa oportunidade e, sem mais  palavras, dizer que estou muito grata por essa oportunidade”, concluiu  a bolseira.

Israel manteve ataques no sul do Líbano e realizou bombardeios no Irão nas últimas horas, no mesmo dia em que entrou em vigor um cessar-fogo​​​​​​​ de duas semanas entre Washington e Teerão.

O Exército israelita atacou o sul do Líbano nesta quarta-feira, deixando várias vítimas mortais, segundo meios de comunicação libaneses, apesar de Telavive ter declarado aceitar a trégua com o Irão, mas excluindo o território libanês do acordo.

Citada pel;a DW, a agência oficial libanesa “ANN”, informou que um ataque contra uma ambulância em Al Hulaylah provocou várias mortes, sem número confirmado. Em Chaqra, pelo menos quatro pessoas morreram após um bombardeamento atingir um edifício próximo ao Hospital Hiram e um centro médico, causando ainda vários feridos.

Outras localidades atingidas incluem Haddatha, Rabaa Thalathin, Abbasieh, Kfar Dunin, Haniyeh Mansouri e Jmeijmeh.

O conflito no Líbano intensificou-se após ataques do Hezbollah, aliado do Irão, em resposta à ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, iniciada em 28 de fevereiro. Desde então, mais de 1.500 pessoas morreram e 4.800 ficaram feridas. Israel reiterou ainda a intenção de ocupar a faixa sul até ao rio Litani.

As Forças de Defesa de Israel anunciaram que realizaram, durante a noite, uma série de bombardeios contra bases de lançamento de mísseis em todo o território iraniano, com o objetivo de reduzir a capacidade de ataque de Teerão.

Segundo comunicado militar, citado pela DW, a Força Aérea atingiu “dezenas de locais de lançamento” para impedir uma ofensiva maior de mísseis balísticos contra Israel. As autoridades israelitas não esclareceram se os ataques terminaram antes ou depois da entrada em vigor do cessar-fogo à 0 hora.

Israel registou ainda o lançamento de mísseis iranianos cerca de 15 minutos após o início da trégua, sem novos ataques desde então.

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