A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu, nesta segunda-feira, no seu gabinete de trabalho, em audiência de cortesia, os embaixadores de Moçambique recentemente designados para o exterior. Na ocasião, a Presidente do parlamento apelou ao reforço e à expansão das relações de cooperação bilateral entre Moçambique e os Estados onde os diplomatas irão representar o país.
Trata-se do Embaixador Designado junto da República da Turquia, António Inácio Júnior; Embaixador Designado junto da República Popular da China, Manuel José Gonçalves; Embaixador Designado junto da República da Indonésia, António Rodrigues José; Embaixador Designado para a República Federativa do Brasil Alexandre Manjate; o Ministro Plenipotenciário, Nuno Tomás, Embaixador Designado junto da República Federal Democrática da Etiópia e o Representante Permanente junto da União Africana e Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA); a Ministra Plenipotenciária, Laurinda Banze, Alta Comissária Designada junto da República de Malawi; o Embaixador Designado junto do Reino da Suécia, Francisco Neto Novela, e Alto o Comissário Designado junto da República da Índia, Armando Pedro.
Segundo, o Porta-voz da Presidente da Assembleia da República, Oriel Chemane, a Presidente do parlamento apelou ao reforço e à expansão das relações de cooperação bilateral entre Moçambique e os Estados onde os diplomatas irão representar o país, com especial enfoque nas vertentes económica e política, bem como no fortalecimento da cooperação parlamentar.
Chemane sublinhou que foi, igualmente, destacada a importância de dinamizar relações ao nível parlamentar mediante a promoção e assinatura de Memorandos de Entendimento com parlamentos de países onde ainda não existam instrumentos formais de cooperação.
O porta-voz disse ainda que foi sublinhada a necessidade de intensificar a promoção da imagem de Moçambique no exterior, com vista à mobilização de apoios económicos e ao fortalecimento de parcerias estratégicas para o desenvolvimento nacional.
Por seu turno, o representante dos chefes de missões diplomáticas de Moçambique recentemente designados para o exterior, Inácio Júnior, reafirmou o compromisso dos embaixadores em reforçar a cooperação institucional e representar com responsabilidade o Estado moçambicano nos seus novos postos.
O diplomata explicou que o encontro faz parte da fase que antecede o início formal das funções nos respectivos países de acreditação, sublinhando que faz parte da rotina institucional, antes da partida, auscultar as diferentes instituições do Estado sobre as expectativas e prioridades que devem orientar a acção diplomática.
Ainda na sua alocução, o diplomata sublinhou que o objectivo do encontro com a presidente do parlamento moçambicano era para se actualizar sobre as grandes prioridades da política externa do país e identificar áreas estratégicas de cooperação com cada uma das instituições do Estado, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
“No caso específico do Parlamento, considerado a Casa do Povo, foi destacado o propósito de reforçar a cooperação interparlamentar, promovendo iniciativas que consolidem as relações bilaterais e contribuam para o desenvolvimento de Moçambique”, disse o diplomata reiterando que a missão de cada embaixador será orientada pelo fortalecimento das parcerias estratégicas e pela defesa dos interesses nacionais no plano internacional.
As Comissões dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social (3ª Comissão) e dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade auscultaram, esta segunda-feira, as congregações religiosas sobre a Proposta de Revisão da Lei de Liberdade Religiosa e de Culto, submetida ao Parlamento moçambicano, pelo Governo, para análise e aprovação.
A auscultação pública das entidades religiosas visava, dentre vários aspectos, colher as suas sensibilidades sobre o entendimento que têm relativo ao documento para posterior emissão de um Parecer a ser submetido à III Sessão Ordinária da Assembleia da República na sua X Legislatura.
A Lei da Liberdade Religiosa vigente data de 1971 com designação Lei nº 4/71 de 21 de Agosto, e se mostra desajustada à realidade actual do País, para além de que de lá até a esta parte houve um crescimento em número de confissões religiosas, havendo necessidade da regulação da sua organização e funcionamento no território nacional.
No âmbito do seu objecto, a lei estabelece os princípios e regras relativos ao exercício da liberdade de religião e de culto, bem como o regime jurídico de constituição, modificação e extinção das confissões religiosas, das associações religiosas e instituições de ensino religioso.
No que concerne ao âmbito da sua aplicação, a Lei aplica-se a todos os cidadãos, às confissões religiosas, associações religiosas e instituições de ensino religioso existentes na República de Moçambique.
Na ocasião, o Vice-Presidente do Conselho Religioso em Moçambique, José Guerra, apelou que cada confissão religiosa independentemente de ter apresentado a sua contribuição verbal ou não possa e elaborar e submeter ao parlamento uma proposta sobre o dispositivo.
Guerra sublinhou que as diversas confissões religiosas têm diferentes origem podendo ser judaica, islâmica e cristã “por isso apelamos para que, no futuro, o parlamento venha a pensar nestes moldes porque as religiões têm aspectos diferente”.
Comentando sobre o artigo 42 da Proposta de Revisão da Lei de Liberdade Religiosa e de Culto, que estabelece que para a constituição de uma confissão religiosa são exigidas no mínimo cinco mil assinaturas, devidamente reconhecidas, Guerra a proposta de cinco mil membros é elevada, o que cria inquietações às confissões religiosas, tendo proposto que o Ministro da Justiça, Assuntos, Constitucionais e Religiosos possa pronunciar-se em relação a este número.
No cômputo geral, os representantes das confissões religiosas apreciaram positivamente a necessidade de revisão da lei que regula o funcionamento das confissões religiosas em Moçambique.
As chuvas intensas, combinadas com o calor extremo dos últimos dias, destruíram praticamente todas as culturas, obrigando produtores a contabilizar prejuízos avultados e a recomeçar a produção, no Vale do Infulene, na cidade de Maputo.
No terreno, o cenário é de recomeço forçado. Entre campos alagados e machambas destruídas, homens e mulheres limpam a terra, tentando preparar novamente os campos para novas plantações. Apesar da dificuldade, muitos agricultores demonstram determinação em relançar a produção, mesmo com recursos limitados.
Rui Xidossana, agricultor do Vale do Infulene, descreve a situação dramática: “Nós tivemos tudo perdido, nem por causa da água. Tudo se foi com a água. Mas estamos a recomeçar, sim, mas cada um por si. E Deus por todos. Uma machamba estava perdida. Não falo de grandeza, todo o espaço estava vazio. Tinha produto, mas acabaram estragando e queimando por causa do calor. Conforme estão a ver, outras machambas, outros agricultores ainda não conseguiram, porque, não tem como recuperar. Agora, para começar de novo, é preciso mesmo, o outro, andar procurar dinheiro para começar de novo, conforme estão a ver.”
O agricultor alerta que, além dos prejuízos provocados pela chuva, os custos para recomeçar são elevados: “Outras chambas ainda são caríssimas, porque eles não têm nada deles. Ah, a gestão daqui é muito difícil, né, porque as coisas todas são caras. Remédios, cimentos, quase tudo que é difícil. Calor também, aquilo que você apanha, logo morre pro calor. Tudo isso aí é coisa que faz um pesadelo para nós. Cada um arranja-se da sua maneira.”
Com décadas de experiência, Rui reforça que a resiliência é fundamental: “Porque desde muito tempo, eu aqui nestas machambas, estou há 46 anos a trabalhar aqui nestas machambas. Não 46 da minha idade. 46 eu a trabalhar aqui nestas machambas. Quando a gente perde, a gente recomeça. Você recomeça da sua maneira. Não espera ninguém. Eu, como criança, quando aprendo a andar, cai, não cai. Cai, mas vai de novo tentar levantar-se. Sozinho. Para poder andar. Porque você não pode parar. É assim.”
Isabel, agricultora local, destaca o aumento dos preços dos insumos como mais um obstáculo para o recomeço: “Nos tempos da folha de abóbora, eu estava a vender copito eram 15 meticais. Agora subiu até 60 meticais. Adubo eram 35 canicas. Agora subiu até 50. Pacote de alface de 10 gramas, eu comprava por 150. Agora subiu até 260, 10 gramas. Uma lata de salada, eu comprava na loja por 1.600. Agora subiu por mais de 1500. Nos tempos, uma caixa de remédio, eu comprava por 3.800 uma caixa. Agora o remédio subiu muito. Está mais de 8 mil meticais. Nós vendemos um litro, está 1.500 meticais.”
Paulo Zunguze, vendedor de insumos agrícolas, sublinha a necessidade de apoio coordenado, “porque como temos a união, se tivesse que ter uma associação que recebeu, teríamos recebido aquela associação, mas até agora ainda. Sim, sim. Para apoiar mesmo por essas sementes, porque é muito difícil.”
O presidente da Associação dos Agricultores, Justino Bauque, reforça que a escassez de insumos pode prolongar a crise no sector, “mesmo semente da abóbora, está por aí 70, 80, 70, um copito, que quase não é nada para uma machamba, por exemplo, uma machamba como essa. Já se meteu couve, porque quando semeamos agora, não temos condições para comprar. Mas quando eu queria couve, salada, remédio, adubo, lima, também, tanto faz para trabalhar com produto. Como não temos nada agora, está vindo zero.”
Entre campos alagados e esperança renovada, os agricultores do Vale do Infulene aguardam respostas das autoridades e parceiros do sector agrícola, na expectativa de conseguir relançar a produção e garantir alimentos nas mesas de milhares de famílias em Maputo.
A primeira jornada da Liga Jogabets em futebol ao nível da Cidade de Maputo ficou incompleta com a não realização do jogo entre as Águas Especiais e o Ferroviário de Maputo, devido à falta de inscrição dos atletas das Águias Especiais na Associação de Futebol da Cidade de Maputo.
Cinco jogos marcaram o regresso do futebol aos relvados da capital do País, neste fim-de-semana, com a realização da primeira jornada da Liga Jogabets, o torneio de abertura da Cidade de Maputo.
Quatro dos cinco jogos tiveram lugar no campo do Costa do Sol, enquanto outro decorreu no campo do Mahafil, sem nenhuma surpresa em termos de resultados.
No jogo inaugural, no sábado, o Maxaquene teve uma entrada com pé esquerdo, ao perder diante da Liga Desportiva de Maputo à tangente, em partida a contar para a Série A.
A Black Bulls não teve dificuldades para suplantar o Estrela Vermelha com goleada por 5-0, com dois golos apontados pelo reforço Cantolo, e outros tantos apontados por Simon, Karim e Sumbana. Vitória que coloca os “touros” na liderança da Série A, em igualdade pontual com a Liga Desportiva de Maputo e o Mahafil, este último que também não teve dificuldades para derrotar o Vulcano por claros 4-1, mostrando suas intenções de fazer melhor campanha na competição.
Por seu turno, a Série B teve um sensacional Costa do Sol vs Desportivo, com os “canarinhos” a vencerem por 3-0, com Tomás, Chico Muchanga e Sermon a serem os autores dos golos.
Foi uma partida de grande nível entre duas das mais antigas equipas do nosso País, que protagonizaram um belo espectáculo de futebol para as centenas de adeptos que se fizeram às bancadas do Matchiki Tchiki.
No único jogo que terminou sem golos nesta primeira jornada, Matchedje e Ntsondzo assinaram o pacto de não agressão, enquanto o embate entre o Ferroviário e as Águias Especiais não se realizou porque os “polícias” não fizeram a inscrição dos seus jogadores junto à Associação de Futebol da Cidade de Maputo.
Para já, e porque a prova deve terminar até à última semana de Março para dar lugar ao Moçambola, que arranca na primeira semana de Abril, os jogos terão lugar ao fim-de-semana e meio de semana, sendo que a segunda jornada está marcada para esta quarta e quinta-feira.
A selecção sénior masculina de basquetebol de Angola viaja esta terça-feira para Alexandria, Egipto, palco da segunda Janela Africana de qualificação à Copa do Mundo do Qatar, cuja disputa está agendada de 26 do corrente a 1 de Março. A fase final do Mundial da prova terá lugar no Qatar, próximo ano. Angola é a única selecção da região nesta janela de qualificação.
A delegação angolana deixa Luanda confiante num desempenho positivo no Grupo D, onde terá pela frente o anfitrião Egipto, Uganda e Mali, adversários que prometem elevar o grau de exigência competitiva, numa etapa considerada decisiva para a próxima fase da eliminatória.
O combinado nacional efectuou, nos últimos dias, sessões bidiárias centradas na consolidação dos princípios tácticos, na melhoria dos índices físicos e no reforço da coesão do grupo, segundo o seleccionador nacional, Pep Clarós.
A equipa técnica procurou, igualmente, trabalhar aspectos estratégicos específicos para cada adversário, tendo em conta as características das três selecções adversárias, todas com o mesmo grau de importância.
Diante do Egipto, anfitrião, Angola deverá encontrar um conjunto motivado e determinado a impor o factor casa. Já o Uganda apresenta-se como uma formação atlética e disciplinada. Clarós descarta a possibilidade de ser o adversário teoricamente mais acessível.
O trabalho de scouting aos adversários continua a ser uma das peças centrais na preparação dos dodeca-campeões antes da competição, mas Clarós alertou que hoje algumas equipas conseguem, de forma dissimulada, esconder as estratégias. Razão pela qual, nem todas as informações recolhidas vão reflectir as reais capacidades durante a competição.
O Mali, finalista derrotado do último Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, que consagrou Angola pela 12.ª vez, mantém a tradição de equipa fisicamente poderosa e agressiva na luta pelas tabelas.
Cada vitória pode ter peso significativo nas contas, num modelo competitivo que privilegia regularidade e consistência ao longo das diferentes fases de qualificação. Nesta eliminatória de Alexandria, Angola começa a competir na quinta-feira, frente ao Uganda, segue-se o Egipto na sexta, folga no sábado e encerra a campanha diante do Mali, no domingo.
José Ferrete representa Moçambique na janela de Alexandria
Moçambique estará presente na janela de qualificação ao Mundial de basquetebol sénior masculino, que terá lugar no Egipto, concretamente em Alexandria. A presença do País na competição será através do comissário José Ferrete, nomeado pela Federação Internacional de Basquetebol, FIBA, como um dos delegados técnicos.
Esta é mais uma nomeação para o comissário moçambicano feita pela FIBA África, que no ano passado indicou José Ferrete para coordenar a realização de jogos do Campeonato Africano de seniores masculinos, disputado em Angola.
José Ferrete será responsável técnico nomeado pela FIBA África para coordenar a realização dos jogos do Grupo D da segunda janela de qualificação ao Campeonato do Mundo da categoria, um grupo que contará com a participação do anfitrião Egipto, bem como de Angola, Uganda e Mali.
As três melhores selecções deste grupo avançam para a fase seguinte da qualificação, numa etapa que contará com a participação de 16 selecções, divididas em grupos de quatro países.
A selecção sénior masculina de basquetebol do nosso País está ausente desta janela de qualificação, depois de ter desistido da primeira fase da prova devido a dificuldades financeiras.
A segunda janela africana de qualificação ao Campeonato do Mundo de 2027, em seniores masculinos, terá lugar em Alexandria, no Egipto, entre os dias 26 de Fevereiro e 1 de Março.
Uma mulher é acusada de matar o marido, com ajuda do seu amante, e enterrrar o corpo no quintal da casa do suposto amante. O crime ocorreu no bairro de Tchumene dois, na Matola.
Segundo relatos, tudo terá acontecido durante a noite de sábado. Moradores da zona afirmam ter ouvido gritos e pedidos de socorro vindos da residência, mas pensaram se tratar de mais uma discussão doméstica.
Movimentações suspeitas no quintal chamaram a atenção. Pouco tempo depois, o corpo do homem foi encontrado enterrado atrás da residência do suposto amante.
A mulher foi detida e está sob custódia,o suposto amante continua foragido, enquanto decorrem investigações para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.
18 famílias, pouco mais de 33 pessoas, continuam em centro de acomodação na Cidade de Maputo, numa altura em que muitas outras já regressaram às suas casas. Algumas dessas pessoas vivem no local há três anos e pedem reassentamento.
Oferta Salomão passou algumas semanas acomodada na Escola Primária de Guachene, distrito municipal Katembe, na Cidade de Maputo, e há três semanas foi forçada a voltar à sua casa.
No regresso, Oferta encontrou a casa ainda com sinais de alagamento, electrodomésticos danificados, o chão ainda húmido e temia pela saúde dos seus dois filhos menores.
A casa de Zulmira Muianga também ainda tinha água quando teve de voltar.
Há três anos que os moradores do bairro Guachene vivem entre as suas casas e centros de acomodação. Quando chove, o risco de doenças hídricas também aumenta.
Enquanto uns regressam, há quem, há três anos, não usa o caminho para a sua casa, porque ainda está constantemente alagada.
Numa escolinha, 18 famílias improvisam quartos. São mais de 33 famílias residentes na zona baixa do bairro Hulene B, que não têm como voltar às suas casas, porque ainda estão inundadas.
As vítimas pedem reassentamento em áreas seguras.
O internacional moçambicano Geny Catamo volta a estar no centro das atenções da imprensa portuguesa depois de mais uma exibição de encher o olho pelo Sporting, neste sábado, ao apontar um golo de belo efeito e que levantou o Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.
Descaído na direita, Geny Catamo flectiu para o centro, e à entrada da área, com o pé esquerdo, desferiu um remate bem colocado, mais em jeito do com força, apontando um verdadeiro golaço, naquele que foi o segundo da partida e para o Sporting, aos 56 minutos
Trincão tinha inaugurado o marcador quatro minutos antes de Geny marcar e Luís Suárez fechou as contas aos 75 minutos.
Geny Catamo voltou a brilhar após regressar à titularidade, duas semanas depois de ter estado afastado por lesão. No jogo anterior, diante do Famalicão, o moçambicano havia sido utilizado apenas na segunda parte.
Depois da exibição convincente, Catamo mereceu amplo destaque na imprensa desportiva portuguesa, com referências elogiosas nos jornais O Jogo, A Bola e Record, que enalteceram a qualidade técnica e o impacto do internacional moçambicano na partida.
Com esta vitória, os verde e brancos mantêm-se na segunda posição da tabela classificativa, com 58 pontos, atrás do líder FC Porto, enquanto o Benfica ocupa a terceira posição, com 55 pontos.
Foi, de resto, o quinto golo do extremo moçambicano na Liga Portuguesa, que também já fez três assistências. Nesta temporada, em Portugal, Catamo apontou o sétimo golo na conta pessoal.
Com mais esta exibição, o jogador volta a mostrar-se para os potenciais clubes que pretendem contar com os seus préstimos na próxima temporada, mas também poderá aumentar o leque de pretendentes, em países como Inglaterra, França, Espanha e na Ásia.
O presidente do Brasil, Lula da Silva, pediu hoje a Donald Trump que trate todos os países de forma igual, depois de o líder norte-americano ter imposto tarifas adicionais de 15% sobre as importações.
O presidente brasileiro, Lula da Silva, encontra-se em visita oficial a Nova Deli, capital da Índia, onde manifestou a intenção de transmitir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não deseja uma nova Guerra Fria, reforçando a defesa do diálogo e da cooperação internacional.
O Presidente brasileiro indicou que não iria comentar as decisões dos tribunais de outros países, mas manifestou otimismo em relação à planeada visita a Washington em Março.
“Estou convencido de que as relações entre o Brasil e os Estados Unidos voltarão à normalidade após a nossa conversa”, afirmou Lula.
Depois de meses de crise, Lula e Donald Trump têm-se reunido várias vezes desde o primeiro encontro oficial, em Outubro do ano passado.
Na sequência desta aproximação, o Governo norte-americano isentou vários produtos brasileiros que estavam sujeitos a tarifas de 40% nos EUA.
O Presidente norte-americano anunciou no sábado que a nova tarifa alfandegária global vai aumentar de 10% para 15% “com efeito imediato”, após o Supremo Tribunal ter considerado ilegais grande parte das taxas que havia imposto.
O Presidente da República, Daniel Chapo, escalou esta sexta-feira a província de Inhambane para avaliar os estragos causados pelo ciclone Gezani, que afectou cerca de nove mil pessoas, correspondentes a pelo menos duas mil famílias. Durante a reunião do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), o Chefe do Estado garantiu a reposição célere de infra-estruturas estratégicas, com destaque para a ponte-cais, e apelou à união entre o sector público, privado e parceiros de cooperação para a reconstrução de uma província ciclicamente fustigada por fenómenos naturais.
Falando no encontro que se seguiu à visita presidencial às infra-estruturas afectadas, o estadista moçambicano começou por expressar solidariedade com a população local, sublinhando que Inhambane foi a província mais atingida pelo fenómeno.
Daniel Chapo destacou igualmente a importância do cumprimento das mensagens de alerta pelas comunidades, considerando que tal atitude foi determinante para reduzir as perdas humanas.
“O segundo aspecto é agradecer à população da província de Inhambane por ter acatado as mensagens que foram divulgadas ao nível do país, da província em particular, da passagem deste ciclone”, disse, acrescentando que, sem essa postura, “os danos humanos seriam maiores do que estes que nós tivemos”.
Chapo destacou que apesar dos esforços das autoridades, o ciclone provocou vítimas mortais. “Nós fizemos tudo por tudo para que não houvesse nem um morto sequer, mas, como sabem, não é fácil controlar tudo e todos, tivemos neste caso quatro óbitos e nenhum desaparecido”, declarou, endereçando de seguida condolências às famílias afectadas.
O Chefe do Estado explicou que a sua deslocação teve como principal objectivo observar, no terreno, o impacto do ciclone sobre infra-estruturas sociais, com destaque para o sector da educação. “A nossa presença foi basicamente para, in loco, no terreno, vermos as infra-estruturas que foram afectadas”, disse, referindo a visita a duas escolas onde (Escola Primária Josina Machel e Escola Secundária de Conguiana), apesar da perda das coberturas, as estruturas principais resistiram, evidenciando avanços na construção resiliente.
Nesse contexto, o Chefe do Estado sublinhou a necessidade de reposição urgente dos tetos das salas de aula, tendo em conta o arranque do ano lectivo. “Temos que continuar a trabalhar para repormos o mais rápido possível as coberturas, porque se tudo correr bem, dia 27 de Fevereiro teremos a abertura do ano letivo”, advertiu, lembrando que, na semana seguinte, “as crianças vão precisar de usar aquelas salas que ficaram sem teto”.
No domínio das infra-estruturas estratégicas, Chapo destacou a ponte-cais, que assegura a travessia entre Inhambane e Maxixe, como prioridade imediata. “Atravessam naquela ponte cerca de duas mil a três mil pessoas por dia”, referiu, frisando que a sua interrupção representa “um sacrifício por parte da nossa população” e exige uma resposta rápida por parte do Governo.
Segundo o Chefe do Estado, já estão em curso avaliações técnicas para permitir o início das obras. “Está a elaborar um relatório que vai dar recomendações de como é que nós podemos reflutuar a ponte”, explicou, indicando que a perspectiva é começar os trabalhos logo após a entrega do documento, com uma previsão de “cerca de 10 a 15 dias” para a reparação.
Na recta final da sua intervenção, o Chefe do Estado deixou recomendações à província, com destaque para a reconstrução de infra-estruturas públicas e privadas, o reforço do saneamento do meio e a aquisição de sementes para apoiar a produção agrícola.
Por conseguinte, apelou ao envolvimento do sector privado, parceiros de cooperação e lideranças comunitárias, lembrando que “Inhambane é uma província que sofre ciclicamente de ciclones” e que a recuperação deve ser inclusiva, gradual e sustentável.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |