A circulação rodoviária entre as cidades de Chimoio e Espungabera, no distrito de Machaze, província de Manica, encontra-se ameaçada, devido a uma ruptura registada na Estrada Nacional Número 260 (EN260), na região de Dacata.
O incidente, ocorrido na última segunda-feira, provocou o levantamento da camada de asfalto numa extensão de cerca de 30 metros, condicionando o trânsito naquele troço.
De acordo com o delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Manica, Moisés Zimba, trata-se de uma falha geotécnica agravada pelas chuvas intensas que se fazem sentir na região.
“Tivemos levantamento do pavimento, de toda a estrutura, falo da base, da sub-base e dos aterros”, explicou, acrescentando que “este fenómeno conduz-nos a uma situação de falha geotécnica do próprio subleito onde a estrada se encontra assente”.
Face à situação, o trânsito encontra-se condicionado, enquanto equipas técnicas avaliam os danos e definem as intervenções necessárias para a reposição da circulação normal.
A polícia foi mobilizada para o local com o objectivo de restringir o acesso da população, na sequência de rumores sobre a possível existência de um filão de ouro na área afectada.
“As autoridades impediram a aproximação da população ao local”, numa altura em que aumentava a curiosidade dos residentes.
Segundo a ANE, este tipo de ocorrência não é totalmente incomum na província de Manica, devido às suas características geográficas.
“A província de Manica é composta por zonas montanhosas, e, muitas vezes, as estradas correm sobre fontes de água”, explicou Moisés Zimba, apontando casos semelhantes nas estradas nacionais N6, N7 e na própria EN260.
Ainda assim, o responsável admite que a dimensão da ocorrência registada em Dacata é pouco frequente.
A Administração Nacional de Estradas garante que já está a mobilizar meios para intervir no local, mas condiciona o início dos trabalhos ao abrandamento das chuvas.
“Estamos a aguardar que as chuvas abrandem para avançar com uma solução paliativa que permita a circulação nas duas faixas de rodagem”, referiu.
Entretanto, mantém-se o risco de interrupção total da ligação rodoviária entre Chimoio e Mossurize, caso a situação se agrave, afectando a mobilidade de pessoas e bens naquela região da província de Manica.
O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de felicitação à comunidade muçulmana, assinalando a celebração do Eid al-Fitr e o culminar do mês sagrado do Ramadan. Na sua comunicação, o Chefe do Estado sublinha a importância desta data como um momento de renovação espiritual, gratidão e fortalecimento da unidade nacional.
O Presidente Daniel Chapo inicia a sua mensagem reafirmando os laços de irmandade que unem os moçambicanos: “É com profundo respeito, sincera alegria e elevado sentido de fraternidade nacional que me dirijo a todos vós, em particular à comunidade muçulmana de Moçambique, por ocasião da
celebração do Eid al-Fitr, que marca o fim do abençoado mês do Ramadan”.
Na mensagem, o Estadista destaca que o Eid al-Fitr representa mais do que um rito religioso, sendo um tempo de partilha e generosidade que dignifica a fé e a humanidade. E prossegue enaltecendo o papel activo e solidário da comunidade muçulmana perante os desafios contemporâneos do País.
“Quero, de forma especial, reconhecer e enaltecer o espírito solidário que caracteriza a comunidade muçulmana moçambicana, particularmente neste período desafiante que o nosso país atravessa. Perante as adversidades causadas pelo extremismo violento em Cabo Delgado, pelos desastres naturais e por outras intempéries que têm afectado famílias e comunidades, a vossa resposta tem sido exemplar: presença activa, apoio humanitário, acolhimento aos deslocados, orações constantes pela paz e iniciativas concretas de ajuda aos mais vulneráveis”.
O Chefe de Estado reitera que esta solidariedade é a prova de que a unidade nacional se fortalece quando os cidadãos se apoiam mutuamente, independentemente da sua crença ou origem.
Ao encerrar a sua mensagem, o Presidente da República expressa o desejo de que esta festividade traga esperança e prosperidade a todas as famílias: “Em meu nome pessoal e em nome do Governo da República de Moçambique, endereço as mais calorosas felicitações a toda a comunidade muçulmana”.
O Governo deu mais um passo decisivo na estratégia de fortalecimento do seu sistema financeiro ao formalizar um entendimento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil, com vista à criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique. A assinatura do memorando ocorreu no Brasil e foi acompanhada pela ministra das Finanças, Carla Louveira.
A iniciativa surge num contexto em que o país procura consolidar mecanismos financeiros capazes de impulsionar o investimento produtivo e garantir financiamento sustentável para sectores estratégicos. A criação de um banco de desenvolvimento nacional é encarada como uma peça-chave para responder aos desafios estruturais da economia, sobretudo no que diz respeito ao acesso ao crédito de longo prazo.
Com esta parceria, Moçambique pretende beneficiar da experiência técnica e institucional acumulada pelo BNDES, reconhecido pelo seu papel no financiamento de projectos estruturantes no Brasil. A cooperação prevê a partilha de metodologias, modelos de governação e instrumentos financeiros que poderão orientar a concepção e funcionamento do futuro banco moçambicano.
A aproximação entre os dois países reforça igualmente os laços de cooperação económica e abre espaço para uma colaboração mais profunda em áreas estratégicas. Para o Executivo, este apoio representa uma oportunidade concreta de criar uma instituição robusta, capaz de dinamizar o desenvolvimento económico e reduzir as limitações no financiamento de projectos de grande impacto.
A EUROCAM, Associação dos Empresários Europeus em Moçambique, em parceria com a APIEX e a BusinessEurope, organizou um encontro de alto nível entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e um grupo selecto de empresas e investidores europeus, realizado nas instalações da BusinessEurope, em Bruxelas.
O encontro reuniu 27 empresas europeias, representando investimentos superiores a 30 mil milhões de euros em Moçambique, distribuídos por sectores como energia, agronegócio, água, planeamento e serviços financeiros.
As empresas estiveram representadas ao mais alto nível institucional e executivo, com a presença de CEOs, vice-presidentes e directores seniores de grandes grupos industriais e energéticos europeus, incluindo a TotalEnergies, a Technip Energies, a Andritz, a Van Oord e a Applus Velosi.
Este nível de representação constituiu um sinal claro da confiança das empresas europeias nos compromissos assumidos perante o Chefe de Estado moçambicano, bem como no potencial de crescimento económico do país.
Durante o encontro, o Presidente Chapo apresentou as oportunidades associadas aos principais projectos estruturantes em curso, incluindo os desenvolvimentos liderados pela ENI, pela TotalEnergies e pela ExxonMobil.
Para Simone Santi, presidente da Eurocam, “os megaprojectos oferecem segurança financeira e produtiva, promovem o desenvolvimento industrial e a transferência de conhecimento, desde que se invista na criação de valor local, como fazem as empresas europeias resilientes”.
Por sua vez, Antonino Maggiore, Embaixador da União Europeia em Moçambique, destacou que o próximo passo na cooperação económica será o Global Gateway Forum Maputo 2026, agendado para 9 e 10 de Junho em Maputo, que deverá reunir investidores europeus e instituições financeiras para aprofundar parcerias estratégicas.
O encontro reforçou o papel da EUROCAM como plataforma de diálogo entre o sector privado europeu e o Governo de Moçambique, promovendo um ambiente de negócios mais previsível e favorável ao investimento estrangeiro.
O preço do gás na Europa disparou 35% ontem, após ataques a infra-estruturas energéticas no Médio Oriente, em particular o ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
A empresa estatal de energia do Qatar reportou, nesta quinta-feira, “danos consideráveis” no complexo de gás de Ras Laffan, na sequência de um ataque com mísseis iranianos.
Doha esclareceu, posteriormente, que todos os incêndios no local estavam “controlados”, acrescentando que não houve feridos e que as operações de arrefecimento e segurança continuavam.
Uma das maiores refinarias do Kuwait também foi atingida nesta quinta-feira.
Os preços do petróleo também subiram nesta quinta-feira, igualmente influenciados pelos desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente, com o petróleo Brent a registar uma subida superior a 5%, atingindo cerca de 113 dólares.
O Irão causou “danos extensos” à Cidade Industrial de Ras Laffan, a maior instalação mundial de gás liquefeito do mundo, localizada no Qatar, após ter prometido retaliar contra a infra-estrutura energética do Golfo pelo ataque sofrido no campo de gás South Pars, parte da maior reserva de gás do mundo e cerne do sistema de energia doméstica da República Islâmica.
O bombardeio por Israel, feito com consentimento ou coordenação dos EUA, foi a primeira investida contra a infra-estrutura de produção de combustível fóssil iraniana desde o início do conflito, a 28 de Fevereiro. O Irão acusa as monarquias árabes do Golfo de permitir que as forças americanas usem o seu território e/ou espaço aéreo para lançar ataques contra o território iraniano.
“Equipas de emergência foram imediatamente mobilizadas para conter os incêndios resultantes [em Ras Laffan], visto que os danos foram extensos”, afirmou a estatal QatarEnergy numa publicação no X na quarta-feira.
Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores do Qatar afirmou que o “lado iraniano mantém as suas políticas de escalada que empurram a região para o abismo”. Posteriormente, a Chancelaria ordenou que os adidos militares e de segurança do Irão deixem o país, numa escalada diplomática que simboliza a perda de confiança entre dois países que compartilham a operação do campo de gás de South Pars-North Dome.
Nas primeiras horas de quinta-feira (horário local), o Ministério da Defesa do Qatar confirmou que o Irão havia conduzido novos ataques com mísseis balísticos à Ras Laffan, que provocaram danos às instalações.
Já o Ministério de Relações Exteriores da Arábia Saudita disse que o país foi alvo de tentativas de ataques com drones contra uma das suas instalações de gás e outras estruturas de energia na região leste, enquanto os Emirados Árabes Unidos (EAU) sofreram um ataque contra a base aérea de Al Minhad, que abriga oficiais britânicos e australianos. Não há registro de danos ou vítimas.
Na madrugada desta quarta, o Irão também havia atingido Tel Aviv, matando dois israelitas, após jurar vingar na véspera pela morte do seu chefe de segurança, Ali Larijani, assim como a de Gholamreza Soleimani, chefe da unidade paramilitar Basij, responsável pela segurança interna do Irão. O ministro da Inteligência iraniano, Esmaeil Khatib, foi assassinado nesta quarta-feira, quando destroços de um míssil deixaram quatro palestinianas mortas na Cisjordânia.
O Governo moçambicano empossou quatro mulheres para cargos de direcção em instituições-chave do Estado, num acto que decorreu no contexto das celebrações do Mês da Mulher, cujo ponto alto será o 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana. O empossamento foi dirigido pela primeira-ministra, Maria Benvinda Levi, no seu gabinete de trabalho.
As nomeadas são Olga Leonor Miguel Manjate, para o cargo de inspectora-geral do Trabalho; Ernestina Salita Chirindja, como presidente da Comissão de Mediação e Arbitragem Laboral (COMAL); Lúcia da Luz Mendes Luciano da Cruz, como directora-geral do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR); e Farida Algy Abdula Urci, nomeada directora-geral do Hospital Central de Maputo.
Durante a cerimónia, a primeira-ministra destacou que as nomeações reflectem o reconhecimento da competência e dedicação demonstradas pelas empossadas ao longo das suas carreiras. “Deram mostras de dedicação e competência técnica, no exercício de inúmeras tarefas de que foram incumbidas”, afirmou Benvinda Levi.
Segundo o Governo, a decisão enquadra-se nos esforços para dinamizar o aparelho do Estado e garantir a implementação eficaz do Programa Quinquenal 2025-2029, bem como no compromisso com a promoção da equidade de género.
“Traduz o compromisso do Governo em assegurar a equidade do género e empoderamento da mulher, em todas as esferas”, sublinhou a primeira-ministra Maria Benvinda Levi.
Desafios na área laboral
No sector laboral, foi destacada a importância da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) na promoção de relações laborais justas e equilibradas. O Executivo defende uma instituição moderna e eficaz, capaz de responder às transformações do mercado de trabalho.
“O trabalhador ou o empregador, ao recorrer à Inspecção-Geral do Trabalho, deve encontrar um órgão do Estado que actua com base em princípios de competência, imparcialidade, integridade, celeridade e compromisso na reposição da legalidade. Por isso, a Inspecção-Geral do Trabalho deve reforçar, cada vez mais, a acção inspectiva, com foco na prevenção, na pedagogia, na legalidade, sem descurar a responsabilidade sancionatória sempre que esta se mostrar necessária”, afirmou Benvinda Levi.
Entre as prioridades apontadas estão a prevenção de acidentes de trabalho, o cumprimento das normas de segurança e saúde, e a fiscalização da inscrição dos trabalhadores no sistema de segurança social.
Já a COMAL foi descrita como um mecanismo essencial para a resolução alternativa de conflitos laborais, contribuindo para a estabilidade e a paz social. O Governo apelou ao reforço da qualidade dos serviços e à maior divulgação das suas actividades.
“Esperamos que a nova direcção seja mais activa e criativa de modo a responder à crescente procura dos cidadãos pelos serviços da COMAL, assim como tornar esta instituição numa referência nacional e regional em matéria de resolução alternativa de conflitos laborais”, destacou.
Agricultura como pilar estratégico
Na área agrária, o Executivo reiterou a importância do FAR como instrumento para impulsionar a produção e reduzir a dependência de importações.
“Pretendemos que o sector agrário constitua, efectivamente, a base da nossa soberania alimentar, da estabilidade social e de geração de rendimento para os milhões de moçambicanos que se dedicam a esta actividade”, afirmou a primeira-ministra.
O Governo defende maior acesso ao financiamento, insumos de qualidade e tecnologias adequadas, com enfoque no sector familiar. A nova direcção foi incentivada a adoptar práticas de gestão transparentes e orientadas para resultados.
Por isso, “recomendamos a directora-geral do FAR e os seus colaboradores a serem mais proactivos na melhoria das condições que facilitem o acesso a insumos de qualidade, à mecanização agrária adequada e à transferência efectiva de tecnologias apropriadas à realidade do nosso país, sobretudo para o sector familiar”, disse a governante.
Saúde e qualidade dos serviços no HCM
Relativamente ao Hospital Central de Maputo, considerado a maior unidade sanitária do País, Maria Benvinda Levi destacou a necessidade de melhorar a qualidade e humanização dos serviços prestados.
“A crescente procura por serviços de saúde especializados, de qualidade e humanizados, aliada às exigências e escrutínio cada vez mais activo da sociedade pressupõe uma resposta à altura destes desafios por parte dos gestores e demais colaboradores do Hospital Central de Maputo e, já agora, de todo o Sistema Nacional de Saúde”, afirmou.
A nova direcção foi orientada a reforçar a gestão de recursos e a coordenação com outras unidades do sistema nacional de saúde, garantindo um atendimento condigno aos cidadãos.
“Para o alcance deste desiderato, a nova directora-geral do Hospital Central de Maputo e demais integrantes do corpo directivo devem apostar na boa gestão dos recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos disponíveis na instituição, assim como no fortalecimento dos mecanismos de coordenação com outras unidades sanitárias e instituições do Serviço Nacional de Saúde”, pediu Levi.
Apelo à inovação e boa governação
No discurso, foi ainda enfatizada a importância da transformação digital e da boa gestão pública. O Governo apelou às novas dirigentes para apostarem na modernização institucional, transparência e eficiência.
“O sucesso nas missões que, a partir de hoje, cada uma de vós passa a assumir requer a valorização do capital humano, o trabalho em equipa, a criatividade e proactividade na execução das vossas tarefas, a gestão criteriosa e transparente da coisa pública em estreita observância da legislação em vigor no nosso país”, referiu.
Antes de encerrar, o dirigente reconheceu o trabalho dos responsáveis cessantes, elogiando a sua dedicação e contribuição para o desenvolvimento das instituições.
O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) considera inaceitáveis os incidentes ocorridos na final do CAN 2025, entre Senegal e Marrocos, e reforça o compromisso da CAF com a integridade e reputação do futebol africano. Reagindo à decisão que atribui o título africano a Marrocos, Patrice Motsepe garante que o organismo que dirige vai respeitar a posição do Tribunal Arbitral do Desporto, caso o Senegal interponha um recurso.
Após a CAF anunciar a decisão de atribuir o título africano a Marrocos, várias reacções chovem cântaros de todos os cantos do mundo. Não estando numa ilha, o presidente do organismo que gere o futebol africano reagiu ao assunto através de uma conferência de imprensa.
“Eu já exprimi o meu desapontamento com os incidentes que aconteceram no jogo da final. E o importante é que o que aconteceu no jogo da final é que afectou o bom trabalho que a CAF fez, há muitos anos, para garantir a integridade, o respeito, a ética, a governação e a credibilidade dos resultados dos nossos jogos de futebol” disse Motsepe.
Patrice Motsepe alerta ainda que é preciso que haja independência e respeito pelos órgãos de decisão da CAF.
O Senegal já manifestou interesse de recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Desporto. Em relação ao assunto, Motsepe assegura que a CAF vai respeitar tudo o que for decidido ao mais alto nível e garantiu que nenhum país será tratado de forma diferente.
“Um factor crítico é que nenhum país na África será tratado de forma mais preferencial, mais vantajosa ou mais favorável do que qualquer outro país no continente africano. Nós tomamos o que aconteceu no jogo da final da Copa do Marrocos, durante o CAN Marrocos 2025, muito sério”, garantiu.
A decisão de atribuir o título africano a Marrocos surge dois meses após o jogo da final, que legitimou o Senegal como campeão do CAN 2025.
A época futebolística 2025/2026 abre oficialmente este sábado, na Arena Lalgy, no Tchumene, com a realização do jogo da Supertaça, entre o campeão nacional, que é também vencedor da Taça de Moçambique, e o finalista vencido da época passada, nomeadamente União Desportiva de Songo e Black Bulls. O jogo inaugura ainda os jogos oficiais nocturnos no campo da Black Bulls.
É o derby do momento entre duas das melhores equipas da actualidade e que vão representar o País nas competições africanas de clubes, nomeadamente na Liga dos Campeões e na Taça CAF, na edição 2026/2027.
União Desportiva de Songo e Black Bulls disputam o primeiro troféu da temporada 2025/2026, nomeadamente a Supertaça Mário Esteves Coluna, em partida aprazada para este sábado, a partir das 18h30.
A União Desportiva de Songo parte como favorita a vencer o jogo, embora vá disputar a final no terreno do seu adversário, mas tendo vantagem em face dos resultados alcançados na época passada, bem como a manutenção da espinha dorsal, desde a equipa técnica e os jogadores.
Aliás, os “hidroeléctricos” dispensaram, da época passada, três jogadores, nomeadamente Lau King, Danito Mutambe, Nelson Drivassone, Júlio Franque e Richard Mbulu, para além da sua maior estrela, Luís Miquissone, que seguiu para Líbia, mas garantindo as contratações de Melven, vindo do Ferroviário da Beira, Shaquile Nangy, que esteve no Sagrada Esperança de Angola, Fazito, guarda-redes que representou o Ferroviário de Nampula, e mais três estrangeiros, todos senegaleses, nomeadamente Christian, Johnson e Mame.
Já a Black Bulls, que viu o seu adversário de sábado conquistar as duas provas internas na época passada, nomeadamente o Moçambola e a Taça de Moçambique, a última delas às suas custas, razão pela qual disputa a prova na qualidade de finalista vencido, trocou a equipa técnica com o regresso de Nélson Santos ao País, para o lugar de Hélder Duarte.
Em termos de jogadores, os “touros” viram chegarem jogadores como Simon Cipriano, o tanzaniano Yunus, o malawiano Mpinganjira, e José Guirrugo, vindo do Ferroviário de Maputo.
Em contrapartida viu saírem Moctar e Chamboco, ambos para o Senegal, Kélvio para Angola.
No que aos confrontos directos diz respeito, as duas equipas cruzaram-se por 11 ocasiões com o equilíbrio a ser patente, ainda que os “hidroeléctricos” levem uma vantagem mínima em termos de vitórias, já que venceu três jogos, contra dois dos “touros”, para além de seis empates registados.
Na temporada passada foi onde se registou o resultado mais desnivelado entre as duas equipas, com a turma de Songo a golear por 4-0 o seu adversário, sendo que no primeiro jogo entre ambos, em 2021, os “touros” tenham marcado, também quatro golos, mas sofreram um.
A última partida entre ambos foi em Dezembro do ano passado, na final da Taça de Moçambique, em que no tempo regulamentar e no prolongamento o empate a um golo prevaleceu, sendo que o vencedor só foi conhecido na marca das grandes penalidades, com os “hidroeléctricos” a saírem sorridentes com quatro remates certeiros contra apenas um dos “touros”.
Naquela que pode ser o tira-teimas, as duas equipas vem de uma pré-época diferente, com a equipa de Tchumene a disputar a Liga Jogabets enquanto a formação da vila de Songo esteve a realizar um estágio na vizinha África do Sul.
Simões Guambe é o árbitro escolhido para este jogo de abertura, e será auxiliado por Zacarias Baloi e Venestâcio Cossa, sendo Joana Guambe quarto árbitro.
“Hidroeléctricos” procuram igualar “touros”
Black Bulls e União Desportiva de Songo defrontam-se este sábado a partir das 18h30 na Lalgy Arena e procuram somar mais troféus para as suas vitrinas, com a disputa da Supertaça.
Os “touros” já somam duas conquistas, nomeadamente em 2022 e 2024, anos em que conquistou os títulos de campeão nacional (2021) e Taça de Moçambique (2023), vencendo ambas finais ao Ferroviário da Beira por 1-0 e 2-0, respectivamente.
Já os “hidroeléctricos” tem apenas um título da Supertaça, conquistado curiosamente diante do mesmo adversário que foi vítima dos “touros”, o Ferroviário da Beira, em 2023, por 2-1, um ano após ter conquistado o título de campeão nacional, em 2022.
Esta é a quinta final que a União Desportiva de Songo vai disputar, procurando alcançar os “touros” nos troféu, enquanto a Black Bulls vai para a sua quarta final, a terceira consecutiva, depois de ter perdido ano passado para o Ferroviário de Maputo.
O Costa do Sol lidera a conquista da Supertaça com 11ª ceptros, seguido pelo Ferroviário de Maputo, último campeão da competição, com oito títulos conquistados. A Liga Desportiva de Maputo fecha o top três com três títulos.
Maxaquene e a Black Bulls conquistaram dois troféus da Supertaça. O Desportivo Maputo, Clube de Gaza (primeiro campeão da prova) e a União Desportiva do Songo têm apenas um título da competição.
Na Lalgy Arena, a Black Bulls pode igualar a Liga Desportiva de Maputo caso vença a Supertaça pela terceira vez, enquanto a UD Songo pode igualar o Maxaquene e os “touros”, com duas conquistas.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça explodir o maior campo de gás do irão caso o país volte a atacar as reservas de gás do Qatar. O aviso surge depois de o Irão, em resposta a um ataque israelita, ter atacado a maior instalação do Qatar, provocando indignação a nível mundial.
O Irão alargou os seus ataques a importantes instalações energéticas no Médio Oriente, o que suscitou fortes avisos nesta quinta-feira por parte dos Estados árabes do Golfo, que consideraram tratar-se de uma escalada perigosa que ameaçava levá-los a um combate directo com Teerão.
Na quarta-feira, em resposta a um ataque contra o seu campo de gás de South Pars, Teerão lançou ataques de retaliação contra o maior campo de gás do vizinho Qatar, Ras Laffan, causando, segundo fontes citadas pela imprensa internacional, danos significativos e provocando uma ruptura diplomática entre os dois países.
Face ao sucedido, o presidente dos EUA, Donald Trump ameaçou explodir o maior campo de gás do Irão caso ataques do gênero voltem a se registar.
“Os Estados Unidos da América, com ou sem a ajuda ou o consentimento de Israel, vão fazer explodir a totalidade do campo de gás de South Pars com uma força e um poder que o Irão nunca viu ou testemunhou antes”, escreveu Trump nas redes sociais.
“Não quero autorizar este nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo que terá no futuro do Irão, mas se o GNL do Qatar for novamente atacado, não hesitarei em fazê-lo”, acrescentou o presidente norte americano.
Os ataques agravam ainda mais a crise mundial dos preços do petróleo, uma vez que as exportações de energia continuam a ser bloqueadas, com Teerão a manter efetivamente fechado o Estreito de Ormuz, através do qual circula cerca de 20% da energia mundial.
O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) considera inaceitáveis os incidentes ocorridos na final do CAN 2025, entre Senegal e Marrocos, e reforça o compromisso da CAF com a integridade e reputação do futebol africano. Reagindo à decisão que atribui o título africano a Marrocos, Patrice Motsepe garante que o organismo que dirige vai respeitar a posição do Tribunal Arbitral do Desporto, caso o Senegal interponha um recurso.
Após a CAF anunciar a decisão de atribuir o título africano a Marrocos, várias reacções chovem a cântaros de todos os cantos do mundo. Não estando numa ilha, o presidente do organismo que gere o futebol africano reagiu ao assunto através de uma conferência de imprensa.
“Eu já exprimi o meu desapontamento com os incidentes que aconteceram no jogo da final. E o importante é que o que aconteceu no jogo da final é que afectou o bom trabalho que a CAF fez, há muitos anos, para garantir a integridade, o respeito, a ética, a governação e a credibilidade dos resultados dos nossos jogos de futebol” disse Motsepe.
Patrice Motsepe alerta ainda que é preciso que haja independência e respeito pelos órgãos de decisão da CAF.
O Senegal já manifestou interesse de recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Desporto. Em relação ao assunto, Motsepe assegura que a CAF vai respeitar tudo o que for decidido ao mais alto nível e garantiu que nenhum país será tratado de forma diferente.
“Um factor crítico é que nenhum país na África será tratado de forma mais preferencial, mais vantajosa ou mais favorável do que qualquer outro país no continente africano. Nós tomamos o que aconteceu no jogo da final da Copa do Marrocos, durante o CAN Marrocos 2025, muito sério”, garantiu.
A decisão de atribuir o título africano a Marrocos surge dois meses após o jogo da final, que legitimou o Senegal como campeão do CAN 2025.

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