O País – A verdade como notícia

O Comité Executivo da Confederação Africana de Futebol aprovou a candidatura de Moçambique para acolher o Campeonato Africano das Nações (CAN) em 2022.

Esta será a primeira vez em que o país vai acolher uma competição continental de futebol, na categoria de futebol de praia, um ano depois da sua participação inédita na maior prova de selecções do continente.

A decisão veio do Comité Executivo do organismo que gere o futebol africano, reunido esta semana, que acolheu a proposta de Moçambique e avaliou as condições para a realização da prova.

A candidatura de Moçambique teve o suporte do governo moçambicano que garantiu criar todas as condições necessárias para acolher o CAN de Futebol de Praia.

Na sua primeira reacção a esta aprovação, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, disse que esta será a oportunidade para o país mostrar as suas potencialidades e passar a ser acolhedor.

“Estamos radiantes com esta notícia de que a CAF escolheu Moçambique como país anfitrião para o CAN de Futebol de Praia, em 2022. Foi um trabalho árduo de preparação da candidatura, que, como devem calcular, havia muitas exigências por parte da CAF. Queremos tornar Moçambique num país acolhedor de eventos continentais de futebol, este torneio é só o começo, tal como o Futsal Cosafa ainda este ano”, disse Feizal Sidat que agradeceu o suporte do Governo moçambicano e dos demais agentes, nesta candidatura.

“Vamos trabalhar para que a competição seja um sucesso”, sentenciou o presidente da Casa do Futebol, que viu um dos objectivos traçados pela sua direcção para o mandato 2019/2023 se concretizar.

Para além desta aprovação, o Comité Executivo aprovou, ainda, a realização das finais da Liga dos Campeões, para Marrocos, da Taça da Confederação, para Benin, e os CAN’s de sub 20 e sub 17, para Egipto e Argélia, ambos em 2023.

Recorde-se que Moçambique vai participar pela primeira vez numa fase final do CAN de Futebol de Praia este mês, no Senegal, estando, neste momento, a cumprir um estágio em Portugal.

Selecção defronta Nazarenos esta segunda-feira

Depois de dois empates seguidos pelo mesmo resultado e diante do mesmo adversário, o estágio da selecção nacional de futebol de praia continua em Nazaré, Portugal, com mais um jogo de controlo esta segunda-feira.

Na passada terça-feira e na última quinta-feira, Moçambique empatou a quatro golos com o ACD Sótão de Portugal, uma das equipas históricas do futebol de praia daquele país europeu, o que motivou mais os jogadores, para além de elevar os seus índices competitivos.

Esta segunda-feira, seguem-se os Nazarenos, uma equipa da II Divisão Portuguesa, que cruza o caminho da selecção nacional nesta caminhada rumo ao CAN do Senegal. O jogo terá lugar no Estádio Viveiros, em Portugal.

O adversário desta segunda-feira teria defrontado o combinado nacional, no passado sábado, o que seria o terceiro ensaio, mas, devido a questões organizacionais, o jogo foi cancelado, tendo sido remarcado para esta segunda-feira e ainda será o terceiro jogo de controlo, antes da viagem ao Senegal, na próxima quinta-feira.

Em quase 12 sessões de treinos, incluindo dois jogos de controlo, o seleccionador nacional, Abineiro Ussaca, mostra-se satisfeito com o desempenho da equipa, destacando a entrega e a responsabilidade dos jogadores no dia-a-dia. Ussaca está confiante que os jogadores irão corresponder às expectativas no CAN de Senegal.

“Fisicamente, a equipa está bem e, agora, vamos melhorar alguns aspectos técnicos e táticos”, garantiu o seleccionador nacional.

Os jogadores mostram-se, também, motivados com os resultados e com os trabalhos que vêm alcançando em Portugal.

Para o jogo desta segunda-feira, entre Moçambique e Nazarenos, estão convidadas algumas figuras ligadas ao desporto moçambicano e residentes em Portugal, para prestar o seu apoio à selecção nacional, nomeadamente o Embaixador de Moçambique em Portugal, Joaquim Bule e o presidente da Câmara de Nazaré, Walter Manuel Cavalheiro.

 

O Ferroviário de Maputo inicia a sua primeira participação na Liga Africana de Basquetebol (Basketball Africa League, BAL), esta segunda-feira, em que defronta o Zamalek do Egipto, em partida da primeira jornada do grupo C, Divisão Nilo.

O jogo, agendado para às 17h30 de Maputo, é de suma importância para as aspirações dos “locomotivas” de passar para a segunda fase da competição, uma vez que transitam aos quartos-de-final os dois primeiros de cada um dos três grupos, mais os dois melhores terceiros classificados.

A turma, orientada por Milagre Macome, vai entrar motivada para este jogo, depois da vitória alcançada na passada quinta-feira, diante do AS Police do Mali, no primeiro e único jogo de controlo, realizado em terras de Paul Kagame, país que acolhe a prova.

Nesse jogo, os “locomotivas” da capital do país venceram por 75-61, no Kigali Arena, e puderam contar com os quatro jogadores estrangeiros contratados para enfrentar esta Liga Africana de Basquetebol, nomeadamente, Álvaro Manso, o base congo-canadense, Myck Kabongo, o costa-marfinense, Adjehi Baru e Demarcus Holland, o alemão-norte-americano.

Apesar da falta de rodagem da equipa moçambicana, pelo facto de não terem realizado os jogos, quer no país, devido a suspensão das competições, quer mesmo fora de portas, os pupilos de Milagre Macome estão confiantes numa boa prestação nesta competição e colocaram, como meta, vencer, pelo menos, um jogo, para alimentar as esperanças de qualificação à fase seguinte.

Recorde-se que, para este sábado, estava prevista a realização do segundo jogo-treino diante do AS Salé do Marrocos, todavia a partida ficou cancelada pelo facto de o piso do Kigali Arena Court, um dos pavilhões que se encontram no local onde a bolha está hospedada, ter estado escorregadio.

Assim, apenas um jogo de controlo separa o Ferroviário de Maputo da estreia, esta segunda-feira, na primeira edição da Liga Africana de Basquetebol em seniores masculinos.

Entretanto, a prova arranca este domingo, com o Patriots BBC da Nigéria a defrontar o Rivers Hoopers do Ruanda.

 

A dupla Rufino Fontes e Paul Del Re sagrou-se, no último sábado, vencedora do segundo grande prémio Picanto Cup Edição 2021. A equipa da Mediplus convenceu o júri tendo somado um total de 80 pontos.

Noite de glória para a Rufino Fontes e Paul Del Re da Mediplus. Depois de um sábado de provas intensas, os dois pilotos convenceram o júri e levaram o troféu para casa.

Filme da prova…Início da tarde fantástica no autódromo internacional de Maputo. Entrou bem a equipa da Moztech Racing que terminou a fase qualificativa na primeira posição com o melhor tempo de 1. 53 e 244 centésimos, colocando-se, desta forma, na pole position, facto aproveitado por Manuel Barbosa para se destacar na frente da corrida. Mas foi alegria de pouca dura, porque o piloto Rodrigo Almeida (da Transcrane), de apenas 17 anos, no primeiro erro do seu adversário, passou para frente.

O experiente Manuel Barbosa bem que tentou reverter o cenário, porém Rodrigo Almeida foi consistente até ao fim da primeira manga.

Na manga B, Mauro Almeida da Moztek Racing esteve em destaque nas primeiras voltas, mas André Betencourt fez pressão na qual os dois pilotos se deixaram ultrapassar.

Mercê desse despiste e também do capotamento  de Telmo Costa, Bernardo Aparício da VA Racing aproveitou para se colocar na primeira posição, vencendo esta etapa.

Já na prova de resistência, diga-se, muito, intensa, com cenários de cortar a respiração, a dupla da Trentyre Rasteirinhos soube usar as fragilidades dos seus oponentes e viu Andre Bettencourt a cortar a meta na primeira posição.

No entanto, isso não foi suficiente, uma fez com que o júri considerasse que a dupla Rufino Fontes e Paul Del Re da Med Plus teria sido mais consistente durante toda prova, tendo somando um total de 80 pontos.

Na segunda posição, ficou a Trentyre Rasteirinhos de Andre Bettencourt e Cristian Bouché e, no terceiro posto, os pilotos Luís Rocha e Zanil Satar da Trentyre Racing.

 

 

 

 

O Sporting Clube de Portugal entrou em campo, este sábado, para defrontar o Benfica a pensar em Cabo Delgado. Os campeões de Portugal decidiram substituir os nomes dos jogadores, nas camisolas, pelo nome da província nortenha de Cabo Delgado.

De acordo com um comunicado leonino, esta é uma referência aos ataques armados que ocorrem na província de Cabo Delgado, em Moçambique e que já fez muitas vítimas mortais.

“A equipa principal de futebol do Sporting vai entrar em campo no dérbi deste sábado, em casa, Benfica, com ‘Cabo Delgado’ escrito nas costas das camisolas dos jogadores em vez dos seus nomes. Os ‘leões’ têm como objectivo alertar e sensibilizar todos para os graves acontecimentos que têm afectado aquela região de Moçambique”, lê-se num comunicado do novo campeão nacional de Portugal.

O encontro, no Estádio da Luz, era referente à 33.ª jornada da Primeira Liga portuguesa e terminou com a vitória dos encarnados por 4-3.
Aliás, nos leões de Portugal joga um moçambicano, nas camadas de formação, Geny Catamo, nomeadamente na equipa B.

O norte de Moçambique é, desde 2017, alvo de acções de grupos armados que aterrorizam a província de Cabo Delgado, sendo alguns ataques reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes e 714.000 deslocados de acordo com o Governo.

Recorde-se que o Sporting sagrou-se campeão português na passada terça-feira e agora cumpre o calendário, faltando apenas uma jornada para o final da prova.

Costa do Sol e Ferroviário de Maputo defrontam-se domingo, no derby que concentra todas as atenções dos amantes do futebol moçambicano. A jornada seis arranca este sábado com a líder Black Bulls a receber, no seu campo, o Desportivo Maputo

O regresso do Moçambola 2021 traz diversas emoções, desde as mais animadoras até as mais tristes. Depois de mais duas chicotadas psicológicas ao longo da semana, a sexta jornada chega com jogos aliciantes e de “cortar a faca”, ambos em Maputo, envolvendo as equipas do topo do futebol moçambicano na actualidade.

A partida mais atractiva desta jornada vai envolver as duas equipas mais tituladas do país, ambos com 10 títulos nacionais, nomeadamente, Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, no ninho do canário, este domingo, quando forem 15H00.

As duas equipas tiveram percursos diferentes nesta edição do Moçambola, daí que os “locomotivas” estão três lugares acima e dois pontos a mais em relação aos “canarinhos”.

Ou seja, ao cabo de cinco jornadas, o visitante, Ferroviário de Maputo, está na quarta posição com nove pontos, frutos de duas vitórias e três empates, sendo, por isso, uma das equipas invictas, a par da líder Black Bulls.

Já o anfitrião, Costa do Sol, é o sétimo classificado com sete pontos somados, graças a duas vitórias e um empate, já que somou ainda duas derrotas.

No que tange ao confronto directo entre as ambas, nas últimas 20 partidas, dos últimos 10 anos, os “locomotivas” levam vantagem, já venceram sete jogos e perderam cinco. Há ainda registo de oito empates.

Olhando para os últimos seis jogos, o Ferroviário de Maputo venceu quatro jogos, todos nas temporadas 2017 e 2018, vindo as coisas a mudarem em 2019, quando houve empate a zero no ninho do canário e vitória “canarinha” na Machava.

Para este domingo, o Ferroviário poderá aproveitar o facto de os jogadores do Costa do Sol ainda não terem assimilados totalmente a filosofia do jogo do novo treinador, Artur Comboio, para além de aproveitar o facto de ser num campo sem público e a equipa canarinha vir de um empate surpreendente diante do lanterna vermelha.

Mas, o resultado final é sempre imprevisível quando estas duas se encontram e, só depois do apito final de Artur Alfinar, árbitro escalado para este encontro, que terá transmissão na Stv Notícias.

 

DOMINGO DE MUITO FUTEBOL

Para além do embate entre “canarinhos” e “locomotivas”, ambos da capital do país, domingo reserva ainda mais cinco jogos.

Os primodivionários Ferroviário de Lichinga e Matchedje de Mocuba medem forças entre si no municipal 1º de Maio, na capital de Niassa, num embate em que o equilíbrio poderá a ser a nota dominante. Os “locomotivas” de Lichinga já venceram dois jogos e, mesmo com a derrota na jornada anterior, vai tirar o desejo de voltar a vencer.

Já os “militares” de Mocuba ainda não abateram nenhum adversário e perseguem a primeira vitória. Vai ser difícil, em terreno alheio, mas não impossível, até porque travou o campeão nacional no domingo e sair da cauda é o principal objectivo a esta altura.

No “Caldeirão” do Chiveve, preparam-se as brasas para a recepção da Associação Desportiva de Vilankulo. Uma viagem de pouco mais de 12 horas que leva os “hidrocarbonetos” à Beira para o embate com o Ferroviário local.

As duas equipas vêm de vitórias iguais (2-1) e somam o mesmo número de pontos (12), o que faz prever uma partida de grandes emoções dentro das quatro linhas. Aliás, neste jogo, quer-se a liderança ou o segundo lugar isolado, dependendo do resultado do líder, no sábado.

Onde também haverá confronto será no canavial, não se sabendo se a “locomotiva” de Nampula vai “roubar” o açúcar ou haverá descarrilamento do comboio nesse embate. As duas equipas vêm de derrotas, mas o Incomáti está mais cómodo na tabela classificativa do que o Ferroviário de Nampula.

Até porque os “açucareiros” não devem nada a ninguém e vão fazendo o seu campeonato jogo a jogo até ao final, enquanto os “locomotivas” da capital do norte lutam pelos lugares do pódio, mas estão, agora, na zona da despromoção, razão que levou a saída do seu treinador Chaquil Bemat.

Finalmente, para domingo, duas equipas em crise. Uma com crise financeira aguda e outras com crise de resultados. Textáfrica e União Desportiva de Songo defrontam-se na Soalpo. Os “hidroeléctricos”, já com Caló interinamente no banco, são claros favoritos, mas os “fabris” terão uma palavra a dizer, até porque jogam em casa e precisam de começar a somar pontos.

 

LÍDER RECEBE RENOVADA E “AINDA” ENFRAQUECIDA “ÁGUIA”

A jornada seis começa já no sábado, com a líder Black Bulls a receber o Desportivo Maputo. Os “touros” são claros favoritos a chifrarem a “águia”, que ainda não se encontrou com os resultados, tanto mais que ainda não somou nenhuma vitória nesta edição, a par do Matchedje de Mocuba.

Mas também, é verdade que o Desportivo Maputo tem-se dado bem nos jogos fora de portas (mesmo não tendo casa própria) e, por isso, terá de ter cuidado. Na sua última partida em casa, antes da suspensão, a Black Bulls tinha empatado com o Ferroviário de Maputo a zero.

O embate entre “touros” e “alvi-negros” terá lugar no campo de Tchumene, sábado, e também terá transmissão em directo na Stv Notícias.

Yaoundé, nos Camarões, será palco da fase final do Afrobasket 2021 em Sénior Femininos, prova para a qual Moçambique está apurado. A competição vai decorrer entre 17 e 26 de Setembro de 2021.

A decisão dos Camarões de acolher o Afrobasket 2021 surgiu após a aceitação do Ministro do Desporto de Camarões, Kombi Mouelle, em nome do governo camaronês, segundo deu a conhecer a FIBA África, na sua página oficial.

Estão, automaticamente, apurados à prova as selecções semi-finalistas da edição 2019 – Nigéria, Senegal, Moçambique, Mali e anfitrião da competição, Camarões. A estas cinco selecções juntar-se-ão mais sete países a serem encontrados após a fase de apuramento a decorrer entre Maio e Julho próximos.

O anúncio da catedral do basquetebol africano em femininos chega numa fase em que as “Samurais” estão sem comando. Por isso, a Federação Moçambicana de Basquetebol tem, nos próximos dias, a tarefa de encontrar um homem para orientar as meninas que ocuparam o quarto lugar, em 2019, em Senegal.

Nacir Armando e Chaquil Bemat já não comandam União Desportiva de Songo e Ferroviário de Nampula, respectivamente, sendo que os seus adjuntos vão liderar as equipas interinamente.

As derrotas sofridas na retoma do Moçambola 2021 não foram de todo positivas para alguns intervenientes, que se viram despojados dos seus cargos, devido a maus resultados.

Duas derrotas caseiras foram suficientes para desempregar dois treinadores dos seus clubes, nomeadamente, Nacir Armando, na União Desportiva de Songo, e Chaquil Bemat, no Ferroviário de Nampula.

Na “hidroeléctrica”, depois do furacão provocado pela passagem dos “touros”, que golearam a União Desportiva de Songo por 1-4, em pleno reatamento caseiro, Nacir Armando acabou por sucumbir no comando técnico.

Uma goleada que não caiu bem aos olhos dos “hidroeléctricos” que se viram humilhados pela primodivisionária Black Bulls, na sua primeira deslocação a Songo, propiciando o rompimento do vínculo que ligava Nacir Armando ao clube.

O treinador estava ligado aos “hidroeléctricos” desde 2018, quando chegou para substituir Chiquinho Conde, afastado por alegados maus resultados.

Com Nacir Armando, a União Desportiva de Songo conquistou um campeonato nacional de futebol, o Moçambola, em 2018 e a Taça de Moçambique, em 2019. Mas, perdeu duas supertaças nacionais, ambas a favor do Costa do Sol.

Nos “hidroeléctricos”, para além de Nacir Armando, a chicotada psicológica atingiu o preparador físico da colectividade, Guebo, que também não terá ficado isento de culpa na goleada sofrida aos olhos da direcção.

Para colmatar esta saída de Nacir Armando, a direcção decidiu manter o então adjunto, Carlos Manuel ou, simplesmente, Caló, para assumir, de forma interina, o cargo, enquanto se procura por um técnico que possa resgatar os resultados ao vencedor da última Taça de Moçambique, disputada em 2019.

Em Nampula, logo a seguir à derrota caseira diante do homónimo da Beira por 1-2, a direcção do Ferroviário local tomou a decisão de afastar o seu treinador, Chaquil Bemat, assumindo que estavam criadas todas as condições para não sofrer mais um desaire, tendo em conta que, antes da suspensão, tinha sofrido três derrotas e apenas uma vitória.

A última derrota foi difícil de digerir por parte da direcção “locomotiva” da capital do norte, que decidiu pelo divórcio entre as partes, rompendo o casamento que vigorava desde o início do ano passado.

Chaquil Bemat deixa o Ferroviário de Nampula na zona da despromoção, 12ª posição, com apenas três pontos, os mesmos do Textáfrica do Chimoio, frutos de uma vitória e quatro derrotas, tendo marcado três golos e sofrido sete.

Para além de Nacir Armando e Chaquil Bemat, mais outros dois treinadores tiveram o mesmo destino nesta temporada futebolística, nomeadamente, Amid Tarmamade, do Textáfrica do Chimoio, e Aly Hassane, da Liga Desportiva de Maputo, substituídos por Custódio Parruque e Dário Monteiro, respectivamente.

A Selecção nacional de futebol, os Mambas, poderá realizar dois jogos amigáveis na data-FIFA de Junho, para aproveitar o adiamento dos jogos de qualificação ao mundial de 2022.

A FIFA e a CAF decidiram adiar os jogos de qualificação ao Campeonato do Mundo do Qatar, inicialmente agendados para Junho, altura em que os Mambas iriam defrontar Costa do Marfim e Malawi para a primeira e segunda jornadas do grupo D.

Assim, para fazer face ao adiamento desses jogos, a Federação Moçambicana de Futebol quer ver os Mambas em acção, na data-FIFA de Junho, que decorre de 31 de Maio a 13 de Junho, e, por isso, procura adversários da região, para jogos amigáveis.

Feisal Sidat, presidente do organismo que gere o futebol nacional, diz que “já entramos em contacto com alguns países. Eu mesmo contactei a Tanzânia para realizarmos um jogo amigável”. Na sua explanação, Sidat salienta que “contactamos Angola e Botswana, manifestando o nosso interesse para que venham disputar um ou dois jogos cá e estamos ainda a espera das respostas”.

Para o homem que gere a Casa do Futebol, esta seria uma boa oportunidade para movimentar os Mambas e colocá-los em contacto, pela primeira vez, com o novo seleccionador nacional, Horácio Gonçalves.

Aliás, na expectativa de se estrear no comando técnico dos Mambas, Horácio Gonçalves vê com bons olhos a realização dos jogos amigáveis, até porque vai permitir que os jogadores conheçam seu fio de jogo. “Estivemos a falar disso com o presidente, semana passada, quando anunciaram o adiamento dos jogos e vimos a necessidade de dar rodagem à selecção nacional. Vai ser importante termos estes jogos para prepararmos os próximos compromissos dos Mambas de qualificação ao mundial de futebol”, disse o seleccionador nacional.

Para além dos amigáveis, para preparação aos jogos de Setembro, Horácio Gonçalves já pensa, também, no torneio Cosafa, que terá lugar em Julho próximo.

Há, para esta competição, uma surpresa: “pela primeira vez o país será representado por uma selecção sub-23 e queremos que esta camada, também, esteja em movimento, porque assumimos que é a que vai alimentar a selecção principal”, disse Horácio Gonçalves.

Entretanto, o seleccionador nacional diz estar a contar com todos os jogadores que actuam internamente e no estrangeiro. “Próxima semana vamos nos encontrar para delinearmos a convocatória dos Mambas e podemos, depois, tornar público, mas contamos com todos os jogadores, por isso temos estado a acompanhar estas duas jornadas do Moçambola. Sabemos que em Junho os campeonatos na Europa já terão fechado e esperamos que os jogadores possam estar disponíveis”, disse, convicto na chamada dos moçambicanos que actuam fora de portas.

Para a fase de qualificação ao mundial 2022, os Mambas estão no grupo D, juntamente com Costa do Marfim, Camarões e Malawi.

A fase de qualificação tem arranque previsto para Setembro próximo. Quanto ao torneio Cosafa, ainda não são conhecidos os adversários dos Mambas, uma vez que o sorteio ainda não foi feito.

Recorde-se que inicialmente o torneio Cosafa tinha sido marcado para finais deste mês de Maio, mas, devido à marcação de jogos de qualificação ao mundial, foi adiado para Julho.

 

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, procedeu a entrega de 10 hectares do Complexo Desportivo do Zimpeto à Federação Moçambicana de Futebol, para a construção de um Centro Técnico, com o objectivo de lapidar, potencializar e profissionalizar o futebol moçambicano.

No espaço, serão erguidos campos de futebol, piscinas, pavilhão multiusos e dois hotéis, que vão servir ao desporto moçambicano, em particular o futebol

O acto marcou o fim do processo da troca de instalações entre a Secretaria de Estado do Desporto e a Federação Moçambicana de Futebol, que iniciou com a cedência da Academia Mário Esteves Coluna ao Governo, para ser gerido pelo Comité Olímpico de Moçambique na formação de talentos das várias modalidades olímpicas, incluindo o futebol.

Esta quarta-feira, foi a vez da Secretaria de Estado do Desporto ceder parte dos espaços do Complexo Desportivo do Zimpeto, onde está erguido o Estádio Nacional do Zimpeto, para a Federação Moçambicana de Futebol, que pretende construir um Centro Técnico Nacional de procura de talentos desportivos para alimentar as selecções nacionais de futebol a médio e longo prazo.

Ao todo, são 10 hectares da parte traseira do Estádio Nacional do Zimpeto, onde se pretende construir várias infra-estruturas divididas em três lotes.

O primeiro lote vai compreender dois campos de relva sintética, lojas de conveniências para venda de símbolos desportivos das selecções nacionais e da Casa do Futebol e um estacionamento.

O segundo lote está reservado aos atletas, onde terão espaços de lazer e, neste lote, serão construídas duas piscinas e vai incluir locais para eventos, conferências, área administrativa e dois hotéis de três e quatro estrelas. Haverá ainda um espaço para um campo de ténis. Ao todo, este lote será de 15 mil metros quadrados.

Por fim, o lote três terá dois campos de treinos com dimensões standard, sendo um de relva natural e outro sintético. Aqui, será levantado, ainda, um campo para futebol de praia e um pavilhão multiuso para basquetebol, futsal e outras modalidades de salão.

Este empreendimento está orçado em cerca de seis milhões de dólares, perto de 360 milhões de meticais.

De acordo com o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, o arranque está previsto para dentro de três semanas com o lançamento do concurso público para a colocação da relva sintética e vedação do primeiro campo, esperando-se que, em seis meses, já se tenha algo mais visível e que marque o início do uso dos espaços.

 

PROJECTO QUE VAI COLOCAR O PAÍS ENTRE OS MELHORES NA FORMAÇÃO

Feizal Sidat explicou que o principal objectivo deste empreendimento é colocar o país num patamar elevado em que pode ombrear com outros países em matérias de formação de jogadores que possam alimentar as selecções nacionais no futuro.

“Com este projecto, estaremos a dar um passo gigantesco rumo à modernização do nosso património desportivo, ao conceito da profissionalização dos nossos métodos de trabalho, assim como ao enquadramento do nosso futebol no contexto internacional. Neste contexto, o novo Centro Técnico servirá, inteiramente, o futebol, não só de alto rendimento, mas também as selecções nacionais de base, sendo, portanto, uma mais-valia para o país”, disse Sidat que pretende ainda dar resposta às expectativas dos seus parceiros (FIFA e Governo), através da implantação de um centro técnico nacional dotado das melhores condições para o desenvolvimento dos atletas e selecções, de preferência, próximo ao Estádio Nacional.

“Estamos cientes de que este projecto é bastante ambicioso e temos consciência do enorme desafio que enfrentaremos na implementação do mesmo. No entanto, não nos curvaremos perante as dificuldades e continuaremos a dar o nosso melhor para o desenvolvimento do futebol em Moçambique”, vincou o presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

Ademais, de acordo com o próprio Sidat, o investimento em infra-estruturas desportivas foi um dos compromissos que assumiu aquando do seu manifesto eleitoral, “porque acreditamos que este é um pilar fundamental para o desenvolvimento do futebol”, daí empenhar-se em dotar as Associações Provinciais de infra-estruturas modernizadas e adequadas.

Para o dirigente federativo do futebol moçambicano, “um centro técnico desta envergadura ajudará a desenvolver o futebol local, formar diferentes agentes desportivos (como treinadores e árbitros de futebol), potenciar a prática de diferentes modalidade e actividades no mesmo local, o que facilitará também a emersão de mais jovens jogadores, criando o ambiente perfeito para identificar e moldar os talentos de amanhã”, mas também impulsionará o rendimento dos atletas e garantirá configurações ideais de treinamento, acompanhados de perto pelo Director Técnico Nacional, gerando os resultados esperados e permitindo que os atletas alcancem a elite do futebol.

Este é um projecto a longo prazo cujos frutos serão colhidos pelas gerações futuras, “uma vez que estamos aqui a preparar os alicerces para o futuro”.

 

MOMENTO DE FAZER REFLEXÃO SOBRE O FUTURO DO NOSSO DESPORTO

Por seu turno, o Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, assume que este foi o momento ideal para a implementação deste projecto. Aliás, “este é o primeiro passo para a revitalização do desporto que vai permitir que os resultados apareçam e para a formação de atletas de eleição”, segundo a convicção de Gilberto Mendes.

Para este, o memorando, ora assinado, vem num momento em que se deve fazer uma reflexão sobre o que se quer do nosso desporto e a resposta é que isso só acontece com instalações adequadas para a formação do atleta, como a Academia da Namaacha. Isso irá ajudar a descobrir mais atletas de gabarito internacional, como Lurdes Mutola, Chiquinho Conde, Dário Monteiro e outros. “Em Namaacha, vamos produzir muitas Lurdes Mutolas”, vaticina Gilberto Mendes.

Para o caso do Centro Técnico Nacional, Gilberto Mendes espera ver “uma catedral que possa lapidar de forma metódica e usando a ciência do que precisamos para o futuro do nosso futebol e seguirmos o objectivo traçado por Arnaldo Salvado de levar o país a uma fase final do Mundial até 2030”.

“Nasce aqui um centro que vai dar um futuro promissor ao nosso desporto”, disse Gilberto Mendes que espera a breve trecho voltar a chamar a Federação Moçambicana de Futebol para entregar o Estádio Nacional do Zimpeto para a sua gestão, afinal “não é tarefa do estado zelar pelos campos, apenas constrói e entrada as federações”.

Por fim, Gilberto Mendes espera que todos os desportistas saiam a ganhar com mais uma infra-estrutura de qualidade e que as outras federações, que receberam espaços no Complexo Desportivo do Zimpeto, casos do Ténis, de Judô e do Boxe, possam colocar os seus planos em marcha para que os bons resultados sejam alcançados nessas modalidades e que tragam alegrias aos moçambicanos.

Os presentes também se mostraram satisfeitos com o projecto e esperam que possa trazer bons resultados no futuro.

Estiveram presentes no acto quadros da Secretaria de Estado do Desporto, da Federação Moçambicana de Futebol e de outras federações, para além de desportistas que foram testemunhar o projecto do organismo que tutela o futebol moçambicano.

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