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O País – A verdade como notícia

Geny Catamo pode juntar-se ao Sunderland

Geny Catamo pode juntar-se a Reinildo Mandava no Sunderland, clube que milita na primeira liga inglesa. O emblema inglês está disposto a pagar 40 milhões

Geny Catamo pode juntar-se ao Sunderland

Geny Catamo pode juntar-se a Reinildo Mandava no Sunderland, clube que milita na primeira liga inglesa. O emblema inglês está disposto a pagar 40 milhões

Luís Figo acusa Gianni Infantino de “forçar alterações significativas apenas para se enriquecer e aos amigos”, num artigo de opinião no qual diz ser “tarde demais para salvar a dignidade” do presidente da FIFA, “mas não para salvar o futebol”.

Luís Figo assina um extenso e arrasador artigo de opinião na edição desta quarta-feira do jornal britânico Daily Mail, no qual não poupa nas críticas tecidas a Gianni Infantino, na sequência da fracassada proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objectivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Mundial).

“Podia escrever 10 mil palavras sobre os problemas da FIFA. Mas a solução precisa apenas de três: Infantino deve sair. Amei o futebol durante toda a minha vida. Fui jogador profissional durante 20 anos. E, acreditem em mim, deparei-me com alguns bandidos, no meu tempo na modalidade. Mas aquilo que vi exposto, nos dez últimos anos, é o mais baixo, mais enganador e mais cobarde comportamento de interesse próprio que alguma vez testemunhei”, começou por escrever.

“O homem que daria isso – o homem que tentaria forçar alterações tão significativas apenas para se enriquecer e aos amigos – é uma relíquia do passado da modalidade, e não deveria ter lugar no seu futuro. Se fosse uma ideia tão boa, por que não dizer aos teus membros, quando os tiveste todos numa sala, antes da final do Mundial? Se era um plano tão robusto, por que não contar aos teus membros os riscos, assim como aquilo que descreves como benefícios?”, prosseguiu.

“Se o esquema era simples, por que não ser honesto com o facto de que te daria um emprego de 30 milhões de dólares por ano, no final? Mas nada disto foi feito, porque não era uma boa ideia. Não é robusto quando não és transparente sobre os retornos incapacitantes que os investidores privados iriam procurar. Não é ousado quando não explicas que, ao venderes a tua parte, vai-se para sempre e deserdaste os teus sucessores de deterem o Mundial”, completou.

O antigo internacional português acusou, ainda, o advogado ítalo-suíço de não ser “honesto”, por não ter mencionado que, depois de “ter entregue o grosso do Mundial numa bandeja aos companheiros, em Washington DC”, teria direito a um “emprego que valeria cinco vezes mais do que o salário atual”.

NEM DONALD TRUMP ESCAPA À IRA DE FIGO

No entanto, Luís Figo (que chegou a apresentar uma candidatura à presidência da FIFA, em 2015, antes de desistir da mesma, por dúvidas relacionadas com a natureza democráticas das eleições) não ficou por aqui: “Nada disto é uma surpresa quando consideremos a litania de abusos que ele infligiu na reputação do futebol; desde suspender e reverter decisões disciplinares a violar as leis do jogo por um espectáculo ao intervalo, nada o impede de agradar aos amigos”.

“Também não é uma surpresa quando lês os comentários de Prince Ali [o presidente da Federação de Futebol da Jordânia] sobre o comportamento similar ao da máfia da FIFA de Infantino; obstruindo o seu trabalho e financiamento na federação, de maneira a garantir uma carta de apoio para que o reino de terrível interesse próprio possa continuar. O futebol precisa, sim, de uma discussão sobre dinheiro. Mas não do dinheiro que pode ir para fora da modalidade, para investidores ou salários inflacionados de administradores”, atira.

“Comecemos pelos cinco mil milhões de dólares das reservas da FIFA. Quantas ações poderia isso comprar nesta trama suja e dissimulada? Todas! Por isso, não é preciso investimento externo, afinal. Este plano – tal como o da Superliga [Europeia] que o antecedeu – foi cilindrado pela comunicação social, que expôs contornos desonestos, antes de os seus defensores alinharem o discurso. E graças a Deus que assim foi”, acrescenta.

“Infantino devassou o escritório do presidente da FIFA que prometeu elevar. Mentiu, enganou e tentou subir às custas da modalidade que é suposto servir. Ele perdeu o apoio dos seus principais funcionários, dos mais próximos conselheiros, da vasta maioria das pessoas que dedicaram as vidas a este desporto, e, parece, até, do vencedor do Prémio de Paz da FIFA [Donald Trump]. É demasiado tarde para salvar a sua dignidade, mas não é demasiado tarde para salvar o futebol. Ele tem de sair. Já”, conclui.

Chiquinho Conde, seleccionador de Moçambique, avisa que o facto de o Sporting ter rejeitado estabelecer negociações com o Sunderland “vai mexer com o subconsciente” de Geny Catamo, que pretende “provar outro tipo de campeonatos”.

Segundo escreve no Notícias ao Minuto, citando o Jornal A Bola, Chiquinho Conde não escondeu, nesta quarta-feira, a indignação para com a alegação de que o Sporting terá recusado uma abordagem concreta por parte do Sunderland, tendo em vista a transferência, a título definitivo, de Geny Catamo.

O seleccionador de Moçambique avisa que o avançado tem visto “muitos dos seus colegas a saírem para outros campeonatos, com alguma vantagem financeira”, pelo que ficou surpreendido com o facto de a direcção liderada por Frederico Varandas não ter demonstrado a mínima disponibilidade para entrar em negociações com os ingleses.

“Ele também quer aproveitar a oportunidade, que o futebol é o momento, e isto vai mexer com o seu subconsciente. Sinceramente, penso que o Sporting, mais cedo ou mais tarde, vai ter de o libertar, se isso também compensar a própria estrutura do Sporting. Imagino que deva estar num momento, também, de muita ansiedade. Penso que é tempo, também, de poder provar outro tipo de campeonatos”, afirmou.

“Ele já deu muito, muito ao Sporting. Penso que é o tempo ideal, também, para ele poder sair. Eu, como seleccionador, então, agradecia, porque encontrava um jogador com uma motivação extra, e a selecção também beneficiaria imenso, do ponto de vista desportivo, com essa mudança”, acrescentou, em declarações prestadas ao Jornal de Desporto da Antena 1.

Chiquinho Conde, recorde-se, conhece bem o Sporting, clube que representou, na qualidade de jogador, entre 1994 e 1996, quando somou três golos e uma assistência ao cabo de 31 jogos oficiais, em todas as competições, tendo participado, inclusive, na conquista de uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

SPORTING NÃO EXIGE CLÁUSULA DE RESCISÃO 

O Sporting, recorde-se, já superou a barreira dos 100 milhões de euros em vendas, desde a abertura do presente mercado de transferências de Verão, à ‘boleia’ das saídas de Francisco Trincão (para o Al-Ahli Jeddah), Morten Hjulmand (para o Atlético de Madrid), Alisson Santos (para o Napoli), Rodrigo Ribeiro (para o Augsburgo) e Diogo Travassos (para o Sporting de Braga).

No entanto, não deverá ficar por aqui, visto que está em processo adiantado de negociações com vista ao ‘adeus’ de Pedro Gonçalves (para o Al-Ittihad Jeddah, por 25 milhões de euros), Ousmane Diomande (para o Nottingham Forest, por 45 milhões de euros) e Daniel Bragança (para o Olympiacos, por entre oito a dez milhões de euros).

Geny Catamo é tido, no entanto, como um activo desportivo indispensável para Rui Borges, pelo que a estrutura verde e branca aponta para valores próximos da cláusula de rescisão que consta no seu contrato (que permanece válido até Junho de 2029), que se encontra fixada nos 60 milhões de euros.

Assim sendo, tudo aponta para que o internacional moçambicano mantenha a titularidade, no lado direito do ataque leonino, frente ao Estrela da Amadora, no encontro da jornada inaugural da nova época da I Liga, que será disputado no próximo sábado, no Estádio José Gomes.

Mattias Grafstrom, secretário-geral da FIFA, lamenta “série reprovável e triste de eventos” protagonizados por Gianni Infantino que são “difíceis de compreender e aceitar”, numa mensagem enviada aos funcionários do organismo.

Um email enviado pelo secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, aos próprios funcionários do organismo foi divulgado nesta terça-feira pela estação televisiva britânica Sky News, deixando ainda mais delicada a situação que Gianni Infantino atravessa na presidência do mesmo.

“Uma série reprovável e triste de eventos – que foram, felizmente, concluídos com o projecto da FFE a ser permanentemente abandonado – por muito consternados que nos possam deixar, não deveriam ofuscar esta realidade”, pode ler-se, referindo-se à FIFA Forward Enterprise, subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objetivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Campeonato do Mundo).

“Todos fomos colocados no meio de uma confusão que é difícil de compreender e aceitar, mas, enquanto secretário-geral, apelo-vos a que e mantenham focados naquilo que nos uniu: o serviço ao futebol e o serviço às nossas 211 federações-membro, de mão dada com todos os ‘stakeholders’ relevantes e em total concordância com os Estatutos da FIFA e os Regulamentos da FIFA”, prossegue.

“Garanto-vos que, enquanto membros da administração, vocês vão ser defendidos e salvaguardados do contexto político de que vivemos, neste momento. Não precisam de se preocuparem. Indivíduos, momentos instáveis e episódios infelizes vão e vêm. A instituição, a sua missão e a sua responsabilidade para com o futebol continue, e é por isso que devemos manter sempre o nosso profissionalismo, sentido de perspetiva e compostura”, completa.

A terminar, Mattias Grafstrom (que está ao lado de Gianni Infantino desde que este sucedeu a Sepp Blatter na presidência da FIFA, em fevereiro de 2016) agradece aos funcionários pelo seu “compromisso e resiliência”, assim como pela “dedicação ao futebol”: “Também quero que saibam que a minha porta continua aberta para vocês, e vou continuar a apoiar as nossas equipas, o nosso trabalho e a nossa missão, a cada hora do dia, enquanto o meu trabalho for valorizado por aqueles que servimos”.

GIANNI INFANTINO VIRA-SE PARA DONALD TRUMP

A proposta da FFE, recorde-se, foi lançada no fim da passada semana, mas acabou por cair prontamente por terra, por conta do repúdio de UEFA, CONCACAF e AFC, que totalizam mais de metade dos votos das 211 federações-membro que compõem a FIFA. Um cenário que coloca, inclusive, a continuidade de Gianni Infantino na presidência do organismo.

Com eleições agendadas para 18 de Março de 2027 (o prazo de candidaturas termina já a 18 de Novembro), o ítalo-suíço contava já com mais de 200 cartas de apoio, e acreditava mesmo que iria a votos sem qualquer tipo de opositor. No entanto, esta ‘cascata’ de polémicas levou a que este se torne num cenário, pelo menos, improvável.

Federações como as de País de Gales, Inglaterra, Suécia ou Sérvia já tornaram pública a decisão de apoiar a recandidatura do advogado ao cargo, sendo expectável que, ao longo dos próximos dias, várias outras lhes sigam o exemplo. Face a este cenário, a imprensa norte-americana adianta que o próprio se virou para… Donald Trump.

O jornal New York Post adiantou, nesta terça-feira, que o próprio tem vindo a tentar contactar o presidente do Estados Unidos da América, por acreditar que a sua influência poderá levar vários países a mudar de ideias, mas sem sucesso. Como alternativa, terá agendado uma reunião com Marco Rubio, secretário de Estado… que foi subitamente cancelada.

Os pilotos moçambicanos voltaram a demonstrar o seu talento além-fronteiras ao alcançarem resultados de destaque na 3.ª prova do Campeonato Rotax Northern Regions, disputada no circuito de VKC, em Vereeniging, África do Sul. Em representação de Moçambique, do Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM) e da equipa Rasteirinho Racing, Teresa Bettencourt, Tiane Resende e Daniel Resende enfrentaram alguns dos melhores pilotos sul-africanos, deixando boas indicações sobre o crescimento do karting nacional.

O grande destaque da jornada foi Teresa Bettencourt, da Rasteirinho Racing, que brilhou na sua estreia no exigente circuito sul-africano. A jovem piloto qualificou-se na sétima posição entre 13 concorrentes da categoria Micro Max, ficando a apenas 0,645 segundos da pole position. Ao longo das três mangas, evidenciou um ritmo competitivo e consistente, terminando a primeira e a segunda corridas no quarto lugar e alcançando um excelente segundo lugar na derradeira manga, a apenas 153 milésimos de segundo da vitória.

A prestação confirmou a evolução da piloto moçambicana, que competiu pela primeira vez naquele traçado e conseguiu discutir os lugares cimeiros com alguns dos principais pilotos da categoria. O desempenho reforça o estatuto de Teresa Bettencourt como uma das maiores promessas do karting moçambicano. A piloto voltará a representar Moçambique e o ATCM no próximo dia 29 de Agosto, na última prova do Campeonato Nacional disputado em território sul-africano.

Na categoria Bambino, Tiane Resende também esteve em evidência ao terminar a prova no quinto lugar da classificação geral. Integrando uma grelha composta por 13 pilotos, o vice-campeão moçambicano começou por concluir a primeira manga na sétima posição, melhorou significativamente na segunda corrida ao subir para o quarto lugar e encerrou a competição em sexto na terceira manga. A regularidade demonstrada permitiu-lhe assegurar um lugar no Top 5 da classificação final.

Além da boa prestação em Vereeniging, Tiane Resende continua a liderar o Campeonato CKA, principal competição de karting de Moçambique, promovida pelo ATCM, mantendo-se focado na quarta prova da temporada, agendada para 19 de Setembro, no Kartódromo do ATCM.

Já Daniel Resende enfrentou um fim de semana particularmente exigente na categoria Mini Max. O piloto competiu pela primeira vez no circuito de Vereeniging, depois de um período de férias afastado dos treinos, o que condicionou o seu ritmo competitivo.

Apesar das dificuldades, Daniel demonstrou determinação ao longo da prova. Na segunda manga, apresentou melhorias no desempenho, mas um incidente em pista comprometeu o resultado, relegando-o para a última posição. Na terceira corrida, foi desclassificado, devido a uma irregularidade relacionada com o peso do kart, situação posteriormente atribuída a uma diferença de cerca de um quilograma na balança utilizada para as verificações técnicas. Sem pontuar na última manga, terminou a prova na última posição da classificação geral.

As prestações dos três pilotos evidenciam a crescente competitividade do karting moçambicano e reforçam a capacidade dos jovens talentos nacionais em competir com sucesso nas principais provas da região, representando com mérito Moçambique e o Automóvel & Touring Clube de Moçambique.

“Estamos cada vez mais num sistema em que já não temos palavra a dizer nas decisões do quotidiano, temos apenas de executar”, queixam-se funcionários e até executivos da FIFA, que se revoltam contra Gianni Infantino.

A proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objectivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Campeonato do Mundo), está a deixar Gianni Infantino numa posição cada vez mais insustentável, inclusive, no seio da própria FIFA.

A estação televisiva francesa RMC Sport emitiu, nesta segunda-feira, uma reportagem que teve como base testemunhos dados sob garantia de anonimato por parte de funcionários e até executivos do organismo que rege o futebol internacional, que já não escondem a revolta com os métodos de trabalho do próprio presidente.

“Nós adoramos o futebol, é a nossa vida, e, agora, estamos a ser retratados como assassinos do futebol, por causa de uma pessoa”, lamentou um assalariado da FIFA, que trabalha na sede, em Zurique, na Suíça, e que só recentemente regressou na Europa, depois de ter passado semanas na América do Norte, nos ‘bastidores’ do Mundial 2026.

Este colaborador assumiu que “vários incidentes” ocorridos durante a prova possam ter “ofendido” o público geral. A expectativa era de que o organismo tivesse “limitado os danos” provocados por estas polémicas, mas apontou a iniciativa da FFE como “a gota de água” para a credibilidade planetária do mesmo.

“Ele envergonha-nos. Estou a dizer isto sem rodeios, é uma vergonha total”, acrescentou, claramente indignado para com os métodos utilizados pelo advogado ítalo-suíço, que colocam, agora, inclusive em causa a reeleição no cargo, no sufrágio que está agendado para o próximo dia 18 de Março de 2027.

“JÁ NÃO TEMOS UMA PALAVRA A DIZER”

A publicação chegou também à fala com um alto quadro da FIFA, que sublinhou que Gianni Infantino tem cada vez menos apoiantes entre aqueles que o rodeiam: “Nós temos uma conversa de grupo, no WhatsApp, com outras pessoas que trabalham na FIFA, a não ninguém a apoiar aquilo que ele fez”.

“É importante compreender que estamos cada vez mais num sistema em que já não temos palavra a dizer nas decisões do quotidiano, temos apenas de executar”, relatou, alertando para a importância de levar a cabo uma profunda alteração da liderança do organismo, o mais depressa possível.

“Nós somos vistos como uma federação internacional que só pensa em dinheiro, que tem um presidente que fez milhões de quilómetros num jato privado, no Campeonato do Mundo, e que vive como um milionário, e vocês acham verdadeiramente que o futebol é uma prioridade e que estamos a passar uma boa imagem aos apaixonados do futebol?”, concluiu.

PAÍS DE GALES, INGLATERRA E SÉRVIA VIRAM AS COSTAS A INFANTINO

As federações de País de Gales e Inglaterra tornaram-se, nesta segunda-feira, nas duas primeiras a fazer saber que irão retirar o apoio a Gianni Infantino relativamente à candidatura à presidência da FIFA para o mandato de 2027 a 2031. No entanto, a revolta não deverá ficar por aqui, e espera-se que a decisão seja partilhada por várias outras das 211 federações-membro que compõem o organismo.

A Federação de Futebol da Sérvia (FSS) recuou no posicionamento face ao sufrágio para o papel de líder máximo do organismo que rege o futebol internacional, que está agendado para 18 de Março de 2027 (sendo o prazo limite para a apresentação de novas candidaturas o próximo dia 18 de Novembro).

“A Federação de Futebol da Sérvia retirou o seu apoio a Gianni Infantino para um novo mandato enquanto presidente da FIFA. Gostaríamos de recordar que oferecemos ao Sr. Infantino apoio escrito, a 25 de Maio deste ano, mas, depois de considerarmos cuidadosamente os eventos que danificaram seriamente a reputação, quer da FIFA, quer do seu presidente, no passado recente, esta é a única decisão lógica e racional”, pode ler-se.

“A Federação de Futebol da Sérvia acredita que o futuro do futebol mundial deve ser baseado na transparência, no diálogo, no respeito mútuo e na parceria entre todas as confederações e federações nacionais. Acreditamos que nenhuma decisão de importância estratégica para o futuro do futebol deve ser tomada sem um amplo consenso e uma consulta aberta com todos os ‘stakeholders’ relevantes”, prossegue.

“A Federação de Futebol da Sérvia permanece comprometida com a cooperação com a FIFA, a UEFA e todas as federações nacionais, de maneira a desenvolver e fazer evoluir o futebol, mas acredita que, desta feita, uma nova confiança, uma nova abordagem e uma nova liderança são necessárias para contribuir para a renovação do diálogo, da união e da credibilidade das instituições futebolísticas internacionais”, completa.

A UEFA anunciou que poderá boicotar todas as competições organizadas pela FIFA caso avance a proposta do presidente do organismo, Gianni Infantino, de criar uma empresa destinada à gestão dos direitos comerciais dos Campeonatos do Mundo, aberta ao investimento privado.

A decisão foi tomada por unanimidade pelas 55 federações que integram o organismo europeu, entre as quais a Federação Portuguesa de Futebol, durante uma reunião realizada na quinta-feira, 30 de Julho. Em comunicado, a UEFA considera que o Campeonato do Mundo constitui um património colectivo do futebol e não pode ser transformado num activo financeiro ao serviço de investidores privados.

“O Campeonato do Mundo não está à venda”, sublinha o organismo liderado por Aleksander Čeferin, defendendo que a competição foi construída ao longo de gerações por jogadores, selecções nacionais e adeptos de todos os continentes. Para a UEFA, a proposta representa uma grave falha de liderança por parte da FIFA, por ter sido preparada sem uma consulta alargada às federações nacionais.

Os dirigentes europeus afirmam ainda que nenhuma selecção filiada na UEFA participará em competições da FIFA enquanto a proposta se mantiver em discussão, salvo se esta vier a ser integralmente retirada. A posição coloca em risco provas como o Campeonato do Mundo de Clubes de 2027, o Campeonato do Mundo Feminino de 2027, no Brasil, o Mundial de Futsal de 2028, no Qatar, e o Campeonato do Mundo de 2030, cuja organização será partilhada por Portugal, Espanha e Marrocos.

Segundo a UEFA, a entrada de investidores privados na propriedade das competições internacionais faria com que o futebol passasse a responder prioritariamente aos interesses dos accionistas, comprometendo a integridade e o legado histórico do Campeonato do Mundo.

A contestação ao projecto não se limita à Europa. A Confederação Norte, Centro-Americana e das Caraíbas de Futebol (CONCACAF) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) manifestaram igualmente reservas quanto ao facto de a proposta ter sido apresentada sem uma consulta prévia às 211 federações filiadas na FIFA. Já a Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou que irá reunir as suas associações-membro para analisar a iniciativa.

Infantino defende proposta

Gianni Infantino sustenta que a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE) continua a ser apenas uma proposta e não uma decisão definitiva. O projecto prevê a constituição de uma empresa responsável pela exploração comercial dos Campeonatos do Mundo e do Mundial de Clubes, incluindo direitos televisivos, patrocínios, bilhética, licenciamento e organização de eventos.

Para entrar em vigor, a iniciativa necessita do apoio da maioria das 211 federações-membro e da aprovação das alterações estatutárias pelo Conselho da FIFA.

O presidente da FIFA rejeita as críticas e garante que a governação do futebol permanecerá nas mãos do organismo mundial, sem interferência dos investidores privados. Como exemplo dos benefícios do modelo, recorda que o programa FIFA Forward permitiu reforçar o apoio financeiro a países como Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão, contribuindo para a sua qualificação inédita para o Campeonato do Mundo.

Caso o projecto seja aprovado, a FIFA estima arrecadar cerca de 4,2 mil milhões de dólares através da venda de participações minoritárias na nova empresa. Segundo Infantino, a operação permitirá aumentar significativamente os fundos distribuídos às federações, elevando o apoio financeiro de oito para vinte milhões de dólares por cada associação entre 2027 e 2030.

Apesar dessas garantias, a oposição europeia considera que a abertura do capital da futura empresa representa um precedente perigoso e poderá alterar de forma irreversível o modelo de governação do futebol mundial.

O escritor moçambicano Sérgio Raimundo prepara o lançamento da sua mais recente obra literária, “O Docente das Notas Sexualmente Transmissíveis”, um romance que promete reacender o debate sobre o assédio e outras formas de violência enfrentadas por estudantes, sobretudo mulheres, nas instituições de ensino superior. Em entrevista concedida esta quinta-feira ao O PAÍS, o autor explicou que o livro nasce da necessidade de dar visibilidade a uma realidade frequentemente discutida nos bastidores, mas raramente enfrentada de forma aberta.

Segundo Sérgio Raimundo, a obra reúne um conjunto de histórias inspiradas em testemunhos recolhidos durante uma investigação realizada em várias universidades moçambicanas. Embora assuma a forma de ficção, o autor garante que a narrativa assenta em experiências reais relatadas por estudantes que aceitaram partilhar episódios de sofrimento vividos ao longo do percurso académico.

“O que está neste livro tem uma base factual. A literatura entra para transformar essas vozes numa narrativa, mas as histórias existem e continuam a acontecer”, afirmou.

O escritor descreve o romance como uma narrativa polifónica, construída a partir de diferentes experiências, mas contadas por um único narrador: um docente viúvo que, ao recordar diversos episódios, conduz o leitor pelos dramas vividos dentro da universidade. A opção narrativa, explicou, procura evitar uma leitura limitada apenas às vítimas, permitindo também compreender o papel, os dilemas e as responsabilidades dos docentes num fenómeno que considera complexo.

Durante a conversa, Sérgio Raimundo rejeitou a ideia de que o assédio sexual nas universidades seja um problema desconhecido. Para si, trata-se de uma realidade amplamente conhecida, mas tratada “em off”, devido ao prestígio social de muitos dos envolvidos e ao receio de comprometer a reputação das instituições de ensino superior.

Na sua perspectiva, muitas universidades produzem conhecimento científico sobre esta problemática através de teses e dissertações, mas esses estudos acabam por permanecer dentro das bibliotecas académicas, sem impacto suficiente na sociedade. Por isso, defende que as instituições devem assumir igualmente o papel de questionar e combater a violência que se produz no seu interior, em vez de concentrarem a atenção apenas nos problemas externos.

Ao longo da entrevista, o autor revelou que foi profundamente marcado pelos testemunhos recolhidos durante o processo de escrita. Disse ter ouvido histórias de mulheres actualmente bem-sucedidas, mas que carregam experiências traumáticas vividas durante a formação universitária.

Para o escritor, o diploma conquistado por muitas estudantes esconde um percurso de sofrimento silencioso, marcado por pressões, chantagens e diferentes formas de abuso que raramente chegam ao conhecimento público. A obra procura precisamente romper esse silêncio e transformar a literatura num espaço de reflexão social.

Entre as questões levantadas no romance está também a alegada existência de redes informais entre alguns docentes para pressionar estudantes que recusam ceder a propostas de natureza sexual. Sérgio Raimundo afirmou que ouviu relatos sobre práticas deste género e considera que estas denúncias exigem um debate sério por parte da sociedade e das próprias universidades.

“O corpo da mulher não pode transformar-se numa extensão do currículo académico”, defendeu, sublinhando que muitas estudantes entram na universidade apenas com o objectivo de se formarem, mas acabam confrontadas com situações que atentam contra a sua dignidade.

O escritor considera igualmente necessário compreender as razões por detrás da desistência de muitas jovens do ensino superior, defendendo que nem todos os abandonos se explicam por dificuldades económicas ou académicas. Para ele, é indispensável olhar para o impacto que diferentes formas de violência exercem sobre a permanência das mulheres nas universidades.

Quanto à recepção da obra, Sérgio Raimundo revelou que a fase de pré-venda superou as expectativas. Segundo explicou, cerca de 90 por cento dos exemplares vendidos antecipadamente foram adquiridos por mulheres, um sinal que interpreta como demonstração de identificação com o tema abordado. Acrescentou ainda que docentes universitários também têm adquirido o livro, incluindo um professor que comprou dez exemplares.

Depois do lançamento, o autor pretende apresentar a obra em várias universidades moçambicanas, procurando levar a discussão para os espaços onde, diz, o problema continua a existir. Embora já tenha convites para apresentações em Portugal e Espanha, Sérgio Raimundo afirma que a sua prioridade continua a ser Moçambique.

“Posso viver fora do país, mas escrevo para Moçambique e para o povo moçambicano”, afirmou, acrescentando que encara a literatura como um instrumento de intervenção social e de defesa daqueles que considera não terem voz.

Três medalhas conquistadas no Portugal Open G1 confirmam o crescimento do Taekwondo moçambicano, mas a Federação alerta que a escassez de financiamento, a ausência de equipamentos de competição e a dependência das famílias continuam a comprometer o sonho olímpico dos atletas nacionais.

As três medalhas conquistadas por Moçambique no Portugal Open G1 representam muito mais do que um resultado positivo para o taekwondo nacional. Num dos torneios internacionais mais competitivos do circuito mundial, a selecção moçambicana voltou a provar que possui atletas capazes de enfrentar adversários de elevado nível e disputar lugares no pódio. Contudo, por detrás do brilho das medalhas esconde-se uma realidade menos animadora: o crescimento da modalidade continua condicionado pela falta de financiamento, pela insuficiência de equipamentos modernos e pelo enorme esforço financeiro suportado pelas famílias dos atletas.

A prestação alcançada em Portugal ganha maior relevância quando se observa o nível da competição. O campeonato reuniu mais de 50 países, cerca de mil atletas e vários competidores olímpicos. Ainda assim, Moçambique regressou com uma medalha de prata, conquistada por Helena Safrão, e duas medalhas de bronze, obtidas por Laysa Kumbu e Stélvio Machava, confirmando que o país consegue competir de igual para igual com selecções que dispõem de melhores condições técnicas e financeiras.

Para o vice-presidente da Federação Moçambicana de Taekwondo, Raja Kanji, estes resultados não surgem por acaso. São consequência de um trabalho iniciado muito antes das competições internacionais, envolvendo famílias, clubes, treinadores e associações provinciais. Segundo explica, as medalhas são apenas a expressão visível de um processo de formação desenvolvido ao longo de vários anos e demonstram que Moçambique possui capacidade técnica para competir ao mais alto nível.

Um dos aspectos que mais entusiasma a direcção da Federação é o desempenho do sector feminino. Das apenas três atletas integradas na delegação nacional, duas conquistaram medalhas. Para Raja Kanji, este dado deve servir de alerta para que o país invista mais na formação e promoção do taekwondo feminino, uma vez que os resultados obtidos mostram que existe um enorme potencial competitivo ainda por explorar.

Apesar dos resultados encorajadores, o dirigente não esconde que o principal adversário da modalidade continua a ser a falta de recursos financeiros. O financiamento é apontado como o maior obstáculo ao desenvolvimento do taekwondo moçambicano, afectando desde a preparação dos atletas até à participação em competições internacionais, fundamentais para a conquista de pontos no ranking mundial.

Segundo Raja Kanji, são frequentemente as famílias que assumem uma parte significativa das despesas relacionadas com viagens, estágios e participação em torneios internacionais. Paralelamente, a Federação procura mobilizar parceiros e patrocinadores para garantir que os atletas mais promissores não fiquem impedidos de competir por falta de recursos. Ainda assim, reconhece que o esforço continua insuficiente perante as exigências do calendário internacional.

Outro desafio considerado decisivo prende-se com a ausência do Sistema Electrónico de Combate (PSS), equipamento utilizado em praticamente todas as competições internacionais de alto nível. Este sistema electrónico é responsável pela validação automática dos pontos durante os combates e constitui hoje um elemento indispensável na preparação dos atletas.

Sem acesso regular a esta tecnologia, os taekwondistas moçambicanos apenas têm contacto com o equipamento quando chegam às competições internacionais, enfrentando adversários que treinam diariamente com o sistema. Para Raja Kanji, esta diferença coloca os atletas nacionais em desvantagem competitiva logo à partida e torna ainda mais valiosas as medalhas conquistadas por Moçambique no estrangeiro.

Mesmo perante essas limitações, a Federação acredita que o sonho olímpico continua ao alcance. O Portugal Open G1 atribui pontos para o ranking internacional, factor determinante para o processo de qualificação aos Jogos Olímpicos. Helena Safrão, por exemplo, somou seis pontos importantes para a classificação mundial, enquanto outros atletas também melhoraram a sua posição, aproximando-se dos critérios exigidos pela World Taekwondo.

Para transformar este potencial em resultados consistentes, Raja Kanji considera indispensável garantir uma participação contínua em torneios internacionais de ranking. É precisamente aí que surgem novas dificuldades, uma vez que os custos das deslocações e da logística reduzem o número de atletas que Moçambique consegue inscrever nas provas internacionais.

Além do trabalho desenvolvido com a selecção nacional, a Federação destaca avanços alcançados nos últimos anos ao nível da organização interna da modalidade. Entre eles figuram a criação de associações provinciais nas onze províncias do país, a formação de árbitros e treinadores certificados internacionalmente, a realização de grandes eventos regionais em território nacional e o crescimento exponencial do número de praticantes, que passou de cerca de dois mil para mais de dez mil atletas.

No segundo mandato da actual direcção, o objectivo mantém-se claro: conquistar mais pontos internacionais, atrair novos investimentos, adquirir o sistema electrónico de combate e colocar atletas moçambicanos nos Jogos Olímpicos da Juventude e, posteriormente, nos Jogos Olímpicos seniores. A convicção da Federação é que o talento já existe. O que continua a faltar são condições para que esse talento possa competir em igualdade de oportunidades com o resto do mundo.

As medalhas conquistadas em Portugal mostram que o taekwondo moçambicano já deixou de ser uma promessa. O desafio agora é outro: impedir que a falta de investimento transforme conquistas internacionais em episódios isolados, quando poderiam representar o início de uma nova página na história do desporto nacional.

 

Antigo jogador gaulês é o novo seleccionador francês, regressando ao activo cinco anos depois. Zidane tinha o sonho antigo de comandar uma selecção na qual brilhou como jogador e inicia o ciclo pós-Didier Deschamps.
Agora é oficial. Zinedine Zidane é o novo seleccionador de França, confirmou a Federação Francesa de Futebol (FFF), nesta terça-feira. A lenda do futebol francês, que vestiu a camisola da selecção por mais de 100 ocasiões, sucede a Didier Deschamps no cargo, tendo sido formalmente apresentado pelo presidente Philippe Diallo e assinado um contrato válido até 2030.
“Vivemos nesta manhã um momento excepcional. Há quase 14 anos que a Federação não enfrentava uma situação deste género. E é também um momento especial pela pessoa que está aqui ao meu lado”, afirmou o líder máximo da FFF, na hora de apresentar Zidane.
Sem clube desde 2021, depois de deixar o Real Madrid, o técnico francês de 54 anos foi associado, ao longo dos últimos anos, a vários clubes europeus e da Arábia Saudita, mas o sonho de comandar a seleção pela qual tanto brilhou falou mais alto, tendo aguardado pelo momento certo para ocupar o lugar deixado por Deschamps.
PRIMEIRAS PALAVRAS DE ZIDANE
Depois de Diallo ter dado o arranque à cerimónia de apresentação do novo seleccionador, Zidane tomou a palavra para deixar um agradecimento especial, ainda antes de responder às questões dos jornalistas presentes, e uma palavra de apreço aos bombeiros que se encontram a combater os fogos que têm assolado o país.
“Queria começar por deixar uma mensagem de apoio a todos os bombeiros. Muitas famílias estão a viver um momento difícil. Quero também agradecer a confiança que foi depositada em mim, agradecer ao Comité Executivo, com quem estive reunido nesta manhã, e a todos os colaboradores da Federação Francesa de Futebol pelo trabalho que desenvolvem diariamente”, começou por referir Zidane.
“Hoje é um dia que representa a continuidade de um sonho. Ao longo dos últimos quatro ou cinco anos recebi propostas para assumir clubes, mas recusei todas porque a selecção francesa era a única coisa que queria treinar. Conheço esta casa desde criança: comecei nos escalões jovens, fui subindo todas as etapas até chegar à seleção principal. Vou dar tudo para que esta equipa continue a vencer. É isso que me move”, garantiu o novo selecionador francês.
ESTREIA AGENDADA PARA SETEMBRO
Zinedine Zidane não terá muito tempo para preparar a estreia oficial, que acontece já no fim de Setembro, em jogo da fase de grupos da Liga das Nações.
A selecção gaulesa vai defrontar a Turquia a 25 de Setembro, visitando a Bélgica três dias depois. A estreia em solo francês acontecerá já em Outubro, dia 2, frente à Itália, seguindo-se um novo embate com os belgas, desta vez em casa, a 5 de Outubro.
LEGADO DE DESCHAMPS
Didier Deschamps despediu-se do cargo de seleccionador de França no passado sábado, com uma derrota diante da Inglaterra (4-6) na luta pelo terceiro lugar do Mundial 2026.
O experiente treinador de 57 anos esteve ao leme dos Blues ao longo dos últimos 14 anos e conquistou um Campeonato do Mundo (em 2018) e uma Liga das Nações (em 2021). Ainda antes do embate com os ingleses, Deschamps garantiu que iria “sentir saudades” de “representar França” enquanto selecionador.
“Sei muito bem que é o fim. Ninguém vai chorar, mas sei que vou ter saudades da selecção. Tive o privilégio de viver momentos mágicos e outros mais difíceis por 25 anos [11 como jogador]. Representar a França foi o melhor que me aconteceu e isso deixa uma marca ainda maior, pois ficam lembranças inesquecíveis, mas sou uma pessoa positiva por natureza e o importante é o que se segue”, afirmou.
No currículo de Deschamps ficam, ainda, as finais perdidas no Euro 2016, como anfitriões e diante de Portugal (1-0, após prolongamento), com um golo do suplente Éder, e do Mundial 2022, no desempate por penáltis com a Argentina (4-2, depois da igualdade 3-3 no fim dos 120 minutos), no Qatar.

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