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Primeira-ministra desafia empresas públicas a reforçarem sustentabilidade financeira

A primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, defendeu uma profunda reestruturação do sector empresarial do Estado, com foco na sustentabilidade financeira, controlo do risco fiscal e prevenção do sobre-endividamento das empresas públicas. A posição foi apresentada durante a cerimónia de tomada de posse dos novos presidentes dos conselhos de administração do Instituto

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu, em Kigali, capital do  Ruanda, o Vice-Presidente Sénior e Director Regional para a África  Austral e Oriental do Visa, Michael Berner, que manifestou o interesse  da multinacional em apoiar a digitalização dos pagamentos e a  modernização da economia moçambicana, através da introdução  de novas tecnologias e soluções inovadoras. 

Falando à imprensa após a audiência, Michael Berner destacou o  papel estratégico de Moçambique no conjunto dos 26 países sob sua 

supervisão regional, sublinhando o potencial do país no domínio da  transformação digital e da modernização financeira. 

Michael Berner destacou que Moçambique desempenha um papel  importante no conjunto dos países que integram a região da África  Austral e Oriental sob responsabilidade da Visa 

Segundo o responsável, a audiência permitiu abordar oportunidades  concretas para expandir o uso de tecnologias digitais no sistema  financeiro moçambicano, visando facilitar pagamentos electrónicos e  acelerar a inclusão financeira. 

“Portanto, vemos o nosso papel; e o que discutimos com Sua  Excelência, o Senhor Presidente é que existem muitas oportunidades  no país para a digitalização de pagamentos, para trazer novas  tecnologias, para trazer novas tecnologias, para trazer novas  inovações e isso ajudaria bastante a modernizar não apenas os  pagamentos em Moçambique, mas a modernizar a economia”,  declarou. 

Michael Berner acrescentou que o Presidente da República  demonstrou abertura e apoio às iniciativas apresentadas pela Visa,  sinalizando disponibilidade para aprofundar a cooperação  institucional com a empresa. 

“E Sua Excelência, o Senhor Presidente, deu muito apoio a isso.  Estamos ansiosos por novas conversas com a equipa do Presidente  sobre como podemos levar isso adiante”, afirmou. 

A audiência com o dirigente da Visa decorreu à margem da  participação do Chefe do Estado moçambicano na 13.ª Edição do  Africa Chief Executive Officer Forum, que tem lugar hoje e sábado, em 

Kigali, sob o lema “O Imperativo da Escala: Porque África Deve  Abraçar a Prosperidade Partilhada”. 

Ainda na quinta-feira, o Presidente Daniel Chapo recebeu igualmente  em audiência Zanyiwe Asare, Vice-Presidente e Directora de Políticas  Públicas para África da Yango Group, empresa internacional de  tecnologia sediada no Dubai, especializada em serviços digitais e  plataformas tecnológicas, com presença em África, Médio Oriente,  América Latina e Ásia. 

Os encontros reforçam o interesse crescente de empresas  tecnológicas globais em estabelecer parcerias com Moçambique nas  áreas de inovação digital, modernização económica e  desenvolvimento de soluções tecnológicas capazes de impulsionar a  transformação dos serviços financeiros e digitais no país.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, afirmou hoje, em Kampala, que Moçambique e Uganda vão  aprofundar a cooperação bilateral nas áreas de segurança,  agricultura e agroprocessamento, na sequência do encontro mantido  com o homólogo ugandês, Yoweri Museveni, poucas horas após a sua  investidura para um novo mandato presidencial, destacando que já  existem “avanços concretos” para a implementação de projectos  conjuntos na província de Cabo Delgado. 

Falando à imprensa no final do encontro havido hoje, o Chefe do  Estado destacou os laços históricos entre os dois países e o papel  desempenhado por Yoweri Museveni na luta de libertação do  Uganda.

“O Presidente Museveni é um dos grandes homens libertadores de  Uganda e, sobretudo, do continente africano. E ele, pessoalmente,  tem muito apreço por Moçambique porque, como sabem, esteve em  Montepuez a ser treinado com os primeiros libertadores do Uganda. E,  sobretudo, porque tem um amor muito especial por Moçambique”,  declarou. 

Por conseguinte, explicou que a presença da delegação nacional na  cerimónia de investidura visou reafirmar os laços de amizade e  cooperação entre os dois países. “E nós achamos que devíamos estar  presentes na tomada de posse, em representação dos 35 milhões de  moçambicanos e, sobretudo, para estreitarmos cada vez mais as  nossas relações de amizade e cooperação entre Uganda e  Moçambique”, afirmou. 

O estadista moçambicano reiterou igualmente o interesse de  Moçambique em aprender com a experiência ugandesa no domínio  da segurança, sobretudo no combate ao terrorismo. “E há aspetos  importantes que nós achamos que vale a pena aprendermos de  Uganda: a questão relacionada com a segurança, sobretudo no  combate ao terrorismo, a experiência que Uganda tem. Neste  momento, estão a apoiar Mali, Sudão do Sul e também a República  Democrática do Congo”, disse. 

No domínio económico, o Presidente da República destacou o  modelo ugandês de desenvolvimento agrícola e pecuário, associado  aos antigos combatentes da luta de libertação nacional,  considerando que a experiência pode ser replicada em Moçambique,  particularmente em Cabo Delgado. 

“O outro aspecto bastante importante é a forma como eles estão a  desenvolver o sector da agricultura e agropecuária, sobretudo com o  apoio dos combatentes da luta de libertação nacional. E nós  achamos que esta experiência também devia ser implementada em  Moçambique, para a zona onde o Presidente Yoweri Museveni esteve  a ser treinado e viveu, em Cabo Delgado, na zona de Montepuez”,  afirmou.

Segundo o governante, os dois países acordaram na criação de  projectos conjuntos ligados à produção agrícola e pecuária, com  enfoque na segurança alimentar e no aproveitamento da experiência  ugandesa no sector. “E vamos trabalhar juntos para vermos se  materializarmos”. 

O outro aspecto que considerou importante é a segurança alimentar.  A este respeito, disse o seguinte: “Nós, neste momento, em  Moçambique, estamos a trabalhar como país para garantir a  segurança alimentar. Uganda já tem segurança alimentar e está a  exportar muitos produtos agrícolas para o mundo”. 

O estadista moçambicano anunciou ainda o envio, no final deste mês,  de uma missão técnica moçambicana ao Uganda para  operacionalizar os entendimentos alcançados. 

“E nós achamos que a experiência de Uganda na agricultura é  importante. Acordámos que no final deste mês de Maio vai seguir para  Uganda uma equipa composta pelo Ministério dos Combatentes, mas  também uma parte dos colegas da Agricultura, Ambiente e Pescas  para vir trabalhar com a contraparte ugandesa para a materialização 

deste grande projecto, como dois países irmãos”, explicou. 

O governante reiterou ainda que já existem iniciativas em curso com o  Uganda, revelando que uma equipa ugandesa esteve recentemente  em Moçambique para identificar áreas adequadas à implementação  de projectos agropecuários. Além disso, destacou o potencial da  cooperação nas áreas da produção leiteira, carne bovina e  agroprocessamento, sublinhando que Uganda possui experiência  consolidada nestes domínios. 

“É um gesto que, portanto, o Presidente Yoweri Museveni encontrou  para retribuir ao povo moçambicano a grande contribuição que  Moçambique fez para a libertação do Uganda do regime de Idi  Amin”, afirmou o Presidente moçambicano, acrescentando que o  encontro representa um passo importante para o fortalecimento da  cooperação bilateral.

Nas suas breves declarações à imprensa, Yoweri Museveni classificou o  encontro com o homólogo moçambicano como “muito bom”,  concordando com as declarações do Chefe do Estado  moçambicano. 

O partido Podemos afirma que o Governo tomou uma medida insuficiente ao  decidir pagar subsídios aos transportadores de passageiros, para responder aos custos dos combustíveis. O partido sugere compensações às gasolineiras e redução do IVA.

O Porta-voz do Podemos começou por recordar que o agravamento do custo dos combustíveis não afecta somente os transportadores de passageiros, por isso, considera a medida do Governo de subsidiá-los insuficiente. 

“ O problema do combustível não afeta apenas os transportes de passageiros, afeta toda a economia nacional. Reconhecemos que o Governo procurou adotar algumas medidas de mitigação face ao agravamento internacional do preço dos combustíveis, incluindo o apoio ao transporte público de passageiros, tratando-se de um reconhecimento importante de que o aumento dos combustíveis possui impacto social sobre o custo de vida dos moçambicanos. (4:47) Contudo, consideramos que as medidas anunciadas continuam insuficientes, limitadas e incapazes de responder à dimensão real das dificuldades enfrentadas pelas famílias, pelos trabalhadores, pelos transportadores, pelos pequenos negociantes e pela juventude”, explicou Duclésio Chico.

Entre as medidas a tomar, o Podemos sugere que as compensações recaiam sobre as gasolineiras e a redução do IVA.

“O Podemos defende uma abordagem mais ampla, equilibrada e socialmente responsável. O Estado deve partilhar o peso da crise com os cidadãos, reduzindo temporariamente parte da carga fiscal e dos custos administrativos que incidem sobre os combustíveis.Neste sentido, o Podemos propõe a redução temporária do IVA sobre combustíveis de 16% para uma faixa entre 10% e 12% durante o atual período de pressão inflacionária. A revisão extraordinária da taxa sobre combustíveis, com redução mínima de 30% sobre os valores atualmente aplicados. A redução das taxas e custos administrativos ligados ao manuseamento portuário, armazenamento e logística de distribuição. A revisão das margens excessivas de intermediação e distribuição no setor.  A criação de um mecanismo transparente de estabilização de preços que permita amortecer choques internacionais sem transferir integralmente o impacto para o consumidor final. E a implementação de incentivos à produção nacional e ao transporte coletivo, reduzindo a dependência estrutural da economia em relação aos custos dos combustíveis. ”

O Podemos também reagiu ao assassinato do membro do partido Analmola, Anselmo Vicente, ocorrido na província de Manica. 

“Moçambique não pode transformar-se num Estado onde o medo substitui a confiança e onde a impunidade encoraja o crime. É imperioso restaurar a autoridade da justiça, reforçar a segurança pública e devolver aos cidadãos a confiança nas instituições do Estado. Neste momento de dor, o Podemos endereça as suas mais sentidas condolências à família enlutada, ao Partido Anamola e a todos os amigos e companheiros do malogrado que encontrem força, união e conforto para enfrentar esta irreparável perda”.

O porta-voz do partido falava, esta quarta-feira, numa conferência de imprensa, na cidade de Maputo. 

Durante o balanço da sua participação na cerimónia de investidura do Presidente Yoweri Museveni, o Chefe do Estado sublinhou os laços construídos desde as lutas de libertação africanas, recordando que combatentes ugandeses, incluindo o homólogo Museveni, receberam formação militar em Moçambique, particularmente em Montepuez, na província de Cabo Delgado, defendendo o aprofundamento da cooperação política, histórica e económica entre os dois países.

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou, nesta terça-feira, em Kampala, que Moçambique pretende reforçar as relações históricas de amizade e cooperação com o Uganda, sublinhando que a experiência ugandesa no combate ao terrorismo poderá contribuir para os esforços moçambicanos de estabilização da província de Cabo Delgado.

As declarações foram feitas durante a conferência de imprensa de balanço da participação do Chefe do Estado moçambicano na cerimónia de investidura do Presidente do Uganda, Yoweri Kaguta Museveni, reeleito nas eleições de 15 de Janeiro de 2026.

Segundo o estadista, a deslocação a Kampala teve como principal objectivo reafirmar os laços históricos existentes entre Moçambique e Uganda, construídos desde os tempos das lutas de libertação africanas.

“A nossa relação com o Uganda é histórica. Como ouviram no discurso do Presidente Yoweri Museveni, os primeiros 80 combatentes da luta de libertação de Uganda foram treinados em Moçambique, incluindo o Presidente Yoweri Museveni”, declarou.

O Presidente da República destacou que o estadista ugandês possui um profundo conhecimento da província de Cabo Delgado, particularmente do distrito de Montepuez, onde recebeu formação militar durante a luta de libertação ugandesa.

“Ele conhece profundamente Montepuez, o centro onde treinou, e também conhece profundamente a província de Cabo Delgado. Até hoje tem muitas palavras em português, consegue conversar em português, dada a vida e o tempo que levou em Moçambique com os nossos combatentes da luta de libertação nacional, portanto, da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO)”, afirmou.

O governante moçambicano considerou que este legado histórico justificou plenamente a presença moçambicana na cerimónia de tomada de posse em Kampala, depois das eleições presidenciais ugandesas.

“Dada essa relação histórica, achamos que era extremamente importante marcar a nossa presença na tomada de posse, depois das eleições”, disse.

O Chefe do Estado referiu-se ainda ao facto de, durante o discurso de investidura, Yoweri Museveni ter sublinhado a relevância das relações entre Uganda, Tanzânia e Moçambique, evocando o papel histórico desempenhado pelos países da região nos movimentos de libertação africanos.

“Fez referência que o Uganda praticamente nasceu na Tanzânia e, como vocês sabem muito bem, o berço da liberdade de Moçambique é a Tanzânia. A Frente de Libertação de Moçambique foi constituída a 25 de Junho de 1962, em Tanganica, na altura, hoje República Unida da Tanzânia, daí a presença da Presidente Samia [Suluhu Hassan] nesta cerimónia e também a presença do Chefe do Estado moçambicano”, declarou.

O Presidente moçambicano explicou que o reforço da cooperação bilateral visa consolidar as relações políticas e históricas, mas também criar condições para uma maior cooperação económica entre os dois países.

“O objectivo é realmente reforçarmos cada vez mais as relações de amizade e cooperação entre os dois países, sobretudo porque as nossas relações históricas devem ser cada vez mais consolidadas para que o desenvolvimento económico que nós pretendemos, para criar melhores condições de vida para o povo moçambicano, possa realmente consolidar-se cada vez mais com estas relações”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de Moçambique beneficiar da experiência ugandesa no combate ao terrorismo, o Presidente Daniel Chapo reconheceu que o Uganda possui um percurso relevante nesta matéria, particularmente no enfrentamento de grupos armados extremistas no continente africano.

“Sim, como sabem, o Uganda tem uma experiência muito grande no combate ao terrorismo e também ouviram no discurso de tomada de posse do Presidente Yoweri Museveni, que ele conhece profundamente a província de Cabo Delgado, foi treinado em Cabo Delgado”, sublinhou.

A finalisar, Daniel Chapo disse que Moçambique considera o Uganda “um País que vale a pena contar com ele, ao nível do continente africano, para o combate ao terrorismo que estamos a enfrentar na província de Cabo Delgado”.

O Presidente a Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, disse estar convicto que a Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (AP-CPLP), sob a liderança de Moçambique, pode dar um contributo relevante para que esta comunidade promova uma mobilidade mais fácil, tornando-se assim um organismo capaz de promover mais trocas comerciais e desenvolvimento dos países membros.

Almeida, que falava nesta segunda-feira, em Sessão Solene na Sede do Parlamento moçambicano, por ocasião da sua visita oficial à Maputo, sublinhou que Luanda está pronta para acolher a XV Assembleia Plenária da AP- CPLP, sendo uma oportunidade para que os parlamentos dos estados membros reafirmem o pilar económico como determinante para o futuro da CPLP.

“É essencial que trabalhemos com celeridade para que a nossa instituição seja formalmente constituída em sede da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo condição essencial para a sua normalização” disse Almeida acrescentando que é importante que as agendas parlamentares priorizem temas que afligem o povo. 

O Presidente do Parlamento angolano destacou, ainda, a redução das desigualdades sociais, a construção de sociedades capazes de gerar oportunidades iguais para todos, a segurança alimentar, a redução da pobreza, o aumento do acesso e a melhoria da qualidade dos serviços de educação e de saúde, o aumento do acesso a água e a energia, a construção de mais infra-estruturas como questões essenciais para o desenvolvimento económico.

Num outro desenvolvimento do seu discurso, Almeida sublinhou que uma sociedade que discrimina as mulheres coloca de lado um dos principais activos para a promoção do desenvolvimento, por isso defende ser importante que se continue adoptando políticas com vista à promoção da mulher, como meio de corrigir desequilíbrios forjados pela história. 

“No Parlamento angolano existem 89 Deputadas representando cerca de 40 porcento de presença feminina”, disse, afirmando que a mulher é um pilar estruturante para estabilidade social e uma verdadeira guardiã da paz, jogando um papel extraordinário nas famílias e nas comunidades onde actua como motor de coesão social.

O deputado apelou, em seguida, aos parlamentos para que continuem a ser vozes activas e órgãos incentivadores da adopção de políticas e medidas para a geração de mais emprego, habitação, formação profissional e capazes de preparar os jovens para desafios do presente e futuro.

Para De Almeida, os legisladores devem acompanhar a revolução digital de modo a proteger a economia, a cultura e as nossas nações, para não correr o risco de os algoritmos definidos a milhares de distância determinem o curso do nosso destino. 

“Uma abertura ao mundo da informação global que não seja capaz de proteger o interesse nacional será uma abertura ao neocolonialismo”, disse De Almeida, acrescentando que os parlamentos devem ser guardiões da democracia representativa, defendendo ameaças de novos tempos que minam a credibilidade das instituições democráticas.

De Almeida destacou a importância de os parlamentos participarem na resolução pacífica de vários conflitos erguendo firme a sua voz no exercício da diplomacia parlamentar para que as armas cedam espaço ao diálogo e se compreenda que o mundo precisa mais de cooperação do que competição.

“Enquanto parlamentos juntemos energias nas diferentes plataformas parlamentares globais e regionais a favor de reformas profundas no sistema de governação global e África não pode continuar a assistir pela televisão, merece ser participante directo e relevante nos mais diferentes espaços de decisão estratégica global”, disse. 

A visita do Presidente da Assembleia Nacional de Angola termina na próxima quinta-feira, dia 30 de Abril.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, defendeu, nesta segunda-feira, em Maputo, a convicção de que a cooperação parlamentar, entre Moçambique e Angola, pode viabilizar as acções dos governos visando mitigar os efeitos das mudanças climáticas, contribuir para a estabilidade política e erradicar o terrorismo, factores que afectam as economias dos dois países, condicionando o desenvolvimento de África.

Falando à imprensa, momentos depois da assinatura de programa político de cooperação parlamentar entre os parlamentos de Moçambique e Angola, Talapa manifestou a total disponibilidade para colocar as relações entre os parlamentos de Moçambique e de Angola no mesmo estágio em que se encontram as relações entre os governos dos dois países.

“O Programa Político de Cooperação entre os nossos Parlamentos para o biénio 2026 -2027, preconiza, dentre varias acções, visita e troca de experiência entre as Comissões de Trabalho dos dois Parlamentos, nas áreas de interesse comum, tais como a experiência de refinaria de Petróleo; Segurança Alimentar, Coesão social, Gestão de Recursos Hídricos; Administração Parlamentar”, disse Talapa ajuntando que o programa preconiza, igualmente, a partilha de experiências na área de Imprensa e Comunicação Parlamentar.

No âmbito do programa, a Presidente do Parlamento moçambicano disse ser  vontade de Moçambique colher a experiência de Angola para a implantação de uma televisão parlamentar no parlamento moçambicano. 

“A Assembleia da República de Moçambique manifestou total apoio à candidatura de Angola para Vice-Presidente do Parlamento Pan Africano”, sublinhando que a posição de Moçambique fundamenta-se pela profundidade dos laços históricos que unem os dois países. Para Talapa importa, igualmente, assegurar a representatividade linguística na Mesa do Parlamento Pan-Africano.

Por sua vez, o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, agradeceu o convite dirigido pela Presidente do parlamento moçambicano e sublinhou a relevância do encontro para elevar a relação entre os povos e os parlamentos a níveis mais elevados de excelência.

“Moçambique e Angola partilham uma história longa e comum, bem como desafios que atravessam o passado e o presente”, afirmou Almeida sublinhando que esta ligação histórica fortalece o compromisso de ambos os países em continuarem unidos na construção de soluções conjuntas para o futuro.

No domínio da diplomacia parlamentar, Adão Francisco Correia de Almeida destacou ainda a importância da concertação de posições em fóruns internacionais, como a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e o Parlamento Pan-Africano. 

Segundo afirmou, a cooperação entre Angola e Moçambique nestes espaços é fundamental para a defesa de interesses comuns, enfatizando que “num contexto global marcado por desafios crescentes, a diplomacia parlamentar assume um papel essencial na promoção da democracia, do diálogo e da cooperação entre os povos”.

O Presidente da Assembleia Nacional de Angola reiterou o convite para que o Presidente da Assembleia da República de Moçambique realize uma visita oficial a Angola, reforçando o compromisso mútuo de continuidade do diálogo e da cooperação.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, efectua uma visita oficial à República Federal Democrática da Etiópia,  em resposta ao convite formulado pelo Chefe do Governo  daquele país. Trata-se da primeira visita do género que o Presidente  Daniel Chapo efectua à Etiópia, na qualidade de Chefe de  Estado. 

A visita do Presidente da República à Etiópia, visa avaliar  o estado da cooperação bilateral e abordar a situação política e  económica dos dois países, do continente africano e do mundo  em geral. 

Nesta deslocação, o Chefe do Estado far-se-á acompanhar  pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria  Manuela Lucas; da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume; da  Economia, Basílio Muhate; e da Agricultura, Ambiente e Pescas,  Roberto Mito Albino; bem como pelo Secretário de Estado dos  Transportes, Chinguane Sebastião Marcos Mabote; Embaixador  Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique  na Etiópia, Nuno Tomás; e por quadros da Presidência da  República e de outras instituições do Estado.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu a Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC). A realização insere-se no quadro do reforço do diálogo entre a FUNDEC e os órgãos de soberania do Estado. 

O encontro tem ainda como objectivo o em aprofundamento da cooperação da FUNDEC com entidades governamentais e legislativas, com vista a assegurar que as suas iniciativas técnicas, analíticas e estratégicas contribuam de forma efectiva para a formulação de políticas públicas e para o aperfeiçoamento do quadro legal e regulatório que rege a actividade económica nacional.

No âmbito do seu mandato institucional, a FUNDEC tem vindo a desenvolver iniciativas, com destaque para a produção de métricas económicas e empresariais concebidas para apoiar reformas e reforçar a tomada de decisão baseada em evidência.

Entre estas iniciativas, destacam-se instrumentos de inteligência económica orientados para a medição da competitividade empresarial, a avaliação do ambiente de negócios, a análise do emprego e da produtividade, bem como mecanismos de aferição da solidez e resiliência financeira das empresas.

Segundo o comunicado da FUNDEC, a audiência com a Presidente da Assembleia da República assume particular significado estratégico, tendo em conta o papel central deste órgão enquanto Casa Magna do Povo e instância legislativa suprema, determinante para o enquadramento jurídico das reformas económicas e institucionais necessárias ao fortalecimento do sector privado.

“A FUNDEC entende que o diálogo com o poder legislativo é essencial para que as iniciativas de inteligência económica e empresarial por si desenvolvidas possam contribuir para a construção de um quadro legal mais moderno, funcional e alinhado com as reais necessidades do sector empresarial moçambicano, promovendo maior previsibilidade, segurança jurídica, competitividade e atracção de investimento”, lê-se.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, diz que o progresso de Moçambique depende da valorização da mulher, e defende maior inclusão, investimento e reconhecimento do papel feminino no desenvolvimento do País.

Falando na segunda edição da Gala da Mulher, a Primeira-Dama de Moçambique destacou o simbolismo do evento como espaço de celebração das conquistas e das histórias de superação das mulheres moçambicanas.

“É com um encanto e um profundo sentimento de solidariedade que me junto a vós nesta segunda edição do Gala da Mulher. Hoje não celebramos apenas conquistas, celebramos histórias de vida. Celebramos as trajectórias marcadas por desafios, superação e, acima de tudo, por uma força transformadora: a força da mulher moçambicana”, afirmou.

Gueta Chapo sublinhou os múltiplos papéis desempenhados pelas mulheres no contexto nacional, desde o seio familiar até à participação activa na vida económica e social do País.

“Ser mulher, no nosso contexto, é muitas vezes carregar o peso de vários papéis. É ser o alicerce da família, o rosto da comunidade e a gente ativa no desenvolvimento do nosso País. E ainda assim, encontrar espaço para sonhar, escrever e abrir caminhos onde antes não existiam”, referiu.

A Primeira-Dama destacou ainda a coragem como elemento comum às trajetórias femininas, reforçando que a valorização da mulher é determinante para o progresso nacional.

“Cada mulher representa em si uma história única, uma história acompanhada de um valor comum, que é a coragem. A mulher moçambicana é corajosa. A mulher moçambicana é forte. É essa a força que hoje reconhecemos. É essa a força que hoje celebramos. A Gala da Mulher é mais do que um evento; é um símbolo, um espaço de afirmação onde se reconhece que o progresso de Moçambique passa necessariamente pela valorização da mulher”.

Na ocasião, defendeu que o investimento na mulher tem efeitos diretos no fortalecimento das famílias e das comunidades, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado.

“Quando investimos na mulher, investimos na família. Quando fortalecemos a mulher, fortalecemos a comunidade. E quando damos voz à mulher, estamos a construir um futuro mais justo e, acima de tudo, equilibrado para todos.”

A Primeira-Dama sublinhou igualmente os desafios associados à persistência e à manutenção do foco na concretização dos sonhos. “Sonhar não é difícil […]. Todos nós podemos sonhar. Temos que continuar firmes para podermos alcançar aquilo que nós desejamos”.

Por fim, apelou à continuidade da liderança feminina e ao reforço de iniciativas de valorização da mulher, destacando a importância da inclusão e da solidariedade na construção do futuro do País.

A Primeira-Dama apelou às mulheres para que continuem a liderar, a transformar o país e a superar barreiras, tendo igualmente dirigido uma palavra de apreço aos organizadores da gala pela criação de um espaço relevante de valorização e visibilidade da mulher moçambicana, manifestando o desejo de que a iniciativa cresça e alcance cada vez mais mulheres em todo o País.

“Queridas mulheres, queridas irmãs e amigas: o futuro de Moçambique constrói-se com inclusão, equidade e oportunidade para todos. E esse futuro exige que continuemos a acreditar, a apoiar e a investir na mulher moçambicana. Que esta noite nos inspire a fazer mais, a sermos mais solidários e, acima de tudo, a caminharmos juntas, porque juntas somos mais fortes”.

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