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O Presidente da República, Daniel Chapo, deslocou-se hoje à Nunciatura Apostólica, em Maputo, onde expressou solidariedade à Igreja Católica pelo assassinato do Bispo da Diocese de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, sublinhando o pesar do Estado moçambicano e a condenação do crime, enquanto reafirmava o compromisso do Governo com o esclarecimento das circunstâncias do ocorrido e a preservação das históricas relações entre Moçambique e a Santa Sé. 

A visita do Chefe do Estado ocorre num momento de luto para a Igreja Católica em Moçambique e para o país, que perde uma figura religiosa o estadista moçambicano a descreve como dedicada ao serviço pastoral e à comunidade, num contexto em que continuam em curso as cerimónias e homenagens fúnebres. Na Nunciatura Apostólica, residência do representante do Vaticano em Moçambique, o Presidente da República foi recebido pelo Núncio Apostólico, Dom Luís Miguel Muñoz Cárdaba, a quem expressou pessoalmente condolências em nome do Governo e do povo moçambicano. 

“Como sabe, quando recebemos esta triste notícia estávamos fora do país, em Washington. Voltámos ontem e hoje achámos que devíamos vir prestar os nossos sentimentos, as nossas condolências à Igreja Católica. Perdemos um bispo, que é homem de Deus, humilde para quem conheceu-lhe. E achamos que Moçambique, tendo uma excelente relação com o Vaticano, uma relação histórica, devíamos vir aqui à residência do nosso Núncio Apostólico, que é representante do Vaticano na República de Moçambique”. 

O Chefe do Estado prosseguiu, destacando a relação entre Moçambique e a Santa Sé e reiterando as condolências institucionais. “E, como sabe muito bem, temos excelente relação com a Igreja Católica e a Santa Sé. Nós queríamos, mais uma vez, não só prestar as nossas condolências à Igreja Católica, mas à família enlutada e a todo o povo moçambicano”. No mesmo contexto, o Presidente da República sublinhou que o Governo está a desenvolver diligências para o esclarecimento do caso, reiterando que as autoridades vão continuar a trabalhar na investigação dos motivos e da autoria do crime hediondo, que condena veementemente, de forma a evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer no país.  

“Temos 50 anos de independência, vamos fazer 51 anos no dia 25 de Junho. É uma coisa que, durante todos esses anos de independência, nunca aconteceu e não pode, nem deve voltar a acontecer mais uma vez. Por isso continuamos a trabalhar, as investigações estão em curso para apurar a responsabilidade”. O estadista reiterou ainda a solidez das relações institucionais e diplomáticas entre Moçambique e o Vaticano, sublinhando que os laços com a Santa Sé e com a Igreja Católica permanecem intactos. 

Assegurou igualmente que o Governo continuará a prestar solidariedade e todo o apoio necessário para a realização das cerimónias fúnebres em condições adequadas, bem como à família enlutada. A visita insere-se no quadro das relações históricas de cooperação entre Moçambique e a Igreja Católica, através da Santa Sé, que têm sido caracterizadas por diálogo institucional contínuo e colaboração em áreas sociais e humanitárias.

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Uma missão empresarial da Ilha de Mayotte, território ultramarino francês localizado no Oceano Índico, está em Moçambique à procura de oportunidades de investimento e parcerias de negócios, trazendo uma carteira avaliada em cerca de 10 milhões de euros.

A iniciativa foi apresentada durante um encontro de negócios promovido pela Fundação para a Competitividade Empresarial, que reuniu empresários, representantes governamentais, instituições financeiras e agentes económicos moçambicanos e franceses.

A delegação é composta por 23 empresários interessados sobretudo nos sectores do agro-negócio, agro-indústria, logística, importação e exportação, áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento das relações económicas entre os dois mercados.

Segundo o chefe da missão empresarial, Soiferat El Hadad, o interesse em reforçar a cooperação com Moçambique surgiu após os impactos provocados pelo ciclone Chido, que expôs limitações no abastecimento alimentar da ilha.

“Viemos aqui com os nossos empresários para trabalhar a vertente agro-alimentar. Verificámos as nossas limitações quando houve o ciclone Chido. Percebemos que, do ponto de vista alimentar, éramos muito limitados”, afirmou.

O responsável explicou que a missão pretende identificar fornecedores, estabelecer parcerias comerciais e criar ligações marítimas mais eficientes entre Mayotte e Moçambique.

“Viemos também com empresas de importação e exportação para ver o que podemos levar para Mayotte por via marítima, de modo a que as ligações entre Moçambique e Mayotte sejam suficientemente fortes”, acrescentou.

Por sua vez, o presidente da FUNDEC, Agostinho Vuma, destacou que o principal objectivo do encontro é aproximar empresários dos dois mercados e facilitar a concretização de parcerias duradouras.

“O nosso objectivo é criar a conexão entre essas empresas. Queremos que estes contactos não morram por aqui e que resultem em investimentos concretos”, afirmou.

Segundo Agostinho Vuma, a missão empresarial francesa manifestou ainda a disponibilidade de mobilizar um fundo estimado em cerca de 10 milhões de euros para apoiar iniciativas empresariais que venham a surgir desta cooperação.

O encontro serviu igualmente para apresentar o potencial económico de Moçambique. O presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional de Investimento, Omar Mithá, destacou os desafios e oportunidades da economia nacional, abordando questões ligadas à inflação, dependência das importações e necessidade de diversificação produtiva.

Já o representante da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações, António Macamo, apresentou os incentivos disponíveis para investidores e defendeu uma maior aposta na industrialização como forma de agregar valor aos recursos nacionais.

Mais do que um espaço de apresentações institucionais, o encontro B2B permitiu contactos directos entre empresários moçambicanos e franceses, abrindo caminho para novas oportunidades de investimento, transferência de conhecimento e fortalecimento das relações económicas entre Moçambique e a Ilha de Mayotte.

A iniciativa integra os esforços de promoção do investimento privado e decorre paralelamente às actividades do Fórum de Negócios Global Gateway Moçambique–União Europeia, que reúne delegações empresariais de vários países interessados no mercado moçambicano.

O Governo de Moçambique e o Banco Mundial assinaram, nesta terça-feira, em Maputo, cinco acordos de financiamento avaliados em mais de 450 milhões de dólares norte-americanos, destinados a reforçar a resposta aos desafios económicos e sociais que o país enfrenta.

Os acordos para a subvenção de 450 milhões de dólares foram formalizados durante uma audiência concedida pela primeira-ministra a uma delegação do Banco Mundial, liderada pelo director-geral e director de Conhecimento da instituição internacional.

Segundo a ministra das Finanças, Carla Louveira, os novos financiamentos surgem como resposta aos recentes choques macroeconómicos que afectaram o País, com destaque para as cheias registadas no início do ano e os impactos do conflito no Médio Oriente.

“Um dos aspectos principais a que o Banco Mundial visa responder é a preocupação com os recentes choques macroeconómicos que Moçambique enfrentou, nomeadamente o impacto das mudanças climáticas e os efeitos do conflito no Médio Oriente na nossa economia”, afirmou a governante.

Carla Louveira explicou que os acordos abrangem quatro áreas estratégicas de intervenção: protecção social, agricultura e agro-negócio, educação, bem como recursos hídricos e saneamento.

De acordo com a ministra, foi aprovado um financiamento adicional de 155 milhões de dólares para a área da protecção social e um reforço de 50 milhões de dólares para a agricultura e agro-negócio. Foi igualmente disponibilizada uma subvenção de 300 milhões de dólares destinada aos sectores da educação, protecção social, recursos hídricos, saneamento e agricultura.

“O mecanismo desenhado vai permitir um desembolso e uma execução imediata, possibilitando uma resposta rápida para a melhoria da actividade económica e das condições de vida da população”, destacou.

Por sua vez, o director-geral do Banco Mundial, Paschal Donohoe, disse que os novos acordos representam um importante reforço do apoio da instituição ao País.

“Hoje assinámos acordos que totalizam mais de 450 milhões de dólares em subvenções para apoiar as pessoas e a economia de Moçambique”, afirmou.

O responsável acrescentou que os financiamentos pretendem criar condições para o desenvolvimento do capital humano e para a geração de oportunidades de emprego.

“Estes acordos reflectem a forma como podemos trabalhar melhor em conjunto para dotar os moçambicanos das competências necessárias para terem melhores oportunidades de emprego no futuro”, sublinhou.

Os novos financiamentos enquadram-se no Quadro de Parceria Económica recentemente anunciado pelo Banco Mundial para Moçambique, avaliado em 10 mil milhões de dólares norte-americanos, dos quais quatro mil milhões serão destinados ao sector privado e seis mil milhões ao sector público.

Com a assinatura destes acordos, o Governo e o Banco Mundial reforçam a cooperação com vista à promoção da estabilidade macroeconómica, crescimento económico e melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

O Presidente da República reúne amanhã, quarta-feira, no Gabinete da  Presidência da República, o Conselho de Estado

O Conselho do Estado é um órgão político de consulta do Presidente  da República, presidido pelo Chefe do Estado, cuja principal função é  aconselhar o Alto Magistrado da Nação no exercício das suas funções  políticas e em matérias de interesse nacional.  

O órgão integra todos os presidentes dos partidos políticos com assento  na Assembleia da República, antigos Chefes de Estado, o Provedor de  Justiça, antigos Presidentes do Parlamento e ainda o segundo  candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais e por figuras  de reconhecida experiência nacional e internacional. 

Moçambique e Itália reafirmaram o compromisso de aprofundar as relações económicas e empresariais durante o Fórum de Negócios Moçambique-Itália, realizado esta semana na cidade de Maputo. O encontro reuniu empresários dos dois países para discutir oportunidades de investimento, comércio e cooperação em sectores estratégicos da economia.

O fórum incidiu particularmente sobre as áreas da construção civil, transportes e logística, consideradas fundamentais para impulsionar o crescimento económico e fortalecer as ligações comerciais entre Moçambique e o mercado europeu.

Durante o encontro, foram apresentadas as potencialidades económicas dos dois países, com destaque para as oportunidades de negócio associadas à localização estratégica de Moçambique e à sua rede de corredores logísticos que servem vários países da região austral de África.

Na ocasião, o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, desafiou os empresários italianos a apostarem no mercado moçambicano, defendendo que o País oferece vantagens competitivas únicas na região.

“Moçambique é um dos poucos países da região que dá acesso a sete países do interior. A questão que colocamos é por que razão não conseguimos transformar os nossos corredores logísticos em verdadeiros motores de desenvolvimento económico”, afirmou.

O governante considerou que o momento é oportuno para a entrada de novos investidores, sublinhando que o Governo está empenhado em promover a transformação económica através de projectos estruturantes e da valorização das infra-estruturas logísticas.

“A vossa presença aqui é fundamental. Queremos mostrar aquilo que estamos a fazer e como podem juntar-se a nós neste desafio da transformação económica”, acrescentou.

Por sua vez, o Embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, destacou a importância do reforço da cooperação económica bilateral e manifestou a intenção do seu País de aprofundar as parcerias existentes.

“O nosso partenariado económico, que queremos reforçar em todos os sectores, começa pelas infra-estruturas. Moçambique é um eixo logístico e infra-estrutural cada vez mais relevante em África”, afirmou o diplomata.

Segundo Gabriele Annis, a cooperação entre Itália e os países africanos enquadra-se numa estratégia de desenvolvimento partilhado, assente na criação de oportunidades de crescimento económico sustentável e benefício mútuo.

O Fórum de Negócios Moçambique-Itália decorreu no âmbito da missão empresarial italiana que participa no Fórum de Negócios Global Gateway Moçambique–União Europeia, uma iniciativa que visa promover investimentos, fortalecer parcerias empresariais e estimular o desenvolvimento de projectos estratégicos no País.

O encontro reforçou a intenção de Moçambique e Itália de consolidarem as relações económicas, aumentar o investimento privado e explorar novas oportunidades de negócio em sectores considerados prioritários para o desenvolvimento dos dois países.

O protesto dos operadores de transporte semicolectivo de passageiros contra a nova tarifa de transporte interdistrital degenerou em bloqueio de vias no distrito de Manjacaze, província de Gaza, culminando com a detenção de quatro indivíduos apontados pelas autoridades como líderes do movimento.

A manifestação ocorreu poucos dias após a entrada em vigor da nova tabela de preços, com aumentos que, segundo os transportadores, não acompanham a escalada dos custos operacionais, sobretudo dos combustíveis.

Em Manjacaze, os manifestantes interromperam a circulação rodoviária, impedindo a passagem de viaturas e provocando constrangimentos a centenas de passageiros.

“A situação do combustível está muito mal. Nem conseguimos trabalhar. Não é fácil trabalhar e ainda há perspectivas de aumento dos preços dos combustíveis”, lamentou um dos transportadores envolvidos no protesto.

O bloqueio afectou o transporte de pessoas e mercadorias, deixando passageiros retidos ao longo da via, incluindo doentes e mulheres grávidas que necessitavam de deslocação urgente.

“Não sei como chegar a casa com o doente. A estrada está bloqueada, os transportes não estão a passar e não temos alternativa”, relatou um passageiro afectado.

A Associação dos Transportadores Rodoviários de Gaza (ASTROGAZA) distanciou-se da acção e condenou o bloqueio das estradas, considerando que a medida prejudicou a população e desrespeitou os mecanismos de diálogo existentes entre o sector e o Governo.

A porta-voz da associação, Apolinária Mondlane, afirmou que a organização tentou persuadir os manifestantes a desistirem da paralisação.

“Conversámos com eles para não bloquearem a estrada. Temos doentes, pessoas que precisam de assistência e até mulheres prestes a dar à luz, mas não quiseram ouvir-nos”, declarou.

A responsável apelou ainda aos transportadores para que evitem actos de violência e bloqueios, defendendo que eventuais preocupações relacionadas com os custos da actividade devem ser tratadas através dos canais institucionais.

Entretanto, a intervenção das autoridades resultou na detenção de quatro indivíduos suspeitos de liderarem a mobilização que culminou com o encerramento da estrada.

Os detidos negam qualquer participação na organização do protesto, alegando que apenas se encontravam no local quando a via já estava bloqueada.

Apesar disso, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) afirma possuir elementos que ligam os suspeitos à planificação e execução da acção.

O porta-voz do SERNIC em Gaza, Zaqueu Mucambe, explicou que os quatro cidadãos foram identificados através de um trabalho de investigação e captura realizado pelas autoridades.

“Há indicações de que estes indivíduos estiveram na linha da frente da criação dos bloqueios e cobravam valores monetários para permitir a passagem de outros transportadores”, afirmou.

Segundo o SERNIC, o grupo terá montado uma espécie de portagem ilegal ao longo da estrada que liga Xai-Xai aos distritos de Manjacaze e Chibuto, condicionando a circulação de viaturas mediante pagamento.

O incidente constitui o primeiro foco de contestação registado em Gaza desde a implementação da nova tabela de preços de transporte interdistrital e surge numa altura em que o sector continua a adaptar-se às recentes alterações aprovadas pelas autoridades.

Pelo menos 3.102 pessoas foram afectadas pela queda de granizo que atingiu, no último sábado, o distrito de Muembe, província do Niassa, provocando danos em 892 habitações e deixando nove feridos, segundo dados das autoridades provinciais.

O fenómeno climático extremo afectou um total de 878 famílias e causou prejuízos significativos em infra-estruturas públicas e privadas, com destaque para a destruição da cobertura da maternidade da Unidade Sanitária de Chiuajuta, comprometendo temporariamente a prestação de serviços de saúde materno-infantil naquela região.

Na sequência dos estragos, a Governadora do Niassa, Elina Judite Massengele, deslocou-se ao distrito no domingo para avaliar a situação e prestar solidariedade às populações afectadas.

Durante a visita, a governante assegurou que o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em coordenação com outros sectores do Governo, já está a mobilizar assistência de emergência para as famílias atingidas, bem como recursos para a reposição urgente da maternidade danificada.

“A prioridade é garantir o rápido restabelecimento dos serviços de saúde e apoiar as comunidades afectadas”, indicou a governadora, citada numa nota divulgada pelo Executivo Provincial.

As autoridades provinciais referem que continuam a acompanhar a evolução da situação no terreno, ao mesmo tempo que decorrem esforços para a recuperação das infra-estruturas afectadas e o reforço da capacidade de resposta das comunidades perante eventos climáticos extremos.

O Governo Provincial sublinha que a ocorrência constitui mais um desafio associado às alterações climáticas, defendendo a necessidade de investir na resiliência das populações e na protecção das infra-estruturas essenciais.

O presidente do Conselho Municipal da Cidade da Maxixe, Issufo Francisco, manifestou indignação face ao abandono de obras públicas por parte de empreiteiros contratados pelo município e garantiu que a edilidade está a avançar com a rescisão dos contratos e a recuperação dos valores desembolsados pelo Estado.

Segundo o autarca, foram identificadas pelo menos duas empresas que receberam financiamento para executar obras de infra-estruturas, mas não demonstraram capacidade técnica nem financeira para concluir os projectos, deixando prejuízos para o município e para os munícipes.

“Não podemos tolerar empreiteiros irresponsáveis, empreiteiros que fazem obras sem qualidade e que não terminam as obras”, afirmou Issufo Francisco.

De acordo com o edil, um dos contratos remonta a 2023 e outro a 2022, mas, passados vários anos, as empreitadas continuam inacabadas. Numa das obras, a empresa executou apenas cerca de 500 metros de estrada, enquanto noutra avançou apenas 600 metros, sem conseguir concluir os trabalhos previstos.

“Há empreiteiros que têm contratos com o município desde 2022 e 2023 e, até hoje, não conseguiram terminar obras de apenas 500 ou 600 metros”, criticou.

Perante a situação, o Conselho Municipal decidiu avançar com a rescisão dos contratos. Segundo Issufo Francisco, um dos processos já está a ser tratado por mútuo acordo, enquanto a segunda empresa foi igualmente notificada para a cessação da relação contratual.

O autarca revelou ainda que as empresas receberam pagamentos superiores ao nível de execução física das obras, pelo que a edilidade irá accionar todos os mecanismos legais para recuperar os recursos públicos.

“Tem uma execução financeira maior do que a execução física do próprio trabalho. Em outras palavras, estão a dever ao Estado Municipal o cumprimento das obras”, declarou.

As declarações foram feitas à margem de uma cerimónia de entrega de sementes de hortícolas e tubérculos a produtores da Zona Verde da Maxixe, uma iniciativa municipal destinada a impulsionar a produção agrícola local.

Na ocasião, Issufo Francisco destacou a importância do programa para o reforço da segurança alimentar e para a geração de rendimento das famílias produtoras.

A Assembleia da República vai ter uma academia parlamentar digital, para a profissionalização dos deputados e parlamentares. A informação foi anunciada nesta terça-feira, após a assinatura de um memorando de entendimento entre a casa do povo e a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, FDC.

A Assembleia da República assinou, na manhã desta terça-feira, três memorandos de entendimento com instituições públicas e privadas, com a visão de fortalecimento institucional.

O primeiro vice-presidente da Casa do Povo referiu-se ao evento como parte do compromisso da AR na consolidação da democracia, através do envolvimento de toda a sociedade.

“A democracia representativa não se esgota na realização periódica de eleições. Ela consolida-se através de instituições fortes, de parlamentares preparados, de funcionários parlamentares qualificados, de cidadãos informados e de uma permanente articulação entre o Estado, as instituições públicas e a academia, as organizações da sociedade civil e os parceiros de desenvolvimento.”

Com a missão de capacitar os deputados e demais parlamentares, a casa do povo rubricou acordos com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, FDC, um parceiro antigo, com perspectivas futuristas.

António Mahumane, secretário-geral da AR, que rubricou o acordo, considera pertinente, uma vez que “prevê a criação de uma plataforma de articulação com as organizações da sociedade civil e redes de advocacia que trabalham nas áreas da criança, da juventude e da mulher, bem como o estabelecimento de um mecanismo formal e funcional para o aproveitamento integral de pesquisas produzidas por tais organizações”.

A FDC, após a troca de pastas, representada pelo seu administrador-delegado, vê na acção uma oportunidade para o fortalecer a democracia e enriquecer a actuação da Assembleia da República.

“Renovamos hoje o nosso compromisso de continuar a caminhar ao lado da Assembleia da República, procurando soluções inovadoras, partilhando conhecimento e construindo pontes entre o desenvolvimento, as comunidades e os diversos actores de desenvolvimento. Olhando para o futuro, queremos dar mais um passo importante através da criação de uma academia parlamentar digital, uma plataforma de aprendizagem que permitirá à Assembleia da República desenvolver o seu próprio currículo de formação, disponibilizar cursos de elevada qualidade e promover processos de certificação reconhecidos e credíveis”, disse Diogo Milagre.

Quem também quer partilhar conhecimentos com os representantes do povo é a Universidade Joaquim Chissano. Esta instituição comprometeu-se a formar os deputados.

“A nossa parceria sente-se em três grandes pilares. O primeiro é a promoção da inovação e da modernização institucional através da adopção de soluções e abordagens inovadoras que contribuam para o aperfeiçoamento da actividade legislativa e administrativa. O segundo consiste no fortalecimento das capacidades humanas e técnicas buscadas da Assembleia da República, reconhecendo que são as pessoas o principal activo de qualquer instituição e a garantia da qualidade dos serviços prestados ao Estado e aos cidadãos. O terceiro pilar centra-se na pesquisa científica, na produção e disseminação do conhecimento e na identificação de boas práticas internacionais”, listou João Gabriel de Barros, reitor da UJC.

 

AR e IDEA reforçam capacitação parlamentar

A Assembleia da República (AR) e o Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional) assinaram, nesta terça-feira, dia 09, em Maputo, um memorando de entendimento que visa fortalecer a capacidade do Parlamento e promover a formação contínua de deputados e funcionários parlamentares.

O secretário-geral da Assembleia da República, António Mahumane, disse que o memorando de entendimento assinado representa a materialização do objectivo comum de consolidação de uma parceria que já vem desde 2019, no âmbito do programa então denominado “Apoio à Consolidação da Democracia em Moçambique”.

“A relevância e actualidade das questões associadas à capacitação e formação, enquanto investimento no capital humano, suscita-nos um interesse especial, e é neste contexto que a Assembleia da República tem despendido um esforço inexcedível de gestão orçamental para que o processo de formação de deputados e funcionários seja possível e sustentável”, sublinhou o secretário-geral da Assembleia da República.

De acordo com o secretário-geral da Assembleia da República, a formação e a capacitação constituem investimentos estratégicos para responder aos desafios crescentes da actividade parlamentar e garantir maior eficiência no desempenho das funções legislativa, fiscalizadora e representativa.

“O memorando de entendimento que acabamos de rubricar, cujo objectivo é o de estabelecer uma relação de cooperação mútua, para fortalecer a Assembleia da República, os seus processos e capacidade humana, bem como atender ao fortalecimento dos conhecimentos dos Deputados e funcionários, nas diferentes vertentes da actividade parlamentar, é revelador do nosso reconhecimento comum de que a formação e a capacitação são essenciais para o desenvolvimento e o progresso”, disse Mahumane.

O Secretário-Geral acrescentou que, por essa via, “somos colocados perante o desafio de respondermos às novas exigências do Parlamento, de modo a formarmos Deputados e quadros competentes e mais aptos a desenvolverem as suas actividades de acordo com as necessidades e interesses institucionais e, acima de tudo, do país”.

Por seu turno, o Chefe da Missão do Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA) Miguel Brito reiterou o compromisso de continuar a apoiar iniciativas voltadas para o fortalecimento institucional do Parlamento moçambicano, contribuindo para a consolidação da democracia e da boa governação no país.

“Nos próximos dois anos, a cooperação prevista neste memorando incidirá em áreas estratégicas, incluindo reforço das capacidades dos deputados e das suas posições de trabalho, fortalecimento do secretariado-geral, incluindo a modernização de procedimentos e desenvolvimento das capacidades de pesquisa e de assistência à produção legislativa, promoção de uma Assembleia cada vez mais aberta e próxima dos cidadãos, apoio à digitalização da produção legislativa, promovendo eficiência, melhor acesso à informação e sustentabilidade e consolidação do papel do Parlamento na promoção da igualdade de género, empoderamento da mulher e participação da juventude”, disse Brito.

O Chefe da Missão do Internacional IDEA explicou que, o memorando prevê ainda mecanismos bilaterais de planificação e monitoria de implementação para garantir eficácia, eficiência e alinhamento permanente com as prioridades institucionais da Assembleia da República, o que constitui princípios de uma parceria genuína.

Vários ataques israelitas causaram nove mortos e três dezenas de feridos na cidade libanesa de Tiro, a cerca de 80 quilómetros a sul de Beirute, noticiou esta terça-feira a agência estatal libanesa NNA. Os ataques ocorreram depois de as forças israelitas terem emitido ordens de evacuação de várias zonas da cidade milenar, incluindo pela primeira vez o bairro cristão.

Alguns dos feridos ficaram em estado grave e as autoridades libanesas admitiram a possibilidade de o número de mortos aumentar nas próximas horas, de acordo com agência espanhola Europa Press (EP).

Um dos ataques atingiu na manhã desta terça-feira um bairro de Tiro onde se encontra a mesquita de Rifai, noticiou o jornal libanês L’Orient-Le Jour.

A mesquita localiza-se a menos de 200 metros de um dos locais arqueológicos mais importantes de Tiro, classificada como património da humanidade pela UNESCO desde 1984.

Apenas alguns minutos antes dos ataques, o exército israelita divulgou novas ordens de evacuação para Tiro e várias localidades, bem como para campos de refugiados palestinianos próximos.

“Alerta urgente aos residentes da cidade de Tiro, incluindo o bairro cristão, e aos campos e bairros circundantes”, disse o porta-voz em árabe do exército israelita, Avichai Adrai.

“Perante as violações do cessar-fogo por parte do grupo terrorista Hezbollah e os ataques à frente interna israelita, o exército vê-se obrigado a agir contra ele com força”, avisou.

O porta-voz militar israelita aconselhou os residentes das zonas a sair de casa e a dirigir-se para o norte do rio Zahrani.

“A vossa presença perto de elementos do Hezbollah ou das suas instalações ou meios de combate põe em perigo a vossa vida”, alertou.

Justificou que as alegadas actividades do Hezbollah no bairro cristão de Tiro eram a causa da intervenção militar numa zona que até há pouco tempo tinha ficado excluída das ordens de evacuação.

Os governos libanês e israelita alcançaram na semana passada um acordo sobre um mecanismo para aplicar um cessar-fogo no Líbano, que foi arrastado para a guerra pelos ataques do Hezbollah contra Israel em apoio ao Irão.

O acordo implicava que o Hezbollah pusesse fim aos ataques contra Israel e se retirasse para o Norte do rio Litani.

O grupo xiita libanês apoiado pelo Irão recusou estas condições por o acordo não contemplar a retirada das tropas israelitas do Sul do Líbano nem mecanismos de garantias.

O Hezbollah assegurou, por isso, que manteria as operações, o que levou Israel a continuar os bombardeamentos, incluindo um no domingo contra Beirute.

A capital libanesa deveria estar fora dos objectivos militares israelitas na sequência do acordo e o ataque levou a que o Irão lançasse uma bateria de mísseis contra território israelita.

Os ataques iranianos provocaram uma resposta israelita, desencadeando um intercâmbio de confrontos pela primeira vez desde o cessar-fogo em vigor desde 08 de Abril no Irão, por acordo de Teerão com os Estados Unidos.

Israel e o Irão concordaram na segunda-feira cessar os ataques após uma exigência nesse sentido por parte dos Estados Unidos.

As forças armadas iranianas anunciaram que suspenderiam os ataques, mas advertiram para uma resposta caso Israel continuasse com os bombardeamentos contra o Líbano.

Estes desenvolvimentos ocorrem no meio de conversações entre Teerão e Washington para alcançar um acordo de paz que encerre a guerra desencadeada pela ofensiva israelo-americana de 28 de Fevereiro contra o Irão.

O Irão está há semanas a advertir contra as acções israelitas no Líbano e na Faixa de Gaza sob o argumento de que o acordo de cessar-fogo alcançado em Abril com os Estados Unidos cobria toda a região.

Israel considerou o Líbano excluído do acordo, intensificou os bombardeamentos contra o Hezbollah e acelerou a invasão do País vizinho do Norte.

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