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Carlos Martins e Duarte Casimiro, actual e antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, consideram que o Governo devia recuar e suspender o decreto que clarifica a fixação de regalias  para antigos Chefes do Estado. Os juristas entendem que não há condições, neste momento, para o país oferecer tais regalias.

Carlos Martins concorda que os antigos Chefes do Estado tenham um tratamento especial, mas considera que, neste momento, não é oportuno.

“Esta onda de críticas resultam de uma tensão muito profunda dentro da nossa sociedade relativamente a questões de desigualdades sociais e privilégios das elites. Não é propriamente uma questão de dar ou não dar dignidade aos nossos ex-dirigentes, que até o merecem, mas é uma questão efectiva de prioridade, num país com desigualdades gritantes. Com a falta de recursos, são questionáveis estes tipos de regalias”, explicou.

Um questionamento fundamentado por Duarte Casimiro, que acrescenta que “a medida por si só pode ser tomada, mas numa fase como esta em que as coisas não estão muito bem em termos sociais, parece-me um pouco descontextualizado”.

Os juristas sugerem que o Governo tome em consideração as críticas da sociedade, desde que o assunto passou a ser matéria de reflexão, e recue da sua decisão.

“Nós entendemos que devemos fazer uma reflexão sobre esta decisão do Governo e voltar para trás. Recuar de uma decisão não é um sinal de fraqueza, é um sinal de reflexão, é um sinal de amadurecimento. Portanto, nós entendemos que o clamor da sociedade deve ser ouvido e mesmo os antigos chefes de Estado devem refletir também. É verdade que não foram eles que decidiram, mas devem refletir se faz sentido efectivamente isto num contexto em que Moçambique enfrenta questões como falta de medicamentos, pagamentos de salários em atraso, se faz sentido este tipo de regalias.” Sugeriu Carlos Martins, Bastonário da Ordem dos Advogados.

O Decreto do Conselho de Ministros que uniformiza o tratamento dos antigos Chefes do Estado determina, entre outros benefícios, a alocação de um total de oito viaturas, salário, férias anuais com direito a viagem suportada com fundos públicos e plano de saúde. 

 

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O Papa Leão XIV apelou, este domingo, em Luanda, à construção de um País, ainda marcado pelo passado da guerra, onde as antigas divisões sejam superadas para sempre e o ódio e a violência desapareçam.

O apelo foi feito pelo Santo Padre, na homilia da celebração eucarística, que se realizou na centralidade do Kilamba, província de Luanda, no segundo dia da visita que o Papa Leão XIV cumpre em Angola, no quadro da sua primeira visita apostólica a África.

Para as mais de 600 mil pessoas que participaram na missa campal, o Papa Leão XIV fez uma analogia do Evangelho dos discípulos de Emaús e a história de Angola, um “país belíssimo e ferido, que tem fome de sede, de esperança, de paz, de fraternidade”.

“Na verdade, ao longo do caminho, a conversa dos dois discípulos, que recordam com desânimo o que aconteceu ao seu mestre, traz à memória a dor que marcou o vosso país. Uma longa guerra civil, com o seu rasto de inimizades e divisões, de recursos desperdiçados e de pobreza”, disse o sumo pontífice.

Segundo o Papa Leão XIV, “quando durante muito tempo se permanece imerso numa história tão marcada pela dor, corre-se o mesmo risco dos dois discípulos de Emaús – perder a esperança e ficar paralisado pelo desânimo”.

De acordo com o Papa, “as consequências ainda difíceis que os angolanos suportam”, nomeadamente os problemas sociais e económicos e as diversas formas de pobreza exigem uma presença de uma Igreja que saiba estar próxima do caminho e saiba ouvir o clamor dos seus filhos.

“Uma Igreja que, como a luz da palavra e o alimento da eucaristia, saiba reactivar a esperança perdida, uma Igreja feita de pessoas como vós, que se doam tal como Jesus parte o pão para os dois discípulos de Emaús”, disse.

O sumo pontífice disse que Angola precisa de bispos, sacerdotes, missionários, religiosas e religiosos, leigas e leigos que tenham no coração o desejo de repartir a sua vida, doá-la uns aos outros, desempenhar no amor e no perdão mútuos.

“De construir espaços de fraternidade e de paz, de realizar gestos de compaixão e solidariedade para com quem mais precisa”, acrescentou, vincando a necessidade de se construir um País “onde as antigas divisões sejam superadas para sempre, onde o ódio e a violência desapareçam, onde a chaga de corrupção seja curada por uma nova cultura de justiça e partilha”.

“Só assim será possível um futuro de esperança, sobretudo para os muitos jovens que a perderam”, disse o Papa Leão XIV, exortando ainda a necessidade de se olhar para o futuro com a esperança de construir a esperança de um futuro.

O Papa Leão XIV fez também uma alusão às questões do sincretismo, considerando que “é necessário estar sempre atento às formas de religiosidade tradicional”.

“Que certamente pertencem às raízes da vossa cultura, mas que, ao mesmo tempo, correm o risco de confundir, misturar elementos mágicos e supersticiosos, que não ajudam no caminho espiritual”, frisou o Papa.

O Santo Padre apelou à comunidade religiosa a permanecer fiel ao que a Igreja ensina, a confiar nos pastores e a manter “o olhar fixo em Jesus”.

Com a presença de mais de mil bombeiros, a missa campal contou com um grupo coral de mais de 500 vozes e o apoio de 1.900 escuteiros.

Depois da missa campal, o Papa Leão participa também, no santuário da Muxima, província de Icolo e Bengo, no acto de recitação do terço.

O Papa Leão XIV chegou ao início da tarde de sábado a Luanda e foi recebido no aeroporto pelo Presidente angolano, João Lourenço, por autoridades civis e religiosas, nesta que é a sua primeira visita apostólica a África, que se iniciou na segunda-feira, na Argélia, tendo já passado pelos Camarões e agora Angola, terminando na Guiné Equatorial.

João Lourenço pede “fim da guerra” e apela a Papa que “construa pontes”

O Presidente angolano, João Lourenço, defendeu sábado a abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e apelou ao Papa para que continue a desempenhar um papel de construtor de pontes.

O chefe de Estado angolano discursava no salão protocolar da Presidência da República, após receber o Papa Leão XIV, que chegou sábado a Angola, terceiro país do périplo africano do líder da Igreja Católica.

Num encontro que reuniu membros do executivo e do corpo diplomático acreditado em Angola, líderes religiosos e políticos e elementos da sociedade civil, João Lourenço disse que só em paz e em harmonia é possível desfrutar de todos os recursos que a Natureza coloca ao dispor, lamentando “a corrida desenfreada às matérias-primas, aos recursos energéticos, aos recursos minerais e outros, tomados pela força das armas dos exércitos mais poderosos do mundo contra países soberanos”.

“Apelamos ao fim definitivo da guerra, à abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e ao estabelecimento de uma paz duradoura na região”, exortou o chefe do executivo angolano, pedindo ao Papa, face à probabilidade de agravamento do conflito, “para que, do alto da sua autoridade moral, continue a desempenhar um papel de construtor de pontes, de apaziguamento dos espíritos, de resgate dos valores humanistas, de busca da concórdia e do entendimento entre os Homens”.

Para João Lourenço, “é urgente que todos os estadistas influentes e figuras públicas com reconhecida autoridade moral actuem conjuntamente para assegurar que, nas relações internacionais, a justiça e o diálogo prevaleçam sobre o uso da força”, instou.

Por outro lado, assinalou que “as empresas e os Estados, através de contratos e de acordos, podem ter acesso aos recursos que precisam para a satisfação das suas necessidades, sem que tenham de recorrer à guerra”, alertando para o “momento perigoso com os conflitos que se proliferam por todos os continentes”.

Destacou, nomeadamente, o Médio Oriente, berço do Cristianismo, do Islão e do Judaísmo, que devia ser uma zona de paz, de concórdia e de fraternidade, mas que, pelo contrário, é marcado pelo “sofrimento dos povos da Palestina, do Líbano e de todos os países do Golfo Pérsico”, levando esta região produtora e exportadora de petróleo e gás “a ruir como consequência das guerras que lhes impuseram”.

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia alerta que é proibida a compra de combustíveis em recipientes plásticos. Já o Serviço Nacional de Salvação Pública explica que a conservação em casa pode causar incêndios.

Com a actual crise dos combustíveis, as garrafas plásticas são cada vez mais usadas para adquirir a gasolina e o gasóleo. Entretanto, associado a esta prática há o risco de incêndios, que podem até causar mortes.  

“Primeiro, na questão da própria compra em si. Temos observado a utilização de alguns recipientes de plástico, geralmente são recipientes de água ou até de refrigerantes que são utilizados para comprar e armazenar os combustíveis. É importante explicar que, a princípio, até já é proibido utilizar recipientes de plástico, sobretudo aqueles que conservam quantidades de água de 5 ou 6 litros, porque no processo de introdução de gasolina ou gasóleo,estes recipientes trazem consigo um fenômeno chamado corrente estática. Esta corrente estática, quando entra em fricção com os líquidos inflamáveis que estão em movimento a entrar para o interior do recipiente, pode ocasionar situações de faíscas e até incêndios. O mesmo também se pode dizer com relação, infelizmente, à utilização de plásticos, como conseguimos ver que está a começar a ser adoptada esta postura de compra de combustíveis com recurso a plásticos. Estamos em um cenário atípico, mas é importante ter algum bom senso e algum sentido de segurança, principalmente, entendendo que a gasolina é um líquido que arde por vaporização”, explicou Leonildo Pelembe, porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública. 

O recipiente recomendado para a compra de combustíveis são os metálicos com a devida descrição., segundo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

São exatamente os metálicos, que já vem a mesma descrição, que é para combustível. Esses são os que são os recipientes corretos e adequados para que se faça o transporte de combustível. Mas, logicamente, porque nem todos têm condições ou conseguem ter esse tipo de recipientes, há-de-se espaço para que alguns recipientes plásticos, como, por exemplo, aqueles que são para lubrificantes, que são um bocadinho mais rígidos, oferecem alguma proteção, alguma segurança no transporte de combustível”, disse Aldino Malice, Inspector-Geral do MIREME

Conservar tais combustíveis em residências também é arriscado, alerta o Serviço Nacional de Salvação Pública.

Tem havido uma grande tendência de conservar estes combustíveis nas residências. Queremos chamar a atenção que estamos num período caracterizado por mudanças climáticas, em que por vezes vamos acordar com temperaturas altas e está conservação de combustíveis, sobretudo em relação à gasolina, mais uma vez, se for feita dentro das residências, ela vai libertar vapores e até pode ser necessário o suficiente apenas de ligar o interruptor para que haja um incêndio dentro da residência. Por isso é que não se pode conservar primeiro em recipientes plásticos porque pode haver fuga, pode haver corrosão, pode haver libertação de vapores, até pode haver derretimento do próprio plástico em si

Diante da aquisição massiva usando os referidos recipientes plásticos, o Ministério dos Recursos Minerais suspeita que seja para a revenda clandestina.

Queremos evitar que a especulação que está sendo feita seja crescente. Há pessoas que vão, eu acredito que sim, só vão acumular o combustível porque depois querem fazer um negócio. Acreditamos que exigem pessoas de má fé que tenham esse pensamento. Queremos evitar que isso aconteça. É por isso que se existe. É uma viatura que está parada porque acabou o combustível. Tem como comprovar. Tem um livrete, vai usar o livrete”.

Com vista a combater tais situações, o MIREME diz estar atenta ao cumprimento das normas nos postos de abastecimento. 

Um homem de 32 anos encontra-se detido no bairro Icidua, na cidade de Quelimane, acusado de matar a mãe com recurso a uma catana. Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), o suspeito terá desferido vários golpes na região da cabeça da vítima, causando a sua morte. O crime terá ocorrido num contexto de conflitos familiares recorrentes.

De acordo com o marido da vítima, o relacionamento entre mãe e filho era marcado por desentendimentos, que se agravaram após a morte de um dos filhos do acusado, durante um surto de cólera. 

Depois do ocorrido, o indiciado passou a acusar a mãe de práticas de feitiçaria, o que terá intensificado as tensões no seio familiar. No entanto, o suspeito nega o crime, alegando que, no momento dos factos, se encontrava numa unidade hospitalar a acompanhar a esposa.

Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), o suspeito terá desferido vários golpes na região da cabeça da vítima, causando a sua morte. O crime terá ocorrido num contexto de conflitos familiares recorrentes.

O acusado tem 32 anos e encontra-se detido na cidade de Quelimane.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, destacou, na cidade de Changsha,  na província chinesa de Hunan, o potencial de Moçambique para  reforçar a produção de arroz, sublinhando que a experiência chinesa  no desenvolvimento de variedades híbridas pode contribuir para  melhorar a segurança alimentar no país. 

Falando durante uma visita ao Centro de Investigação de Arroz  Híbrido de Hunan, considerado uma referência mundial na  investigação e produção deste cereal, Gueta Chapo salientou a importância da transferência de conhecimento e tecnologia para  impulsionar a produtividade agrícola moçambicana. 

“Em Moçambique, nós produzimos arroz, não em grandes quantidades  como produzem na China, mas com esta experiência nós também  podemos melhorar a nossa forma de produção. Produz-se mais arroz  na província de Sofala, na Zambézia também e um pouco de Niassa e  Inhambane”, afirmou. 

A Primeira-Dama evidenciou que o contacto directo com centros de  excelência como o de Hunan permite identificar soluções práticas  para aumentar os níveis de produção e responder aos desafios da  fome, sobretudo em países em desenvolvimento. 

O Centro de Investigação de Arroz Híbrido de Hunan é reconhecido  internacionalmente pelo desenvolvimento de variedades de arroz de  alto rendimento, desempenhando um papel central nos esforços  globais para o aumento da produção alimentar e combate à  insegurança alimentar. 

A visita da Primeira-Dama insere-se no conjunto de actividades  paralelas à Visita de Estado que o Presidente da República, Daniel  Francisco Chapo, efectua à República Popular da China, a convite do  seu homólogo, Xi Jinping, com vista ao reforço da cooperação  bilateral. 

Ainda no mesmo dia, Gueta Chapo visitou a Universidade  Feminina de Hunan, uma instituição pública dedicada à formação  superior de mulheres, que oferece cursos em áreas como Ciências  Sociais, Economia e Gestão, Educação, Direito e Engenharia e  Tecnologia.

A deslocação à universidade permitiu conhecer experiências no  domínio da educação feminina e do empoderamento das mulheres,  áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento inclusivo e  sustentável de Moçambique.

Quatro empresas públicas formalizaram, nesta semana, uma parceria estratégica para garantir o fornecimento de gás doméstico, com o intuito de impulsionar a industrialização do País. Trata-se de uma iniciativa que foi tornada pública nesta quinta-feira, através de um comunicado conjunto das respectivas firmas.

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a Electricidade de Moçambique (EDM), a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) formalizaram, no passado dia 8, em Maputo, a criação de uma nova sociedade vocacionada para a logística e distribuição de gás natural em Moçambique.

Segundo o comunicado conjunto, divulgado nesta quinta-feira, o acordo inclui a constituição da empresa Serviços de Logística Integrada de Gás Natural de Moçambique, S.A. (SLIGM), bem como a assinatura de um instrumento complementar que define as etapas de desenvolvimento do projecto. Na prática, a iniciativa pretende organizar, de forma mais eficiente, todo o processo de recepção, armazenamento, transporte e disponibilização do gás ao mercado nacional.

O projecto prevê a instalação de uma unidade flutuante capaz de receber gás natural liquefeito, armazená-lo e transformá-lo em condições adequadas para o consumo doméstico e da região. Tal infra-estrutura será instalada na região norte da província de Inhambane, numa zona estratégica pela sua proximidade a rotas marítimas, e contará com ligação ao Porto da Beira, um dos principais corredores logísticos do País.

Com esta ligação, espera-se distribuir o gás para diferentes regiões, tanto por via marítima como terrestre, permitindo que mais sectores tenham acesso a uma fonte de energia considerada mais limpa e eficiente quando comparada a outros combustíveis tradicionais.

A iniciativa surge num contexto em que Moçambique procura reduzir a sua dependência de combustíveis importados e aproveitar melhor os seus recursos naturais. O País possui reservas significativas de gás natural, com destaque para a Bacia do Rovuma, reconhecida internacionalmente como uma das mais importantes descobertas de gás das últimas décadas em África.

Apesar deste potencial, grande parte do gás produzido tem sido destinado à exportação, com impacto limitado no consumo interno. É precisamente este desequilíbrio que o novo projecto pretende corrigir, criando condições para que o gás também beneficie directamente a economia nacional, sobretudo no apoio às indústrias e à produção local.

Além de aumentar a disponibilidade de energia, o projecto poderá contribuir para a redução de custos operacionais em vários sectores, incluindo o industrial, os transportes e até o doméstico, onde o uso do gás pode representar uma alternativa mais acessível para muitas famílias.

Outro impacto esperado está ligado à criação de emprego e ao desenvolvimento de competências técnicas no País. A construção e operação das infra-estruturas associadas ao projecto deverão gerar postos de trabalho directos e indirectos, ao mesmo tempo que incentivam a formação de mão-de-obra especializada no sector energético.

O envolvimento das quatro empresas públicas é visto como um sinal de coordenação e alinhamento estratégico entre instituições-chave do Estado. Cada uma traz uma valência específica: a ENH com experiência no sector de hidrocarbonetos, a EDM na área de energia, os CFM na logística e transporte, e a HCB na gestão de grandes infra-estruturas energéticas.

O acordo confere ainda às empresas o direito de liderar todo o processo, desde o financiamento até à construção e operação das infra-estruturas, garantindo maior controlo nacional sobre um projecto considerado estruturante para o futuro energético do País.

Importa referir que a criação da referida sociedade resulta de uma decisão anterior do Governo moçambicano. Em Novembro do ano de 2025, o Conselho de Ministros aprovou um decreto que autoriza a concessão para a construção e operação de infra-estruturas de gás natural no Porto da Beira e em Inhassoro, província de Inhambane, criando o enquadramento legal para a iniciativa avançar.

Para os accionistas, este passo representa mais do que um investimento no sector energético. Trata-se de uma aposta no desenvolvimento sustentável, na valorização dos recursos nacionais e na criação de uma base sólida para a industrialização de Moçambique.

A expectativa é que, a médio e longo prazo, o projecto contribua para transformar o panorama energético nacional, tornando o gás mais acessível, estimulando a produção interna e melhorando, de forma gradual, as condições de vida da população.

Dois jovens, de 19 e 21 anos de idade, e um adolescente de 17 encontram-se detidos, acusados de furto de uma arma de fogo do tipo pistola, acompanhada de seis munições. A arma foi subtraída de uma viatura pertencente a um cidadão de nacionalidade chinesa.

O caso ocorreu no dia 2 do corrente mês, no bairro Torrone Velho, na cidade de Quelimane. De acordo com as autoridades, o grupo, já referenciado pela prática de furtos, escalou uma viatura estacionada com a intenção de subtrair valores monetários.

No interior do veículo, os suspeitos depararam-se com a arma de fogo. De imediato, apoderaram-se dela e colocaram-se em fuga. Imagens captadas por uma câmara de vigilância instalada numa residência próxima permitiram identificar os três indivíduos no momento do crime e durante a fuga. Confrontados, os suspeitos confessaram a prática do delito.

O porta-voz do SERNIC apresentou detalhes sobre a actuação dos dois jovens e do adolescente envolvidos no caso. As autoridades garantem que vão reforçar as acções de combate à criminalidade na província, com maior incidência nos crimes que envolvem armas de fogo.

Já são conhecidas as quatro equipas que vão disputar as meias-finais da Liga dos Campeões Europeus. Trata-se do Atlético Madrid, Paris Saint-Germain, Bayern de Munique e Arsenal, que vão disputar um lugar na final da prova milionária.

Quatro clubes de quatro países vão disputar o acesso à final da Liga dos Campeões Europeus, depois do encerramento da disputa dos jogos dos quartos-de-final da prova.

Nos jogos desta semana, PSG, Atlético de Madrid, Arsenal e Bayern de Munique garantiram suas vagas e seguem na briga pelo título.

As meias-finais, entre Paris Saint-Germain e Bayern de Munique e Atlético de Madrid e Arsenal, decorrem entre 28 e 29 de Abril e 5 e 6 de Maio.

PSG elimina o Liverpool com autoridade

Depois de perder na primeira mão por 2-0, o Liverpool precisava de mais uma noite histórica em Anfield para seguir vivo na competição. No entanto, o PSG foi mais eficiente. Após suportar a pressão inicial, a equipe francesa aproveitou os espaços e contou com dois gols de Dembélé para vencer novamente. No agregado, 4-0 para os parisienses.

 

Atlético de Madrid avança mesmo com derrota

Disciplina e efectividade marcaram a classificação do Atlético de Madrid. Jogando no Riyadh Air Metropolitano, a equipe da capital espanhola acabou derrotada pelo Barcelona por 2-1, mas garantiu a vaga graças à vitória por 2-0 no jogo da primeira mão, terminando com agregado de 3-2.

Arsenal segura empate com Sporting e avança

O Arsenal segue vivo em busca do título inédito da Champions League. Mesmo sem uma grande actuação e com alguns sustos, o clube inglês eliminou o Sporting, equipa onde actua Geny catamo, e acabou com o sono do bicampeão português, que assim volta a terminar nos quartos-de-final da competição. 

O facto é que a vitória alcançada na primeira mão, em Alvalade, por 0-1, com golo apontado ao apagar das luzes, aliado ao empate no Emirates de Londres, bastou para os londrinos avançarem às meias-finais. 

Em jogo de sete golos, Bayern de Munique elimina Real

Um jogo para a história da Liga dos Campeões da Europa. Bayern de Munique e Real Madrid se defrontaram nesta quarta-feira, na Allianz Arena, e os alemães venceram por 4-3, apurando-se para as meias-finais da competição. Os golos da classificação foram marcados nos minutos finais. 

Na primeira parte, cinco golos deram ainda mais emoção para o confronto, que havia terminado em 2-1 para o Bayern em Madrid. Arda Güler marcou dois golaços e Mbappé complementou para o Real. Pavlovic, Harry Kane, Luís Díaz e Olise foram os autores dos golos da equipe bávara, que segue na busca de um título que foge há cinco temporadas.

Meias-finais da Liga dos Campeões

Paris Saint-Germain vs Bayern de Munique

Atlético de Madrid vs Arsenal

Os profissionais de saúde de Cabo Verde anunciaram uma greve de três dias para exigir do Governo o cumprimento de acordos laborais, incluindo aumentos salariais e regularização de pagamentos em atraso, anunciou ontem um sindicato.

Os sindicatos, auscultando os profissionais de saúde, tomaram a devida nota da maioria que se mostra revoltada e descontente face ao arrastar das pendências laborais há dois anos e meio e lamentam que, apesar da assinatura de dois acordos, no sentido de se resolver as reivindicações constantes do caderno reivindicativo em 2024 e 2025, não vejam a resolução efectiva dessas reivindicações”, explicou o Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) em comunicado.

A greve foi convocada pelos sete sindicatos que representam a classe e arranca às 08h00 de 28 de Abril, prolongando-se até às 08h00 de 01 de Maio, afectando todos os departamentos e serviços de saúde nas nove ilhas habitadas de Cabo Verde e abrangendo todas as classes profissionais que exercem funções nas respectivas estruturas de saúde.

Segundo os sindicatos, o acordo estabelecia prazos concretos para a concretização das medidas acordadas, mas, mais de oito meses depois, verificaram-se incumprimentos, o que levou a uma primeira greve de dois dias, posteriormente suspensa na expectativa de novos entendimentos com o Governo.

As estruturas sindicais referem ainda que, em janeiro e Abril de 2025, voltaram a reunir-se com o executivo, tendo sido reafirmados compromissos e definidas novas datas para a execução das medidas.

No entanto, afirmam que a situação “permanece praticamente inalterada”.

No comunicado acrescenta-se que, em dezembro de 2025, os sete sindicatos voltaram a avançar com um pré-aviso de greve devido a novos incumprimentos, apesar de terem sido publicadas listas de transição de médicos, enfermeiros e outros profissionais do sector.

O Irão ameaçou ontem bloquear o tráfego no mar Vermelho, com o qual não faz fronteira, e todo o comércio no Golfo Pérsico se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio aos portos iranianos.

As poderosas forças armadas da República Islâmica não permitirão nenhuma exportação ou importação no Golfo Pérsico, no mar de Omã ou no Mar Vermelho”, afirmou o chefe das forças iranianas, general Ali Abdollahi, num comunicado divulgado pela televisão estatal.

Se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio e “criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e petroleiros”, tal constituirá o prelúdio para uma violação do cessar-fogo, acrescentou Abdollahi, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O Irão não faz fronteira com o Mar Vermelho, mas pode contar com os aliados no Iémen, os rebeldes huthis, que ameaçaram atacar navios naquele sector a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio a “navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianos”, que entrou em vigor na segunda-feira.

O Irão bloqueia o Estreito de Ormuz desde o início da guerra, desencadeada a 28 de Fevereiro por um ataque israelo-americano, a que Teerão respondeu com ataques contra Israel e os países da região.

Um cessar-fogo de duas semanas entrou em vigor em 08 de Abril para permitir negociações entre os Estados Unidos e o Irão sob mediação do Paquistão.

As duas partes não conseguiram chegar a um acordo no fim-de-semana em Islamabad, mas as autoridades paquistaneses anunciaram que estavam a desenvolver esforços para novas negociações.

O bloqueio aos portos iranianos foi imposto devido à ausência de acordo em Islamabad após 21 horas de reuniões entre delegações chefiadas pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Apesar do bloqueio, alguns navios provenientes de portos iranianos atravessaram o estreito na terça-feira, indicam dados de monitorização marítima.

De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, que cita fontes que não identificou, a navegação a partir dos portos iranianos prosseguiu apesar do bloqueio.

“Navios comerciais rumaram a vários locais do mundo” nas últimas 24 horas, segundo a mesma fonte, citada pela AFP.

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