A cidade de Chimoio tornou-se, nestes dias, o epicentro da vida política moçambicana. Três mil delegados e convidados convergem para a capital da província de Manica, no âmbito da 11.ª Conferência Nacional de Quadros da Frelimo, um encontro que marca o regresso deste formato após uma década de interrupção. O ambiente é de expectativa e responsabilidade, num momento em que a formação política que governa o país se prepara para definir as linhas mestras da sua estratégia futura.
No centro das atenções, a intervenção de Graça Machel trouxe uma reflexão contundente sobre o papel do partido perante os desafios sociais. Ao interpelar os presentes sobre o que se pode esperar do encontro, Machel foi clara a conferência não pode limitar-se a exercícios retóricos. Para a histórica figura da Frelimo, o objectivo fundamental é o de confrontar, com coragem, os problemas que ainda afligem a nação, nomeadamente a pobreza, o analfabetismo, a escassez de água e o flagelo da fome.
“Temos de sair desta reunião tendo discutido os principais problemas que consideramos que o partido tem de atender e propor soluções para daqui trabalharmos com o povo”, defendeu Graça Machel, sublinhando que a tarefa central é a criação de uma “ligação profunda” entre o partido, os seus membros e as largas massas populares. Machel insistiu que a acção política deve transcender a teoria, exigindo o engajamento de todas as forças vivas da sociedade para transformar a realidade económica e social do país. “Essa é a linguagem que eu conheço”, reiterou, apelando a que a consciência colectiva se traduza numa actuação prática e resolutiva.
A Conferência Nacional de Quadros, que decorre sob a direcção do Presidente do partido, Daniel Francisco Chapo, surge numa fase de reorganização interna. Este encontro serve, igualmente, de preparação para os desafios que se avizinham, incluindo a IV Sessão Extraordinária do Comité Central, agendada para o próximo dia 26 de Agosto, também em Chimoio.
O escritor moçambicano Miguel Luís lançou ontem, na cidade de Maputo, o livro “A Terra Ainda Está Zangada”. A obra retrata o drama da exploração dos recursos minerais e a luta das comunidades pelos benefícios da sua terra.
Em 25 capítulos, Miguel Luís percorre os rios Pungué e Revue, nas províncias de Sofala e Manica. Em 170 páginas, o escritor aborda o drama da exploração desenfreada dos recursos naturais, a injustiça e a luta das comunidades pelos benefícios da sua terra.
Na história do livro, Miguel Luís convida o país a uma reflexão sobre a sua estabilidade, segurança e as suas consequências, sobretudo para a juventude.
“A Terra Ainda Está Zangada” é um romance lançado esta quinta-feira, na capital moçambicana, depois de dois lançamentos na Beira e em Chimoio.
Até Novembro deste ano, o escritor prevê disponibilizar o livro em Portugal, país europeu onde reside e trabalha há 10 anos.
A Sociedade Moçambicana de Medicamentos (SMM) terminou 2025 com um prejuízo consolidado de 74,6 milhões de meticais, depois de ter registado um lucro de 639,9 milhões no ano anterior. A empresa viu as vendas recuarem 35,5% e reconhece que o facto gera uma exposição crescente aos riscos de crédito e liquidez.
A Sociedade Moçambicana de Medicamentos (SMM), empresa detida a 100% pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), fechou o exercício económico de 2025 com uma forte deterioração dos seus resultados financeiros, passando de um lucro consolidado de 639,9 milhões de meticais, em 2024, para um prejuízo de 74,6 milhões, no ano passado.
Os dados constam do relatório e contas da empresa, referente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2025, disponibilizado pelo IGEPE, e revelam uma inversão de cerca de 714,5 milhões de meticais no resultado anual.
A principal pressão sobre o desempenho da empresa veio da redução das vendas. As receitas consolidadas provenientes da venda de bens e serviços caíram de 340,7 milhões de meticais, em 2024, para 219,8 milhões em 2025, uma redução de 120,9 milhões, equivalente a 35,5%.
A queda da facturação ocorreu num período em que a empresa continuou a suportar custos operacionais significativos. Os gastos com pessoal aumentaram de 33,6 milhões para 35,5 milhões de meticais, enquanto os fornecimentos e serviços de terceiros passaram de 28,2 milhões para 44,2 milhões.
As amortizações foram uma das rubricas que mais pressionaram as contas, tendo subido de 41,7 milhões para 89,2 milhões de meticais.
O efeito conjugado da redução das receitas com o aumento de vários custos levou o resultado operacional consolidado a aprofundar-se no vermelho. Em 2025, o Grupo SMM registou um resultado operacional negativo de 65,8 milhões de meticais, contra 30,7 milhões negativos no exercício anterior.
Apesar do prejuízo registado pelo grupo, a Sociedade Moçambicana de Medicamentos, individualmente, terminou 2025 com um resultado positivo de 10,1 milhões de meticais. O valor, contudo, representa uma quebra de aproximadamente 98,5% face aos 674,7 milhões de meticais de lucro registados em 2024.
O relatório recomenda, por isso, cautela na comparação directa dos resultados dos dois exercícios. Em 2024, tanto o Grupo como a SMM individual beneficiaram de um resultado extraordinário de 667,4 milhões de meticais.
Segundo o documento, os resultados extraordinários daquele exercício decorreram, essencialmente, da valorização da participação financeira da SMM na Indústria Farmacêutica de Moçambique, Lda.
Essa operação não se repetiu em 2025, deixando a empresa mais dependente do desempenho da sua actividade corrente. Assim, a passagem de um lucro excepcionalmente elevado para um resultado negativo resulta da combinação entre a ausência daquele ganho extraordinário e a deterioração dos indicadores operacionais.
Para além da queda das vendas, as contas revelam pressão sobre a tesouraria da empresa. A caixa e os depósitos bancários do Grupo terminaram 2025 em cerca de 10,1 milhões de meticais, contra 46,9 milhões no fim de 2024, uma redução superior a 36 milhões de meticais.
É, contudo, na gestão dos riscos que o relatório apresenta alguns dos sinais mais relevantes para a situação financeira da empresa.
Ao analisar o risco de crédito, observa-se no documento que “a SMM tem um risco significativo de crédito porquanto as suas vendas são realizadas a crédito”.
A exposição máxima a este risco aumentou de 137,4 milhões de meticais, em 2024, para 157,6 milhões em 2025. Do total, 87,2 milhões correspondiam a valores de clientes e 70,3 milhões a devedores diversos.
Ou seja, num ano em que a empresa vendeu menos 35,5%, aumentou simultaneamente o montante exposto ao risco de não cobrança. A capacidade de transformar vendas em dinheiro disponível passa, assim, a assumir maior importância para a sustentabilidade financeira da SMM.
O relatório também chama a atenção para o risco de liquidez, particularmente relevante num contexto de redução da caixa e manutenção de compromissos financeiros.
“O risco de liquidez é o risco de a empresa não ter capacidade financeira para satisfazer os seus compromissos associados a instrumentos financeiros quando estes vencem”, lê-se no documento.
Para fazer face a este risco, a administração explica que acompanha os prazos dos activos e passivos e projecta os fluxos de caixa futuros. A estratégia passa por “manter o equilíbrio entre a continuidade do financiamento e a flexibilidade”, recorrendo, entre outros mecanismos, a descontos bancários, locações financeiras e à cobrança das vendas e prestações de serviços.
A necessidade de reforçar a liquidez ganha peso tendo em conta que o Grupo apresentava, no fim de 2025, empréstimos obtidos de 358,3 milhões de meticais. Deste montante, 284,5 milhões correspondiam a financiamento de médio e longo prazo associado à PHARMATECH FZCO.
O relatório esclarece, entretanto, que a classificação desse financiamento foi corrigida, sem impacto no total dos passivos, no capital próprio ou nos resultados apresentados.
As contas identificam ainda uma retribuição contingente de 48,6 milhões de meticais decorrente de um acordo extrajudicial celebrado com o Banco Nacional de Investimentos, em Outubro de 2024.
Apesar da deterioração dos resultados, os auditores independentes não identificaram matéria que os levasse a pôr em causa as demonstrações financeiras apresentadas pela empresa.
Na sua opinião, as demonstrações financeiras consolidadas e individuais apresentam “de forma apropriada, em todos os aspectos materiais”, a posição financeira da SMM a 31 de Dezembro de 2025, assim como o seu desempenho financeiro e os fluxos de caixa do exercício.
A administração, por sua vez, afirma ter preparado as demonstrações financeiras com base no pressuposto da continuidade das operações e declara não ter conhecimento de qualquer situação que possa colocar em causa a continuidade da empresa num futuro previsível.
O prejuízo de 74,6 milhões de meticais não significa, por si só, que a SMM esteja em situação de insolvência ou tenha interrompido as suas operações. A empresa continua a apresentar activos relevantes e mantém uma participação de 49% na Indústria Farmacêutica de Moçambique, avaliada em 1,176 mil milhões de meticais.
Ainda assim, os resultados de 2025 expõem uma deterioração que vai além da simples queda do lucro. A empresa vendeu menos, agravou o resultado operacional, terminou o exercício com uma disponibilidade de caixa significativamente inferior e aumentou a exposição ao risco de crédito.
Para uma empresa pública considerada estratégica no sector farmacêutico, a recuperação dependerá agora da capacidade de aumentar as vendas, acelerar a cobrança de valores em dívida, controlar os custos e melhorar a geração de caixa.
Depois de um 2024 impulsionado por um ganho extraordinário superior a 667 milhões de meticais, a SMM encerra 2025 numa posição que exige maior desempenho da actividade operacional. O desafio passa por transformar a capacidade produtiva e os activos que ainda detém em receitas recorrentes e liquidez suficiente para sustentar as suas operações.
O lucro do BCI caiu de cerca de 3,7 mil milhões de meticais para 3,3 mil milhões de Janeiro a Junho deste ano, se comparado a igual período de 2025. Devido ao elevado risco de crédito malparado, as reservas do banco comercial dispararam.
Nos primeiros seis meses deste ano, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), um dos maiores bancos do País, ganhou menos dinheiro e reforçou reservas para eventuais riscos de clientes, mostram demonstrações financeiras.
O banco fechou o semestre com um resultado líquido de 3,3 mil milhões de meticais, depois de cerca de 3,7 mil milhões em igual período de 2025.
Nas contas dos primeiros seis meses, a preocupação vai para as “imparidades”. De Janeiro a Junho deste ano, a instituição reservou 1,3 mil milhões para cobrir perdas ligadas a clientes, caso estes não consigam pagar os seus empréstimos.
Em igual período do ano passado, o valor das imparidades do Banco Comercial e de Investimentos rondava em apenas 988 milhões de meticais.
Embora tenha reforçado as reservas contra o risco de incumprimento, o relatório destaca uma nota positiva: a recuperação de dinheiro em operações anteriores.
“No decurso do primeiro (1º) semestre de 2026, o banco recebeu o valor de 212.291.225,00 MT referente à recuperação de várias operações de crédito, mediante acordo entre as partes”, lê-se nas demonstrações financeiras.
Outro ponto que sofreu queda é a ‘margem financeira’, que mostra o lucro que o banco faz com a diferença entre o que paga nos depósitos e o que cobra nos empréstimos. Reduziu de 8,9 mil milhões de meticais para 8,5 mil milhões.
De Janeiro a Junho últimos, o banco gastou cerca de 74,8 milhões de meticais com remunerações mensais, enquanto em 2025 a despesa foi de 92.4 milhões de Meticais. E, com outras remunerações, a despesa foi de 37.4 milhões nos primeiros seis meses deste ano, contra 46.2 milhões no ano anterior.
O banco comercial e os seus accionistas dizem estar comprometidos em deter capital suficiente para manter o rácio de solvabilidade confortavelmente acima do mínimo exigido pelo Banco de Moçambique.
“Em 30 de Junho de 2026, o rácio de solvabilidade era de 31,40% (2025: 31,44%). O mesmo manteve-se acima do exigido pelo Banco de Moçambique (15%), facto que comprova a solidez financeira do BCI”, revela a instituição.
O valor da contribuição do Banco Internacional e de Investimento para a segurança social ascende a 80.822.524,00 MT (2025: 77.900.366,00 meticais).
Os dados foram extraídos da demonstração de resultados do BCI referentes ao primeiro semestre. Para já, resta saber como será o resto do ano para o banco.
O Banco Comercial e de Investimentos é uma subsidiária do grupo Caixa Geral de Depósitos, que tem a sua sede em Lisboa, Portugal.
De acordo com o Banco de Moçambique, regulador do sistema financeiro moçambicano, o BCI é a instituição bancária doméstica de maior importância, seguida dos bancos Millennium bim e Standard Bank, respectivamente.
A Fundação para Conservação da Biodiversidade não vê problema com o desenvolvimento de estudos de prospecção de hidrocarbonetos ao longo da costa da província de Inhambane. Para a Biofound a conservação só faz sentido se beneficiar as comunidades.
Há quatro meses, activistas e comunidades locais da Província de Inhambane contestaram a realização de estudos de prospecção de hidrocarbonetos na costa da província, alegando que tais projectos colocam em causa a conservação no Arquipélago do Bazaruto.
“Nós trabalhamos em conservação, e pensamos que a conservação não pode ser impedimento ao desenvolvimento”, respondeu Samir Magane Gestor do Programa de Conservação da Biodiversidade da Fundação Para Conservação da Biodiversidade, uma das maiores organizações nacionais de apoio à conservação da diversidade biológica.
Segundo a fonte, “é preciso conciliar desenvolvimento e conservação, assim, o que penso e é importante é que se façam estudos apropriados, para ver os impactos, e com base nisso, tomar-se decisões estratégicas que esteja ao serviço do povo moçambicano”
Samir Magane do Biofund foi entrevista no contexto da apresentação de resultados do programa de conservação da biodiversidade. Um dos maiores marcos do programa foi a realização de censo dos elefantes.
“Conseguimos reforçar a capacidade e o desempenho de algumas áreas de conservação, mas temos consciência que o trabalho não está terminado.” Concluiu
O programa financiado pela Suécia tinha duração prevista para cinco anos, mas foi encurtado para três, no âmbito do encerramento da cooperação bilateral para o desenvolvimento do país nordico.
“A Suécia vai continuar em Moçambique, a embaixada vai permanecer e alguns programas de igual modo vão permanecer, mas de forma reduzida. Por exemplo, os programas de apoio humanitário à província de Cabo Delgado, vitimas de terrorismo e deslocados; cooperação no sector de energia, mas tambem na pesquisa com a Universidade Eduardo Mandelano. Estamos em processo de transição da nossa cooperação com Moçambique, mas vamos continuar em Moçambique efetivamente”, explicou Héric Manuel da Embaixada da Suécia.
Este não é o primeiro programa da Biofund que encerra. Na próxima terça-feira feira está marcado o fim, na Cidade da Beira, do Programa para Liderança para a Conservação de Moçambique, que ofereceu pouco mais de 350 estágios ligados à conservação da natureza
O comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Chinde, na província da Zambézia, está detido desde quarta-feira, no distrito de Mocuba, por ordem do Ministério Público, por razões que ainda não foram oficialmente divulgadas.
Contrariamente à informação veiculada pelo “O País”, o comandante distrital de Mocuba não se encontra detido e nem foi alvo de nenhum processo judicial nem por parte da PRM. Quem efectivamente está detido é o comandante de Chinde, disse a Polícia em declarações à imprensa.
Pelos transtornos causados ao comandante distrital de Mocuba, “O País” apresenta as suas mais sinceras desculpas.
Relativamente à detenção do comandante distrital da PRM em Chinde, cuja informação foi confirmada, nesta quinta-feira, pelas autoridades policiais da província, decorrem investigações para determinar o eventual grau de envolvimento do oficial no caso.
Segundo a PRM, foi constituída uma equipa de inquérito que se deslocou ao local para apurar as circunstâncias da detenção e a veracidade dos factos em investigação.
“Nós confirmamos a detenção do membro da República de Moçambique, no distrito de Mocuba. Ainda estamos a trabalhar para aferir o grau de envolvimento deste”, explicou uma fonte policial.
As autoridades confirmam igualmente que, além do comandante, foram detidos outros dois indivíduos, de nacionalidade chinesa e portuguesa.
A Polícia esclarece que o processo está sob gestão da Procuradoria e, por se tratar de matéria de carácter sigiloso, não pode avançar mais informações sobre o caso.
Entretanto, informações ainda não confirmadas oficialmente apontam que o comandante estará a ser investigado por suspeitas de exploração ilegal de recursos minerais, furto agravado e associação criminosa.
As autoridades não revelaram, até ao momento, a identidade dos outros dois detidos, nem os detalhes das acusações que pesam sobre os envolvidos.
Mais de um milhão de doses de vacina contra a febre aftosa chegam a Moçambique nos próximos 12 a 18 meses para reforçar a protecção do efectivo bovino, anunciou o director nacional-adjunto de Sanidade e Biossegurança.
“Temos já acordos de mais um milhão de doses que vão ser entregues de forma faseada”, disse Abel Chilundo, citado pela Lusa.
O responsável adiantou que o reforço permitirá assegurar as necessidades de vacinação animal durante mais de um ano, principalmente nas províncias de Manica e Tete, no centro de Moçambique.
Apesar do reforço previsto, Chilundo garantiu que o país dispõe atualmente de vacinas suficientes para manter a campanha de imunização, graças também à recepção, há cerca de duas semanas, de 300 mil doses.
“Neste momento, podemos garantir que temos quantidade de vacinas suficiente”, disse o responsável, acrescentando que as províncias de Gaza e Maputo, sul do país, já apresentam uma “larga margem” de cobertura, sobretudo nas zonas consideradas prioritárias.
Segundo o responsável, a disponibilidade de vacinas será reforçada através da compra de novas doses nos próximos 12 a 18 meses, cuja entrega decorrerá de forma faseada devido às limitações de produção do fabricante.
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afecta animais de casco fendido e pode provocar perdas económicas, redução da produtividade pecuária e restrições ao comércio de animais e produtos de origem animal.
Em Abril, o Governo lançou uma campanha nacional de vacinação com previsão de abranger cerca de 2,4 milhões de bovinos contra a febre aftosa, além de outras doenças, para reduzir os riscos para a produção pecuária e a segurança alimentar.
Já em Junho, o executivo prolongou a campanha até Julho devido a constrangimentos logísticos relacionados com a chegada faseada das vacinas. Na altura, o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, anunciou também a intenção de reforçar a produção nacional de vacinas.
A necessidade de reforçar a vacinação surge depois de Moçambique ter registado 542 focos de doenças animais em 2025, mais 63% do que no ano anterior, que provocaram a morte de cerca de 25 mil bovinos, segundo dados oficiais divulgados em Abril.
O líder da oposição zambiana, Brian Mundubile, anunciou que vai recorrer à justiça para contestar os resultados das eleições presidenciais de 13 de Agosto, que deram ao Presidente Hakainde Hichilema um segundo mandato.
Num comunicado divulgado quarta-feira, Mundubile afirmou que a sua campanha documentou “sérias irregularidades” e inconsistências na condução do processo eleitoral, incluindo nas fases de contagem, transmissão e declaração dos resultados.
A votação decorreu, em grande parte, de forma pacífica, mas a oposição denunciou intimidação e restrições durante a campanha, preocupações que, segundo Mundubile, foram igualmente levantadas por observadores eleitorais internacionais.
A Comissão Eleitoral da Zâmbia declarou Hichilema vencedor com cerca de 60 por cento dos votos, contra 38 por cento obtidos por Mundubile.
A contestação dos resultados ocorre num contexto de crescente tensão política e de segurança. Na noite das eleições, a Polícia deteve várias figuras da oposição, alegando que representavam uma ameaça à segurança do Estado.
Durante uma operação das forças de segurança na residência de Mundubile, um dia depois da votação, o antigo ministro e deputado da oposição Mutotwe Kafwaya foi morto a tiro, segundo a oposição.
A Comissão Eleitoral chegou igualmente a suspender a contagem dos votos durante várias horas, na sequência de relatos de violência contra funcionários das assembleias de voto e de roubo de boletins.
Mundubile divulgou a sua declaração a partir de um local não revelado, afirmando encontrar-se sob protecção devido a ameaças que não especificou.
Perante a escalada das tensões, o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, apelou às autoridades zambianas para que ponham termo às detenções arbitrárias e garantam o devido processo legal às pessoas detidas.
A Administração Nacional de Estradas (ANE) reconhece a degradação de alguns troços da Estrada Nacional Número Um (EN1), atribuindo o surgimento precoce de buracos à presença de água no pavimento e à ocupação desordenada da área de protecção parcial da via.
Segundo a ANE, estão a ser identificadas, em coordenação com o município, as infra-estruturas que poderão ser afectadas pelo projecto de reabilitação e ampliação da estrada. O levantamento deverá ser seguido pela análise das indemnizações às famílias e proprietários abrangidos.
A instituição afirma que os ocupantes já tinham conhecimento, há bastante tempo, de que as suas infra-estruturas se encontram dentro da área de reserva da estrada.
A ANE explica que o levantamento das construções existentes na área de protecção tem sido realizado de forma contínua e que, no troço em causa, o trabalho já havia sido efectuado anteriormente.
Entretanto, a autoridade rodoviária admite que algumas infra-estruturas terão de ser demolidas para permitir a execução das obras de reabilitação e ampliação da EN1.
Água na origem dos buracos
Sobre a rápida degradação do pavimento, depois de uma intervenção de emergência realizada recentemente, a ANE esclarece que as reparações têm como objectivo garantir condições mínimas de transitabilidade até ao início do projecto de reabilitação definitiva.
A instituição aponta a água como uma das principais causas do surgimento dos buracos. Segundo a ANE, as bacias de retenção existentes nas zonas urbanas continuam a transbordar e a descarregar água sobre a EN1, situação agravada pela circulação de veículos, sobretudo pesados.
A autoridade rodoviária está a trabalhar com o município para encontrar soluções que permitam encaminhar as águas através de canais próprios e evitar que atravessem a estrada.
A ANE reconhece que, enquanto persistir o problema da drenagem, será necessário recorrer a intervenções de emergência para manter a estrada transitável.
A instituição garante, contudo, que os buracos que voltaram a surgir serão tapados pelo empreiteiro responsável pela intervenção. A reparação será feita sem custos adicionais para o Estado, uma vez que está abrangida pelo contrato em vigor.
“Não haverá nem mais um valor adicional para o tapamento dos buracos”, assegurou a ANE, acrescentando que as intervenções fazem parte das obrigações previstas no contrato.
A autoridade rodoviária sublinha que o objectivo é evitar a repetição das mesmas intervenções, defendendo que a solução definitiva passa pela melhoria do sistema de drenagem e pela implementação do projecto de reabilitação da EN1.
Está detido o comandante distrital da PRM de Chinde no distrito de Mocuba, junto de dois cidadãos estrangeiros, um Chinês e outro português. No entanto a PRM na Zambézia apenas confirma a avançar detalhes dos motivos da tal detenção.
A confirmação foi avançada, esta quinta-feira, em conferência de imprensa, pela porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, que, no entanto, não revelou os detalhes sobre as circunstâncias que levaram à detenção do comandante, nem especificou os factos que pesam sobre o agente.
A porta-voz avançou, contudo, que, em conexão com o caso, estão igualmente envolvidos dois cidadãos de nacionalidade estrangeira, nomeadamente um português e um cidadão chinês.
Segundo a PRM, neste momento decorrem diligências junto da Procuradoria da República, com vista à legalização da detenção e ao cumprimento dos trâmites legais aplicáveis ao caso.
As autoridades policiais dizem que o processo está em curso, não tendo sido, até ao momento, avançados outros detalhes sobre a natureza da ocorrência ou as acusações que pesam sobre os envolvidos.