Um motorista de táxi por aplicativo, Yango, ajudou uma cidadã que se encontrava em trabalho de parto, dando à luz um bebé, durante uma viagem à caminho do hospital, na província de Maputo.
O episódio ocorreu quando Odete Pembele começou a sentir fortes contracções em casa. Por isso, decidiu solicitar uma viagem através do aplicativo Yango para se deslocar com urgência ao hospital.
O motorista da Yang respondeu ao pedido e, ao aperceber-se da gravidade da situação, manteve a calma e ofereceu apoio emocional à passageira. Assim, à medida que a viagem avançava, as contracções, segundo conta Odete, intensificaram-se e, de forma inesperada, o trabalho de parto iniciou, com auxílio do motorista.
De acordo com a equipa médica do Centro de Saúde de Nkobe, citada no comunicado da empresa Yango, o apoio prestado pelo motorista durante todo o trajecto, contribuiu para que o nascimento da bebé ocorresse em segurança até à chegada da parturiente e do seu bebé à unidade sanitária.
“Foi uma experiência inesperada, mas felizmente tudo correu bem. Estou grato por ter ajudado num momento tão delicado”, relatou o motorista do Yango, Gil Chissaque.
Por sua vez, Odete Pembele destaca a importância do apoio recebido.“Usei o aplicativo para ir ao hospital porque estava sozinha. Quando estávamos quase a chegar, as contracções já eram muito fortes e acabei por dar à luz dentro do carro. Graças a Deus tudo correu bem”.
O País volta a estar em alerta. As províncias de Gaza, Inhambane e Sofala poderão ser afectadas pela tempestade tropical “Gezani”, com potencial de evolução para ciclone tropical intenso e mais de um milhão de pessoas podem ser afectadas. As autoridades reforçam apelos para que as populações saiam das zonas de perigo.
A situação climatérica do País pode piorar nos próximos dias, com a entrada, no Canal de Moçambique, da tempestade tropical “Gezani”.
O Instituto Nacional de Meteorologia alerta que o sistema vai provocar chuvas e ventos muito fortes, principalmente em Inhambane, por onde vai entrar, e sucessivamente no norte de Gaza e sul de Sofala.
“Temos a certeza de que esse sistema, depois de atravessar o Canal do Moçambique, ele vai fazer aproximação à nossa costa. Em termos de previsão de chuvas, nós podemos ver que durante os próximos dias, principalmente no dia 14 e dia 15, esse sistema, quando fizer aproximação à costa de Inhambane, poderá trazer grandes quantidades de precipitação. Estamos a falar de precipitação que poderá chegar a cerca de 500 milímetros em sete dias, ou seja, cerca de 500 milímetros em dois dias”, disse Acácio Tembe, meteorologista do INAM, que confirma que o movimento dos dias 14 e 15 de Fevereiro é para a costa moçambicana, sendo que depois desses dois dias vai fazer o movimento de saída.
Em consequência disso, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos alerta para o risco de agravamento da situação de inundações em Gaza e pressão em pelo menos seis bacias hidrográficas de Inhambane, em função da quantidade de chuva.
“Das análises que nós efectuámos, dos cálculos, nós mostramos aqui que temos cerca de seis bacias que nós podemos considerar estando numa situação de risco de inundações. Estamos a falar das bacias de Nhanombe ou Mutamba, que é na província de Inhambane, são bacias costeiras, são bacias relativamente pequenas, que, quando recebem precipitação, começam logo a transbordar e muitas das vezes é que tem criado problemas em termos de transitabilidade rodoviária, sobretudo na EN5, que além dela é em Inhambane, e muitas das vezes tem ficado condicionado esse troço quando nós temos precipitações elevadas”, disse Agostinho Vilankulo.
Para além das bacias de Inhambane, o director nacional de Gestão de Recursos Hídricos fala ainda da bacia do Sá, que também está em alerta, “mas neste momento ainda continua com níveis muito altos e tem condições lá criadas, uma vez que todos os solos, neste momento, estão saturados, já vinham recebendo precipitações, e nós também consideramos como sendo de alto risco”.
No Sul do País, existem mais barragens em risco, com destaque para a bacia do Limpopo. “O Limpopo já vinha criando situações, já há duas semanas, o Baixo Xai-Xai ainda está com muita água, estão com níveis relativamente altos e também, porque nós estamos a falar de um sistema tropical que muitas das vezes faz agitação no mar. O que vai acontecer é que ele pode bloquear. Se nós formos a ver, a saída do Limpopo é um delta, é aquele pequeno espaço ali do contacto com o mar, e quando as margens são altas, normalmente o Limpopo não consegue drenar as águas e vão-se acumulando, e isso pode incrementar o nível de inundação, sobretudo em Xai-Xai”, disse Agostinho Vilankulo.
Entretanto, o gestor dos Recursos Hídricos disse que o País ainda não está numa situação de estresse total, “mas este é um cenário que se avança, se nós formos a receber precipitações de magnitude acima de 200 milímetros em 24 ou 48 horas, nós podemos voltar a ter a cidade de Xai-Xai em uma situação de estresse”.
O Centro Nacional Operativo de Emergência, CENOE, está já em alerta e a preparar-se para dar assistência a mais de um milhão de pessoas em risco de serem afectadas.
“Nós estamos preparados para cobrir, nos próximos 15 dias, 366 mil pessoas, com uma disponibilidade em termos de arroz, 1 milhão e 97 quilogramas, farinha, 922 mil e 146 quilogramas, feijão, 211 mil e 308 quilogramas, açúcar, 63 mil e 845 quilogramas, e temos ainda 168 mil e 912 litros de óleo e 25 616 quilos de sal”, assegurou Cristina Manuel.
A presidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres reforça os apelos para a tomada de medidas de segurança e precaução face aos riscos associados ao ciclone.
“Vamos continuar a apelar para que seja reforçada a segurança da cobertura das casas. Os estabelecimentos que têm praticamente infra-estruturas de vidro, nós temos estado a acompanhar e a passar a mensagem de protegerem com contraplacados, de modo que os ventos não possam danificar as infra-estruturas. Então, neste momento ainda temos tempo para ir preparar as nossas janelas, fechar com maior segurança, vamos ver como é que realmente são os nossos tectos, vamos ver como é que está a nossa estrutura da nossa casa, as nossas portas e também retirarmos todo o material que possa causar danos e esteja próximo. Estas medidas que nós estamos a trazer agora são medidas que são dadas antes da ocorrência do ciclone. Estamos a falar que nós temos várias fases, que é antes da ocorrência do ciclone, que nós estamos, esta é a fase que nós estamos a ter agora”, destacou Luísa Meque, presidente do INGD.
Para já, foram activadas acções antecipadas para garantir apoio na assistência às vítimas da tempestade tropical “Gezani”.
Um motorista de táxi por aplicativo, Yango, ajudou uma cidadã que se encontrava em trabalho de parto, dando à luz um bebé, durante uma viagem à caminho do hospital, na província de Maputo.
O episódio ocorreu quando Odete Pembele começou a sentir fortes contracções em casa. Por isso, decidiu solicitar uma viagem através do aplicativo Yango para se deslocar com urgência ao hospital.
O motorista da Yang respondeu ao pedido e, ao aperceber-se da gravidade da situação, manteve a calma e ofereceu apoio emocional à passageira. Assim, à medida que a viagem avançava, as contracções, segundo conta Odete, intensificaram-se e, de forma inesperada, o trabalho de parto iniciou, com auxílio do motorista.
De acordo com a equipa médica do Centro de Saúde de Nkobe, citada no comunicado da empresa Yango, o apoio prestado pelo motorista durante todo o trajecto, contribuiu para que o nascimento da bebé ocorresse em segurança até à chegada da parturiente e do seu bebé à unidade sanitária.
“Foi uma experiência inesperada, mas felizmente tudo correu bem. Estou grato por ter ajudado num momento tão delicado”, relatou o motorista do Yango, Gil Chissaque.
Por sua vez, Odete Pembele destaca a importância do apoio recebido.“Usei o aplicativo para ir ao hospital porque estava sozinha. Quando estávamos quase a chegar, as contracções já eram muito fortes e acabei por dar à luz dentro do carro. Graças a Deus tudo correu bem”.
O apoio dos militares portugueses chegou a quase 80 mil pessoas vítimas das cheias em Moçambique em duas semanas de operação, além do desenvolvimento e disponibilização de uma plataforma de comando e controlo para gestão de meios em situações do género.
De acordo com o coronel Moutinho Fernandes, comandante da Força de Reação Imediata (FRI) de Portugal, os números resultam dos apoios prestados em várias valências nos dois maiores centros de abrigo de deslocados pelas cheias no país, na província de Gaza, em Chókwè, atingindo entre 50 mil e 60 mil pessoas, aos que somam outros dois em Maputo, com 20 mil.
“Percorremos uma área grande, com algumas valências”, sublinhou, citado pela Lusa, exemplificando a presença de um destacamento de fuzileiros, que permitiu o transporte nos sítios onde “não havia passagem para populações que estavam isoladas, quer com medicamentos, quer com abastecimentos”.
A operação incluiu “duas equipas médicas, que providenciaram esse apoio em alguns campos, inclusive no Hospital Provincial de Xai-Xai”, detalhou o coronel, que lidera a Força de Apoio Militar de Emergência de Reacção Imediata, com 36 militares e no terreno desde 31 de Janeiro.
No Hospital Provincial de Xai-Xai, na capital de Gaza, foi possível disponibilizar um médico urologista, que não havia.
Acrescem “cerca de 1.500 consultas”, o transporte de mais de 20 toneladas de abastecimentos e medicamentos ou o apoio à logística de organizações no terreno, incluindo em zonas sitiadas pelas cheias, já consideradas as mais graves em décadas.
Com mais de 724 mil afectadas, sobretudo no sul, e 100 mil pessoas deslocadas em cerca de 110 centros de abrigo desde Janeiro, o apoio português alargou-se à coordenação das operações, com uma equipa de inteligência geográfica que desenvolveu, em Maputo, uma ferramenta informática de comando e controlo.
Segundo o coronel Fernandes, esta ferramenta informática permite saber onde é que estão as equipas, as necessidades dos campos, inclusive integrando dados de outras organizações, com fotografias e informação, numa única plataforma.
“Permite não só controlar as nossas operações, saber onde é que somos precisos exactamente, mas também ver o que é que eles precisam mais em cada campo, que tipo de abastecimento, quantas pessoas são, onde é que têm mais necessidades”, disse ainda, citado pela Lusa.
A operação ‘Kanimambo’ (obrigado, em português) termina no final desta semana e permitiu disponibilizar a versão actual da plataforma às autoridades moçambicanas, militares e de protecção civil, com Portugal disponível para apoiar o seu desenvolvimento.
“Eventualmente com o nosso apoio, se assim entenderem, para que no futuro possa dar origem a um sistema de comando e controlo neste tipo de acontecimentos, de cheias e outras catástrofes naturais”, disse.
Reconhecendo que a situação “está a voltar um bocadinho à normalidade”, com as autoridades locais a terem capacidade para dar resposta, o tempo já não é de emergência e já se fazem balanços.
“Extremamente positivo. Não só pelo sentimento que temos, de cumprir a missão, mas pela cara das pessoas e pelo conjunto de famílias que conseguimos ajudar”, assumiu, falando à margem de nova entrega, na Base Aérea de Maputo, de duas toneladas de produtos alimentares e 200 mil produtos de saúde às vítimas das inundações.
Para o embaixador português em Maputo, Jorge Monteiro, este novo apoio é mais um exemplo da “relação especial” e “histórica” entre os dois países, numa missão prestada numa altura de cheias também em Portugal.
“O facto de Portugal estar neste momento também debaixo de condições atmosféricas, climatéricas extremas, com chuvas torrenciais, com ventos muito fortes que deixaram um rastro de destruição um pouco por todo o país, não nos impede de marcar presença em Moçambique, no momento em que Moçambique também precisa da nossa ajuda. E é isto que eu acho que valoriza ainda mais a presença destes militares aqui, que enobrecem e que nos orgulham a todos com a sua acção”, disse.
“Moçambique sabe que pode contar com Portugal tanto nas horas boas como nas horas más. Esta, infelizmente, é uma hora má, mas queremos que seja rapidamente ultrapassada e que nos possamos focar também numa cooperação mais orientada para o desenvolvimento integrado e sustentável do país”, acrescentou, citado pela Lusa, Moutinho Fernandes, comandante da Força de Reação Imediata (FRI) de Portugal.
A Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, manteve, recentemente, no seu Gabinete de Trabalho, um encontro com a Direcção do Núcleo D’Arte representada pelo Secretário-Geral, Aldino Languana. A reunião entre as partes tinha como objectivo partilhar as actividades e os resultados alcançados durante o ano de 2025 e planos para 2026.
O Secretário-Geral destacou a realização de um total de 15 exposições entre individuais e colectivas com a participação de artistas nacionais e estrangeiros, abrindo espaço para uma maior internacionalização das artes moçambicanas e troca de experiências entre artistas.
Em termos de volume de obras vendidas, o Núcleo D’Arte contabilizou cerca de 51 obras e 11 impressões, num total de 224 artistas envolvidos. Apesar destas vendas terem representado uma geração de renda para os artistas e para o próprio Núcleo, a Direcção reconhece que ainda ocorre muito comércio informal de obras no seu espaço, não permitindo a sua devida contabilização.
O Núcleo de D’Arte celebrou ao longo do ano passado Memorandos de Entendimento com várias instituições, reforçando a sua contribuição para o desenvolvimento social e cultural nacional.
O Núcleo de Arte é um espaço estratégico de educação informal em arte, o que se reflecte no número elevado de visitantes recebidos ao longo do ano passado, num total de 15 mil pessoas, entre estudantes das escolas secundárias circunvizinhas, visitantes da galeria e das oficinas, bem como o público da área de espectáculos.
Para o presente ano o Núcleo pretende fortalecer a sua capacidade de formação de artistas, maior comércio das obras de arte e engajamento dos seus membros para o cumprimento das suas obrigações, o que permitirá, sem sombra de dúvidas, manter o funcionamento do espaço como também atender aos artistas em caso de necessidade.
Matilde Muocha, enalteceu o trabalho de destaque que o Núcleo tem realizado em prol do desenvolvimento das artes e da protecção social dos seus associados. Destacou igualmente a necessidade do organismo realizar mais actividades em parceria com o Ministério da Educação e Cultura, com enfoque para a difusão da legislação que é aprovada no sector.
Muocha lançou o desafio à Direcção para que realize mais acções junto com o Governo com vista à redução da informalidade no comércio de obras de arte, o que poderá contribuir para o progresso do sector, mas acima de tudo para atender às necessidades dos artistas.
Há vários dias que a família de uma jovem moçambicana falecida em Portugal, vítima da tempestade Kristin, enfrenta dificuldades para proceder à transladação do corpo para Moçambique, por falta de recursos financeiros. O processo custa cerca de 350 mil meticais, valor que os familiares dizem não possuir. O Governo garante estar a acompanhar o caso e promete apoio, mas, até ao momento, não avançou com medidas concretas nem com prazos definidos.
Helda Muianga, de 28 anos de idade, era a filha mais nova de Joana Chiure. A 16 de Janeiro, partiu para Portugal em busca de uma oportunidade de trabalho, mas acabou por perder a vida apenas 14 dias depois de chegar ao país, na cidade de Leiria, uma das zonas mais afectadas pela tempestade.
“Ela estava na cidade de Leiria, que foi onde houve mais problemas. Na quinta-feira tentei ligar novamente, mas já não atendia. Uma pessoa conhecida, que também falava com ela, ligou para o meu genro e contou-nos a situação, que ela já não estava bem, que já não estava entre nós”, contou Joana Chiure, mãe da vítima.
Segundo a família, Helda perdeu a vida no dia 27 de Janeiro, em consequência do desabamento da residência onde se encontrava. Vinte e cinco dias depois da tragédia, a mãe ainda tenta assimilar a perda da filha.
“Éramos duas filhas, agora fiquei só com uma. Tinha muitos sonhos, já tinha concluído a faculdade e esperava-se muita coisa dela, porque era nova. Tinha apenas 28 anos, este ano faria 29. É uma perda que eu nem consigo descrever”, lamentou.
Licenciada em Relações Internacionais, Helda Muianga sonhava com uma carreira ligada à diplomacia e à internacionalização profissional. Agora, ironicamente, é necessária uma intensa articulação diplomática para garantir a transladação do seu corpo para Moçambique.
A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros assegura que o Governo está a trabalhar para apoiar a família no processo.
“Estamos a trabalhar no sentido de apoiar a família na transladação da urna. Quanto a datas, ainda não temos uma previsão concreta, pois estamos a coordenar com a nossa missão diplomática em Lisboa. Após o óbito, há procedimentos legais e administrativos internos que precisam de ser cumpridos”, explicou esta segunda-feira Maria de Fátima Manso.
De acordo com a família, o custo da transladação ronda os 5 mil euros, o equivalente a cerca de 350 mil meticais. Enquanto aguardam por uma solução institucional, familiares e amigos lançaram uma campanha solidária nas redes sociais para angariar fundos.
“Pedimos apoio e pessoas de boa vontade começaram a contribuir. Mas ainda estamos a tentar juntar o valor necessário para que ela possa regressar ao país. Já passaram duas semanas e o valor exigido continua a ser muito elevado”, explicou a mãe.
O corpo de Helda Muianga encontra-se no Instituto de Medicina Legal de Coimbra. A transladação dependerá do apoio do Estado moçambicano ou da solidariedade de cidadãos e instituições de boa vontade
Arranca em Março próximo a segunda fase do diálogo Diálogo Nacional Inclusivo e vai abranger as zonas rurais. A Comissão Técnica anunciou, também, o arranque da segunda etapa da auscultação na diáspora e fez um balanço positivo das actividades realizadas em 2025.
A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo reuniu-se, nesta segunda-feira , e após o encontro, o presidente da COTE apresentou o balanço das actividades realizadas no ano passado.
“ Notamos que o diálogo afirmou-se como uma plataforma cívica de exercício da cidadania, da participação, do exercício da democracia e da soberania. Notou-se um grau elevado de apropriação do diálogo nacional pela sociedade civil, daí que houve uma multiplicação de iniciativas espontâneas e estruturadas de pessoas singulares e coletivas que organizaram eventos que permitiram a participação dos cidadãos no diálogo, assim como recebemos propostas apresentadas por diferentes pessoas singulares e coletivas”, explicou Edson Macuácua, presidente da COTE.
Para este ano, que arranca a segunda etapa das auscultações no âmbito do diálogo nacional inclusivo, a perspectiva é que o processo se estenda para as zonas rurais.
“A primeira prioridade é a ruralização do diálogo nacional inclusivo, que é levar o diálogo nacional inclusivo para sediar-se ao nível dos postos administrativos e localidades, de modo que o processo seja mais inclusivo, mais representativo e tenha maior legitimidade ainda. Queremos que mais moçambicanos residentes nas províncias, e acima de tudo, ao nível do posto administrativo das localidades, particularmente das zonas rurais, tenham igualmente espaço, oportunidade de participar, contribuir e fazer refletir a sua visão, naquilo que é a visão global dos moçambicanos sobre o futuro que todos nós pretendemos construir.”
O Diálogo Nacional Inclusivo nas zonas rurais vai decorrer de Março até Maio deste ano. Pretende-se ouvir diferentes intervenientes de modo a garantir que ninguém fique de fora.
“Pretendemos também levar as mesas redondas para todas as províncias do nosso país, porque entendemos que em cada província há moçambicanos, há académicos, há pensadores, que têm ideias, que têm contribuições, para que o debate não seja circunscrito apenas em algumas elites, mas que seja cada vez mais apropriado pelo povo, pela população de uma forma geral.”
De acordo com o presidente da COTE primeira fase das auscultadores foi marcada por participação de todos os partidos políticos.
A África do Sul vai retirar tropas da missão da ONU na República Democrática do Congo. Sobre a decisão, o gabinete do Presidente Cyril Ramaphosa disse que já havia informado o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
A África do Sul apoiou a Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC durante 27 anos e tem mais de 700 soldados destacados no país.
A Presidência declarou que Pretória irá trabalhar em conjunto com a ONU para finalizar os prazos e outros procedimentos da retirada, que será concluída antes do final deste ano.
A Pretória afirmou que vai manter laços estreitos com Kinshasa e continuará a apoiar os esforços regionais, continentais e das Nações Unidas para trazer paz duradoura à RDC.
O mandato da Organização da Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo é combater os vários grupos rebeldes que têm guerreado durante décadas no leste do Congo, uma região na qual recentemente tem se assistido a uma escalada nos combates.
Os municípios continuam a não conseguir produzir receitas nem mesmo para o pagamento de salários dos seus funcionários. Em Nampula, há municípios que chegaram a dever seis meses de salários aos seus funcionários.
O Município da Ilha de Moçambique tem uma despesa mensal de mais de dois milhões e quinhentos mil meticais só com o pagamento de salários a cada mês, mas a sua receita mensal não chega a esse valor e em função disso, chegou a ficar meio ano sem conseguir pagar salários.
“Ficamos seis meses e não conseguimos pagar nos últimos seis meses, mas, felizmente, conseguimos agora em Dezembro fechar os seis meses. Digamos que conseguimos fechar o exercício económico do ano passado”, disse o Edil da Ilha de Moçambique, Momade Ali, admitindo que o município tem uma dívida em relação ao mês de Janeiro.
Nacala também teve meses sem salário devido ao mesmo problema. Apesar do aumento da receita, ano passado, em cerca de 50 milhões de meticais, o facto é que o fardo com o pagamento de salários continua muito pesado.
Angoche está até ao momento com cinco meses de salários em atraso. Nampula é o único Município que nos últimos dois anos não teve dívidas com salários, mas mesmo assim, o edil Luís Giquira reconhece que a edilidade ainda depende muito de fundos do Governo central.
No encerramento da reunião de balanço intermédio de governação municipal, o secretário-Geral da Frelimo reconheceu a insustentabilidade dos municípios, mas disse que os edis devem encontrar soluções para reverter o cenário.
O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de felicitações ao quarto Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, por ocasião da celebração do seu 67º aniversário natalício, assinalado hoje.
Na sua mensagem, o Chefe do Estado realça o significado desta data e manifesta profundo reconhecimento pelo percurso de vida e pelo contributo do ex-estadista ao serviço da Nação moçambicana, tanto na esfera política como na consolidação da paz, da democracia e do desenvolvimento do país.
“Em nome do Povo e do Governo moçambicanos e em meu próprio expresso a Vossa Excelência as minhas mais calorosas felicitações, desejando-lhe um aniversário pleno de alegria, contínua saúde, felicidade, bem-estar contínuo e êxito pessoal ao serviço da Pátria moçambicana, que sirvam de inspiração para que continue a desempenhar um papel exemplar na vida pública e na história de Moçambique”.
O Presidente da República enaltece o papel desempenhado pelo antigo Presidente na condução dos destinos do país, destacando o seu compromisso inabalável com a estabilidade, a unidade nacional e o progresso social e económico de Moçambique, bem como a sua dedicação às gerações futuras.
“Aproveito esta ocasião para reconhecer o valioso contributo de Vossa Excelência para a consolidação do Estado moçambicano, para o reforço da unidade nacional e para a promoção do desenvolvimento económico e social do nosso País, deixando um legado que continuará a inspirar líderes e cidadãos”.
Chapo manifesta igualmente elevada estima pessoal e institucional, reiterando votos de contínua realização e sucesso ao antigo Chefe do Estado, ao mesmo tempo que realça a importância do seu legado para a construção de uma Moçambique mais forte e unido.
“Formulo votos sinceros de contínuos sucessos pessoais e institucionais, extensivos à sua família, augurando-lhe uma vida longa, repleta de realizações, de dedicação às nobres causas da nossa Pátria e de reconhecimento eterno pelo exemplo de liderança e serviço público que Vossa Excelência representa para todos nós”.

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