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O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, levantou questionamentos sobre a continuidade do financiamento ao Ruanda para apoiar a segurança em Cabo Delgado, defendendo uma análise mais profunda sobre os resultados dos investimentos feitos na capacitação das forças nacionais.

 As declarações surgem num contexto em que o Ruanda continua a desempenhar um papel nas operações de combate ao terrorismo em Cabo Delgado, através do destacamento das suas forças militares para apoiar Moçambique na contenção dos ataques armados que, desde 2017, afectam aquela província do norte do país. Paralelamente, Moçambique também tem beneficiado de assistência internacional, incluindo apoio da União Europeia e dos Estados Unidos da América para programas de formação, capacitação técnica e reforço das Forças de Defesa e Segurança.

Foi precisamente sobre a eficácia destes investimentos que, Albino Forquilha manifestou reservas, defendendo a necessidade de se perceber se os recursos e os acordos de cooperação estabelecidos até ao momento produziram resultados suficientemente sólidos para permitir ao país reduzir a dependência externa na componente de segurança.

“Até que ponto esta capacitação do acordo havido com a União Europeia, até com os americanos, produziu capacidade no nosso país? Se tiver produzido capacidade, então, não há condições, ou não se percebe pelo menos, que se financie a Ruanda para garantir a segurança ainda de Moçambique em Cabo Delgado. Já seria possível financiar a nossa força, não é verdade? Portanto, esta é a base”, afirmou.

Com este posicionamento, o líder do PODEMOS coloca no centro do debate a questão da sustentabilidade da estratégia de segurança nacional, levantando dúvidas sobre o equilíbrio entre o recurso ao apoio militar externo e o investimento nas capacidades internas do país.

Ainda assim, Forquilha reconheceu que existem elementos que continuam pouco claros em torno do processo de financiamento e dos mecanismos ligados à permanência das forças ruandesas no território nacional.

“Como digo, ainda não temos informações muito claras no Estado moçambicano de que, sim, afirma que vai financiar a permanência aqui dos ruandeses”, acrescentou.

As preocupações relacionadas com a segurança nacional acabaram por enquadrar-se num debate mais amplo sobre o futuro do continente africano, tema central das celebrações do Dia de África. Na sua mensagem política, o PODEMOS reiterou a necessidade de aprofundar a integração africana, defendendo mecanismos mais sólidos de cooperação entre os países do continente.

Na visão do partido, a unidade africana não deve limitar-se a discursos políticos ou celebrações históricas, mas precisa de traduzir-se em políticas concretas que tenham impacto real na vida dos cidadãos.

Na nota pública apresentada durante as celebrações, o PODEMOS sustenta que o continente deve construir uma integração baseada em quatro pilares fundamentais: diversidade cultural, integração económica, paz e segurança, e cidadania africana.

Segundo a formação política, a diversidade dos povos africanos não deve ser encarada como obstáculo, mas sim como um recurso estratégico para fortalecer a identidade continental.

“A verdadeira força da África reside na sua pluralidade histórica, cultural, linguística e social. O desafio do nosso tempo consiste em transformar essa pluralidade numa base de confiança, de cooperação e responsabilidade partilhada entre os povos e Estados do continente”, refere a nota.

O partido considera igualmente que a integração económica deve deixar de permanecer apenas no plano das intenções diplomáticas e transformar-se numa agenda prática de desenvolvimento.

“A cooperação económica africana deve deixar de ser apenas uma aspiração diplomática e tornar-se um projecto concreto de criação de oportunidades, de valorização das capacidades locais e fortalecimento da autonomia económica do continente”, defende o documento.

Durante a sua intervenção, Albino Forquilha reagiu ainda aos episódios de violência e ataques dirigidos a estrangeiros na África do Sul, defendendo o resgate do espírito de solidariedade e cooperação que historicamente marcou a relação entre os países da região.

O presidente do PODEMOS considerou que muitos jovens sul-africanos cresceram sem conhecer a história da cooperação regional e o contributo prestado por diversos países africanos durante as lutas políticas e sociais que marcaram a região.

“O país que tanto amam como a África do Sul não sabem que foi construído por muitas mãos, e essas mãos vinham desses países da região, incluindo Moçambique. E se nós não formos colocando isso na cabeça dos nossos filhos, nunca saberão”, afirmou.

Para Forquilha, a ausência de uma educação cívica e histórica mais aprofundada pode contribuir para o surgimento de discursos de exclusão e comportamentos hostis contra cidadãos estrangeiros.

O líder político explicou ainda que o PODEMOS tem vindo a reforçar contactos e relações com diferentes formações políticas sul-africanas, numa tentativa de contribuir para uma maior sensibilização sobre a importância da convivência entre os povos da região. “Os cidadãos africanos devem poder circular, trabalhar, empreender e contribuir para o desenvolvimento do continente com maior liberdade e previsibilidade”, defende o partido.

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A transição global para a era digital é frequentemente associada ao avanço de infra-estruturas tecnológicas complexas, mas o modelo finlandês demonstra que o verdadeiro motor da digitalização reside na confiança institucional e na capacitação humana. O país, considerado um dos líderes mundiais em governação digital e inovação, tem servido de referência internacional na preparação das sociedades para as chamadas Future Skills (competências do futuro).

A eficácia deste ecossistema reflecte-se directamente no quotidiano urbano da capital, Helsínquia. Através do conceito de Mobility as a Service (MaaS), a cidade integra toda a sua rede de transportes públicos, incluindo metropolitano, autocarros, eléctricos e ligações marítimas, numa única plataforma digital unificada (HSL). O sistema permite a gestão de rotas e pagamentos em tempo real, priorizando a sustentabilidade e a redução do fluxo de veículos privados.

Tecnologia como Bem Público

A democratização do acesso à inovação tem na Biblioteca Central Oodi um dos seus maiores pilares. Longe do conceito tradicional de um depósito de livros, a Oodi funciona como um centro de cidadania e desenvolvimento técnico. No espaço, qualquer cidadão tem acesso gratuito a ferramentas de ponta, como impressoras 3D, estúdios de gravação áudio e vídeo, e laboratórios de robótica.

Especialistas locais apontam que a infra-estrutura apoia a política nacional de Lifelong Learning (aprendizagem ao longo da vida), garantindo que a população, independentemente da faixa etária ou classe social, desenvolva as competências necessárias para o mercado de trabalho do futuro.

Eficiência Fiscal e Relação de Confiança

Um dos exemplos mais pragmáticos da aplicação da tecnologia na governação finlandesa encontra-se na sua Administração Fiscal (Vero). O sistema destaca-se pela automatização extrema e desburocratização: o Estado centraliza e processa previamente os dados financeiros, enviando aos contribuintes declarações pré-preenchidas que requerem apenas verificação mínima.

A desmaterialização dos processos e a transparência na aplicação dos recursos públicos resultam numa das maiores taxas de conformidade fiscal a nível global. A experiência demonstra que a digitalização, quando orientada para a simplificação da vida do cidadão, actua como um factor de reforço da confiança mútua entre o indivíduo e as instituições estatais.

O Desafio da Literacia Mediática

Para sustentar uma sociedade altamente conectada, a Finlândia aposta fortemente na literacia mediática desde os primeiros anos de ensino. O combate à desinformação e às fake news é tratado como uma questão de segurança nacional e resiliência social, capacitando os cidadãos a exercerem o pensamento crítico no ambiente virtual.

A grande lição que o modelo finlandês oferece a economias em crescimento, como a de Moçambique, é que o sucesso da transformação digital não se quantifica apenas pelos dispositivos disponíveis, mas sim pela capacidade de humanizar as ferramentas tecnológicas e de utilizá-las como vectores de inclusão, transparência e desenvolvimento social.

O Governo moçambicano e vários desportistas manifestam confiança na qualificação da selecção nacional de futebol, os Mambas, para o Campeonato Africano das Nações 2027, apesar de reconhecerem a exigência do grupo de apuramento.

Os “Mambas” ficaram inseridos no Grupo J, ao lado de Senegal, Sudão e Etiópia, resultado do sorteio realizado pela Confederação Africana de Futebol. Ainda assim, técnicos, antigos atletas e responsáveis governamentais consideram o grupo “acessível” e com reais possibilidades de passagem à fase seguinte.

O antigo capitão dos Mambas, Dário Monteiro, alertou para a necessidade de cautela, sublinhando que nenhuma equipa deve ser subestimada.

“Não podemos partir para esta fase como se fossem favas contadas. Todas as equipas do grupo acreditam na qualificação”, afirmou.

Já o antigo selecionador nacional, João Chissano, considerou que Moçambique e Senegal surgem como principais candidatos à qualificação, com base no historial recente das selecções.

“É um grupo acessível, e temos possibilidades, porque Moçambique e Senegal são os favoritos a passar”, declarou.

Por sua vez, o desportista Paulo Saveca destacou que a selecção nacional tem mostrado evolução técnica e capacidade competitiva suficiente para enfrentar os adversários do grupo.

Do lado governamental, o Ministério da Juventude e Desporto reafirmou o compromisso de apoiar a selecção nacional na caminhada rumo à qualificação. O secretário permanente, Júlio Mendes, garantiu envolvimento institucional e mobilização do País em torno dos Mambas.

“Temos esperança de voltar ao CAN e vamos trabalhar afincadamente, com apoio do governo e do povo moçambicano”, afirmou.

A preparação da selecção nacional para a dupla jornada de qualificação, em Setembro, está prevista para o dia 9 de Junho, com um jogo amigável diante da Indonésia.

Os desportistas falavam à margem da gala comemorativa dos 10 anos do Instituto Médio de Educação Física e Desporto, evento que reconheceu parceiros estratégicos e reforçou cooperações internacionais para o desenvolvimento do desporto em Moçambique.

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, ofereceu, hoje, uma bolsa de estudo ao jovem moçambicano Fernando Armando Cavele, de 25 anos de idade, graduado em arquitetura pela Universidade Eduardo Mondlane e entusiasta da arquitetura espacial. 

Fernando Armando Cavele foi admitido no Instituto de Arquitetura  Avançada da Catalunha, na Espanha, para o Mestrado em  Arquitetura Avançada e Fabricação Digital, mas corria o risco de perder a vaga por falta de recursos para a inscrição, avaliada  em 3 800 euros (cerca de 285 000 meticais). 

“Reconhecendo o mérito académico e o potencial inovador do  jovem, o Gabinete da Primeira-Dama assumiu o compromisso de  apoiar integralmente o seu percurso através da atribuição de  uma bolsa de estudos completa. O apoio garante o valor  imediato para a inscrição e todas as condições necessárias para  a frequência e conclusão do mestrado”, lê-se no comunicado da Primeira-Dama da República.

Na cidade da Beira, alguns motoristas e cobradores continuam a especular tarifas de chapas-100, apesar da decisão anunciada pelo município e Associação dos Transportadores de em manter a tarifa enquanto se aguarda pelas compensações, cujo processo tem fraca adesão 

Cinco dias depois da Associação dos transportadores da Beira e o Conselho Municipal da Beira terem decidido manter as tarifas dos chapas-100 no Chiveve, sob pretexto de estarem a espera das compensações, que deverão  iniciar na próxima semana, alguns operadores  continuam a especular as tarifas,  sob a alegação de fazer face  aos altos preços dos combustíveis.

Os passageiros exortam ao Governo para que cumpra com o pagamento das compensações, facto que, sob seu ponto de vista, vai contribuir para a reposição das tarifas, que aumentaram em todas as rotas em valores que variam de cinco a 10 meticais.

Quanto ao licenciamento massivo ora em curso na Beira e que deverá terminar na próxima segunda-feira, os transportadores estão reticentes sobre o processo de compensações.

Outros transportadores têm fé no processo de compensação prometido pelo Governo, de tal forma que têm estado a submeter toda a documentação na Associação, como é o caso de Ibraimo Carlos. 

A adesão dos  transportadores a inscrição massiva para se beneficiarem das compensações continua fraca apesar de faltarem apenas dois dias para o processo terminar, e o facto pode estar relacionado com a falta de fé neste processo. 

Na cidade da Beira existem  pouco mais de 500 viaturas, que se dedicam ao transporte de pessoas e bens e destes apenas é que já concluíram com o processo de inscrição para as compensações.

Esselina Macome assumiu, recentemente, a presidência da Associação Moçambicana dos Bancos e foram empossados órgãos sociais da instituição para o triénio 2026-2028.

Na presidência da Associação Moçambicana dos Bancos, Esselina Macome será coadjuvado por Luís Aguiar, vice-presidente da associação, em representação do Banco Comercial de Investimentos (BCI). 

A Direcção da AMB é composta por seis bancos.

Na sua intervenção, Esselina Macome comprometeu-se a dar continuidade ao trabalho realizado pela direcção cessante com vista a “responder aos desafios que o País enfrenta, desde a necessidade de alargar o acesso a serviços financeiros, o apoio ao crescimento das Pequenas e Médias Empresas (PME) até à aceleração da transformação digital do sector bancário”.

Por seu turno, Luís Aguiar é administrador executivo no BCI, com uma experiência bancária de mais de 35 anos, dos quais 10 anos em Moçambique.

Com uma sólida experiência no sector financeiro, Macome é professora associada na Universidade Eduardo Mondlane e directora executiva da Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç).

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, demitiu o Primeiro-Ministro Ousmane Sonko e dissolveu todo o Governo, numa decisão que está a provocar forte agitação política naquele país da África Ocidental. A decisão foi anunciada esta sexta-feira através da televisão estatal senegalesa e marca o fim da aliança política entre os dois líderes que chegaram juntos ao poder em 2024, prometendo reformas profundas, combate à corrupção e mudanças económicas no Senegal.

O Senegal enfrenta uma das maiores crises políticas dos últimos anos. O Presidente Bassirou Diomaye Faye decidiu afastar Ousmane Sonko do cargo de primeiro-ministro e dissolver o executivo, numa altura em que aumentavam sinais de tensão no seio do partido no poder.

Sonko era considerado o principal aliado político de Faye e uma das figuras mais influentes da oposição senegalesa. Impedido de concorrer às presidenciais de 2024 devido a problemas judiciais, foi ele quem apoiou a candidatura de Diomaye Faye, que acabaria eleito presidente da República.

Após a vitória eleitoral, Sonko assumiu o cargo de primeiro-ministro, mas divergências internas começaram a surgir nos últimos meses, sobretudo em relação à gestão da economia, negociações com o Fundo Monetário Internacional e controlo político dentro do governo.

A dissolução do executivo acontece num contexto económico difícil, marcado pelo aumento da dívida pública e pressão social por resultados concretos das promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Depois da demissão, Ousmane Sonko reagiu nas redes sociais, numa publicação interpretada como sinal claro do rompimento definitivo entre os dois antigos aliados políticos.

Agora, o país aguarda pela nomeação de um novo governo, enquanto cresce a incerteza sobre o futuro político do Senegal.

O Presidente da República, Daniel Chapo, atribuiu, a título póstumo, o título honorífico de Herói da República de Moçambique ao Tenente-General na Reserva Joaquim João Munhepe Muhlanga, em reconhecimento pelo seu contributo na Luta de Libertação Nacional e na construção do Estado moçambicano.

Segundo um comunicado da Presidência da República divulgado terça-feira, a distinção foi atribuída ao abrigo das competências conferidas pela Constituição da República e da legislação sobre títulos honoríficos do Estado.

O Chefe do Estado destaca o percurso patriótico, revolucionário, militar e político de Joaquim Munhepe Muhlanga, descrito como uma figura histórica da Luta de Libertação Nacional, dirigente das antigas Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM) e combatente pela independência, unidade nacional, soberania e defesa da pátria.

A Presidência refere igualmente que o veterano desempenhou um papel relevante desde os primeiros anos da luta armada, no seio das estruturas político-militares da Frente de Libertação de Moçambique, com destaque para a organização dos centros de preparação político-militar, estruturação das comunicações das FPLM e consolidação operacional da luta de libertação.

Pelo seu contributo à causa nacional, Joaquim Munhepe Muhlanga foi anteriormente distinguido com a Ordem Eduardo Mondlane de 2.º Grau, a Medalha de Veterano da Luta de Libertação Nacional e a Medalha dos 20 Anos da FRELIMO.

De acordo com o comunicado, a atribuição do título visa igualmente preservar e valorizar o legado de patriotismo, disciplina, coragem e dedicação deixado pelo veterano, cuja acção “permanece inscrita na história da República de Moçambique e na memória colectiva do povo moçambicano”.

O candidato a presidente da Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), Pascoal Isaías, anunciou, há dias, que concorre ao cargo com objectivo de revolucionar a instituição e a modalidade.

Pascoal “Zolas” Isaías, que concorre à sucessão de António Madeira Jr no pleito do próximo dia 4 de Junho, ambiciona inovar, trazer espectáculo aos campos do basquetebol, promovendo a modalidade e atraindo mais público aos pavilhões.

Outro dos desafios a que se propõe, caso seja eleito presidente da LMB, é a proximidade aos clubes filiados, acção que irá facilitar o diálogo e  desenvolvimento da modalidade da bola ao cesto.

 O candidato a presidente da LMB projecta, outrossim, transformar a agremiação e a prova  numa referência desportiva e de entretenimento na região.  

Pascoal Isaías defende, ainda,  apoio institucional, ou melhor, suporte aos clubes no processo de reestruturação interna e um trabalho conjunto na busca de patrocínios locais para os mesmos.

Pascoal Isaías promete, por outro lado,  valorizar todos os intervenientes e ou cadeia do basquetebol  com a realização de uma gala anual de premiação que se transforme no maior evento desportivo do país.

Outra aposta de Páscoa Isaías pretende-se com a redução de barreiras, facilitação de inscrições e transição para novos emblemas que ambicionam abraçar o projecto da LMB.

O antigo praticamente e, actualmente dinamizador do basquetebol, quer criar  canais directos de comunicação, abrindo espaço para discussões abertas com dirigentes para colher sensibilidades sobre o basquetebol.

Pascoal Isaías sonha com uma  uma liga competitiva que consiga atrair atletas estrangeiros de qualidade e nacionais que evoluem fora do país.

No seu elenco, constam figuras conhecidas e referências da modalidade: Carla Silva da Costa, Martinho Sobrinho, Pedro Sinai Nhatitima , Kátia Machai, Cândido Langa, Francisco Faustino, entre outras.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta quinta-feira, o envio de mais 5.000 soldados para a Polónia, dias depois de ter anunciado a retirada do mesmo número de militares norte-americanos da Alemanha.

Donald Trump publicou na sua rede social Truth Social, esta quinta-feira, uma declaração segundo a qual irá enviar 5 mil soldados à Polónia e justificou que a decisão resulta da forte relação entre os dois países. 

“No seguimento da vitória eleitoral do atual presidente da Polônia, Karol Nawrocki, a quem tive a honra de dar o meu apoio, e das nossas relações, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão para a Polónia mais 5 mil militares”, anunciou Trump. 

O anúncio surge dois dias após o vice-presidente dos EUA ter informado que o destacamento planeado de tropas norte-americanas na Polônia tinha sido adiado. 

Estes movimentos de tropas norte-americanas estão a ser acompanhados de perto, depois de o Presidente dos EUA ter ameaçado punir os aliados europeus que não apoiassem a sua guerra contra o Irão.

No mês passado, o Pentágono já havia anunciado a retirada de 5 mil soldados da Alemanha e a decisão foi interpretada como  uma reacção às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, à falta de estratégia norte-americana no conflito contra o Irão.    

No mesmo período, Trump afirmou que a redução poderia ser ainda maior e informou que ponderava retirar tropas também da Itália, após a primeira-ministra Giorgia Meloni, ter defendido o Papa Leão XIV dos ataques do líder norte-americano.

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