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A Ministra da Educação, Samaria Tovela, apelou à paciência dos professores que reclamam o pagamento de horas extraordinárias em atraso, reconhecendo a legitimidade das suas reivindicações, mas sublinhando que o Estado não dispõe de capacidade financeira para liquidar toda a dívida de uma só vez.

A governante reagia à nova onda de paralisação das aulas protagonizada por docentes que exigem a regularização dos valores em dívida. Apesar de reconhecer o direito dos professores a reclamarem os seus créditos, Samaria Tovela considera que a interrupção das actividades lectivas não constitui a melhor forma de protesto, por prejudicar milhares de alunos.

A ministra alertou ainda que os docentes que aderirem à paralisação poderão enfrentar implicações e procedimentos administrativos previstos na lei.

Recorde-se que o Governo anunciou ter regularizado integralmente o pagamento das horas extraordinárias referentes ao ano de 2022 e parte de 2023. Contudo, continua por liquidar o remanescente desse ano, bem como a totalidade dos valores correspondentes a 2024.

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Dois meses após as cheias que afectaram centenas de famílias residentes nas margens do rio Revúboè, na cidade de Tete, dezenas de agregados familiares continuam a viver em zonas consideradas de risco, sobretudo nos bairros Chingodzi e Matundo.

Numa visita efectuada pela STV aos locais afectados, foi possível constatar que muitas habitações permanecem erguidas junto às margens do rio, apesar dos prejuízos causados pelas inundações registadas em Março último.

Os moradores admitem estar expostos ao perigo, mas justificam a permanência nas áreas vulneráveis com a falta de alternativas habitacionais. Alegam ainda não possuir condições financeiras para construir em locais seguros nem acesso a terrenos para reassentamento.

Tomas Marcos, Victor Erculano e Gilda Firmino, residentes daquelas zonas, afirmam que, embora tenham consciência dos riscos, não têm outra opção senão continuar a viver junto ao rio.

Entretanto, alguns munícipes acusam as autoridades de falta de acompanhamento e assistência após a ocorrência das cheias. Segundo Arlinda Ngovo, a ausência de medidas concretas para o reassentamento das famílias contribui para que muitas pessoas permaneçam em locais vulneráveis.

As famílias que chegaram a ser acolhidas no centro de acomodação instalado no Instituto Industrial de Tete durante o período mais crítico das cheias relatam que, após a estabilização da situação, foram orientadas a regressar às suas zonas de origem.

Domingos Matique e Fátima Victorino, antigos ocupantes do centro de acomodação, dizem que regressaram às suas residências apesar dos riscos, por não terem sido apresentadas alternativas viáveis para a sua reinstalação.

Enquanto isso, centenas de famílias continuam a viver entre a incerteza e o receio de que uma nova época chuvosa volte a colocar em perigo vidas humanas e bens materiais nas margens do rio Revúboè.

Para Gervásio Ernesto, pastor e residente da região, é urgente que sejam encontradas soluções duradouras para evitar que as populações continuem expostas aos efeitos das cheias.

Contactada pela STV para esclarecer as medidas em curso visando o reassentamento das famílias que vivem em zonas de risco, a edilidade de Tete, através do assessor de comunicação do presidente do Conselho Municipal, remeteu o assunto ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Por sua vez, a delegada provincial do INGD encaminhou os esclarecimentos para o Conselho Municipal de Tete, sem avançar informações sobre eventuais soluções para os moradores afectados.

Perante este cenário, as famílias afectadas continuam à espera de respostas concretas das autoridades, enquanto permanecem em locais susceptíveis a novas inundações.

 

Chicotada psicológica relâmpago no Mundial de Futebol de 2026! A Federação Tunisina de Futebol demitiu o seleccionador Sabri Lamouchi, após sofrer uma goleada na partida inaugural da fase de grupos. Para o seu lugar, a federação agiu depressa e chamou o francês Hervé Renard.

A pesada goleada por cinco bolas a uma frente à Suécia foi a gota de água para os dirigentes tunisinos.

Sabri Lamouchi não resistiu ao desaire na estreia em Monterrey, no México, e deixa o comando técnico das “Águias de Cartago” de forma imediata. É a primeira demissão em pleno torneio.

Para o seu lugar, chega um velho conhecido do futebol africano. O francês Hervé Renard, de 57 anos, assume o desafio de tentar salvar a campanha da Tunísia.

Com passagens pelas selecções do Gana, Zâmbia, Angola, Costa do Marfim e Marrocos nos últimos 20 anos, Renard é um conhecedor profundo do futebol africano.

O contrato é válido para o que resta da competição, com opção de renovação. Renard tem agora a missão urgente de motivar o plantel para os próximos dois jogos decisivos da fase de grupos.

O novo seleccionador da Tunísia estreia-se já no próximo jogo, na madrugada de domingo, diante do Japão, com a pressão máxima de pontuar para evitar a eliminação precoce da Tunísia neste Mundial.

As obras de reabilitação da Avenida Agostinho Neto, na cidade de Quelimane, já alcançaram 80 por cento de execução física, registando progressos assinaláveis, sobretudo ao nível da colocação de pavê em diversos troços da via.

Os trabalhos decorrem actualmente em pelo menos quatro frentes de obra, após a conclusão de parte das intervenções ligadas à montagem de lancis e à construção das valas de drenagem.

Segundo o empreiteiro responsável, os constrangimentos relacionados com o abastecimento de combustível, que chegaram a afectar o ritmo da empreitada, foram entretanto ultrapassados, permitindo a normalização dos trabalhos no terreno.

A previsão aponta para que, até à segunda semana de Julho, a execução da obra atinja cerca de 95 por cento. Nessa fase, ficarão por concluir apenas a colocação das tampas das valas de drenagem e a sinalização horizontal e vertical da rodovia.

Orçada em 75 milhões de meticais, a reabilitação da Avenida Agostinho Neto é financiada pelo Banco Mundial e tem como objectivo melhorar a circulação rodoviária e as condições de drenagem numa das principais artérias da cidade de Quelimane

A ChildFund Moçambique e o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) assinaram, nesta sexta-feira, um Protocolo de Cooperação destinado à implementação do projecto “Uma Escola Daqui com Água Potável para Criança”, uma iniciativa que reforça o compromisso das duas instituições com a melhoria das condições de Educação, Saúde e bem-estar das comunidades rurais moçambicanas.

O acordo, formalizado na sede do BCI, em Maputo, pelo Administrador do Banco, George Mandawa, e pelo Gestor Nacional da ChildFund Moçambique, Harrisson Ruben, enquadra-se nas comemorações dos 30 anos do BCI em Moçambique e marca mais uma etapa da cooperação entre as partes.

No quadro desta parceria, serão construídos quatro furos de água em escolas e comunidades das províncias de Gaza, Inhambane e Nampula, beneficiando directamente mais de 2.000 crianças e cerca de 3.000 membros das comunidades.

Na ocasião, o Administrador do BCI, George Mandawa, destacou o percurso do Banco ao longo dos seus 30 anos de existência, sublinhando o compromisso contínuo com o desenvolvimento do país e com a promoção de iniciativas que geram impacto económico e social sustentável em Moçambique.

O responsável sublinhou que, com o acordo firmado, o Banco reforça o seu compromisso com a criação de impacto social positivo. O BCI coloca a criança no centro da sua acção social, entendendo que cada gota de água é um investimento na educação, saúde e dignidade das futuras gerações.

Acrescentou que o Banco não se limita à construção de furos de água, mas à construção de futuro, criando condições para uma educação melhor, para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Por sua vez, o Gestor Nacional da ChildFund Moçambique, Harrisson Ruben, salientou que o acesso à água potável constitui um factor determinante para o desenvolvimento das crianças. “Cada furo aberto constitui muito mais do que acesso à água potável; representa dignidade, saúde e melhores oportunidades de aprendizagem para as nossas crianças”, disse. Acrescentou, ainda, que o compromisso da ChildFund vai para além da construção de infra-estruturas, prevendo igualmente a criação e capacitação de comités locais de gestão da água, com vista a assegurar a sustentabilidade das intervenções e garantir que os seus benefícios sejam duradouros.

Ao promover o acesso sustentável à água potável em comunidades rurais, o projecto em referência contribui para reduzir as dificuldades de acesso a este recurso essencial, melhorar o ambiente escolar e elevar a qualidade de vida de milhares de crianças e das suas famílias.

 

Cerca de 800 cidadãos moçambicanos regressaram ao país vítimas de actos de xenofobia, enquanto mais de 200 cidadãos malawianos usaram Moçambique como corredor de passagem para regressar ao seu país. Os dados foram avançados esta sexta-feira pelo Serviço Nacional de Migração, durante uma conferência de imprensa.

As autoridades moçambicanas registaram já registaram a deportação de 5 302 cidadãos nacionais por permanência ilegal em países estrangeiros.

Segundo dados apresentados pelas autoridades, do total de cidadãos deportados, aproximadamente 800 foram vítimas de actos de xenofobia, enquanto os restantes foram repatriados por situações relacionadas com entrada ou permanência ilegal nos países onde se encontravam.

Entretanto, entre os dias 11 e 19 do corrente mês, as autoridades receberam, através do posto fronteiriço da Ponta do Ouro, 221 cidadãos de nacionalidade malawiana interceptados por violação da linha de fronteira entre a África do Sul e Moçambique.

Os cidadãos foram detectados pela Polícia de Fronteira no posto de controlo de Salamanga, no distrito de Matutuine, província de Maputo. Do grupo, 60 foram interpelados naquele posto de controlo rodoviário, enquanto os restantes foram encaminhados para diferentes unidades policiais para os devidos procedimentos.

As autoridades moçambicanas afirmam ter coordenado com os serviços competentes ao longo da rota de regresso para garantir o acolhimento, assistência e acompanhamento dos cidadãos malawianos até ao seu país de origem.

Para o efeito, foram accionados os postos de controlo e os serviços de migração existentes ao longo do percurso, com vista a assegurar que o processo decorresse de forma segura e organizada.

A epidemia de ébola já causou mais de 200 mortes na República Democrática do Congo (RDC), pouco mais de um mês após ter sido declarada, informou nesta quinta-feira a agência de saúde da União Africana.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África informou que 202 pessoas morreram em decorrência de ebola, de um total de 875 casos confirmados, resultando em uma taxa de mortalidade de 23%.

Devido aos desafios de segurança e à dificuldade de acesso a algumas áreas para as equipes de resposta do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África , da OMS e de diferentes parceiros, ainda constata-se que o rastreamento de contactos é baixo.

A Cruz Vermelha alertou esta semana que o surto na República Democrática do Congo, declarado em 15 de maio, ainda não atingiu o pico e pode levar um ano para ser contido.

Ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a cepa do vírus responsável pelo surto actual.

As três províncias afectadas no nordeste da RDC – Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul  estão há muito tempo mergulhadas em conflitos e deslocamentos em massa, o que complica a resposta.

O surto se espalhou para o país vizinho, Uganda, embora as medidas de contenção tenham sido eficazes por lá, com 19 casos confirmados, incluindo duas mortes, e a maioria dos casos são de viajantes congoleses.

A África do Sul alcançou o primeiro ponto no Mundial, após empatar a uma bola com a República Checa, em jogo da segunda jornada do Grupo A da prova. No mesmo grupo, o México venceu a Coreia do Sul por 1-0. 

Pelo Grupo B, o Canadá goleiou o Qatar por expressivos 6-0, numa ronda em que a Suécia também goleiou a Bósnia e Herzegovina por quatro bolas a uma. 

No prosseguimento da segunda jornada, os Estados Unidos irão defrontar a Austrália, hoje, às 21h00, partida inserida no Grupo D.  

O Banco de Moçambique realizou, nos dias 17 e 18 de Junho, em Quelimane, uma capacitação de 43 jornalistas de órgãos de comunicação social da província da Zambézia, em parceria com o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ).

O evento, inserido no programa de educação económica denominado “Economia para Todos”, visava dotar os escribas de conhecimentos sobre o funcionamento do mercado cambial e do Fundo Soberano de Moçambique.

Intervindo na abertura do evento, o chefe do Serviço de Administração e Contabilidade da Filial de Quelimane, José Muane, disse que a qualidade da informação jornalística é de extrema relevância, porque “influencia directamente a compreensão e opiniões do público, relativamente a matérias adstritas ao mandato do Banco, nos domínios monetário, prudencial e cambial”.

Coube ao técnico do Gabinete de Comunicação e Imagem, Elton Cavadias, e ao assistente de Direcção do Departamento de Mercados e Gestão de Reservas, Cláudio Mangue, dissertar, respectivamente, sobre os temas “Taxa de câmbio e mercado cambial: o que é e como funciona?” e “Fundo Soberano de Moçambique: processo de governance e sua operacionalização”, que mereceram um debate permeado por muita interacção com os participantes.

Falando em representação dos escribas, o representante do Sindicato Provincial em Quelimane, Quincardete Paulo, louvou a iniciativa do banco central, sublinhando que o aprendizado adquirido será uma mais-valia na divulgação adequada de informações de interesse público com rigor e responsabilidade.

O Standard Bank e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento assinaram, na quarta-feira, um memorando de entendimento para a implementação do Programa de Incubação e Formação para Mulheres em Negócios Verdes.

Trata-se de uma iniciativa formalizada em Maputo e que visa fortalecer a capacidade empreendedora de mulheres moçambicanas e promover o seu envolvimento em sectores estratégicos para o desenvolvimento sustentável.

No acordo, as instituições propõem-se a criar oportunidades para que mulheres empreendedoras possam desenvolver competências empresariais, fortalecer os seus negócios e expandir o seu impacto nos domínios da economia verde, economia azul, economia circular, energias renováveis e gestão de resíduos.

“O programa contempla a realização de actividades de incubação e aceleração empresarial, academias de educação financeira, ‘masterclasses’ de gestão e módulos digitais de aprendizagem, permitindo que empreendedoras de todas as províncias tenham acesso a conhecimentos, ferramentas e redes de apoio essenciais para o crescimento sustentável dos seus negócios”, refere uma nota.

De acordo com o comunicado de imprensa, a iniciativa resulta de uma visão de desenvolvimento económico inclusivo e sustentável, assente no reconhecimento do papel das mulheres como agentes de transformação económica e social.

Para Erica Noormahomed, responsável da Incubadora de Negócios do Standard Bank, a parceria “representa um investimento concreto no talento, na capacidade empreendedora e no potencial de liderança das mulheres moçambicanas, reconhecendo o papel fundamental que desempenham na criação de riqueza e geração de emprego”.

Conforme explicou, o crescimento económico sustentável exige a participação activa das mulheres em sectores estratégicos para o futuro do País. Por isso, acrescentou, o programa foi concebido para apoiar empreendedoras em diferentes fases da sua jornada empresarial, desde a concepção de ideias de negócio até à aceleração de empresas com elevado potencial de crescimento.

“Pretendemos criar uma comunidade dinâmica de empresárias que continue a crescer para além da duração formal do projecto e que promova a colaboração, a partilha de experiências, o acesso a mercados, oportunidades de financiamento e novas parcerias”, frisou Noormahomed.

Por seu turno, a directora residente da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) em Moçambique, Kirsten Focken destacou o papel estratégico das mulheres na promoção de soluções empresariais sustentáveis.

“As mulheres empreendedoras estão numa posição única para liderar a transformação verde de Moçambique. Com base na nossa forte colaboração com o Standard Bank, estamos a investir em competências, redes e impulso para transformar grandes ideias em negócios resilientes e geradores de emprego”, disse a directora residente da GIZ em Moçambique.

O programa inclui, ainda, medidas de inclusão e acessibilidade, visando garantir a participação de mulheres provenientes de diferentes contextos sociais e económicos, incluindo mulheres com deficiência, reforçando o compromisso das duas instituições com um desenvolvimento mais equitativo e abrangente.

“Esta parceria surge na sequência de experiências anteriores desenvolvidas conjuntamente entre o Standard Bank e a GIZ, cujos resultados demonstraram o impacto positivo da capacitação empresarial feminina na criação de emprego, crescimento dos negócios e fortalecimento da economia nacional”, diz a nota.

Com esta iniciativa, o Standard Bank e a GIZ afirmam que pretendem contribuir para o surgimento de uma nova geração de empresárias moçambicanas preparadas para liderar a transformação económica verde do País, promovendo empresas mais resilientes, competitivas e sustentáveis.

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