A mineradora Montepuez Ruby Mining (MRM) transferiu ao Estado moçambicano o equivalente a 23% das suas receitas totais em 2025, segundo dados divulgados pela Gemfields, responsável pela operação mineira em Namanhumbir, distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado.
A informação foi divulgada esta quinta-feira, no relatório do indicador “G-Factor para Recursos Naturais”, mecanismo adoptado pela Gemfields para medir a proporção das receitas geradas pela exploração de recursos naturais que é efectivamente canalizada para os governos dos países anfitriões, sob a forma de impostos, royalties e outras contribuições fiscais.
De acordo com os dados apresentados, a MRM gerou receitas totais avaliadas em 49,9 milhões de dólares norte-americanos em 2025, tendo transferido 11,3 milhões de dólares ao Estado moçambicano. Este montante inclui, essencialmente, o pagamento de royalties minerais e do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC).
No acumulado de dez anos, entre 2016 e 2025, o “G-Factor” da MRM fixa-se em 26%, o que significa que, em média, mais de um quarto das receitas obtidas pela empresa neste período foram canalizadas para os cofres públicos moçambicanos. Já no horizonte de cinco anos (2021–2025), o indicador mantém-se nos 23%.
O CEO da Gemfields, Sean Gilbertson, destacou que o desempenho da MRM reflecte tanto o contexto operacional quanto às dinâmicas do mercado internacional de pedras preciosas.“Os resultados de 2025 do ‘G-Factor for Natural Resources’ da Montepuez Ruby Mining (MRM) evidenciam como as contribuições para os países anfitriões variam em função das condições de mercado e operacionais. Em Moçambique, a Montepuez Ruby Mining pagou 23% das suas receitas ao Governo de Moçambique em 2025.”
O responsável acrescentou que, apesar da redução dos pagamentos totais em termos absolutos, a contribuição proporcional manteve-se sólida:
“Embora os pagamentos totais em numerário tenham sido inferiores aos de anos anteriores, por consequência da redução da produção de rubis premium, adiamento do leilão de rubis de dezembro e as incursões de mineração ilegal, a contribuição fiscal proporcional manteve-se robusta.”
Gilbertson reforçou ainda o compromisso da empresa com a transparência no sector extractivo, “mantemo-nos comprometidos com a transparência proporcionada pelo ‘G-Factor para Recursos Naturais’ e continuamos a incentivar uma adopção mais ampla na indústria, para que os governos anfitriões e os seus cidadãos possam avaliar melhor a gestão dos seus recursos.”
Os dados surgem num contexto de crescimento significativo da produção de rubis em Moçambique. Informações oficiais do Ministério dos Recursos Minerais e Energia indicam que o país produziu mais de cinco milhões de quilates em 2025, representando um aumento de cerca de 29% em relação ao ano anterior.
Este desempenho reflecte a forte procura internacional e o reforço da actividade das empresas mineiras. No entanto, o sector continua a enfrentar constrangimentos relevantes, com destaque para a mineração ilegal, que tem afectado operações, infra-estruturas e receitas.
A própria MRM já havia alertado recentemente, para a necessidade de medidas mais firmes contra redes que financiam e incentivam a exploração ilícita de rubis, após incidentes registados na sua concessão em Cabo Delgado.
Além disso, o adiamento de leilões internacionais e atrasos operacionais, incluindo dificuldades na entrada em funcionamento pleno de novas infra-estruturas de processamento, também condicionaram o desempenho financeiro da empresa ao longo de 2025.
O “G-Factor para Recursos Naturais” é calculado com base na relação entre o total de pagamentos efectuados ao governo, incluindo royalties, impostos sobre lucros, dividendos e taxas de exportação e as receitas totais da empresa num determinado período.
Trata-se de um indicador de referência que permite aferir, de forma simplificada, o grau de retorno financeiro que os países anfitriões obtêm da exploração dos seus recursos naturais. Contudo, a própria Gemfields reconhece que o mecanismo não capta a totalidade das contribuições fiscais, uma vez que exclui impostos indirectos, contribuições sociais e outras taxas relevantes.
A selecção nacional de sub-17 do nosso País já conhece os seus adversários para a fase de grupos da 16.ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2026, a decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho em Marrocos. Trata-se de Mali, Tanzânia e Angola, esta última seu rival da região.
O sorteio do Campeonato Africano das Nações da categoria de sub-17 foi realizado na tarde desta quarta-feira, na cidade do Cairo, Egipto, e definiu a composição dos quatro grupos da competição que terá lugar em Marrocos, em Maio e Junho próximos.
Moçambique, que esteve integrado no pote 4 do sorteio, foi sorteado para integrar o Grupo C, juntamente com as selecções do Mali, Angola e Tanzânia, num enquadramento competitivo que exigirá elevado rigor táctico e maturidade competitiva dos jovens Mambinhas.
A fase final do CAN sub-17 contará com 16 selecções, distribuídas em quatro grupos de quatro equipas cada. As duas primeiras classificadas de cada grupo avançam para os quartos-de-final, fase em que os oito apurados garantem automaticamente a qualificação para o Campeonato do Mundo da categoria do próximo ano.
Para além disso, as selecções que terminarem na terceira posição de cada grupo disputarão um play-off adicional, do qual sairão mais duas equipas qualificadas para o Mundial.
Histórico de Moçambique e Raio-X dos adversários do grupo C
Moçambique soma duas participações na história do CAN sub-17, nomeadamente nas edições de 1995 e 2001, tendo, em ambas ocasiões, ficado pela fase de grupos.
A edição de 2026 representa, assim, uma nova oportunidade para a selecção nacional ultrapassar essa barreira e afirmar-se entre as melhores do continente, até já provou nas provas que disputou ano passado e este ano.
Os adversários de Moçambique apresentam percursos distintos na competição, com algum histórico relevante. A Etiópia conta com três participações (1997, 2001 e 2003), tendo alcançado como melhor resultado o quarto lugar na edição de 1997, evidenciando tradição competitiva na prova.
A Tanzânia soma igualmente três presenças (2017, 2019 e 2025), tendo sido eliminada na fase de grupos em todas elas, perfilando-se como uma equipa em busca de afirmação.
Já Angola apresenta maior regularidade, com cinco participações (1997, 1999, 2001, 2019 e 2025), destacando-se o terceiro lugar alcançado em 2019, o melhor registo entre os adversários directos de Moçambique no grupo.
Com um grupo equilibrado e adversários com diferentes níveis de experiência, Moçambique terá de apresentar consistência e ambição para lutar por um dos lugares de qualificação.
A campanha rumo ao CAN sub-17 deste ano arranca, assim, com um desafio claro: transformar potencial em resultados e escrever uma nova página na história do futebol jovem nacional.
A prova vai decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho, em Marrocos.
Eis a composição dos quatro grupos:
Grupo A: Marrocos, Tunísia, Egipto e Etiópia.
Grupo B: Costa do Marfim, Camarões, Uganda e RD Congo.
Grupo C: Mali, Angola, Tanzânia e Moçambique.
Grupo D: Senegal, África do Sul, Argélia e Gana.1
O futebol tem destas partidas cruéis e o Sporting sentiu-o da forma mais amarga na noite de terça-feira. Num Estádio José Alvalade vibrante e esgotado, os “leões” viram uma exibição defensiva quase perfeita ser desfeita ao minuto 90+2, com o Arsenal a levar para Londres uma vitória preciosa por 0-1.
Desde o apito inicial, ficou clara a estratégia das duas equipas. O Arsenal, fiel à identidade de Mikel Arteta, assumiu o controlo da posse e tentou empurrar o Sporting para o seu último terço. Contudo, a organização leonina mostrou-se imperial. Com as linhas muito juntas e uma entreajuda constante, os espaços para Bukayo Saka e Martin Ødegaard aparecerem foram quase nulos durante a primeira hora de jogo.
O Sporting não se limitou a defender e, em transições rápidas exploradas pela velocidade de Luís Suárez, ameaçou a baliza de David Raya, obrigando o guardião espanhol a duas intervenções de recurso que mantiveram o nulo até ao intervalo.
Na segunda parte, a pressão dos Gunners intensificou-se. O cansaço começou a pesar nas pernas dos jogadores caseiros e o Arsenal refrescou o ataque. Quando tudo indicava que o Sporting conseguiria levar o empate para a segunda mão — um resultado que seria inteiramente justo pelo rigor táctico demonstrado — surgiu o momento decisivo.
Numa insistência pelo corredor central, a bola sobrou para Kai Havertz dentro da área que, com frieza, bateu Rui Silva e silenciou as bancadas de Alvalade. Não houve tempo para a reacção: o golo “ao apagar das luzes” deu a vitória a quem foi mais persistente, mas castigou severamente quem tanto trabalhou.
Apesar da derrota caseira, a eliminatória não está sentenciada. O Sporting viaja para o Emirates Stadium no dia 15 de Abril com a obrigação de vencer, mas com a certeza de que tem argumentos para bater o pé aos gigantes ingleses. Em Alvalade, ficou a imagem de um leão ferido, mas ainda muito vivo na luta por um lugar nas meias-finais da prova rainha da UEFA.
Bayern surpreende no Bernabéu e trava hegemonia do Real Madrid
No “templo” da Liga dos Campeões, o Bayern de Munique mostrou por que razão é um dos eternos candidatos ao trono europeu. Numa noite em que o Real Madrid carregava o favoritismo das bancadas, a equipa de Vincent Kompany foi mais inteligente, bateu os recordistas de troféus por 1-2 e partiu com vantagem para a decisão na Baviera.
A primeira parte foi um xadrez táctico, com o Real Madrid a pressionar alto mas a esbarrar num inspirado Manuel Neuer, que, aos 40 anos, somou defesas cruciais. Contra a corrente do jogo, ao minuto 41, Serge Gnabry isolou Luis Díaz, que não perdoou na cara de Andriy Lunin.
O choque para os adeptos locais aumentou mal começou o segundo tempo. Com apenas 20 segundos decorridos após o reatamento, Harry Kane recebeu de Michael Olise e, com um remate seco de fora da área, ampliou para 0-2, anotando o seu 49.º golo na temporada.
O Real Madrid, fiel à sua mística de nunca desistir, lançou-se ao ataque. Após várias tentativas travadas por Neuer, a resistência alemã quebrou ao minuto 74. Trent Alexander-Arnold cruzou rasteiro e Kylian Mbappé apareceu no sítio certo para encostar, reduzindo a diferença e incendiando o Bernabéu para os minutos finais.
Apesar do sufoco final, com Vinícius Júnior e Mbappé a forçarem defesas de recurso, o Bayern segurou o resultado, que será discutido em Munique, no dia 15 de Abril.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, recebeu hoje, no seu gabinete, o segundo grupo de profissionais de saúde que beneficiam de bolsas de especialização na Índia.
O encontro serviu para formalizar a despedida dos bolseiros, que partem integrados num programa mais vasto de capacitação institucional. Segundo Francisco Langa, representante da área de formação no Ministério da Saúde, a audiência ocorreu “no âmbito das 100 bolsas atribuídas pela Primeira-Dama ao Ministério da Saúde”.
Langa explicou que o projecto tem um alcance geográfico abrangente, assegurando que as oportunidades de formação não se limitem aos grandes centros urbanos. “E essas 100 bolsas são para todo o país”, sublinhou o responsável, destacando a equidade na selecção dos beneficiários.
O cronograma de formação já se encontra em curso, tendo sido recordado o percurso inicial deste projecto de cooperação. “Tivemos o primeiro grupo de 12 bolseiros que seguiram em Janeiro para a Índia, que vieram de todas as províncias do país”, referiu Francisco Langa durante as declarações à imprensa.
Sobre o grupo actual, o representante do Ministério da Saúde detalhou a composição e a origem dos profissionais que compõem esta nova vaga. “Este é o segundo grupo, vai seguir também para a Índia este mês, e são provenientes da província de Sofala, Zambézia e a Cidade de Maputo”.
A continuidade do programa está garantida para o curto prazo, com novos processos de selecção já em perspectiva. Langa anunciou que “teremos também no próximo mês mais um grupo que serão selecionados bolseiros de todo o país”, mantendo a dinâmica de envio de quadros para o estrangeiro.
O impacto esperado destas bolsas foca-se directamente na eficiência do Sistema Nacional de Saúde e na assistência direta ao cidadão. “Dizer que essas bolsas, como são de especialização, vão ajudar muito naquilo que é a melhoria da qualidade de serviços prestados à população no âmbito da expansão dos serviços de saúde”, afirmou Francisco Langa.
Entre os beneficiários está Rosária Marcos Manhique, enfermeira de saúde materno-infantil do Hospital Central de Quelimane, na província da Zambézia, que expressou o sentimento do grupo. “Estou aqui neste momento para agradecer à Sua Excelência Primeira-Dama pela oportunidade que nos deu de irmos à Índia e nos especializarmos em enfermagem oncológica”.
A enfermeira destacou a raridade de tais oportunidades para a classe profissional e a relevância do gesto da Primeira-Dama. “Dizer que essas oportunidades aqui vão ajudar a muitos de nós enfermeiros, que muitas das vezes não temos tido essa oportunidade e, sem mais palavras, dizer que estou muito grata por essa oportunidade”, concluiu a bolseira.
Israel manteve ataques no sul do Líbano e realizou bombardeios no Irão nas últimas horas, no mesmo dia em que entrou em vigor um cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerão.
O Exército israelita atacou o sul do Líbano nesta quarta-feira, deixando várias vítimas mortais, segundo meios de comunicação libaneses, apesar de Telavive ter declarado aceitar a trégua com o Irão, mas excluindo o território libanês do acordo.
Citada pel;a DW, a agência oficial libanesa “ANN”, informou que um ataque contra uma ambulância em Al Hulaylah provocou várias mortes, sem número confirmado. Em Chaqra, pelo menos quatro pessoas morreram após um bombardeamento atingir um edifício próximo ao Hospital Hiram e um centro médico, causando ainda vários feridos.
Outras localidades atingidas incluem Haddatha, Rabaa Thalathin, Abbasieh, Kfar Dunin, Haniyeh Mansouri e Jmeijmeh.
O conflito no Líbano intensificou-se após ataques do Hezbollah, aliado do Irão, em resposta à ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, iniciada em 28 de fevereiro. Desde então, mais de 1.500 pessoas morreram e 4.800 ficaram feridas. Israel reiterou ainda a intenção de ocupar a faixa sul até ao rio Litani.
As Forças de Defesa de Israel anunciaram que realizaram, durante a noite, uma série de bombardeios contra bases de lançamento de mísseis em todo o território iraniano, com o objetivo de reduzir a capacidade de ataque de Teerão.
Segundo comunicado militar, citado pela DW, a Força Aérea atingiu “dezenas de locais de lançamento” para impedir uma ofensiva maior de mísseis balísticos contra Israel. As autoridades israelitas não esclareceram se os ataques terminaram antes ou depois da entrada em vigor do cessar-fogo à 0 hora.
Israel registou ainda o lançamento de mísseis iranianos cerca de 15 minutos após o início da trégua, sem novos ataques desde então.
O Presidente da República, recebeu em audiência, na manhã desta quarta-feira, a cidadã moçambicana Cecília Sebastião Mathe, carinhosamente conhecida por Avó Cecília, com o propósito de manifestar a sua admiração pelo trabalho que esta desenvolve na promoção do livro e do gosto pela leitura no país.
Durante o encontro, o Chefe do Estado enalteceu o empenho e a dedicação de Avó Cecília, destacando o impacto positivo da sua acção junto das crianças. Na ocasião, o Presidente Chapo encorajou-a a prosseguir com a sua missão, afirmado: “Nós estamos consigo, Vovó Cecília”.
Residente no Bairro da Mafalala, na Cidade de Maputo, Cecília é responsável por um acervo bibliográfico denominado Biblioteca Avó Cecília, espaço através do qual tem vindo a incentivar hábitos de leitura, sobretudo entre os mais jovens.
Na audiência, a interlocutora deu a conhecer, com maior detalhe, o seu trabalho e os projectos que vem desenvolvendo no domínio da promoção da leitura. Explicou que a sua acção assenta, actualmente, numa biblioteca móvel, denominada Biblioteca Angola, através da qual leva livros a diversas comunidades. “A mensagem é o gosto pela leitura. Eu tenho uma biblioteca móvel, chamada Biblioteca Angola, que é para todos, mas principalmente para o público infanto-juvenil”, afirmou.
Segundo referiu, o projecto tem permitido alcançar crianças e estudantes de diferentes níveis de ensino, com particular incidência para alunos da 1ª à 11ª classe. “As crianças têm vindo, os jovens também aparecem, embora em menor número, mas o foco principal são os estudantes, desde os mais pequenos até à 11ª classe”, explicou.
Relativamente ao acervo bibliográfico, Avó Cecília destacou que o mesmo resulta, em grande medida, de esforço pessoal, complementado por contribuições solidárias. “Eu compro os livros, mas ultimamente tenho tido muitas ofertas. Há pessoas e iniciativas que têm contribuído, o que ajuda muito a fortalecer a biblioteca”, sublinhou.
Intervindo na ocasião, Avó Cecília reiterou a importância de incutir o hábito de leitura desde a infância, dizendo: “Por ser de pequeno que se torce o pepino, prefiro trabalhar com as crianças que, nesta era de crescente digitalização, têm cada vez menos incentivos à leitura”.
No que concerne à sua visão de futuro, manifestou o desejo de evoluir da actual biblioteca móvel, ou itinerante, na linguagem técnica, para uma infra-estrutura permanente. “O meu sonho é ter uma biblioteca fixa, não apenas móvel. Quero um espaço próprio, voltado essencialmente para o público infanto-juvenil”, afirmou.
A interlocutora destacou, igualmente, a sua ligação à área da educação, referindo que, para além da sua formação como bibliotecária, já exerceu funções como professora e continua, sempre que possível, a apoiar o processo de aprendizagem. “Para mim, ser bibliotecária é também ser um pouco professora. Já fui professora e continuo a dar algum apoio básico às crianças”, referiu.
Actualmente com 76 anos de idade, Avó Cecília é reformada da função pública, tendo sido quadro da Biblioteca Nacional, sediada na Cidade de Maputo. Há 11 anos, concluiu a licenciatura em Gestão e Estudos Culturais pelo Instituto Superior de Arte e Cultura (ISARC), no Município da Matola, aos 65 anos de idade, demonstrando, assim, o seu contínuo compromisso com o conhecimento e a valorização da cultura.
Com esta iniciativa, Avó Cecília reafirma o seu compromisso com a promoção da leitura, da educação e do acesso ao conhecimento, pilares fundamentais para o desenvolvimento social e cultural do país.
O Governo desafiou, nesta quarta-feira, em Maputo, os operadores de safaris e gestores das áreas de conservação a tornarem o sector mais atrativo, para os jovens, e impulsionador da economia da vida selvagem e da sua cadeia de valor, alertando que o fraco envolvimento juvenil reflecte o subaproveitamento do seu potencial económico no país.
O desafio foi lançado pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, que considera que o sector ainda não consegue captar o interesse necessário, sobretudo da juventude, revelando limitações no aproveitamento das suas potencialidades.
“Se a actuação dos agentes do safari continua remota, é sinal de que o sector não está a ser suficientemente aproveitado, o que demonstra que ainda não conseguiu captar o interesse necessário, sobretudo da juventude”, afirmou.
O governante sublinhou ainda que o desafio não se limita à capacitação, mas também ao reforço contínuo das competências técnicas, defendendo que a conservação deve traduzir-se em desenvolvimento efectivo.
“É fundamental criar espaço para que a conservação se traduza em desenvolvimento efectivo, com benefícios visíveis para todos os intervenientes, desde os gestores dos parques até às comunidades locais”, advertiu.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Biofund, Carlos Santos, questionou o real aproveitamento do património natural do país, sublinhando que, apesar dos avanços, a vida selvagem pode ter um contributo mais significativo na economia nacional.
“Há sinais claros de que a vida selvagem já tem um peso importante, mas pode contribuir muito mais para a economia nacional”, afirmou, apontando também barreiras persistentes, desde limitações estruturais até à necessidade de políticas mais ajustadas. Defendeu, por isso, um debate orientado para resultados, capaz de alinhar a conservação com o desenvolvimento económico.
Já o presidente da Associação Moçambicana de Operadores de Safari, Adamo Valy, considerou que o encontro constitui uma oportunidade para redefinir o rumo do sector, através da análise de modelos de sucesso na região.
“Queremos, com este fórum, estudar os melhores exemplos ao nível regional, para perceber o que pode ser adaptado à realidade moçambicana”, disse. O responsável destacou ainda o papel dos operadores em zonas remotas, onde muitas vezes asseguram apoio directo às comunidades, defendendo maior coordenação institucional para tornar o sector mais competitivo e sustentável.
Na mesma conferência, a presidente da Millennium Challenge Corporation Moçambique, Augusta Maita, destacou o Compacto II, avaliado em 537 milhões de dólares, como um instrumento estratégico para fortalecer os meios de vida das populações e promover a conservação da vida selvagem, com enfoque nas zonas costeiras.
“Este compacto pretende fortalecer os meios de vida das populações e promover a preservação da vida selvagem, ao mesmo tempo que impulsiona investimentos estruturantes”, explicou.
Os intervenientes convergiram na necessidade de uma actuação conjunta entre o Governo, o sector privado e as comunidades, apontando a valorização dos recursos naturais como essencial para impulsionar a economia da vida selvagem e garantir um desenvolvimento inclusivo e duradouro no país.
O evento conta com a presença de várias entidades em representação da região da SADC e de organizações não governamentais
Indivíduos de má-fé têm estado a vandalizar os semáforos da cidade da Beira. Eles roubam condutores eléctricos e comandos, importados da África do Sul e que custam acima de um milhão de meticais. O material roubado pode estar a ser comercializado em sucatarias e a segurança rodoviária está em perigo.
A circulação rodoviária na cidade da Beira está a ser afectada por sucessivos actos de vandalização de semáforos, colocando em risco a segurança de automobilistas e peões. Em causa estão roubos de cabos condutores e comandos dos sistemas de sinalização, equipamentos considerados caros e de difícil reposição.
Segundo relatos, indivíduos de má-fé têm removido componentes essenciais dos semáforos, suspeitando-se que o material esteja a ser vendido em sucatas e posteriormente canalizado para empresas de fundição.
Os prejuízos são significativos, uma vez que os equipamentos são importados, sobretudo da África do Sul, e podem ultrapassar valores superiores a um milhão de meticais por unidade.
“Este caos na circulação está relacionado com a avaria de semáforos, e estas avarias estão directamente ligadas à vandalização destes sinais de trânsito”, descreveu a reportagem.
Entre os residentes, cresce a preocupação com o impacto na segurança rodoviária. “Cria constrangimento para nós que somos automobilistas e para os peões. A transitividade fica muito comprometida”, afirmou Ernesto Gabriel, residente na Beira.
Também Ruth Jossias manifestou preocupação com a dependência dos semáforos para a organização do trânsito. “É uma situação delicada, porque nós nos baseamos no semáforo para melhor circulação. O Governo tem que ver esta situação”, disse.
Para outros cidadãos, o problema exige uma resposta mais ampla, incluindo educação cívica. “As pessoas que fazem esse acto vivem nas nossas próprias casas. Precisamos de educá-los no sentido de cidadania”, defendeu Sande Carmona.
Perante o cenário, a Polícia de Trânsito foi mobilizada para os principais pontos críticos da cidade, tentando garantir a fluidez do tráfego e evitar acidentes. No entanto, a tarefa é dificultada por comportamentos de risco de alguns automobilistas.
O Conselho Municipal da Beira alerta que os prejuízos são elevados e difíceis de suportar. “Não são cabos comuns, são cabos específicos para semáforos, muito caros. Um comando pode custar cerca de um milhão e meio de meticais”, explicou Flora Impula, vereadora para a área dos transportes no Conselho Municipal da Beira.
A vereadora sublinhou ainda que todos os dez pontos semaforizados da cidade já foram alvo de vandalização, com alguns equipamentos já substituídos. Até ao momento, duas pessoas foram detidas em conexão com os casos, enquanto outra permanece em fuga.
As autoridades apelam à colaboração da população na denúncia e identificação dos responsáveis, sublinhando a necessidade de proteger os equipamentos públicos essenciais à segurança rodoviária.
A Argélia prepara-se para receber uma visita papal, pela primeira vez, quando Leão XIV pisar o território magrebino, nos dia 13 e 15 de Abril, antes de se deslocar a Angola.
Na bagagem, o Bispo de Roma trará consigo o apelo de renovação ao diálogo inter-religioso, reforçando a mensagem de paz e convivência num país de maioria muçulmana.
Segundo a Africanews, que avança a informação, o Papa vai desembarcar, em Argel, na próxima segunda-feira, onde vai homenagear os mártires da independência e reunir-se com o Presidente daquele país norte-africano, Abdelmadjid Tebboune, antes de seguir para Annaba, cidade que guarda o legado de um dos nomes mais influentes do Cristianismo, Santo Agostinho.
Na Basílica de Santo Agostinho, os fiéis e o clero aguardam com entusiasmo a celebração de uma missa histórica.
Citado pela mesma fonte, o reitor da basílica, padre Fred Wekesa, expressou gratidão e expectativa pela deslocação, que considera importante porque “demonstra a proximidade da Igreja connosco”.
Enquanto estiver na Argélia, o Papa Leão XIV visitará, ainda, a Grande Mesquita de Argel.
O périplo do Chefe de Estado do Vaticano por África incluirá, ainda, passagens por Camarões, Angola e Guiné Equatorial e marcará um gesto de aproximação entre culturas e credos.
As últimas visitas do Santo Padre ao Norte de África foram realizadas por João Paulo II a Marrocos, em 1985, e Egipto em 2000, além do Papa Francisco ao mesmo país em 2017.
Milhares de pessoas formaram, nesta terça-feira, cadeias humanas junto a centrais eléctricas e pontes em várias cidades do Irão para protestar contra as ameaças de ataque do Presidente norte-americano, Donald Trump, noticiaram as agências iranianas.
Trump advertiu na segunda-feira que vai atacar pontes e centrais de energia no Irão se Teerão não terminar com o bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via fundamental de abastecimento energético dos mercados internacionais.
Em Teerão, centenas de pessoas concentraram-se diante da maior central eléctrica do País, Damavand, empunhando bandeiras do Irão e condenando as ameaças norte-americanas de atacar infraestruturas vitais, segundo imagens difundidas pela televisão estatal iraniana.
Na cidade ocidental de Kermanshah, um grupo de manifestantes reuniu-se em frente à central eléctrica de Bisotun para denunciar que atacar infraestruturas eléctricas constitui um crime de guerra, informou a agência Mehr.
Os manifestantes exibiam fotografias do ex-líder supremo, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, a 28 de Fevereiro, e do sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
Formaram-se também cadeias humanas junto à central termoeléctrica da cidade de Tabriz (noroeste) e a central de Shahid Rajaei, na cidade de Qazvin (norte).
As mobilizações repetiram-se noutros pontos do país.
Em Dezful (sudoeste), estudantes formaram uma cadeia humana sobre a ponte histórica da cidade, com mais de 1.700 anos, em sua defesa perante as ameaças de Trump.
Estas acções fazem parte de uma campanha do Governo, que apelou aos jovens do país para formarem cadeias humanas para “encenar um símbolo de unidade e resistência face ao inimigo”.
O vice-ministro para os Assuntos da Juventude, Alireza Rahimi, disse ontem que “os jovens do Irão, de qualquer ideologia ou preferência, unir-se-ão para dizer ao mundo que atacar infraestruturas públicas é um crime de guerra”.
Figuras da cultura iraniana, entre as quais o músico Ali Gamsari e o cantor Benyamin Bahadori, começaram a instalar-se nas imediações de centrais eléctricas e pontes na segunda-feira.
A concentração começou depois das ameaças de Trump de “desencadear o inferno” se Teerão não reabrir Ormuz antes das 20:00 de ontem em Washington (02h00 desta quarta-feira em Moçambique).
Teerão tem bloqueado o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a passagem a embarcações de países que considera aliados, o que disparou o preço do petróleo e de outros produtos.

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