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A sexta edição do Prémio Literário Fernando Leite Couto já tem vencedor. Chama-se Francisco Panguana Júnior, docente universitário em Angónia, Tete, e que se encontra nos Estados Unidos da América a ampliar o seu conhecimento e a forma de ver o mundo.

Formando em Ensino de Língua Portuguesa, pela Universidade Pedagógica de Maputo, Francisco Panguana Júnior distinguiu-se com o orignal “Os peregrinos da sobrevivência” (romance), entre 68 propostas submetidas ao prémio, 19 mulheres e 49 homens de todo o país, com a excepção de Niassa.

Nesta sexta edição, o perfil etário dos candidtatos variou entre os 19 e os 65 anos de idade, incluindo moçambicanos residentes em Portugal, no Brasil e, no caso do vencedor, nos Estados Unidos.
Com efeito, por unanimidade, o júri da sexta edição do Prémio Literário Fernando Leite Couto deliberou a favor de “Os peregrinos da sobrevivência”, da autoria de Aristarco Velos, pseudónimo de Francisco Panguana Júnior, devido à criatividade, inovação temática, correcção linguística e domínio técnico narrativo, conforme avançou a professora e ensaísta Teresa Manjate, presidente do júri igualmente composto pelos professores universitários Aurélio Cuna, Agostinho Goenha, Aíssa Mithá Issak e o jornalista Gil Filipe.

“Em primeiro lugar, devo dizer que foi muito difícil apurar o vencedor, porque todos nós, membros do júri, notamos que a qualidade é cada vez melhor. Os jovens estão a ler e a escrever e isso é bom sinal. Quanto à obra vencedora, tematicamente, é uma obra actual, com olhar atento para sociedade e com muita criatividade”, disse Teresa Manjate, na cerimónia do anúncio do vencedor em que o grande ausente foi, precisamente, Francisco Panguana Júnior.

Para a organização do concurso literário, a Fundação Fernando Leite Couto, “este é mais um prémio que nos leva a encarrar o futuro com os olhos bem postos na juventude, para qual o prémio é dedicado”, afirmou Armando Couto.

Já para o parceiro do prémio, há seis anos envolvido na promoção da literatura moçambicana, “no nosso país, fazer literatura é muito difícil e é necessário incentivar os jovens escritores a porem no papel os seus sonhos”, disse Manuel Soares, Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco.

Além do valor pecuniário na ordem de 150 mil meticais, cedido pelo Moza, Francisco Panguana Júnior terá o seu livro editado no país pela Fundação Fernando Leite Couto e participará no FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, dentro da residência literária de 30 dias que passará em Município de Óbidos, em Portugal, onde também poderá publicar o seu livro num evento realizado pela Câmara de Comércio Portugal Moçambique.

Com a distinção na sexta edição do Prémio Fernando Leite Couto, Francisco Panguana Júnior sucede Óscar Fanheiro e Gibson João, vencedores ex-aequo da quinta edição

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O Ferroviário da Beira e a Associação Black Bulls, respectivamente campeão nacional e vencedor da Taça de Moçambique, vão usar o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) para as Afrotaças, na edição 2024/25. O estádio é o único aprovado pela CAF no país para acolher jogos internacionais.

Já são conhecidos os estádios que vão acolher os jogos das Afrotaças 2024-2025. A Confederação Africana de Futebol, CAF, divulgou a lista de todos os estádios aprovados para a Liga dos Campeões Africanos e Taça Nelson Mandela, também conhecida como Taça CAF.

Os campos dos representantes moçambicanos nas Afrotaças, Ferroviário da Beira e Associação Black Bulls, não fazem parte da lista. Nesse sentido, as duas equipas deverão usar o Estádio Nacional do Zimpeto, tal como aconteceu no ano passado com a União Desportiva do Songo e Ferroviário de Maputo.

É que o Estádio Nacional do Zimpeto é o único estádio aprovado pela Confederação Africana de Futebol para acolher sob sua égide nesta edição das competições africanas de clubes.

Os adversários das equipas moçambicanas, Mbabane Swallows de eSwathini e Alizé Fort da República Democrática do Congo, viram os seus campos a serem reprovados pelo organismo que gere o futebol africano.

Os dois clubes equacionam a possibilidade de efectuarem os dois jogos, da primeira e segunda mão, no Estádio Nacional do Zimpeto. Os jogos da primeira eliminatória de acesso à fase de grupos estão agendados para entre os dias 16 e 18 de Agosto (primeira “mão”) e 23 e 25 do mesmo mês (a segunda mão).

Esta segunda-feira, veio a confirmação do término de licenciamento dos dois clubes para as competições africanas, num processo que foi remetido em Junho passado junto à Comissão de Licenciamento de Clubes da CAF.

A CAF aprovou um total de 11 estádios. A África do Sul e o Marrocos são os países com maior número de estádios aprovados pelo organismo.

A Secretaria de Estado da Juventude e Emprego vai desembolsar 75 milhões de Meticais para financiar 50 projectos de geração de rendimento na província da Zambézia. O financiamento ocorre no âmbito do programa “Agora Emprega”.

O secretário da  Juventude e Emprego, Osvaldo Petersburgo, defende que os fundos do programa “Agora Emprega” são exclusivamente para desenvolver projectos que visam o desenvolvimento dos distritos.

Ao todo, foram submetidos 1123 projectos de jovens para o financiamento do programa “Agora Emprega”, ao nível da província da Zambézia, tendo sido apurados para a fase de formação 58 finalistas. Deste número, foram qualificados 50 projectos e desqualificados oito.

Os jovens beneficiários manifestaram a sua satisfação pela aprovação dos seus projectos.

Oswaldo Petersburgo disse, na ocasião, que o programa é de altos padrões de transparência e que qualquer tentativa de corrupção não será tolerada.

A Electricidade de Moçambique (EDM) deu a conhecer, através de um comunicado, o registo, no início da tarde de hoje, 15 de Julho de 2024, de uma anomalia em Rede de Alta Tensão, no Norte do país (Linha C35B), tendo provocado a interrupção do fornecimento de energia à província de Cabo Delgado. Com efeito, cerca de 166 412 clientes encontram-se desprovidos de corrente eléctrica.

Na nota, a EDM assegurou que decorrem, no terreno, trabalhos para a identificação e reparação da avaria. As equipas técnicas da EDM estão a garantir o fornecimento de energia aos serviços essenciais por vias alternativas.

Todavia, refere a EDM, por precaução, durante o período de intervenção técnica, todas as instalações eléctricas deverão ser consideradas como estando permanentemente em tensão.

“Pelos transtornos que esta situação poderá causar, a EDM endereça as mais sinceras desculpas. Assumimos o compromisso de trabalhar para melhorar, ainda mais, a qualidade dos nossos serviços”, diz a EDM.

Reduziu o nível de armazenamento de água da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) no fim do primeiro semestre deste ano. A situação é influenciada pelo fenómeno El Niño.

De acordo com um comunicado da empresa, a 30 de Junho, a barragem apresentava uma cota de 316,98 metros, correspondente a 59,2% do armazenamento útil da albufeira.

“Este nível de armazenamento é significativamente baixo para este período. É influenciado por fracas afluências, devido ao fenómeno El Niño, caracterizado por precipitação abaixo do normal sobre a região”, lê-se num comunicado de imprensa da hidroeléctrica.

Como forma de precaução devido ao contexto, a HCB diz ter iniciado, em Junho último, a implementação de um plano cauteloso de gestão hidroenergética da albufeira e das infra-estruturas conexas “a fim de equilibrar as necessidades de produção versus a disponibilidade hídrica, de modo a minimizar o desvio negativo em relação à produção anual planificada”, garante a empresa produtora de energia.

Embora exista esse constrangimento, a empresa conseguiu produzir cerca de 8396,38 GW/h, tendo ultrapassado, assim, a meta definida para o período em 3,44%.

“A produção do primeiro semestre representa um incremento de 4,7% se comparado com o mesmo período de 2023, cifra alcançada muito por conta da gestão cautelosa do empreendimento”, refere a firma na nota de imprensa.

De acordo com Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração da HCB, a empresa continuará a acompanhar as previsões meteorológicas de longo prazo, a evolução da situação hidroclimatológica da bacia do Zambeze e as actualizações dos planos de exploração das “barragens de montante”, de modo a permitir que, em tempo útil, possa realizar ajustamentos.

Na semana passada, o Presidente do Conselho de Administração da HCB disse que, até ao fim do ano, a produção planificada não será afectada, mas alertou: “Se o fenómeno prevalecer, ou seja, se não chover de Outubro a Dezembro, primeiro trimestre do ano hidrológico, aí a produção do próximo ano vai ficar severamente afectada.”

Quatro indivíduos até aqui não identificados, que empunhavam armas de fogo do tipo AK47, com rostos mascarados, roubaram, hoje, seis milhões de Meticais pertencentes à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

O crime ocorreu por volta das 7h00  desta segunda-feira, na Avenida Mohamed Siad Barre, em frente à Escola Secundária Francisco Manyanga, na Cidade de Maputo.

udo aconteceu quando uma viatura de marca Mahindra, pertencente à Igreja Universal do Reino de Deus  saia do “Cenáculo” e dirigia-se em direccão à baixa da Cidade de Maputo. Nesse trajecto, a viatura foi interceptada por malfeitores que já se encontravam posicionados numa lomba, na via.

Os criminosos levaram consigo seis milhões de Meticais, segundo avançou a PRM. Entretanto, testemunhas contaram ao “O País” que o acto provocou pânico, medo e agitação aos demais.

“Eu dirigia-me ao serviço e, de repente, vi um carro de marca Fortuner estacionado aqui e, quando o Mahindra se aproximou da lomba, foi bloqueado por quatro indivíduos que traziam armas de fogo. Do Mahindra, tiraram umas malas, suponho que seja dinheiro da Igreja Universal, porque a viatura saía do Cenáculo”, contou Aldimiro Dambo.

Uma outra testemunha que não quis revelar a sua identidade disse que a acção dos malfeitores foi rápida que, no momento, chegou mesmo a confundir-se com cenas de cinema.

“Parecia aquilo que acontece nos filmes, dada a rapidez com que eles executaram o crime. Foi tudo rápido. Depois de levarem o dinheiro, saíram em direcção ao Cenáculo da Avenida 24 de Julho.”

Um vídeo amador posto a circular nas redes sociais e outras plataformas mostra o momento em que a viatura ligeira de marca Toyota, modelo Fortuner, bloqueia o “Mahindra” e, de seguida, o carro em que seguiam os supostos criminosos sai em alta velocidade.

“A viatura de marca Toyota Fortuner  forçou os ocupantes do “Mahindra” a  abrirem a porta e, uma vez que tal não foi acatado, os meliantes quebraram o vidro e, empunhado armas de fogo, conseguiram persuadir as vítimas para entregarem a mala com cerca de seis milhões de Meticais. Esta viatura pertence à Igreja Universal e os ocupantes do carro são pastores. Estes fizeram a participação com estes títulos. Estamos a fazer o seguimento para trazer o esclarecimento”, disse Leonel Muchina, porta-voz da PRM no Comando da Cidade de Maputo.

O “O País” contactou  a liderança da Igreja Universal em Moçambique, mas, até ao encerramento desta edição, não se pronunciou sobre o caso.

O antigo Procurador-Geral da República, Sinai Nhatitima, exorta ao Governo para dialogar com os juízes, de forma que a greve recentemente anunciada pela Associação Moçambicana dos Juízes (AMJ), não aconteça. Nhatitima entende que as greves minam a democracia.

Serão 30 dias prorrogáveis, a partir do dia 9 Agosto, que as instituições de Justiça poderão limitar as suas actividades, prestando apenas serviços mínimos, devido ao silêncio do Governo em relação às preocupações dos juízes.

Entre as principais preocupações da classe, está o facto de os juízes desejarem a inviabilização da Tabela Salarial Única e que os tribunais tenham independência financeira. Contudo, desde 2022 que o Governo não demonstra disponibilidade para acautelar os problemas.

Em reacção, Sinai Nhatitima mostra-se indignado e diz que “a greve é o nível mais extremo duma reivindicação. Não é saudável vivermos num Estado em que há greves em todos sectores. Há que se cultivar o espírito de diálogo entre o Governo, cidadãos e as organizações, em busca de soluções pacíficas”.

Por isso, o antigo procurador recomenda que haja diálogo entre as partes. “É necessário que o Governo abra maior espaço para o diálogo, essa é a característica da democracia, o Governo tem que dialogar com os cidadãos. Os juízes são, acima de tudo, cidadãos que têm algum direito, então, é preciso aproximar e não falar apenas, pela imprensa, que não há espaço para acomodar as suas reclamações. É preciso explicar o porquê de não haver esse espaço. Os juízes também têm de ouvir do governo quais são as dificuldades que o executivo tem para implementar as suas reivindicações”.

Caso não haja diálogo, a greve dos juízes vai partir de 09 de Agosto até, pelo menos, 07 de Setembro, como forma de pressionar o Governo a dar resposta ao seu caderno reivindicativo, submetido a 09 de Maio.

Mais de 20.7 milhões de moçambicanos têm acesso a água limpa e tratada para o consumo, garante o ministro dos Recursos Hídricos, Carlos Mesquita.

Foi durante o encontro anual do sector das águas, que teve lugar esta segunda-feira na Cidade de Maputo, que o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos partilhou alguns dados sobre a situação de abastecimento de água no país.

Carlos Mesquita diz que, de 2020 a esta parte, três milhões de pessoas passaram a ter acesso à água potável.

“Até ao presente momento, neste ciclo governativo, cerca de três milhões de pessoas foram adicionalmente cobertas com serviços seguros de abastecimento de água e cerca de 2.6 milhões de pessoas com serviços seguros de saneamento” disse Carlos Mesquita.

Com este alcance, segundo afirma, mais de 20.7 milhões de moçambicanos bebem água limpa e segura.

“Com o alcance dessas cifras, a população coberta com abastecimento de água segura é de mais de 20.7 milhões de pessoas, e do saneamento em cerca de 13 milhões de pessoas” explicou.

O ministro afirma ainda que os ganhos alcançados reduziram o número de pessoas que percorrem quilômetros à busca do precioso líquido. “Notamos com satisfação que com a expansão dos serviços de abastecimento de água, às zonas rurais há uma tendência crescente de opção de água nas residências, em detrimento das fontes de água, reduzindo significativamente as distâncias percorridas pela população para busca do precioso líquido”.

O Governo promete investir na construção de sistemas de retenção de água nas zonas semiáridas, como forma de prevenir os impactos da seca nos próximos meses.

A Universidade Católica de Moçambique – Extensão de Maputo, realiza, esta segunda-feira, o Congresso Internacional de Ciências Politicas.

Segundo avança a nota de imprensa da universidade, o Congresso Internacional de Ciências Políticas decorrerá sob o tema geral “Moçambique, povo heroico de arma em punho, 50 anos depois – celebração dos 50 anos de independência do país”, sob o lema “Mundo de esperança, de paz e de justiça; transformar Moçambique”- inspirado na encíclica papal Fratelli Tutti (reforço da fraternidade e da amizade social).

Para a sessão de abertura, a organização convidou oradores principais: Professor Doutor Francisco Proença Grácia, da Universidade Católica do Porto; Prof. Doutor Pedrito Cambrão, da Universidade Licungo, e Dr. Anselmo Vilanculos, da Universidade Matibota, do Canadá.

De igual modo, foram preparadas cerca de trinta comunicações, cujos oradores são estudantes, docentes e investigadores de diferentes universidades do país e do estrangeiro.

A participação para o público interessado foi aberta em formato presencial e online, através de um link no site da Universidade.

O Município de Mocímboa da Praia realiza as suas actividades em tendas e contentores, dada a falta de instalações adequadas devido ao terrorismo e às mudanças climáticas. Já no município do Ibo, os funcionários abastecem as viaturas com fundos próprios.

Mocímboa da Praia é um dos municípios mais antigos do país e já tinha infra-estruturas básicas para o funcionamento, mas, com a ameaça do terrorismo, tudo está em ruínas, e o pior de tudo é que “não há dinheiro para reconstrução”.

“Nós ainda estamos a trabalhar nas tendas e em contentores mas, passo a passo, vamos conseguir recuperar. O edifício que era do município está destruído e queremos reerguer uma nova casa, porque aquela já não dá para reabilitar”, disse Helena Bandeira, edil de Mocimboa da Praia.

Além de construir novas infra-estruturas, Mocímboa da Praia precisa de ajuda para reconstruir quase todo o arquivo institucional do município, que desapareceu durante os ataques terroristas.

“Não existe nenhum arquivo. Nós começamos do zero e há certos documentos que levamos para aprovação na Assembleia Municipal e só depois começámos trabalhar.

ós estamos sem computadores. O que temos foi doado pelo PNUD e um tractor também foi doado pelo PNUD, com apoio da Secretaria do Estado. Não temos estatutos, nem regulamentos internos, por isso tivemos esta demora para começar os nossos trabalhos” , acrescentou Bandeira.

Outro município de Cabo Delgado que está numa situação crítica é a histórica vila da Ilha do Ibo, que também não tem fundos para nenhuma actividade.
“Como Município, ainda não temos fundos próprios, mas estamos à espera do Fundo de Compensação Autárquica.”

Até para abastecer as viaturas, o Município não tem dinheiro. Os trabalhos não podem parar porque não temos dinheiro, senão nos tornamos parasitas. Falamos com um e outro que puder ajudar. Os combustíveis, nós adquirimos com meios próprios, mas, quando houver fundo, vamos colmatar o problema”, revelou Issa Tarmamade, edil do Ibo.

Apesar da falta de quase tudo, os presidentes dos municípios do Ibo e de Mocímboa da Praia não estão parados, porém, caso não consigam ajuda, correm o risco de terminar o mandato sem cumprir o plano, muito menos resolver o problema dos cidadãos que votaram por uma vida melhor.

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