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Chefe de Estado dirige-se à Nação

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Depois de alguns adiamentos, os camaradas decidiram reunir-se para avaliar os trabalhos da Comissão Política, Comité de Verificação e do Gabinete Central para a preparação das eleições, numa sessão que vai servir, igualmente, para aprovar o Plano de Actividades e Orçamento do partido para 2021.

A Escola Central do Partido Frelimo, localizada na cidade da Matola, vai acolher, no próximo fim-de-semana, 22 e 23 de Maio corrente, a IV sessão ordinária do Comité Central, órgão composto por 250 membros.

Esta segunda-feira, o Porta-voz do partido, Caifadine Manasse, disse à imprensa que a Frelimo já tem tudo pronto para o arranque da sua semana política que terá como o seu expoente máximo o Comité Central. Contudo, segundo a fonte, a reunião magna será antecedida pelas sessões dos comités centrais dos órgãos do partido, nomeadamente, a OJM, a OMM e a ACLLN, na terça, quarta e quinta-feira, respectivamente.

Falando à margem dos preparativos do evento, Manasse disse à imprensa que a Frelimo vai à sessão reforçada, tendo, como alicerce para esta convicção, a vitória expressiva dos últimos pleitos eleitorais, que resultaram na sua eleição em todos os distritos e províncias, fruto do empenho geral dos membros do partido liderado por Filipe Nyusi.

Em relação a rumores sobre a suposta “corrida para a sucessão” de Filipe Nyusi, Caifadine Manasse, disse que esta matéria não faz parte da agenda da IV sessão ordinária do Comité Central do fim-de-semana. Entretanto, o Porta-voz da FRELIMO garantiu que o partido continua forte e coeso e que todos os seus membros apoiam a governação de Filipe Nyusi até ao fim do seu mandato.

“Para esta sessão, nós temos os pontos de agenda que já anunciámos. O Presidente Filipe Nyusi é presidente da FRELIMO e da República de Moçambique até ao fim do presente quinquénio. Em relação a candidato ou candidatos à sucessão, a FRELIMO pronunciar-se-á no momento apropriado e, neste momento, o que o partido tem é um presidente, Filipe Nyusi, que é, ao mesmo tempo, Presidente da República e, caso haja qualquer alteração, será resultado da manifestação da vontade popular”, comentou!

Farão parte da IV sessão ordinária do Comité Central da FRELIMO os membros do órgão e presidentes honorários do partido, não havendo convidados, tal como acontecia em sessões anteriores, devido às restrições impostas pela pandemia da COVID-19.

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O Ferroviário de Maputo teve uma estreia pouco conseguida na Liga Africana de Basquetebol ao perder diante do Zamalek do Egipto, por 71-55. Os “locomotivas” estiveram bem nos primeiros dois períodos, mas sucumbiram no terceiro e quarto, a vir ao de cima à falta de ritmo competitivo e fraca capacidade de resposta, ditando uma diferença de 16 pontos

O representante moçambicano, que entrou com Demarcus Holland, Alvaro Masa, Milton Caifaz, Stelio Dinis e Custódio Muchate para o embate diante do Zamalek do Egipto, teve uma entrada em falso, principalmente no primeiro período, quando ainda procurava conhecer o seu adversário na quadra. Ainda tentou esboçar uma reacção à pressão exercida pelos egípcios e terminou a perder por 16-13, mas reagindo da melhor forma no segundo período, em que chagou a fazer 20 pontos, contra 18 do seu adversário, indo ao descanso a perder pela margem mínima de um ponto, 34-33.

No entanto, parece que o intervalo não fez aos jogadores “locomotivas”, uma vez que, no terceiro período, foram apáticos e deixaram o seu adversário fazer 15 pontos, contra apenas nove, naquele que foi o quarto mais fraco da turma moçambicana.

O resultado acabou por ser confirmado no último quarto, em que houve muito pouco dos moçambicanos a fazerem 13 pontos, contra 22 dos egípcios, sentenciando o resultado final em 71-55 a favor da turma da terra de faraó.

O Ferroviário de Maputo volta a entrar na quadra esta quarta-feira para medir forças com o Association Sportives des Douanes, do Senegal, à mesma hora.

 

ALVARO MASA, O MELHOR “MOÇAMBICANO”

No que diz respeito às estatísticas individuais, o espanhol Alvaro Masa acabou por ser o melhor em campo ao apontar 24 pontos, 11 ressaltos e 2 assistências ao longo do jogo. O “locomotiva” superou Walter Hodge, do Zamalek, que apontou 17 pontos.

Do lado dos moçambicanos, Demarcus Holland marcou 13 pontos e Milton Caifaz fez seis pontos. Custódio Muchate fez o papel de ressaltador e roubou seis bolas, seguido de Milton Caifaz com três roubos.

Há seis anos em que o Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza (IICAEG), na província de Maputo, não emite certificados. Mais de 300 estudantes estão afectados e a direcção não tem, ainda, uma solução à vista.

No mercado desde 2007, o Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza (IICAEG), localizado na província de Maputo, não emite certificados do fim do curso desde 2015. A dificuldade em emitir aquele tipo de documento está a afectar mais de 300 estudantes que terminaram a formação e pretendam ingressar no ensino superior ou procurar emprego.

“Apareceram oportunidades de emprego e perdemos por não ter certificados”, revelou Ricardo Ngovene, estudante que concluiu a formação em 2017. “Eu admiti na Universidade Eduardo Mandlane, estou para fazer o curso e deram o prazo de três meses para apresentar o certificado”, desabafou Sabina Albino.

Estes são exemplos de algumas das muitas frustrações dos mais de 300 estudantes que deram a cara para denunciar que o Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza, na província de Maputo, não emite certificados do fim de curso desde 2015.

“Eles devem dizer alguma coisa para que nós fiquemos satisfeitos, porque parece que fomos formados para nada. Gastei três anos na carteira a estudar, entrando das 07 às 17h para nada”, exigiu Ricardo Ngovene, num tom de frustração.

Os referidos certificados estão congelados por razões que os estudantes desconhecem e, por causa disso, perdem muitas oportunidades de emprego e muitas incertezas alimentam o futuro sobre a formação no ensino superior.

“É o meu futuro académico que está em jogo por causa da instituição. Não sei, ao certo, o que está a acontecer, mas eles não estão a fazer caso do assunto. É como se o mesmo não lhes dissesse respeito. Formamo-nos para nos virar”, referiu Sabina Albino, sem deixar de lado as oportunidades que se foram por falta de certificado.

“A EDM lançou um concurso e nenhum dos colegas, que concluíram a formação em 2019, conseguiu concorrer para a vaga em 2020. São oportunidades que estamos a perder”, exemplificou a estudante.

Se é do pequeno que se torce o pepino, a falta de emissão de certificados já se previa logo no início da formação. “Quando estávamos a iniciar as aulas, disseram que, quando terminássemos o primeiro ano, podíamos emitir o pedido de certificado, mas, sempre que fossemos à secretaria, diziam que não era possível e só teríamos no fim do curso”, lembrou Sidónio Rafael, estudante do instituto.

Os problemas não param por aí: “Se só os recibos de matrícula a escola consegue perder, imagine certificados e diplomas que já foram guardados há muito tempo? Alguns já não têm os recibos do que foram requerer e vai ser complicado, porque vamos ter que fazer depósitos e fazer requerimentos. É complicado”, disse num tom de resignação.

A direcção do Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza reconhece a morosidade na emissão de certificados e justifica que o problema se deve às reformas na instituição que pressupõem a passagem de um sistema clássico de formação para modular.

“Eu acredito que é normal que, numa situação em que há reforma, aconteçam situações que dificultam a emissão de um ou outro documento e a instituição está a trabalhar nesse aspecto”, tranquilizou Stélio Tivane, o Director do Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza.

Stélio Tivane não promete datas para o fim do problema e diz ser já do conhecimento do sector que superintende o Ensino Técnico-Profissional.

“É uma situação do conhecimento geral e nós temos interagido a partir da Secretaria de Estado, Direcção Nacional do Ensino Técnico até com a própria Autoridade Nacional de Educação  Profissional para podermos colmatar essa situação”, acrescentou Stélio Tivane. Enquanto não se emitem os certificados, o Instituto atribui um documento aos finalistas, que, segundo os estudantes, é rejeitado por algumas entidades.

A iniciativa 60 segundos é da Associação Kulungwana e os interessados podem submeter as curtas-metragens até 24 deste mês.

 

Quem são, como pensam e o que querem as mulheres moçambicanas do séc. XXI? Estas são algumas perguntas que poderão ser respondidas na primeira edição do concurso de vídeos de curtas-metragens da Associação Kulugwana.

Ao concurso designado 60 segundos, os interessados deverão levar vídeos de curtas-metragens com um minuto de duração, gravados através de um telemóvel ou de um tablet.

Conforme explicou Sara Machado, da Associação Kulungwana, o objetivo do concurso é estimular a criatividade dos que se interessam em contar histórias através de mecanismos visuais, no caso curtas-metragens. Quem pretender concorrer, com efeito, deve ser maior de 18 anos e propor-se a apresentar o que a Associação Kulungwana considera “novos discursos sobre as mulheres moçambicanas do séc. XXI, dando-lhes voz em discurso directo. Os proponentes deverão realizar estas curtas-metragens de 60 segundos através dos aparelhos móveis (celular ou tablet)”.

Ainda que as narrativas que interessam à Associação Kulungwana sejam sobre as mulheres moçambicanas do séc. XXI, Sara Machado advertiu que não se pretendem produções sobre clichés ligados às questões de género. A ideia é que os concorrentes apresentem vídeos originais que ajudem a compreender, lá está, quem são, como pensam e o que querem as mulheres moçambicanas deste século.

A inscrição no concurso, segundo o regulamento, deve ser individual, mas pode-se ter orientação ou construção colectiva. Além de ser maior de 18 anos, o proponente deve ser residente em Moçambique e concorrer apenas com uma curta-metragem.

Ora, as curtas submetidas ao 60 segundos serão analisadas e selecionadas por um júri e, depois, publicadas no canal YouTube da Kulungwana para visualização e votação do público, que vai seleccionar os três melhores trabalhos.

A inscrição gratuita, aberta a 26 de Abril pode ser feita até 24 deste mês, através de um formulário online.

A Associação Kulungwa irá receber curtas-metragens de todos os géneros (ficção e não ficção, em FullHD 1920×1080) e o concurso é válido a nível nacional, desde que os filmes sejam legendados em língua portuguesa, mas não é obrigatório o uso de texto ou diálogos. Isto quer dizer que a narrativa pode ser apresentada através de imagens.

Nesta edição do 60 segundos serão premiados os três melhores filmes, com 25 mil, 20 mil e 15 mil meticais.

Passam, hoje, 46 anos da criação da Polícia da República de Moçambique, cuja função é garantir a segurança e a ordem públicas, bem como combater as infracções à lei.

O juramento à bandeira representa um compromisso com a causa nacional. De dia ou de noite, na rua ou no escritório, a polícia leva às costas milhões de moçambicanos e tem a obrigação de zelar pela segurança de cada um deles, não importa em que circunstâncias.

E foi debaixo do sol intenso, em plena as 14 horas de sábado que “O País” encontrou Oxana Cuco, de calcas azuis, camisa branca e colete laranja com a escrita Polícia de Trânsito no meio da estrada a orientar o tráfego intenso da cidade capital do país.

Há sete anos exerce a profissão de baixo da chuva ou do sol, orientando os carros e os peões a seguirem para os seus destinos com segurança. Com o olhar sempre atento para que nenhum incidente aconteça, e com os dois braços sempre em movimento, um que manda parar os carros e outro que manda avançar, Oxana diz-se orgulhosa do trabalho que faz.

“Sempre tive o sonho de ser polícia, via meu tio quando criança a exercer a profissão e a resolver os problemas das pessoas, aquilo me alegrava e me dava vontade de ser como ele, segui os passos dele e hoje estou aqui, a fazer o que gosto”, contou a agente de trânsito.

Diariamente, na estrada, vários são os desafios enfrentados por Oxana, de condutores que não respeitam a lei, e ela como autoridade, talvez pelo facto de ser melhor, mas ainda assim, nada a faz desistir.

“A profissão tem os seus dissabores também, corremos muitos riscos aqui, são condutores que não respeitam as regras, mandamos parar e não parar, as vezes corremos o risco de sermos atropelados e há até quem nos ameaça, quando passamos multa ou por qualquer outro motivo”.

Segundo a fonte, por várias vezes seus colegas morreram durante o exercício do seu trabalho, mas ainda assim com bravura, segue firme defendendo a bandeira “nós juramos a bandeira, qualquer coisa que for acontecer connosco no meio da profissão será honrado a bandeiram, esta é a nossa missão, nos entregamos e devemos cumprir”, afirmou a agente.

Carlos Arouca é polícia há mais de 46 anos, ou seja, já defendia o país antes da independência, na Tanzânia como militante clandestino, hoje as rugas e o cabelo branco conservam as aventuras de um dos primeiros polícias do país.

Segundo conta, em 1974 Arouca regressou ao país e após a independência foi nomeado o primeiro comandante distrital da polícia em Nacala.

“Voltei para Maputo porque tinha que estudar no Centro de Formação de Polícias em Michafutene, actual ACIPOL, fui um dos primeiros policias a estudar lá, nós é que inauguramos, no encerramento esteve o Presidente Samora Machel”, contou.

Após os estudos, foi comandante distrital em Niassa. Quarenta e seis anos depois, o comandante Arouca, na reserva desde 2010, lembra de alguns momentos difíceis, que conseguiu superar.

“ A guerra dos 16 anos foi um dos momentos muito difíceis, perdi muitos amigos e pensava quando seria a minha fez, eles foram heróis, morreram a fazer o que juraram, defender a pátria”, o agente da Reserva, diz ainda que “durante o trabalho, já fui ameado várias vezes e uma delas foi um colega que apontou-me uma arma na cabeça porque acabei com esquema ilegal dele”.

Ser polícia é algo que lhe traz honra, tanto que os seus filhos também decidiram entrar na corporação. Todavia, Carlos lamenta o aumento da criminalidade no país, com destaque para o terrorismo em Cabo Delgado e os sequestros, por segundo a fonte, não foi para isso que eles lutaram durante os anos de trabalho na corporação.

A PRM tem como departamentos principais o Comando da Polícia de Protecção; o Comando da Polícia de Trânsito; Comando da Polícia de Guarda – Fronteira e o Comando das Forças Especiais e de Reserva.

O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) pretende descentralizar a gestão e exploração dos sistemas públicos de abastecimento de água para o sector privado.

A necessidade de alargar a gestão para os parceiros privados surge pelo facto de o Governo prever, para 2024, o fornecimento de água a 80% da população urbana, cerca de 5.1 milhões de pessoas. Para alcançar a referida meta, serão necessários 941 milhões de dólares, um valor de que o fundo não dispõe, por isso a abertura para outros parceiros, designada Criação das Sociedades Comerciais Regionais do FIPAG.

Até ao momento, o FIPAG acumula funções, o que torna frágil a sua gestão e, segundo o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MORHPH), João Machatine, o FIPAG, por si só, pode não conseguir alcançar esse objectivo.

“Com a entrada do sector privado, rapidamente conseguiremos alcançar as metas e a parceria, que se pretende, não é única e exclusiva sob ponto de vista monetário, mas também sob o ponto de vista de know How”, explicou João Machatine.

A proposta já foi aprovada pelo Conselho de Ministros e o passo seguinte é a sua publicação no Boletim da Republica. Conforme o Ministro, seguir-se-á a reorganização do FIGAP no sentido de criar as referidas sociedades em diferentes regiões do país.

Serão, ao todo, quatro sociedades comerciais regionais de abastecimento de água, sob forma de sociedades anónimas, nomeadamente, Águas da Região Norte, SA, Águas da Região Centro, SA, Águas da Região Sul, SA e Águas da Região Metropolitana de Maputo, SA.

A participação das empresas será por via de um concurso público e, numa primeira fase, será gerida a 100% pelo FIPAG, que deverá alienar as suas participações até ao limite de 49% para o sector privado.

“Temos que garantir que esta sociedade tenha uma gestão rigorosa e transparente e, para que isto seja garantido, é necessário que o processo de selecção dessas entidades seja bem elaborado e equacionamos a possibilidade de estas sociedades poderem estar registadas na Bolsa de Valores de Moçambique”, avançou o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

O envolvimento do sector privado, nesta sociedade, está previsto para o primeiro semestre de 2022 e, neste momento, segue a preparação do processo e o mapeamento das reais necessidades.

A 23 de Junho, decorrerá a conferência de financiadores para a mobilização de investimentos previstos para o sector, que, até agora, ronda aos 900 milhões de dólares.

A parceria tem como objectivo, ainda, a cobertura de abastecimento de água para mais de oito milhões de pessoas até 2030, orçada em 1.2 mil milhões de dólares.

O cidadão baleado, supostamente, por um agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), no passado sábado, na Beira, já está fora de perigo e os familiares continuam a exigir que a justiça seja feita, tendo em conta que o autor do crime está, aparentemente, impune.

A vítima, que responde pelo nome de Valindo Reginaldo, disse que, minutos antes do baleamento, se encontrava na companhia de um amigo, por sinal, um guarda-fronteira, próximo da sua residência a conversarem. O agente do SERNIC, que é o seu vizinho, estava a caminhar na rua, em direcção à sua casa quando se aproximou aos dois.

“Ele primeiro cumprimentou-nos e perguntou quem era a pessoa que estava comigo. Expliquei-lhe que era um amigo e um elemento das Forças de Defesa e Segurança. Infelizmente, o meu vizinho, aparentemente embriagado, alegou que ele era um malfeitor. Iniciou uma acesa discussão entre o meu vizinho e o meu amigo. Na tentativa de amainar os ânimos, o agente do SERNIC sacou a pistola e disparou vários tiros. De repente, desmeai e, quando despertei, estava numa sala de tratamento”, explicou Reginaldo.

Tal como os seus vizinhos, Reginaldo referiu, também, que o agente em causa tem um comportamento que preocupa o bairro onde vivem.

“Ele viola mulheres e, com recurso à sua arma, ameaça as suas vítimas e os vizinhos que tentam levar os casos à justiça, principalmente quando está sob efeito de álcool. A manifestação do sábado, no meu bairro, visava pôr fim a estes maus tratos”.

Nesta segunda-feira, os familiares dirigiram-se à Segunda Esquadra, na cidade da Beira, para exigir justiça, porque o agente em causa apenas ficou detido por algumas horas no passado sábado.

O SERNIC confirmou o envolvimento de um dos seus agentes no caso do baleamento em alusão. Alfeu Sitoe, Porta-voz do SERNIC, garantiu que o agente já foi detido e correm, neste momento, dois processos, um criminal e outro disciplinar.

De seguida, Sitoe avançou novos dados sobre o caso, tendo explicado ainda que a investigação preliminar concluiu que “o nosso colega, naquela madrugada depois de a vítima tê-lo cumprimentado e chamado pelo seu pseudónimo, Weia, o elemento da guarda-fronteira pôs-se a rir e a zombar-se de si.

“Nisto, o nosso colega, que saía de mais uma jornada laboral, sacou a pistola e o agente de guara-fronteira saltou e segurou-lhe o braço. Na tentativa de evitar que a arma fosse arrancada e aquela pressão também contribuiu para que fossem disparados seis tiros. Uma das balas atingiu a vítima na parte lateral da barriga e a bala saiu do outro lado, atingindo o braço”.

O Textáfrica de Chimoio empatou a uma bola diante da União Desportiva de Songo, em jogo a contar para a sexta jornada da maior prova futebolística do país, o Moçambola.

Via-se, desde o início da partida, que era um derby difícil, a avaliar pelas pesadas derrotas que as duas equipas averbaram na jornada antecedente a esta partida.

O jogo tornou-se aguerrido, tanto os fabris do planalto como os hidroeléctricos estavam na sua máxima força, visando recuperar o orgulho ferido na jornada anterior.

Foram várias as vezes em que as duas colectividades visitaram as balizas contrárias, mas o golo viria a concretizar-se no minuto 37, quando Dário Shongai, da União Desportiva de Songo, fez um remate certeiro na baliza, à guarda de Pedó.

Com o um a zero, a favor dos hidroeléctricos, foi-se ao intervalo.

Entretanto, no reatamento, o Textáfrica desperta e começa a fazer lances de criar inveja diante de uma UDS motivada pelo golo, situação que colocava o jogo bem equilibrado.

O Textáfrica continuava a mostrar que “em casa, quem manda é o dono”, quando, no minuto 85 da partida, chegou ao golo, por intermédio de Víctor.

Estava feito o um a um, resultado com o qual se chegou ao final da partida.

Reagindo ao resultado, Custódio Parruque, que assegura interinamente o Textáfrica, depois da demissão do treinador Amid Tarmamade, disse que os seus jogadores estavam bem preparados, graças aos aspectos técnicos e tácticos que foram assimilando ao longo da semana que antecedeu o jogo.

Parruque pediu, entretanto, paciência à massa associativa e prometeu que o Textáfrica trará resultados surpreendentes. O treinador interino acrescentou, ainda, que, no jogo com a UDS, era notória a evolução da sua equipa.

Já Caló, também treinador interino na União Desportiva de Songo, em substituição de Nacir Armando, ora demitido devido à derrota por quatro bolas a uma diante da Associação Black Bulls, reconheceu que a UDS teve erros defensivos que condenaram a equipa a um resultado não desejado.

O consumo excessivo de sal é considerado uma das principais causas da hipertensão em Moçambique, doença que se não tratada a tempo, pode causar danos graves, até mesmo levar a morte.

“Devido ao consumo excessivo de sal, sem que a pessoa se aperceba, aos poucos a pressão arterial sobe e pode levar a danos como o Acidente Vascular Cerebral-AVC, insuficiência renal ou ainda a perda parcial ou total da visão”, disse a Cardiologista Irina Banze, durante o espaço de entrevista do ″Manhã informativa″, na Stv Notícias, que falava a propósito do Dia Mundial da Hipertensão, que se assinala hoje, 17 de Maio.

O envelhecimento, a obesidade, as diabetes, o sedentarismo são as outras causas apontadas pela médica, que esclareceu ainda que, antigamente, devido aos hábitos de vida e o tipo de alimentação, as pessoas apenas contraiam a hipertensão como consequência da velhice, actualmente, existem casos de adolescentes e jovens hipertensos.

“Este facto é provocado, principalmente, por causa do sedentarismo das novas gerações, que muito cedo já estão acima do peso, contraem a diabetes e, consequentemente são susceptíveis à hipertensão”, disse.

Porque a hipertensão pode levar a morte, a cardiologista aconselha as pessoas, independentemente da idade, a pautarem por uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, reduzir o consumo de sal e controlar o peso.

Um alerta especial vai para as mulheres grávidas, pois segundo a médica, existe o risco de as gestantes contraírem a hipertensão durante a gravidez. Por isso apela o redobrar dos cuidados.

O dia Mundial da Hipertensão tem por objectivo criar debates sobre a importância da prevenção, da detecção e do tratamento da hipertensão, como causa principal das doenças cardiovasculares e de morte prematura, em todo o mundo.

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