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A Justiça egípcia ordenou o encerramento do portal noticioso independente Mada Masr e condenou a directora, Lina Attalah, a uma multa de 48.000 euros, por gerir o sítio sem licença.

O Tribunal de Pequenos Delitos de New Cairo, na zona oriental do Cairo, “ordenou o encerramento do sítio noticioso Mada Masr e aplicou uma multa de três milhões de libras egípcias à sua directora, sob a acusação de operar o sítio sem a devida licença”, informou o tribunal, em comunicado.

Fontes judiciais disseram à agência noticiosa espanhola EFE que, após a sentença, Lina Attalah ficou sob custódia das forças de segurança, sendo esperado que a sua equipa de defesa recorra da decisão ou pague a multa para conseguir a libertação.

Por seu lado, o Mada Masr indicou, em comunicado, que a sessão de hoje, realizada na nona secção do tribunal e presidida pelo juiz Mohamed Mubarak, “foi suspensa” durante algum tempo “para deliberação, depois de a defesa de Attalah ter pedido tempo para consultar o processo”.

Após a deliberação, “o juiz ordenou a retirada de todos da sala, permitindo que nela permanecessem apenas Attalah e a sua equipa de defesa”, relatou Hossam Bahgat, diretor da Iniciativa Egípcia para os Direitos Pessoais (EIPR), que assistiu à sessão.

“O juiz presidente e um representante da Procuradoria Suprema de Segurança do Estado regressaram à sala e o juiz anunciou que o tribunal mantinha a rejeição de todos os argumentos processuais apresentados pela defesa, incluindo os pedidos para apresentar documentação ou interrogar testemunhas”, refere o comunicado.

 

A organização denunciou que, de seguida, o juiz nomeou “de surpresa” um advogado externo para representar Attalah, apesar de esta já estar acompanhada por oito advogados na sala.

Tanto a jornalista como a equipa rejeitaram a nomeação, mas o juiz recusou registar a objeção de Attalah e chegou a anotar alegados pedidos do advogado nomeado sem que este tivesse falado.

Por fim, proferiu uma sentença condenatória, perante os protestos da defesa, impondo a Attalah uma multa de três milhões de libras egípcias, o encerramento do Mada Masr e o confisco dos seus bens.

Attalah foi interrogada durante mais de seis horas na quarta-feira passada, a propósito da cobertura feita pelo seu órgão de comunicação social sobre a vaga de protestos nas prisões egípcias e da situação legal da licença do Mada Masr.

 

ACABOU POR SER LIBERTADA MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA CAUÇÃO DE 100 MIL LIBRAS EGÍPCIAS

Na sexta-feira passada, cerca de uma centena de organizações, entre elas a Amnistia Internacional (AI) e a Human Rights Watch (HRW), manifestaram solidariedade com a jornalista, após ter sido enviada a julgamento pela Procuradoria, e condenaram “o ataque sem precedentes à liberdade de imprensa no Egipto”.

As organizações recordaram que a directora foi convocada para comparecer perante a Procuradoria poucas horas depois de o Mada Masr se ter associado a outros sete órgãos de comunicação social independentes árabes para criar uma redacção solidária, destinada a colmatar o vazio deixado pelo portal egípcio de verificação de notícias Matsadaash, depois de todos os seus redatores terem sido presos.

O Mada Masr é um portal digital criado em 2013, crítico do poder egípcio e um dos poucos órgãos de comunicação social independentes do país. Está bloqueado no Egipto há vários anos e tem sido alvo de pressão judicial e policial.

Não é a primeira vez que Attalah, tal como outros jornalistas da publicação, enfrenta detenções e processos judiciais relacionados com a sua atividade, nem que são apreendidos computadores e telemóveis dos profissionais do órgão de comunicação social.

 

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Planificadores distritais da Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa estão reunidos na Zambézia para avaliar os resultados do projecto PRO-CÍVICO, uma iniciativa que visa reforçar a participação dos cidadãos na governação e a promoção dos direitos humanos. O projecto, implementado entre 2023 e 2026, é promovido pelo consórcio constituído pela Fundação MASC, IMD, CESC e CDD.

Os planificadores trabalham directamente com as comunidades, recolhendo as suas preocupações e encaminhando-as aos governos distritais, com vista à identificação de soluções para os problemas que afectam as populações. O encontro pretende avaliar as actividades realizadas, os resultados alcançados e os desafios enfrentados durante a implementação do projecto, que abrange uma província do Centro e três do Norte do país.

“Ainda que o programa pro-cívico termine, é preciso que se garanta que as ferramentas, fiquem e ajudem no processo de planificação distrital. Lembrando que as comunidade também devem encontrar soluções locais para resolver problemas locais” disse Matilde de Melo, coordenadora da fundação Masc-Nampula para quem a participação na vida governativa do pais é fundamental e que cada preocupação da p população seja planificada para possível solução.

Com a aproximação do fim do programa, os participantes defendem a necessidade de garantir a continuidade das ferramentas e dos conhecimentos adquiridos, para que as preocupações das comunidades continuem a ser consideradas nos processos de planificação e tomada de decisões ao nível dos governos distritais.

O director regional da IFC para a África Ocidental e Sahel disse que a organização aposta no agronegócio, turismo e logística como sectores capazes de impulsionar emprego e crescimento económico na África lusófona.

“O agronegócio e o turismo são sectores focais no BM [Banco Mundial] porque têm capacidade de criar empregos para muitas pessoas”, com agregação de pequenos produtores e efeitos multiplicadores, referiu em Sameh Wahba, responsável regional do IFC – braço do BM para o sector privado.

“Para cada emprego directo que é criado pelo turismo, surgem dois ou três empregos indirectos”, exemplificou.

Os dois sectores “são um grande foco do BM e a logística é muito importante para o movimento de cargas e pessoas, é um pilar principal para o crescimento económico”, assinalou, à margem do 2.º Fórum Empresarial da África Lusófona, que terminou ontem, em Cabo Verde, e dedicado àquelas áreas.

“É por isso que esses sectores foram priorizados” a par das infraestruturas, incluindo a energia, que classificou como essenciais para o crescimento.

O número de inscrições no fórum cresceu de 250 para 420 desde a edição de 2025, referiu, entre investidores e representantes de vários governos, permitindo que, na mesma sala, se conheçam exemplos do que está a avançar num mercado fragmentado, de Cabo Verde a Moçambique.

“No espaço africano fala-se bastante, por exemplo, do espaço francófono, que é um mercado que está estabelecido e tem os seus apoios. A lusofonia, se calhar pelo distanciamento dos mercados, nunca esteve constituída como um mercado, sempre foi mais fragmentada”, acrescentou por seu turno a diretora regional da IFC para a África Austral, Cláudia da Conceição.

O fórum permite “olhar de forma mais consolidada” para o bloco que fala português, defendeu.

 

“Do ponto de vista de novos negócios [entre as duas edições], houve vários a acontecer no sector do agronegócio”, em especial em Moçambique e Angola, a par de novas iniciativas no sector da energia “onde a IFC está envolvida”.

A carteira de projectos ativos nos PALOP tem crescido, referiu, ascendendo a 750 milhões de dólares, com novas parcerias em empresas agrícolas que trabalham com produtores locais a serem anunciadas em breve.

Apesar de grande parte do volume financeiro estar dedicado à área das infraestruturas, “a área do agronegócio, incluindo processamento, está de facto a aumentar bastante”, indicou Cláudia da Conceição.

Em termos acumulados, nos últimos cinco anos, a instituição mobilizou cerca de 1,2 mil milhões de dólares em 10 projectos nos seis países: Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

A IFC é uma instituição multilateral de financiamento do desenvolvimento, vocacionada para o sector privado dos países em desenvolvimento, que concede empréstimos, participa no capital de empresas, mobiliza investimento e presta assistência técnica, mas não é a única.

“As necessidades são enormes, mas há uma coordenação entre instituições de financiamento que nunca existiu”, referiu Sameh Wahba, apontando exemplos de parcerias com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) ou Banco Europeu de Investimento (BEI).

 

Questionado sobre o efeito das disrupções geopolíticas globais, aquele responsável considera que as respostas variam entre sectores, “mas estão a criar oportunidades, não [representam] só insegurança”.

O aumento do preço dos combustíveis “está a criar muitas oportunidades para os países introduzirem projectos de energia renovável ou criar projectos da conversão do gás para a electricidade” de forma a compensar “a dinâmica geopolítica”.

“Também no setor da agricultura, com a insegurança alimentar que aumentou com a guerra na Ucrânia, há mais oportunidades” para “investir em agronegócios”, com a disrupção dos sistemas mundiais de comércio a incentivar a produção local, disse.

Cláudia da Conceição defendeu que os projectos em África apresentam menor probabilidade de incumprimento e retornos superiores aos de outras geografias.

“Temos dois objectivos: aumentar a presença da IFC”, seja através de empréstimos como participação no capital, “e acrescentar apoio para micro, pequenas e médias empresas. Mas onde vai acontecer, vamos ver”, conclui Sameh Wahba.

A IFC vai acompanhar os contactos resultantes do fórum focado na África lusófona, como um mercado com uma população a rondar 80 milhões de pessoas e um produto interno bruto (PIB) combinado de cerca de 174 mil milhões de dólares.

O Moza Banco acolheu, esta terça-feira, em Maputo, a cerimónia de assinatura de um novo contrato de distribuição e comercialização de produtos de seguro com a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE, S.A.), que redefine os termos em que o Banco distribui e comercializa os produtos de seguro da EMOSE junto dos seus clientes, através da sua rede de agências e dos seus canais digitais.

O acordo dá continuidade a uma colaboração iniciada em 2018, ano em que as duas instituições celebraram o primeiro contrato para a disponibilização de produtos de seguro da EMOSE aos clientes do Moza Banco. O novo instrumento substitui o anterior e actualiza os termos da parceria, adequando-os à evolução do mercado, às mudanças no enquadramento regulatório do sector segurador e à crescente utilização dos canais digitais pelos clientes.

Ao abrigo do acordo, o Moza Banco actua como canal de distribuição. À EMOSE, com experiência no sector segurador nacional, cabe a concepção dos produtos, a avaliação e aceitação do risco, a emissão das apólices e a gestão dos sinistros. A parceria prevê a disponibilização de soluções dos ramos Vida e Não Vida, associadas às operações de crédito ou contratadas de forma independente, nos termos acordados entre as instituições.

O acordo foi assinado pelo Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, e, em representação da EMOSE, pelo Presidente do Conselho de Administração, Janfar Abdulai. Na sua intervenção, Manuel Soares destacou o papel da banca no acesso a soluções de protecção, lembrando que é ao banco que as pessoas recorrem quando compram uma casa, adquirem uma viatura ou investem no seu negócio. Sublinhou que é precisamente quando um projecto se concretiza que mais faz sentido protegê-lo.

“Para o Moza Banco, esta parceria traduz uma convicção: uma banca mais próxima das pessoas é também uma banca que ajuda a proteger aquilo que elas constroem”, afirmou Manuel Soares.

A parceria insere-se no compromisso do Moza Banco com a promoção da inclusão financeira, entendida não apenas como o acesso a produtos e serviços bancários, mas também como o acesso a mecanismos de protecção que permitam às famílias e aos pequenos negócios enfrentar as consequências de um acidente, de uma doença ou de uma catástrofe natural reduzindo o impacto financeiro desses acontecimentos.

Moçambique pode perder mais de 12 mil filmes que documentam vários períodos da história do país.  A informação foi partilhada, ontem, pelo Director-geral do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (INICC), que aponta a falta de condições para a digitalização e modernização do acervo nacional. 

Desde a era colonial, Moçambique sempre teve bons profissionais ligados à área cinematográfica, o que permitiu que vários episódios da história fossem documentados. Entretanto, a falta de modernização do arquivo ameaça a preservação dessas memórias.

“Temos um acervo de cerca de doze mil quinhentos filmes e documentários e que ainda precisam de ser devidamente tratados”, disse Roberto Dove, director-geral do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, durante uma mesa redonda sobre o Dia Mundial do Património Audiovisual. 

Na ocasião, o responsável revelou “trata-se de um arquivo com que contêm material com mais de cinquenta anos e a sua conservação, neste momento, não é das melhores ”. 

Por insuficiência de meios e especificamente de tecnologias, parte do material é enviado para fora do país para ser digitalizado.  

“Cerca de duzentos filmes foram enviados a Portugal para o processo de digitalização, mas mesmo assim, ainda há muito coisa por ser processada”, disse Luís Simão, um antigo cineasta moçambicano, apontando que “que existem mais de cinco mil títulos que ainda não estão a ser digitalizados”.  

Não é para menos, trata-se de arquivos que documentam a história do país desde as suas raízes.

“Nós estamos a falar de filmes feitos em película de cinema. Nós temos, desde 1966, material filmado com sistemas muito antigos sobre o Presidente Samora Machel, sobre visitantes que vinham a Nachingwea, e temos depois da independência até pouco depois da morte do Presidente Samora, muito material filmado por que acompanhavam o seu dia a dia”, concluiu Luís Simão. 

Actualmente, Moçambique conta com o apoio de Portugal e Espanha na digitalização e identificação de vários documentos históricos do país, espalhados pelo mundo.

O avançado inglês Harry Kane conquistou a Bola de Ouro, tornando-se o primeiro futebolista inglês, em 25 anos, a vencer o prestigiado prémio individual do futebol mundial. O jogador do Bayern de Munique, de 33 anos, foi anunciado como vencedor durante uma cerimónia realizada, na segunda-feira, em Londres.

Kane marcou 73 golos em 65 jogos pelo clube e pela selecção nacional no último ano, contribuindo para a conquista da dobradinha pelo Bayern de Munique, com a vitória no campeonato e na taça. Ao serviço da selecção inglesa, o avançado apontou 12 golos na última temporada, seis dos quais no Campeonato do Mundo.

“Adoro representar o meu país e trazer este troféu de volta. Ter um vencedor inglês é algo verdadeiramente especial, sobretudo aqui em Londres”, afirmou Harry Kane.

O francês Kylian Mbappé, do Real Madrid, terminou na segunda posição, enquanto o espanhol Lamine Yamal, do Barcelona, completou o pódio. Yamal conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, o prémio de jovem talento do ano.

Na categoria feminina, a espanhola Alexia Putellas venceu a Bola de Ouro pela terceira vez, regressando ao topo após uma lesão ligamentar sofrida há quatro anos. A futebolista sucede à compatriota Aitana Bonmatí, vencedora das três últimas edições, cuja temporada foi interrompida por uma fractura na perna.

Entretanto, Luis de la Fuente foi eleito melhor treinador do ano no futebol masculino, depois de conduzir a selecção espanhola à conquista do Campeonato do Mundo. O seleccionador superou Luis Enrique, do Paris Saint-Germain, e Mikel Arteta, do Arsenal. No futebol feminino, o prémio foi atribuído a Pere Romeu, do Barcelona.

Criada em 1956 pela revista francesa France Football, a Bola de Ouro distingue os melhores futebolistas do mundo, com base na votação de jornalistas dos países mais bem classificados no ranking da FIFA.

 

MBAPPÉ PERDE PATROCÍNIOS NA CHINA

 

Noutro desenvolvimento, Kylian Mbappé perdeu o apoio de duas grandes marcas chinesas, na sequência da circulação de um vídeo nas redes sociais em que o avançado francês aparenta fazer comentários jocosos sobre o antigo líder chinês Mao Tsé-Tung. A empresa de bebidas Dongpeng anunciou, em comunicado, que adopta uma política de tolerância zero relativamente a comportamentos que ofendam os sentimentos nacionais.

A Mengniu, uma das maiores produtoras de lacticínios da China, também anunciou o fim da relação comercial com o jogador do Real Madrid e da selecção francesa.

 

O número de mortos no ataque de homens armados a uma aldeia rural no leste da Nigéria, na sexta-feira, subiu para 50, disseram sobreviventes à AFP no domingo, após a descoberta de mais corpos.

Homens armados, supostamente pertencentes a uma gangue criminosa conhecida localmente como “bandidos”, chegaram em motocicletas na sexta-feira e invadiram Binnari, no nordeste do estado de Taraba, matando dezenas de pessoas e saqueando lojas.

O nordeste da Nigéria enfrenta uma longa insurgência jihadista, enquanto o estado de Taraba, no leste do país, também sofre ataques de gangues de bandidos motivados por ganhos financeiros, e não por ideologia.

“Na sexta-feira, encontramos sete corpos após o ataque dos bandidos à nossa comunidade. No dia seguinte, sábado, descobrimos outros 43 corpos no rio, elevando o número total de mortos para 50”, disse Bashir Mamuda Musa, morador de Binnari.

No sábado, os sobreviventes haviam estimado o número de mortos em 20. Outro morador, Abdullahi Zakari, confirmou o número revisado de 50 mortes. A recuperação dos corpos costuma ser difícil quando as comunidades se dispersam para escapar do perigo.

“Muitos moradores, principalmente mulheres e crianças, fugiram em direção ao rio na tentativa de escapar dos homens armados. Infelizmente, várias pessoas se afogaram ao tentar fugir do ataque”, disse Zakari à AFP.

O banditismo é um problema crescente na Nigéria, particularmente nas regiões noroeste e central, onde poderosos grupos criminosos enfrentam forças policiais e militares sobrecarregadas em áreas rurais remotas.

Os grupos atacam aldeias e impõem impostos a agricultores e empresas de mineração em áreas onde a presença do governo é limitada.

“As autoridades nigerianas continuam a deixar as comunidades rurais em algumas partes do país, particularmente no norte, à mercê de bandidos armados que cometem atrocidades repetidamente com impunidade”, afirmou a Anistia Internacional Nigéria no sábado.

“A persistente falha das autoridades em levar os suspeitos à justiça está claramente reforçando essa impunidade”, acrescentou a organização de direitos humanos em um comunicado nas redes sociais.

O chefe de diplomacia senegalesa, mediador da CEDEAO para a Guiné-Bissau, iniciou no domingo uma visita à capital guineense para analisar uma nova data para as eleições gerais.

O chefe de diplomacia senegalesa, mediador da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a Guiné-Bissau, iniciou este domingo uma visita à capital guineense para analisar uma nova data para as eleições gerais.

O ministro da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Estrangeiro, Cheikh Niang, foi recebido no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, pelo ministro guineense da Justiça e dos Direitos Humanos, João Bernardo Vieira.

Durante a visita de trabalho de dois dias, está previsto que Niang se reúna com os principais responsáveis políticos e militares do país, incluindo o presidente de transição, general Horta N’ta, o primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, e o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Tomás Djassi.

O governante senegalês deverá também encontrar-se com representantes dos partidos políticos, da sociedade civil e do corpo diplomático.

O Senegal exerce atualmente a presidência rotativa do bloco regional.

A visita ocorre depois de Vieira Té ter admitido no passado dia 08, após uma reunião com o presidente de transição, que “nas circunstâncias atuais, não estão reunidas as condições necessárias para a realização das eleições” na data prevista.

Vieira Té alegou então limitações relacionadas com a organização e o funcionamento dos partidos políticos.

Por seu lado, a secretária-executiva adjunta da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Felisberta Moura Vaz, afirmou que a actual data é “inviável” e que “a maior parte do calendário eleitoral está em risco”.

O Exército derrubou em 26 de Novembro de 2025 o então Presidente, Umaro Sissoco Embaló – três dias após as eleições gerais e antes da divulgação dos resultados -, suspendeu o processo eleitoral e nomeou o general Horta N’ta como presidente de transição.

A junta militar convocou novas eleições presidenciais e legislativas para 06 de dezembro e promoveu uma nova Constituição, aprovada em referendo, que alarga os poderes do Presidente e altera as regras eleitorais.

No início de Outubro, a junta militar anunciou que, para já, não permitiria o regresso ao país de Embaló, que planeava regressar no passado dia 04, com o objetivo de se candidatar às eleições de Dezembro.

A Guiné-Bissau sofre há anos de instabilidade política e institucional, tendo sofrido cinco golpes de Estado desde a independência de Portugal, em 1974.

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave ao negócio, já que o clube da Premier League não está preparado para pagar a cláusula de rescisão.

Geny Catamo é um jogador cobiçado após um início de temporada algo irregular no Sporting. O extremo moçambicano começou a época da melhor forma, mas tem vindo a perder o ‘gás’ no ataque leonino. Ainda assim, a imprensa internacional deu conta, nesta segunda-feira, de que o Sunderland não está a repensar o seu interesse no jogador e vai mesmo tentar contratá-lo.

 De acordo com o jornalista Sacha Tavolieri, através da Sky Sports da Suíça, o camisola 10 dos leões continua bem presente na lista de potenciais reforços dos black cats, ainda que exista um entrave a ter em conta.

A sua procura por um extremo direito continua activa e Geny Catamo deve ser revisitado em Janeiro, ainda que o orçamento para a transferência tenha de ser aprovado internamente pela direcção do clube.

A mesma publicação indica que o Sunderland está interessado no extremo internacional por Moçambique, mas que não está disposto a pagar mais do que 35 milhões de euros pelo jogador de 25 anos.

Depois de uma proposta rejeitada no mercado de transferências de verão avaliada em cerca de 30 milhões de euros, a verdade é que a resposta do Sporting deverá ser a mesma que a de há uns meses: ou pagam a cláusula de rescisão avaliada em 60 milhões de euros, ou nada feito.

O treinador Régis Le Bris gosta do perfil de Catamo, de forma a complementar o de Malick Fofana na ala contrária do ataque do Sunderland, ainda que a forma como flete para o meio desde a direita é algo que atrai ainda mais os responsáveis ingleses para um investimento avultado pelo jogador do clube de Alvalade.

INTERESSE EXISTE, MAS DINHEIRO É OUTRA HISTÓRIA

Apesar do interesse ser activo desde o último mercado de transferências, a verdade é que o Sunderland pode não conseguir obter a autorização necessária para aceder aos fundos caso consiga chegar a acordo com o Sporting.

Isto porque a direcção dos black cats ainda não deu a luz verde para ser feita uma investida ‘à séria’ pelo extremo de 25 anos, sendo necessárias mais reuniões internas para que se chegue a uma decisão sobre se irá (ou não) ser feita alguma proposta formal pelo internacional por Moçambique.

No entanto, a presença de Geny Catamo nos alvos de transferência do Sunderland é algo inegável, ainda que contem com uma competição feroz de clubes da Premier League.

Além do conjunto do norte de Inglaterra, há ainda interesse por parte dos seus rivais Newcastle United, assim como do Everton, do Leeds United, do Bournemouth e até do Brentford.

Esta temporada, Geny Catamo conta com 12 jogos realizados pelo Sporting, com um total de dois golos marcados e quatro assistências no seu registo, tendo contrato até Junho de 2029 com o conjunto verde e branco.

A Unizambeze passa a investigar e trazer soluções para o fenómeno El Niño que ameaça deixar a fome mais de 5 milhões de pessoas em todo o país. A iniciativa está a ser materializada com o lançamento do curso de doutoramento em agricultura familiar 

Ciente do problema, a Universidade Zambeze acaba de lançar o curso de Doutoramento em Agricultura familiar onde através de pesquisas deverá trazer soluções para minimizar o impacto do El Niño, segundo avançou Luis Cristovao, Reitor da Unizambeze. 

“Não podemos ignorar o impacto crescente do fenómeno el niño . El niño não é apenas uma variação climática, é a machamba que não produz, é a colheita que se perde, é a família que fica sem sustento e é a comunidade que vê a sua segurança alimentar ameaçada. É aqui que este doutoramento ganha sentido. É aqui que este programa se torna necessário. É aqui que a Universidade de Zambeze assume o seu papel histórico, introdução do doutoramento em agricultura familiar e sustentabilidade”, explica Luís Cristóvão, Reitor da Unizambeze.

O curso vai ser ministrado em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria do Brasil, que avança que irá usar o critério de problemas locais para soluções locais.

“De maneira nenhuma a gente pode imaginar, nem nós do Brasil, nem vocês em Moçambique, que nós vamos trazer soluções prontas. Isso não existe. Isso não existe em Moçambique, isso não existe no Brasil. O que nós precisamos é conversar, é conhecer os nossos países, conhecer as técnicas que nós usamos em cada local e adaptar. Acho que a grande palavra nesse contexto é adaptação. Nós conhecermos os nossos contextos e ninguém conhece um contexto territorial tão bem quanto o agricultor e nós conseguirmos beber dessa fonte do conhecimento do agricultor e aí com o nosso conhecimento académico, fazer com que isso se torne soluções”, anota Ricardo Schenato, da Universidade Santa Maria.

Não é de hoje que a Unizambeze procura por soluções para contornar eventos climatéricos na agricultura. Tem estado nas comunidades a introduzir hidroponia, uma técnica de cultivo de plantas sem utilizar solo. As raízes recebem água com nutrientes minerais dissolvidos, necessários para o crescimento e desenvolvimento das plantas.

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