Cerca de 2,6 quilómetros de estradas começam a ser reabilitados a partir desta quinta-feira, na cidade de Nampula, numa iniciativa que visa melhorar a mobilidade urbana e as condições de circulação rodoviária.
As obras incidem sobre a Avenida 25 de Setembro, uma das principais vias da cidade, e estão avaliadas em mais de 150 milhões de meticais, financiados pelo orçamento municipal.
Apesar de a estrada ser da responsabilidade da Administração Nacional de Estradas (ANE), o município decidiu avançar com a intervenção, alegando a necessidade urgente de melhorar o estado da via.
O edil de Nampula, Luís Giquira, justificou a medida como sendo essencial para responder às preocupações dos munícipes e garantir melhores condições de transitabilidade.
Entretanto, a iniciativa é recebida com expectativas, mas também com reservas por parte dos residentes, que exigem maior qualidade na execução das obras.
“Queremos que, desta vez, o trabalho seja bem feito, porque muitas estradas que foram reabilitadas anteriormente não duraram”, referiram alguns munícipes.
Para além da Avenida 25 de Setembro, os cidadãos apontam a via que dá acesso ao bairro de Muahivire como uma das mais degradadas da cidade, questionando os critérios utilizados na selecção das estradas a beneficiar de intervenções.
“Existem outras vias em estado crítico, como a de Muahivire, que também precisam urgentemente de reabilitação”, acrescentaram.
Com esta empreitada, as autoridades municipais esperam melhorar a fluidez do tráfego e reduzir os constrangimentos enfrentados diariamente pelos automobilistas e peões, numa das cidades mais movimentadas do Norte do país.
Cidadãos estrangeiros vivem em situações de falta de higiene e com saúde precária na 23.ª Esquadra. Enquanto o SENAMI fala em “condições mínimas”, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) considera o cenário grave e admite avançar para o Ministério Público.
A 23.ª Esquadra de Chiango, na capital do País, está no centro de uma polémica, após a divulgação de vídeos que expõem o quotidiano degradante de 27 imigrantes retidos. Os registos mostram um cenário de imundície, onde cidadãos de várias nacionalidades, alguns sob custódia há mais de 30 dias, clamam por assistência médica, água e dignidade.
Entre os relatos mais chocantes está o de um imigrante angolano que, com a saúde visivelmente debilitada, descreveu o local como “criminoso”. Segundo o seu testemunho, os detentos chegaram a ficar sete dias consecutivos sem água para a higiene pessoal, dependendo apenas de água mineral para beber.
“O meu corpo começou a transformar-se, a sair coisas. Fiquei mesmo doente, grave”, relatou o cidadão, que utilizou as redes sociais como último recurso para pedir socorro, sentindo-se abandonado pela sua própria embaixada.
Confrontado com as imagens, o Serviço Nacional de Migração (SENAMI) apresentou uma versão oposta. Segundo o porta-voz da instituição, Albachir Macassar, a transferência dos 27 imigrantes para a 23.ª Esquadra foi temporária e estratégica, visando a reabilitação do edifício principal de acolhimento.
O SENAMI assegura que todos os retidos têm acompanhamento médico e que quatro cidadãos foram encaminhados para o hospital psiquiátrico devido a enfermidades.
A instituição desmentiu a Comissão Nacional dos Direitos Humanos sobre a duração de uma das detenções, embora tenha admitido que um cidadão de Madagáscar está sob custódia “há um bom tempo”, desde 2022.
“É uma esquadra para detentos… existem lá melhores condições. Tem lá detentos que nunca reclamaram”, afirmou Macassar, minimizando as denúncias de insalubridade.
A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) não ficou convencida com as explicações oficiais. Após analisar as imagens, o presidente da Comissão, Luca Bata, considerou as alegações de “particular gravidade” e sublinhou que a lei deve ser cumprida independentemente da situação migratória.
“Vimos graves problemas sanitários e falta de cuidados médicos adequados. Se encontrarmos matéria que deve ser submetida à Procuradoria, vamos fazê-lo e instar a instauração de um processo”, garantiu Luca Bata.
Desde a última segunda-feira, os imigrantes foram transferidos de volta para o local original, cujas obras de requalificação estariam concluídas. O SENAMI informou que está agora a preparar o processo de deportação dos cidadãos.
O caso, contudo, deixa feridas abertas na imagem da gestão migratória em Moçambique, levantando questões sobre a linha ténue entre a “fiscalização migratória normal” e a violação dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição.
O Reino Unido investiu, desde 2009, 79,9 milhões de dólares (5,1 mil milhões de meticais) em sistemas de abastecimento no País, levando água a 1,8 milhões de pessoas nas zonas rurais.
“Mais de 1,8 milhões de pessoas nas zonas rurais de Moçambique têm agora acesso à água potável segura”, avançou o Reino Unido, em comunicado divulgado nesta quarta-feira.
Este balanço é trazido numa altura em que é assinado o encerramento do programa de Transformação da Provisão de serviços de Água, Saneamento e Higiene (T-WASH), que durou uma década.
Segundo o comunicado, só com o programa T-WASH, implementado entre 2015 e 2026, o Reino Unido apoiou a Estratégia Nacional de Água e Saneamento Rural de Moçambique financiando mais de 200 sistemas de água e cerca de 2000 furos em comunidades rurais, tendo reforçado os sistemas de planeamento, prestação e manutenção dos serviços de água e saneamento.
O T-WASH decorreu com os seus respectivos fundos entregues em duas fases, tendo melhorado o saneamento para 3,3 milhões de pessoas, com o Reino Unido a apoiar a Estratégia Nacional de Água e Saneamento Rural de Moçambique (PRONASAR) desde 2009.
O programa foi implementado em parceria com a Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS), conforme escreve o organismo no comunicado.
Com o fim do programa de acesso à água implementado em 10 anos, o Reino Unido promete, agora, apostar na mobilização de fundos para o financiamento climático e do investimento privado, reduzindo a dependência do financiamento tradicional da ajuda e garantindo a sustentabilidade a longo prazo das infraestruturas já construídas.
Em Outubro passado, o Governo avançou que Moçambique precisa de cerca de 4,1 mil milhões de dólares (262,2 mil milhões de meticais) para acelerar a expansão dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento sustentáveis no País.
O Gabinete da Juventude Parlamentar (GJP) efectuou uma visita ao antigo estadista moçambicano, Armando Emílio Guebuza, um encontro marcado pelo diálogo e pela partilha de experiências.
Durante a conversa, Armando Guebuza destacou a importância da Assembleia da República, sublinhando que “o Parlamento tem uma história que é muito rica, construída com muito esforço ao longo dos anos”.
Guebuza enfatizou ainda que, acima das diferenças partidárias, prevalece a identidade nacional, uma vez que “não importa o partido, todos nós somos moçambicanos. Moçambique é nosso”.
O antigo estadista reforçou a importância da inclusão e da igualdade, afirmando que todos têm direitos, independentemente da idade ou da raça, e que o foco deve estar no desenvolvimento do País.
Segundo afirmou, mesmo com opiniões diferentes, é essencial que todos estejam unidos por um objectivo comum: “cada um pensa o que pensa, fala o que fala, mas todos devemos estar movidos por um Moçambique melhor”.
No encontro, também se reconheceu a diversidade como um elemento natural da sociedade, sendo as diferentes organizações uma expressão dessa pluralidade. Ainda assim, destacou-se a necessidade de união, até porque “somos diferentes, por isso temos organizações diferentes, mas devemos nos abraçar para criar um futuro melhor”.
Houve igualmente espaço para reflectir sobre os desafios actuais, incluindo preocupações em torno do estado da democracia. Armando Guebuza recordou que muitas das conquistas nacionais foram alcançadas com grande dificuldade, referindo-se às instituições como vitórias que devem ser preservadas.
“Aquela casa foi conquistada com muita dificuldade, mas foi conquistada”, disse o antigo estadista moçambicano que já foi deputado de 1994 a 2002.
Por fim, deixou uma mensagem centrada no papel do povo, afirmando que, independentemente de quem ganha ou perde, o mais importante é que o povo nunca saia prejudicado: “se o povo ganha, vale a pena, e quem julga os valores é a história. O povo tem de ficar para a história”, disse.
A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, manteve encontro com a presidente do Conselho de Federação da Assembleia Federal da Rússia, Valentina Matvienko.
As duas delegações parlamentares enalteceram o estágio de cooperação existente entre os órgãos legislativos, expressando total disponibilidade para aprofundar e alargar as excelentes relações.
O parlamento moçambicano está interessado em acolher a longa experiência do Conselho Federal da Rússia nos domínios da digitalização dos processos legislativos. Neste âmbito, Margarida Talapa colocou a possibilidade de troca de delegações a diferentes níveis, assistência técnica às comissões, capacitação de funcionários parlamentares e dinamização das Ligas de Amizade existentes entre os dois parlamentos.
Talapa abordou, igualmente, com a homóloga russa, questões relativas à segurança em alguns distritos da província de Cabo Delgado e o gesto solidário demonstrado pelo povo russo, que consistiu no envio de bens alimentares para as vítimas das cheias.
Margarida Talapa agradeceu, em nome do Estado moçambicano, o governo russo por ter duplicado o número de bolsas de estudos para a formação superior de estudantes moçambicanos.
Na sua locução, no encontro, a presidente do Conselho da Federação da Rússia, Valentina Matvienko, disse que Moçambique é um parceiro estratégico confiante. Matvienko assegurou a implementação integral dos termos do Acordo Interparlamentar existente, ao mesmo tempo que demonstrou abertura para responder às necessidades do Parlamento moçambicano.
Margarida Talapa renovou o convite formulado em Maio do ano passado, à Presidente do Conselho Federal da Rússia para visitar Moçambique.
Moçambique e Rússia assinam programas de cooperação
A Assembleia da República de Moçambique e o Conselho Federal da Rússia assinaram um novo instrumento de cooperação, culminando as conversações oficiais havidas entre a presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, e a presidente do Conselho Federal da Rússia, Valentina Matvienko, presenciadas pelas delegações dos respectivos parlamentos.
Trata-se do Programa de Cooperação Parlamentar 2026-2027, cujas acções incidirão sobre os secretariados gerais dos dois parlamentos.
Do lado moçambicano assinou o Programa de Cooperação, António Mahumane, secretário-geral da Assembleia da República e da contraparte russa pelo secretário-geral do Conselho Federal da Rússia, Gennady Golov.
O programa, ora assinado, prevê o fortalecimento das relações interparlamentares por meio de troca de delegações e uma cooperação mais estreita entre os deputados, comissões e órgãos da administração dos dois parlamentos.
No domínio político, as acções incidirão sobre visitas recíprocas, ao nível de Presidentes de Parlamento, troca de delegações, com enfoque para as comissões que lidam com assuntos de Relações Internacionais, Defesa, Actividades Económicas e Ciência e Tecnologia.
No domínio da Administração, a cooperação incidirá em acções de capacitação, estágios on the job, nas áreas de processo legislativo, informática, administração parlamentar, relações internacionais, recursos humanos, estudos e formação parlamentar, documentação parlamentar e digitalização do acervo parlamentar.
O ministro da Saúde admite que sente vergonha quando é questionado sobre roubo de medicamentos nos hospitais. Ussene Isse acusa profissionais da área que dirige de tratarem os pacientes sem o devido humanismo.
Ussene Isse, Ministro da Saúde foi convidado para a aula de abertura do Instituto Superior das Ciências de Saúde. A aula transcendeu os limites da academia, abordou questões de actualidade no sector, admitiu haver maus tratos no sector que dirige, e revelou-se envergonhado com os caso.
“Eu fico muito envergonhado quando somos questionados pela população. Sr. Ministro, aqui no seu hospital, cobram, cobranças ilícitas, cobram. Aqui no seu hospital, nos maltratam. Aqui no seu hospital, roubam medicamentos. E aí? Como é que vou ficar feliz ao ouvir essas coisas?” Questionou-se Ussene Isse. O governante mostrou preocupação com a falta de humanismo nos hospitais citando o exemplo das maternidades que classificou como “piores”
“O maior problema de cobranças ilícitas é na maternidade. Dizem que, as senhoras já sabem, até amarram na ponta da capulana.Já sabem, basta abrir a capulana, basta desamarrar a capulana, já sabem que ali tem, tem o quê? Tem dinheiro “, descreveu o ministro pedindo mudanças nas atitudes.
Aos profissionais que participam das manifestações, Isse manda um recado.
“Um bom profissional de saúde, Não coabita em ambientes de agitação. Infelizmente, infelizmente, infelizmente….Analisem o que eu iria dizer, não vou dizer agora.” Terminou o discurso.
Ussene Isse pediu aos gestores hospitalares a analisarem os indicadores de satisfação dos utentes e às escolas a ensinarem mais a ética e deontologia.
O Serviço Nacional de Migração prevê um movimento de pessoas acima do normal a partir de hoje, nas fronteiras do país devido à Páscoa. Até o dia dez, cerca de 370 mil viajantes poderão atravessar os postos fronteiriços.
Com a Páscoa a bater à porta, as fronteiras nacionais começam a partir desta quarta-feira a registar movimentos acima do normal de pessoas. O pico, segundo o Serviço Nacional de Migração, será assistido dentro de cinco dias.
“Para a presente operação perspectiva-se um movimento migratório de 372,053 viajantes, contra 356,672 da Operação Páscoa 2025, o que representa um aumento de 17 mil viajantes. A previsão do aumento justifica-se pelo facto da situação sociopolítica do país ser calma e ordeira, contra o período anterior”, explicou Juca Bata, porta-voz do SENAMI.
Este ano, espera-se que mais pessoas entrem e saiam do país para celebrar a morte e ressurreição de Cristo ou até para lazer. Da parte moçambicana, as autoridades garantem condições para reduzir o tempo de espera nas fronteiras, entre as quais, “diminuir o tempo de espera no desembaraço aduaneiro de pessoas e bens; garantir o controlo do contrabando de mercadorias e pessoas nos postos de travessia; reforçar medidas de controlo migratório e inspeção documental”, entre outras.
Devido ao aumento do fluxo, os horários das fronteiras serão estendidos.
“Nos postos de travessia de Ponta D’Ouro e Mandimba o horário passará a ser das 06 até as 18 horas, contra 07 às 18 horas, tendo em conta o acordo alcançado com a República da África do Sul, para a extensão dos horários de funcionamento”
Lançada a 27 de Março último, a Operação Páscoa registou nos primeiros quatro dias o movimento fronteiriço de 71 mil viajantes.
O filósofo e pesquisador José Castiano diz que as desigualdades sociais em Moçambique, onde há poucos ricos e muitos pobres, são o maior perigo para a democracia, por isso propõe a adopção do que chamou de democracia reconciliadora.
Castiano falava durante a aula de sapiência orientada para estudantes de Filosofia da Universidade Eduardo Mondlane, sobre vida e obra de Luísa Diogo.
A Faculdade de Filosofia da Universidade Eduardo Mondlane convidou, nesta terça-feira, o pesquisador e vice-reitor da Universidade Pedagógico de Maputo, José Castiano para orientar uma aula de sapiência, em homenagem à vida e obra de Luísa Diogo.
Durante mais de uma hora e meia, Castiano defendeu a tese de que Diogo morreu defendendo que a reestruturação económica não pode ignorar a justiça social.
“Ela defendeu com todas as energias a questão da igualdade social, a questão do acesso à saúde, a questão do acesso à educação e aos outros benefícios. Para quem lê a “Sopa de Madrugada”, para quem lê e ouve as suas intervenções, vai certamente notar a insistência que fazia para resistir à destruição dessas conquistas da fase socialista”, defendeu o filósofo.
O pesquisador recorda, triste, que Luísa Diogo conseguiu o perdão de uma dívida pública, em 2005, no âmbito da iniciativa Países Pobres Muito Endividados, cujo esforço parece não ter valido a pena.
“Uma pessoa que conseguiu libertar-nos da dívida externa, para depois ver, ainda em vida, o processo de reendividamento, escandaloso. O grande desafio que nós temos, como Moçambique, é lidar com o problema da dívida externa, porque ela, em vez de nos ajudar, está nos empobrecendo cada vez mais. O exemplo da Luisa foi um, mas há outros exemplos. Mas o mais importante é olharmos para nós nas condições de hoje”.
Outro desafio apontado como de urgente resolução é a Soberania Alimentar.
“Nenhum país vive feliz quando come o que não produz e não produz o que come. Soberania alimentar significa comer o que você produz e produzir o que você quer comer. Não estou a dizer que não possa comer queijo, só porque não produz. o deve ser feito é produzir dinheiro suficiente para ter capacidade para comprar os produtos”, disse.
A solução, diz o filósofo, é a adopção do que chamou de democracia reconciliadora.
“Eu estou convencido que a maior divisão que Moçambique tem entre o rico e o pobre, esta é que vai minar a nossa unidade nacional. Quando esta divisão começar a crescer, hoje 20% comem 80% da população, 20% dos nossos ricos comem 80% do que produzimos, e os 80% comem apenas 20%. Esta é uma desigualdade extrema. Então uma democracia não pode sobreviver nessas condições. Temos que encontrar formas de uma democracia reconciliatória no seu sentido social do tempo”, concluiu.
O evento contou com a presença do viúvo, filhos e familiares de Luísa Diogo, que agradeceram o reconhecimento das obras da finada.
A Secretária de Estado na província de Inhambane, Bendita Lopes, reagiu à greve dos funcionários do Município de Quissico, admitindo que o Governo não tinha a real dimensão da crise, mas criticando a forma como o protesto foi conduzido.
Os trabalhadores municipais encontram-se em greve há mais de uma semana, tendo decidido encerrar as portas da instituição como forma de exigir o pagamento de salários em atraso, que já somam mais de quatro meses.
Com o fim do mês de Março, a situação agrava-se, atingindo cerca de cinco meses sem remuneração, enquanto a edilidade acumula sete meses sem receber transferências do Fundo de Compensação Autárquica.
Em reacção, Bendita Lopes defendeu que os funcionários deveriam ter recorrido ao diálogo antes de avançarem para medidas mais drásticas.
“Eles são funcionários do município, sim, mas são funcionários que estão a gerir aquilo que é a governação descentralizada ao nível da província. Às vezes, uma paciência é melhor, porque eles, para além de expor o município, estão a expor a eles próprios como funcionários. Acho que essa atitude também não é muito boa”, afirmou.
A governante apelou à contenção, sublinhando que existem canais próprios para a resolução de conflitos laborais. “Apelar aos funcionários, quando têm problemas, há sítios, há lugares próprios de tratamento desses problemas, do que fechar a instituição, porque quando se fecha a instituição também é uma perda. É uma perda que se tem e queríamos apelar para amainarmos um pouco os ânimos, termos paciência, porque vão receber os valores que eles têm”, acrescentou.
Bendita Lopes reconheceu ainda que o Governo foi surpreendido pela paralisação, afirmando que não houve comunicação prévia por parte dos grevistas, frisando a atitudes deste foi um erro.
“Se falassem, por exemplo, a nós, nós não sabíamos, surpreenderam-nos, ninguém veio ao gabinete. Eu penso que a sua Excelência, o Governador, também não sabia, surpreenderam-nos a todos. Então, eles também correram o erro de tomarem decisões sozinhos e fazerem aquilo que estão a fazer”, declarou.
A Secretária de Estado destacou, entretanto, que a situação vivida em Quissico não é isolada, mas reflecte dificuldades financeiras mais amplas enfrentadas por vários municípios e pela função pública em geral.
“Os nossos municípios estão com, não só municípios, toda função pública estamos com a situação financeira não muito boa, mas não é por isso que temos que deixar de trabalhar. O município de Quissico está há quatro meses sem salário, não é o único, há muitos ao nível do País”, explicou.
Segundo a governante, um dos desafios passa pela fraca capacidade de arrecadação de receitas locais, o que limita a autonomia financeira de alguns municípios.
“Há municípios que vão tendo a capacidade de se autossustentarem, mas o município de Quissico tem desvantagem porque não há muitos mercados, não há muita margem de arrecadação de receitas”, concluiu.
A situação continua a gerar preocupação entre os trabalhadores, enquanto se aguardam soluções concretas para o pagamento dos salários em atraso e a normalização do funcionamento da edilidade.
A piloto moçambicana Teresa Bettencourt destacou-se na 1.ª corrida do Campeonato Nacional Sul-Africano Rotax 2026 na classe Micro Max disputada no circuito de Killarney, na Cidade do Cabo.
Na 1ª corrida, Teresa Bettencourt enfrentou uma grelha competitiva de 17 pilotos. Na sessão de qualificação, Bettencourt envolveu-se em algumas lutas em pista, o que acabou por comprometer a possibilidade de alcançar um resultado ainda melhor.
Ainda assim, garantiu o 9.º lugar, com a volta mais rápida em 46.354 segundos, mostrando desde cedo andamento para discutir posições mais avançadas.
A 1ª corrida ficou marcada por vários incidentes e interrupções. Depois de partir da 9ª posição, Teresa Bettencourt esteve inserida num pelotão muito disputado e terminou a manga em pista, mas uma penalização de 5 segundos por “nose cone infringement”, numa corrida que teve também bandeira vermelha, atirou-a para o 14.º lugar final.
Ainda assim, registou uma melhor volta de 45.960 segundos, um sinal claro de competitividade apesar das contrariedades.
Na segunda manga, a jovem piloto voltou a enfrentar uma corrida exigente e com vários momentos de luta direta, terminando na 12.ª posição, com a sua melhor volta em 46.062 segundos.
Já na terceira e última corrida, Teresa conseguiu recuperar terreno e fechar o dia com um resultado mais sólido, terminando em 10.º lugar, após mais uma prestação combativa num grupo muito equilibrado. Nessa corrida, assinou a melhor volta pessoal do fim de semana em prova: 46.092 segundos.
No cômputo geral da jornada, Teresa Bettencourt terminou em 13.º lugar da classificação final, com 63 pontos, num fim-de-semana marcado por vários incidentes, lutas intensas em pista e alguma falta de sorte, mas também por uma postura resiliente e uma evolução constante ao longo das corridas.
O seu melhor tempo absoluto em corrida foi 45.960 segundos. Apesar de o resultado final não traduzir totalmente o potencial demonstrado, a participação de Teresa Bettencourt deixa sinais encorajadores para as próximas corridas do campeonato.
Num contexto altamente competitivo, a piloto moçambicana mostrou determinação, capacidade de recuperação e velocidade para continuar a crescer entre os melhores pilotos da classe Micro Max do Campeonato sul-africano.

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