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O número de vítimas mortais resultantes da insurgência armada na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, subiu para 6.518 desde o início do conflito, em outubro de 2017, segundo dados recentes divulgados pela organização ACLED (Armed Conflict Location & Event Data).

No seu mais recente relatório, que cobre o período entre 23 de março e 5 de abril, a ACLED indica que foram registados três incidentes violentos nas últimas duas semanas, dos quais dois envolveram grupos extremistas ligados ao autoproclamado Estado Islâmico em Moçambique (EIM). Estes episódios provocaram três mortos, contribuindo para o aumento do número total de vítimas.

Desde o início da insurgência, foram contabilizados 2.345 eventos violentos, sendo que 2.174 estão associados a elementos do EIM.

Apesar da continuidade da presença insurgente, a ACLED descreve o período mais recente como relativamente calmo. De acordo com o relatório, os insurgentes mantêm गतिविधade no distrito de Macomia e deslocaram-se a áreas de mineração em Meluco, alegadamente com o objetivo de realizar ações de extorsão.

Na zona costeira, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) prosseguem operações de patrulhamento, com enfoque na foz do rio Messalo, numa tentativa de conter movimentações insurgentes. Contudo, persistem tensões entre as forças de defesa e as comunidades locais, sobretudo após o alegado massacre de pescadores ocorrido a 15 de março.

Num relatório anterior, a ACLED, com base em fontes locais, atribuiu à Marinha moçambicana a responsabilidade pela morte de 13 pescadores em Mocímboa da Praia. As FADM rejeitaram essas acusações, afirmando que o ataque terá sido perpetrado por insurgentes disfarçados com uniformes militares.

Cabo Delgado, uma província rica em recursos naturais, particularmente gás, tem sido palco de ataques armados há cerca de oito anos. O primeiro incidente foi registado a 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

Entretanto, o Presidente da República, Daniel Chapo, admitiu recentemente a possibilidade de diálogo como uma das vias para a resolução do conflito no norte do país. Em declarações prestadas no Porto, à margem de uma cimeira com Portugal, o Chefe de Estado sublinhou que o principal objetivo é alcançar a paz.

Chapo recordou ainda a experiência de Moçambique na resolução de conflitos através do diálogo, destacando o fim da guerra civil entre o Governo e a Renamo, que culminou com a assinatura dos Acordos Gerais de Paz, em Roma, a 4 de outubro de 1992.

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O edil de Nampula fez mexidas no seu governo e avisa que haverá mais exonerações até acertar a dinâmica que precisa. Num contexto de problemas de mobilidade devido aos buracos nas estradas, Luís Giquira promete intervir, à medida da disponibilidade de meios e dinheiro.

A primeira mexida foi no dia 4 de Março e cessaram funções, dentre outros, os vereadores dos pelouros de Finanças, Planificação e Património e da Educação, Cultura, Juventude e Desportos. Esta quarta-feira, Luís Giquira voltou a fazer mexidas, tendo movimentado o vereador de Salubridade que passa a assumir a pasta de Administração e Recursos Humanos.

O edil de Nampula justifica a medida com a necessidade de imprimir uma nova dinâmica no funcionamento do município, até porque, segundo afirma, alguns funcionários exonerados já estavam cansados. 

“Queremos ter um município que responda a visão do presidente e o compromisso que nós assumimos com a nossa população de tudo fazermos para termos uma cidade melhor, com mais água e desenvolvimento”, afirma Giquira, que garante que ainda haverá mais mexidas nos próximos dias.  

Enquanto procura calibrar a sua equipa, o dia-a-dia na cidade é um dos maiores desafios. A avenida 25 de Setembro estava muito esburacada e já está em obras, mas há mais vias na cidade esburacadas. 

Sobre o problema, Giquira assegura que a edilidade já tem um plano de reabilitação de algumas vias que já foram identificadas. Para essa empreitada, a edilidade está a trabalhar na busca de parceiros para aquisição de equipamentos. 

Esta quinta-feira o Município de Nampula e a Universidade Rovuma assinaram um memorando para passarem a trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da cidade, sobretudo na área de Engenharia Civil. A UniRovuma tem cursos de engenharias que poderão ser a base desta relação com o Município de Nampula.

Os membros do Comité Central da Frelimo dizem que, sem comprometer a agenda da reunião do partido, a Sessão do Comité Central deve fazer uma análise realista da situação económica e social de Moçambique.

Entrevistado pouco antes do início da Sessão, Eliseu Machava, antigo Secretário-geral da Frelimo, não ignorou os pontos da agenda publicamente apresentados, mas exortou para que os trabalhos não se limitem à vida interna do partido.

“O Comité Central, como sempre, faz a melhor análise da situação política, econômica e social, e projecta para o futuro aquilo que é o desejo de muitos moçambicanos, que é de ver o país a progredir, ver o país a enfrentar positivamente os problemas, ver o país unido e ver o país a pensar no futuro risonho dos nossos filhos e dos nossos netos.”

Membro do Comitê Central e Chefe da Bancada Parlamentar do Partido na Assembleia da República, Feliz Sílvia, espera que a sessão seja incisiva na estruturação da reunião de quadros.

“O Comitê Central antecede a Reunião Nacional de Quadros, onde já há um debate muito grande sobre o futuro econômico, político, mas também social do nosso país. Nós achamos que este Comitê Central vai se debruçar profundamente sobre a vida econômica, política e social. Em termos de perspectivas nossas, é que saíamos daqui mais focados nos resultados que pretendemos alcançar, mesmo a nível da independência econômica.”

Já o porta-voz do partido, Pedro Guiliche, diz que a quinta sessão é o ponto de partida para a Frelimo começar a perspectivar os resultados almejados nos próximos pleitos eleitorais.

“A Frelimo, desde que termina um processo eleitoral, a sua tradição e a sua prática é preparar-se com vista aos próximos pleitos eleitorais. Portanto, este Comitê Central vai servir para fazer um balanço geral de todo o grau de preparação da Frelimo com vista aos desafios não só eleitorais em 2028 e 2029, mas sobretudo os desafios de como melhor servir o povo moçambicano”

A reunião do Comitê Central iniciou esta Quinta-feira e termina no dia 12 de Maio, Domingo.

O  ministério da Saúde libanês actualizou esta quinta-feira para 182 o número de mortos e 890 feridos por uma série de bombardeamentos sem precedentes por parte de Israel, um dia após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão.

O Líbano passou a noite de quinta-feira a remover escombros depois de ataques israelitas terem atingido zonas comerciais e residenciais no centro de Beirute, matando pelo menos 182 pessoas e  ferindo outras centenas .

O ataque, é considerado um dos mais fortes desde o início do conflito israelita com o Irão, a 28 de fevereiro, e levou o primeiro-ministro libanes , Nawaf Salam, a anunciar um dia de luto nacional pelas vítimas, nesta quinta-feira.

O bombardeamento ocorreu apenas algumas horas depois de ter sido anunciado um cessar-fogo no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

Devido ao sucedido, os meios de comunicação social iranianos anunciaram novamente o encerramento do Estreito de Ormuz na quarta-feira, em resposta aos ataques israelitas contra o grupo militante Hezbollah no Líbano.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, o fim da guerra no Líbano fazia parte do acordo de cessar-fogo, uma afirmação que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitaram.

O Senado do Congresso Nacional do Brasil aprovou, esta terça-feira, a autorização para a reestruturação de uma dívida de 143 milhões de dólares de Moçambique junto ao Estado brasileiro, num passo considerado determinante para o alívio da pressão financeira externa e para o reforço das relações económicas entre os dois países.

O Acordo insere-se no quadro da cooperação bilateral entre Moçambique e o Brasil, bem como dos esforços internacionais coordenados no âmbito do Clube de Paris e das instituições financeiras multilaterais, visando reforçar a sustentabilidade da dívida dos países em desenvolvimento. 

O reescalonamento da dívida consiste na renegociação dos prazos e condições  de pagamento, criando condições para que Moçambique cumpra as suas obrigações em períodos mais alargados e com prestações ajustadas à sua capacidade financeira. 

Segundo o comunicado do Ministério das Finanças, o acordo de reestruturação traz benefícios mútuos, de entre outros aspectos, prevê o pagamento de uma parcela no prazo de 60 dias após a assinatura do Acordo, seguindo-se o remanescente em dez prestações semestrais, a uma taxa de juro anual fixa de 3,625%, criando, deste modo, condições favoráveis para a gestão das finanças públicas e continuidade dos investimentos prioritários em Moçambique. 

“A aprovação, pelo Senado Brasileiro, da proposta de reestruturação da dívida, representa um passo importante no aprofundamento das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e o Brasil, contribuindo para a estabilidade macroeconómica, о reforço da confiança dos parceiros internacionais e a promoção do desenvolvimento económico e social sustentável do país”. 

Moçambique acolhe, de 29 de Abril a 2 de Maio, a qualificação regional para o Campeonato Africano de Voleibol de Praia 2026. O evento reunirá várias duplas da região que procuram garantir o acesso à fase final da maior prova continental da modalidade.

A realização deste torneio em solo nacional destaca o papel do País no desenvolvimento do desporto em África. Para os atletas moçambicanos, esta é a oportunidade de competir com o apoio do público e lutar pelo apuramento num ambiente familiar, capitalizando o factor casa.

Espera-se que a competição seja marcada pelo equilíbrio e pela qualidade técnica, reforçando o prestígio de Moçambique na organização de grandes eventos desportivos.

Para já, os trabalhos das duplas nacionais continuam, tendo em vista a preparação para a qualificação para os Jogos Africanos. Por ora, os trabalhos das duplas nacionais são vistos, pelo gabinete técnico, como um passo importante para o desenvolvimento da modalidade e garantir o sucesso do País no continente.

Os mesmos decorrem no campo anexo à Escola Secundária Estrela Vermelha e na Arena da Costa do Sol, onde os atletas se focam na melhoria do rendimento desportivo.

O objectivo central desta preparação consiste na correcção de aspectos técnicos e tácticos importantes para elevar a competitividade das selecções nacionais perante os desafios internacionais que se aproximam.

A Federação Moçambicana de Voleibol reitera o compromisso em assegurar que as duplas se apresentem na sua melhor forma, focadas em superar os desempenhos anteriores.

Além do mais, a FMV acredita que todo o esforço feito neste ciclo de treinos será decisivo para garantir a qualificação de Moçambique para a fase final da competição continental, honrando a tradição de sucesso do voleibol de praia moçambicano e elevando o nome da nossa bandeira em toda a África.

Deputados do PODEMOS e da Renamo, na Assembleia da República, exigem regularização no pagamento dos salários e outros subsídios. As bancadas parlamentares exigem meios de transporte condignos e acusam o Governo de tentar enfraquecer a oposição.

“O deputado não foi eleito para disputar “chapa”, nem para circular de mototáxi, para chegar à plenária ou fiscalizar o seu círculo eleitoral.”

Foi com estas palavras que Elísio Muaquina, deputado do PODEMOS, começou por apresentar indignação em relação às condições de  trabalho.

Os parlamentares da oposição queixam-se de desigualdade material entre as bancadas.

“Na prática, cria-se uma desigualdade material entre bancadas, uns com todos os meios, outros sem condições básicas para exercer o seu mandato. Isto não é neutralidade institucional, isto é distorção do funcionamento democrático. Está-se a limitar a função fiscalizadora, está-se a enfraquecer a oposição e, consequentemente, a empobrecer a democracia”, acrescentou Muaquina.

A contestação veio também da bancada da Renamo, que fala de desrespeito aos órgãos de soberania.

“Este governo também não respeita os outros órgãos de soberania, como é o caso desta Assembleia da República, que está instalada desde Janeiro de 2025. No entanto, passado um ano e meio, os deputados andam pendurados em chapas e estão sujeitos a toda a situação deplorável, impedidos de fazer o seu trabalho fiscalizador e de representação. Vergonhosamente, cada membro do governo recebeu a sua frota de viaturas no dia da tomada de sua posse”, explicou Manteigas.

Outra preocupação é relativa ao pagamento dos salários.

“Senhora presidente, ainda é tempo de corrigir, regularizar com urgência salários subsídios, cumprir integralmente o Estatuto dos Deputados sem discriminação, porque um deputado sem condições não é apenas um deputado fragilizado, é o povo que fica mal representado. Não é favor algum, mas sim um direito instituído pelo artigo 19, o seu número 6, do Estatuto dos Deputados”, explicou Muaquina.

As preocupações foram apresentadas nesta quarta-feira, na Assembleia da República, durante a sessão plenária.

A selecção nacional de sub-17 do nosso País já conhece os seus adversários para a fase de grupos da 16.ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2026, a decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho em Marrocos. Trata-se de Mali, Tanzânia e Angola, esta última seu rival da região.

O sorteio do Campeonato Africano das Nações da categoria de sub-17 foi realizado na tarde desta quarta-feira, na cidade do Cairo, Egipto, e definiu a composição dos quatro grupos da competição que terá lugar em Marrocos, em Maio e Junho próximos.

Moçambique, que esteve integrado no pote 4 do sorteio, foi sorteado para integrar o Grupo C, juntamente com as selecções do Mali, Angola e Tanzânia, num enquadramento competitivo que exigirá elevado rigor táctico e maturidade competitiva dos jovens Mambinhas.

A fase final do CAN sub-17 contará com 16 selecções, distribuídas em quatro grupos de quatro equipas cada. As duas primeiras classificadas de cada grupo avançam para os quartos-de-final, fase em que os oito apurados garantem automaticamente a qualificação para o Campeonato do Mundo da categoria do próximo ano.

Para além disso, as selecções que terminarem na terceira posição de cada grupo disputarão um play-off adicional, do qual sairão mais duas equipas qualificadas para o Mundial.

Histórico de Moçambique e Raio-X dos adversários do grupo C

Moçambique soma duas participações na história do CAN sub-17, nomeadamente nas edições de 1995 e 2001, tendo, em ambas ocasiões, ficado pela fase de grupos.

A edição de 2026 representa, assim, uma nova oportunidade para a selecção nacional ultrapassar essa barreira e afirmar-se entre as melhores do continente, até já provou nas provas que disputou ano passado e este ano.

Os adversários de Moçambique apresentam percursos distintos na competição, com algum histórico relevante. A Etiópia conta com três participações (1997, 2001 e 2003), tendo alcançado como melhor resultado o quarto lugar na edição de 1997, evidenciando tradição competitiva na prova.

A Tanzânia soma igualmente três presenças (2017, 2019 e 2025), tendo sido eliminada na fase de grupos em todas elas, perfilando-se como uma equipa em busca de afirmação.

Já Angola apresenta maior regularidade, com cinco participações (1997, 1999, 2001, 2019 e 2025), destacando-se o terceiro lugar alcançado em 2019, o melhor registo entre os adversários directos de Moçambique no grupo.

Com um grupo equilibrado e adversários com diferentes níveis de experiência, Moçambique terá de apresentar consistência e ambição para lutar por um dos lugares de qualificação.

A campanha rumo ao CAN sub-17 deste ano arranca, assim, com um desafio claro: transformar potencial em resultados e escrever uma nova página na história do futebol jovem nacional.

A prova vai decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho, em Marrocos.

 

Eis a composição dos quatro grupos:

Grupo A: Marrocos, Tunísia, Egipto e Etiópia.

Grupo B: Costa do Marfim, Camarões, Uganda e RD Congo.

Grupo C: Mali, Angola, Tanzânia e Moçambique.

Grupo D: Senegal, África do Sul, Argélia e Gana.1

O futebol tem destas partidas cruéis e o Sporting sentiu-o da forma mais amarga na noite de terça-feira. Num Estádio José Alvalade vibrante e esgotado, os “leões” viram uma exibição defensiva quase perfeita ser desfeita ao minuto 90+2, com o Arsenal a levar para Londres uma vitória preciosa por 0-1.

Desde o apito inicial, ficou clara a estratégia das duas equipas. O Arsenal, fiel à identidade de Mikel Arteta, assumiu o controlo da posse e tentou empurrar o Sporting para o seu último terço. Contudo, a organização leonina mostrou-se imperial. Com as linhas muito juntas e uma entreajuda constante, os espaços para Bukayo Saka e Martin Ødegaard aparecerem foram quase nulos durante a primeira hora de jogo.

O Sporting não se limitou a defender e, em transições rápidas exploradas pela velocidade de Luís Suárez, ameaçou a baliza de David Raya, obrigando o guardião espanhol a duas intervenções de recurso que mantiveram o nulo até ao intervalo.

Na segunda parte, a pressão dos Gunners intensificou-se. O cansaço começou a pesar nas pernas dos jogadores caseiros e o Arsenal refrescou o ataque. Quando tudo indicava que o Sporting conseguiria levar o empate para a segunda mão — um resultado que seria inteiramente justo pelo rigor táctico demonstrado — surgiu o momento decisivo.

Numa insistência pelo corredor central, a bola sobrou para Kai Havertz dentro da área que, com frieza, bateu Rui Silva e silenciou as bancadas de Alvalade. Não houve tempo para a reacção: o golo “ao apagar das luzes” deu a vitória a quem foi mais persistente, mas castigou severamente quem tanto trabalhou.

Apesar da derrota caseira, a eliminatória não está sentenciada. O Sporting viaja para o Emirates Stadium no dia 15 de Abril com a obrigação de vencer, mas com a certeza de que tem argumentos para bater o pé aos gigantes ingleses. Em Alvalade, ficou a imagem de um leão ferido, mas ainda muito vivo na luta por um lugar nas meias-finais da prova rainha da UEFA.

 

Bayern surpreende no Bernabéu e trava hegemonia do Real Madrid

No “templo” da Liga dos Campeões, o Bayern de Munique mostrou por que razão é um dos eternos candidatos ao trono europeu. Numa noite em que o Real Madrid carregava o favoritismo das bancadas, a equipa de Vincent Kompany foi mais inteligente, bateu os recordistas de troféus por 1-2 e partiu com vantagem para a decisão na Baviera.

A primeira parte foi um xadrez táctico, com o Real Madrid a pressionar alto mas a esbarrar num inspirado Manuel Neuer, que, aos 40 anos, somou defesas cruciais. Contra a corrente do jogo, ao minuto 41, Serge Gnabry isolou Luis Díaz, que não perdoou na cara de Andriy Lunin.

O choque para os adeptos locais aumentou mal começou o segundo tempo. Com apenas 20 segundos decorridos após o reatamento, Harry Kane recebeu de Michael Olise e, com um remate seco de fora da área, ampliou para 0-2, anotando o seu 49.º golo na temporada.

O Real Madrid, fiel à sua mística de nunca desistir, lançou-se ao ataque. Após várias tentativas travadas por Neuer, a resistência alemã quebrou ao minuto 74. Trent Alexander-Arnold cruzou rasteiro e Kylian Mbappé apareceu no sítio certo para encostar, reduzindo a diferença e incendiando o Bernabéu para os minutos finais.

Apesar do sufoco final, com Vinícius Júnior e Mbappé a forçarem defesas de recurso, o Bayern segurou o resultado, que será discutido em Munique, no dia 15 de Abril.

A Primeira-Dama da República, Gueta  Chapo, recebeu hoje, no seu gabinete, o segundo grupo  de profissionais de saúde que beneficiam de bolsas de especialização  na Índia.

O encontro serviu para formalizar a despedida dos bolseiros, que  partem integrados num programa mais vasto de capacitação institucional. Segundo Francisco Langa, representante da área de  formação no Ministério da Saúde, a audiência ocorreu “no âmbito das  100 bolsas atribuídas pela Primeira-Dama ao Ministério da Saúde”. 

Langa explicou que o projecto tem um alcance geográfico  abrangente, assegurando que as oportunidades de formação não se  limitem aos grandes centros urbanos. “E essas 100 bolsas são para todo  o país”, sublinhou o responsável, destacando a equidade na selecção  dos beneficiários. 

O cronograma de formação já se encontra em curso, tendo sido  recordado o percurso inicial deste projecto de cooperação. “Tivemos  o primeiro grupo de 12 bolseiros que seguiram em Janeiro para a Índia,  que vieram de todas as províncias do país”, referiu Francisco Langa  durante as declarações à imprensa. 

Sobre o grupo actual, o representante do Ministério da Saúde  detalhou a composição e a origem dos profissionais que compõem  esta nova vaga. “Este é o segundo grupo, vai seguir também para a  Índia este mês, e são provenientes da província de Sofala, Zambézia e  a Cidade de Maputo”. 

A continuidade do programa está garantida para o curto prazo, com  novos processos de selecção já em perspectiva. Langa anunciou que  “teremos também no próximo mês mais um grupo que serão  selecionados bolseiros de todo o país”, mantendo a dinâmica de envio  de quadros para o estrangeiro. 

O impacto esperado destas bolsas foca-se directamente na eficiência  do Sistema Nacional de Saúde e na assistência direta ao cidadão.  “Dizer que essas bolsas, como são de especialização, vão ajudar muito naquilo que é a melhoria da qualidade de serviços prestados à  população no âmbito da expansão dos serviços de saúde”, afirmou  Francisco Langa. 

Entre os beneficiários está Rosária Marcos Manhique, enfermeira de  saúde materno-infantil do Hospital Central de Quelimane, na província  da Zambézia, que expressou o sentimento do grupo. “Estou aqui neste  momento para agradecer à Sua Excelência Primeira-Dama pela  oportunidade que nos deu de irmos à Índia e nos especializarmos em  enfermagem oncológica”. 

A enfermeira destacou a raridade de tais oportunidades para a classe  profissional e a relevância do gesto da Primeira-Dama. “Dizer que essas  oportunidades aqui vão ajudar a muitos de nós enfermeiros, que  muitas das vezes não temos tido essa oportunidade e, sem mais  palavras, dizer que estou muito grata por essa oportunidade”, concluiu  a bolseira.

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