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A província de Inhambane conquistou três medalhas de ouro no Campeonato Regional de Taekwondo, realizado no último fim de semana no Zimbabwe, através de uma delegação composta por apenas cinco atletas.

Os títulos foram alcançados por Cíntia Rafael, na categoria dos 55 quilogramas, Azayel da Célia, nos 29 quilogramas, e Riyano Enzo Macucule, nos 48 quilogramas da classe de cadetes. O resultado reforça o crescimento da modalidade em Inhambane, apesar das limitações financeiras enfrentadas pela associação provincial.

Após o regresso ao país, atletas e dirigentes da Associação Provincial de Taekwondo de Inhambane foram recebidos pelo Governador de Inhambane, Francisco Pagula, que enalteceu o desempenho da equipa e destacou o impacto da conquista para a província.

“Os jovens atletas levaram o nome de Inhambane além-fronteiras e demonstraram que é possível alcançar resultados de excelência através da disciplina e dedicação”, afirmou o governador.

A atleta Azayel da Célia destacou a confiança com que entrou na competição. “Quando chegámos lá já sabíamos que íamos ganhar. Entrei para a luta feliz, sem medo e com confiança”, disse.

Por sua vez, Cíntia Rafael, que participou pela primeira vez numa prova internacional, considerou a medalha uma recompensa pelo esforço realizado. “Consegui cumprir aquilo que tinha prometido a mim mesma: representar bem a minha academia, a minha família, a província e o país”, afirmou.

O treinador da equipa, Evaristo Mabote, considerou os resultados uma prova da qualidade dos atletas da província. “Conseguimos representar a província e o país de forma digna e regressámos com resultados que nos orgulham”, declarou.

Apesar do sucesso, atletas e dirigentes apontam a falta de recursos financeiros como um dos principais desafios para a expansão da modalidade. Segundo Cíntia Rafael, vários atletas com potencial ficaram de fora da competição devido à escassez de apoio. “Só fomos cinco atletas porque não havia condições para levar mais”, lamentou.

Durante o encontro com a equipa, Francisco Pagula garantiu apoio para a participação dos atletas num campeonato internacional previsto para julho, no Reino de Eswatini, e apelou ao envolvimento do sector privado no financiamento do Taekwondo.

Com três medalhas de ouro conquistadas por uma delegação reduzida, Inhambane reforça a sua posição entre as províncias em ascensão no Taekwondo moçambicano e alimenta expectativas de novas conquistas nos próximos desafios internacionais.

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Três funcionários do Hospital Central de Nampula (HCN) foram detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM), suspeitos de envolvimento numa alegada tentativa de desvio de material médico-cirúrgico pertencente à maior unidade sanitária da região Norte do País.

A informação foi confirmada pelo porta-voz do hospital, António Carlos, que explicou que a acção foi frustrada graças a um trabalho conjunto entre a direcção da unidade sanitária, os serviços de segurança e outros colaboradores que denunciaram movimentações consideradas suspeitas.

Segundo o responsável, as autoridades hospitalares receberam informações indicando que uma viatura estaria prestes a retirar material médico-cirúrgico das instalações do hospital sem autorização.

“Logo que recebemos a informação, a direcção do hospital, juntamente com a equipa de segurança, decidiu reforçar a vigilância e proceder à inspecção rigorosa das viaturas que saíam da unidade sanitária”, explicou António Carlos.

Durante a operação de controlo, foi interceptada uma viatura que transportava diversos materiais pertencentes ao hospital. Embora a quantidade exata dos bens ainda esteja a ser inventariada, o porta-voz indicou que entre os itens encontrados constava material médico-cirúrgico e outros equipamentos hospitalares.

De acordo com a direcção da unidade sanitária, o veículo era conduzido por um motorista afecto ao hospital, alegadamente em conivência com outros dois funcionários.

“Infelizmente, trata-se de colegas da nossa instituição. O motorista e mais dois colaboradores encontram-se sob custódia policial e o caso está a ser investigado para determinar o destino do material e identificar possíveis outros envolvidos”, afirmou.

O processo encontra-se sob investigação da Polícia, que deverá apurar as circunstâncias da alegada tentativa de furto e eventuais responsabilidades criminais.

O caso surge numa altura em que o Hospital Central de Nampula continua a enfrentar desafios relacionados com a capacidade de internamento e o aumento da procura pelos seus serviços especializados.

A unidade sanitária tem registado um crescimento dos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de incapacidade e mortalidade no País. Apesar do aumento do número de pacientes diagnosticados, os profissionais de saúde destacam melhorias nos resultados clínicos e uma redução relativa da taxa de mortalidade entre os casos acompanhados.

Segundo dados avançados pelo neurologista e director do HCN, Frederico Sebastião, pelo menos 22 pacientes com AVC já foram submetidos a intervenções cirúrgicas especializadas na unidade, tendo sido registados quatro óbitos.

Nos serviços de fisioterapia, dezenas de pacientes continuam a beneficiar de programas de reabilitação destinados à recuperação das capacidades motoras afectadas pela doença.

Os especialistas alertam que a prevenção continua a ser a principal arma contra o AVC, destacando factores de risco como hipertensão arterial, diabetes, consumo excessivo de álcool, tabagismo, obesidade e sedentarismo.

Enquanto prosseguem as investigações sobre a tentativa de desvio de material hospitalar, a direcção do Hospital Central de Nampula apela à colaboração dos profissionais de saúde na denúncia de práticas ilícitas que possam comprometer o funcionamento da instituição e a prestação de cuidados aos pacientes.

“É importante que todos os colaboradores estejam atentos e denunciem situações suspeitas, para proteger os recursos que pertencem ao sistema de saúde e à população”, concluiu o porta-voz da unidade sanitária.

Há cada vez menos passageiros nos terminais de Maputo à procura de transporte para a vizinha África do Sul, devido aos episódios de violência xenófoba. No entanto, nas últimas três semanas, houve uma avalanche de passageiros moçambicanos que procuravam regressar ao País, fugindo da xenofobia.

A última sexta-feira, 29 de Maio, foi de terror para mais de 800 moçambicanos que vivem e trabalham na vizinha África do Sul. A violência não tem rosto, mas tem nome e chama-se xenofobia.

O incidente aconteceu na Cidade de Mossel Bay, na província de Cabo Ocidental. 

Esta não é a primeira vez que sul-africanos, movidos pelo espírito desumano, expulsam africanos negros, sobretudo moçambicanos, e a alegação é sempre a mesma: que os imigrantes “roubam” oportunidades de trabalho aos cidadãos sul-africanos.

Estas incursões, que têm mais de uma década, vêm daqueles que um dia foram acolhidos como irmãos, que hoje ignoram a história e agem como inimigos.

Desde meados de Abril que o ambiente na terra do rand está agitado. Por isso, por estes dias, viajar para aquele país tornou-se uma missão suicida.

Frederico Mamba é transportador internacional há mais de 15 anos. Durante esse período, conviveu com todo o tipo de “sul-africano” e concluiu que o estrangeiro nunca foi bem-vindo naquele país.

Triste, revela que “nós não somos valorizados na África do Sul, partindo do motorista até ao cidadão qualquer que vai lá para fazer as suas compras ou trabalhar. Há muitos crimes que têm ocorrido: somos assaltados, são-nos arrancados bens e a polícia muitas vezes se distancia, não tem nada a ver connosco, não temos onde recorrer”.

Por falta de protecção, há cada vez mais ameaças à integridade dos estrangeiros naquele país. Os grupos que promovem os actos discriminatórios fazem ameaças e ultimatos aos imigrantes, com ou sem documentação.

“Até dia 10 tinham que fechar as lojas deles, quem vai tomar a posse daquelas lojas são eles que vão gerir já aquelas lojas, é assim que dizem, não sei se é verdade ou não,  mas a promessa é essa, que já anunciaram”.

Um transportador, que não se quis identificar, acrescenta que, como consequência dessas ameaças, alguns comerciantes já trabalham com medo, abrindo as lojas por pouco tempo e prontos para fechar.

A nossa reportagem escalou o terminal Rodoviário da Junta e conversou com um antigo mineiro, que é hoje motorista internacional. Sem mostrar o rosto revelou que nas últimas três semanas houve avalanche de moçambicanos fugindo da xenofobia. 

“Eram 5 carros que vinham de Durban, vieram descarregar aqui mesmo na praça da junta,  5 carros, cheios dos nossos irmãos moçambicanos. Agora estão a prometer que no dia 30 do mês em curso haverá uma terrível greve lá, que não precisam mais dos estrangeiros. É por essa razão que muita gente está a fugir, outros andam a vender coisas deles para poderem voltar, a situação mesmo não está boa lá, mas sempre carregamos pessoas que sempre estão a voltar para cá, diariamente. Vêm muitos carros cheios com os nossos irmãos que estão lá a sofrer. 

Diferentemente da Junta, no terminal internacional da Baixa ocorre o inverso. A Xenofobia na África do Sul está a retrair clientes.  

Com ou sem xenofobia, há moçambicanos que arriscam tudo para fazer negócios na terra do rand. 

Tal é o caso da Jovem Elsa Machaieie, que vive e trabalha em Maputo, mas que frequentemente viaja para a terra do rand para fazer compras para vender na sua loja. Elsa tem memórias tristes daquela terra e avança possíveis soluções.

“Deixamos tudo nas mãos de Deus. É sabido que é arriscado, mas temos que tentar a vida.

 Se eles não nos querem lá, porque nós estamos a tirar o trabalho deles, também que não  venham a Moçambique. Mas é complicado viver sem ter esse intercâmbio Moçambique e África do Sul. É muito complicado porque alguns produtos que cá temos, vêm de lá.

 E os outros saem de lá para lá”.

O cenário acontece depois de a 5 de Maio, o Chefe do Estado, Daniel Chapo, e o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, terem estado na mesma mesa para discutir, entre outros assuntos, a segurança dos cidadãos moçambicanos naquele país, na sequência dos episódios recentes de violência xenófoba.

Agora a principal atenção ou mesmo preocupação está na ameaça de retirada compulsiva de todos os estrangeiros da terra do rand, até 30 de Junho. O Governo de Moçambique diz estar atento à situação.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, iniciou, nesta semana, em Maputo, os trabalhos de preparação para os jogos amigáveis frente às congéneres de Omã e Indonésia, encontros que integram a estratégia de fortalecimento da equipa nacional e de construção do grupo que irá disputar as próximas competições internacionais.

O estágio decorre sob orientação do seleccionador nacional, Chiquinho Conde, que chamou um grupo composto por jogadores experientes e jovens talentos que têm vindo a destacar-se nos campeonatos nacionais e internacionais. 

A aposta na renovação gradual da equipa constitui uma das prioridades da equipa técnica, que procura garantir competitividade e profundidade ao plantel dos Mambas.

Durante os dois primeiros treinos, os atletas foram submetidos a sessões de avaliação física, exercícios tácticos e trabalhos específicos destinados a aprimorar os mecanismos colectivos da equipa. 

O foco passa igualmente pela adaptação a estilos de jogo distintos daqueles habitualmente encontrados no continente africano.

Segundo Chiquinho Conde, os desafios frente a Omã e Indonésia representam uma oportunidade importante para observar o comportamento da equipa em diferentes contextos competitivos.

“Estamos numa fase em que é fundamental testar novas soluções e avaliar jogadores que poderão integrar o núcleo principal da selecção nos próximos anos. Estes jogos permitirão analisar dinâmicas de jogo, consolidar processos e preparar a equipa para os desafios futuros”, afirmou o técnico nacional.

O seleccionador destacou ainda que os amigáveis se enquadram na preparação a longo prazo para a qualificação e participação de Moçambique nas próximas competições continentais, com especial atenção para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027.

A presença de jovens jogadores no grupo é vista pela equipa técnica como um sinal positivo do crescimento do futebol moçambicano. Nos últimos anos, vários atletas nacionais têm ganho espaço em campeonatos estrangeiros e nas selecções jovens, criando expectativas em torno do futuro da selecção principal.

Por outro lado, o regresso de alguns jogadores mais experientes deverá contribuir para o equilíbrio da equipa, oferecendo liderança e capacidade competitiva num período de transição e renovação gradual do plantel.

Os encontros diante de Omã e Indonésia são encarados pela Federação Moçambicana de Futebol como momentos importantes para reforçar a preparação internacional dos Mambas, permitindo à equipa acumular experiência contra adversários de diferentes escolas futebolísticas e aumentar a sua capacidade de adaptação a diversos modelos de jogo.

Com os trabalhos já em curso na capital do País, a expectativa é que os próximos dias permitam à equipa técnica consolidar as suas opções e definir uma base sólida para os compromissos oficiais que se avizinham, numa caminhada que visa manter Moçambique entre as selecções africanas em ascensão e fortalecer as suas ambições para o ciclo competitivo rumo ao CAN 2027.

O Governo moçambicano anunciou esta terça-feira que está a preparar o repatriamento de cerca de mil cidadãos nacionais afectados pelos recentes episódios de xenofobia registados na província sul-africana de KwaZulu-Natal, tendo já mobilizado uma equipa multissectorial para coordenar a resposta à crise.

A informação foi avançada pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse, porta-voz da 15.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada em Maputo, que avaliou a situação dos moçambicanos atingidos pelos ataques iniciados na última sexta-feira.

Segundo o governante, o Executivo accionou de imediato um mecanismo de coordenação envolvendo os Ministérios dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, do Interior, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), o Serviço Nacional de Migração e as representações diplomáticas moçambicanas na África do Sul.

“Logo que os actos iniciaram, o Governo decidiu constituir uma equipa multissectorial para coordenar a resposta e garantir assistência aos nossos concidadãos”, afirmou.

Equipas governamentais foram destacadas para a fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, onde foram criadas condições para o registo, triagem e encaminhamento dos cidadãos que regressam ao País.

De acordo com os dados apresentados, 379 moçambicanos já se inscreveram no Consulado de Moçambique em Durban manifestando interesse em regressar ao País. 

Entretanto, as autoridades estimam que cerca de 884 cidadãos foram directamente afectados pelos actos de violência, dos quais 584 encontram-se acolhidos em centros comunitários de abrigo. Outros 300 moçambicanos estão a regressar por meios próprios, tendo chegado ainda na mesma terça-feira através da fronteira de Ressano Garcia.

O Governo confirmou igualmente a morte de nove cidadãos moçambicanos em consequência dos incidentes. Cinco foram assassinados durante os ataques, dois morreram atropelados enquanto tentavam fugir e outros dois perderam a vida num acidente de viação durante o regresso ao País.

“Queremos prestar o nosso sentido pesar e solidariedade às famílias enlutadas”, declarou Ussene Isse.

Para apoiar os repatriados, o Executivo preparou um plano de assistência humanitária que inclui a distribuição de kits alimentares compostos por arroz, farinha de milho, feijão, óleo alimentar, açúcar e sal, destinados a garantir a subsistência das famílias durante os primeiros dias após o regresso às suas comunidades de origem.

O ministro garantiu ainda que o Governo passará a divulgar informações diárias sobre a evolução da situação, com o objectivo de assegurar uma comunicação uniforme e transparente durante a emergência.

Conselho aprova financiamento colaborativo

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou a proposta de lei que estabelece o regime jurídico do financiamento colaborativo, instrumento que será submetido à Assembleia da República.

Segundo o Governo, a futura legislação pretende criar novas alternativas de acesso ao crédito para cidadãos, micro, pequenas e médias empresas, contribuindo para a diversificação das fontes de financiamento e para o crescimento económico nacional.

“O financiamento colaborativo representa uma nova modalidade para impulsionar a economia e ampliar as oportunidades para os pequenos empreendedores”, explicou o porta-voz.

O Executivo aprovou igualmente o regulamento da Lei de Identificação Civil e do Bilhete de Identidade, que estabelece normas para a recolha, processamento, conservação e gestão de dados dos cidadãos, visando reforçar a segurança documental e uniformizar procedimentos em todo o território nacional.

Moçambique regista progressos nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável

Durante a sessão, foi também aprovado o Segundo Relatório de Revisão Nacional Voluntária sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), documento que será apresentado no âmbito da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Entre os principais indicadores, destaca-se o aumento da taxa nacional de acesso à água segura para 62,3% em 2025. Nas zonas urbanas, a cobertura passou de 81,9% em 2020 para 87,9% em 2025, enquanto nas zonas rurais evoluiu de 42,1% para 48,5% no mesmo período.

Os dados revelam igualmente melhorias no acesso ao saneamento adequado, que cresceu para 67,3% nas áreas urbanas e para 21,4% nas zonas rurais.

Segundo o Governo, os investimentos em abastecimento de água e saneamento continuarão a constituir prioridades estratégicas, devido ao seu impacto directo na redução de doenças de origem hídrica, como a cólera, e no combate à malária.

Dívida a estudantes deverá ser regularizada

Questionado sobre os subsídios em atraso a estudantes de instituições públicas de ensino superior, Ussene Isse reconheceu a existência de uma dívida estimada entre 300 e 400 milhões de meticais.

O governante assegurou que o Executivo está a trabalhar para acelerar os pagamentos e prevê resolver definitivamente a situação até Fevereiro do próximo ano.

“Há uma dívida, sim senhora. A solução é pagar e tudo faremos para regularizar esta situação”, afirmou.

O Conselho de Ministros apreciou ainda o nível de preparação da 16.ª edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, agendada para decorrer na província da Zambézia entre 29 de Agosto e 6 de Setembro de 2026.

O Secretariado Executivo do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) felicitou o jornalista Carlitos Cadangue, da STV, baseado na província de Manica, pela conquista do Prémio de Liberdade de Imprensa 2026, na categoria Impacto, atribuído pela organização Repórteres Sem Fronteiras, num evento realizado em França.

A posição foi tornada pública na sessão do Secretariado Executivo do SNJ realizada esta terça-feira, 2 de Junho de 2026.

Segundo o sindicato, a distinção e o reconhecimento internacional alcançado pelo jornalista moçambicano enchem de orgulho a classe jornalística nacional. O SNJ considera igualmente que a atribuição do prémio reforça a necessidade de os profissionais da comunicação social no país continuarem a lutar pelo respeito à liberdade de imprensa e pelo livre exercício da sua profissão.

A organização sublinha que o exercício da actividade jornalística contempla o dever de informar e o direito de ser informado.

O SNJ observa ainda que a atribuição do prémio ocorre poucos dias depois de o Presidente da República ter promulgado e mandado publicar o pacote legislativo para a comunicação social, recentemente aprovado pela Assembleia da República.

Neste contexto, o sindicato manifesta a expectativa de poder contribuir para que a entrada em vigor da nova legislação represente uma maior valorização da profissão jornalística.

O Ministério da Defesa de Israel anunciou esta terça-feira ter obtido o aval dos Estados Unidos para bombardear o subúrbio sul de Beirute, bastião do Hezbollah, se for atacado pelo grupo libanês pró-iraniano.

Num comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa, Israel Katz explicou que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, juntamente com o exército, definiram um princípio de reciprocidade relativamente ao Sul de Beirute e o Norte de Israel.

“Se as localidades israelitas [do Norte] continuarem a ser atacadas, iremos retirar a população e bombardear o bairro xiita de Dahiyeh em Beirute, bastião do Hezbollah”, declarou o ministro da defesa israelita, Israel Katz.

Dahiyeh é a designação do subúrbio Sul de Beirute, conhecido por ser o principal bastião político, social e militar do Hezbollah, abrigando muitas das instalações e líderes do grupo.

“Os Estados Unidos validaram este princípio e comunicaram-no ao Governo libanês, bem como a todas as partes envolvidas”, disse Katz, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

“Ou os disparos contra as localidades [no Norte de Israel] cessam ou, se continuarem, bombardearemos Dahiyeh em Beirute”, acrescentou o ministro.

O comunicado foi divulgado depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado na segunda-feira que tinha conseguido uma trégua no Líbano e que Israel não atacaria Beirute.

No entanto, os meios de comunicação libaneses noticiaram a morte de oito pessoas num novo ataque israelita realizado esta terça-feira no Sul do Líbano, enquanto projécteis do Hezbollah continuavam a visar alvos israelitas.

Na segunda-feira, Israel ameaçou bombardear os subúrbios do Sul de Beirute, gerando pânico na capital libanesa e levando milhares de pessoas a fugir para zonas mais seguras.

Os confrontos ocorrem quando está agendada para ontem e hoje (quarta-feira), em Washington, uma segunda ronda de conversações entre Israel e o Líbano.

Os negociadores libaneses pretendem obter um cessar-fogo total que evite futuros ataques, de acordo com a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).

As negociações, iniciadas em Abril na capital norte-americana, constituem os primeiros contactos em mais de três décadas entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas formais.

Os combates representam um grande obstáculo ao acordo emergente para prolongar o cessar-fogo na guerra com o Irão, uma vez que Teerão exige que qualquer entendimento inclua a cessação total das hostilidades no Líbano.

O Hezbollah tem rejeitado negociações diretas, dependendo da pressão exercida pelo Irão.

A última vaga de confrontos entre Israel e o Hezbollah já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e forçou a deslocação de mais de um milhão de pessoas, de acordo com as autoridades de Beirute.

Pelo menos 27 militares e um prestador de serviços de defesa de Israel morreram no Sul do Líbano ou nas proximidades, registando-se ainda a morte de dois civis no Norte de Israel.

As forças israelitas informaram ao final do dia de segunda-feira que um soldado morreu no Sul do Líbano e sete ficaram feridos no mesmo incidente, três dos quais em estado grave.

A utilização por parte do Hezbollah de drones de fibra óptica, difíceis de detectar, tem-se revelado mortífera para os militares israelitas, que enfrentam dificuldades para responder a esta ameaça, acrescentou a AP.

O Governo anunciou a criação de uma comissão de inquérito para investigar denúncias de alegada distribuição e administração de medicamentos fora do prazo de validade no distrito de Chigubo, província de Gaza, situação que terá sido reportada por utentes do sistema nacional de saúde.

A informação foi avançada esta terça-feira pelo Ministro da Saúde e porta-voz do Conselho de Ministros, Ussene Isse, durante a conferência de imprensa que se seguiu à 15.ª Sessão Ordinária do órgão.

Segundo o governante, as autoridades tomaram conhecimento do caso através de informações divulgadas nas redes sociais e de relatos tornados públicos por profissionais ligados ao sector da saúde, o que levou à constituição imediata de uma equipa de investigação.

“Nós tomámos conhecimento através das redes sociais e internamente criámos uma comissão para fazer a investigação e a averiguação. Há uma situação identificada em Chigubo e uma equipa vai deslocar-se ao terreno para apurar exactamente o que está a acontecer”, declarou Ussene Isse.

As denúncias indicam que pacientes atendidos no Centro de Saúde de Chigubo terão recebido medicamentos com prazo de validade expirado. De acordo com os relatos, a alegada prática ocorre há aproximadamente quatro meses, sendo que o caso mais recente terá sido registado em Abril deste ano.

O ministro garantiu que o Governo pretende esclarecer rapidamente os factos e responsabilizar eventuais infractores, caso as acusações venham a ser confirmadas.

“Os profissionais da farmácia estão proibidos de vender ou distribuir medicamentos fora do prazo. Como se trata de uma informação nova, devemos investigá-la e trazer ao povo moçambicano uma resposta verdadeira. Se forem identificadas irregularidades, os responsáveis serão responsabilizados”, afirmou.

Apesar das denúncias, Ussene Isse assegurou que o abastecimento de medicamentos continua regular nas unidades sanitárias do País, sublinhando que não existe, neste momento, qualquer indicação de ruptura generalizada de stocks no Sistema Nacional de Saúde.

“Temos medicamentos em dia a nível nacional. O mais importante agora é averiguar esta situação específica para que possamos agir com base em factos concretos”, acrescentou.

A abertura do inquérito surge num contexto em que o seCtor da saúde procura reforçar os mecanismos de controlo da qualidade dos medicamentos e dos processos de gestão farmacêutica, considerados essenciais para garantir a segurança dos pacientes e a credibilidade dos serviços públicos de saúde.

As conclusões da comissão deverão determinar se houve falhas nos procedimentos de armazenamento, controlo de validade ou distribuição de medicamentos na unidade sanitária em causa, bem como recomendar medidas correctivas para evitar a repetição de situações semelhantes.

O Ministério da Saúde não avançou uma data para a conclusão das investigações.

António Muchanga diz que o seu nome foi manchado pelo partido Renamo, quando a direção aplicou uma medida sancionatória de suspensão. O antigo deputado submeteu ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo um pedido de responsabilização do partido pelo danos morais. 

Viemos hoje depositar a acção de pedido da condenação daqueles que recusaram participar do Poder Tribunal de Fazer Justiça. Portanto, acabamos agora de depositar o material na Secretaria do Tribunal Judicial da Cidade do Maputo, onde esperamos que esta nossa acção declarativa de condenação do Presidente”, explicou o político à imprensa, manifestando o seu desejo para que Ossufo Momade seja julgado e responsabilizado. 

 

Moçambique vai participar, de 22 a 24 de Julho próximo da décima quinta sessão Ordinária da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (AP-CPLP), em Luanda, capital de Angola. A integração regional, segurança e democracia são alguns dos pontos da agenda da sessão.

Angola vai acolher, entre 22 e 24 de Julho do ano corrente a décima quinta sessão ordinária da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos países de língua portuguesa, tendo a data sido aprovada nesta segunda-feira, numa reunião dos presidentes dos Grupos nacionais, que decorreu em Maputo.

No evento Moçambique vai exercer o seu poder, na qualidade de líder da organização, cuja Presidência rotativa foi assumida, no ano passado, para o biénio 2025–2027, durante a sessão realizada em Maputo. A integração regional, segurança, democracia, maior inclusão da juventude e igualdade de género serão alguns dos pontos da agenda de destaque, conforme explicou o deputado e Chefe da Bancada da

Frelimo Feliz Silvia, na qualidade de Líder do Grupo Parlamentar da CPLP em Moçambique.

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