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 O Presidente da República,  Daniel Chapo, orientou o Governo do Distrito de  Funhalouro a privilegiar a viabilidade e o impacto económico dos  projectos na avaliação das candidaturas ao Fundo de  Desenvolvimento Económico Local (FDEL), defendendo que a  atribuição dos recursos deve contribuir para gerar renda, criar  emprego e dinamizar a economia local. 

A orientação foi transmitida hoje durante a Sessão Extraordinária do  Governo do Distrito de Funhalouro, alargada ao Conselho  Consultivo Distrital, no âmbito da visita de trabalho de três dias à 

província de Inhambane, realizada no quadro da agenda  presidencial de Governação de Proximidade. 

Daniel Chapo recomendou ainda que sejam prioritariamente  reavaliados os projectos já submetidos ao FDEL que não foram  financiados por insuficiência de recursos, em vez de se promover  uma nova fase de candidaturas. Segundo explicou, a duplicação  dos recursos disponíveis ao nível nacional permite aumentar o  número de projectos financiados, devendo-se valorizar os  proponentes que apresentaram as suas iniciativas antes do reforço  da disponibilidade financeira. 

O Chefe do Estado alertou igualmente para a necessidade de  evitar a concentração de recursos em poucos projectos de  elevado valor, defendendo uma distribuição capaz de produzir  maior impacto económico no distrito. Sublinhou que um  financiamento de menor dimensão pode, em determinadas  circunstâncias, produzir resultados superiores aos de projectos que  recebem valores mais elevados. 

“É importante avaliar projectos e não avaliar pessoas”, afirmou o  Presidente da República, advertindo que a selecção baseada  predominantemente no conhecimento pessoal dos candidatos  pode comprometer a recuperação dos recursos. Para Daniel  Chapo, a avaliação deve considerar a viabilidade dos projectos e,  simultaneamente, a capacidade dos proponentes para assegurar o  cumprimento das obrigações previstas nos contratos. 

Durante a sessão, o Chefe do Estado interagiu igualmente com  mutuários do FDEL e constatou a existência de iniciativas que já  estão a gerar postos de trabalho. “Ele está a empregar duas  pessoas; ele está a empregar uma pessoa; ela está a empregar  mais uma pessoa. É isto o que nós queremos com o FDEL”, afirmou,  felicitando os beneficiários pelos resultados alcançados. 

Daniel Chapo destacou também o cumprimento das obrigações  de reembolso por parte de vários mutuários, referindo que alguns já 

iniciaram a devolução dos recursos correspondentes aos primeiros  meses de financiamento. 

“Como dissemos, aqueles que cumprirem com 100 por cento vao  ter direito a mais financiamento. Aquele que não devolver, não vai  ter mais”, afirmou, sublinhando que o cumprimento das condições  estabelecidas no contrato será determinante para o acesso a  novos financiamentos. 

Na mesma sessão, o estadista solicitou informações detalhadas  sobre as dívidas relativas a horas extraordinárias e turno e meio nos  sectores da Educação e Saúde, subsídios dos líderes comunitários,  combatentes, alfabetizadores e idosos, bem como sobre a situação  da segurança alimentar perante a seca associada ao fenómeno El  Niño. Pediu ainda esclarecimentos sobre a cobertura de telefonia  móvel, o acesso à água, a delinquência juvenil, a situação  epidemiológica entre os jovens e a reparação de fontes de água  avariadas. 

O Presidente Daniel Chapo abordou igualmente as dificuldades de  combustível para a transferência de doentes de Funhalouro para  Massinga e, em casos que exigem cuidados especializados, para o  Hospital Provincial de Inhambane, defendendo que a alocação de  recursos deve considerar as especificidades e as distâncias de cada  distrito. 

O Chefe do Estado anunciou que as questões levantadas serão  aprofundadas com o Governo Distrital e sistematizadas numa matriz  de perguntas e respostas, enquanto apelou à população e às  estruturas locais para continuarem a trabalhar na superação dos  desafios, apesar das limitações financeiras e dos efeitos dos  diferentes fenómenos adversos que têm afectado o país. 

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Manifestantes na África do Sul deram até 30 de Setembro aos imigrantes em situação irregular para abandonarem o país, ameaçando realizar protestos de maior dimensão caso as suas exigências não sejam atendidas.

Os protestos semanais têm continuado na cidade de Durban, onde o movimento March and March ganhou força nos últimos meses. O líder do movimento, Sphelele Shinga, estima que até 1,5 milhão de pessoas possam participar na próxima grande manifestação.

Shinga afirmou que os activistas pretendem realizar uma mobilização de grande dimensão no dia 30 de Setembro, para exigir a saída dos imigrantes sem documentos da África do Sul.

“Todas as comunidades estão a reunir-se novamente. Estão a despertar, a defender as suas casas e o seu país”, afirmou o líder do movimento.

Entretanto, o grupo decidiu alterar a data da manifestação devido a preocupações relacionadas com a segurança, depois de vários meses de protestos nas ruas.

A situação tem também afectado refugiados que permanecem nas ruas enquanto aguardam pela verificação da sua documentação. Uma refugiada ganesa, Princesa Adjei, afirmou que a situação se tornou insustentável.

“Não podemos continuar a dormir nas ruas para sempre. Pessoas já morreram por dormirem na rua”, disse Adjei, acrescentando que o grupo aguardava por autocarros enquanto os seus documentos eram verificados.

Durante a manifestação, activistas pela paz, entre os quais Ela Gandhi, permaneceram ao lado dos refugiados. A antiga deputada e neta de Mahatma Gandhi criticou a retórica adoptada pelos manifestantes contra os imigrantes.

Para Ela Gandhi, as acusações de que os migrantes são responsáveis pelos principais problemas enfrentados pela África do Sul são infundadas.

“A retórica que essas pessoas estão a usar é completamente falsa. Não são os migrantes que estão a causar os problemas de que falam”, afirmou.

O prazo estabelecido para 30 de Setembro aumenta, assim, o risco de novas manifestações de grande dimensão em Durban, num contexto de crescente tensão em torno da imigração e da permanência de estrangeiros em situação irregular no país.

Magistrados de Moçambique, África do Sul, Angola, Zimbabwe, Tanzânia, Brasil e Portugal estão reunidos na cidade da Beira, no V Colóquio Internacional de Direito Processual, promovido anualmente pelo Tribunal Supremo. 

O encontro deste ano tem como lema “Promoção e proteção integral dos direitos da criança: um compromisso do sistema judicial”. O objectivo central do colóquio é capacitar tecnicamente os magistrados e promover a aplicação uniforme das leis nacionais e internacionais, assegurando que em cada decisão judicial prevaleça o superior interesse da criança. 

Para os organizadores, proteger a criança é proteger a dignidade humana, defender a família e, em última instância, fortalecer o Estado de Direito. O tema não foi escolhido ao acaso. É uma prioridade assumida ao mais alto nível pelo sistema judicial moçambicano como orientação para todo o ano. “Falar de direitos da criança é falar do próprio sentido da justiça, sobretudo quando se trata dos mais vulneráveis”, defende o Tribunal Supremo. 

Na óptica dos magistrados, é preciso construir uma “justiça amiga da criança”. “Às vezes utilizamos palavras e procedimentos que podem ser perfeitamente compreendidos pelos profissionais do direito, mas que podem ser muito difíceis para uma criança. Uma justiça amiga da criança é uma justiça que sabe comunicar com ela, que respeita a sua idade e maturidade, e que procura evitar que a criança sofra novamente por causa do próprio processo”, afirmou Neide Correia, presidente do parlamento infantil. 

Na agenda de debates estão temas sensíveis como alienação parental, abandono afetivo, guarda compartilhada e a proteção de crianças vítimas de conflito armado. Assuntos que, segundo os participantes, exigem rigor técnico, mas também muita sensibilidade humana. O colóquio alerta ainda para o impacto da pobreza. “A pobreza continua a privar milhões de crianças do pleno exercício dos seus direitos. Uma criança que cresce na pobreza têm maior probabilidade de abandonar a escola, de enfrentar situações de violência, de ser explorada ou de entrar em contacto com o sistema de justiça”, lembrou Mary Louise, representante da UNICEF no evento. Um dos principais propósitos é criar mecanismos para o fortalecimento da cultura jurídica e encontrar uma plataforma comum de atuação entre a justiça formal e os sistemas comunitários de proteção. 

“O compromisso com os direitos da criança não deve ser apenas uma declaração institucional, deve traduzir-se em decisões, em políticas, práticas e comportamentos concretos. Cada processo que envolve uma criança representa uma história de vida. Proteger uma criança é investir numa sociedade mais justa, mais solidária e mais humana. Sejamos capazes de transformar o conhecimento em acção e os princípios em práticas ”, apelou Adelino Muchanga, Presidente do Tribunal Supremo.

A Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) e o Fundo de Fomento de Habitação (FFH) assinaram, esta quinta-feira, em Maputo, um Memorando de Entendimento para reforçar a cooperação no desenvolvimento de projectos habitacionais e na protecção financeira das famílias.

A parceria prevê a criação de um pacote de seguros destinado aos beneficiários dos projectos de habitação social do FFH, o desenvolvimento de projectos para a construção de um condomínio residencial para os colaboradores da EMOSE e a identificação de novas oportunidades de investimento imobiliário em todo o país.

O Presidente do Conselho de Administração da EMOSE, Janfar Abdulai, considera que a parceria vai além de uma relação comercial e permitirá reforçar a protecção das famílias de baixa renda.

“Este memorando vai além de uma simples parceria comercial. Estamos a criar uma rede de segurança financeira real para os moçambicanos que beneficiam da habitação social. Ao associar a experiência em seguros da EMOSE aos projectos do FFH, garantimos que as famílias não percam os seus lares em momentos de vulnerabilidade, ao mesmo tempo que valorizamos o nosso capital humano com habitação condigna”, afirmou.

Por seu turno, o PCA do FFH, Amorim Pery, disse que a parceria está alinhada com os objectivos do Governo de promover a inclusão urbana e a sustentabilidade habitacional.

“O nosso foco é garantir que o acesso à habitação digna venha acompanhado de sustentabilidade a longo prazo. A colaboração com a EMOSE permite-nos desenhar soluções técnicas robustas para novas infra-estruturas e, acima de tudo, salvaguardar os investimentos dos mutuários através de produtos de protecção financeira inovadores e acessíveis”, realçou.

As duas instituições defendem que a cooperação poderá contribuir para a criação de soluções habitacionais mais seguras, sustentáveis e inclusivas, associando a construção de casas a mecanismos de protecção financeira para os beneficiários.

Mais de quatrocentas mil pessoas continuam a consumir água imprópria em nove distritos da província de Gaza. A situação agravou-se com a seca, cheias e inundações que afectaram mais de 220 sistemas de abastecimento. Para mitigar o sofrimento das comunidades, o Governo diz necessitar de construir, com urgência, 200 sistemas de abastecimento de água.

O défice de acesso à água continua a ser um dos principais desafios da província de Gaza, admitiu, nesta quinta-feira, o director provincial da Obras Públicas, João Chivambo, que apontou as zonas rurais com ponto de maior incidência na sequência da dispersão da população.

“A taxa de cobertura de abastecimento de água é 70,03% e a nossa população na província de Gaza é cerca de 1,5 milhão, aproximadamente 1,1 milhão na zona rural, e é onde temos o maior desafio”, explica João Chivambo.

Segundo o responsável, a população não abrangida pela rede de abastecimento ultrapassa 400 mil habitantes. Para reduzir este défice, a província estima que sejam necessários “um pouco mais de 200 sistemas” de abastecimento de água.

As cheias contribuíram para agravar as dificuldades, afectando infra-estruturas de abastecimento de água em vários distritos da província.

No distrito de Chókwè, foram directamente afectados 50 sistemas de abastecimento de água e 101 bombas manuais, segundo Carmindo Chivoze, director distrital de Planeamento de Chókwè.

Dos 50 sistemas afectados, 15 permanecem inoperacionais, estando já identificados para reabilitação. Deste universo, 14 deverão ser reabilitados através da FIBAS e um pelo parceiro Servtech.

Em relação às bombas manuais, Chivoze explica que parte das infra-estruturas já foi intervencionada, embora persistam pontos considerados críticos no distrito.

“Temos alguns pontos críticos”, refere o director distrital de Planeamento, apontando localidades como Sovéia, Candiza, Maluluani, Cumba, Tititi e Mpunguane.

Em Guijá, as cheias afectaram 21 furos de bombas manuais e quatro sistemas de abastecimento de água, havendo ainda registo de contaminação do lençol freático.

Os dados são avançados por Rosa Wate, directora distrital de Planeamento de Guijá, que explica que 11 furos de bombas manuais já foram reabilitados, enquanto dois sistemas de abastecimento de água foram recuperados, nomeadamente os de Empanguane e Ndonga.

A nível dos distritos de Chókwè, Guijá, Massingir, Chibuto e Xai-Xai, foram contabilizados 25 sistemas de abastecimento de água e 207 fontes dispersas afectadas pelas cheias.

Segundo os dados apresentados, 38 fontes dispersas foram reparadas, 22 desinfectadas e dois sistemas de abastecimento de água reabilitados. Apesar das intervenções realizadas, as autoridades do governo em Gaza reconhecem que o problema permanece. A dispersão da população, sobretudo nas zonas rurais, continua a exigir avultados investimentos para  expansão das infra-estruturas de abastecimento.

A Cimentos de Moçambique está a investir cerca de 150 milhões de dólares na modernização e expansão da capacidade produtiva das suas fábricas de Nacala, Dondo e Matola. Os investimentos incluem a reabilitação e instalação de novos fornos e deverão reforçar a produção nacional de clínquer, reduzindo a necessidade de importações e, consequentemente, a saída de divisas do país.

Segundo o Director Comercial da Cimentos de Moçambique, Ailton Novele, os investimentos fazem parte de um processo de transformação da base industrial da empresa, que actualmente conta com quatro fábricas no país.

Em Nacala, a empresa concluiu recentemente um projecto de remodelação que envolveu praticamente a construção de uma nova unidade de produção. O novo forno tem capacidade para produzir três mil toneladas de clínquer por dia e foi inaugurado pelo Presidente da República no mês passado.

No Dondo, a Cimentos de Moçambique também colocou em funcionamento um forno com capacidade para três mil toneladas de clínquer por dia, enquanto na Matola foi reabilitado e comissionado um forno com capacidade de duas mil toneladas diárias.

“Estamos a falar de investimentos grandes, que directamente têm um impacto enorme na economia, concretamente no que concerne à poupança de divisas”, explica Ailton Novele.

A aposta na produção local de clínquer surge num contexto em que a indústria cimenteira moçambicana tem recorrido à importação desta matéria-prima para responder às necessidades do mercado. Com o reforço da capacidade instalada, a Cimentos de Moçambique pretende reduzir progressivamente essa dependência e libertar recursos em moeda estrangeira para outros sectores da economia.

A estratégia tem também uma componente de geração de emprego. Só a unidade de Nacala deverá criar cerca de 150 postos de trabalho directos e indirectos, enquanto a empresa prevê alcançar números semelhantes com o reforço das operações no Dondo e na Matola.

A criação de oportunidades tem ocorrido igualmente durante as fases de construção e reabilitação das unidades industriais. A empresa diz estar a privilegiar a contratação de mão-de-obra local, incluindo jovens, tanto nas obras das fábricas como nas intervenções realizadas nas pedreiras.

“Em Nacala foi a mesma coisa, tanto na fase de construção como na fase de implementação haverá oportunidades para mais jovens moçambicanos”, afirma o Director Comercial.

Para além dos investimentos nas três fábricas, a Cimentos de Moçambique está a intervir também na sua cadeia de fornecimento de matérias-primas. Em Mwanza, por exemplo, decorrem trabalhos de remodelação da pedreira, envolvendo igualmente a contratação da população local.

A empresa considera que o reforço da produção nacional pode contribuir para tornar a indústria cimenteira mais robusta e reduzir a exposição do sector às necessidades de importação.

Foi neste contexto que a Cimentos de Moçambique participou na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo, FACIM, onde apresentou parte da sua actividade industrial e os investimentos realizados no país.

A empresa levou para a feira uma exposição destinada a mostrar o seu contributo para a economia nacional e aproximar-se de potenciais parceiros, fornecedores e investidores. A participação teve ainda como objectivo despertar o interesse dos jovens pelas áreas de engenharia e produção industrial.

Com mais de três mil empresas presentes na FACIM, a Cimentos de Moçambique esperava aproveitar o evento para estabelecer novas parcerias comerciais, identificar fornecedores e explorar oportunidades de negócio, mantendo também o apoio à iniciativa do Governo de promoção do investimento e do sector privado nacional.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defende a actuação do seu Governo perante a crise migratória em Ceuta, onde cerca de 80 mil migrantes terão tentado entrar no território espanhol no final de Julho.

Numa entrevista de uma hora à televisão estatal espanhola, Sánchez reconheceu a necessidade de reforçar a preparação do Estado para responder ao que classificou como “ataques híbridos”, tendo em conta a localização de Ceuta e Melilla, duas cidades autónomas espanholas situadas no Norte de África e que fazem fronteira com Marrocos.

O chefe do Governo espanhol considera que a localização das duas cidades lhes confere uma “singularidade muito importante”, defendendo, por isso, o reforço da capacidade de resposta às situações de emergência migratória.

A crise em Ceuta tem gerado crescente preocupação entre os moradores, perante a chegada de milhares de migrantes e a limitada capacidade da pequena comunidade para acolher um fluxo desta dimensão.

Sánchez admitiu a necessidade de aumentar as infra-estruturas de acolhimento, de modo a garantir melhores condições aos migrantes que chegam à cidade.

O primeiro-ministro espanhol defendeu igualmente a actuação dos serviços de inteligência na previsão dos fluxos migratórios, mas reconheceu que esta é uma das áreas que precisa de ser aperfeiçoada para permitir uma resposta mais eficaz às futuras crises.

Sánchez confirmou ainda que o Rei Felipe VI deverá visitar Ceuta, embora não tenha avançado a data da deslocação.

Enquanto isso, milhares de migrantes permanecem em condições precárias, alojados em tendas improvisadas instaladas numa praia da cidade. Segundo informações divulgadas, os migrantes recebem apenas uma refeição por dia, fornecida pela Cruz Vermelha.

O acampamento tem sido também palco de manifestações de grupos que, há várias semanas, pressionam pela retirada dos migrantes de Ceuta. Os manifestantes alegam que a situação resulta daquilo que consideram ser uma resposta insuficiente do Governo espanhol à crise humanitária.

A Movitel apresentou recentemente, na FACIM 2026, um conjunto de soluções digitais que exploram o potencial da tecnologia 5G para responder às necessidades de empresas e instituições públicas em Moçambique. A participação da operadora destacou aplicações que vão do acesso à Internet de banda larga à gestão inteligente de infra-estruturas, transportes e operações industriais.

Entre as soluções apresentadas estiveram o Acesso Fixo sem Fios (FWA), as redes 5G privadas, as câmaras com Inteligência Artificial, os Sistemas Inteligentes de Transporte, os Centros de Operações Inteligentes, a gestão portuária e os sistemas de simulação e treino.

Com esta oferta, a operadoral procura aproximar a conectividade das necessidades concretas de funcionamento das organizações. O enfoque está na utilização da tecnologia para facilitar o acesso à informação, acompanhar operações e apoiar decisões com base em dados.

DA CONECTIVIDADE ÀS APLICAÇÕES PRÁTICAS

O FWA permite disponibilizar Internet de banda larga através da rede móvel, reduzindo a dependência de uma ligação por cabo até às instalações do utilizador. A solução constitui uma alternativa para empresas e instituições que necessitam de acesso à Internet sem depender exclusivamente da expansão da rede fixa.

As redes 5G privadas, por sua vez, destinam-se a ambientes como empresas, fábricas e parques industriais, onde a conectividade pode ser adaptada às exigências de cada operação. Estas redes permitem maior controlo sobre o acesso e a utilização dos recursos de comunicação.

Segundo a abordagem apresentada pela Movitel, o potencial do 5G vai além do aumento da velocidade. A baixa latência e a capacidade de ligação de múltiplos dispositivos podem apoiar aplicações que exigem comunicação rápida entre equipamentos e sistemas de processamento de dados.

SOLUÇÕES PARA EMPRESAS E SERVIÇOS PÚBLICOS

Na área da análise de imagens, as câmaras com Inteligência Artificial permitem identificar eventos e apoiar a monitorização de espaços e infra-estruturas. Nos transportes, os sistemas inteligentes podem contribuir para acompanhar o tráfego e melhorar a gestão da circulação.

Os Centros de Operações Inteligentes reúnem informações de diferentes sistemas numa plataforma de acompanhamento, permitindo uma visão integrada das operações e apoiando a resposta a ocorrências.

A oferta inclui igualmente soluções de gestão portuária, destinadas à coordenação das actividades e dos fluxos de mercadorias, bem como sistemas de simulação e treino, orientados para a preparação de profissionais em ambientes virtuais e controlados.

O 5G surge, neste contexto, como uma infraestrutura de conectividade que pode apoiar a integração destas aplicações, em articulação com plataformas digitais e ferramentas de análise de dados.

Implementação gradual

 

A Movitel prevê avançar, num futuro próximo, com testes e implementação gradual das soluções baseadas em 5G. A prioridade deverá incidir nas zonas urbanas, nas empresas, nas instituições públicas e nos sectores com maior procura por ligações de alta velocidade.

A apresentação na FACIM permitiu dar a conhecer estas possibilidades de utilização, sem representar a disponibilização imediata de todas as soluções em todo o território nacional.

Ao reunir serviços de conectividade e aplicações digitais, a operadora apresentou uma perspectiva de evolução tecnológica centrada na sua utilidade: facilitar o trabalho das organizações, melhorar a gestão de recursos e ampliar o acesso a serviços digitais em Moçambique.

O Tribunal Judicial da Cidade de Pemba ordenou a devolução de um computador, dois telefones celulares e um tablet apreendidos ao jornalista Estácio Valoi há quase três meses. Os equipamentos eram utilizados pelo jornalista para trabalho e comunicação.

Segundo o despacho judicial citado pelo Misa Moçambique, o tribunal revogou a medida por considerar concluídas as diligências que justificaram a apreensão dos equipamentos.

Ainda de acordo com o mesmo despacho, a apreensão está relacionada com uma investigação jornalística sobre alegados crimes ambientais e contrabando de madeira envolvendo um empresário de nacionalidade libanesa.

O MISA afirma estar preocupado com o impacto da apreensão prolongada de instrumentos de trabalho no exercício da actividade jornalística e sublinha a importância de salvaguardar as liberdades de imprensa e de expressão, o direito à informação, bem como a confidencialidade das fontes e dos materiais de investigação.

Uma nova comunidade está a ganhar forma ao longo da montanha, no bairro Mateus Sansão Mutemba, na cidade de Tete. No local, já é possível encontrar várias residências de alvenaria, algumas vias de acesso e ligações de energia eléctrica, apesar de a área ser considerada de risco.

Os moradores continuam a construir as suas habitações numa zona marcada por limitações no acesso aos serviços básicos, particularmente água potável. Segundo os residentes, a comunidade ainda não dispõe de uma fonte segura e regular de abastecimento, situação que obriga algumas famílias a recorrer à água do rio para o consumo diário.

Para conseguir água, há moradores que afirmam ser obrigados a acordar nas primeiras horas da manhã e percorrer longas distâncias em busca do precioso líquido. A situação preocupa a população, que teme igualmente os riscos para a saúde associados ao consumo de água sem tratamento adequado.

Para além da falta de água, os residentes mostram-se preocupados com a localização das suas casas, construídas numa área considerada vulnerável. Apesar disso, a expansão da comunidade continua, com novas residências a surgir ao longo da encosta.

Outro aspecto que chama a atenção é a existência de ligações de energia eléctrica em algumas habitações. Os moradores afirmam, contudo, que essas ligações não são realizadas directamente por técnicos da Electricidade de Moçambique, mas por indivíduos que se apresentam como intermediários.

A situação levanta preocupações quanto à segurança das ligações e à sua legalidade, sobretudo numa zona onde a ocupação do espaço continua a expandir-se sem que estejam asseguradas todas as condições básicas de habitabilidade.

Enquanto a comunidade cresce, persistem os desafios relacionados com a segurança das construções, o acesso à água potável e a regularidade das ligações eléctricas.

A expansão de residências numa zona considerada de risco coloca igualmente em evidência a necessidade de uma intervenção das autoridades municipais e dos sectores responsáveis pelo ordenamento territorial, de modo a garantir que a ocupação do espaço urbano seja feita em condições de segurança.

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