Os presidentes da FIFA, Gianni Infantino, e da UEFA, Aleksander Ceferin, manifestaram, ontem, satisfação pelo acordo estabelecido com o Real Madrid, cujos princípios servirão para resolver os litígios jurídicos relacionados com a criação da Superliga europeia de futebol.
O Real Madrid anunciou, nesta quarta-feira, ter alcançado um “acordo de princípio” com a UEFA e a European Football Clubs (EFC), com vista à resolução das disputas relacionadas com o projecto da Superliga Europeia, colocando assim um ponto final num processo que se arrastava desde 2021.
Em comunicado divulgado através dos canais oficiais, o clube espanhol refere que o entendimento foi alcançado “após meses de discussões conduzidas no melhor interesse do futebol europeu” e que tem como objectivo o “bem-estar do futebol europeu a nível de clubes”, sublinhando o respeito pelo princípio do mérito desportivo, a sustentabilidade financeira a longo prazo e a melhoria da experiência dos adeptos através da tecnologia.
Segundo a nota, o acordo de princípio permitirá igualmente resolver os litígios judiciais associados à Superliga Europeia, desde que os princípios agora estabelecidos venham a ser formalmente executados e implementados. O Real Madrid não detalha, contudo, os termos concretos do entendimento alcançado.
O anúncio surge poucos dias depois de o Barcelona ter comunicado a desistência formal do projecto, deixando o clube madrileno como o último dos promotores iniciais ainda ligado à iniciativa.
O acordo agradou as lideranças da FIFA e da UEFA, que consideram uma decisão bem tomada por parte do Real Madrid, para o bem do futebol europeu.
“Ontem [quarta-feira] tomámos conhecimento das notícias fantásticas sobre o acordo entre a UEFA, a EFC [Associação dos Clubes Europeus de Futebol] e o Real Madrid. O futebol ganha quando está unido”, disse Infantino, durante o 50.º Congresso da UEFA, em Bruxelas.
Ceferin assinalou que “todos estão cansados de confrontos” e que “o único vencedor [com o acordo] foi o futebol”: “Tivemos alguns desentendimentos com o presidente do Real Madrid, mas nunca deixámos de nos respeitar e nunca perdemos o amor pelo futebol”, observou o presidente da UEFA.
O Real Madrid e o promotor da Superliga, a A22 Sports Management, ameaçavam reclamar judicialmente mais de quatro mil milhões de euros em indemnizações à UEFA, organismo que tutela o futebol europeu, acusando-a de ter inviabilizado o projecto em 2021.
Em Dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) determinou que a UEFA abusava da sua posição dominante no mercado das competições europeias de clubes, violando o Direito da Concorrência da União Europeia.
No seu acórdão, confirmado em Outubro último pela Audiência Provincial de Madrid, o TJUE exigiu à UEFA a abertura do mercado a terceiros organizadores, como a A22.
Em 2025, a A22 solicitou formalmente à UEFA o reconhecimento da Liga Unify, a sua proposta para novas competições europeias, ajustada aos “requisitos estabelecidos pelo acórdão do TJUE”, num processo negocial que decorreu durante sete meses (entre Março e Setembro de 2025), o que a empresa interpretou como “um esforço para alcançar uma solução global e cooperativa para os litígios em curso” com a UEFA.
No sábado, os catalães, em período eleitoral, com Joan Laporta a tentar a recandidatura, anunciaram que notificaram “formalmente” a Superliga Europeia e os clubes envolvidos sobre a desistência do projecto, que juntava 12 dos maiores emblemas do Velho Continente.
Além do Real Madrid e do FC Barcelona, o projecto foi igualmente assumido, a 18 de Abril de 2021, pelos também espanhóis do Atlético de Madrid, pelos ingleses do Arsenal, Chelsea, Manchester City, Liverpool, Manchester United e Tottenham, e pelos italianos do AC Milan, Inter e Juventus.
A competição, de elite, seria disputada em circuito semifechado, concorrente da Liga dos Campeões, organizado pela UEFA.
A reacção enérgica do mundo do futebol e o repúdio dos mais variados quadrantes da sociedade e até dos governos de vários países levaram a que, três dias após o anúncio, perante a oposição dos próprios adeptos, apenas Real Madrid, FC Barcelona e Juventus se mantivessem no projecto.
A UEFA decidiu fazer um exemplo dos dissidentes e, em Maio de 2022, anunciou a aplicação de pesadas multas – agravadas no caso dos três clubes que ainda se mantinham fiéis à Superliga –, empurrando a Juventus para fora da iniciativa, apesar de o afastamento apenas ter sido consumado em 2023.
A primeira prova futebolística provincial arranca neste sábado, na Cidade de Maputo, com a disputa do torneio de abertura, também conhecido como Campeonato da Cidade ou mesmo Liga Jogabets. São 12 equipas que vão corporizar a prova, divididas em duas séries de seis cada, com três jogos por jornada.
É já neste sábado que a bola começa a rolar na Cidade de Maputo, com o arranque da Liga Jogabets, a prova que marca a abertura das competições na capital do País. Trata-se de uma prova que será disputada por 12 equipas, uma redução em duas equipas em relação à prova do ano passado, que foi disputada por 14 equipas.
Vale isto dizer que, das 14 equipas que estiveram em prova na Liga Jogabets, a União Desportiva do Zimpeto e o Ferroviário das Mahotas não vão competir neste ano, com a formação do bairro do Zimpeto a anunciar que não vai disputar nenhuma prova neste ano, enquanto os “locomotivas” das Mahotas ainda não estão preparados para as competições deste ano.
Assim, o sorteio realizado na terça-feira definiu que a Série A será composta pelo finalista vencido da edição passada e cabeça-de-série deste ano, o Maxaquene, agora promovido ao Moçambola, juntamente com a Black Bulls, equipa que milita no Moçambola, a Liga Desportiva de Maputo, o Mahafil, o Estrela Vermelha e o Vulcano, todas da segunda divisão.
Pela Série B, o sorteio colocou o vencedor da edição passada, o Ferroviário de Maputo, que também foi cabeça-de-série, o Costa do Sol, as Águias Especiais, o Ntsondzo, o Desportivo e o Matchedje.
Para o arranque da Liga Jogabets, a Série A reserva um sensacional embate entre a Liga Desportiva de Maputo e o Maxaquene, duas equipas que protagonizaram despiques interessantes no ano passado, quando ambas estavam na segunda divisão.
Nos dois jogos do campeonato da cidade, as duas equipas dividiram pontos com vitória para cada lado, no jogo que cada equipa fez em casa, terminando a prova com os “tricolores” na liderança e a Liga na terceira posição.
Já o Mahafil recebe o Vulcano, enquanto a Black Bulls terá pela frente o Estrela Vermelha de Maputo, segundo classificado da segunda divisão da Cidade de Maputo do ano passado.
Pela série B, o detentor do troféu, Ferroviário de Maputo, inicia a defesa do título defrontando o Ntsondzo, equipa que foi sensação na segunda divisão do ano passado, na Cidade de Maputo, enquanto o Desportivo terá pela frente as Águias Especiais.
Por seu turno, o Costa do Sol medirá forças com o Matchedje.
A prova será disputada em uma única volta, com as duas primeiras equipas melhores classificadas de cada série a apurarem-se às meias-finais, que serão disputadas no sistema cruzado, com o primeiro da série A a defrontar o segundo da série B e o segundo da série A a defrontar o primeiro da série B.
Os vencedores dos jogos das meias-finais disputam o troféu e o prémio de 300 mil meticais, enquanto os derrotados disputam o terceiro lugar.
O Presidente francês pediu, esta quinta-feira, para a União Europeia tomar “decisões concretas” sobre a competitividade e o mercado único até Junho, considerando que deve avançar-se com parcerias entre grupos restritos de países, caso os 27 não cheguem a acordo.
Em declarações aos jornalistas à entrada para o retiro informal dos líderes da UE, aonde chegou acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, Emmanuel Macron defendeu que a “Europa deve agir muito claramente” para aumentar a competitividade da sua economia.
“O diagnóstico está feito – com os relatórios Draghi e Letta – e estamos a ser muito pressionados [para agir], com uma pressão muito forte da China, tarifas a serem-nos impostas pelos Estados Unidos e ameaças de medidas coercivas. Tudo isso requer uma reação”, sustentou, citado pelo Noticias ao Minuto, antes de entrar no castelo de Alden Biesen, onde decorre o retiro.
Para o chefe de Estado francês, a prioridade da UE deve ser tomar decisões “a muito curto prazo” nas matérias em que já há consenso, designadamente a nível de “simplificação [de burocracias], aprofundamento do mercado único, questões energéticas e de financiamento”.
Ao lado de Merz, Macron referiu ainda haver um “acordo franco-alemão muito forte sobre a união dos mercados de capital”.
Além destas questões de curto prazo, o Presidente francês considerou ainda que a UE deve ter como prioridade “continuar a diversificar” as suas parcerias a nível mundial, adotar medidas de preferência europeia em “alguns sectores críticos e ameaçados” e “continuar a financiar a inovação, com financiamento público e privado”.
“Vamos avançar nesses aspectos e o importante é que andemos rápido e que tomemos decisões muito concretas até Junho. Em Junho, veremos onde é que estamos e, se em alguns aspectos não conseguirmos avançar a 27, então decidirmos avançar no âmbito de cooperações reforçadas”, afirmou.
As cooperações reforçadas são um mecanismo que permite que um conjunto de pelo menos nove Estados-membros decida avançar com parcerias em áreas específicas, caso não se alcance um acordo entre os 27 Estados-membros da UE.
Por sua vez, o chanceler alemão Friedrich Merz também defendeu que é preciso garantir que a UE tem uma “indústria competitiva na Europa” e disse haver um acordo entre a França e a Alemanha sobre estas matérias.
“Espero que hoje demos um passo em frente, sem tomarmos decisões, mas preparando as decisões que serão tomadas daqui a quatro semanas, quando nos reunirmos para a próxima cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas”, em Março, disse.
Também em declarações à entrada para este retiro, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, considerou que uma eventual adesão da Ucrânia à UE em 2027 não passa de “belos sonhos”.
Questionado sobre como é que acha que a UE deve aumentar a sua competitividade, Orbán defendeu que, “primeiro, é preciso acabar com a guerra, porque a guerra é má para os negócios”.
“Segundo, se precisas de dinheiro para competires, não o dês a outras pessoas. Por isso, não envies o teu dinheiro para a Ucrânia. Em vez disso, devias investi-lo na tua própria economia. Terceiro, reduzir o preço da energia. É assim tão simples, não é complicado”, disse citado pelo Noticias ao Minuto.
Os líderes da União Europeia (UE), sem o primeiro-ministro português, reuniram-se esta quinta-feira num retiro na Bélgica para discutir como aumentar a competitividade e o crescimento económico comunitário, quando se fala numa Europa a duas velocidades na cooperação financeira.
A pedido do Ministério Público sul-africano, foi adiado para o próximo dia um de Abril o julgamento do caso que envolve o moçambicano Armindo Pacula, relacionado com o assassinato, no ano passado, do DJ Warras.
Segundo a Rádio Moçambique, a procuradoria diz precisar de mais tempo para concluir as diligências necessárias, que incluem o envio de imagens de vídeo para o laboratório, o relatório balístico e a análise da comunicação, por telefone, entre os suspeitos.
Os dois acusados, o moçambicano Armindo Pacula e o sul-africano Victor Majola, estiveram presentes, esta quarta-feira, perante o juiz do Tribunal de Magistrados de Joanesburgo.
Ambos são acusados de homicídio e conspiração para cometer homicídio.
A Comissão Europeia quer reforçar a produção industrial de drones na União Europeia e garantir que se utilizam as redes 5G para detectar e neutralizar qualquer entrada não autorizada destes dispositivos no espaço aéreo europeu.
Estas medidas constam de um Plano de Acção para os Drones, divulgado nesta quarta-feira pela Comissão Europeia, que tem como intuito “responder às ameaças crescentes e multifacetadas que têm surgido na Europa ligadas a ‘drones’ e balões para medições atmosféricas” que têm “violado espaços aéreos” e criado “disrupções em aeroportos”.
Entre as medidas apresentadas ontem, a Comissão Europeia defende que é preciso aumentar a produção industrial de ‘drones’ a nível europeu e vai mobilizar 400 milhões de euros para “apoiar os Estados-membros” na comprar destes dispositivos, explicou o comissário para a Administração Interna, Magnus Brunner, em conferência de imprensa em Estrasburgo.
“150 milhões vão ser destinados à segurança das fronteiras, à aquisição de equipamento de vigilância, que servirá não apenas para uso individual dos Estados-membros, mas também para operações conjuntas lideradas pela Frontex. Os restantes 250 milhões vão servir para comprar directamente sistemas de ‘drones'”, indicou.
O executivo comunitário propõe também a criação de um “Centro de Excelência Antidrones”, que estaria operacional a partir de 2027 e tem como objectivo “reunir o financiamento público” europeu para “promover a inovação” e garantir que a produção industrial de ‘drones’ “cresce mais rapidamente”.
Além de propor o aumento da produção local, a Comissão Europeia quer também reforçar a capacidade de resposta perante a entrada não autorizada de ‘drones’ no espaço aéreo europeu e, para tal, quer utilizar as redes móveis 5G para detetar este tipo de dispositivos.
“Os ‘drones’ podem ser detectados transformando as nossas antenas 5G numa capacidade de radar distribuída. É uma tecnologia já existente cuja implementação na Europa é urgente”, frisou a vice-presidente da Comissão Europeia Henna Virkkunen, com a pasta da Soberania Tecnológica.
Como forma de procurar garantir que todos os ‘drones’ que operam em solo europeu “não podem descolar sem ter a certeza que o seu operador é identificado”, o executivo comunitário anunciou também a criação de um pacote de segurança, que deverá ser implementado já este verão, que obriga a que praticamente todos estes dispositivos sejam registados.
Actualmente, apontou o comissário para os Transportes Sustentáveis, Apostolos Tzitzikostas, todos os ‘drones’ equipados com câmaras já precisam de ser registados, assim como os que pesam mais de 250 gramas.
“Mas a tecnologia melhorou e ‘drones’ mais pequenos podem ter capacidades operacionais muito significativas e provocar muitos danos. Por isso, propomos que todos os ‘drones’ com mais de 100 gramas tenham de ser obrigatoriamente registados”, referiu, ressalvando, contudo, que a UE não tenciona limitar a utilização de ‘drones’ para fins amadores ou de passatempo.
“Os utilizadores de ‘drones’ amadores não precisam de se preocupar. A nossa iniciativa quer aumentar a transparência e reforçar a confiança. Nalguns casos, vão ter de registar os seus ‘drones’, mas isso também é do interesse deles”, referiu.
Da mesma maneira, referiu o comissário, a Comissão vai também propor a criação de um “rótulo de confiança da UE para ‘drones'”, que identifica os dispositivos seguros à venda no mercado europeu, e quer harmonizar restrições de circulação aérea em determinadas zonas geográficas, com o objectivo de, a longo prazo, implementar o ‘geofencing’ – uma tecnologia que permite criar uma barreira virtual à volta de um perímetro geográfico específico, impedindo a circulação de ‘drones’ nessa zona.
“Isto tem de ser visto como uma medida de segurança, que ajuda os operadores de ‘drones’ a evitar entrar sem querer em zonas sensíveis de alto risco”, referiu o comissário.
Este plano de acção vai ser agora discutido com os Estados-membros da UE.
Renomado saxofonista moçambicano, Moreira Chonguiça, ministrou uma masterclass na American Schools of Angola, onde o artista moçambicano partilhou suas experiências. A presença do artista moçambicano em Angola insere-se no âmbito da promoção da Cultura de Paz e foi promovida pela Embaixada de Moçambique em Angola.
A American Schools of Angola acolheu, na terça-feira uma Masterclass conduzida pelo renomado saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, uma das mais destacadas referências da música contemporânea africana.
A iniciativa da American Schools of Angola (ASA) e a Embaixada de Moçambique em Angola reuniu alunos e convidados num momento de partilha artística, formação musical e reflexão sobre o papel da cultura na promoção da paz.
Com uma carreira sólida e amplamente reconhecida a nível internacional, Moreira Chonguiça tem levado a música moçambicana e africana a grandes palcos do mundo, destacando-se pela fusão do jazz com sonoridades tradicionais africanas.
O seu percurso artístico é igualmente marcado pelo engajamento em causas sociais, utilizando a música como instrumento de união, diálogo e solidariedade entre os povos.
A presença do artista em Angola insere-se no âmbito da promoção da Cultura de Paz, bem como das celebrações do Dia dos Heróis Nacionais de Moçambique, assinalado a 3 de Fevereiro, e do início da Luta Armada de Libertação de Angola, celebrado a 4 de Fevereiro, reforçando os laços históricos, culturais e de irmandade entre as duas Nações.
No decurso da sua estadia em Angola, a visita de Moreira Chonguiça estendeu-se ao gabinete do Coordenador do Comité Nacional de Gestão da Bienal de Luanda, Sua Excelência o Embaixador Sita José, num encontro que reforçou o diálogo cultural e a cooperação artística no espaço africano.
O saxofonista foi também destaque no concerto “SOS-Juntos por Moçambique”, uma iniciativa da Embaixada da República de Moçambique em Angola e do ResiliaArt Angola, realizada, no fim da tarde de sábado, no espaço cultural Prova d’Art Miramar.
No concerto, o moçambicano Moreira Chonguiça partilhou o palco com o saxofonista Sanguito e Filipe Mukenga, músicos angolanos que prontamente aceitaram o convite. Os artistas, mesmo sem ensaios, subiram ao palco para brindar os presentes, doando a sua arte, acompanhados por uma banda formada por músicos jovens.
A chuva que afecta Moçambique foi cantada por Filipe Mukenga, em “Nvula”, em dueto com Moreira Chonguiça, que incorporou solos do saxofone neste tema e outros do artista angolano, apreciado no seu país. Sanguito não deixou os seus créditos em mãos alheias ao apresentar parte do acervo de instrumentais.
No fim do concerto, foi leiloado um quadro de um artista plástico moçambicano e o valor arrecadado, assim como as motivações do concerto, foi para apoiar as vítimas das cheias que, no fim de Janeiro, afectaram o país. O evento esteve também enquadrado no âmbito da cultura da paz e alusivo aos Dias dos Heróis Nacionais de Angola e Moçambique.
Pyramids e Al Ahly, ambas do Egipto, e o Stade Malien do Mali, são as equipas já qualificadas para os quartos-de-final da Liga dos Clubes Campeões da CAF, quando falta uma jornada para o encerramento da fase de grupos.
Segundo a Angop, o Pyramids, detentor do título, lidera o Grupo A com 13 pontos, saldo de quatro vitórias e um empate. O outro representante vai sair do encontro entre Berkane do Marrocos e Power Dynamos do Zimbabwe, ambos com sete pontos.
Sem hipóteses de apuramento está o River United da Nigéria, quarto classificado, com um ponto.
O Al Ahly, integrante do Grupo B, assegurou presença nos “quartos”, com nove pontos. FAR Rabat do Marrocos, com oito, e Young African da Tanzânia, com cinco, decidem o apuramento neste fim-de-semana. Na mesma série, o JS Kabyile da Argélia ocupa o último lugar com três pontos.
No Grupo C, Al Hilal do Sudão, MC Argel da Argélia, Mamelodi Sundowns da África do Sul e Saint Loui Lupopo da República Democrática do Congo discutem presença na fase seguinte da prova na última jornada, em função do equilíbrio na classificação, onde somam oito, sete, seis e cinco pontos.
No Grupo D, onde está inserido o Petro de Luanda, de Angola, o Stade Malien apurou-se de forma antecipada, ao somar 11 pontos, após vitória por 1-0 sobre o Espérance de Tunis, da Tunísia.
O Petro, de Angola, precisa de vencer na derradeira jornada o Esperance de Tunis para qualificar-se para os quartos-de-final, pois partilham a mesma pontuação, seis, na segunda e terceira posição, com vantagem para os tunisinos na diferença de golos marcados e sofridos.
O Espérance somou quatro tentos e sofreu igual número, ao passo que os angolanos concretizaram três e consentiram quatro, tendo coeficiente negativo de um golo. O Simba da Tanzânia tem dois, no último posto e está já arredado da competição.
No último fim-de-semana, os tricolores, às ordens de Flávio Amado, empataram (1-1) com o Simba, em partida disputada no Estádio Nacional 11 de Novembro.
Após o golo, o embaixador angolano foi incapaz de segurar o resultado e os tanzanianos aproveitaram para igualar o desafio. O golo da equipa adversária surgiu como um balde de água fria, em função das aspirações dos comandados de Flávio Amado. Apesar do empate, o Petro ainda tem hipóteses de assegurar presença nos “quartos”.
O jogador moçambicano teve problema muscular na coxa esquerda no jogo de segunda-feira diante do FC Porto e fica afastado pelo menos nos próximos dois jogos do Sporting. Luís Guilherme, que se estreou grandemente num jogo da Taça de Portugal, assume lugar à direita, onde mais rende.
O jogo do Sporting diante do FC Porto, no Dragão, que terminou com empate a um golo, com os leões a marcarem no último minuto graças à recarga de Luis Suárez, a uma grande penalidade por si marcada, podia ter sido de boas notícias para o conjunto de Rui Borges, até porque mantém a colectividade no trilho do tricampeonato.
Mas nem tudo foi uma maravilha para o técnico leonino, que horas depois do jogo recebeu uma notícia triste: mais uma lesão. Geny Catamo contraiu um problema muscular na coxa esquerda durante o clássico e vai ter de parar entre duas a três semanas. Ou seja, no cenário menos grave, Rui Borges não vai contar o extremo moçambicano nos jogos com o Famalicão e com o Moreirense.
Na recta final do encontro da 21.ª jornada, os primeiros sinais foram dados pelo próprio jogador: aos 82 minutos, fez sinal desse desconforto muscular e o técnico não hesitou, lançando de pronto Daniel Bragança para o jogo nos últimos minutos.
Bem visíveis foram as lágrimas do camisola 10 dos verdes-e-brancos, já no banco de suplentes, mãos a tapar o rosto enquanto confortado pelos companheiros de equipa. Temia-se lesão… que se confirmou.
Catamo foi reavaliado nesta terça-feira, na Academia Cristiano Ronaldo, e ficou a saber que, apesar de não ser lesão grave, o tempo de paragem não será inferior às duas semanas, podendo ir às três.
No horizonte está o regresso, para o jogo com o Estoril, no dia 27 de Fevereiro, ou na 1.ª mão das meias finais da Taça de Portugal, com o FC Porto, também em Alvalade, a 3 de Março.
Entretanto, Catamo vai falhar a recepção ao Famalicão, neste domingo a partir das 22h30 (hora de Moçambique), para a jornada 22, e a deslocação ao terreno do Moreirense, no dia 21 a partir das 20h00 (hora de Maputo).
Uma baixa de peso para Rui Borges que assim se vê privado de um dos jogadores em melhor forma na equipa leonina, que nesta temporada já participou em 27 jogos (1620 minutos), marcou seis golos e fez quatro assistências. E falhou cinco jogos dos verdes-e-brancos em Dezembro e Janeiro, altura em que esteve no Campeonato Africano das Nações a representar a selecção nacional, onde inclusive apontou dois golos em quatro jogos, regressando mais motivado ao clube.
Ou seja, desde que chegou da prova continental que teve lugar em Marrocos, marcou três golos e fez uma assistência em sete partidas de grande nível.
Sem Catamo e sem Geovany Quenda, lesionado desde o início de Dezembro e com regresso marcado apenas para as primeiras semanas de Março, o lugar de extremo pela direita vai ser ocupado por Luis Guilherme, reforço de Inverno que os leões contrataram ao West Ham.
O brasileiro, que na segunda-feira fez 20 anos, já participou em seis jogos, quatro como titular, e marcou um golo. Jogou sobretudo a partir da esquerda, mas tem sido quando chamado à direita que tem dado boa resposta. E é lá que vai jogar nos próximos jogos (pelo menos nos próximos dois).
Pelo menos 20 pessoas morreram após o ciclone Gezani atingir Madagascar com ventos violentos e chuvas torrenciais. A tempestade chegou à costa na terça-feira na cidade de Toamasina, com ventos de até 250 quilómetros por hora, arrancando telhados de casas, derrubando árvores e deixando bairros inteiros submersos.
As autoridades informaram que várias pessoas morreram quando suas casas desabaram. Quinze ainda estão desaparecidas e dezenas ficaram feridas.
Imagens feitas por drones mostram inundações generalizadas em toda a cidade de 400 mil habitantes, com estradas bloqueadas por destroços e chapas de metal.
Grupos de ajuda humanitária descrevem a cena como um “caos total”, afirmando que até 90% dos telhados foram danificados em algumas áreas.
Os meteorologistas afirmam que Toamasina foi atingida pela parte mais intensa da tempestade, possivelmente uma das mais fortes a atingir a região em décadas.
O novo líder de Madagascar está agora na cidade avaliando os danos, enquanto o ciclone continua a avançar para o interior, aumentando os temores de novas inundações.
Prevê-se que a tempestade Gezani atinja Moçambique esta sexta-feira, com vento médio de cerca de 120 quilómetros por hora, rajadas até 170 quilómetros por hora, bem como chuvas fortes acompanhadas de trovoadas severas.
O número de filhos por mulheres em Nampula é cada vez mais preocupante. Em média, são seis filhos por mulher, e isso pode levar a uma superpopulação e problemas de saúde da mulher, segundo alerta um especialista.
Dados do Inquérito Demográfico e de Saúde 2022-23 apontam que a taxa global de fecundidade em Nampula é de cerca de 5,8 filhos por mulher. Em outras palavras, estima-se que, em média, cada mulher tem seis filhos ao longo da vida, muito acima da média mundialmente aceite, de dois filhos por mulher.
François Biombe, médico gineco-obstetra e especialista em fertilidade e reprodução assistida, diz que os números são elevados, para além de que “o risco, do ponto de vista demográfico, é que vai ter mais jovens por meio, vai ter muitos jovens que não são protegidos”, e “mais população”, segundo Biombe, significa “mais pobreza”, o que poderá provocar “desnutrição”.
Ou seja, segundo François Biombe, isso vai culminar com “uma superpopulação”.
Superpopulação, no caso, significa mais pressão para os serviços sociais básicos como saúde, educação e outros, para não falar do desemprego que se vai agravar, segundo disse. Só para se ter uma ideia, a cada mês nascem 20 mil bebés em Nampula.
“Deve haver coragem num certo momento. Porque, da maneira que estamos, já estamos no grupo dos países em desenvolvimento, dos países que somos pobres. Então, com aumento demográfico, a situação, a pobreza vai piorar. E, quando a educação está em baixo, não percebemos muitas coisas”, frisou, realçando que a essa pobreza vai propiciar “termos muitos ladrões, termos muitas coisas menos boas na sociedade”.
Com todos os argumentos, o médico gineco-obstetra assume que, “como pesquisador, devemos sentar e tomar uma decisão corajosa”.
É uma decisão que pode passar por impor limite no número de filhos que uma mulher pode ter, como fazem os países com políticas de controlo da natalidade. É que a super-reprodução é, também, um problema de saúde.
“É por isso que nós chamamos de multiparidade. Uma mulher que já teve muitas crianças e continua a ter é uma mulher de alto risco obstétrico e tem mais risco de ter hemorragia, tem mais risco de ter tensão. Então, as mulheres devem, num certo momento, parar”, considera.
François Biombe é médico gineco-obstetra, com especialidade em fertilidade e reprodução assistida e é autor do livro “Nascidas para Viver: A Educação para a Saúde na Prevenção da Mortalidade Materna”, lançado no ano passado.

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