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A Administração Nacional de Estradas promete iniciar obras de drenagem nos pontos críticos da EN1, no troço Missão Roque-Zimpeto, na Cidade de Maputo. A empreitada poderá arrancar nas próximas semanas. A promessa surge depois de intervenções de emergência em alguns pontos da estrada.

Uma das zonas abrangidas pela intervenção foi a área da Total, onde os trabalhos consistiram essencialmente no tapamento de buracos e na aplicação de uma camada de resselagem para facilitar a circulação de veículos. Contudo, as obras não incluíram, nesta fase, a construção de valas de drenagem para o escoamento das águas pluviais, um dos principais problemas apontados pelos automobilistas.

Segundo o delegado provincial da ANE, Dado Novela, a instituição identificou três secções críticas ao longo do troço São Roque–Zimpeto, caracterizadas por buracos profundos e sérios problemas de drenagem.

“Tratou-se de intervenções de emergência para garantir a transitabilidade nestes pontos e reduzir os constrangimentos provocados pelos congestionamentos”, explicou.

O responsável reconheceu que a ausência de valas de drenagem constitui uma limitação das obras realizadas, mas garantiu que esta componente faz parte do projecto e será executada numa fase posterior.

“Nesta altura, a prioridade era assegurar a circulação de pessoas e bens. Conseguimos melhorar a fluidez do tráfego e, nas próximas semanas, avançaremos com intervenções para orientar o escoamento das águas”, afirmou, acrescentando que as obras de drenagem poderão arrancar dentro de cerca de 15 dias, embora sem uma data definitiva.

As intervenções surgem depois de vários anos de reclamações dos automobilistas, que se queixavam do estado degradado da via, marcado por buracos e frequentes congestionamentos.

Durante a visita ao local, automobilistas manifestaram satisfação pela melhoria das condições de circulação, mas defenderam que a solução definitiva passa pela construção de um sistema eficaz de drenagem, capaz de evitar a acumulação de água durante a época chuvosa.

A equipa de reportagem questionou ainda a ANE sobre as valas de drenagem construídas no ano passado em alguns troços da EN1, que continuam a revelar-se insuficientes para evitar o alagamento da estrada durante os períodos de chuva intensa. Em resposta, a instituição reiterou que está a avaliar novas intervenções para melhorar o sistema de drenagem nos pontos mais vulneráveis.

Enquanto as obras complementares não arrancam, os utentes da principal estrada do País esperam que as próximas intervenções resolvam de forma definitiva os problemas de escoamento das águas e contribuam para preservar a infra-estrutura rodoviária.

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Subiu para 3 535 o número de vítimas mortais provocadas pelos dois fortes sismos que atingiram a Venezuela no passado dia 24 de Junho, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Governo venezuelano. O número de feridos também aumentou para 16 740, enquanto mais de 17 mil pessoas continuam desalojadas.

Na anterior actualização, as autoridades contabilizavam 3300 mortos, o que evidencia o agravamento da tragédia à medida que prosseguem as operações de busca e resgate nas zonas afectadas.

O Governo venezuelano indica ainda que mais de 800 edifícios ficaram danificados ou foram completamente destruídos, agravando a situação humanitária e dificultando os trabalhos das equipas de emergência.

Os dois sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo, a cerca de 200 quilómetros de Caracas, e foram seguidos por centenas de réplicas.

Entretanto, o Serviço Geológico dos Estados Unidos mantém o alerta para a elevada probabilidade de o número de vítimas mortais ultrapassar os 10 mil, tendo em conta a intensidade do abalo, a extensão dos danos e a continuidade das operações de busca sob os escombros.

O Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, desafia a juventude moçambicana a adaptar-se às novas exigências do mercado de trabalho, apostando na inteligência artificial (IA), nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e no empreendedorismo como alternativas para gerar rendimento e reduzir a dependência do emprego formal.

Numa entrevista exclusiva concedida ao jornal O País, o governante afirmou que o actual contexto económico exige uma mudança de mentalidade, sustentando que o emprego já não pode ser visto apenas como uma responsabilidade do Estado ou como sinónimo de uma vaga na Função Pública ou numa grande empresa.

Segundo Manasse, a transformação tecnológica está a criar novas oportunidades de negócio e de geração de rendimento, pelo que os jovens devem investir na aquisição de competências que lhes permitam responder às exigências da economia digital.

“A juventude tem que se adaptar à realidade actual. Hoje ganha-se dinheiro de várias formas. A inteligência artificial, as TIC e o conhecimento estão a diferenciar esta geração das anteriores, que esperavam apenas trabalhar numa empresa ou ser funcionários públicos”, afirmou.

O ministro defendeu ainda que os jovens devem assumir uma postura mais proactiva na construção do seu próprio futuro, deixando de esperar exclusivamente pela intervenção do Governo.

Durante a entrevista, o governante comentou igualmente sobre a mobilidade laboral dos moçambicanos para o exterior. O ministro explicou que o Governo está a reforçar os acordos de cooperação com vários países para garantir que os jovens possam emigrar através de mecanismos formais, protegidos pela legislação laboral e com maior segurança.

Segundo disse, decorrem entendimentos, sobretudo com Portugal, para a formação e capacitação de jovens moçambicanos antes da sua integração naquele mercado de trabalho. Processo semelhante está igualmente a ser desenvolvido com os Emirados Árabes Unidos.

“O objectivo é que os jovens não saiam por vias informais. Queremos que tenham protecção laboral e o acompanhamento do Estado”, sublinhou, acrescentando que o Instituto Nacional do Emprego continuará a desempenhar um papel central na organização desta mobilidade.

Sobre o Fundo de Desenvolvimento Económico Local , Manasse fez um balanço positivo da implementação da iniciativa, considerando que o mais importante foi dar início ao processo de apoio aos empreendedores.

Reconheceu, contudo, que os recursos disponíveis não são suficientes para responder à procura existente, razão pela qual apelou aos beneficiários para utilizarem corretamente os fundos e procederem ao seu reembolso, permitindo que outros jovens possam igualmente beneficiar.

“O dinheiro deve servir para criar empresas, gerar emprego e depois ser devolvido para que mais jovens tenham acesso ao financiamento”, afirmou.

O governante acrescentou que o Executivo pretende mobilizar mais recursos para ampliar gradualmente o número de beneficiários.

Caifadine Manasse voltou igualmente a defender uma mudança de entendimento em relação à agricultura, considerando que o sector continua a ser uma das maiores oportunidades económicas para a juventude moçambicana.

Para o ministro, é necessário abandonar a ideia de que a agricultura é uma actividade destinada apenas às pessoas mais desfavorecidas, lembrando que, em vários países, o setor constitui uma importante fonte de riqueza e de criação de empresas.

O Governo realiza, na próxima quarta-feira, a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável, um encontro que pretende fazer o balanço do percurso do desenvolvimento do País, avaliar as estratégias em curso e construir consensos para orientar as políticas públicas nas próximas décadas.

Falando no Jornal da Noite deste domingo, da STV e STV Notícias, a directora nacional de Desenvolvimento Sustentável, Deodete Chachuaio, explicou que a iniciativa, organizada pelo Governo, reunirá representantes de diferentes sectores da sociedade moçambicana e parceiros internacionais.

Segundo a responsável, o encontro visa criar um espaço de diálogo alargado sobre o desenvolvimento nacional, permitindo avaliar a implementação da Agenda 2025 e da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (END 2025–2044).

“O que se pretende com este evento é criar uma plataforma de diálogo inclusivo. Vai-se fazer o balanço da Agenda 2025, olhar para o passado, avaliar o presente em torno da Estratégia Nacional de Desenvolvimento e perspectivar o futuro”, afirmou.

Deodete Chachuaio referiu que a conferência representa igualmente uma oportunidade para avaliar o actual ciclo de governação, um ano e meio após o seu início, e incorporar novos desafios que entretanto surgiram.

“Esta é uma oportunidade do Ministério da Planificação e Desenvolvimento de avaliar a implementação das estratégias, atendendo que estamos a um ano e meio do início deste ciclo de governação. É importante incluir outros aspectos relacionados com o desenvolvimento de Moçambique”, disse.

A directora considerou que o evento é estratégico por permitir reajustar o planeamento nacional face às mudanças verificadas nos últimos meses, como as cheias e o impacto económico da situação no Médio Oriente. “É uma nova forma de estar para avaliar o desenvolvimento. É uma forma de replanificar e olhar os caminhos para o futuro, para os próximos 25 anos”, sublinhou.

Entre os resultados esperados está a elaboração da Declaração de Maputo, documento que deverá reunir os principais consensos alcançados durante a conferência.

Além de representantes nacionais, a conferência contará com parceiros internacionais e especialistas com conhecimento sobre Moçambique, que participarão em três blocos temáticos dedicados ao diagnóstico, ao presente e futuro e à construção de consensos.

Segundo Deodete Chachuaio, a presença destes convidados permitirá enriquecer o debate e apoiar a definição de estratégias para o desenvolvimento do país. O encontro reunirá igualmente jovens, mulheres, partidos políticos, organizações da sociedade civil, ordens profissionais e outros actores sociais, numa aposta do Governo na participação alargada dos moçambicanos.

“A mensagem é que Moçambique é nosso e nós devemos olhar para esse Moçambique. O Ministério da Planificação quis juntar todos os actores para trazer este pensamento e buscar os consensos”, declarou.

A responsável acrescentou que estão previstas cerca de 500 participações presenciais, além de um número alargado de participantes por via virtual.

A piloto moçambicana Teresa Bettencourt voltou a evidenciar o seu potencial ao alcançar o sexto lugar na categoria Micro Max da terceira prova do South African Rotax Max Challenge 2026, integrada no African Open, disputada entre os dias 3 e 4 de julho, no circuito de Zwartkops International Kart Raceway, na África do Sul.

Ao volante do kart n.º 621, Teresa somou 77 pontos nas três mangas da competição, com parciais de 24, 27 e 26 pontos, terminando a apenas um ponto do top 5 entre os 14 pilotos em prova. Na corrida final, confirmou a consistência do seu desempenho ao cruzar a meta na sexta posição, a apenas 3,295 segundos do vencedor, após completar as 12 voltas em 9:46.944. A melhor volta foi registada em 48.282 segundos.

A prestação assume particular relevância por marcar a época de adaptação da jovem piloto à categoria Micro Max, após a promoção da classe Bambino. Apesar da menor experiência face aos adversários, Teresa demonstrou competitividade e ritmo para disputar os lugares da frente, reforçando o estatuto de uma das mais promissoras representantes do karting moçambicano nas competições internacionais.

A Fundação Fernando Leite Couto inaugura, na próxima quarta-feira,, a exposição individual “Magnificência, Luz e Fusão”, do artista plástico moçambicano Ilídio Candja Candja. Com curadoria de Titos Pelembe e Yolanda Couto, a mostra reúne um conjunto de obras que exploram temas como memória, espiritualidade, identidade e reinvenção.

Reconhecido pela intensidade cromática e pela liberdade da sua linguagem plástica, Ilídio Candja Candja apresenta uma produção artística profundamente inspirada nas tradições africanas. As suas pinturas convocam mitologias, divindades ancestrais, símbolos e narrativas que atravessam gerações, estabelecendo um diálogo entre o património cultural moçambicano e as influências adquiridas ao longo da sua experiência na diáspora.

Segundo a organização, as obras expostas reflectem um percurso marcado pela expressividade das formas e por uma constante investigação sobre a relação entre o mundo visível e o invisível. A exposição propõe uma reflexão sobre pertença, deslocação e criação artística, cruzando memória e imaginação, tradição e contemporaneidade.

O título “Magnificência, Luz e Fusão” traduz o conceito central da mostra. A magnificência representa a força criadora da obra, a luz simboliza o conhecimento e a revelação, enquanto a fusão remete para o encontro entre diferentes culturas, geografias e identidades, preservando a singularidade de cada uma.

Com esta iniciativa, a Fundação Fernando Leite Couto reafirma o seu compromisso com a divulgação da arte contemporânea e com a valorização de artistas que contribuem para o enriquecimento do panorama cultural moçambicano.

O Ministério Público (MP) defendeu a substituição da prisão preventiva por liberdade mediante prestação de caução para os cinco arguidos do caso de alegado desvio de ajuda humanitária destinada às vítimas das cheias na província de Gaza. Contudo, a instituição mantém inalterada a linha acusatória, sustentando que existem fortes indícios da prática de vários crimes graves.

A posição consta de um parecer de oito páginas, datado de 16 de Junho e assinado pelo subprocurador-geral Cassiano Paulo, em resposta ao recurso interposto pelos arguidos no processo n.º 27/2026, actualmente em apreciação no Tribunal Superior de Recurso de Maputo.

No documento, o Ministério Público considera que a aplicação da prisão preventiva foi, numa primeira fase, legal e adequada, atendendo às funções de chefia exercidas pelos arguidos e à necessidade de salvaguardar a investigação. Todavia, entende que, decorrido o tempo e tendo em conta que o processo não apresenta especial complexidade, os fundamentos que justificaram aquela medida de coacção deixaram de se verificar.

Assim, promove a revogação da prisão preventiva e propõe que os cinco arguidos aguardem os restantes trâmites processuais em liberdade, mediante prestação de caução, nos termos previstos no Código de Processo Penal.

Apesar desta posição, o parecer reforça as acusações. O Ministério Público entende que quatro dos arguidos — entre os quais a antiga administradora do distrito de Xai-Xai, Argelência Chissano, e a então directora do Gabinete da Governadora de Gaza, Dora Artur — deverão ainda responder pelo crime de falsificação de documentos, alegadamente relacionado com a manipulação de registos da ajuda humanitária.

O documento sustenta que subsistem elementos suficientes para que os arguidos sejam julgados pelos crimes de peculato, abuso de cargo ou função, associação criminosa e falsificação de documentos.

O caso remonta a Fevereiro deste ano, quando nove pessoas foram presentes ao Tribunal Judicial da Província de Gaza, indiciadas pelo alegado desvio de donativos avaliados em mais de 350 mil meticais, destinados às vítimas das cheias. Cinco dos suspeitos ficaram em prisão preventiva e quatro foram restituídos à liberdade.

A decisão sobre o pedido de libertação sob caução caberá agora ao Tribunal Superior de Recurso de Maputo. Independentemente do sentido da decisão, o processo seguirá para julgamento, fase em que serão produzidas e apreciadas as provas para o apuramento da eventual responsabilidade criminal dos arguidos.

O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2026, ao perder por 2-1 diante da Noruega, este domingo, nos oitavos-de-final, num encontro disputado no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, Estados Unidos.

O avançado Erling Haaland foi a figura da partida ao apontar os dois golos da selecção norueguesa na segunda parte. Neymar ainda reduziu, de grande penalidade, já nos descontos, mas o golo revelou-se insuficiente para evitar a eliminação brasileira.

Na primeira parte, Bruno Guimarães desperdiçou uma grande penalidade, defendida pelo guarda-redes Nyland, tornando-se o primeiro jogador brasileiro a falhar um penálti numa fase final do Mundial desde 1986.

Com este resultado, o Brasil despede-se da competição nos oitavos-de-final, e a Noruega avança para os quartos-de-final, mantendo o histórico invicto frente à selecção brasileira.

O Papa Leão XIV manifestou, este domingo, solidariedade para com o povo venezuelano afectado pelos recentes sismos, garantindo que continua a rezar pelas vítimas e por todos os que enfrentam as consequências da tragédia.

A mensagem foi proferida após a recitação da oração dominical do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, onde o Sumo Pontífice recordou as vítimas do desastre e deixou palavras de esperança à população venezuelana.

“Recordo sempre nas minhas orações às vítimas do terramoto e a todo  o povo venezuelano. Que o Senhor o sustente neste momento tão difícil”, afirmou Leão XIV, em espanhol, depois de saudar um grupo do coro da Universidade Métrica da Venezuela.

Na sequência da tragédia, vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, destacaram equipas de busca e salvamento para apoiar as operações de socorro.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, tendo sido seguidos por centenas de réplicas.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que até 6,76 milhões de pessoas possam ter sido afectadas pelo desastre, agravando a situação humanitária no país.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, garantiu este sábado que o Governo está a prestar assistência contínua aos moçambicanos que regressam da África do Sul na sequência dos actos de xenofobia, assegurando-lhes transporte, alimentação, acolhimento e integração socioeconómica.

O Chefe do Estado afirmou que, além da resposta humanitária, o Executivo está a identificar as competências profissionais dos cidadãos repatriados para facilitar a sua inserção em projectos de desenvolvimento em Moçambique e em mercados de trabalho internacionais com os quais o País mantém acordos de cooperação.

Falando em Dar es Salaam, na República Unida da Tanzânia, durante a conferência de imprensa de balanço da sua participação, como Convidado de Honra, na abertura da 50.ª Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam (Saba Saba), o estadista moçambicano começou por manifestar solidariedade para com os cidadãos afectados pela violência xenófoba.

A seguir, explicou que o Governo mobilizou equipas consulares em vários pontos da África do Sul, nomeadamente em Joanesburgo, Pretória, Cidade do Cabo, Nelspruit e Durban, além de uma equipa posicionada na fronteira de Ressano Garcia, para assegurar o acolhimento dos cidadãos que regressam a Moçambique.

Segundo o Chefe do Estado, o Executivo assumiu integralmente a logística de repatriamento dos cidadãos moçambicanos, garantindo igualmente o seu encaminhamento para as respectivas zonas de origem, sobretudo nas províncias de Gaza, Inhambane Maputo e Manica. Acrescentou que as autoridades estão também a trabalhar em estreita coordenação com a Embaixada do Malawi em Maputo, para apoiar os nacionais daquele país que utilizam Moçambique como corredor de regresso.

O Presidente moçambicano esclareceu que a resposta governamental está a ser conduzida por uma equipa multissectorial, envolvendo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), o Serviço Nacional de Migração (SERNAMI), o Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior (INACE), as Alfândegas, as Missões Consulares de Moçambique na África do Sul e outras instituições do Estado.

“Como Governo, a nossa responsabilidade não é só cuidar dos moçambicanos que estão dentro do território nacional, mas também no estrangeiro”, afirmou, acrescentando que os cidadãos recebem uma refeição quente logo à chegada e passam por um processo de triagem, processo que inclui, de entre outros, o registo das suas competências.

O governante explicou a triagem das competências profissionais dos repatriados visa facilitar a sua inserção no mercado de trabalho. Referiu que uma das prioridades é integrá-los em projectos em curso em Moçambique, incluindo os integrados no sector de petróleo e gás.

Além das oportunidades existentes em território nacional, o Chefe do Estado recordou que Moçambique mantém acordos de mobilidade laboral com Portugal e os Emirados Árabes Unidos, instrumentos que poderão igualmente beneficiar os cidadãos regressados da África do Sul.

Relativamente a Portugal, revelou que cerca de 800 jovens moçambicanos já foram colocados no mercado de trabalho daquele país europeu desde o início do acordo, incluindo aproximadamente 200 motoristas, estando actualmente em curso o processo de selecção de mais 300 trabalhadores para responder às necessidades do mercado luso.

Quanto aos Emirados Árabes Unidos, destacou os resultados obtidos pelo novo modelo de recrutamento através do Instituto de Emprego e Formação Profissional, indicando que o primeiro grupo de 15 jovens enviados já apresenta casos de rápida progressão profissional.

“O que nos impressionou é que, destes 15 jovens, dois, em apenas duas semanas, foram promovidos para supervisor das obras”, afirmou, acrescentando que outros três trabalhadores estão igualmente a ser avaliados para ascenderem às mesmas funções, dada a sua seriedade e o nível de conhecimentos técnicos que possuem.

O Presidente da República concluiu referindo que o levantamento das competências dos cidadãos regressados permitirá criar uma base de dados estratégica para facilitar a sua integração em oportunidades de emprego dentro e fora do País.

Segundo avançou, muitos destes trabalhadores possuem experiência profissional consolidada e domínio da língua inglesa, factores que poderão reforçar a sua empregabilidade em Moçambique e nos países com os quais o Estado moçambicano mantém acordos de cooperação laboral.

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