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O Al Ahly do Egito, recordista de títulos com 12 conquistas, defronta o Espérance Sportive de Tunis da Tunísia, em um confronto de peso dos quartos-de-final da Liga dos Campeões da CAF, edição 2025/26, após o sorteio realizado no Cairo, nesta terça-feira.

Os oito clubes restantes conheceram seus caminhos até a final, já que o sorteio dos quartos-de-final e meias-finais definiu uma série de confrontos imperdíveis.

O Al Ahly viaja para a Tunísia para enfrentar o Espérance no jogo da primeira mão, antes da partida de volta no Cairo.

O actual campeão, Pyramids FC do Egito, também joga fora de casa na partida da primeira mão, defrontando o AS FAR do Marrocos.

O Mamelodi Sundowns da África do Sul, vice-campeão da última temporada, recebe o Stade Malien do Mali, no jogo da primeira mão, enquanto o RS Berkane do Marrocos, terá pela frente o Al Hilal do Sudão, com a primeira mão a decorrer em Rabat.

Os jogos dos quartos-de-final estão agendados para 13 a 15 de Março (jogos da primeira mão) e 20 a 22 de Março (jogos da segunda mão).

O sorteio das meias-finais também foi realizado no mesmo dia, com o vencedor do jogo entre Espérance e Al Ahly, a defrontar o vencedor do embate entre Mamelodi Sundowns e Stade Malien.

Na outra meia-final, o vencedor do jogo AS FAR e Pyramids FC terá pela frente a equipa que sair sorridente entre RS Berkane e Al Hilal.

Os jogos das meias-finais estão agendados para 10 a 12 de Abril (primeira mão) e 17 a 19 de Abril (segunda mão).

As duas equipas que passarem nas meias-finais defrontam-se na grande final, disputada a duas mãos, sendo a primeira a 15 de Maio e a segunda a 24 de Maio.

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O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, nesta quarta-feira, a antiga Presidente do Malawi, Joyce Banda, líder do Painel de Anciãos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), indicada para a missão da organização destinada a averiguar a recente crise política e militar em Madagáscar. 

O encontro decorreu na Presidência da República, em Maputo, e permitiu a troca de experiências sobre mediação de conflitos e construção de paz duradoura na região. “Moçambique passou por um período muito difícil, devido às intempéries, e eu apresentei as minhas condolências ao Presidente por isso, mas, em seguida, também o felicitei pelos programas que implementou no país, que têm como objectivo unir toda a Nação, todas as tribos e todos os povos de Moçambique, para estabelecer uma paz duradoura e a coexistência”, afirmou Joyce Banda à imprensa.

A visita de Joyce Banda insere-se no mandato da SADC para mediar a situação em Madagáscar, após episódios de instabilidade política e militar. Na terça-feira, a antiga líder do Malawi reuniu-se com o antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano, num encontro que considerou fundamental para compreender o contexto histórico dos conflitos de 2011-2012 no País.

O encontro com o Presidente Chapo, segundo Joyce Banda, foi considerado essencial antes do regresso a Madagáscar, destacando a relevância da experiência e liderança do Presidente moçambicano.

“Após essa reunião, ontem, não seria possível para mim deixar Moçambique sem me encontrar com o Presidente da República. Nós, enquanto SADC, estamos orgulhosos do Presidente Chapo e da sua actuação desde que assumiu a Presidência, e a maioria de nós tem aprendido muito com ele. Por isso, agradeço apenas ao povo de Moçambique pelo que se está a passar actualmente”, disse.

Durante o diálogo, Joyce Banda partilhou detalhes sobre o trabalho da SADC em Madagáscar e destacou a importância de aprender com a história e com experiências bem-sucedidas de mediação na região.

“Dei-lhe uma explicação sobre o trabalho que temos desenvolvido até agora em Madagáscar para alcançar a paz duradoura, aprendendo com a história e com o que o antigo Presidente de Moçambique fez anteriormente, e o Presidente Chapo comprometeu-se a ajudar-nos a alcançar essa paz duradoura em Madagáscar”, referiu.

A antiga presidente do Malawi sublinhou ainda a unidade dos povos da região e o impacto que crises em qualquer país têm sobre os vizinhos. “Ele insiste que os povos da SADC, a maioria de nós, são essencialmente um só: o povo da Zâmbia, o povo do Malawi, o povo da Tanzânia e o povo de Moçambique. Somos todos um só. Por isso, o que acontece nestes países afecta-nos a todos”, disse.

Joyce Banda destacou a dedicação do Presidente Chapo e a importância de seu conselho no contexto da missão da SADC. “Foi digno ter dedicado este tempo a nós. Sei que ele é um homem muito ocupado. Vim encontrar-me com o [antigo] Presidente Chissano em Moçambique, mas não podia regressar sem me reunir com o Presidente Chapo, que nos concedeu tempo e me deu hoje um conselho muito importante”, afirmou.

O encontro reforça o papel de Moçambique como país de mediação e apoio à paz regional, consolidando a cooperação da SADC na promoção da estabilidade política e segurança nos países da região austral de África.

 

OMATAPALO expande actividades do conglomerado angolano no país

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, nesta quarta-feira, o Chairman e CEO do Grupo OMATAPALO, Pedro Vieira Santos, em audiência que abriu caminho para a expansão das actividades do conglomerado angolano em Moçambique.

Em declarações à imprensa após o encontro, Pedro Vieira Santos destacou o potencial do país e a disposição do grupo em contribuir para projectos estratégicos nos próximos anos.

“Hoje tivemos um encontro com a sua Excelência Sr. Presidente. Vimos que Moçambique tem muitos projectos neste momento, são projectos muito ambiciosos, e achamos que o Grupo OMATAPALO poderá fazer parte desse futuro que Moçambique proporciona nos próximos anos”, afirmou o executivo, ressaltando a importância da receptividade institucional.

Fundado em 2003, o Grupo OMATAPALO é um grande conglomerado empresarial com forte presença em Angola e actuação em múltiplos sectores estratégicos da economia, incluindo engenharia e construção, energia e infra-estruturas, metalomecânica, carpintaria e produção de mobiliário, geotecnia e obras subterrâneas, instalações eléctricas e mecânicas, imobiliário e gestão de activos, turismo e hotelaria, mineração, agro-negócio, pescas e actividades marítimas.

Pedro Santos explicou que a expansão para Moçambique se insere na estratégia do grupo de consolidar a sua presença na África Subsaariana. “A nível de estrutura, o Grupo OMATAPALO está, neste momento, a mobilizar os seus recursos para Moçambique”, disse, indicando que a preparação operacional já está em curso.

Embora tenha origem em Angola, o grupo visa diversificar as suas actividades fora do país. “Como sabe, nós temos presença, sobretudo viemos de Angola, mas o nosso objectivo é ampliar a nossa actividade na África Subsaariana”, afirmou.

O executivo destacou ainda a importância da recepção do Presidente Chapo. “É um dos objectivos, e achamos que a nossa presença cá, ao sermos muito bem recebidos por Sua Excelência e pelo seu grupo de trabalho, teremos todas as condições para, neste ano de 2026, estabelecermos aqui a nossa actividade”, declarou.

O encontro faz parte de uma agenda do Governo voltada a atrair investidores internacionais e consolidar parcerias estratégicas em sectores prioritários da economia moçambicana.

Com a chegada do Grupo OMATAPALO, Moçambique reforça a sua posição como destino estratégico para investimentos privados, sobretudo em sectores de grande impacto económico, alinhados ao crescimento sustentável e à integração regional.

Em Junho de 2026, a província de Nampula vai acolher a Gala de Turismo de Moçambique & Fórum de Turismo e Investimentos, uma plataforma nacional de reconhecimento e alinhamento estratégico dedicada ao futuro do turismo no País.

Num contexto de crescente pressão competitiva no mercado global, a província de Nampula vai acolher a Gala de Turismo de Moçambique & Fórum de Turismo e Investimentos, uma plataforma nacional de reconhecimento e alinhamento estratégico dedicada ao futuro do turismo no País.

O fórum trará para o centro da discussão uma questão essencial, nomeadamente sobre os os produtos turísticos que Moçambique está preparado para estruturar, priorizar e vender com escala, e como alinhá-los a mercados estratégicos capazes de garantir fluxo e retorno.

O sector irá discutir posicionamento, escala, segmentação, competitividade e articulação entre políticas públicas e iniciativa privada, num espaço que reúne Governo, sector privado, investidores, especialistas e representantes provinciais.

Cada província será desafiada a apresentar uma proposta concreta de produto a desenvolver, criando uma base comparativa internacional e promovendo o intercâmbio com especialistas de destinos globais que já dominam o empacotamento, a segmentação e a comercialização de experiências semelhantes.

Paralelamente, a Gala de Turismo de Moçambique reconhecerá os protagonistas que, diariamente, sustentam o sector, empresários, operadores, comunidades, investidores e instituições que mantêm a cadeia de valor activa e resiliente.

A escolha de Nampula como província anfitriã reflecte a sua massa crítica económica e demográfica, bem como o seu papel estruturante no Norte do País. Com cerca de sete milhões de habitantes, uma dinâmica comercial intensa e um mercado interno activo, Nampula reúne condições de escala raras no contexto nacional.

Aproveitando esta oportunidade, o Conselho Executivo Provincial decidiu realizar, em paralelo, um Fórum Provincial de Investimentos, com o objectivo de mobilizar investidores e reforçar o papel da província como pólo estruturante do turismo no norte do país.

A articulação com o Corredor de Nacala, as ligações ferroviárias e portuárias, a proximidade com mercados regionais e o potencial do seu aeroporto internacional reforçam a sua posição como ponto de mobilidade, integração regional e distribuição turística.

Ao mesmo tempo, concentra diversidade de oferta, património histórico, litoral e ilhas, cultura viva, gastronomia identitária e uma economia vibrante.

O fórum, integrado no contexto da Gala, pretende viabilizar projectos concretos de investimento em destinos como Crussi Jamal, Ilha de Moçambique, Mossuril e Nacala, alinhando-se com a estratégia do Governo de diversificar os pólos turísticos para além de Vilankulo/Inhambane, reconhecida como a Capital Nacional do Turismo.

Trata-se de um momento de convergência sectorial, decisivo para alinhar visão, produto e mercado no turismo moçambicano.

O lançamento oficial da Gala de Turismo de Moçambique & Fórum de Turismo e Investimentos decorreu no passado dia 4 de Fevereiro, na Ilha de Moçambique, e contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar; do Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula; e outras personalidades

O acto contou igualmente com a presença de Vanessa Cadir, administradora da Media Craft Mozambique, bem como de outras autoridades governamentais e autárquicas, representantes distritais e agentes económicos provenientes de diversos pontos da província.

O momento marcou o arranque formal desta agenda estratégica e evidenciou a mobilização institucional e empresarial em torno da iniciativa.

As confirmações institucionais e sectoriais adicionais serão anunciadas nos próximos dias, reforçando a dimensão nacional e estratégica desta plataforma.

A Gala Nacional do Turismo e o Fórum Provincial de Investimentos complementam a visão nacional de promoção e atracção de investimentos, reforçando o turismo como área estratégica de diversificação económica e de credibilidade internacional.

O Chefe da Bancada Parlamentar da RENAMO, Jerónimo Malagueta Nalia, defendeu nesta quarta-feira, 25 de Fevereiro, que as Propostas de Leis de Radiodifusão e de Comunicação Social a serem apreciadas pela III Sessão Ordinária da Assembleia da República devem servir para engrandecer aos profissionais de comunicação social ao invés de persegui-los.

Falando durante a cerimónia solene de abertura da III Sessão Ordinária do Parlamento moçambicano na sua X Legislatura, Malagueta disse esperar que estes documentos sejam finalmente aprovados uma vez que foram depositados há muito tempo.

“Espera-se, igualmente, que estes instrumentos não sejam um colete-de-forças que no lugar de engrandecer a actividade, sirvam para sufocá-la e perseguir os profissionais da comunicação social”, disse o Chefe da Bancada Parlamentar da RENAMO.

O deputado Malagueta falou, igualmente, da Proposta de Revisão da Lei da Liberdade Religiosa e de Culto que, segundo ele, chama a atenção na medida em que se multiplicam as formas de cultos religiosos, reflectindo a diversidade cultural dos moçambicanos, “o que justifica a sua regulação, desde que não prejudique a liberdade religiosa”.

Ainda na sua alocução Malagueta referiu-se à Proposta de Lei de Segurança Cibernética e a Proposta de Lei dos Crimes Cibernéticos que constituem objecto de atenção por parte do legislador uma vez que o seu conteúdo tende mais para menos liberdade e menos acesso aos meios internautas, propiciando alguma dose de perseguição e criminalização da actividade comum nesta era digital e em contramão dos princípios do alargamento do acesso aos meios informáticos.

O Chefe da Bancada Parlamentar da RENAMO alertou ainda no seu discurso de abertura a necessidade o país reflectir cada vez mais sobre o sistema de educação com vista a conferi-lo mais coerência, qualidade e tornando-o mais acessível à maior parte da população.

Malagueta entende, por exemplo, ser uma aberração a introdução no ensino secundário, do curso nocturno à distância, num país onde o acesso a meios informáticos e à internet ainda está longe de atingir a maioria da população, em especial a estudantil.

Outra preocupação da Bancada Parlamentar da RENAMO na Assembleia da República tem a ver com o Sistema Nacional de Saúde, “onde os poucos hospitais públicos existentes não têm aparelhos funcionais de diagnóstico, medicamentos essenciais e a motivação do pessoal da saúde é baixíssima devido à falta de condições de trabalho, aliada aos baixos salários e falta de promoções e progressões em termos de carreiras profissionais”.

“Em contrapartida, no dia-a-dia chegam notícias sobre o desvio de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde para as clínicas e farmácias privadas, esquema este que não seria possível sem a conivência de altas autoridades envolvidas a par da impunidade existente”, disse o Chefe da Bancada Parlamentar da RENAMO.

O deputado Malagueta não terminou seu discurso desejando aos Funcionários e Agentes em serviço na Assembleia da República votos de muito bom trabalho, reconhecendo que sem o seu trabalho não seria possível os representantes do povo exercerem o seu mandato de representar o povo, legislar e fiscalizar a actividade governativa.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje o Chairman e CEO do Grupo OMATAPALO, Pedro Vieira Santos, em audiência que abriu caminho para a expansão das actividades do conglomerado angolano em Moçambique.

Em declarações à imprensa após o encontro, Pedro Vieira Santos destacou o potencial do país e a disposição do grupo em contribuir para projetos estratégicos nos próximos anos.

“Hoje tivemos um encontro com a sua Excelência Sr. Presidente. Vimos que Moçambique tem muitos projectos neste momento, são projectos muito ambiciosos e achamos que o Grupo OMATAPALO poderá fazer parte desse futuro que Moçambique proporciona nos próximos anos”, afirmou o executivo.

Fundado em 2003, o Grupo OMATAPALO é um grande conglomerado empresarial com forte presença em Angola e actuação em múltiplos sectores estratégicos da economia, incluindo engenharia e construção, energia e infra-estruturas, metalomecânica, carpintaria e produção de mobiliário, geotecnia e obras subterrâneas, instalações eléctricas e mecânicas, imobiliário e gestão de activos, turismo e hotelaria, mineração, agronegócio, pescas e actividades marítimas.

Pedro Santos explicou que a expansão para Moçambique insere-se na estratégia do grupo de consolidar a sua presença na África Subsaariana. 

“A nível de estrutura, o Grupo OMATAPALO está neste momento a mobilizar os seus recursos para Moçambique”, disse, indicando que a preparação operacional já está em curso.

Embora tenha origem em Angola, o grupo visa diversificar suas actividades fora do país. 

O executivo destacou ainda a importância da recepção do Presidente Chapo. “É um dos objectivos e achamos que a nossa presença cá, ao sermos muito bem recebidos por Sua Excelência e pelo seu grupo de trabalho, teremos todas as condições para, neste ano de 2026, estabelecermos aqui a nossa actividade”, declarou.

O encontro faz parte de uma agenda do Governo voltada a atrair investidores internacionais e consolidar parcerias estratégicas em sectores prioritários da economia moçambicana.

Com a chegada do Grupo OMATAPALO, Moçambique reforça a sua posição como destino estratégico para investimentos privados, sobretudo em sectores de grande impacto económico, alinhados ao crescimento sustentável e à integração regional. 

 

A vice-ministra adjunta do Canadá para África, Cheryl Urban, anunciou, no encerramento da sua visita a Moçambique, um apoio de 5 milhões de dólares destinado à ajuda humanitária pós-cheias.

Durante a sua visita, Urban reuniu‐se com altos quadros do Governo, incluindo o ministro da Economia, Basílio Muhate, para analisar a parceria de desenvolvimento de longa data e explorar oportunidades para aprofundar a cooperação no âmbito da Estratégia do Canadá, para África: Uma Parceria para Prosperidade e Segurança Partilhadas.

A governante reuniu-se, igualmente, com Ussene Hilário Isse, ministro da Saúde, a fim discutir os investimentos contínuos do Canadá no reforço do sistema de saúde nacional. Como parte deste apoio, em parceria com a Plan International, foram entregues quatro ambulâncias ao Ministério, destinadas à província de Nampula, no âmbito de um projecto global de 19,2 milhões que abrange os distritos de Ilha de Moçambique, Meconta, Ribáuè e Mogovalas.

A vice-ministra adjunta do Canadá para África reuniu-se também com mulheres líderes, organizações da sociedade civil e parceiros multilaterais, reiterando o forte compromisso do Canadá com os princípios democráticos, a governação inclusiva e o desenvolvimento sustentável.

Perante o cenário de cheias, Urban transmitiu uma mensagem de solidariedade do governo do Canadá solidarizou-se com o Governo e o povo moçambicano.

Um grupo de 11 homens sul-africanos alegadamente aliciados para combater ao lado de soldados russos na guerra contra a Ucrânia deverá regressar em breve ao país, segundo anunciou o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Segundo Lusa, com este regresso, sobe para 15 o número de cidadãos sul-africanos que voltaram ao país, depois de quatro homens terem chegado a Joanesburgo na semana passada, após meses a combater nas linhas da frente do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

Os homens terão sido enganados para viajar para a Rússia sob o pretexto de que receberiam formação em segurança.

A Organização Não-Governamental (ONG) INPACT, sediada na Suíça, lançou este mês um relatório em que descreve que o recrutamento de soldados africanos ocorre de diversas formas: através de falsos anúncios de emprego, como segurança privada, construção civil, indústria, trabalho agrícola; promessas de salários elevados e regularização de estatuto migratório; pela facilitação de vistos para a Rússia e transporte e pela utilização de redes informais, intermediários privados e agências de recrutamento.

Segundo Ramaphosa, outros dois sul-africanos permanecem na Rússia, um hospitalizado e outro em fase de processamento antes da viagem de regresso prevista.

Os repatriamentos foram facilitados por via diplomática, na sequência de um compromisso assumido no início deste mês pelo Presidente russo, Vladimir Putin, acrescentou o chefe de Estado.

Segundo a imprensa internacional, pelo menos três pessoas estão a ser investigadas devido à alegada ligação com o recrutamento dos homens para a Rússia, incluindo Duduzile Zuma-Sambudla, filha do antigo Presidente sul-africano Jacob Zuma.

Zuma-Sambudla negou qualquer irregularidade, mas se demitiu do cargo de deputada no parlamento sul-africano na sequência das acusações.

O Governo sul-africano tinha anunciado em Dezembro que recebeu pedidos de socorro de cidadãos que afirmavam estar presos na região oriental do Donbass, devastada pela guerra na Ucrânia.

Os homens, todos com idades entre os 20 e os 39 anos, terão aderido a forças mercenárias sob o pretexto de contratos de trabalho lucrativos, segundo o Governo sul-africano.

O Japão anunciou, nesta terça-feira, planos para deslocar mísseis terra-ar para uma ilha japonesa perto de Taiwan até 2031, ao mesmo tempo que as autoridades japonesas aumentam os alertas sobre as ambições militares da China na região.

“O nosso plano é deslocar ‘mísseis terra-ar de médio alcance’ durante o ano fiscal de 2030”, ou seja, durante o período de 12 meses que termina em Março de 2031,  para a ilha de Yonaguni, a cerca de 110 quilómetros a leste de Taiwan, anunciou o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, durante uma conferência de imprensa regular.

O Japão já tinha declarado em 2022 que planeava este envio de mísseis, mas não tinha especificado um calendário.

A ilha de Yonaguni, isolada e localizada a aproximadamente 2000 quilómetros de Tóquio, já alberga uma base das Forças de Autodefesa do Japão.

Este anúncio surge quando a China tem tomado uma série de medidas económicas, políticas e simbólicas contra o Japão desde Novembro, em retaliação a comentários feitos pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

A líder do Japão sugeriu que uma intervenção militar do seu país seria possível no caso de um ataque chinês a Taiwan, ilha que é reivindicada por Pequim.

Desde então, a China tem desencorajado os seus cidadãos a viajar para o Japão. Ontem, anunciou que iria sancionar 40 empresas e organizações japonesas acusadas de participar na nova militarização do Japão, nomeadamente proibindo 20 destas de adquirir bens e tecnologias com potencial tanto civil como militar a empresas sediadas na China.

Sanae Takaichi acusou a China na sexta-feira de querer “mudar o ‘status quo’ pela força ou coerção” nas zonas marítimas sobre as quais disputa soberania com os seus vizinhos, sublinhando, no entanto, que o seu desejo era o de estabelecer “relações estáveis construtivas” com a China.

O Tribunal Judicial do Distrito da Manhiça, através da Secção de Instrução Criminal, ordenou a libertação imediata de oito cidadãos pertencentes ao partido ANAMOLA após considerar procedente um pedido de habeas corpus apresentado pelo seu mandatário judicial.

A decisão foi proferida no âmbito do processo nº 01/26/HC, tendo como requerente Júlio Vicente Chivambo e outros sete cidadãos, nomeadamente: Júlio Ricardo Cossa, Nelson Rui Psungo, Santos Salvador Armando Mandlate, Henriqueta Francisco Dzuvane, Gina Flor Mutote, Rui António Chivambo e José Mateus Francisco Bila.

No pedido, a defesa alegou violação dos prazos legais de detenção, detenção sem mandado judicial e fora de situação de flagrante delito, bem como invasão de domicílio, ausência de comunicação imediata ao Ministério Público e falta de assistência por defensor.

Ao apreciar o caso, o tribunal destacou que o habeas corpus é um mecanismo constitucional destinado a proteger a liberdade individual contra prisões ou detenções ilegais ou abusivas, conforme consagrado no artigo 66 da Constituição da República de Moçambique.

Após análise dos autos e audição dos detidos e do responsável pela detenção, o tribunal concluiu estarem reunidos os fundamentos legais invocados pela defesa. A decisão também considerou disposições do Código de Processo Penal relativas aos prazos de apresentação judicial, às condições de detenção em flagrante delito e à obrigatoriedade de mandado judicial nos casos fora de flagrante.

Na sentença, a juíza de Instrução Criminal, Mariza M. Saiete, julgou procedente o pedido e determinou a imediata soltura dos oito cidadãos, nos termos do artigo 264, nº 3, do Código de Processo Penal.

A decisão foi proferida na cidade da Manhiça, nesta terça-feira, 24 de Fevereiro, tendo sido igualmente emitidos os competentes mandados de soltura.

O líder da Renamo diz que António Muchanga ainda não foi expulso, apenas suspenso, podendo vir a deixar o partido em caso de situações reincidentes. Ossufo Momade afirma que as suspensões serão estendidas aos ex-guerrilheiros da Renamo que ocupam ilegalmente as sedes do partido em quase todo o país.

O presidente da Renamo, Ossufo Momade, avisou que depois da suspensão de António Muchanga, crítico da liderança, outros vão seguir-se, porque “já chega de engolir sapos”.

“Ele não foi expulso, foi suspenso, porque primeiro foi chamado e foi advertido e continuou a fazer as suas brincadeiras. Agora foi suspenso e, se ele continuar, é quando vai ser expulso. E não vai ser o Conselho Jurisdicional, vai ser o Conselho Nacional”, disse Ossufo Momade, num encontro com militantes na província de Maputo.

A Renamo, que perdeu nas eleições de 2024 o estatuto histórico de líder da oposição, agravando a contestação interna ao líder do partido, anunciou, a 10 de Fevereiro, a suspensão imediata de António Muchanga, ex-deputado, como membro do partido, por violar os estatutos da organização política.

“Atendendo à gravidade, conduta reiterada e impacto público das violações, o Conselho Jurisdicional Nacional delibera suspender o senhor António Muchanga da qualidade de membro do partido Renamo”, anunciou, em Maputo, o primeiro vogal do Conselho Jurisdicional, Edmundo Panguene.

Três dias antes, num encontro de ex-guerrilheiros da Renamo que exigem a destituição do Presidente e que há vários meses têm ocupado sedes do partido em protesto, António Muchanga defendeu publicamente a saída de Ossufo Momade, acusando-o de “falta de ideias” e de não realizar reuniões regulares conforme os estatutos da formação política, pedindo união para o tirar do poder.

“Vai ser sancionado, sim, vai. Nós não vamos parar. Fora do próprio António Muchanga, vamos sancionar mais outros”, advertiu nesta terça-feira Ossufo Momade, ao comentar pela primeira vez o caso.

Na ocasião, Ossufo Momade avançou que as sanções vão ser alargadas aos ex-guerrilheiros que têm vindo a ocupar as sedes do partido em todo o país.

“Terão de ser sancionados, porque estão a ocupar a nossa delegação [sedes da Renamo em todo o País]. Aquele é um património do partido, estão a fazer aquilo porque nós não matamos. Vai fazer aquilo para a Frelimo [partido no poder]? Não. Estariam vivos? Estariam nas suas casas? Não. Porque nós não matamos, somos democratas”, disse Ossufo, avisando: “Já engolimos sapos, já chega. Os órgãos do partido vão trabalhar para que encontremos uma saída”.

Recorde-se que António Muchanga disse, a 10 de Fevereiro último, que a decisão do partido, de o suspender, “não vale nada” e que o líder contestado “pode ficar com os símbolos” que também ficou proibido de usar.

“Vou tomar que medidas? Aquele anúncio não vale nada. O que posso fazer é esclarecer as pessoas”, disse António Muchanga, defendendo que o Conselho Jurisdicional da Renamo não tem competência para o suspender, considerando tratar-se de uma tentativa de ameaça aos que contestam a liderança.

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