Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

Utilizadores do serviço de transporte da City Link já podem efectuar  pagamento das viagens através da carteira móvel M-pesa.  A Vodafone M-Pesa e a transportadora assinaram, ontem, um memorando que oferece uma alternativa ao pagamento tradicional das viagens.

Pagar uma viagem de transporte poderá tornar-se tão simples quanto enviar dinheiro pelo telemóvel. É o que vai produzir  esta assinatura de memorando entre a Vodafone M-pesa e a transportadora City Link. 

O acordo rubricado, nesta quarta-feira, pretende criar um sistema que permite efectuar o pagamento de bilhetes de viagens através da carteira móvel M-Pesa.

Segundo os signatários, o memorando aproxima duas realidades que fazem parte da rotina quase diária de milhares de cidadãos, o transporte e o telemóvel. Com a integração, os passageiros passam a ter uma alternativa ao pagamento tradicional.

Vídeos

NOTÍCIAS

O secretário-geral da Organização Nacional dos Professores (ONP), Teodoro Muidumbe, atribui o atraso na realização do V Congresso da organização, inicialmente previsto para 2024, ao incumprimento do pagamento de quotas pelos membros, situação que, segundo afirma, compromete a capacidade financeira do sindicato e dificulta a mobilização de parceiros para financiar o processo eleitoral.

Muidumbe reconhece que todos os órgãos da organização se encontram fora do mandato, desde os secretários ao nível das escolas até aos órgãos centrais, mas considera que as reclamações sobre a falta de eleições devem ter em conta as dificuldades financeiras enfrentadas pela ONP e as obrigações dos próprios membros.

“Nenhum órgão da ONP agora está dentro do mandato. Desde o secretário da escola até aos órgãos centrais, ninguém”, declarou o dirigente, ao responder a uma questão sobre a ausência de renovação dos mandatos.

O responsável admite, assim, que a situação abrange toda a estrutura sindical, numa altura em que a organização ainda procura reunir as condições necessárias para realizar o congresso e eleger os seus órgãos. Segundo explicou, o encontro deveria ter acontecido em 2024, mas o processo continua por concretizar.

Para Teodoro Muidumbe, a insuficiência de recursos financeiros está directamente relacionada com o incumprimento do pagamento de quotas pelos membros. O secretário-geral afirma que a ONP tem procurado apoio junto de parceiros, mas as respostas dependem também da demonstração de capacidade financeira da própria organização.

“Nós falamos com os parceiros, mas os parceiros querem saber quanto é que vocês têm como ONP para ver o congresso”, explicou.

A declaração evidencia, segundo o dirigente, uma dificuldade para garantir o financiamento necessário à realização do V Congresso. Os parceiros procuram saber qual é a contribuição que a organização consegue assegurar antes de se comprometerem com o apoio ao evento.

Muidumbe responsabiliza os membros pelo não pagamento das quotas e entende que a organização não pode depender exclusivamente de apoios externos para financiar as suas actividades.

“Eu sempre defendo que não se vai à casa de alguém a pedir tudo. Não tenho sal, não tenho colorau, não tenho pão, não tenho isto. Isto desgasta, vai-te cansar”, afirmou, numa comparação usada para ilustrar o que considera ser uma dependência excessiva de terceiros.

O secretário-geral defende que os membros devem assumir as suas responsabilidades financeiras para permitir que o sindicato disponha de recursos próprios, assegure o seu funcionamento e tenha condições para organizar os processos previstos nos seus instrumentos normativos.

A ausência de eleições não afecta apenas os órgãos centrais. De acordo com Muidumbe, toda a estrutura da ONP se encontra fora do mandato, incluindo os responsáveis sindicais ao nível das escolas e os membros que ocupam cargos de direcção.

Questionado sobre como se explica que tanto os dirigentes como os membros estejam fora do mandato, o secretário-geral insistiu na necessidade de os membros compreenderem as condições necessárias à realização do congresso, com destaque para a componente financeira.

“Não pagam quota, mas querem o congresso. Esta forma de agir, eles próprios, estão a desenquadrar-se”, declarou.

O dirigente foi ainda mais incisivo ao questionar a legitimidade das reclamações apresentadas por membros que, segundo ele, não cumprem as suas obrigações contributivas.

“Esse não é membro. Sim, para mim, não é membro, porque o membro tem que pagar quota”, afirmou, defendendo a existência de uma relação entre o cumprimento dos deveres sindicais e o exercício dos direitos dentro da organização.

Apesar das dificuldades apontadas, o secretário-geral anunciou uma nova etapa preparatória para a realização do V Congresso. Segundo Muidumbe, em Novembro deste ano, os órgãos centrais vão convocar a terceira sessão do Conselho Nacional, encontro que deverá aprovar os instrumentos legais necessários para orientar o processo.

“No próximo mês de Novembro, nós, como órgãos centrais, vamos convocar uma sessão do Conselho Nacional, cujos membros vão aprovar instrumentos legais que nos conduzirão a realizar o nosso quinto congresso no ano de 2027”, anunciou.

O dirigente garantiu que os documentos a serem submetidos à apreciação dos membros já estão preparados e que a reunião deverá concentrar-se em matérias concretas relacionadas com a organização e a realização do congresso.

“Os documentos já estão prontos”, afirmou, acrescentando que o secretário nacional já tem os temas previstos para discussão e aprovação.

Entre as matérias a serem apreciadas está a revisão dos estatutos e dos regulamentos da ONP, com o objectivo de adequar os instrumentos internos à realidade actual da organização.

A expectativa, segundo o responsável, é que a aprovação desses documentos permita estabelecer regras mais claras para o funcionamento das estruturas sindicais, o cumprimento das obrigações dos membros e a responsabilização dos dirigentes.

O Japão vai disponibilizar 1,8 milhões de dólares para assistência alimentar a 94 mil pessoas afetadas pelo conflito em Cabo Delgado, norte de Moçambique, através do Programa Alimentar Mundial (PAM).

“Esta contribuição permitirá apoiar cerca de 94 mil deslocados internos e outras pessoas afetadas pelo conflito em Cabo Delgado através da distribuição de arroz e conservas de peixe”, disse o embaixador do Japão em Moçambique, Keiji Hamada, citado pela Lusa, na cerimónia de assinatura do financiamento, formalizado ontem, em Maputo.

Segundo o diplomata, a assistência será assegurada através da distribuição de arroz produzido localmente e conservas de peixe, procurando ajudar as famílias afetadas pelo conflito a satisfazer as suas necessidades alimentares básicas.

Keiji Hamada acrescentou que, desde 2019, o Japão contribuiu com cerca de 21,38 milhões de dólares  para as operações do PAM em Moçambique.

A diretora nacional do PAM no país, Claire Conan, que também assinou este acordo, afirmou que o financiamento chega numa altura em que as necessidades humanitárias permanecem elevadas e os recursos disponíveis continuam insuficientes para responder à totalidade das populações vulneráveis.

“Permitirá ao PAM prestar assistência alimentar a 94 mil pessoas, ajudando famílias vulneráveis a satisfazer as suas necessidades alimentares básicas”, afirmou Claire Conan.

Segundo a responsável, o apoio pretende evitar que os agregados familiares recorram a estratégias prejudiciais para lidar com a escassez de alimentos.

A assistência irá combinar produtos adquiridos em Moçambique com conservas de peixe, contribuindo simultaneamente para o apoio às populações afetadas e para a dinamização dos mercados locais.

“Este apoio do Japão não é apenas oportuno, é profundamente significativo”, afirmou a representante do PAM, agradecendo ao Governo japonês pela contribuição.

Claire Conan alertou ainda para os possíveis efeitos do fenómeno El Niño, considerando que um agravamento da seca poderá aumentar o número de famílias em situação de insegurança alimentar numa altura em que o financiamento humanitário enfrenta fortes constrangimentos.

Por sua vez, o vice-presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Gabriel Monteiro, destacou a cooperação japonesa na assistência humanitária e na prevenção de desastres, referindo o apoio à construção de sistemas de drenagem na cidade da Beira, província de Sofala, e os estudos em curso para encontrar soluções para as inundações urbanas em Maputo e Matola.

A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, enfrenta desde 2017 uma insurgência armada que já provocou mais de 6.600 mortos e mais de 1,2 milhões de deslocados, segundo organizações internacionais.

Atualmente, cerca de 1,38 milhões de pessoas continuam a viver com os efeitos do conflito, incluindo aproximadamente 662 mil deslocados internos e 722 mil pessoas regressadas às suas zonas de origem.

Os incidentes associados à insurgência aumentaram 10% no primeiro semestre de 2026 face ao mesmo período do ano anterior.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de uma vaga de calor, com temperaturas máximas entre 35 e 39 graus Celsius, em várias regiões das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, a partir de 15 de Outubro até domingo, dia 19 de Outubro de 2026.

Segundo o INAM, a situação resulta da persistência do transporte de ar quente e húmido e deverá afectar, na província de Maputo, os distritos de Boane, Namaacha, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene e Matutuíne, bem como as cidades de Maputo e Matola.

Na província de Gaza, estão em risco os distritos de Chibuto, Guijá, Mapai, Chicualacuala, Mandlakazi, Chókwé, Massingir, Mabalane, Massangena e Limpopo, além da cidade de Xai-Xai. Em Inhambane, a previsão abrange os distritos de Zavala, Mabote, Funhalouro, Panda e Inharrime.

O INAM alerta ainda que as temperaturas continuarão muito elevadas na região Centro do país, sobretudo nos distritos localizados ao longo do vale do Zambeze.

Face à previsão, o instituto recomenda a adopção de medidas de precaução e segurança para minimizar os efeitos da vaga de calor e do calor intenso.

Numa altura em que o país reforça o quadro legal de protecção dos sistemas de informação, através do seu quadro legal de cibersegurança, há uma nova área de negócio que aposta na identificação de vulnerabilidades e no reforço da segurança dos servidores. A Bubble Cloud Mozambique lançou esta terça-feira a Bubble Cyber Security, uma nova área de negócio dedicada à cibersegurança, com serviços orientados para a identificação de vulnerabilidades, o reforço da protecção dos servidores e a monitorização contínua da segurança dos sistemas informáticos das organizações.
A iniciativa representa uma expansão da oferta da empresa, que passa a disponibilizar serviços especializados de segurança informática para organizações que procuram reduzir a exposição dos seus sistemas a possíveis ciberataques. A nova área resulta da experiência acumulada pela Bubble no trabalho com dezenas de organizações, durante o qual identificou necessidades recorrentes de avaliação e acompanhamento da segurança dos servidores.
Para concretizar a iniciativa, a empresa estabeleceu uma parceria com a Eurotux Informática, organização portuguesa com 25 anos de actividade no sector das tecnologias de informação e competências especializadas em cibersegurança. A colaboração pretende combinar o conhecimento da Bubble sobre o mercado moçambicano com a experiência técnica da parceira na área da segurança informática.
Segundo Yumna Bhikha, administradora da Bubble Cloud Mozambique, a criação da nova área surge na sequência das necessidades identificadas junto dos clientes.
“Começámos pela Cloud e foi no trabalho com os nossos clientes que percebemos que havia esta necessidade. A Bubble Cyber Security é um passo natural na evolução da Bubble e permite-nos alargar a nossa oferta a uma área muito próxima do trabalho que já fazemos”, afirmou.
A Bubble Cyber Security integra dois serviços complementares, concebidos para responder a diferentes necessidades de protecção dos sistemas informáticos.
O primeiro, denominado Bubble Penetration Testing, consiste na avaliação da segurança dos servidores, com o objectivo de identificar vulnerabilidades que possam aumentar a exposição das organizações a ciberataques.
O segundo serviço, Bubble Server Security, centra-se na melhoria e no acompanhamento da postura de segurança dos servidores ao longo do tempo. Para esse efeito, contempla actividades de avaliação, correcção de vulnerabilidades e monitorização contínua.
A combinação das duas soluções procura permitir às organizações identificar fragilidades nos seus sistemas e acompanhar a evolução das respectivas condições de segurança, em vez de limitar a intervenção a avaliações pontuais.
Os serviços estão disponíveis para organizações que operam em Moçambique, independentemente de serem ou não clientes dos serviços Cloud da Bubble.
O lançamento da Bubble Cyber Security ocorre num contexto de reforço do enquadramento jurídico moçambicano na área da segurança digital.
De acordo com a informação divulgada pela empresa, a iniciativa surge duas semanas após a entrada em vigor da Lei de Segurança Cibernética, Lei n.º 13/2026, e da Lei dos Crimes Cibernéticos, Lei n.º 14/2026, diplomas que reforçam o quadro jurídico nacional relativo à protecção dos sistemas de informação e ao combate às ameaças e aos crimes cibernéticos.
Neste cenário, a identificação de vulnerabilidades e a adopção de medidas de protecção dos sistemas informáticos assumem particular importância para as organizações que dependem de servidores e aplicações digitais para assegurar as suas operações.
Com a entrada neste segmento, a Bubble Cloud Mozambique alarga a sua intervenção para além dos serviços de computação em nuvem, passando a disponibilizar também soluções dedicadas à segurança dos servidores. A parceria com a Eurotux Informática constitui a base técnica desta nova oferta, dirigida ao mercado moçambicano.

O tema de defesa para obtenção do grau de Doutor é Medidas de controlo fronteiriço da Polícia de Fronteiras na gestão da migração irregular e as suas implicações para a segurança nacional: o caso da Província de Tete (2018-2023). Estudo identifica fragilidades no controlo das fronteiras em Tete e alerta para limitações de recursos, comunicação e capacidade institucional no combate à migração irregular.

Aquilasse Kapangula Manda, vice-comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), é, desde esta terça-feira, 13 de Outubro de 2026, doutor em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Católica de Moçambique (UCM), com média de 17 valores.

Perante um júri de reconhecido mérito académico, Manda defendeu a tese intitulada “Medidas de Controlo Fronteiriço da Polícia de Fronteiras na Gestão da Migração Irregular e as suas Implicações para a Segurança Nacional: O Caso da Província de Tete (2018–2023)”, na qual analisa os desafios enfrentados pelas autoridades policiais na fiscalização das fronteiras e na prevenção da entrada irregular de pessoas no território nacional.

A investigação incidiu sobre a província de Tete, que partilha fronteiras com a Zâmbia, o Malawi e o Zimbabué, uma localização geográfica que coloca desafios particulares à actuação da Polícia de Fronteiras, sobretudo devido à extensão territorial, à dispersão dos pontos de passagem e às dificuldades de acesso a determinadas zonas fronteiriças.

Entre as principais conclusões, o estudo aponta a insuficiência de recursos, as limitações dos mecanismos de comunicação e a participação desigual dos intervenientes como factores que condicionam a eficácia das medidas de controlo fronteiriço. A investigação identifica ainda vulnerabilidades territoriais resultantes da combinação entre a extensão das fronteiras, a dispersão geográfica, as condições de acessibilidade e as desigualdades na capacidade institucional.

Na apresentação dos resultados, o novo doutor chamou a atenção para as dificuldades operacionais enfrentadas pelos agentes no terreno, que nem sempre conseguem detectar entradas irregulares no território nacional.

“Os agentes, quando vão ao terreno, não conseguem detectar os que entram irregularmente nas fronteiras, ou os prevaricadores usam manobras para ludibriar e, assim, permitir o acesso ao nosso território nacional de forma ilegal através da fronteira de Tete”, explicou.

No que diz respeito às implicações para a segurança nacional, a investigação conclui que, embora se tenha verificado um reforço parcial da presença policial e da capacidade do Estado, os resultados não permitem estabelecer uma relação causal entre essas medidas, a redução da migração irregular e a melhoria da segurança nacional em sentido amplo.

Os resultados colocam, assim, em evidência a necessidade de reforçar os meios operacionais, melhorar os sistemas de comunicação e aprofundar a coordenação institucional, de modo a tornar mais eficaz o controlo das fronteiras e a resposta aos desafios da migração irregular.

Com esta investigação, Aquilasse Kapangula Manda acrescenta uma abordagem académica ao debate sobre a gestão das fronteiras, a actuação policial e a segurança nacional, num contexto em que o controlo migratório exige não apenas presença policial, mas também capacidade institucional, cooperação e instrumentos eficazes de fiscalização.

Milhares de pessoas saíram à rua em Ceuta para saudar os reis de Espanha, agitando bandeiras espanholas e de Ceuta e exibindo cartazes com mensagens de boas-vindas, numa manifestação pública de afirmação da identidade espanhola deste território situado no Norte de África.

Após aterrarem no heliporto de Ceuta, o rei Filipe VI e a rainha Letícia cumprimentaram os populares ao longo do percurso até à Câmara Municipal, onde apertaram mãos e conversaram com os residentes.

O casal real surgiu posteriormente na varanda do Palácio da Assembleia, com vista para a Praça de África, acompanhado pelo presidente do Governo de Ceuta, Juan Vivas.

A visita, com a duração de dois dias, inclui encontros com responsáveis locais, uma deslocação a uma escola, uma homenagem no cemitério muçulmano de Sidi Embarek às pessoas que morreram durante as travessias marítimas em massa registadas em Julho, bem como reuniões com representantes da sociedade civil.

A deslocação decorre num contexto diplomático delicado, uma vez que Marrocos reivindica a soberania sobre Ceuta e Melilla, duas cidades espanholas localizadas na costa norte-africana. A última visita dos monarcas a Ceuta, em 2007, provocou uma forte reacção das autoridades marroquinas.

A actual deslocação ocorre na sequência da crise migratória de Julho, quando mais de 70 mil pessoas terão entrado em Ceuta provenientes de Marrocos, num período de dois dias, exercendo uma forte pressão sobre o território.

Perante a visita, Marrocos chamou o seu embaixador em Madrid para consultas. Por sua vez, o rei Mohammed VI criticou aquilo que classificou como a «instrumentalização» política da crise migratória.

Para muitos residentes, a forte adesão popular à visita constitui uma demonstração pública da ligação de Ceuta a Espanha.

Os reis deverão pernoitar em Ceuta antes de seguirem, na quarta-feira, para Melilla, a segunda cidade espanhola no Norte de África abrangida pela reivindicação territorial marroquina.

A circulação de motorizadas continua a representar um risco na cidade de Chimoio, província de Manica, devido aos elevados índices de sinistralidade rodoviária envolvendo este meio de transporte. Dados disponíveis indicam que 18 operadores de táxi morreram e outros 28 ficaram feridos em acidentes de viação durante o primeiro semestre do ano.

A gravidade da situação preocupa também o partido Frelimo, que afirma ter perdido dois dos seus membros em acidentes de motorizadas no espaço de menos de uma semana.

Perante este cenário, o primeiro secretário da Frelimo em Chimoio, Mário Melo, anunciou a oferta de mil capacetes aos mototaxistas, numa iniciativa que visa reforçar a segurança dos operadores e contribuir para a redução dos acidentes.

Mário Melo considera urgente a adopção de medidas para travar a sinistralidade rodoviária, apelando aos mototaxistas para o uso de capacetes e o cumprimento das regras de trânsito.

O responsável defende que a prevenção deve ser uma prioridade, tendo em conta as perdas humanas registadas entre os operadores deste serviço de transporte.

Entretanto, o presidente da Associação dos Mototaxistas reconhece que os acidentes de viação continuam a constituir uma preocupação, mas afirma que a situação relativa aos assassinatos de operadores apresenta sinais de melhoria.

Segundo o responsável, a redução dos casos de homicídio estará associada ao trabalho desenvolvido pela Polícia da República de Moçambique (PRM), através da Polícia de Protecção, e pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

O presidente da associação refere que, anteriormente, chegavam a ser assassinados três a cinco mototaxistas num único dia. Actualmente, segundo explicou, podem decorrer várias semanas sem registo de casos semelhantes, situação que atribui à intervenção das autoridades policiais.

Apesar dos progressos no combate à criminalidade, a sinistralidade rodoviária continua a exigir atenção. Informações disponíveis indicam que uma parte significativa dos doentes internados nas enfermarias de Pediatria e Cirurgia do Hospital Provincial de Chimoio é constituída por vítimas de acidentes envolvendo motorizadas.

O Governo de Angola oficializou ontem, em Roma, Itália, a candidatura da embaixadora Josefa Sacko a diretora-geral do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O Governo de Angola oficializou ontem, em Roma, Itália, a candidatura da embaixadora Josefa Sacko a diretora-geral do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

A cerimónia decorreu na sede da FAO, em Roma, num evento organizado por Angola, à margem do Fórum Mundial da Alimentação, que decorre em Itália, e no qual o país está representado ao mais alto nível pelo Presidente da República, João Lourenço.

O lançamento oficial da campanha da candidatura da embaixadora angolana foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, e conta com o apoio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da União Africana.

Engenheira agrónoma de formação, Josefa Sacko é actualmente embaixadora de Angola em Itália, e apresenta para a FAO “uma visão centrada na valorização da agricultura familiar, das mulheres e da juventude, na modernização dos sistemas de produção e no reforço da segurança alimentar, segundo divulgou o Governo angolano.

Em comunicado, o executivo salienta que “a candidatura de Josefa Sacko à direção-geral da FAO constitui uma das prioridades da diplomacia angolana no quadro da participação do país nos fóruns multilaterais ligados à agricultura, à alimentação e ao desenvolvimento sustentável”.

Angola sustenta a candidatura com “a experiência profissional e institucional da candidata, que exerceu as funções de secretária-geral da Organização Interafricana do Café e de Comissária da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável”.

A sua candidatura “dá prioridade ao fortalecimento da agricultura familiar, ao acesso das mulheres e dos jovens aos meios de produção, à criação de oportunidades de emprego para a juventude e à renovação geracional no setor agrícola”.

A candidata propõe “a digitalização dos sistemas agroalimentares, a utilização da inteligência artificial, o reforço da capacidade de adaptação às alterações climáticas e a mobilização de financiamento para projetos sustentáveis e economicamente viáveis”.

Durante a sua intervenção que fez hoje, em Roma, o chefe da diplomacia angolana, Téte António, defendeu que a FAO deve continuar a ser “uma organização que coloque a ciência, a inovação e a tecnologia ao serviço da agricultura”.

Uma organização, acrescentou, “que apoie os pequenos produtores e as comunidades rurais, que promova o investimento e facilite o acesso ao financiamento e aos mercados, que fortaleça a cooperação entre países e regiões e que contribua para que os sistemas agroalimentares sejam mais produtivos, inclusivos, resilientes e sustentáveis”.

Esta é a visão que a embaixadora Josefa Sacko submete à consideração dos Estados-membros e é uma visão que Angola considera poder contribuir para aproximar ainda mais a FAO das necessidades concretas dos seus países membros, segundo o Governo angolano.

Piloto moçambicano prepara a quinta participação na prova, acompanhado pelo navegador Tiago Magalhães, com o objectivo de melhorar os resultados na categoria SSV e promover a imagem de Moçambique no estrangeiro.

O piloto moçambicano Paulo Oliveira vai participar na edição de 2027 do Rally Dakar, naquela que será a sua quinta presença numa das mais exigentes competições de todo-o-terreno do mundo. Acompanhado pelo navegador Tiago Magalhães, o piloto pretende alcançar os 20 primeiros lugares da categoria SSV.

A participação foi anunciada esta segunda-feira, em Maputo, durante uma apresentação dos objectivos desportivos da equipa e das iniciativas de promoção internacional de Moçambique através do desporto motorizado.

Para a próxima edição, Paulo Oliveira contará com uma nova viatura, que considera mais competitiva, e pretende concluir todas as etapas dentro dos tempos regulamentares, conquistar a medalha de finalista e lutar por uma posição entre os 20 primeiros classificados da categoria.

Depois de quatro participações concluídas em diferentes categorias, o piloto aposta na experiência acumulada e numa preparação reforçada para enfrentar os desafios da competição, marcada por percursos exigentes, dificuldades de navegação e condições extremas.

Paulo Oliveira considera que a participação no Dakar representa não apenas um desafio desportivo, mas também uma responsabilidade na representação do País nos palcos internacionais.

O piloto pretende transformar a experiência adquirida nas edições anteriores em melhores resultados, mantendo como prioridade a conclusão da prova e a divulgação da bandeira moçambicana.

 

DAKAR COMO PLATAFORMA DE PROMOÇÃO TURÍSTICA

 

Para além da vertente competitiva, a participação de Paulo Oliveira no Rally Dakar 2027 pretende contribuir para a promoção internacional de Moçambique, através da divulgação das suas potencialidades turísticas, naturais e culturais.

Na qualidade de Embaixador do Turismo de Moçambique, o piloto pretende aproveitar a visibilidade internacional da prova para reforçar a notoriedade do País junto de diferentes públicos e mercados.

A Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR) assegura o apoio institucional à participação, reconhecendo o contributo da iniciativa para a projecção da imagem de Moçambique além-fronteiras.

O presidente do Conselho de Administração da ANDITUR, Héder Jauane, considera que a presença do piloto na competição constitui uma oportunidade para afirmar o potencial do País e transmitir uma imagem positiva de Moçambique ao mundo.

Segundo Jauane, a instituição continuará a apoiar a participação, por entender que a promoção turística também pode ser feita através de figuras que representam o País em eventos internacionais e inspiram pela sua capacidade de superar desafios.

 

EXPERIÊNCIA PARA ENFRENTAR NOVOS DESAFIOS

 

Reconhecido pela dureza dos percursos e pelas exigências físicas, psicológicas e mecânicas, o Rally Dakar submete pilotos e equipas a milhares de quilómetros de competição, em terrenos imprevisíveis e sob condições particularmente adversas.

A edição de 2027 representa, assim, mais uma etapa no percurso de Paulo Oliveira, que pretende aliar a experiência adquirida nas quatro participações anteriores à ambição de alcançar uma classificação entre os 20 primeiros da categoria SSV.

Ao lado de Tiago Magalhães, o piloto moçambicano procura concluir a prova e aproveitar a projecção internacional do Dakar para levar o nome de Moçambique a novos públicos.

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Galeria