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Um painel de economistas e académicos moçambicanos defendeu hoje, em Maputo, durante a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, a urgência de se reestruturar o modelo de desenvolvimento de Moçambique, apontando o resgate das Pequenas e Médias Empresas (PME) e uma efectiva descentralização fiscal como as vias indispensáveis para quebrar o ciclo de exclusão e corrigir as profundas assimetrias regionais que afectam o país.

Durante o painel, que se propôs a analisar as dinâmicas económicas entre 2000 e 2015 e o legado da Agenda 2025, os analistas constataram que, apesar das elevadas taxas de crescimento macroeconómico registadas no passado, a estrutura económica de Moçambique manteve-se inalterada. Esta paralisia estrutural impediu a redução efectiva da pobreza e gerou, em contrapartida, um aumento visível das desigualdades sociais e territoriais.

Na sua intervenção, o economista Egas Daniel contextualizou a trajectória do país desde o início do século, apontando que o crescimento económico verificado no primeiro ciclo, frequentemente fixado acima dos 7% anuais, com o Produto Interno Bruto (PIB) per capita a avançar a uma média de 4,7%, foi o resultado natural da estabilização pós-guerra. O fim das hostilidades permitiu o retorno das populações às zonas de produção, gerando um impulso inicial inevitável.

“O dividendo da paz era inevitável que se traduzisse num crescimento relativamente elevado nos primeiros anos”, afirmou Egas Daniel, esclarecendo, contudo, que o cerne do problema residiu na fonte que alimentou esse desempenho. O economista questionou se a adopção deste modelo foi uma escolha deliberada ou um produto orgânico das circunstâncias, mas enfatizou que o forte influxo de Investimento Directo Estrangeiro se concentrou de forma desproporcionada no sector extractivo e nos megaprojectos.

Esta configuração, caracterizada por um modelo de capital intensivo, revelou poucas ou nenhumas ligações com os restantes sectores da economia nacional, comprometendo a capacidade de geração de postos de trabalho em larga escala. Por outro lado, falhou a expectativa de que o sector extractivo pudesse robustecer as receitas do Estado para que este, por sua vez, financiasse a diversificação económica.

Egas Daniel assinalou que a arrecadação de receitas não foi proporcional ao crescimento do sector, limitando a margem de manobra do Executivo para dinamizar actividades complementares. Como resultado, os inquéritos aos orçamentos familiares (IOF) passaram a reflectir o agravamento das desigualdades. “Estamos aqui para reflectir como é que nós mudamos essa direcção e não voltamos a repetir e a cometer os mesmos erros, ou a ignorar os mesmos factores que dificultaram a transformação económica esperada no âmbito da implementação ou do seguimento da visão da Agenda 2025”, alertou.

Descentralização e a asfixia orçamental das províncias

Na sua intervenção, O cientista político e docente da Universidade Eduardo Mondlane, José Jaime Macuane falou sobre as assimetrias territoriais, nomeadamente o fosso entre as zonas urbanas e rurais e as disparidades históricas entre as regiões sul, centro e norte do país. O cientista político e docente sublinhou que o paradigma de descentralização desenhado após a aprovação da Constituição de 1990 e o fim da guerra dos 16 anos padeceu de uma visão puramente política e elitista.

Para o académico, o processo foi desenhado essencialmente como um mecanismo de partilha e acomodação de poder entre um número restrito de actores políticos, descurando a dimensão do desenvolvimento socioeconómico local e a sua articulação com o progresso nacional. Macuane reconheceu que houve avanços administrativos ao longo das duas últimas décadas, assinalando que “o distrito de hoje não é o mesmo que existia há 20 anos” e que “a província, nestes últimos oito anos, teve um aumento, claro, com o redutor da existência de uma estrutura bicéfala, com a representação do Estado que está sobredimensionada, mas, essencialmente, este aumento de algum poder, de alguma participação a nível local” representa uma evolução.

No entanto, o investigador argumentou que este incremento de participação não se traduziu numa autonomia efectiva. Os governos locais continuam a disputar competências com o governo central, um processo cuja lentidão tem sido historicamente justificada pelo princípio do gradualismo e pelo argumento recorrente de que falta capacidade técnica ao nível local. José Jaime Macuane rejeitou esta premissa, afirmando que cabe ao Estado central criar as condições antes de delegar funções.

O ponto crítico, apontou, reside na centralização orçamental: actualmente, cerca de dois terços do Orçamento do Estado continuam a ser geridos directamente pelo aparelho central em Maputo. “O desenvolvimento local só pode funcionar efectivamente se os actores locais forem autores e sujeitos ao seu próprio desenvolvimento. Pensam porque conhecem melhor os seus próprios problemas e, consequentemente, as suas próprias soluções”, defendeu, instando a que os programas de capacitação ultrapassem a burocracia estatal e abranjam os actores sociais, económicos e a própria cidadania.

O erro histórico do abandono das PME

Luís Magaço, licenciado em Gestão e mestre em Finanças Aplicadas, trouxe uma perspectiva histórica e empresarial ao painel, argumentando que o diagnóstico da actual crise do sector privado moçambicano não pode limitar-se aos anos mais recentes. O analista recuperou a trajectória do país desde a independência em 1975, lembrando a adopção da economia centralmente planificada, o êxodo de técnicos qualificados, a aplicação de sanções económicas à Rodésia em 1977, que devastou o corredor de desenvolvimento entre Machipanda e a Beira, e o impacto prolongado da guerra civil.

Magaço destacou um paradoxo na gestão macroeconómica contemporânea: entre 1992 e 2005, o país registou taxas médias de crescimento entre 7,5% e 8%, chegando a atingir um pico de 12,5%, num período em que a economia não dependia do carvão, do gás ou do petróleo. O Banco Mundial apontava então Moçambique como um caso de sucesso internacional na redução da pobreza e no fomento empresarial.

“Este país, entre 92 e 2005, não tínhamos carvão, não tínhamos gás e não tínhamos petróleo. Mas crescemos a 7,5%, a média”, enfatizou o gestor, questionando as actuais ambições governamentais e as projecções de analistas que esperam que os recursos minerais façam o país crescer apenas 5% ou 6%. “Alguma coisa está muito errada”, sentenciou.

Segundo o especialista, a grande ruptura ocorreu a partir de 2005, quando o foco político e as prioridades do executivo abandonaram as reformas que sustentavam o crescimento das PME, tais como as actualizações do Código Comercial, da Lei do Trabalho e do Código de Investimentos, para se sintonizarem quase exclusivamente com os projectos de carvão e gás.

Desde então, o ambiente de negócios degradou-se. As taxas de juro de financiamento bancário dispararam para níveis insustentáveis, na ordem dos 20%, e o sistema financeiro nacional tornou-se altamente concentrado e desprovido de um verdadeiro banco de desenvolvimento. Luís Magaço denunciou o fenómeno de crowding out (asfixia do crédito privado por via do endividamento público), observando que a banca comercial prefere hoje financiar o Estado ou conceder empréstimos ao consumo aos funcionários públicos devido à garantia de reembolso, em detrimento do sector produtivo.

Implementação, instituições e educação marcam segunda ronda do debate

A representante do Banco Mundial, Isabel Gamberoni, defendeu que a maior lição dos últimos 25 anos é que “o objectivo não é apenas criar empregos, mas criar empregos melhores e mais bem remunerados”. Para alcançar esse propósito, considerou essencial adoptar um modelo de crescimento intensivo em emprego, assente na estabilidade macroeconómica, no aumento da produtividade agrícola, no desenvolvimento do turismo, no reforço das competências da população e na diversificação da economia. Gamberoni sublinhou ainda que “a chave é conseguir executar essa visão”, defendendo uma administração pública capaz, instituições fortes e uma gestão responsável das receitas dos recursos naturais.

Na sua intervenção, Virgínia Videira sustentou que o principal problema de Moçambique não reside na falta de estratégias, mas na sua execução. “Há muitos documentos feitos, mas é difícil implementar esses documentos”, afirmou, acrescentando que os planos nacionais deixam de ser instrumentos de trabalho no dia-a-dia da administração pública. A economista defendeu que o sistema de planificação cumpra a legislação em vigor, que os programas sejam orientados para resultados, haja monitoria permanente e maior responsabilização dos gestores públicos, alertando que “o problema fundamental no Estado é a produtividade do trabalho”.

Por seu turno, Castigo Langa considerou que o aproveitamento dos recursos naturais só produzirá benefícios duradouros se for acompanhado por instituições sólidas, educação de qualidade e políticas públicas consistentes. Citando uma obra de Alvin e Heidi Toffler, recordou que “uma economia avançada precisa de uma sociedade avançada”, defendendo que a educação é determinante para o desenvolvimento. O engenheiro apelou ainda ao combate à corrupção e à valorização do sector privado, afirmando que “a empresa tem de ser acarinhada pelo Estado como uma mãe acarinha o seu bebé”, por ser nas empresas que se criam riqueza, emprego e oportunidades para transformar a agricultura de subsistência numa agricultura comercial e promover o desenvolvimento das zonas rurais.

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Pelos menos 5 agências de viagem aproveitaram-se das vulnerabilidades, inerentes ao uso de numerário para o pagamento de serviços relacionados com turismo, para introduzirem fundos de origem ilícita ao sistema financeiro, num montante de mais de 58 mil milhões de meticais. O esquema é despoletado pelo Gabinete de Informação Financeira. 

Através de um relatório de análise, o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique, despoletou um esquema de branqueamento de capitais que introduziu mais de 58 mil milhões de meticais, no sistema financeiro nacional, entre 2022 e 2025. 

O documento explica que os fundos foram introduzidos, na sua maioria em numerário, através de depósitos efectuados por pessoas singulares, em representação de empresas, e transferências, para as contas bancárias tituladas por empresas do sector de agenciamento de viagens e turismo, que posteriormente, enviaram os montantes, de forma fraccionada, para as contas bancárias tituladas por uma Organização Internacional.

“Do trabalho de análise realizado, constatou-se que várias agências de viagens e turismo usaram as contas bancárias particulares, dos seus empregados, incluindo de gestores seniores destas empresas, para efectuarem pagamentos de somas  avultadas para as contas bancárias tituladas pelas referidas agências de viagem e turismo,  supostamente relacionadas com a actividade operacional destas entidades, facilitando, desta forma, a ocultação desses rendimentos às autoridades fiscais e dificultando, deste modo, a identificação da real origem dos fundos”, refere.

O GIFiM diz tratar-se de avultadas somas em numerário, operações completamente fora do padrão de sector, geralmente é caracterizado por pagamentos com recurso a cartão de débito, transferências bancárias e cheques. Por isso concluiu:  “Houve suspeitas da prática de actos de branqueamento de capitais, tendo como crimes precedentes a fraude fiscal e outros crimes tributários, falsificação de documentos”.

A instituição não revela os nomes das agências de viagens nem da organização internacional para qual foram depositados os fundos. 

O nosso jornal confrontou o governo  sobre os passos subsequentes a esta denúncia e a identidade das entidades envolvidas, mas o porta-voz disse que não tinha conhecimento.

O GIFIM refere que as referidas agências estão localizadas em Maputo, Nampula e Cabo Delgado.

A Comissão de Defesa e Segurança da Assembleia da República considerou legais todas as operações militares realizadas no Teatro Operacional Norte, defendendo que as acções em curso são indispensáveis para salvaguardar a soberania nacional e restabelecer a estabilidade na província de Cabo Delgado.

A posição foi manifestada durante uma visita de trabalho da comissão parlamentar à província, no âmbito da fiscalização da evolução do combate aos grupos terroristas que actuam na região.

Segundo o presidente da Comissão de Defesa e Segurança, Pedro Comissário, as operações conduzidas pelas Forças de Defesa e Segurança decorrem dentro da legalidade e respondem à necessidade de proteger o Estado moçambicano e as populações afectadas pela insurgência.

O deputado sustentou ainda que as críticas de alguns sectores da sociedade relativamente aos métodos utilizados no combate ao terrorismo não se justificam, defendendo que as medidas adoptadas pelo Estado são necessárias para garantir a estabilização da província.

A missão parlamentar deverá igualmente inteirar-se da situação de segurança no Teatro Operacional Norte, avaliar os progressos alcançados pelas forças no terreno e recolher informações sobre os desafios que persistem no combate aos grupos armados que actuam em Cabo Delgado.

A visita insere-se no quadro das competências de fiscalização da Assembleia da República sobre a actuação das instituições do Estado na preservação da segurança e da integridade territorial do País.

O guitarrista e compositor moçambicano Jimmy Dludlu vai assinalar os seus 40 anos de carreira com um concerto em formato inédito, distribuído por duas noites, nos dias 24 e 25 de Julho, no Onix Events, na Katembe, cidade de Maputo.

Promovido pela Top Produções, o espectáculo pretende celebrar quatro décadas de dedicação à música e homenagear um dos maiores embaixadores do afro-jazz africano. Natural do bairro de Chamanculo, em Maputo, Jimmy Dludlu construiu uma carreira de dimensão internacional, tornando-se uma das mais respeitadas referências da música contemporânea do continente.

Sob o conceito “Concerto 2 em 1”, cada noite terá identidade própria, reunindo diferentes formações musicais e convidados especiais de Moçambique e da África do Sul, numa celebração da diversidade cultural da região.

Na primeira noite, a 24 de Julho, Jimmy Dludlu sobe ao palco acompanhado pela banda moçambicana In The Groove, num espectáculo que destaca as suas raízes musicais e a ligação ao País. A apresentação será conduzida por Seth Swaze e contará ainda com as participações de Stewart Sukuma, Mingas, Banda Kakana, Pika Tembe, Onésia Muholove, Elcides Carlos, Prince Chone e do DJ Sérgio Butler.

Já no dia 25 de Julho, o músico será acompanhado pela banda sul-africana C Base Collective, reforçando a dimensão regional da celebração. A segunda noite será apresentada por Izidine Faquirá e terá como convidados a cantora sul-africana Judith Sephuma, Frank Paco, John Hassan, Válter Mabas, Xixel Langa, Gabriela, além dos DJs No Name e Serito.

Segundo a organização, o evento pretende afirmar-se como uma plataforma de valorização da música africana, promovendo o diálogo entre diferentes gerações, estilos e culturas, tendo o jazz como elemento de ligação entre tradição e inovação.

A expectativa é reunir centenas de amantes da música, profissionais das indústrias culturais e criativas, empresários, estudantes e público em geral, numa celebração que reconhece o contributo de Jimmy Dludlu para o desenvolvimento da música africana.

Com uma carreira iniciada ainda na adolescência, Jimmy Dludlu destacou-se como guitarrista, compositor e professor de música, colaborando com alguns dos mais prestigiados artistas africanos e da diáspora. Ao longo de quatro décadas lançou vários álbuns de sucesso, distinguidos em diferentes edições dos South African Music Awards (SAMA), consolidando uma discografia marcada pela fusão entre o jazz e as sonoridades africanas.

O piloto internacional moçambicano Eduardo Campos voltou a representar Moçambique com distinção no RMC National Round 3 e no African Open 2026, provas disputadas no circuito de Zwartkops, na África do Sul. Em representação do Automóvel e Touring Clube de Moçambique (ATCM), o jovem piloto voltou a demonstrar o seu talento entre alguns dos melhores kartistas do continente.

Na sessão de qualificação da classe Mini Max, Eduardo Campos alcançou o quinto melhor tempo entre os participantes, confirmando a competitividade e o potencial para disputar os lugares cimeiros num dos campeonatos mais exigentes do karting africano.

Ao longo das três mangas, o piloto enfrentou corridas intensas e várias disputas em pista, circunstâncias que dificultaram a manutenção da posição conquistada na qualificação. No final da competição, terminou na 14.ª posição entre os 29 pilotos inscritos.

Apesar do resultado final, o desempenho evidenciado durante todo o fim-de-semana deixou indicações positivas quanto à evolução do jovem piloto, cuja velocidade e consistência demonstraram capacidade para competir ao mais alto nível da categoria Mini Max.

A participação no RMC National Round 3 e no African Open representa mais um passo importante no percurso internacional de Eduardo Campos, que continua a acumular experiência em competições de elevado nível, promovendo o nome de Moçambique nas pistas sul-africanas.

Com apenas 11 anos, Eduardo Campos continua a afirmar-se como uma das maiores promessas do karting moçambicano, destacando-se pelo talento, determinação e capacidade competitiva.

Além da participação no African Open, o piloto viveu um momento marcante ao estrear-se numa prova de karts equipados com motores eléctricos, uma competição que apura três pilotos por corrida para o Campeonato do Mundo da modalidade.

Na sua primeira experiência nesta categoria, Eduardo Campos protagonizou uma prestação de destaque, superando vários adversários directos e terminando na quarta posição da classificação geral, ficando muito próximo dos lugares de qualificação para o Mundial.

Após alcançar o Top 5 na qualificação do African Open e do Campeonato Nacional Sul-Africano de Karting, bem como o quarto lugar na corrida de karts eléctricos disputada no domingo, a equipa liderada por Rui Campos garante que continuará a intensificar o trabalho para assegurar a participação do piloto nos próximos desafios da modalidade, mantendo o foco na evolução desportiva e na conquista de novos resultados internacionais.

A seleção portuguesa despediu-se da Copa do Mundo, nesta segunda-feira, após a derrota por uma bola sem resposta para a Espanha, que avançou para as quartas de final. Quem também não passou para os oitavos de final são os Estados Unidos da América derrotado 1-4 pela selecção da Bélgica.

Chegou ao Mundial como um dos favoritos e com a grande ambição de vitória da copa para coroar a carreira Cristiano Ronaldo, um sonho que Portugal não conseguiu segurar… resvalou nos oitavos de final diante da Espanha, com com protagonizou um duelo intenso na noite desta segunda-feira…

O golo da vitória só saiu no primeiro minuto da compensação quando Mikel Merino recebeu livre e chutou firme, sem chances para Diogo Costa defender, embora em muitas outras ameaças o tenha feito e junto do seu homólogo, mas adversário, Unai Simón, tenham transformado o jogo em partida de guarda-redes.

Em outro jogo, a Bélgica venceu os Estados Unidos por 4 a 1 nas oitavas de final e avançou para as quartas de final. Após as quedas de Canadá e México, os EUA são os últimos anfitriões do da competição

Subiu para 3 535 o número de vítimas mortais provocadas pelos dois fortes sismos que atingiram a Venezuela no passado dia 24 de Junho, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Governo venezuelano. O número de feridos também aumentou para 16 740, enquanto mais de 17 mil pessoas continuam desalojadas.

Na anterior actualização, as autoridades contabilizavam 3300 mortos, o que evidencia o agravamento da tragédia à medida que prosseguem as operações de busca e resgate nas zonas afectadas.

O Governo venezuelano indica ainda que mais de 800 edifícios ficaram danificados ou foram completamente destruídos, agravando a situação humanitária e dificultando os trabalhos das equipas de emergência.

Os dois sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo, a cerca de 200 quilómetros de Caracas, e foram seguidos por centenas de réplicas.

Entretanto, o Serviço Geológico dos Estados Unidos mantém o alerta para a elevada probabilidade de o número de vítimas mortais ultrapassar os 10 mil, tendo em conta a intensidade do abalo, a extensão dos danos e a continuidade das operações de busca sob os escombros.

A Administração Nacional de Estradas promete iniciar obras de drenagem nos pontos críticos da EN1, no troço Missão Roque-Zimpeto, na Cidade de Maputo. A empreitada poderá arrancar nas próximas semanas. A promessa surge depois de intervenções de emergência em alguns pontos da estrada.

Uma das zonas abrangidas pela intervenção foi a área da Total, onde os trabalhos consistiram essencialmente no tapamento de buracos e na aplicação de uma camada de resselagem para facilitar a circulação de veículos. Contudo, as obras não incluíram, nesta fase, a construção de valas de drenagem para o escoamento das águas pluviais, um dos principais problemas apontados pelos automobilistas.

Segundo o delegado provincial da ANE, Dado Novela, a instituição identificou três secções críticas ao longo do troço São Roque–Zimpeto, caracterizadas por buracos profundos e sérios problemas de drenagem.

“Tratou-se de intervenções de emergência para garantir a transitabilidade nestes pontos e reduzir os constrangimentos provocados pelos congestionamentos”, explicou.

O responsável reconheceu que a ausência de valas de drenagem constitui uma limitação das obras realizadas, mas garantiu que esta componente faz parte do projecto e será executada numa fase posterior.

“Nesta altura, a prioridade era assegurar a circulação de pessoas e bens. Conseguimos melhorar a fluidez do tráfego e, nas próximas semanas, avançaremos com intervenções para orientar o escoamento das águas”, afirmou, acrescentando que as obras de drenagem poderão arrancar dentro de cerca de 15 dias, embora sem uma data definitiva.

As intervenções surgem depois de vários anos de reclamações dos automobilistas, que se queixavam do estado degradado da via, marcado por buracos e frequentes congestionamentos.

Durante a visita ao local, automobilistas manifestaram satisfação pela melhoria das condições de circulação, mas defenderam que a solução definitiva passa pela construção de um sistema eficaz de drenagem, capaz de evitar a acumulação de água durante a época chuvosa.

A equipa de reportagem questionou ainda a ANE sobre as valas de drenagem construídas no ano passado em alguns troços da EN1, que continuam a revelar-se insuficientes para evitar o alagamento da estrada durante os períodos de chuva intensa. Em resposta, a instituição reiterou que está a avaliar novas intervenções para melhorar o sistema de drenagem nos pontos mais vulneráveis.

Enquanto as obras complementares não arrancam, os utentes da principal estrada do País esperam que as próximas intervenções resolvam de forma definitiva os problemas de escoamento das águas e contribuam para preservar a infra-estrutura rodoviária.

Uma pessoa morreu e outras ficaram feridas na sequência de um acidente de viação registado na noite deste domingo, no bairro Luís Cabral, na Cidade de Maputo, quando uma viatura se despistou e invadiu uma residência.

O sinistro ocorreu por volta das 23 horas, nas proximidades de uma das entradas do Porto de Maputo. O impacto foi tão violento que destruiu completamente um dos quartos da habitação, onde Rosália Orlando dormia.

Ainda abalada, Rosália conta que foi surpreendida por um forte estrondo e, quando se apercebeu do que estava a acontecer, já se encontrava debaixo dos escombros.

“Estava a dormir quando ouvi um grande estrondo. Nem tive tempo de perceber o que estava a acontecer. Quando dei por mim, já estava debaixo dos escombros”, relatou a moradora.

Testemunhas afirmam que três pessoas seguiam na viatura no momento do acidente. O impacto provocou a morte de um dos ocupantes no local, enquanto os restantes sofreram ferimentos.

Atanázio Júlio, que testemunhou o acidente, descreveu o momento como sendo de grande violência.

“O carro vinha em alta velocidade, perdeu o controlo e entrou directamente na casa. O impacto foi muito forte e destruiu completamente o quarto”, contou.

As causas do despiste continuam por esclarecer. Até ao encerramento desta edição, não foi possível obter um posicionamento das autoridades policiais e dos serviços de saúde sobre as circunstâncias do acidente e o estado clínico dos feridos.

Moradores da zona manifestam preocupação com a frequência de acidentes naquele troço da via e apelam às autoridades para a adopção de medidas que reforcem a segurança rodoviária no local.

Um técnico de saúde  está detido  em Xai-Xai, acusado de violar uma menor de 10 anos de idade na cidade de Xai-xai, em Gaza. A família denuncia ameaças de pessoas alegadamente  ligadas ao suspeito e exige justiça

A menor de 10 anos de idade, conta ter sido  arrastada para área abandonada na  alta de Xai-Xai,  onde segundo afirma, foi sob ameaça violada sexualmente.

 “Tapou-me a a boca primeiro,  depois me carregou, depois me pôs numa casinha abandonada aqui embaixo, depois me meteu aí, depois me tirou a roupa, depois me subiu, depois eu voltei para casa e a mamã viu a dificuldade de andar”, revelou.

De acordo com a vítima, esta pode não ter  sido  a primeira vez em que o suspeito, por sinal, amigo íntimo da família submeteu a menor a cópula.

“É a segunda vez. Ele disse que quando dizer vai me matar quando me encontrar”.

 A Polícia da República de Moçambique, na província de Gaza, confirma a detenção de um técnico de saúde em conexão com o caso.

“Um cidadão dos seus 38 anos de idade que é indiciado neste caso terá violado uma menor dos seus 10 anos de idade. A menor terá ficado sozinha dentro da residência quando a mãe encontrava-se a acompanhar um dos seus amigos  e quando voltou deu falta da menor em casa, tentou procurá-la na vizinhança,  mas não achou a menor, onde foi reaparecer por volta de uma hora tinha um líquido que escorria sobre a menina  e trataram de levar a menina até o hospital, onde no hospital fizeram exames que comprovaram a questão de ter sido violada sexualmente”, explicou o porta-Voz, Júlio Nhamussua.

Os familiares da menor relatam, entretanto, dias de medo, alegando estarem a ser ameaçados por pessoas ligadas ao acusado  para desistirem do processo.

“Retirar a queixa e eles estarem em liberdade, porque para eles o que é importante é o emprego deles, que está em jogo.  A saúde da minha filha, o bem-estar não está nem aí para isso, a justiça seja feita, porque manchou a imagem da minha filha.

Detido na esquadra da PRM em Xai-Xai, o indiciado de 38 anos de idade recusou-se a prestar declarações sobre o caso.

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