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O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impõe uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos vindos dos países que comprem, importem ou adquirem bens ou serviços ao Irão. A ordem, divulgada pela Casa Branca nesta sexta-feira, argumenta que as acções de Teerão representam uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

As novas sanções para os países que negoceiam com Teerão, segundo a Administração Trump, são uma consequência do facto de a política iraniana continuar a representar um risco que exige medidas adicionais.

Donald Trump poderá modificar a ordem em caso de retaliação por parte de outros países ou se o Irão ou os países afectados tomarem medidas alinhadas com a política dos EUA.

Antes, os EUA anunciaram novas sanções contra todos os que estejam alegadamente ligados ao comércio ilícito de petróleo destinado a financiar o Governo iraniano.

As medidas afectam 14 navios da chamada frota fantasma iraniana, 15 entidades — com sede, entre outros países, na Índia e na Turquia — e duas pessoas associadas à comercialização de crude e de produtos petroquímicos iranianos.

O anúncio das novas sanções ocorre no mesmo dia em que decorreram negociações indirectas entre o Irão e os Estados Unidos em Omã, que Teerão classificou como um bom começo para reduzir a tensão entre as duas partes.

Estas conversações em Omã foram o primeiro contacto entre representantes de Washington e de Teerão desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em Junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão.

Os dois países mantiveram conversações no ano passado também em Mascate, com Omã como intermediário, mas estas terminaram com o início do conflito de junho.

Donald Trump tem ameaçado repetidamente usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais que abalaram em Janeiro a República Islâmica.

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As Nações Unidas apelam à mobilização urgente de 187 milhões de dólares norte-americanos, equivalentes a 158,7 milhões de euros, para responder à emergência humanitária provocada pelas cheias que afectam Moçambique desde janeiro último.

De acordo com um relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), citado pela Lusa e com dados até 03 de fevereiro, “a escala e o ritmo” da crise ultrapassam a capacidade de resposta actualmente disponível.

O documento refere que “inundações severas e persistentes afectaram vastas zonas do país, particularmente nas regiões sul e centro de Moçambique”, provocando o transbordo de rios, deslocação de comunidades e danos ou destruição de casas, escolas, unidades sanitárias, sistemas de abastecimento de água e infra-estruturas rodoviárias.

“As Nações Unidas e os parceiros humanitários estão a trabalhar em conjunto com as autoridades nacionais e locais para reforçar os sistemas nacionais, melhorar a coordenação e apoiar a prestação de assistência vital”, acrescenta o relatório citado pela Lusa.

Desde meados de janeiro, as cheias afectaram mais de 723 mil pessoas em todo o país, com cerca de 75 mil ainda acolhidas em centros de abrigo, além do registo provisório de 23 óbitos.

O OCHA reconhece que, até ao momento, apenas cerca de 90 mil pessoas receberam apoio, num universo de aproximadamente 620 mil pessoas identificadas como necessitando de assistência alimentar segura e outros apoios de emergência.

O aditamento ao Plano Nacional Humanitário de Resposta às Cheias de 2026 visa mobilizar 187 milhões de dólares para garantir assistência urgente e vital a cerca de 600 mil pessoas afectadas.

Do montante global, 65,5 milhões de dólares destinam-se ao reforço da segurança alimentar e dos meios de subsistência, incluindo apoio aos mais de 70 centros de abrigo ainda em funcionamento, sobretudo no sul do país, enquanto 28,4 milhões de dólares serão aplicados na provisão de abrigos e tendas.

Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), também citados pela Lusa, indicam que mais de 723.500 pessoas foram afectadas pelas cheias registadas desde janeiro em várias regiões de Moçambique.

O Secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, visitou esta sexta-feira o jornalista Carlitos Cadangue, vítima de um atentado ocorrido na última quarta-feira, tendo-lhe manifestado solidariedade e encorajado a continuar a exercer a profissão.

Durante a visita, realizada um dia após o ataque, Lindonde aconselhou o jornalista a não desistir do jornalismo, sublinhando que toda a sua actividade profissional está legalmente protegida.

“Se há aspectos que devem ser melhorados, é muito importante que alguém diga o que está bem e o que está mal”, afirmou o representante do Estado em Manica, destacando o papel do jornalismo como um instrumento fundamental para ajudar o Estado a avaliar a sua própria actuação.

Na ocasião, Lindonde encorajou Cadangue a prosseguir com o seu trabalho, respeitando os princípios profissionais e a linha editorial do órgão de comunicação social para o qual trabalha.

“Continue a exercer a sua profissão, respeitando naturalmente aquilo que é a linha editorial da sua empresa”, reforçou.

O atentado contra Carlitos Cadangue ocorreu na noite da última quarta-feira e foi protagonizado por indivíduos até aqui desconhecidos. Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram informações sobre os suspeitos nem sobre as motivações do crime.

O caso continua a gerar preocupação no seio da classe jornalística e da sociedade civil, que apelam ao rápido esclarecimento do sucedido e à responsabilização dos autores.

Dos juízes internacionais anunciados esta sexta-feira pela Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, destaque vai para Arsénio Maringule, que para além de ser árbitro assistente é também Video Árbitro Assistente (VAR). Os 22 árbitros internacionais são principais, assistentes, de Futsal, Futebol de Praia e VAR.

O ano 2026 terá 22 árbitros moçambicanos internacionais a ajuizarem jogos sob égide da Federação Internacional de Futebol, FIFA, com destaque para quatro que entram pela primeira vez no estatuto de internacionais, nomeadamente Joana Alcino Guambe, árbitro principal da Cidade de Maputo, Maria da Graça Manuel, de Sofala, e Margarete João Gimo, da Zambézia, ambas assistentes, e Claudino Benedito Luís, de Manica, que ajuiza jogos do Futsal.

Da lista dos árbitros principais, encabeçada por Celso Alvação, da Comissão Provincial de Árbitros de Futebol de Inhambane, o mais badalado e um dos mais experientes do país, com nove anos a apitar para fora, não consta o nome da Ema Novo, pelo segundo ano consecutivo, depois de ter renunciado ao estatuto, logo a seguir a ter reprovado nos testes para as provas nacionais.

Dos seis árbitros principais, quatro são homens e duas mulheres, nomeadamente Cacilda Fernando, da Comissão Provincial de Árbitros de Futebol de Niassa, e Joana Guambe, da COPAF da cidade de Maputo.

Os restantes árbitros principais internacionais para o ano 2026 são Hermínio Boca, António Chivavel, estes dois que entram pelo segundo ano consecutivo, e Simões Guambe, já com nove anos de estrada internacional.

Para assistentes, com Arsénio Maringule à cabeça, o mais antigo e experiente juíz moçambicano, já nas lides internacionais desde 2010, Moçambique tem 10 árbitros aprovados para provas internacionais, para além de outros três para o Futsal e igual número para o Futebol de Praia.

Por fim, o país terá, pela primeira vez, um árbitro aprovado para ser assistente de vídeo, VAR, nomeadamente Arsénio Maringule, que assim passará a estar em grandes provas, não só como árbitro assistente, mas também como VAR.

A China permitirá a importação livre de impostos de alguns produtos sul-africanos no âmbito de um acordo que está a ser finalizado, enquanto Pretória procura diversificar os seus mercados.

A China é o maior parceiro comercial da África do Sul, seguida pelos Estados Unidos, que em agosto do ano passado impuseram tarifas de 30 por cento sobre alguns produtos sul-africanos.

O Ministro do Comércio sul africano está de viagem  para a China onde vai assinar um acordo que permitirá que as exportações sul-africanas tenham acesso livre de impostos ao mercado chinês, o que para o ministro vai atrair  investimento para a África do Sul.

A China tornou-se o maior parceiro comercial de Pretória em 2023, após ultrapassar a União Europeia, com a África do Sul a exportar principalmente minerais e produtos agrícolas.

Pretória afirmou que está a tentar negociar um acordo comercial melhor com os Estados Unidos devido a receios de que as suas tarifas de 30 por cento sobre uma série de produtos possam custar milhares de empregos.

As tensões entre o governo sul-africano e a administração do Presidente Donald Trump agravaram-se ao longo do último ano devido a várias questões, perturbando a relação transatlântica.

Aterrou esta quinta-feira, em Maputo, um avião contendo bens de ajuda humanitária essencial  proveniente da Alemanha, que inclui filtros de água, utensílios de cozinha e  tendas familiares, num valor total de 375 mil euros, para apoiar os esforços  de recuperação das inundações no país, sobretudo nas províncias  de Maputo, Gaza e Sofala. 

Segundo o comunicado da Embaixada da Alemanha, a entrega foi coordenada através do Mecanismo  de Protecção Civil da União Europeia (EU ERCC) para garantir que os bens  humanitários fossem fornecidos de forma eficiente e coordenada, de acordo  com as necessidades no terreno. 

Com este envio, a ajuda humanitária da Alemanha a Moçambique em  2026 ultrapassa a marca dos 3 milhões de euros, reafirmando a Alemanha  como um dos principais parceiros humanitários de Moçambique. Esse total inclui uma contribuição recente de 2 milhões de euros ao Programa Mundial  de Alimentação (PMA) e 600 mil euros à Agência das Nações Unidas para os  Refugiados (ACNUR). Estes fundos flexíveis podem ser utilizados para apoiar  necessidades imediatas da população afectada, como alimentos, água,  saneamento e kits de cozinha e higiene, bem como abrigos temporários.  

Além disso, a Alemanha está a apoiar iniciativas de menor escala para as vítimas das inundações em Moçambique, como uma contribuição de 180 mil euros para um projecto de ajuda de emergência da Cruz Vermelha Alemã,  que fornecerá suprimentos básicos de ajuda e abrigo emergencial para até  15 mil pessoas. 

 

Os economistas Octávio Manhique e Gananzito Lino defendem que o processo de  reconstrução das zonas afectadas pelas cheias em Moçambique deve iniciar-se pela reposição urgente das principais vias de acesso, em particular a Estrada Nacional Número Um (EN1), considerada a espinha dorsal da circulação de pessoas e mercadorias no País.

Falando durante o espaço de debate no programa O País Económico, da STV, os economistas foram unânimes em afirmar que as cheias encontraram o País em contrapé, uma vez que ainda estava no processo de recuperação pós-manifestações eleitorais.

Segundo Octávio Manhique, a destruição provocada pelas cheias ocorre num momento especialmente sensível para a economia nacional, que ainda se encontrava em processo de retoma. “A primeira situação que tem de ser atendida, porque é urgente e sufoca, sobretudo, as economias das províncias de Gaza e Inhambane, são exactamente os cortes que se verificaram na estrada”, afirmou, sublinhando que a reposição desta infra-estrutura básica é uma condição indispensável para restaurar o mínimo de normalidade económica.

O economista explicou que a interrupção da EN1 contribui directamente para a escassez de produtos e para a subida especulativa de preços. “Quando se sabe que o coco não vem de Inhambane, no dia seguinte o preço dispara”, exemplificou, defendendo que a reposição da transitabilidade reduz a tentação de especulação, ao assegurar a continuidade da cadeia de abastecimento.

Para além das estradas, Octávio Manhique considera prioritário o apoio às populações afectadas, muitas das quais permanecem em centros de acomodação, depois de perderem casas, bens e meios de subsistência. Defende que o processo de reassentamento deve ser acompanhado de medidas que permitam às famílias retomarem actividades produtivas, sobretudo agrícolas, em zonas mais seguras. “Há pequenas coisas que podem ir sendo feitas para apoiar estas pessoas a reerguerem-se”, frisou.

No médio e longo prazo, o economista alerta para a necessidade de o País assumir que as crises climáticas vieram para ficar, exigindo investimentos estruturais em prevenção, controlo de cheias e ordenamento do território. Reconhecendo as limitações do Tesouro Público e a reduzida margem de endividamento, aponta o apoio externo como a via mais realista para financiar grande parte da recuperação, através de parceiros bilaterais, multilaterais e organismos como o Banco Mundial e o FMI.

Por seu turno, o economista Gananzito Lino defendeu que a reconstrução deve ser orientada por um plano estratégico de prevenção e resposta a desastres, incluindo a eventual criação de um fundo específico para estes cenários. Para Lino, as cheias destruíram simultaneamente o tecido social e produtivo, afectando infra-estruturas públicas, hospitais, escolas, unidades do sector privado e cerca de 105 mil hectares de culturas.

“Temos uma grande espinha dorsal que liga os centros de produção e os centros de comercialização, que são as infra-estruturas rodoviárias”, afirmou, acrescentando que também as linhas ferroviárias e outros sistemas de transporte devem ser repostos com urgência. O economista defende, igualmente, um mapeamento do sector privado afectado e a criação de pacotes de apoio e financiamento para permitir a retoma da actividade económica e evitar o agravamento do desemprego e da inflação.

Gananzito Lino sublinhou ainda que, apesar de o Orçamento do Estado para 2026 já ter sido aprovado, a situação extraordinária criada pelas cheias obriga a um reajustamento das prioridades de despesa e à mobilização de apoios externos. Contudo, alerta que qualquer recurso mobilizado deve ser gerido com rigor: “É preciso valorizar cada centavo que for alocado para a recuperação dessas emergências”.

As posições convergentes dos dois economistas apontam para uma abordagem faseada da reconstrução: começar pela reposição das vias de acesso e da mobilidade, avançar para o apoio humanitário e reassentamento, e, paralelamente, estruturar medidas de prevenção e resiliência climática que reduzam a vulnerabilidade do País a futuros desastres.

Depois de receber do Governo cerca de 110 milhões de dólares para o Fundo Soberano, no dia 10 de Dezembro de 2025, o Banco de Moçambique, gestor operacional da entidade, depositou a prazo o valor em três bancos e ganhou juros.

Segundo as demonstrações financeiras do Fundo Soberano, a aplicação do valor nos bancos Bred Banque Populaire, The Toronto-Dominon Bank e Sumitomo Mitsui Trust Bank permitiu à entidade alcançar o seu primeiro lucro a 31 de Dezembro de 2025.

“O lucro registado no exercício findo em 31 de Dezembro de 2025 decorreu dos juros das aplicações em depósitos de muito curto prazo (overnight) efectuadas em três contrapartes no estrangeiro com início a 12 de Dezembro de 2025”, diz o documento.

O resultado líquido positivo (lucro) alcançado pelo Fundo Soberano foi de 210 589,11 dólares, que, somados ao capital inicial, totalizam cerca de 110,2 milhões de dólares de capitais próprios da entidade criada para acumular poupanças para futuras gerações.

O conteúdo que consta das demonstrações financeiras foi aprovado pelo governador do Banco de Moçambique, na qualidade de entidade máxima responsável pela gestão operacional do Fundo Soberano, conforme previsto na lei criada para o efeito.

Em referidos bancos, as taxas de juro mínima e máxima aplicadas nos depósitos a prazo em moedas estrangeiras (overnight) foram de 3,60% e 3,9% válidas para um período de um mês, referem as demonstrações financeiras do Fundo Soberano.

Para manter as contas bancárias no exterior, o Banco de Moçambique, na qualidade de gestor do Fundo Soberano, fez pagamentos de 1103,07 dólares norte-americanos referentes aos serviços no exercício económico de 2025.

O valor foi desembolsado a título de adiantamento e deverá ser cobrado pelo banco ao Fundo Soberano, que por sua vez deverá encaixar nas receitas da produção de gás nas áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. 

São objectivos do Fundo Soberano apoiar o desenvolvimento socioeconómico do País; acumular poupanças para as futuras gerações oriundas das receitas de gás e estabilizar o Orçamento do Estado em caso de volatilidade das receitas.

Para o exercício económico do ano de 2026, espera-se que sejam canalizados ao Fundo Soberano de Moçambique mais 30,7 milhões de dólares (40% da receita global), e as receitas de gás remanescentes, cerca de 46,1 milhões (60% da receita global), vão para a Conta Única do Tesouro (CUT).

“Assim, quaisquer cobranças adicionais realizadas ao longo do ano serão integralmente transferidas para a conta do Fundo Soberano de Moçambique”, prevê o Governo no Plano Económico e Social e Orçamento de Estado de 2026.

Devido ao decréscimo na estimativa de produção da concessionária para o ano de 2026, a parte das receitas do gás natural liquefeito direccionada à Conta Única do Tesouro vai reduzir de 47,1 milhões para 46,1 milhões de dólares.

O valor que vai para a CUT será direccionado à construção da ponte sobre o rio Save, urbanização e disponibilização de terra infra-estruturada, construção e apetrechamento do Hospital Distrital de Chibuto, entre outras finalidades.

De acordo com o Governo, o Fundo é um mecanismo para fomentar a diversificação económica e aumentar a resiliência do País face a choques internos e externos, contribuindo para o crescimento sustentável e inclusivo.

O Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, defendeu o envolvimento activo das lideranças religiosas no combate aos actos de corrupção, considerando-o uma condição essencial para garantir um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

O apelo foi feito na quarta-feira durante a cerimónia de abertura da Conferência Regional de Líderes Religiosos, subordinada ao lema “Recursos Islâmicos sobre Paz: Um Intercâmbio entre Teólogos Muçulmanos no Norte de Moçambique”, que reúne líderes com reconhecida influência espiritual, social e comunitária.

Na ocasião, o Chefe do Conselho Executivo Provincial de Nampula sublinhou que a paz não é um dado adquirido nem um simples ponto de chegada, mas sim uma construção colectiva, permanente e exigente, que se realiza diariamente nas comunidades, instituições e consciências.

Na ocasião, Abdula destacou que, pela sua proximidade às comunidades, autoridade moral e capacidade de escuta e mediação, as confissões religiosas são parceiras incontornáveis na promoção da paz social, na prevenção de conflitos e na defesa da dignidade humana, reiterando que “a paz não se decreta, constrói-se, quando cada actor assume a sua responsabilidade”.

Para concluir, o Governador reafirmou a total disponibilidade do Governo da Província de Nampula para continuar a trabalhar em estreita colaboração com as confissões religiosas, a sociedade civil e os parceiros, “não apenas em momentos formais, mas na construção de soluções práticas que consolidem a paz, reforcem a segurança e criem condições para um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo e sustentável”.

 

Desenvolvimento do turismo local requer envolvimento de todos

Eduardo Abdula afirmou, numa outra actividade, que o desenvolvimento do turismo local requer o envolvimento de forma coordenada do sector público e privado.

O Chefe do Conselho Executivo Provincial falava na Ilha de Moçambique, durante a cerimónia de lançamento da Gala de Turismo e Fórum de Turismo e Investimentos 2026, a decorrer em Junho próximo.

Para garantir competitividade aos operadores turísticos e hoteleiros, Eduardo Abdula, explicou ser essencial continuar a trabalhar na redução dos custos de conectividade aérea, estando já visíveis alguns sinais com a redução das passagens aéreas, bem como iniciativas como a marca “Wamphula Noophiya”, expressão da alma turística de Nampula.

Neste contexto, o Governador lembrou que o sector privado é igualmente chamado a investir na formação e valorização dos seus trabalhadores, garantindo qualidade, profissionalismo e experiências memoráveis aos visitantes.

A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) manifestou o seu profundo repúdio e condenação ao atentado armado contra o jornalista da STV, Carlitos Cadangue, ocorrido na noite de 04 de Fevereiro, no bairro Trangapasso, na cidade de Chimoio, província de Manica.

‎Em comunicado, a FDEM considera que o acto criminoso, que colocou em risco a vida do jornalista e do seu filho, representa uma grave ameaça à liberdade de imprensa, à segurança dos profissionais da comunicação social e ao direito dos cidadãos à informação, princípios essenciais para a estabilidade democrática e para um ambiente de negócios saudável e transparente.

‎A organização sublinha que o atentado ocorre num contexto em que o jornalista vinha abordando matérias de elevado interesse público, com destaque para os sectores da mineração e da segurança, considerados estratégicos para o desenvolvimento económico do país.

‎A FDEM saudou a pronta reacção da Polícia da República de Moçambique na abertura de um processo-crime e apelou ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) para a condução de uma investigação célere, imparcial e rigorosa, de modo a responsabilizar os autores materiais e morais do crime.

‎No documento, a federação reafirma que não pode haver desenvolvimento económico sustentável num ambiente marcado pela intimidação e violência, defendendo que a segurança dos jornalistas é também um pilar da confiança institucional e do investimento.

‎A FDEM expressou ainda solidariedade a Carlitos Cadangue, à sua família, à STV e à classe jornalística moçambicana, reiterando o seu compromisso com a promoção de um país onde o jornalismo e a actividade económica sejam exercidos com liberdade, segurança e responsabilidade.

Conselho Executivo Provincial condena atentado contra Carlitos Cadangue em Manica

O Conselho Executivo Provincial manifestou, esta quinta-feira-feira, profundo repúdio pelo atentado ocorrido na noite de 4 de fevereiro de 2026 contra o jornalista e correspondente da STV e do Grupo Soico em Manica, Carlitos Francisco Cadangue, e o seu filho, quando regressavam a casa.

Em comunicado, o órgão classificou o acto como uma grave violação da liberdade de expressão e do livre exercício do jornalismo, apelando às autoridades competentes para uma investigação célere, rigorosa e transparente, de modo a responsabilizar os autores do crime.

O Conselho expressou ainda solidariedade ao jornalista, à sua família, aos colegas de profissão, à STV e ao Grupo Soico.

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