Bancos centrais da Africa Austral e Oriental querem combater em conjunto o braqueamento de capitais e finaciamento ao terrorismo. Por isso, recomendam que os países fortaleça as instituições financeiras, públicas e privadas.
O Instituto de Gestão Macroeconómica e Financeira da África Oriental e Austral, que ajuda governos e bancos centrais na gestão macroeconómica das suas economias, juntou em Maputo esta segunda-feira bancos centrais e comerciais da região para encontrar caminhos conjuntos para o combate ao branqueamento de capitais.
Para Clement Kapalu, director da inteligência financeira da Zâmbia e presidente do instituto, os crimes financeiros estão a dominar o espaço digital, tornando a sua investigação mais complexa, por isso, alerta para a atenção dos países da região.
“Por causa da natureza complexa destes crimes, é esperado que as nossas instituições se levantem, e se equiparem com marcas fundamentais sobre como lidar eficazmente com o crime financeiro.”
No evento, o Banco de Moçambique, através do Administrador Jamal Luís Omar desafiou os bancos comerciais e centrais, bem como os governos a unirem esforços para combater o branqueamento de capitais.
“Neste contexto, é igualmente importante continuar a fortalecer a capacidade das instituições financeiras para que elas se equiparem para prevenir abusos, identificar vulnerabilidades e responder efetivamente aos riscos associados com o roubo de dinheiro e financiamento ao terrorista. O combate branqueamento requer leis, instituições e cooperação. Mas, acima de tudo, requer pessoas preparadas, vigilantes e comprometidas.”
O cenário de branqueamento de capitais na África Austral e Oriental é tido como de elevado risco nas duas regiões, impulsionado principalmente pela corrupção e pelo comércio ilegal de recursos naturais.
Donald Trump não detalhou que oficiais dos Estados Unidos estarão presentes nas negociações, uma segunda ronda após o vice-presidente JD Vance ter participado em conversas, também em Islamabad, na semana passada. Entretanto, o Irão reafirmou que o bloqueio naval norte-americano constitui um acto ilegal e criminoso.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse este domingo que negociadores norte-americanos estarão esta segunda-feira no Paquistão para encetar conversações com o Irão, de acordo com uma publicação nas suas redes sociais.
“Os meus representantes irão para Islamabad, no Paquistão – estarão lá amanhã [segunda-feira] à noite, para negociações”, pode ler-se numa publicação de Donald Trump na sua rede social, Truth Social.
Segundo a mesma publicação, os Estados Unidos vão propor “um acordo bastante justo e razoável”.
“Espero que aceitem porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão arrasar todas as centrais eléctricas e pontes no Irão”, ameaçou o presidente norte-americano.
Donald Trump diz ainda que caso o Irão não aceite o acordo será sua “honra fazer o que tem de ser feito, o que já deveria ter sido feito ao Irão, por outros presidentes, nos últimos 47 anos”, acrescentando, em maiúsculas, que “é tempo da máquina de matar iraniana acabar”.
Na publicação, Donald Trump não detalhou que oficiais dos Estados Unidos estarão presentes nas negociações, uma segunda ronda após o vice-presidente JD Vance ter participado em conversas, também em Islamabad, na semana passada.
O Presidente dos Estados Unidos também acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz.
O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.
Teerão reitera que bloqueio naval dos Estados Unidos “viola cessar-fogo”
O Irão reafirmou este domingo que o bloqueio naval norte-americano constitui “não só uma violação do cessar-fogo”, mas também “um acto ilegal e criminoso”.
“Ao infligir deliberadamente punição colectiva ao povo iraniano, configura-se um crime de guerra e um crime contra a humanidade”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, à agência X.
Este domingo, o presidente norte-americano, Donald Trump, acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz.
O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.
O Irão impediu, este domingo, a passagem de dois petroleiros, um deles com bandeira de Angola, quando tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, depois de emitirem avisos, e afirmou que a ação foi uma resposta ao bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.
“Dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização foram obrigados a regressar esta manhã, após avisos das Forças Armadas iranianas”, informou a agência Tasnim, controlada pela Guarda Revolucionária iraniana.
A agência indicou que as embarcações navegavam sob as bandeiras do Botswana e de Angola e pretendiam atravessar esta via navegável estratégica, mas, após a “intervenção oportuna” das Forças Armadas iranianas, “foram obrigadas a mudar de rumo e a retirar”.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Qalibaf, disse no sábado numa entrevista citada pela Associated Press (AP) que “é impossível outros passarem pelo Estreito de Ormuz” enquanto os próprios iranianos também não conseguirem.
Qalibaf, que é o negociador-chefe do Irão nas conversas com os Estados Unidos, atacou o bloqueio dos Estados Unidos, catalogando-o como “uma decisão ingénua tomada por ignorância”, garantindo ainda que “não haverá retirada no campo da diplomacia” apesar da desconfiança entre as partes.
O Irão anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz depois de uma trégua de dez dias entre Israel e o grupo militante Hezbollah (apoiado pelo Irão) no Líbano, mas depois de Trump afirmar que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos iria “continuar com toda a força” até se alcançar um acordo, Teerão anunciou que iria continuar a restringir as passagens no estreito.
O Centro de Saúde da Malhangalene, no distrito municipal de Kampfumo, na cidade de Maputo, foi alvo de vandalização na madrugada deste sábado. Os criminosos roubaram o sistema que abastecia a energia no sector de nutrição.
Desconhecidos invadiram, na madrugada de sábado, a unidade sanitária da Malhangalene, na cidade de Maputo, e deixaram um dos sectores do centro de saúde sem iluminação.
O Centro de Saúde funciona de segunda a sexta-feira e, neste domingo, membros da Polícia de Protecção estavam no local para garantir a segurança. Informações obtidas junto do Conselho Municipal da Cidade de Maputo indicam que os ladrões entraram e roubaram o sistema eléctrico do sector de nutrição, deixando o local às escuras.
Os serviços do departamento afectado estão actualmente a funcionar em condições precárias, o que preocupa o Governo municipal.
“Neste momento, o referido sector encontra-se sem energia eléctrica, funcionando em condições inadequadas. Os utentes são atendidos fora da sala, comprometendo a privacidade, a dignidade e a qualidade dos cuidados prestados”, lê-se num comunicado do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.
O jornal O país contactou a Polícia da República de Moçambique ao nível da capital do país para esclarecimentos sobre o crime, tendo a mesma prometido pronunciar-se na segunda-feira.
O Mamelodi Sundowns, da África do Sul, e FAR Rabat, do Marrocos, são os finalistas da Liga dos Campeões Africanos, edição 2026.
O emblema sul-africano venceu o Esperance de Tunis por uma bola sem resposta, em jogo da segunda mão das meias-finais da prova, mesmo resultado registado no da primeira.
Já o FAR Rabat, de Marrocos, ultrapassou a formação do Berkane FC também por uma bola sem resposta, fixando um agregado de 2-1. A final entre as duas equipas está agendada para os dias 15 e 24 de Maio.
O Papa Leão XIV apelou, este domingo, em Luanda, à construção de um País, ainda marcado pelo passado da guerra, onde as antigas divisões sejam superadas para sempre e o ódio e a violência desapareçam.
O apelo foi feito pelo Santo Padre, na homilia da celebração eucarística, que se realizou na centralidade do Kilamba, província de Luanda, no segundo dia da visita que o Papa Leão XIV cumpre em Angola, no quadro da sua primeira visita apostólica a África.
Para as mais de 600 mil pessoas que participaram na missa campal, o Papa Leão XIV fez uma analogia do Evangelho dos discípulos de Emaús e a história de Angola, um “país belíssimo e ferido, que tem fome de sede, de esperança, de paz, de fraternidade”.
“Na verdade, ao longo do caminho, a conversa dos dois discípulos, que recordam com desânimo o que aconteceu ao seu mestre, traz à memória a dor que marcou o vosso país. Uma longa guerra civil, com o seu rasto de inimizades e divisões, de recursos desperdiçados e de pobreza”, disse o sumo pontífice.
Segundo o Papa Leão XIV, “quando durante muito tempo se permanece imerso numa história tão marcada pela dor, corre-se o mesmo risco dos dois discípulos de Emaús – perder a esperança e ficar paralisado pelo desânimo”.
De acordo com o Papa, “as consequências ainda difíceis que os angolanos suportam”, nomeadamente os problemas sociais e económicos e as diversas formas de pobreza exigem uma presença de uma Igreja que saiba estar próxima do caminho e saiba ouvir o clamor dos seus filhos.
“Uma Igreja que, como a luz da palavra e o alimento da eucaristia, saiba reactivar a esperança perdida, uma Igreja feita de pessoas como vós, que se doam tal como Jesus parte o pão para os dois discípulos de Emaús”, disse.
O sumo pontífice disse que Angola precisa de bispos, sacerdotes, missionários, religiosas e religiosos, leigas e leigos que tenham no coração o desejo de repartir a sua vida, doá-la uns aos outros, desempenhar no amor e no perdão mútuos.
“De construir espaços de fraternidade e de paz, de realizar gestos de compaixão e solidariedade para com quem mais precisa”, acrescentou, vincando a necessidade de se construir um País “onde as antigas divisões sejam superadas para sempre, onde o ódio e a violência desapareçam, onde a chaga de corrupção seja curada por uma nova cultura de justiça e partilha”.
“Só assim será possível um futuro de esperança, sobretudo para os muitos jovens que a perderam”, disse o Papa Leão XIV, exortando ainda a necessidade de se olhar para o futuro com a esperança de construir a esperança de um futuro.
O Papa Leão XIV fez também uma alusão às questões do sincretismo, considerando que “é necessário estar sempre atento às formas de religiosidade tradicional”.
“Que certamente pertencem às raízes da vossa cultura, mas que, ao mesmo tempo, correm o risco de confundir, misturar elementos mágicos e supersticiosos, que não ajudam no caminho espiritual”, frisou o Papa.
O Santo Padre apelou à comunidade religiosa a permanecer fiel ao que a Igreja ensina, a confiar nos pastores e a manter “o olhar fixo em Jesus”.
Com a presença de mais de mil bombeiros, a missa campal contou com um grupo coral de mais de 500 vozes e o apoio de 1.900 escuteiros.
Depois da missa campal, o Papa Leão participa também, no santuário da Muxima, província de Icolo e Bengo, no acto de recitação do terço.
O Papa Leão XIV chegou ao início da tarde de sábado a Luanda e foi recebido no aeroporto pelo Presidente angolano, João Lourenço, por autoridades civis e religiosas, nesta que é a sua primeira visita apostólica a África, que se iniciou na segunda-feira, na Argélia, tendo já passado pelos Camarões e agora Angola, terminando na Guiné Equatorial.
João Lourenço pede “fim da guerra” e apela a Papa que “construa pontes”
O Presidente angolano, João Lourenço, defendeu sábado a abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e apelou ao Papa para que continue a desempenhar um papel de construtor de pontes.
O chefe de Estado angolano discursava no salão protocolar da Presidência da República, após receber o Papa Leão XIV, que chegou sábado a Angola, terceiro país do périplo africano do líder da Igreja Católica.
Num encontro que reuniu membros do executivo e do corpo diplomático acreditado em Angola, líderes religiosos e políticos e elementos da sociedade civil, João Lourenço disse que só em paz e em harmonia é possível desfrutar de todos os recursos que a Natureza coloca ao dispor, lamentando “a corrida desenfreada às matérias-primas, aos recursos energéticos, aos recursos minerais e outros, tomados pela força das armas dos exércitos mais poderosos do mundo contra países soberanos”.
“Apelamos ao fim definitivo da guerra, à abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e ao estabelecimento de uma paz duradoura na região”, exortou o chefe do executivo angolano, pedindo ao Papa, face à probabilidade de agravamento do conflito, “para que, do alto da sua autoridade moral, continue a desempenhar um papel de construtor de pontes, de apaziguamento dos espíritos, de resgate dos valores humanistas, de busca da concórdia e do entendimento entre os Homens”.
Para João Lourenço, “é urgente que todos os estadistas influentes e figuras públicas com reconhecida autoridade moral actuem conjuntamente para assegurar que, nas relações internacionais, a justiça e o diálogo prevaleçam sobre o uso da força”, instou.
Por outro lado, assinalou que “as empresas e os Estados, através de contratos e de acordos, podem ter acesso aos recursos que precisam para a satisfação das suas necessidades, sem que tenham de recorrer à guerra”, alertando para o “momento perigoso com os conflitos que se proliferam por todos os continentes”.
Destacou, nomeadamente, o Médio Oriente, berço do Cristianismo, do Islão e do Judaísmo, que devia ser uma zona de paz, de concórdia e de fraternidade, mas que, pelo contrário, é marcado pelo “sofrimento dos povos da Palestina, do Líbano e de todos os países do Golfo Pérsico”, levando esta região produtora e exportadora de petróleo e gás “a ruir como consequência das guerras que lhes impuseram”.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia alerta que é proibida a compra de combustíveis em recipientes plásticos. Já o Serviço Nacional de Salvação Pública explica que a conservação em casa pode causar incêndios.
Com a actual crise dos combustíveis, as garrafas plásticas são cada vez mais usadas para adquirir a gasolina e o gasóleo. Entretanto, associado a esta prática há o risco de incêndios, que podem até causar mortes.
“Primeiro, na questão da própria compra em si. Temos observado a utilização de alguns recipientes de plástico, geralmente são recipientes de água ou até de refrigerantes que são utilizados para comprar e armazenar os combustíveis. É importante explicar que, a princípio, até já é proibido utilizar recipientes de plástico, sobretudo aqueles que conservam quantidades de água de 5 ou 6 litros, porque no processo de introdução de gasolina ou gasóleo,estes recipientes trazem consigo um fenômeno chamado corrente estática. Esta corrente estática, quando entra em fricção com os líquidos inflamáveis que estão em movimento a entrar para o interior do recipiente, pode ocasionar situações de faíscas e até incêndios. O mesmo também se pode dizer com relação, infelizmente, à utilização de plásticos, como conseguimos ver que está a começar a ser adoptada esta postura de compra de combustíveis com recurso a plásticos. Estamos em um cenário atípico, mas é importante ter algum bom senso e algum sentido de segurança, principalmente, entendendo que a gasolina é um líquido que arde por vaporização”, explicou Leonildo Pelembe, porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública.
O recipiente recomendado para a compra de combustíveis são os metálicos com a devida descrição., segundo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia.
“São exatamente os metálicos, que já vem a mesma descrição, que é para combustível. Esses são os que são os recipientes corretos e adequados para que se faça o transporte de combustível. Mas, logicamente, porque nem todos têm condições ou conseguem ter esse tipo de recipientes, há-de-se espaço para que alguns recipientes plásticos, como, por exemplo, aqueles que são para lubrificantes, que são um bocadinho mais rígidos, oferecem alguma proteção, alguma segurança no transporte de combustível”, disse Aldino Malice, Inspector-Geral do MIREME.
Conservar tais combustíveis em residências também é arriscado, alerta o Serviço Nacional de Salvação Pública.
“Tem havido uma grande tendência de conservar estes combustíveis nas residências. Queremos chamar a atenção que estamos num período caracterizado por mudanças climáticas, em que por vezes vamos acordar com temperaturas altas e está conservação de combustíveis, sobretudo em relação à gasolina, mais uma vez, se for feita dentro das residências, ela vai libertar vapores e até pode ser necessário o suficiente apenas de ligar o interruptor para que haja um incêndio dentro da residência. Por isso é que não se pode conservar primeiro em recipientes plásticos porque pode haver fuga, pode haver corrosão, pode haver libertação de vapores, até pode haver derretimento do próprio plástico em si ”
Diante da aquisição massiva usando os referidos recipientes plásticos, o Ministério dos Recursos Minerais suspeita que seja para a revenda clandestina.
“Queremos evitar que a especulação que está sendo feita seja crescente. Há pessoas que vão, eu acredito que sim, só vão acumular o combustível porque depois querem fazer um negócio. Acreditamos que exigem pessoas de má fé que tenham esse pensamento. Queremos evitar que isso aconteça. É por isso que se existe. É uma viatura que está parada porque acabou o combustível. Tem como comprovar. Tem um livrete, vai usar o livrete”.
Com vista a combater tais situações, o MIREME diz estar atenta ao cumprimento das normas nos postos de abastecimento.
Um homem de 32 anos encontra-se detido no bairro Icidua, na cidade de Quelimane, acusado de matar a mãe com recurso a uma catana. Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), o suspeito terá desferido vários golpes na região da cabeça da vítima, causando a sua morte. O crime terá ocorrido num contexto de conflitos familiares recorrentes.
De acordo com o marido da vítima, o relacionamento entre mãe e filho era marcado por desentendimentos, que se agravaram após a morte de um dos filhos do acusado, durante um surto de cólera.
Depois do ocorrido, o indiciado passou a acusar a mãe de práticas de feitiçaria, o que terá intensificado as tensões no seio familiar. No entanto, o suspeito nega o crime, alegando que, no momento dos factos, se encontrava numa unidade hospitalar a acompanhar a esposa.
Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), o suspeito terá desferido vários golpes na região da cabeça da vítima, causando a sua morte. O crime terá ocorrido num contexto de conflitos familiares recorrentes.
O acusado tem 32 anos e encontra-se detido na cidade de Quelimane.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, destacou, na cidade de Changsha, na província chinesa de Hunan, o potencial de Moçambique para reforçar a produção de arroz, sublinhando que a experiência chinesa no desenvolvimento de variedades híbridas pode contribuir para melhorar a segurança alimentar no país.
Falando durante uma visita ao Centro de Investigação de Arroz Híbrido de Hunan, considerado uma referência mundial na investigação e produção deste cereal, Gueta Chapo salientou a importância da transferência de conhecimento e tecnologia para impulsionar a produtividade agrícola moçambicana.
“Em Moçambique, nós produzimos arroz, não em grandes quantidades como produzem na China, mas com esta experiência nós também podemos melhorar a nossa forma de produção. Produz-se mais arroz na província de Sofala, na Zambézia também e um pouco de Niassa e Inhambane”, afirmou.
A Primeira-Dama evidenciou que o contacto directo com centros de excelência como o de Hunan permite identificar soluções práticas para aumentar os níveis de produção e responder aos desafios da fome, sobretudo em países em desenvolvimento.
O Centro de Investigação de Arroz Híbrido de Hunan é reconhecido internacionalmente pelo desenvolvimento de variedades de arroz de alto rendimento, desempenhando um papel central nos esforços globais para o aumento da produção alimentar e combate à insegurança alimentar.
A visita da Primeira-Dama insere-se no conjunto de actividades paralelas à Visita de Estado que o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, efectua à República Popular da China, a convite do seu homólogo, Xi Jinping, com vista ao reforço da cooperação bilateral.
Ainda no mesmo dia, Gueta Chapo visitou a Universidade Feminina de Hunan, uma instituição pública dedicada à formação superior de mulheres, que oferece cursos em áreas como Ciências Sociais, Economia e Gestão, Educação, Direito e Engenharia e Tecnologia.
A deslocação à universidade permitiu conhecer experiências no domínio da educação feminina e do empoderamento das mulheres, áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento inclusivo e sustentável de Moçambique.
Quatro empresas públicas formalizaram, nesta semana, uma parceria estratégica para garantir o fornecimento de gás doméstico, com o intuito de impulsionar a industrialização do País. Trata-se de uma iniciativa que foi tornada pública nesta quinta-feira, através de um comunicado conjunto das respectivas firmas.
A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a Electricidade de Moçambique (EDM), a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) formalizaram, no passado dia 8, em Maputo, a criação de uma nova sociedade vocacionada para a logística e distribuição de gás natural em Moçambique.
Segundo o comunicado conjunto, divulgado nesta quinta-feira, o acordo inclui a constituição da empresa Serviços de Logística Integrada de Gás Natural de Moçambique, S.A. (SLIGM), bem como a assinatura de um instrumento complementar que define as etapas de desenvolvimento do projecto. Na prática, a iniciativa pretende organizar, de forma mais eficiente, todo o processo de recepção, armazenamento, transporte e disponibilização do gás ao mercado nacional.
O projecto prevê a instalação de uma unidade flutuante capaz de receber gás natural liquefeito, armazená-lo e transformá-lo em condições adequadas para o consumo doméstico e da região. Tal infra-estrutura será instalada na região norte da província de Inhambane, numa zona estratégica pela sua proximidade a rotas marítimas, e contará com ligação ao Porto da Beira, um dos principais corredores logísticos do País.
Com esta ligação, espera-se distribuir o gás para diferentes regiões, tanto por via marítima como terrestre, permitindo que mais sectores tenham acesso a uma fonte de energia considerada mais limpa e eficiente quando comparada a outros combustíveis tradicionais.
A iniciativa surge num contexto em que Moçambique procura reduzir a sua dependência de combustíveis importados e aproveitar melhor os seus recursos naturais. O País possui reservas significativas de gás natural, com destaque para a Bacia do Rovuma, reconhecida internacionalmente como uma das mais importantes descobertas de gás das últimas décadas em África.
Apesar deste potencial, grande parte do gás produzido tem sido destinado à exportação, com impacto limitado no consumo interno. É precisamente este desequilíbrio que o novo projecto pretende corrigir, criando condições para que o gás também beneficie directamente a economia nacional, sobretudo no apoio às indústrias e à produção local.
Além de aumentar a disponibilidade de energia, o projecto poderá contribuir para a redução de custos operacionais em vários sectores, incluindo o industrial, os transportes e até o doméstico, onde o uso do gás pode representar uma alternativa mais acessível para muitas famílias.
Outro impacto esperado está ligado à criação de emprego e ao desenvolvimento de competências técnicas no País. A construção e operação das infra-estruturas associadas ao projecto deverão gerar postos de trabalho directos e indirectos, ao mesmo tempo que incentivam a formação de mão-de-obra especializada no sector energético.
O envolvimento das quatro empresas públicas é visto como um sinal de coordenação e alinhamento estratégico entre instituições-chave do Estado. Cada uma traz uma valência específica: a ENH com experiência no sector de hidrocarbonetos, a EDM na área de energia, os CFM na logística e transporte, e a HCB na gestão de grandes infra-estruturas energéticas.
O acordo confere ainda às empresas o direito de liderar todo o processo, desde o financiamento até à construção e operação das infra-estruturas, garantindo maior controlo nacional sobre um projecto considerado estruturante para o futuro energético do País.
Importa referir que a criação da referida sociedade resulta de uma decisão anterior do Governo moçambicano. Em Novembro do ano de 2025, o Conselho de Ministros aprovou um decreto que autoriza a concessão para a construção e operação de infra-estruturas de gás natural no Porto da Beira e em Inhassoro, província de Inhambane, criando o enquadramento legal para a iniciativa avançar.
Para os accionistas, este passo representa mais do que um investimento no sector energético. Trata-se de uma aposta no desenvolvimento sustentável, na valorização dos recursos nacionais e na criação de uma base sólida para a industrialização de Moçambique.
A expectativa é que, a médio e longo prazo, o projecto contribua para transformar o panorama energético nacional, tornando o gás mais acessível, estimulando a produção interna e melhorando, de forma gradual, as condições de vida da população.
Dois jovens, de 19 e 21 anos de idade, e um adolescente de 17 encontram-se detidos, acusados de furto de uma arma de fogo do tipo pistola, acompanhada de seis munições. A arma foi subtraída de uma viatura pertencente a um cidadão de nacionalidade chinesa.
O caso ocorreu no dia 2 do corrente mês, no bairro Torrone Velho, na cidade de Quelimane. De acordo com as autoridades, o grupo, já referenciado pela prática de furtos, escalou uma viatura estacionada com a intenção de subtrair valores monetários.
No interior do veículo, os suspeitos depararam-se com a arma de fogo. De imediato, apoderaram-se dela e colocaram-se em fuga. Imagens captadas por uma câmara de vigilância instalada numa residência próxima permitiram identificar os três indivíduos no momento do crime e durante a fuga. Confrontados, os suspeitos confessaram a prática do delito.
O porta-voz do SERNIC apresentou detalhes sobre a actuação dos dois jovens e do adolescente envolvidos no caso. As autoridades garantem que vão reforçar as acções de combate à criminalidade na província, com maior incidência nos crimes que envolvem armas de fogo.

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