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A Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social em Gaza confirma dois casos de violência contra menores e anuncia investigação à familiares e diagnóstico social para determinar quem poderá garantir a segurança das crianças. Num dos casos, uma avó é acusada de agredir e obrigar uma criança a ingerir as próprias fezes.

Os dois casos de violência contra menores, registadas esta Terça-feira preocupam as autoridades da área da criança em Gaza, que dizem estar a trabalhar para garantir a protecção das vítimas depois da detenção das pessoas acusadas dos maus-tratos.

O primeiro caso envolve uma criança proveniente da província de Inhambane, que terá enfrentado de acordo com Chefe de Departamento de Criança, dificuldades em utilizar correctamente a sanita, situação que terá sido incompreendida pela avó com quem vivia.

“Esta avó não compreendeu que aquela prática resultava da inocência da criança, do desconhecimento do procedimento do uso do autoclismo”, explicou Nhabete.

A incompreensão da situação terá resultado em agressões e na obrigação de a criança ingerir as próprias fezes.

“Violentava a criança e inclusive obrigava a criança para comer aquela sujeidade”, revelou o responsável.

No outro caso, uma mãe é acusada de maltratar e agredir o próprio filho de várias formas.

As duas mulheres de 38 e 30 anos de idade estão detidas, entretanto, as autoridades dizem que ainda é necessário apurar se existe outra pessoa que possa representar perigo para as crianças no meio familiar.

É neste contexto que está a ser realizado um diagnóstico social mais aprofundado, com o objectivo de avaliar o ambiente familiar e determinar quem deverá ficar responsável pelas vítimas.

A Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social diz que a prioridade é identificar um espaço onde as crianças possam permanecer em segurança e receber a devida protecção.

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O Instituto para Democracia Multipartidária diz que os projectos de exploração de gás em Moçambique precisam de beneficiar, em primeiro lugar, as comunidades locais para dinamizar o seu desenvolvimento.  

Em Moçambique, continuam desproporcionais os benefícios entre as empresas que exploram recursos naturais e as comunidades locais, uma situação que gera conflitos e críticas regulares.

Meio ano depois do levantamento da Força Maior pela Total Energies, o Instituto para Democracia Multipartidária debate, com parceiros estratégicos, mudanças estruturais para o desenvolvimento das comunidades.

Falando à imprensa, Hermenegildo Mundlovo, Director Executivo do Instituto para a Democracia Multipartidária, garantiu que esta plataforma de diálogo constante baseada em evidências vai permitir ao país aproveitar ao máximo as oportunidades criadas e as transformações na vida das pessoas. 

Para Mundlovo “a população não se interessa muito por grandes indicadores. Quanto exportamos em termos de petróleo? Qual o volume de investimentos realizados? A preocupação deles é a transformação de suas próprias vidas.

Em que medida isso garantiu uma transformação nas suas próprias vidas? Em que medida isso gerou emprego para alguém das suas respectivas famílias? Em que medida isso também gerou negócios para os atores nacionais? Penso que, se conseguirmos reunir todos estes elementos, estas recomendações, podemos estar a fazer um bom trabalho para o país, para os moçambicanos, mas também para os investidores”.

O evento contou com a participação do Provedor de Justiça apontou fragilidades e os respectivos riscos.

As mudanças são urgentes e se não acontecerem, a Comissão Nacional de Direitos Humanos teme que novos conflitos surjam e comprometam a segurança no país.

Até ao fim deste ano, Moçambique espera pela aprovação da decisão final de investimento do projecto coral norte, avaliado em mais de 7.2 mil milhões de dólares.

Decorre, nesta semana, a XXX Edição do M’Saho, uma das principais celebrações da timbila e da cultura Chope organizada pelo Conselho Executivo Provincial de Inhambane, com a produção da Top Produções e o patrocínio da Sasol.

Entre os dias 27 e 29, o Festival de Timbila irá combinar música, dança, workshops, palestras, feiras e intercâmbio entre artistas nacionais e estrangeiros, na vila de Quissico, no distrito de Zavala, na província de Inhambane.

Sob o signo da valorização e preservação do património cultural e com o patrocínio da Sasol, o festival vai reunir mestres artesãos, timbileiros, bailarinos, artistas, investigadores, estudantes e comunidades locais.

Pretende-se, com a iniciativa, criar espaços de aprendizagem e partilha em torno da timbila, manifestação cultural inscrita pela UNESCO na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

“Nos primeiros dois dias, 27 e 28, no Centro de Interpretação da Timbila, em Guilundo, a programação inclui uma residência artística dedicada à timbila, com workshops de construção e reparação de instrumentos, técnicas de execução musical e dança”, refere um comunicado de imprensa enviado ao “O País”.

Haverá também momentos de conversa entre artistas, mestres e membros da comunidade. Os visitantes poderão também participar em experiências práticas de construção, toque e dança da timbila, mediante inscrição.

“Um dos momentos de destaque será a formação da orquestra M’kwayo, composta por 35 dos melhores timbileiros provenientes de diferentes orquestras do distrito de Zavala”, avança a nota de imprensa.

Com a iniciativa, pretende-se promover a troca de conhecimentos entre diferentes gerações. A programação estende-se às escolas secundárias do distrito, através de palestras e workshops sobre música e cultura de timbila.

O festival contará ainda com momentos de gastronomia tradicional, feira de produtos locais, debates à volta da fogueira e apresentações de música e dança, proporcionando um espaço de encontro entre a comunidade, artistas e visitantes.

Já no último dia (29), o Aeródromo da Vila de Quissico será o palco central das celebrações, com apresentações de orquestras de timbila de Zavala e de outras regiões, a actuação da orquestra M’kwayo e concertos de artistas convidados, num programa que também integra Two-Ell e Classic Nova.

A XXX Edição do M’Saho terá ainda uma dimensão internacional, com a participação de artistas provenientes da Itália e dos Países Baixos, que irão actuar e partilhar experiências com artistas locais.

“Pesquisadores e estudantes estarão igualmente envolvidos na produção de um documentário sobre a dança de timbila, contribuindo para a sua documentação, promoção e preservação”, lê-se no comunicado de imprensa.

Para além da programação principal, os visitantes poderão explorar outras experiências ligadas ao território e à cultura local, incluindo passeios guiados pela Lagoa de Quissico, o roteiro da timbila e a gastronomia tradicional.

Mais do que um festival de música e dança, o M’Saho afirma-se, assim, como um espaço de valorização da identidade Chope, transmissão de saberes e promoção do turismo cultural, colocando a timbila no centro de um encontro entre tradição, criação contemporânea e intercâmbio internacional, refere a nota.

A presidente da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, defende que os homens devem assumir a responsabilidade pela paternidade e garantir o sustento dos seus filhos.

Gueta Chapo considera preocupante a prática de algumas mulheres que atribuem a paternidade dos seus filhos a vários homens, alegadamente como forma de garantir benefícios financeiros.

A reacção surge na sequência de uma denúncia feita recentemente por uma juíza do Tribunal de Família e Menores, em Manica, segundo a qual existem mulheres que atribuem a paternidade dos mesmos filhos a diferentes homens, com o objectivo de obter apoio financeiro.

Gueta Chapo considera a situação um comportamento negativo e ressalta que é necessário distinguir os casos em que uma mulher tem filhos de pais diferentes.

“É um comportamento negativo, não é? Porque a lei já prevê que, quando um homem tiver um filho, tem de sustentar a sua criança. Então, eu acho que não é um comportamento bom, que nós, as mulheres, temos feito, em queixar várias vezes para vários homens”, afirmou Guetta Chapo.

A Primeira-Dama questiona, entretanto, como uma mulher pode exigir sustento a vários homens quando tem apenas um marido, admitindo que a situação é diferente quando existem filhos de pais diferentes.

“Eu tenho de perceber melhor como é que uma mulher queixa para três, quatro, cinco homens, uma vez que só tem um único marido, a não ser que ela tenha tido vários filhos com homens diferentes. Aí sim, ela tem direito de exigir, porque não fez os filhos sozinha”, acrescentou Gueta Chapo.

Gueta Chapo falava em Chimoio, durante uma actividade de mobilização de material para a construção do Centro de Sustentabilidade da Mulher, uma iniciativa que envolve mulheres da OMM na produção de tijolos e noutras actividades ligadas à construção.

No local, as mulheres participam directamente em todas as etapas de produção dos blocos, numa demonstração de união e aprendizagem de novas habilidades.

“Unimos-nos e mostramos que nós podemos. Aquelas que ainda não aprenderam estão a aprender aqui: uma busca água, outra carrega areia, outra mistura, as outras estão a bater a massa e depois temos o final, quando colocamos a massa na forma e tiramos o bloco”, explicou Rosa Kararadza, membro da OMM.

A iniciativa está a permitir que jovens e mulheres adquiram conhecimentos sobre a produção de materiais de construção, com o objectivo de reforçar a sua autonomia e capacidade de participação em projectos comunitários.

“Toda a mulher de Chimoio deve aprender a fabricar tijolos. Chegamos às seis horas, já aprendemos. Eu sofri um pouco aqui, porque estou a aprender de verdade”, avançou Benedita Zunguza, membro da OMM.

Para além dos tijolos produzidos pelas próprias mulheres da OMM, a Primeira-Dama mobilizou diversos materiais de construção para o local, com vista à concretização do Centro de Sustentabilidade da Mulher em Chimoio.

A iniciativa pretende envolver as mulheres na construção e, simultaneamente, promover competências práticas que possam contribuir para o seu empoderamento económico e social.

Uma agente prisional e outra mulher estão detidas na cidade de Xai-Xai, acusadas de maus-tratos contra os próprios filhos.

Uma delas terá agredido sistematicamente o filho menor de 12 anos, e outra é suspeita de agredir e tentar obrigar uma criança de sete anos de idade a ingerir fezes. Os casos já instaurados foram denunciados à Polícia da República de Moçambique (PRM) pela comunidade.

Entre as indiciadas está uma agente do Serviço Nacional Penitenciário, de 38 anos de idade, acusada de agredir de forma recorrente o próprio filho. A denúncia partiu da vizinhança, e os relatos foram posteriormente confirmados pelos restantes filhos da indiciada.

O chefe das Relações Públicas da PRM em Gaza, Carlos Macuácua, diz que a intervenção policial ocorreu depois das denúncias.

“A polícia tratou de averiguar. Encontradas as evidências, elas foram levadas para a subunidade, lavrados os autos e entregues às outras instituições para poderem ser responsabilizadas”, explicou Carlos Macuácua.

A Polícia da República de Moçambique assegura que a condição profissional da indiciada não altera o tratamento do processo, embora reconheça a particularidade de se tratar de uma agente de autoridade.

“Olhamos a situação preocupados quando é agente de autoridade envolvida. Mas o tratamento é normal de agente indiciado a um crime: lavrar o processo e entregar a outras instituições para sua responsabilização”, esclareceu Macuácua.

Na Segunda Esquadra da PRM em Xai-Xai, está também detida uma mulher de 39 anos, doméstica, suspeita de maus-tratos contra o filho, de sete anos. Neste caso, a mulher é acusada de agressões físicas e de tentar obrigar o menor a ingerir fezes.

A indiciada nega ter obrigado a criança a ingerir as próprias fezes. Diz estar arrependida e afirma que recorria a agressões depois de chamar a atenção do menor várias vezes.

Entretanto, a PRM enquadra o caso entre práticas de tratamento cruel contra a criança. “Uma é tortura, a outra é indiciada de alimentar a menor com excrementos humanos, entre outras situações de tratamento cruel a um humano”, afirmou Carlos Macuácua.

Segundo a PRM, os dois processos foram instruídos e deverão ser encaminhados às instituições competentes para a responsabilização das indiciadas.

A exposição “Pegadas do Barro”, da artista visual e ceramista Ilda Semedo, é uma mostra que transforma a cerâmica num espaço de reflexão sobre memória, identidade, pertença e continuidade, na Mediateca do BCI, em Maputo.

“Partindo da premissa de que toda a existência deixa marcas, a exposição explora a relação entre o ser humano, a natureza e a terra. Pessoas, animais, plantas e fenómenos naturais imprimem vestígios no mundo, fazendo da terra um verdadeiro arquivo vivo da memória colectiva”, avança um comunicado.

No acto de abertura, a representante do BCI, Carla Mamade, destacou a dimensão simbólica da proposta artística e a relevância da mostra. Já para Ilda Semedo, o percurso artístico que culmina nesta exposição está também profundamente ligado ao apoio familiar.

A artista agradeceu, em particular, aos pais por terem acreditado na sua vocação e incentivado a sua escolha pela arte, numa altura em que esta opção nem sempre é compreendida e valorizada no seio das famílias.

“Ser artista, contrariamente àquilo que às vezes se diz, é uma bênção e não tem nada de marginal”, afirmou Semedo, citada na nota de imprensa.

Presente na abertura da exposição, a secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, destacou o percurso e o amadurecimento artístico de Ilda Semedo, bem como a sua contribuição para a formação de novas gerações.

Para a governante, a artista constitui um exemplo da capacidade da arte de servir a sociedade, quer pela criação, quer pela transmissão de conhecimento.

“Temos um modelo que pode demonstrar aquilo que a arte deve fazer na nossa sociedade: ajudar-nos a sonhar”, considerou Muocha.

Natural de Maputo, Ilda Semedo é artista visual, ceramista, designer, empreendedora e docente da Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), onde lecciona disciplinas de Design e Cerâmica.

A exposição “Pegadas do Barro” está aberta ao público em Maputo, até 31 de Agosto.

A paralisação das obras de construção da ponte de acesso ao bairro  Inhangombe, na cidade de Quelimane, está a dificultar a mobilidade dos moradores. A infra-estrutura actualmente usada pela população encontra-se degradada e apresenta limitações para a circulação.

Agastados com a situação, os moradores pedem a intervenção urgente de quem de direito para a requalificação da infra-estrutura.

A vereação de Infra-estruturas e Urbanização do Município de Quelimane, explica que as obras foram interrompidas devido à insuficiência de recursos financeiros e à complexidade da infra-estrutura. Segundo a fonte, o Município está a procurar alternativas junto da Administração Nacional de Estradas e do Fundo de Estradas, ao nível provincial, com vista à mobilização de novos parceiros para retomar as obras de construção da ponte.

Enquanto se aguarda pela retoma dos trabalhos, a população vai enfrentando dificuldades de mobilidade para o acesso a serviços essenciais, como educação, saúde e água potável.

Os camiões de carga pegaram fogo na noite de segunda-feira, na Estrada Nacional Número 4, próximo à zona da Texlom, na Matola. Não há vítimas humanas, apesar do forte embate e das chamas que consumiram as viaturas.

Uma testemunha, que fala na condição de anonimato, conta que tudo aconteceu por volta das 21 horas, quando um dos camiões de carga encontrava-se estacionado próximo a um posto de abastecimento de combustíveis.

Segundo a testemunha, de repente, ouviu-se um forte estrondo. Tratava-se de um outro camião que embateu violentamente contra a viatura estacionada, provocando assim um incêndio que rapidamente alastrou-se às duas viaturas.

A testemunha explica ainda que pessoas que se encontravam no local conseguiram retirar os motoristas dos carros em segurança. Mas, a chegada dos bombeiros ao local terá ocorrido cerca de duas horas depois do sinistro.

Enquanto o serviço de salvamento público não chegava, as chamas iam consumindo grande parte das duas viaturas. Apesar da dimensão do acidente, não foram registadas vítimas humanas, mas o trânsito ficou condicionado.

Depois de algum tempo, a circulação das viaturas pelo local dos acontecimentos foi restabelecida. Testemunhas apontam o excesso de velocidade como uma das possíveis causas do acidente, mas as autoridades ainda não explicaram o caso.

Por várias vezes, a nossa reportagem contactou a Polícia de Trânsito para obter esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente e as suas prováveis causas, mas não foi possível obter qualquer resposta até ao fecho desta matéria.

Os Estados Unidos anunciaram, esta segunda-feira, o desligamento do Irão do seu sistema financeiro e ameaçam retaliar contra outros Estados que facilitem o branqueamento de capitais em nome do Irão.

O braço de ferro entre os Estados Unidos da América e o Irão tende a intensificar-se, com poucas perspectivas de entendimento para o alcance da paz desde o início dos bombardeamentos, a 28 de Fevereiro.

Esta segunda-feira, os norte-americanos avançaram para o que designam de desligamento do Irão do sistema financeiro norte-americano, incluindo sanções contra outros Estados que facilitem o branqueamento de capitais em nome do Irão.

“As equipas do Tesouro, do Estado e das Forças Armadas dos Estados Unidos estão agora a reunir-se com os seus homólogos em todo o mundo para lhes transmitir que os Estados Unidos esperam medidas concretas. Cada país tem um prazo definido para encerrar as actividades que identificámos. Se não tomarem medidas, fá-lo-emos unilateralmente, através das autoridades do Tesouro. Por exemplo, todas as sucursais do Banco Mele devem ser encerradas e permanecer inactivas”, disse Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, alertando que “qualquer entidade que facilite o branqueamento de capitais em nome do Irão será excluída do sistema do dólar norte-americano. O relógio começou agora a contar”.

A administração Trump avisa que vai ser contundente para com os que interferirem na sua estratégia. A nova medida da administração Trump faz parte das inúmeras tentativas de intensificar a pressão sobre Teerão, meses após o início da guerra.

O Misa Moçambique receia que a lei de protecção de dados pessoais limite alguns direitos fundamentais dos cidadãos.  Embora reconheça a pertinência da legislação apela que a sua aprovação seja antecedida por um largo debate. 

O executivo já submeteu ao parlamento a primeira proposta de lei de proteção de dados que visa regular o acesso a informações pessoais no espaço digital. 

Para evitar que a lei avance com elementos que possam concorrer para limitar liberdades de expressão e de jornalismo investigativo, o Misa Moçambique promoveu esta terça-feira um debate sobre os desafios da promoção de um espaço digital livre para o exercício da cidadania.

Estamos a colher contribuições na perspectiva de melhorar a proposta de lei, e preparar espaço para a implementação dela. Existem padrões universais de proteção de dados pessoais e Moçambique ratificou, o que queremos, e que se crie uma entidade que vai trabalhar na perspectiva de supervisão” Explicou Slaide Mutemba, do Misa Moçambique.

Presente na mesa redonda, o governo tranquiliza as partes afirmando que a elaboração da legislação teve em conta os direitos fundamentais salvaguardados pela Constituição da República.

“Nós temos estado a realizar esse trabalho com todos os actores sociais que tenham interesse nesta dimensão de proteção e defesa dos direitos fundamentais do cidadão. Todos os actores da sociedade civil tiveram a oportunidade de participar e viram o documento.” Explicou Lourino Chemane, Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação acrescentando que “a proposta de lei de proteção de dados em Moçambique é elaborada respeitando os comandos da Constituição da República de Moçambique e os direitos fundamentais do cidadão estão consagrados na Constituição da República de Moçambique, portanto, não podia haver uma lei que está em construção mas que viole a lei-mãe da República.” Garantiu

A expansão de sistemas automatizados de processamento de dados, segundo o governo, desafia a adoção com carácter de urgência de uma vasta legislação para  proteção de informação das pessoas.

Embora o país esteja avançando em legislação diversa, o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação reconhece que a capacidade de armazenamento e processamento de Estado ainda é inferior. 

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