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Chefe de Estado dirige-se à Nação

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Pouco mais de 200 gestores públicos, em funções na província de Inhambane, tiveram as respectivas remunerações suspensas, devido a não apresentação de declarações de bens, impostas pela Lei de Probidade Pública.

De acordo com os dados avançados, hoje, por fontes oficiais, foram, ao longo do ano trasacto, aplicadas 71 multas, por atraso de entrega de declarações de património, 200 Suspensões de Remunerações, e instaurados 28 processos por desobediência às notificações da Comissão de Recepção e Verificação do Ministério Público.

Dados agregados indicam que apenas pouco mais de 2400 declarações foram entregues ao Ministério Público, em todo o ano passado.

LIGEIRA SUBIDA EM 2021

Contrariamente ao ano passado, este já apresenta um aumento relativo do número de declarantes a responder à imposição legal. Segundo dados a que tivemos acesso, já foram entregues 4.450 declarações, sendo 1.149 iniciais, 3.181 de actualização e 120 de cessação, o que corresponde a 2.035 declarações a mais, comparado com todo o ano de 2020.

Por outro lado, nos primeiros três meses deste ano, foram aplicadas 34 multas por atraso na entrega da declaração e emitidas 97 notificações e, neste momento, o MP está a analisar as declarações submetidas até 31 de Março, para extrair delas as entidades que declararam o seu património fora do prazo, a passar as respectivas multas que se prevê não serem abaixo de mil.

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“A nós, sector privado, interessa ouvir que as taxas de juro reduziram”, disse Agostinho Vuma, presidente da CTA, reagindo à variação positiva que a moeda nacional registou em relação à norte-americana.

O banco central norte-americano injectou cerca de 2,2 trilhões de dólares para activar a economia dos Estados Unidos, devido à pandemia da COVID-19, o que, por um lado, precipitou uma queda expressiva das bolsas mundiais e, por outro lado, permitiu a apreciação de algumas moedas, tais como o metical que apreciou em 17%, depois do dólar ter caído dos cerca de 75,2 meticais em finais de Janeiro para 74,9 em Fevereiro, 68,7 em Março e 58,6 meticais na presente data.

Entretanto, o sector privado nacional diz que a valorização do metical em relação ao dólar cria oportunidade para o Banco de Moçambique baixar as taxas de juro no país, de modo a estimular os investimentos e a produção interna, para fazer face ao défice da conta corrente.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considera que, devido à paralisação dos grandes projectos da indústria extractiva, o país reduziu as importações e, consequentemente, a demanda interna por divisas.

Mesmo com a apreciação da moeda nacional, o presidente da CTA, Agostinho Vuma, considera que Moçambique continua sem capacidade para comprar o dólar a 60 meticais por unidade. “Para o sector privado moçambicano, o mais importante, agora, é a redução das taxas de juro, dos custos de produção e aumento de investimentos para fazer face ao défice balança de pagamentos”, enfatizou Vuma.

O internacional moçambicano, Luís Miquissone, terminou a fase de grupos da presente edição da Liga dos Campões africanos a co-liderar a lista dos melhores marcadores, com três golos. O “menino de Angónia” fez os três golos nas vitórias do Simba diante do Al Alhy, a tangente, frente ao Al Merrikh, por 3-0, e contra o AS Vita Club, por 4-1, todos os jogos disputados em Dar-Es-Salaan.

Na mesma lista dos melhores marcadores, junto do internacional moçambicano, estão outros quatro jogadores, nomeadamente o tunisino Mohamed Rhomdane, do Espérance Tunis, o marroquino Ayoubi El Kabbi, o argelino Amir Sayoud do CR Belouizdad e o egípcio Mohamed Sherif do Al Ahly, segundo escreve o Olho Clínico.

Fora de portas, Luís Miquissone não apontou nenhum golo, mas ajudou a sua equipa a terminar em primeiro lugar no seu grupo, com 13 pontos, seguido pelo Al Ahly do Egipto, com 11, assegurando um lugar nos quartos-de-final da liga milionária africana.

Para além de marcar golos pelo Simba, o internacional moçambicano tem sido eleito para o onze da jornada, a última vez na quinta jornada da prova.

O Simba só vai conhecer o seu adversário nos quartos-de-final a 30 de Abril, quando se realizar o sorteio da competição, que espera pelo término da fase de grupos da Taça CAF, que rodou este final de semana a sua quarta jornada.

O clube tanzaniano, no qual milita o internacional moçambicano, estará no pote dos cabeças de série, reservado aos vencedores dos quatro grupos, nos quais estarão, também, o Mamelodi Sundowns da África do Sul, Wydad Casablanca do Marrocos e Espérance de Tunis da Tunísia.

No sorteio do dia 30 de Abril, as equipas do pote de cabeças-de-série vão defrontar outras que terminaram em segundo nos seus grupos, nomeadamente Al Ahly do Egipto, Belouizdad da Argélia, MC Alger da Argélia e Kaizer Chiefs da África do Sul.

Nos quartos-de-final, o Simba não deverá cruzar o caminho do Al Ahly por terem estado no mesmo grupo na fase anterior, podendo defrontar as restantes três equipas, nomeadamente o Belouizdad da Argélia, MC Alger da Argélia ou o Kaizer Chiefs da África do Sul. Mas, esta fase abre espaço para as equipas do mesmo país se defrontarem, caso das equipas sul-africanas, que podem cruzar-se, se o sorteio assim ditar.

Os jogos dos quartos-de-final, das meias-finais e da final, terão lugar em Maio próximo.

O Sporting Clube de Portugal, equipa na qual milita o moçambicano Jeremias Manjate, conquistou, no final de semana, a sétima Taça de Portugal em basquetebol sénior masculino.

Foi preciso serem mortais para vencerem o Imortal BC, por 83-59, por forma a garantirem a segunda Taça consecutiva para o poste moçambicano, depois de, no ano passado, terem vencido, na final, o FC Porto. Os “leões” repetem a proeza de há 47 anos, quando venceu a competição por duas ocasiões seguidas.

Aliás, para chegar a esta final, o FC Porto foi a vítima do Sporting, mostrando o seu melhor momento na bola ao cesto em masculinos e, diante da equipa, sensação deste ano, que eliminou o SL Benfica nas meias-finais, não teve muitas dificuldades e acabou por vencer por 24 pontos e conquistar o troféu.

Jeremias Manjate esteve no 12 escolhido para esta final e teve alguns minutos em campo, tendo contribuído com um ponto para o conjunto de Luís Magalhães que não deu qualquer hipótese ao Imortal BC e foi construindo, aos poucos, uma vantagem confortável, que se fixou nos 32-44 ao intervalo.

Nos dois últimos períodos, o Sporting manteve-se cada vez mais confiante, com o adversário a tentar responder com lançamentos de três pontos, na maioria das vezes sem sucesso, para evitar ter de furar a defesa leonine bem composta.

Sem espaço para contrariar o favoritismo dos “leões”, o Imortal BC acabou por vergar no final e o resultado de 83-59 acabou por não ser contestado e merecido para o vencedor.

Depois desta partida disputada no passado domingo, os Leões voltam a entrar em acção no próximo sábado, dia 17 de Abril, na deslocação à casa da UD Oliveirense (5° com 43 pontos), em jogo referente à última jornada da fase regular da Liga Placard, a precisar de vencer para fazer a dobradinha, tendo em conta que lidera com mais um ponto em relação ao FC Porto.

Mais de 40 pessoas, dentre as quais agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), contraíram ferimentos graves e ligeiros em consequência de um acidente de viação ocorrido na manhã desta segunda-feira na Estrada Circular de Maputo.

Os feridos foram evacuados para o Hospital Geral José Macamo que, segundo a directora clínica desta unidade sanitária, Ermelinda Chamba, dos 47 feridos um encontra-se em estado grave.

“Esse ferido teve um traumatismo craniano encefálico grave, foi transferido para o Hospital Central de Maputo e temos outros dois que estão em estado moderado e nós estamos a vigiar”.

Para além de vítimas humanas, o acidente, que ocorreu por volta das 8:45, resultou em danos materiais de duas viaturas pesadas (da UIR e outra que transportava areia).

Segundo testemunhas, o acidente foi originado por uma viatura ligeira que cortou prioridade a outra da UIR que, logo de seguida, despistou e capotou, projectando cerca de 50 agentes que se faziam transportar na viatura.

Testemunhas avançam ainda que, após a queda das vítimas, na estrada, a viatura que seguia atrás, na tentativa de evitar o atropelamento, se desviou e embateu contra as barreiras da estrada, resultando, igualmente, em danos.

“O acidente teria sido pior, porque aquele camião teria atropelado essas pessoas que caíram aqui, a sorte foi do condutor que se controlou e preferiu esquivar estas pessoas”, contou, Alberto Cossa.

A Polícia de Trânsito presume que o corte de prioridade, por parte de uma viatura ligeira que não se encontrava no local, no momento em que “O País” gravou a matéria, tenha sido a causa do acidente.

“É possível que o excesso de velocidade seja também o motivo do acidente, mas ainda vamos apurar. Neste momento, estamos a tentar remover o veículo para o trânsito voltar a fluir normalmente”, disse Afonso Patrice.

No local do sinistro, eram visíveis os estragos. Para além da viatura capotada, do óleo que escorria pela estrada, viam-se, também, calçados, roupas, estilhaços de telemóveis e outros pertences das vítimas.

Alguns agentes da Polícia de Trânsito, que se dirigiram ao local para socorrer as vítimas, tentavam recuperar alimentos e produtos de higiene pessoal que eram transportados pelos agentes da UIR.

Mais um grupo de funcionários do sector de educação, da província de Sofala, foi detido em conexão com o desvio de 40 milhões de meticais, que foram canalizados de forma indevida para as suas contas, nos últimos dois anos.

Entre princípios de 2018 e finais do ano passado, um grupo de funcionários cujo número ainda não foi confirmado, afectos ao sector de educação no distrito de Nhamatanda, apoderou-se de forma indevida de cerca de 40 milhões de meticais. Os valores eram canalizados para as suas contas salariais.

Os funcionários em causa receberam valores que variam. Dados, que ainda estão a ser compulsados pelo Gabinete provincial de combate à Corrupção em Sofala, indicam que alguns receberam mais de dois milhões de meticais e outros cerca de 300 mil. O dinheiro era canalizado todos os meses para as suas contas, como se fossem salários, pagamentos de horas extras ou bónus. Alguns auferiram 200 mil meticais por mês.

Alguns destes funcionários, actualmente, exercem outras actividades noutros sectores públicos como é o caso do Conselho Autárquico de Nhamatanda. Todos foram detidos na semana finda, e entre hoje e amanhã, as prisões serão legalizadas, segundo o gabinete de combate à corrupção em Sofala, que garantiu que, nesta terça-feira, vai pronunciar-se publicamente sobre este assunto, estando, neste momento, a recolher mais dados sobre este caso.

Refira-se que, no início deste ano, um outro grupo de 18 funcionários também do sector de educação foi igualmente detido na cidade da Beira, indiciado de desvio de mais de 14 milhões de meticais, ao longo do ano passado, usando o mesmo esquema. Eram, no total, 20, sendo que dois dos quais fugiram e os outros aguardam pelo julgamento.

A Venezuela vai produzir, por mês, dois milhões de doses da vacina cubana Abdala contra a COVID-19, anunciou o Presidente do país, Nicolás Maduro.

Para a produção mensal de dois milhões de doses da vacina cubana, baptizada com o nome Abdala, contra o novo Coronavírus, foram assinados alguns acordos e vários outros serão rubricados com países como a China e a Rússia.

Segundo Nicolás Maduro, a vacina Abdala será produzida nos laboratórios venezuelanos a partir de Agosto ou setembro. O imunizante ainda se encontra na fase de testes e os estudos decorrem conforme o esperado.

Na última quinta-feira, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, disse que a vacina cubana Abdala seria produzida num laboratório estatal em Caracas, capital do país.

O Governo venezuelano espera vacinar, este ano, 70 por cento dos mais de 28 milhões da sua população, com as vacinas da Rússia, da China, de Cuba e através do mecanismo COVAX, coordenado pela Organização Mundial de Saúde.

A Venezuela já recebeu 750 mil vacinas, das quais 250 mil são Sputnik V, fabricada pela Rússia, e 500 mil da Sinopharm, da China.

Até domingo, a Venezuela registava 174.887 infecções por COVID-19 e 1.778 mortos, desde o início da pandemia no país, em Março do ano passado.

O Irão acusou, hoje, Israel pelo incidente ocorrido na madrugada de domingo, um dia depois de serem lançados na central reatores mais avançados e fundamentais para o programa de enriquecimento de urânio do país. O Irão descreveu o facto como um acto de “terrorismo nuclear”.

“Com esta acção, o regime sionista vingou-se do povo iraniano pela paciência e sabedoria que demonstrou enquanto aguardava pelo levantamento das sanções”, disse o porta-voz dos Negócios Estrangeiros do Irão, Said Khatibzadeh numa conferência de imprensa em Teerão.

No domingo, a televisão estatal iraniana, citando o porta-voz do programa nuclear civil do Irão noticiou que as instalações nucleares de Natanz tinham sofrido um “incidente” na rede de distribuição eléctrica.

Numa declaração pública, o porta-voz disse que não houve feridos nem fugas radioativas. Behrouz Kamalvandi não apontou culpados e garantiu que o incidente está a ser investigado, mas horas depois, a televisão estatal do país leu uma declaração do chefe da organização que condena e descreve o incidente como “sabotagem” e “terrorismo nuclear”.

O Presidente, Hassan Rohani, tinha inaugurado a nova fábrica de montagem de centrifugadoras em Natanz 24 horas antes.

As novas centrifugadoras oferecem ao Irão a capacidade de enriquecer urânio mais rapidamente e em maiores quantidades, em volumes e com um grau de refinamento proibido pelo acordo de 2015 alcançado em Viena entre o país e a comunidade internacional, escreve o Notícias ao Minuto citando a Lusa.

A central foi alvo de sabotagem no passado. O vírus informático Stuxnet, descoberto em 2010 e considerado como uma criação conjunta de Israel e dos Estados Unidos, destruiu reatores em Natanz.

Desta vez, o incidente acontece numa altura em que representantes dos países que assinaram o acordo nuclear em 2015 discutem o regresso dos Estados Unidos e o levantamento das sanções ao Irão.

A escritora Suzy Bila publicou o seu primeiro infanto-juvenil em Portugal. O livro Lamura será lançado numa cerimónia logo que as condições de segurança sanitária estiverem garantidas.

 

Lamura é o título do livro de estreia de Suzy Bila. O infanto-juvenil, constituído por 57 páginas, já se encontra nas livrarias de Lisboa há aproximadamente um mês, aguardando, agora, pelo dia de lançamento.

Em termos de enredo, o livro de Suzy Bila traz a história de um menino, Lamura, que cresce à volta da fogueira, ouvindo histórias contadas pelo pai. Na ficção, é através dessas histórias que o mundo da personagem ganha novos horizontes, pois cada palavra nova leva o menino a pensar no desconhecido. Assim, segundo adianta a autora, a metamorfose é uma palavra mágica que abre, no imaginário da personagem, gavetas nas quais respostas para as suas inquietações estão ainda escondidas.

Esta é uma história sobre a criança e sobre o seu universo. Um dia, algo vindo de fora emudece a aldeia e Lamura e o seu companheiro farão uma caminhada até aos lugares nos quais a sobrevivência é uma miragem e o sonho perdeu a luz. Ao protagonista, só resta o espaço do passado, as imagens da aldeia perdida e uma palavra em que se esconde uma mudança que será tão breve, como o tempo de uma borboleta. Lamura verá, finalmente, o que procurava por detrás dessa palavra. E a questão que se coloca é: que descoberta terá feito?

A história foi escrita e ilustrada por Suzy Bila, que, além de escritora, é artista plástica, com várias exposições individuais realizadas em Moçambique e em Portugal, onde vive e trabalha. De acordo com a autora, a história é inspirada em acontecimentos verdadeiros e mostra como o poder da palavra no imaginário fértil de uma criança desvaloriza o tamanho dos obstáculos. Igualmente, a narrativa faz do nada surgir o significado da liberdade. Por fim, Lamura mostra ainda alguns dos problemas políticos e sociais contemporâneos que merecem um olhar amplo e uma resposta urgente, para a construção de uma sociedade mais humana, onde todas as crianças possam usufruir plenamente dos seus direitos.

Em Moçambique, o livro de Suzy Bila sai sob a chancela da Escola Portuguesa.

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