O desvio de combustível numa bomba de abastecimento na Matola terminou com o encerramento do estabelecimento e a revogação da licença do operador. O caso foi despoletado por um vídeo amador que circulou nas redes sociais, numa altura em que o país regista uma crise de combustível.
Enquanto milhares de automobilistas e transportadores passam horas à procura de combustível no Grande Maputo, um vídeo amador mostra as imagens de um camião cisterna a ser abastecido, directamente, numa bomba no bairro Tchumene.
O cenário gerou indignação pública, nas redes sociais, sobretudo porque, em meio à escassez, o combustível que deveria servir o consumidor final estava a ser canalizado para outro circuito de distribuição.
A prática foi considerada grave pelas autoridades do sector energético, que encerraram a bomba e revogaram a licença do operador, esta segunda-feira, após uma investigação conjunta da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis (DNHC), Inspecção-Geral do Ministério dos Recursos Minerais e Energia e Autoridade Reguladora de Energia.
“Constatamos que, de facto, esse posto abasteceu o camião cisterna, o que constitui uma violação grave à legislação em vigor. Esta é a acção máxima, a revogação da licença. Significa que esse operador já não poderá comercializar seus produtos aqui nesse posto”, explicou Emília Muchate, chefe do departamento de fiscalização da DNHC
As autoridades desencorajam práticas do género e avisam que a lei vai pesar sobre os prevaricadores.
“Desde já, apelar a todos os operadores para não enveredar por essa prática que o posto de abastecimento é um local onde abastece apenas para o consumidor final”, acrescentou Muchate. Nesta altura, o operador que viu igualmente o posto de venda de gás de cozinha encerrado, terá de seguir os procedimentos legais subsequentes.
A província de Nampula enfrenta sérios desafios no sector da saúde, com cerca de 90 mil crianças excluídas do programa de vacinação nos últimos tempos, devido à insuficiência de recursos financeiros, fragilidade das actividades comunitárias e insegurança em algumas zonas da região.
Os dados foram divulgados pelas autoridades provinciais de saúde, que alertam para o risco de aumento de doenças evitáveis por vacinação caso não sejam reforçadas urgentemente as campanhas de imunização.
Com mais de 200 unidades sanitárias distribuídas pelos 23 distritos da província, o sistema de saúde continua a enfrentar dificuldades logísticas e operacionais para garantir cobertura vacinal universal, sobretudo nas comunidades remotas e em áreas afectadas por instabilidade.
A directora provincial de Saúde em Nampula, Celma Chavier, reconheceu que a fraca mobilização comunitária e os constrangimentos financeiros comprometeram o alcance das metas definidas pelas autoridades sanitárias.
“Perdemos perto de 90 mil crianças que não foram vacinadas completamente. É um número muito grande e temos de conseguir abranger todas elas para evitar doenças provenientes da falta de vacinação”, afirmou.
Perante o cenário, o Governo provincial e parceiros de cooperação lançaram um projecto de fortalecimento do sistema de distribuição de vacinas, iniciativa que deverá abranger inicialmente cinco distritos considerados críticos em termos de cobertura vacinal.
O governador de Nampula, Eduardo Abdula, explicou que o projecto pretende alcançar perto de 100 mil crianças, reforçando o acesso aos serviços de vacinação em zonas de difícil alcance.
“Com esta iniciativa iremos reforçar a cobertura vacinal nos cinco distritos abrangidos, alcançando comunidades mais remotas e garantindo que as crianças recebam integralmente as vacinas previstas no calendário nacional”, declarou.
Além do reforço da vacinação, o projecto prevê melhorias nos sistemas de recolha e gestão de dados sanitários, considerados essenciais para identificar crianças fora do sistema de imunização e melhorar o planeamento das campanhas.
“Vamos igualmente melhorar a qualidade dos dados do sistema de informação em saúde, assegurando registos mais fiáveis e actualizados”, acrescentou o governador.
A iniciativa contempla ainda a formação de mais de 90 profissionais de saúde e a criação de brigadas móveis que deverão intensificar as campanhas comunitárias de vacinação.
Organizações ligadas à saúde defendem que, além do financiamento, o sucesso das campanhas dependerá também do reforço da sensibilização comunitária, do combate à desinformação e da melhoria das condições de segurança em algumas regiões da província.
O Governo poderá avançar, nos próximos tempos, com um novo levantamento da suspensão das actividades mineiras na província de Manica, medida que vigora desde Setembro do ano passado, devido aos elevados níveis de degradação ambiental, sobretudo a poluição de rios causada pela exploração mineira.
A decisão está ainda em avaliação, mas as autoridades provinciais consideram existirem sinais de melhoria no cumprimento das exigências ambientais impostas às empresas mineiras após oito meses de restrições.
A suspensão das licenças foi decretada a 30 de Setembro do ano passado, numa altura em que o Executivo denunciava graves danos ecológicos provocados por operadores mineiros, além do incumprimento das obrigações de responsabilidade social junto das comunidades locais.
Representantes de algumas empresas garantem agora estar a implementar medidas correctivas exigidas pelo Governo.
“Realizámos a deposição dos solos e temos a nossa situação regularizada. Pretendemos manter reuniões constantes com os líderes comunitários para identificar outras áreas que podemos apoiar”, afirmou um representante mineiro durante um encontro com as autoridades provinciais.
O secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, reconheceu que as avaliações feitas pelas equipas de fiscalização apontam para melhorias significativas no cumprimento das normas ambientais.
“Penso que haverá um terceiro levantamento, porque temos estado sempre a avaliar as empresas através de uma comissão multissectorial. Sentimos que, pelo menos ao nível do cumprimento do decreto, não há problema”, declarou.
Segundo Lindonde, o Governo prepara-se para autorizar mais um grupo de empresas a retomar as operações mineiras na província, embora ainda sem anunciar data.
O dirigente acrescentou que o relacionamento entre o Governo e as empresas mineiras permanece estável, mas alertou para o crescimento da mineração ilegal, apontado actualmente como um dos maiores desafios do sector extractivo em Manica.
“O grande problema, neste momento, é o garimpo ilegal. Isso nunca chegou a parar. Temos estado a dialogar com os garimpeiros para obedecerem a algumas regras e evitar problemas de degradação ambiental”, explicou.
As autoridades reconhecem dificuldades em controlar a actividade de mineradores artesanais que invadem áreas concessionadas, muitas vezes sem observância de normas ambientais e de segurança.
Dados do Governo indicam que o levantamento da suspensão já ocorreu em duas fases. A primeira beneficiou empresas que não exploram ouro, enquanto a segunda abrangeu apenas seis empresas ligadas à exploração aurífera.
O Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Guebuza desafia as Forças Armadas de Defesa de Moçambique a privilegiarem a cooperação civil-militar para lograr sucesso no teatro operacional norte. A escola de estudos de defesa alerta para a observância escrupulosa dos direitos humanos nas operações militares.
Oficiais superiores das Forças Armadas de Defesa de Moçambique reuniram-se junto do Alto-Comissariado das Nações Unidas na primeira conferência sobre os direitos humanos promovida pelo Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Guebuza. A escola de estudos de defesa recomenda a observância escrupulosa dos direitos humanos nas operações militares.
“Uma das formas é no respeito ao ser humano na realização das funções ou nas operações militares, respeito ao ser humano, preservando o direito à vida àquele que não estiver em situações de operações. Vou dar um exemplo: numa situação em que há uma certa comunidade, está deslocada, vou considerar assim, deslocada do centro urbano, do distrito, por exemplo, e esta comunidade, estando numa situação inofensiva ou numa situação de busca de salvação diante do inimigo, o que as Forças Armadas fazem é salvar esse povo, salvar essa comunidade, trazendo a paz sem criar alguma violência ou alguma operação militar, vou dizer assim, a essa comunidade”, explicou o coronel Elias Hachimo.
O secretário permanente do Ministério da Defesa Nacional desafiou as Forças Armadas e Defesa de Moçambique a privilegiarem sempre a cooperação civil-militar para lograr sucesso no teatro operacional.
“Esta iniciativa insere-se no quadro dos esforços conjuntos que o sector da Defesa e o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos vêm desenvolvendo para reforçar e aprimorar a integração dos direitos humanos nas funções das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Neste contexto, importa lembrar que os progressos alcançados nos últimos anos incluem a formação em Direitos Humanos e o apoio técnico para a produção de materiais pedagógicos para o uso nos estabelecimentos de ensino e formação militar e representam passos concretos no aprimoramento do quadro institucional das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, no âmbito dos direitos humanos. É precisamente para consolidar esses avanços e reflectir sobre os desafios persistentes que esta conferência se realiza, sob o lema ‘Garantir a conformidade e respeitar os direitos humanos através de parcerias estratégicas’”, avançou Casimiro Mueio, secretário permanente do Ministério da Defesa.
Para o Alto-Comissariado das Nações Unidas, a promoção dos direitos humanos deve merecer uma coordenação interinstitucional.
“A promoção e protecção dos direitos humanos constituem uma responsabilidade partilhada que exige cooperação interinstitucional, capacitação contínua, mecanismos eficazes para assegurar a sua efectiva implementação. É neste âmbito que as agências das Nações Unidas têm vindo a estabelecer uma cooperação estreita com agências de defesa e segurança em Moçambique”, disse Catherine Sozi, representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas, destacando a importância da “conversa entre o Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e o Ministério da Defesa Nacional, orientada para a contínua integração dos direitos humanos nas funções das Forças Armadas de Defesa de Moçambique”.
A primeira Conferência sobre os Direitos Humanos e as Forças Armadas e Defesa de Moçambique termina nesta terça-feira.
O Presidente a Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, disse estar convicto que a Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (AP-CPLP), sob a liderança de Moçambique, pode dar um contributo relevante para que esta comunidade promova uma mobilidade mais fácil, tornando-se assim um organismo capaz de promover mais trocas comerciais e desenvolvimento dos países membros.
Almeida, que falava nesta segunda-feira, em Sessão Solene na Sede do Parlamento moçambicano, por ocasião da sua visita oficial à Maputo, sublinhou que Luanda está pronta para acolher a XV Assembleia Plenária da AP- CPLP, sendo uma oportunidade para que os parlamentos dos estados membros reafirmem o pilar económico como determinante para o futuro da CPLP.
“É essencial que trabalhemos com celeridade para que a nossa instituição seja formalmente constituída em sede da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo condição essencial para a sua normalização” disse Almeida acrescentando que é importante que as agendas parlamentares priorizem temas que afligem o povo.
O Presidente do Parlamento angolano destacou, ainda, a redução das desigualdades sociais, a construção de sociedades capazes de gerar oportunidades iguais para todos, a segurança alimentar, a redução da pobreza, o aumento do acesso e a melhoria da qualidade dos serviços de educação e de saúde, o aumento do acesso a água e a energia, a construção de mais infra-estruturas como questões essenciais para o desenvolvimento económico.
Num outro desenvolvimento do seu discurso, Almeida sublinhou que uma sociedade que discrimina as mulheres coloca de lado um dos principais activos para a promoção do desenvolvimento, por isso defende ser importante que se continue adoptando políticas com vista à promoção da mulher, como meio de corrigir desequilíbrios forjados pela história.
“No Parlamento angolano existem 89 Deputadas representando cerca de 40 porcento de presença feminina”, disse, afirmando que a mulher é um pilar estruturante para estabilidade social e uma verdadeira guardiã da paz, jogando um papel extraordinário nas famílias e nas comunidades onde actua como motor de coesão social.
O deputado apelou, em seguida, aos parlamentos para que continuem a ser vozes activas e órgãos incentivadores da adopção de políticas e medidas para a geração de mais emprego, habitação, formação profissional e capazes de preparar os jovens para desafios do presente e futuro.
Para De Almeida, os legisladores devem acompanhar a revolução digital de modo a proteger a economia, a cultura e as nossas nações, para não correr o risco de os algoritmos definidos a milhares de distância determinem o curso do nosso destino.
“Uma abertura ao mundo da informação global que não seja capaz de proteger o interesse nacional será uma abertura ao neocolonialismo”, disse De Almeida, acrescentando que os parlamentos devem ser guardiões da democracia representativa, defendendo ameaças de novos tempos que minam a credibilidade das instituições democráticas.
De Almeida destacou a importância de os parlamentos participarem na resolução pacífica de vários conflitos erguendo firme a sua voz no exercício da diplomacia parlamentar para que as armas cedam espaço ao diálogo e se compreenda que o mundo precisa mais de cooperação do que competição.
“Enquanto parlamentos juntemos energias nas diferentes plataformas parlamentares globais e regionais a favor de reformas profundas no sistema de governação global e África não pode continuar a assistir pela televisão, merece ser participante directo e relevante nos mais diferentes espaços de decisão estratégica global”, disse.
A visita do Presidente da Assembleia Nacional de Angola termina na próxima quinta-feira, dia 30 de Abril.
Persistem dificuldades de circulação na cidade de Tete devido à degradação das vias, com prejuízos para automobilistas. O Conselho Municipal admite falta de recursos e falhas dos empreiteiros na qualidade das obras.
A degradação acentuada de várias vias de acesso na autarquia, está a gerar crescente insatisfação entre automobilistas e residentes, que denunciam dificuldades de circulação e prejuízos constantes nas suas viaturas.
Os munícipes questionam a qualidade das obras de asfaltagem, realizadas, recentemente, alegando que a sua durabilidade não ultrapassou um ano, e o caso da estrada que liga o bairro Canongola ao maior mercado grossista da província. Outro ponto crítico é o percurso entre o Instituto de Ciências de Saúde e a Escola Castro Teófilo, no bairro Matema, o troço que parte da Shoprite até à Escola Ngungunhane, que também não foge à regra.
O Conselho Municipal da cidade de Tete, através do vereador de Infra-estruturas e Trânsito, admite limitações financeiras para a utilização de material de maior durabilidade, mas aponta falhas por parte dos empreiteiros no cumprimento dos padrões exigidos.
O vereador afirmou que decorrem trabalhos de manutenção de rotina em algumas vias de acesso, ao longo de vários bairros da cidade de Tete.
Três pessoas foram linchadas até à morte no distrito de Namacurra, na localidade de Muceliua, posto administrativo de Macuse, após serem acusadas de provocar o suposto atrofiamento de órgãos genitais em jovens. Já em Quelimane, outras sete pessoas estão em contas com a polícia por incitamento a violência.
A Polícia da República de Moçambique já reagiu e esclarece que não há qualquer evidência que sustente as acusações, classificando o caso como resultado de boatos e desinformação.
Na cidade de Quelimane, sete jovens estão detidos, acusados de agredir fisicamente um cidadão de 55 anos, também suspeito de estar ligado à mesma prática.
Os acusados afirmam que a vítima seria responsável por casos de “atrofia do sistema genital masculino”, uma situação que, segundo explicaram, gerou pânico e culminou em agressões públicas no último domingo.
As autoridades voltam a apelar à população para evitar a disseminação de rumores e rejeitar actos de violência, lembrando que a justiça deve ser feita pelas vias legais.
Ainda neste domingo, a polícia confirmou a detenção de dois altos quadros do sector da Educação, no distrito de Mocuba, suspeitos de envolvimento na morte de uma criança e ferimento de outras, durante os jogos escolares da fase distrital.
A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) participou numa acção de limpeza da praia da Costa do Sol.
Esta iniciativa, dinamizada pela Cooperativa de Educação Ambiental Repensar, no âmbito do Dia Internacional da Terra, que se celebrou no passado dia 22 de Abril, contou com a participação de militares da EUMAM MOZ, que se juntaram a esta causa mostrando o seu compromisso com Moçambique.
A acção de limpeza da praia da Costa do Sol contou com mais de 200 participantes, e permitiu remover seis sacos de vidro partido, entre outros resíduos, da praia.
A participação da EUMAM MOZ neste tipo de atividades insere-se num conjunto de ações que visam a proteção do ambiente e a promoção de boas práticas sociais, através da colaboração e cooperação civil-militar (CIMIC) com organizações não governamentais moçambicanas e outras entidades.
A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu a Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC). A realização insere-se no quadro do reforço do diálogo entre a FUNDEC e os órgãos de soberania do Estado.
O encontro tem ainda como objectivo o em aprofundamento da cooperação da FUNDEC com entidades governamentais e legislativas, com vista a assegurar que as suas iniciativas técnicas, analíticas e estratégicas contribuam de forma efectiva para a formulação de políticas públicas e para o aperfeiçoamento do quadro legal e regulatório que rege a actividade económica nacional.
No âmbito do seu mandato institucional, a FUNDEC tem vindo a desenvolver iniciativas, com destaque para a produção de métricas económicas e empresariais concebidas para apoiar reformas e reforçar a tomada de decisão baseada em evidência.
Entre estas iniciativas, destacam-se instrumentos de inteligência económica orientados para a medição da competitividade empresarial, a avaliação do ambiente de negócios, a análise do emprego e da produtividade, bem como mecanismos de aferição da solidez e resiliência financeira das empresas.
Segundo o comunicado da FUNDEC, a audiência com a Presidente da Assembleia da República assume particular significado estratégico, tendo em conta o papel central deste órgão enquanto Casa Magna do Povo e instância legislativa suprema, determinante para o enquadramento jurídico das reformas económicas e institucionais necessárias ao fortalecimento do sector privado.
“A FUNDEC entende que o diálogo com o poder legislativo é essencial para que as iniciativas de inteligência económica e empresarial por si desenvolvidas possam contribuir para a construção de um quadro legal mais moderno, funcional e alinhado com as reais necessidades do sector empresarial moçambicano, promovendo maior previsibilidade, segurança jurídica, competitividade e atracção de investimento”, lê-se.
O Presidente da República reafirmou a aposta em avançar com a eventual construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo para Eswatini, com vista a aprofundar a cooperação bilateral, dinamizar a industrialização e reforçar a segurança energética na região, face ao actual contexto de instabilidade internacional.
O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou sábado a intenção de transformar Moçambique num hub regional de exportação de energia elétrica e a possibilidade de construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo para Eswatini. Estas prioridades estratégicas visam estreitar as relações de amizade e vizinhança, impulsionando a industrialização e a segurança energética na região face à atual conjuntura de instabilidade no Médio Oriente.
O Chefe do Estado moçambicano falava ao término da sua visita de trabalho ao Reino de Eswatini, onde participou nas celebrações do Jubileu de Rubi do Rei Mswati III. O evento assinalou os 40 anos de reinado do monarca, bem como o seu 58.o aniversário natalício, servindo de palco para discussões de alto nível sobre o futuro da cooperação bilateral.
Contextualizando a visita, o governante explicou que a presença moçambicana serviu para homenagear o percurso do Rei, que assumiu o trono em 1986. “Nós viemos a Eswatini no âmbito do convite de Sua Majestade, Rei Mswati III, por dois motivos. Primeiro, é a comemoração dos 40 anos em que ele está no trono, desde 1986, quando tinha 18 anos de idade e foi chamado — na altura ainda estava a estudar na Inglaterra — para assumir o trono depois do falecimento do seu pai; e até hoje passam 40 anos: 1986-2026”, afirmou.
Para além do simbolismo histórico, o Presidente moçambicano sublinhou a componente económica da deslocação, inserida na estratégia nacional de diversificação da economia.
Segundo o estadista, Moçambique está a posicionar-se como uma solução para os défices energéticos que afectam os países vizinhos, através de investimentos contínuos na capacidade de produção.
Neste sentido, a energia eléctrica surgiu como o ponto central das conversações. “E falámos sobre esse aspecto de Moçambique tornar-se um hub para a exportação de energia elétrica na região, e Eswatini mostrou esse interesse porque realmente tem esse desafio. Quer industrializar Eswatini, tem investimentos em Eswatini, mas o maior desafio é energia eléctrica e a solução está em Moçambique”, esclareceu o estadista.
A agricultura foi também apontada como uma área vital para a aprendizagem mútua. O Presidente da República manifestou o interesse de Moçambique em colher ensinamentos da experiência de Eswatini neste sector, visando aumentar os níveis de produção e produtividade interna para garantir a segurança alimentar das populações.
No domínio da logística, o Porto de Maputo consolidou-se como uma infraestrutura crítica para o país vizinho. O Chefe do Estado revelou a existência de planos para optimizar o transporte de recursos vitais: “E eles acham que, havendo um projecto — por exemplo, a construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo, que é mais próximo — fica mais fácil bombear os combustíveis para depósitos aqui em Eswatini”.
Esta necessidade de infraestruturas de transporte de combustível é acentuada pela instabilidade geopolítica global. O Presidente Chapo referiu que, “dada a conjuntura actual da guerra no Médio Oriente”, torna-se imperativo que os países da região equacionem a criação de grandes depósitos e sistemas de bombeamento seguros para salvaguardar as suas economias.
O projecto do pipeline, embora estratégico, seguirá agora para uma fase de avaliação técnica e financeira. “E achamos que é um projecto que é preciso nós sentarmos, fazermos um estudo e, em função disso, depois tomarmos a melhor decisão”, ressalvou o Chefe do Estado, reforçando o compromisso com uma gestão criteriosa dos recursos transfronteiriços.
A finalizar, o Presidente Daniel Chapo reiterou que a visita consolidou os laços políticos e diplomáticos, abrindo portas para uma integração comercial mais profunda através da zona de comércio livre africana.
O objectivo final, concluiu, é o fortalecimento das economias de ambos os países e o bem-estar dos povos moçambicano e swati.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |