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Pelo menos 3.102 pessoas foram afectadas pela queda de granizo que atingiu, no último sábado, o distrito de Muembe, província do Niassa, provocando danos em 892 habitações e deixando nove feridos, segundo dados das autoridades provinciais.

O fenómeno climático extremo afectou um total de 878 famílias e causou prejuízos significativos em infra-estruturas públicas e privadas, com destaque para a destruição da cobertura da maternidade da Unidade Sanitária de Chiuajuta, comprometendo temporariamente a prestação de serviços de saúde materno-infantil naquela região.

Na sequência dos estragos, a Governadora do Niassa, Elina Judite Massengele, deslocou-se ao distrito no domingo para avaliar a situação e prestar solidariedade às populações afectadas.

Durante a visita, a governante assegurou que o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em coordenação com outros sectores do Governo, já está a mobilizar assistência de emergência para as famílias atingidas, bem como recursos para a reposição urgente da maternidade danificada.

“A prioridade é garantir o rápido restabelecimento dos serviços de saúde e apoiar as comunidades afectadas”, indicou a governadora, citada numa nota divulgada pelo Executivo Provincial.

As autoridades provinciais referem que continuam a acompanhar a evolução da situação no terreno, ao mesmo tempo que decorrem esforços para a recuperação das infra-estruturas afectadas e o reforço da capacidade de resposta das comunidades perante eventos climáticos extremos.

O Governo Provincial sublinha que a ocorrência constitui mais um desafio associado às alterações climáticas, defendendo a necessidade de investir na resiliência das populações e na protecção das infra-estruturas essenciais.

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A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu, nesta segunda-feira, na sede do Parlamento, em Maputo, o embaixador da República Federal da Alemanha acreditado em Moçambique, Ronald Münch, num encontro que marcou a apresentação de cumprimentos de despedida do diplomata.

Durante a audiência, o embaixador alemão fez um balanço da sua missão no País, destacando os principais marcos da cooperação bilateral entre Moçambique e a Alemanha. Münch sublinhou o potencial do povo moçambicano e a importância de aprofundar as relações nos domínios político, económico, social e da cooperação para o desenvolvimento.

O diplomata enalteceu ainda os laços históricos que unem os dois países, construídos ao longo de décadas através de intercâmbios académicos, profissionais e culturais. Manifestou igualmente interesse na continuidade e no reforço da cooperação entre os parlamentos de Moçambique e da Alemanha, incluindo a possibilidade de realização de encontros virtuais entre representantes das duas instituições legislativas.

Por seu turno, o porta-voz da presidente da Assembleia da República, Oriel Chemane, afirmou que Margarida Talapa felicitou o diplomata pelo trabalho desenvolvido ao longo da sua missão em Moçambique, considerando que a sua actuação contribuiu para o fortalecimento das relações de amizade e cooperação entre os dois povos.

Segundo Chemane, a presidente da Assembleia da República expressou ainda o reconhecimento pelo apoio multiforme prestado pela República Federal da Alemanha a Moçambique em diversos sectores de desenvolvimento, com destaque para a assistência em situações de emergência provocadas por desastres naturais que afectam ciclicamente o País.

A líder parlamentar agradeceu igualmente o contínuo apoio alemão ao processo de desenvolvimento nacional, sublinhando o contexto internacional marcado pela redução dos recursos destinados à cooperação para o desenvolvimento.

O encontro foi descrito como uma ocasião de reafirmação das boas relações entre os dois países e de compromisso com a continuidade da cooperação institucional e diplomática.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, procura, nesta terça-feira, reencontrar-se com os bons resultados quando defrontar a Indonésia, em partida amigável da Data-FIFA, marcada para o Estádio Gelora Bung Karno, em Jacarta.

Depois da derrota por 4-1 diante de Omã, os Mambas chegam ao confronto com a Indonésia determinados a corrigir os erros identificados no primeiro teste realizado em solo asiático e a demonstrar uma imagem mais próxima daquela que permitiu à equipa alcançar resultados positivos nos últimos meses.

Para Dário Melo, o grupo já identificou as falhas que comprometeram o desempenho frente aos omanenses. O médio acredita que a resposta poderá surgir diante dos anfitriões.

“Para o jogo de ontem (domingo), eu acho que nos faltou um pouco de concentração e acabámos por pagar caro pelos erros. Mas para o jogo de amanhã (hoje) estamos convictos de que iremos vencer e seremos vitoriosos contra a Indonésia”, afirmou.

O jogador reconhece que a selecção moçambicana terá pela frente um ambiente difícil, num estádio que deverá estar repleto de adeptos indonésios, mas considera que o apoio do público local não será determinante.

“Sabemos que estamos no País deles e vai ser um pouco difícil por causa do apoio dos adeptos, mas tenho certeza de que iremos ser vitoriosos”, sublinhou.

Dário Melo aproveitou igualmente para deixar uma mensagem aos adeptos moçambicanos, apelando à confiança na equipa apesar do resultado negativo registado diante de Omã.

“Peço aos moçambicanos que continuem a apoiar-nos e não fiquem desanimados com o resultado de domingo. Amanhã (referindo-se a hoje), vamos procurar dar uma resposta positiva”, declarou.

Também o capitão Edmilson Dove mostrou confiança na capacidade de reacção da equipa nacional, embora reconheça que a exibição diante de Omã ficou aquém das expectativas.

“Tivemos um jogo menos conseguido e estamos cientes de que nem tudo aquilo que fizemos nos saiu da melhor forma possível. Já estamos a trabalhar para melhorar os aspectos que temos de corrigir e manter as poucas coisas boas que fizemos durante os 90 minutos”, referiu.

O experiente defesa considera que a equipa deve encarar o próximo desafio com optimismo e espírito de crescimento.

“O objectivo é sempre crescer. Nem tudo aquilo que desejamos corre da melhor forma possível, mas estamos de cabeça levantada e focados no jogo de amanhã, na esperança de conseguirmos um resultado positivo”, acrescentou.

Sobre o ambiente que os Mambas encontrarão em Jacarta, Dove reconhece a força do apoio dos adeptos da casa, mas garante que a selecção está preparada para o desafio.

“Os adeptos vão naturalmente apoiar a equipa da casa, mas este é um momento para desfrutar e representar Moçambique da melhor forma possível, sem olhar para o resultado passado e com uma mentalidade positiva.”

O capitão destacou ainda o ambiente vivido no seio da selecção nacional, sobretudo numa convocatória marcada pela integração de vários estreantes.

“O ambiente é de harmonia e de família. Todos os que chegam são bem-vindos porque vêm para ajudar e dar o seu contributo. Aqui não existem hierarquias, somos todos iguais e estamos todos aqui para representar Moçambique”, afirmou.

O duelo entre Moçambique e Indonésia será histórico, já que marcará o primeiro confronto entre as duas selecções. Para os Mambas, a partida representa não apenas uma oportunidade de recuperação após a derrota frente a Omã, mas também um importante teste no processo de preparação para os próximos compromissos oficiais, incluindo as qualificações para o Campeonato Africano das Nações, em Setembro e Outubro.

A expectativa da equipa técnica liderada por Chiquinho Conde é que a selecção apresente maior consistência defensiva, melhor aproveitamento das oportunidades criadas e uma atitude competitiva capaz de traduzir em campo a confiança demonstrada pelos jogadores na antevisão ao encontro.

O Parque Nacional de Zinave tornou-se a primeira área de conservação de Moçambique a acolher rinocerontes brancos, numa operação que marca um momento histórico para a preservação da biodiversidade e para o turismo de natureza no País.

Os animais foram translocados a partir do Parque Nacional do Kruger, na África do Sul, numa operação que envolveu uma viagem de mais de mil quilómetros até ao seu novo habitat, na província de Inhambane. A iniciativa insere-se nos esforços de repovoamento e restauração ecológica em curso no parque.

Com esta introdução, o Zinave passa a integrar o grupo das áreas de conservação nacionais que albergam espécies emblemáticas da fauna africana, reforçando a sua posição como um dos principais santuários de vida selvagem em Moçambique.

Segundo o administrador do Parque Nacional de Zinave, António Abacar, a chegada dos rinocerontes representa um passo significativo na consolidação da diversidade animal da reserva.

“Faz com que a população cresça um pouco mais. Estamos a falar de uma população já significativa de animais dentro do parque. Esta espécie vem complementar aquilo que é a referência dos Big Five, que incluem o rinoceronte, o elefante, o leão, o leopardo e o búfalo”, afirmou.

O responsável destacou ainda que o parque regista actualmente um crescimento contínuo da fauna, resultado dos programas de repovoamento implementados nos últimos anos.

“Envolvemos 16 espécies diferentes até este momento e estamos a notar que a população vai crescer. No ano passado, fizemos uma contagem aérea simbólica e apurámos que temos mais de 5 mil animais dentro do sistema”, acrescentou.

O regresso de espécies de grande porte ao Zinave é visto pelas autoridades como um indicador de recuperação ecológica, após anos de intervenções de reabilitação do ecossistema e reforço das medidas de conservação.

Paralelamente, o parque enfrenta desafios relacionados com a exploração ilegal de recursos naturais e a caça furtiva, embora as autoridades garantam que a pressão tem vindo a diminuir.

“O grande problema, neste momento, é a exploração florestal dentro do parque, com destaque para espécies específicas. Isto nos preocupa, mas estamos a trabalhar com as comunidades. Em relação à caça, é mínima, neste momento, e não temos presença de armas de grande calibre dentro do sistema”, explicou António Abacar.

O administrador sublinhou ainda o impacto positivo das campanhas de sensibilização realizadas junto das comunidades locais, incluindo programas de entrega voluntária de armas em anos anteriores, o que contribuiu para a redução de práticas ilegais.

Parceira do processo de recuperação do parque há cerca de uma década, a Peace Parks Foundation considera que os investimentos realizados estão a produzir resultados concretos, tanto na conservação da fauna como no desenvolvimento sustentável das áreas circundantes.

O impacto já se faz sentir também no turismo. No último ano, cerca de 500 visitantes escolheram o Parque Nacional de Zinave como destino, número que tende a aumentar com a crescente visibilidade do parque como um dos poucos locais da região onde é possível observar os chamados “Big Five”.

Com a chegada dos rinocerontes brancos, Zinave reforça o seu posicionamento como destino emergente do turismo de conservação em África, ampliando o potencial da província de Inhambane como referência nacional na área do ecoturismo.

O secretário de Estado na província de Niassa, Silva Livone, determinou a suspensão e banimento de várias entidades ligadas à exploração e gestão de áreas de conservação na província, incluindo a Sociedade Búfalo Safar, a Sociedade Nhali Kanga e a empresa WCS, no âmbito de uma decisão que visa reestruturar a administração da Reserva Especial do Niassa.

As medidas foram anunciadas durante uma reunião de trabalho em Lichinga e incluem ainda a suspensão da direcção da Reserva Especial do Niassa, abrangendo o administrador da unidade e toda a equipa de gestão em funções.

Segundo o governante, as forças de segurança deverão ocupar imediatamente as áreas abrangidas pelas decisões, garantindo o controlo do território até novas instruções das autoridades centrais.

“A Sociedade Búfalo Safar está banida na nossa província. A Polícia da República de Moçambique e outras forças de segurança devem ocupar esta área até novas ordens”, declarou.

Na mesma intervenção, Silva Livone anunciou igualmente a suspensão temporária da Sociedade Nhali Kanga, no distrito de Marupa, com efeitos imediatos.

“Fica suspensa a actividade da Sociedade Nhali Kanga, com ocupação do local pelas forças de segurança até novas ordens”, afirmou.

O secretário de Estado foi mais longe ao determinar a cessação de qualquer relação institucional com a empresa WCS, ordenando a retirada de todos os seus elementos do território provincial.

“Qualquer elemento da WCS que entrar no aeroporto de Lichinga ou em qualquer área da província deve ser imediatamente recolhido. A nossa relação com a WCS terminou até novas ordens”, declarou.

Silva Livone anunciou ainda a criação de uma equipa multissectorial para assumir a gestão interina da Reserva Especial do Niassa, liderada por Adelino Emílio Cidione, chefe do Departamento Provincial de Fiscalização no Serviço Provincial do Ambiente.

A equipa será coadjuvada por outros técnicos e por representantes das forças de defesa e segurança, que actuarão em coordenação com o objectivo de garantir a protecção da área de conservação.

O governante determinou igualmente o reforço da presença da Polícia de Protecção dos Recursos Naturais e outras unidades de segurança, defendendo uma actuação firme perante eventuais ameaças.

“Se houver ameaça, deve-se responder à altura, incluindo o terrorismo, porque conhecemos os modos de actuação destas pessoas na província”, afirmou.

A decisão inclui ainda a comunicação formal ao ministro da Agricultura, Ambiente e Pesca, Roberto Mito Albino, a quem caberá a validação das medidas ao nível do Governo central.

Silva Livone justificou as medidas com alegadas falhas de coordenação entre operadores, gestão da reserva e comunidades locais, apontando conflitos recorrentes entre homem e fauna bravia.

“Ficou comprovado que há fraco compromisso entre operadores, direcção da reserva e comunidades locais, com arrogância e má actuação, o que tem contribuído para o conflito homem-fauna-bravia”, referiu.

O governante sublinhou que o objectivo das decisões é reforçar a protecção da fauna e flora, garantir a segurança das populações e promover o desenvolvimento sustentável da província do Niassa.

Volvidas 72 horas desde o assassinato do bispo da Diocese de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, continuam por esclarecer as circunstâncias do crime que chocou a comunidade católica e a sociedade moçambicana. Até ao momento, nem o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) nem a Diocese de Quelimane divulgaram informações sobre os possíveis autores ou motivações do homicídio.

Enquanto decorrem as investigações, a residência episcopal transformou-se num local de peregrinação e solidariedade. Fiéis, líderes religiosos, académicos e representantes de diferentes sectores sociais têm ido ao local para prestar homenagem ao prelado, assassinado na madrugada de sábado.

Entre as manifestações de pesar destaca-se a visita de membros da Comunidade Muçulmana Nativa, que expressaram consternação pela morte de uma figura reconhecida pelo diálogo inter-religioso e pela promoção da convivência pacífica.

“O falecimento do Reverendíssimo Bispo acabou sendo um grande pesadelo para nós. Não há motivos para tirar a vida de um líder que nunca fez mal a ninguém, um homem de convivência e de irmandade. Precisamos que este caso seja esclarecido porque é preocupante para todos nós”, afirmou Augusto Nobre, membro da Comunidade Muçulmana Nativa.

Também o docente universitário Gaudêncio Material destacou o legado de proximidade deixado por Dom Osório Citora Afonso.

“Foi um bispo que aproximava todas as camadas sociais e até visitava comunidades de outras religiões. Transmitia a mensagem de um pastor que procurava unir a sociedade. Não pode haver pessoas destinadas a morrer naturalmente e outras vítimas de assassinatos”, lamentou.

À medida que cresce a expectativa em torno dos resultados das investigações, especialistas defendem a necessidade de um trabalho forense rigoroso para o esclarecimento do caso.

O capitão na reserva Abdul Machava, com formação em Balística, considera que a natureza do crime sugere uma acção executada com elevado grau de preparação. Segundo a sua análise preliminar, baseada nas informações conhecidas até ao momento, a investigação deverá concentrar-se na trajectória do projéctil, na localização dos impactos secundários e nos vestígios deixados pela munição.

“É fundamental que a investigação seja conduzida com base em evidências científicas. A análise da trajectória do disparo, da distância do atirador e dos vestígios balísticos poderá ajudar a construir o perfil do autor e a compreender a dinâmica do crime”, explicou.

Machava alertou ainda para a necessidade de reforçar a componente forense das investigações criminais no País.

“Não podemos continuar a assistir a incidentes desta natureza sem respostas claras. É preciso recolher dados cientificamente sustentados que permitam determinar quem fez, como fez e em que circunstâncias actuou”, defendeu.

A morte de Dom Osório Citora Afonso continua a gerar profunda comoção em Quelimane e em várias partes do País. Reconhecido pelo seu trabalho pastoral, pela defesa da paz e pela promoção do diálogo entre comunidades religiosas, o bispo era considerado uma das figuras mais respeitadas da Igreja Católica na região Centro de Moçambique.

À medida que avançam as investigações, familiares e fiéis aguardam respostas das autoridades sobre um crime que abalou, não apenas a Diocese de Quelimane, mas também a sociedade moçambicana, no seu todo.

As pessoas com deficiência solicitam ao Governo que inclua o protector solar na lista de medicamentos, de modo a beneficiar de isenção de taxas fiscais, conforme prevê a Lei de Promoção e Protecção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A informação foi avançada nesta segunda-feira, durante o lançamento da semana de consciencialização para respeito pelos direitos desta classe social.

Dois anos depois da aprovação da Lei sobre Deficiência, que prevê que os protectores solares destinados a pessoas com deficiência beneficiem de isenção de taxas de importação, as pessoas com albinismo continuam a sofrer com taxas aduaneiras.

Nesta segunda-feira, o Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência, FAMOD, juntou-se à organização Amor à Vida para lançar a semana de consciencialização, na sequência das celebrações do Dia Internacional da Consciencialização sobre o Albinismo.

Na sequência, foram destacados alguns desafios de quem vive com o problema na pigmentação da pele: a dificuldade de aquisição de protector solar, um produto essencial para a sobrevivência da pessoa com albinismo.

“Eu não vivo sem protector. Eu não posso sair sem aplicar o protector solar, Não posso ir trabalhar sem protector solar. O  protector solar é vida, para mim. Qualquer tipo de actividade que eu faço, tem duas horas, e duas horas que eu tenho de renovar”, defendeu Gizela Samuel, uma pessoa com albinismo cujo depoimento foi secundado por Milton Mulhovo, da Associação Amor à Vida.

“A consequência directa mesmo é essa, que a pessoa vai ter sequelas na pele, que a longo prazo podem chegar a um nível de cancro e que, infelizmente, pode até causar a morte da pessoa.”

Os actuais preços sufocam a quem depende do protector solar. Por isso, a sua isenção é essencial.

“Eu sabia que o protector solar é considerado um cosmético e é importante que ele passe a ser considerado um fármaco, que é para poder beneficiar de isenção. E aqui há um aspecto importante. Por exemplo, no âmbito da Lei 10/2024, que é a Lei de Promoção, Impostos, Direitos e Pessoas com Deficiência, o protector solar já é alvo de isenção aduaneira. Contudo, essa isenção ainda não se reflecte na realidade, e também é importante que, por exemplo, se especifique, isto já na pauta aduaneira, qual, de facto, tem de ser o protector solar que vai beneficiar de isenção”, explicou Munlhovo.

Este e vários outros desafios que afligem este grupo social estarão em debate entre 8 e 13 de Junho, na semana dedicada à consciencialização.

“Nesta semana toda, nós vamos advogar para a remoção deste medicamento, para que deixe de ser um produto cosmético e seja considerado como um medicamento. E, sendo assim, nós acreditamos que poderia chegar a mais pessoas com albinismo e, por consequência, prevenir contra o cancro de pele nas pessoas com albinismo”, defendeu Zeca Chaúque, presidente da FAMOD.

O lema para o Dia Internacional da Conscientização sobre o Albinismo, celebrado a cada 13 de Junho, é “Orgulhosamente na minha pele: celebrando todos os tons de pele”.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, condenou, este domingo, os actos de xenofobia que têm marcado as últimas semanas naquele país e reconheceu fragilidades na gestão da imigração, numa altura em que vários cidadãos estrangeiros, incluindo moçambicanos, enfrentam ameaças e ataques.

Num discurso transmitido pela televisão nacional, Ramaphosa apelou à união e rejeitou campanhas que alimentam sentimentos anti-imigração.

“Não nos deixaremos enganar nem influenciar por campanhas nas redes sociais que espalham desinformação, notícias falsas e mentiras sobre pessoas que estão no nosso país”, afirmou.

O pronunciamento surge num contexto de crescente tensão social, com grupos anti-imigração a acusarem estrangeiros em situação irregular de contribuírem para o desemprego e para a sobrecarga dos serviços públicos. O chefe de Estado sul-africano rejeitou essa narrativa, defendendo que os problemas económicos do país têm causas mais profundas.

Ramaphosa admitiu, contudo, que existem falhas na forma como o Estado tem gerido os fluxos migratórios e garantiu que o Governo irá reforçar as acções de controlo fronteiriço e deportação de cidadãos sem documentação legal.

Apesar disso, advertiu que nenhuma pessoa ou grupo tem autoridade para actuar à margem da lei, sublinhando que apenas as instituições competentes podem intervir em casos de imigração ilegal.

A situação preocupa particularmente Moçambique. Recentemente, o Governo moçambicano denunciou a morte de nove cidadãos nacionais em alegados ataques xenófobos registados na África do Sul.

Entretanto, diversos países africanos começaram a retirar os seus cidadãos do território sul-africano. O Gana já repatriou cerca de 300 nacionais, enquanto a Nigéria e o Malawi anunciaram medidas semelhantes.

 

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, inaugura hoje, no distrito  de Búzi, em Sofala, o Centro de Saúde de Gruja, uma  unidade sanitária do tipo 2, concebida para melhorar o acesso  da população aos serviços médicos essenciais e reduzir as longas  distâncias percorridas pelas comunidades em busca de cuidados  de saúde. 

A infra-estrutura resulta da campanha solidária “Um  Moçambicano, Um Metical”, promovida pela Televisão de  Moçambique (TVM), em parceria com o Gabinete da Primeira- Dama.

A entrada em funcionamento desta unidade sanitária representa  um importante reforço da rede de cuidados de saúde primários  no distrito de Búzi, permitindo que milhares de cidadãos tenham  acesso mais próximo e célere aos serviços de consulta,  prevenção e tratamento de diversas enfermidades. 

A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu cerca de 1200 litros de combustível durante uma operação de combate à venda ilegal de gasolina e gasóleo realizada na manhã de sábado, na cidade de Tete. 

A acção foi conduzida em coordenação com a Polícia Municipal e surge numa altura em que a procura por combustíveis continua elevada, provocando longas filas nos postos de abastecimento da cidade.

A operação ocorreu cerca de 48 horas depois de denúncias públicas sobre o aumento da comercialização informal de combustíveis em diversos bairros da urbe, prática que se intensificou no meio das dificuldades de abastecimento verificadas nos últimos dias.

Segundo o porta-voz da PRM em Tete, Feliciano da Câmara, a acção permitiu identificar vários pontos de venda clandestina e apreender quantidades significativas de gasolina e gasóleo armazenadas em condições consideradas inadequadas e perigosas.

“Foi possível identificar alguns locais onde se efectuava a venda ilícita deste combustível e apreender cerca de 1200 litros entre gasolina e diesel. O produto era comercializado ilegalmente e em condições que não oferecem qualquer critério de segurança, criando um ambiente propício para a ocorrência de incidentes que poderiam causar danos à população”, explicou.

De acordo com a polícia, a operação foi antecedida por acções de sensibilização junto das comunidades, com o objectivo de desencorajar a proliferação deste tipo de actividade.

As autoridades apontam que, além dos riscos associados ao armazenamento inadequado dos combustíveis, a venda clandestina tem contribuído para a prática de preços especulativos, penalizando os consumidores.

“É um combustível comercializado em condições que não oferecem segurança e, muitas vezes, a preços superiores aos oficialmente estabelecidos”, acrescentou o porta-voz.

A PRM afirmou que manterá uma postura de tolerância zero em relação à comercialização ilegal de combustíveis, alertando que novas operações poderão resultar em detenções caso a prática persista.

“Hoje fizemos apreensões, mas não houve detenções. Contudo, se continuarem a existir situações desta natureza, poderemos desencadear acções mais enérgicas que culminem com a responsabilização criminal dos envolvidos”, advertiu Feliciano da Câmara.

Relativamente à origem do combustível apreendido, a polícia admite a possibilidade de o produto ter sido adquirido em postos de abastecimento autorizados para posterior revenda ilegal, sem excluir a hipótese de contrabando.

“Acreditamos que parte deste combustível tenha sido adquirido em pontos oficiais de venda, mas também pode haver casos de contrabando, situação que continua sob investigação”, afirmou.

Apesar da intervenção policial, a situação do abastecimento na cidade de Tete continua a preocupar os consumidores. Ao longo dos últimos dias, têm sido registadas extensas filas nos postos de combustível, reflectindo a elevada procura e a incerteza quanto à regularidade do fornecimento.

As autoridades garantem que continuarão a monitorizar o mercado e a combater práticas que possam agravar a escassez ou colocar em risco a segurança pública.

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