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A requalificação da avenida Eduardo Mondlane, em Nacala, está a opôr a Ordem dos Engenheiros do edil daquela cidade. Faruk Nuro saiu a criticar a qualidade da obra e a Ordem foi ao local para investigar e diz não ter tido a colaboração da edilidade.

O facto aconteceu a 25 de Novembro do ano passado, dia em que o edil de Nacala, Faruk Nuro, confrontou a equipa do Município, encarregue pela fiscalização das obras de requalificação de três quilómetros da avenida Eduardo Mondlane.

No seu entender, a obra estava abaixo dos padrões exigíveis para suportar um tráfego de veículos pesados.

Na ocasião, Faruk Nuro, edil de Nacala, questionava a existência de vigas e suportes na ponte, procurando saber do engenheiro responsável da obra, sobre a fiscalização da execução dos trabalhos.

Faruk Nuro mostrava-se preocupado pelo facto da ponte ter suportes suficientes para a passagem de camiões e outros veículos de grande porte, olhando para o facto de a obra não estar a ser bem fiscalizada.

A Ordem dos Engenheiros de Moçambique tomou conhecimento e criou uma Comissão de Inquérito para apurar os factos e produzir um parecer. 

Entretanto, através de um comunicado datado de 12 de Fevereiro de 2026, a Ordem denuncia uma série de irregularidades, dentre elas a ausência da placa de obra; o uso ilegal do título de engenheiro; a fiscalização irregular; o exercício de fiscalização sem licenciamento; e a inconformidade do quadro técnico do empreiteiro.

A Ordem dos Engenheiros queixa-se de ter sido ignorada pelo edil de Nacala e mesmo assim recolheu informações no terreno que lhe permitiu concluir que há inconformidades nesta empreitada.

“Estas inconformidades demonstram fragilidades significativas na condução do processo de execução, fiscalização e gestão contratual da obra, com potenciais impactos na qualidade técnica, segurança e credibilidade das infra-estruturas públicas. Também se conclui, através da placa de obra, que o admoestado pelo Presidente da Autarquia de Nacala não é membro da OrdEM e, por isso, à luz da Lei Nº 16/2002 de 26 de Junho, não é engenheiro”, lê-se no comunicado.

O facto é que mesmo com o questionamento público, a obra do aqueduto foi concluída, não se sabendo em que condições técnicas.

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A primeira jornada da Liga Jogabets em futebol ao nível da Cidade de Maputo ficou incompleta com a não realização do jogo entre as Águas Especiais e o Ferroviário de Maputo, devido à falta de inscrição dos atletas das Águias Especiais na Associação de Futebol da Cidade de Maputo.

Cinco jogos marcaram o regresso do futebol aos relvados da capital do País, neste fim-de-semana, com a realização da primeira jornada da Liga Jogabets, o torneio de abertura da Cidade de Maputo.

Quatro dos cinco jogos tiveram lugar no campo do Costa do Sol, enquanto outro decorreu no campo do Mahafil, sem nenhuma surpresa em termos de resultados.

No jogo inaugural, no sábado, o Maxaquene teve uma entrada com pé esquerdo, ao perder diante da Liga Desportiva de Maputo à tangente, em partida a contar para a Série A.

A Black Bulls não teve dificuldades para suplantar o Estrela Vermelha com goleada por 5-0, com dois golos apontados pelo reforço Cantolo, e outros tantos apontados por Simon, Karim e Sumbana. Vitória que coloca os “touros” na liderança da Série A, em igualdade pontual com a Liga Desportiva de Maputo e o Mahafil, este último que também não teve dificuldades para derrotar o Vulcano por claros 4-1, mostrando suas intenções de fazer melhor campanha na competição.

Por seu turno, a Série B teve um sensacional Costa do Sol vs Desportivo, com os “canarinhos” a vencerem por 3-0, com Tomás, Chico Muchanga e Sermon a serem os autores dos golos.

Foi uma partida de grande nível entre duas das mais antigas equipas do nosso País, que protagonizaram um belo espectáculo de futebol para as centenas de adeptos que se fizeram às bancadas do Matchiki Tchiki.

No único jogo que terminou sem golos nesta primeira jornada, Matchedje e Ntsondzo assinaram o pacto de não agressão, enquanto o embate entre o Ferroviário e as Águias Especiais não se realizou porque os “polícias” não fizeram a inscrição dos seus jogadores junto à Associação de Futebol da Cidade de Maputo.

Para já, e porque a prova deve terminar até à última semana de Março para dar lugar ao Moçambola, que arranca na primeira semana de Abril, os jogos terão lugar ao fim-de-semana e meio de semana, sendo que a segunda jornada está marcada para esta quarta e quinta-feira.

Uma mulher é acusada de matar o marido, com ajuda do seu amante, e enterrrar o corpo no quintal da casa do suposto amante.  O crime ocorreu no bairro de Tchumene dois, na Matola. 

Segundo relatos, tudo terá acontecido durante a noite de sábado. Moradores da zona afirmam ter ouvido gritos e pedidos de socorro vindos da residência, mas pensaram se tratar de mais uma discussão doméstica.

Movimentações suspeitas no quintal chamaram a atenção. Pouco tempo depois, o corpo do homem foi encontrado enterrado atrás da  residência do suposto amante.

A mulher  foi  detida e está sob custódia,o suposto amante continua foragido, enquanto decorrem investigações para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

O internacional moçambicano Geny Catamo volta a estar no centro das atenções da imprensa portuguesa depois de mais uma exibição de encher o olho pelo Sporting, neste sábado, ao apontar um golo de belo efeito e que levantou o Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.

Descaído na direita, Geny Catamo flectiu para o centro, e à entrada da área, com o pé esquerdo, desferiu um remate bem colocado, mais em jeito do com força, apontando um verdadeiro golaço, naquele que foi o segundo da partida e para o Sporting, aos 56 minutos

Trincão tinha inaugurado o marcador quatro minutos antes de Geny marcar e Luís Suárez fechou as contas aos 75 minutos.

Geny Catamo voltou a brilhar após regressar à titularidade, duas semanas depois de ter estado afastado por lesão. No jogo anterior, diante do Famalicão, o moçambicano havia sido utilizado apenas na segunda parte.

Depois da exibição convincente, Catamo mereceu amplo destaque na imprensa desportiva portuguesa, com referências elogiosas nos jornais O Jogo, A Bola e Record, que enalteceram a qualidade técnica e o impacto do internacional moçambicano na partida.

Com esta vitória, os verde e brancos mantêm-se na segunda posição da tabela classificativa, com 58 pontos, atrás do líder FC Porto, enquanto o Benfica ocupa a terceira posição, com 55 pontos.

Foi, de resto, o quinto golo do extremo moçambicano na Liga Portuguesa, que também já fez três assistências. Nesta temporada, em Portugal, Catamo apontou o sétimo golo na conta pessoal.

Com mais esta exibição, o jogador volta a mostrar-se para os potenciais clubes que pretendem contar com os seus préstimos na próxima temporada, mas também poderá aumentar o leque de pretendentes, em países como Inglaterra, França, Espanha e na Ásia.

O presidente do Brasil, Lula da Silva, pediu hoje a Donald Trump que trate todos os países de forma igual, depois de o líder norte-americano ter imposto tarifas adicionais de 15% sobre as importações.

O presidente brasileiro, Lula da Silva, encontra-se em visita oficial a Nova Deli, capital da Índia, onde manifestou a intenção de transmitir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não deseja uma nova Guerra Fria, reforçando a defesa do diálogo e da cooperação internacional.

O Presidente brasileiro indicou que não iria comentar as decisões dos tribunais de outros países, mas manifestou otimismo em relação à planeada visita a Washington em Março.

“Estou convencido de que as relações entre o Brasil e os Estados Unidos voltarão à normalidade após a nossa conversa”, afirmou Lula.

Depois de meses de crise, Lula e Donald Trump têm-se reunido várias vezes desde o primeiro encontro oficial, em Outubro do ano passado. 

Na sequência desta aproximação, o Governo norte-americano isentou vários produtos brasileiros que estavam sujeitos a tarifas de 40% nos EUA.

O Presidente norte-americano anunciou no sábado que a nova tarifa alfandegária global vai aumentar de 10% para 15% “com efeito imediato”, após o Supremo Tribunal ter considerado ilegais grande parte das taxas que havia imposto.

O Presidente da República, Daniel Chapo, escalou esta sexta-feira a província de Inhambane para avaliar os estragos causados pelo ciclone Gezani, que afectou  cerca de nove mil pessoas, correspondentes a pelo menos duas mil  famílias. Durante a reunião do Centro Nacional Operativo de  Emergência (CENOE), o Chefe do Estado garantiu a reposição célere  de infra-estruturas estratégicas, com destaque para a ponte-cais, e  apelou à união entre o sector público, privado e parceiros de  cooperação para a reconstrução de uma província ciclicamente  fustigada por fenómenos naturais. 

Falando no encontro que se seguiu à visita presidencial às infra-estruturas afectadas, o estadista moçambicano começou por expressar solidariedade com a população local, sublinhando que  Inhambane foi a província mais atingida pelo fenómeno.  

Daniel Chapo destacou igualmente a importância do  cumprimento das mensagens de alerta pelas comunidades,  considerando que tal atitude foi determinante para reduzir as perdas  humanas. 

“O segundo aspecto é agradecer à população da província de  Inhambane por ter acatado as mensagens que foram divulgadas ao  nível do país, da província em particular, da passagem deste ciclone”,  disse, acrescentando que, sem essa postura, “os danos humanos  seriam maiores do que estes que nós tivemos”. 

Chapo destacou que apesar dos esforços das autoridades, o ciclone provocou vítimas  mortais. “Nós fizemos tudo por tudo para que não houvesse nem um  morto sequer, mas, como sabem, não é fácil controlar tudo e todos,  tivemos neste caso quatro óbitos e nenhum desaparecido”, declarou,  endereçando de seguida condolências às famílias afectadas. 

O Chefe do Estado explicou que a sua deslocação teve como  principal objectivo observar, no terreno, o impacto do ciclone sobre  infra-estruturas sociais, com destaque para o sector da educação. “A  nossa presença foi basicamente para, in loco, no terreno, vermos as  infra-estruturas que foram afectadas”, disse, referindo a visita a duas  escolas onde (Escola Primária Josina Machel e Escola Secundária de  Conguiana), apesar da perda das coberturas, as estruturas principais  resistiram, evidenciando avanços na construção resiliente. 

Nesse contexto, o Chefe do Estado sublinhou a necessidade de  reposição urgente dos tetos das salas de aula, tendo em conta o  arranque do ano lectivo. “Temos que continuar a trabalhar para  repormos o mais rápido possível as coberturas, porque se tudo correr  bem, dia 27 de Fevereiro teremos a abertura do ano letivo”, advertiu,  lembrando que, na semana seguinte, “as crianças vão precisar de  usar aquelas salas que ficaram sem teto”. 

No domínio das infra-estruturas estratégicas, Chapo  destacou a ponte-cais, que assegura a travessia entre Inhambane e Maxixe, como prioridade imediata. “Atravessam naquela ponte cerca  de duas mil a três mil pessoas por dia”, referiu, frisando que a sua  interrupção representa “um sacrifício por parte da nossa população”  e exige uma resposta rápida por parte do Governo. 

Segundo o Chefe do Estado, já estão em curso avaliações técnicas  para permitir o início das obras. “Está a elaborar um relatório que vai  dar recomendações de como é que nós podemos reflutuar a ponte”,  explicou, indicando que a perspectiva é começar os trabalhos logo  após a entrega do documento, com uma previsão de “cerca de 10 a  15 dias” para a reparação. 

Na recta final da sua intervenção, o Chefe do Estado deixou  recomendações à província, com destaque para a reconstrução de  infra-estruturas públicas e privadas, o reforço do saneamento do meio  e a aquisição de sementes para apoiar a produção agrícola. 

Por conseguinte, apelou ao envolvimento do sector privado, parceiros  de cooperação e lideranças comunitárias, lembrando que  “Inhambane é uma província que sofre ciclicamente de ciclones” e  que a recuperação deve ser inclusiva, gradual e sustentável.

Os preços dos produtos mais procurados nos mercados formais e informais da cidade da Beira, na província de Sofala, já se estabilizaram, depois de terem triplicado, na sequência dos cortes registados ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), devido às inundações.  

Durante três semanas os munícipes da Beira enfrentaram inúmeras dificuldades para poderem adquirir alguns produtos oriundos da capital do país e da África do Sul, dada a sua escassez, na sequência dos cortes registados em alguns troços da EN1.

O facto condicionou  o transporte de produtos oriundos da África do Sul, como batatas, tomate, cebola e carnes de boi e porco.

Com a normalização da circulação, a movimentação dos camiões  regressou à normalidade, segundo os vendedores.  A batata reno era um dos produtos mais procurados.

Tatiana Chimoio, por exemplo, esteve no mercado de Maquinino para adquirir batata e cebola e está satisfeita com a redução dos preços. 

Joana Mangame confirmou igualmente que já existe disponibilidade dos produtos e que os preços baixaram.

Pelo menos 50 pessoas morreram e um número ainda indeterminado foi sequestrado, num ataque de homens armados a uma aldeia na Nigéria.

A informação é avançada pela imprensa internacional que revela que o ataque ocorreu na noite de quinta-feira, quando dezenas de bandidos atacaram a aldeia de Dutsin Dan Aniya e mataram pelo menos 50 residentes.

Os atacantes bloquearam todas as vias de entrada e saída enquanto realizavam os ataques, tornando quase impossível a fuga da população.

Ainda são desconhecidas as motivações da matança, que afectou maioritariamente mulheres e crianças e um número indeterminado de pessoas sequestradas.

As autoridades ainda não se pronunciaram sobre a tragédia.

Cinco mineradores de diamantes são dados como mortos, após desaparecem na última terça-feira, na África do Sul. As autoridades confirmaram as mortes, esta sexta-feira, após dia de buscas no local.

Os mineiros estavam a mais de 800 metros de profundidade quando ficaram presos por um deslizamento de lama na mina de Ekapa, na cidade de Kimberley, na região central do país.

A ministra da mineração do país assegurou que as autoridades estão a trabalhar para  recuperar os corpos e anunciou que uma investigação será aberta para apurar o ocorrido.

A empresa que opera a mina informou que todas as actividades foram paralisadas após o deslizamento de terra e que os esforços de resgate continuam e assegura que não irá perder a esperança até que os corpos sejam encontrados.

O Conselho de Minerais da África do Sul informou este mês que 41 pessoas morreram no ano passado. O recente caso reacende o debate sobre a segurança nas minas da África do Sul, com as organizações internacionais a lançarem alertas. 

A região de Kimberley é conhecida por suas minas de diamantes e esteve no centro da indústria global após a descoberta de diamantes na área no final do século XIX.

A África do Sul está entre os maiores produtores mundiais de diamantes e ouro, e é a maior produtora de platina. 

Um bebé de apenas cinco meses foi roubado em sua residência, no bairro Boquisso, em Maputo, depois de a mãe ter sido enganada por uma desconhecida, que simulou procurar um suposto ladrão. A família e a comunidade fizeram suas próprias buscas, mas sem sucesso e acusam a polícia de inoperância.

É o choro de uma mãe visivelmente abalada e sem respostas sobre o paradeiro do seu bebé de apenas cinco meses, numa noite que virou um cenário de novela. 

O pequeno Lyan de Araújo foi roubado em circunstâncias que fazem Neyde, que vivia só com o filho, acreditar que já era monitorada. 

Vamos à noite dos factos, na última quinta-feira. Neyde conta que a suspeita aproximou-se da sua casa alegando que procurava um suposto ladrão que, segundos antes, teria tentado arrombar a porta da sua casa.

O medo instalou-se. Assustada, Neyde decidiu procurar refúgio em casa da sua pastora. Foi nesse momento que a jovem ofereceu ajuda, dispôs-se a segurar o bebé enquanto a mãe levava alguns pertences para fora da residência.

Tempo suficiente para que Neyde não encontrasse mais a suspeita, a quem confiou o seu bebé. Numa rua escura e sem saída, os gritos de socorro ecoaram pela noite. 

Hoje, em choque, implora para que devolvam o seu filho. Madrugada dentro, a família comunicou o caso à Polícia,  que, segundo conta a tia, não se deslocou de imediato ao local do suposto sequestro. 

Sem esperar, amigas, vizinhos e familiares organizaram buscas por conta própria. 

Com fotos do pequeno Lyan, bateram de porta em porta, percorreram estabelecimentos comerciais, procuraram pistas em vários pontos da zona.

A mobilização estendeu-se até ao fim da tarde desta sexta-feira, perante a alegada ausência da polícia no processo inicial de busca.

Por volta das 16 horas desta sexta-feira, a mãe da vítima recebeu uma chamada da Polícia a perguntar se já havia alguma “novidade” sobre o bebé, chamada que foi captada pela STV. 

A nossa equipa de reportagem deslocou-se à décima primeira esquadra de Boquisso. Sem gravar entrevista, o chefe das operações assegurou que há um trabalho em curso para esclarecer o caso.

Enquanto isso, uma mãe aguarda, sem dormir, sem respostas e sem o seu filho nos braços, refugiando-se em orações.

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