A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos apela às partes envolvidas nas negociações sobre o anúncio do encerramento da Mozal para que evitem engrossar ainda mais a estatística de desempregados no país. A organização pondera levar o assunto à arbitragem laboral internacional, em caso de haver medidas que prejudiquem os trabalhadores.
A Mozal anunciou o desligamento completo das máquinas em Moçambique para em Março próximo. Já o Governo garante haver negociações em curso, para salvaguardar o interesse das partes envolvidas.
Sobre o assunto, a Organização dos Trabalhadores Moçambicanos alerta sobre o impacto negativo na economia, em caso de uma eventual má gestão porque “pode expor a fragilidade estrutural do nosso modelo econômico, onde há uma nítida dependência de megaprojetos, com escassa integração nacional, ausência de cadeia de valor doméstico e política industrial que confunde incentivos fiscais com o desenvolvimento sustentável”. Alertou Damião Ezequias Simango, Secretário Geral organização
A efetivar-se o encerramento da empresa, a OTM exige que se salvaguarde direitos adquiridos dos trabalhadores.
“Tanto os trabalhadores da Mozal quanto das empresas subsidiárias não podem deixar de ser protagonistas de produção da riqueza com os direitos adquiridos para integrar estatística de desemprego estrutural acrescido”.
Simango falou no primeiro encontro do Conselho Consultivo de Trabalho, que reuniu trabalhadores, empregadores e o Governo. Na ocasião, a OTM mostrou-se preocupada com o silêncio do governo em relação à sindicalização dos trabalhadores da Função Pública e prometeu assumir “dianteira da luta” dos funcionários do Estado e sendo necessário “levar esta luta à distância de arbitragem internacionais para ver salvaguardados os direitos dos funcionários públicos” Concluiu.
Pelo menos 38 mineiros morreram, devido à explosão de uma mina de gás no estado de Plateau, no centro da Nigéria, segundo a AFP.
Segundo fontes oficiais, o acidente ocorreu entre 7h30 e 8h da manhã, horário local, em uma mina subterrânea de chumbo no estado de Plateau, região central da Nigéria. Além de pelo menos 38 mortos, 27 pessoas ficaram feridas com gravidade variável. A causa inicial foi identificada como uma explosão de gás dentro da mina.
Ibrahim Dattijo Sani, um mineiro de uma mina próxima, disse à AFP que as vítimas estavam no subsolo da mina onde a explosão ocorreu.
Um relatório de segurança confidencial, consultado pela AFP, atribuiu a morte dos mineiros ao “envenenamento por monóxido de carbono”.
Kampanin Zurak é um antigo assentamento mineiro no distrito de Wase. Idris disse à AFP que o local da explosão é operado pela Solid Unit Nigeria Limited.
O estado é uma região histórica de mineração, com sua capital, Jos, conhecida como a Cidade do Estanho. Mas as actividades de mineração diminuíram nos últimos anos.
Antes do acidente de 18 de Fevereiro, a Nação da África Ocidental já havia registado inúmeros outros acidentes catastróficos relacionados a minas. Entre eles, um deslizamento de rochas causado por fortes chuvas prolongadas que atingiram uma mina ilegal no estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, em Setembro de 2025, matou pelo menos 18 pessoas.
Ministério da Juventude e Desporto, Federação Moçambicana de Futebol e Liga Moçambicana de Futebol, estiveram reunidos esta quinta-feira para encontrar caminhos para a viabilização do Moçambola-2026. Os três órgãos de gestão do desporto, em particular o futebol, mostraram-se confiantes que a prova arranque em Abril, no modelo tradicional de todos contra todos em duas voltas.
O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, recebeu, nesta quinta-feira, no seu gabinete de trabalho, o Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, e o Presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., num encontro que contou igualmente com a presença de quadros seniores do Ministério e dirigentes das duas instituições.
A reunião decorreu num ambiente de concertação estratégica e compromisso institucional, tendo como ponto central a criação de condições técnicas, organizativas e logísticas para o arranque efectivo do Moçambola, a principal competição do futebol nacional.
Segundo Alberto Simango Jr., os resultados dos trabalhos realizados pelas comissões conjuntas foram positivos e permitiram ultrapassar constrangimentos anteriormente identificados.
“Do último encontro entre as comissões de trabalho por nós criadas obtivemos avanços significativos. As condições estão reunidas para o arranque do Moçambola”, afirmou.
Por sua vez, Feizal Sidat reafirmou o papel fiscalizador e orientador da Federação:
“Enquanto Federação Moçambicana de Futebol, vamos assegurar o monitoramento rigoroso das competições do Moçambola. Estamos satisfeitos com os entendimentos alcançados entre as equipas técnicas.”
O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Paulo Manasse, destacou o alinhamento institucional alcançado e saudou esta nova etapa do futebol nacional:
“Como Governo, estamos satisfeitos com os consensos alcançados e saudamos esta nova fase que marca o início do Moçambola. O futebol é um instrumento de unidade nacional e desenvolvimento.”
Com o entendimento consolidado entre Governo, Federação e Liga, o Moçambola prepara-se para arrancar sob o signo da estabilidade, organização e compromisso com a excelência competitiva, renovando a esperança dos adeptos e fortalecendo o desporto nacional.
Recorde-se que o Moçambola-2026 será disputado por 14 equipas, nomeadamente a União Desportiva de Songo, Black Bulls, Ferroviário da Beira, Associação Desportiva de Vilankulo, Ferroviário de Maputo, Ferroviário de Lichinga, Baía de Pemba, Chingale de Tete, Ferroviário de Nampula, Costa do Sol, Ferroviário de Nacala, todos vindos do Moçambola-2025, mais os três recém-promovidos, Associação Desportiva de Pemba, pela zona Norte, Liga Desportiva de Sofala, pela zona Centro, e Maxaquene, que chega em representação da zona Sul.
A temporada 2026 terá início oficial no dia 22 de março, com a disputa da Supertaça Mário Esteves Coluna, que colocará frente a frente a União Desportiva do Songo e a Black Bulls.
A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) participou, numa reunião no Ministério da Defesa Nacional, em Maputo, com o objectivo de reforçar o diálogo estratégico no domínio da segurança e defesa.
O Embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, foi acompanhado pelo Comandante da Força da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, num encontro com o Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume, nesta quarta-feira, com o objetivo de consolidar o alinhamento entre Moçambique e a União Europeia no combate ao terrorismo na Província de Cabo Delgado.
A reunião reforçou também o compromisso conjunto com a estabilidade e segurança da região.
Refira-se que desde 15 de Outubro de 2021, a União Europeia tem apoiado directamente as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) através da anterior Missão de Treino da União Europeia em Moçambique (EUTM MOZ), formando mais de 1700 militares ao nível do treino operacional, treino especializado em contraterrorismo, em cumprimento com o Direito Internacional dos Direitos Humanos (IHRL) e o Direito Internacional Humanitário (IHL), incluindo a proteção de civis.
No âmbito do seu mandato atual, a EUMAM MOZ apoia as QRFs das FADM na consolidação de um ciclo operacional sustentável, em conformidade com o IHL e o IHRL, até Junho de 2026. Este apoio abrange as fases de preparação, destacamento e sustentação das forças, contribuindo de forma significativa para um ambiente seguro e estável para as populações de Cabo Delgado.
O número total de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 228, com registo de mais de 863 mil pessoas afectadas, desde Outubro, segundo atualização divulgada hoje pelo instituto de gestão de desastres.
De acordo com informação da base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), citado por Lusa, foram afectadas 863 022 pessoas na presente época das chuvas, correspondente a 199 493 famílias, havendo também 12 desaparecidos e 321 feridos.
Este balanço contabiliza mais dois mortos face à atualização de quarta-feira.
As cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos e afectaram 724 131 pessoas. Já a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de Fevereiro, levou à morte de outras quatro pessoas, segundo os dados actualizados do INGD sobre a época das chuvas.
Acrescenta-se que um total de 14 815 casas ficaram parcialmente destruídas, além de 5 906 totalmente destruídas e outras 183 812 inundadas, na presente época chuvosa. Um total de 272 unidades de saúde, 81 casas de culto e 677 escolas foram afectadas em pouco mais de quatro meses e meio.
Os dados do INGD indicam ainda que 554 805 hectares de áreas agrícolas foram afectados neste período, 288 030 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365 409 agricultores. Também 530 998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afectados 7 845 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.
Pelo menos 38 mineiros morreram devido à explosão de uma mina de gás no estado de Plateau, no centro da Nigéria, segundo a AFP.
Segundo fontes oficiais, o acidente ocorreu entre 7h30 e 8h da manhã, horário local, em uma mina subterrânea de chumbo no estado de Plateau, região central da Nigéria. Além de pelo menos 38 mortes, 27 pessoas ficaram feridas com gravidade variável. A causa inicial foi identificada como uma explosão de gás dentro da mina.
Ibrahim Dattijo Sani, um mineiro de uma mina próxima, disse à AFP que as vítimas estavam no subsolo da mina onde a explosão ocorreu.
Um relatório de segurança confidencial, consultado pela AFP, atribuiu a morte dos mineiros ao “envenenamento por monóxido de carbono”.
Kampanin Zurak é um antigo assentamento mineiro no distrito de Wase. Idris disse à AFP que o local da explosão é operado pela Solid Unit Nigeria Limited.
O estado é uma região histórica de mineração, com sua capital, Jos, conhecida como a Cidade do Estanho. Mas as actividades de mineração diminuíram nos últimos anos.
Antes do acidente de 18 de fevereiro, a nação da África Ocidental já havia registrado inúmeros outros acidentes catastróficos relacionados a minas. Entre eles, um deslizamento de rochas causado por fortes chuvas prolongadas que atingiram uma mina ilegal no estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, em Setembro de 2025, matou pelo menos 18 pessoas.
Portugal tem praticamente assegurado o regresso ao sexto lugar do ranking da UEFA no final da época, o que vai permitir voltar a três clubes na Liga dos Campeões europeus, a partir de 2027/2028, uma vez que as alterações no ranking de 2026 só produzem efeitos um ano depois.
Há, no entanto, a possibilidade de antecipar o regresso a esses três clubes já em 2026/2027. Para isso, Portugal teria de terminar o ano como um dos dois países com mais pontos somados nesta temporada.
E esse objectivo ficou mais complicado com a derrota do Benfica, na terça-feira, na recepção ao Real Madrid. Para já, Portugal continua no segundo lugar anual, com a Inglaterra a liderar (e é inalcançável), mas viu Alemanha e Espanha aproximarem-se.
Os espanhóis somaram 0,250 pontos ao seu coeficiente anual graças, precisamente, à vitória do Real na Luz. Já a Alemanha acrescentou 0,286 pontos ao seu total de pontos, por causa do triunfo do Dortmund na recepção à Atalanta (uma vitória vale mais pontos aos alemães por terem começado a época com sete clubes nas provas da UEFA, enquanto a Espanha tinha oito).
Segundo cálculos da conta FootballMeetsData no X, a Alemanha, apesar de estar ainda atrás de Portugal, tem agora 50,77 por cento de possibilidades de assegurar o segundo lugar anual e com isso garantir uma equipa extra na Champions da próxima época.
Portugal viu as suas possibilidades caírem 5 pontos percentuais, para 17,11 por cento. Mas o país mais afectado pelo primeiro dia do play-off da Champions foi a Itália, que com as derrotas de Juventus e Atalanta passou a ter apenas 14 por cento de possibilidades, menos ainda que a Espanha, que subiu para 16,98.
As autoridades de saúde anunciaram o arranque, em Março, da campanha de vacinação preventiva contra a cólera na província de Tete, com enfoque nos distritos de Tete e Moatize, por registarem elevados números de casos e óbitos recorrentes.
Este arranque acontece depois de concluída a campanha de vacinação nas províncias da Zambézia, Cabo Delgado e Niassa, sendo que as autoridades de saúde já dispõem de vacinas para a província de Tete, para que seja a quarta província a beneficiar de uma campanha de vacinação preventiva contra a cólera.
A campanha está prevista para iniciar no mês de Março e irá abranger, numa primeira fase, dois distritos considerados de maior risco, nomeadamente Tete e Moatize.
“O fato de existir maior número de casos, também terem maior número de ópticos e também terem casos oponentes de cólera ao longo dos últimos anos, seria bom se realizássemos esta campanha em todos os distritos da nossa província, mas sabe-se muito bem que a vacina contra a cólera é extremamente cara, por isso é necessário priorizarmos, tendo em conta aquilo que são as condições, as situações epidemiológicas de cada uma das províncias e de cada um dos distritos”, disse Alex Bertil, Director Provincial de Saúde em Tete.
Segundo as autoridades de saúde de Tete, trata-se de uma vacina de carácter preventivo, que será administrada em duas doses, com o objectivo de reforçar a imunidade da população e reduzir o impacto de surtos da doença durante o período crítico.
“O grupo-alvo é toda a população com idade maior ou igual a um ano de idade e nós pretendemos, nesses dois distritos, administrar cerca de 828.579 pessoas. Esta é a nossa meta prevista para os dois distritos, sendo 509.907 para a cidade de Tete e 308.672 pessoas para o distrito de Moatize”, esclareceu Alex Bertil.
A vacinação será realizada através de postos fixos e unidades móveis, estrategicamente instalados para facilitar o acesso das comunidades abrangidas.
Em Manica, o Conselho Executivo provincial está preocupado com a crescente onda de circulação de sementes falsificadas nos mercados, o que tem estado a prejudicar os produtores. A governadora da província, Francisca Tomás, exige maior fiscalização para estancar a prática.
As constantes reclamações de camponeses devido ao fraco poder germinativo de algumas sementes vendidas no mercado forçou o Governo de Manica a convocar um encontro com diversos actores da cadeia de sementes.
Francisca Tomás, Governadora da província, que liderou o encontro, lamentou a situação, garantiu que há um trabalho que está a ser feito para identificação dos que falsificam as sementes e prometeu mão dura aos prevaricadores.
“Retiramos a licença da empresa para não vender mais semente certificada ou semente aos produtores e depois vamos elaborar o processo para ir arcar com as custas no tribunal por ter prejudicado os produtores, na devida altura”, garantiu, frisando ainda que “há uma fragilidade que nós estamos a ter em relação a essa situação e nós não podemos ser frágeis assim”.
Os produtores de sementes reconhecem que o problema pode começar nas empresas, mas exigem que a Inspecção Nacional das Actividades Económicas, INAE, faça fiscalizações periódicas.
“Aqui no mercado de feira tem agrodilas que fazem essa transação de sementes falsas. Então este é um mal e para mim a solução desse mal começa por potencializar o staff ou a quantidade de pessoas que estão abertas ao Laboratório Nacional de Sementes, porque o cartel não é pequeno. Eu acredito que o cartel é maior do que todos nós que estamos aqui”, disse Aly Baraza Jr, provedor de sementes.
Outro provedor de sementes, Ausêncio Elias, disse que é mais comum encontrar essas sementes falsificadas no período de sementeiras. “No tempo da época, quando se fala da época de sementeira para os graus, aqui no mercado central, não precisa ser no mercado 38, aqui mesmo no mercado central, é fácil encontrar pacotes de sementes que não têm identificação”, denunciou.
Já Célia Ribeiro, vice-presidente do Conselho Empresarial Provincial de Manica, disse que o que acontece no mercado 38 não chega nem a 1% da semente falsificada trazida das empresas.
“Com todo respeito que tenho pelas empresas, que fazemos muito, mas nós mesmos somos os que mais falsificamos sementes. Hoje o agricultor prefere comprar uma semente importada do que uma semente produzida localmente. Porquê? Porque ele não tem confiança naquilo que está aqui”, denunciou.
As autoridades de Manica apelam a necessidade de denúncia dos locais e entidades envolvidas em casos de falsificação de sementes.
Durante o encontro abordou-se igualmente assuntos relacionados com acções para melhorar a produção de sementes, o ponto de situação do controlo da qualidade de sementes importadas e a organização da província face à certificação de sementes.
O Governo está a tentar fugir do pagamento de horas extraordinárias aos professores ao criar terceiro turno para o nível secundário e ao transferir alunos do pós-laboral para o período diurno. O entendimento é do académico e comentador Rogério Uthui, que alerta que a situação vai obrigar a que se façam muito mais investimentos na educação.
O antigo reitor da Universidade Pedagógica, Rogério Uthui, explicou de forma didáctica e simples o que pode estar a acontecer com o Governo ao criar terceiro turno no nível secundário e ao transferir alunos do pós-laboral para curso diurno.
Num contexto de pouca informação da parte do Ministério da Educação e Cultura para clarificar a intenção, o também Uthui entende que o Executivo pode estar a tentar escapulir-se das dívidas de horas extraordinárias acumuladas desde o ano de 2023.
“No sistema há 12 mil professores em falta e esses professores em falta são fechados por outros que estão presentes. E estes que estão presentes, logicamente, estão a fazer mais horas do que deviam. Logo, estão a ter horas extras, e têm de se pagar. E, durante mais de três anos, o Estado não pagava essas horas extras. Este é que é o problema principal que a ministra da Educação e o seu novo elenco encontraram. Então, certamente que se convenceram, a nível do Governo, que vão cortar para que não haja mais horas extras”, explica.
Ademais, segundo Uthui, uma forma de não haver mais horas extras é levar os alunos que estão a mais no curso nocturno e encaixá-los no diurno.
Para já, Rogério Uthui considera que até 28 de Fevereiro o Governo tem tempo para repensar a medida para acabar com o terceiro turno diurno, e como saída sugere a contratação de mais 12 mil professores para fechar o défice existente.
“É verdade que o Ministério está a tentar fazer diferente, mas cortar as horas deve ser a pior solução que podes encontrar para um sistema que já está a formar alunos sem qualidade”, disse.
Com a passagem de 100 mil alunos do curso nocturno para o diurno e a introdução do terceiro turno, o professor explica que estes passam a estudar 200 horas a menos por ano, o que vai implicar o não término dos conteúdos programáticos, para além de se leccionar apenas metade do livro, realçando que pode não ser a melhor forma para os alunos.
Para o Governo, fica um recado do académico: “Nós temos de olhar para a educação como um investimento e não como um custo. Isso vai obrigar-nos a aceitar investir muito mais na educação. Então, quando investirmos muito mais, nós vamos construir as 35 mil salas de aulas que estão em falta. Temos de construir. E vamos meter, talvez por ano ou de dois anos, os 12 mil professores que estão em falta no sistema”.
Capulanas de Gueta Chapo podem vir de cartéis combatidos pelo PR
Num outro desenvolvimento, Rogério Uthui abordou a questão das capulanas prometidas pela Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, a todas as mulheres moçambicanas, para a celebração do Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril.
O académico e comentador elogiou a iniciativa, mas também alertou para os riscos associados.
“Disse, ela própria, que tem amigos que a apoiam, etc. E tenho visto o actuar do Governo de Chapo. Ultimamente, tem sido muito incisivo sobre cartéis, aquilo que ele próprio chamou cartéis, que dominam uma série de esferas da economia nacional e até da política. E, normalmente, têm sido os donos desses cartéis que são os primeiros a oferecerem as coisas para as causas humanitárias da Primeira-Dama”, disse, dando como exemplos que “houve grandes empresários que se destacavam em comprar charutos, charutos do Presidente da República e depois descobriu-se que eram procurados por tráfico de drogas em outros países”, advertiu.

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