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O sector da Educação na província da Zambézia enfrenta um défice significativo de carteiras, necessitando de cerca de 650 milhões de meticais para a aquisição de aproximadamente 130 mil unidades, com o objectivo de melhorar as condições de aprendizagem de mais de dois milhões de alunos.

Apesar das dificuldades, nos últimos dois anos foram registados alguns avanços. Cerca de 11.700 alunos passaram a estudar em carteiras, após a aquisição de 2.925 unidades, num investimento superior a 16 milhões de meticais. No mesmo período, também foram construídas e requalificadas várias salas de aula convencionais.

O Director Provincial da Educação, Joaquim Casal, destacou os esforços em curso para reduzir o défice e melhorar as infraestruturas escolares. Segundo explicou, actualmente milhares de alunos deixaram de estudar em condições precárias graças às intervenções realizadas. 

“Temos alunos que passaram de condições mais ou menos precárias para condições condignas”, afirmou Joaquim Casal.

Para o ano de 2026, o sector tem em plano a aquisição de mais de quatro mil carteiras, embora parte já tenha sido distribuída às escolas. Ainda assim, persiste um défice de cerca de 1.500 unidades, que as autoridades procuram colmatar.

Entretanto, o principal desafio continua a ser a limitação de recursos financeiros. Anualmente, são disponibilizados cerca de três milhões de meticais para a compra de carteiras, um valor considerado insuficiente face às necessidades. 

Além disso, há vários anos que não se registam desembolsos efectivos do Orçamento do Estado para este fim, o que agrava a situação.

“Precisaríamos de 130 mil carteiras para garantir que todas as crianças estejam sentadas, mas os recursos são escassos”, explicou Joaquim Casal, sublinhando que a aquisição depende dos valores efectivamente disponibilizados.

Por sua vez, o governador da Zambézia, Pio Matos, apelou aos professores para reforçarem o compromisso com o ensino, destacando a importância da pontualidade e assiduidade nas escolas como factores essenciais para melhorar a qualidade da educação.

Actualmente, o défice de carteiras continua a ser um dos principais entraves no setor, condicionando o processo de ensino e aprendizagem e exigindo soluções urgentes para garantir melhores condições aos alunos da província.

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A selecção nacional de futebol da categoria de sub-17, Mambinhas, prepara-se para participar no Campeonato Africano das Nações que está previsto para os finais de Abril e início de Maio no Reino de Marrocos. Os Mambinhas sub-17 sonham com a primeira qualificação ao Mundial da categoria depois do aumento do número de selecções a disputar a prova intercontinental de três para dez vagas para África.

Há sensivelmente um mês que a selecção nacional de futebol de sub-17 prepara a sua participação na edição deste ano do Campeonato Africano das Nações da categoria, a ter lugar em Marrocos.

São 32 jogadores que trabalham às ordens do técnico português Luís Guerreiro, que buscam um lugar na convocatória final para a prova a ter lugar no final deste mês de Abril e início de Maio, em Marrocos.

A participação de Moçambique no CAN da categoria foi conquistada após o terceiro lugar alcançado no torneio regional do COSAFA, ano passado, abrindo a possibilidade de sonhar com a primeira presença de sempre no Campeonato do Mundo do Qatar.

É que desde o ano passado que o continente africano tem direito a dez vagas para o Mundial sub-17, em detrimento das três que tinha nas edições anteriores, após aumento do número de selecções que vão disputar a prova.

O sorteio da fase de grupos será realizado após a conclusão da etapa de qualificação na zona norte do continente africano.

Os dois primeiros classificados dos quatro grupos da fase final do CAN sub-17, garantem automaticamente a vaga na fase final do Mundial. Os três colocados da fase de grupos defrontam-se em play-offs para ocupar as últimas duas vagas.

Para já, a lista dos pré-convocados apresenta como principal novidade a integração de sete atletas que actuam no estrangeiro, com destaque para Espanha, de onde vêm Tiago Francis (Deportivo Mosquito) e Eros Monteiro (Alcocom). De Portugal chegaram Muhammed Omar (Vitória de Setúbal) e Ricky Santos (Famalicão), completando o grupo dos “estrangeiros” António Nhampule (SG Eintracht, Alemanha), Khensani Machel (Curitiba, Brasil) e Kevin Vilanculos (Allashornetts, Estados Unidos da América).

Os clubes internos contribuem com mais atletas, sendo a Black Bulls a que mais manda jogadores, num total de dez atletas, nomeadamente Allan Perreira, Diego Pelembe, Chausson Nhabanga, Ricardo José, Nelton Picardo, Demi Pascoal, Pires Vieira, Jaydane Namali, Joel Catamo e Carlos Júnior.

O Costa do Sol contribui com cinco jogadores, nomeadamente João Jofrisse, Kristoph Machava, Shelton Sitoe, Joaquim Mubai e Valentim Pecane, sendo que da Academia de Dondo foram chamados Marcos Lázaro e João Pega, enquanto o Ferroviário de Quelimane contribui com Inácio Luís e Joel Francisco. Integram igualmente a lista Rodolfo Sérgio e Hanifo Madeira, do Ferroviário de Maputo, bem como Sekou Kante (Académica de Maputo), Cloude Bangue (Ferroviário da Beira), Euclésio Nhampossa (Atlético de Moçambique) e Steys José (Ferroviário de Nampula).

Nos próximos dias a lista será reduzida aos 25 jogadores que Luís Guerreiro levará para Marrocos, onde vai lutar pela honra e glória de chegar ao Mundial pela primeira vez.

Recorde-se que sob o comando de Luís Guerreiro, os Mambinhas de sub-17 conquistaram o torneio lusófono de Cascais, em Portugal, e terminaram em terceiro lugar no torneio regional do COSAFA.

A crise alimentar que assola a população da Somália está a ser agravada pelo aumento dos preços dos combustíveis, provocado pela guerra no Médio Oriente, denunciou, nesta segunda-feira, a organização Save the Children.

Segundo a Save the Children, os preços dos combustíveis neste país do Corno de África aumentaram neste mês 150%, atingindo 1,5 dólares (quase 90 meticais) por litro, o que provocou uma subida no preço dos alimentos num território onde um terço da população passa fome diariamente.

“O aumento vertiginoso dos preços está a agravar uma das crises de fome mais graves que a Somália enfrentou nos últimos anos, após três épocas de chuvas escassas que reduziram ainda mais a agricultura local”, revelou a organização num comunicado.

Os cereais básicos para os somalis, como o sorgo e o milho, registaram um aumento de 25% e 33% no seu preço.

O director da Save the Children na Somália, Mohamud Mohamed Hassan, sublinhou que o país “não pode suportar mais crises sem consequências catastróficas para a infância” e apelou a uma mobilização da comunidade internacional para fazer face a esta crise.

“Os alimentos que antes eram apenas acessíveis são agora inatingíveis, o custo do combustível afecta todos os aspectos da resposta e os alimentos terapêuticos que mantêm vivas as crianças gravemente desnutridas estão retidos nas cadeias de abastecimento”, referiu.

Esta situação deve-se, também, ao facto de as importações de alimentos representarem mais de 70% do consumo alimentar na Somália, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas anunciou, também, que os preços dos produtos básicos aumentaram pelo menos 20%.

Mais de 6,5 milhões de pessoas na Somália, quase um em cada três habitantes, enfrentam uma situação de insegurança alimentar aguda, e mais de 1,84 milhões de crianças com menos de cinco anos correm o risco de sofrer de desnutrição aguda, de acordo com a Classificação Integrada da Segurança Alimentar por Fases (IPC, na sigla inglesa).

Esta situação é agravada pelos recentes surtos de diarreia, cólera, sarampo e difteria registados em algumas localidades do Sul e Centro do País.

A Save the Children lamentou ainda que o Plano de Resposta Humanitária da Somália para 2026 continue a apresentar um “défice crítico” de financiamento, com, no início de Março, apenas 10,9% dos 852 milhões de dólares necessários.

A deportação do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, voltou a falhar, devido à falta de articulação entre a Embaixada de Moçambique nos Estados Unidos e a transportadora aérea TAP Air Portugal.

Em causa está um problema relacionado com o documento de viagem de emergência emitido pela missão diplomática moçambicana, que não terá sido previamente validado pelas autoridades portuguesas, condição obrigatória para a escala em Lisboa.

Libertado a 26 de Março, Manuel Chang continua a enfrentar dificuldades para regressar ao País, sendo que, desta vez, o impasse envolve directamente a transportadora aérea portuguesa.

Segundo uma carta dos advogados do ex-governante, dirigida ao juiz Nicholas G. Garaufis, a viagem estava prevista para o mesmo dia da sua libertação, com partida do Aeroporto Logan, em Boston, com destino a Maputo, via Lisboa.

O que parecia um plano definido acabou por falhar no último momento. A defesa refere que a TAP recusou o embarque por falta de validação do documento de viagem pelas autoridades portuguesas.

“Infelizmente, quando o Sr. Chang chegou ao aeroporto, foi informado que a TAP Air Portugal não permitiria o seu embarque porque o documento de viagem de emergência não tinha sido previamente aprovado pelas autoridades em Portugal”, lê-se na carta.

Sem autorização para viajar, Chang voltou à custódia das autoridades norte-americanas, sob responsabilidade da ICE.

“Como resultado, o Sr. Chang não foi autorizado a embarcar, permaneceu sob custódia da ICE e encontra-se detido no Estabelecimento Correcional do Condado de Plymouth, em Plymouth, Massachusetts, há cerca de 24 horas à data desta comunicação”, escreve.

Desde então, os advogados dizem estar a enfrentar dificuldades para viabilizar a deportação, incluindo limitações no acesso a informações junto das autoridades migratórias.

“Desde que o Sr. Chang foi colocado sob custódia da ICE, os seus advogados têm envidado inúmeros esforços para coordenar com o escritório da ICE em Boston, com vista a permitir a sua deportação imediata para Moçambique, conforme previamente acordado e aprovado”, destaca.

Outras dificuldades relatadas pelos defensores de Chang têm a ver com a ausência de informações para compreender que documentos adicionais são necessários para a sua deslocação. Face a esta situação, os advogados de Manuel Chang temem pela saúde do seu cliente, que se tem vindo a tornar crítica.

Extraditado para os Estados Unidos a 12 de Julho de 2023, Manuel Chang foi condenado a mais de oito anos de prisão, no âmbito do escândalo das dívidas ocultas, por crimes de fraude e branqueamento de capitais.

Os seis detidos são dos distritos de Muembe e Mandimba, com o administrador deste último a avançar que os funcionários em causa forneciam os fármacos a proprietários de farmácias privadas.

As autoridades da província de Niassa, no norte de Moçambique, detiveram seis funcionários da saúde por suspeitas de envolvimento no desvio de medicamentos e material médico-cirúrgico.

“O ponto mais alto foi a captura de dois indivíduos que, neste momento, aguardam julgamento”, disse Cássimo Abudo, administrador de Muembe, citado pela imprensa nacional, apontando os antimaláricos como os fármacos mais desviados naquele distrito.

Os seis detidos são dos distritos de Muembe e Mandimba, com o administrador deste último a avançar que os funcionários em causa forneciam os fármacos a proprietários de farmácias privadas.

Emídio Xavier apontou os centros de saúde de Mitande e Mississi, em Mandimba, como os que registam frequentemente casos de desvio de medicamentos, tendo também relatado desvio de bolsas de recolha de sangue, o que obrigou ao reforço de medidas de segurança nas unidades de saúde do distrito.

Em Janeiro, uma técnica de farmácia foi condenada em Sofala, centro de Moçambique, a 10 meses de prisão por furto agravado de medicamentos, num contexto em que o Governo declarou ‘guerra’ ao contrabando de fármacos.

No mesmo mês, bem como este mês de Março, o ministro da Saúde, Ussene Isse, voltou a declarar “tolerância zero” ao contrabando de fármacos no país, numa menção aos recentes casos conhecidos de roubos de medicamentos nas unidades sanitárias.

 

Profissionais de saúde acusam Governo de incumprimento

Os profissionais de saúde, em greve desde Janeiro, acusaram esta segunda-feira o Governo de não cumprir as recomendações acordadas nas negociações e ameaçaram paralisar totalmente as actividades numa nova fase da greve, que já fez 1.872 mortes.

“A greve continua e o diálogo nada está a trazer de avanços. As recomendações acordadas com o Governo não foram cumpridas e a situação nacional do Sistema Nacional de Saúde está catastrófica”, disse em conferência de imprensa o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM). 

Segundo Anselmo Muchave, actualmente, pacientes estão a morrer nas unidades de saúde nacionais por falta de oxigénio, medicamentos e equipamentos básicos, e outros perdem membros por infecções causadas por falta de material médico esterilizado.

“As consultas de uma simples doença é marcada para nove meses e quando o Governo decide mandar cobrar, cobra os pacientes que praticamente têm doenças do foro cirúrgico nos hospitais centrais. Isto é um genocídio silencioso”, avançou o representante, acrescentando que os profissionais de saúde trabalham em condições desumanas, sem recursos e sem apoio.

Quando passam quase três meses desde o início da greve da classe, iniciada a 16 de Janeiro, em reivindicação do pagamento completo do 13.º salário de 2025 e melhores condições de trabalho no sector, Muchave aponta para milhares de mortes causadas pela escassez de materiais médicos, associados a falta de atendimento nas unidades sanitárias moçambicanas.

“Há mais de 1.872 mortes por três meses por falta de medicamentos, material médico-cirúrgico e de atendimento nas unidades sanitárias”, referiu o responsável.

A APSUSM exigiu do Governo “acção imediata” para resolver a crise na saúde, garantindo o fornecimento de medicamentos e material médico cirúrgico, melhoria das condições de trabalho dos profissionais de saúde e justiça para as vítimas das pessoas que estão a morrer nos hospitais, por falta de medicamentos. 

“A APSUSM não vai recuar. A luta é pela vida, pela dignidade e pelos direitos na saúde, não vamos permitir que o Governo negligencie o Sistema Nacional de Saúde e coloque em risco a vida dos profissionais de saúde e dos moçambicanos”, reiterou Anselmo Muchave.

O presidente daquela associação, que abrange cerca de 65.000 profissionais de saúde de diferentes departamentos, garantiu que a classe continuará a lutar “até que a justiça seja feita”, assinalando também que a próxima etapa da greve, que será lançada em alguns dias, caso não se chegue a um consenso com o Governo, vai paralisar na totalidade as actividades nas unidades hospitalares nacionais.

Recorde-se que foi a 16 de Março que os profissionais de saúde prolongaram por mais 30 dias a greve, alegando falta de responsabilidade do Governo nos compromissos assumidos.

Uma família do distrito de Balama, no sul de Cabo Delgado, denuncia a soltura de um suposto assassino, que teria esfaqueado a sua mulher. Os queixosos exigem respostas por parte das autoridades da justiça.

Segundo relatos da família, o homem matou a esposa na machamba com recurso a uma faca, mas, para fugir da responsabilidade, teria dito que foi  incidente que ocorreu quando cortavam estacas para a construção de uma casa

“Estamos tristes e desgostosos porque, além de perdermos a nossa filha, as autoridades soltaram um homem que matou uma pessoa antes mesmo da realização do funeral, quando  normalmente vemos pessoas que roubam patos e galinhas a serem presos e transferidos para Montepuez, Nampula”, reclamou Raquima Blihari, avô da vítima. 

Além da família, a soltura do suposto assassino deixou a comunidade indignada com a situação, e exigem da justiça uma explicação.

O “O País” procurou ouvir a Polícia e as autoridades da justiça sobre o Caso da Morte da mulher de 30 anos de idade, no entanto, apesar das insistência, não foi possível obter resposta.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) está a implementar mudanças e melhorias nos seus Estatutos e Regulamentos que fortalecerão a confiança nos árbitros, operadores de VAR e órgãos judiciais do órgão. Essas mudanças e melhorias também garantirão que os incidentes ocorridos na final da Copa Africana de Nações em Marrocos 2025 não se repitam.

Em um comunicado publicado na página oficial do organismo que gere o futebol africano, a CAF informa que manterá o procedimento e a prática de nomear os melhores e mais respeitados juízes e advogados africanos para o Conselho Disciplinar e o Conselho de Apelação. 

“Esses juízes e advogados são nomeados pelo Comité Executivo da CAF e pela Assembleia Geral Ordinária, a partir de nomes propostos e recomendados por 54 Associações Membro e Uniões Zonais. A independência e a imparcialidade dos Órgãos Judiciais da CAF são imprescindíveis”, lê-se no documento. 

Sobre o assunto, o Presidente da CAF, Patrice Motsepe, afirmou que “o órgão está a receber uma ampla assessoria jurídica de renomados advogados e especialistas em futebol africano e internacionais para garantir que os seus Estatutos e Regulamentos estejam em conformidade com as melhores práticas globais do futebol, dentro e fora de campo”, disse.  

Motsepe acredita que isso é fundamental para o respeito, a integridade e a credibilidade dos árbitros africanos, operadores de VAR e do Conselho Disciplinar e do Conselho de Apelação da CAF. 

“A CAF está trabalhando com a FIFA para o treinamento contínuo de árbitros, operadores de VAR e comissários de jogo africanos, para que estejam à altura dos melhores do mundo. Também precisamos profissionalizar o futebol africano”, explica.

Patrice Motsepe entende que os árbitros e operadores de VAR devem ser bem remunerados, daí que a  CAF fez progressos significativos nos últimos cinco anos na implementação de governação, ética, transparência e melhores práticas de gestão.

“O nosso compromisso com a tolerância zero à corrupção e ao comportamento impróprio foi reconhecido e recompensado pelos inúmeros patrocinadores e parceiros que conquistamos”, afirma, sublinhando que “o que também é inegociável é o nosso compromisso e determinação em tratar todas as Associações Membro de forma igualitária e justa. Em nenhuma circunstância, qualquer Associação Membro receberá tratamento preferencial ou será favorecida em detrimento de qualquer outra”, anota Motsepe.  

O presidente da CAF garante que o organismo irá rever e aprimorar constantemente essas melhores práticas globais de futebol e governação, fortalecendo a confiança e a competitividade global do futebol africano. 

“As questões relativas aos incidentes ocorridos na final da Copa Africana de Nações da CAF Marrocos 2025 estão a ser pelo Tribunal Arbitral de Desporto, e o foco principal da nossa instituição no momento está na Copa das Confederações, na Liga dos Campeões Africanos e nas demais competições”, explica. 

Além disso, a CAF também está focada em trabalhar em conjunto, cooperar e apoiar cada uma das nações africanas que participarão da Copa do Mundo da FIFA 2026 nos Estados Unidos. 

“Temos certeza de que as nações africanas que participarão da Copa do Mundo da FIFA 2026 nos encherão de orgulho”, conclui Patrice Motsepe.

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) recebeu a visita do Chefe de Operações do Exército Finlandês, Brigadeiro-General Sami-Antti Takamaa, acompanhado pela sua delegação. 

 A visita teve como objectivo proporcionar uma visão directa sobre a situação actual da Missão, com especial enfoque nas condições em que a EUMAM MOZ opera, nos principais desafios operacionais e estruturais que enfrenta, e no trabalho em curso no âmbito dos Programas de Regeneração das Forças de Reação Rápida (QRFs) das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). 

 Durante a visita, a delegação finlandesa teve oportunidade de se reunir com o Comandante da Força da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, receber uma apresentação sobre a Missão e conhecer de perto as actividades desenvolvidas nas áreas de mentoria e assistência militar. A deslocação ao Campo de Treino de Katembe permitiu ainda observar os padrões de treino assistido atualmente em curso, com a 3.ª QRF de Fuzileiros. 

 A presença de destacados representantes militares dos Estados-Membros da União Europeia (UE) reforça a importância da cooperação contínua no seio da UE e evidencia o compromisso conjunto com o reforço das capacidades das FADM. 

 Enquanto Missão não executiva da União Europeia, a EUMAM MOZ centra-se no ciclo de formação operacional, na manutenção e na formação especializada, contribuindo para a profissionalização, autonomia e prontidão operacional das FADM. A Missão reúne militares e civis de várias nacionalidades europeias, incluindo quatro militares do contingente finlandês.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, reafirmou, esta sexta-feira, em Malabo (Guiné  Equatorial), o compromisso do seu Governo com a  protecção dos moçambicanos no estrangeiro e a consolidação da  paz e unidade nacional. 

Durante um encontro emotivo com a comunidade residente na Guiné  Equatorial, o Chefe do Estado destacou a criação inédita da  Secretaria de Estado das Comunidades para responder às  necessidades da diáspora e assegurou que a abertura de uma  representação diplomática no país está sob análise prioritária. O  governante aproveitou a ocasião para apelar à preservação dos  valores de reconciliação, distanciando a identidade moçambicana  de discursos de ódio ou atos de violência.

A visita do estadista moçambicano a Malabo ocorre no âmbito da sua  participação na 11ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da  Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico (OEACP).  Logo à chegada, priorizou o contacto directo com os compatriotas,  sublinhando que não poderia passar pela capital equato-guineense  sem saudar os “filhos da nossa pátria amada”. O Presidente Chapo  expressou gratidão pela receção fraterna, afirmando ser um motivo  de orgulho ver que, mesmo longe, os cidadãos mantêm “viva a  chama da moçambicanidade”. 

No diálogo com a comunidade, o governante abordou com  transparência a vulnerabilidade climática que Moçambique enfrenta,  explicando detalhadamente os impactos das cheias e ciclones. Por  conseguinte, recordou que o país é atravessado por nove bacias  hidrográficas, o que o coloca entre os dez mais afetados no mundo. 

“Mesmo que não esteja a chover em Moçambique, basta estar a  chover na África do Sul, no Zimbabwe ou noutros países do interior  toda a água tende a correr para o mar, e passa pelos nossos rios,  transborda e provoca cheias e inundações”, elucidou o governante. 

Sobre a segurança nacional, o Chefe do Estado partilhou a  indignação face ao terrorismo em Cabo Delgado, mas garantiu que o  combate permanece firme. Segundo disse, o Executivo está focado  em restaurar a estabilidade para garantir o desenvolvimento inclusivo. 

“Queremos assegurar-vos que o nosso Governo continua firme e  empenhado no combate ao terrorismo, em restaurar a paz, garantir a  segurança das populações e criar melhores condições de vida”,  declarou, agradecendo a solidariedade interna e internacional  recebida desde o início do conflito. 

O Presidente da República destacou ainda que a sua gestão está  focada na diplomacia económica para atrair investimentos e  dinamizar a economia nacional. Respondendo ao incentivo dos  moçambicanos na diáspora, sublinhou que a determinação do  Governo visa melhorar a vida do povo “dentro e fora do país”. O  estadista apontou o Diálogo Nacional Inclusivo, que conta com a 

participação de partidos parlamentares e extraparlamentares, como  um pilar essencial para a estabilidade política e social. 

Um dos pontos altos da intervenção foi o anúncio de medidas  institucionais para apoiar os cidadãos no exterior. O Chefe do Estado  lembrou que, pela primeira vez na história do país, foi criada a figura  da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades  Moçambicanas no Exterior para cuidar especificamente destes  interesses. 

“Ela tem a missão de colaborar convosco diante das vossas  preocupações legítimas, desafios e iniciativas, sempre na busca de  soluções eficazes”, explicou, reforçando que a diáspora é parte  integrante e essencial da nação. 

Respondendo directamente a uma das principais reivindicações da  comunidade em Guiné Equatorial, o Presidente Chapo prometeu  analisar a instalação de uma representação consular em território  equato-guineense. Reconheceu que esta é uma “aspiração justa”  face à crescente presença de moçambicanos no país. “Queremos  assegurar-vos que esta questão será analisada com responsabilidade  e sentido de prioridade de Estado”, afirmou, garantindo que o  objectivo é aproximar os serviços do Estado aos cidadãos que vivem  além-fronteiras. 

Apelando à coesão social, o Estadista exortou os presentes a  continuarem a agir como embaixadores dos valores tradicionais do  país, baseados na humildade e no trabalho. 

Ademais, foi incisivo ao separar a identidade nacional de  comportamentos de instabilidade, afirmando que o povo  moçambicano não se define pelo conflito. “Moçambicano não é um  povo de ódio, moçambicano não é um povo de violência,  moçambicano não é um povo de guerra, moçambicano não é um  povo de manifestações violentas, ilegais e criminosas”, vincou. 

Por fim, o Presidente Daniel Chapo reiterou a necessidade de  combater discursos divisionistas para proteger a soberania e a  integridade territorial. Para si, o futuro de Moçambique depende da 

promoção de mensagens de amor e unidade nacional em detrimento  da destruição. “A guerra destrói, a paz constrói, o ódio destrói, o amor  constrói, a violência destrói, a reconciliação constrói”, concluiu,  despedindo-se com a garantia de que a comunidade pode contar  com o apoio contínuo da sua governação.

Um funcionário do Estado, de 38 anos, perdeu a vida ao tentar atravessar a via que liga os distritos de Guijá e Chókwè, na província de Gaza, arrastado pela forte corrente de água que há duas semanas condiciona a circulação naquele troço. Os residentes desta via reclamam das péssimas condições de travessia e falam dos perigos que assombram a via.

O caso reacende críticas das populações à falta de alternativas seguras de travessia e à demora no cumprimento de promessas governamentais.

Segundo testemunhas, o homem tentava alcançar o município de Chókwè quando foi surpreendido pela força das águas. O corpo foi recuperado no dia seguinte à sua morte.

“O jovem é de Guijá e perdeu a vida aqui. Ele tentou passar por aqui, mas não conseguiu. A água puxou e ele perdeu a vida”, relatou Lucas, residente local, frisando ainda que “ninguém está bem, mesmo eu não estou bem, mas é para fazer o que? Ninguém mandou isso aqui”.

A estrada, considerada estratégica por ligar Chókwè, Guijá e a vila de Caniçado, permanece parcialmente submersa desde as últimas cheias, dificultando a mobilidade de pessoas e bens. A situação tem forçado a população a recorrer a pequenas embarcações artesanais, muitas vezes em condições precárias.

Dias antes do incidente, a governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, havia reconhecido o risco e apelado à prudência, além de prometer reforço nos meios de travessia.

“Esta via é de capital importância. Queremos apelar àqueles que continuam a arriscar a atravessar esta água com muita corrente que não o façam. Tivemos situações não muito agradáveis nas cheias de Janeiro, com carros arrastados, pessoas arrastadas”, disse Mapandzene a 20 de Março. 

Na ocasião, a Governadora realçava que a interrupção da mesma era preciso haver alguma alternativa para a comunicabilidade dos dois locais, e que “neste momento, estamos a ver aqui umas embarcações que ajudam a travessia da nossa população, e também temos uma embarcação movida a motor que vamos meter nesta via para ajudar cada vez mais a nossa população”.

No entanto, moradores dizem que as medidas ainda não se concretizaram. A ausência de fiscalização e de transporte público seguro agrava o cenário, segundo os utentes.

“Quem quer passar tem que pagar o barco. E nem todos têm dinheiro”, lamentou Lino Manuel.
“São barcos com infiltrações, mesmo assim as pessoas arriscam a vida por necessidade”, acrescentou Januário, outro utente.

No local, embarcações chegam a transportar até oito passageiros por viagem, além de mercadorias, sem controlo das autoridades. O custo da travessia varia entre 50 e 100 meticais, valor considerado elevado para muitas famílias num contexto de desemprego e dificuldades económicas.

Apesar dos riscos evidentes, muitos continuam a atravessar diariamente, pressionados pela necessidade de trabalho e acesso a serviços. Outros, por falta de recursos, ficam retidos.

A situação insere-se num quadro mais amplo de cheias na província de Gaza. Na cidade de Xai-Xai, autoridades mantêm alerta máximo devido à interrupção recorrente da circulação na Estrada Nacional Número Um (N1) nos últimos dias. Pelo menos 10 bairros estão inundados, afectando mais de 6.100 pessoas, segundo dados preliminares.

Enquanto isso, a travessia entre Chókwè e Guijá permanece um ponto crítico, onde a urgência por soluções seguras se torna cada vez mais evidente após mais uma vida perdida.

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