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O aumento dos preços dos produtos alimentares continua a pressionar o custo de vida das famílias moçambicanas, numa altura em que o Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta para uma subida da inflação em Maio deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2025.

Uma ronda efectuada no Mercado Municipal da Malanga, na cidade de Maputo, constatou que produtos de primeira necessidade, como tomate, pepino, cebola, batata e pimento, registam preços significativamente superiores aos praticados no ano passado.

Vendedores ouvidos no mercado atribuem a situação aos efeitos das cheias que afectaram zonas de produção agrícola no início do ano, bem como ao aumento dos custos de transporte e logística.

Uma comerciante explicou que o quilo de tomate, que anteriormente era vendido entre 25 e 50 meticais, passou a custar cerca de 100 meticais, após uma subida acentuada dos preços nos mercados abastecedores. Segundo a vendedora, a produção nacional foi fortemente afectada pelas cheias, obrigando os comerciantes a recorrer ao produto importado, sobretudo da África do Sul.

O mesmo cenário verificou-se com o pepino e o pimento. Enquanto no ano passado o quilo de pepino era comercializado entre 10 e 20 meticais, actualmente os preços variam entre 50 e 60 meticais. Já a caixa de pimento, que chegou a custar 120 meticais, é agora adquirida por cerca de 800 meticais.

Os vendedores afirmam que a subida dos preços tem impacto directo no poder de compra dos consumidores. Muitos clientes reduziram as quantidades adquiridas, optando por compras mais pequenas para fazer face ao aumento do custo de vida.

Apesar da redução do movimento nos mercados, alguns comerciantes defendem que os preços praticados continuam a ser mais acessíveis do que os encontrados em muitos supermercados, sobretudo por se tratar de produtos frescos e, em grande parte, de produção nacional.

Além dos efeitos das cheias, os comerciantes apontam o aumento dos custos dos combustíveis e do transporte como factores que continuam a influenciar os preços dos produtos alimentares.

Dados recentes do Instituto Nacional de Estatística indicam que a inflação continua a afectar várias regiões do País, com destaque para as províncias de Gaza, Inhambane, Nampula e Tete, reflectindo-se no agravamento do custo de vida das famílias moçambicanas.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) revelou que mais de 1,3 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas residências em Moçambique desde 2017, em consequência da violência armada e do terrorismo na província de Cabo Delgado.

A informação foi avançada este sábado, na cidade de Pemba, durante as celebrações do Dia Mundial do Refugiado, assinalado este ano sob o lema “Até que todos estejam seguros”.

Segundo o ACNUR, apesar dos progressos registados em algumas zonas afectadas pelo conflito, o País continua a enfrentar deslocações internas provocadas pela insegurança, ao mesmo tempo que acolhe requerentes de asilo provenientes de diversos países.

Na ocasião, a representante do ACNUR em Moçambique, Isadora Zoni, destacou a necessidade de garantir condições de vida dignas aos refugiados, requerentes de asilo e deslocados internos, assegurando-lhes o acesso à educação, aos cuidados de saúde e à documentação.

A responsável sublinhou que a protecção e a inclusão destas populações são fundamentais para promover a sua integração social e permitir a reconstrução das suas vidas, num contexto marcado por persistentes desafios humanitários.

As celebrações reuniram requerentes de asilo, deslocados internos, comunidades de acolhimento e autoridades locais, numa demonstração de solidariedade para com as pessoas forçadas a abandonar os seus lares devido a conflitos armados, perseguições e outras formas de violência.

Na mesma ocasião, o ACNUR reiterou a importância de reforçar os mecanismos de protecção e assistência às populações deslocadas, bem como de criar condições que lhes permitam reconstruir as suas vidas com segurança e dignidade.

O Dia Mundial do Refugiado é assinalado anualmente a 20 de Junho e visa homenagear a coragem e a resiliência de milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo, ao mesmo tempo que sensibiliza a comunidade internacional para a necessidade de garantir os seus direitos e encontrar soluções duradouras para os desafios que enfrentam.

O Serviço Nacional de Migração (SENAMI), na província de Sofala, frustrou a entrada e permanência ilegal de 29 cidadãos estrangeiros de nacionalidades malawiana e etíope no território nacional.

Trata-se de 17 cidadãos malawianos e 12 etíopes, interpelados nos distritos de Marínguè e Caia, na sequência de um trabalho conjunto entre o SENAMI e a população local.

Segundo o porta-voz do SENAMI em Sofala, Francisco Chambal, a colaboração da população foi determinante para a localização e intercepção dos imigrantes em situação irregular, impedindo a sua circulação ilegal no País.

Dados avançados pelas autoridades migratórias indicam que os cidadãos etíopes utilizavam Moçambique como corredor de passagem para a África do Sul, país onde pretendiam fixar-se em busca de melhores condições de vida.

Entretanto, os cidadãos malawianos foram interceptados quando tentavam regressar ao Malawi, provenientes da África do Sul, na sequência dos actos de xenofobia que se têm registado naquele país.

O SENAMI esclarece que a entrada dos estrangeiros ocorreu fora dos postos oficiais de travessia de fronteira, em violação da legislação migratória em vigor.

As autoridades migratórias indicam que os 29 cidadãos serão repatriados por via ferroviária para a província de Tete, de onde seguirão para os respectivos países de origem, em coordenação com as autoridades competentes.

O SENAMI reafirma o seu compromisso de reforçar o controlo migratório e apela à contínua colaboração da população na denúncia de casos de imigração ilegal, com vista a garantir a segurança e o cumprimento da legislação migratória nacional.

A Ministra da Educação, Samaria Tovela, apelou à paciência dos professores que reclamam o pagamento de horas extraordinárias em atraso, reconhecendo a legitimidade das suas reivindicações, mas sublinhando que o Estado não dispõe de capacidade financeira para liquidar toda a dívida de uma só vez.

A governante reagia à nova onda de paralisação das aulas protagonizada por docentes que exigem a regularização dos valores em dívida. Apesar de reconhecer o direito dos professores a reclamarem os seus créditos, Samaria Tovela considera que a interrupção das actividades lectivas não constitui a melhor forma de protesto, por prejudicar milhares de alunos.

A ministra alertou ainda que os docentes que aderirem à paralisação poderão enfrentar implicações e procedimentos administrativos previstos na lei.

Recorde-se que o Governo anunciou ter regularizado integralmente o pagamento das horas extraordinárias referentes ao ano de 2022 e parte de 2023. Contudo, continua por liquidar o remanescente desse ano, bem como a totalidade dos valores correspondentes a 2024.

Mais de 70 famílias e duas escolas acordaram sem energia eléctrica na vila turística de Bilene, na sequência de mais um ataque contra um posto de transformação. Dois comerciantes foram detidos e confessaram o crime, mas recusam-se a revelar os mandantes. A Eletricidade de Moçambique (EDM) já registou dezenas de casos e prejuízos estimados em cerca de oito milhões de meticais na província de Gaza.

A madrugada desta quinta-feira caiu sobre a vila turística de Bilene e, com ela, a escuridão. Após a vandalização de um posto de transformação, mais de 70 famílias e duas escolas ficaram privadas de energia eléctrica, num novo capítulo que preocupa os residentes do bairro de Mata.

O caso volta a revelar a escalada dos ataques contra infra-estruturas da Electricidade de Moçambique (EDM), num cenário que continua a desafiar as autoridades. Bilene, Chókwè e Chibuto figuram entre os distritos mais afectados pelo negócio ilegal em expansão, enquanto os prejuízos acumulam-se em milhões de meticais.

Feliciano Diquel Director EDM ASC Chókwé 

Na mais recente operação policial, dois indivíduos, aliás comerciantes foram detidos. Ambos confessaram o seu envolvimento nos furtos, mas mantêm silêncio sobre o destino do material roubado e sobre os alegados mandantes do esquema.

A polícia concentra agora esforços na localização do alegado líder do grupo, considerado peça-chave para a desarticulação dos circuitos que alimentam o comércio ilegal de material elétrico ao longo dos corredores do sul do país.

Os impactos destes crimes vão além das detenções. A EDM estima prejuízos de cerca de oito milhões de meticais devido à vandalização de infra-estruturas eléctricas, num contexto agravado pelas recentes cheias na província de Gaza, que também danificaram equipamentos e linhas de distribuição.

Quarenta e oito horas depois dos confrontos registados entre a Polícia da República de Moçambique e mototaxistas na cidade de Tete, a PRM voltou a desencadear uma operação de fiscalização com vista à regularização dos motociclistas. Desta vez, a acção decorreu em pontos estratégicos da cidade, com menor concentração populacional, e resultou na apreensão de 67 motociclos por diversas irregularidades. 

A polícia garante que as operações vão continuar, enquanto os motociclistas apresentam opiniões divergentes sobre a medida.

A operação mobilizou várias unidades da Polícia da República de Moçambique, incluindo a Polícia de Trânsito, a Unidade de Intervenção Rápida, a Polícia de Proteção e a Polícia Municipal. Segundo as autoridades, o objetivo é garantir o cumprimento das normas de circulação rodoviária e reduzir o número de acidentes envolvendo motociclistas na província de Tete.

O porta-voz da PRM afirmou que as operações de fiscalização vão prosseguir até que a província se torne uma referência na redução dos acidentes de viação envolvendo motociclos.

Entre os motociclistas, a operação divide opiniões. Enquanto alguns defendem a necessidade de reforçar o cumprimento da lei e melhorar a segurança rodoviária, outros consideram que deveria ter havido um período de sensibilização e aviso prévio para permitir a regularização da documentação.

A continuidade destas operações surge numa altura em que Tete figura entre as províncias do país com maior registo de acidentes de viação envolvendo motociclistas.

As obras de reabilitação da Avenida Agostinho Neto, na cidade de Quelimane, já alcançaram 80 por cento de execução física, registando progressos assinaláveis, sobretudo ao nível da colocação de pavê em diversos troços da via.

Os trabalhos decorrem actualmente em pelo menos quatro frentes de obra, após a conclusão de parte das intervenções ligadas à montagem de lancis e à construção das valas de drenagem.

Segundo o empreiteiro responsável, os constrangimentos relacionados com o abastecimento de combustível, que chegaram a afectar o ritmo da empreitada, foram entretanto ultrapassados, permitindo a normalização dos trabalhos no terreno.

A previsão aponta para que, até à segunda semana de Julho, a execução da obra atinja cerca de 95 por cento. Nessa fase, ficarão por concluir apenas a colocação das tampas das valas de drenagem e a sinalização horizontal e vertical da rodovia.

Orçada em 75 milhões de meticais, a reabilitação da Avenida Agostinho Neto é financiada pelo Banco Mundial e tem como objectivo melhorar a circulação rodoviária e as condições de drenagem numa das principais artérias da cidade de Quelimane

Cerca de 800 cidadãos moçambicanos regressaram ao país vítimas de actos de xenofobia, enquanto mais de 200 cidadãos malawianos usaram Moçambique como corredor de passagem para regressar ao seu país. Os dados foram avançados esta sexta-feira pelo Serviço Nacional de Migração, durante uma conferência de imprensa.

As autoridades moçambicanas registaram já registaram a deportação de 5 302 cidadãos nacionais por permanência ilegal em países estrangeiros.

Segundo dados apresentados pelas autoridades, do total de cidadãos deportados, aproximadamente 800 foram vítimas de actos de xenofobia, enquanto os restantes foram repatriados por situações relacionadas com entrada ou permanência ilegal nos países onde se encontravam.

Entretanto, entre os dias 11 e 19 do corrente mês, as autoridades receberam, através do posto fronteiriço da Ponta do Ouro, 221 cidadãos de nacionalidade malawiana interceptados por violação da linha de fronteira entre a África do Sul e Moçambique.

Os cidadãos foram detectados pela Polícia de Fronteira no posto de controlo de Salamanga, no distrito de Matutuine, província de Maputo. Do grupo, 60 foram interpelados naquele posto de controlo rodoviário, enquanto os restantes foram encaminhados para diferentes unidades policiais para os devidos procedimentos.

As autoridades moçambicanas afirmam ter coordenado com os serviços competentes ao longo da rota de regresso para garantir o acolhimento, assistência e acompanhamento dos cidadãos malawianos até ao seu país de origem.

Para o efeito, foram accionados os postos de controlo e os serviços de migração existentes ao longo do percurso, com vista a assegurar que o processo decorresse de forma segura e organizada.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu 67 motociclos durante uma operação de fiscalização realizada na cidade de Tete, apenas 48 horas após os confrontos registados entre agentes da corporação e mototaxistas.

A acção decorreu em diversos pontos estratégicos da cidade, com menor concentração populacional, e teve como principal objectivo regularizar a actividade dos motociclistas e reforçar o cumprimento das normas de trânsito.

Para o efeito, foram mobilizadas várias unidades da PRM, nomeadamente a Polícia de Trânsito, a Unidade de Intervenção Rápida (UIR), a Polícia de Protecção e a Polícia Municipal.

Segundo o porta-voz da PRM em Tete, Feliciano da Câmara, a operação enquadra-se nos esforços das autoridades visando reduzir o elevado número de acidentes de viação envolvendo motociclos na província.

A fonte assegurou que as acções de fiscalização irão prosseguir até que Tete se torne uma referência nacional na redução da sinistralidade rodoviária associada aos motociclistas.

Entretanto, a medida continua a suscitar opiniões divergentes entre os operadores de mototáxi. Enquanto alguns defendem o reforço da fiscalização como forma de promover maior segurança nas estradas e incentivar o cumprimento da lei, outros consideram que as autoridades deveriam ter privilegiado uma fase prévia de sensibilização antes do início das apreensões.

Os motociclistas que contestam a operação entendem que um período de aviso prévio teria permitido a regularização da documentação e o cumprimento das exigências legais para o exercício da actividade.

 

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