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O País – A verdade como notícia

Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior defende maior ligação entre universidades, investigação científica e sector produtivo

O Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson da Graça Francisco Macuácua, considera que o ensino superior, a investigação científica e a inovação são pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável de Moçambique e para a conquista da independência económica do país.

O governante falava esta segunda-feira, 12 de Outubro, na cidade da Beira, durante a aula inaugural da Primeira Conferência Internacional de Pesquisa, organizada pela Universidade Adventista de Moçambique, sob o lema “O Papel da Investigação Científica, Inovação e Ensino Superior no Desenvolvimento Sustentável de Moçambique”.

Na ocasião, Macuácua defendeu que o desenvolvimento do país não deve depender apenas da exploração dos recursos naturais, das reservas de gás ou das terras aráveis, mas também da capacidade intelectual, científica e criativa dos moçambicanos.

Segundo o governante, as instituições de ensino superior devem assumir um papel activo na procura de soluções para os problemas que afectam as comunidades, privilegiando a qualidade do ensino, a empregabilidade e a aplicação prática do conhecimento científico.

“O nosso desafio actual mudou de escala: o nosso compromisso agora é com a qualidade, relevância e empregabilidade”, afirmou, sublinhando que as universidades não devem limitar-se à formação de graduados, mas preparar cidadãos críticos, líderes éticos e profissionais capazes de responder às necessidades do mercado de trabalho e aos desafios do país.

O Secretário de Estado destacou igualmente a importância da investigação científica na procura de soluções para os efeitos das mudanças climáticas na agricultura, no combate às doenças endémicas e na gestão sustentável dos recursos naturais.

Para Macuácua, a produção de conhecimento científico nacional permite reduzir a dependência de soluções estrangeiras e reforçar a capacidade de Moçambique para determinar o seu próprio rumo de desenvolvimento.

O governante defendeu ainda que os resultados da investigação devem chegar às comunidades e contribuir para a formulação de políticas públicas eficazes, para a melhoria dos serviços e para o bem-estar dos cidadãos.

No domínio da inovação, considerou fundamental criar condições para que os jovens transformem ideias em empresas, tecnologias em postos de trabalho e projectos de investigação em soluções aplicáveis ao mercado.

Neste contexto, saudou a inauguração da incubadora de inovação e negócios da Universidade Adventista de Moçambique, realizada no domingo, 11 de Outubro, considerando a iniciativa uma oportunidade para estimular o empreendedorismo juvenil e a criação de emprego.

Macuácua defendeu igualmente uma maior colaboração entre as universidades e o sector produtivo, de modo a transformar o conhecimento académico em iniciativas economicamente viáveis e capazes de responder às necessidades da sociedade.

Entretanto, anunciou que o Governo está a preparar uma proposta de Lei de Investigação Científica, com vista a melhorar a regulamentação do sector. Está também em preparação a Primeira Conferência Nacional de Investigação Científica, que deverá contribuir para impulsionar a pesquisa e reforçar a coordenação entre as instituições de ensino superior e de investigação.

O governante considerou que o cumprimento dos objectivos de desenvolvimento sustentável exige uma comunidade científica forte, activa e comprometida com os desafios nacionais.

A Primeira Conferência Internacional de Pesquisa reúne investigadores, professores, estudantes e outros intervenientes do meio académico para debater o contributo da investigação científica, da inovação e do ensino superior para o desenvolvimento de Moçambique.

 

O suposto proprietário de uma fábrica clandestina de produção de diesel à base de óleo queimado foi detido no fim da tarde do passado sábado, no distrito de Dondo, em Sofala e foi aplicada uma multa de pouco mais de 325 mil meticais por despejos ilegal de resíduos sólidos.

A detenção, confirmada esta segunda-feira pelas autoridades, surge na sequência de denúncias de poluição ambiental e de um incêndio registado na semana passada nas imediações da unidade fabril.

De acordo com Domingos Ncuinda, delegado provincial de Sofala da Agencia Nacional para o Controlo de Qualidade Ambiental, empresa exibiu uma licença ambiental e um plano de gestão. Na altura da detenção o proprietário da fabrica não apresentou nenhum documento que lhe autoriza a produzir diesel na base de óleo queimado.
Neste momento as autoridades continuam a investigar a actividade da empresa.

Segundo moradores e trabalhadores de empresas vizinhas, a fábrica, pertencente a cidadãos de nacionalidade asiática, operava sem a devida autorização e despejava os resíduos da produção – descritos como um óleo preto e com cheiro nauseabundo – num terreno baldio por trás das instalações, local onde a comunidade possui machambas.

“Esse cheiro entra até dentro de casa. As nossas couves, o milho, tudo está a morrer por causa desse óleo preto que eles deitam”, queixam-se os residentes.

A situação agravou-se na semana passada quando uma queima alegadamente provocada para reduzir o volume de resíduos descontrolou-se.

“Houve uma queimada descontrolada. Esses chineses estão a fazer combustível de maneira ilegal. Eles têm resíduos, restos daquele combustível que não serve, deitam por trás do muro deles. Parece que quiseram diminuir a quantidade e criaram um incêndio. O fogo foi subindo até atingir a faixa da nossa empresa. Ficámos assustados”, relatou à nossa reportagem, José Saica, segurança de uma empresa contígua que presenciou o incêndio.

O fogo, de acordo com a testemunha, ameaçou a linha de transporte de energia eléctrica da zona e várias infra-estruturas. “Estamos em risco aqui. O combustível um dia que arder a sério pode nos atingir. Onde está aquele resto para eles é lixo, para nós é um perigo de vida”, acrescentou.

Contactada na altura, a empresa visada recusou-se a prestar declarações e trancou as portas à equipa de reportagem. Vídeos amadores a que tivemos acesso, alegadamente gravados no interior da unidade, mostram o combustível armazenado em pequenos recipientes.

A região de Micaune, no distrito de Chinde, província da Zambézia, conta com infra-estruturas reabilitadas e novas para melhorar o acesso aos serviços de saúde e facilitar a circulação de pessoas e mercadorias. As intervenções incluem a reabilitação do Hospital de Madal, a construção de uma maternidade, uma estrada e um cais na localidade de Mitange, num investimento global de cerca de 6,6 milhões de meticais.

Do montante investido, 5,6 milhões de meticais foram destinados às obras de saúde, enquanto cerca de 988 mil meticais foram aplicados na estrada e no cais.

A intervenção na área da saúde procurou responder às condições precárias em que funcionava a antiga maternidade de Madal. A estrutura era delimitada por panos, tinha cobertura sustentada por estacas de madeira e chão de terra batida, sem condições adequadas de higiene e protecção contra a chuva e o vento. Segundo a informação disponibilizada sobre o projecto, estas limitações levavam algumas mulheres a dar à luz em casa.

Com a construção da nova maternidade e a reabilitação do hospital, as instalações passaram a dispor de edifícios melhorados, com paredes e coberturas renovadas. A intervenção foi acompanhada pela entrega de equipamento hospitalar e materiais de apoio, entre os quais seis camas, sete colchões, uma marquesa para exames ginecológicos e dois carrinhos de medicação.

As obras abrangeram igualmente a estrada e o cais de Mitange, infra-estruturas importantes para as comunidades ribeirinhas. Durante a época chuvosa, as más condições da via dificultavam a circulação de pessoas e veículos, enquanto a degradação do cais condicionava o embarque e desembarque de passageiros e o transporte de mercadorias.

A conclusão destas intervenções poderá facilitar as deslocações das comunidades e o escoamento de produtos agrícolas, bem como o acesso a bens de primeira necessidade.

As infra-estruturas foram executadas pela CRONUS MINERALS, LDA., empresa do Grupo Jinan Yuxiao, no âmbito das suas acções de responsabilidade social nas zonas onde opera.

Além dos projectos agora entregues, a empresa refere ter apoiado a construção de oito escolas, quatro igrejas e 26 poços na região. Entre as intervenções na área da educação estão estabelecimentos de ensino em Chissomba e nas zonas de reassentamento de Magaza, Maleva e Magodo. Os projectos de abastecimento de água abrangem, entre outras, as comunidades de Mitange, Arijuane e Barco.

A empresa afirma que pretende continuar a apoiar iniciativas nas áreas da saúde, educação, abastecimento de água e transportes rodoviários.

 

Moçambique acolhe, de 13 a 15 de Outubro corrente, a Conferência Internacional sobre Redução do Risco de Desastres e Resiliência em África.

O evento é organizado pela Comissão da União Africana, em colaboração com o Governo da República de Moçambique e a SADC, surge numa altura em que Moçambique enfrenta dificuldades no acesso ao financiamento climático para responder aos impactos dos eventos extremos, num país altamente vulnerável às alterações climáticas.

O encontro, subordinado ao tema “Escalar a Povernação Proactiva e o Investimento Estratégico para a Redução do Risco de Desastres e uma África Resiliente”, reúne também instituições financeiras, parceiros de desenvolvimento, academia, sociedade civil e sector privado. Serão discutidas estratégias de prevenção, financiamento e reforço da capacidade de resposta aos desastres naturais na região.

A Conferência Internacional sobre Redução do Risco de Desastres e Resiliência em África contará do Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo. 

O encontro reunirá ministros, altos responsáveis pela formulação de políticas públicas, especialistas técnicos, representantes  das comunidades  económicas regionais,  decisores nacionais  e  subnacionais, instituições de  desenvolvimento  e  financiamento,  académicos,  organizações  da  sociedade  civil, representantes do sector privado e parceiros internacionais. 

O encontro tem como objectivo acelerar a implementação dos compromissos continentais e globais em matéria de redução do risco de desastres, promovendo a partilha de experiências, o reforço da cooperação e a adopção de medidas que contribuam para a construção de comunidades e sociedades mais resilientes em África. 

 

O Governo moçambicano anunciou o repatriamento de três cidadãos nacionais vítimas de tráfico humano na República Centro-Africana. Os cidadãos já se encontram na província de Manica, sua terra de origem, desde quinta-feira, 8 de Outubro.

O regresso resulta de várias semanas de consultas e coordenação entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Governo da República Centro-Africana, que asseguraram a identificação, a protecção e o regresso seguro dos cidadãos.

Os três moçambicanos fazem parte de um grupo inicial de 14 pessoas. Deste total, sete regressaram ao país por conta própria, enquanto quatro continuam desaparecidas.

O Governo de Moçambique, em colaboração com a OIM e as autoridades da República Centro-Africana, continua a desenvolver esforços para localizar os quatro cidadãos desaparecidos e garantir o seu regresso ao país.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, desde que tomou conhecimento da situação, o Governo tem trabalhado, através dos canais diplomáticos, para assegurar o regresso dos cidadãos aos seus locais de origem.

O Executivo reafirma, igualmente, o compromisso de continuar a coordenar acções com a OIM para responder aos desafios da migração.

Um incêndio de grandes proporções consumiu um supermercado e respectivos armazéns no Bairro Zimpeto, no Município de Maputo. Foram necessárias  três forças paramilitares para debelar as chamas, que iniciaram às 20h00 de sábado e prolongaram-se até 13h00 deste domingo.

É o terceiro incêndio registado na capital moçambicana em menos de quinze dias, uma sequência de ocorrências que volta a levantar preocupações sobre a segurança dos estabelecimentos comerciais. O cenário é de destruição, onde antes havia prateleiras carregadas de produtos e mercadorias, restam agora cinzas, e destroços banhados de fumo e materiais consumidos pelo fogo.

Anselmo Huo, gestor da infra-estrutura, ficou perplexo com o incidente e  desconhece a provável causa. Explicou que o incêndio iniciou depois da equipa de trabalhadores deixar o escritório, mas a dez minutos das 21h00 de sábado, receberam chamadas da vizinhança do estabelecimento.

“O que é que provocou? Ninguém sabe. É estranho? E começa logo do armazém onde é difícil apagar o fogo porque tem caixas e plásticos.” 

O fogo começou por volta das vinte horas deste sábado e perdurou até às treze horas de domingo. Foram cerca de dezasseis horas de incêndio, num combate que mobilizou diferentes equipas de salvação pública entre SENSAP, Bombeiros dos Aeroportos de Moçambique e outra unidade comandada por cidadãos de origem asiática. 

A Salvação Pública aponta a  curto-circuito como provável causa, argumentando ter havido problema elétrico no supermercado por volta das 13 horas do dia anterior que levou a um corte de energia. 

“Houve restabelecimento, mas por volta das 20 do mesmo dia houve o início do incêndio por conta de um curto circuito”, explicou a porta-voz do SENSAP, Vanessa Chiau. 

Enquanto as equipas procuravam controlar as chamas, os proprietários tentavam retirar mercadorias e outros bens que pudessem ter escapado à destruição. Os gestores dizem ter perdido “tudo” e vão colocar pouco mais de 100 trabalhadores na rua do desemprego. Wendy Alberto será uma das trabalhadoras.

“Na verdade, nós estamos tristes porque perdemos o emprego. Nós confiávamos nesse emprego aqui, e tudo foi por água abaixo. Estamos sem forças, não sabemos o que fazer”, lamentou.

Além de perdas materiais, o incêndio deixa trabalhadores numa situação de incerteza. Os três armazéns que pegaram fogo, abasteciam supermercados localizados na Cidade de Maputo, Matola, Vilanculos e Beira.

EDIL DE MAPUTO LOCAL DO INCÊNDIO

O edil de Maputo, Rasaque Manhique, diz que os incêndios provocam prejuízos económicos e sociais que afetam a economia familiar dos munícipes. 

“Estes prejuízos que afectam investimentos, económicos, mas também a sobrevivência das famílias. No caso de hoje são mais de 110 trabalhadores e toda a comunidade à volta deste ponto que depende deste empreendimento para adquirir alimentos.

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo diz já estar em curso trabalhos de reconstrução das infra-estruturas comerciais consumidas pelo incêndio recentemente no Mercado Xiquelene.

Aumenta a enchente de camiões que chegam a passar dias à espera de atravessar para o Zimbabwe, através da fronteira de Machipanda, na província de Manica. Os automobilistas queixam-se da demora e apontam o atraso das obras da fronteira de paragem única, cuja implementação, segundo esperam, poderá pôr fim às longas filas.

Desgastante é como os automobilistas descrevem a longa espera para chegar ao vizinho Zimbabwe através da fronteira de Machipanda. Uma imagem aérea captada pela nossa equipa de reportagem mostra uma fila de camiões que se estende desde a cidade de Manica até ao posto fronteiriço, ao longo de mais de 15 quilómetros.m A situação arrasta-se há anos e, para os utentes, tornou-se insuportável.

Entretanto, a transformação do posto de travessia de Machipanda numa fronteira de paragem única, bem como a sua passagem à gestão privada, tem gerado debate. Nos corredores críticos, há vozes que consideram que a medida poderá representar uma alienação da soberania. Um dos automobilistas discorda dessa interpretação, argumentando que este modelo já é utilizado noutros países.

Através de uma feira de saúde, o Ministério da Saúde mobilizou 250 médicos especialistas em diferentes doenças. De acordo com o ministro da saúde a iniciativa será replicada noutras províncias.

Cerca de seis mil pessoas beneficiaram, este sábado, de cuidados de saúde na feira promovida pelo Ministério da Saúde, no distrito da Manhiça, província de Maputo. A iniciativa mobilizou cerca de 250 médicos especialistas de diferentes áreas e procurou aproximar os serviços de saúde das comunidades com acesso limitado a cuidados especializados.

Nas zonas rurais, a distância e a falta de recursos nas unidades sanitárias continuam a dificultar o acesso aos serviços de saúde. Na localidade de Chinavane, por exemplo, uma paciente que sofre de diabetes e outras doenças diz enfrentar dificuldades para obter assistência médica na sua região.

“Às vezes, as máquinas não têm”, lamenta Zaida Ussene, que encontrou na feira a oportunidade de procurar cuidados que nem sempre estão disponíveis na unidade sanitária da sua zona.

A situação de outro paciente chamou a atenção do ministro da Saúde, Ussene Isse. Perante a gravidade do problema clínico apresentado, o governante garantiu o seu encaminhamento para o Hospital Central de Maputo, para receber tratamento especializado.

A iniciativa foi recebida com satisfação por utentes que defendem a realização de mais feiras desta natureza. Para alguns, a concentração de várias especialidades num único local representa uma oportunidade rara de acesso a serviços que não estão disponíveis no hospital distrital.

“Tem que vir mais vezes, porque aqui no distrito temos muitas doenças. O hospital é pequeno, não tem cirurgia, não tem urologia”, afirmou uma acompanhante de um dos pacientes atendidos na feira.

Segundo o ministro da Saúde, Ussene Isse, a iniciativa deverá permitir que milhares de cidadãos tenham acesso a consultas e exames especializados, sem precisarem de se deslocar inicialmente aos grandes hospitais.

O governante explicou que, ao contrário de outras campanhas, que chegam a assistir entre mil e 1.300 pessoas, a feira da Manhiça tinha como meta alcançar cerca de seis mil utentes.

“Hoje temos aqui a oportunidade de oferecer cuidados especializados, de tudo o que é possível em saúde”, afirmou Ussene Isse.

O ministro acrescentou que o Governo pretende replicar a iniciativa nas restantes províncias do país, com prioridade para zonas distantes das grandes unidades sanitárias e com elevada concentração populacional.

A estratégia, segundo o governante, pretende reduzir as barreiras geográficas no acesso à assistência médica e contribuir para a cobertura universal de saúde.

“Se nós queremos só esperar para atender as pessoas nos hospitais, é lógico que muitos não terão acesso. Agora, levar o hospital para a comunidade, como estamos aqui a fazer, é, de facto, um grande ganho”, defendeu.

Além de facilitar o acesso às consultas, a feira permite identificar doenças e encaminhar casos que necessitam de cuidados mais diferenciados. A intervenção precoce pode ajudar a evitar complicações de patologias que, quando diagnosticadas e acompanhadas atempadamente, podem ser controladas.

Depois da Manhiça, o distrito de Boane e a localidade de Bobole, no distrito de Marracuene, estão entre os próximos locais apontados para acolher a iniciativa, que deverá estender-se a outras regiões do país ainda este ano.

O Grupo Jinan Yuxiao assinalou o Dia da Paz e Reconciliação Nacional de Moçambique, que se celebra a 4 de Outubro, com um apelo ao reforço da estabilidade e ao desenvolvimento partilhado, reiterando o seu compromisso de longo prazo com o país.

A data recorda a assinatura, em 1992, em Roma, do Acordo Geral de Paz entre o Governo moçambicano e a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), que pôs fim a 16 anos de guerra civil. Em 2026, cumprem-se 34 anos da sua assinatura.

Para o Grupo Jinan Yuxiao, que desenvolve a sua actividade em Moçambique numa perspectiva de longo prazo, a paz e a estabilidade são importantes para a execução dos projectos, a vida dos trabalhadores e a continuidade da cooperação com as comunidades. A passagem de um investimento da construção à operação exige um compromisso prolongado, e o uso de uma infra-estrutura pública após a sua entrega depende da manutenção assegurada por diferentes intervenientes.

Obras que aproximam territórios

No norte de Moçambique, o rio Lúrio separa o distrito de Nipepe, na província do Niassa, do distrito de Lalaua, em Nampula. Em 18 de Setembro de 2024, foi inaugurada a ponte sobre o rio Lúrio, construída com o apoio da DH Mining Development Company, empresa do Grupo Jinan Yuxiao. A ponte abriu uma nova ligação para a circulação de pessoas e mercadorias entre os dois distritos.

O valor desta travessia reflecte-se nas deslocações quotidianas. As viagens dos residentes, o transporte de produtos e a actividade das empresas dependem de boas condições de circulação. Ao ligar os dois territórios, a ponte permite que as obras apoiadas pela empresa respondam também a necessidades mais amplas da sociedade.

Apoio às necessidades concretas das comunidades

A aspiração a uma vida melhor passa igualmente pelo acesso a serviços básicos. Em 14 de Setembro de 2023, a Africa Great Wall Mining Development doou à comunidade de Milolane uma embarcação equipada com motor a diesel, acompanhada de coletes salva-vidas, extintores e bóias de salvação, para transportar pessoas até à cidade em situações de urgência médica.

Em Nipepe, as obras de abastecimento de água realizadas com o apoio da DH Mining incluíram a instalação de 2.500 metros de canalização e de um sistema automático de abastecimento para serviços do governo local, escolas e o hospital.

Criar capacidades para um futuro partilhado

A construção de longo prazo depende igualmente da participação de trabalhadores locais. Em 30 de Janeiro de 2026, foi inaugurada a fábrica de processamento de grafite de Nipepe. Na ocasião, o presidente do Grupo Jinan Yuxiao, Wu Tao, afirmou que o projecto já contava com mais de 800 trabalhadores locais.

O valor de um emprego a longo prazo desenvolve-se através da prática e da aprendizagem continuadas. Na inauguração do projecto foram anunciadas medidas de formação adicional, cuja execução será importante tanto para o desenvolvimento das competências dos trabalhadores locais como para a actividade futura da empresa.

Para as empresas e as comunidades, uma base de desenvolvimento partilhado constrói-se através do cumprimento de compromissos, da resolução de problemas e da cooperação quotidiana. Concluir obras, conservar infra-estruturas públicas e apoiar a aprendizagem dos trabalhadores exige um esforço continuado.

Por ocasião do Dia da Paz e Reconciliação Nacional, o Grupo Jinan Yuxiao dirige ao povo moçambicano os seus votos de paz e bem-estar, manifestando a esperança de que a paz e o respeito mútuo acompanhem o desenvolvimento do país e que o esforço de construção conjunta proporcione a mais famílias uma vida segura e oportunidades duradouras.

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