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Universidade Licungo lança programa de doutoramento

A Universidade Licungo lançou oficialmente, esta sexta-feira, o Programa de Doutoramento em Ciências de Desenvolvimento, uma iniciativa da Faculdade de Economia e Gestão que pretende

Universidade Licungo lança programa de doutoramento

A Universidade Licungo lançou oficialmente, esta sexta-feira, o Programa de Doutoramento em Ciências de Desenvolvimento, uma iniciativa da Faculdade de Economia e Gestão que pretende

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, defendeu hoje, em Maputo, que a promoção do aleitamento materno deve constituir uma responsabilidade colectiva, apelando ao reforço das acções que já produzem resultados e ao envolvimento do Governo, profissionais de saúde, famílias, comunidades e empregadores para garantir um início de vida mais saudável, sustentável e seguro para todas as crianças moçambicanas.  

Gueta Chapo falava durante a comemoração da Semana Mundial do Aleitamento Materno, cujo acto central teve lugar no Hospital Central de Maputo (HCM), sob o lema “Amamentação para um Começo de Vida Sustentável: Fortalecer o que Funciona”, que, segundo Gueta Chapo, representa um apelo para valorizar e consolidar as iniciativas que já demonstram resultados positivos na protecção da saúde materno-infantil. 

Na ocasião, afirmou que o leite materno é um alimento completo e essencial para o recém-nascido, considerando-o um dom que contribui para a saúde da criança e da mãe, para a segurança alimentar, a educação e o futuro de Moçambique. 

Gueta Chapo sublinhou que a sobrevivência da primeira infância constitui uma prioridade nacional, recordando que o Governo aprovou o Plano de Acção para a Sobrevivência Infantil 2026-2030 e destacando que a mortalidade infantil reduziu de 64 para 39 óbitos por mil nados-vivos entre 2011 e 2023, graças à expansão da vacinação, à melhoria dos cuidados pré e pós-parto e ao combate à malária e à diarreia. 

A Primeira-Dama destacou igualmente os avanços alcançados na promoção do aleitamento materno exclusivo, referindo que o país atingiu 56 por cento de crianças alimentadas exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida, superando a meta de 50 por cento estabelecida para 2025. Considerou que estes resultados demonstram a confiança das famílias moçambicanas na amamentação e reflectem o empenho dos profissionais de saúde e das comunidades. 

Apesar dos progressos, advertiu que o país deve intensificar os esforços para alcançar os objectivos definidos pela Assembleia Mundial da Saúde até 2030, elevando a taxa de aleitamento materno exclusivo para mais de 60 por cento. Defendeu ainda a continuidade da amamentação até aos dois anos de idade, acompanhada por uma alimentação complementar adequada, como forma de reduzir a desnutrição crónica para menos de 20 por cento e diminuir os índices de mortalidade neonatal e de crianças menores de cinco anos. Dirigindo-se aos participantes, Gueta Chapo enfatizou que o sucesso da amamentação depende do envolvimento de toda a sociedade. 

“A decisão de amamentar depende da mãe. Mas o sucesso é de todos nós”, disse, acrescentando que o país precisa de serviços de saúde com profissionais capacitados, famílias informadas com base em evidências, comunidades solidárias e locais de trabalho dotados de espaços apropriados para permitir que as mães possam amamentar os seus filhos durante o horário laboral. A esposa do Presidente da República apelou igualmente ao combate à desinformação relacionada com os substitutos do leite materno e exortou a todos os envolvidos a assumirem um compromisso permanente com a protecção da maternidade. 

“Por isso, faço um apelo a todos profissionais de saúde, parceiros, líderes comunitários, empregadores e família, que façamos da proteção e promoção do aleitamento materno uma responsabilidade colectiva. Que nenhuma mulher enfrente este percurso sozinha”. 

Na ocasião, anunciou que as celebrações da Semana Mundial do Aleitamento Materno prosseguirão durante todo o mês de agosto em diferentes comunidades e unidades sanitárias do país, com acções de sensibilização destinadas a promover o aleitamento materno exclusivo até aos seis meses e a sua continuidade até aos dois anos de idade. 

No encerramento da cerimónia, Gueta Chapo reafirmou o compromisso do seu Gabinete com a promoção do aleitamento materno seguro e entregou cestas básicas às mães e aos líderes comunitários, com vista a apoiar a nutrição das lactantes e reforçar o trabalho de sensibilização desenvolvido nas comunidades. 

A Semana Mundial do Aleitamento Materno constitui uma oportunidade para reforçar a sensibilização sobre a importância desta prática, que contribui para a redução da mortalidade infantil, promove o crescimento e desenvolvimento saudável da criança e fortalece o vínculo entre a mãe e o bebé.

Uma bomba de combustível foi completamente consumida pelas chamas, na manhã desta quinta-feira, na periferia da cidade de Nampula, na sequência de um incêndio que, segundo os bombeiros e testemunhas, terá sido provocado por um curto-circuito numa viatura onde estavam a ser abastecidos bidões de combustível.

De acordo com testemunhas, no momento do incidente um mini-bus encontrava-se a abastecer bidões com gasolina. Alegadamente, o motor da viatura permanecia em funcionamento, situação que terá originado um ponto de ignição e desencadeado o incêndio.

Por se tratar de um combustível altamente inflamável, a gasolina contribuiu para a rápida propagação das chamas, que em pouco tempo atingiram grandes proporções e destruíram por completo a bomba de combustível.

O incêndio ocorreu um dia depois de uma reunião entre o Governo Provincial e os proprietários de bombas de combustível, cujo objectivo era desencorajar o abastecimento de combustível em recipientes não apropriados.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) prestou apoio, ao longo de um ano, a 5.640 famílias afectadas pelo conflito armado e pelos choques climáticos nas províncias de Cabo Delgado e Niassa, no norte de Moçambique.

Segundo um relatório da agência das Nações Unidas, o projecto foi executado entre Março de 2025 e Março de 2026 nos distritos de Mecúfi e Mueda, em Cabo Delgado, bem como em Cuamba, Marrupa e Mecanhelas, na província do Niassa. A iniciativa teve como principal objectivo reduzir os impactos dos conflitos e das alterações climáticas sobre as comunidades mais vulneráveis, promovendo a recuperação dos meios de subsistência agrícolas e reforçando a segurança alimentar e a capacidade de resiliência das populações.

No total, o programa beneficiou directamente 5.640 agregados familiares, dos quais 3.063 são chefiados por mulheres. O projecto contou com um financiamento de aproximadamente um milhão de dólares, equivalente a cerca de 866,5 mil euros, disponibilizado pelo Governo do Japão.

No âmbito desta acção, a FAO distribuiu mais de 103 toneladas de sementes de culturas alimentares, 132 quilogramas de sementes hortícolas, pesticidas destinados à conservação pós-colheita, enxadas, regadores e sacos para armazenamento a 5.500 famílias, com vista ao reforço da produção agrícola.

A organização criou ainda 28 campos de demonstração e ministrou formação em práticas de agricultura inteligente adaptadas às alterações climáticas a 1.710 agricultores, entre os quais 950 mulheres. Paralelamente, procedeu à distribuição de 280 cabras por 140 agregados familiares, forneceu seis bombas de água motorizadas a associações de agricultores para impulsionar a produção hortícola durante a época seca e entregou equipamento destinado à conservação de vacinas às autoridades provinciais da Agricultura e Pescas.

O programa contemplou igualmente a formação de 703 pessoas em matérias relacionadas com a prevenção e controlo da doença de Newcastle, tendo também apoiado a vacinação de milhares de animais.

De acordo com a FAO, estas intervenções permitiram que numerosas famílias retomassem a actividade agrícola. A organização destaca ainda a significativa redução da mortalidade de aves provocada pela doença de Newcastle, que passou de 85% para apenas 4%.

A agência das Nações Unidas considera que o projecto contribuiu para o reforço da segurança alimentar, para o aumento da capacidade dos agricultores enfrentarem os efeitos dos choques climáticos e para o fortalecimento dos sistemas locais de produção e multiplicação de sementes.

Desde Outubro de 2017, a província de Cabo Delgado, rica em reservas de gás natural, tem sido palco de uma rebelião armada, com ataques reivindicados por grupos associados ao Estado Islâmico. O conflito já provocou mais de 6.600 mortos, segundo dados de organizações internacionais.

Entretanto, a última época chuvosa em Moçambique, decorrida entre Outubro e Abril, causou 314 vítimas mortais, afectou mais de 1,078 milhões de pessoas e danificou quase 260 mil habitações, de acordo com informações anteriormente divulgadas pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). Apenas as cheias registadas em Janeiro, consideradas das mais severas dos últimos anos em várias regiões do País, provocaram 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos.

A Igreja Católica e o país começaram ontem com as exéquias de Dom Júlio Duarte Langa, cujos restos mortais vão a enterrar no dia oito no santuário de Chongoene, em Gaza. A primeira missa de corpo presente contou com a participação do Chefe de Estado na Sé Catedral em Maputo.

Fieis católicos em Maputo despediram-se na manhã desta quinta-feira do segundo Cardeal Católico do país e primeiro bispo moçambicano da Diocese de Xai-Xai, Dom Júlio Duarte Langa. 

A missa de corpo presente decorreu na Sé Catedral de Maputo, Igreja local onde Dom Julho foi ordenado sacerdote em 1957. 

Em 1978, foi enviado na qualidade de Bispo para a diocese de Xai-Xai, onde pastoreou a igreja por quase três décadas, descritos como anos de fidelidade a Deus. 

“Talvez seja precisamente por essa fidelidade que Deus quis o tornar visível quando em 2015 o Papa Francisco o criou cardeal da Santa Igreja Romana. Muitos ficaram surpreendidos, mas o Papa conhecia bem o valor dos pastores que servem nas periferias, longe dos grandes centros, oferecendo silenciosamente toda a sua vida ao Evangelho.” Explicou Dom João Carlos Nunes, arcebispo de Maputo, exaltando que Moçambique também foi valorizado com o reconhecimento episcopal de Dom Júlio.

O título de cardeal atribuído em 2015 pelo papa Francisco, conferia ao epíscopo a possibilidade de participar da eleição de um sumo pontífice no conclave. Embora não o tenha feito na indicação do Leão XIV, o Vaticano diz que Júlio “sempre esteve no processo em oração.” Disse Dom Luiz, Núncio Apostólico de Moçambique. 

A cerimónia contou com a presença do Chefe de Estado, que ao fim das exéquias, descreveu Dom Júlio como um homem de paz, diálogo e compromisso social.

“Neste momento, a coisa mais importante que nós temos que fazer como moçambicanos é continuar com o legado que ele deixou, o amor ao próximo, de humildade, de fé e, sobretudo, de paz.” Pediu Daniel Chapo

A missa contou com a participação outros titulares de órgãos de soberania, e membros de órgãos de governação descentralizada. A presidente da Assembleia da República Margarida Talapa destacou o seu papel na promoção da literacia, e apelou à juventude em particular a buscar inspiração.

Os restos mortais de Dom Júlio Duarte Langa  vão enterrar em Gaza, no santuário de Chongoene, no próximo sábado,  dia 8 do presente mês.

Chapo exorta moçambicanos a preservar legado Dom Júlio Langa

O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou nesta quinta-feira aos moçambicanos para continuarem a cultivar os valores de amor ao próximo, humildade, fé, paz e reconciliação, princípios que, segundo afirmou, marcaram a vida e obra do Cardeal Dom Júlio Duarte Langa, durante as exéquias do segundo Cardeal de Moçambique, realizadas hoje na cidade de Maputo.

Falando após participar na cerimónia fúnebre, o Chefe do Estado disse que esteve presente em representação do povo moçambicano para prestar homenagem a uma figura religiosa que dedicou a sua vida ao serviço de Deus e da sociedade.

“Nós viemos aqui, em nome do povo moçambicano, para prestarmos a nossa homenagem ao Dom Júlio Langa”, afirmou o Presidente da República, destacando o papel do Cardeal na promoção da fé e da convivência harmoniosa entre os moçambicanos.

Segundo um comunicado da Presidência, o Daniel Chapo considerou que o principal tributo ao falecido líder religioso passa pela preservação do seu legado, assente no amor ao próximo, humildade, fé e busca permanente pela paz.

Além disso, destacou que Dom Júlio Langa foi um homem de fé e crente em Cristo, sublinhando que, neste momento, a principal responsabilidade dos moçambicanos é preservar o legado deixado pelo Cardeal, baseado no amor ao próximo, na humildade, na fé e na paz.

O estadista recordou que Dom Júlio Langa pautou a sua vida pelos ensinamentos cristãos, em particular pelo princípio do amor entre as pessoas, que orientou a sua missão pastoral e o relacionamento com

as comunidades.

“Como sabem muito bem, foi um homem que sempre cumpriu aquilo que Cristo disse quando partiu, de uma forma muito clara, que ‘amai- vos uns aos outros’”, referiu.

Segundo o Chefe do Estado, a trajectória do Cardeal esteve igualmente ligada à promoção da união entre os moçambicanos, num momento em que o país prossegue os esforços de construção da paz e reconciliação nacional.

“Dedicou toda a sua vida na pregação da palavra de Deus e também no amor ao próximo, a pregação da fé, e, sobretudo, aquilo que nós, neste momento, temos trabalhado como moçambicanos: a comunhão entre irmãos moçambicanos, a união, a paz, a reconciliação e, sobretudo, o amor ao próximo”, afirmou.

O Presidente da República defendeu que a melhor forma de honrar a memória do Cardeal Dom Júlio Langa é transformar os valores que marcaram a sua vida em práticas permanentes na sociedade moçambicana, para fortalecer a convivência pacífica entre cidadãos.

“Foram princípios que guiaram sua vida, e acho que a melhor forma de homenagearmos ao Dom Júlio Langa é, sem margem de dúvidas, continuarmos com esses princípios como irmãos moçambicanos, para que reine a paz em Moçambique, reine a reconciliação e continuemos a nos amar entre irmãos”, concluiu.

O Cardeal Dom Júlio Duarte Langa faleceu no passado dia 3 de Agosto, aos 98 anos de idade.

Há presença de homens armados que estão a semear pânico no distrito de Macossa, em Manica.  Imagens captadas na localidade de Hombeshaua, uma região mineira localizada a cerca de 10 quilómetros no distrito de Macossa e que se espalharam rapidamente, estão a agitar a população de Macossa.  

Homens armados empunhando armas do tipo AK47 e outras circulam pelo povoado e a fazerem revistas em viaturas, o que já começa a semear medo no seio dos populares que desconhecem a sua origem. 

Tal situação ocorre numa altura em que na recente visita à província de Manica, o procurador geral da República alertou sobre eventual existência de grupos terroristas em zonas onde se pratica a mineração.

Sobre o assunto, “O País” contactou o comando provincial da PRM em Manica, o qual disse estar já a apurar a origem dos homens armados que já semeiam terror em Macossa.

O Município de Pemba adjudicou, por ajuste directo, a aquisição de equipamentos para obras de estradas e limpeza urbana, num valor de cerca de 20 milhões de meticais. Os equipamentos adquiridos pelo Município de Pemba serão fornecidos pela Empresa Municipal da Cidade de Pemba, segundo um anúncio de adjudicação directa publicado na imprensa nacional.

“Quando nós tivermos esses equipamentos, no lugar de fazer um tapamento de buraco, onde aquele tapamento de buraco tem exactamente quatro metros quadrados e a pessoa vai te cobrar acima de dois mil meticais, quando se pode fazer o mesmo trabalho com menos de 300 meticais.”, explica o edil de Pemba.

Com estes equipamentos, o município pretende reforçar a capacidade de resposta aos problemas da cidade e reduzir os custos com a prestação de serviços.

“Tem outras questões estruturantes, aquilo que vai lhe dar também um sustento a longo prazo, onde o Satar, depois dos seus cinco anos de mandato, que me restam dois e meio agora, sair e vai deixar um activo para o Conselho Municipal, o que não tinha. Entendemos que tínhamos que adquirir equipamentos próprios, mas para adquirir esses equipamentos próprios, a baixo custo, o Estado não importa, o município não deve importar. E quem tem que importar é o privado.”, anota. 

A aquisição dos equipamentos, por adjudicação directa a uma empresa municipal, levantou uma onda de críticas na cidade de Pemba. Contudo, o edil garante que todo o processo decorreu dentro da legalidade. Os equipamentos incluem camiões, maquinaria para produção de asfalto e equipamentos de limpeza. Segundo o edil, deverão chegar ao município no próximo mês de Outubro.

Graça Machel diz que a Lei de Conteúdo Local é omissa em relação aos direitos das mulheres, e não reconhece o seu papel na democratização da economia. Uma vez aprovada a legislação, a activista apela para que a regulamentação seja sensível ao género. Graça falou na abertura da Conferência Mulher na Economia.

A quarta edição da Conferência Mulher na Economia, promovida pelo Fundo para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) reflecte sobre os desafios de formação para potenciar as mulheres a liderar em sectores estratégicos da economia como o da indústria de petróleo e gás.

“Queremos transformar toda a cadeia de valor, de maneira que as mulheres tenham um lugar de destaque, que possam influenciar decisões e contribuir para novos horizontes de onde a economia do país deve e pode ir”, explicou Graça Machel, patrona do FDC, abrindo um novo capítulo sobre as mulheres e a lei do conteúdo local recentemente aprovada pelo Parlamento.

“Eu revi, por exemplo, a lei do conteúdo local. Fiquei muito triste. Não menciona sequer a questão do género. Fala de empresas, fala de muitas outras coisas e não menciona que um dos aspectos fundamentais de democratização da economia é exactamente a presença das mulheres nesses sectores estratégicos e em lugares de direcção”, rematou.

Uma vez aprovada a legislação de conteúdo local, Graça apela para  que a sua regulamentação seja sensível ao género.

Figura de destaque no evento, Clara de Sousa, economista do Banco Mundial com passagem por vários países do Sahel, ignora a indústria de GNL pela sua finitude e reduzido número de empregos que cria, e apontou a digitalização como o maior investimento que Moçambique pode fazer pelas mulheres.

“A digitalização bem utilizada pode ajudar-nos a ultrapassar muitas barreiras e acelerar o processo de desenvolvimento que nós gostaríamos de ter. É assim que as mulheres devem ser apoiadas, não apenas como utilizadoras, mas como criadoras, técnicas, programadoras. Utilizadoras de dados, sim, mas, mais do que isso, elas têm de liderar a transformação digital”, desafiou a economista.

A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane,  que abriu o evento, dirigiu-se ao auditório apresentando muitos.

“Em que lugar da economia estão as mulheres moçambicanas? A pergunta não é só se participam. Elas participam, e muito. A pergunta é: participam apenas onde se trabalha ou onde também se decide? Nos pequenos negócios ou também nos grandes contratos? Na formação ou também no emprego qualificado e na liderança? Estar presente na economia não significa, por si só, ter poder económico”, disse.

O evento juntou reitores de instituições de ensino superior, a banca, multinacionais e gestores de pequenos e médios negócios.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) investiu, ao longo de 2025, cerca de sete milhões de dólares na província da Zambézia para reforçar programas de protecção da criança, abastecimento de água e saneamento, vacinação e fortalecimento dos serviços de saúde. O investimento surge numa província onde vivem mais de 3,7 milhões de crianças e adolescentes, dos 0 aos 19 anos, o equivalente a cerca de 20% da população infantil de Moçambique.

Apesar do apoio financeiro e dos esforços das autoridades e parceiros, a realidade da infância na Zambézia continua a ser marcada por indicadores preocupantes. Pobreza, desnutrição, acesso limitado à saúde, à educação e à água potável, bem como o casamento prematuro, continuam entre os principais desafios que afectam milhares de crianças.

O chefe do Escritório do UNICEF na Zambézia, Michael Chimedza, descreve o cenário como preocupante.

“A situação da criança na província é muito crítica. Basta olhar para os números: a Zambézia tem pouco mais de seis milhões de habitantes e mais de metade são crianças, representando cerca de 60% da população. Os indicadores mostram que aproximadamente 75% das crianças vivem abaixo da linha da pobreza, enfrentando enormes dificuldades de acesso a recursos financeiros, saúde, educação e água potável”, afirmou.

Os dados apresentados pelo UNICEF revelam ainda que 48% das mulheres na província iniciaram uma união antes dos 18 anos, um indicador que continua a reflectir a dimensão do casamento prematuro e o impacto desta prática no desenvolvimento, na educação e na protecção dos direitos das raparigas.

Como resposta a este cenário, foi lançada esta quarta-feira, na cidade de Quelimane, a Linha Fala Criança, um serviço destinado a receber denúncias e encaminhar casos de violência, abuso, negligência, exploração e outras violações dos direitos da criança.

A nova plataforma pretende fortalecer os mecanismos de protecção infantil, facilitar o acesso das vítimas aos serviços competentes e garantir uma resposta mais rápida e eficaz às situações de risco. A expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir os casos de violência contra menores e assegurar um ambiente mais seguro e protector para as crianças e adolescentes da Zambézia.

Moçambique possui kits de protecção para eventuais casos de ébola, assegura representante da Organização Mundial da Saúde. Severino Xylander diz que a nova variante da doença é de baixo risco para o país.

O reprsentante da Organização Mundial da Saúde em Moçambique alerta que o risco do ébola na República Democrática de Congo e os países vizinhos continua alto. Mas, para o resto do mundo a situação premanece controlada.

No programa Manhã Informativa da STV, Severino Xylander admitiu que Moçambique está minimamente preparado para um eventual surto da doença.

O representante da OMS considera que nos últimos 10, Moçambique fez muito, principalmente na preparação para responder a este tipo de doenças.

Na última semana, foram registados mais de 560 novos casos do ébola nos países afectadas, onde mais da metade das pessoas perderam a vida. Neste momento, não há vacina nem cura para a nova variante da doença.

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