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Os muçulmanos reafirmam que o terrorismo em Cabo Delgado não tem a ver com a religião. Sheikh Saíde Habibo diz que as acções são perpetradas por pessoas que agem por conta própria e não se sabe se são instrumentalizadas por forças desconhecidas ou se são movidas por uma fé distorcida.

Allahu Akbar, isto é, ‘Deus é maior’, é uma expressão comummente usada por terroristas que, desde Outubro de 2017, aterrorizam a província de Cabo Delgado. Caso curioso é que a expressão em referência é, igualmente, usada pelos muçulmanos. Não obstante a coincidência, por ocasião da celebração do fim do Ramadão, Sheikh Saide Habibo reiterou que a religião não tem a ver com os ataques terroristas.

“Não há religião nenhuma no mundo, que diz para matar inocentes. Por mais que a pessoa grite Allahu Akbar, mesmo que recite com alcorão, mesmo que faça Salat, até que ponto compreende a religião?”, questionou Sheikh Saíde Habibo.

Sheikh concluiu, sem reservas, que, “o que está a acontecer em Cabo Delgado não tem nada a ver com o Islam e os seus ensinamentos. São pessoas que agem por conta própria. Não sabemos se, realmente, o que as motiva é uma fé distorcida, prática distorcida da religião, uma instrumentalização da religião ou então são instrumentos usados por outras forças que nós desconhecemos. Não podemos olhar as coisas por aí”.

Sheikh Saíde Habibo lamenta, ainda, o impacto, no cenário internacional, da ligação dos muçulmanos com os terroristas, diante do olhar impávido da sociedade. Pelo que os crentes dessa religião passam na Palestina é o exemplo a que Saíde Habibo recorre.

“Foi triste ver aquele vídeo bárbaro em que um militar israelense apanha um muçulmano a fazer Salat e dá-lhe um pontapé. Eu pensei que, se fosse um muçulmano a bater naquele militar de Israel, teriam visto o mundo todo em alvoroço, a acusar o Islam de terrorismo, mas, como é aquele senhor, ninguém o acusa de terrorismo. O mínimo que vão dizer é que ele não estava bem de cabeça. Qual justiça de que nós falamos?”, expressa a sua interrogação retórica e irónica.

Sheikh Saíde Habibo continuou os seus questionamentos, em que diz que “as mesmas forças que apoiam aquelas barbaridades são as mesmas que vêm fazer-nos barulho a falar de direitos humanos. Agora, por que não se fala de direitos humanos? Até quando o mundo vai assistir àquela barbaridade?”

Os pronunciamentos de Sheikh Saíde Habibo foram feitos hoje, em Maputo, durante a celebração do Eid-Ul-Fitr.

O Ministério da Saúde recebeu, hoje dos seus parceiros, um equipamento de prevenção contra a COVID-19. Armindo Tiago diz que a doação é oportuna numa altura em que o país está em alerta máximo para evitar uma terceira vaga da pandemia.

Os dados da Organização Mundial da Saúde mostram uma tendência crescente do número de países que já estão a lutar contra a variante indiana da COVID-19 e são contabilizados pelo menos 44. Moçambique é um dos países que ainda não conta com esta estirpe do novo Coronavírus e o ministro da Saúde declarou que o país está em alerta máximo para evitar uma terceira vaga.

Um dos caminhos é o contínuo cumprimento das medidas de prevenção que, esta quarta-feira, foram reforçadas pelos parceiros do Ministério da Saúde que doaram mais equipamentos. Através da USAID, do Governo norte-americano, vieram as máquinas de raio X e a Sasol deu combustível e álcool de desinfecção.

“Para além da detecção da tuberculose, uma doença que afecta, pelo menos, 110 mil moçambicanos por ano, estes sistemas radiológicos avançados poderão ser utilizados para diagnosticar e tratar a pandemia da COVID-19, aumentando a capacidade global do sistema de saúde moçambicano”, apontou Martin MacLaughlin, director-adjunto da USAID Moçambique.

Já a doação da Sasol é, na verdade, o culminar de um processo que iniciou com a pandemia. “Em nome da Sasol, venho anunciar que concluímos com a aquisição e distribuição de 250 mil litros de combustível para carros de emergência usados para o tratamento de casos relacionados com o novo Coronavírus”, declarou Ovídio Rodolfo, director-geral da Sasol em Moçambique.

Juntaram-se às doações os bancos de Investimento Global e para o Comércio e Desenvolvimento da África Austral e Oriental que contribuíram com luvas cirúrgicas e máscaras N95, respectivamente.

“Numa interacção com o Ministério da Saúde, ficámos a saber que faltavam luvas e nós, como instituição, decidimos doar 11 mil pares de luvas cirúrgicas que podem não ser muitas, mas custaram muito dinheiro”, disse Salvador Namburete, PCA do Banco de Investimento Global, num tom de brincadeira.

O Banco para o Comércio e Desenvolvimento da África Austral e Oriental optou pelas máscaras. “A nossa instituição procede, hoje, a entrega às autoridades moçambicanas de 28 mil máscaras N95 avaliadas em cerca de 100 mil dólares americanos”, avançou Isabel Sumar do Banco para o Comércio e Desenvolvimento da África Austral e Oriental.

Numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Economia e Finanças, o titular da pasta da Saúde, Armindo Tiago, que sublinhou a importância do reforço da prevenção para evitar uma terceira vaga da COVID-19 no país.

“Aproveitar essa oportunidade para exortar a todos os moçambicanos, incluindo os que tomam a vacina, para continuarem a cumprir as medidas de prevenção, como a lavagem das mãos, uso de máscara e distanciamento social e, só assim, podemos evitar a entrada da nova estirpe no país”, apelou Armindo Tiago, ministro da Saúde.

O Instituto Nacional de Saúde anunciou o fim da segunda vaga da pandemia no país e a variante indiana do Coronavírus já foi detectada na vizinha África do Sul.

Os índices de criminalidade tendem a reduzir de forma satisfatória na província de Sofala, incluindo os ataques protagonizados pela Junta Militar da Renamo, ao longo das estradas nacionais números um e seis.

Estes dados foram avançados esta quarta-feira pelo comandante provincial da polícia em Sofala, Joaquim Sive, quando se dirigia à imprensa no final de uma parada realizada no âmbito da celebração da Semana da Polícia.

Sem avançar números, Sive referiu que a estatística mostra uma redução tangencial da criminalidade e que a sua corporação está a enfrentar alguns desafios no roubo de carros, tráfico de drogas e uso de armas de fogo para os assaltos.

Ainda sobre as armas de fogo, a polícia referiu que os ataques armados nas estradas nacionais números um e seis diminuíram graças à prontidão das Forças de Defesa e Segurança.

“Neste ano, de Janeiro até cá, foram registados em Sofala, dois ataques protagonizados pela Junta Militar da Renamo, contra em todo o ano passado. Os ataques deste ano foram registados, primeiro ao longo da estrada nacional número um, na zona de Gooda, distrito de Chibabava e o outro contra um comboio de mercadorias no distrito de Cheringoma. As nossas forças de seguranças têm estado no terreno para garantir a fluidez de pessoas e bens”, garantiu Joaquim Sive.

Joaquim Sive terminou assegurando que o comando provincial da polícia em Sofala vai, de forma contínua, valorizar os seus recursos humanos, para garantir a ordem e segurança públicas, assim como fazer frente aos raptos.

“Estamos atentos e a acompanhar a dinâmica que está sendo exercida pelos bandidos para, em função da mesma, desenharmos estratégias consentâneas para um enfrentamento mais claro e seguro”, apontou.

É normal ver, actualmente, enormes filas de pessoas com recipientes para carregar água em algumas zonas da cidade da Beira, onde está instalada a rede de abastecimento de água do FIPAG. A fraca pressão, que não corresponde à demanda e abastecimento irregular do precioso líquido, tem ditado as longas filas, principalmente na periferia do Chiveve.

Ciente dos problemas que os seus clientes estão a enfrentar na busca de água, o FIPAG decidiu reabilitar a chamada “Torre do FIPAG”, localizada no bairro da Munhava, na cidade da Beira, inoperacional desde 1977.

O FIPAG, com apoios de parceiros, desenhou um plano para a reabilitação da “Torre do FIPAG”, um projecto que já está em curso em 25 por cento e que passa pelo revestimento da estrutura, montagem da nova tubagem, entre outras reabilitações, avaliadas em cerca de sete milhões de euros.

Está previsto que as obras terminem dentro de três meses, o que irá garantir que as zonas de cinturão urbano e algumas dentro da urbe tenham o precioso líquido 24 horas por dia.

O jornal “O País” apurou que, há 43 anos, foram registados problemas técnicos na Torre da Munhava, facto que com que passasse a receber uma baixa pressão que não correspondia à demanda e a empresa recorreu a outras alternativas para abastecer a urbe. A referida torre tem capacidade para armazenar 500 metros cúbicos de água e, com esta reabilitação, a pressão irá quadruplicar.

“Sem dúvida, esta reabilitação vai permitir que tenhamos uma melhoria na fiabilidade dos nossos serviços e nos bairros onde tínhamos problemas de pressão. Iremos melhorar o serviço de 32 mil clientes, vamos reabilitar 3.500 instalações, no âmbito do mesmo projecto e vamos incrementar mais 1.500 ligações, numa iniciativa também ligada aos nossos planos anuais que é instalar mais cinco mil ligações”, explicou Cremilda Sitole, directora do FIPAG para a área operacional da Beira.

A reabilitação da Torre da Munhava decorre em paralelo com a expansão da rede nas cidades da Beira e Dondo, num plano-director que termina em 2022.

“Sabemos que temos grandes desafios, por isso temos estes projectos em conjunto. O plano-director vai-nos trazer projectos estruturantes para melhorarmos ainda os nossos serviços”.

O encurtamento de rotas do transporte público, na cidade de Maputo, ainda é uma dor de cabeça para os cidadãos. Apesar das multas aplicadas pela Polícia Municipal, o problema prevalece e, vezes sem contas, aos olhos de quem devia impor a ordem e evitar o sofrimento dos utentes.

Diariamente, sai-se com o tempo calculado para se chegar à escola ou ao trabalho, minutos antes do início das actividades. A rotina até está bem alinhada, mas tudo se estraga na paragem, onde passa o primeiro chapa, que mesmo com espaço, não pára e passa o segundo que até pára, todavia só entra quem desce numa paragem próxima.

Com braço a fechar a porta, só entra no chapa depois de responder à pergunta do cobrador, como “Uya kwine?”, formulada em Changana que, em Português, se traduz ‘Aonde vai?’ Se a resposta for do agrado do cobrador, o passageiro é aprovado e segue a viagem. Quem não consegue, só depois de tantos outros chapas passarem é que, por sorte e já atrasado, chega ao seu destino, sendo que, porém, às vezes paga o dobro ou o triplo do valor normal. Noutros casos, são as ligações que “salvam” o passageiro, após se cansar de ficar horas a fio numa paragem cheia.

“É inadmissível. Aqui no terminal, o cobrador chega e, na porta, selecciona três ou quatro passageiros que descem em paragens próximas e, para mim, isso não faz sentido. Eu sofro muito para sair daqui, porque vou para longe”, desabafou um passageiro que se encontrava à espera de transporte com destino a Museu, a partir da Praça dos Combatentes.

Por não fazer sentido a prática dos transportadores, a Polícia Municipal decidiu, esta quarta-feira, fiscalizar o trabalho deste grupo no terminal rodoviário da Praça dos Combatentes, segundo o Porta-voz da equipa, Mateus Cuna.

“Este trabalho enquadra-se no âmbito do controlo de desvio, encurtamento de rota, alteração do percurso, selecção de passageiro, bem como as “entrevistas”. Estamos aqui para consciencializar, primeiro, tanto a tripulação, bem como os passageiros para não aceitarem ser submetidos a um conjunto de questionamento sobre o destino”.

Mateus Cuna sublinhou que os passageiros não devem aceitar submeter-se a estas “entrevistas”, uma vez que as viaturas de transporte público têm uma faixa de identificação, por isso o passageiro simplesmente deve ler a rota e tomar o veículo.

Outrossim, a fiscalização tinha como objectivo evitar as “ligações”, para o caso dos passageiros que tomavam chapa numa paragem, indo até ao terminal para, depois, seguir a viagem ao seu destino. Nestes casos, eram mandados descer do chapa e alinhar-se na fila.

Cuna explicou ainda que o trabalho não pára por aqui, pois, de forma rotineira, a polícia vai posicionar-se noutros pontos, como nas paragens intermediárias para realizar este trabalho.

“Para acabar com a prática desviante, que acaba encarecendo a vida do munícipe, num trajecto que podia fazer em 10 meticais, acaba pagando duas ou três vezes mais, pelo que queremos exortar aos cobradores e motoristas, porque medidas serão tomadas”

Mesmo que o trabalho seja apenas de fiscalização e persuasão, os condutores, que não cumprem a lei, não se escapam das sanções, como aconteceu na semana passada, em que foram multados 31 automobilistas, obrigados a pagar 10 000 meticais e viram retidas suas cartas de condução.

A Polícia Municipal apela à denúncia destas práticas, embora a orientação não seja nova, nem nunca tenha surtido efeito.

Moçambique soma 68.047 pessoas já recuperadas da infecção pela COVID-19, após 163 se terem livrado do vírus nas últimas 24 horas, período em que mais 20 indivíduos testaram positivo.

Todos os recém-recuperados são cidadãos nacionais, de acordo com o Ministério da Saúde (MISAU).

Em relação aos infectados, trata-se de 19 moçambicanos e um estrangeiro. Entretanto, todos são do sexo masculino, cujas infecções ocorreram por transmissão local.

Grande parte dos novos casos (13) foram registados na região metropolitana do Grande Maputo. Os restantes sete casos foram diagnosticados nas províncias de Tete e Nampula, com cinco e dois, respectivamente.

Num comunicado de imprensa, o MISAU explica que “a taxa de positividade das últimas 24 horas foi de 1.51%, enquanto a taxa de positividade acumulada é de 13.24%”.

Com as novas infecções, o país contabiliza 70.287 casos positivos registados, dos quais 69.971 de transmissão local e 316 importados.

Em 24 horas, cinco pacientes foram internados e quatro tiveram alta, totalizando, agora, 25 doentes ainda em leito hospitalar.

Da terça-feira para esta quarta-feira, não houve ocorrência de mortes por COVID-19. Assim, Moçambique mantém 826 como número de mortes e 1.410 casos activos do novo Coronavírus.

Os enfermeiros, afectos ao Hospital Geral da Polana Caniço, em Maputo, pedem maior valorização do seu trabalho e querem ver ultrapassadas as dificuldades relacionadas com o transporte para se deslocarem ao trabalho.

A luta pela valorização da classe ainda é constante. Iónissa da Nélia, enfermeira no Hospital Geral Polana Caniço, apelou a quem é de direito para criar a melhoria das condições de modo a garantir dignidade nos trabalhos do dia-a-dia.

Iónica da Nélia diz que uma das formas de dar dignidade ao enfermeiro é aumentar o subsídio, para melhorar as condições de quem trabalha para salvar vidas.

Emília Ubisse, enfermeira há 17 anos, trabalha no Hospital Geral Polana Caniço desde Outubro do ano passado. Foi transferida do Hospital Geral de Mavalane para reforçar o grupo que presta assistência às pessoas com COVID-19, numa altura em que a doença parecia incontrolável e o medo de ser infectado era partilhado por todos.

Na luta contra o novo Coronavírus no Hospital Geral Polana Caniço, muitas batalhas foram ganhas, mas tantas outras perdidas. Emília e Sónia ainda guardam memórias tristes do que aconteceu em Janeiro e Fevereiro deste ano, quando a pandemia se mostrava sem freios e matou muita gente.

“Não foi fácil atravessar os meses de Janeiro e Fevereiro, porque recebíamos muitos doentes e em estado grave”, disse Emília Ubisse.

“Foi um momento em que, infelizmente, perdemos muitos pacientes com COVID-19”, lembrou-se Sónia Biane, chefe da Enfermagem no Hospital Geral Polana Caniço”.

O Hospital Geral da Polana Caniço dispunha, ano passado, de 20 enfermeiros na linha da frente no combate à COVID-19 e, actulmente, o efectivo é de 80.

Os dados gerais indicam que, em 2019, um enfermeiro atendia, em média, dois mil pacientes e, em todo o país, havia cerca de 15 mil profissionais da enfermagem.

As informações foram partilhados hoje, por ocasião do Dia Internacional da Enfermagem.

Trata-se das Direcções Provinciais da Agricultura e Pesca, Indústria e Comércio e Turismo, alargado aos directores Distritais das Actividades Económicas (SDAES) dos 22 distritos da  Zambézia.

De acordo com o director provincial da Agricultura, Fernando Namucua, pretende-se com o segundo conselho técnico, uniformizar os conteúdos e procedimentos, para um melhor alinhamento e harmonização dos instrumentos de nível provincial e distrital.

Por sua vez, a directora provincial da Indústria e Comércio referiu que a planificação e coordenação com os sectores de nível distrital é de extrema importância pois são, efectivamente, os implementadores dos planos de actividades.

“Uma das prioridades que o sector tem é a industrialização, neste quinquênio e na sequência, torna-se importante agregar valor naquilo que a província produz e aumentar o nível de indústria para o seu processamento e comercialização. Só coordenando com os distritos é que podemos alcançar os nossos intentos”, explicou Vera Godinho, adiantando que no primeiro trimestre, deste ano, a província comercializou 322 mil toneladas de produtos diversos.

Já o director provincial da Cultura e Turismo, Ali Aboobacar, refere que os resultados do conselho técnico podem ajudar na melhoria de arrecadação de receitas do sector que, no ano passado, se situaram em três milhões de meticais.

“Neste encontro vamos fazer uma reflexão sobre o turismo do interior e de contemplação para melhorar a nossa actuação. Neste momento, contamos com 665 estâncias turísticas com 3.450 camas e neste 2021 espera-se um incremento de estâncias na ordem de 23%”,  disse Ali Aboobacar.

Ainda não há água canalizada, energia eléctrica, casas de banho e um terminal de transporte de passageiros nas proximidades e, consequentemente, o Mercado do Centro Emissor de Laulane, na cidade de Maputo, continua desocupado, segundo escreve o jornal Notícias.

A ocupação do mercado pelos vendedores informais, retirados dos passeios da capital do país, era para ter acontecido em Junho do ano passado. Entretanto, a caminho de um ano, nem água vai, nem água vem.

São 960 bancas cobertas com chapas de zinco, piso de betão, um trabalho, conforme escreve o “Notícias”, foi feito pela própria Associação dos Trabalhadores Informais para acolher parte dos quatro mil informais que vendiam roupa usada e nova, carteiras, sapatos e outras quinquilharias nas ruas da Baixa.

“No início, os vendedores iam ao local para acompanhar o decurso do trabalho, mas, hoje em dia, perderam o interesse, pois entendem que o projecto está a fracassar”, comentou o secretário-executivo da Economia Informal, Armindo Chembene, citado pelo Jornal Notícias.

A fonte do Notícias lamenta o atraso do arranque das actividades no “Centro Emissor de Laulane”, numa altura em que a venda nas ruas tendem a aumentar, sobretudo nas proximidades do mercado Grossista e Terminal Interurbano de Transporte do Zimpeto.

“Há dias, uma cidadã morreu durante uma campanha de proibição da venda informal na cidade de Maputo. Penso que este incidente teria sido evitado, caso o mercado de Laulane ou outros estivessem em condições para acolher os vendedores que dependem exclusivamente da actividade comercial para sustentar as suas famílias”, observou o secretário-executivo da Economia Informal.

O “Notícias” escreve que soube que decorre o processo de selecção de um empreiteiro para dar continuidade das obras.

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