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O País – A verdade como notícia

O jovem mototaxista desaparecido há duas semanas em Hókwè, no distrito de Chókwè, foi encontrado sem vida, este sábado. A situação gerou revolta popular, que culminou com o incêndio de um posto policial, depois de a população exigir a entrega de um homem encontrado na posse da motorizada do finado.

O jovem mototaxista, de 16 anos de idade, desaparecido há duas semanas em Hókwè, foi encontrado sem vida no distrito de Chókwè, em circunstâncias ainda por esclarecer.

Em conexão com o caso, um posto policial em Hókwè foi incendiado no início de Agosto, num episódio marcado pela exigência da população para a entrega de um homem de 34 anos de idade, supostamente encontrado na posse da motorizada do finado.

Devido à agitação popular, o indiciado foi transferido para Chibuto, numa tentativa das autoridades de evitar novos confrontos.

Sobre as circunstâncias da morte do mototaxista, a Polícia poderá pronunciar-se nesta segunda-feira.

Mesmo depois de o empreiteiro ter solicitado, por duas vezes, a extensão do prazo, a edilidade  ainda não confirma se vai aceitar o pedido. As obras devem terminar em finais de Outubro próximo e Razaque Manhique diz que o mais importante é a qualidade das obras.

O prazo para a entrega das obras de drenagem e saneamento da cidade de Maputo está a apertar. O empreiteiro já pediu, por duas vezes, a extensão do prazo inicialmente fixado para 27 de Outubro, mas o Conselho Municipal ainda não confirma se vai aceitar o pedido.

Em vez de anunciar uma nova data, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Razaque Manhique, diz que a prioridade é outra: garantir que as obras sejam concluídas com qualidade.

A posição foi assumida neste domingo, durante uma visita às obras, numa altura em que se aproximam os últimos dias do prazo contratual e persistem reclamações sobre a qualidade de algumas intervenções.

Manhique reconhece que as obras estiveram paradas durante um período considerável, mas entende que essa situação não pode servir de justificação para novos atrasos. Para o edil, é necessário acelerar os trabalhos, sobretudo numa cidade onde as condições de circulação continuam a afectar diariamente os munícipes.

“Onde se esteve parado durante muito tempo é impossível que o prazo seja o mesmo, mas não deve ser essa a justificação. Devemos acelerar o passo para que, tão depressa quanto possível, se possa aliviar o sofrimento das pessoas e melhorar a transitabilidade”, afirmou Manhique.

O edil não quis, contudo, comprometer-se com uma nova data. Diz que o município vai voltar a sentar-se com o empreiteiro depois da visita e que, mais do que estabelecer novos prazos, pretende ver as obras concluídas dentro dos padrões exigidos.

 “Sobre novos prazos, depois desta visita, voltamos a sentar com o empreiteiro. O importante não é trazermos novos prazos, é vermos a obra a ser concluída com qualidade, a qualidade que as pessoas merecem ter”, declarou.

A questão da qualidade surge, assim, como um dos principais pontos de tensão. Algumas intervenções já estão a ser utilizadas pelos automobilistas, mas o próprio município admite que existem trechos com deficiências.

Manhique garante que a edilidade não vai receber a obra nas condições em que alguns pontos actualmente se apresentam e diz que o empreiteiro deverá corrigir as falhas identificadas.

“Há pontos que apresentam alguma deficiência na sua qualidade, e ainda bem que o empreiteiro não se foi embora. Nós estamos a trabalhar com eles e estamos a dizer a eles que é preciso corrigir, e eles vão corrigir, porque nós não vamos receber a obra nas condições em que ela se apresenta”.

A situação poderá ainda ser testada pela próxima época chuvosa. O edil admite que algumas intervenções podem apresentar problemas durante as chuvas, mas lembra que a empreitada ainda está em execução.

“Pode-se dar ao caso de ao longo das chuvas termos um e outro problema, que é normal, as obras não estão concluídas”.

Para Manhique, não se deve exigir que uma obra em execução esteja livre de todos os problemas antes da sua conclusão. O importante, sustenta, é que as falhas identificadas sejam corrigidas antes da recepção definitiva dos trabalhos.

Populares afectados pelas demolições numa área reservada à construção de um hospital em Chibuto levaram a queixa à Presidência da República, que, segundo documentos a que o País teve acesso, confirmou a recepção e remeteu o expediente às estruturas centrais e provinciais para acompanhamento e resposta. Enquanto, isso, denunciam alegadas ameaças e acusam o edil de Chibuto de ter vendido terrenos na área em causa, acusação que o autarca rejeita.

Um mês depois das demolições, famílias do bairro 4 de Nwahamuza, no município de Chibuto, levaram o caso à Presidência da República. Através de uma exposição, o grupo pede ao Chefe do Estado uma intervenção no conflito que opõe os munícipes ao Município de Chibuto em torno do espaço onde está prevista a construção do Hospital Distrital de Chibuto.

“Não querem construir um hospital. Houve um esquema com o município, alegando que existe espaço, e retiraram as pessoas para entregar os terrenos a outras pessoas”, acusa Rosália Francisco, representante dos afectados de Nwahamuza.

“Estamos aflitos, Presidente. O Presidente Machava é líder por nossa causa, nós, os pobres a quem governa, mas levantam-se para usurpar o que é nosso. Por que razão?”, questiona.

Segundo as famílias representantes, a Presidência da República confirmou a recepção da exposição e, através de dois ofícios separados, encaminhou o expediente ao Ministério da Administração Estatal e Função Pública e ao Governador Provincial de Gaza, para acompanhamento e resposta ao peticionário, Puka Lhuaio.

Lhuaio diz não contestar a construção de um hospital em Chibuto, mas questiona a escolha do espaço onde, segundo afirma, estavam as suas casas.

“No meu espaço, por que vieram por mal, não aceito que construam um hospital. Não nego que se construa um hospital em Chibuto, mas há muitos outros lugares”, afirma. “Fizemos uma carta e submetemo-la ao Presidente da República, mas ainda não tivemos resposta. Porque ele, o Presidente do Município de Chibuto, diz que foi enviado por Chapo para levar estes espaços. Queremos saber do Presidente se partiu dele alguma ordem para este processo de retirada dos espaços.”

O edil de Chibuto diz que ainda não foi oficialmente notificado sobre a exposição, mas afirma estar pronto para responder caso seja chamado a pronunciar-se.

O grupo, que se diz representante de centenas de famílias, reuniu-se recentemente com o Secretário de Estado em Gaza, Jaime Neto, num encontro que, segundo os peticionários, não decorreu de forma satisfatória.

“Quando nos reunimos com o Secretário de Estado, a resposta dele a Machava foi para dar andamento ao trabalho e que quem invadisse o local deveria ser morto. Vamos morrer com os nossos bens”, relata Puka Lhuaio.

Enquanto aguardam por uma resposta, as famílias reforçam a reivindicação sobre a pertença da área e afirmam estar a viver em condições precárias desde que perderam as suas casas.

“Arrancaram os nossos bens à força e não sabemos para onde ir. Os meus filhos e irmãos estão a sofrer com as chuvas, em abrigos e em casas alugadas”, relata Felisminal, residente de Nhahamuza.

Alfredo Lhuaio, representante da família Lhuaio, afirma que as casas foram destruídas com recurso a uma escavadora.

“Construímos as nossas casas e destruíram-nas com uma escavadora”, afirma.

Além de alegarem arbitrariedade no processo de demolição das suas casas, os afectados fazem novas acusações ao edil de Chibuto, desta vez relacionadas com a alegada venda de terrenos a terceiros.

“Nas nossas machambas produzimos mandioca e feijão e não aceitaremos isto. Machava vendeu os nossos terrenos a terceiros para construção”, acusa Rosália Francisco.

O autarca rejeita as acusações e afirma que apenas quatro famílias tiveram as suas casas demolidas. Henriques Machava acusa, por sua vez, Puka Lhuaio de ter tentado vender a área reservada para a construção do hospital.

“Na verdade, o senhor Lhuaio é que tentou vender a área reservada para construção do hospital. Foram 40 terrenos vendidos por ele e outras famílias”, acusa o edil de Chibuto.

Puka Lhuaio contesta a versão apresentada pelo autarca e questiona a alegação de que apenas quatro pessoas estavam a construir no local.

“Ele só reconhece quatro pessoas. São apenas quatro pessoas que construíram aqui? São mais de 200 pessoas que estavam a construir”, afirma.

O edil de Chibuto sustenta que as contestações apresentadas pelo grupo procuram inviabilizar a construção do Hospital Distrital de Chibuto.

As obras de construção do hospital estão previstas para iniciar ainda este ano, na mesma área onde permanece sem desfecho o conflito entre as famílias e as autoridades em Chibuto.

A comunidade de Changulo, no distrito de Mossurize, província de Manica, já não precisa de percorrer 10 quilómetros para ter acesso à assistência médica e medicamentosa, com a inauguração do Centro de Saúde de Changulo.

A infraestrutura, avaliada em cerca de 26 milhões de meticais, foi construída com fundos disponibilizados por um empresário local.

Changulo dista cerca de 70 quilómetros de Espungabera, sede do distrito de Mossurize. Antes da inauguração da unidade sanitária, a população recorria aos serviços de saúde em Mpengo, situação que representava uma dificuldade para os moradores daquela região.

A entrada em funcionamento do centro de saúde marca, assim, o fim das longas deslocações da população de Changulo em busca de assistência médica.

Durante a cerimónia de inauguração, a governadora de Manica apelou à população para evitar a prática de justiça pelas próprias mãos. O apelo surge num contexto em que, segundo as autoridades, em Mossurize é reportado pelo menos um caso de homicídio por semana.

A governadora explicou que a prática de justiça pelas próprias mãos retarda o desenvolvimento.

O Centro de Saúde de Changulo dispõe de um bloco de atendimento geral, maternidade, farmácia, consultas pré-natais e internamento, com capacidade para 18 camas.

Mulheres lançaram este sábado um grito de alerta contra o assassinato de mulheres na região metropolitana de Maputo e noutros pontos do País. O grupo de mulheres exige do Governo resposta e acções enérgicas para o fim deste tipo de criminalidade.

Mais de 15 cartazes com rostos de mulheres dadas como desaparecidas e outras assassinadas foram exibidos durante uma marcha promovida por este grupo de mulheres, na manhã deste sábado, no município da Matola.

O fenómeno, cada vez mais comum na região metropolitana de Maputo, tem a autarquia da Matola  um dos principais pontos de ocorrência.

“Os dados apontam para 40 mulheres, só este ano, mas temos estado a assistir os noticiários todos os dias com o número já a crescer.” Lamentou Iva Mauae, activista social e parte organizadora da marcha apelando a todos no combate ao assassinato de pessoas.

“As soluções partem de um trabalho de raiz, a partir do bairro, da localidade e das nossas próprias casas, começarmos a fazer educação cívica das pessoas.” 

Segurando cartaz de uma jovem desaparecida depois encontrada morta, Marisa Martins Participante, participante da marcha, acusou as autoridade de e fazer pouco esforço para o esclarecimento de crimes de assassinato e considera “Muito estranho.” 

Em meio a várias preocupações, dos assassinatos faz parte das que estão, a ser marginalizadas, segundo Martins.

“O sentimento que eu tenho é que, literalmente, estão a ignorar. Então, estas caminhadas, é para mostrar que temos que acabar com este silêncio.” Exigiu

A Ordem dos Advogados de Moçambique estranha a morosidade na tramitação de processos judiciais relacionados com crimes contra as mulheres.

“Esse é o sistema de justiça do nosso país. Estranhamos porque um processo de violência doméstica, de violência baseada no género, é prioritário a nível das instâncias jurídicas ou nos tribunais.” Lamentou Virginia Mangana OAM

Moçambique ainda não dispões de uma lei específica contra os crimes de assassinato de mulheres, mas já há inicitivas nesse sentido.

Aliás, o Governo poderá rever o Código Penal e introduzir uma lei específica para criminalizar o feminicídio, na sequência de pressões de organizações da sociedade civil e de campanhas nacionais de combate à violência baseada no género. 

Vinte e quatro jovens de seis países africanos apresentaram, em Abidjan, na Côte d’Ivoire, soluções tecnológicas desenvolvidas para responder a desafios nas áreas dos transportes, saúde, finanças, emprego, gestão de resíduos e acesso à água.

Os participantes, provenientes de Moçambique, Côte d’Ivoire, Gana, Zâmbia, Senegal e Etiópia, foram seleccionados entre mais de 600 candidatos e trabalharam durante 12 semanas em equipas compostas por jovens de diferentes países.

Ao longo do programa, os participantes passaram pelas várias etapas de desenvolvimento dos projectos, desde a identificação dos problemas e pesquisa até à criação de protótipos, modelação de negócios e apresentação das soluções.

Entre os projectos apresentados está uma plataforma baseada em inteligência artificial que liga candidatos africanos a oportunidades de emprego transfronteiriço, trabalho remoto e desenvolvimento de carreira. Outra solução propõe um sistema inteligente de recolha e reciclagem de resíduos, ligando famílias, colectores e recicladores.

Na área dos transportes, foi desenvolvido um sistema de cobrança sem numerário destinado aos transportes públicos informais na África Oriental e Ocidental. Há também propostas voltadas para a monitorização dos transportes universitários e para a melhoria do acesso a medicamentos por profissionais de saúde comunitária.

Os projectos incluem ainda uma plataforma de robótica desenvolvida na Zâmbia para tornar o ensino prático de ciência, tecnologia, engenharia e matemática mais acessível, bem como um sistema de monitorização de contentores de lixo que utiliza energia solar e conectividade 2G.

A apresentação dos projectos decorreu durante um Pitch Day, perante um júri composto por especialistas em tecnologia, investimento e indústria. No total, foram atribuídos 12 mil dólares norte-americanos em prémios aos projectos de equipa e individuais distinguidos.

Para os organizadores, a iniciativa demonstra a existência de talento tecnológico jovem no continente e a necessidade de ampliar o acesso a mentoria, redes profissionais e oportunidades para testar soluções aplicadas a problemas reais.

O programa foi promovido pelo Yango Group, no âmbito do Yango Fellowship 2026, que reuniu os 24 participantes durante 12 semanas.

As autoridades suspenderam, temporariamente, todos os membros dos postos de fiscalização envolvidos no controlo de viaturas, enquanto decorre um inquérito instaurado para apurar as circunstâncias que permitiram a circulação de um veículo com excesso de lotação.

Segundo as autoridades, foi constituída uma equipa de inquérito que irá investigar o caso e determinar eventuais responsabilidades dos agentes de fiscalização. A medida abrange os funcionários dos postos de controlo identificados ao longo da província de Inhambane, desde a zona norte até ao sul.

As autoridades justificam a suspensão com o facto de os agentes não terem prevenido ou detectado, durante a fiscalização, que a viatura transportava passageiros acima da lotação permitida.

O inquérito deverá esclarecer as circunstâncias em que ocorreu a falha na fiscalização e determinar as medidas a adoptar em função das suas conclusões.

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) esclarece que o minibus envolvido no acidente transportava mais de 15 passageiros, apesar de ter partido de Mochungwe com 15 passageiros.

O presidente da FEMATRO, Paulo Muthisse, considera que o excesso de passageiros resulta do incumprimento das regras por parte do motorista, sublinhando que esta não é uma orientação do patronato nem das associações que zelam pelo cumprimento das regras de transporte naquela rota.

Segundo Paulo Muthisse, a viatura envolvida no acidente é de matrícula estrangeira e realiza transporte de passageiros entre Moçambique e a África do Sul.

O presidente da FEMATRO esclarece ainda que o acidente, ocorrido por volta das 20 horas, não pode ser associado ao horário de circulação nocturna, uma vez que, naquele momento, a viatura encontrava-se dentro do período permitido.

Paulo Muthisse explica que, de acordo com as informações disponíveis, o motorista do minibus não terá sido responsável pela colisão, alegando que a viatura foi atingida por um camião que terá invadido a sua faixa de rodagem.

“Não é porque foi de noite. Poderia ter acontecido de dia”, afirmou o presidente da FEMATRO, defendendo que, neste caso, terá havido um erro por parte do motorista do camião.

Perante o acidente, Paulo Muthisse apela aos condutores de camiões, minibuses e autocarros para que adoptem uma condução defensiva e cumpram rigorosamente as regras de circulação rodoviária.

O presidente da FEMATRO sublinha que a segurança nas estradas depende do comportamento de todos os intervenientes, independentemente do período do dia em que estejam a circular.

O presidente da Associação Moçambicana para as Vítimas de Acidentes de Viação (AMVIRO), Alexandre Nhampossa, defende que, para além do comportamento dos condutores e das condições técnicas dos veículos, deve ser analisada a configuração da Estrada Nacional Número Um (EN1) na zona de Quissico, face à recorrência de acidentes graves naquele troço.

Nhampossa afirma que uma análise preliminar realizada pela AMVIRO indica que, desde Janeiro de 2024, foram registados, naquela zona, quatro acidentes graves, que resultaram em cerca de 82 vítimas, entre as quais pelo menos 32 mortos.

O presidente da AMVIRO cita, como exemplo, um acidente ocorrido em Agosto de 2025, que provocou quatro mortos e 13 feridos, nove dos quais em estado grave. Segundo Nhampossa, alguns destes feridos poderão ter posteriormente evoluído para óbito, razão pela qual considera necessário um acompanhamento mais aprofundado dos dados sobre a sinistralidade.

Para o dirigente, a repetição de acidentes graves num perímetro relativamente reduzido deve levar as autoridades a analisar não apenas o comportamento humano, mas também as características da própria estrada.

“É chegada a hora de olhar para a geografia da estrada naquela zona de Quissico”, defende Alexandre Nhampossa, questionando se o actual desenho da infra-estrutura responde aos parâmetros técnicos necessários para garantir uma circulação segura numa estrada com elevado volume de tráfego.

O presidente da AMVIRO chama particular atenção para as curvas existentes no troço de Quissico, sobretudo para quem circula no sentido Maputo–norte, bem como para a configuração da estrada nas proximidades do hospital e na descida em direcção à zona de Helena.

Nhampossa considera que esta análise deve ter em conta as características da EN1, que suporta tráfego intenso e a circulação permanente de veículos pesados e ligeiros.

O dirigente recorda igualmente a sua participação na comissão de inquérito criada na sequência do acidente ocorrido em Maluana, em 2021, que provocou 32 mortos. Segundo explica, naquela altura foram analisadas questões relacionadas com a infra-estrutura rodoviária, com a participação da Ordem dos Engenheiros.

Nhampossa refere que o relatório da comissão identificou aspectos críticos relacionados com a estrada e recomendou o aprofundamento de algumas matérias técnicas.

O presidente da AMVIRO defende ainda uma reflexão sobre a passagem da EN1 pelo interior de algumas vilas, apontando o caso da Manhiça como exemplo. Na sua perspectiva, a construção de variantes poderá ser uma alternativa para retirar o tráfego de longa distância do interior das zonas urbanas e reduzir a exposição das populações aos riscos rodoviários.

Apesar de reconhecer que o comportamento humano continua a ser um factor importante na ocorrência de acidentes e que as campanhas de sensibilização não devem ser descuradas, Alexandre Nhampossa entende que a prevenção deve adoptar uma abordagem mais abrangente.

O responsável considera igualmente importante analisar as condições técnicas dos veículos, a fiscalização e outros factores associados à segurança rodoviária, mas defende que as características das infra-estruturas devem ocupar um lugar central nas investigações sobre acidentes recorrentes.

A posição é apresentada numa altura em que uma equipa multissectorial foi anunciada para trabalhar na análise dos acidentes registados na zona. Nhampossa diz que a AMVIRO aguarda os resultados desse trabalho, esperando que sejam identificadas as causas e apresentadas medidas concretas para reduzir a sinistralidade.

Para o presidente da AMVIRO, a intervenção sobre as infra-estruturas deve igualmente ser considerada no âmbito das estratégias internacionais de segurança rodoviária, incluindo as orientações da Década de Acção para a Segurança Rodoviária das Nações Unidas.

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