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Nigéria e Estados Unidos da América reforçaram operações militares conjuntas contra o grupo Estado Islâmico, no nordeste do território nigeriano. Os novos ataques mataram 20 terroristas, enquanto o  país enfrenta uma escalada de violência, marcada por acções armadas e sequestros em massa.

As operações foram realizadas após serviços de inteligência identificarem movimentações e reagrupamentos de combatentes ligados ao grupo extremista. Segundo autoridades militares, a acção integra uma estratégia contínua para travar o avanço de grupos armados que operam em diferentes regiões do país.

Em comunicado, o Quartel-General de Defesa da Nigéria explicou que “múltiplos ataques aéreos foram realizados, resultando na eliminação de mais de 20 combatentes da Província do Estado Islâmico na África Ocidental”. A operação acontece poucos dias depois da morte de um dos principais líderes do grupo.

Por sua vez, o Comando Africano dos Estados Unidos confirmou o envolvimento na missão e afirmou que “a inteligência confirmou que os alvos eram militantes do ISIS”,acrescentando que não houve feridos entre as forças participantes na operação.

Apesar das ofensivas militares, a situação de segurança continua preocupante. Na semana passada, homens armados sequestraram 46 pessoas, a maioria crianças, durante ataques coordenados a escolas no sudoeste da Nigéria, aumentando os receios sobre a persistência da violência e da insegurança no país.

Autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegaram a Bunia, capital da província de Ituri, com cerca de 7 toneladas de suprimentos médicos emergenciais e equipamentos de proteção individual

O envio faz parte de uma resposta rápida e em larga escala para conter o 17º surto de Ebola no país.

O surto está concentrado no leste da RDC, principalmente em zonas de saúde de Ituri, como Bunia, Mongwalu e Rwampara. Até meados de Maio, foram reportados centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes.

A epidemia é causada pelo vírus Bundibugyo, uma cepa rara do Ebola que não possui vacinas ou terapias específicas aprovadas, o que torna o tratamento precoce de suporte a principal ferramenta de sobrevivência.

O Ministro da Saúde da RDC anunciou a criação de três novos centros de tratamento de Ebola na província de Ituri para isolar pacientes e conter a propagação.

Devido à gravidade e ao risco de propagação internacional (com casos já detectados na vizinha Uganda), a OMS declarou o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Importância.

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, promulgou a lei que permite ao primeiro-ministro Ousmane Sonko uma candidatura às eleições presidenciais de 2029, segundo escreveu a Agência France-Presse (AFP).

A agência noticiosa francesa escreveu que consultou hoje o documento legislativo, mas a promulgação do presidente senegalês ocorreu na terça-feira passada.

 Ousmane Sonko foi impedido de se candidatar às eleições presidenciais de Fevereiro de 2024 depois de ter sido condenado por difamação, o que lhe custou a perda dos direitos civis e o levou a nomear o seu adjunto, o actual presidente Bassirou Diomaye Faye, para o substituir.

A promulgação surge numa altura em que surgiram divergências no partido no poder, o Pastef, sobre esta reforma da lei eleitoral e em que surgem especulações sobre a tensão entre aqueles dois políticos.

Após uma primeira aprovação pela Assembleia Nacional, a 28 de Abril, o presidente Bassirou Faye pediu uma revisão do texto, invocando “erros materiais”, mas foi acusado de alimentar ambições de também concorrer às presidenciais.

A 09 de Maio, o decreto foi novamente aprovado, com revisão sobre perda de direitos civis, acabando por ser promulgado na terça-feira passada.

Os Estados Unidos exigiram ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação activa como condições para avançar as negociações de paz, indicou ontem uma fonte oficial.

Segundo reporta a agência noticiosa estatal iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, Washington exige também a renúncia a compensações por danos de guerra.

A Fars adiantou que a administração norte-americana respondeu à mais recente proposta de Teerão com várias exigências, entre elas a entrega, por parte do Irão, de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, podendo a República Islâmica manter activa apenas uma instalação nuclear.

Além disso, a Fars indicou que, segundo a proposta, Washington não pagará qualquer indemnização ou compensação ao Irão pelos danos de guerra, nem desbloqueará sequer 25% dos activos iranianos congelados no estrangeiro, como exige Teerão.

A agência acrescentou que os Estados Unidos condicionam o fim da guerra em todas as frentes ao avanço das negociações com o Irão.

Segundo a Fars, mesmo que Teerão aceitasse estas condições, a ameaça de uma nova agressão por parte dos Estados Unidos e de Israel manter-se-ia.

A informação surge um dia após a visita a Teerão do ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, alegadamente com o objetivo de transmitir uma mensagem dos Estados Unidos ao Irão.

Segundo a agência estatal iraniana, o Irão tinha anteriormente condicionado qualquer negociação sobre o programa nuclear ao fim da guerra em todas as frentes, ao levantamento das sanções impostas contra o país, à libertação dos fundos iranianos bloqueados, a compensações pelos danos de guerra e ao reconhecimento da soberania iraniana sobre o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou “inaceitável” e “um pedaço de lixo” a proposta de Teerão, afirmando que a trégua entre as partes, em vigor desde 08 de abril, era “incrivelmente frágil”.

Sexta-feira, à margem da reunião ministerial dos BRICS, em Nova Deli, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, declarou que, apesar do impasse nas negociações formais, os dois países continuam a trocar mensagens, embora “lentamente”.

 

A Organização Mundial da Saúde declarou uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional devido ao surto de ébola que afecta a República Democrática do Congo e o Uganda. A decisão foi anunciada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, que considera o cenário actual uma ameaça séria à saúde pública global, embora ainda não reúna critérios para ser.

Segundo dados divulgados pela organização, o surto já provocou pelo menos 88 mortes e 336 casos suspeitos na República Democrática do Congo. No Uganda, foram registados dois casos confirmados na capital Kampala.

A OMS alerta que a taxa elevada de positividade das amostras iniciais e a confirmação de casos em grandes centros urbanos, como Kampala e Kinshasa, indicam que o número real de infecções poderá ser superior ao actual.

Entre os factores que aumentam o risco de propagação da doença estão a insegurança persistente em algumas regiões, a elevada mobilidade populacional e a existência de serviços de informação de saúde.

A organização sublinha ainda que, ao contrário de outras variantes do vírus, não existem tratamentos nem vacinas aprovadas especificamente para o estirpe Bundibugyo.

Os países vizinhos, incluindo Angola, foram instados a promover o desenvolvimento cooperativo e as medidas de vigilância sanitária para evitar a propagação.

A República Democrática do Congo registou outro surto de ébola entre Agosto e Dezembro de 2025, que causou pelo menos 34 mortes. Entre 2018 e 2020, a região ocorreu o surto mais mortal da doença, com quase 2.300 mortos em cerca de 3.500 casos. Nos últimos 50 anos, o vírus do ébola já matou mais de 15 mil pessoas em África.

O político sul-africano Mathews Phosa defende que os líderes africanos, em particular da região da SADC, devem unir-se para desenhar estratégias concretas de combate à xenofobia. O membro do African National Congress, que visitou Maputo esta sexta-feira, considera que a xenofobia atrasa o desenvolvimento das populações e da economia.

Mathews Phosa é empresário e político sul-africano, além de membro sénior do ANC. Com fortes ligações económicas e de irmandade com Moçambique,, facto que explica o reconhecimento recebido do Governo e do sector privado durante a X cerimónia de graduação da Universidade Utive.

Questionado pela STV sobre os casos de xenofobia na África do Sul, o político condenou os actos de violência e defendeu uma intervenção urgente dos líderes africanos.

“Não, mas os políticos precisam de educar o povo. Precisam de passar programas na televisão e na rádio contra a xenofobia. A xenofobia é como o tribalismo, o racismo. É a mesma coisa. É veneno. Sim, precisamos de combater”, disse Matheus Phosa.

Mathews Phosa afirmou ainda não encontrar razões que justifiquem a violência contra imigrantes na África do Sul.

“Estou a dizer que não têm noção de história. E dizemos-lhes todos os dias que somos todos irmãos e irmãs. Somos um só continente. As fronteiras são coloniais. Não existe Soto, Shangano, Chope ou outra coisa qualquer. Somos negros, somos africanos. Devemos trabalhar em conjunto. Dizemos-lhes isso todos os dias. Mas com quem estamos a falar? Estamos a falar com pessoas que pensam que Mandela é uma vaga recordação, que pensam que Samora Machel é uma vaga recordação. Depois, temos de os educar sobre a irmandade desses países”.

Phosa, apontado como mentor do projecto do corredor logístico de Maputo, defende que a região e o continente precisam de melhorar as vias de acesso para impulsionar a capitalização económica.

“As boas estradas e os bons caminhos-de-ferro são a espinha dorsal da economia. Toda a economia americana cresceu com base nos caminhos-de-ferro e nas rodovias. Não se pode crescer sem as interligações. Por isso, precisamos de criar melhores estradas, melhores aeroportos e uma melhor colaboração. Não deve haver limites na minha mente. Nada”, afirmou.

O empresário afirmou ainda manter-se disponível para apoiar Moçambique em grandes projectos de desenvolvimento.

 

As autoridades sanitárias africanas e internacionais estão em alerta devido a um novo surto de Ebola na República Democrática do Congo. O epicentro está localizado na província de Ituri, no leste daquele país, onde dezenas de pessoas já perderam a vida. A situação preocupa devido ao risco de propagação para países vizinhos, numa região marcada por conflitos armados e intensa circulação populacional.

A República Democrática do Congo volta a enfrentar um surto de Ebola. Dados avançados pelas autoridades sanitárias indicam que dezenas de pessoas morreram nas últimas semanas na província de Ituri, no leste do país, considerada neste momento o principal foco da doença.

As zonas mais afectadas incluem áreas próximas da fronteira com o Uganda, aumentando os receios de propagação transfronteiriça.

A Organização Mundial da Saúde e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças já mobilizaram equipas de emergência para apoiar as autoridades congolesas na contenção do vírus, reforço da vigilância epidemiológica e rastreio de contactos.

Uganda confirmou um caso importado envolvendo um cidadão proveniente da RDC, situação que elevou o nível de alerta sanitário na região dos Grandes Lagos.

O Ebola é uma doença altamente contagiosa, transmitida através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas infectadas. Entre os sintomas estão febre alta, vómitos, diarreia, hemorragias e fraqueza intensa.

O Fundo Monetário Internacional alerta que a economia mundial pode entrar numa situação próxima da recessão, caso o conflito entre Irão e Israel se prolongue. O FMI diz também que a permanência do barril do Petróleo acima dos 100 dólares até 2027 pode contribuir para esta queda da economia mundial.

A informação consta no mais recente relatório do  Fundo Monetário Internacional, divulgado esta semana, que apresenta três cenários para a economia global, todos dependentes da evolução da situação da guerra no Médio Oriente. 

No cenário considerado mais optimista, o crescimento económico mundial deverá situar-se em 3,1% em 2026, abaixo das previsões divulgadas em Janeiro, que eram de 3,3%. Num cenário adverso, com conflito prolongado e petróleo mais caro, o crescimento poderá cair para 2,5%. 

Neste contexto, o FMI aponta que a situação no Golfo representa um risco muito maior para a economia mundial do que as tarifas comerciais impostas anteriormente pelos Estados Unidos da América. O prolongamento da crise poderá provocar inflação persistente, aumento das taxas de juros e recessão em vários países.

O relatório revela ainda que as economias emergentes serão das mais afectadas devido à forte dependência do petróleo. O Irão poderá registar uma contracção económica acima de 6%, enquanto países como Iraque, Catar e Kuwait também deverão sofrer quedas significativas no Produto Interno Bruto. Na Europa, o impacto deverá agravar ainda mais os efeitos da crise energética causada pela guerra na Ucrânia.

A Índia surge como uma das poucas economias com perspectivas positivas, em 6,4%,  impulsionadas pelo crescimento interno e pela redução de tarifas comerciais norte-americanas sobre produtos indianos. 

Apesar do ambiente de incerteza, o FMI prevê uma recuperação gradual caso o conflito seja de curta duração.

 

Os deputados da oposição na África do Sul abandonaram o parlamento, numa pressão política para o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, renunciar ao cargo após acusações de lavagem de dinheiro. 

O protesto levado a cabo pelos deputados da oposição no parlamento sul-africano ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas ao Governo deste país, liderado por Cyril Ramaphosa.

A oposição contestou a continuidade dos trabalhos parlamentares, enquanto persistem as acusações contra Ramaphosa. Os parlamentares defendem que Ramaphosa deve responder politicamente pelas acusações de lavagem de dinheiro.

O governante enfrenta acusações relacionadas com o alegado encobrimento de um assalto ocorrido em 2020 numa das suas propriedades privadas, onde teriam sido roubadas grandes somas em moeda estrangeira. 

Ramaphosa rejeita qualquer envolvimento em irregularidades e insiste que não pretende abandonar o cargo.

Refira-se que na semana passada, o Tribunal Constitucional sul-africano considerou que o relatório independente produzido em 2022 deveria ter sido encaminhado para um comité parlamentar de impeachment, ou seja, de destituição, destinado a aprofundar a investigação sobre o escândalo.

Para que a destituição de Ramaphosa avance, será necessário o apoio de pelo menos dois terços dos 400 deputados do Parlamento, entretanto, antes, o comité multipartidário encarregado do processo ainda terá de conduzir investigações adicionais.

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