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O Ministério da Saúde confirma que, nas últimas 24 horas, nenhum paciente infectado pelo Coronavírus perdeu a vida. A última vez em que, no país, o vírus não fez vítimas mortais foi a 05 de Janeiro do ano em curso, ou seja, há três meses.

“Gostaríamos de informar que, nas últimas 24h, não registámos, com satisfação, nenhum óbito relacionado com a infecção pelo novo Coronavírus”, anunciaram as autoridades de saúde por meio de um comunicado de imprensa.

Sem novas mortes, o cumulativo desde a eclosão do vírus no país mantém-se em 775.

Contudo, mais 150 pessoas, todas de nacionalidade moçambicana, foram infectadas pela COVID-19, o que eleva o total para 67.729. Dessas infecções, 67.413 resultaram de transmissão local e 316 foram importadas.

Há mais 31 pessoas internadas por causa da COVID-19 e 32 tiveram alta hospitalar, somando, agora, 91 doentes acamados.

Dados divulgados hoje apontam para a existência de mais 426 recuperados do novo Coronavírus. Trata-se de 425 cidadãos nacionais e um de origem desconhecida.

O número de pessoas já recuperadas do vírus sobe para 56.835, que corresponde a 83.9% de todos os casos positivos registados em Moçambique.

Neste momento, o país tem 10.115 casos activos da COVID-19.

Em Janeiro passado, a pandemia tirou a vida a 201 pessoas. Este mês já matou pelo menos 228 indivíduos, de acordo com os dados da análise epidemiológica apresentada esta segunda-feira, pelo Instituto Nacional de Saúde (INS).

Aliás, esta segunda-feira, a directora nacional adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, iniciou o seu discurso, para a actualização da informação atinente à propagação da COVID-19 no país e no mundo, dizendo que “nos últimos tempos” verifica-se um aumento de infecções e mortes. Por isso, “ficamos mais alertas em relação ao desempenho do sistema imunológico na saúde em geral”.

“Um sistema imunológico adequado é factor importante para proteger contra infecções virais, incluindo a COVID-19. Para o fortalecimento do sistema imunológico deve-se começar por fazer uma alimentação equilibrada e variada, baseada em alimentos naturais e frescos”, aconselhou a dirigente.

Sobre os números, disse que mais quatro pacientes infectados pelo novo Coronavírus morreram, no último domingo. Trata-se de três moçambicanos e um estrangeiro, cujas idades variam entre 48 e 84 anos.

Neste momento, o país tem 599 óbitos devido à COVID-19 e um total de 19.333 casos activos.

Mais 517 indivíduos testaram positivo para o novo Coronavírus (maior número na cidade de província de Maputo), elevando o cumulativo para 56.160.

No país existe, até o momento, um cumulativo de 2.460 pacientes internados, dos quais 222 estão actualmente nos centros de internamento de COVID-19 e em outras unidades hospitalares, esclareceu Benigna Matsinhe.

Entretanto, mais 957 pessoas recuperaram da doença e o total subiu para 36.224. Este número representa 64.5% dos indivíduos já infectados em Moçambique.

Parceiros de cooperação desembolsaram ao Governo cerca de 661,5 milhões de dólares até o dia 31 de Dezembro de 2020 para responder as necessidades impostas pela pandemia da COVID-19. Do valor, cerca de 622 milhões de dólares foram em dinheiro e pouco mais de 39,5 milhões em produtos.

Quando eclodiu a pandemia da COVID-19, no ano passado, o Governo solicitou aos seus parceiros de cooperação um apoio de 700 milhões de dólares norte-americanos. Do valor solicitado, foi desembolsado o equivalente a quase 95 por cento.

Dessa quantia desbloqueada até Dezembro de 2020, segundo um relatório do Executivo publicado hoje, já foram canalisados ao Ministério da Saúde 111,4 milhões de dólares para a prevenção e tratamento da COVID-19, sendo que, 71,9 milhões em dinheiro e 39,5 milhões em produtos diversos.

“Dos USD 71.926.933,63 disponibilizados em numerário, USD 28.976.964,63 foram canalizados para contas do Ministério da Saúde (MISAU) e o remanescente, USD 42.950.000 (59,7%), ficou sob gestão dos parceiros para pagamentos directos de acordo com a lista de necessidades apresentada pelo MISAU”, indica o relatório sobre os compromissos assumidos pelo Governo diante dos parceiros relativos à COVID-19.

Outra parte desembolsada pelos parceiros é para cobrir o défice causado pela perda de receita resultante da queda do Produto Interno Bruto (PIB). O valor alocado é de aproximadamente 511 milhões de dólares norte-americanos e já foram utilizados cerca de 300 milhões, distribuídos da seguinte forma:

Perca de receitas absorveu cerca de 183 milhões de dólares; infra-estruturas escolares gastaram cerca de 47 milhões e abastecimento de água necessitou de pouco mais de 4 milhões de dólares; para apoiar as empresas afectadas pela pandemia da COVID-19, o Banco Nacional de Investimentos (BNI) recebeu cerca de 15 milhões de dólares.

Por sua vez, o sector da Saúde recebeu por via do Orçamento cerca de 12,7 milhões de dólares; a Acção Social – 8,3 milhões; o Fundo de Energia ficou com 15 milhões e o sector da Agricultura recebeu 10 milhões de dólares norte-americanos, refere o relatório publicado hoje.

Para transferir às famílias, os parceiros de cooperação disponibilizaram cerca de 39 milhões de dólares norte-americanos, valor usado tanto para pagar os beneficiários dos programas de protecção social antigos, como para o iniciar o pagamento dos novos beneficiários identificados no âmbito da pandemia da COVID-19.

Num contexto em que vários países do mundo, dos quais a vizinha África do Sul, detectam novas variantes (mais contagiosas) da COVID-19, as autoridades moçambicanas estão em alerta e enviaram amostras para África do Sul e Inglaterra com a finalidade de verificação do novo vírus.

A preocupação tornou-se acrescida depois de o país receber uma avalanche de moçambicanos e turistas que escalaram o país para as festas do Natal e do final do ano.

“Moçambique já enviou amostras para ver se já temos ou não uma nova variante do Coronavírus. Esse material foi enviado para dois países que têm capacidade de analisar essas variantes”, disse o ministro da Saúde, Armindo da Saúde, e esclareceu que não existe “previsão de até quando teremos os resultados”.

O governante comentou ainda em relação aos novos recordes diários de casos positivos da doença. Disse que “isso é resultado ou provável relaxamento” no cumprimento das medidas de prevenção.

“Face a esse cenário, tem que haver uma reflexão de todos nós como sociedade para melhorarmos nas medidas de prevenção”, afirmou Armindo Tiago, sem se alongar, à saída da casa de Cadmiel Muthemba, onde foi prestar consolo à família pela morte do antigo governante.

Mais cinco pessoas morreram por Coronavírus na cidade de Maputo. Todas são moçambicanas. Em todo o país, houve mais 578 casos positivos e apenas 14 recuperados, na Zambézia.

Das cinco vítimas mortais, quatro são homens de 49, 73, 75 e 80 anos de idade, e uma mulher de 73 anos. Os óbitos foram declarados nos dias 8 e 9 de Janeiro em curso, segundo um comunicado do Ministério da Saúde.

Os doentes “evoluíram para óbito” em consequência do “agravamento do seu estado de saúde durante o período de internamento em unidades hospitalares da cidade de Maputo”.

Moçambique regista um cumulativo de 192 mortos [155 em Maputo] e 4.208 casos activos da COVID-19.

Um total de 968 pacientes foram internados desde a eclosão da doença no país.

De sábado para domingo, houve 578 positivos para o novo Coronavírus, dos quais 293 na cidade de Maputo e 69 em Nampula.

Cumulativamente, Moçambique conta com 21.939 casos positivos registados, dos quais 21.623 de transmissão local e 316 importados. Actualmente, existem 17.535 indivíduos já sem o Coronavírus

Uma contradição autêntica. Na cidade de Nampula, o número de novos casos da COVID-19 disparou nos últimos 10 dias, passando da média semanal de 10 a 15 para mais de 100. Entretanto, quase todos que se fazem à via pública não usam máscaras. O pessoal da saúde está preocupado com a nova vaga da pandemia.

Nas ruas da cidade de Nampula a vida corre como se tudo estivesse bem. Na zona de maior agitação por conta do comércio informal, a nossa equipa de reportagem registou um cenário flagrante de total desleixo, perante a pandemia da COVID-19 que mesmo não dando trégua, quase ninguém se comove.

O uso da máscara é ignorado pela maioria. Pior porque os aglomerados populacionais também não são evitados. Um ambiente propício para a propagação do novo Coronavírus.

Quando questionados sobre a não observância das medidas de prevenção, a justificação é surpreendente. “Por estes dias não se usa máscara aqui”, diz Sérgio Eduardo, vendedor ambulante, e como ele também era dos tantos sem máscara, questionamos a razão dessa atitude e a resposta foi surpreendente: “estou a ver que esta coisa de corona não existe. Não existe porque nunca vi um caso”.

Isac António, outro vendedor ambulante, preferiu dizer que não tem 20 meticais para comprar uma máscara. “Não tenho dinheiro para comprar uma máscara”, abreviou.

Nem os vendedores de máscaras se protegem. Outros usam apenas quando se apercebem da presença de uma equipa de reportagem, tal como o fez Luís Dionísio, também vendedor ambulante. “Como tenho problemas de asma, quando uso máscara durante o dia não respiro bem, por isso, às vezes tiro para conseguir respirar”.

As poucas pessoas que se fazem às ruas com máscara de protecção facial usam-nas de forma indevida. Ou seja, não protegem a boca e o nariz, conforme se recomenda.

Nalgumas mesquitas, também observa-se o mesmo comportamento do não uso da máscara, apesar de se respeitar o distanciamento social.

O delegado do Conselho Islâmico de Moçambique em Nampula, Juma Cadria, reconheceu a fragilidade no controlo dos fiéis e reafirmou que este comportamento não se compadece com os ditames da religião islâmica.

A lavagem das mãos também deixou de ser obrigatória à entrada de muitos estabelecimentos comerciais.

O pessoal de Saúde está preocupado com a não observância das medidas de prevenção porque nos últimos 10 dias, a média semanal de novos casos positivos subiu para mais de 100, contrariando a anterior média de 10 a 15 casos por semana.

“Pensava-se que já tivéssemos atingido o pico da infecção. Era suposto que neste período do Verão o número de infecções por via aérea respiratória tivesse reduzido, decorrente do aumento da temperatura. Era suposto que estas infecções respiratórias tivessem se manifestado no Inverno”, aconteceu “o contrário”, assinala Geraldino Júlio Avalinho, médico de clínica geral e chefe do Departamento de Saúde Pública na Direcção Provincial de Saúde em Nampula.

Nampula tem um saldo de oito óbitos por COVID-19 e conta com cinco internados no centro de isolamento. Até sábado, tinha um cumulativo de 879 casos positivos, dos quais, 159 activos.

“A vaga de infecções que vínhamos assistindo no passado, a virulências não era similar a assistida noutros países, pese embora, agora tenhamos uma nova vaga de infecção que por sinal é mais virulenta, é muito fácil de se contrair, razão pela qual há necessidade de as pessoas, de forma consciente, pautarem pelo uso obrigatório das máscaras e seguirem à risca todas as recomendações que são deixadas pelo sector de saúde para a prevenção da infecção do novo coronavírus”, alertou o médico.

Mais uma pessoa morreu, nas últimas 24 horas, vítima da COVID-19 na cidade de Maputo, em Moçambique.

Trata-se de um paciente do sexo masculino, de 60 anos de idade e de nacionalidade moçambicana, que evoluiu para óbito após o agravamento do seu estado de saúde durante o período de internamento em uma unidade hospitalar na Cidade de Maputo. O óbito foi declarado no dia 12 de Dezembro do mês corrente, segundo um comunicado do Ministério da Saúde sobre a actualização de dados da COVID-19 enviado para “O País.

Em relação aos infectados, a Saúde anunciou hoje que mais 132 pessoas foram infectadas.

Trata-se de 119 indivíduos de nacionalidade moçambicana e 13 estrangeiros que foram infectados, nas últimas 24 horas, no país. Todos os 132 casos resultam de transmissão local.

Com o registo de 132 casos positivos hoje reportados o número de doentes no país subiu para 16.812, dos quais 16.449 são de transmissão local e 313 são importados.

Segundo o MISAU, dos 13 casos estrangeiros, um indivíduo é de nacionalidade queniana, um de nacionalidade alemã, um de nacionalidade brasileira, um de nacionalidade belga, um de nacionalidade britânica, dois de nacionalidade portuguesa, dois de nacionalidade chinesa e quatro de nacionalidade sul-africana.

“A Cidade de Maputo registou o maior número de casos (67), correspondendo a 50.8% do total dos casos novos hoje reportados em todo o país, seguida pela Província de Niassa com dezasseis (16) casos, correspondendo a 12.1%”, lê-se no comunicado.

Ainda nas últimas 24 horas, segundo a nota do MISAU, Moçambique registou dois casos totalmente recuperados da COVID-19, ambos na Província da Zambézia e indivíduos de nacionalidade dominicana.
Actualmente, o país tem 14.795 pessoas recuperadas e 1.873 casos activos da COVID-19.

O novo Coronavírus voltou a fazer das suas e não poupou a vida de uma criança de apenas sete anos de idade, na província de Inhambane. A morte aconteceu no dia 27 de Novembro, segundo o Ministério da Saúde, mas só esta quinta-feira foi tornada pública.

A vítima, do sexo masculino, foi testada para COVID-19 no dia 24 de Novembro passado e o resultado, positivo, ficou disponível no dia 02 de Dezembro em curso.

O Ministério da Saúde esclarece que a criança já estava morta quando o resultado das análises às amostras para a COVID-19 ficou disponível.

“A província de Inhambane levou um tempo considerável” para “notificar à sede”, em Maputo, “de que o óbito do dia 27 de Novembro tinha a ver com o resultado das amostras colhidas no dia 24 de Novembro, e que saíram no dia 02 de Dezembro”, explica a instituição.

A província de Inhambane soma quatro mortes devido à COVID-19, dos 139 registados em todo o país. Destes, 107 são da cidade de Maputo.

De quarta para quinta-feira, mais 81 pessoas foram diagnosticadas com o novo Coronavírus no país e o cumulativo, desde Março, aumentou para 16.521.

As autoridades de saúde reportaram mais 19 pessoas sem o vírus na província de Gaza, seis em Inhambane e igual número na Zambézia.

Assim, Moçambique regista 14.715 pessoas já livres da doença. Ou seja, 89.1% de todos os infectados.

Há, neste momento, 1.663 casos activos, refere o Ministério da Saúde.

O alerta foi dado pelo Serviço Nacional de Saúde britânico depois de se terem verificado reações em dois funcionários do sistema de saúde, que recuperaram logo depois terem sido tratados. O conselho aplica-se a quem sofra reações a medicamentos, comida ou vacinas, escreve a Euronews.

A Rússia avança com a vacinação com a sua Sputnik V. Milhares de inoculações têm estado a decorrer. A vacinação de médicos e professores começou no fim de semana. Mesmo a Sibéria já recebe os primeiros lotes.

Segundo a Euronews, um dos responsáveis pela vacina, Alexander Gintsburg, nega a ideia de que quem é vacinado deve abster-se de beber álcool durante dois meses e evitar tomar imunossupressores, conforme foi pedido pela vice-primeira-ministra para saúde, Tatiana Golikova.

“Eu percebo que temos que fazer algo. Os números aumentam continuamente e nada melhora. Ao mesmo tempo penso que as pessoas acabam se reunirem em casa. Ou seja, não podem sair num ambiente controlado e vão estar num ambiente não controlado em casa”, disse Alexander Gintsburg.

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