O País – A verdade como notícia

Na partida de fundo da quarta jornada do Moçambola 2024, a Black Bulls recebeu e venceu o Ferroviário da Beira por duas bolas a uma e cimentou a liderança na tabela classificativa.

Os “locomotivas” de Chiveve ainda entraram numa cilada ao marcarem o primeiro golo da partida, aos 23 minutos, por intermédio de Dayo. A turma de Tchumene, que já havia experimentado sofrer primeiro em todas partidas, fez o mais do mesmo e reagiu com tudo.

Cinco minutos depois do golo forasteiro, os “touros” sacudiram a poeira, levantaram a cabeça e chegaram ao empate, por Hammed, que restituía a verdade e a justiça em campo.

Num jogo de muitas emoções, afinal Hélder Duarte voltava a defrontar a sua antiga equipa e que levou à conquista do Moçambola 2023. Quis mostrar que ainda conhece os jogadores que orientou, mas também fazer valer o seu estatuto de melhor treinador no Moçambola 2024.

Por outro lado, estava o Ferroviário da Beira, com galões de campeão nacional, que procurava fazer a desforra à derrota sofrida na Supertaça, diante desta mesma Black Bulls, e chegar à sua primeira vitória, ao mesmo tempo em que quebrava a invencibilidade da turma de Tchumene.

Com o jogo quase equilibrado, acabou por ser Danilo a fazer a diferença no marcador, aos 58 minutos, apontando o golo que deu a vitória à sua equipa e mais três pontos na tabela.

Quem continua na perseguição ao líder é a União Desportiva do Songo. Na recepção ao Baía de Pemba, os “hidroeléctricos” não tiveram meias medidas e mandaram em casa, vencendo por claros 2-0 que ditaram os três pontos.

Lau King, mais uma vez e pelo segundo jogo consecutivo, e John Banda, fizeram os golos da turma de Songo, que assim segue na segunda posição da prova.

Quem continua sem vencer é o Ferroviário de Maputo, que nesta jornada apenas conseguiu o seu primeiro ponto, em sua casa, Afrin, na recepção ao homónimo de Nampula. Um nulo que acaba por soar bem à “locomotiva” da capital do país, que assim deixa de ser uma equipa sem ponto.

Em sentido contrário, está a Associação Desportiva de Vilankulo, que, na recepção ao Brera FC, em Maxixe, conseguiu a sua primeira vitória na prova, ao vencer por 2-1. Este resultado é fruto do pouco esforço que a equipa fez, uma vez que passa a treinar em Maxixe, mudando o seu quartel general de Vilankulo para a capital económica de Inhambane.

O Desportivo de Nacala não conseguiu segurar o nulo durante a partida toda e o Costa do Sol acabou por marcar no último lance do jogo, aos 90+9 minutos, arrancando os três pontos em disputa.

Realizam-se, este domingo,no pavilhão do Maxaquene, as finais do Campeonato de Badminton da VULCAN PRO 32 Premier League .

Os jogos decisivos iniciam às 16 horas, sendo que o evento tem como principal a promoção desta modalidade e proporcionar formação desde a base a rapazes e raparigas com o objectivo de produzir jogadores moçambicanos de classe mundial.

A final desta competição contará com a presença do Secretário de Desporto, Gilberto Mendes, e o Alto Comissário da Índia em Moçambique, Robert Shetkintong.

A Liga Moçambicana de Futebol está preocupada com má actuação da arbitragem no Moçambola. O organismo entende que a postura dos juízes descredibiliza a prova.

Em apenas três jornadas o alarme já soou no Moçambola. Os árbitros estão no centro das atenções. A má actuação em alguns jogos já suscitou muitos debates. O Ferroviário de Maputo, que reclama ter sido prejudicado no jogo contra o Baía de Pemba, foi o mote para  a Liga Moçambicana de Futebol convocar uma conferência de imprensa conjunta com a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol para abordar o assunto. 

O Ferroviário de Maputo manifestou a sua preocupação junto à Liga em relação à má actuação dos árbitros.  

A CNAF nomeou uma comissão de inquérito para esclarecer a actuação do quarteto da arbitragem nessa partida. 

A presente edição do Moçambola já teve dois jogos polémicos.

A Confederação Africana de Futebol incrementou o valor do prémio do vencedor da Liga dos Campeões Africanos. A CAF anunciou que vai pagar quatro mil dólares, equivalente a 254 mil meticais. 

O Al Ahly do Egipto e Espérance Sportive de Tunis partem para a final motivados, com o anúncio da Confederação Africana de Futebol sobre o incremento do prémio para o vencedor da Liga dos Campeões Africanos. 

A CAF, liderada pelo sul-africano Patrice Motsepe, vai pagar quatro mil dólares ao vencedor da prova, equivalente a 254 milhões de meticais. Já o segundo classificado terá direito a dois milhões de dólares, ou seja, 127 milhões de meticais. 

O organismo que gere o futebol africano pretende, com esta medida, tornar o futebol africano competitivo a nível mundial, através do incentivo adequado aos clubes de futebol africanos que participam nas competições da CAF.  

A CAF anunciou outras inovações para a final da maior competição africana a nível de clubes, como é o caso da introdução de novas tecnologias para a transmissão da final, de modo a permitir que mais pessoas consigam acompanhar o jogo. 

A final da Liga dos Campeões Africanos será disputada em duas mãos. A primeira está marcada para dia 18 deste mês, em Tunis, e a segunda está agendada para dia 25, em Cairo.  O confronto será entre os dois gigantes do futebol africano, que possuem 15 títulos da Liga dos Campeões Africanos, 11 para Al Ahly e quatro para Espérance de Tunis.

O Clube Ferroviário de Maputo emitiu uma nota de repúdio contra as arbitragens do Moçambola 2024. Os “locomotivas” de Maputo reclamaram de lances que consideram que prejudicaram a equipa e tiveram influência no resultado dos jogos efectuados.

É a primeira grande reclamação no Moçambola 2024 contra os árbitros de Elite da Comissão nacional de árbitros de futebol. Um lance do ataque do Ferroviário de Maputo diante do Baía de Pemba, no domingo passado, em que apita-se um pretexto fora-de-jogo, é o cerne da nota de repúdio do Ferroviario de Maputo enviado à CNAF.

Num jogo que teve um quarteto de arbitragem composto por Paulo Afito (da Comissão Provincial de Árbitros de Nampula), Nelsa Jeque e Macário Gaveto, como primeiro e segundo assistentes, respectivamente (ambos de Nampula), Chabane Wissu, quarto árbitro (de Cabo Delgado), Hamito Romão (Assessor dos Árbitros) e Saha Saíde (Delegado do Jogo), o primeiro assistente anulou o golo dos “locomotivas” de Maputo alegadamente porque Amâncio Canhemba estava em posição irregular, o que para a turma da capital do país é um lance normal.

O facto é que o avançado do Ferroviário de Maputo sai de uma posição regular para o golo, no entanto não houve a mesma percepção da equipa de arbitragem.

Mas não foi somente o golo anulado que consta da nota de repúdio dos “locomotivas” de Maputo. Estes reclamam o facto de não terem sido autorizados a fazerem as substituições a que tinham direito.

“Um erro gravíssimo de avaliação e de interpretação às leis do jogo, pois impediu a realização da substituição no terceiro momento conforme o previsto no comunicado oficial nr° 07/FMF/D/2024, transcrições sob a lei de jogo, lei 3 substituições”, anota a Nota de Repúdio para esclarecer o acontecido.

“O quarto árbitro e o Delegado do jogo, Chabane Wissu e Saha Saíde fizeram mea-culpa, alegando reconhecer o erro inicial que impediu a realização da substituição”, escreve o Ferroviário de Maputo na nota, denunciando ainda que “o Delegado do jogo apelou ao delegado do Ferroviário de Maputo para não reportar o episódio negativo ocorrido, em defesa da equipa de arbitragem”.

Outro lance que mereceu destaque na Nota de Repúdio é este, do golo sofrido diante do Costa do Sol, jogo que teve o ajuizamento de Celso Alvação, de Inhambane. O Ferroviário de Maputo considera que Ali Abudo entrou em pé em riste para ganhar a bola, antes do remate fatal.
O Ferroviário de Maputo considera que as actuações dos árbitros são para prejudicar a sua equipa e por isso pedem a intervenção de quem de direito para a reposição da verdade desportiva.

“Exigimos uma rápida intervenção de quem de direito e restantes autoridades desportivas afins a este assunto preocupante, para a reposição da verdade desportiva”, escreve o Ferroviário de Maputo e acrescenta que “a atitude duvidosa de alguns juízes supostamente bem qualificados, avaliados e controlados a cada jornada, manchar e descredibilizar toda uma prova nacional e importante para os seus actores, o povo e o Governo, apenas por falta de qualidade propositada no seu desempenho”.

Este é o primeiro caso reclamado por um clube do Moçambola que envolve os árbitros, que este ano foram seleccionados com rigor para fazerem parte do grupo de Elite.

Recorde-se que na primeira jornada, no jogo entre o Costa do Sol e a Black Bulls, houve, tambëm reclamações dos adeptos “canarinhos”, alegadamente porque o terceiro golo dos “touros”, em que a bola vai ao travessão, não terá ultrapassado a linha de golo, o que não teria dado a vitória à equipa visitante.

Uma situação que obrigou a retenção da equipa de arbitragem no espaço do ninho do “canário”, levando a que os mesmos fossem escoltados por mais de 70 membros da força policial e quatro viaturas policiais.

O internacional moçambicano, Mexer Sitóe, está a uma vitória de garantir a qualificação aos quartos-de-final da segunda liga turca, que dá acesso à liga principal de futebol. A última jornada que decide o apuramento do Bandimaspor, disputa-se este sábado.

O Bandimaspor da Turquia luta pela qualificação à primeira liga e tem três desafios para garantir a ascensão nesta temporada. A uma jornada do fim da segunda divisão, a equipa de Mexer Sitoe está a uma vitória de alcançar o primeiro objectivo, que passa por qualificar-se aos quartos-de-final de acesso à primeira divisão.

Com 50 pontos, os mesmos do Genclerbirligi, a equipa do central moçambicano depende de si para garantir o sétimo lugar, a última vaga de qualificação aos quartos-de-final.

Caso vença ao Adanaspor, que ainda luta pela manutenção, o Bandimaspor terá a fase dos quartos-de-final, disputada pelas equipas que terminam da terceira à sétima posição, onde vão se defrontar numa eliminatória definida pelo sorteio.

Os vencedores disputam as meias-finais, onde os vencedores jogam entre si a final que decide a equipa que se junta ao primeiro e segundo classificados da segunda liga turca.

A turma de Mexer Sitóe leva vantagem sobre o Genclerbirligi em termos de golos marcados e sofridos, ou seja, ainda que a outra equipa vença por muitos golos, ao Bandimaspor basta uma vantagem tangencial para assegurar essa passagem aos quartos-de-final e lutar pela ascensão à primeira liga turca.

 

DAVID MALEMBANE PERTO DO TÍTULO
Já o Noah da Arménia, onde actua o internacional moçambicano David Malembane, lidera o campeonato com os mesmos pontos do segundo classificado, o Ararat-Armenia, a quatro jornadas do fim da prova.

A disputa pelo título da Arménia será disputada pelas três primeiras equipas, com o Noah e o Ararat a partilharem a liderança com 71 pontos, mais um que Pyunik, que é terceiro.

Apenas o campeão da Arménia qualifica-se ao play-off de acesso à Liga dos Campeões Europeus, enquanto o segundo e o terceiro tem acesso directo à Liga Conferência.
Para já, as três primeiras equipaas do campeonato arménio tem asseguradas presenças nas competições europeias de clubes, sendo nenhuma delas vai para a Liga Europa, lugar destinado ao vencedor da Taça da Arménia.

Por seu turno, Alfonso Amade, um dos últimos jogadores naturalizados que já representou os Mambas, não conseguiu o objectivo de ascender à primeira liga da Bélgica, ao terminar a prova em oitavo classificado da segunda divisão.

O Oostande da Bélgica acabou por terminar perto da zona da despromoção, mas chegou a estar em risco de descida devido a diferença pontual com as restantes equipas que acabaram por descer.

O moçambicano Muhammad Sidat, quadro da Confederação Africana de Futebol, é uma das figuras que têm liderado os encontros regionais de Licenciamento de Clubes CAF 2024, evento que pretende alcançar todas as 54 Associações-membros da CAF.

Depois de ter sido um dos intervenientes nos debates e acções de sensibilização que tiveram lugar na Mauritânia, Sidat participou, de 30 a 4 de Maio, num encontro realizado na Argélia, naquela que foi a continuidade da segunda etapa do evento que visa alcançar.

O “workshop”, de quatro dias, reuniu as 12 nações falantes de língua francesa no país do Norte da África, num encontro vital voltado para ajudar as associações-membro com os regulamentos de Licenciamento de Clubes da CAF e como elas se podem beneficiar deste instrumento.

Falando na abertura oficial, Nadir Bouzenad, secretário-geral da Federação Argelina de Futebol, FAF, disse: ”Foi uma honra para a Federação Argelina de Futebol ter acolhido este ‘workshop’ regional, com a participação das nossas federações irmãs que estiveram representadas no encontro. Permitam-me saudar a iniciativa da CAF, que trabalhou incansavelmente nos últimos anos para desenvolver o futebol em África”, destacou, para depois concluir: “O licenciamento de clubes é um elemento fundamental para garantir a transparência, a competitividade e a sustentabilidade do nosso futebol. Como secretário-geral da Federação Argelina de Futebol, estou convencido de que este workshop será uma oportunidade valiosa para trocar ideias, partilhar melhores práticas e fortalecer as nossas capacidades colectivas. Juntos podemos trabalhar para o desenvolvimento do nosso desporto no continente africano”, afirmou Bouzenad.

Os principais tópicos discutidos no “workshop”, em Argel, incluíram as actualizações sobre o uso da plataforma “online” de licenciamento de clubes da CAF (CLOP) para o procedimento de licenciamento de clubes.

Por outro lado, o evento pretendia rever o estado da implementação do Sistema de Licenciamento de Clubes nas competições nacionais das associações-membro e garantir que as associações-membro estejam prontas para comunicar as decisões de licenciamento antes do prazo estabelecido para a participação dos clubes nas competições interclubes da CAF 2024-25 (masculinas e femininas).

A realização de uma sessão de actualização sobre os procedimentos de pré-inspecção do estádio é outro dos pontos abordados no evento, assim como o treinamento de gerentes de licenciamento de clubes (CLM) no uso do CLOP, especificamente o módulo estádio.

Centenas de crianças dão corpo, desde o passado sábado, ao torneio de basquetebol “JrNBA”, competição promovida pela Fundação Clarisse Machanguana em parceria com a multinacional Exxon Mobil.

O Pavilhão do Desportivo foi o palco escolhido para acolher, sábado último, o arranque do programa que tem como fito a descoberta de novos valores da modalidade da bola ao cesto.

Aliás, a identificação de novos talentos para as futuras selecções nacionais de basquetebol é dos objectivos principais traçados pelos promotores da iniciativa.

No jogo de estreia, em femininos, as escolas secundárias Unidade 2 e Estrela Vermelha travaram argumentos, tendo o duelo terminado com a vitória da segunda formação por 52-25.

Depois de um primeiro quarto equilibrado, que terminou com o parcial de 10-10, a Escola Secundária Estrela Vermelha mostrou maior consistência e venceu a partida confortavelmente.

Já em masculinos, destaque para a Escola Filipe Jacinto Nyusi, que derrotou, na ronda inaugural, a Escola Secundária da Matola, por 26-14.
De recordar que esta iniciativa irá movimentar crianças do escalão Sub-16 em ambos os sexos, bem como treinadores e dirigentes ligados à modalidade da bola-ao-cesto.

O programa, que já atingiu mais de 165 mil jovens em 18 países africanos, tem como objectivo ajudar a crescer e melhorar a experiência do basquetebol juvenil para os jogadores, treinadores e dirigentes.

Outrossim, a iniciativa tem como objectivo apoiar o desenvolvimento da juventude em Moçambique, assim como cultivar os talentos dos jovens, incentivando-os a praticar basquetebol.

Mas não é apenas a prática desportiva que vai dominar o programa, até porque foi definido como que a retenção das crianças na escola e promoção de estudos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática deve merecer especial atenção.

Apesar de a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) ter apostado na criação de um grupo de árbitros de elite para dirigir os jogos do Moçambola 2024, iniciativa que tem como propósito garantir qualidade, as primeiras jornadas da competição estiveram envoltas em polémicas. Contestação do trabalho de árbitros e, no caso mais extremo, os homens de apito saíram escoltados pela PRM  do campo do Costa do Sol, alegadamente por terem prejudicado a equipa da casa diante da Black Bulls.

Mal a bola começou a rolar no Moçambola 2024 e já há “casos” que merecem, por parte dos clubes, alguns reparos! O caso mais “gritante” deu-se domingo, no campo Municipal de Pemba, no duelo entre o Baía local e o Ferroviário de Maputo, inserido na jornada 3 do Campeonato Nacional de futebol.

Aos 15′, partindo de trás para frente, numa jogada de ataque do Ferroviário de Maputo, Neymar, em clara posição legal, bateu o guarda-redes Mocas do Baía de Pemba. O árbitro da partida, Paulo Afito, de Nampula, anulou a jogada por pretenso fora de jogo. Os jogadores do Ferroviário de Maputo, indignados, ainda contestaram a decisão mas sem sucesso. Mas este não foi o único erro da equipa de arbitragem reclamado pela equipa do Ferroviário de Maputo.

Outra situação que deixou os “locomotivas” da capital afastados tem a ver com o facto de, no minuto 72 da partida, terem  solicitado uma substituição que seria a quinta no jogo. Esta substituição, que se inseria no terceiro tempo do jogo, não foi aceite pelo árbitro e delegado supostamente porque o Ferroviário já havia esgotado as mesmas prerrogativas, ou seja, utilizado os chamados três turnos.

Só depois de uma chamada para Maputo, pretensamente para uma figura ligada à Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, é que o delegado do jogo autorizou a substituição, mas já tinham sido jogados 82 minutos e a equipa técnica verde-e-branca prescindiu da mesma.

O Ferroviário alega que a equipa de arbitragem teria confundido o procedimento, ou seja, que o intervalo da partida (findo os 45 minutos) contava nos turnos das substituições, cometendo, desta forma, um erro de direito previsto no artigo 13 da Federação Moçambicana de Futebol.

Por outro lado, a equipa de arbitragem terá dado cinco minutos de compensação, tempo que não bastava tendo em conta, segundo os “locomotivas”, as substituições.
No duelo com o Costa do Sol, inserido na segunda jornada, o Ferroviário de Maputo queixa-se de algumas situações que terão prejudicado esta formação. Fala, por exemplo, do golo dos “canarinhos” que terá sido precedido de uma situação de entrada em pé riste.

O duelo entre o Costa do Sol e a Black Bulls, inserido na jornada inaugural do Moçambola, foi marcado por protestos por parte dos adeptos da equipa da casa, supostamente por ter sido prejudicada pelos árbitros que tiveram que ser escoltados por uma força policial.

 

CASOS DO ANO PASSADO
Em 2023, os casos de violência no Moçambola, associados à contestação do trabalho de árbitros, foi gritante.

Os adeptos pautaram por  insultos, arremesso de pedras, garrafas de água e outros objectos contundentes contra os homens do apito, violência gratuita que só não resultou em mortes por intervenção da Polícia.

A título de exemplo, a 28 de Maio, em Lichinga, a equipa de arbitragem composta por António Munguambe (árbitro), Fenias Neves (1° Assistente),  Sérgio lahimuaca (2° Assistente) e Amamo Fortunato (4° Árbitro) teve de sair escoltada pela Força de Intervenção Rápida (FIR), perante a fúria dos jogadores do Matchedje de Maputo que se sentiam injustiçados com a actuação do quarteto que teve influência no resultado final que foi um empate a uma bola diante do anfitrião Ferroviário de Lichinga.

Na jornada 7, em Quelimane, o segundo assistente Fernando Cumbane foi agredido supostamente por elementos ligados ao Ferroviário de Quelimane, em protesto contra a actuação do árbitro Filimão Correia, no jogo em que os “locomotivas” de Nampula venceram por uma bola a zero.

Já na cidade da Beira, instalou-se o caos no Chiveve quando elementos ligados à equipa da casa a insultaram a equipa de arbitragem formada por Fernando Francisco (árbitro), Venestácio Cossa (1°Assistente), Marcos Marrengula (2° Assistente) e Guilherme Malagueta (4° Árbitro), alegadamente por estarem a prejudicar a equipa da casa.

O Costa do Sol, esse, concedeu uma conferência de imprensa a contestar as arbitragens das duas primeiras jornadas da prova. Os “canarinhos” “atacaram” Filimão Correira.

“O Clube de Desportos da Costa do Sol solicita às entidades que superintendem o futebol nacional, nomeadamente a Federação Moçambicana de Futebol, a Liga Moçambicana de Futebol, bem como a CNAF e, ainda, o Governo, através da Secretaria de Estado de Desporto, para que considerem de grave actos que atentam para a verdade desportiva e sancionem quem os pratique, sob pena de as actuações tendenciosas da arbitragem e as reacções negativas dos seus agentes, Imprensa e dos adeptos, prejudicam gravemente a credibilização da Indústria do futebol, com impacto na cadeia de valores e economia nacional”, apelou, na altura,  Jeremias da Costa, o vice-presidente do Costa do Sol.

 

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