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A Black Bulls foi a Songo golear a União Desportiva local por 1-4, em partida da quinta jornada do Moçambola-2021. Ejaita foi o carrasco dos “hidroeléctricos” ao fazer um “hat-trick”. A jornada teve ainda, como destaque, o empate do Costa do Sol, em Quelimane, a zero, diante do Matchedje de Mocuba.

Uma retoma de luxo do Moçambola-2021! Sim de luxo, olhando para as surpresas e os resultados conseguidos neste final de semana que marcou o regresso da prova, depois de três meses de suspensão, devido a pandemia da Covid-19.

Uma das surpresas veio de Songo, bem ao lado da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, onde os “touros” da Black Bulls foram golear o vencedor da Taça de Moçambique por claros 1-4. Aliás, a turma de Nacir Armando nunca teve facilidades e muito sossego, já que logo aos quatro minutos Ejaita deu a primeira tourada na hidroeléctrica, que ficou cada vez mais fragilizada quando Melque também deu o gostinho ao pé, aos 15 minutos, colocando o resultado em 0-2.

A barragem estava prestes a perder toda água, mas Candinho ainda abriu uma comporta, aos 19 minutos, reduzindo a desvantagem, só não sabia que seria apenas mais lenha na fogueira, porque Ejaita estava com a pontaria afinada e ainda na primeira parte fez o 1-3, de grande penalidade, resultado com que se foi ao intervalo.

Na segunda parte a Black Bulls apenas confirmou a goleada, novamente por Ejaita, a isolar-se na lista dos melhores marcadores e já a dar sinais de quebrar os recordes nacionais dos melhores marcadores.

Uma importante vitória, fora de portas, diante de um crónico candidato ao título, que coloca a Black Bulls cada vez mais líder, agora com 13 pontos, enquanto a União Desportiva de Songo cai para a quinta posição com 8 pontos.

Os “touros” são, a par do Ferroviário de Maputo, as equipas que ainda não sofreram qualquer derrota nesta prova.

“Locomotivas” da capital do país que não tiveram dificuldades para suplantar o Textáfrica debilitado, no sábado, por 3-0, num jogo que foi apenas questão de números para se saber por quantos a turma de Maputo iria ganhar. É que logo aos quatro minutos Marcel abriu o marcador e depois de inúmeras oportunidades desperdiçadas, só na segunda parte é que Kidou e Kito, ambos servidos por Fokem, fixaram o resultado final.

A turma de Daúdo Razaque continua a perseguição ao líder, pese embora esteja na quarta posição, com menos quatro pontos, já que soma apenas nove pontos.

Dupla de perseguidores vence pelo mesmo resultado

A dupla de perseguidores do líder também venceu nesta jornada, pelo mesmo resultado de 2-1.

O Ferroviário da Beira foi a Nampula derrotar o seu homónimo da capital do norte, com Dayo a regressar aos golos e a abrir o marcador, enquanto Mafaite confirmou a vitória da sua equipa na segunda parte, pouco antes de Salas reduzir para os donos da casa.

A Associaçao Desportiva de Vilankulo, ex-ENH, também entrou a vencer, com Mexer a marcar ainda na primeira parte. Mas viu Vivaldo empatar no início da segunda parte e estremecer o Alto Macassa. Mas Jongwé, a 11 minutos do final do jogo, sentenciou a quarta vitória da turma de Victor Mayamba, que conta já com 12 pontos, os mesmos do Ferroviário da Beira, de Akil Marcelino.

Quem também saiu sorridente nesta jornada foi Dário Monteiro na sua estreia ao serviço da Liga Desportiva de Maputo. Não foi preciso muito, até porque não são somente muitos golos que dão os três pontos. Estêvão deu os três preciosos pontos diante do Incomáti de Xinavane que colocam a Liga Desportiva de Maputo na sexta posição, agora com sete pontos, enquanto os “açucareiros” deixam-se ultrapassar pelo seu adversário de sábado.

Henriques salva Satar Salvado e as “águias” em voo rasante

A jornada de retoma do Moçambola 2021 trouxe dois empates com equipas do topo a saírem em maus lençóis.

O Costa do Sol parece que ainda não “pegou” as lições do novo professor, Artur Comboio e teve que “aplacar” para evitar ser abatido pelos “militares” de Mocuba. Zero a zero acabou sendo o resultado final do jogo que o Costa do Sol dá graças a Victor, que defendeu uma grande penalidade muito contestada por Artur Faria. Seria o bode final, mas Faria deve ter levantado as mãos aos céus para agradecer por Victor ter defendido.

Continua longe o Costa do Sol na perseguição ao grupo da frente, já que conta com sete pontos, enquanto o Matchedje de Mocuba continua na cauda, agora com dois pontos.

Já este domingo, Satar Salvado teve uma estreia quase que de parar o coração. É que o Desportivo Maputo emprestou imensas dificuldades diante do Ferroviário de Nacala que tinha prometido vir a Maputo para “roubar” os três pontos. Diogo abriu o marcador a fechar a primeira parte e os “alvi-negros” tiveram que correr atrás do prejuízo.

Teve que ser Henriques a salvar Salvado aos 92 minutos a evitar uma estreia de pesadelo para o jovem técnico.

O Moçambola-2021 vai prosseguir próximo final de semana com um sensacional Costa do Sol vs Ferroviário de Maputo, jogo de loucos, com transmissão na Stv Notícias.

 

Depois da disputa, ontem, de três jogos que marcaram a retoma do Moçambola 2021 com autorização dada pelo Presidente da República, que deu fim a três meses de suspensão, a quinta jornada conclui-se esta tarde com a disputa de mais quatro jogos.

Trata-se do embate entre o Desportivo Maputo e o Ferroviário de Nacala, cujo jogo marca a estreia de Satar Salvado como técnico dos “alvi-negros”.

Este jogo, que terá transmissão na Stv Notícias, terá lugar no Campo da Afrin, na avenida das Indústrias e envolve duas equipas separadas por apenas um ponto e, por isso, ávidas em somar mais. O Desportivo Maputo ocupa a 11ª posição com três pontos, um lugar abaixo e com menos um ponto em relação ao seu adversário.

Desses jogos, outro que vai paralisar os amantes do desporto-rei é o que vai envolver a União Desportiva de Songo e a Associação Black Bulls, no Estádio da HCB, em Tete. Apesar de ser estreante na alta-roda do futebol moçambicano e da sua jovialidade, a Black Bulls lidera o Moçambola 2021 e vai, por isso, lutar para não perder a posição que ostenta, enquanto os “hidroeléctricos”, que tinham somado duas vitórias e dois empates nas quatro primeiras jornadas, querem chegar à frente da tabela classificativa e começar, desde já, a lutar pelo título.

Este jogo terá início mais cedo que os restantes, quando forem 14H00, devido a questões de transporte aéreo, para permitir que a turma de Maputo possa regressar ainda hoje à capital.

Na vila turística de Vilankulo, teremos o embate entre a Associação Desportiva local, ex-ENH, e o Ferroviário de Lichinga, outro estreante, que joga fora de portas, mas vai querer somar pontos, embora não sendo favorito a vencer. Aliás, os “locomotivas” de Lichinga tiveram um treino adaptado este sábado, num pelado desnivelado, em Vilankulo, para recuperação física e pode ser uma acção motivadora para o embate de mais logo.

A finalizar, serão duas “locomotivas” a cruzarem-se: o de Nampula e o da Beira. Três pontos separam as duas equipas com vantagem para o Ferroviário da Beira. São razões mais do que suficientes para a turma da casa entrar com tudo e tentar alcançar o seu adversário nesta jornada.

Ontem, o Ferroviário de Maputo recebeu e venceu o Textáfrica do Chimoio por 3-0, enquanto a Liga Desportiva de Maputo vencia o Incomáti de Xinavane à tangente. Já o Costa do Sol foi a Quelimane arrancar um nulo diante do Matchedje de Mocuba, numa partida que Victor, guarda-redes “canarinho”, ainda defendeu uma grande penalidade.

 

A selecção nacional de futebol de praia partiu na manhã deste domingo com destino a Nazaré, Portugal, onde vai observar um estágio pré-competitivo de 12 dias, antes de partir para Dakar, no Senegal, para disputar a edição deste ano do Campeonato Africano das Nações da modalidade.

Para esta empreitada e depois do aval da Federação Moçambicana de Futebol de mudar o local de estágio de Marrocos para Portugal, Abineiro Ussaca, seleccionador nacional, convocou um total de 18 atletas, que leva para Nazaré, para preparar esta primeira e inédita participação de Moçambique numa fase final da competição africana, prova que terá lugar de 23 a 28 de Maio corrente.

Assim, Ussaca leva a Nazaré três guarda-redes, seis defesas, cinco médios e quatro pivôs, sendo que, depois desta fase de pré-estágio, alguns terão que regressar ao país.

Em Portugal, a selecção nacional vai cumprir um estágio pré-competitivo de 12 dias, nas praias de Nazaré, onde o combinado nacional irá efectuar os jogos de controlo com as equipas locais, podendo incluir ainda os jogos amigáveis com as selecções de base de Portugal e da Espanha, não obstante sem confirmação até ao momento.

Recorde-se que um dos motivos, que levou Abineiro Ussaca a escolher Portugal como local do estágio, foi mesmo para aproveitar o facto de ser um país com as melhores equipas do mundo, incluindo o Sporting de Braga, campeão mundial de clubes, para além da própria selecção, que tem estado entre as melhores do mundo.

Outrossim, a escolha daquele país lusitano deve-se ao facto de partilhar com Moçambique muita coisa aproveitável desde as facilidades de linguagem, a cultura e os hábitos e porque nenhuma outra selecção está a efectuar estágio naquele país europeu.

Em solo pátrio, o combinado nacional efectuou cerca de 15 sessões de treinos entre diários e bi-diários, que incluíram jogos entre si, para além de testes regulares da COVID-19. No que tange ao protocolo sanitário, basta frisar que a selecção nacional de futebol de praia foi, também, beneficiada com a vacina da prevenção da COVID-19, extensiva a todos os atletas do escalão sénior e que têm competições.

Refira-se que, para a estreia absoluta no CAN de Dakar, Moçambique está inserido no grupo B no qual irá defrontar, sucessivamente, as congéneres de Egipto, a 23 de Maio, seguido pelo Marrocos, a 24, e terminando com Seychelles, a 25 do mês corrente.

A delegação moçambicana, que partiu de Maputo na manhã deste domingo, é composta por 26 elementos, entre jogadores, treinadores, staff de apoio e dirigentes e é chefiada por José Luís de Sousa, quadro da direcção executiva da Casa de Futebol.

 

Guarda-redes

Anivaldo Mavie

Manuel Tivane

Pedro Barca

 

Defesas

Ramossete Cumbe

Nelson Joao Manuel

Gerson Chivale

Hermínio Marcelino

Ângelo Artur Tomás

Bachir Mussá

 

Médios

Hélio Mahota

António Pedro

Júlio Manjate

Eusébio Tomás

Yuran Malate

 

Pivôs

Rachide Smith

Fadil Ainadine

Osório Mahoche

Hélder Mahumane

 

Seleccionador nacional

Abineiro Ussaca

 

 

Os “locomotivas” da capital voltaram a trabalhar nesta quinta-feira no Estádio da Machava, onde prosseguiram a preparação para o clássico Textáfrica de Chimoio.

Depois de dias de incerteza, parece, agora, certa a presença dos “fabris do planalto”. A equipa está mergulhada numa crise sem precedentes, o que colocava em risco a deslocação dos jogadores que representam o clube de Chimoio.

Manuel Valói, treinador-adjunto do Ferroviário de Maputo, sabe que os “fabris do planalto” não atravessam um bom momento, mas quer os jogadores atentos e a jogarem, sabendo que defendem as cores de um clube que sempre luta pelo título.

Apesar de ser o primeiro ano a jogar pelos seniores, o jovem médio-centro, Dálio, tem a lição estudada e defende que não se ganham jogos fora dos relvados, até porque a paragem de três meses do Moçambola pode atraiçoar todas as equipas.

Apesar da ausência de público nos campos, Raúl diz que a equipa sente o apoio dado pelos adeptos e sócios do clube e a eles agradece pelo “calor mesmo não podendo estar nas bancadas para nos apoiarem”.

À entrada da quinta jornada do Moçambola, o Ferroviário de Maputo leva uma vantagem de três pontos em relação ao Textáfrica de Chimoio.

Com vários atletas jovens, Dário Monteiro estreia-se, na tarde de sábado, como treinador da Liga Desportiva de Maputo, frente aos “açucareiros” de Xinavane.

Tranquilo e optimista num bom resultado, o técnico diz que encontra, no grupo de trabalho que lidera, garantias de uma vitória.

“Como sempre, vamos entrar em campo mantendo respeito ao adversário, mas o nosso objectivo é único: ficar com pontos, três pontos sempre são melhores”, disse o técnico.

No centro das atenções dos jogadores, reina a vontade de jogo a jogo somar pontos e até minimizam o facto de terem poucos jogos nas pernas.

“O facto de sermos muito jovens até ajuda, porque temos mais força para correr no campo e é isso que pretendemos continuar a fazer em campo, mas, sobretudo, marcar golos e vencer jogos”, partilhou o defesa-central da Liga Desportiva de Maputo.

O jogo entre a Liga Desportiva de Maputo e o Incomáti de Xinavani vai pôr frente a frente dois técnicos que assumem, esta época, pela primeira vez, as duas equipas em referência, que ocupam a nona e sexta posições, respectivamente. Trata-se de Dário Monteiro e Danito Nhampossa.

O arranque da fase de qualificação da zona africana para o Campeonato do Mundo de futebol de 2022, que estava agendado para Junho próximo, foi adiado para Setembro, devido à pandemia da COVID-19, anunciou a FIFA, citada pela imprensa internacional.

A decisão foi tomada pelo organismo que gere o futebol mundial em conjunto com o Confederação Africana de Futebol (CAF), com o executivo de Gianni Infantino que considera que, por causa da pandemia, alguns dos países participantes não vão ter condições para competir em segurança já no próximo mês.

De acordo com a CAF, oito das 40 federações, que estão na fase de qualificação, não têm, neste momento, um estádio que apresente os requisitos mínimos para poder receber jogos. É o caso do Malawi, adversário dos Mambas, na fase de qualificação, que viu todos os seus estádios reprovados para os jogos de qualificação ao mundial do Qatar e que, inicialmente, iria receber o combinado nacional fora do seu país.

O início da fase de apuramento para o próximo Mundial estava marcado para 5 de Junho, altura em que os Mambas iriam receber, no Estádio Nacional do Zimpeto, a Costa do Marfim, seu primeiro adversário, mas terá, agora, apenas início em Setembro, com jogos a decorrerem também em Outubro e em Novembro.

Ou seja, se inicialmente os jogos de qualificação iriam decorrer em cinco meses (Junho, Julho, Agosto, Setembro e Outubro), agora terão lugar em três meses (Setembro, Outubro e Novembro).

Os vencedores dos 10 grupos, que vão estar em disputa (cada agrupamento tem quatro selecções), avançam para um “play-off”, que será disputado em Março do próximo ano em que serão apuradas as cinco equipas que vão representar África no Campeonato do Mundo do Qatar.

Arrancou, esta semana, a imunização dos atletas do Moçambola contra a COVID-19. A vacinação vai decorrer até amanhã no Comité Olímpico. Além dos intervenientes do Moçambola, serão vacinados todos os atletas que vão participar dos campeonatos nacionais.

A 8 de Maio, a bola volta a rolar nos relvados nacionais. É o retorno do espetáculo de futebol que ficou paralisado durante três meses depois da disputa de apenas quatro jornadas devido ao crescente número de casos da COVID-19. Ademais, o Presidente da República recebeu as promessas de testes regulares por parte da Federação Moçambicana de Futebol que, porém, não passaram de simples propaganda. Aliás, foi por aquilo que o Presidente da República considerou de falta de seriedade, pelo que decidiu suspender a prova.

A Federação Moçambicana de Futebol, a Liga também da modalidade e a Secretaria do Estado de Desporto não desarmaram e exerceram pressão para que Filipe Nyusi cedesse. Bem antes da penúltima comunicação à Nação, a FMF, LMF, SED e vários desportistas reuniram-se com o número um da Nação e pediram-lhe que cedesse até porque estavam à vista os compromissos internacionais. O jogo contra Cabo Verde para a qualificação ao CAN, no qual Moçambique perdeu por 0-1 no Zimpeto, foi usado como pretexto, mas Nyusi não recuou.

Na sua última comunicação, o Chefe de Estado cedeu, mas impôs mais condições, pois as que dera da primeira vez não foram cumpridas na totalidade: realização de testes regulares (feitos apenas uma vez) e ausência do público nos recintos desportivos.

Para evitar um “back”, a Secretaria do Estado do Desporto envidou esforços e os artistas da bola estão, desde terça-feira, a ser imunizados contra COVID-19.

“Temos expectativa de que as coisas vão correr da melhor forma. Além da cidade de Maputo, a vacinação está a decorrer noutras regiões onde há equipas que disputam o Moçambola. Este é um processo que abrange todos os atletas que vão participar dos campeonatos nacionais, mas a prioridade vai para o Moçambola que começa a 8 de Maio”, disse Francisco da Conceição, Director Nacional do desporto de rendimento.

A vacinação decorre sob orientação do sector da saúde, que, na cidade de Maputo, garante estar tudo acautelado para que o processo seja eficaz. Aliás, muitas pessoas têm receado os efeitos colaterais da vacina, o que, para o sector da saúde, não pode constituir preocupação.

“Temos pessoas que farão a vacinação e temos, igualmente, as que vão acompanhar possíveis casos de efeitos colaterais”, garante a Directora da Saúde da Cidade de Maputo, Bélia Nhambire, ao dissipar quaisquer rumores sobre os efeitos da imunização.

“Segundo os fabricantes da vacina, os efeitos colaterais são bastante irrisórios e são normais como os de qualquer vacina”.

A imunização poderá garantir o retorno seguro das restantes 22 jornadas do Moçambola.

 

Satar Salvado foi, oficialmente, apresentado como novo treinador do Desportivo Maputo para substituir o falecido Rogério Mariannii. Satar Salvado não promete títulos, mas diz que vai trabalhar para resgatar a mística alvi-negra e garantir a manutenção da equipa no Moçambola

É jovem, mas com uma experiência invejável. Já foi campeão nacional por diversas vezes nas camadas de formação, nomeadamente, na Liga Desportiva de Maputo e no Costa do Sol e conquistou a primeira edição da Taça BNI, para além de ter terminado em terceiro lugar do Moçambola, em 2016, quando assumiu o comando técnico da Liga Desportiva de Maputo, em parceria com Aly Hassane.

Depois de muito ganhar experiência e confiança, decidiu, sem hesitar, abraçar um projecto ainda mais desafiante – liderar o Desportivo Maputo nos próximos três anos.

Foi a consumação de um namoro antigo que até foi proposto pelo falecido Rogério Mariannii, mas para liderar a formação. Com a vacatura no comando dos “alvi-negros”, a direcção elevou o projecto de formação para a equipa sénior e Satar Salvado foi chamado para dirigir a equipa principal do Desportivo Maputo.

O novo treinador tem a noção da dimensão do Desportivo, das expectativas e dos objectivos que persegue, até porque “não estou aqui por acaso, mas porque o presidente acha que tenho competência para estar aqui”. Ademais, “sei, desde a formação, a grandeza do grupo e sei que muitos gostariam de estar aqui, mas, neste momento, sou o escolhido e sou sortudo”, revela Satar Salvado.

 

“NÃO PROMETO TÍTULOS, MAS GARANTO MANUTENÇÃO”

O novo timoneiro dos “alvi-negros” revela ainda que não está no Desportivo Maputo para dar títulos, até porque reconhece as limitações da colectividade, mas tem objectivos específicos traçados. “A direcção não pediu nenhum título, apenas a manutenção e eu vou trabalhar para que isso seja possível. Mas também sou um treinador ambicioso e quero que o Desportivo ocupe os melhores lugares na tabela classificativa”, garante.

No entanto, não são apena os objectivos da equipa principal que acompanham Satar Salvado. “Temos o objectivo de reestruturar o Desportivo no futebol desde a formação. Vamos trabalhar na formação e fazer um scouting internamente, mas também ao nível do país, porque precisamos de ter novos Dominguês, Zainadine, Carlitos e outros que deram o seu melhor no passado por esta equipa”, sentencia Salvado.

 

ADEPTOS NÃO DEVEM ATRAPALHAR TRABALHO DE SALVADO

Questionado sobre o grau de exigência dos adeptos do Desportivo Maputo, a chamada “raça ‘alvi-negra’”, Satar Salvado diz que não trabalha em função destes, até porque, se assim fosse, “não estaria a seguir a carreira de treinador”.

“Agora sigo os objectivos do Desportivo e vamos trabalhar para dar o melhor para os adeptos da equipa”, promete Salvado que assume que gosta de desafios, por isso “aceitei o convite do Desportivo. Tenho a noção da massa associativa e daquilo que é a exigência deles, mas sem descurar dos nossos objectivos”.

Para além de reconhecer a dimensão do Desportivo e da sua “raça ‘alvi-negra’”, Salvado assume a motivação para suplementar as adversidades e pede apoio os adeptos para que os objectivos sejam alcançados.

 

SATAR SALVADO FOI A MELHOR APOSTA

A escolha em Satar Salvado é do agrado da direcção do Desportivo que vê qualidades e perfil que se enquadram nos seus objectivos. De acordo com o respectivo presidente da colectividade, Paulo Ratilal, “julgamos que este tem o perfil que desejamos e que nos vai levar ao caminho que gostaríamos de seguir, para, daqui a alguns anos, termos uma equipa sénior muito bem formada e tenha raça e orgulho de representar o Desportivo. Por isso, assinamos com Salvado e desejamos boas vindas ao clube. Sabemos que é um grande desafio, mas também sabemos que os grandes homens assumem grandes desafios”, disse Ratilal.

O presidente dos “alvi-negros” garante que a crise financeira no clube está perto do fim, pese embora ainda haja muito trabalho para que o Desportivo comece a respirar alívio.

“O que nós cabe é lutar para inverter a situação, porque as infraestruturas do clube não gerem receitas por causa da pandemia e os parceiros tinham parado de patrocinar, também por causa da pandemia. O que estamos a fazer é trabalhar com patrocinadores para tentar resgatar a nossa situação financeira e já estamos minimamente preparados para pagar salário este mês e vamos dar salário aos jogadores entre hoje (terça-feira) e amanhã (quarta-feira)”, prometeu Paulo Ratilal.

Mesmo depois deste pagamento, ainda terá que se trabalhar muito na questão financeira do clube, um optimismo que vem da possibilidade de “voltar a resgatar os patrocinadores”, para que, em breve, “possamos deixar de falar e reunirmo-nos com jogadores e resolver os problemas deles e pagar todos os salários em atraso”, concluiu o presidente do Desportivo Maputo, Paulo Ratilal.

O Desportivo retoma o Moçambola 2021 este domingo, a receber o Ferroviário de Nacala, em jogo a contar para a quinta jornada e com transmissão na Stv Notícias.

A Confederação Africana de Futebol (CAF), aprovou o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) para acolher os Mambas nos jogos de qualificação ao mundial do Qatar, em 2022.

Por duas vezes o Estádio Nacional do Zimpeto foi reprovado para acolher os jogos sob a égide da CAF e da FIFA, por não reunir padrões internacionais, nomeadamente nos espaços das bancadas, lavabos e no próprio relvado.

Numa primeira tentativa, a Federação Moçambicana de Futebol enviou um relatório preliminar e o campo foi aprovado para os jogos de qualificação ao CAN dos Camarões, tendo acolhido os jogos frente aos leões indomáveis e Tubarões Azuis.

Entretanto, os trabalhos de melhoria, em recomendação da CAF, seguiram seu rumo, com a colocação de barreiras de separação entre os espaços VIP e dos espectadores, para além de melhorias de grande parte da infra-estrutura. Nos últimos tempos, foram colocados torniquetes que vão permitir contar o número de espectadores e retoques no relvado.

Com os trabalhos concluídos, a FMF enviou um relatório à CAF, com suporte em evidências de vídeo e fotos, em resposta ao estabelecido na Circular de 1 de Abril de 2021, tendo merecido a aprovação do órgão reitor do futebol africano.

Assim, os Mambas poderão receber os seus adversários do grupo “D”, de qualificação ao mundial do Qatar, no Estádio Nacional do Zimpeto, a começar pela Costa do Marfim, entre 5 e 8 de Junho.

Ainda em casa, o combinado nacional vai receber Camarões entre 5 e 7 de Setembro, terminando a participação caseira na última jornada diante do Malawi, entre 10 e 12 de Outubro.

Do calendário dos Mambas, consta ainda os jogos fora de portas, diante do Malawi, entre 11 e 14 de Junho, para a segunda jornada, e frente aos Camarões, entre 1 e 4 de Setembro, para a terceira jornada. Já na segunda volta, os Mambas têm apenas uma saída, para Costa do Marfim, entre 6 e 9 de Outubro, para a quinta jornada.

Nas redes sociais da Federação Moçambicana de Futebol, a direcção de Feizal Sidat agradece a Secretaria de Estado de Desporto pelo trabalho conjunto iniciado no ano passado, com várias intervenções e melhorias que colocam o ENZ mais próximo de reunir todos os requisitos estabelecidos pela CAF.

Moçambique figura, assim, numa lista de 56 países e um total de 74 estádios aprovados pela CAF para esta fase.

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