O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
A selecção sénior masculina de basquetebol já conhece a ordem dos seus jogos na segunda edição do AfroCan-2023. Camarões é o primeiro adversário no segundo dia de competições, tendo em conta que estará de fora na primeira jornada, devido ao número ímpar de equipas no grupo.
Camarões vai ser o primeiro adversário de Moçambique na fase final do AfroCan, prova destinada aos jogadores que actuam internamente e que terá lugar na capital de Angola, Luanda, de 8 a 16 de Julho próximo.
Esse jogo entre Moçambique e Camarões está marcado para 9 de Julho, um dia depois do arranque da prova, o que quer dizer que o combinado nacional não vai disputar a primeira jornada, entrando logo na segunda jornada.
A selecção nacional volta a jogar para a segunda jornada da fase de grupos no dia seguinte, 10 de Julho, defrontando a sua congénere da República Democrática de Congo, encerrando a participação no fase regular.
Com quatro grupos formados, Moçambique está integrado no grupo D. Qualifica-se para os quartos-de-final o primeiro classificado de cada grupo, sendo que o segundo e o terceiro vão disputar entre si o apuramento na segunda fase.
O segundo do grupo A jogará com o terceiro do B. O mesmo acontecerá nos grupos C e D.
Com este modelo, Moçambique tem garantidos, na competição, três jogos no mínimo, que serão importantes para atacar a qualificação para o Afrobasket.
O seleccionador nacional de basquetebol masculino, Milagre Macome, esteve a trabalhar com 15 jogadores para esta competição, nomeadamente Pio Matos, Baggio Chimonzo, Azenio Cossa, Tomás Maquile, Celio Chirombe, Hugo Martins, Ermelindo Novela, Uwami Chongo, Elves Houana, Turdevales Nhantumbo, Jerry Manjate, Malik Camal, Klaus Bhunguele, Danilo Cne e Egídio Zandamela, sendo que dois destes ficarão por terra, não seguindo viagem para Luanda.
Ou seja, para a competição, cuja viagem está agendada para esta quinta-feira, Milagre Macome vai levar 13 jogadores. A delegação moçambicana deverá ser composta por 20 elementos, entre jogadores, equipa técnica e staff, bem como dirigentes federativos.
O AfroCan-2023 terá lugar em Luanda, Angola, de 8 a 16 de Julho corrente, contando com 12 selecções divididas em quatro grupos cada. O grupo A é composto por Quénia, Gabão e Costa do Marfim; o B terá Angola, Nigéria e Mali, enquanto o D integra Marrocos, Tunísia e Ruanda. O último grupo, o D, tem Moçambique, República Democrática do Congo e Camarões.
ANGOLA DEFRONTA NIGÉRIA NA PRIMEIRA FASE DO AFROCAN
Angola vai defrontar a similar da Nigéria na fase preliminar da segunda edição do AfroCAN, após a disputa da última eliminatória, que apurou as últimas duas selecções para a competição que arranca sábado, no Pavilhão Arena do Kilamba, em Luanda.
Com o apuramento das últimas duas selecções, nomeadamente Nigéria e Costa do Marfim, o quadro de selecções que vão disputar a edição número dois do AfroCAN, prova reservada aos atletas que actuam nos campeonatos domésticos, fica completo. Nigéria integra o Grupo B, junto a Angola e Mali, ao passo que a Costa do Marfim foi colocada no Grupo A, ao lado do Quénia e Gabão.
Os nigerianos que falharam o apuramento para a fase final da décima nona edição da Copa do Mundo da “bola ao cesto” estarão no máximo das suas forças, ao contrário da selecção angolana que se viu privada das suas melhores unidades, por força dos regulamentos da FIBA-Africa.
Os regulamentos da entidade que rege a modalidade no continente africano dizem que os atletas que actuam nos respectivos campeonatos domésticos e que foram chamados para o Mundial da Ásia não podem fazer parte da competição.
Em face disso, Angola está desprovida dos seus melhores executantes, com realce para Childe Dundão, Gerson Gonçalves “Lukeny”, Gerson Domingos e Aboubakar Gakou.
Entretanto, a selecção sénior masculina de basquetebol de Angola regressou esta terça-feira a Luanda, depois de cumprir um estágio pré-competitivo de aproximadamente três semanas e meia, visando a disputa da segunda edição do AfroCAN.
Os angolanos têm estado a treinar no Pavilhão Principal da Cidadela Desportiva, sendo que vão fazer o reconhecimento do piso do Pavilhão Arena do Kilamba, nas próximas horas, segundo apurou o Jornal de Angola junto de uma fonte próxima do Comité Organizador.
O seleccionador angolano, Aníbal Moreira, trabalha nesta altura com quinze atletas, dos vinte inicialmente convocados, para posteriormente escolher os doze que vão representar a bandeira daquele país no evento.
Para já, uma comitiva da FIBA-Africa desembarcou ontem no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, no âmbito da realização da segunda edição do AfroCAN, prova a decorrer de 8 a 16 do mês em curso, no Pavilhão Arena do Kilamba, em Luanda, e vai reforçar o Comité Organizador da prova, segundo revelou o antigo secretário-geral da Federação Angolana de Basquetebol (FAB).
A selecção nacional de futebol, os Mambas, já se encontra em Durban, África do Sul, local que acolhe o torneio regional da Cosafa desde esta quarta-feira. A delegação moçambicana, que seguiu viagem esta quarta-feira, tem no horizonte a conquista da prova que já foi finalista vencido por três ocasiões
Deixaram o país na manhã desta quarta-feira, seguindo viagem a Durban, África do Sul, via Ponta d’Ouro, com o único objectivo de disputar o torneio regional de futebol, a Taça Cosafa.
Os 23 jogadores convocados pela equipa técnica carregam uma ambição para esta competição, que passa por vencer os três jogos da fase de grupos, a Angola, Lesotho e Maurícias, vencer as meias-finais e a final, trazer a taça para os moçambicanos e, quiçá, fazer história.
O único ausente e grande baixa nesta “Operação Cosafa” é, sem dúvidas, o seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, que, com autorização da direcção da Federação Moçambicana de Futebol, se desloca à Europa para assistir ao casamento da sua filha.
Uma baixa que não tira sono nem ambição aos jogadores moçambicanos nesta prova, até porque tiveram dois dias de trabalho intenso com o seleccionador nacional, Chiquinho Conde.
Vale lembrar que o próprio seleccionador nacional disse que deu toda autonomia ao seleccionador-adjunto, Victor Matine, que será o timoneiro desta campanha, para que faça as suas escolhas, mas tendo em conta o objectivo de dignificar o país.
DOIS DIAS DE TREINOS INTENSOS

Antes da partida para Durban, a selecção nacional de futebol teve dois dias de trabalhos intensos com Chiquinho Conde, que deixou ficar a sua marca em termos técnico-tácticos daquilo que pretende que seja a forma de actuar dos Mambas, aproveitando o facto de quase todos os jogadores, à excepção de dois, conhecerem a sua filosofia de jogo.
Nos trabalhos em solo pátrio, foram trabalhados os aspectos de ligação entre os três sectores, defesa, meio campo e ataque, passe em profundidade, contra-ataques e situações de pressão, quer seja com bola e sem a bola, mas principalmente quando a equipa perde a bola.
Nas sessões realizadas no Estádio Nacional do Zimpeto, a equipa técnica nacional não contou com os jogadores da Black Bulls, porque só se juntaram no final do dia de terça-feira, depois da sessão matinal dos trabalhos dos Mambas.
Chiquinho Conde deixou claro que, para o primeiro jogo, seria difícil contar os seis jogadores dos “touros”, uma vez que ainda não estarão por dentro do conjunto, e a única sessão que teriam antes do jogo com Angola seria o de descontração, esta quinta-feira, depois da longa viagem feita.
Assim, Conde diz contar com todos eles para os restantes embates da fase de grupos, e que a sua prestação deve ajudar os Mambas a alcançarem os seus objectivos.
Moçambique faz a sua estreia esta sexta-feira diante de Angola, quando forem 15h00.
PALANCAS NEGRAS ACERTAM DETALHES PARA ESTREIA COM OS MAMBAS

A selecção angolana de sub-23 está na fase derradeira da preparação, visando o jogo de estreia do Grupo C, frente à congénere de Moçambique, na próxima sexta-feira, às 15h00, no Estádio King Zwelithini, em Durban.
Sem nenhuma contrariedade no plantel, Zeca Amaral orientou mais uma sessão no Centro de Estágio de Virginia United Football Club, em Durban, local onde a equipa se encontra desde a passada quinta-feira, para a melhoria dos aspectos técnicos e tácticos.
Apesar de não disputar nenhum jogo amigável, intenção manifestada pelo seleccionador nacional, o Jornal dos Desportos apurou que a disposição do grupo é boa e os atletas estão motivados para uma boa campanha.
Com uma equipa formada por jogadores com menos de 23 anos e que militam apenas na competição doméstica, os olímpicos estão apostados em conquistar o quarto título.
A entrega e a determinação demonstradas pelos atletas nas últimas sessões deixaram claro que o combinado nacional quer mudar o curso das últimas participações no torneio regional.
Zeca Amaral tem à disposição os guarda-redes Nsesani, Beny e Vicente; os defesas Hossi, Moisés, Mindinho, Tiago, Rúben, Yobo, Kapique e Mabele; os médios Enoque, Muila, Lizandro, Walter, Lopes e Sandro e os avançados Caneta, Jefer Gonjo, Ben Arfa, Apado, Manu e César Cangué.
A falta do desafio de controlo, a pedido do seleccionador Zeca Amaral, que serviria para aferir os níveis competitivos da selecção, tendo em atenção uma prestação melhor em relação às edições anteriores, não abalou o grupo.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu felicitações do homólogo da Namíbia, Hagy Geingob, do Primeiro-Ministro das Maurícias, Pravind Kumar Jugnauth, e do Rei da Suécia, Carl Gustaf, por ocasião do 48º aniversário da Independência Nacional, assinalado no dia 25 de Junho.
O Presidente da Namíbia, Hagy Geingob, diz que esta ocasião histórica é um momento de reflexão e de orgulho pelo percurso assinalável de Moçambique rumo ao progresso desenvolvimento e autodeterminação e que o espírito inabalável de resiliência demonstrado pelo povo moçambicano na superação de vários desafios e nos esforços por um futuro melhor são verdadeiramente louváveis.
“A Namibia e Moçambique partilham uma longa história de amizade e cooperação enraizada nas nossas lutas comuns pela liberdade e independência. As nossas relações bilaterais têm-se reforçado ao longo dos anos com um empenho partilhado para o alcance da paz, estabilidade e desenvolvimento socioeconómico regionais. Reafirmo o empenho inabalável da Namibia no sentido de reforçar ainda mais os laços de amizade e cooperação entre as nossas nações. Enquanto vos desejo boa saúde, muito vigor e sabedoria nos vossos esforços de conduzir Moçambique para a prosperidade”, lê-se na mensagem do governante namibiano.
Já o Rei da Suécia, Carl Gustaf, refere na mensagem endereçada ao Chefe do Estado moçambicano que, por ocasião da efeméride, “Gostaria de transmitir as minhas sinceras felicitações a Vossa Excelência e votos de saúde, felicidade e prosperidade para o povo moçambicano”.
O Primeito-Ministro das Maurícias, Pravind Kumar Jugnauth, refere que Moçambique e o seu país sempre disfrutaram de laços de amizade e cooperação muito próximos assentes no património cultural comum e na visão partilhada de prosperidade para o continente africano.
“Estou ansioso em consolidar ainda mais as relações de irmandade e cooperação existentes entre as Maurícias e Moçambique. Queira aceitar, Excelência, os protestos da minha mais elevada consideração e os meus melhores votos de bem-estar pessoal, progresso e prosperidade continuas da República de Moçambique”, refere o governante mauriciano, segundo a nota da Presidência da República.
O ministro dos Transportes e Comunicações diz que a solução para o congestionamento dos camiões que transportam minérios através da Estrada Nacional Número Quatro (EN4) passa pela migração para o transporte ferroviário. Mateus Magala garantiu ainda estarem em curso negociações para a criação de fronteira única entre a África do Sul e Moçambique.
Nos últimos meses, vem crescendo o número de camiões que transportam minérios ao longo da Estrada Nacional Número Quatro, no sentido África do Sul-Ressano Garcia- Porto de Maputo, facto que tem causado grandes transtornos na circulação rodoviária.
O Governo, ciente do problema, diz que são necessárias soluções inovadoras que permitam a estabilização imediata da situação.
“A construção do terminal de trânsito de Pessene, cujas obras arrancaram esta semana, conjugada com a decisão de restrição e gestão do tráfego de camiões nas horas de ponta, constituem algumas medidas de impacto imediato em implementação, sendo nossa convicção que a solução estrutural dos congestionamentos dos camiões que transportam minérios através da N4 passa pela migração desta carga para a ferrovia”, explicou o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala.
Segundo Magala, para além da migração da carga rodoviária para a ferroviária, é necessário continuar a buscar soluções inovadoras e tecnológicas para enfrentar os desafios actuais.
Uma das soluções encontradas pelo Governo foi a criação do Porto Seco de Ressano Garcia, que visava assegurar que o ferrocrómio extraído das minas sul-africanas fosse baldeado ali e transportado por comboio até ao Porto de Maputo para a sua exportação.
Respondendo a perguntas de jornalistas, Mateus Magala reconheceu que este não tem surtido o efeito desejado.
“O Porto Seco de Ressano Garcia está a ser usado; o ponto é que podia ser ainda mais, uma vez que liga a linha de Ressano Garcia a Maputo, por isso algum tráfego vem via-férrea. O nosso plano é maximizar o Porto Seco. O grande constrangimento é que, da parte sul-africana (quilómetro 7), tínhamos que ter uma estrada directa que vai ao Porto Seco, para eles descarregarem e voltarem para África do Sul e entrarem nos vagões, mas não acontece. A carga rodoviária vem na mesma fronteira que tem muitas limitações. Os desafios são a nível de investimentos, de acordos entre os dois países”, explicou.
O Ministro dos Transportes e Comunicações falava ontem, após a inauguração de dois guindastes móveis do Porto de Maputo, orçados em 25 milhões de dólares americanos, e espera-se que flexibilizem o manuseamento de cargas.
“A inauguração dos novos guindastes assinala mais um marco significativo no progresso do Porto [de Maputo], na busca contínua por maior eficiência e resposta a cada vez maior demanda pelo nosso Corredor de Maputo e mais particularmente pelos serviços do Porto. Não são apenas dois guindastes que hoje (quarta-feira) inauguramos. Afirmamos, através deles, o nosso compromisso com o crescimento económico de Moçambique e no fortalecimento da nossa posição como um importante e competitivo corredor comercial na região.”
Com os novos guindastes, a direcção do Porto de Maputo espera manusear perto de três milhões de toneladas por ano.
“Estes investimentos traduzem-se igualmente num aumento significativo de produtividade e manuseamento de cerca de três milhões de toneladas adicionais, o que, por sua vez, trará um retorno ainda maior para os nossos accionistas. No entanto, reconhecemos que enfrentamos o desafio de lidar com um espaço físico limitado, de um porto circunscrito pela cidade que fez desenvolver e crescer”, disse Osório Lucas, director-executivo do Porto de Maputo.
A expectativa da instituição é que, até ao final do ano, se façam entre 28 e 29 milhões de toneladas como um todo.
“Mas, olhando para os terminais que são afectados directamente por estes guindastes, temos a expectativa de crescer de oito para 10 ou 11 toneladas, um crescimento bastante razoável, e as nossas projecções ao longo do tempo também são bastante sugestivas. Por exemplo, a média de tempo de contratos com os nossos clientes antes era de 2 a 3 anos, mas agora temos o contrato de até 10 anos, isso é resultado da confiança que transmitimos.”
Osório Lucas falou do investimento feito no terminal de Phessene, com um dos resultados do investimento do Porto de Maputo para melhor gestão do tráfego e garantia do bem-estar das comunidades vizinhas e dos utilizadores das estradas.
“Com uma capacidade estática para 250 camiões, a construção da primeira fase do projecto terá uma duração de 90 dias. Para além de maior segurança na EN4, o parque trará também uma maior eficiência portuária, já que alguma da tramitação se fará em Pessene”, avançou Lucas.
Contudo, há desafios que precisam de ser ultrapassados.
“Quando vocês vêem a fronteira congestionada, isso significa que a carga chega menos ao Porto ou chega mais tarde e nós não podemos ter navios parados à espera de receber carga, esse é o desafio imediato. O segundo desafio que tem sido citado é sobre o capital humano. As máquinas que apresentamos são de ponta, do melhor que há no mundo, e isso pressupõe formar continuamente os nossos quadros”, esclareceu.
O Porto de Maputo já conta com seis guindastes móveis, que servem para carregar e descarregar navios em trânsito.
Está interdita a movimentação de bovinos na sequência da eclosão de Febre Aftosa. Entretanto, o Comité Nacional de Vigilância de Combate à Febre Aftosa autorizou o trânsito de animais em dois distritos da província, mas os comerciantes e produtores não observam as medidas de forma criteriosa em Tete.
Para aliviar a pressão comercial e abastecimento de carne, na Cidade Tete, o Comité Nacional de Vigilância e Combate à Febre Aftosa abriu excepção para o trânsito de animais a nível dos distritos de Tete e Marara. Entretanto, nem todas as medidas são acatadas pelos comerciantes e produtores
Para contrapor estes cenários e fazer cumprir as recomendações que visam controlar a Febre Aftosa, uma equipa composta por técnicos e fiscais afectos ao Departamento Provincial de Veterinária em Tete, desencadeou, esta segunda-feira, uma campanha de sensibilização.
Os comerciantes avaliam positivamente a iniciativa do sector e alegam que a decisão vai impulsionar o negócio.
Em Tete, inicia, na próxima semana, a campanha de vacinação contra febre aftosa.
O Diretor-geral do Instituto Nacional de Saúde e Presidente do Comité de Aconselhamento Técnico-Científico do Centro Colaborador do África CDC para a Região Austral de África (Re-TAC), Eduardo Samo Gudo, diz que a região Austral de África é a mais afectada e vulnerável aos eventos climáticos extremos que resultam no surgimento e agravamento de vários surtos e epidemias.
Eduardo Samo Gudo preside a Reunião Extraordinária do Comité de Aconselhamento Técnico-Científico da Região Austral de África.
A reunião de três dias que decorre na Cidade do Cabo, África do Sul, foi convocada com o objectivo de discutir, rever e aprovar o mecanismo de Governação da Rede Regional de Vigilância e Laboratório da Região Austral de África, denominada RISLNET.
A RISLNET é um importante instrumento e mecanismo regional para assegurar a coordenação regional para preparação e resposta a emergências de Saúde Pública. O instrumento será posteriormente endossado pelos Ministros de Saúde da região.
De regresso ao país, o saxofonista e compositor Ivan Mazuze vai apresentar-se, às 20 horas desta sexta-feira, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, em concerto.
Segundo avança uma nota de imprensa sobre o evento, a iniciativa da Imazuze Music faz parte de uma digressão musical que o artista moçambicano está a apresentar, este ano, em diversos países. Entre os quais, Itália, Noruega, Dinamarca, Brasil e Letónia, apresentando-se em grande nível em eventos tais como Mixite Festival, Saulkrasti Jazz Festival, Amapa Jazz Festival, Trondheim Transform Festival, Nasjonal Jazzscene, Cosmopolite Scene, USF Verftet e Drammen Kulturnatt.
Nos países onde Ivan Mazuze tem actuado, além de levar consigo a música que produz a partir de Noruega, onde vive há anos, o artista tem a iniciativa de colaborar em concerto com variados músicos locais, promovendo, dessa maneira, um forte intercâmbio artístico-cultural entre criadores de proveniências diferentes. Assim, sem deixar de fora a Ivan Mazuze Group, para o concerto de sexta-feira, no Franco-Moçambicano, Ivan Mazuze convidou alguns artistas com os quais tem um relacionamento artístico de longa data. Tal relação profissional, vai permitir aos espectadores de Maputo ouvir os temas propostos ao concerto com sugestivos arranjos musicais.
Os artistas convidados para o concerto de Ivan Mazuze, portanto, são Deodato Siquir (Dinamarca/Moçambique), Mark Fransman (África do Sul), Jai Shankar (Índia/Noruega) e Tony Paco, Stélio Mondlane e Hélder Gonzaga (todos residentes em Moçambique).
De acordo com Ivan Mazuze, em termos conceptuais, “Este será um concerto com uma essência rítmica percussiva e melódica, incorporando elementos da música clássica indiana, criando uma fusão única com os ritmos percussivos de Moçambique com uma base harmónica solidificada”, lê-se na nota de imprensa.
O concerto de Ivan Mazuze na Sala Grande do Franco-Moçambicano acontece numa altura em que o músico encontra-se a finalizar um trabalho comissionado para a Oslo Global Music, na Noruega, o qual será apresentado neste segundo semestre. O trabalho em causa, com efeito, vai resultar no lançamento do seu próximo álbum discográfico.
O artista plástico Amanhiça vai inaugurar, esta quarta-feira, às 18 horas, na Galeria da Fundação Fernando Leite Couto, a exposição de escultura “Estórias por contar, por contar, por contar…”.
Com nota de apresentação de Suleiman Cassamo, a mostra do artista enaltece, segundo o escritor, sobretudo as mulheres, como que numa homenagem pela maternidade.
Além das mulheres, o artista homenageia os pássaros, que lhe acompanham desde a infância. Observa Suleiman Cassamo: “Por ele vistos ou pensados. Apesar da densidade do metal, não falta aos pássaros a vontade de voar. Tanto nos pássaros como nas mulheres persiste o perpétuo desejo de evasão. Mas ao fim de algum tempo a olharmos fascinados as peças justamente inspirados por estas obras somos nós que levantamos um voo imaginário”.
Amanhiça nasceu a 6 de Maio de 1961, em Maputo. Em 1975, estabelece os primeiros contactos com o mundo das artes através de alguns artistas paisagistas. Em 1981, em Nampula, conhece Titos Mucavele, que lhe dá apoio material e moral, criando juntos um grupo de interesse em artes plásticas.
Em 1985, em Nampula, Amanhiça pinta, com o Elias Manjate, um mural alusivo ao 21º aniversário do início da Luta Armada de Libertação Nacional.
Em 1986, já em Maputo, participa em estágios artísticos no Núcleo de Arte. Dedica-se também à escultura metálica, tendo como recurso material os desperdícios oficinais da escola onde é professor.
Tem a sua obra em colecções individuais e públicas no país e no estrangeiro. Foi laureado com o 2º Prémio do Concurso Novos Talentos (Horizonte Arte Difusão), em 1990.
Amanhiça participou em mais de uma dezena de exposições colectivas e fez duas individuais em Maputo e na Alemanha.
O internacional moçambicano, Zainadine Jr., está nas contas do Marítimo, equipa que na presente temporada vai militar na segunda divisão. Os “insulares” arrancaram com os trabalhos de preparação esta segunda-feira.
Contrariamente à notícia avançada pela imprensa portuguesa sobre a sua saída do Marítimo, Zainadine Jr. consta da lista dos jogadores que vão vestir a camisola dos “insulares” na segunda liga portuguesa.
A sua iminente saída tinha a ver com o facto de o internacional moçambicano ser um dos maiores encargos financeiros para o clube, que neste momento atravessa uma crise sem precedentes. Ora, Zainadine Jr., está de pedra e cal no Marítimo. Ainda assim, “Zaina” foi um dos grandes ausentes nos habituais exames médicos antes do arranque dos trabalhos de preparação da época.
A nota avança ainda que Edgar Costa, Zainadine Jr., André Vidigal, Matheus Costa, Val Soares, Marcelo Carné, Bruno Xadas, Joel Tagueu, Igor Julião e René Santos foram devidamente autorizados a apresentar-se mais tarde.
O plantel dividiu-se em grupos entre o estádio do Marítimo, a Universidade da Madeira e o Hospital Particular da Madeira. De resto, apenas quatro jogadores dos 17 que estiveram presentes no arranque dos trabalhos pertenciam à equipa principal no ano anterior: Moisés Mosquera, Vítor Costa, Fábio China e Diogo Mendes.
A este grupo juntaram-se dois dos três reforços já anunciados: Platiny (ex-Moreirense) e Lucas Silva (ex-Mafra).
Em sentido contrário, Pablo Moreno não se apresentou nem constava da lista de ausências autorizadas pelo clube madeirense. Questionado sobre a ausência do avançado, o emblema maritimista adiantou à Lusa que o atleta “está no mercado e não entra nas contas do treinador”.
O primeiro treino no relvado às ordens de Tulipa está marcado para esta quarta-feira, no Complexo Desportivo da Madeira, na Ribeira Brava.
PLANTEL PROVISÓRIO DO MARÍTIMO PARA 2023/24:
Guarda-redes: Makaridze, Marcelo Carné e Pedro Teixeira.
Defesas: Zainadine Jr., Moisés Mosquera, Matheus Costa, René Santos, Vítor Costa, Paulinho, Fábio China, Igor Julião, Dylan Collard, Noah Madsen
Médios: João Afonso, Bruno Xadas, Val Soares, Diogo Mendes, Edgar Costa, Fernando Gomes, Rodrigo Andrade, Marcos Silva, Bernardo Gomes
Avançados: Joel Tagueu, Pablo Moreno, André Vidigal, Lucas Silva, Higor Platiny, Francisco Gomes, Kanu, Rúben Marques e Carlos Parente.
Treinador: Tulipa.