As autoridades da República Democrática do Congo libertaram uma embarcação que havia sido retirada na semana passada, devido a receios de que passageiros pudessem estar infectados com o vírus Ébola.
O ministro da Saúde da RDC explicou, em declarações à RFI, que a retenção ocorreu na sequência de uma informação considerada incorrecta sobre a origem do barco. Inicialmente, acreditava-se que a embarcação tivesse partido de Kisangani, região onde foram detectados casos de Ébola. Contudo, as autoridades esclareceram posteriormente que o barco partiu de Mongala, uma província sem registo de casos da doença.
A embarcação foi interceptada depois de um passageiro apresentar sintomas semelhantes aos provocados pelo Ébola e ser obrigado a desembarcar. O indivíduo morreu posteriormente, mas não foi recolhida qualquer amostra que permitisse confirmar ou excluir a presença do vírus.
Outras três pessoas, incluindo duas crianças, morreram a bordo. No entanto, os testes realizados deram negativo para Ébola. Outros passageiros que apresentaram sintomas também foram submetidos a testes, sem que tivesse sido identificado qualquer caso da doença.
Apesar da libertação da embarcação, as autoridades congolesas afirmam que vão manter a vigilância sobre os barcos que navegam pelo rio em direcção a Kinshasa, num raio de 65 quilómetros da capital. No sábado, duas barcaças já tinham sido inspeccionadas pelas autoridades de saúde.