A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.
O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.
A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.
O artista plástico Tsenane vai proceder à inauguração da exposição individual intitulada “Diálogos transcendentais”, pelas 16 horas do dia 18 deste mês de Novembro, na Galeria Arte de Gema, na Cidade de Maputo.
Para Galeria Arte de Gema, “Diálogos transcendentais” desenha preocupações internas, entrelaçando as delicadas teias da fé, da identidade cultural, da compreensão mútua e do amparo. As telas e cerâmicas de Tsenane são palcos, que em si enceram outros multifacetados palcos da existência que não apenas exploram as intricadas tramas da cultura, existencialismos e antropologia, mas também os transformam em espaços vibrantes, repletos de vida, lugares dinâmicos e provocativos.
A nota de imprensa da Galeria Arte de Gema avança ainda que o artista cria cenários onde as narrativas se desdobram, desafiando tabus sociais e ou religiosos, enquanto mergulha no sincretismo religioso e na hibridez cultural da sociedade. Nos entrançados palcos de Tsenane, várias vidas se entrecruzam e ou co-existem num espaço. Aprecia-se a terra, metaforizada como um palco, representando os desafios, experiências, relações e transformações que enfrentamos na jornada diária.
“Há também o palco da ancestralidade que captura a essência da interconexão espiritual e cultural entre as gerações, proporcionando um espaço para honrar, aprender e se inspirar nas tradições ancestrais e o palco da mente que representa os vários territórios do pensamento onde as ideias e sonhos ganham vida. Em aglutinação se faz fortemente presente o palco do aconchego, que evoca uma sensação de calor humano, onde a alma encontra refúgio nas ternas conexões emocionais humanas”, lê-se na nota de imprensa sobre a exposição que conta com a curadoria de Élia Gemuce e Ventura Mulalene.
“Diálogos transcendentais” é o título da sua segunda exposição individual de Tsenane.
Tsenane nasceu a 24 de Maio de 1979, em Maputo, e iniciou a sua actividade artística em 1994, na ADPP-Cidadela das Crianças. Em 2003, ingressou na Escola Nacional de Artes Visuais, onde cursou cerâmica. É licenciado em Artes Visuais pelo Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) – 2013. Actualmente, frequenta o Mestrado em Design e Multimédia na Universidade Pedagógica de Maputo. É Professor Assistente nas cadeiras de Escultura e Projecto no ISArC e de Arte e Cultura de Moçambique no Instituto Superior Maria Mãe de África. Participa em exposições desde 1997, tendo efetuado a sua primeira individual em 2008. Foi laureado com vários prémios ao longo da sua carreira nas diversas categorias, tais como terceiro Prémio de Pintura no Cine África, 2001; primeiro Prémio de Cerâmica Bienal TDM – Museu Nacional de Arte, 2001; Menção Honrosa de Pintura na Bienal TDM – 2009 – Museu Nacional de Arte; Menção Honrosa de Cerâmica na Bienal TDM – Museu Nacional de Arte; Menção Honrosa de Cerâmica na Bienal TDM – 2011 – Museu Nacional de Arte.
Já começaram a chegar a Bissau algumas das personalidades convidadas pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, para assistir às festividades que vão marcar os 50 anos da independência do país.
Segundo o Notícias ao Minuto, a comemoração tem início marcado para às 10h00 desta quinta-feira na Avenida Amílcar Cabral, em Bissau, com a presença de representantes de 26 países, incluindo o Presidente, o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
Entre os Presidentes, estão confirmadas as presenças de Macky Sall do Senegal, Adama Barrow da Gâmbia, Julius Mada Bio da Serra Leoa, Brice Nguema do Gabão, Dennis Sassou Nguesso do Congo Brazzaville, Bola Tinubu da Nigeria, Azzali Assoumani das Comores e Marcelo Rebelo de Sousa de Portugal.
O evento decorreu no Dia das Forças Armadas guineenses, 16 de Novembro, apesar de a independência ter sido declarada no dia 24 de setembro de 1973.
Depois de uma revista às tropas, o presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, proferirá uma “mensagem à Nação”, culminando a cerimónia com um desfile popular e outro militar.
No final do desfile militar, Sissoco Embaló seguirá com os convidados, a pé, para o Palácio da República, situado na Praça dos Heróis Nacionais (antiga Praça do Império), para um almoço oficial, na Sala de Banquetes, que encerrará as cerimónias de celebração do cinquentenário da independência e do Dia das Forças Armadas.
Há fraca adesão ao processo de matrículas da primeira classe, na Cidade de Maputo. Algumas escolas ainda não preencheram 50 por cento das vagas. Os directores dizem que o problema poderá comprometer os preparativos do ano lectivo.
As matrículas da primeira classe arrancaram há mais de um mês em todo o país, entretanto, nalgumas escolas da Cidade de Maputo, o processo não vai bem.
Na Escola Primária 25 de Setembro, por exemplo, apenas 10 por cento das vagas tinham sido preenchidas até a tarde desta terça-feira, ou seja, dos 61 alunos novos ingressos que se espera receber, apenas 11 foram inscritos.
A fraca adesão dos pais e encarregados de educação é uma preocupação para os gestores escolares, que temem não alcançar as metas de novos ingressos matriculados até 29 de Dezembro.
Na Escola Primária das FPLM, foram matriculadas 150 crianças das 273 previstas.
“Há alguma distração por parte dos pais, porque sabem que o processo vai até finais de Dezembro, até optam em deixar para a última hora”, disse Rogério Dava, director-adjunto da EPC 25 de Setembro, que explicou que a fraca adesão ao processo das matrículas poderá comprometer os preparativos do ano lectivo 2024.
Mas nem tudo vai mal. Na Escola Primária da Polana Caniço “A”, havia 218 vagas para a primeira classe. Todas já foram preenchidas.
“As vagas foram ocupadas ainda nos primeiros três dias após o arranque do processo, agora estamos a organizar as turmas”, disse Absalão Munguambe, director da instituição.
As matrículas da primeira classe são gratuitas e prevê-se inscrever cerca de 1,6 milhões de crianças em todo o país, que completem seis anos até 30 de Junho de 2024.
Iniciou, no primeiro dia deste mês de Novembro, o controlo da qualidade de muitos produtos importados para Moçambique nos países de origem. O objectivo é reduzir a baixa qualidade e a contrafacção, entre outros.É uma medida que vigora desde 01 de Novembro e que obriga os importadores nacionais a submeterem os seus produtos à avaliação nos países de origem, antes do seu embarque no país.
Essa avaliação é feita pela Intertek, uma entidade privada contratada pelo Instituto Nacional de Normalização e Qualidade, um dos braços de fiscalização do Ministério da Indústria e Comércio.
Para quem queira importar produtos terá de informar ao seu fornecedor que deve contactar tal entidade para avaliar os requisitos técnicos do produto exigidos por Moçambique. Apenas os que tiverem condições poderão ser importados para o país, segundo disse o director-geral do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade, Geraldo Albasini
“Para produtos alimentares, especificamente os de certificação obrigatória, é preciso que os produtores produzam as farinhas de trigo e de milho, o óleo alimentar, o açucar e o sal, que são os cinco produtos de certificação obrigatória”, disse Geraldo Albasini, que acrescentou ainda que “esses produtos devem ser produzidos observando aquilo que são os parâmetros estabelecidos em normas e regulamentos moçambicanos, principalmente para resolverem os níveis de desnutrição crónica das nossas crianças”.
Trata-se de uma obrigatoriedade para todos os países de origem de importações de Moçambique. Fazem parte do grupo de produtos os alimentos, equipamentos, entre outros, que constam do decreto 8/2022 de 14 de Março.
Geraldo Albasini olha para a experiência de outros países como fonte de inspiração para o país. “O Quénia implementa esse programa há mais de 10 anos e eles têm resultados muito positivos. No Quénia, dificilmente encontras produtos contrafeitos ou de baixa qualidade porque tem lá um organismo que faz o controlo e esse controlo deve ser feito antes do produto vir para o país, porque, se o controlo for feito, já no país e se a mercadoria reprovar, o custo de devolução ou de destruição é elevado ou o risco desse produto circular no país é maior”, disse Albasini.
Por isso mesmo, de acordo com Geraldo Albasini, “o programa concentra-se no país de origem do produto”.
O programa de Avaliação da Conformidade de produtos importados foi introduzido com o objectivo de reduzir possíveis riscos à saúde, proteger o meio ambiente e assegurar a importação de produtos com o mínimo de qualidade exigido pelas autoridades nacionais.
Os Mambas iniciam, esta quinta-feira, diante do Botswana, mais uma etapa na corrida para o Campeonato do Mundo 2026, cuja fase final vai ter lugar nos Estados Unidos, México e Canadá.
O combinado nacional parte para esta partida com um conjunto obstinado, ainda, como se não bastasse, a viver a euforia da recente qualificação para o Campeonato Africano de Futebol (CAN).
Alia-se também o facto de a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) já ter divulgado a tabela de premiação para esta campanha, segundo a qual, em caso de qualificação, cada jogador vai encaixar um milhão de Meticais.
A FMF fixou, igualmente, em 80 mil Meticais o prémio por vitória e 40 mil por empate. São, em si, elementos que poderão dar outro alento aos atletas, que num passado recente andaram às avessas com a federação por falta de clareza no regulamento de premiação.
Muito se disse e se escreveu em relação à preparação da selecção nacional para esta importante partida, condicionada à chegada a conta gotas dos jogadores, facto que embaraçou o plano de trabalho traçado pela equipa técnica.
O “filme” da preparação teve um início menos bom para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, que nos primeiros dias trabalhou apenas com seis jogadores, um número ínfimo para aquilo que estava nas suas contas.
À medida que o tempo foi passando, o número agigantou-se, tendo a última sessão de ensaio da quarta-feira, antes do embate diante dos “tswanas”, contado com o grosso dos atletas, registando-se a ausência de apenas seis jogadores.
Os “ausentes”, que por sinal não sentiram o “cheiro” do relvado moçambicano durante todo o ciclo de preparação, juntaram-se ao grupo ao fim da tarde de quarta-feira.
Dito de outra maneira, os referidos atletas já estão à disposição do seleccionador nacional, podendo apenas efectuar um treino de reconhecimento do piso que vai acolher a partida.
Contrariedades à parte, a verdade é que os Mambas têm pela frente, esta quinta-feira, às 15 horas, em Francistown, no estádio Obed Itani Chilume, a selecção do Botswana, uma partida que, apesar de antever muitas dificuldades, o combinado nacional tem a predisposição de ganhar.
“Vamos defrontar uma selecção que teoricamente parece que somos favoritos. Ora, os jogos não se ganham em teoria, pelo que temos de provar isso dentro do campo. Vai ser um jogo fora de casa, razão pela qual antevemos que não será fácil. Ainda assim, vamos fazer a nossa parte de modo a voltarmos com um resultado positivo”, disse Lau King, atleta que volta à selecção depois de um período sabático, em que não fazia parte das escolhas de Conde.
“Estamos cientes de que vai ser um jogo difícil porque, tal como nós, o adversário está a preparar-se para ganhar. Nós estamos preparados para todo o tipo de adversidades. Só a vitória nos interessa nessa partida”, antevê Nelson Divrassone.
O seleccionador nacional conta com todo o conjunto apto, na medida em que, como disse o médico dos Mambas Raúl Cossa, o quadro clínico é estável.
Edmilson Dove, que se lesionou ao serviço da sua equipa no “derby” do Soweto diante do Orlando Pirates, constituía a única preocupação para a equipa médica. Ainda assim, dada a evolução do atleta, espera-se que o mesmo esteja em condições até ao dia do jogo.
“MOZ” EM VANTAGEM NO CONFRONTO DIRECTO
Esta não será a primeira vez que Moçambique e Botswana se vão defrontar. As duas selecções já cruzaram caminhos por diversas ocasiões em diferentes competições.
Os Mambas levam vantagem em relação ao conjunto “tswana” no confronto directo. Ora vejamos: nas últimas cinco partidas entre as duas selecções, o combinado nacional teve um saldo de três vitórias, um empate e uma derrota.
No primeiro confronto, a 11 de Outubro de 2008, os Mambas foram a Botswana vencer a sua congénere por uma bola sem resposta, em jogo pontuável para as qualificações para o CAN.
Os dois conjuntos voltaram a defrontar-se em 2010, num jogo amistoso, em que a turma moçambicana perdeu em casa por 0-1. No ano seguinte, a 9 de Fevereiro, as duas selecções empataram a uma bola, mais uma vez numa partida de carácter particular.
Em 2015, Moçambique e Botswana defrontaram-se duas vezes, em Março e Maio. Os Mambas venceram as duas partidas pelo mesmo resultado, 2-1.
Os custos com o serviço da dívida de Moçambique vão crescer 18% em 2024, para mais de 116,6 mil milhões de Meticais, segundo dados do Governo moçambicano a que a Lusa teve acesso na segunda-feira, 13 de Novembro.
De acordo com os documentos de suporte à proposta do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2024, em discussão no Parlamento, estima-se que o custo do serviço da dívida moçambicana – pagamento de juros e reembolso de capital – seja equivalente, no próximo ano, a 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado.
Para este ano, a previsão do Governo com o custo do serviço da dívida é de 98,8 mil milhões de Meticais, equivalente a 7,5% do PIB esperado para 2023. No ano anterior, havia sido de 72,3 mil milhões de Meticais, com um peso de 6,1% do PIB.
“A aceleração na amortização do capital está relacionada com o quadro do Acordo de Reestruturação da dívida externa, com vencimentos a serem verificados em 2024. Adicionalmente, espera-se uma alteração da taxa de juro da dívida externa, para títulos com vencimento em 2024”, lê-se no documento.
Assim, mais de metade do custo com o serviço da dívida pública moçambicana no próximo ano será com a amortização de capital, no valor de 60,9 mil milhões de Meticais, e 55,7 mil milhões de Meticais com o pagamento de juros, dos quais 41,4 mil milhões de Meticais relativos à dívida emitida internamente, através de títulos e bilhetes do Tesouro.
Entretanto, este mês, o governador do Banco de Moçambique reconheceu “a forte pressão sobre a despesa pública” do país, “num contexto de fraca arrecadação de receitas e de limitadas fontes de financiamento externo”, o que “está a contribuir para o aumento do risco fiscal e do endividamento interno”.
“O aumento da despesa decorre sobretudo da implementação da reforma salarial e dos gastos relacionados ao ciclo eleitoral”, alertou, Rogério Zandamela, a 1 de Novembro.
Uma menina de 11 anos de idade vinha sendo abusada desde meados do ano passado a esta parte. Um dos supostos autores do crime é o próprio pai, que já foi detido. O indiciado nega o crime, contudo o laudo médico confirma a violência. Tudo foi descoberto no fim da tarde da passada segunda-feira, na sequência de uma denúncia popular.
A triste história começou quando uma senhora, vizinha da menor, viu três adolescentes a aliciarem a mesma para uma obra abandonada.
A vizinha decidiu segui-los e, ao chegar ao local, testemunhou um abuso sexual. Os adolescentes fugiram e a criança foi socorrida. Respondendo a uma pergunta da senhora que a socorreu, sobre se já havia sido violada antes, a menor revelou algo arrepiante. “Sim, já… várias vezes, desde o ano passado, pelo meu pai”.
A revelação deixou em choque a comunidade e as autoridades locais levaram o caso imediatamente à Polícia e, através de um laudo médico, ficou confirmado o abuso sexual. Esta quarta-feira, o suposto criminoso, quando foi apresentado à imprensa, negou a acusação e garantiu que nunca violou a sua filha.
“Eu estava a dormir ainda nas primeiras horas da manhã de terça-feira. Acordaram-me com acusações descabidas. Nunca abusei da minha filha, mas tinha indicações de que ela brincava com muitos rapazes lá no bairro, e até uma vizinha já lhe tinha chamado atenção”, afirmou o indiciado.
A Polícia mostrou-se preocupada com a situação. “A missão principal de um pai é prover educação para os filhos e transmissão de valores sociais. Infelizmente, ele priorizou o abuso sexual, comprometendo toda a evolução futurística da menor”, lamentou Dércio Chacate, porta-voz da PRM em Sofala.
Em função da denúncia popular, já foi lavrado um auto e, neste momento, a PRM está à procura dos adolescentes que na passada segunda-feira estavam a abusar da menor.
Importa salientar que o pai da mesma está separado da mãe há mais de cinco anos devido a desavenças de origens passionais que culminavam com violências domésticas constantes.
As concessionárias investiram, em cinco anos, 18,4 mil milhões de dólares na exploração de petróleo e gás em Moçambique, mas em 2022 esse investimento caiu para menos de metade, indicam dados oficiais.
Um relatório sobre “Estatísticas de Investimento em Petróleo e Gás em Moçambique de 2018-22”, divulgado, esta semana, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), contabiliza que as concessionárias investiram, desse total, 15,3 mil milhões de dólares em trabalhos de desenvolvimento de campo, e o restante em pesquisa, avaliação, estudos e produção e ainda na desmobilização e abandono de poços.
Globalmente, nesses trabalhos, as concessionárias investiram mais de 2,1 mil milhões de dólares em 2022, menos de metade do recorde de quase 4,6 mil milhões de dólares em 2021 ou dos 4,5 mil milhões de dólares em 2020.
“Esta queda é justificada, em parte, pelo início, no segundo semestre de 2022, da produção do gás ‘offshore’ na bacia do Rovuma, dado que baixaram significativamente os custos com capital, sobretudo relacionados com a plataforma flutuante de gás natural liquefeito (FLNG)”, explica o INE.
O relatório recorre a informações do Instituto Nacional de Petróleos (INP) e abrange todas as licenças activas de exploração de hidrocarbonetos em Moçambique até 2022.
“Em 2022, as despesas realizadas na fase de produção atingiram um total de 368,9 milhões de dólares, quase o triplo do registado em 2021 e é igualmente o valor mais alto desde 2018. Esta tendência é explicada principalmente pelo início da produção e exportação do gás em Cabo Delgado, no projecto offshore na bacia do Rovuma, no projecto Coral Sul”, acrescenta o INE.
A Área 4 na bacia do Rovuma, norte do País, é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma ‘joint venture’ em co-propriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC (China), que detém 70% de interesse participativo no contrato de concessão, cuja produção de gás natural arrancou em 2022. A Galp, Kogas (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detêm, cada, uma participação de 10%.
A Eni, concessionária da Área 4 do Rovuma, já discute com o Governo moçambicano o desenvolvimento de uma segunda plataforma flutuante, cópia da primeira e designada Coral Norte, para aumentar a extracção de gás, disse à Lusa, no início de Outubro, fonte da petrolífera italiana.
Este plano envolve, nomeadamente, a aquisição de uma segunda plataforma flutuante FNLG, para a área Coral Norte, idêntica à que opera na extracção de gás, desde meados de 2022, na área Coral Sul.
“A Eni está a trabalhar para o desenvolvimento do Coral Norte através de uma segunda FLNG em Moçambique, aproveitando a experiência e as lições aprendidas na Coral Sul FLNG, incluindo as relacionadas com custos e tempo de execução”, acrescentou a mesma fonte da petrolífera, operador delegado daquele consórcio.
A conquista, terça-feira, do título de campeão nacional de basquetebol sénior feminino pelo Ferroviário de Maputo foi apenas a cereja no topo do bolo. Isto porque, nas premiações individuais, o Ferroviáriko de Maputo dominou com as indicações de Sílvia Veloso (MVP), Odélia Mafanela (melhor triplista) e Anabela Cossa (melhor triplista). Iolanda Francisco (Ferroviário da Beira) foi nomeada, pelo segundo consecutivo, como melhor marcadora da competição.
Se por um lado, colectivamente, o Ferroviário de Maputo voltou à ribalta do basquetebol feminino, por outro, há assinalar o facto de as suas jogadoras terem estado em evidência nos prémios individuais da Liga Sasol de basquetebol feminino.
A começar, pois claro, pela base-armadora Sílvia Amadeu Veloso, jogadora que foi aclamada MVP da competição, em resultado da sua prestação estupenda.
A distinção de Veloso veio premiar, em primeiro lugar, uma jogadora que marca a diferença pelo que joga (a organizar o jogo ofensivo) e pelo que não deixa jogar (defende de forma estupenda) e, segundo, pela maturidade, rigor e evolução constante na quadra.
É verdade: nos sete jogos realizados pelo Ferroviário de Maputo, ainda que cada um com o seu grau de dificuldades, Sílvia Veloso foi sempre uma jogadora com notável capacidade para fazer os ataques em posição de forma pacífica, determinar a cadência e os momentos certos para fazer os passes. Não é por acaso que se destacou, ao longo da competição, no capítulo das assistências (um aspecto que deve ser mais valorizado).
Defensivamente, não hajam dúvidas, é um poço de energias e verdadeiro monstro para os seus adversários.
Com boa interpretação da pressão, rotação e ajustes, foi fundamental nos roubos de bola que anularam muitos ataques dos adversários. E esteve em plano de destaque no jogo 1 dos “play-offs” da final com 16 pontos e seis ressaltos, “targets” que se revelaram fundamentais para que o Ferroviário de Maputo se colocasse em vantagem de 1-0.
Com duas presenças em campeonatos africanos (2021, em Yaoundé, nos Camarões, e 2023, em Kigali, no Ruanda) Sílvia Veloso é um presente do futuro. Foi cinco estrelas a menina que veio da Beira para espalhar o perfume do seu basquetebol, com uma passagem pelos EUA (Seward County Community College e Cumberlands University).
Mas o Ferroviário de Maputo não se ficou por aqui nas premiações individuais. Reconhecidamente atiradora por excelência, Anabela Cossa (Tsunaminha está de volta) foi nomeada melhor triplista pelo segundo ano consecutivo na Liga Sasol. Cossa alcançou este feito depois de ter concretizado 20 triplos em sete partidas em que esteve envolvida.
Com perfil e persondalidades fortes, Cossa evidenciou-se num capítulo em que chegou mesmo a colocar África a seu pés quando foi indicada melhor ressaltadora da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol de 2016, em Maputo, e 2018, novamente na capital do país.
Pelo meio, a nossa “menina bomba” ainda foi indicada melhor triplistas de alguns “nacionais” e distinguida em Angola pelo desempenho fabuloso no final da Taça daquele país do atlântico.
Mas mais do que ser aclamada, veio o reconhecimento pelo público do seu papel fundamental no desenvolvimneto do basquetebol moçambicano. No basquetebol interno e em África, Anabela Cossa mostrou que ainda é uma mais-valia e que pode continuar a rimar experiência com consistência nos tiros exteriores.
Nas tabelas, mandou Odélia Mafanela, poste dominou nos ressaltos ofensivos e defensivos. Com o seu poder de impulsão, Mafanela deu luta a defender e a atacar, terminando a competição com 79 ressaltos.
Venceu, com mais três ressaltos, a concorrência de Verónica Salifo do Ferroviário da Beira que também fez um bom campeonato.
Foi mais de um de vários troféus de melhor ressaltadora conquistado por Odélia Mafanela ao nível interno nos últimos anos.
A capitã da selecção nacional de basquetebol sénior feminino mostrara estoicismo em 2019, no Cairo, Egipto, quando foi distinguida como melhor ressaltadora da extinta Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol. E, em resultado das suas exibições, constou do cinco ideal do “africano” de clubes.
Pelo segundo ano consecutivo, Iolanda Fancisco foi considerada melhor marcadora da competição com 96 pontos.
A poste do Ferroviário da Beira, com passagens pelas selecções de formação (disputou alguns africanos de sub-18 e sub-18) esteve em bom plano nesta competição.
Ano passado, com 152 pontos, Francisco destacou-se também como melhor marcadora e deixou, uma vez mais, sinais de que é uma das melhores unidades da renovada equipa do Ferroviário da Beira que, em 2018, ocupou o terceiro lugar no “nacional”.,
Em Janeiro deste ano, Iolanda Francisco, nascida a 20 de Agosto de 1998 , renovou o seu contrato com o Ferroviário da Beira por mais dois anos.