A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.
O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.
A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.
O movimento islamita palestiniano Hamas acusou hoje o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de ser “inteiramente responsável” pela actual operação israelita contra o hospital de Al-Shifa, na Faixa de Gaza.
“Consideramos a ocupação [nome dado pelo Hamas a Israel] e o Presidente Biden inteiramente responsáveis pelo ataque do exército israelita ao complexo médico de Al-Shifa”, declarou o Hamas, num comunicado em árabe, citado pela RTP.
O exército israelita anunciou, esta madrugada, que estava a realizar uma “operação direcionada” contra o Hamas no hospital de Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza.
“O exército israelita tem equipas médicas e falantes de árabe no local que foram treinados especificamente para este ambiente sensível e difícil, para garantir que nenhum dano é feito aos civis utilizados pelo Hamas como escudos humanos”, acrescentou.
No início da noite de terça-feira, o Ministério da Saúde do Hamas disse ter sido notificado pelo exército israelita da intenção de efetuar uma operação no hospital, que tem estado no centro do conflito entre o movimento islamita e o exército israelita nos últimos dias.
Vários milhares de pessoas, entre doentes, pessoal e civis deslocados pela guerra que dura desde 07 de Outubro, estão amontoados nas imediações e no hospital de Al-Shifa, cercado “por todos os lados” pelo exército israelita, indicou o Hamas, que relata “disparos intensos”.
O exército israelita afirmou que o hospital alberga infraestruturas estratégicas do Hamas, acusando o movimento de estar a usar a população como “escudos humanos”.
Um quarto da população da Somália está em risco de passar fome até até fim do ano devido às inundações mortíferas que este país empobrecido do Corno de África enfrenta. Este é um alerta das Nações Unidas, citada pelo Notícias ao Minuto.
De acordo com o Programa Alimentar Mundial (PAM), as inundações afectaram gravemente as comunidades que já lutam para recuperar da pior seca das últimas décadas, a qual colocou milhões de pessoas à beira da fome.
De acordo com o PAM, a Somália está a enfrentar os piores níveis de subnutrição da última década. Devido a um financiamento insuficiente, a agência das Nações Unidas só consegue prestar assistência alimentar a menos de metade das pessoas mais necessitadas.
Segundo um relatório oficial de domingo, pelo menos 31 pessoas morreram e cerca de 500.000 tiveram de abandonar as suas casas na Somália devido às inundações causadas por chuvas incessantes.
A Somália, onde a maioria dos seus 17 milhões de habitantes vive da pecuária e da agricultura, é um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, registando fenómenos meteorológicos extremos com maior frequência e intensidade.
Os Mambas efectuaram, esta terça-feira, o último treino em solo pátrio antes da partida contra o Botswana, marcada para quinta-feira, referente ao Grupo “G” de qualificação para o Mundial 2026. Seis jogadores, com destaque para Mexer, estiveram ausentes do treino.
O combinado nacional trabalha focado na partida diante dos “tswanas”, em que a selecção nacional espera encarar com a mesma responsabilidade de sempre e com a disposição de vencer.
Sem contar com seis jogadores dos 23 convocados, o último treino esteve virado essencialmente para o ensaio técnico-táctico, assim como na recuperação dos atletas que se juntaram ao grupo na segunda-feira, no caso Guima, Bruno Langa e Stanley Ratifo.
O médico da selecção nacional, Raúl Cossa, garante que o estado clínico dos jogadores é estável, sendo que a única preocupação é Edmilson Dove, que veio lesionado do seu clube, após o jogo contra o Orlando Pirates, em que os “Amakhosi” perderam por 0-1.
Os Mambas viajam esta quarta-feira para o Botswana já com o grupo completo. Em solo “tswana”, a selecção nacional deverá efectuar um treino de reconhecimento do recinto que vai acolher o jogo.
Arrancaram, na passada Sexta-feira, as obras para a construção do futuro edifício onde passará a funcionar a delegação distrital do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Eráti, na província de Nampula, cuja cerimónia foi dirigida pelo secretário de Estado naquela província, Jaime Neto.
Trata-se de uma infra-estrutura que passará a albergar todos os serviços da delegação do INSS em Eráti, um dos distritos que precisava de instalações próprias para o seu funcionamento, esperando-se que, com a conclusão, a instituição deixe de depender de espaços arrendados, concentrando-se, assim, a sua preocupação à assistência dos utentes do sistema.
A cerimónia de lançamento da primeira pedra foi testemunhada, para além dos dirigentes da província e quadros do INSS, por membros do governo distrital, contribuintes, beneficiários, pensionistas e autoridades tradicionais residentes em Eráti.
O futuro edifício, moderno e resiliente, terá compartimentos e condições que garantirão o atendimento condigno dos utentes do sistema de segurança social gerido pelo INSS que, até Setembro deste ano, já tinha inscritos 6208 contribuintes, 38 370 beneficiários e 1876 trabalhadores por conta própria (TCP).
Discursando por ocasião do lançamento da primeira pedra para a construção da referida infra-estrutura, Jaime Neto disse que a mesma contribuirá para a melhoria das condições de trabalho e proporcionará o aumento da capacidade de prestação de serviços, com a qualidade exigida, bem como aumentará a celeridade no atendimento aos utentes do sistema e ao público em geral.
O secretário de Estado em Nampula sublinhou a importância do sistema para os diversificados grupos de trabalhadores, tendo aproveitado a ocasião para apelar às entidades empregadoras sobre a obrigatoriedade de se inscreverem no sistema de segurança social e canalizarem, com regularidade, as devidas contribuições, como forma de garantir o futuro dos seus trabalhadores e familiares, do ponto de vista de assistência social, mesmo no momento actual das suas vidas activas, profissionalmente.
A província de Nampula, à semelhança do que está a contecer com as outras, está a beneficiar-se infra-estruturas para albergar os serviços da segurança social, através de construção de edifícios de raiz para servirem de delegações provincial, distrital e postos de atendimento, ao mesmo tempo que, com esta estratégia, o INSS reduz a sua despesa inerente ao arrendamento de espaços a terceiros. Ainda no âmbito do Programa Quinquenal do Governo em curso, PQG – 2020/2024, Jaime Neto revelou que a província de Nampula aguarda a construção de postos de atendimento e delegações distritais do INSS em Mossuril, Nacala-a-velha, Mogincual, Mogovolas e Rapale.
Recentemente, foi inaugurado o edifício construído de raiz em Malema, onde passou a funcionar a delegação distrital do INSS, cuja cerimónia foi dirigida pelo Chefe de Estado, Filipe Nyusi. Por inaugurar, está o novo edifício da delegação provincial, em construção na zona da expansão na cidade de Nampula.
Cerca de 739 processos de Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração dos ex-guerrilheiros da Renamo já têm visto do Tribunal Administrativo para o pagamento de pensões. A informação foi revelada, hoje, pelo Governo.
Depois de sucessivas reclamações por parte de ex-guerrilheiros da Renamo por falta de pagamento de pensões no âmbito do processo de Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração, o Governo convidou, em Setembro último, os potenciais beneficiários a dirigirem-se aos vários pontos para regularizar as suas situações e para que pudessem receber os ordenados.
Os guerrilheiros tinham um prazo de 10 dias para o fazer e 23 de Setembro era o prazo definido pelo Governo para a entrega de documentos por parte dos ex-guerrilheiros da Renamo para passarem a receber pensões. Entretanto, problemas na documentação condicionavam o avanço do processo.
Fim do prazo, o Executivo apreciou, esta terça-feira, na sessão do Conselho de Ministros, o ponto de situação do pagamento de pensões no âmbito do DDR. De seguida, o porta-voz referiu que pareceres positivos já começaram a ser emitidos.
“Podemos referir que, de Setembro à primeira semana do mês em curso, Novembro de 2023, o Governo recebeu 2403 processos, tendo sido instruídos e remetidos à instituição que trata da questão da previdência social 1645 processos, dos quais 440 processos no mês de Setembro, 828 no mês de Outubro e 377 processos na primeira semana do mês de Novembro”, revelou Filimão Suazi, porta-voz do Conselho de Ministros.
Isto significa, segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, “que dos 1.1604 pensões já fixadas e enviadas para o Tribunal Administrativo nos meses de Setembro a Novembro, já foram visados cerca de 739 processos e os outros vão seguindo o seu curso mediante avaliação”.
O Executivo falou, ainda, do trabalho em curso para tirar o país da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional e as expectativas são boas. “Nesta avaliação a que nos referimos em 2023, o GAFI apreciou o forte compromisso de Moçambique e os tremendos esforços em concluir o plano de acção e, como resultado, irá prosseguir como monitoria reforçada e não aplicação de contra-medidas ou inserção na lista negra”, referiu Filimão Suazi.
O porta-voz do Governo conclui, assim, que “o GAFI reconhece os progressos importantes que levaram à actualização de cinco acções não resolvidas para parcialmente resolvidas e estas acções relacionam-se com a capacidade de formação de supervisores no âmbito da divulgação de informações financeiras pela Unidade de Informação Financeira, avaliação do risco de financiamento ao terrorismo e dentre outras medidas”.
Até ao próximo ano, o país deve apresentar quatro relatórios positivos com aspectos por corrigir e “já apresentámos dois em que fomos positivamente avaliados e nós queremos acreditar que, pelo curso das coisas, tudo indica que Moçambique vai sair desta lista. Somos optimistas”.
O Governo quer ainda estender por mais 25 anos a concessão do Porto de Maputo. Para tal, a concessionária deverá aumentar a quantidade de carga manuseada na infra-estrutura.
“O Governo aprovou a resolução que solicita à concessionária MPDC-Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo, S.A, a realizar investimentos adicionais para aumentar a capacidade de manuseamento de carga e que confere poderes ao ministro dos Transportes e Comunicações para negociar com a concessionária MPDC os termos e condições da adenda ao contrato de concessão. As negociações com a concessionária do Porto de Maputo têm em vista estabelecer os termos e condições para a extensão do contrato de concessão por um período de 25 anos”, avançou Filimão Suazi, porta-voz do Governo.
O Conselho de Ministros aprovou, ainda, a proposta de lei que regula as micro, pequenas e médias empresas e analisou a situação da cólera no país, que já matou mais de 80 pessoas.
Duas das melhores equipas do panorama do basquetebol feminino travam argumentos, no pavilhão do Maxaquene, num “play-off” da final a melhor de três jogos! É a luta acérrima entre pelo olimpo do basquetebol moçambicano, é a luta pela afirmação de duas colectividades que mais investimento fizeram na contratação de jogadoras nos últimos anos.
Mas é também um momento para o desfile de algumas das melhores intérpretes do basquetebol da actualidade, não fossem elas campeãs africanas de clubes e clientes assíduas da selecção nacional.
Do lado do Costa do Sol, campeão nacional, há, desde logo, a destacar Ingvild “Inga” Mucauro, actual MVP (Jogadora Mais Valiosa da Liga Sasol). É uma jogadora influente nesta formação, tendo, por exemplo, arrancado 21 pontos no jogo 1 do “play-off” da final. No seu percurso, leva três campeonatos africanos de clubes: extinta Liga Desportiva (2012) e Ferroviário de Maputo (2018 e 2019). É também uma jogadora de selecção nacional, ou melhor, do cinco inicial.
O Costa do Sol conta ainda com Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, extremo que ano passado fez parte do cinco ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos (agora com formato de Liga Africana de Basquetebol Feminino), prova realizada em Maputo. Em 2018, quando ainda representava o Ferroviário de Maputo, campeou na Taça dos Clubes Campeões Africanos, depois de uma vitória apertada sobre o Interclube, por 59-56.
Quem também tem experiência e troféus conquistados no campeonato africano de clubes é Amélia Massingue (Macamo antes de casar com Aurélio), ela que se sagrou campeã africana em 2018, em Maputo, e 2019, no Cairo, Egipto, ambas taças erguidas com a camisola do Ferroviário de Maputo. Conta com várias presenças no “Afrobasket’s”.
Leonel “Mabê” Manhique, “coach” do Costa do Sol, já conquistou a competição em 2018 ao serviço do Ferroviário de Maputo, para além de ter sido vice-campeão em 2016 (Maputo), 2017 (Luanda, Angola) e 2022 (Maputo).
Shelsia Rafael, extremo com potencial, fez parte da equipa do Costa do Sol que foi vice-campeã africana, ano passado, em Maputo. Constou do “doze” escolhido por Carlos Ibraimo Aik para o “Afrobasket” 2023, em Kigali, Ruanda. Benezita Muchave e Sheila Chaguala contam com passagens pelas selecções de formação.
No Ferroviário de Maputo, claramente, há a elencar um naipe de jogadoras que também já experimentaram conquistar vários “africanos” de clubes. A começar, pois claro, pelas experimentadas Odélia Mafanela, jogadora que contabiliza cinco, sendo dois ao serviço do Desportivo (2007 e 2008), extinta Liga Desportiva (2012), Ferroviário de Maputo (2018 e 2019).
A extremo Anabela Cossa foi campeã africana em 2007 e 2008 (Desportivo de Maputo), 2012 (extinta Liga Desportiva) e 2018 (Ferroviário de Maputo). Em 2019, devido à lesão, falhou o “africano” realizado no Cairo.
São, de resto, duas jogadoras com vários “Afrobasket’s” disputados, destacando-se o segundo lugar em 2013, em Maputo, posição que valeu o apuramento para o Mundial da Turquia, em 2014.
Na nova geração de atletas, mas também com historial de selecção de formação e principal, está a base Sílvia “Nana” Veloso, uma das principais unidades do Ferroviário de Maputo. Veloso é, hoje por hoje, uma certeza na selecção principal e tem ainda uma passagem pelo basquetebol colegial dos EUA (Seward County Community College) e University of Cumberlands (Patriots). Ficou, ano passado, em terceiro lugar na Taça dos Clubes Campeões Africanos.
Cecília Henriques foi campeã africana de clubes em 2018, em Maputo, para além de já ter ocupado a segunda e terceira posições na prova. É uma atleta que representou a selecção nacional, tendo sido vice-campeã em 2013. Rosa Cossa e Flávia Alcino já tiveram passagens pelas selecções de formação, tendo, igualmente, sido convocadas para a selecção principal.
E o que dizer de Nasir Salé, “coach” do CFvM? Foi campeão africano pelo Desportivo de Maputo (2007 e 2008) e extinta Liga Desportiva (2012). Nelito, instrutor da FIBA, já trabalhou fora do país. Ele foi responsável, entre vários títulos ao nível nacional, pela qualificação da selecção sénior feminino para o Campeonato do Mundo de 2014, na Turquia.
A Fundação Fernando Leite Couto inaugura, eesta quarta-feira, às 18 horas, a exposição colectiva intitulada “Daqui e dali”, juntando os artistas plásticos, António Mucavele, Bruno Chichava, Miguel Levy, Nhongwene e Simbraz.
Na nota de imprensa da Fundação Fernando Leite Couto, lê-se que os cinco artistas se reúnem na exposição para levantar reflexões sobre o contexto social moçambicano em diferentes perspectivas. Todos eles, de diferentes passados e presentes, até divergentes nos anos de experiência e de vida, têm como factor de interesse os desencontros ou as discordâncias entre as cenas representadas.
A temática escolhida, de acordo com a curadora Yolanda Couto, embora abordada em diferentes vertentes quer na técnica utilizada quer ainda na forma de interpretação pessoal é, contudo, nesta exposição a sociedade em geral numa uni-multiplicidade de aspectos daqui e dali. Por isso o título escolhido que procura conferir a liberdade de interpretação que nos desafia nesta mostra eclética, mas também a maturidade do que persegue cada um dos artistas, enquanto narrativa e estilo.
António Mucavele (n.1997) apresenta um trabalho curioso de aplicação de técnicas mistas e materiais para a construção das suas esculturas. Utilizando o carvão vegetal como “matéria-prima”, as suas esculturas ganham formas que representam verdadeiras personagens em plena acção.
Bruno Chichava (n.1990), conhecido pelas paredes transformadas em telas, suas obras gravitam numa combinação de cores e símbolos que nos remetem para as relações com o imaginário, mas com a natureza em diálogo com uma África mítica.
Miguel Levy (n. 1957, Portugal) é tem no pincel as texturas da cidade, do dia-a-dia das pessoas nos passeios, nas ruas e até na sua intimidade. Na sua pintura destacam-se personagens que se aproximam de imediato das nossas curtas memórias e relações com espaços e personagens.
Nhongwene (n.1978) as suas obras fazem uma introspecção sobre o sujeito artístico, os dilemas e meditações do interior que se socorrem da inspiração artística para representar “retratos” ou figuras anónimas, mas que deambulam na mente e na alma do artista.
Simbraz (n.1992) apresenta as cores e as gentes quase como elas são, cabe a nós conferir-lhes narrativas. Fica o desafio, diante da inspiração e do talento artístico.
A mais recente criação do coreógrafo português Victor Hugo Pontes, “Bantu”, chega a Maputo, com apresentação agendada para esta quarta-feira, 19h, no auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano, no âmbito da 10ª edição do KINANI e da Biennale de la Danse em Afrique.
O espectáculo “Bantu” teve origem num convite endereçado a Victor Hugo Pontes pelos Estúdios Victor Córdon (EVC) e pelo Camões – Centro Cultural Português em Maputo, para o desenvolvimento de uma nova criação de dança com intérpretes moçambicanos e portugueses. Os Estúdios Victor Córdon e o Camões – Maputo são parceiros numa programação conjunta para três temporadas, que visa criar pontes entre Portugal e Moçambique, e promover a circulação e internacionalização da dança. BANTU resulta desta parceria.
“Bantu” tem múltiplos significados: designa uma família de línguas faladas na África subsariana, mas pode nomear uma linguagem própria que sobreviveu à imposição das línguas europeias, um mecanismo identitário, um signo que permaneceu intacto. Da língua que falamos vê-se o mundo.
“Das diferentes geografias, num país ou num palco, temos perspectivas diversas, não falamos a mesma língua. Em ‘Bantu’, Victor Hugo Pontes explora o caminho inverso, aquele que conduz à linguagem universal da dança. O espectáculo desenha um ponto de encontro entre dois continentes e dois países com afinidades e memórias comuns”.
Victor Hugo Pontes (1978) é um dos coreógrafos e encenadores portugueses com mais sólido e inventivo percurso nas últimas décadas em Portugal, segundo avança a nota de imprensa do Camões. Em 2023, assinala 20 anos de criação artística. Entre os espectáculos que criou, destaque para Corpo Clandestino (2022), Meio no Meio (2021), Os Três Irmãos (2020), Drama (2019), Margem (2018, Prémio SPA Melhor Coreografia), Se Alguma Vez Precisares da Minha Vida, Vem e Toma-a (2016), Fall (2014), Zoo (2013) e A Ballet Story (2012, Melhor Espectáculo do Ano Público e Expresso).
O espectáculo de dança conta com direcção artística de Victor Hugo Pontes, cenografia de F. Ribeiro, Música de Throes + The Shine, Direção técnica e desenho de luz de Wilma Moutinho, Desenho e operação de som de João Monteiro, Figurinos de Cristina Cunha e Victor Hugo Pontes, Construção de máscaras de Cristina Cunha, Confecção de figurinos de Emília Pontes e Domingos Freitas Pereira, Assistência de direcção de Cátia Esteves, Consultoria artística de Madalena Alfaia, Dirceção de produção de Joana Ventura, Produção executiva de Mariana Lourenço, Assistência de produção de Inês Guedes Pereira, Interpretação de Dinis Abudo Quilavei (MZ), Dinis Duarte, João Costa (bailarino gentilmente cedido pela CNB), José Jalane (MZ), Maria Emília Ferreira, Marta Cardoso, Osvaldo Passirivo (MZ) e Intérprete estagiário Francisco Freire.
Já a produção é de Nome Próprio, uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto e tem o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Arte.
Setenta pessoas foram mortas no norte do Burkina Faso por assaltantes, a maioria das quais crianças e idosos, num massacre numa aldeia no início do mês. Os autores do crime ainda são desconhecidos e o caso continua a ser investigado.
Segundo as autoridades locais,citadas pela RTP, o ataque aconteceu na aldeia de Zaongo, a cerca de 60 quilómetros da cidade de Boulsa.
A nação da África Ocidental luta há anos contra insurgentes jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, o que já motivou milhares de mortos e mais de dois milhões de deslocados internos.
As autoridades locais levaram dois dias a alertar para o ataque e mais quatro dias para que uma equipa de investigadores pudesse chegar ao local onde encontraram dezenas de casas queimadas.
A violência jihadista no Burkina Faso levou a dois golpes de Estado, com a actual junta no poder desde setembro de 2022.