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A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.

O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.

A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.

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A Igreja Presbiteriana na Matola homenageou o seu maestro pelo contributo na formação de jovens e para o desenvolvimento da congregação. Na ocasião, o homenageado disse que a Frelimo deve realizar reuniões de autocrítica, para fortalecer a união entre os seus membros.

Num ambiente de festa, crentes da Igreja Presbiteriana na Matola renderam uma homenagem a alguém que deu os primeiros passos e se entregou de corpo e alma aos trabalhos da igreja. Uma homenagem ao maestro e conselheiro da Igreja Presbiteriana, considerado pai e dinamizador dos cultos.

Chama-se Gil Maússe, é religioso desde a sua infância. Neste sábado, crentes decidiram falar do seu percurso na edificação da Igreja Presbiteriana.

Na voz dos crentes, foram lidas mensagens que destacaram, quase todas, um maestro admirado e escolhido para grandes missões.

“Subimos ao alto graças à preparação de papa Maússe. Papa Maússe, na sua qualidade de crente, com a especialidade de crente convicto e abnegado, ontem e hoje, Deus nos permita afirmar, sempre, que exerceu e continua a exercer com zelo, paixão e responsabilidade de maestro, conselheiro e dinamizador do culto em portugues”, homenageou um dos crentes daquela igreja.

Faz parte da história, de tal forma que reconhece o seu contributo para a formação de jovens crentes. Segundo Gil Maússe, nada ultrapassa a sua missão e gosto de incutir nos jovens o gosto pelo canto e considerou uma forma também de rezar.

O maestro homenageado reagiu ao actual ambiente político tenso na Frelimo e disse que o partido precisa de tirar a lama do seu sapato.
“Reuniões de crítica e autocrítica, dizia Samora Machel, mas, quando vamos para estas reuniões, vamos juntos para discutir e lutar pela união. Nessas reuniões, é onde se deve tirar a lama e, se há infiltrados, quem está fora não pode saber, lá dentro do partido é onde se deve fazer a limpeza”, disse Gil Maússe.

Sobre os resultados das eleições autárquicas, Gil Maússe disse que o Conselho Constitucional poderá trazer a verdade.

Dois indivíduos estão detidos indiciados na tentativa de rapto de um cidadão de origem asiática, na semana passada, na Cidade de Maputo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz que os indiciados pertencem a uma quadrilha de seis membros e os restantes quatro estão ainda a monte

Uma tentativa frustrada de rapto de um cidadão de origem asiática, na semana passada, terminou na detenção de dois membros da mesma família, no caso concreto um pai e seu filho, pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal, na Cidade de Maputo.

A vítima do rapto, que saiu ilesa, é um empresário de origem asiática. Os indiciados faziam-se transportar em duas viaturas ligeiras.
Esta segunda-feira, o SERNIC apresentou os indiciados em conferência de imprensa.

“Sobre estes factos, o SERNIC teve informações no âmbito dos trabalhos investigativos que tem feito, de que estavam em curso execuções para a prática do crime de rapto na Cidade de Maputo. A partir daí, conseguimos chegar ao local onde estavam seis indivíduos e onde foi possível aprender dois e suas respectivas viaturas”, disse Hilário Lole, porta-voz do SERNIC.

A detenção dos visados ocorreu por volta das 12h na baixa da Cidade de Maputo, quando um grupo de seis pessoas estava prestes a raptar um empresário moçambicano de origem indiana.

“Destes seis, foi possível neutralizar, no local, dois indivíduos que, por sinal, são pai e filho, um de 59 anos e outro de 28”, referiu Hilário Lole, acrescentando que um dos supostos raptores estava em liberdade condicional, após ter sido condenado a 17 anos de prisão, em 2012, pela prática do mesmo tipo de crime.

Junto dos dois homens, para além das viaturas, foram obtidas imagens de várias vítimas de raptos que iriam ocorrer após a execução do crime frustrado pela Polícia moçambicana na quinta-feira.

“No âmbito da sua detenção, foi possível colher várias informações de raptos ocorridos no passado, assim como raptos a serem executados”, disse o porta-voz do SERNIC.

Lole referiu ainda que as informações obtidas vão ajudar a esclarecer os diversos casos de raptos que já ocorreram, assim como a prevenir os futuros casos na lista dos detidos.

Segundo o porta-voz do SERNIC, a Polícia está a desenvolver acções, para garantir a protecção do empresário que escapou ao rapto e da sua família.
“Queremos acreditar que, com esse trabalho. será possível termos uma certa acalmia por esses dias para essa prática dos crimes de rapto”, a avaliar pelo trabalho que está a ser feito pelo SERNIC em coordenação com as diversas forças, quer moçambicanas quer sul-africanas, segundo disse Hilário Lole.

Os indiciados não negaram nem aceitaram as acusações, limitando-se ao silêncio.

Os detidos são membros de uma quadrilha de seis elementos, quatro dos quais colocaram-se em fuga e estão em parte incerta. Do grupo, quatro pessoas são de nacionalidade moçambicana e duas, sul-africana, avançou o SERNIC.

A Polícia moçambicana falou ainda da tentativa de rapto do empresário Juneid Lalgy, que, à saída da mesquita, foi bloqueado por duas viaturas, tendo conseguido fugir até à sua empresa e posteriormente apresentado uma queixa na 1.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique, na cidade da Matola.

A Renamo na Matola diz que recebeu uma notificação do Conselho Constitucional a exigir os editais que estão com os partidos. António Muchanga acredita que, havendo bom senso, será declarado vencedor das eleições autárquicas.

É o segundo dia que António Muchanga dirige uma manifestação em contestação aos resultados das eleições autárquicas na cidade da Matola.
Numa passeata que começou no bairro da Machava, os membros e simpatizantes da Renamo levantaram dísticos de mensagens reivindicativas e interagiram com os munícipes no bairro T3.

Para já, segundo António Muchanga, a Renamo na Matola recebeu uma notificação do Conselho Constitucional.
“O Conselho Constitucional já começou a seguir os passos que a lei recomenda. O tribunal de primeira instância deveria ter pedido os editais que andam com os concorrentes. Lamentavelmente, isso não aconteceu. Acreditamos que, havendo bom senso, a Renamo será declarada vencedora das eleições autárquicas de 11 de Outubro”, disse António Muchanga, cabeça-de-lista da Renamo na cidade da Matola.

Caso o Conselho Constitucional decida a favor da Frelimo, a Renamo promete tomar novas medidas em contestação. De acordo com António Muchanga, as coisas aparentam ainda estar boas, “apesar de que ladrão é ladrão”.

O jornal O País questionou sobre o ambiente político na Frelimo e António Muchanga respondeu nos seguintes termos: “Quando um sistema já está decomposto acaba chegando àqueles níveis. Graça Machel nunca teve problemas de demência, nunca teve problemas de ressonâncias. O que ela disse é o que viu”.

O cabeça-de-lista da Renamo na Matola disse ainda que as reivindicações poderão continuar e revelou que há membros do seu partido que sofrem ameaças de desconhecidos.

A Polícia da República de Moçambique, em Nampula, exige que os órgãos de justiça levem o cabeça-de-lista da Renamo, naquele ponto do país, a tribunal, por incitação à violência.

Paulo Vahanle fez um discurso público durante o fim-de-semana no campo do Matchedje, em Muahivire, onde empunhava flechas e dizia que o seu partido não tem armas, mas vai usar os instrumentos rudimentares em contestação dos resultados das eleições autárquicas.

“Nós, como membros da polícia, acompanhamos também, através das redes sociais, o pronunciamento do candidato à Autarquia da Cidade de Nampula, Paulo Vahanle, instigando, de forma clara, a população à prática de um crime. Estamos a falar da violação dos nossos dispositivos penais, concretamente o código penal, precisamente nos crimes em que falamos de segurança pública”, disse o representante da PRM na Cidade de Nampula, frisando que espera a actuação das instituições de justiça e garantindo a presença dos agentes da polícia para que a ordem não afecte os cidadãos.

A polícia espera que o Ministério Público encaminhe, “de forma contundente, de forma precisa”, o caso à barra do tribunal para que Paulo Vahanle seja responsabilizado pela situação que mina a boa convivência entre os munícipes.

Costa do Sol e Ferroviário de Maputo defrontam-se, esta terça-feira, às 17h30, no pavilhão do Maxaquene, no jogo 2 do “play-off” da final da Liga Sasol de basquetebol feminino.

“Do or die”! Literalmente traduzido para português: fazer ou morrer. É, seguramente, esta expressão que o Costa do Sol vai “carregar” ao princípio da tarde-noite desta terça-feira para empatar a série do “play-off” da final da Liga Sasol (a melhor de três jogos, e com um já disputado) e forçar a decisão do título à negra.

Melhorar a sua abordagem ofensiva, onde esteve mal no jogo 1, particularmente, no transporte da bola, para além da finalização na zona pintada, é o trabalho de casa que Leonel “Mabê” Manhique leva para este duelo decisivo.

Aliás, o Costa do Sol, se efectivamente quiser continuar a sonhar com o terceiro título consecutivo, deverá apresentar-se no jogo desta terça-feira com maior consistência defensiva e clarividência nos ataques. Até porque, no jogo 1, as campeãs nacionais não só cometeram muitos “turnovers” (perdas de bola) como também não esteve assertivo nos tiros exteriores (concretizou 3 em 14 , um média de 21.4%) contra 6 em 13 do Ferroviário de Maputo.

Mas o maior problema, refira-se, é ter mais qualidade na armação do seu jogo. Em vantagem (1-0) no “play-off”, e a piscar o olho para recuperar o título, o Ferroviário de Maputo terá que entrar para a quadra com a mesma agressividade defensiva com que abordou o jogo 1.
Sílvia “Nana” Veloso foi uma das joias da coroa, não só a atacar como também a defender e a confundir as jogadoras da posição 1 do Costa do Sol. O Ferroviário de Maputo esteve, e há perspectiva de Nasir “Nelito” Salé de voltar a fazê-lo para se impor no jogo 2, equilibrado ao nível da rotação defensiva na defesa homem a homem.

Ademais, Nelito soube gerir as campeãs da cidade, no último quarto, quando a equipa estava condicionada com quatro faltas colectivas. E teve o mérito de, em algum momento de jogo, ter sabido jogar com um cinco aberto.

Uma leitura da folha de jogo da primeira partida do “play-off” da final indica que tanto o Costa do Sol quanto o Ferroviário de Maputo equivaleram-se no aproveitamento na linha de lances livres, com a primeira formação a converter 16 em 26 (61.5%) e a segunda 14 em 25 (56.0%).

MANTER A TRADIÇÃO?
Salvo as devidas diferenças de qualidade de plantéis, o Costa do Sol terá de lidar com uma realidade: nunca o Ferroviário de Maputo perdeu, nos últimos anos, uma final em que esteve em vantagem no play-offs.

Senão vejamos: em 2019, as “locomotivas” conquistaram o “nacional” ao vencerem as “canarinhas” por 2-0 no “play-off” da final com vitórias por 59-42 (jogo 1) e 60-40 (jogo 2).

O mesmo cenário foi registado em 2017, quando o Ferroviário de Maputo, então orientado por Leonel “Mabê” Manhique, derrotou o Costa do Sol (2-0) com triunfos apertadíssimos por 76-75 (jogo 1) e 54-53 (jogo 2).

Recuando para 2016, o Ferroviário de Maputo iniciou, igualmente, a disputa do “play-off” da final com vitória por 55-47 (jogo 1) e 60-49 (jogo 2).

LÁZIO PODE FECHAR AS CONTAS DO TERCEIRO LUGAR
Com a vitória domingo (69-43) sobre a A Politécnica, a Lázio poderá, esta terça-feira, confirmar o terceiro lugar na edição 2023 da Liga Sasol de basquetebol feminino. O conjunto de Cleton Chissico pretende, de resto, resolver as contas deste “play-off” com mais uma vitória. No entanto, a A Politécnica vai procurar apresentar-se com clarividência e forçar à decisão à negra na quarta-feira.

O Conselho Municipal de Maputo apresentou projectos de editores e organizaçōes parceiras da Feira do Livro de Maputo. Trata-se da Alcance Editores, Ethale Publishing, Fundação Fernando Leite Couto, Catalogus, AEMO, Escola Portuguesa de Moçambique, Kulera e TPC.

Ao longo da terceira edição do Mercado de Indústrias Criativas do Brasil (MICBR23) foram aguardados mais 400 empreendedores de 17 nacionalidades no Hangar Centro de Convenções, em Belém (PA). Juntos participaram, entre os dias 9 e 11 deste mês, de rodadas de negócios com perfis de compradores ou vendedores, realizando cerca de dois mil reuniões até o final do evento. A primeira rodada aconteceu na quinta-feira (9), de 9h às 17h30.

Além de Moçambique, estiveram presentes compradores, gestores, editors, curadores, escritores, pesquisadores, empresários dos seguintes países: África do Sul, Alemanha, Argentina (país convidado de honra), Chile, Congo, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, México, Noruega, Polônia, Portugal e Uruguai. Os encontros – pré-agendados e com duração de até 25 minutos – tiveram o objectivo de gerar networking  e impulsionar o crescimento dos negócios.  Com o desdobramento das rodadas de negócios do MICBR 2023, a estimativa é que sejam gerados 20 milhões de dólares em negócios até o final de 2024.

No primeiro e segundo dia de Rodadas de Negócios do Mercado de Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2023, centenas de empreendedores se encontraram no Pavilhão A, do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. As actividades ocorreram na quinta-feira e nesta sexta-feira (10), entre 9h às 18h30. Ao todo, foram 713 reuniões de exposição de produtos e serviços.

As 15 categorias presentes no evento, tiveram representantes nas mesas para dialogar sobre o mercado cultural moçambicano de forma directa e objectiva. Além disso, empreendedores de diversos lugares do mundo também estiveram presentes. As rodadas reúnem profissionais dos seguintes sectores criativos: artesanato; audiovisual e animação; circo; dança; design; editorial; hip-hop; jogos electrónicos; moda; museus e património; música; teatro; e um sector voltado às áreas técnicas afeitas à economia criativa cujo objectivo desse momento é a troca de informações e conhecimentos sobre serviços e produtos, se tornado facilitador para novos contactos e contratos.

“O MICBR é isso, é uma feira de negócios do sector cultural e criativo. A expectativa da Feira do Livro de Maputo é de oferecer toda cadeia de produção editorial, cultural e criativa da Cidade de Maputo. Para o Conselho Municipal de Maputo, a indústria cultural é uma indústria produtiva que pode trazer oportunidades de emprego para o nosso país e estamos à disposição para continuar a promover as artes e letras moçambicanas além fronteiras”, avaliou o Coordenadora-Adjunta da Feira do Livro de Maputo e Directora Municipal-Adjunta de Bibliotecas e Arquivos, Verónica Chiquele.

Na quinta-feira, Verónica Chiquele manteve encontros com Noélia de Sá, editora argentina e coordenadora da Feira de Editores (FED) em Buenos Aires e com Guida Gomes, coordenadora da Casa Astral (Brasil). Ambas têm interesse em explorar o mercado editorial moçambicano e participar da Feira do Livro de Maputo.

“A internacionalização da literatura moçambicana é um passo fundamental para ampliar o alcance e a influência de nossos autores e nossas editoras”, afirma Verónica Chiquele. “também aproveitamos as rodadas de negócios para estabelecer pontes, expandir e vender a marca Feira do Livro de Maputo, a literatura e artes moçambicanas ganham visibilidade global neste mega evento”, concluiu.

 

O lançamento oficial de “Pintar incongruências”, de Angelina Neves, está marcado para dia 16 de Novembro, às 17:30h, no Instituto Guimarães Rosa/Centro Cultural Brasil-Moçambique, na Cidade de Maputo.

Angelina Neves estreia-se com um livro para adultos. Intitulado “Pintar incongruências”, a obra é constituida por 112 páginas e está dividido em sete partes.
“Com uma biografia fecunda dedicada à poesia, à literatura infantil e à educação, Angelina Neves emana um extracto humano que vibra naturalmente com a sua arte. A artista e a cidadã se anelam e formam uma expressão única, a da poetisa que aqui se neste novo livro”, lê-se na nota de imprensa da editora gala-gala.

No prefácio do livro, o escritor e cineasta brasileiro Escobar Franelas, avança a mesma nota, faz uma associação entre Angelina Neves e Fernando Pessoa, afirmando que assim como Pessoa se tornou poeta através de vários poetas, Neves se torna poeta por meio do arco solar.
A obra faz parte da colecção de poesia “Biblioteca de poesia Rui de Noronha”, da Gala-Gala Edições.

A apresentação do livro será feita pela professora brasileira (UEM) Izzy Gomes.

Angelina Neves nasceu na capital moçambicana, em 1951. Escreveu mais de 40 livros infantis. Trabalhou ligada a projectos de divulgação e defesa dos Direitos das Crianças. As tentativas de fazer poesia vêm da infância. Um dia, aos 16 ou 17 anos, a Angelina enviou, para um jornal que tinha uma página cultural onde se publicava poesia, um poema que foi “ignorado”, e aí decidiu que “não tinha entendimento suficiente para ser poeta”, e que a poesia só servia para ela brincar de poeta consigo mesma.

O Papa Francisco apelou hoje à paz no Médio Oriente e pediu para não se esquecer outros países em guerra como Ucrânia e o Sudão.

“O meu pensamento dirige-se, diariamente, para a situação muito grave em Israel e na Palestina. Estou próximo de todos os que sofrem, palestinianos e israelitas, abraço-os neste momento sombrio”, disse o sacerdote, após a oração do Angelus dominical, a partir da janela do Palácio Apostólico.

“Todo o ser humano tem direito a viver em paz”, afirmou o Santo Padre, que apelou ao fim das armas “porque nunca conduzirão à paz, e para que o conflito não se alargue”.

“Basta, irmãos, basta. Que os feridos em Gaza sejam socorridos imediatamente, que os civis sejam protegidos, que muito mais ajuda humanitária seja enviada a esta população exausta, que os reféns, entre os quais há muitas crianças e idosos, sejam libertados”, pediu.

Centenas de famílias continuam nos centros de  acomodação transitórios na Cidade   Maputo, vítimas das inundações causadas pela chuva da época  2022-2023. O edil de Maputo diz que continua a procurar recursos para resolver a situação.

O país já observa a época chuvosa 2023-2024, mas as marcas da época passada continuam a fustigar famílias na Cidade de Maputo.

Teresa Mbeve ocupa duas tendas, onde vive com os filhos e netos. Diz que, ao somar lá os meses de permanência, a vida tornou-se insustentável.

“Estou aqui com o meu marido, meus sete filhos e dois netos. A minha casa, no Bairro das Mahotas, desapareceu; estou aqui onde o sofrimento é tanto. O que queremos é sair daqui porque já estamos cansados. Já vieram aqui e prometeram reassentamento e até aqui não houve nada ainda.”

As tendas não oferecem muita segurança, diz Moisés Cardoso, que viu a sua casa inundada e por isso foi forçado a viver no centro de acomodação. “Quando chove, estas tendas metem água para dentro, temos depois de andar de um lado para outro com os nossos bens. A comida molha aqui e nós não temos para onde ir. O que nós queremos é ajuda para sairmos daqui.”

Sheila Meque está no centro desde o início deste ano e pede às autoridades para resolverem o problema. “Para termos acesso à energia, por exemplo, temos de contribuir entre 10 e 20 Meticais por dia, de modo a comprarmos energia que, às vezes, nem chega. Quanto à água, o director da escola ao lado deixa-nos tirá-la sem problemas e assim conseguimos viver, mas confesso que não tem sido fácil viver nessa realidade”.

O edil de Maputo, Eneas Comiche, disse, aquando das celebrações dos 136 anos da Cidade de Maputo,que sabe a gravidade da situação em que as famílias se encontram.

“Continuamos a procurar recursos para acudir os munícipes que ainda se encontram a viver em centros de acomodação, ao mesmo tempo que procuramos recursos para responder a eventualidades decorrentes da época chuvosa 2023-2024, que já começou.”

Bem ao lado do Bairro Romão, muitas casas do Bairro das Mahotas estão no meio de águas e as ruas estão intransitáveis. Algumas casas foram abandonadas e tudo piora porque a água ali estagnada não tem canais de escoamento.

 

 

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