A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.
O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.
A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.
O Ministério dos Transportes e Comunicações diz que a elaboração do plano de contingência para a época chuvosa 2023/2024 está na fase final. A instituição acrescentou que não era possível produzir o documento antes do início do período. As informações foram avançadas logo depois da quarta sessão ordinária da Comissão Técnico-Científica sobre as Mudanças Climáticas, que decorreu em Maputo.
A Comissão Técnico-Científica sobre as Mudanças Climáticas esteve reunida, esta segunda-feira, na quarta sessão ordinária para debater, entre os vários assuntos, o impacto dos desastres naturais, da época chuvosa já em curso no país e a questão do aviso prévio.
O porta-voz do evento, dirigido pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, revelou que a elaboração do plano de contingência para a época chuva 2022/2023 está já numa fase avançada.
“Penso que a instituição está a fazer um bom trabalho no sentido de ter esse plano aprovado. Claro, há outras questões que podem ser levantadas depois, como, por exemplo, sobre a mobilização de recursos para alimentar esse plano, e sabemos que a nossa situação não tem sido fácil”, revelou Genito Maúre, porta-voz da Reunião sobre Mudanças Climáticas.
E sublinhou: “O plano já está numa fase final. São recomendações pequenas que estão a ser implementadas. Acreditamos que, com os subsídios que recebe da Comissão, as próximas versões serão muito melhores do que se pode ter até agora”.
E até agora, que a época chuvosa já está em curso, ainda não existe o plano de contingência, e há uma razão para isso.
“Não podemos fazer um plano para reagir a algo que nós não sabemos onde vai acontecer. Tem de se ter em conta, por exemplo, a questão logística, sobre quantas pessoas podem ser afectadas, onde elas (as pessoas) estão, que é para se poder calcular quanto custa assistir alguém que está em qualquer canto deste país. Então, não depende só do INGD (Instituto de Gestão e Redução do Risco de Desastres) desenvolver esse plano”, explicou Genito Maúre.
O porta-voz da quarta sessão ordinária da Comissão Técnico-Científica sobre as Mudanças Climáticas acrescenta que o plano de contingência “é resultado uma reacção à uma previsão sazonal que, infelizmente, só pode ocorrer no período em que ocorre, porque há uma ciência por trás disso. Se nós emitíssemos uma previsão sazonal em Junho, claramente teríamos o cenário do que ia acontecer. Temos de ter um conforto de o quão estamos próximos da realidade”.
A sessão serviu, também, para a partilha de experiências na gestão dos desastres naturais, aviso prévio e época chuvosa com o Madagáscar.
O cabeça-de-lista da Renamo em Quelimane apresentou, por escrito, à Comissão Distrital de Eleições, um protesto contra uma reunião daquela entidade, no dia 03 de Novembro, que visava a verificação dos editais e das actas sobre a contagem de votos nas eleições de 11 de Outubro. Manuel de Araújo considera que não houve “transparência, integridade, a justeza”, o que retira legitimidade ao processo eleitoral. Defende, também, que a CNE devia deslocar um delegado seu e do STAE para supervisionar a (re)verificação do processo.
“Em primeiro lugar, a Comissão Nacional de Eleições emitiu uma instrução (10/CNE/2023), no dia 25 de Outubro. Não sabemos quando é que essa instrução chegou a Quelimane, mas o que nós verificamos é que (…) esta instrução está a ser cumprida depois do Acórdão do Conselho Constitucional.
A pergunta que nós fazemos é qual é a validade do trabalho que estão a fazer. Porque é que esta instrução, quando foi emitida em Maputo, não foi transmitida aos membros da Comissão Distrital de Eleições, onde a Renamo está representada, através do seu vice-presidente”, que “não teve conhecimento desta instrução”, afirmou Manuel de Araújo.
Segundo o político, para ter acesso à referida instrução, a Renamo teve de “fazer diligências” para, a partir da Cidade de Maputo, receber as cópias do processo referente à verificação dos editais e das actas sobre a contagem de votos nas eleições de 11 de Outubro.
“O presidente da Comissão Distrital de Eleições, o senhor Zacarias Inácio Muheia, não convocou toda a comissão” do órgão, contrariando o que estava previsto no documento da Comissão Nacional de Eleições. “Ele restringiu a reunião (…) a pessoas provavelmente da sua confiança, ignorando a lei eleitoral, que explica muito bem quem é que deve fazer a verificação” das actas e dos editais, “que é o plenário ou a mesa. São os mandatários dos partidos que não foram convocados para fazer a verificação”.
O cabeça-de-lista da Renamo em Quelimane questionou: “Como é que a Comissão Nacional de Eleições, antes do cumprimento de uma instrução para a verificação, dado a dúvida que tinham em 15 mesas, manda o apuramento definitivo para o Conselho Constitucional?”.
“Nós não conseguimos compreender como é que ao próprio ladrão, aquele que roubou, é pedido para corrigir o seu próprio erro. Deveria ter vindo de Maputo um delegado do STAE e da CNE para supervisionar o processo de verificação.”
Para Manuel de Araújo, as autoridades de justiça, em parte a Procuradoria Provincial de Quelimane, na pessoa do respectivo procurador Freddy Jamal, deviam, “enquanto garante da legalidade”, responsabilizar os que agiram contrariando a lei eleitoral. “Não se trata apenas de ilícitos eleitorais, mas, também, ao nosso ver, de crimes eleitorais”.
“(…) Nós já não sabemos se levamos os nossos assuntos ao tribunal ou não, porque parece que cortaram os pés ao tribunal (…). O próprio Tribunal Supremo convoca uma conferência de imprensa”, para falar sobre o processo eleitoral, e, de seguida “desconvoca. Nós já não sabemos o que é que se passa (…)”.
Na conferência de imprensa, que durou cerca de 29 minutos, Manuel de Araújo falou ainda de alegada manipulação e falsificação do mapa de apuramento distrital e disse que o partido tem provas documentais, de que os números existentes prejudicam a Renamo e terão implicação na eleição dos membros da Assembleia Autárquica de Quelimane.
“O mapa apresenta erro de somatório de votos atribuídos ao partido Frelimo. Ou seja, aumentaram para a Frelimo e diminuíram na Renamo. O real, de acordo com os editais originais e assinados por todos os membros e delegados é que a Frelimo teve 31.25 votos e a Renamo 35.089. Isso quer dizer que mantiveram os dados da Renamo, porque sabiam que nós tínhamos editais”, mas esqueceram-se de que “no edital aparecem votos de todos os partidos. Por isso, aumentaram 7.067 votos e adicionaram-nos à Frelimo”, totalizando “38 mil. Isso está provado”, explicou Manuel de Araújo.
Costa do Sol vs A Politécnica e Ferroviário de Maputo vs Lázio são os jogos das meias-finais da Liga Feminina de Basquetebol Sasol. O acesso à final da competição será disputado num “play-off” a melhor de três jogos.
Ultrapassada a fase regular, marcadamente dominada pelo domínio do Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, campeão e vice-campeão nacional, respectivamente, a Liga Sasol de basquetebol feminino entra, a partir de quarta-feira, na sua etapa decisiva.
É verdade que, no fim-de-semana, o certame rodou a disputa do “play-off” de acesso às meias-finais (com a A Politécnica e Lázio a imporem-se) mas agora é mesmo a doer. Não há, diga-se, margem para erros!Porque, na verdade, qualquer erro pode ser fatal no “play-off”.
Carregado com o estatuto de campeão nacional, o Costa do Sol bate-se com a A Politécnica, conjunto com o qual disputou a final do Torneio Treinador, vencendo por 67-42.
Quarta-feira, no pavilhão do Maxaquene, as “canarinhas” vão procurar provar o porquê de terem uma estrutura composta por atletas experientes e de selecção nacional. Com mais opções comparativamente ao seu adversário, Leonel “Mabê” Manhique pretende resolver este “play-off” sem que seja acossado pelo conjunto às ordens de Hélio de Sousa.
Na outra meia-final, o Ferroviário de Maputo trava argumentos com a Lázio, num duelo em que as “locomotivas” partem como favoritas.
Depois de ter vencido a Taça Maputo e o Campeonato da Cidade (prova na qual a Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo viu-se obrigada a cancelar os “play-offs” devido ao aperto de calendário e com anuência dos clubes), o Ferroviário de Maputo quer coleccionar mais um troféu nas suas vitrinas.
Mas atenção que a Lázio reforçou-se com Sene Madjiguene, Onélia Pérola Mutombene, Lacky Samo e Iliana Ventura, portanto, jogadoras que se espera venham equilibrar o plantel e alargar o leque de opções.
Com experiência em competições internas e africanas (tendo sido já campeã africana), Onélia Mutombone vem reforçar a posição 1, enquanto Lacky Samo, que durante muitos anos evoluiu na A Politécnica e depois com uma passagem pelo basquetebol colegial dos EUA, dá algum ar da sua graça nas posições 4-5.
Iliana Ventura é uma extremo que, no passado, já demostrou um poder de lançamento exterior, sendo que em dia sim pode ajudar bastante a equipa na zona dos 6, 75 metros.
Entretanto, ainda na quarta-feira, o Ferroviário da Beira mede forças com o Município da Beira, em jogo de atribuíção do quinto e sexto lugares na competição.
Enquanto isso, o Maxaquene terminou a sua participação na Liga Sasol de Basquetebol sénior feminino na sétima posição, depois de vencer a New Vision de Pemba por 2-0 no “play-off”das classificativas.
A extradição do suposto chefe dos esquadrões de raptos em Moçambique, detido em Janeiro passado, na África do Sul, continua com data incerta. A ministra da Justiça explicou hoje que o processo está refém da assinatura de um acordo de extradição entre Moçambique e África do Sul.
Depois do adiamento em Janeiro, a extradição do cidadão moçambicano, Ismael Nangy, indiciado pela justiça de ser mandante de raptos no país, ainda não tem previsão. A ministra da Justiça, abordada pela imprensa esta segunda-feira, explicou que a extradição está refém da assinatura de um acordo de extradição entre Moçambique e África do Sul.
Helena Kida fez saber que as partes estão a finalizar o acordo para o benefício das duas partes.
“Infelizmente, Moçambique e África do Sul ainda não têm um acordo de extradição. É verdade que já iniciamos o processo com vista a assinar o acordo de extradição que permita que cidadãos sul-africanos que pratiquem alguma acção criminosa estando em Moçambique possam ser extraditados e o mesmo aconteça com cidadãos moçambicanos na África do Sul. Está numa fase de finalização e não é por conta da inércia do nosso Estado; temos todo o interesse”, explicou.
Kida disse que o Governo espera assinar o acordo a qualquer momento para viabilizar a extradição.
O suposto chefe dos esquadrões de raptos está em prisão preventiva na África do Sul, depois de ser capturado pela Interpol em Pretória.
Mais de 20 civis morreram hoje após a queda de projéteis num mercado da cidade de Omdourman, nos subúrbios da capital do Sudão, anunciou uma organização de advogados, citada pelo Notícias ao Minuto.
Segundo o Comité de Advogados Pró-Democracia, que documenta as vítimas civis e as violações dos direitos humanos no conflito, projéteis caíram no mercado durante “intensas trocas de tiros entre os beligerantes” e causaram a morte de mais de 20 pessoas.
De acordo com uma fonte médica, no sábado, pelo menos 15 civis morreram na sequência da queda de projéteis sobre as suas casas na capital sudanesa, Cartum.
A organização Armed Conflict Location & Event Data Project estima que a guerra pelo poder entre o Exército, liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhane, e as Forças de Apoio Rápido, do general Mohamed Hamdane Daglo, já causou mais de nove mil mortos.
O conflito provocou também mais de seis milhões de deslocados e destruiu a maior parte das infraestruturas do país.
Quem ganhou o Moçambola 2023? Mas quem ganhou mesmo? Ferroviário da Beira. Trufafá, trufafá, trufafá…a “locomotiva” acelerou para o segundo título na história do Clube Ferroviário da Beira. Não foi fácil, e nem podia sê-lo. A corrida ao título iniciou-se a 16 de Abril, no “Caldeirão do Chiveve”, com uma vitória sobre o Ferroviário de Maputo, por 1-0.
Os golos do conjunto orientado por Hélder Duarte foram marcados por Raymond (11′ e 44′).Seguiu-se uma deslocação a Lichinga, onde no sempre difícil Estádio Municipal Primeiro de Maio os “locomotivas” da Beira perderam por 2-1. Corrigidos os erros cometidos, e já em casa, isto para a jornada 3, o Ferroviário da Beira recebeu e venceu o Matchedje, por 3-1. Na ronda 4, o Ferroviário da Beira veio a Maputo empatar com o Costa do Sol sem abertura de contagem. Depois, na quinta jornada, o CFB bateu o seu homónimo de Nacala com golo solitário de Estêvão, aos 53′. Já na sexta jornada, foi a Quelimane bater o Ferroviário local por três bolas a uma, sendo que na ronda seguinte empataria em casa com a Black Bulls (0-0).Na oitava jornada, empatou no terreno do Baía de Pemba a uma bola.
Uma derrota pesada (3-0) diante da União Desportiva do Songo, na ronda 9, não abalou a estrutura do Ferroviário da Beira, até porque, na décima jornada, o Ferroviário da Beira goleou o seu homónimo de Nampula, por 3-0. No fecho da primeira volta, ou seja, na jornada 11, o Ferroviário da Beira empatou com a Associação Desportiva de Vilankulo sem abertura de contagem.
O arranque da primeira volta, em Maputo, foi marcado por mais uma vitória do Ferroviário da Beira sobre os “locomotivas” da capital, por 1-0.Depois, os pupilos de Hélder Duarte bateram o Ferroviário de Lichinga por uma bola a zero. Na jornada 14, houve registo de um nulo no confronto com o Matchedje.Num duelo bem disputado, o Ferroviário da Beira derrotou o Costa do Sol (2-1) em desafio da jornada 15.Na deslocação a Nacala, o Ferroviário da Beira perdeu por 3-1.
O jogo contava para a décima sexta jornada da competição. Em desafio inserido na jornada 17, os “locomotivas” do Chiveve derrotaram o Ferroviário de Quelimane, por 2-0.Na ronda 18, o Ferroviário da Beira sofreu uma derrota no terreno da Black Bulls, por 3-1. Numa fase menos boa, o Ferroviário da Beira voltaria a perder na prova, desta feita com o Baía de Pemba, por 2-0. Já na vigésima jornada, o Ferroviário da Beira empatou com a União Desportiva do Songo a duas bolas.Veio a penúltima jornada, em que o Ferroviário da Beira perdeu com o seu homónimo de Nampula, por 1-0, adiando, desta forma, as contas do título para a última jornada.E, no desfecho do Moçambola, foi preciso ter paciência e esperar até ao minuto 86’ para marcar e carimbar a conquista do título!VALDEMAR
OLIVEIRA, PRESIDENTE DO CFB: “QUEREMOS COLOCAR O CAMPO EM CONDIÇÕES”
O presidente do Ferroviário da Beira, Valdemar Oliveira, reconhece haver necessidade de se reabilitar o “Caldeirão do Chiveve” para que tenha padrões internacionais, ou seja, requisitos reconhecidos pela Confederação Africana de Futebol (CAF). Oliveira falava minutos depois da consagração do Ferroviário da Beira como campeão nacional de futebol após vitória sobre a Associação Desportiva de Vilankulo, por 1-0.
“As direcções que sempre liderei, quer neste quer noutro mandato, sempre apostaram nas infra-estruturas. Houve momentos menos bons do mandato. Lembrem-se que houve a pandemia que desestabilizou o nosso trabalho. Mas nós vamos continuar a trabalhar”, disse o dirigente, para depois acrescentar que “nós tínhamos como acção a reabilitação desta relva, e o nosso objectivo é colocar o campo em condições.”O dirigente acrescentou que “vamos esperar que os Caminhos-de-Ferro de Moçambique nos possam ajudar, mas sabemos que têm muitas responsabilidades. Acredito que estão atentos a esta situação. Vamos trabalhar juntos”.
Geny Catamo está lesionado e vai falhar os próximos jogos do Sporting, confirmou Rúben Amorim, na conferência de antevisão ao duelo com o Estrela da Amadora. O jovem tem um problema no adutor direito e vai ficar fora durante umas semanas, sendo também provável que não represente os Mambas diante do Botswana, a 16 de Novembro, em Francistown, segunda maior cidade daquele país. E, depois, diante da Argélia, embate agendado para 19 de Novembro no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ).
A paragem leva-o a falhar os embates com os estrelistas, Raków para a Liga Europa e o dérbi eterno, na Luz. Numa altura em que vinha cimentando o seu lugar na equipa e mostrando a boa forma, o moçambicano vê-se obrigado a ficar de fora.
«O Geny Catamo está lesionado e parece-me que está fora até às selecções, está fora para estes últimos três jogos de fecho do ciclo, parece-me. O Morita pode recuperar-se, mas ainda não vai jogar este jogo, o St. Juste está com uma virose e ainda não sabemos se se recupera, o Esgaio também, mas parece mais recuperado, o team-manager também está com uma virose, e portanto, o resto está tudo apto.”, disse Ruben Amorim, treinador do Sporting.
Enquanto a sua carreira desportiva floresce, o contrato com o clube leonino também está em vias de ser prolongado até 2028, com um aumento salarial substancial. Contudo, a percentagem do passe detida pelo Clube continua a ser apenas de 25%, e os dirigentes estão a negociar com o Amora para adquirir a totalidade do seu passe.
Neste início de temporada, Geny Catamo tem conseguido ganhar cada vez maior espaço no plantel do Sporting e, na última partida diante do Olivais e Moscavide, foi até decisivo a saltar do banco de suplentes. O internacional moçambicano de 22 anos soma 11 partidas esta temporada ao serviço dos verdes e brancos e desperta igualmente a atenção de alguns clubes, mais concretamente provenientes da Premier League.
Segundo o portal ‘FootballLondon’, numa informação também confirmada por Fabrizio Romano, jornalista especializado no mercado de transferências, Aston Villa e Fulham são os dois clubes que demonstram maior interesse em torno de Geny Catamo, tendo o jogador do Sporting bem referenciado. De acordo com a publicação londrina, existe a expectativa tanto do clube de Birmingham como da formação orientada por Marco Silva em poder negociar o esquerdino do Sporting já em janeiro, quando a janela de transferências se reabrir.
Recorde-se que, neste momento, o Sporting não detém a totalidade do passe de Geny, sendo que apenas 25% dos direitos do jogador estão na posse do clube de Alvalade. Nesta fase, os leões pretendem negociar o remanescente do passe com o Amora, que detém a maioria dos direitos desportivos de Geny, mas o emblema da Liga 3 exige 3 milhões de euros para negociar os 75% que conserva. De resto, para esta semana está agendada uma nova ronda negocial entre o presidente do Sporting, Frederico Varandas e os dirigentes do Amora, tal como o jornal “Record” avançou, de modo a chegar a um possível acordo para que os leões possam garantir a totalidade de Geny Catamo.
Além disso, o próprio jogador moçambicano só deve avançar para a renovação de contrato com o Sporting após ter este processo da compra do passe resolvido. Actualmente blindado por uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros, Geny Catamo tem contrato com o emblema de Alvalade até Junho de 2026.
O Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, denunciou hoje, perante o chefe da diplomacia norte-americano, Antony Blinken, o genocídio de que os palestinianos estão a ser alvo em Gaza e apelou para o fim imediato da guerra.
O líder e o secretário de Estado Antony Blinken, estiveram reunidos na sede da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), em Ramallah, sendo esta a primeira vez que o chefe da diplomacia dos EUA se desloca à Cisjordânia ocupada desde o início da guerra, em 07 de Outubro.
Segundo a imprensa internacional, este encontro não constava da agenda nem foi previamente anunciado, tendo terminado sem declarações.
No dia 07 de Outubro, o Hamas realizou um ataque surpresa ao território israelita, fazendo mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e mais de 200 reféns, que se mantêm em cativeiro.
Em resposta, Israel iniciou uma forte retaliação àquele enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, electricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre.
Uma estrada avaliada em cerca de 80 milhões de Meticais, com cerca de 12 quilómetros de extensão, foi abandonada pelo empreiteiro. A obra, iniciada em 2020, liga vários bairros da Matola, Marracuene e Moamba, na Província de Maputo. Agastados, os utentes exigem explicações.
Quando a construção da estrada começou, até parecia um alívio para os moradores dos bairros Boquisso, Mukatine e Vundissa. Mas toda a expectativa está a esvaziar-se, uma vez que a prometida obra está sem fim à vista.
Castro Novela, transportador, viu-se forçado a desembarcar todos os passageiros, porque a sua viatura avariou em plena marcha, devido às péssimas condições da via.
“O carro parou e eu vinha com passageiros. A viatura partiu rótulas e amortecedores. Neste momento, estou a desembarcar os passageiros e tenho de procurar o material para fazer a reparação. O material é caro, mas vou comprar para repor o carro”, desabafou.
É uma vida difícil para os utentes e moradores que precisam da via em condições para desenvolverem as suas actividades. Os produtos de primeira necessidade, esses, são caros devido ao mau estado da estrada, e o acesso ao transporte é o principal obstáculo para os moradores.
“É isto que estão a ver, a estrada parou, a obra foi abandonada e nós passamos mal com isto; tudo fica complicado; a nossa vida está muita cara”, reclamou.
E nos dias de chuva a situação complica-se ainda mais, já que os transportadores encurtam as rotas ou encarecem a tarifa.
Ao longo do troço onde ainda não foi colocado o pavê, a transitabilidade quase não existe. Miguel Mulhovo, que conduz o seu “txopela” para colocar pão em cima da mesa, diz que trabalhar naquela via é um verdadeiro sacrifício.
E para quem deve trabalhar com mototáxi, ou seja “txopela”, o esforço não compensa. “Não compensa mesmo, há riscos de avarias, mas estamos aqui. Eu prefiro não trabalhar aqui, mas enfim, é nossa estrada.”
Dado o abandono da obra, os sinais de trânsito, de velocidade e de direcção, estão no chão. Uma parte do pavê está a ser danificada e há indivíduos desconhecidos que roubam o material. A via é da responsabilidade da Administração Nacional de Estradas, delegação da Província de Maputo, que ainda não se pronunciou, mesmo depois de vários contactos.