O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
O Instituto Médio de Desporto (IMEDE) promove, sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), um “workshop” de actualização em treinamento e arbitragem de futsal.
A acção de formação, a ser orientada por Luís Mascarenhas, instrutor da Confederação Africana de Futebol (CAF), é aberta aos fazedores e amantes do futsal e todos os desportistas, incluindo estudantes de desporto e educação física de todas instituições de ensino com particular enfoque para os do IMEDE.
Dividido em duas partes, o “workshop” vai abarcar aulas práticas no período da tarde, sessão que versará, fundamentalmente, para o passe, condução da bola, lançamento, cabeceamento, remate, aspectos táctico-técnicos, entre outros.
A componente da arbitragem na modalidade e organização de competições internamente estão também entre os temas elencados para o curso.
O período da manhã está reservado para aulas teóricas, onde os participantes terão a oportunidade de saber mais sobre as regras do futsal.
No passado dia 25 de Maio, o IMEDE promoveu um debate sob o lema “ o desporto escolar e a educação física como factores para o desenvolvimento do desporto profissional: contextos e experiências”.
O evento que teve como oradores Alcides Chambal, director Nacional Adjunto para o Alto rendimento na Secretaria de Estado do Desporto; Domingos Torres e Pedro Agostinho (Angola), Rui Mendes (Portugal) e Bernardo Matsimbe, docente universitário.
Aliás, ao longo dos sete anos de existência (completados no passado dia 17 de Maio), o Instituto Médio de Desporto tem levado a cabo várias actividades que visam promover a educação física e desporto.
Um dos principais objectivos do Instituto Médio de Desporto é expandir as suas actividades para mais províncias e fazer parcerias internacionais.
No próximo mês de Junho, a instituição tem programada uma formação de voleibol com técnicos amadores, atletas e outros profissionais que praticam a modalidade nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano é o principal parceiro do IMEDE pelo apoio técnico que tem dado às delegações da instituição como a sede, na Cidade de Maputo, através das delegações provinciais e distritais.
O ministro da Saúde diz que a greve não é o caminho para resolver as preocupações da Associação dos Profissionais da Saúde. Armindo Tiago diz que estes devem recorrer ao diálogo e apresentar as suas reivindicações ao Governo.
Há cerca de duas semanas, um grupo de profissionais de saúde, designada Associação dos Profissionais da Saúde, anunciou a paralisação de suas actividades, a partir de 1 de Junho, com duração de 20 dias, em protesto contra a suposta falta de equipamento de protecção nos laboratórios das unidades sanitárias e contra as irregularidades da Tabela Salarial Única.
O ministro da Saúde, Armindo Tiago, reagiu ao assunto e afirmou que paralisar as actividades não é o caminho a seguir para resolver as preocupações da classe e apelou ao diálogo.
“Nenhuma greve resolve o problema, por isso apelamos aos colegas para que não adiram à mesma. Nós, como Ministério da Saúde, já começámos as negociações com as associações. A nossa intenção é que elas sejam capazes de entender que só na base do diálogo se poderá ter alguma solução”, disse Armindo Tiago.
A Associação dos Profissionais da Saúde queixa-se de irregularidades na Tabela Salarial Única e de falta de equipamentos de protecção nos laboratórios das unidades sanitárias. Entretanto, Tiago disse que os profissionais devem recorrer aos canais apropriados para apresentar reclamações. “Existe um mecanismo normal de canalização de problemas”, afirmou.
Ao todo, a delegação moçambicana conquistou 11 provas. Terminou em segundo lugar em duas e em terceiro numa outra. Quase todos os atletas conseguiram conquistar medalhas nos Campeonatos Nacionais de Atletismo de eSwatini, aonde foram como convidados.
A armada da Federação Moçambicana de Atletismo, convidada para disputar os nacionais do país vizinho, eSwatini, regressou ao país carregada de muitas conquistas e medalhas.
Foram, ao todo, 11 medalhas de ouro pelas conquistas de igual número de provas em várias especialidades.
Cecília Guambe, na espacialidade dos 100 metros barreiras, com o tempo de 14 segundos e 42 centésimos, Nhacuane Guambe, nos 400 metros barreiras, com o tempo de 56 segundos e 90 centésimos, Rita Francisco Muchate, nos 800 metros, em dois minutos, 25 segundos e 67 centésimos, venceram nas provas de pista as respectivas medalhas de ouro em femininos.
Em masculinos, nas provas de pista, Alex Macuácua conquistou o ouro na prova dos 1500 metros, fazendo com o tempo de 03 minutos, 53 segundos e 39 centésimos, enquanto Nelson Vitorino venceu a final dos 400 metros, com o tempo de 49 segundos e 27 centésimos.
Nas provas conjuntas, Moçambique venceu a estafeta de 4×400, fazendo o tempo de 03 minutos, 16 segundos e 50 centésimos.
Por seu turno, Ana Faz Bem não conseguiu o topo, mas ficou na segunda posição em duas provas em que participou. Nos 100 metros, teve a marca dos 12 segundos e 88 centésimos e na final dos 200 metros terminou com a marca dos 26 segundos e 54 centésimos.
Em masculinos, foi Nazareno Domingos que fechou o pódio da prova dos 5000 metros, ao terminar em 3º lugar e arrecadar a medalha de bronze ao percorrer a distância com o tempo de 15 minutos, 14 segundos e 50 centésimos.
No que às provas de especialidade diz respeito, Amélia Pinga venceu a prova de Triplo Salto ao alcançar a marca dos 11,10 metros, em femininos.
Marcos Sábado Tembe venceu duas provas, nomeadamente o Salto em Altura, em que atingiu 1,70 metros, e o Triplo Salto, com a marca de 13,89 metros.
Já Barroso Pereira venceu também duas provas, nomeadamente no lançamento de Disco e Lançamento de Dardo. Na primeira prova (Lançamento de Disco), Pereira atingiu 36,62 metros, e na segunda prova (Dardo) chegou aos 41,46 metros.
Mas nem todos os que fizeram parte da delegação conseguiram atingir o pódio. Edson Deve, por exemplo, esteve próximo, mas quedou-se na quarta posição da prova dos 200 metros, ao terminar com o tempo de 22 segundos e 03 centésimos.
Onísio Pereira, por seu turno, terminou em 5º lugar na prova dos 100 metros, com o tempo de 11 segundos, enquanto Alcino Mulahe teve o pior registo ao terminar na 7ª posição na prova dos 100 metros, ao percorrer a distância em 11 segundos e 47 centésimos, ou seja, 47 centésimos de segundo do compatriota Onísio Pereira.
Os campeonatos nacionais de atletismo de eSwatini decorreram no sábado passado no Mavuso Stadium e Moçambique foi representado por uma delegação de cerca de 25 pessoas, contando atletas, treinadores e dirigentes.
A Federação Moçambicana de Atletismo considera que esta prestação dos atletas moçambicanos foi satisfatória para aquilo que eram as suas pretensões e objectivos para esta prova.
A Autoridade Tributária de Moçambique propõe a organização dos agricultores informais em sociedades cooperativas, como forma de contribuir para a redução da inflação e do desemprego no país.
Moçambique é uma referência regional na produção do milho, mapira, feijão e mandioca. Essa produção é maioritariamente feita pelo sector familiar e tem contribuído pouco para a riqueza gerada pelo país.
Para mudar essa situação, a Autoridade Tributária de Moçambique e a Sociedade de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional realizaram, hoje, uma conferência sobre o cooperativismo agrícola apontado.
De acordo com Augusto Tacarindua, director-geral do Gabinete de Panificação, Estudos e Cooperação Internacional, o Programa Nacional de Desenvolvimento Cooperativo está a promover, em todo o país, a criação de Gabinetes Estratégicos do Cooperativismo.
“Estes gabinetes são uma plataforma de comunicação permanente entre os produtores e o Governo, que, para além de dinamizarem a implementação da agenda nacional, permitirá maior celeridade e eficiência na disseminação do cooperativismo como modelo organizacional ideal e contribuirá para a mobilização dos diferentes agentes económicos assentes na informalidade para sua adesão ao cooperativismo”, disse Augusto Tacarindua.
Segundo a Sociedade de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional e o Governo do Canadá, a iniciativa já está a ser implementada em algumas províncias do país.
A conferência sobre cooperativismo agrícola decorreu sob o tema “Histórias e experiência de fusão agrocooperativa no Canadá”.
O seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, diz que é importante entrar a ganhar na 22ª edição do Torneio COSAFA, em que vai defrontar Angola na primeira jornada, em partida inserida do Grupo “C”.
O sorteio da 22ª edição do Torneio COSAFA ditou que Moçambique começasse a disputa da prova diante da sua congénere da Angola, desta feita no Grupo “C”, de que fazem parte ainda as selecções das Maurícias e Lesotho.
O combinado nacional é o cabeça-de-série do grupo, devido às suas últimas prestações da competição. Reagindo ao sorteio, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, disse que é preciso entrar a ganhar na competição.
“Uma vitória na primeira jornada diante da Angola poderá elevar os índices motivacionais da equipa. Por isso, temos de dar o nosso máximo para ver se conseguimos alcançar tal desejo. É verdade que nem sempre vai ser possível, mas o nosso espírito sempre será esse”, disse Chiquinho Conde, que afirma que o Torneio COSAFA vai servir para potenciar jogadores jovens.
“O mais importante é que vamos, fundamentalmente, manter a espinha dorsal da selecção nacional do CHAN, incluindo alguns jogadores dos Sub-23 e Sub-20. É importante transmitir a experiência internacional e alicerçar esses jogadores, criando uma ponte para a selecção A”, sublinha o seleccionador nacional.
Nesse sentido, o seleccionador nacional garante que não pretende contar com os jogadores que militam fora de portas.
“Eles estarão no período de defeso. É preciso deixar-lhes descansar, até porque teremos compromissos nas qualificações para o CAN diante do Ruanda semanas antes de participarmos na COSAFA”, explica Conde.
MOÇAMBOLA NÃO VAI PARAR
No ano passado, Chiquinho Conde pediu à Liga Moçambicana de Futebol para que parasse o Moçambola para dar lugar à participação dos Mambas na 21ª edição da COSAFA. Esse facto criou um ambiente de crispação no seio dos clubes. Para a presente edição, o seleccionador nacional afasta essa possibilidade.
“Houve, no ano passado, o meu pedido expresso à Liga Moçambicana de Futebol e Federação Moçambicana de Futebol, tendo havido atempadamente uma resposta satisfatória. Ora, este ano, a nossa ideia não passa pela paragem do Moçambola. O campeonato deve continuar a decorrer normalmente”, explica Chiquinho Conde, para quem queria, inicialmente, convocar jogadores menos utilizados, de modo a não comprometer o andamento da maior prova futebolística nacional.
O seleccionador nacional diz ainda que, pela natureza da prova, não há necessidade de condicionar o Moçambola, sobretudo pelo facto de a prova estar no início. Recorde-se que, nos últimos cinco anos, Moçambique tem passado da fase grupos, tendo sido semifinalista na última edição, em que derrotou a África do Sul na marcação de grandes penalidades. Nessa edição, os Mambas caíram aos pés do Senegal, selecção que participou na prova na qualidade de convidado.
A 22ª edição da COSAFA terá um novo modelo de disputa, contrariamente às edições passadas. Por exemplo, em vez de dois grupos, as selecções estarão divididas em três, com quatro equipas cada. A outra inovação é que não haverá nenhuma entrada directa, facto que acontecia antes, em que algumas selecções começavam a disputar a prova a partir dos quartos-de-final.
A prova vai decorrer de 5 a 16 de Julho, na cidade sul-africana de Durban, local que já é uma referência na organização deste evento.
Por: Filimone Mieigos
O problema da arte não é saber como é.
É como fazê-la.
José Craveirinha
Certa vez, tal como hoje, o Zeca emboscou-me, claro, filho de turra sabe emboscar. E aqui estou, num domingo igualzinho ao primeiro numa exposição sobre o Sontinho. Todos os domingos são santos, mas os nossos são Sontos.
Não é sem razão que o meta título desta exposição é um poema sobre a arte e a sabedoria que lhe está subjacente, da pena do próprio Sontinho, o poeta José Craveirinha: O problema da arte não é saber como é.
É como fazê-la.
Nascido num sonto (domingo) dia melhor não haveria para explicar essa coisa de como fazer arte, particularmente nas telas do Zeca.
Pois, como fazê-la?
Em primeira instância, essa coisa do “como fazê-la ”, tem muito que se lhe diga. Aliás, depende do ângulo do motorista. Portanto, não tem nada a ver com a marca do automóvel, tão pouco com a estrada ou picada por onde o carro anda. Assim é a arte na perspectiva do “como fazê-la”. O artista é o soberano motorista do my love na madrugada do processo criativo. Segue em frente, vira à esquerda, pisca à direita e faz marcha à ré sempre que lhe der na real gana. Assim são os que sabem como fazê-la, seguem os espíritos do ser. Portanto, “Como fazê-la”, está primeiro que tudo na poesia de quem a faz, o artista. Depois, virão os especialistas, os académicos, os críticos, os jornalistas culturais e por aí adiante para do mesmo modo, e com arte, terem que enfrentar a mesma questão: como fazê-la?
Cada sentença sua cabeça assim é que é, ao avesso. Não vá o diabo fardar-nos de unanimismos. Se aceitarmos, não sei por que carga de água, estar em comunhão de pareceres ou de vontades nas artes, estaremos a ser outra coisa que não nós próprios. Não é assim como se faz arte.
Como se faz é como cada um revela o seu direito de vontade no andamento da emoção. Resulta claro, o artista representa e elabora mentalmente, cada um à sua maneira.
Por exemplo, esta exposição é à maneira do Zeca, é a sua elaboração sobre um sonho que se vai dissipando, embora sempre presente e imortalizado na tela.
Na pintura do Zeca, a chave de rodas na poesia do cromatismo, a subtileza no volante do pincel, o espelho retrovisor na magia do sentimento, a técnica na leveza do traço, são o som da composição que avoluma o Binga da sua criação artística. Qual drone voando na Mafalala, literalmente seguindo a mesma utopia do Sontinho, o seu norte. Isso mesmo, pessoa que se preze tem norte, mal de nós se tal não fosse. Aí seria outra coisa: “ai a passividade animal!”.
A sombra titular (não tutelar) é um decalque ao sentimento do grande poema Maria. No caso, é o filho de Maria, o Zeca, a presenciar a ausência sempre permanente do poeta, por assim dizer, agora feitos três: Zé, Maria e Stélio.
Na lonjura da tela tacteamos o bonacheirão do tio Zé namorando sua Maria, enquanto os dois assistem Stélio a saltar as barreiras da vida.
Chapéu preto, gola à maneira, sapatos como sempre bem engraxados, calça com vinco, e aquele bigode matreiro que o Zeca recria na sua própria face e nos seus quadros, esse é o tio Zé que povoa estes quadros. Afinal não fosse o poeta subversivo, coisa que o Zeca vivenciou e por conseguinte assume e inoculou.
O acentuado negro no cromatismo desta exposição, o som do escuro sugere essa presente ausência dos seus.
E ainda bem, porque a pergunta “como fazer” é respondida em uníssono pela família: “se faz fazendo-se tendo presente as nossas raízes já de si fasciculadas”.
Pois é, tal como sabemos, uma raiz fasciculada tem vários eixos, ramificados ou simples, mais ou menos iguais na espessura e no comprimento. Não é possível distinguir o eixo principal dos secundários.
É como quem diz uma verdade a la palisse: os frutos sejam de que árvore for, não caiem muito longe do seu perímetro. É assim que se vai reconstruindo uma reciprocidade, um dar e receber na base da ancestralidade, no próprio chão da árvore. Tais são as raízes que prendem a terra às nossas árvores porque a terra não pode esvair-se-nos entre os dedos, como se de água se tratasse.
Assim se manifesta a poesia do Zeca nestes quadros que têm raízes profundas e uma muito bem conseguida trans-geracionalidade nascida por debaixo dessa frondosa árvore, o embondeiro da Mafalala.
Então a arte não é essa maneira de dizer com pincéis, palavras, gestos, acordes, ou seja lá o que for, aquilo que de outro modo não seria possível dizer?
Isso responde, em boa parte, a questão como fazê-la. Estas telas dizem-nos da sinédoque do augúrio vivenciado num passado não muito distante. Uma pátria. Uma campeã olímpica. Uma cidadania. Sermos nós.
Sabemos que persistem os milícias Fakir. Do mesmo modo sabemos que é verdade que se re-configuram “essas palmas induvidosas que palmeiam os discursos dos chefes”.
Claro que a pergunta persiste: “Uma população que não fala não é um risco?”
“Deixem-me ser tambor”. É assim que eu faço, replica o Zeca nas suas altifalânticas telas:
Siavuma!
Sonto, 29 de Maio, Kanfumo 2023
Ferroviário de Maputo, em femininos, e Costa do Sol, em masculinos, lideram a prova com vitórias nos três jogos até agora realizados. Águias Especiais alcançaram duas vitórias que deixam esta formação da polícia na terceira posição, em masculinos.
O Ferroviário de Maputo continua em destaque no Torneio de Abertura de basquetebol ao nível dos seniores femininos. Fim-de-semana, na dupla jornada, a equipa de Nasir “Nelito” Salé- que não esteve no banco- cumpriu ao vencer os jogos diante da A Politécnica, por 80-53, e Lázio, por 77-30.
Estas vitórias colocam as campeãs da cidade na liderança do Torneio de Abertura com seis pontos, em resultado das três vitórias em igual número de jogos.
Na segunda posição, segue o Costa do Sol com cinco pontos. As campeãs nacionais vingaram a derrota sofrida na estreia com o Ferroviário de Maputo (70-40) vencendo, sexta-feira, a equipa secundária “locomotiva” (Ferroviário “B”), por 77-33.
Novo passeio na quadra da equipa de Leonel “Mabê” Manhique aconteceu sábado, quando derrotou a estreante Águias Especiais, por 94-26.
Na sexta-feira, a Lázio, formação que esteve na última edição da Liga Sasol, derrotou o Desportivo Maputo por 43-30.
Destaque ainda para a A Politécnica que, depois de ter perdido na sexta-feira, derrotou dia seguinte a equipa “B” do Ferroviário de Maputo, por 70-48.
Nos masculinos, o Costa do Sol continua também invicto no Torneio de Abertura. Sexta-feira, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, o Costa do Sol de Miguel Guambe derrotou a sua equipa sub-20 por 77-55. Já no sábado, e num jogo em que foi a melhor equipa na quadra, o Costa do Sol venceu o Aeroporto por 94-54, cimentando, desta forma, a liderança da prova.
O Ferroviário de Maputo “A”, esse, derrotou sexta-feira o Desportivo Maputo por 102-41, num duelo em que Horácio Joaquim Martins aproveitou para fazer a rotação da sua equipa.
No mesmo dia, as Águias Especiais venceram o Maxaquene “B” por 76-63. E, porque este fim-de-semana foi produto para os “polícias”, voltaram a vencer já no sábado ao Aeroporto por 65-41, resultado que deixa esta formação na terceira posição.
Destaque para a A Politécnica que derrotou a Universidade Pedagógica por 87-33, em desafio disputado sexta-feira.
Por sua vez, o Ferroviário “B”, conjunto orientado por Rui Rafael, bateu o Aeroporto por 53-47. E, por ultimo, num duelo entre “tricolores”, levou a melhor a equipa principal do Maxaquene que venceu por 87-49.
Quadro de resultados:
Masculinos
Sexta-feira:
Costa do Sol 75-55 Costa do Sol “B”
Maxaquene “B” 63-76 Águias Especiais
Desportivo 61-102 Ferroviário
A Politécnica 87-33 Universidade Pedagógica
Ferroviário “B” 53- 47 Aeroporto
Sábado:
Costa do Sol sub-20 61-57 Desportivo
A Politécnica 48-34 Ferroviário “B”
Maxaquene A 87-49 Maxaquene “B”
Águias Especiais 65-41 Universidade Pedagógica
Femininos:
Sexta-feira:
Costa do Sol 77- 33 Ferroviário “B”
A Politécnica 53-80 Ferroviário “A”
Desportivo 33-40 Lázio
Sábado:
Costa do Sol 94-26 Águias Especiais
A Politécnica 70-48 Ferroviário “B”
Lázio 30- 77 Ferroviário “A”
TORNEIO DE ABERTURA AO RUBRO EM INHAMBANE
Rodou, fim-de-semana, a terceira jornada do Torneio de Abertura de Basquetebol na Cidade de Inhambane. Num duelo desequilibrado, ao nível dos seniores femininos, a formação de Traquejadas derrotou, sábado, Eagles por 42-27. Nos masculinos, realce para o triunfo alcançado pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo diante da Massinga, por 85-40.
Jogaram ainda as camadas de formação, sendo de destacar em juvenis masculinos a vitória do Eagles diante da Escola Secundária Emilia Daússe, por 26-22.
Na categoria de juvenis masculinos, Black Horse levou a melhor no confronto com a “29 de Setembro”, vencendo por 46-28.
Na outra partida, bastante equilibrada, a Nova Aliança derrotou Massinga por 39-36, resultado definido nos instantes finais.
Eagles esteve em destaque em juniores femininos, escalão no qual venceu a Nova Aliança por sete pontos: 42-35.
O Torneio de Abertura vai ser disputado num Sistema de todos numa só volta em seniores, enquanto em masculinos serão duas voltas.
Depois da “abertura”, segue-se o Campeonato Provincial de Basquetebol de Inhambane, prova que apura os representantes de Inhambane para a edição 2024 da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.
O sorteio do Campeonato Provincial de Basquetebol de Inhambane esta previsto para a quinta-feira, 1 de Junho.
Recep Tayyip Erdogan, há 20 anos no poder, foi reeleito este domingo, após a segunda volta das eleições presidenciais e vários líderes mundiais felicitaram o Presidente turco pela vitória.
Vários chefes de Estado, como Volodymyr Zelensky, Vladimir Putin, Emmanuel Macron e Nicolás Maduro felicitaram o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pela sua vitória na segunda volta das eleições que decorreram ontem, escreve o Notícias ao Minuto.
Na rede social Twitter, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, felicitou o Erdogan e disse que espera desenvolver a cooperação com a Turquia para a “segurança e estabilidade da Europa e fortalecer ainda mais” a parceria estratégica em benefício dos dois países.
Também no Twitter, o presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que os dois países “enfrentam imensos desafios em conjunto, como o regresso da paz à Europa e o futuro da Aliança Euro-Atlântica”.
“Juntamente com o Presidente Erdogan, a quem felicito pela sua reeleição, continuaremos a avançar”, ressaltou Macron.
No ‘site’ do Kremlin, o Presidente russo, Vladimir Putin, depois de felicitar o chefe de Estado turco, considerou que a sua vitória “é o resultado lógico” do trabalho à frente do país, assim como “uma prova clara do apoio do povo turco aos seus esforços para fortalecer a soberania do Estado e conduzir uma política externa independente”.
O ex-presidente norte-americano Donald Trump, na rede social Truth Social, também felicitou Erdogan “pela sua grande e bem merecida vitória na Turquia”.
O Presidente da Venezuela, segundo o Notícias ao Minuto, Nicolás Maduro, comemorou a vitória eleitoral do seu homólogo turco na sua rede social Twitter e partilhou imagens do chefe de Estado turco.
“A Venezuela celebra o triunfo do nosso irmão e amigo Recep Tayyip Erdogan, que foi vitorioso nas eleições presidenciais e parlamentares”.
As felicitações chegaram também da Arménia, com o primeiro-ministro, Nikol Pashinyan, a manifestar o desejo de “continuar a trabalhar juntos para uma total normalização das relações entre os dois países”.
Mais de 500 mil pessoas já aderiram ao recenseamento eleitoral na Cidade Maputo, dos mais de 700 mil que se prevê abranger até 3 de Junho. A Comissão Provincial de Eleições caracteriza o processo como calmo.
Faltam menos de 10 dias para o fim do recenseamento eleitoral, que decorre desde 20 de Abril.
“Alguns distritos já estão quase sem eleitores, enquanto há outros com fluxo maior. Estamos neste momento a 87 por cento de inscritos. Portanto, estamos numa situação que nos faz pensar que até final do dia 03 de Junho podemos estar próximo da meta ou até ultrapassar”, disse Paulo Cuinica.
Para garantir transparência no processo, arrancou há cerca de duas semanas a supervisão do recenseamento, pelos órgãos eleitorais.
Do balanço feito, a Comissão Provincial de Eleições afirmou que não houve irregularidades, nos sete distritos municipais.
Sobre as queixas de irregularidades apresentadas, nas últimas semanas, em vários pontos do país, Paulo Cuinica diz que tal se deve ao aumento da consciência cívica.
“Não são só os fiscais que estão neste momento atentos ao processo, para verificar a legalidade do processo, estão também todas as pessoas consciencializadas sobre a necessidade de se averiguar a legalidade do processo ”, disse Cuinica.
O recenseamento eleitoral termina no sábado e prevê-se abranger cerca de 10 milhões de eleitores, em todo o país.