O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
Mais de 500 mil pessoas já aderiram ao recenseamento eleitoral na Cidade Maputo, dos mais de 700 mil que se prevê abranger até 3 de Junho. A Comissão Provincial de Eleições caracteriza o processo como calmo.
Faltam menos de 10 dias para o fim do recenseamento eleitoral, que decorre desde 20 de Abril.
“Alguns distritos já estão quase sem eleitores, enquanto há outros com fluxo maior. Estamos neste momento a 87 por cento de inscritos. Portanto, estamos numa situação que nos faz pensar que até final do dia 03 de Junho podemos estar próximo da meta ou até ultrapassar”, disse Paulo Cuinica.
Para garantir transparência no processo, arrancou há cerca de duas semanas a supervisão do recenseamento, pelos órgãos eleitorais.
Do balanço feito, a Comissão Provincial de Eleições afirmou que não houve irregularidades, nos sete distritos municipais.
Sobre as queixas de irregularidades apresentadas, nas últimas semanas, em vários pontos do país, Paulo Cuinica diz que tal se deve ao aumento da consciência cívica.
“Não são só os fiscais que estão neste momento atentos ao processo, para verificar a legalidade do processo, estão também todas as pessoas consciencializadas sobre a necessidade de se averiguar a legalidade do processo ”, disse Cuinica.
O recenseamento eleitoral termina no sábado e prevê-se abranger cerca de 10 milhões de eleitores, em todo o país.
A continuidade do Presidente Recep Erdogan, islamista conservador na liderança da Turquia há 20 anos, será hoje decidida na segunda volta das eleições presidenciais, perante o rival Kemal Kiliçdaroglu, centro-esquerda e laico.
Erdogan, que desde 2017 assumiu um estrito regime presidencialista com crescentes características autoritárias, consolidou-se como favorito na primeira volta ao obter 49,5% dos votos expressos (muito perto da fasquia dos 50% que evitaria uma segunda ronda), face aos 44,9% do líder opositor, que contestou os resultados oficiais.
Segundo escreve a DW, Recep Tayyip Erdogan apelou aos apoiantes para que votem a partir das primeiras horas e para que convençam aqueles não votaram na primeira volta a ir às urnas. Já Kemal Kiliçdaroglu, num comício em Ancara, exortou “aqueles que amam a sua pátria” a “proteger as urnas”.
Na primeira volta, a 14 de Maio, a taxa de participação eleitoral foi de 87,04%, mais 0,8 pontos percentuais do que em 2018.
Kiliçdaroglu lidera uma coligação da oposição, invulgarmente unida, composta por conservadores, partidos seculares e nacionalistas. Comprometeu-se a aumentar a segurança, aliviar a crise económica e a expulsar milhões de requerentes de asilo da Turquia.
Erdogan, cujo partido obteve a maioria no parlamento a 14 de Maio, prometeu salários mais altos, mais investimento e políticas sociais mais conservadoras.
O chefe do exército do Sudão pediu, ontem, ao Secretário-geral da ONU, que demita o representante especial das Nações Unidas no país. Abdel Fattah al-Burhan afirma que Volker Perthes não tem sido eficaz na promoção dos interesses do Sudão.
Durante uma conferência de imprensa em Cartum, capital do Sudão, Abdel Fattah al-Burhan, chefe do exército sudanês, expressou a sua insatisfação em relação à actuação do actual representante da Organização das Nações Unidas no país e solicitou a sua demissão.O também presidente do Conselho Soberano de Transição do Sudão afirmou que o diplomata não tem sido eficaz na promoção dos interesses do Sudão.
Para o líder do exército sudanês, o representante especial da ONU tornou-se uma fonte de más influências.
O general Al Burhan detalha que Volker Perthes deu uma impressão negativa do papel e da imparcialidade da organização internacional e desinformou nos seus relatórios, ao alegar que havia um consenso sobre o acordo-quadro.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, diz-se chocado com o pedido de que devia substituir o representante especial das Nações Unidas no Sudão.
O projecto de energia Mphanda Nkuwa será desenvolvido por um consórcio liderado pela Electricidade de França. A escolha foi anunciada, na sexta-feira, após avaliação feita por várias instituições públicas.
O processo de avaliação para a selecção do parceiro estratégico, que se vai juntar à EDM e HCB no desenvolvimento do projecto Mphanda Nkuwa, decorreu de Junho do ano passado a 10 de Março passado.
“O parceiro terá a responsabilidade de elevar a garantia do concurso de 10 para 15 milhões de dólares. O parceiro estratégico terá de assegurar, aproximadamente, 40 milhões de dólares dos custos de desenvolvimento e entre 500 e 600 milhões de capital próprio para construção”, explicou Carlos Yun, director do Gabinete no Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK).
O processo baseou-se em critérios técnicos, robustez financeira, experiência comprovada na implementação de projectos similares e que adoptem medidas de mitigação das mudanças climáticas.
Para esta fase, além do concorrente preferencial que é o consórcio liderado pela Electricidade de França, foi colocado, como concorrente reserva, o consórcio da ETC holding, que inclui a ZESCO Limited, CECOT e a PetroSA.
O projecto da Hidroeléctrico Mphanda Nkuwa está orçado em 4,5 mil milhões de dólares. “Este é um grande empreendimento e espera-se fazer o fecho financeiro em 2024 e o comissionamento em 2030”, disse.
Mphanda Nkuwa vai produzir até 1500 megawatts, cerca de 500 megawatts abaixo do que é produzido pela hidroeléctrica de Cahora Bassa. No projecto, prevê-se, outrossim, a construção de uma linha de transporte de energia em alta tensão, de Tete a Maputo de cerca de 1300 quilómetros.
O consórcio liderado pela Electricidade de França, que é o parceiro preferencial, inclui a Total Energies, a Sumitoma Coorporation e a Kansai.
O Movimento Democrático de Moçambique diz que muitos moçambicanos serão excluídos se o prazo de recenseamento eleitoral não for prorrogado. O MDM pede mais 15 dias e continua a queixar-se de irregularidades no processo.
O fim do recenseamento eleitoral está previsto para o dia 3 de Junho próximo em todo o território nacional. Faltando pouco mais de uma semana, o Movimento Democrático de Moçambique alertou que o processo ainda não atingiu 50% na Beira, Chimoio, Tete e Nampula.
De acordo com o presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango, “muitos moçambicanos serão excluídos do direito de votar”, disse Lutero Simango.
Em conferência de imprensa, realizada na sexta-feira, na Cidade de Maputo, Lutero Simango disse que as irregularidades continuam em muitos postos de recenseamento.
O líder do MDM diz-se aliado à greve anunciada pela Associação dos Profissionais da Saúde para o próximo dia 1 de Junho.
Sobre a proposta do Governo em reduzir os salários e subsídios dos dirigentes públicos e deputados, Lutero Simango entende que, havendo redução, a despesa pública poderá continuar ineficiente por conta da corrupção.
O secretário de Estado da Juventude e Emprego quer maior intervenção do movimento dos jovens escuteiros em acções humanitárias para mitigar os efeitos das calamidades naturais no país. Oswaldo Petersburgo falava sábado em Maputo.
Moçambique é, desde manhã deste sábado, o palco da 47ª Conferência Escutista da África Austral.
No discurso de abertura, o secretário de Estado da Juventude e Emprego, Oswaldo Petersburgo, reconheceu o papel dos escuteiros na transformação social e pediu ao movimento acções humanitárias no país.
“Encorajamos o movimento escutista a intensificar as suas acções de intervenção na mitigação de calamidades naturais, visando fortalecer a resiliência das nossas comunidades face aos efeitos das mudanças climáticas. E, como exemplo, em Moçambique, estamos atentos ao vosso trabalho de plantio de árvores em mangais, o vosso apoio a famílias sitiadas em casos de desastres naturais, bem como as vossas acções de apoio na construção de casas resilientes”, avançou Oswaldo Petersburgo, secretário de Estado da Juventude e Emprego.
E mais, Petersburgo desafiou o movimento escutista, mas em particular da África Austral, a manter o seu ritmo interventivo e dinâmico para responder aos actuais desafios dos adolescentes e jovens.
“Moçambique, tal como outros países de África, foi construído por jovens voluntários, jovens que decidiram dar o seu contributo para o bem-estar colectivo, sem antes questionar ou pensar na sua recompensa material. E, hoje, os nossos países precisam também de voluntários como vós, para continuarem a fazer crescer e a desenvolver as nossas nações”, acrescentou Oswaldo Petersburgo.
Por último, a Secretaria de Estado da Juventude e Emprego encorajou debates produtivos e que se traduzam na construção de uma aprendizagem para os voluntários e para a Organização dos Escuteiros.
O escutismo é um movimento juvenil mundial, educacional, de voluntariado, apartidário e sem fins lucrativos, fundado em 1907.
A Empresa Municipal de Transporte Público de Maputo (EMTPM) vai comprar, até ao fim deste ano, cerca de 60 novos autocarros, de um total de 110 planificados. O objectivo é minimizar a crise de transporte na área metropolitana do Grande Maputo.
É grande a procura pelo transporte público na Cidade de Maputo. Estima-se que, em média, cerca de 40 mil passageiros são transportados por dia pela Empresa Municipal de Transporte Público. Entretanto, o ideal seria que a firma transportasse pelo menos 60 mil pessoas.
Hoje em dia, a empresa tem 83 autocarros, mas apenas 60 operam, um número tido como insuficiente para a procura existente, daí a necessidade de aquisição de novos autocarros.
“Está em vista, por exemplo, para este ano, a aquisição de mais viaturas, para além daquelas que estamos a usar agora movidos a gás. Até finais deste ano, teremos mais autocarros, para servir aos nossos munícipes. Pelo menos para este ano, vamos comprar 60, mas, no global, o pacote compreende 110 autocarros”, avançou Lourenço Albino, presidente do Conselho de Administração da EMTPM.
Neste sábado, os motoristas, cobradores e gestores trocaram os gabinetes e autocarros pelo centro de manutenção física para uma sessão de ginástica.
“Há uns dez anos, tínhamos despesas, em saúde, na ordem de quatro milhões de Meticais, mas agora reduzimos porque incentivamos a prática de exercícios físicos. O nosso pessoal, os motoristas e cobradores estão sob ‘stress’ e precisam de desanuviar e estes exercícios são bons.”
A Empresa Municipal de Transporte Público de Maputo conta, actualmente, com 560 trabalhadores, dos quais 70% do sector operacional.
A 19ª edição do Festival Internacional de Teatro de Inverno vai decorrer na Cidade de Maputo, de 26 de Maio a 4 de Junho. O festival contará com a participação de companhias de teatro nacionais e estrangeiras, que se apresentarão em diferentes pontos da cidade.
O Festival Internacional Teatro de Inverno é uma iniciativa da Associação Cultural Girassol, que teve o seu início em 2004 com o objectivo de apoiar os grupos amadores de teatro através da divulgação do seu trabalho artístico, associativismo cultural e formação de actores.
No Franco-Moçambicano, serão apresentadas peças teatrais nos dias 26 e 27 de Maio, às 18h e às 19h30, no Auditório, proporcionando ao público a oportunidade de apreciar uma variedade de espectáculos cativantes. As peças teatrais programadas incluem: “Mancha de Sangue” – Grupo de Teatro Mahamba, de Moçambique; “Rain Song” – X Theatre, da África do Sul; “L’homme qui a épousé un arrêt de bus” – Vôva Theatre, da R.D. Congo; e “Moz My Love” – Grupo de Teatro Kulhanganheta, de Moçambique.
Ainda no dia 27 de Maio, às 10h30, será apresentada a peça especialmente voltada para crianças, totalmente gratuita, intitulada “A História de João Gala – Gala”. A performance do grupo Teatralidade, de Moçambique, pretende proporcionar uma experiência enriquecedora e divertida às crianças.
O festival traz uma variedade de espectáculos teatrais, oferecendo uma experiência única para o público, a partir de performances de narrativas que discorrem sobre as diversas temáticas sociais.
Sinopses das peças
Mancha de Sangue – Grupo de Teatro Mahamba (MZ)
Carlos Sigaúque, um homem de negócios, bem-sucedido, retorna da extinta República Democrática Alemã (RDA) e refugia-se em Manjacaze, na província de Gaza, em Moçambique, onde tem uma vida tranquila e solitária, que é virada de cabeça para baixo quando uma visita inesperada chega em sua porta. Tina Koch Sigaúque, uma jovem mestiça, que reivindica ser sua filha, nascida de um relacionamento com Ingrid Koch, uma mulher do passado. Carlos fica intrigado e surpreso com essa revelação, pois ele nunca soube da existência de uma filha. Carlos enfrenta o desafio de descobrir se a jovem é realmente sua filha ou se ela é uma impostora em busca de sua fortuna.
Rain Song – X Theatre (SA)
“Rain Song” é uma peça provocativa que mergulha nas profundezas da natureza humana, explorando temas complexos como incesto, ganância e traição. A história examina como a posse, o poder e o desejo de vingança podem corromper e alterar o comportamento psicológico dos seres humanos, levando-os a se autodestruir. Esta peça será apresentada em língua inglesa.
A História de João Gala-Gala – Teatralidade (MZ)
Esta história, baseada na biografia de Chico António, narra uma aventura de um rapaz, do campo para as margens das ruas da cidade, onde semeia amigos e histórias e recolhe sons e harmonias com que mais tarde comporá as suas canções. O enredo é baseado na obra literária do escritor moçambicano Pedro Pereira Lopes. É composto pela alternância de cenas cómicas, momentos imagéticos, jogos e brincadeiras ao som da música produzida pelos instrumentos musicais tradicionais de Moçambique, com uma cenografia fantástica e cheia de cores onde o campo se transforma em cidade.
L’homme qui a épousé un arrêt de bus – Vôva Theatre (RDC)
É a história de um homem que se casou com uma prostituta. Após voltar de país para onde havia emigrado, flagra a esposa com um menino de rua, numa rua deserta. Tocado por isso, ele bate na esposa até a morte. Esta peça será apresentada em língua francesa.
Moz My Love – Grupo de Teatro Kulhanganheta (MZ)
Em vésperas de uma eleição determinante para o segundo mandato de um Presidente da República de Moçambique, em exercício, este fica sem saber o que fazer para salvar a sua campanha eleitoral. O desespero de perder o poder consome-lhe, dias e horas passam e, nos mídias o favoritismo do candidato concorrente agiganta-se sobre a incompetência sua e do seu elenco. Após finalmente surgir uma ideia brilhante que o faz disfarçar-se em “Guarda” e sua primeira dama em “Mukherista”, pela primeira vez, encontra-se intimamente com o país real e com a imensurável injustiça, que criam nele um conflito interno entre o poder e a sensibilidade humana.
O alerta é feito pelo Conselho Municipal que acrescenta que os condutores de camiões não pagam a taxa de circulação, prevista por lei, para o caso das vias onde se proíbe a circulação de camiões de carga e mercadorias.
Para a circulação de viaturas com peso bruto maior que oito toneladas, existem vias específicas na Cidade de Maputo.
E a postura municipal sobre o trânsito dá exemplos, como as avenidas Eduardo Mondlane, 24 de Julho e 25 de Setembro.
Fora de estradas específicas, outra saída para as empresas com camiões de carga e mercadorias é contribuir para a manutenção das vias, pagando a taxa diária de até dois mil Meticais ou mensal, que varia entre 20 e 35 mil Meticais, dependendo do peso bruto das viaturas.
Mas, as empresas ignoram esta norma, segundo diz o Conselho Municipal. A edilidade diz que a consequência desta acção é a rápida degradação das vias da urbe.
“Temos estado a fazer monitoria, sobretudo por causa desta questão da manutenção das estradas. Muitas estradas estão cheias de betão. As vias não autorizadas não estão preparadas para aquele peso bruto. Isso danifica rapidamente as vias, o que causa um prejuízo ao Conselho Municipal”, disse o vereador para área de Mobilidade, Transportes e Trânsito do Conselho Municipal de Maputo, Alexandre Muianga.
Só nesta acção de fiscalização, que decorreu na Avenida das Instâncias, cuja parte foi recentemente reabilitada, em menos de 30 minutos, a Polícia Municipal aprendeu 12 viaturas.