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As obras de emergência para a reabilitação de troços críticos da Estrada Nacional Número 1 (N1), na província de Sofala, já arrancaram, meses depois de as chuvas terem provocado danos em importantes pontos da via.

Um empreiteiro encontra-se já no terreno a trabalhar em cerca de 12 quilómetros considerados críticos, com o objectivo de repor a transitabilidade da estrada, segundo garantiu ontem o ministro dos Transportes e Logística.

Sofala foi uma das primeiras províncias a sentir o impacto das chuvas registadas em Outubro do ano passado, que danificaram parte da N1 no troço entre Save e Inchope.

O ministro dos Transportes e Logística reconhece, contudo, que o problema não poderá ser resolvido apenas com intervenções de emergência ou simples “tapa-buracos”. Grande parte do pavimento da estrada encontra-se desgastada, razão pela qual o Governo aposta numa reabilitação profunda da principal via rodoviária do país.

O financiamento continua a ser um dos maiores desafios. Parte das obras em curso no centro do país está a ser custeada por fundos disponibilizados por parceiros de cooperação, enquanto, para os restantes lotes, o Governo prevê recorrer a recursos do Orçamento do Estado.

A meta estabelecida pelo Governo é ambiciosa: garantir que a Estrada Nacional Número 1 esteja transitável em toda a sua extensão até ao final do actual mandato.

Para alcançar este objectivo, o ministro defende a necessidade de deixar para trás as intervenções meramente paliativas e avançar para a reconstrução e reabilitação efectiva da principal estrada nacional.

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A Amnistia Internacional (AI) denunciou hoje, num novo relatório, os “crimes de guerra generalizados” no Sudão desde o início dos combates entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF).

O relatório, intitulado “A Morte Chegou à Nossa Casa: Crimes de Guerra e Sofrimento dos Civis no Sudão”, divulgado hoje, documenta a morte de civis em ataques deliberados e indiscriminados, assim como casos de violência sexual contra raparigas de apenas 12 anos, ataques a hospitais e igrejas e pilhagens generalizadas.

Algumas das violações dos direitos humanos documentadas no Sudão, como os ataques a civis, constituem crimes de guerra, afirma a organização não-governamental de defesa e promoção dos direitos humanos, com sede em Londres.

“Os civis em todo o Sudão sofrem um horror inimaginável a cada dia que passa, à medida que as Forças de Apoio Rápido e as Forças Armadas Sudanesas competem imprudentemente pelo controlo do território”, afirmou Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, citada pelo Notícias ao minuto.

“As pessoas estão a ser mortas dentro das suas casas ou enquanto procuram desesperadamente alimentos, água e medicamentos”, acrescentou, frisando que dezenas de mulheres e raparigas foram violadas e sujeitas a outras formas de violência sexual por membros das partes beligerantes.

Desde 15 de Abril de 2023 há confrontos no Sudão.

O Presidente da República abriu, hoje, a sétima Conferência Nacional sobre Mulher e Género. Na ocasião, abordou os ganhos registados na promoção de igualdade de oportunidades para mulheres e apontou a formação como desafio.

Filipe Nyusi diz que é preciso aumentar a taxa de mulheres formadas para elevar a qualidade dos seus empregos. Falando hoje na abertura da Conferência sobre Mulher e Género em curso na Cidade de Maputo, o Presidente da República apontou a formação como factor fundamental para elevar a qualidade dos empregos das mulheres.

“A chave é a formação do capital humano. Temos de nos formar para podermos ter espaço e podermos agir”, desafiou o Chefe de Estado, assumindo que “existe ainda uma lacuna de género em termos de qualidade de emprego no nosso país. A mulher faz mais a actividade informal, por sua iniciativa, mas, para mudar esse cenário, é preciso aceitar que a mulher precisa de se formar”, defendeu Filipe Nyusi, Presidente da República.

Numa sala composta por quadros nacionais e internacionais que lidam com a questão do género, recordou que, num contexto em que Moçambique está em processo de consolidação da paz, alcançada com o Acordo de Maputo, a mulher desempenha um papel fundamental na sua manutenção.

“A paz é um problema que todos nós conhecemos. Sabemos que hoje podemos estar bem e amanhã podemos não estar. A paz precisa de ser cultivada e alimentada. Não basta dizer que o processo está fechado para assumir que ela está alcançada”, afirmou Filipe Nyusi, acrescentando que “é preciso alimentar a paz com paciência, tolerância, convivência e reconciliação e as mulheres sabem bem-fazer isso. Mobilizam”.

Outro fenómeno que, para Filipe Nyusi, deve ser digno de destaque são os resultados que têm estado a ser conquistados pelas atletas moçambicanas de várias modalidades desportivas.

“Há quem dizia que o boxe é um desporto de homens, mas agora são as mulheres que estão a bater mais as outras mulheres do que os próprios homens”, considerou Nyusi, saudando também a prestação da selecção sénior feminina de basquetebol no campeonato africano que decorre em Kigali, no Ruanda.

Em Moçambique, mais da metade da população é composta por mulheres, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

O Banco de Moçambique denuncia a existência de proponentes de falsos financiamentos de projectos de investimentos ou donativos no país. A autoridade monetária recomenda ao não pagamento de nenhum valor para se ter acesso a um determinado dinheiro.

Num comunicado, emitido esta semana, o banco central alerta para a existência, em Moçambique, de burladores revestidos de proponentes de falsos financiamentos de projectos de investimentos ou donativos.

Segundo o Banco de Moçambique, os burladores prometem tais valores de financiamento ou donativos e dizem que, para desbloquear, é preciso que o beneficiário pague um determinado dinheiro.

A Autoridade Monetária recomenda que se investigue a credibilidade de potenciais doadores através das seguintes acções: Avaliar dos perfis dos pretensos financiadores ou doadores com recurso a motores de busca de informação; obter informações relevantes aos financiadores ou doadores quanto à realização de investimentos similares noutros países; e obter informações sobre os projectos nos quais o financiador ou doador está inserido no país.

O Banco de Moçambique aconselha ainda que as pessoas afiram se os financiadores ou doadores terão alguma vez enviado algum dinheiro para o país e que banco comercial terá sido usado para o efeito, para além de solicitar informações sobre possíveis sócios ou representantes nacionais nos pretensos projectos de financiamento.

Refira-se que a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) sugeriu, recentemente, que se apostasse nalguns aspectos a serem melhorados, resultantes das observações constatadas ao longo do primeiro ano de implementação da Plataforma de Denúncia de Fraudes (PDF).

A plataforma serve, além do recebimento de denúncias, para o tratamento e partilha de informação sobre fraudes nos domínios da burla através de serviços de emissão de moeda electrónica, fraudes através de encriptação de cartões SIM, ou SMS, ATM, fraudes por meio de cartões bancários, mobile banking, internet banking e aplicativos.

Para além da banca, fazem parte das instituições que coordenam a plataforma o INCM, o Banco de Moçambique, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), a Procuradoria-geral da República (PGR), o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), operadoras de telefonia móvel, outras instituições de crédito e sociedades financeiras.

Esta análise foi realizada no âmbito da apreciação multi-institucional da PDF, com Recurso a Meios de Pagamento Electrónico. O instrumento foi criado para reforçar a capacidade interventiva da PGR através do Ministério Público, nos processos ligados a este tipo de crimes financeiros.

Uma das observações assinaladas é que a plataforma, lançada a 23 de Fevereiro de 2022, apenas no ambiente Web, não se revela suficientemente abrangente, na medida em que condiciona os utilizadores, à posse de um dispositivo smartphone e ao acesso a dados móveis.

Além disso, embora estejam registadas na PDF um total de 21 instituições financeiras, a maior parte das denúncias recebidas não são propriamente sobre fraudes, mas sim de pedidos de apoio ou reclamações sobre outras questões como demora no processamento de solicitações de clientes, queixas sobre o atendimento, entre outros.

Isaque Chande defende a retoma do diálogo entre as partes a bem do interesse nacional e dos utentes das unidades sanitárias do sector público.

De semana passada a esta parte, a greve dos médicos foi prorrogada por mais 21 dias, o Ministério da Saúde submeteu ao Gabinete do Primeiro uma proposta de redução e eliminação de alguns subsídios da classe e esta terça-feira, no fim da sessão do Conselho de Ministros, o Executivo anunciou a pretensão de contratar 60 médicos em resposta à paralisação.

O Provedor de Justiça diz que não pode comentar a decisão de novas contratações, mas assume que as partes estão a esticar a corda. “É verdade que as posições estão a extremar-se, mas não há nada que não possa ser resolvido no âmbito da negociação”, disse o Provedor, pedindo que não seja questionado sobre se a decisão do Governo é boa ou má. “Não cabe a mim avaliar isso. É uma decisão soberana do Governo enquanto órgão de soberania.”

Isaque Chande defende ainda que o diálogo entre o Governo e os médicos devia retomar a bem do interesse nacional. “É um processo negocial que não está fechado. Vamos todos rezar para que as linhas de diálogo se mantenham entre o Governo e a Associação Médica no interesse nacional. Queremos ter os nossos médicos a trabalharem e as populações com acesso à saúde.”

O Provedor de Justiça, a quem os médicos pediram intervenção devido a alegadas injustiças praticadas pelo Ministério da Saúde, diz que, neste episódio, o país deve tirar a lição de que é preciso regular o direito à greve.

A Ministra da Justiça quer que os tribunais marítimos sejam uma entidade de gestão rigorosa do mar e dos recursos naturais. Helena Kida falava, hoje, durante a inauguração do primeiro Tribunal Marítimo, na Cidade de Maputo.

A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos quer que o novo Tribunal Marítimo garanta uma gestão rigorosa do espaço marítimo em Moçambique.

“A concepção desde projecto contribuirá para operacionalizar o funcionamento dos tribunais marítimos no país, gerando impactos e resultados positivos, não só como um instrumento de boa governação, de justiça e soberania, mas também como um factor de desenvolvimento socioeconómico do país em resultado de uma gestão mais rigorosa e criteriosas do mar e recursos naturais”, disse Helena Kida, ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.

Por sua vez, o Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga, destacou os desafios da instituição, sobretudo, por ser a primeira do género em Moçambique.

“Terão de enfrentar um relacionamento com os outros actores e posicionarem-se sem quaisquer conflitos, neste caso, impõe-se aos titulares dos tribunais marítimos o dever de encontrar as necessárias e adequadas formas de socializar a sua existência”, disse Adelino Muchanga, Presidente do Tribunal Supremo.

Na capital do país, o tribunal terá como presidente João de Almeida, empossado nesta quarta-feira. Este ano, outros três tribunais marítimos serão abertos no país.

O jogo entre os Mambas e o Benim, referente à 6ª e última jornada do grupo L de qualificação para o CAN 2023, vai decorrer no dia 9 de Setembro. A Confederação Africana acedeu a uma solicitação feita pela Federação Moçambicana de Futebol para antecipar este encontro decisivo nas contas de qualificação para o CAN 2023.

Os Mambas vão jogar em Setembro, diante do Benim, uma cartada decisiva na sua caminhada rumo ao Campeonato Africano das Nações. A partida, de grande risco, já mexe com a estrutura da Federação Moçambicana de Futebol, que já está a aprimorar os aspectos organizacionais.

Neste sentido, o órgão reitor do futebol moçambicano, atendendo ao facto de esta partida poder fazer deslocar muito público ao Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), está neste momento a trabalhar para que todas as condições logísticas sejam criadas para que o embate decorra sem sobressaltos.

A Federação Moçambicana de Futebol pediu, em ofício dirigido à Confederação Africana de Futebol, para antecipar este encontro para o dia 9 de Setembro, pedido aceite pela CAF.

O combinado nacional poderá, em caso de vitória contra o Benim, garantir a qualificação para quinta presença no CAN.  “O jogo será no dia 9 de Setembro. Nós solicitamos à Confederação Africana de Futebol para que este jogo seja no dia 9 de Setembro, às 15h00. Estamos a falar de um sábado, dia em que há muitos jogos”, explicou Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF).

Para dar mais opções ao seleccionador nacional, Chiquinho Conde, a Federação Moçambicana de Futebol está a liderar o processo de naturalização de jogadores. Neste momento, três atletas já tem o seu processo concluído, nomeadamente Arsénio Nunes, jogador de 33 anos de idade e que trocou o Arouca pela União Desportiva de Leiria, Ricardo Guima, de 27 anos de idade e jogador do Desportivo de Chaves, e Jonathan Muiomo, de 24 anos de idade e jogador do FC Carl Zeiss Jena, da Alemanha.

“Neste momento, temos já três naturalizados que são os jogadores que jogam no Arouca e no Chaves, nomeadamente o Arsénio e o Guimarães, que têm o processo terminado. Gostaríamos que todos nós, mas todos nós, estivéssemos envolvidos para o bem da nossa selecção. Afinal, no fim, quem ganha é o país”, frisou Feizal Sidat.

A última vez que os Mambas disputaram o CAN foi em 2010, em Angola, sendo que somaram por derrota os três jogos realizados no certame. Na estreia, os Mambas empataram com o Benim a duas bolas. Já na segunda jornada, a selecção nacional de futebol perdeu com a sua similar do Egipto, por 2-0. Na 3ª e última ronda, os Mambas foram goleados pela Nigéria por 3-0.

Foi lançado, esta quarta-feira, no Município da Matola, um mecanismo de purificação automática de água da rede pública e privada, para combater doenças como diarreia e cólera. A tecnologia que suporta o referido mecanismo é desenvolvida na Coreia do Sul.

A água da rede pública e privada chega, algumas vezes, às residências em condições não apropriadas para o consumo.

Amélia Macarringue, por exemplo, conta que, por várias vezes, jorrou água turva da sua torneira e teve problemas de saúde com a sua família.

“Nós passávamos mal mesmo porque a água saia muito vermelha, muito suja e quando consumíamos, criava-nos doenças, e sem meios para purificar a água, ficávamos todos em perigo”, explicou a entrevistada.

A situação relatada por Amélia ainda afecta algumas famílias no Município da Matola, sobretudo onde as condições de saneamento ainda são deficitárias.

Para contornar o problema, foi criada uma iniciativa público-privada, para a purificação de água. O sistema, baseado numa tecnologia sul-coreana, é automático e purifica mil litros de água de uma só vez.

Lucilio Mondlane, director-geral da empresa KKLM Entreprise, que representa a marca de purificadores em Moçambique, diz que a iniciativa visa conferir mecanismos às comunidades, para que possam ter acesso à água segura.

“Estamos a trazer uma solução para o mercado nacional que são purificadores de água, um sistema que vem para dinamizar aquilo que é o consumo de água segura em todo o país. O sistema faz a filtragem da água da rede pública, assim como comunitária e privada, instalada nas comunidades municipais”, disse Mondlane.

O vereador de Actividades Económicas no Município de Maputo, João Nhmabe, garantiu que a edilidade abraça a iniciativa por considerar que vai ajudar a minimizar vários problemas de saúde causados pelo consumo de água impura.

“Ainda bem pouco tempo, houve eclosão de cólera nalguns pontos do país e esperamos que, quando se começar a usar este mecanismo, vai apoiar as comunidades para que se protejam e consumam água segura”, explicou o vereador.

O sistema de purificação de água já está em uso no Japão, Coreia do Sul e nos Estados Unidos da América.

Associação Desportiva de Vilankulo e Ferroviário de Maputo protagonizam, domingo, às 14h00, no Estádio Municipal da Maxixe, o jogo de destaque dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, fase zonal.  FC Baía de Pemba vs Ferroviário de Nampula é o outro duelo que envolve equipas que evoluem no Moçambola.

Dois emblemas do Moçambola jogam, domingo, na Maxixe, a continuidade na segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano. Detentor do troféu, o Ferroviário de Maputo parte para este duelo ciente das dificuldades que irá encontrar frente a um adversário com o qual perdeu por um a zero, em desafio inserido na 3.ª jornada do Moçambola 2023. Fora dos primeiros cinco lugares no Campeonato Nacional, mas ainda com possibilidades matemáticas de chegarem ao título, os “locomotivas” da capital pretendem fazer diferente na Taça de Moçambique ZAP para se manterem na corrida à revalidação do troféu.

Aliás, o conjunto de João Chissano vai, igualmente, procurar apresentar-se com consistência neste duelo, sobretudo no capítulo da finalização, onde há ainda melhorias a registar. Semifinalista da edição passada (perdeu com o Ferroviário da Beira, por 3-1), a Associação Desportiva de Vilankulo aponta para um percurso brilhante na prova.

Depois da pesada derrota sofrida no Songo, no passado sábado, por 4-1, em jogo da 12.ª jornada do Moçambola, os “hidrocarbonetos” recarregaram as baterias e querem regressar às vitórias.

E, este domingo, sobem ao relvado do Estádio Municipal da Maxixe focados em contrariar o Ferroviário de Maputo. Nos últimos confrontos entre as duas formações, houve registo de dez vitórias para o Ferroviário de Maputo, cinco para AD Vilankulo e quatro empates. Ainda no domingo, no outro extremo do país, ou seja, na zona Norte, teremos um confronto entre duas formações que evoluem no Moçambola. O FC Baía de Pemba, na zona de despromoção no Moçambola, bate-se com o Ferroviário de Nampula.

Na ronda anterior da Taça de Moçambique, o FC Baía de Pemba afastou o Ferroviário de Lichinga ao vencer por uma bola a zero. No confronto entre “baianos” e “axinenes”, esta temporada, no Moçambola, os primeiros levaram a melhor ao vencerem por um a zero. Por sua vez, o Ferroviário de Nampula deixou para trás o seu homónimo de Nacala.

Os oitavos-de-final começam, no entanto, a ser disputados esta sexta-feira, 4 de Agosto. No Complexo do Tchumene, a Associação Black Bulls mede forças com o Clube de Gaza, num jogo em que os “touros” são claramente favoritos a vencer. E motivação é o que não no seio da Associação Black Bulls que, na última ronda do Moçambola, derrotou o Costa do Sol por 3-1.

Mas, porque Taça de Moçambique é festa e reserve surpresas, o Clube de Gaza almeja ultrapassar o actual líder do Moçambola 2023. O Clube de Gaza inscreveu, em 1992, o seu nome na lista de vencedores da Taça de Moçambique após vencer o Maxaquene, por 2-1, resultado encontrado no prolongamento.

Já no sábado, o Costa do Sol, clube com mais títulos na prova e que no ano passado caiu aos pés do Ferroviário de Maputo na fase nacional, recebe no seu relvado sintético o Desportivo da Matola. A derrota frente a Black Bulls faz parte do passado, pelo que o conjunto orientado por Horácio Gonçalves está focado na Taça de Moçambique, competição na qual pretende voltar a erguer o troféu seis anos depois.

Em Moatize, província de Tete, teremos o duelo entre o Ferroviário local e o da Beira. À partida, o Ferroviario da Beira, segundo classificado do Moçambola-2023 com 25 pontos, portanto, menos dois que a Black Bulls, é favorito a transitar para a fase seguinte da competição.

Finalmente, o Matchedje de Mocuba, despromovido ano passado do Moçambola, recebe a União Desportiva de Songo, semifinalista da Taça de Moçambique no ano passado. Os “hidroelectricos” são favoritos nesta eliminatória, até pela estrutura que apresentam comparativamente ao seu adversário.

Informação mais precisa dá conta de que são precisamente 293 funcionários públicos do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) em Nampula que estão com atraso salarial há dois meses. Esta quarta-feira tinham marcado encontro com a direcção daquela instituição, mas não se fez presente.

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique – centro zonal nordeste – tutela as estações agrárias existentes em Ribáuè, Nametil, Namialo, Namapa, na provícnia de Nampula, e Montepuez, em Cabo Delgado, sendo que em todos esses locais 293 funcionários registam irregularidade no pagamento de salários desde o início deste ano.

“O salário de Fevereiro, por exemplo, entrou depois da primeira quinzena de Março. O único salário que entrou a tempo foi de Março. O salário de Abril entrou em Maio; o salário de Maio entrou no dia 23 de Junho. O salário de Junho e Julho, até então, não sabemos o que está a acontecer”, explicou um dos afectados que falou em anonimato.

São funcionários de todos os níveis que se ressentem do problema de atraso salarial. Com 10 anos de trabalho como servente viu seu salário subir 100% com a implementação da nova tabela salarial única, estando neste momento a auferir pouco mais de 9.000,00MZN. É adulto, já na terceira idade e tem cinco dependentes directos – faz parte dos que não têm salário a tempo e também fala em anonimato por temer represálias.

“Para mim, quando entro aqui no serviço, começo a sentir-me mal…está tudo desorganizado isto”.

A falta de salários desorganiza a vida privada dos funcionários e está a ter reflexo na prestação do serviço público. E como forma de terem informação oficial, dirigiram uma carta à direcção da instituição marcando um encontro para esta quarta-feira, mas até à saída da nossa equipa de reportagem, nenhum dirigente tinha se feito presente.

Essa ausência é vista pelos afectados como uma falta de consideração perante um problema legítimo. “Estamos aqui até este preciso momento, nenhum representante se fez presente. Temos funcionários que estão sendo despejados das casas que estão a arrendar. E depois, maior número de funcionários públicos têm empréstimos bancários. O que acontece é que as Finanças retêm o valor e os bancos, também, vão tirando os juros. É normal um funcionário que aufere 35.000,00MZN, no final de dois a três meses de atraso salarial na conta encontrar apenas 10.000,00MZN”, lamentou outra funcionária ouvida pela nossa equipa de reportagem no final da tarde desta quarta-feira.

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique é uma instituição pública de investigação agrária que dá um suporte importante na pesquisa e desenvolvimento de sementes melhoradas, para além de certificar as sementes produzidas por particulares e que queiram colocar no mercado.

Não foi possível colher informação da parte da direcção daquele instituto público porque o delegado provincial em Nampula estava ausente do local habitual de trabalho.

Entretanto, esta semana, o porta-voz do Governo disse em Maputo que o problema que se verifica nalgumas instituições públicas relativas ao pagamento de salários não está relacionada à falta de dinheiro na Contabilidade Pública, mas sim a problemas do sistema informático de processamento de salários.

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