A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.
O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.
Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.
Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano.
“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.
O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.
“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.
As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.
Há aumento de casos de conflitos laborais na Cidade de Maputo. O Centro de Mediação e Arbitragem Laboral diz que, no primeiro semestre de 2022, houve 521 casos, número que subiu para 1288 no primeiro semestre de 2023.
Os sectores de indústria, comércio a retalho é que registaram menores casos, mas o de segurança privada tem maior ocorrência de casos de conflitos laborais que culminam com impasses. A informação foi avançada, na manhã desta quinta-feira, pelo director do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral na Cidade de Maputo.
“Em igual período de 2022, deram entrada 521 petições contra 1288 de 2023, o que representa um aumento de 767 petições equivalente a 59,5%.”
O director do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral aponta as causas que originam esses conflitos: “As petições resultam de despedimentos sem justa causa, rescisão unilateral de contratos de trabalho, falta de pagamento dos indemnizações, falta de pagamento de salários ou serviços prestados, descontos arbitrários, incumprimento de acordos revogatórios de contrato de trabalho, falta de remuneração de férias não gozadas na vigência do contrato de trabalho, esclarecimento e reintegração”.
E no meio desses conflitos houve situações de reintegração de trabalhadores, em que, no primeiro semestre de 2022, foram reintegrados 26 e, no igual período de 2023, foram reintegrados 36 trabalhadores.
Há escassez de produtos alimentares de primeira necessidade no Mercado Grossista do Zimpeto, na Cidade de Maputo. O medo de viajar para a África do Sul devido aos assaltos na via é um dos principais factores que contribuem para a situação.
Desde o ano 2022 que é arriscado viajar de Moçambique para África do Sul devido a frequentes assaltos, ao longo da via, protagonizados por desconhecidos.
Devido à redução de viagens para a terra do rand, alguns produtos de primeira necessidade escasseiam no Mercado Grossista do Zimpeto, o maior do país.
Em entrevista ao “O País”, os micro-importadores nacionais explicaram que a situação tem tornado os dias cada vez mais difíceis devido aos assaltos que têm sido recorrentes, nos últimos dias, nas proximidades de Libombo, na entrada da África do Sul, por via de Ressano Garcia.
“Arriscamo-nos bastante em ir para a África do Sul, simplesmente porque precisamos de alimentar as nossas famílias, a situação não está fácil. Os assaltantes andam com armas, atiram-nos pedras e pneus e até matam”, contou Isaura Vasco, micro-importadora.
Júlio Muianga é importador de cebola. Decidiu limitar as viagens porque teme o pior, após ter presenciado, na semana passada, um assalto a uma viatura.
“Eram seis jovens que invadiram o nosso carro. Eles queriam descarregar batatas e atiraram-nos pedras, umas pedras grandes, e partiram todos os vidros do camião. Eu fui lesionado naquele dia e ultimamente tenho passado por ali com muito medo”, contou Muianga.
O congestionamento de camiões, ao longo da Estrada Nacional Número 4, agrava a situação causada pelos assaltos.
Por exemplo, devido ao problema, o Mercado Grossista do Zimpeto já começa a registar escassez de alguns produtos, com destaque para a batata. Ademais, há também agravamento dos preços.
O saco de batata, que há duas semanas custava entre 200 e 300 Meticais, agora chega a ser vendido a 450 Meticais.
Por sua vez, a Associação dos Mukheristas exige reforço de segurança nas zonas onde ocorrem os assaltos.
“Exortamos as autoridades a resolverem o problema porque constitui um prejuízo não só para nós, mas também para os próprios consumidores”, apelou Sudekar Novela.
Há cerca de uma semana, o consulado sul-africano emitiu um comunicado, segundo o qual, as viagens de e para África do Sul devem ser feitas somente em situações extremamente prioritárias, até haver garantia de segurança efectiva.
Tribunal sul-africano anulou, ontem, a acusação judicial do ex-presidente Jacob Zuma contra o actual chefe de Estado, Cyril Rampahosa. A Justiça sul-africana considera a acção inválida e inconstitucional. Zuma foi obrigado a pagar as custas judiciais de Ramaphosa e de dois outros advogados.
O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, recorreu a um tribunal em Joanesburgo, no ano passado, para acusar o Presidente da República, Cyril Rampahosa, de não ter agido quando o informou sobre uma suposta má conduta do procurador público Billy Downer.
Billy Downer, é quem lidera o processo judicial do Ministério Público sul-africano contra Zuma num caso de corrupção pública de mais de 20 anos a decorrer num tribunal da província de KwaZulu-Natal.
Um colectivo de cinco juízes, do Tribunal Superior de Gauteng, em Joanesburgo, decidiu anular a acusação de Zuma contra o actual chefe de Estado considerando que equivale a um “abuso” do processo de Justiça.
Os juízes consideram o acto de Zuma uma ação inválida e inconstitucional.
Os magistrados sul-africanos entendem que as acusações de Zuma “não levariam a uma condenação, pois são baseadas em conduta que não constitui crime.
O tribunal condenou Zuma a pagar as custas judiciais de Ramaphosa e de dois outros advogados.
No mês passado, o Tribunal Superior de KwaZulu-Natal, em Pietermaritzburg, anulou também uma acusação privada de Zuma contra o pricurador Billy Downer e a jornalista sul-africana Karin Maughan por alegada partilha de documentos judiciais submetidos em tribunal pelos advogados de defesa do ex-chefe de Estado sul-africano.
Artur Comboio ainda é treinador do Ferroviário de Nacala até indicação contrária da direcção dos “locomotivas”, que poderá reunir-se ainda esta semana para definir o futuro do treinador
Nos últimos dias, correm notícias que dão conta da demissão de Artur Comboio do comando técnico do Ferroviário de Nacala, depois da goleada sofrida em Maputo, diante do Costa do Sol, por 5-1. Artur Comboio assumiu, no final do referido jogo, a supremacia do adversário e que a equipa não conseguiu encontrar-se em campo devido ao cansaço.
Na ocasião, Artur Comboio justificou a goleada com as seguintes palavras: “de facto é uma derrota muito pesada, mas talvez quem não acompanhou a nossa logística possa pensar que o Ferroviário (de Nacala) jogou o que tem jogado, não é isto que temos jogado. Uma equipa está a chegar às 02h00 de madrugada para jogar às 14h30, acho que não é adequado para o futebol moçambicano”.
Entretanto, regressados à Nacala, o treinador começou a ser vítima de notícias que (ainda) não constituem a verdade, uma vez que a direcção dos “locomotivas” não confirma a demissão da equipa técnica, alegadamente por maus resultados.
Em contacto telefónico com uma fonte do Ferroviário de Nacala, este assegurou que Comboio ainda continua no comando dos “locomotivas” enquanto aguarda pela reunião da direcção, que até agora está condicionada pela ausência do respectivo presidente de direcção.
Entretanto, por enquanto, a equipa técnica liderada por Artur Comboio tem estado ausente dos trabalhos da equipa desde esta terça-feira, no regresso aos treinos depois da viagem a Maputo.
Esta ausência prende-se pelo facto de os adeptos impedirem a entrada de Artur Comboio e seus adjuntos nas instalações do clube para trabalharem com os jogadores, porque já não querem a continuidade do técnico.
Enquanto Comboio não comanda a equipa, a equipa sénior está sob expensas dos treinadores da casa, nomeadamente da equipa B. A direcção do Ferroviário de Nacala vai pronunciar-se nos próximos dias em relação à continuidade ou não de Artur Comboio no comando técnico da colectividade.
O Ferroviário de Nacala é actualmente 9º colocado do Moçambola 2023, o último lugar de permanência na prova, com 12 pontos em 11 jogos, ou seja, ao fim da primeira volta. Os “locomotivas” de Nacala somaram na primeira volta da prova três vitórias, igual número de empates e cinco derrotas. Marcaram nove golos e sofreram 15.
As três vitórias alcançadas por Artur Comboio foram todas em casa, sucessivamente, contra o Ferroviário de Quelimane, para a segunda jornada, por 3-0, diante do Ferroviário de Nampula, na sexta jornada, à tangente, e Matchedje de Maputo, também por 1-0, na 10ª jornada.
Os empates foram alcançados na 7ª, 8ª e 9ª jornadas respectivamente diante da Associação Desportiva de Vilankulo (0-0), Ferroviário de Maputo (2-2) e Ferroviário de Lichinga (1-1). Os “locomotivas” de Nacala perderam os seus jogos diante da União Desportiva de Songo (1-0), Black Bulls (4-0), Baía de Pemba (0-1), Ferroviário da Beira (1-0) e Costa do Sol (5-1).
A turma de Nacala joga domingo para a final da Taça de Moçambique, fase provincial, diante do homónimo de Nampula, no Estádio 25 de Junho, voltando a jogar para o Moçambola 2023 a 22 de Julho, na recepção da União Desportiva de Songo.
A selecção sénior masculina de basquetebol já conhece a ordem dos seus jogos na segunda edição do AfroCan-2023. Camarões é o primeiro adversário no segundo dia de competições, tendo em conta que estará de fora na primeira jornada, devido ao número ímpar de equipas no grupo.
Camarões vai ser o primeiro adversário de Moçambique na fase final do AfroCan, prova destinada aos jogadores que actuam internamente e que terá lugar na capital de Angola, Luanda, de 8 a 16 de Julho próximo.
Esse jogo entre Moçambique e Camarões está marcado para 9 de Julho, um dia depois do arranque da prova, o que quer dizer que o combinado nacional não vai disputar a primeira jornada, entrando logo na segunda jornada.
A selecção nacional volta a jogar para a segunda jornada da fase de grupos no dia seguinte, 10 de Julho, defrontando a sua congénere da República Democrática de Congo, encerrando a participação no fase regular.
Com quatro grupos formados, Moçambique está integrado no grupo D. Qualifica-se para os quartos-de-final o primeiro classificado de cada grupo, sendo que o segundo e o terceiro vão disputar entre si o apuramento na segunda fase.
O segundo do grupo A jogará com o terceiro do B. O mesmo acontecerá nos grupos C e D.
Com este modelo, Moçambique tem garantidos, na competição, três jogos no mínimo, que serão importantes para atacar a qualificação para o Afrobasket.
O seleccionador nacional de basquetebol masculino, Milagre Macome, esteve a trabalhar com 15 jogadores para esta competição, nomeadamente Pio Matos, Baggio Chimonzo, Azenio Cossa, Tomás Maquile, Celio Chirombe, Hugo Martins, Ermelindo Novela, Uwami Chongo, Elves Houana, Turdevales Nhantumbo, Jerry Manjate, Malik Camal, Klaus Bhunguele, Danilo Cne e Egídio Zandamela, sendo que dois destes ficarão por terra, não seguindo viagem para Luanda.
Ou seja, para a competição, cuja viagem está agendada para esta quinta-feira, Milagre Macome vai levar 13 jogadores. A delegação moçambicana deverá ser composta por 20 elementos, entre jogadores, equipa técnica e staff, bem como dirigentes federativos.
O AfroCan-2023 terá lugar em Luanda, Angola, de 8 a 16 de Julho corrente, contando com 12 selecções divididas em quatro grupos cada. O grupo A é composto por Quénia, Gabão e Costa do Marfim; o B terá Angola, Nigéria e Mali, enquanto o D integra Marrocos, Tunísia e Ruanda. O último grupo, o D, tem Moçambique, República Democrática do Congo e Camarões.
ANGOLA DEFRONTA NIGÉRIA NA PRIMEIRA FASE DO AFROCAN
Angola vai defrontar a similar da Nigéria na fase preliminar da segunda edição do AfroCAN, após a disputa da última eliminatória, que apurou as últimas duas selecções para a competição que arranca sábado, no Pavilhão Arena do Kilamba, em Luanda.
Com o apuramento das últimas duas selecções, nomeadamente Nigéria e Costa do Marfim, o quadro de selecções que vão disputar a edição número dois do AfroCAN, prova reservada aos atletas que actuam nos campeonatos domésticos, fica completo. Nigéria integra o Grupo B, junto a Angola e Mali, ao passo que a Costa do Marfim foi colocada no Grupo A, ao lado do Quénia e Gabão.
Os nigerianos que falharam o apuramento para a fase final da décima nona edição da Copa do Mundo da “bola ao cesto” estarão no máximo das suas forças, ao contrário da selecção angolana que se viu privada das suas melhores unidades, por força dos regulamentos da FIBA-Africa.
Os regulamentos da entidade que rege a modalidade no continente africano dizem que os atletas que actuam nos respectivos campeonatos domésticos e que foram chamados para o Mundial da Ásia não podem fazer parte da competição.
Em face disso, Angola está desprovida dos seus melhores executantes, com realce para Childe Dundão, Gerson Gonçalves “Lukeny”, Gerson Domingos e Aboubakar Gakou.
Entretanto, a selecção sénior masculina de basquetebol de Angola regressou esta terça-feira a Luanda, depois de cumprir um estágio pré-competitivo de aproximadamente três semanas e meia, visando a disputa da segunda edição do AfroCAN.
Os angolanos têm estado a treinar no Pavilhão Principal da Cidadela Desportiva, sendo que vão fazer o reconhecimento do piso do Pavilhão Arena do Kilamba, nas próximas horas, segundo apurou o Jornal de Angola junto de uma fonte próxima do Comité Organizador.
O seleccionador angolano, Aníbal Moreira, trabalha nesta altura com quinze atletas, dos vinte inicialmente convocados, para posteriormente escolher os doze que vão representar a bandeira daquele país no evento.
Para já, uma comitiva da FIBA-Africa desembarcou ontem no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, no âmbito da realização da segunda edição do AfroCAN, prova a decorrer de 8 a 16 do mês em curso, no Pavilhão Arena do Kilamba, em Luanda, e vai reforçar o Comité Organizador da prova, segundo revelou o antigo secretário-geral da Federação Angolana de Basquetebol (FAB).
A selecção nacional de futebol, os Mambas, já se encontra em Durban, África do Sul, local que acolhe o torneio regional da Cosafa desde esta quarta-feira. A delegação moçambicana, que seguiu viagem esta quarta-feira, tem no horizonte a conquista da prova que já foi finalista vencido por três ocasiões
Deixaram o país na manhã desta quarta-feira, seguindo viagem a Durban, África do Sul, via Ponta d’Ouro, com o único objectivo de disputar o torneio regional de futebol, a Taça Cosafa.
Os 23 jogadores convocados pela equipa técnica carregam uma ambição para esta competição, que passa por vencer os três jogos da fase de grupos, a Angola, Lesotho e Maurícias, vencer as meias-finais e a final, trazer a taça para os moçambicanos e, quiçá, fazer história.
O único ausente e grande baixa nesta “Operação Cosafa” é, sem dúvidas, o seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, que, com autorização da direcção da Federação Moçambicana de Futebol, se desloca à Europa para assistir ao casamento da sua filha.
Uma baixa que não tira sono nem ambição aos jogadores moçambicanos nesta prova, até porque tiveram dois dias de trabalho intenso com o seleccionador nacional, Chiquinho Conde.
Vale lembrar que o próprio seleccionador nacional disse que deu toda autonomia ao seleccionador-adjunto, Victor Matine, que será o timoneiro desta campanha, para que faça as suas escolhas, mas tendo em conta o objectivo de dignificar o país.
DOIS DIAS DE TREINOS INTENSOS

Antes da partida para Durban, a selecção nacional de futebol teve dois dias de trabalhos intensos com Chiquinho Conde, que deixou ficar a sua marca em termos técnico-tácticos daquilo que pretende que seja a forma de actuar dos Mambas, aproveitando o facto de quase todos os jogadores, à excepção de dois, conhecerem a sua filosofia de jogo.
Nos trabalhos em solo pátrio, foram trabalhados os aspectos de ligação entre os três sectores, defesa, meio campo e ataque, passe em profundidade, contra-ataques e situações de pressão, quer seja com bola e sem a bola, mas principalmente quando a equipa perde a bola.
Nas sessões realizadas no Estádio Nacional do Zimpeto, a equipa técnica nacional não contou com os jogadores da Black Bulls, porque só se juntaram no final do dia de terça-feira, depois da sessão matinal dos trabalhos dos Mambas.
Chiquinho Conde deixou claro que, para o primeiro jogo, seria difícil contar os seis jogadores dos “touros”, uma vez que ainda não estarão por dentro do conjunto, e a única sessão que teriam antes do jogo com Angola seria o de descontração, esta quinta-feira, depois da longa viagem feita.
Assim, Conde diz contar com todos eles para os restantes embates da fase de grupos, e que a sua prestação deve ajudar os Mambas a alcançarem os seus objectivos.
Moçambique faz a sua estreia esta sexta-feira diante de Angola, quando forem 15h00.
PALANCAS NEGRAS ACERTAM DETALHES PARA ESTREIA COM OS MAMBAS

A selecção angolana de sub-23 está na fase derradeira da preparação, visando o jogo de estreia do Grupo C, frente à congénere de Moçambique, na próxima sexta-feira, às 15h00, no Estádio King Zwelithini, em Durban.
Sem nenhuma contrariedade no plantel, Zeca Amaral orientou mais uma sessão no Centro de Estágio de Virginia United Football Club, em Durban, local onde a equipa se encontra desde a passada quinta-feira, para a melhoria dos aspectos técnicos e tácticos.
Apesar de não disputar nenhum jogo amigável, intenção manifestada pelo seleccionador nacional, o Jornal dos Desportos apurou que a disposição do grupo é boa e os atletas estão motivados para uma boa campanha.
Com uma equipa formada por jogadores com menos de 23 anos e que militam apenas na competição doméstica, os olímpicos estão apostados em conquistar o quarto título.
A entrega e a determinação demonstradas pelos atletas nas últimas sessões deixaram claro que o combinado nacional quer mudar o curso das últimas participações no torneio regional.
Zeca Amaral tem à disposição os guarda-redes Nsesani, Beny e Vicente; os defesas Hossi, Moisés, Mindinho, Tiago, Rúben, Yobo, Kapique e Mabele; os médios Enoque, Muila, Lizandro, Walter, Lopes e Sandro e os avançados Caneta, Jefer Gonjo, Ben Arfa, Apado, Manu e César Cangué.
A falta do desafio de controlo, a pedido do seleccionador Zeca Amaral, que serviria para aferir os níveis competitivos da selecção, tendo em atenção uma prestação melhor em relação às edições anteriores, não abalou o grupo.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu felicitações do homólogo da Namíbia, Hagy Geingob, do Primeiro-Ministro das Maurícias, Pravind Kumar Jugnauth, e do Rei da Suécia, Carl Gustaf, por ocasião do 48º aniversário da Independência Nacional, assinalado no dia 25 de Junho.
O Presidente da Namíbia, Hagy Geingob, diz que esta ocasião histórica é um momento de reflexão e de orgulho pelo percurso assinalável de Moçambique rumo ao progresso desenvolvimento e autodeterminação e que o espírito inabalável de resiliência demonstrado pelo povo moçambicano na superação de vários desafios e nos esforços por um futuro melhor são verdadeiramente louváveis.
“A Namibia e Moçambique partilham uma longa história de amizade e cooperação enraizada nas nossas lutas comuns pela liberdade e independência. As nossas relações bilaterais têm-se reforçado ao longo dos anos com um empenho partilhado para o alcance da paz, estabilidade e desenvolvimento socioeconómico regionais. Reafirmo o empenho inabalável da Namibia no sentido de reforçar ainda mais os laços de amizade e cooperação entre as nossas nações. Enquanto vos desejo boa saúde, muito vigor e sabedoria nos vossos esforços de conduzir Moçambique para a prosperidade”, lê-se na mensagem do governante namibiano.
Já o Rei da Suécia, Carl Gustaf, refere na mensagem endereçada ao Chefe do Estado moçambicano que, por ocasião da efeméride, “Gostaria de transmitir as minhas sinceras felicitações a Vossa Excelência e votos de saúde, felicidade e prosperidade para o povo moçambicano”.
O Primeito-Ministro das Maurícias, Pravind Kumar Jugnauth, refere que Moçambique e o seu país sempre disfrutaram de laços de amizade e cooperação muito próximos assentes no património cultural comum e na visão partilhada de prosperidade para o continente africano.
“Estou ansioso em consolidar ainda mais as relações de irmandade e cooperação existentes entre as Maurícias e Moçambique. Queira aceitar, Excelência, os protestos da minha mais elevada consideração e os meus melhores votos de bem-estar pessoal, progresso e prosperidade continuas da República de Moçambique”, refere o governante mauriciano, segundo a nota da Presidência da República.
O ministro dos Transportes e Comunicações diz que a solução para o congestionamento dos camiões que transportam minérios através da Estrada Nacional Número Quatro (EN4) passa pela migração para o transporte ferroviário. Mateus Magala garantiu ainda estarem em curso negociações para a criação de fronteira única entre a África do Sul e Moçambique.
Nos últimos meses, vem crescendo o número de camiões que transportam minérios ao longo da Estrada Nacional Número Quatro, no sentido África do Sul-Ressano Garcia- Porto de Maputo, facto que tem causado grandes transtornos na circulação rodoviária.
O Governo, ciente do problema, diz que são necessárias soluções inovadoras que permitam a estabilização imediata da situação.
“A construção do terminal de trânsito de Pessene, cujas obras arrancaram esta semana, conjugada com a decisão de restrição e gestão do tráfego de camiões nas horas de ponta, constituem algumas medidas de impacto imediato em implementação, sendo nossa convicção que a solução estrutural dos congestionamentos dos camiões que transportam minérios através da N4 passa pela migração desta carga para a ferrovia”, explicou o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala.
Segundo Magala, para além da migração da carga rodoviária para a ferroviária, é necessário continuar a buscar soluções inovadoras e tecnológicas para enfrentar os desafios actuais.
Uma das soluções encontradas pelo Governo foi a criação do Porto Seco de Ressano Garcia, que visava assegurar que o ferrocrómio extraído das minas sul-africanas fosse baldeado ali e transportado por comboio até ao Porto de Maputo para a sua exportação.
Respondendo a perguntas de jornalistas, Mateus Magala reconheceu que este não tem surtido o efeito desejado.
“O Porto Seco de Ressano Garcia está a ser usado; o ponto é que podia ser ainda mais, uma vez que liga a linha de Ressano Garcia a Maputo, por isso algum tráfego vem via-férrea. O nosso plano é maximizar o Porto Seco. O grande constrangimento é que, da parte sul-africana (quilómetro 7), tínhamos que ter uma estrada directa que vai ao Porto Seco, para eles descarregarem e voltarem para África do Sul e entrarem nos vagões, mas não acontece. A carga rodoviária vem na mesma fronteira que tem muitas limitações. Os desafios são a nível de investimentos, de acordos entre os dois países”, explicou.
O Ministro dos Transportes e Comunicações falava ontem, após a inauguração de dois guindastes móveis do Porto de Maputo, orçados em 25 milhões de dólares americanos, e espera-se que flexibilizem o manuseamento de cargas.
“A inauguração dos novos guindastes assinala mais um marco significativo no progresso do Porto [de Maputo], na busca contínua por maior eficiência e resposta a cada vez maior demanda pelo nosso Corredor de Maputo e mais particularmente pelos serviços do Porto. Não são apenas dois guindastes que hoje (quarta-feira) inauguramos. Afirmamos, através deles, o nosso compromisso com o crescimento económico de Moçambique e no fortalecimento da nossa posição como um importante e competitivo corredor comercial na região.”
Com os novos guindastes, a direcção do Porto de Maputo espera manusear perto de três milhões de toneladas por ano.
“Estes investimentos traduzem-se igualmente num aumento significativo de produtividade e manuseamento de cerca de três milhões de toneladas adicionais, o que, por sua vez, trará um retorno ainda maior para os nossos accionistas. No entanto, reconhecemos que enfrentamos o desafio de lidar com um espaço físico limitado, de um porto circunscrito pela cidade que fez desenvolver e crescer”, disse Osório Lucas, director-executivo do Porto de Maputo.
A expectativa da instituição é que, até ao final do ano, se façam entre 28 e 29 milhões de toneladas como um todo.
“Mas, olhando para os terminais que são afectados directamente por estes guindastes, temos a expectativa de crescer de oito para 10 ou 11 toneladas, um crescimento bastante razoável, e as nossas projecções ao longo do tempo também são bastante sugestivas. Por exemplo, a média de tempo de contratos com os nossos clientes antes era de 2 a 3 anos, mas agora temos o contrato de até 10 anos, isso é resultado da confiança que transmitimos.”
Osório Lucas falou do investimento feito no terminal de Phessene, com um dos resultados do investimento do Porto de Maputo para melhor gestão do tráfego e garantia do bem-estar das comunidades vizinhas e dos utilizadores das estradas.
“Com uma capacidade estática para 250 camiões, a construção da primeira fase do projecto terá uma duração de 90 dias. Para além de maior segurança na EN4, o parque trará também uma maior eficiência portuária, já que alguma da tramitação se fará em Pessene”, avançou Lucas.
Contudo, há desafios que precisam de ser ultrapassados.
“Quando vocês vêem a fronteira congestionada, isso significa que a carga chega menos ao Porto ou chega mais tarde e nós não podemos ter navios parados à espera de receber carga, esse é o desafio imediato. O segundo desafio que tem sido citado é sobre o capital humano. As máquinas que apresentamos são de ponta, do melhor que há no mundo, e isso pressupõe formar continuamente os nossos quadros”, esclareceu.
O Porto de Maputo já conta com seis guindastes móveis, que servem para carregar e descarregar navios em trânsito.
Está interdita a movimentação de bovinos na sequência da eclosão de Febre Aftosa. Entretanto, o Comité Nacional de Vigilância de Combate à Febre Aftosa autorizou o trânsito de animais em dois distritos da província, mas os comerciantes e produtores não observam as medidas de forma criteriosa em Tete.
Para aliviar a pressão comercial e abastecimento de carne, na Cidade Tete, o Comité Nacional de Vigilância e Combate à Febre Aftosa abriu excepção para o trânsito de animais a nível dos distritos de Tete e Marara. Entretanto, nem todas as medidas são acatadas pelos comerciantes e produtores
Para contrapor estes cenários e fazer cumprir as recomendações que visam controlar a Febre Aftosa, uma equipa composta por técnicos e fiscais afectos ao Departamento Provincial de Veterinária em Tete, desencadeou, esta segunda-feira, uma campanha de sensibilização.
Os comerciantes avaliam positivamente a iniciativa do sector e alegam que a decisão vai impulsionar o negócio.
Em Tete, inicia, na próxima semana, a campanha de vacinação contra febre aftosa.