Cerca de uma em cada quatro mulheres grávidas no distrito de Quelimane, província da Zambézia, não recebeu com satisfação a confirmação da gravidez, segundo um estudo do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), que aponta as adolescentes e a falta de apoio dos parceiros como alguns dos principais factores associados a essa realidade.
A investigação concluiu que 24,5% das 1.546 mulheres inquiridas afirmaram não se ter sentido felizes quando souberam que estavam grávidas. Entre as adolescentes, essa percentagem ascendeu a 42,2%, enquanto entre as mulheres cujos parceiros manifestaram insatisfação com a gravidez atingiu 74,5%. Já entre aquelas que não mantinham diálogo com os companheiros sobre questões reprodutivas, a proporção foi de 48,9%.
O estudo analisou dados recolhidos entre 2023 e 2024 através do Sistema de Vigilância de Gravidezes (PregSurv), implementado no âmbito da Plataforma de Vigilância Demográfica e de Saúde de Quelimane.
Segundo os investigadores, as principais razões apontadas pelas mulheres para a falta de satisfação com a gravidez foram o facto de esta não ter sido planeada (30,2%), tratar-se de uma gravidez indesejada (26,5%) e o receio das consequências que poderia trazer para as suas vidas (17,7%). Foram ainda referidos o curto intervalo entre gravidezes e a decisão de não querer ter mais filhos.
Entre as participantes que afirmaram ter recebido a notícia com felicidade, as razões mais frequentes foram o desejo de ter um filho (34,1%), a percepção da gravidez como uma bênção ou uma boa surpresa (28,5%) e a vontade de aumentar a família (24,7%).
O estudo avaliou igualmente a reacção dos parceiros. Cerca de 16,9% das mulheres indicaram que os companheiros não ficaram satisfeitos com a gravidez. Nestes casos, as razões mais apontadas foram tratar-se de uma gravidez indesejada (30,2%), não planeada (29,0%) ou ocorrer pouco tempo após uma gravidez anterior (3,4%).
Entre os parceiros que acolheram positivamente a gravidez, 43% manifestaram o desejo de ter um filho, 21,8% afirmaram querer aumentar a família e 12% preparavam-se para ser pais pela primeira vez.
Apesar de 97,3% das mulheres referirem que os parceiros aceitaram a gravidez, o estudo identificou situações de rejeição. Entre os companheiros que recusaram assumir a gravidez, 39% não quiseram aceitar responsabilidades parentais e 34,2% alegaram não ser os pais da criança. Cerca de 26,2% das mulheres abandonadas durante a gravidez afirmaram desconhecer os motivos dessa decisão.
Para Ariel Nhacolo, os resultados evidenciam a necessidade de reforçar intervenções dirigidas não apenas às mulheres, mas também aos seus parceiros, promovendo uma abordagem centrada no casal.
“A comunicação entre os parceiros, o apoio emocional e o envolvimento de ambos nas decisões relacionadas com a gravidez são factores determinantes para melhorar a saúde materna e infantil”, refere o investigador.
A investigação identificou igualmente as adolescentes como o grupo mais vulnerável, apresentando níveis mais elevados de gravidezes não intencionais, menor conhecimento sobre métodos contraceptivos modernos e menor comunicação com os parceiros sobre planeamento familiar.
Os autores defendem que uma melhor compreensão da forma como as mulheres vivem emocionalmente o início da gravidez poderá contribuir para o reforço dos programas de saúde materna e infantil, recomendando uma maior participação dos parceiros nas consultas pré-natais e nas acções de aconselhamento, bem como uma atenção reforçada às adolescentes e às mulheres em situação de maior vulnerabilidade.
O estudo foi desenvolvido no âmbito da Rede CHAMPS, financiada pela Fundação Gates através da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth. Além do CISM, participaram investigadores do Instituto Nacional de Saúde, do ISGlobal, do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, da Universidade de Barcelona, da Universidade de Washington e de outras instituições parceiras.
O Presidente da Ucrânia voltou a falar sobre o facto de o acordo de exportação de cereais ter sido suspenso pela Rússia e lembrou que no ano passado apenas foi possível “evitar uma crise de preços no mercado global de alimentos” devido à existência desse mesmo acordo.
Por essa razão, segundo o Observador, Volodymyr Zelensky revelou que está a levar a cabo acções para preservar o “papel global da Ucrânia” como um “garante da segurança alimentar por considerar que dar continuidade às exportações de alimentos por via marítima é uma questão “estrategicamente importante” e não só para o país.
“Sem as exportações da Ucrânia, o défice no mercado global será, infelizmente, muito tangível. E não apenas para os países mais pobres. Diferentes países sentirão isso, desde a Líbia ao Egito e até Bangladesh e China“, afirmou Zelensky.
O Presidente ucraniano acusou Moscovo de provocar crises políticas e migratórias.
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, alertou, ontem, que uma eventual detenção do Presidente russo, Vladimir Putin, durante a cimeira das economias emergentes conhecidas como BRICS, em Agosto, seria uma “declaração de guerra”.
A posição surge numa altura em que o país discute a possibilidade de receber o líder russo para uma cimeira dos BRICS em Joanesburgo, no próximo mês. Porém, o chefe de Estado russo é alvo de um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional (TPI), uma disposição que Pretória, como membro da entidade, teria de implementar caso ele comparecesse ao evento.
O dilema diplomático sul-africano chegou já a tribunal, onde o principal partido da oposição, a Aliança Democrática (DA), está a tentar forçar o governo e garantir que o líder do Kremlin seja detido e entregue ao TPI caso pise o país.
Mas, numa declaração de resposta, Ramaphosa descreveu o pedido da oposição como sendo “irresponsável”, argumentando que a própria segurança nacional estava em causa.
“A Rússia deixou claro que deter o seu Presidente em exercício seria uma declaração de guerra; seria contrário à nossa Constituição arriscar-se a entrar em guerra com a Rússia”, disse Ramaphosa numa declaração que até agora era confidencial e foi ontem tornada pública, contra a vontade do chefe de Estado, por ordem de um tribunal de Gauteng, no norte do país, escreve a SIC Notícias.
“Assumir o risco de guerra com a Rússia seria um exercício temerário, inconstitucional e ilegal face aos poderes conferidos ao Governo. Tenho obrigações constitucionais de proteger a soberania nacional, a paz e a segurança da República e de respeitar, proteger, promover e satisfazer os direitos à vida, à segurança e à proteção do povo da República”, acrescentou.
Vladimir Putin, recorde-se, é procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) com base nas alegações de que a Rússia terá deportado ilegalmente crianças ucranianas.
A África do Sul está a tentar obter, por isso, uma isenção ao abrigo das regras do TPI, com base no facto de que o decreto da prisão poderia ameaçar a “segurança, a paz e a ordem do Estado”, afirmou.
A África do Sul é a atual presidente do grupo BRICS, que inclui também o Brasil, a Rússia, a Índia e a China, e que se assume como um contrapeso ao domínio económico ocidental.
O secretário-geral das Nações Unidas diz que o sistema financeiro internacional não cumpre a sua função enquanto rede de segurança global face aos desafios humanitários actuais. António Guterres diz que o mundo deve inspirar-se no espírito de humanismo, dignidade e justiça defendido por Nelson Mandela.
No seu pronunciamento, o secretário-geral das Nações Unidas, organização que instituiu a efeméride, fala da pobreza, fome, desigualdades sociais e catástrofes como actuais desafios das nações e lamenta que o sistema financeiro internacional não responda aos dramas sociais.
“Actualmente, a pobreza, a fome e as desigualdades estão a aumentar, os países fundam-se em dívidas, a crise climática está a destruir a vida daqueles que menos fizeram para provocar e o nosso sistema financeiro injusto e desactualizado não cumpre a sua função enquanto rede de segurança global”, disse Guterres.
Com isso, Guterres apela ao resgate do legado do pan-africanista Nelson Mandela, cuja trajectória se notabilizou pela defesa da dignidade humana.
“Temos a possibilidade de resolver esses problemas, ao comemorarmos a vida de Nelson Mandela. Ao comemorarmos a vida e obra de Nelson Mandela, deixemo-nos inspirar pelo seu espírito de dignidade e justiça. Apoiemos as mulheres, as meninas e os agentes de mudança de todo o mundo”, apelou.
Já alguns analistas internacionais, ouvidos pelo jornal O País, apontam que o legado de Mandela está cada vez mais esquecido, pela África e pelo povo sul-africano. Wilker Dias julga que a África do Sul voltou a ser palco de desigualdades raciais e criminalidade.
“A África do Sul tem ainda alguns focos desta separação racial; existem algumas zonas em que os negros não são permitidos entrar, isso acaba por afectar esse processo que foi conseguido por Nelson Mandale. Portanto, o legado de Nelson Mandela está a ser enterrado, primeiro pelos próprios sul-africanos e depois pela África”, denunciou Wilker Dias.
Já José Gama fala de uma África do Sul politicamente conturbada na era pós-Mandela. Para o analista, o ANC que Nelson Mandela deixou é diferente do de hoje. “Na altura, o ANC tinha uma forte ideologia.
Antigamente, as pessoas votavam no ANC porque eram incutidas que aquilo que prevalecia era ainda o espírito de Nelson Mandela, mas, hoje, sobretudo os mais velhos, sentem-se traídos porque há coisas que não estão a ser resolvidas, e o ANC, sem Nelson Mandela, está cada vez mais a entrar em declínio.”
O Dia Internacional Nelson Mandela, celebrado a 18 de Julho, celebra o aniversário do nascimento do líder sul-africano e vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1993.
A União Africana (UA) lamentou esta terça-feira a decisão da Rússia de suspender o acordo que permitia a exportação de cereais ucranianos através do Mar Negro, defendendo que os cereais devem ser enviados para onde são precisos.
“Lamento a suspensão da iniciativa relativa aos cereais do Mar Negro, que a União Africana tinha apoiado desde o início”, declarou o presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, na sua conta do Twitter, citado pelo Notícias ao Minuto.
Moussa Faki Mahamat exorto as partes envolvidas a resolverem os problemas para permitir o reinício da passagem contínua e segura de cereais e fertilizantes da Ucrânia e da Rússia para as regiões que deles necessitam, nomeadamente África.
Assinado em julho de 2022 em Istambul e já renovado duas vezes, o acordo sobre os cereais expirou esta segunda-feira.
A Comissão Política da Renamo aprovou, hoje, os 65 nomes dos cabeças-de-lista para igual número de autarquias que vão acolher as eleições autárquicas a 11 de Outubro próximo. Destaque vai para Venâncio Mondlane e António Muchanga, cabeças-de-lista para as cidades de Maputo e Matola, respectivamente.
A meta da Renamo é, por um lado, manter as oito autarquias onde governa actualmente, mas, por outro, conseguir 50% dos municípios existentes e até conquistar mais. Depois da reunião da Comissão Política Nacional, o porta-voz Alfredo Magumisse anunciou os nomes.
Para a capital do país, a aposta da Renamo vai para Venâncio António Bila Mondlane, nome que já vinha a ser ventilado em alguns meios de comunicação, sobretudo os digitais. Para Matola, a Renamo volta a apostar em António Pedro Muchanga.
Nas outras autarquias da Província de Maputo, vão concorrer Carvalho Eduardo Mbeve, Manhiça; Rahil Samsser Khan, Marraquene; Janeiro Pedro, Namaacha; Alcinda da Conceição, Boane; Henriques Chirime, Matola-Rio.
Para as autarquias da província de Gaza, a Renamo avança com Felix Felisberto Tivane para Xai-Xai; Arlindo Afonso, Chókwè; Narciso Manuel Cumbane, Macia; Vicente Flor Langa, Chibuto; Herminio Eusébio Novela, Manjacaze; Moisés Gabriel Nhabanga, Praia de Bilene; Muphatua Baloi, Massigir.
Para Inhambane, a Renamo depositou a sua esperança em Vitalino Macacauze, Inhambane, Mamudo Bene Hagere Mamudo, Maxixe; Joaquim Quinito F. Vilanculos, Vilanculos; Chaile Pedro Matimo, Massinga; Alberto Chale Mujuvo, Quissico; Rogério Canda, Homoíne.
Em Manica, para Chimoio, a perdiz tem aposta em Manuel Samule Macocove como cabeça-de-lista; para Barue avança Bonifácio Tique Quembo; para a vila autárquica de Manica vai Zolinho Nanganhane; para Gondola está Edson Isaías Masanganhe; para Guro avança Bernanrdo António Cutana; e para Sussundenga o escolhido é Rosa Saene.
Em Sofala, a cidade da Beira tem como cabeça-de-lista Geraldo Alexandre Carvalho; para Dondo Cristóvão Filipe Soares; para Marromeu avança Eusébio Vasco Mendonca; para a Vila Autárquica de Caia vai encabeçar a lista da Renamo Martinho Celestino Francisco; e para Gorongosa vai Mureze Roberto.
Para a província de Tete, avança para a capital Tete Ricardo Frederico Francisco Tomás como cabeça-de-lista que concorreu na última edição das eleições autárquicas. Para Moatize, a Renamo escolheu Catarina Olinda Salomão; para Ulongue avança Lucas Inácio João, para a Vila Autárquica de Nhamaiabwe foi seleccionado Taybo Nurmahomed Camissa; e, para Vila Autárquica de Chitima, o seleccionado é Alberto César Mirção Dominos.
Para a província da Zambézia, Manuel de Araújo avança como cabeça-de-lista para a cidade de Quelimane. Para Morrumbala; avança Abílio Abel Magaia; para a Vila Autárquica de Milange, a escolha recai para Enoque Domingos Zaqueu; para Mocuba avança Fernando Pequenino; Alto Molocué está Otílio Eduardo Munhequele; para Maganja da Costa está Eduardo João Ladria; e, para Vila Autárquica de Gurué, a Renamo apostou em Mnateiga Bulaisse.
Para o maior círculo eleitoral do país, a província de Nampula, a Renamo mantém a aposta em Paulo Vahanle. Para a cidade de Nacala Porto, a Renamo decidiu manter a confiança em Raul Novinte, actual autarca. Para Mussoril, vai Lúcia Xavier Afate. Para a Ilha de Moçambique, vai Abdul Raimo Zainadine; para Monapo avança Pedro Florêncio; para Angoche, a escoalha recai para Issufo Rajá; para Ribaué avança Joinfre Celestino e, por fim, Mário Adriano Muimela está como cabeça-de-lista para Malema.
Em Cabo Delgado, Amido António é o cabeça-de-lista para a cidade de Pemba; para Mocímboa da Praia está Sulemane Omar; para Montepuez avança Benjamim Augusto; para Mueda, a Renamo apostou em Francisco Maiaia; no extremo mais a norte da província, concretamente em Balama, a Renamo vai apostar em Simão Alberto Amimo; em Chiurre avança Alicora Intutunha e, para a Ilha do Ibo, está como cabeça-de-lista Magido Mussaibo.
Para a província de Niassa, a capital provincial Lichinga contará com Orlando Augusto Leite Sousa como cabeça-de-lista da perdiz; para Cuamba, o cabeça-de-lista é Mário Cinquenta Naula; em Metangula está Vasco Anónio; Mecanhelas a Renamo avança com Bonifácio Martinho Mapereira Verula; em Madimba avança Sequeira António e, por fim, Marrupa tem como cabeça-de-lista da Renamo Armando Augusto Leite de Sousa.
Os nomes anunciados vão depois ser homologados pelo Conselho Nacional da Renamo que vai reunir-se no fim deste mês na província de Sofala.
O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, confirmou que três jogadores já adquiram a nacionalidade moçambicana e estão prontos para representar os Mambas no próximo embate diante do Benim, de qualificação ao CAN-2023
Trata-se de Arsénio Nunes, jogador de 33 anos de idade e que trocou o Arouca pela União Desportiva de Leiria, Ricardo Guima, de 27 anos de idade e jogador do Desportivo de Chaves, e Jonathan Muiomo, de 24 anos de idade e jogador do FC Carl Zeiss Jena, da Alemanha, que já tem a sua situação de naturalização concluída.
A confirmação foi feita pelo presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, na província de Manica, esta terça-feira.
“Neste momento, temos já três naturalizados que são os jogadores que jogam no Arouca e no Chaves, nomeadamente o Arsénio e o Guimarães, que têm o processo terminado”, disse Sidat aos jornalistas.
Os três jogadores estão agora no radar do seleccionador nacional, Chiquinho Conde, que já pode contar com eles para o embate do próximo mês de Setembro, diante do Benim, a contar para a última jornada do grupo L de qualificação para o Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim.
Ricardo Martins Guimarães, nascido a 14 de Novembro de 1995, é colega de Bruno Langa no Desportivo de Chaves, equipa da primeira divisão de Portugal, e tem sido o esteio do meio campo na equipa transalpina.
Na temporada passada, 2022/23, Guima, como é carinhosamente tratado, disputou 33 jogos com o emblema do Chaves, dos quais 29 (dos 34) para o campeonato da primeira divisão, a Liga Portuguesa, tendo totalizado 1922 minutos, três jogos da taça da Liga, feitos em 126 minutos, e mais um jogo da Taça de Portugal, incluindo o prolongamento, tendo feito um golo no jogo em que a equipa foi eliminada pelo Valadares Gaia por 3-2.
Na presente temporada, na fase da pré-época, Ricardo Guima esteve em dois jogos, nomeadamente nos empates diante do AVS, sem abertura de contagem, e Fafe, a uma bola.
Já Arsénio Martins Lafuente Nunes, nascido a 30 de Agosto de 1989, trocou, neste mercado de transferência, o FC Arouca, da primeira divisão portuguesa, pela União Desportiva de Leiria, num contrato de duas temporadas, para reforçar o ataque da equipa na Liga 2.
Ao serviço dos Arouquenses, Nunes fez 35 jogos, dos quais 31 para a Liga Portuguesa, dois para a Taça de Portugal, e outros dois para a Taça da Liga. Nestes jogos, fez quatro assistências e não marcou nenhum golo, tendo totalizado 1165 minutos em todas as provas.
Outro jogador disponível para Chiquinho Conde é Eusébio Chilepfane Johathan Muiomo, chamado nos meandros futebolísticos por John Muiomo, nascido a 28 de Janeiro de 1999.
O avançado do FC Carl Zeiss Jena, da 3ª divisão alemã, concretamente na Liga Regional do Nordeste, ajudou a equipa a manter-se no escalão, graças aos seus oito golos apontados em 34 jogos, dos quais 33 para a Regional e outro para a Taça da Alemanha.
Entretanto, Feizal Sidat confirmou ainda que mais quatro jogadores estão na calha da naturalização e que, em breve, poderão estar ao dispor da equipa técnica nacional.
“Estão a caminho mais quatro jogadores e penso que, dentro de 20 a 25 dias, estes quatro atletas podem ter o processo terminado e também prontos para representarem os Mambas. Mas por ora já temos dois que estão em Portugal e mais um que está na Alemanha, o John Muiomo, que também já está naturalizado”, disse Sidat sem avançar os nomes.
Recorde-se que os Mambas têm cartada decisiva em Setembro, diante do Benim, no Estádio Nacional do Zimpeto, a precisar de apenas um ponto para se qualificar para a fase final do CAN, 13 anos depois da sua última participação, em 2010, em Angola.
Moçambique iniciou, esta segunda-feira, os trabalhos de preparação para a sua participação no Campeonato Continental de Futsal, de 07 a 13 de Agosto, em Bangkok, na Tailândia.
O seleccionador nacional, Faruk Ismael, mais conhecido por Farukito nos meandros desportivos, orientou a primeira sessão de treinos na manhã desta segunda-feira, no pavilhão Gimnodesportivo da UEM, em Maputo, sob o olhar atento do Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat.
Moçambique é convidado para esta competição que, desta vez, contará com seis selecções, nomeadamente Moçambique, Tailândia, República Checa, Ilhas Salomão, Myanmar e Afeganistão, divididas em dois grupos e cujo sorteio ainda não foi realizado.
O Campeonato Continental de Futsal, Tailândia-2023, realiza-se anualmente e, através do mesmo, as selecções preparam-se para diferentes frentes internacionais, e para o caso da selecção de Moçambique, esta busca rodagem para o Campeonato Africano de Futsal que vai decorrer no próximo ano em Maputo.
Assim, para esta participação, Farukito chamou 16 jogadores para integrarem o combinado nacional, com destaque para Ricardo Ferreira, jogador que actua no CF Futsal Mataro da Espanha.
EIS A LISTA DOS PRÉ-CONVOCADOS
Grupo Desportivo Iquebal: Nelson Luva, André Anderson, Mário Jr, Vasco Mahesse, Écan Castro, Délcio Zandamela;
Liga Desportivo Maputo: Carlos Jr. e Francisco Jr.
Atlético Moçambique: José Uetimane; Idelson Benesse, Abílio Levessene, Caldo Aníbal;
Evo Madeira Futsal Clube: Agostinho Monteiro;
Petromoc: Joaquim Jr., Félix Ubisse, Pedro Jr.
CF Futsal Mataro (Espanha): Ricardo Ferreira
Três dias após ter anunciado, durante a cerimónia dos prémios ESPY, que irá continuar a jogar na NBA para cumprir aquela que será a 21ª temporada como profissional, LeBron James, 38 anos, fez agora saber, através do amigo de adolescência e agente Rich Paul, que deixará de usar o número 6 para voltar ao 23, escreve o Jornal de Angola.
Os Lakers confirmaram a notícia através das redes sociais, noticia o jornal desportivo português, A Bola, na edição online desta segunda-feira.
“É uma decisão de LeBron. Ele decidiu deixar de usar o 6 em respeito a Bill Russell”, disse Paul ao jornalista Dave McMenamin da ESPN, referindo-se ao mítico poste dos Boston Celtics, 11 vezes campeão da Liga, Melhor Jogador (MVP), em cinco ocasiões, e All-Star em outras 12, que faleceu a 31 de Julho de 2022, aos 88 anos.
Na altura, para além de as camisolas das 30 equipas passarem a ter na época 20022/23 um número 6 sobre um fumo negro junto à alça em memória de Russell, assim como passou a existir um 6 a meio-campo fora das linhas de jogo, os Celtics foram ainda mais longe e colocaram-no também em cada garrafão, ficou igualmente decidido que o 6 seria definitivamente retirado de todas as equipas.
Agora, a mais de três meses do arranque da temporada 2023/24, a decisão está tomada e LeBron James volta a envergar o n.º 23.
Em busca de afirmação no seio da elite africana e no contexto internacional, o Ruanda, carrasco de Moçambique no play-off de acesso aos quartos-de-final e medalha de bronze na segunda edição do AfroCAN, Luanda 2023, chegou ao pódio com os préstimos de quatro jogadores naturalizados.
O Jornal de Angola fez o levantamento dos jogadores naturalizados ruandeses, com destaque para Kendall Gray, poste de 2,08 metros, 31 anos, campeão nacional pelo Petro de Luanda, em 2019, que é um dos quatro nacionalizados da selecção estreante num AfroCAN. O jogador, oriundo dos Estados Unidos, foi, com 137 minutos, o quinto mais utilizado no Campeonato Africano das Nações sénior masculino de basquetebol, pelo técnico Yves Murenzi, coadjuvado por Aristide Mugabe e Naci Ndayishimiye.
William Robeyns, base de 1,91 metros, nascido na Bélgica, Ntore Habimana, extremo de 1,96 metros, descendente do Canadá, e Dan Manzi, extremo-poste de 2,00 metros, oriundo da República Democrática do Congo (RDC), são os atletas que reforçam a selecção do Ruanda.
Robeyns, 27 anos, somou 148 minutos, tendo sido o terceiro com mais tempo em campo, conforme dados estatísticos do combinado ruandês. A seguir vem Habimana, com 145, e Manzi, com 96, é oitavo de uma lista integrada por 12 jogadores.
O base de dupla nacionalidade, canadiana e ruandesa, destaca-se ainda com 58 pontos; Ntore marcou 54, Dan 39, e Gray 35. Dieudonne Ndizeye, que alinhou por 173 minutos, em seis jogos, e marcou 94 pontos, foi o mais aproveitado e melhor cestinha da equipa.
Eis o nome dos oito jogadores natos do Ruanda: Olivier Turatsinze, Jean Jacques, Caden De Dieu Furaha, Emile Galois Kazeneza, Dick Mutatika Sano, Patrick Ngabonziza, Steven Hagumintwari e Dieudonne Ndizeye.
Sorteado no Grupo C, o Ruanda estreou-se na prova com derrotas, por 61-67 e 58-59, diante da Tunísia e do Marrocos, respectivamente. No jogo para qualificação para os quartos-de-final, suplantou Moçambique por 73-62; nos “quartos” afastou Angola por 73-63, e nas meias-finais, perdeu por 71-74, frente ao Costa do Marfim.
Na disputa pelo terceiro lugar, vitória por 82-73, foi o resultado contra a RDC.