Cerca de uma em cada quatro mulheres grávidas no distrito de Quelimane, província da Zambézia, não recebeu com satisfação a confirmação da gravidez, segundo um estudo do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), que aponta as adolescentes e a falta de apoio dos parceiros como alguns dos principais factores associados a essa realidade.
A investigação concluiu que 24,5% das 1.546 mulheres inquiridas afirmaram não se ter sentido felizes quando souberam que estavam grávidas. Entre as adolescentes, essa percentagem ascendeu a 42,2%, enquanto entre as mulheres cujos parceiros manifestaram insatisfação com a gravidez atingiu 74,5%. Já entre aquelas que não mantinham diálogo com os companheiros sobre questões reprodutivas, a proporção foi de 48,9%.
O estudo analisou dados recolhidos entre 2023 e 2024 através do Sistema de Vigilância de Gravidezes (PregSurv), implementado no âmbito da Plataforma de Vigilância Demográfica e de Saúde de Quelimane.
Segundo os investigadores, as principais razões apontadas pelas mulheres para a falta de satisfação com a gravidez foram o facto de esta não ter sido planeada (30,2%), tratar-se de uma gravidez indesejada (26,5%) e o receio das consequências que poderia trazer para as suas vidas (17,7%). Foram ainda referidos o curto intervalo entre gravidezes e a decisão de não querer ter mais filhos.
Entre as participantes que afirmaram ter recebido a notícia com felicidade, as razões mais frequentes foram o desejo de ter um filho (34,1%), a percepção da gravidez como uma bênção ou uma boa surpresa (28,5%) e a vontade de aumentar a família (24,7%).
O estudo avaliou igualmente a reacção dos parceiros. Cerca de 16,9% das mulheres indicaram que os companheiros não ficaram satisfeitos com a gravidez. Nestes casos, as razões mais apontadas foram tratar-se de uma gravidez indesejada (30,2%), não planeada (29,0%) ou ocorrer pouco tempo após uma gravidez anterior (3,4%).
Entre os parceiros que acolheram positivamente a gravidez, 43% manifestaram o desejo de ter um filho, 21,8% afirmaram querer aumentar a família e 12% preparavam-se para ser pais pela primeira vez.
Apesar de 97,3% das mulheres referirem que os parceiros aceitaram a gravidez, o estudo identificou situações de rejeição. Entre os companheiros que recusaram assumir a gravidez, 39% não quiseram aceitar responsabilidades parentais e 34,2% alegaram não ser os pais da criança. Cerca de 26,2% das mulheres abandonadas durante a gravidez afirmaram desconhecer os motivos dessa decisão.
Para Ariel Nhacolo, os resultados evidenciam a necessidade de reforçar intervenções dirigidas não apenas às mulheres, mas também aos seus parceiros, promovendo uma abordagem centrada no casal.
“A comunicação entre os parceiros, o apoio emocional e o envolvimento de ambos nas decisões relacionadas com a gravidez são factores determinantes para melhorar a saúde materna e infantil”, refere o investigador.
A investigação identificou igualmente as adolescentes como o grupo mais vulnerável, apresentando níveis mais elevados de gravidezes não intencionais, menor conhecimento sobre métodos contraceptivos modernos e menor comunicação com os parceiros sobre planeamento familiar.
Os autores defendem que uma melhor compreensão da forma como as mulheres vivem emocionalmente o início da gravidez poderá contribuir para o reforço dos programas de saúde materna e infantil, recomendando uma maior participação dos parceiros nas consultas pré-natais e nas acções de aconselhamento, bem como uma atenção reforçada às adolescentes e às mulheres em situação de maior vulnerabilidade.
O estudo foi desenvolvido no âmbito da Rede CHAMPS, financiada pela Fundação Gates através da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth. Além do CISM, participaram investigadores do Instituto Nacional de Saúde, do ISGlobal, do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, da Universidade de Barcelona, da Universidade de Washington e de outras instituições parceiras.
Destaque para o duelo entre as equipas sénior masculino da A Politécnica e Costa do Sol, sábado, às 17h00, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane. Esta será uma partida entre o primeiro e segundo classificados da prova, ambos com seis pontos.
Roda, este fim-de-semana, a dupla jornada da “Taça Maputo Jogabets 100 Paus” de basquetebol sénior masculino e feminino. Hoje, o Maxaquene defronta, às 19h00, no seu pavilhão, a equipa secundária “tricolor”.
A anteceder esta partida, isto a contar para a 4ª jornada ao nível dos seniores femininos, a Lazio, conjunto que ocupa a última posição com dois pontos, mede forças com as Águias Especiais, ora na penúltima posição com a mesma pontuação.
Já o Ferroviário de Maputo “B” recebe, às 18h30, no seu campo, as Águias Especiais em seniores masculinos, numa partida entre o 4º e 6º classificados com cinco e três pontos, respectivamente.
A Politécnica – conjunto que está na 2ª posição com seis pontos – terá pela frente, hoje, às 18h30, no seu pavilhão, a formação sénior masculina da Universidade Pedagógica, 9.ª classificada com dois pontos.
No pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, o líder Costa do Sol em masculinos trava argumentos às 19h30 com a sua equipa sub-20, que se encontra na 5ª posição com quatro pontos. Uma hora antes, o Costa do Sol em seniores femininos joga com o Ferroviário “B”. As “canarinhas” lideram a competição com seis pontos, enquanto a equipa secundária do Ferroviário de Maputo é 4ª com quatro pontos.
Por sua vez, o Desportivo de Maputo, em masculinos, bate-se com o Ferroviário “A” numa partida que vai colocar frente a frente o sétimo classificado, com três pontos, e o terceiro com cinco.
Já no sábado, Ferroviário “B” mede forças com Universidade Pedagógica às 15h30 no seu campo. Duas horas depois, o Ferroviário “A” terá pela frente o Costa do Sol sub-20 no mesmo recinto.
Ainda na jornada de sábado, Maxaquene “B” em seniores masculinos defronta, no pavilhão do Desportivo, às 16h30, com as Águias Especiais. Às 18h30, o mesmo recinto acolhe a partida entre o Maxaquene “A” e Desportivo em seniores masculinos.
Destaque para o duelo entre a A Politécnica e Costa do Sol, sábado, às 17h00, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane. Este será um duelo entre o primeiro e segundo classificados da prova com seis pontos ambos.
Nos outros jogos agendados para sábado, Maxaquene “B” joga com Águias Especiais, em seniores masculinos, enquanto a A Politécnica bate-se com o Maxaquene em femininos no pavilhão da primeira formação.
Nas eleições internas de sábado último, em Homoíne , Marcelino Samuel sagrou-se vencedor, para ser o cabeça-de-lista nas eleições autárquicas de Outubro próximo. Samuel estava na corrida com a jovem deputada Jovial Setina, tendo vencido com 31 votos, contra 22 de Jovial.
Sucede que, depois das avaliações do processo para a submissão às autoridades eleitorais, se constatou que Marcelino Samuel não se recenseou em Homoine, tendo-o feito em Maputo, o que o tornou inelegível para ser o futuro presidente do Conselho Autárquico de Homoine.
No seu lugar, a deputada Jovial Setina, que ficou em segundo lugar nas eleições internas, torna-se cabeça-de-lista.
Black Bulls recebe, esta sexta-feira, às 15h00, o Matchedje em jogo da 12ª jornada do Moçambola 2023. A ronda prossegue sábado com a realização de duas partidas com destaque para o Ferroviário de Maputo vs Ferroviário da Beira.
É a última maratona, é a derradeira etapa e decisiva do Moçambola 2023. Os pontos são preciosos na corrida ao título, os pontos são essenciais para recuperar posições e lutar pela manutenção tranquila no primeiro escalão do futebol moçambicano.
No Complexo do Tchumene, na Matola, a Black Bulls, líder da prova com 23 pontos, faz “sala” ao Matchedje, lanterna vermelha da prova com apenas seis pontos. A jogarem em casa, e olhando para a qualidade dos respectivos plantéis, os “touros” são claramente favoritos a conquistar os três pontos.
Aliás, na primeira volta golearam os “militares” por 3-0, num jogo em que podiam até ter marcado muito mais golos. Sábado, no prosseguimento da jornada 12, o Ferroviário de Maputo recebe o seu homónimo da Beira no relvado sintético do Costa do Sol.
Com um arranque aos soluços, tendo perdido o pelotão da frente, o Ferroviário de Maputo melhorou, nas últimas jornadas da primeira volta, a sua prestação e já está na 5ª posição com 17 pontos, portanto, a seis do líder. Segundo classificado com 19 pontos, o Ferroviário da Beira sabe que uma vitória mantém a equipa na perseguição à Black Bulls, pelo que vem à capital para vencer.
No outro extremo do país, em Vilankulo, a Associação Desportiva local bate-se com o Ferroviário de Nampula, num duelo (por ordem do jogo) entre o 7º e 6º classificados com 15 e 16 pontos, respectivamente.
Trata-se de uma deslocação difícil para o Ferroviário de Nampula, porquanto a AD Vilankulo tem feito mossa aos seus adversários quando joga em casa.
Domingo, na conclusão da 12ª jornada, o Costa do Sol, 3º classificado com 19 pontos, terá pela frente em casa o Sporting de Quelimane, conjunto que se encontra na penúltima posição com oito pontos. É mais um jogo em que os “canarinhos” tudo farão para pontuar, até para não se atrasarem na luta pela conquista do título.
O Baía de Pemba, igualmente na zona de despromoção, bate-se em casa com Ferroviário de Lichinga, curiosamente, adversário que no último domingo afastou da Taça de Moçambique ZAP ao vencer por um a zero.
Com sete jogos em casa (dos onze na segunda volta), os baianos pretendem capitalizar este factor para saírem da zona de despromoção.
Num jogo que vai marcar a estreia de Dominguez e Reginaldo Faite, a União Desportiva do Songo desloca-se à Nacala, onde se vai bater-se com o Ferroviário local. À entrada desta jornada, os campeões nacionais (UD Songo) ocupam a 19 pontos. Já o Ferroviário de Nacala é 9º classificado com 17 pontos.
QUADRO DE JOGOS:
Sexta-feira, 21 de Julho
Black Bulls vs Matchedje
Sábado, 22 de Julho
AD Vilankulo vs Fer. Nampula
Fer. Maputo vs Fer. Beira
Domingo, 23 de Julho
Baía de Pemba vs Fer. Lichinga
Costa do Sol vs Fer. Quelimane
Fer. Nacala vs UD Songo
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição) apresentou, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, uma iniciativa de acusação do Presidente de Angola, João Lourenço, por alegadamente ter subvertido o processo democrático no país e consolidar um regime autoritário que atenta contra a paz.
“A governação de João Lourenço é contra a democracia, a paz social e contra a independência nacional. A sua rejeição pela nação traduz-se na mais elevada taxa de reprovação já verificada em tempo de paz”, refere o partido, citado pelo Observador.
Segundo o grupo parlamentar, o sentimento geral dos cidadãos é de que o Presidente da República traiu o juramento que fez, perdeu absolutamente a confiança dos eleitores e, por isso, “deve ser destituído do cargo”.
A UNITA recorda que João Lourenço, durante a sua posse em 15 de Setembro de 2022, jurou desempenhar com dedicação as funções de que foi investido, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República de Angola e as leis e defender a independência, a soberania e a unidade da nação.
Volvidos nove meses, na opinião da UNITA, o Presidente angolano “subverteu o processo democrático e consolidou no país um regime autoritário, que atenta contra a paz e contra os direitos fundamentais dos angolanos”.
O partido, sustenta, na sua iniciativa, que na actual governação de João Lourenço “não há pluralismo nem igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas correntes de opinião política no espaço público. Só há um poder efectivo numa República que funciona cada vez mais como uma autocracia. Tal subversão constitui um crime de violação da Constituição que atenta gravemente contra o Estado democrático de Direito”, aponta.
Os deputados da UNITA realçam que, enquanto titular do poder executivo, ao ter definido a orientação política do país, “por via do qual do Estado foi capturado por uma oligarquia que é dirigida, mantida e controlada pelo Presidente da República”, João Lourenço “atentou e atenta contra a dignidade da pessoa humana, a concretização da independência nacional e contra a construção da paz social e da unidade da nação”.
Acusam o chefe de Estado angolano de furtar-se ao cumprimento das tarefas fundamentais do Estado e promover, em vez disso, políticas erradas de governação e bloquear a fiscalização dos seus atos de governação pelos órgãos competentes e independentes do Estado.
Para a UNITA, João Lourenço tornou-se o “único responsável político” pela crise geral de governação que Angola vive e que se manifesta, entre outros aspetos, no “assalto” ao Tesouro Nacional para “financiar direta e indiretamente os investimentos privados da oligarquia que protege”.
“Ao promover, manter, consolidar e cristalizar a partidarização e controlo directo ou indirecto, aberto ou velado das instituições do Estado por um partido político, o Presidente da República, com flagrante desvio ou abuso das suas funções ou com grave violação dos inerentes deveres, destrói, altera ou subverte o Estado de Direito constitucionalmente estabelecido”, refere a UNITA.
O partido liderado por Adalberto Costa Júnior diz igualmente existirem “fortes evidências de coação” contra órgãos constitucionais, designadamente, a Assembleia Nacional (parlamento), a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Banco Nacional de Angola (BNA) e os tribunais, “da parte do Presidente da República, que atentam contra o regular funcionamento das instituições”.
Em relação ao poder judicial, acrescenta, “há evidências claras de interferência do Presidente da República, controlo, instrumentalização e manipulação dos juízes dos tribunais superiores, para além de o Presidente da República não defender a Constituição ao não ter exatamente o mesmo procedimento em relação aos dois juízes conselheiros presidentes que alegadamente atuaram à margem da lei”.
De acordo com a UNITA, “aumentaram” igualmente “evidências de actos de corrupção activa e passiva” no seio de titulares de cargos políticos dependentes do Presidente da República “que, mesmo depois de receber denúncias, queixas e reclamações diversas, manifesta inação, tolerância, conivência ou desdém”.
Nesta proposta de destituição de João Lourenço, a UNITA assinala ainda que, com as referidas práticas, João Lourenço “construiu e consolidou um regime político assente na subversão da lei e do Estado, na corrupção, contrariando o juramento da sua posse”.
O grupo parlamentar da UNITA vai apresentar ao plenário da Assembleia Nacional — com maioria do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, liderado por João Lourenço), esta iniciativa para o processo de acusação e destituição do Presidente angolano, João Lourenço.
Centenas de manifestantes revoltados com a queima de exemplares do Alcorão invadiram a embaixada da Suécia em Bagdá, capital do Iraque, e atearam fogo no prédio, na madrugada desta quinta-feira.
Segundo a imprensa internacional, a embaixada foi incendiada durante a manifestação organizada por partidários do líder religioso xiita Moqtada al-Sadr.
Segundo os vídeos partilhados nas redes sociais e uma testemunha que falou à Reuters sob anonimato, dezenas de homens saltarem a cerca do complexo diplomático sueco e o som destes a tentarem arrombar uma porta. Outro vídeo mostra o que parece ser uma pequena fogueira a ser iniciada e em outras imagens vários indivíduos parecem estar numa sala da embaixada, com um alarme audível ao fundo.
“Os funcionários da representação sueca encontram-se em segurança”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia, num email citado pela RTP.
“Estamos a par da situação. O pessoal da nossa embaixada (no Iraque) está em segurança e o Ministério mantém contacto regular com eles”, acrescentou.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraquiano já condenou o ataque, tendo dado instruções às autoridades competentes de segurança para conduzirem uma investigação urgente e tomarem as medidas de segurança necessárias para descobrir as circunstâncias do incidente e identificar os autores do ato e responsabilizá-los de acordo com a lei.
As manifestações aconteceram na sequência de um homem ter planeado, sob protecção da polícia, queimar uma cópia do Alcorão e da Torá, o livro sagrado dos judeus, em frente à embaixada de Israel em Estocolmo no sábado, referiu o Notícias ao Minuto.
No entanto, o homem terá já abandonado aquele plano.
O direito de realizar manifestações públicas é protegido pela Constituição sueca, e as leis contra a blasfémia foram abandonadas nos anos de 1970.
São ao todo mais de 500 alunos que deixam de estudar ao ar livre e sentados no chão com a entrega, terça-feira, da Escola Primária de Senga, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, requalificada pelo projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies.
Aos cânticos e aplausos, as crianças da aldeia de Senga, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, olhavam o movimento anormal de pessoas e para a sua escola que estava com a entrada isolada de fitas e com uma flor.
Não faziam ideia do que podia estar a acontecer. Mas era um prenúncio de que estava na hora de abandonar as árvores, tendas improvisadas e salas de construção precária para salas de alvenaria e mais modernas.
As memórias que os alunos têm das aulas no passado não são das melhores, sobretudo em dias de chuva. “Quando chovesse, nós não tínhamos aulas porque nem nós nem os professores nos fazíamos presentes na escola. Ainda que as condições não fossem das melhores, tentávamos estudar”, contou Elsa Jaime, aluna da Escola Primária Completa de Senga.
E nos dias de sol, as crianças eram nómadas em função da posição da sombra das árvores, aliás, das suas salas. Sem carteiras, os alunos escreviam as linhas do seu futuro sentados no chão.
“Estudar daquela maneira era um grande sofrimento para nós. Mas, agora que temos uma nova escola, estamos mais motivados e pedimos aos professores que estejam firmes porque as coisas melhoraram”, revelou Ernesto Duve, também aluno da Escola Primária de Senga.
Se a educação era um sofrimento para os alunos, para os que se dedicam a ensinar era incontáveis vezes pior. “Era muito difícil porque, no tempo chuvoso, obrigávamos os alunos a abandonar para ir à casa porque não é possível dar aulas numa mangueira. Com a nova escola, vai mudar muita coisa. Faça chuva, faça sol, estaremos sempre a trabalhar”, disse Morez Abai, professor da Escola Primária de Senga, num tom entusiasmado.
E o corte de fita, que parece simples, é que abre a porta para a mudança na Escola Primária Completa de Senga, distrito de Palma, em Cabo Delgado.
A infra-estrutura escolar entregue, esta terça-feira, pelo governador da província de Cabo Delgado, foi requalificada com o financiamento do projecto Mozambique LNG, liderado pela multinacional TotalEnergies.
São quatro salas com carteiras e a parte administrativa devidamente equipada. A escola tem corrente eléctrica com base na energia solar. O investimento é de cerca de 500 mil dólares.
“Tudo o que vamos fazer, queremos fazer juntos. Cada passo que damos, cada obra que fazemos, eu acho que é justo e é necessário que sejam as pessoas de Cabo Delgado, de Palma, de Senga que se beneficiem e tenham trabalho, também”, indicou o director-geral da TotalEnergies, Maxime Rabilloud.
Com o regresso da população às zonas de origem, depois de deslocadas pelos ataques terroristas, o governador da província de Cabo Delgado destacou a importância da infra-estrutura escolar.
“As obras que aqui foram erguidas vão aliviar a fadiga de muitas das nossas crianças que o distrito de Palma tem, num total de 18 892 alunos, onde destes 8692 são raparigas”, sublinhou Valige Tauabo, governador da província de Cabo Delgado.
Os habitantes da aldeia da Maganja, ainda no distrito de Palma, já andam com os pés bem assentes sobre um passadiço, mas nem sempre foi assim. “Para fazer a travessia, tinha que ser de barco ou tirar a roupa para poder mergulhar”, descreveu Faizal Momade, residente da Maganja, Cabo Delgado.
E nem é passar por lazer. A população da Maganja tem na pesca a sua fonte de sustento e este é o único caminho que as leva ao mar.
“Estamos felizes com o passadiço e vamos fazer a travessia sem medo de sermos atacados por crocodilos. Nos dias de chuva, atravessávamos mesmo com a água perto do pescoço”, afirmou Zenabu Momade, também residente de Maganja.
Também inaugurado esta terça-feira, a construção do passadiço foi financiado pelo projecto LNG, no valor de 300 mil dólares.
Com uma extensão de mais de 100 metros, a vida útil da infra-estrutura é de mais de 15 anos. E em dias de muito calor, a descida para um banho refrescante também está facilitada.
Um tubo de gás explodiu, esta noite, causando nove feridos, em Joanesburgo, na África do Sul. Não há registo de mortes, segundo avançou o primeiro-ministro sul-africano, Lesufi, citado pela News24.
O tubo que explodiu estava enterrado numa das avenidas de Joanesburgo. Em consequência da explosão, a estrada ficou totalmente destruída. Alguns carros também foram danificados.
O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, diz que a perspectiva da agremiação era de levar ao torneio COSAFA a selecção sub-23 e não a principal. Sidat diz ainda que não se justifica a derrota diante do Lesotho, pelo que vai exigir explicações da equipa técnica pelo fracasso dos Mambas no certame havido em Durban, África do Sul.
Uma vitória no fecho da prova diante das Maurícias, por 1-0, uma derrota inesperada frente ao menos expressivo Lesotho, por 1-0, e um empate a uma bola na estreia com Angola não foram suficientes para colocar os Mambas nas meias-finais do recém-terminado torneio regional da COSAFA.
Os quatro pontos conquistados foram insuficientes para a selecção nacional alimentar o sonho de conquistar a prova, uma vez que a Zâmbia fechou a fase de grupos com mais pontos, seguindo para outra fase como a segunda melhor classificada de todos os grupos.
O fracasso na COSAFA não foi do agrado da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) que se diz contrariada em relação à selecção que devia disputar a prova. É que, segundo Feizal Sidat, presidente da agremiação, a perspectiva era levar para a competição a selecção nacional sub-23 e não a principal, tal como sucedeu. “Obviamente que não estava nas nossas expectativas. Os próprios treinadores sabem porque levaram jogadores, porque a nossa perspectiva era levar a selecção sub-23.
Moçambique despediu-se na derradeira jornada com a vitória sofrível diante das Maurícias (1-0), enquanto Angola conseguiu derrotar o Lesotho por 4-2. Estes resultados colocaram o combinado nacional na 3ª posição no grupo “C” com quatro pontos, os mesmos que Angola, segunda classificada.
“Devíamos ter chegado à final, mas não o fizemos, infelizmente. Isso é da responsabilidade da equipa técnica. Quando chegarmos, depois vamos pedir que nos justifiquem o porquê dos desaires, o que aconteceu para que tivéssemos ganho, pelo menos, ao Lesotho”.
Aliás, a derrota diante do Lesotho, país sem grande expressão no futebol africano, continua a ser mal digerida.
“Sabemos que o Lesotho que o campeonato do Lesotho não é tão superior ao nosso”, justificou Feizal Sidat.
A fase de grupos do torneio regional Cosafa foi disputada por 12 nações divididas em três grupos de quatro equipas cada, sendo que os três melhores classificados e o segundo melhor colocado de todos seguirão para as meias-finais. Este figurino tinha em vista conferir maior rodagem às equipas, visto que permitiu a realização de um mínimo de três jogos e máximo de cinco. No anterior formato, os primeiros classificados de cada série apuravam-se para os quartos-de-final, sendo que não havia disputa doutros lugares. Ou seja, quem fosse eliminado na fase de grupos regressava para casa.
O Presidente da Ucrânia voltou a falar sobre o facto de o acordo de exportação de cereais ter sido suspenso pela Rússia e lembrou que no ano passado apenas foi possível “evitar uma crise de preços no mercado global de alimentos” devido à existência desse mesmo acordo.
Por essa razão, segundo o Observador, Volodymyr Zelensky revelou que está a levar a cabo acções para preservar o “papel global da Ucrânia” como um “garante da segurança alimentar por considerar que dar continuidade às exportações de alimentos por via marítima é uma questão “estrategicamente importante” e não só para o país.
“Sem as exportações da Ucrânia, o défice no mercado global será, infelizmente, muito tangível. E não apenas para os países mais pobres. Diferentes países sentirão isso, desde a Líbia ao Egito e até Bangladesh e China“, afirmou Zelensky.
O Presidente ucraniano acusou Moscovo de provocar crises políticas e migratórias.