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Município de Quelimane prepara intervenções de protecção costeira e drenagem avaliadas em mais de 20 milhões de euros. O avanço da erosão costeira continua a ameaçar várias zonas da cidade de Quelimane, na província da Zambézia. Os bairros de Icidua, Sangariveira e Murropué estão entre as áreas consideradas mais vulneráveis, devido à degradação progressiva das margens e aos efeitos das mudanças climáticas.

Perante o cenário, o Conselho Municipal de Quelimane já iniciou os estudos preparatórios para identificar as zonas prioritárias de intervenção e definir as obras necessárias para conter o avanço da erosão e melhorar o sistema de drenagem da cidade. Segundo o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, uma empresa holandesa encontra-se actualmente no terreno a realizar o levantamento primário, etapa que deverá anteceder o início das obras. 

A expectativa da edilidade é de que as intervenções propriamente ditas possam arrancar no próximo semestre. “Nós ainda estamos a trabalhar no cronograma de actividades, é só no primeiro trimestre do próximo ano é que as obras propriamente ditas poderão iniciar. Neste momento decorrem os estudos, semana passada esteve cá uma equipa técnica, próxima a semana virá uma equipa da Holanda, para mais estudos” disse o autarca adiantando que quando as equipas vem, recolhe  os dados para país de origem por forma a modelar os dados, por forma a fazer ensaio e isso leva algum tempo. 

O projecto de resiliência urbana está orçado em mais de 20 milhões de euros e foi anunciado em Março deste ano pelos embaixadores da Alemanha e do Reino dos Países Baixos, durante uma visita à cidade de Quelimane. As intervenções deverão abranger a faixa costeira e outras áreas consideradas vulneráveis. Um dos principais eixos prevê o acompanhamento da linha da marginal, desde o Porto de Quelimane até ao bairro Icidua, passando por Ivagalane e prolongando-se até Murropué. 

“Como sabemos o Rio dos bons sinais movem em duas direções dependendo do nível das águas do mar. Quando a maré é alta a água toma direcção contrária quando a maré baixa. O movimento das águas, influenciam o comportamento não só dos afluentes, como também afecta as infraestruturas” disse Manuel de Araújo para quem o semi-circulo que parte do Porto de Quelimane até aos bairros vulneráveis, visa proteger a zona costeira criando vasos comunicantes que permitam controlar a subida e a baixa da maré.

Antes da disponibilização do financiamento, o Município de Quelimane, em parceria com instituições académicas, já vinha realizando levantamentos para compreender a dimensão da erosão e identificar possíveis áreas de intervenção. Contudo, a insuficiência de recursos financeiros condicionou a capacidade do município de avançar com obras de maior dimensão.

Com o novo projecto, as autoridades municipais esperam reforçar a protecção da cidade contra a erosão costeira, melhorar a drenagem e aumentar a resiliência das comunidades e infra-estruturas localizadas nas zonas de maior risco

 

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O antigo Presidente da República defende que os jovens devem parar de apenas criticar e propor soluções para o bem do país. Joaquim Chissano referiu ainda que a juventude deve ser mais atrevida e confiar nas suas capacidades.

O antigo Presidente da República e Patrono da Fundação Joaquim Chissano deu, esta quinta-feira, em Maputo, uma aula de sapiência durante o Masterclass-Seasons, intitulada “liderança na prática”. Perante centenas de jovens, o antigo estadista aconselhou, mas também deixou críticas.

“Às vezes, porque Chissano disse isto, disse aquilo. É gargalhada para lá, é chacota. Em vez de se olhar para o que disse, analisar e transformar em conselho. Vocês, jovens, têm mais capacidade para fazer esse trabalho, de analisar, porque têm conhecimentos, têm meios de comunicação”, frisou.
Para o antigo Presidente da República, os jovens devem parar de depender, porque cabe a eles apresentar soluções para os problemas do país.

“Fazem-me a pergunta o que eu devo fazer. Essa vossa pergunta não é muito pertinente, porque nós lutamos para vocês poderem ir à escola e vocês voltam e perguntam a mim o que devo fazer. Sentem-se, analisem, pode ser em grupo, e vão encontrar soluções entre vocês, sem depender de ninguém. Usem os recursos que temos disponíveis ao máximo”, acrescentou.

Joaquim Chissano descreveu ainda o perfil de um líder: “Um líder deve levar a maioria, neste caso dos jovens, a reflectir em conjunto para definir o objectivo actual, ou seja, a pensar no Moçambique que nós queremos”.

Participaram no evento outros renomados oradores, nomeadamente Daniel David, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Soico e da DHD Holding, Salimo Abdula, Presidente do Conselho de Administração da Intelec Holdings, Josina Machel, activista de direitos humanos, e João Figueiredo, Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco.

O evento acontece pela terceira vez consecutiva este ano, e é organizado pela Executive Academy, uma instituição pertencente à empresa moçambicana Executive Sales Group.

Os dois Masterclass-Seasons anteriores tiveram, como temas, “conhecendo o seu eu” e “mulheres que inspiram”, tendo este último acolhido a palestra da antiga Primeira-ministra de Moçambique e Presidente do Conselho de Administração do ABSA Bank Moçambique, Luísa Diogo.

O Comité de Política Monetária (CPMO), do Banco de Moçambique, decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 17,25 %. Esta decisão é sustentada pelo agravamento dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação, não obstante as perspectivas da sua manutenção em um dígito no médio prazo.

O regulador do sistema financeiro nacional explica que, em Agosto de 2023, a inflação anual reduziu para 4,9 %, depois de 5,7% em Julho. Esta redução é explicada, principalmente, pela queda dos preços de bens alimentares, favorecida pelo prolongamento da época fresca, num contexto de estabilidade do Metical.

“A inflação subjacente registou um aumento, a traduzir, fundamentalmente, o incremento dos preços nas classes de restauração e de vestuário e calçado. Para o médio prazo, mantêm-se as perspectivas de uma inflação de um dígito, reflectindo, sobretudo, a estabilidade do Metical e o impacto das medidas que vêm sendo tomadas pelo CPMO”, refere o documento.

De acordo com o documento, os riscos e as incertezas subjacentes às projecções da inflação agravaram-se. A nível interno, prevê-se a prevalência da pressão sobre a despesa pública e das incertezas quanto à evolução e aos efeitos de eventos climáticos extremos. Na envolvente externa, destacam-se as incertezas quanto à magnitude do impacto do prolongamento e escalada do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, bem como a tendência recente para o aumento dos preços dos combustíveis. A materialização destes riscos poderá concorrer para uma aceleração da inflação, desviando-a da trajectória esperada.

O Banco de Moçambique (BM) tem como mandato primário manter a estabilidade de preços, de modo a assegurar a protecção do poder de compra dos cidadãos. Tal pressupõe que a inflação seja mantida baixa, em um dígito, e estável no médio prazo.

Sobre a decisão do CPMO, o economista Mukhtar Karimo entende haver condições para o Banco de Moçambique baixar ligeiramente a taxa de juro, como forma de sinalizar a melhoria dos indicadores na economia nacional, destacando a melhoria nos níveis de inflação nos últimos meses.

“Eu percebo o que o Banco de Moçambique diz no seu comunicado. Estamos a aproximar-nos ao fim do ano e,, normalmente, nessas alturas, há maior procura de bens alimentares e as intempéries normalmente assolam o país nos meses de Dezembro e Janeiro. O que o Banco de Moçambique fez foi antecipar-se a um possível choque”, explicou para, de seguida, acrescentar que a evolução positiva de alguns indicadores, tais como a estabilidade da moeda, leva a concluir que o BM poderia sinalizar para baixo, reduzindo a taxa nem que fosse em 25 pontos base, para influenciar a melhoria da economia.

Para Carimo, o facto de sinalizar com uma redução, pequena que seja, não iria estimular a procura por novos financiamentos, mas faria com que as empresas que têm créditos já contatados teriam um balão de oxigénio, e tivessem mais capital para importar mais e comprar mais no mercado interno e esse fluxo poderia ser cada vez mais revitalizado.

“Hoje, nós podemos dizer taxativamente que os objectivos do Comité de Política Monetária foram eficazes, isso em termos macroeconómicos, porque temos a inflação a reduzir e a moeda estável, mas, do outro lado, na economia real, sugaram liquidez do mercado e fizeram com as empresas não tivessem financiamento para continuar a laborar e reinvestir noutros sectores”, argumentou.

Sobre o mesmo assunto, o economista Egas Daniel, também defensor da tese de redução da taxa de juro, entende que o Banco de Moçambique está a ser cauteloso, uma vez que, com o aproximar do fim do ano (devido ao aumento da procura), espera-se uma mudança nos indicadores que ditam a variação da taxa de juro.

Daniel aponta que o impacto da manutenção é negativo para a economia, a destacar as famílias que serão obrigadas a manter restrição no consumo do crédito; as empresas continuarão sem incentivo para aumentar o investimento para produzir mais e haverá limitação na produção e na geração de emprego.

O economista levanta, como uma das razões da manutenção da taxa de juro, o (alegado) desalinhamento entre as medidas de política monetária e fiscal, aliado às previsões de despesas dos anos 2023 e 2024.

“É difícil esperar que o Governo prossiga com uma política restritiva. Uma das razões tem a ver com o ano 2024 demandar maior despesas por conta das eleições, e um outro ponto é o de que, nos primeiros três anos, o Governo não foi capaz de alcançar muitas metas, com destaque para os sectores de educação, o contexto da COVID-19 e o impacto da guerra russo-ucraniana, o que faz com que o Governo se sinta pressionado em alcançar as metas nesses últimos dois anos de governação. O custo da despesa acaba por ser repassada para a economia e o banco central procura controlar através da taxa de juro, explicou a finalizar.

Os interlocutores falavam esta quinta-feira no espaço O País Económico da STV.

 

PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO E EVOLUÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA

Segundo o relatório do CPMO, mantêm-se as perspectivas de um crescimento económico moderado no médio prazo.  A perspectiva é baseada no facto de, no segundo trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto ter crescido 4,7 %, a reflectir, essencialmente, um desempenho assinalável da indústria extractiva, com destaque para a produção de gás natural.

No médio prazo, antevê-se que a indústria extractiva continue a contribuir para a aceleração do crescimento do PIB. Excluindo os projectos de gás natural, prevê-se que a actividade económica continue a recuperar-se, não obstante os prováveis impactos negativos dos choques climáticos sobre a produção agrícola e diversas infra-estruturas.

Já o endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 321,1 mil milhões de Meticais, o que representa um aumento de 46,0 mil milhões em relação a Dezembro de 2022. O CPMO continuará a monitorar a evolução dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação e não hesitará em tomar as medidas correctivas necessárias.

A próxima reunião ordinária do CPMO está marcada para o dia 29 de Novembro de 2023.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) atribuiu a organização dos Campeonatos Africanos das Nações de 2025 a Marrocos e de 2027 a uma candidatura conjunta composta por Quénia, Tanzânia e Uganda.

Ao conceder as fases finais do CAN 2025 e 2027, a CAF levou em consideração os extensos relatórios dos Comités de Avaliação Independentes, que visitaram e avaliaram os países licitantes.

O Presidente da CAF, Patrice Motsepe, disse, na ocasião, que “o Comité Executivo da CAF ficou impressionado com a qualidade das apresentações dos países licitantes e dos relatórios de Roland Berger e PWC. Queremos felicitar Marrocos e Quénia, Tanzânia e Uganda e estamos confiantes de que eles cumprirão os padrões muito elevados que estabelecemos para sediar uma competição africana de sucesso e de classe mundial. Também estou satisfeito que o nosso compromisso de permitir que cada uma das seis regiões da CAF sedie a competição, com Quénia, Tanzânia e Uganda a serem os pioneiros e a representar a região da CECAFA. Esta zona sediou o CAN pela última vez em 1976, quando foi concedida à Etiópia.”

A candidatura marroquina concorria contra a Argélia, Zâmbia e candidatura conjunta de Nigéria e Benim para 2025, mas viu o caminho facilitado devido à desistência dos seus adversários.

Esta será a segunda vez que Marrocos, que também concorre com Portugal, Espanha e Ucrânia à organização do Mundial de 2030, organiza uma CAN, depois da edição de 1988, tendo ainda lhe sido atribuída a de 2015, mas, devido ao vírus ébola, pediu adiamento da mesma, acabando por ver a CAF retirar-lhe essa organização.

Patrice Motsepe, presidente da CAF, justificou ainda a escolha de Marrocos para sediar o CAN 2025. “Estou muito confiante pelo Marrocos. A principal razão para esta atribuição é a de apoiar a sua candidatura ao Mundial de 2030”, disse Motsepe.

O Secretariado da CAF, liderado por Véron Mosengo-Omba, visitará Marrocos e Quénia, Tanzânia e Uganda, para discutir e garantir que os compromissos assumidos pelos países anfitriões estão a ser cumpridos.

O maior evento em solo africano regressa à África Oriental após 51 anos desde que foi organizado pela última vez na Etiópia, em 1976.

Esta será a 36ª edição da competição e será a primeira vez que será organizada por três países.

O Ferroviário da Beira recebe o Baía de Pemba com ambições de vencer e consolidar a liderança do Moçambola 2023, como forma de estar mais próximo do título nacional. Uma vitória pode começar a ser chamada para a encomenda das faixas. A jornada será amputada pela não realização de dois jogos, envolvendo a União Desportiva de Songo e o Ferroviário de Maputo, que disputam as afrotaças.

Quando faltam quatro jornadas para o final da prova e com 12 pontos em disputa, o Ferroviário da Beira pode aumentar ainda mais o fosso pontual com o directo perseguidor, a Black Bulls, nesta jornada. É que os “locomotivas” de Chiveve recebem no Caldeirão o Baía de Pemba, e uma vitória pode catapultar a equipa para uma ponta final de luxo.

Mas está, de certo, avisado que não terá um adversário fácil, ou pera doce, já que vem tombando gigantes de algumas jornadas a esta parte. Trata-se de um Baía de Pemba que já tombou grandes do nosso futebol, casos da Black Bulls e da União Desportiva de Songo, ambos por uma bola sem resposta.

Aliás, o Baía de Pemba ainda não perdeu nesta segunda volta e soma quatro empates e três vitórias, resultados que colocam a equipa longe da zona da despromoção. O Ferroviário da Beira, precavido, vai querer vencer e começar a encomendar as faixas de campeão nacional.

Mas a Black Bulls, que tem menos um jogo na prova, não vai facilitar e entregar de bandeja o título. Facto é que tem deslocação complicada a Nampula, onde defronta o Ferroviário local, que também tem ambições de ascender à segunda posição, tendo em conta que a diferença pontual é de apenas um ponto.

Um jogo que vai, de certeza, trazer mudanças na tabela classificativa, em função dos resultados restantes. É que quem perder neste jogo corre o risco de cair para a 4a posição, de forma condicionada, em caso de vitória das equipas que se seguem na classificação, nomeadamente o Ferroviário de Lichinga ou o Costa do Sol, que se defrontam entre si.

Na luta pela manutenção, a Associação Desportiva de Vilankulo recebe, no Alto Macassa, o Ferroviário de Quelimane. Uma derrota dos “locomotivas” da capital da Zambézia pode ser o sentenciar da sua situação na prova e, por isso, não vai querer facilitar e vai querer arrastar a decisão final até ao fim da prova.

Já os “hidrocarbonetos” vão querer fugir da concorrência do Ferroviário de Nacala nesta disputa pela manutenção, vencendo e aumentando o fosso, que agora é de dois pontos, pese embora a turma de Nacala esteja de “folga” devido à ausência do seu adversário, o homónimo de Maputo, que está em Angola.

O já despromovido Matchedje de Maputo, por seu turno, terá que esperar, também, pelo regresso da União Desportiva de Songo, para continuar a cumprir o calendário, já que sabe que apenas espreitou e regressa à “segundona”.

As duas equipas moçambicanas que participam nas competições africanas e com sortes diferentes nos jogos da primeira mão, em Maputo, partem para Angola com mesmo o objectivo, mas com ambições quase diferentes. Enquanto o Ferroviário de Maputo vai procurar gerir a vantagem magra, podendo inclusive empatar e passar a eliminatória, a União Desportiva de Songo vai à busca de uma vitória, por mais de dois golos, para assegurar lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos

A derrota do campeão nacional na primeira mão, em Maputo, diante do Petro de Luanda, por duas bolas a uma, compromete as aspirações da equipa na luta pela qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. Uma derrota que vai pesar nos “hidroeléctricos”, uma vez que terão de duplicar as suas energias para alcançar positivo com muitos mais golos para assegurar lugar na “champions”.

Para garantir a qualificação para a fase de grupos, a turma de Songo terá de vencer por mais de dois golos de diferença, como forma de virar a eliminatória a seu favor, uma tarefa que se avizinha fácil, mas não impossível, como disse o técnico da colectividade, no final do jogo da primeira mão.
Entretanto, a União Desportiva de Songo está numa fase não boa, com duas derrotas consecutivas, a última delas diante do Baía de Pemba, para o campeonato, no sábado passado.

Ainda assim, os “hidroeléctricos” não vergam e garantem que vão a Tundavala para defrontar o campeão angolano e procurar a desforra, num ambiente a qual estão já preparados, quer em termos de enchente nas bancadas, quer pela hostilidade que vão encontrar, derivada da rivalidade entre os dois povos irmãos.

A União Desportiva de Songo parte na manhã desta sexta-feira, de Tete para Lubango, num voo charter, devendo aterrar ao meio dia, e de tarde realizam o treino de adaptação ao Estádio Nacional de Tundavala, local que vai acolher o jogo no sábado, quando forem 16h00 de Maputo.

“LOCOMOTIVAS” DE MAPUTO QUEREM “FAZER HISTÓRIA” EM TERRA ALHEIA

Por seu turno, o Ferroviário de Maputo, que partiu esta quinta-feira para Luanda e depois para Lubango, tem tarefa mais fácil, comparativamente à União Desportiva de Songo, mas complicada, tendo em conta o ambiente que vai encontrar na terra de JLO.
Os “locomotivas” da capital do país levam vantagem na primeira mão, ainda que ligeira, depois da vitória tangencial em Maputo e vão procurar gerir o resultado por forma a que não sejam surpreendidos.

Um empate ou mesmo vitória dos “locomotivas” e, até mesmo uma derrota, mas com diferença de um golo em Lubango, garante a qualificação da turma moçambicana para a fase de grupos da Taça CAF, também conhecida por Taça Nelson Mandela.

A turma orientada por João Chissano parte motivada pelos bons resultados que alcançou nas últimas três partidas, nos quais não sofreu nenhuma derrota. Venceu dois jogos e empatou um, no sábado, diante do Costa do Sol, com Mário a mostrar-se um verdadeiro goleador e, por isso, uma aposta ganha para a equipa técnica.

João Chissano antevê muitas dificuldades no jogo contra o Sagrada Esperança de Angola, referente à segunda “mão” da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça Nelson Mandela. Ainda assim, o técnico do Ferroviário de Maputo garante que a sua equipa vai encarar a partida com a mesma responsabilidade de sempre.

Em vantagem na eliminatória depois da vitória a uma boa resposta no jogo da primeira “mão”, no Estádio Nacional do Zimpeto, o Ferroviário de Maputo vai para Angola para procurar um resultado que garanta a passagem para a outra fase. Apesar do desejo de vencer, o técnico dos “locomotivas” antevê muitas dificuldades na partida.

Para evitar possíveis surpresas, João Chissano diz que está a preparar a sua equipa da melhor maneira, de modo a estar a um bom nível. O técnico dos “locomotivas” conta com todos os jogadores disponíveis para esta partida, que vai ser disputada este sábado.

O Sagrada Esperança, por seu turno, tem estado a fazer aprimoramento do passe, recepção e circulação da bola nas sessões de treinos, visando o jogo com o Ferroviário de Maputo, sábado, às 20h00 de Maputo, no Tundavala, referente à segunda “mão” da penúltima eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação de futebol.

No jogo da primeira “mão”, disputado em Moçambique, os angolanos perderam por 0-1, estando, por isso, em desvantagem. Para passar a eliminatória, a equipa da Lunda-Norte está obrigada a vencer por uma margem de dois golos.
O defesa central Kimazembá, a recuperar-se de uma intervenção cirúrgica, constitui baixa para a equipa, segundo o médico do clube angolano, Demístocles Esteves.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu ao secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, mais sistemas de defesa aérea para fazer face aos ataques russos às infra-estruturas energéticas do país previstas para o inverno.

Zelensky fez o pedido, esta quinta-feira, durante a visita feira por Stoltenberg à Ucrânia. 

O presidente ucraniano avançou, de acordo com a imprensa internacional, que entre aos assuntos discutidos durante a visita consta os ataques russos a infraestruturas críticas na Ucrânia e a possibilidade de os países membros fornecerem sistemas de defesa aérea adicionais.

O líder ucraniano disse, igualmente, que o chefe da NATO concordou em juntar-se aos esforços da Ucrânia para mobilizar os Estados membros da NATO para o envio de sistemas de defesa aérea adicionais.

“Temos de atravessar este inverno juntos, para proteger as nossas infraestruturas energéticas e a vida dos nossos concidadãos”, disse Zelensky.

A escalada de Volodymyr Zelensky à Ucrânia acontece  numa altura em que as forças ucranianas têm em curso uma ofensiva contra as tropas russas no sul e no leste da Ucrânia.

 

Decorreu ontem o segundo debate do partido republicano, onde se pretende escolher um candidato para disputar a presidência dos Estados Unidos em 2024 com o democrata Joe Biden. O até então favorito das sondagens, o ex-presidente Donald Trump, não participou das discussões.

Joe Biden, o actual presidente dos Estados Unidos e Donald Trump, o seu antecessor foram alvos de críticas, no segundo debate  das  eleições primárias no Partido Republicano.

É a segunda vez que  Trump não participa do debate e foi acusado de ter medo de defender o seu histórico.

Enquanto decorria o debate, Donald Trump estava no estado de Michigan a prestar apoio aos trabalhadores da indústria automóvel que estão em greve há mais de 10 dias, exigindo aumentos salariais, uma  agenda que  já tinha sido executada por Joe Biden, esta terça-feira, o que gerou mais críticas a Trump.

Já Biden foi criticado em diversas ocasiões e por vários motivos, desde a protecção das fronteiras até à sua política económica. Emprego e ajuda à Ucrânia foram também  temas sonantes nas discussões.

No total, sete pré-candidatos do Partido Republicano enfrentaram-se na noite desta quarta-feira na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan, na Califórnia, disputando o título de candidato.

Apesar dos constantes escândalos e processos criminais, Trump segue como favorito do partido Republicano nas sondagens, para enfrentar Biden, do partido Democrata, nas eleições presidenciais de 2024.

Trata-se de um jovem, identificado por Raimundo Artur, membro da Unidade de Intervenção Rápida em Inhambane, que foi parar no banco dos réus, acusado de atentado contra o Presidente da República, entidades de órgãos de soberania, instigação pública a um crime e incitação à desobediência pública.

Tudo começou quando em Janeiro deste ano, o agente da Polícia, partilhou nas redes sociais textos que incitavam a paralisação geral do país, exigindo a destituição do Presidente da República e a dissolução da Assembleia da República.

Segundo a sentença, lida esta quarta-feira, o arguido enviou mensagens que diziam que os agentes das Forças de Defesa e Segurança tirassem à força o presidente da República da Ponta Vermelha, invadissem a o edifício da Assembleia da República, bem como outras entidades de soberania, fechasse estradas, entre outros actos, como forma de reivindicar o não pagamento de retroactivos dos salários, correspondentes a Tabela Salarial Única.

Para o envio do referido documento, o agente da Policia usou um número que não era seu, porém usando o próprio celular. Peritos forenses rastrearam as referidas mensagens que tinham como origem, o celular de Raimundo Artur.

Aos seus colegas, o réu dizia que os mesmos deveriam usar de toda força disponível para concretizar tal paralisação, tal como facas e armas. Em depoimento em sede de tribunal, o arguido confessou ter partilhado tais mensagens em apenas um grupo de Whatsapp onde estavam agentes da UIR de todo o país.

Um dos crimes de que o agente da UIR é acusado, a moldura penal é de 20 a 24 anos de prisão, mas o Tribunal Judicial de Inhambane decidiu pela redução extraordinária da pena.

Assim sendo, pelos quatro crimes de que foi acusado, o agente da Polícia foi condenado a pena única de 13 anos de prisão.

O advogado do arguido levanta a hipótese de recorrer da decisão do Tribunal, sendo que ainda devia falar com o seu constituinte para melhor decisão.

Enquanto ouvia a leitura da sua sentença, o condenado passou mal e teve de ser levado para o hospital.

Presidente da França reafirmou, ontem, apoio ao Presidente deposto do Níger, Mohamed Bazoum. Emmanuel Macron manifestou a determinação da França em trabalhar com os países vizinhos para devolver Bazoum ao poder.

O Presidente francês Emmanuel Macron manteve, esta quarta-feira, uma conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo deposto, Hassoumi Massaoudou, a quem garantiu que a França continua a trabalhar com os países vizinhos e a comunidade internacional para tentar devolver Mohamed Bazoum ao poder.

De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, citado pelo Notícias ao Minuto, Emmanuel Macron manifestou “a determinação da França em prosseguir os seus esforços junto dos chefes de Estado da CEDEAO e dos seus parceiros europeus e internacionais para o regresso à ordem constitucional no Níger”.

Segundo a nota, o chefe de Estado francês procurou inteirar-se ainda sobre a situação de Bazoum, mantido refém há dois meses pelos golpistas, a situação no Níger e a deterioração da luta contra o terrorismo no Sahel.

Também esta quarta-feira chegou a Paris o embaixador francês em Niamey, após várias semanas de interrogatório entre Paris e a junta golpista que governa o país africano e que sofreu a expulsão do diplomata pelos golpistas.

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