Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

Vídeos

NOTÍCIAS

Três pessoas estão detidas, na Matola, pelo suposto envolvimento no assassinato de um motorista de táxi por aplicativo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz já ter identificado o principal mandante e já emitiu o mandado de captura.

Um cidadão de 40 anos de idade, motorista de táxi por aplicativo, foi assassinado, no município da Matola, há cerca de duas semanas. 

A vítima foi encontrada numa mata, com sinais de agressão física e membros superiores e inferiores amordaçados. 

Esta terça-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal disse haver avanços nas investigações sobre o assassinato. 

“Com relação a este assunto o SERNIC está mesmo a trabalhar e temos tido bons resultados. Um caso prático é o do motorista de táxi por aplicativo, Egas Bié, já temos 3 detidos e um mandado de captura contra o principal suspeito”, explicou Judite Nhanengue, porta-voz da instituição, na província de Maputo.

Os acusados foram detidos na semana passada. 

Sobre o assassinato de agentes da polícia, o Sernic diz ainda haver investigações em curso. 

Judite Nhanengue falava após apresentar quatro indivíduos acusados de tráfico de drogas, que estava a ser transportada nesta viatura, com destino ao mercado grossista Zimpeto e outra que era vendida disfarçada de doces. 

“Com três detidos foi possível encontrar uma quantidade repartida em três saquetas de 8 quilos, que continha uma substância que submetida a perícia constatou-se que se trata de cannabis sativa, vulgo suruma, que estava a ser transportada disfarçada dentro de uma camioneta que tinha duas toneladas  de maçaroca. Eles foram detidos no dia 27 de Outubro na zona da Matola Rio e a mercadoria usada para ser descarregada no mercado Zimpeto. O quarto cidadão foi detido na posse de uma quantidade de 1 kg de cannabis sativa, uma parte da qual estava no modo normal e outra processada, convertida em rebuçados  ”

Os indiciados assumem o seu envolvimento, afirmando que “o que está embrulhado é cannabis, usava para consumir ”. 

Os detidos têm idades entre 28 e 35 anos. 

A Hyundai Moçambique lançou uma campanha que promete redefinir a experiência de condução no país. A iniciativa, apresentada nesta segunda-feira, em Maputo, resulta de uma parceria estratégica entre a Hyundai Moçambique, a Galp e a Índico Seguros e oferece combustível e seguro automóvel por um ano a todos os clientes que adquirirem o novo Hyundai Exter durante os próximos três meses.

A assinatura do memorando de entendimento entre as três empresas teve lugar na capital, marcando o início de um programa que alia tecnologia, economia e conforto, três valores que a Hyundai procura associar à sua presença no mercado moçambicano.

“O nosso objectivo é oferecer mais do que um veículo. Queremos proporcionar tranquilidade, segurança e conforto em cada quilómetro percorrido”, afirmou Janine Viseu, representante da Hyundai Moçambique, destacando que a campanha é parte do compromisso da marca em “criar experiências de mobilidade completas e sustentáveis”.

O Hyundai Exter, lançado recentemente no país, é o mais novo SUV compacto da marca sul-coreana, desenvolvido para responder às necessidades das famílias e dos condutores urbanos. O modelo combina design moderno, economia de combustível e tecnologia de ponta, adaptando-se às condições das estradas moçambicanas.

Com um motor eficiente e de baixo consumo, o Exter foi projectado para oferecer desempenho robusto com custos reduzidos de manutenção. O interior do veículo tem acabamentos de alta qualidade, sistema multimédia com ecrã táctil, conectividade Apple CarPlay e Android Auto, além de ar-condicionado automático e múltiplos sistemas de segurança activa e passiva, como travagem assistida, controlo de estabilidade e airbags múltiplos.

“O Exter é um SUV compacto, mas com o espírito de um grande aventureiro. É ideal para quem procura um carro prático, moderno e preparado para todos os caminhos de Moçambique”, acrescentou Janine Viseu, sublinhando que o modelo traz ainda garantia de cinco anos, reforçando a confiança e fiabilidade associadas à marca Hyundai.

Durante o período da campanha, cada cliente que adquirir o Hyundai Exter receberá um ano de seguro automóvel contra todos os riscos, oferecido pela Índico Seguros.

“Trata-se de um projecto ousado, que reforça a nossa missão de inovar e dar mais valor ao cliente. Queremos que o condutor se sinta protegido em todas as circunstâncias”, declarou Rúben Chivale, CEO da Índico Seguros, salientando que esta parceria se traduz num novo padrão de relacionamento entre seguradoras, concessionárias e consumidores.

A oferta inclui ainda um tanque cheio de combustível por mês durante 12 meses, benefício garantido pela Galp, que vê na iniciativa uma oportunidade para aproximar-se ainda mais dos automobilistas moçambicanos.

“Com esta parceria, cada viagem começa com energia e confiança. O apoio mensal em combustível representa uma poupança real para o cliente, num contexto em que os custos de mobilidade são cada vez mais relevantes”, afirmou Francisco Ferreira, Chefe de Operações da Galp, destacando que o programa se enquadra nos esforços da empresa para apoiar soluções de mobilidade sustentáveis e acessíveis.

A campanha “Hyundai Exter, Combustível e Seguros por 1 Ano” estará disponível durante três meses, em todos os concessionários Hyundai do país, e visa, não apenas impulsionar as vendas, mas também reforçar a confiança dos consumidores na marca.

“Mais do que vender automóveis, a Hyundai quer construir relações duradouras com os seus clientes. Esta parceria com a Galp e a Índico Seguros mostra que, juntos, podemos criar soluções inovadoras que oferecem segurança, conforto e economia”, concluiu Janine Viseu, no encerramento da cerimónia.

Com este lançamento, a Hyundai Moçambique dá um passo à frente no mercado automóvel nacional, apostando num modelo moderno, acessível e adaptado à realidade local, ao mesmo tempo que entrega vantagens concretas aos seus clientes, uma verdadeira combinação de mobilidade inteligente e economia sustentável.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, anunciou a pré-convocatória da selecção nacional, os Mambas, para a Data-FIFA de 10 a 18 de Novembro de 2025, inserida no ciclo de preparação a 35ª edição do Campeonato Africano das Nações a ter lugar em Marrocos, de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026. Dominguez e Luís Miquissone estão na lista que volta a não ter o nome de Bruno Wilson, jogador descartado pelo técnico moçambicano.

A lista anunciada por Chiquinho Conde, nesta segunda-feira, integra 40 jogadores que actuam tanto no campeonato nacional como em clubes estrangeiros, evidenciando a aposta do seleccionador na continuidade, competitividade e valorização do talento moçambicano dentro e fora do país.

Os jogadores fazem parte de uma lista que será reduzida nos próximos dias, em função da prestação de cada um nos próximos jogos, bem como da sua condição física nas vésperas.

O combinado nacional prepara a sua participação no Campeonato Africano das Nações, CAN, de Marrocos, sendo um dos jogos de preparação será, justamente, com o anfitrião da prova, o Marrocos, no dia 14 de Novembro, na cidade de Agadir.

A Federação Moçambicana de Futebol garante estar a envidar esforços no sentido de encontrar um outro adversário para mais um particular dos Mambas em terras marroquinas, na Data-FIFA, como forma de reforçar o compromisso em proporcionar ao combinado nacional maior competitividade e ritmo internacional.

Assim, e depois da ausência de quatro jogos dos Mambas, Dominguez volta a ser chamado para a pré-convocatória, numa clara mensagem de poder vir a ser levado ao CAN, onde poderá colocar ponto final à sua rica e positiva passagem pelos Mambas, com mais de 20 anos de representação.

Quem também regressa é Luís Miquissone, actualmente o melhor marcador do Moçambola, com oito golos, que dá mostras de regressar aos poucos, não só aos Mambas, mas a uma carreira promissora no futebol profissional.

Assim, Chiquinho Conde chamou seis guarda-redes, com José Guirrugo a entrar para a lista dos “habitués”, tal como Teixeira Nhanombe, guarda-redes da Associação Black Bulls. Na defesa, Conde chamou 12 jogadores, com destaque para Guebuza, do Académico de Viseu, mas sem Bruno Wilson, jogador que não faz parte das contas de Chiquinho Conde.

O seleccionador nacional chamou ainda 10 médios e outros 12 avançados para esta empreitada.

Eis a lista dos pré-convocados por posição:

Guarda-redes (6): Ernan Siluane (Associação Black Bulls), Fasistêncio Faza “Fazito” (Ferroviário de Nampula), Teixeira Nhanombe (Associação Black Bulls), Ivane Urrubal (Ferroviário de Nacala), Kimiss Zavala (Marítimo – Portugal), José Ventura Guirrugo (Ferroviário de Maputo).

Defesas (12): Domingos Macandza “Mexer” (Associação Black Bulls), Edmilson Dove (Al-Quwa Al-Jawiya – Iraque), Bruno Langa (Pafos FC – Chipre), Reinildo Mandava (Sunderland AFC – Inglaterra), Infren Matola (UD Songo), Diogo Calila (Santa Clara – Portugal), Oscar Cherene (UD Songo), Manuel Cumbane “Guebuza” (Académico de Viseu – Portugal), Francisco Muchanga “Chico” (Costa do Sol), Edson Sitoe “Mexer” (Ankara Keçiorengucu – Turquia), Feliciano Jone “Nené” (Abu Salim SC – Líbia), Fernando Chambuco (Associação Black Bulls).

Médios (10): Alfonso Amade (Dunfermline Athletic – Escócia), João Bonde (Ferroviário da Beira), Ricardo Guimarães “Guima” (Zira FK – Azerbaijão), Manuel Kambala (Polokwane City – África do Sul), Keyns Abdala (GD Chaves – Portugal), Ezequiel Machava (Ferroviário de Maputo), Pedro Santos “Pepo” (Caldas SC – Portugal), Shaquille Nangy (Sagrada Esperança – Angola), Elias Pelembe “Domingues” (UD Songo), Sapane Zunguze “Sampaio” (Ferroviário de Maputo).

Avançados (12): Clésio Bauque (Associação Black Bulls), Geny Catamo (Sporting CP – Portugal), Witiness Quembo “Witi” (Nacional da Madeira – Portugal), Gildo Vilanculos (Tandamon Sour Club – Líbano), Stanley Ratifo (Chemie Leipzig – Alemanha), Faizal Bangal (AC Mestre – Itália), António Sumbane (Associação Black Bulls), Ângelo Cantolo (Chingale de Tete), Luís Miquissone (UD Songo), Elias Macamo (Ferroviário de Maputo), Chamito Alfandega (Académico de Viseu – Portugal), Melque Alexandre (UD Songo).

A Secretária de Estado das Artes e Cultura apelou aos artistas moçambicanos para que aproveitem as oportunidades existentes no país, de modo a reforçarem a sua visibilidade e promoverem a interação com o mercado internacional. Matilde Muocha falava esta segunda-feira, durante o lançamento da quinta edição da Gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura 2025.

No total, 111 artistas submeteram as suas candidaturas, tendo sido 20 nomeados para a gala final, nas categorias de Cinema e Audiovisuais, Dança, Fotografia, Teatro, Design de Moda e Vestuário, e Música. Durante o evento, a Secretária de Estado das Artes e Cultura destacou a importância de os criadores nacionais fortalecerem a sua presença dentro e fora do país.

“Que utilizem as nomeações a que foram sujeitos, dentro de um rol de candidatos muito bem apresentado, como uma plataforma para reforçar a vossa visibilidade a nível nacional e internacional. Afinal, os prémios são também uma estratégia para a consolidação das carreiras artísticas e para o engrandecimento dos próprios artistas e das suas criações enquanto marcas”, afirmou Matilde Muocha, Secretária de Estado das Artes e Cultura.

A iniciativa é coordenada pela Associação para o Desenvolvimento Cultural Kulungwana, que organiza o evento desde a sua primeira edição. Segundo a diretora da Kulungwana, Eni Matos, o número crescente de participantes demonstra o carácter inclusivo e nacional do concurso.

“As candidaturas revelaram a diversidade de origens e linguagens que o país abarca, e deixaram-nos mais conscientes de que o caminho que pretendemos seguir  o de premiar essa diversidade  é possível. Este ano, tivemos pela primeira vez a participação de todas as províncias nas diferentes áreas, um crescimento exponencial face a 2023, quando apenas quatro províncias participaram”, destacou Eni Matos.

O representante do parceiro da iniciativa, Dias Bande, reafirmou o compromisso da empresa em continuar a apoiar o desenvolvimento da cultura moçambicana através de prémios monetários.

“Com esta gala, pretendemos reforçar cada vez mais o nosso reconhecimento aos artistas moçambicanos, que trabalham arduamente para garantir o bem-estar da nossa sociedade. Esta iniciativa inspira-se na riqueza das manifestações culturais do nosso belo Moçambique”, declarou Dias Bande, em representação da Mozal.

A quinta edição da Gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura 2025 terá lugar a 6 de novembro, em Maputo.

Mulweli Rebelo, filho de um dos fundadores da Frelimo, decidiu afastar-se do partido por desilusão. Numa carta aos camaradas, Rebelo admite não se rever mais na forma como o partido trabalha e é gerido actualmente.

De novo, Mulweli Rebelo, filho de uma das principais reservas morais da Frelimo, Jorge Rebelo, decidiu deitar a toalha ao chão e dizer um basta ao partido que o viu nascer.

Em 2023, já havia mostrado a sua insatisfação ao afirmar que “a Frelimo tornou-se num partido ignorante e arrogante”, mas desta vez foi um pouco mais longe.

“Caros irmãos e irmãs, camaradas, depois de muita reflexão, decidi afastar-me das atividades políticas e partidárias da Frelimo. A minha motivação em militar sempre esteve ligada ao desejo de dar continuidade ao trabalho dos nossos pais, que acreditaram num país justo e progressista — mas, infelizmente, até eles, hoje, estão desiludidos com o rumo que Moçambique tomou”.

É assim que o camarada, ou melhor, ex-camarada escreve no início da sua carta. Explica que após viver de perto as eleições e o período pós-eleitoral, ficou desnorteado.

“Percebi o quanto não me revejo na forma como o partido trabalha e é gerido: estruturas antiquadas, pouca abertura para a modernização e uma cultura ditatorial, de manter o poder a todo custo. Continuamos a ver atropelos de gestão, mau uso de fundos e ausência de responsabilização, enquanto o país anda para trás”.

Faz referência às características das reuniões do partido nos últimos anos, que na sua percepção muitas vezes, começam com atrasos e são preenchidas de cantigas e danças que, embora sejam momentos bonitos de camaradagem, pouco contribuem para a produção de conteúdo útil que ajude a resolver os problemas reais do povo.

“Saio de cabeça erguida, com respeito e gratidão por todos os camaradas, mas com a convicção de que o futuro de Moçambique depende de novas ideias, ética e coragem para mudar. Continuarei a dedicar as minhas energias em projectos de desenvolvimento, com o compromisso de sempre: contribuir para o progresso do nosso Moçambique”, escreve no documento.

Termina a carta e assina o membro dissidente do partido no poder, Mulweli Rebelo, filho de um dos críticos da nova Frelimo. Na verdade, o pensamento de Mulweli não foge muito de como o pai pensa. Numa entrevista publicada há 15 anos, Jorge Rebelo, criticou a discussão sobre gerações, vigente na altura, por considerar que em nada vale discutir sobre gerações sem resolver problemas do povo.

Entre várias funções, Jorge Rebelo foi secretário de informação da Frelimo.

O antigo atleta de judo, Nilton Mujovo, é um dos candidatos à presidência da Federação Moçambicana de Judo. Com as eleições agendadas para esta quarta-feira no Comité Olímpico de Moçambique (COM), Mujovo intensifica a sua campanha para garantir votos e, por via disso, a confiança para dirigir os destinos da modalidade no país.

O seu projecto é alicerçado pela necessidade de massificar o judo, através da aposta na formação de atletas de excelência, com foco nas parcerias estratégicas internacionais.

Nilton Mujovo pretende ainda, caso seja eleito, implantar um Centro de Alto Rendimento de Judo no país, de modo a garantir que os atletas sejam dotados das melhores ferramentas de trabalho.

Sob o lema: Sustentabilidade e Desenvolvimento do Judo Moçambicano, Nilton Mujovo acredita que seja a alternativa certa para o futuro da modalidade em Moçambique, facto alicerçado pela sua larga experiência como atleta e dirigente.

Além de ter sido atleta que durante muitos anos carregou a bandeira de Moçambique em várias competições nacionais e internacionais, Mujovo já assumiu vários cargos de direcção, com o destaque para o de vice-presidente da Federação Moçambicana de Judo, presidida pelo antigo ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Jr.

A nível internacional, Nilton Mujovo é vice-presidente da Confederação Austral de Judo (SAJC), ao mesmo tempo que é membro executivo da Associação de Judo dos Países da Commonwealth.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou hoje que o mundo está a caminhar para uma “ordem multipolar” e apelou ao fim das guerras comerciais, dias antes do encontro entre Xi Jinping e Donald Trump.

Durante um fórum realizado em Pequim, Wang criticou “a politização das questões económicas e comerciais, a fragmentação artificial dos mercados globais e o recurso a guerras comerciais e batalhas tarifárias”, numa referência velada ao protecionismo dos Estados Unidos.

“O sentido da História não pode ser revertido e um mundo multipolar está a emergir”, afirmou o diplomata, que alertou ainda contra a “retirada frequente de acordos, a inversão de compromissos e a formação entusiástica de blocos e alianças”, ações que, segundo disse, colocam o multilateralismo sob “desafios sem precedentes”.

As declarações surgem na véspera da chegada do líder norte-americano, Donald Trump, à Coreia do Sul, onde está agendada para quinta-feira uma reunião com o homólogo chinês, Xi Jinping, à margem da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), na cidade de Gyeongju.

O antigo Presidente dos EUA, que regressou ao poder em Janeiro de 2024, manifestou optimismo quanto à possibilidade de alcançar um “bom acordo” com a China, após meses de tensão comercial renovada entre as duas maiores economias do mundo.

No domingo, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os dois líderes deverão validar um compromisso em torno das exportações chinesas de terras raras e da compra de soja norte-americana por Pequim.

O representante chinês para o Comércio Internacional, Li Chenggang, garantiu que os dois países alcançaram um “consenso preliminar”. Está actualmente em vigor uma trégua tarifária entre os dois lados, que expira a 10 de Novembro.

Durante a cerimónia de lançamento da sua obra  intitulada “Interpretação do significado dos versículos do nobre Alquran”, o Sheik Aminudim fez uma reflexão sobre os desafios morais e sociais enfrentados pela sociedade moçambicana, apontando a necessidade de maior coerência e coragem por parte das autoridades, destacando o papel do Governo e dos Legisladores.

O religioso disse que, apesar de os males do consumo de bebidas alcoólicas e dos jogos de azar serem amplamente conhecidos, as autoridades continuam relutantes em adoptar medidas firmes. 

Segundo o sheik, “os governos reconhecem que há pecado e prejuízo, eles reconhecem que isto é um mal, temos problemas todos os dias, mas ninguém tem coragem, ninguém tem coragem de proibir aqui. Porquê? Porque que tem benefícios, pois isso gera muitos impostos para o Estado. Tanto dinheiro que aquilo dá como impostos para o Estado”.

Aminuddin comparou a abordagem islâmica com a forma como as leis humanas são aplicadas, explicando que o Alcorão preparou primeiro a mentalidade das pessoas antes de proibir o álcool, o que resultou numa mudança profunda e voluntária. 

“Hoje, os nossos legisladores fazem leis de um dia para o outro, sem preparar o terreno, e por isso as pessoas procuram sempre formas de fugir às regras”, afirmou.

O sheik disse também que a verdadeira transformação social só é possível quando as leis são acompanhadas por educação e mudança de consciência, e não apenas por proibições formais.

O livro “Interpretação do significado dos versículos do nobre Alqur’an foi lançado este sábado,  em Maputo.

Na obra o autor faz uma interpretação moderna e contextualizada do Alcorão, com o objectivo incentivar as pessoas a compreenderem e praticarem os seus ensinamentos, como solução dos desafios actuais. 

O lançamento da obra contou com a presença da Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, que reconheceu a importância da obra pelas mensagens que transmitem. 

A Associação Black Bulls encerrou, hoje, a sua participação na Liga dos Campeões Africanos, após perder diante do River United da Nigéria por 3-1, em jogo da segunda mão da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da prova.

Os “touros”, que levavam uma vantagem de um golo ao solo nigeriano, após a vitória em Maputo no jogo da primeira mão, não conseguiram resistir durante os 90 minutos.

Em desvantagem na eliminatória, o River United logo cedo procurou reverter o cenário, tendo chegado ao primeiro golo aos 16 minutos, por intermédio de Mclyn. 

O mesmo atleta voltou a estremecer a baliza de Ernani Siluane ao apontar o segundo golo a dois minutos do fim da primeira parte, ou seja, à passagem do minuto 43. 

Moctar Diallo reacendeu a esperança da Black Bulls ao reduzir a desvantagem no minuto 50, golo que colocava o representante moçambicano em vantagem na eliminatória. O senegalês tinha sido o responsável pelo golo que deu vitória à Black Bulls em Maputo.

Os “touros” até tentaram conservar a vantagem, mas Timothy voltou a colocar a sua equipa à frente do marcador, fixando o resultado final em 3-1. 

Termina, assim, a participação do campeão moçambicano nas competições africanas, selando um percurso diferente da época passada, em que chegou à fase de grupos da Taça Nelson Mandela. 

O outro representante nacional nas Afrotaças, no caso o Ferroviário de Maputo, vai procurar alcançar a fase seguinte da Taça Nelson Mandela este domingo, diante da AS Otôho da República Democrática do Congo, em jogo da segunda mão da segunda eliminatória da competição. 

No jogo da primeira mão os “locomotivas” da capital perderam por 0-1, em Maputo.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria