O académico e sociólogo Elísio Macamo defendeu, esta quarta-feira, a necessidade de Moçambique construir um “Estado que aprende”, capaz de retirar lições da implementação das políticas públicas e adaptar as suas decisões aos desafios que surgem ao longo do tempo, em vez de se limitar a produzir novos planos de desenvolvimento.
Intervindo no painel “Prospectiva e Posicionamento Estratégico: 2026–2050”, integrado na Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, Macamo afirmou que o país não enfrenta um problema de falta de estratégias, mas sim de incapacidade institucional para aprender com a experiência.
“Eu acho que nós temos tido bons planos desde que este país foi fundado. Então, o problema não está na qualidade dos planos”, afirmou.
Para o sociólogo, um plano representa apenas uma proposta de acção e, por isso, pode falhar. O verdadeiro desafio, explicou, consiste em avaliar continuamente os resultados obtidos e incorporar as lições aprendidas na definição das políticas públicas.
“O grande problema que nós temos é o de nós não aprendermos institucionalmente. Não aprendermos daquilo que nós fizemos”, sustentou.
Segundo Macamo, Moçambique já possui uma agenda nacional suficientemente clara, consagrada na Constituição da República, documento que, na sua opinião, define os valores, os direitos dos cidadãos e as regras que devem orientar a governação.
“Nós já temos uma agenda. E, por acaso, até a melhor agenda que um país pode ter. Qual é essa agenda? É a Constituição da República”, afirmou, defendendo que qualquer plano de desenvolvimento deve respeitar os princípios nela estabelecidos.
O académico propôs que as instituições públicas passem a adoptar uma cultura permanente de avaliação das políticas, baseada em três perguntas fundamentais: que problema se pretendia resolver, o que foi aprendido durante a implementação e de que forma essa aprendizagem alterou a compreensão inicial desse problema.
“Não é ciência astronómica. É apenas uma questão de ser pragmático na abordagem das coisas da vida”, afirmou.
Durante a intervenção, Macamo manifestou ainda algumas reservas em relação à ideia, defendida por outros participantes, de que os planos nacionais devem manter-se inalterados ao longo de sucessivos ciclos de governação.
Na sua perspectiva, os governos democraticamente eleitos devem preservar liberdade para redefinir prioridades, desde que essa mudança resulte da aprendizagem acumulada e não de decisões arbitrárias.
“Um plano nunca pode limitar a liberdade democrática de um governo de tomar as suas decisões, porque um plano reflecte o conhecimento que nós temos agora e as prioridades que nós temos agora. Essas prioridades podem mudar daqui a três, cinco ou dez anos”, argumentou.
Por isso, acrescentou, “eu não coloco a mesma ênfase na necessidade de continuidade, se essa continuidade se referir ao plano. A continuidade tem que ser ao nível da aprendizagem institucional.”
Num dos momentos mais descontraídos da sua intervenção, o sociólogo comentou a metáfora dos animais utilizada na Agenda 2025 para ilustrar diferentes trajectórias de desenvolvimento, mostrando-se crítico da imagem da abelha como modelo a seguir.
“Aquela imagem da abelha é bonita por causa do mel que é doce, mas é um horror para mim. A abelha faz a mesma coisa a toda a hora”, afirmou, defendendo que Moçambique deve inspirar-se em diferentes características representadas por outros animais.
Na sua visão, o país deve aprender com “a prudência do cágado, a curiosidade do caranguejo e a auto-suficiência do cabrito”, em vez de procurar um único modelo de comportamento.
“Ao invés de nós nos concentrarmos apenas num animal, devíamos procurar saber quais são as qualidades que cada animal tem e que condições é que nós podemos criar para tirar proveito dessas qualidades”, explicou.
A concluir, Elísio Macamo reiterou que o maior desafio do país passa pela criação de instituições capazes de aprender continuamente com a experiência e de ajustar as políticas públicas à evolução da realidade nacional.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje Cartas Credenciais de novos Chefes de Missões Diplomáticas, ocasião em que destacou a importância de fortalecer os laços de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e os respectivos países, com especial enfoque na promoção do intercâmbio económico e criação de oportunidades de emprego para os jovens moçambicanos.
Apresentaram Cartas Credenciais Chefes de Missões Diplomáticas provenientes da Zâmbia, Maurícias, Guiné, Indonésia, Arábia Saudita, Portugal, Noruega, Suécia, Suíça, Rússia e Canadá.
Em declarações à imprensa em torno da cerimónia, a ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, disse que, durante as audiências de acreditação, o Chefe do Estado manifestou a sua satisfação pelo curso normal das relações de amizade e cooperação e encorajou os diplomatas a “trabalhar com o incremento do intercâmbio com a República de Moçambique”.
Ademais, instando-os ainda a promover e dinamizar cada vez mais as relações de cooperação com vista a atingir novos patamares, especialmente com uma cooperação económica mais activa.
Na audiência com o Alto-Comissário da Zâmbia, Derick Livune, o Presidente Chapo enfatizou a necessidade de preservar e aprimorar “as excelentes relações históricas de humanidade, amizade, solidariedade, cooperação e de boa vizinhança e de respeito mútuo entre os dois países” e augurou um incremento da cooperação nos sectores de transportes e comunicações, comércio, gestão de recursos hídricos e agricultura.
Com a Alta-Comissária da República das Maurícias, Anne Marie Danielle Perrier, o realçou a relevância de consultas bilaterais contínuas como mecanismo para monitorar e promover o intercâmbio e incentivou a diplomata a empenhar-se para avançar a cooperação nos domínios económicos, destacando também as áreas do turismo e da agricultura, onde as Maurícias possuem experiência significativa, nomeadamente na produção de açúcar.
No encontro com o Embaixador da Guiné, Muriba Alain Kone, o Presidente moçambicano sublinhou o desejo de “continuar a privilegiar o diálogo e aprofundamento da troca de ideias e visões sobre desenvolvimento” e a necessidade de expandir a cooperação para novas áreas de interesse mútuo, incluindo a educação, aproveitando a experiência histórica de professores guineenses em Moçambique.
O Embaixador da Indonésia, Kartika Candra Negara, reforçou compromissos assumidos a nível bilateral, incluindo a criação de uma Força Tarefa Conjunta Moçambique-Indonésia para galvanizar a cooperação nos sectores estratégicos prioritários, especialmente em óleo e gás, educação e bolsas de estudo. Da mesma forma, com o Embaixador do Reino da Arábia Saudita, Ahmad Mohammad Al Wohaib, o estadista destacou a importância de consolidar e expandir a cooperação económica e empresarial, incluindo apoio técnico e investimentos na área de óleo e gás.
Em relação aos países europeus, com o Embaixador de Portugal, José Manuel da Cunha Monteiro, enfatizou-se a importância da troca de visitas de alto nível e o desejo de elevar a cooperação multissectorial; com a Noruega, Egil Thorsa, foram abordadas energias renováveis, óleo e gás e fundos soberanos; com a Suécia, Andrés Jato, priorizou-se o envolvimento do sector privado e o apoio humanitário e à segurança alimentar; e com a Suíça, Nicolas Randin, destacou-se o apoio à pacificação de Moçambique, incluindo na implementação do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos antigos guerrilheiros da RENAMO; saúde; educação e desenvolvimento rural.
O Embaixador da Federação Russa, Vladmir Nicolaevich Taravov, teve uma audiência focada nos laços históricos de amizade e solidariedade, com ênfase na cooperação económica, participação do sector privado russo e bolsas de formação para cidadãos
moçambicanos. Já com o Alto-Comissário do Canadá, Anderson Blanc, foi reforçado o compromisso com a cooperação político diplomática e o intercâmbio de visitas de alto nível, marcando este ano o 50.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas com Moçambique.
Ao término das audiências, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação destacou que o Presidente da República encorajou a todos os embaixadores a fortalecer e alavancar a cooperação económica com Moçambique, com vista à criação do bem-estar, mas também à criação do emprego para os jovens, e convidou também os diplomatas a trazerem o sector privado dos respectivos países para investirem em Moçambique.
Moçambique promove turismo de natureza na Feira Internacional do turismo no Zimbabwe
Moçambique participa na maior feira Internacional do turismo no Zimbabwe, através do Instituto nacional do turismo, administração nacional das áreas de conservação (ANAC) e províncias de Manica e Sofala, o nosso país quer promover o turismo baseado na natureza para atrair investidores.
A maior feira internacional do turismo que decorre no Zimbabwe, concretamente em Mutare designa-se por Sanganai. É aqui onde o nosso país, estão a promover turismo baseado na natureza, atrair investidores e estabelecer parcerias estratégicas que contribuam para áreas de conservação e desenvolvimento do país. Nesta tenda, o presidente Zimbabweano fez abertura oficial.
A feira internacional de sanganai é a principal feira anual do turismo do Zimbabwe, e é uma plataforma importante para apresentar as ofertas turísticas mais atrativas de África.
Dos que participam neste evento destacam-se investidores e jornalistas de diversos cantos do mundo, tal é o caso de EUA, Reino Unido, China, Austrália e toda a África.
Moçambique promove turismo de natureza na Feira Internacional do turismo no Zimbabwe
Moçambique participa na maior feira Internacional do turismo no Zimbabwe, através do Instituto nacional do turismo, administração nacional das áreas de conservação (ANAC) e províncias de Manica e Sofala, o nosso país quer promover o turismo baseado na natureza para atrair investidores.
A maior feira internacional do turismo que decorre no Zimbabwe, concretamente em Mutare designa-se por Sanganai. É aqui onde o nosso país, estão a promover turismo baseado na natureza, atrair investidores e estabelecer parcerias estratégicas que contribuam para áreas de conservação e desenvolvimento do país. Nesta tenda, o presidente Zimbabweano fez abertura oficial.
A feira internacional de sanganai é a principal feira anual do turismo do Zimbabwe, e é uma plataforma importante para apresentar as ofertas turísticas mais atrativas de África.
Dos que participam neste evento destacam-se investidores e jornalistas de diversos cantos do mundo, tal é o caso de EUA, Reino Unido, China, Austrália e toda a África.
Inhambane é muitas vezes descrita como terra de boa gente e de trabalho árduo, referência turística e cultural de Moçambique. Mas por trás dessa imagem de hospitalidade e de desenvolvimento esconde-se uma dura realidade: a província tem uma das mais elevadas taxas de suicídio do país.
Em apenas dez anos, mais de 800 pessoas colocaram termo à própria vida, deixando famílias desfeitas e comunidades inteiras mergulhadas num silêncio doloroso.Só nos primeiros seis meses deste ano, já foram registados oficialmente 16 casos de suicídio, um número que acende o alerta das autoridades e de várias organizações sociais.
Homens jovens e adultos continuam a liderar a lista das vítimas, e os distritos de Massinga, Inharrime e Jangamo surgem entre os mais críticos. Problemas financeiros, desilusões passionais, abandono familiar e até fatores ligados a crenças culturais estão entre as principais razões apontadas para justificar este fenómeno.
Na linha da frente desta luta está Bendita Lopes, Secretária de Estado na província de Inhambane, que em entrevista ao “O Pais” detalhou a dimensão do problema e as medidas em curso para tentar inverter este cenário alarmante.Segundo a governante, só no primeiro trimestre deste ano, depois de várias campanhas de sensibilização, palestras comunitárias e vigilância reforçada, ainda assim nove pessoas, na sua maioria jovens, perderam a vida por suicídio. “Esses nove casos foram oficialmente registados nos nossos serviços de saúde, principalmente nos distritos de Massinga, Funhalouro e Govuro. Mas sabemos que há outros casos que não entram de imediato nas estatísticas. Por isso, estamos a trabalhar na criação de um banco de dados mais robusto e atualizado, que reflita a real dimensão do problema na província”, explicou Bendita Lopes defende que o combate ao suicídio exige ciência, organização e proximidade às comunidades.
“Estamos a apostar em estudos científicos realizados pelas nossas universidades e centros de pesquisa. Esses estudos são fundamentais porque nos permitem compreender as motivações reais das pessoas e, a partir daí, elaborar planos de ação que se ajustem às especificidades locais.
Cada distrito tem as suas próprias causas e dinâmicas, e precisamos de respostas adaptadas”, disse. Entre os factores identificados, a Secretária de Estado destaca ciúmes passionais, muitas vezes descontrolados, que transformam relações em cenários de posse e conflito; jogos de azar, como a popular aplicação aviador, que leva jovens a perderem dinheiro e esperança; e ainda situações de feitiçaria e abandono familiar.
“Temos registado adultos e idosos que se suicidam porque sentem-se rejeitados pelos filhos, acusados injustamente de feitiçaria ou simplesmente esquecidos depois de anos de sacrifício. Este sentimento de inutilidade e exclusão é devastador”, sublinhou.
A governante acrescentou que, para além da mobilização comunitária, o Estado está a estruturar um plano provincial de prevenção e combate ao suicídio. Este plano prevê a criação de um banco de dados unificado, coordenação interinstitucional e parcerias com várias entidades, desde as rádios comunitárias até ao Conselho Cristão de Moçambique e à Associação dos Médicos Tradicionais. “Estamos a trabalhar com todos, desde os psicólogos, sociólogos e antropólogos até às lideranças religiosas e comunitárias. Só assim podemos levar mensagens de esperança e de valorização da vida às zonas mais recônditas da província”, reforçou.
Bendita Lopes destacou ainda a necessidade de mudar a forma como se fala do suicídio. “O lema do nosso triênio 2024-2026 é mudar a comunicação sobre o suicídio e começar a conversar.
Queremos quebrar o silêncio, porque muitas vezes a falta de diálogo e de escuta ativa agrava o sofrimento das pessoas. Precisamos que as famílias, as escolas, os serviços e até os colegas de trabalho estejam atentos aos sinais de risco e ofereçam suporte a quem mais precisa”, afirmou.
No plano prático, a província está a desenvolver campanhas de sensibilização nas comunidades, ações de capacitação para gestores e profissionais, e iniciativas que envolvem diretamente os jovens, identificados como um dos grupos mais vulneráveis.
“O alto custo de vida, a pressão social e a falta de oportunidades fazem com que muitos jovens prefiram desistir da vida em vez de enfrentar os desafios. É uma realidade dolorosa que temos de enfrentar com coragem e determinação”, disse a governante. As acções, segundo a Secretária de Estado, têm sido intensificadas ao longo de setembro, mês mundialmente dedicado à prevenção do suicídio, mas não se esgotam neste período. Marchas, palestras, encontros comunitários e programas de rádio têm sido usados como veículos para espalhar mensagens de esperança.
“O objetivo é que cada pessoa perceba que a vida é valiosa, que cada um é importante e amado, e que desistir nunca deve ser a solução”, concluiu Bendita Lopes. Apesar dos esforços, os números continuam preocupantes. Cerca de 80 pessoas por ano decidem pôr fim à vida em Inhambane, uma média que faz soar alarmes e exige respostas urgentes. A luta contra o suicídio, defendem as autoridades, não se resume apenas a estatísticas, mas passa pela construção de comunidades mais solidárias, pela valorização da saúde mental e pelo resgate da autoestima de cada cidadão.
Mais de 3 mil vendedores do mercado Limpopo, em Xai-Xai, decidiram, esta quinta-feira, paralisar as atividades, como forma de exigir a revisão dos contratos em vigor, provisão de água e, suspensão da cobrança do cumulativo de taxas em dívida nos últimos 9 meses deste ano. Município nega suspender e alega tratar-se de um grupo que vendedores que quer boicotar o processo.
A manhã e tarde desta quinta-feira foram de agitação , no maior mercado da província de Gaza.
Os vendedores do Mercado Limpopo, em Xai-Xai, decidiram paralisar o comércio, como forma pressionar a edilidade a suspender processo de cobrança de taxas, alegadamente acumuladas há 9 meses.
“Como havia manifestações, podíamos começar de junho para pagar as mensalidades do mercado. Nós decidimos paralisar e procurar os chefes do mercado”, manifestou-se, um dos vendedores do Mercado Limpopo.
Eles dizem que não estão contra as cobranças, mas, contestam modalidades de liquidação imposta pelas autoridades municipais.
“Estávamos a ser obrigados a pagar recibos do ano passado.Enquanto antes, quando havia reuniões aqui (…) combinamos pagarmos a partir de junho para cá.Mas agora estamos obrigados” lamentou, outro vendedor.
Mas o descontentamento do grupo vai mais além.”Há dois anos, se não for três anos, não temos água, não temos torneiro.Nem casa de banho, nem de qualquer maneira aqui no mercado. O contrato está 300 cada banca. A população que está lá fora deve entrar aqui dentro. Sem isso não vamos pagar, porque não vamos conseguir” exigiram.
Em reação, o Município de Xai-Xai disse tratar-se de acção protagonizada por um grupo de vendedores movidos por agendas pouco claras.
As informações que temos, um grupo só de três que está a criar esta agitação generalizada. Mas nós queremos repetir aqui que existem alguns, neste trabalho que fizemos no primeiro bloco, que estão a pagar as taxas na totalidade. Mas um grupo reduzido lá é que iniciou com esta insinuação. Agora, é normal que não se tenha o valor a pagar-se imediatamente na totalidade de janeiro a esta parte”, explicou, o Porta-voz do Município de Xai-Xai, Dias Nhampossa.
Dias Nhampossa, avança que neste momento, decorre a atualização de dados, mas avisa, que a regularização dos meses, em divida é inevitável.
” Não houve nenhuma combinação. Deixamos claro logo no início da nossa abordagem.Abdicou-se dos pagamentos, das cobranças das taxas no mercado de Limpopo, estou a falar do mês de outubro, novembro e dezembro.E simplesmente as cobranças iniciam de janeiro a este mês de setembro”.
Como forma reduzir a tensão instalada no mercado Limpopo, segue activa uma comissão interna que vai fazer o levantamento das inquietações, dos mais três mil vendedores para o encontro agendado para próxima sexta-feira.
Há anos que Moçambique é descrito como um dos principais corredores para o tráfico de drogas mas nos últimos tende a transformar-se num país consumidor com maior incidência nas escolas, a informação é da Procuradoria-Geral da Cidade de Maputo.
As escolas têm estado a se transformar em focos de venda e consumo de drogas, principalmente na cidade de Maputo, segundo a Procuradoria-Geral da República. Para tentar combater a situação, a PGR está a capacitar membros dos núcleos anti- drogas criados nas escolas envolvendo a comunidade escolar de todas unidades de ensino da capital do país.
De acordo com a Procuradora-Chefe da cidade de Maputo, Natércia Dias, a capacitação dos núcleos anti -drogas, visa criar planos de acção de controlo de venda e consumo de drogas no recinto escolar ‘’ a capacitação tem como objectivo,trazer ferramentas a todos os membros do núcleo especialmente aos estudantes que e para criarem um plano de acção a implementar nas suas respectivas escolas, entretanto, mais do que repreensão estamos preocupados com a prevenção, desse modo temos adotados medidas no sentido de prevenir o consumo de drogas especialmente envolvendo crianças adolescentes e jovens , por essa razão nós tivemos a iniciativa de CRiar os núcleos anti- drogas em todas as escolas da cidade de maputo, que e para garantir o envolvimento em acções a nível de um ambiente escolar que visa prevenir este mal que e o consumo de drogas que traz um mal às crianças, jovens e adolescentes’’ disse
Natércia Dias, salientou ainda que, esse plano de acção, tem em vista prevenir o consumo de drogas e álcool num ambiente escolar, por tanto aqui os estudantes vão trazer as suas reações específicas e concretas a serem implementadas primeiro no ambiente escolar, depois a nível da cidade de Maputo.
Alguns directores de escolas atiram a culpa aos pais e encarregados de educação pelo aumento do consumo de estupefacientes nas escolas e exigem a colaboração de todos para estancar o mal: é preciso referir que as bebidas e outros tipos de drogas, incluindo o cigarro eletrônico, vem de casa, por tanto, e de casa para a escola, é um adulto que partilha esses objectos , mostra- se agora necessário, trabalharmos não só a nível da sensibilização por parte dos alunos como o público alvo, mas também mostra-se urgente incluirmos também os pais e encarregados de educação, afirmou Sabino Congolo | Director da ES Francisco Manyanga
Esta formação envolveu professores, alunos e as direcções das escolas existentes na cidade de Maputo.
A dívida pública de Moçambique voltou a aumentar no segundo trimestre deste ano, ao atingir 17,4 mil milhões de dólares, o equivalente a 79,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Os números constam do mais recente Boletim Trimestral sobre a Dívida Pública, divulgado pelo Ministério da Economia e Finanças.
Segundo o mais recente Boletim Trimestral sobre a Dívida Pública, entre Abril e Junho deste ano, o stock total da dívida de nível central, a dívida pública, cresceu 0,1%, impulsionado pelas emissões internas, enquanto a componente externa registou uma ligeira contracção. No total, o volume de endividamento subiu de 1,071 biliões para 1,072 biliões de meticais.
“O crescimento da dívida do Governo central foi influenciado maioritariamente pela dívida interna, justificado pelas novas emissões no âmbito da Facilidade de Crédito do Banco Central”, refere o boletim trimestral.
No fim do segundo trimestre, em Junho, a dívida interna atingiu 444,9 mil milhões de meticais, uma subida de 0,4% face ao trimestre anterior. As Obrigações do Tesouro representaram 38,8% do total, seguidas dos Bilhetes do Tesouro (33,6%). A componente “outros”, que inclui financiamentos do banco central, passou a representar 27,6% da carteira.
O serviço da dívida interna somou 78,7 milhões de meticais, um aumento de 9% face ao primeiro trimestre, explicado pela maior concentração de vencimentos de títulos.
Em sentido contrário, a dívida externa recuou 0,1%, para 9,8 mil milhões de dólares. O boletim aponta como razões o pagamento regular do serviço da dívida e o compromisso do Governo em “privilegiar a contratação de financiamentos em condições altamente concessionais e donativos”.
A maior fatia do endividamento externo continua nas mãos de credores multilaterais (56,1%), com destaque para a Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), que detém 30,3% do total, e o Fundo Monetário Internacional (FMI), com 10,1%. Entre os bilaterais, a China é o principal credor (13,7%), seguida pelo Japão (4,1%) e Portugal (3,9%).
No trimestre em análise, o serviço da dívida externa caiu 53,1%, para 98,6 milhões de dólares, aliviando temporariamente as pressões sobre as contas públicas.
Um dos pontos de maior preocupação vem do sector empresarial do Estado (SEE), cuja dívida directa subiu 7,2% no trimestre para 39,5 mil milhões de meticais (619 milhões de dólares).
A pressão veio sobretudo da dívida externa, que cresceu 14,5%, impulsionada por novos financiamentos contraídos pelos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) no valor de 36 milhões de dólares, destinados à expansão do terminal de combustíveis em Pemba. Também a EDM, os Aeroportos de Moçambique e a Tmcel registaram aumentos no stock de dívida.
Internamente, os CFM destacaram-se novamente, com um acréscimo de 504 milhões de meticais, seguidos pela HCB, que aumentou a sua dívida em 53 milhões.
O relatório alerta que 90% da dívida das empresas estatais está indexada a taxas de juro variáveis, o que aumenta a vulnerabilidade em cenários de instabilidade financeira internacional.
O crescimento da dívida pública não é apenas uma estatística macroeconómica: ele tem reflexos directos no dia-a-dia das famílias e das empresas. Quanto maior é a necessidade do Estado de financiar-se internamente através de Bilhetes e Obrigações do Tesouro, maior é a concorrência com o sector privado pelo crédito disponível, encarecendo as taxas de juro e limitando a capacidade de investimento das pequenas e médias empresas, que são as grandes geradoras de emprego. Para as famílias, o efeito traduz-se na redução do poder de compra, pois o Governo, pressionado pelo serviço da dívida, se vê obrigado a cortar despesas sociais ou a aumentar impostos indirectos, que atingem sobretudo os mais pobres. Além disso, quando grande parte do orçamento do Estado é destinada ao pagamento de juros e amortizações, sobra menos espaço para investir em saúde, educação, transportes e infra-estruturas, serviços de que dependem directamente os cidadãos.
O stock agregado da dívida pública e garantida, que inclui Governo central e sector empresarial, cresceu de 17,35 mil milhões de dólares, no primeiro trimestre, para 17,41 mil milhões, no segundo trimestre, equivalente a 1,112 biliões de meticais.
O boletim lembra que, apesar da inflação controlada – 4,0% em Abril e Maio, e 4,2% em Junho –, e da redução da taxa de juro de política monetária para 11%, persistem riscos internos significativos, como “o agravamento do risco fiscal, as incertezas quanto à reposição da capacidade produtiva e os impactos de choques climáticos”.
Especialistas têm alertado que a trajectória da dívida mantém pressões sérias sobre as finanças públicas, afirmando que Moçambique não tem margem para relaxar. Com 79% do PIB comprometido, a sustentabilidade da dívida só será possível com disciplina fiscal, crescimento económico robusto e diversificação das fontes de receita.
O próprio relatório oficial reconhece que será necessário “um reforço da gestão orçamental, maior transparência e mobilização de recursos internos” para evitar desequilíbrios maiores.
Enquanto o Governo procura espaço para financiar programas sociais e infra-estrutura, a crescente factura da dívida interna e o peso das empresas públicas funcionam como um travão adicional. O risco, segundo analistas, é que o Estado continue a depender de emissões internas, o que pode agravar a pressão sobre o sistema financeiro.
O Governo vai passar a registar os artistas moçambicanos e atribuir carteiras profissionais aos fazedores de artes e cultura. O facto consta da proposta de estatuto do artista apresentada hoje, em Maputo. Durante a auscultação, alguns artistas chamam atenção para o risco de o instrumento elitizar a classe.
Depois de muitos anos, a classe artística começa a respirar de alívio, com a apresentação da primeira proposta do Estatuto do artista, um instrumento que regula a actividade.
O reconhecimento da classe é um dos desafios que se pretende responder no instrumento. Diante dos fazedores da arte, Ivan Bonde, Director Nacional de Artes e Culturas, apelou a contribuição de todos neste processo.
Apresentada a proposta, os artistas até saúdam a iniciativa, mas temem pela elitização da classe. O roteirista e actor Alvim Cossa questiona o facto de o instrumento atribuir ao Governo o poder de registar os artistas. Por isso, defende que o estatuto acolha todas as opiniões sinceras de quem faz o dia a dia das artes e cultura.
O processo de auscultação da proposta do estatuto vai decorrer em todo o país.
Quinze pessoas estão detidas, em Maputo, por suspeita de envolvimento no desaparecimento de uma mala com 20 quilos de cocaína no Aeroporto Internacional de Maputo. Sem fornecer detalhes, a Procuradora-Chefe da Cidade de Maputo, Natércia Dias, confirmou o desaparecimento da mala contendo a droga, encontrada na posse de uma cidadã brasileira.
A história começa no passado dia 27 de Agosto, quando uma cidadã de nacionalidade brasileira desembarcou no Aeroporto de Maputo, transportando 20 Kg de cocaína. A mulher conhecida no mundo do narcotráfico como “Mula” foi imediatamente detida, graças a um alerta emitido pela Interpol às autoridades moçambicanas. No entanto, a mala com a droga nunca foi encontrada, desapareceu no próprio aeroporto.
Algumas semanas depois, as autoridades confirmaram a detenção de 15 pessoas envolvidas no caso, incluindo agentes da Polícia da República de Moçambique, trabalhadores da MAHS, responsáveis pela gestão do aeroporto.
De acordo com as autoridades, após sair do aeroporto, a mala foi levada ao bairro de Inhagoia, próximo a base aérea de Mavalane, onde os traficantes aguardavam.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |