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As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

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Durante a cerimónia de lançamento da sua obra  intitulada “Interpretação do significado dos versículos do nobre Alquran”, o Sheik Aminudim fez uma reflexão sobre os desafios morais e sociais enfrentados pela sociedade moçambicana, apontando a necessidade de maior coerência e coragem por parte das autoridades, destacando o papel do Governo e dos Legisladores.

O religioso disse que, apesar de os males do consumo de bebidas alcoólicas e dos jogos de azar serem amplamente conhecidos, as autoridades continuam relutantes em adoptar medidas firmes. 

Segundo o sheik, “os governos reconhecem que há pecado e prejuízo, eles reconhecem que isto é um mal, temos problemas todos os dias, mas ninguém tem coragem, ninguém tem coragem de proibir aqui. Porquê? Porque que tem benefícios, pois isso gera muitos impostos para o Estado. Tanto dinheiro que aquilo dá como impostos para o Estado”.

Aminuddin comparou a abordagem islâmica com a forma como as leis humanas são aplicadas, explicando que o Alcorão preparou primeiro a mentalidade das pessoas antes de proibir o álcool, o que resultou numa mudança profunda e voluntária. 

“Hoje, os nossos legisladores fazem leis de um dia para o outro, sem preparar o terreno, e por isso as pessoas procuram sempre formas de fugir às regras”, afirmou.

O sheik disse também que a verdadeira transformação social só é possível quando as leis são acompanhadas por educação e mudança de consciência, e não apenas por proibições formais.

O livro “Interpretação do significado dos versículos do nobre Alqur’an foi lançado este sábado,  em Maputo.

Na obra o autor faz uma interpretação moderna e contextualizada do Alcorão, com o objectivo incentivar as pessoas a compreenderem e praticarem os seus ensinamentos, como solução dos desafios actuais. 

O lançamento da obra contou com a presença da Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, que reconheceu a importância da obra pelas mensagens que transmitem. 

A Associação Black Bulls encerrou, hoje, a sua participação na Liga dos Campeões Africanos, após perder diante do River United da Nigéria por 3-1, em jogo da segunda mão da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da prova.

Os “touros”, que levavam uma vantagem de um golo ao solo nigeriano, após a vitória em Maputo no jogo da primeira mão, não conseguiram resistir durante os 90 minutos.

Em desvantagem na eliminatória, o River United logo cedo procurou reverter o cenário, tendo chegado ao primeiro golo aos 16 minutos, por intermédio de Mclyn. 

O mesmo atleta voltou a estremecer a baliza de Ernani Siluane ao apontar o segundo golo a dois minutos do fim da primeira parte, ou seja, à passagem do minuto 43. 

Moctar Diallo reacendeu a esperança da Black Bulls ao reduzir a desvantagem no minuto 50, golo que colocava o representante moçambicano em vantagem na eliminatória. O senegalês tinha sido o responsável pelo golo que deu vitória à Black Bulls em Maputo.

Os “touros” até tentaram conservar a vantagem, mas Timothy voltou a colocar a sua equipa à frente do marcador, fixando o resultado final em 3-1. 

Termina, assim, a participação do campeão moçambicano nas competições africanas, selando um percurso diferente da época passada, em que chegou à fase de grupos da Taça Nelson Mandela. 

O outro representante nacional nas Afrotaças, no caso o Ferroviário de Maputo, vai procurar alcançar a fase seguinte da Taça Nelson Mandela este domingo, diante da AS Otôho da República Democrática do Congo, em jogo da segunda mão da segunda eliminatória da competição. 

No jogo da primeira mão os “locomotivas” da capital perderam por 0-1, em Maputo.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, endereçou uma mensagem de condolências a Igreja Católica, pela  morte do Padre Vicente Berenguer Lliopis, ocorrida no dia 21 de Outubro de  2025, em Teulada, Espanha. 

Na sua mensagem, o Chefe do Estado, em nome do Povo e do Governo da  República de Moçambique, e em seu próprio nome, apresentou à Sua  Santidade e a toda a comunidade cristã, em especial à moçambicana, os  sentimentos de profundo pesar pela perda deste missionário, que dedicou  grande parte da sua vida ao serviço do povo moçambicano.

O Padre Vicente Berenguer serviu em Moçambique desde 1967 até à sua  aposentação em 2023, tendo-se destacado pela sua coragem e dedicação à  causa da justiça, nomeadamente ao denunciar ao mundo o Massacre de  Wiriyamu, ocorrido em Tete, no dia 16 de Dezembro de 1972, onde pereceram  mais de 300 moçambicanos indefesos. 

Durante a sua longa permanência em Moçambique, o Padre Vicente deu um  contributo inestimável à educação, apoiando a construção de infra-estruturas  escolares e a formação de crianças desfavorecidas, movido pela convicção de  que a educação do homem é a principal arma para o desenvolvimento do país.  O seu trabalho foi amplamente reconhecido, tendo recebido diversas distinções  internacionais pelo seu compromisso com o bem comum. 

Neste momento de luto, o Presidente da República expressa as sinceras  condolências do Governo e do Povo Moçambicano à Igreja Católica e a todos  os que se sentem órfãos da presença do Padre Vicente Berenguer, reafirmando  que o Governo de Moçambique saberá honrar o legado de dedicação e  humanismo que o missionário deixou.

Foram, hoje, a enterrar os restos mortais da comandante da PRM em Marracuene, crivada de balas na noite de quinta-feira. Leonor Inguane deixa dois filhos menores. 

Familiares, amigos e colegas da comandante distrital da Polícia em Marracuene, Leonor Inguane, encheram o cemitério de Texlom, na província de Maputo, para o último adeus àquela que era considerada por muitos, uma mãe. 

O que se via eram Rostos  fechados, corações apertados, lágrimas caindo.

Dos presentes, ninguém conseguia esconder a dor. 

Com a patente de Superintendente da Polícia, Inguane teve direito a honras militares,e tiros no ar.

Nas mãos da mãe da finada, foram entregues as insígnias, em honra da comandante.

“Este espólio servirá para a família ter recordação, servirá para a família inspirar-se nela, sendo que ela muito fez para a família e muito fez para a nossa corporação. Então vou deixar isto com a mãe, com muita dor, com muita tristeza”, disse a General Maria de Brito Nanja, do Comando-geral da PRM.

Com dor e tristeza, viu-se a urna carregando o corpo da oficial descendo a terra e a mesma cobrindo-a, entre choros e lamúrias. 

Em representação da Família, Simão Buque expressou o seu pesar, em poucas palavras. 

“É uma dor, dor profunda e a família não tem mais palavras acima disso e agradecer todas as pessoas que cá se fizeram presente para este momento de muita consternação”.

Os colegas relatam eterna saudade. O agente Salimo Morrão, é um deles.

“Ela foi enterrada aqui em serviço, é ali, base de logística, é ali em serviço.

 Estou acordado de manhã, vim ver a capa dela, malhado. Ela está aqui em serviço, é aqui, base de logística, é aqui. Não tem como”, disse. 

Leonor Inguane foi assassinada na noite da última quinta-feira, por indivíduos desconhecidos. Deixa dois filhos menores.

Mais de 250 famílias são assoladas pela crise de água potável em Tomanine, no distrito de Guijá, província da Gaza, na sequência da avaria de quatro sistemas de abastecimento de água, há dois anos. O Administrador do distrito, Jaime Mugabe, fala de quatro comunidades em situação critica e aponta como saída a construção de 11 reservatórios escavados.

Mais de 250 famílias enfrentam no silêncio a dura realidade imposta pela crise de água que assola a comunidade de Tomanine, no distrito de Guijá há quase dois anos.

“Desde o ano antepassado, que somos assolados pela crise de água. De lá até aqui, ainda não fomos socorridos. Pelo menos 250 famílias estão numa situação bastante crítica”, queixou-se Reis Chongo, líder comunitário de Tomanine.

A população é obrigada a consumir água imprópria e queixam-se de dificuldades para alcançar os poucos sistemas operacionais e a situação torna-se cada vez mais crítica devido à falta de chuva.

As autoridades comunitárias revelam que pelo menos quatro sistemas que abasteciam as áreas mais críticas do distrito, entre os quais Tomanine, avariaram, e desde finais de 2023 até aqui as comunidades vivem em extrema carência.

“Temos pelo menos quatro furos avariados. Por conta disto, a população aglomera-se numa fonte para ter acesso à água. Pedimos que o problema seja resolvido ou novos sistemas, tendo em conta a densidade populacional”, disse o líder comunitário. 

Jaime Mugabe admite, ainda, que há quatro comunidades que precisam de uma intervenção urgente, no entanto, limitações de ordem financeira travam avanço de projectos que visam minimizar o sofrimento das comunidades. 

Mugabe mostrou-se preocupado com a escassez da chuva que  está a forçar a deslocação de gado de Nalazi para as zonas de Chiwahene e Nhanguenha.

A falta de serviços sociais básicos e criminalidade inquieta mais 16 mil munícipes em Patrice Lumumba e Praia de Xai-Xai, na província de Gaza. Para mitigar parte dos problemas que duram há mais de 10 anos, com destaque para o mau estado das vias, o presidente do município de Xai-Xai, Ossemane Adamo, fala de investimentos na ordem de 25 milhões de meticais.

A degradação de algumas ruas que asseguram a mobilidade na zona alta de Xai-Xai, aliada a erosão profunda que desfigura metade de 24 bairros estão entre os factores que atrasam a introdução de novas rotas, penalizando quem vive no interior dos bairros. 

Emília Bila é um exemplo. Tem 34 anos de idade e vive em Patrice Lumumba há seis anos, diz que o problema é antigo e não pode mais esperar.

Confrontado com a situação, o presidente do município de Xai-Xai, Ossemane Adamo, disse estar em curso trabalhos de reposição de vias com maior enfoque em Patrice Lumumba. Uma operação avaliada em 25 milhões de meticais. 

No entanto, a falta de energia e crise de água continuam a perturbar as noites de, pelo menos, 250 famílias residentes do maior posto administrativo de Xai-Xai, Patrice Lumumba, incluindo vários bairros da praia de Xai-Xai.

Júlia Muedane vive na zona de Chinunguine há seis anos e descreve um ambiente de pânico e medo na sequência das incursões dos malfeitores, que se valem da escuridão para fazer das suas. Diz ainda que a situação tende a agravar-se devido a ausência da Polícia.

Refira-se que há mais de 8 mil famílias que deverão ser retiradas das zonas propensas a inundações antes do pico da presente época chuvosa em Xai-Xai.

Uma senhora, mãe de uma menor de seis anos de idade, diz que tem estado a sofrer ameaças há cerca de um mês, protagonizadas por um homem de 25 anos, que terá supostamente abusado sexualmente da sua filha e transmitido uma doença sexual, segundo laudo médico. 

Uma mãe desesperada clama por justiça. A sua filha que ela carregava no colo tem apenas seis anos de idade e foi abusada sexualmente por um vizinho de 25 anos. Segundo conta, a suspeita do crime iniciou há cerca de três meses.

“A criança tirava o corrimento. Outro dia dei banho à criança e disse que a menina estava a doer. Então, o jovem que eu suspeitava era porque minha filha quando o via fugia e até embaixo da cama a menina entrava. E eu me perguntava porque a minha filha tinha medo daquele jovem, até falei com o meu marido”, contou a mãe. 

No mesmo dia, a senhora levou a menor para uma esquadra, onde foi dirigida para a medicina legal, onde a suspeita de abuso foi confirmada. O laudo médico, que está na posse da Polícia, confirmou o abuso e  que a menor contraiu uma doença sexualmente transmissível. 

O suspeito foi notificado, mas, na esquadra, refutou o crime e a mãe da vítima contou o que ouviu da Polícia. “Você como não viu ele  a violar a miúda, nós não temos como prender este jovem, ele vai ficar em liberdade enquanto espera o julgamento”, partilhou. 

A mãe contou que no meio do pranto pela dor causada  pelo autor do crime e enquanto lutava pela saúde da filha, foi ameaçada. “No dia seguinte, a família daquele jovem foi ameaçar-me na minha casa. Eu que tenho filha violada ninguém fez nada”, reclamou. 

Desesperada, a mãe  e outros  familiares dirigiram-se ao Gabinete de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência buscando justiça célere. As autoridades ligadas a este gabinete atenderam a senhora e em coordenação com outras instituições já estão a dar seguimento a este caso. 

Uma pessoa foi encontrada,hoje sem vida, no bairro Chingodzi em Tete. Moradores do bairro e familiares, desconhecem as  reais causas da morte, mas a vítima apresentava sinais de agressão.

A vitima tinha 25 anos de idade  e foi encontrada, na manhã desta sexta-feira, na rua e com sinais de tortura. A situação deixou aterrorizada os moradores do bairro Chingodzi, que, ao depararem-se com o corpo abandonado na via publica, se mostraram preocupados com o assassinato.

“Aqui, eu cheguei eram seis e tal e o corpo já estava coberto. É muito triste para nós que estamos aqui, talvez foi morto do outro lado e vieram deixar aqui”, lamentou uma moradora do bairro. 

Outro morador do mesmo bairro, entrevistado pelo “O País”, também disse estar preocupado com os assassinatos naquele local e disse ainda ser o segundo corpo encontrado no local. 

A esposa e irmã  da vítima também estiveram no local onde o corpo foi encontrado. Inconsoláveis, disseram  ter falado pela última vez com a vítima na madrugada de sexta-feira,  quando esta se despediu para o trabalho.

“Saiu as uma e tal, ia para o serviço, ia fazer biscato”, disse a esposa do finado, ainda aos prantos. 

O Serviço Nacional de Investigação Criminal em Tete só esteve no local quando eram precisamente 9 horas e 30 minutos para trabalhos de perícia e remoção do corpo.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) afirma que a saída de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) vai impulsionar o ambiente de negócios e facilitar as transações interbancárias a nível internacional.

A CTA descreve a saída de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional, GAFI, como um momento histórico, sublinhando que a decisão representa a recuperação da reputação do país no cenário internacional.

Com a saída de Moçambique do grupo dos países menos desejados no comércio internacional, o sector privado prevê maiores facilidades nas transações internacionais, bem como a redução das taxas de juro no acesso ao crédito e financiamento fora do país.

Foram necessários três anos de cumprimento rigoroso das exigências do GAFI. O sector privado garante estar pronto para ajudar o país a manter-se na linha, evitando quaisquer deslizes futuros.

A decisão do Grupo de Acção Financeira Internacional foi tomada durante a sessão plenária realizada em Paris, França, após Moçambique ter cumprido o plano de acção em 26 pontos, com destaque para o combate ao financiamento do terrorismo e ao branqueamento de capitais.

 

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