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O académico e sociólogo Elísio Macamo defendeu, esta quarta-feira, a necessidade de Moçambique construir um “Estado que aprende”, capaz de retirar lições da implementação das políticas públicas e adaptar as suas decisões aos desafios que surgem ao longo do tempo, em vez de se limitar a produzir novos planos de desenvolvimento.

Intervindo no painel “Prospectiva e Posicionamento Estratégico: 2026–2050”, integrado na Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, Macamo afirmou que o país não enfrenta um problema de falta de estratégias, mas sim de incapacidade institucional para aprender com a experiência.

“Eu acho que nós temos tido bons planos desde que este país foi fundado. Então, o problema não está na qualidade dos planos”, afirmou.

Para o sociólogo, um plano representa apenas uma proposta de acção e, por isso, pode falhar. O verdadeiro desafio, explicou, consiste em avaliar continuamente os resultados obtidos e incorporar as lições aprendidas na definição das políticas públicas.

“O grande problema que nós temos é o de nós não aprendermos institucionalmente. Não aprendermos daquilo que nós fizemos”, sustentou.

Segundo Macamo, Moçambique já possui uma agenda nacional suficientemente clara, consagrada na Constituição da República, documento que, na sua opinião, define os valores, os direitos dos cidadãos e as regras que devem orientar a governação.

“Nós já temos uma agenda. E, por acaso, até a melhor agenda que um país pode ter. Qual é essa agenda? É a Constituição da República”, afirmou, defendendo que qualquer plano de desenvolvimento deve respeitar os princípios nela estabelecidos.

O académico propôs que as instituições públicas passem a adoptar uma cultura permanente de avaliação das políticas, baseada em três perguntas fundamentais: que problema se pretendia resolver, o que foi aprendido durante a implementação e de que forma essa aprendizagem alterou a compreensão inicial desse problema.

“Não é ciência astronómica. É apenas uma questão de ser pragmático na abordagem das coisas da vida”, afirmou.

Durante a intervenção, Macamo manifestou ainda algumas reservas em relação à ideia, defendida por outros participantes, de que os planos nacionais devem manter-se inalterados ao longo de sucessivos ciclos de governação.

Na sua perspectiva, os governos democraticamente eleitos devem preservar liberdade para redefinir prioridades, desde que essa mudança resulte da aprendizagem acumulada e não de decisões arbitrárias.

“Um plano nunca pode limitar a liberdade democrática de um governo de tomar as suas decisões, porque um plano reflecte o conhecimento que nós temos agora e as prioridades que nós temos agora. Essas prioridades podem mudar daqui a três, cinco ou dez anos”, argumentou.

Por isso, acrescentou, “eu não coloco a mesma ênfase na necessidade de continuidade, se essa continuidade se referir ao plano. A continuidade tem que ser ao nível da aprendizagem institucional.”

Num dos momentos mais descontraídos da sua intervenção, o sociólogo comentou a metáfora dos animais utilizada na Agenda 2025 para ilustrar diferentes trajectórias de desenvolvimento, mostrando-se crítico da imagem da abelha como modelo a seguir.

“Aquela imagem da abelha é bonita por causa do mel que é doce, mas é um horror para mim. A abelha faz a mesma coisa a toda a hora”, afirmou, defendendo que Moçambique deve inspirar-se em diferentes características representadas por outros animais.

Na sua visão, o país deve aprender com “a prudência do cágado, a curiosidade do caranguejo e a auto-suficiência do cabrito”, em vez de procurar um único modelo de comportamento.

“Ao invés de nós nos concentrarmos apenas num animal, devíamos procurar saber quais são as qualidades que cada animal tem e que condições é que nós podemos criar para tirar proveito dessas qualidades”, explicou.

A concluir, Elísio Macamo reiterou que o maior desafio do país passa pela criação de instituições capazes de aprender continuamente com a experiência e de ajustar as políticas públicas à evolução da realidade nacional.

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Quinze pessoas estão detidas, em Maputo, por suspeita de envolvimento no desaparecimento de uma mala com 20 quilos de cocaína no Aeroporto Internacional de Maputo. Sem fornecer detalhes, a Procuradora-Chefe da Cidade de Maputo, Natércia Dias, confirmou o desaparecimento da mala contendo  a droga, encontrada na posse de uma cidadã brasileira.

A história começa no passado dia 27 de Agosto, quando uma cidadã de nacionalidade brasileira desembarcou no Aeroporto de Maputo, transportando 20 Kg de cocaína. A mulher conhecida no mundo do narcotráfico como   “Mula” foi imediatamente detida, graças a um alerta emitido pela Interpol às autoridades moçambicanas. No entanto, a mala com a droga nunca foi encontrada, desapareceu no próprio aeroporto. 

 Algumas semanas depois, as autoridades confirmaram a detenção de 15 pessoas envolvidas no caso, incluindo agentes da Polícia da República de Moçambique, trabalhadores da MAHS, responsáveis pela gestão do aeroporto.

De acordo com as autoridades, após sair do aeroporto, a mala foi levada ao bairro de Inhagoia, próximo a base aérea de Mavalane, onde os traficantes aguardavam. 

O activista conservador, Charlie Kirk, de 31 anos, morreu após ser baleado durante um evento universitário em Utah, esta quarta-feira. O líder norte-americano, Donald Trump, culpa a esquerda radical e promete retaliação. 

O fundador da organização juvenil Turning Point USA, Charlie Kirk foi atingido por um único disparo enquanto discursava sobre a violência com armas de fogo, numa universidade. 

Imagens do momento mostram-no levantando a mão antes de colapsar, com sangue jorrando do pescoço. O auditório entrou em pânico e a multidão dispersou-se em meio a gritos e correria.

O evento, promovido pela própria organização de Kirk, gerou forte polarização no campus, pois tinha sido levantada uma petição online que reuniu quase mil assinaturas contra a presença do activista, mas a universidade manteve a realização do debate, defendendo a liberdade de expressão.

Horas depois do ataque, o presidente norte-americano, Donald Trump, na Sala Oval, declarou luto nacional e prometeu retaliação. 

Para meus amigos americanos, estou cheio de dor e raiva do assassinato maligno de Charlie Kirk, em um campus universitário em Utah. Este é um momento escuro para os americanos. Aqueles da esquerda radical têm comparado americanos maravilhosos como Charlie com os nazistas e os piores assassinos e criminosos do mundo. Este tipo de retórica é responsável diretamente pelo terrorismo que estamos vendo em nosso país hoje. E deve parar agora mesmo”, disse Donald Trump.

Trump culpou diretamente a “esquerda radical” pela morte de Kirk e por outros episódios recentes de violência política no país, incluindo o atentado que quase lhe tirou a vida e o assassinato de Brian Thompson, director da United Healthcare.

Já foi localizado o corpo da mulher grávida que tinha sido dada como desaparecida no acidente de viação da Moamba, na Província de Maputo. Enquanto isso, a seguradora do camião que causou o acidente afirma terem sido confirmadas 11 mortes.

Maria, mulher grávida de sete meses, que estava desaparecida depois do acidente da manhã de segunda-feira, em Moamba, acabou por ser encontrada nesta quarta-feira, mas já sem vida. O seu corpo estava na morgue do Hospital Provincial da Matola.

“O nome da minha sobrinha não constava nem da lista do hospital, nem da esquadra. Só fomos descobrir que o nome constava da lista da seguradora, e isso nos deixou muito preocupados. Quando voltámos da Moamba para o Hospital Provincial da Matola foi quando localizamos o corpo depois de tantos transtornos porque havíamos deixado uma foto”, conta Filipe Nhanombe, tio da vítima.

Já Arsénio, marido da vítima, vive uma dor dupla, da perda de sua companheira e daquele que seria o primeiro filho do casal. Diz que a dificuldade em localizar o corpo só piorou tudo.

“Só digo graças a Deus por ter encontrado pelo menos o corpo dela e, neste exacto momento, é só tristeza, porque perdi as duas pessoas que poderiam dar-me mais alegria e eu também poderia oferecer muito”, anota.

A seguradora garante que há trabalhos em curso para garantir a assistência da família.

“A seguradora fez-se ao local ontem para poder apurar o número e todas as questões relativas ao acidente, assim como os preparativos para dar o apoio. Esse apoio será feito e acreditamos que será continuado, mas a seguradora veio já preparada hoje (quarta-feira) para prestar apoio às famílias que estão sem condições”, explicou Henrique Langa, representante da seguradora.

A seguradora revela que, de acordo com os dados apurados pela instituição, são no total 11 mortes confirmadas até ao momento, contrariando o número tornado público pelas autoridades, que indicava nove.

Das seis vítimas levadas ao Hospital Central de Maputo apenas uma continua sob cuidados intensivos.

“Destas seis vítimas quatro ainda estão sobre observação, duas já tiveram alta. Um deles está muito grave, está nos cuidados intensivos é um jovem de 24 anos, mas segundo o relato do médico o paciente tem alguma chance, mas teve um traumatismo crânio encefálico gravíssimo” disse Maria Sitoe,  chefe do Banco de Socorros do HCM.

A responsável pelas urgências da maior unidade sanitária do país assegura que tudo está a ser feito para a recuperação dos feridos ainda internados.

O Conselho Municipal de Maxixe assegura que até ao final deste ano será conhecida a empresa responsável pela execução das obras de requalificação da Marginal, cujo arranque está previsto para o primeiro trimestre de 2026. 

O projecto, considerado estruturante para o futuro urbano e turístico da cidade, implica também um desafio social: mais de 60 famílias que vivem actualmente na área de intervenção terão de ser reassentadas para abrir caminho às novas infra-estruturas.

Embora ainda não tenha avançado prazos para a remoção das famílias, o edil da Maxixe, Issufo Francisco, garantiu que os trabalhos de requalificação da marginal vão mesmo arrancar em breve, sublinhando que o processo está praticamente concluído no que diz respeito às fases preparatórias.

“Eu não queria comentar nada sobre a questão de reassentamento, sobre o projecto da marginal. O que é verdade é que a marginal vai avançar. Vai avançar no primeiro trimestre do próximo ano. E o concurso provavelmente vai ser lançado dentro dos próximos meses”, afirmou o edil, em declarações aos jornalistas.

A requalificação da marginal é considerada prioritária para a cidade da Maxixe, não só porque irá transformar a frente marítima num espaço mais ordenado e atractivo para residentes e visitantes, mas também porque representa um investimento estratégico no turismo e no comércio local. 

A marginal é, actualmente, uma das áreas mais movimentadas da cidade, servindo de ligação entre o transporte marítimo que conecta a Maxixe à cidade de Inhambane e várias actividades económicas ligadas à pesca, ao pequeno comércio e ao turismo.

O projecto vai exigir o reassentamento de mais de 60 famílias exigirá, à semelhança de outros processos semelhantes já registados em cidades moçambicanas, negociações cuidadosas, compensações adequadas e garantias de que os moradores não ficam em situação de vulnerabilidade após a remoção. 

Experiências anteriores no país mostram que processos de reassentamento mal geridos podem resultar em conflitos, atrasos nas obras e impactos negativos na vida dos reassentados.

Com a perspectiva de arranque das obras da marginal e a inauguração de novos sistemas de abastecimento, a edilidade da Maxixe procura mostrar que a modernização da cidade pode andar de mãos dadas com a melhoria da qualidade de vida da população. 

Contudo, os próximos meses serão decisivos: de um lado, o processo de selecção da empresa responsável pela obra e, do outro, a necessidade de encontrar soluções justas e rápidas para as mais de 60 famílias que terão de deixar as suas casas para dar lugar ao futuro da marginal da Maxixe.

BARRANE PASSA A TER MAIS ÁGUA

O governante falava no bairro Barrane, nos arredores da cidade, momentos após ter inaugurado um sistema de abastecimento de água potável que passa a servir mais de 300 famílias daquela comunidade.

Segundo explicou, a entrega de infraestruturas de água integra uma estratégia mais ampla da edilidade para expandir a rede de abastecimento e reduzir o número de famílias que ainda dependem de fontes precárias, muitas delas insalubres e inseguras para o consumo humano.

Issufo Francisco destacou que a cidade da Maxixe já regista uma cobertura de 87% no fornecimento de água potável, mas reconheceu que ainda há muito trabalho por fazer para garantir que o acesso chegue a todos os bairros. 

“Este ano, vamos ainda inaugurar mais quatro sistemas de abastecimento de água. Um em Ruja, outro em Gubo, em Tingatinga e também em Dambu. Portanto, todos são sistemas de abastecimento de água para as nossas comunidades. E, neste momento, estamos numa cobertura de 87% de provimento de água potável ao nível do nosso município”, afirmou.

Apesar dos avanços, muitas famílias ainda enfrentam dificuldades no acesso à água potável, recorrendo a poços abertos manualmente ou a fontes improvisadas, cuja qualidade não oferece garantias de segurança sanitária. A realidade é particularmente crítica nas zonas periféricas, onde a expansão da rede ainda não chegou.

O duplo anúncio do edil — a requalificação da marginal e a expansão do abastecimento de água — revela dois dos principais desafios urbanos que a Maxixe enfrenta: modernizar a infraestrutura urbana, conciliando-a com as necessidades sociais das famílias que serão reassentadas, e ampliar os serviços básicos de água e saneamento para toda a população.

Ao mesmo tempo, o reforço da rede de abastecimento de água está alinhado com as metas do governo central de expandir progressivamente o acesso a este serviço essencial em todo o território nacional, reduzindo desigualdades entre zonas urbanas e rurais. Para o edil da Maxixe, os números demonstram progresso, mas também a urgência de não deixar comunidades para trás.

“Estamos conscientes de que ainda há famílias a depender de fontes precárias. É uma preocupação que não ignoramos e estamos a trabalhar para mudar esse cenário”, frisou Issufo Francisco.

O julgamento do antigo Juiz-Presidente do Tribunal Judicial da Maxixe começou, esta terça-feira, em Inhambane, marcando o desfecho de uma investigação que se arrasta desde outubro de 2019. O magistrado Alexandre José Njovo está a responder por acusações graves: desvio de mais de 3,2 milhões de meticais dos cofres do tribunal, apropriação ilícita com o escrivão Francisco Cumbane, destruição de documentos e abuso de poder.

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público, o esquema começou com a emissão de cheques das contas de depósitos obrigatórios — destinados a cobrir emolumentos, cauções ou pensões alimentícias — em favor do escrivão. Os valores eram depois repartidos entre os dois. Os levantamentos ocorreram de forma sistemática entre fevereiro e junho de 2018: 303 mil meticais em uma única operação, seguidos por 354 mil, 100 mil, 291 mil, 81 mil, 155 mil e 66 mil meticais. Num período de seis meses, totalizaram-se mais de 1,25 milhão de meticais, num esquema que se prolongou até o montante global de 3,2 milhões.

Auditoria revela desfalque milionário no Tribunal da Maxixe

Uma auditoria interna realizada ao Tribunal Judicial da Cidade da Maxixe expôs um esquema de desvio de fundos liderado pelo então juiz-presidente, Alexandre Njovo, que em conluio com o escrivão de direito, Francisco Cumbane, terá se apropriado de mais de 3.2 milhões de meticais dos cofres daquela instituição.

O magistrado utilizou as contas de depósitos obrigatórios do tribunal para autorizar levantamentos fraudulentos. Os cheques eram emitidos em nome do escrivão e, logo a seguir, os valores eram repartidos entre ambos.

Os registos bancários revelam a forma meticulosa com que o esquema foi executado. Entre os saques identificados destaque vai para o da data de 25 de fevereiro de 2017, quando a dupla levantou de uma só vez 303 mil meticais. Pouco mais de um mês depois, em 3 de abril, novo cheque foi passado a favor de Cumbane, desta vez no valor de 354 mil meticais.

A atuação repetia-se quase como um relógio. Em 16 de maio, mais 100 mil meticais saíram ilegalmente da conta do tribunal. Já a 4 de junho, o juiz e o escrivão voltaram a agir, apoderando-se de 291 mil meticais. Quatro dias mais tarde, a 8 de junho, o magistrado emitiu outro cheque em conluio com o seu colaborador, movimentando 81 mil meticais.

A ofensiva continuou no mesmo mês. Nos dias 21 e 29 de junho, novos levantamentos foram feitos, no valor de 155 mil e 66 mil meticais, respectivamente.

Os dados mostram que, em apenas seis meses de manipulação das contas do tribunal, Alexandre Njovo e Francisco Cumbane conseguiram retirar indevidamente cerca de 1,25 milhão de meticais, apenas numa primeira fase do esquema.

As conclusões da auditoria apontam que o magistrado não só violou os princípios de transparência e probidade exigidos a um servidor da justiça, como também comprometeu a credibilidade da própria instituição judicial que dirigia. 

A tentativa de ocultar os rastros envolveu a destruição deliberada dos canhotos dos cheques, além de manipulação de documentos e preparação de justificativos falsos junto a terceiros, eliminando os principais registos que poderiam comprovar a movimentação irregular dos valores.

O antigo juiz, agora a responder em tribunal, é acusado da prática continuada de um crime peculato, tipificado no artigo 340.º do Código Penal, prevê pena de 1 a 8 anos de prisão para funcionários que se apropriam de bens públicos ou que lhes foram confiados. Como o valor desviado é elevado, a pena aplicável tende para o limite superior da escala. Um crime de abuso de cargo ou função que configura-se quando um servidor público usa o seu cargo para fins pessoais. Embora o Código não estabeleça penalidades específicas nesse artigo, a conjugação com peculato agrava a situação da responsabilidade criminal. E ainda um crime de furto e destruição de processos, livros de registo e documentos oficiais, mencionado no artigo 424.º do Código Penal, impõe pena de prisão maior de 2 a 8 anos e multa de até um ano para quem subtrai, destrói ou desvia processos ou livros de registo.

Além disso, o código prevê que, em casos de concurso de crimes — como os que envolvem peculato, abuso de cargo e destruição de documentos — as penas podem ser cumulativas, dentro dos limites do artigo 124.º.

Expulso do cargo em outubro de 2019 pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial, Njovo foi também alvo de procedimento disciplinar que encaminhou o caso ao Ministério Público. Agora, em tribunal, poderá enfrentar penas pesadas, além da obrigação de ressarcir o Estado pelos prejuízos. A atenção pública está voltada para o desfecho deste julgamento, que promete ser rigoroso.

A Federação Moçambicana de Voleibol (FMV) ainda não tem fundos necessários para a participação das duplas nacionais no Campeonato do Mundo de Voleibol de Praia de Sub-21, no México, e sénior, na Austrália. Texto: Redacção

Foto: O País

Há um mês do Mundial Sub-21 e a dois do de seniores, a FMV continua sem uma luz verde para viabilizar a deslocação dos representantes moçambicanos nas duas provas. 

O presidente da FMV, Mahomed Valá, refere que a instituição que dirige ainda não recebu nenhuma garantia de suporte financeiro para cobrir as despesas da participação dos atletas moçambicanos nos dois eventos internacionais.

“Para levarmos os nossos atletas à maior prova de vólei de praia, até agora não recebemos qualquer apoio, numa altura em que a competição está praticamente à porta, com o Campeonato do Mundo Sub-21 agendado para os dias 14 a 20 de Outubro, no México, e o “Mundial” de seniores marcado para decorrer entre os dias 14 e 24 de Novembro, na Austrália, com a chegada prevista para o dia 5 desse mês”, explicou Mahomed Valá.

Valá assegura que, apesar desses constrangimemntos, os atletas continuam focados no trabalho, mantendo o foco nos treinos, sob a orientação técnica de Osvaldo Machava.

“Continuamos a treinar e a preparar as nossas duplas nacionais: Verónica/Nádia e Ednilson/Helton (Sub-21), bem como Zelito/Touch e Vanessa/Mércia (seniores), na arena da Costa do Sol, às terças e quintas-feiras. O nosso objectivo é manter o ritmo competitivo dos atletas”, garantiu.

A FMV precisa de pouco mais de nove milhões de meticais para garantir a participação nas duas competições, dos quais 3 558 098,97 meticais se destinam ao Mundial Sub-21, e 6 360 885,54 meticais ao de seniores.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu esta quarta-feira, no seu Gabinete de  Trabalho, a Encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados  Unidos da América (EUA) em Moçambique, Abigail Dressel, com quem  analisou o reforço das relações de amizade e cooperação entre os  dois países.

Na ocasião, a diplomata destacou que os entendimentos alcançados  abrem espaço para uma cooperação ainda mais sólida no futuro,  sobretudo nas áreas económica, de segurança e boa governação. 

Falando à saída da audiência, Abigail Dressel sublinhou que o  encontro serviu para reafirmar os laços bilaterais e projectar novas 

oportunidades no quadro das celebrações dos 50 anos das relações  diplomáticas entre Washington e Maputo. 

“Eu tive uma excelente reunião, agora, com o Presidente Chapo,  Presidente da República, em que falámos dos 50 anos de relações  entre os Estados Unidos da América e Moçambique, e também  falámos do futuro, e este futuro é um futuro brilhante”, afirmou. 

Segundo a diplomata, a cooperação económica será central no  próximo ciclo da relação entre os dois países. “Vamo-nos focar na  parte económica em trazer prosperidade para os nossos dois povos,  incentivar as empresas americanas que venham a Moçambique, além  das que já estão aqui a investir no povo, na economia e na melhoria  das vidas”, frisou. 

No domínio da segurança, Dressel garantiu que os EUA vão continuar  a trabalhar em estreita parceria com Moçambique, associando a  vertente militar à promoção da boa governação. “Também vamos  trabalhar juntos na área de segurança, e também uma parte  fundamental nas áreas de diplomacia comercial e também da parte  de segurança e a boa governação”, afirmou. 

A Encarregada de Negócios explicou que a reunião com o Chefe do Estado moçambicano criou bases sólidas para aprofundar a  cooperação bilateral. “Tivemos, realmente, uma conversa excelente  em que criámos condições para ainda melhor cooperação no futuro”,  acrescentou. 

Angola registou 37 casos diários de violência contra crianças em 2024, maioritariamente fuga à paternidade, trabalho infantil e violência física, tendo sido contabilizados, nesse período, 13 319 casos em todo o país, segundo dados oficiais.

De acordo com o Anuário Estatístico da Ação Social, Família e Promoção da Mulher 2024, citado por Lusa, as autoridades angolanas, através do Instituto Nacional da Criança (INAC), registaram 13 319 ocorrências de violência contra menores, sobretudo no terceiro trimestre de 2024.

As províncias de Benguela (2 487 casos), Bié (2 487 casos) e o órgão central de Luanda (1 728 casos) lideraram as ocorrências nesse período, sendo a maior parte dos casos de violência (54,6%) registados contra crianças do sexo masculino.

Quanto à tipologia dos crimes, destacam-se os casos de fuga a paternidade (6 228 casos), exploração de trabalho infantil (3 247), violência física (1 131 casos), seguido igualmente de casos de disputa de guarda (632 casos), violência psicológica (507 casos), violência sexual (477 casos) e outros.

Segundo o anuário estatístico, elaborado pelo Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher em colaboração com o Instituto Nacional de Estatística (INE), 85,5% dos casos de violência contra menores foram encaminhados às autoridades judiciais.

Em relação ao apoio psicossocial, o Instituto Nacional da Criança prestou apoio a 2 520 crianças e suas famílias em 18 províncias do país.

As autoridades angolanas registaram igualmente no decurso de 2024 um total de 2 519 casos de violência doméstica, uma média de sete casos por dia, com grande incidência para a violência contra a mulher, 71 % do total.

Os registos apontam as províncias de Cabinda (393), Luanda (295), Lunda Norte (284), Moxico (246), Cuanza Sul (218) e Cuando-Cubango (210) com as somas mais altas, num total de 1.646, correspondente a 65%.

Os casos de violência doméstica dominaram no segundo semestre de 2024. Abandono familiar (940), violência sexual (14), violência patrimonial (143), violência psicológica (257) e violência física (114) lideraram as tipologias de violência doméstica neste período.

Foram ainda foram resolvidos 1 773 casos de violência doméstica, correspondentes a 70%, em 15 províncias do país, sendo Luanda (394), Moxico (246) e Cabinda (239), as províncias com maior número de casos.

O Município de Quelimane tem disponível 150 mil dólares, para o financiamento de projectos juvenis para resposta aos efeitos das mudanças climáticas. O fundo foi disponibilizado à Bloomberg Philanthropie, uma agência dos Estados Unidos que coopera com a autarquia de Quelimane. 

Os 150 mil dólares para financiar as iniciativas juvenis na área de mudanças climáticas já foram distribuídos às associações e decorre a fase de implementação. Pelo menos 26 associações trabalham para repor mangás, pintura de murais educativos, educação ambiental, colocação de luzes com base em painéis solares nos bairros. 

Na primeira fase foi em  2024, com a disponibilização de um orçamento no valor de 50 mil dólares, e, agora, decorre a segunda fase. 

Ao nível de Quelimane já há murais educativos, feitos com base naqueles investimentos, como por exemplo o que pode ser visto ao longo da avenida da marginal. 

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