Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

Vídeos

NOTÍCIAS

Pelo menos 14 pessoas morreram na sequência de um naufrágio ao largo da Turquia, quando tentavam atravessar o mar Egeu, a bordo de um barco. Segundo a imprensa turca, duas pessoas sobreviveram. 

O naufrágio ocorreu esta sexta-feira perto de Bodrum, no sudoeste da Turquia, causando a morte de 14 pessoas. 

Inicialmente, foram anunciadas sete mortes, mas nas últimas horas o número duplicou. Segundo a imprensa turca, estão em curso operações de busca e resgate dos corpos, e há registo de dois sobreviventes. 

A popular estância balnear de Bodrum está localizada a menos de cinco quilómetros de várias ilhas gregas, incluindo um dos pontos de entrada da União Europeia através do mar Egeu, que faz parte do mar Mediterrâneo, situado entre a Grécia e a Turquia.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), quase 1 400 migrantes desapareceram ou morreram no Mediterrâneo em 2025 corrente.

A Grécia é uma das principais portas de entrada para a União Europeia, especialmente para migrantes e refugiados que chegam por mar.

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas e o Centro de Monitoria Controlo e Fiscalização da Pesca na SADC assinaram um acordo de acolhimento do Centro Regional de Coordenação de Monitoria, Controlo e Fiscalização da Pesca na região, que visa combater a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada. Roberto Mito Albino espera que o centro melhore o sistema de vigilância e fiscalização marítima na região.

Trata-se da implementação do Protocolo das Pescas da SADC, e da Carta do Conselho de M inistros da SADC que Estabelece o Centro Regional de Coordenação da Monitoria Controlo e Fiscalização na componente de pescas, uma acção de combate à pesca ilegal, não reportada e não regulamentada na região.

Moçambique foi escolhido para a projecção do centro, a ser erguido na Catembe, que visa combater a pesca ilegal e suas consequências nocivas, segundo disse o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pesca, Roberto Albino.

“O Acordo de Acolhimento que hoje celebramos constitui uma etapa fundamental para a operacionalização plena do Centro de Coordenação de MCSCC-SADC. Este instrumento visa estabelecer as regras de funcionamento do Centro, clarificar as responsabilidades das Partes — nomeadamente o Governo da República de Moçambique e o Secretariado da SADC — e oficializar, de forma clara e institucional, a colaboração entre Moçambique e o Secretariado da SADC para erradicar a pesca ilegal e reforçar a gestão sustentável dos recursos pesqueiros na nossa região da SADC”, disse.

Roberto Albino assegura que o centro vai ser um ponto de coordenação para harmonização dos padrões para troca de informação e partilha de meios que permitam detetar e intervir de forma rápida para deter a pesca ilegal nas águas da região.

Roberto Albino diz acreditar que o Centro, em articulação com outras iniciativas globais, poderá melhorar, substancialmente, o sistema de vigilância e fiscalização marítima ao nível da região, para além de “desempenhar um papel fundamental nos esforços de preservação dos ecossistemas aquáticos e melhoria da segurança alimentar na região, contribuindo deste modo para o desenvolvimento social, económico e ambiental dos nossos países”.

Para o Presidente do Conselho de Administração do Centro de Monitoria, Controlo e Fiscalização da Pesca na SADC, Stanley Ndara, o acordo assinado tem como principal objectivo facilitar o cumprimento pleno e eficiente do mandato e das funções do centro.

“Consequentemente, o Governo da República de Moçambique deverá, na medida razoavelmente necessária, estender ao MCSCC e aos seus funcionários todas as imunidades, isenções e privilégios que concede, ou pode conceder, a outras Organizações Internacionais e seus Funcionários, conforme estipulado neste Acordo”, disse.

Para Stanley Ndara, “este centro regional serve como um farol de esperança para o povo, para a República de Moçambique e para os Estados-Membros da SADC em conjunto”.

Moçambique apelou os países da região e parceiros para que continuem engajados no combate à pesca ilegal, não reportada e não regulamentada como forma de contribuir poara o desenvolvimento da economia azul.

A primeira-ministra, Benvinda Levi, quer profissionais qualificados, capazes de conter o tráfico transnacional de drogas e de seres humanos e de responder aos desafios impostos pela inteligência artificial. Levi falava nesta sexta-feira aos cerca de 300 graduados pela Universidade Joaquim Chissano.  

São 286 graduados, nos níveis de licenciatura e de mestrado, graduados pela Universidade Joaquim Chissano, nesta sexta-feira. 

O momento marcou o fim de um ciclo de formação e início de outro, que é no mercado de emprego. 

Aos graduados, que agora sorriem para o mercado de emprego, a primeira-ministra, Benvinda Levi, que dirigiu a cerimónia, lembrou que o país espera que de si venham soluções para os diversos problemas que o país enfrenta, e, para tal, devem usar os conhecimentos adquiridos na academia. 

“De entre várias ameaças que pairam sobre o nosso território, e não só, destaque vai para o terrorismo, que assola alguns distritos de Cabo Delgado. O mundo enfrenta outros fenómenos, como a pirataria marítima, o tráfico transnacional de drogas e de seres humanos, crimes para os quais se requer uma formação de quadros altamente qualificados em assuntos como a protecção eficiente de fronteiras terrestres, aéreas, lacustres e marítimas, desafios cujo enfrentamento a UJC contribui através das suas áreas de formação”. 

O reitor da Universidade Joaquim Chissano apela aos recém-formados que actuem com ética e longe da corrupção. 

“Este marco traz consigo as suas responsabilidades, pois, a partir de agora, tendes o dever de contribuir e construir de forma científica, para o desenvolvimento do país”, disse João de Barros. 

Entre os graduados, nesta sexta cerimónia, 249 são do nível de licenciatura e 37 de mestrado.

 

A primeira-ministra, Benvinda Levi, pede “paciência” e afirma que o Ministério do Interior está a trabalhar para responder à onda de assassinatos de polícias e de civis no país.

“Relativamente a esta questão, o melhor é trabalhar com o Ministério do Interior, que está atento à situação, tem mais equipas a trabalharem no assunto e que pode prestar informações que são possíveis a esta altura. Tenham alguma paciência, está-se a trabalhar”, apelou Levi.

Sobre os casos de desaparecimento de jovens, que muitas vezes são encontrados mortos, a primeira-ministra referiu que, “sempre que há um crime, este deve ser comunicado às autoridades. Certamente, estas farão as investigações para identificar os responsáveis, mas para tal as pessoas devem participar os casos”.

O Tribunal Superior de Gauteng emitiu uma ordem ao ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, para que devolva aproximadamente 29 milhões de rands que foram pagos pelo Estado ao longo dos anos em processos judiciais privados.

O antigo presidente sul-africano tem um prazo de sessenta dias para realizar a devolução do montante estipulado. Caso não cumpra com a determinação do Tribunal, este emitirá um mandado de execução que permitirá o arresto e a venda dos bens móveis e imóveis do ex-presidente, como forma de saldar a dívida judicial.

Além disso, o Tribunal esclareceu que, se necessário, a execução poderá abranger parte ou a totalidade da pensão presidencial que Jacob Zuma actualmente recebe. 

O Tribunal Superior de Gauteng decidiu também que o Ministério Público sul-africano deverá apresentar trimestralmente um relatório sobre os esforços envidados para a recuperação dos 29 milhões de rands, garantindo assim a transparência e o acompanhamento da situação.

Os economistas Júlio Saramala e Moisés Nhanombe alertam para a necessidade de reformas estruturais que garantam a sustentabilidade do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2026. Ambos consideram que, embora o Governo tenha proposto um aumento de 22,8 mil milhões de meticais no orçamento, a expansão das despesas públicas enfrenta limitações, devido à arrecadação insuficiente de receitas, crescimento económico moderado e inflação persistente.

Segundo os especialistas, a formalização do sector informal é crucial para alargar a base tributária, aumentar as receitas do Estado e reduzir a dependência de financiamento externo. Ambos concordam que grande parte do orçamento continua a ser canalizada para despesas de funcionamento, incluindo salários, aquisição de bens e serviços e encargos da dívida, limitando o investimento em áreas estratégicas como educação, saúde e infra-estruturas.

O Governo moçambicano propõe, para o próximo ano, um orçamento geral de 535,6 mil milhões de meticais, representando um acréscimo de 22,8 mil milhões relativamente ao orçamento de 2025. Cerca de 70% deste valor será destinado às despesas de funcionamento do Estado, evidenciando a importância de racionalizar e optimizar os gastos públicos.

O economista Júlio Saramala considera que o desafio não está apenas nos números, mas na capacidade do Estado de arrecadar receitas e aplicar os recursos de forma eficiente. “Mais do que expandir o orçamento, o Governo deve avaliar a sua capacidade de execução e a real necessidade das novas despesas previstas”, afirma. Segundo Saramala, Moçambique tem essencialmente duas opções para financiar o défice orçamental: aumentar impostos ou recorrer à dívida pública, sendo que ambas apresentam impactos negativos sobre a economia.

Saramala explica que o aumento de impostos reduz o poder de compra das famílias e limita o investimento privado, enquanto a dívida pública “acaba por competir com o sector privado”, num efeito conhecido como crowding out. O economista sublinha que o problema não está na falta de capacidade produtiva, mas na dificuldade do país em reter a riqueza internamente, devido a isenções fiscais, fuga de capitais e negócios realizados fora do país.

Para Saramala, a formalização do sector informal, que representa mais de 50% da economia e emprega cerca de 80% da população, é essencial para garantir uma economia de pleno emprego e aumentar a arrecadação sem necessidade de aumentar impostos. O especialista defende também uma reforma orçamental profunda, eliminando desperdícios e clarificando prioridades, garantindo que os recursos poupados sejam aplicados em sectores produtivos.

O economista Moisés Nhanombe alerta para os riscos fiscais e a necessidade de reformas no PESOE 2026. Ele considera que o baixo crescimento económico, a dependência de poucos sectores para a geração de receitas e a elevada dívida pública externa aumentam a vulnerabilidade do Estado face às flutuações cambiais e às taxas de juro internacionais. Nhanombe sublinha que aumentar a produção interna é crucial para reduzir a dependência externa e controlar o impacto das variações cambiais sobre o endividamento.

Para contornar essas limitações, o economista defende uma reforma fiscal ampla, incluindo o alargamento da base tributária, a formalização do sector informal e a racionalização das despesas públicas. “Os cortes e a redistribuição de recursos devem priorizar sectores com maior impacto social imediato, garantindo eficiência e transparência na execução orçamental”, afirma. Ele acrescenta que a diversificação das fontes de financiamento, equilibrando recursos internos e externos, bem como o desenvolvimento de parcerias público-privadas em projectos estratégicos, são essenciais para dinamizar a economia.

Segundo Nhanombe, estas medidas são fundamentais para assegurar que o PESOE 2026 seja executado de forma sustentável, promovendo arrecadação, investimento e estabilidade financeira do país. A implementação destas reformas permitirá que Moçambique dependa menos de ajuda externa e aproveite ao máximo a sua própria base produtiva, garantindo desenvolvimento económico sustentável e inclusão social.

Maior transparência e execução rigorosa do orçamento público

Em reacção às incongruências na Conta Geral do Estado 2024, os economistas Moisés Nhanombe e Júlio Saramala defendem a necessidade de maior transparência, monitorização e auditoria no processo orçamental, como forma de garantir a eficácia das políticas públicas e a confiança internacional. Ambos sublinham que, sem fiscalização rigorosa, é difícil assegurar que os recursos do Estado sejam aplicados de forma eficiente, evitando desperdícios e promovendo o impacto social e económico desejado.

Para os especialistas, é fundamental que o orçamento siga um ciclo integrado de previsão, execução e monitorização, com auditorias oportunas e alinhadas aos objectivos estratégicos do país. Apenas com uma execução planeada e transparente será possível reduzir a dependência de financiamento externo e fortalecer a autonomia fiscal de Moçambique.

O economista Moisés Nhanombe destacou que “em vários documentos orçamentais, temos visto discrepâncias entre o previsto e o monitorizado, entre as despesas declaradas e aquelas que são realmente efectivadas”. Segundo ele, essas inconsistências evidenciam problemas de transparência no Governo, afectando directamente o volume e a priorização das despesas públicas.

Nhanombe explicou ainda que, sem clareza sobre quais despesas são prioritárias, torna-se difícil avaliar o impacto social e económico de cada alocação de recursos. “Quando as despesas públicas não são transparentes, auditadas ou monitorizadas, acaba por afectar grandemente a sua execução e, principalmente, a priorização”, afirmou. O economista acrescentou que os processos de previsão, execução e monitorização devem ocorrer de forma alinhada, permitindo ajustes apenas quando respeitam as prioridades definidas.

O economista Júlio Saramala, por sua vez, destacou a importância de auditorias eficazes e de uma execução orçamental rigorosa. “O executor do Estado é o Ministério das Finanças, e o auditor é o Tribunal Administrativo. É assim como deveria ser. Dependendo de cada financiamento, pode vir algum auditor externo e até criar-se uma comissão independente de auditoria”, explicou.

Saramala alertou que a implementação de projectos nem sempre segue o planeado, lembrando que, de 138 indicadores previstos para 2025, menos de 50% foram efectivamente executados. “Quando olhamos para o orçamento do Estado, devemos questionar: se alguns projectos não forem implementados na sua totalidade, quem audita os valores correspondentes? É o Tribunal Administrativo. Mas, infelizmente, os timings nem sempre são ideais”, afirmou.

O especialista sublinhou ainda a importância de manter a confiança internacional, essencial para o financiamento externo do país. “Após bloqueios do FMI, tivemos recentemente a visita do CEO do Banco Mundial, assim como a do Millennium Challenge Corporation. É crucial que essa confiança se mantenha estável para garantir um maior balão de oxigénio para o país”, frisou.

Saramala alertou para os riscos de uma execução deficiente no contexto económico atual. “Estamos a atravessar uma recessão económica, devido a diversos factores, incluindo a tensão pós-eleitoral. Sem uma execução orçamental planeada e auditada, existe o risco de agravamento da recessão, aumento do desemprego, inflação elevada e desequilíbrios macroeconómicos. Ainda há muito a fazer para garantir que o orçamento seja implementado de forma eficiente e que o país retome o crescimento económico sustentável”, concluiu.

Os economistas reagiram desta forma durante o programa “O País Económico”, exibido pela STV, na noite de ontem.

O Ministério das Finanças diz que não há espaço para negociações com a Galp no caso das mais-valias que a empresa não concorda em pagar pela venda de suas participações no projecto de gás da Bacia do Rovuma. Neste momento, aguarda que a firma pague o que deve ao Estado.

“A Galp vendeu 10% das suas participações, e o que a Autoridade Tributária fez é ver a legislação fiscal, fazer o cálculo sobre o que é que a lei diz e fez os cálculos e informou a Galp de que, na sequência desse negócio que resultou neste encaixe financeiro, o que tem de pagar ao Estado é X. Naturalmente, a empresa vai disputar, e eu também iria disputar se estivesse na empresa”, afirmou o secretário de Estado do Tesouro, respondendo a uma questão feita pelo “O País Económico”.

De acordo com Amílcar Tivane, na óptica de qualquer empresa, “quanto menos pagar, melhor”. “A expectativa é que estas empresas, em particular as cotadas em bolsas, honrem com as suas obrigações. Estamos a acompanhar, temos uma unidade especializada que acreditamos que vamos ter um desfecho positivo. Se conseguíssemos fechar esse dossier sem necessidade de levarmos para a arbitragem internacional, muito bem. Mas este não foi um cenário que se materializou”, referiu Tivane.

“O que é que vamos negociar? Se eu sou uma empresa, declaro lucros de 100 meticais e o IRPC é de 32%, tem de pagar e não há discussão. Agora, eu vou negociar para pagar 10, enquanto eu devia pagar 32%. Então, é como na óptica puramente económica nós vemos o assunto. Tenhamos alguma paciência. Eu acredito que, a breve trecho, a Autoridade Tributária vai informar sobre o desfecho, e acreditamos no bom senso das empresas em honrarem com os seus compromissos”, avançou Amílcar Tivane.

O grupo Soico foi premiado esta noite pelo media Club Award, em duas categorias: melhor espaço Infantil de Media, através do programa Moz Kids, e melhor espaço de economia e negócios de imprensa escrita e online, através o O país Económico.

Um vendedor ficou gravemente ferido na sequência de uma abordagem da Polícia Municipal em Xai-Xai, província de Gaza. Para retaliar, mais de 1200 vendedores bloquearam a principal via do Mercado Limpopo, impedindo, assim, a passagem de pessoas e viaturas.

O que parecia um dia normal nos arredores da baixa da cidade de Xai-Xai terminou em sangue, confusão e revolta. É que uma vendedeira de 40 anos de idade ficou gravemente ferida, após ser arrastada por uma viatura da Polícia Municipal, no Mercado Limpopo, durante uma operação que visava a retirada dos informais da zona comercial.

De acordo com a vendedeira, que não se quis identificar, os agentes da polícia municipal usaram força bruta contra ela. “Eles me puxaram no carro. Arrastaram-me daqui até onde tem lomba. O carro não parou”, contou aos prantos a vendedeira, questionando a acção da polícia.

“Será que é país isto aqui? Dizem que é para combatermos a pobreza, mas que pobreza estamos a combater?”, questionou.

Para retaliar, mais de 1200 vendedores informais colocaram obstáculos e incendiaram-nos na via principal, bloqueando-a. O comércio ficou paralisado e foi impedida a circulação de viaturas e pessoas por quase quatro horas. 

Outra vendedeira reclamou o facto de os agentes da Polícia Municipal não se terem dignado a prestar assistência à senhora que sofreu nos joelhos.

“Mesmo agora que foram, nem voltaram para ver essa pessoa que aleijaram. Só vêm polícias. Então, nós aqui não queremos polícia, porque a polícia não tem culpa”, disse.

A vendedeira falou ainda dos motivos que levaram à reivindicação, destacando que “estamos zangados, porque desde que chegámos de manhã ainda não vendemos nada”.

Em reacção, o comandante da Polícia Municipal confirmou o ferimento da vendedeira, mas alegou que houve resistência na abordagem.

“O número não podemos especificar. Os números que a gente tem são aproximados. Temos informações de que são acima de 1500 vendedores informais, os vendedores e outros apoiantes dos mesmos, que estavam a amotinar-se. Nós não podíamos permanecer com a viatura”, começou por dizer Nelson Pedro, Comandante da Polícia Municipal de Xai-Xai.

Nelson Pedro disse ainda que os agentes que estavam no local estavam desprotegidos e havia necessidade de uma saída de emergência para evitar o pior. 

“Foi neste processo de retirada da viatura que uma das senhoras, nós nem percebemos, pendurou-se na viatura, mas com no arranque da viatura ela acabou caindo e feriu-se, naquela situação que se encontra”, explicou o ocorrido.

Entretanto, para o grupo não passam de justificativas, de tal maneira que se amotinaram, desde o fim da manhã de ontem, defronte do Comando da Polícia Municipal, para exigir esclarecimento. 

“O Município deve assumir, deve arcar com as consequências. Aquela senhora está a passar mal, de verdade. O Município deve ver o que aconteceu com aquela senhora, depois vamos acompanhá-la ao hospital”, disse um dos presentes.

Até ao fim da tarde de ontem, quinta-feira, mais de 150 vendedores informais continuavam amotinados defronte do Comando Municipal de Xai-Xai, na província de Gaza.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria