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As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

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O Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, manifestou-se, esta quinta-feira, bastante satisfeito com o nível de inclusão social que encontrou no distrito de Nacarôa.

O Chefe do Conselho Executivo Provincial expressou essa satisfação durante um encontro com jovens do distrito, realizado no âmbito da sua visita de trabalho destinada a avaliar o progresso do desenvolvimento local.

Na ocasião, o Governador ofereceu um tractor com respectivos alfaias agrícolas, bem como equipamentos destinados à melhoria das vias de acesso em diversos pontos do distrito.

Elogiou o nível de prontidão de jovens locais que não deixaram a destruição de infra-estruturas aquando das manifestações violentas, comparativamente aos outros distritos onde os jovens estiveram envolvidos na destruição de infra-estruturas públicas e privadas.

Entretanto, Eduardo Abdula pediu para que este comportamento dos jovens continue a prevalecer como forma de permitir o rápido crescimento, porque o desenvolvimento do distrito depende do empenho de todos e pediu aos jovens para proteger a administradora e apoiem nos seus trabalhos.

O encontro contou com ampla participação da juventude, incluindo representantes de quase todos os partidos políticos, com destaque para as ligas juvenis do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), da Renamo, da OJM, além de jovens independentes.

Durante o diálogo, foram apresentadas diversas preocupações que afectam a juventude, entre elas os desafios que dificultam o desenvolvimento pleno e o bem-estar da população.

Os jovens do distrito aproveitaram a ocasião para solicitar a instalação de fábricas, como forma de criar mais oportunidades de emprego e impulsionar o crescimento económico local, demonstrando o seu compromisso com o trabalho e o progresso da comunidade.

LÍDERES COMUNITÁRIOS PEDEM MELHORIA DA ESTRADA NACARÔA-MEMBA

Por outro lado, no encontro que o Governador da província de Nampula manteve com os líderes comunitários e religiosos do distrito de Nacarôa, ouviu pedidos para a reabilitação da estrada que liga a vila-sede de Nacarôa ao distrito de Memba, com o objectivo de facilitar o transporte de pessoas e bens e impulsionar o desenvolvimento económico local, especialmente a actividade comercial.

Em resposta, o Governador pediu paciência aos líderes, explicando que, embora este ano não seja possível intervir na estrada, no próximo ano o Executivo provincial irá mobilizar parceiros para viabilizar as obras.

Neste momento, o Conselho Executivo Provincial está em conversa com parceiros para a reabilitação do centro de saúde local, entre outras infra-estruturas. Eduardo Abdula apelou ainda aos líderes comunitários e religiosos para colaborarem e apoiarem a administradora distrital, de forma a garantir melhor execução dos projectos e acelerar o crescimento do distrito.

Ainda na vila-sede, Eduardo Abdula orientou uma sessão extraordinária do Governo Distrital, onde procurou inteirar-se do processo de recepção de projectos no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), desencorajando práticas de favorecimento no financiamento. Sem registo de cobranças ilícitas, o Governador elogiou o nível de organização do processo a nível do distrito.

A Organização da Mulher Moçambicana diz que os feitos de Marina Pachinuapa devem ser salvaguardados e servir de inspiração para os jovens.  A organização homenageou, esta quinta-feira, a veterana da Luta de Libertação Nacional.

Aos 17 anos de idade, Marina Pachinuapa juntou-se à luta de libertação nacional. 

Longe da família, abriu mão da sua juventude para pegar armas em nome da independência do seu país, facto que lhe mereceu o título de Doutor Honoris Causa em Ciências Humanas, no mês de Setembro, pela Universidade Púngue. 

Em reconhecimento aos seus feitos, a Organização da Mulher Moçambicana decidiu homenageá-la esta quinta-feira. 

Recorrendo a canções a si direccionadas, danças, oferta de presentes, flores e outras demonstrações, as mulheres fizeram de tudo para agradecer e enaltecer os feitos da veterana de Luta de Libertação Nacional. 

A presidente da OMM, Gueta Chapo, foi quem dirigiu a celebração. 

“Trata-se de um testemunho raro de coragem, revela-nos amor à pátria que ultrapassa o medo, conforto e a própria infância. Celebramos mais do que um título acadêmico, mas a coragem e o legado de uma mulher que ainda cedo deu o seu melhor para servir Moçambique…o título honra ao mérito, mas também ilumina a esperança sobretudo para as novas gerações de mulheres que sonham e persistem e acreditam que o saber deve ao serviço para o bem comum”, disse Chapo. 

Porque depois do alcance da independência continuou focada no desenvolvimento do país, também contribuiu para a paridade do género na Assembleia da República. A presidente do parlamento, Margarida Tapala esteve também no evento e referiu que “a camarada Marina que homenageamos passou pela nossa casa, foi deputada e deu exemplo para outras mulheres”.

As antigas primeiras-damas da República afirmam que Pachinuapa deve servir de exemplo e inspiração aos jovens, para vencer os actuais desafios que o país enfrenta. 

“Hoje ela é uma inspiração porque continua a interagir com as gerações novas. As novas gerações devem assumir a sua responsabilidade histórica ”, disse Graça Machel. 

Por sua vez, Maria da Luz Guebuza disse que “querem,os que a nova geração continue a inspirar na Marina Pachinuapa porque continua a dar um bom exemplo, explicando aquilo que foi a Luta de Libertação Nacional”.

Durante a Luta de Libertação Nacional, Marina Pachinuapa exerceu várias funções, com destaque para a de mobilizadora de raparigas para se juntarem às fileiras.

A Organização das Nações Unidas (ONU) comemorou, esta quinta-feira, 80 anos de existência e meio século de presença em Moçambique, destacando os progressos significativos alcançados pelo país na educação, equidade de gênero e respostas às mudanças climáticas.

Durante o evento realizado em Maputo, a coordenadora da ONU em Moçambique, Catherine Sozi, reafirmou o compromisso da organização com a paz, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos. “Um é trabalhar pela paz e segurança para todos. O segundo é garantir que todos os cidadãos do mundo tenham acesso à melhor qualidade de vida, seja em Moçambique, no oeste ou no sul do continente. E a terceira é assegurar que os direitos humanos de todos sejam respeitados”, afirmou.

Segundo a ONU, apesar dos avanços no país persistem alguns desafios, “mais crianças estão a frequentar a escola, a igualdade de gênero melhorou e a forma como o país responde aos choques climáticos é considerada uma boa prática na região”, destacou Catherine Sozi. Ainda acrescentou que a equipa da ONU tem estado presente no norte do país, oferecendo assistência vital às comunidades afectadas não só pelo conflito, mas também pelas adversidades climáticas.

Em representação do governo, a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, destacou a importância da cooperação contínua entre Moçambique e a ONU, afirmando que “a parceria com as Nações Unidas é fundamental para o progresso do nosso país e de África. Estamos comprometidos em trabalhar lado a lado para garantir que as promessas feitas ao nosso povo se concretizem, sobretudo na área da educação e na promoção do desenvolvimento sustentável.”

A celebração em Maputo contou com actividades inclusivas, como um jogo de futebol às cegas, que visou promover a inclusão social, além de acções de sensibilização sobre os direitos das crianças. O evento reuniu alunos, professores, pais e encarregados de educação, reforçando a importância da comunidade na construção de um futuro melhor.

Por fim, a ONU reafirmou o seu apoio contínuo a Moçambique, especialmente na luta contra o terrorismo e na resposta às mudanças climáticas, mantendo-se parceira estratégica para o progresso e a estabilidade do país.

A União Europeia fechou um acordo político para adopção do 19.º pacote de sanções contra a Rússia, para privar o Kremlin de receitas para a sua economia de guerra, através da exportação de gás natural liquefeito.

Um dia depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter imposto pela primeira vez sanções à Rússia devido à guerra na Ucrânia, a União Europeia adoptou o 19º pacote de sanções contra Moscovo.

Este novo pacote de sanções contra a Rússia inclui o bloqueio total das importações de Gás Natural Liquefeito russo a partir de 1 de Janeiro de 2027, restrições financeiras que impeçam transações com bancos russos e instituições em países terceiros e ainda medidas contra os sistemas de pagamento russos.

Segundo a Chefe da diplomacia da UE, a União Europeia está também a restringir os movimentos de diplomatas russos para combater as tentativas de desestabilização. 

O pacote visa também a “frota fantasma” russa – que já conta com mais de 118 navios sancionados – e impõe limites à exportação de tecnologias sensíveis, como inteligência artificial, dados geoespaciais e componentes metálicos críticos.

Além disso, empresas da China, da Índia e de outros países que apoiem a indústria militar russa também foram incluídas nas sanções.

O Presidente Ucraniano comemorou a decisão, que acredita ser crucial para pressionar Putin a pôr fim à guerra 

O presidente do Município de Maputo, Rasaque Manhique, pede a colaboração dos munícipes para resolução dos vários problemas que a edilidade enfrenta, como é o caso das inundações urbanas, que afectam muitos bairros da capital do país. 

O edil de Maputo reuniu, esta quinta-feira, em audiência aberta, com os munícipes dos bairros Costa do Sol e Ferroviário, a fim de ouvir as suas preocupações. A usurpação de espaços e construção de drenagens voltaram a ser a nota dominante no rol das inquietações dos munícipes, que pedem soluções enérgicas à edilidade. 

Rasaque Manhique reconhece que ainda há muitos desafios para acabar com a usurpação de espaços, sobretudo no bairro Costa do Sol, onde há registo de vários casos. 

O edil de Maputo entende que é preciso reforçar as medidas de controlo para que esses casos não se verifiquem, sublinhando que a resolução passa também pela colaboração de todos. 

MUNICÍPIO BUSCA SOLUÇÕES PARA INUNDAÇÕES

Em relação à construção das valas de drenagem, que Rasaque Manhique considera de preocupação colectiva, explica que há pontos em que se torna difícil a sua implantação.

“Temos situações de valas existentes que precisam de uma pronta intervenção. E é bom quando temos esse tipo de interação com os munícipes, pois não é fácil estarmos em todos os pontos e quando dizemos que vamos governar juntos referimo-nos a isso”, disse o edil de Maputo.

O encontro acontece num contexto em que se avizinha a época chuvosa, havendo já um alerta sobre possíveis inundações. O Município de Maputo promete continuar a buscar soluções para travar o problema das inundações urbanas, destacando que tem estado a fazer de tudo para garantir que os bairros que continuam inundados saiam desse dilema. 

Ainda assim, Rasaque Manhique reconhece, por exemplo, que ainda há enormes desafios para acabar com o problema nos bairros de Magoanine e Hulene. 

Recentemente, a edilidade introduziu o sistema de bombeamento por drenagem, muitas vezes posto à prova pelas chuvas. Para o edil, é importante que se faça alguma coisa, esclarecendo que a construção de valas nesses bairros, solução avançada pelos munícipes, não é a mais viável. 

“Muitas vezes confundiram o que é bombeamento por drenagem. Devo explicar que fizemos testes no ano passado quando ainda não tínhamos em vista aquela solução e estivemos em quase todos os pontos, onde bombeamos a água”, explica.

Manhique explica ainda que, de forma permanente, a edilidade tem colocado a tubagem subterrânea com a bombagem e lançar as águas onde por perto tem valas de drenagem.

Em relação ao processo de reassentamento das populações, Rasaque Manhique explica que a edilidade ainda está em busca de recursos para, pelo menos, criar condições aceitáveis para os munícipes em situação de vulnerabilidade. 

 “Tivemos, recentemente, um parcelamento em parceria com a província de Maputo e estivemos lá para minimizar as condições existentes, mas não é tudo. Temos a responsabilidade de criar condições básicas, mas para fazermos isso é importante que nos coloquemos nas pessoas que estão em aflição”, anota. 

O Município de Maputo reitera que vai continuar a realizar a auscultação a nível dos sete distritos que compõem a edilidade. 

 

Os eleitores da Costa do Marfim escolhem no sábado o Presidente da República, sendo que a corrida presidencial foi marcada por contestações, desinformação, exclusão dos principais opositores e receio de uma nova agitação pós-eleitoral.

Das 60 candidaturas à corrida presidencial, somente cinco – incluindo a do actual Presidente, Alassane Ouattara -, foram aceites pelo Conselho Constitucional, segundo a lista definitiva publicada pelo órgão em 08 de Setembro.

Alassane Ouattara, de 83 anos, assumiu o cargo em 2011, na sequência do conflito pós-eleitoral de 2010-2011. Este conflito, que resultou em mais 3.000 mortos e deixou o país à beira de uma guerra civil, ocorreu após o principal opositor e ex-Presidente, Laurent Gbagbo, se ter recusado a aceitar a derrota eleitoral, culminando na sua captura e na da sua mulher, Simone Gbagbo.

Os principais candidatos da oposição, Laurent Gbagbo e Tidjane Thiam, foram excluídos da corrida presidencial, sendo as suas candidaturas rejeitadas pelo Conselho Constitucional. O primeiro devido a uma condenação judicial ocorrida em 2018 e o segundo por questões de nacionalidade.

Esta decisão reforça a probabilidade do actual chefe de Estado ganhar as eleições.

O Presidente marfinense, da União dos Houphouëtistas pela Democracia e a Paz (RHDP), originalmente limitado a dois mandatos, procura ser reeleito, sendo que os dois principais partidos da oposição protestam contra o quarto mandato do Chefe de Estado e consideram-o inconstitucional.

A actual lei da Costa do Marfim prevê um máximo de dois mandatos, mas o Conselho Constitucional considerou em 2020 que a adoção de uma nova Constituição quatro anos antes tinha reposto o contador dos mandatos presidenciais a zero.

Nesta eleição presidencial, o chefe de Estado enfrentará os ex-ministros Jean-Louis Billon e Ahoua Don Mello, bem como a ex-primeira-dama Simone Ehivet Gbagbo, do Movimento das Gerações Capazes (MGC), e Henriette Lagou, que também foi candidata em 2015, do partido Renovação para a Paz e a Concórdia (RPC-PAIX).

Uma campa onde jaziam os restos mortais de uma menor, que morreu vítima de doença, na sua primeira semana de vida, foi profanada na cidade da Beira.  O corpo foi descoberto pelos pais fora da campa, quando chegaram ao cemitério para fazer a limpeza da mesma. Esta é a segunda vez na Beira, em menos de dois anos, que uma campa é profanada.

Três meses após sepultar o seu filho, um jovem casal foi surpreendido, na tarde desta terça-feira, com os restos mortais da finada fora da campa, no cemitério localizado no bairro de Inhamízua. Os autores deste crime, as motivações e as circunstâncias em que tal acto ocorreu ainda dão desconhecidos. O certo é que os progenitores estão desolados.

Foi a mãe que descobriu que a campa foi profanada, quando se dirigiu ao cemitério para a limpeza da campa.

“Eu fiquei admirada quando vi a capulana e logo abri um pouco. Vi que era a roupa da minha filha que foi enterrada com ela que estava lá”, disse Isabel Cabachi, mãe da criança.

A campa onde jaziam os restos mortais de uma menor, que morreu vítima de doença, na sua primeira semana de vida, foi profanada na cidade da Beira.  O corpo foi descoberto pelos pais fora da campa, quando chegaram no cemitério para fazer a limpeza da mesma. Esta é a segunda vez na Beira em menos de dois anos, que uma campa é profanada. 

Três meses após sepultarem o seu filho, um jovem casal foi surpreendido, na tarde desta terça-feira, com os restos mortais da finada fora da campa, no cemitério localizado no bairro de Inhamízua. Os autores deste crime, as motivações e as circunstâncias em que tal acto ocorreu ainda dão desconhecidos, mas deixou os progenitores desolados.   

Foi a mãe que descobriu que a campa foi profanada, quando se dirigiu ao cemitério para a limpeza da campa. Ela afirmou que começou por vez numa mata próximo ao local onde estava a campa uma capulana e vestes usadas nas cerimônias fúnebres da sua filha.

“Eu fiquei admirado quando vi a capulana e logo abri um pouco. Vi que era a roupa da minha filha que foi enterrada com ela que estava lá”, disse Isabel Cabachi, mãe da criança.

Isabel Cabachi disse que ficou aterrorizada e depois no meio da angústia procurou o marido. A comunidade e estruturas do bairro foram informadas e juntos dirigiram-se ao cemitério onde certificaram as palavras da jovem mãe. 

“Nós já estávamos a esquecer o assunto. Já não contávamos mais com esse assunto porque quem morreu, morreu, não mais acorda. Mas fazer limpeza é algo que está nas nossas mentes, para nos lembrarmos do nosso bebé. Mas o que aconteceu é algo difícil para nós porque não é coisa normal”, disse João Lobo, pai da finada.

Dado o estado avançado da decomposição do finado não foi possível saber no local se teria sido retirado algum órgão do corpo. O pai da finada diz que não há razões para suspeitar de quem quer que seja.

No mesmo cemitério os familiares abriram uma outra cova onde a finada voltou a ser sepultada. As autoridades lamentaram e lembraram que este é o segundo caso de profanação de túmulos em menos de dois anos no mesmo posto administrativo. 

O SERNIC em colaboração com as autoridades locais e os membros da comunidade de Inhamízua estão a investigar o caso, enquanto isso as autoridades municipais garantiram que vão aprimorar a segurança nos cemitérios. 

Professores de cinco escolas da cidade de Chimoio voltaram a paralisar aulas por um período de 45 dias. Estes dizem que este é o mecanismo que encontraram para pressionar o Governo a pagar o dinheiro de horas extras que lhes é devido desde o ano de 2023.

A Escola Secundária Eduardo Mondlane, na cidade de Chimoio, é uma das instituições de ensino que não tem aulas nos últimos dias. Do lado de fora é possível ver alunos que tentam, à sua sorte, seguir com o processo de ensino-aprendizagem, indo sempre à escola para ver se os professores mudam de ideia e possam dar aulas.

Os alunos dizem que a sua ida a escola visa persuadir aos professores a repensarem na sua medida, uma vez que parte deles tem exames e temem por resultados desastrosos.

“Eu ainda não sei se nós vamos ter exames. Nós perguntamos ao professor, falou que vão para casa, ficar um mês em casa, e que voltariam no dia 28 de Novembro. Eu não sei se vamos fazer ou não, mas estou a ouvir com o guarda a falar que até Dezembro, fim de Dezembro. Ainda não sei se vamos fazer ou não, mas eu estou muito triste, eu quero fazer o exame”, disse Orquídea Alfaiate, aluna da referida escola.

Kleb Baptista Chigalo está ciente das razões que estão a levar os professores a “gazetarem” aulas, dai que se posiciona do lado de advogado dos mesmos.

“Porque eles não estão a ser pagos, eles precisam de ser pagos para também alimentarem as suas casas”, defende Kleb Chigalo.

Já na Escola Secundária 7 de Abril havia no recinto escolar um movimento de alunos e professores, mas nada de aulas. Numa das salas, por exemplo, o professor até entrou, deixou o seu material na secretária e desapareceu.

Os alunos dizem que já estão cansados de gozar férias impostas pelos professores. “Primeiro, deram-nos férias de duas semanas e depois um mês em casa. Voltamos e aqui na escola e começamos a fazer testes, mas depois falaram que vão ficar mais um mês em casa”, explica Anita Nélson, aluna da Escola Secundária 7 de Abril. 

Por seu turno, Tabita Mungofango diz que a situação vai prejudicar aquelas pessoas que terão exame. “Estão a dizer que é para ficar em casa três semanas. E isso vai nos prejudicar porque temos exame”, disse.

Os professores estão cientes disso, mas através do seu porta-voz alegam que é a única forma que encontraram para pressionar o pagamento de horas extras.

“Até agora estamos aguardando a resposta porque ninguém se pronuncia. Se fosse uma questão lógica, iríamos dizer que após a promessa que foi falhada, deveriam voltar para dizer alguma coisa. Mas todo mundo continua no silêncio e nos sentimos ignorados. Tendo em conta também os pronunciamentos da Ministra de Educação que deixou os professores ainda mais agastados e frustrados, decidimos que a única solução é paralisar as aulas para pressionar”, explicou Ivan Octávio.

Para já, de acordo com o porta-voz do grupo dos professores, a presente paralisação das aulas será de 30 dias úteis, “que será até dia 28 de Novembro. Consequentemente poderá afectar os exames da 9ª e 10ª classe”, frisou Ivan Octávio.

A nossa equipa de reportagem sabe que o assunto já está a ser tratado ao nível do Ministério das Finanças que não avança prazos para a liquidação da dívida.

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