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As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

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O ex-Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, perdeu a sua nacionalidade depois de ter fugido do país no início deste mês, no meio de protestos generalizados liderados por jovens.

A notícia foi divulgada após a detenção do seu ex-assessor, o empresário Maminiaina Ravatomanga, nas Maurícias, por suspeita de branqueamento de mais de 160 milhões de dólares com activos no país.

Ravatomanga, que fugiu para as Maurícias depois de Rajoelina ter deixado Madagáscar, estava sob custódia da polícia e de funcionários da Comissão de Crimes Financeiros (FCC) numa clínica privada onde se tinha dirigido para procurar tratamento em Port Louis, disse um porta-voz da comissão. O porta-voz, que não quis ser identificado, afirmou que a detenção de Ravatomanga estava relacionada com a lavagem de 163 milhões de dólares com bens nas Maurícias.

A cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) arranca nesta semana na Coreia do Sul, com as atenções focadas no encontro entre Donald Trump e Xi Jinping e nos esforços para travar uma nova escalada comercial entre Washington e Pequim. O encontro entre os Presidentes dos Estados Unidos e da China está previsto para quinta-feira, à margem da cimeira que vai decorrer em Gyeongju, Coreia do Sul.

Donald Trump chegou a deixar em dúvida a realização deste encontro, num contexto de tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, mas afinal irá acontecer, e será o primeiro a nível bilateral desde 2019.

Washington e Pequim voltaram a trocar tarifas punitivas e medidas de controlo às exportações nos últimos meses, alimentando receios de uma nova vaga de tensão entre as duas maiores economias do mundo.

A Casa Branca (presidência norte-americana) impôs taxas sobre bens chineses e limitou as exportações de semicondutores, enquanto Pequim retaliou com taxas e anunciou amplas restrições à exportação de metais raros.

Nas vésperas do encontro, os dois países chegaram a um entendimento preliminar em áreas como comércio agrícola, terras raras, fentanil, a aplicação de tarifas e o futuro da aplicação TikTok, de origem chinesa.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, descreveu as conversações como “construtivas, profundas e com alcance alargado”.

Disse também que os dois lados estabeleceram uma “base muito positiva” para o encontro entre os chefes de Estado.

A delegação chinesa, liderada pelo vice-primeiro-ministro He Lifeng e pelo negociador comercial Li Chenggang, descreveu o diálogo com Bessent e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, como “franco, profundo e construtivo”, segundo um comunicado do Ministério do Comércio da China.

A guerra comercial entre China e Estados Unidos remonta a Janeiro de 2018, quando durante o seu primeiro mandato presidencial, Donald Trump começou a impor tarifas e outras barreiras comerciais à China com o objectivo de forçar Pequim a alterar práticas comerciais consideradas desleais por Washington e reequilibrar a balança comercial.

O regresso de Trump à Casa Branca no início deste ano resultou numa rápida escalada das disputas, com a imposição de tarifas significativas por ambas as partes.

Em Março passado, os Estados Unidos estabeleceram uma tarifa de 145% sobre produtos chineses, enquanto a China respondeu com uma tarifa de 125% sobre produtos norte-americanos.

Os dois países adoptaram então uma trégua e reduziram parcialmente as taxas, visando encetar negociações que duram há meses.

Durante as últimas negociações, a China terá concordado em adiar por um ano a entrada em vigor de algumas das suas novas licenças de exportação de terras raras e em reavaliar o regime.

A administração Trump, por sua vez, sinalizou o prolongamento da actual trégua tarifária, que expira a 10 de Novembro.

Os Estados Unidos indicaram que nas negociações que antecederam o encontro entre Trump e Xi a China concordou em retomar compras “substanciais” de soja norte-americana, após ter praticamente suspendido as importações este ano.

O sector agrícola, especialmente os produtores de soja, representa uma das bases eleitorais de Trump.

Em paralelo, Washington e Pequim anunciaram que chegaram a um acordo final sobre a estrutura accionista do TikTok. Trata-se do único resultado concreto das negociações realizadas no mês passado, em Madrid.

Entretanto, Trump tem aproveitado a sua primeira visita à Ásia desde o regresso à Casa Branca para reforçar alianças e lançar novas parcerias comerciais.

Na Malásia, presidiu à assinatura de acordos com Phnom Penh e Banguecoque e reivindicou ter intermediado um cessar-fogo entre Camboja e Tailândia, após confrontos fronteiriços ocorridos no verão.

 

O Seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, é a partir desta terça-feira Doutor Honoris Causa em Ciências de Desporto. A cerimónia de outorga ao título foi feita pela Universidade Púnguè, em Manica, e contou com a presença do Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, que avançou que a distinção é merecida, uma vez que Chiquinho Conde desde a adolescência trabalhou para elevar o desporto moçambicano.

De 60 anos de idade, Francisco Queirol Conde Júnior, mais conhecido por Chiquinho Conde iniciou a carreira de futebol em 1986, aos 21 anos pelo Clube de Desportos da Maxaquene, onde foi campeão por três anos consecutivos: 1986, 1987 e 1988.

Foi em 1986 que estreia-se como jogador da selecção nacional, tendo inclusive disputado o primeiro Campeonato Africano das Nações, CAN, que Moçambique disputou, no Egipto.

Depois rumou a Portugal onde jogou em clubes principais como Belenenses, Sporting de Braga, Vitória de Setúbal e Sporting Clube de Portugal, mas foi nos minhotos onde mais se evidenciou, embora nos “leões” também tenha tido alguma história para contar.

Voltando ao país, Conde foi treinador em vários clubes da primeira divisão, com destaque Maxaquene, Costa do Sol, União Desportiva de Songo, Desportivo de Maputo, entre outros, com os quais conquistou três campeonatos, duas Taças de Moçambique e outras duas Supertaças nacionais.

Antes de assumir o comando da selecção nacional de futebol, Chiquinho Conde regressou a Portugal onde treinou a equipa sub-23 do Vitória de Setúbal, sem clube de coração, por duas temporadas.

Já como seleccionador dos Mambas, ainda neste mês de Outubro, Chiquinho Conde tentou concretizar o sonho colectivo dos moçambicanos de chegar ao Mundial de Futebol. Só a derrota diante da Guiné-Conacry, em casa, por 1-2, matou o sonho.

A olhar para os seus feitos, a Universidade Púnguè decidiu, esta terça-feira, atribuir ao seleccionador nacional de futebol o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento ao seu contributo para o desporto moçambicano como jogador e treinador.

“Ao conceder este título, a Universidade não apenas presta homenagem a um campeão, mas também afirma a sua missão de reconhecer saberes que ultrapassam os mundos físicos da academia”, disse Emília Nhalevilo, Reitora da Unipúnguè.

O título foi concedido devido ao seu percurso no desporto, tanto enquanto jogador quanto como treinador de futebol em Moçambique e no estrangeiro.

Mergulhado num banho de lágrimas, Chiquinho Conde não conseguiu conter tamanha alegria e disse ser um reconhecimento da sua carreira, tanto como jogador, como treinador.

“Foram décadas dedicadas a formar jovens, inspirar atletas, orientar profissionais e defender o mérito e a ética. A ética, a obediência ao que não é obrigatório. Vai além do cumprimento das leis, pois envolve agir de forma boa, justa e respeito pelo interesse do colectivo”, disse Chiquinho Conde.

Para o governo, a distinção é merecida para quem dedicou a sua carreira em prol do desporto.

“Nós exaltamos os feitos de Chiquinho Conde, um moçambicano altamente patriota, que deu de si no desporto desde a sua nascença, nos primeiros anos, até hoje, a elevar a carreira do desporto moçambicano. Chiquinho Conde levou os Mambas até patamares de sonharmos ir ao Mundial. Significa que fez uma carreira altamente brilhante e aqui temos que reconhecer a UniPúnguè por ter dado este privilégio de reconhecimento a este nosso grande homem, Chiquinho Conde”, disse Caifadine Manasse, Ministro da Juventude e Desporto.

O evento contou com a presença de académicos, governantes, estudantes, corpo docente da UniPúnguè entre outros extractos.

O grau de Doutor Honoris Causa é um título académico honorífico concedido a personalidades que se destacam em áreas como cultura, ciência, artes e humanidade, sem a exigência de um trajecto académico formal.

Um total de sete indivíduos, dos quais dois agentes da Polícia da República de Moçambique, foram detidos, nesta terça-feira, quando tentavam vender sete pontas de marfim na cidade de Chókwè, província de Gaza. Os meliantes, provenientes de Magude, foram surpreendidos com armas de fogo, munições e vários telemóveis com falsas identidades.

Dois agentes da Polícia da República de Moçambique e outros cinco supostos caçadores furtivos foram detidos, nesta terça-feira, na posse de sete pontas de marfim na província de Gaza. Os membros do grupo, na sua maioria provenientes do distrito de Magude, na Província de Maputo, foram surpreendidos quando negociavam a venda dos troféus, na cidade de Chókwè.

De acordo com Zaqueu Mucambel, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, em Gaza, os indivíduos foram surpreendidos com pontas de marfim de quatro animais.

“Dois dos elementos deste grupo são supostos membros da PRM, um na situação de reserva e o outro no activo. Foi neste âmbito que SERNIC os flagrou na posse de seis, sete pontas de marfim, o correspondente a quatro animais. A verdade é que parte das pontas de marfim alegam que conseguiram na província de Maputo, no distrito de Magude”, começou por esclarecer Zaqueu Mucambel.

Ainda de acordo com o porta-voz do SERNIC em Gaza, os mesmos pretendiam comercializar as pontas de marfim no distrito de Chókwè, onde foram detidos nesta terça-feira.

Ademais, na viatura em que seguiam os sete indivíduos com idades entre 30 e 60 anos de idade, foram encontradas duas armas de fogo, 23 munições e vários telemóveis supostamente usados em incursões de caça furtiva no Sul do país.

O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal em Gaza, Zaqueu Mucambe, diz que as armas podem ter sido usadas para a execução de vários crimes.

“Acção adicional far-se-á para apurar-se até que ponto o Estado ficou lesado com o abate desses quatro animais. E a detenção resultou também na apreensão de duas armas de fogo, tipo caçadeiras, uma de calibre 12 e a outra de 270. Dizer que há uma apreensão também de uma viatura e várias munições”, anotou.

Um dos indiciados negou a sua ligação com o crime e afirmou desconhecer as causas da sua detenção, e os restantes não aceitaram prestar declarações à imprensa.

“É o que estão a ver. Não tive envolvimento no abate, apenas fui detido”, disse, aceitando, entretanto, que as pontas de marfim estavam na sua posse: “Sim, na nossa posse”.

No entanto, para as autoridades do SERNIC, não restam dúvidas do seu envolvimento nos crimes de que são acusados, e, neste momento, decorrem investigações para a detenção do oitavo membro que fugiu durante a operação.

“O facto de ser funcionário ou membro da PRM constitui um agravante em relação aos demais, porque, como guardiões da lei, eles não o fizeram e, com certeza, serão responsabilizados. Podem até ser responsabilizados disciplinarmente”, esclareceu Zaqueu Mucambel, acrescentando que “diligências continuarão com vista à identificação e neutralização de outros supostos criminosos, membros deste grupo”.

Dados da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) indicam que o país tem mais de dez mil elefantes alvo de ataques de caçadores furtivos, que procuram marfim para a comercialização.

 

Subiu para sete o número de vítimas mortais em consequência da explosão de um camião-cisterna na última sexta-feira no distrito de Vandúzi, em Manica. Três pessoas, todas mulheres, perderam a vida nas últimas 24 horas.

Assim, das 11 vítimas que deram entrada no Hospital Provincial de Chimoio, oito ainda lutam pela vida e a maior parte estão com queimaduras de até 90 por cento do corpo, segundo confirmação de Juvenal Chithovele, director-clínico da unidade sanitária.

“Recebemos 11 pacientes vítimas de queimaduras extensas. Os pacientes vinham graves e estabilizámos e estamos a tratar. Neste momento, tivemos, infelizmente, óbitos em número de três pacientes de sexo feminino e ainda há pacientes com queimaduras extensas, cujo prognóstico não é bom. Apesar de todo o esforço que estamos a fazer, continuam graves e os próximos dias vão ser importantes para determinar o resultado”, disse Juvenal Chithovele.

O director-clínico do Hospital Provincial de Chimoio confirmou ainda que alguns dos pacientes estão em estado moderado, ou seja, “têm queimaduras de 20%”, e “essas é que temos a esperança de poder salvar, e estamos a tratar as feridas”.

Em relação aos feridos graves que se encontram internados na unidade sanitária, Juvenal Chithovele diz que não haverá necessidade de serem transferidos para a unidade sanitária de referência, no caso, o Hospital Central da Beira, uma vez que Hospital Provincial de Chimoio dispõe de todo o material para o seu tratamento.

A Moz Environmental, empresa que faz gestão de resíduos considerados tóxicos na cidade de Pemba, vai transferir as suas instalações para um outro lugar, de modo a evitar conflitos com as comunidades locais, que se queixam de poluição ambiental.

Pouco depois de o município de Pemba ter ameaçado processar a Moz Environmental por alegada poluição ambiental na cidade, a empresa de gestão de resíduos tóxicos decidiu mudar as suas instalações para um outro lugar longe das pessoas.

A informação foi confirmada pelo representante da empresa, Alfredo Zandamela, que diz que a mesma compreende que a zona onde está a operar, neste momento, deixou de ser uma zona exclusivamente industrial, até porque começou a haver muitas residências à volta.

“Isso é devido ao crescimento da cidade de Pemba, mas o que nós sempre pedimos foi tempo para reinvestirmos num outro espaço para podermos sair. Então, sair é algo que já está decidido, não é questão apenas de documentação”, disse.

A desactivação das instalações poderá levar cerca de dois anos, mas a Moz Environmental vai tomar algumas medidas imediatas para evitar mais reclamações das comunidades que vivem à volta da empresa.

“A incineradora vai ser a primeira unidade a ser transferida, dentro de dois meses, no máximo, e o assunto das águas também. Essa transferência e tratamento acelerado que estamos a fazer”, disse, acrescentando que estava a fazer concertação com a equipa técnica da empresa, que entretanto “não garantiram que também dentro de dois meses essa transferência das águas vai acontecer”.

A Moz Environmental  reconhece o desconforto criado pelo fumo e pelo mau cheiro resultante do processamento dos resíduos considerados tóxicos, mas a empresa  garante que não está a poluir o meio ambiente.

“Primeiro, reconhecemos que esta zona deixou de ser uma zona industrial, e, segundo, reconhecemos que existe o assunto do cheiro por causa de alguns produtos químicos que manuseamos. Então, é nosso interesse também estarmos numa zona que cria menos ruído, e é por causa disso que vamos mudar”, disse Alfredo Zandamela.

Para este, a mudança de local da empresa não é no sentido de culpa, “é no sentido apenas de mantermos a harmonia e boa convivência com as comunidades à nossa volta”.

Apesar da decisão de transferência das instalações, a Moz Environmental continua a aguardar as provas da acusação feita pelo presidente do município de Pemba sobre alegada poluição ambiental na cidade, segundo vincou Alfredo Zandamela, representante da empresa.

“Se o município quer processar, seja a Moz ou outras entidades, caberá ao ele dizer qual é a base que leva para fazerem isso, mas nós reiteramos que somos uma empresa séria, que opera dentro daquilo que são padrões legais e aceitáveis internacionalmente”, esclareceu Zandamela.

O caso de suposta poluição ambiental em Pemba começou no ano passado. Já foi analisado por especialistas ambientais e até chegou ao Tribunal Administrativo provincial, em Cabo Delgado, mas até agora, pelo menos oficialmente, ainda não há provas de existência de poluição ambiental com resíduos considerados tóxicos na cidade.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) iniciou, nesta terça-feira, na Vila Ponta do Ouro, em Maputo, a XXII Reunião de Directores da Política de Defesa ou Equiparados, com o objectivo de reforçar a cooperação estratégica no domínio da defesa e preparar propostas a submeter à próxima reunião dos Ministros da Defesa da organização.

O encontro, que decorre até amanhã, junta representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como o Secretariado Permanente para os Assuntos de Defesa e o Centro de Análise Estratégica da CPLP.

A delegação moçambicana é chefiada pelo Brigadeiro Anastácio Zaqueu Barassa, Director Nacional de Política de Defesa, acompanhado pelo Coronel Assane Cachimo, Oficial de Cooperação do Estado-Maior General, e pela Major Marta António Jorge Muando Licussa, Chefe do Departamento de Relações Multilaterais.

Na sua intervenção, o Brigadeiro Barassa referiu que o encontro decorre num contexto internacional desafiante, marcado pela instabilidade geopolítica, pelo terrorismo e pelas mudanças climáticas. Estes factores, segundo afirmou, exigem maior coordenação estratégica entre os países da CPLP, tendo realçado a importância do reforço da cooperação multilateral para a consolidação da segurança colectiva e promoção da paz e do desenvolvimento sustentável.

A agenda de trabalhos inclui a análise do ponto de situação da 3.ª Reunião dos Serviços de Informações Militares, da implementação do Plano de Acção 1325 sobre a Agenda “Mulheres, Paz e Segurança”, do balanço das formações realizadas no Colégio de Defesa e no Curso CIMIC, bem como a apreciação da proposta de revisão dos estatutos e do regimento do Centro de Análise Estratégica da CPLP.

Consta igualmente da agenda a calendarização das actividades conjuntas para 2026, com destaque para o Exercício FELINO, considerado um dos principais marcos da cooperação multilateral entre as Forças Armadas dos países de língua portuguesa.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, desafiou os dois deputados do Partido PODEMOS empossados hoje a trabalhar pela pacificação dos moçambicanos, promovendo o diálogo, a reconciliação e o respeito mútuo entre os cidadãos.

“Caros Deputados, cada gesto, cada decisão e cada palavra proferida nesta casa deve reflectir o respeito e o amor que temos por Moçambique”, disse a Presidente da Assembleia da República, dirigindo-se aos seus pares, António Pedrito Marques Furuma e Faizal Anselmo Gabriel, que tomaram posse, numa cerimónia presenciada pelos Vice-Presidentes da Assembleia da República, Hélder Ernesto Injojo e Fernando Tomé Jone.

A décima Legislatura, segundo Talapa, traz consigo grandes desafios, mas também imensas oportunidades.

Na ocasião, Margarida Talapa reafirmou o compromisso de aprofundar a democracia e a governação  inclusiva, assegurando que as decisões políticas tenham sempre como centro o bem-estar do povo;   legislando com qualidade e transparência, garantindo que cada lei aprovada contribua efectivamente para o desenvolvimento econômico, social e humano do País; fiscalizando a acção governativa com responsabilidade, em nome da ética pública e da boa gestão dos recursos humanos; e promover políticas que garantam a justiça social, a igualdade do gênero, o empoderamento dos jovens, o fortalecimento das instituições e sustentabilidade ambiental.

“Tudo isto exige de nós um Parlamento activo e comprometido com a verdade, com a solidariedade e com o progresso”, vincou Talapa, desejando, aos empossados um mandato profícuo, íntegro e inspirado, honrando o Povo que representam, dignificando a Assembleia da República e contribuindo para a edificação de um Moçambique mais unido, próspero e em paz.

O Parlamento do Gana aprovou a ractifição dos acordos bilaterais sobre isenção  de vistos em passaportes diplomáticos, de serviço e em passaportes ordinários  com a República de Moçambique. 

Esta ratificação e a aprovação para a isenção dos vistos, que visa reforçar a  cooperação e promover o intercâmbio entre os dois países e povos, garante a  mobilidade dos cidadãos moçambicanos de e para a República do Gana, assim como a facilitação de transações comerciais e turísticas. 

Refira-se que o Acordo sobre a Isenção de Vistos em Passaportes Diplomáticos  e de Serviço foi assinado em 2022, em Gana, e a proposta para a isenção de vistos  em Passaportes Ordinários foi apresentada pelo Alto Comissariado de  Moçambique naquele país, em Julho do Presente ano.

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