As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.
O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.
Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.
A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.
A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.
O Fórum Nacional sobre Paz e Reconciliação, realizado esta quarta-feira, em Maputo, destacou que a verdadeira paz em Moçambique não se conquista apenas com o fim do conflito, mas com justiça, inclusão social e respeito pelos direitos humanos.
Promovido pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) e parceiros, com o apoio da União Europeia (UE), o encontro reuniu representantes de instituições nacionais, organismos internacionais e membros da sociedade civil, com o objectivo de construir caminhos concretos para a reconciliação nacional.
“Haverá paz quando houver justiça e dignidade para todos. A paz não é apenas a ausência de conflito, mas a presença de equidade e respeito pelos direitos humanos”, afirmou Séverine Landeny, representante da ONU em Moçambique, sublinhando que o país ainda enfrenta desafios significativos na consolidação da unidade nacional.
O director do IMD, Hermenegildo Mulhovo, reforçou que o Fórum é apenas uma etapa de um processo contínuo: “Este é um espaço para recolher contributos para um diálogo nacional inclusivo. A reconciliação não é mágica, exige tempo, coragem e compromisso de todos os sectores da sociedade.”
O reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, Jorge Ferrão, lembrou que Moçambique continua distante de alcançar uma paz plena. “Não podemos falar de paz verdadeira se não colocarmos a justiça e a dignidade no centro do nosso trabalho. O país ainda carrega feridas antigas que precisam ser tratadas com atenção e responsabilidade”, disse Ferrão.
Por seu turno, o Governo defendeu o abandono de julgamentos com base nas memórias do passado, apelando ao reforço do bem-estar comum como pilares da reconciliação.
“A paz exige que olhemos para o futuro, priorizando o bem colectivo e a unidade nacional em detrimento de interesses individuais ou partidaristas”, afirmou o representante do Ministério da Justiça.
Já o Conselho Cristão de Moçambique (CCM) também se manifestou, apelando à superação de interesses particulares. “O momento exige que cada um de nós coloque o bem do país acima de objectivos pessoais e com sinceridade. Só assim poderemos consolidar a unidade nacional”, frisou Rodrigues Dambo, presidente do CCM.
Além disso, o político Óscar Monteiro alertou que muitas das tensões actuais têm origem em assuntos do passado ainda não resolvidos com bases étnicas.
“Não podemos ignorar que problemas antigos continuam a gerar conflitos e desconfiança. Precisamos de coragem para enfrentar essas questões e construir um futuro melhor”, disse Monteiro.
Por seu turno, a União Europeia reconheceu os avanços de Moçambique no caminho da reconciliação, mas destacou que ainda há muito trabalho a ser feito. A ocasião serviu para o IMD anunciar planos de replicar o Fórum nas demais províncias, garantindo que o diálogo nacional seja verdadeiramente inclusivo e que a participação da sociedade civil seja ampliada.
Mais de 500 famílias afectadas pelas inundações, na cidade de Maputo, regressaram às suas casas depois do bombeamento das águas da chuva. O edil Rasaque Manhique diz que o reassentamento está refém da criação de condições.
Pelo menos 37 mil pessoas que se encontram nas zonas de risco poderão ser afectadas nesta época chuvosa 2025-2026, na Cidade de Maputo. Neste momento, cerca de 700 famílias ainda vivem em casas alagadas.
A preocupação foi levada a Rasaque Manhique nesta quarta-feira, pelas bancadas municipais, durante mais uma sessão da Assembleia Municipal de Maputo.
“Os munícipes clamam por uma intervenção que resolva o problema, pois mais famílias são obrigadas a abandonar as suas zonas de residência, o que agrava o cenário de pobreza urbana. Aliás, o saneamento é uma emergência na cidade de Maputo. A preocupação é ainda maior porque iniciou o período chuvoso”, explicou Augusto Banzo, chefe da bancada municipal do MDM.
Nos centros de acolhimento, algumas famílias continuam a viver na incerteza e queixam-se de falta de condições.
“De forma persistente, temos vindo a questionar sobre as medidas tomadas neste governo municipal, para resolver os problemas dos munícipes de Hulene, Magoanine, entre outros bairros propensos a inundações. Todavia, temos visto munícipes clamando por falta de assistência nos centros de acomodação, más condições de higiene e existência de apenas uma única casa de banho para todos. A pergunta que não quer calar é, se até hoje em algumas residências temos poças de água estagnada, o que será destas famílias e de outras?”, questionou João Rebenze, Chefe da Bancada da Renamo.
Para a bancada municipal da Frelimo, o bombeamento de água em curso em alguns bairros, é uma solução eficaz para resolver o problema.
“Com o bombeamento e criação de sistemas que garantem uma maior capacidade de escoamento de águas pluviais, significa que nos próximos tempos teremos menos problemas decorrentes das descargas pluviométricas ”.
Por sua vez, Rasaque Manhique garante que centenas de famílias regressaram às suas casas, desde o arranque do processo. O edil fala de um espaço com capacidade para reassentar mais de 500 famílias, identificado no distrito de Matutuine.
“Sobre o reassentamento, continuamos a dizer que não basta apenas identificar o local e levar a nossa população, sem que criemos condições mínimas. O Executivo está comprometido para que, além de receber os espaços, trabalhe para criar condições de habitabilidade ”
Na sessão da Assembleia Municipal, os deputados condenaram a ocorrência de raptos, na capital do país, e exigem o reforço da segurança.
A Associação Moçambicana de Editores e Livreiros (AMEL) marca presença na 44ª Feira Internacional do Livro de Sharjah (SIBF), que decorre desde o dia 1 de Novembro na Capital Cultural dos Emirados Árabes Unidos. Moçambique é ainda representado por Paulina Chiziane, Jeffrey Mason, Huwaida Saleh e Pedro Perreira Lopes.
Reconhecida como a melhor feira do livro do mundo pelo quinto ano consecutivo, a SIBF reúne 2 200 expositores provenientes de 112 países e atrai mais de 2,17 milhões de visitantes, consolidando a sua posição como um dos maiores e mais influentes encontros do sector editorial a nível global.
O evento, que este ano decorre sob o lema “Entre ti e um livro”, iniciou com a Conferência de Editores, que incluiu formações especializadas, mesas redondas e sessões B2B dedicadas à aquisição e negociação de direitos de tradução e publicação.
A AMEL foi representada pela sua Presidente, Sandra Tamele, da Editora Trinta Zero Nove, que apresentou um catálogo de literatura moçambicana contemporânea publicada pelos membros da associação, com o propósito de ampliar a visibilidade internacional dos autores moçambicanos e fortalecer parcerias editoriais com o mundo árabe.
Sob instância de Sandra Tamele, o programa da feira que vai até 16 de Novembro regista pela primeira vez a presença dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com destaque para a participação de Paulina Chiziane, a primeira mulher Africana a vencer o Prémio Camões, num painel sobre “Estórias de Pertença”, ao lado de Jeffrey Mason e da Dra. Huwaida Saleh.
A delegação de língua portuguesa inclui ainda Ondjaki (Angola) e Pedro Pereira Lopes (Moçambique), numa participação que Tamele descreve como “o reencontro entre os Países do Golfo e a língua portuguesa”, esperando que seja “a primeira de muitas”.
Durante o evento, a AMEL garantiu manifestações de interesse internacionais para a publicação de: Niketche, de Paulina Chiziane, pela Sidra Publishing, uma jovem editora independente emiradense especializada em tradução literária; uma antologia de poesia moçambicana pela Nobilis Maison d’Édition SARL, sediada em Beirute; Teatro de Marionetes de Jofredino Faife pela Al Arabi Publishing and Distributing, a maior editora do Egipto; e Uma Onça na Cidade de Deusa D’África pela Vakxicon Publications da Grécia, o país convidado de honra em Sharjah em 2025.
O músico moçambicano Nordino Chambal apresenta o concerto ao vivo de gravação de DVD, Masungulo, ao lado de Mingas, José Mucavel, Justino Ubakka e Obedes Lobadias, nesta sexta-feira, em Maputo.
Masangulo vai ser um ousado concerto a ser gravado para formar o DVD do músico Nordino Chambal, numa actuação a contar com os grandes nomes da música como José Mucavel e Mingas. Vai ser um espetáculo de estreia de novas músicas do jovem artista além das “febres” mamã, “ntombi ya kona”, “famba kwatsi” e “wanikufumeta”.
Moçambique está a abrir novas rotas no céu e no desenvolvimento. Com uma aposta clara na modernização das infraestruturas aeroportuárias e na ampliação da conectividade interna e internacional, o país procura consolidar-se como um destino turístico competitivo e sustentável. A empresa Aeroportos de Moçambique está no centro desta transformação, trabalhando para que cada pista de aterragem seja também uma porta aberta para novas oportunidades de investimento, negócios e lazer.
O turismo é hoje um dos sectores mais estratégicos para a diversificação da economia moçambicana, e os aeroportos assumem papel essencial neste processo. São o primeiro contacto de quem visita o país e, muitas vezes, o cartão de visita que define a experiência do viajante. “Os aeroportos são um braço do turismo, e o turismo precisa de conectividade. Se tivermos pontos de entrada de referência, como Vilankulo, Beira e Nacala, estamos a garantir que os turistas que vêm de longe encontrem novas rotas e melhores condições para chegar aos seus destinos”, explica Fonseca da Fonseca, administrador operacional da empresa Aeroportos de Moçambique.
O gestor reconhece que o turismo e a aviação vivem numa relação simbiótica. Um cresce com o outro, e o investimento em novas rotas é fundamental para dinamizar as duas áreas. “Os aeroportos sobrevivem do turismo, e o turismo sobrevive dos aeroportos. Queremos fazer desta relação um motor de crescimento”, reforça.
A expansão das rotas aéreas é, por isso, um dos pontos centrais do plano de desenvolvimento da empresa. Nos últimos meses, foram anunciadas novas ligações domésticas e internacionais que prometem aproximar Moçambique do resto do mundo. “Estamos a melhorar as comunicações em todo o país, e isso já está a ter impacto. O número de sobrevoos aumentou, o que mostra que o nosso espaço aéreo está a tornar-se mais atrativo para outras companhias”, afirma Fonseca.
Entre as novas ligações já confirmadas, estão as rotas Joanesburgo–Kruger, operada pela AirLink, e Nacala–Joanesburgo, com início previsto para fevereiro do próximo ano. “Temos também planos para fortalecer o aeroporto da Beira, transformando-o num verdadeiro hub regional”, acrescenta o administrador, revelando que novas rotas Beira–Porto, Beira–Vietname e Beira–Dubai estão também em execução.
A estratégia é transformar cada aeroporto numa plataforma de integração regional, capaz de responder à crescente procura por voos diretos e ligações rápidas para o turismo, o comércio e a cooperação internacional. A Beira, por exemplo, está a reposicionar-se como ponto de ligação estratégica entre o centro de Moçambique, o interior de África e as principais capitais do mundo.
Mas é o aeroporto internacional de Nacala que continua a ser o maior símbolo desta ambição. Concebido para ser um dos principais polos de conexão aérea do país, Nacala foi projetado com capacidade para receber grandes aeronaves e operar voos intercontinentais. A infraestrutura, moderna e tecnologicamente avançada, representa um investimento estratégico não apenas para o turismo, mas também para a dinamização económica do norte do país.
A empresa Aeroportos de Moçambique vê Nacala como peça-chave na integração das regiões norte e centro ao mapa global da aviação. O plano passa por atrair companhias internacionais, criar parcerias com operadores turísticos e desenvolver zonas comerciais complementares dentro e fora do aeroporto.
Nos últimos anos, o crescimento da procura turística tem impulsionado o tráfego aéreo em destinos como Vilankulo, Pemba e Tete, e a requalificação destas infraestruturas é essencial para consolidar a imagem de um país preparado para receber. “Acreditamos que o futuro do turismo passa pela conectividade. O viajante moderno quer facilidade, conforto e segurança, e nós estamos a trabalhar para oferecer exatamente isso”, sublinha Fonseca da Fonseca.
Além das novas rotas, o plano da empresa inclui investimentos em modernização tecnológica, expansão de terminais, melhoria da iluminação e sinalização das pistas e reforço da segurança operacional. Há também um foco crescente na digitalização dos serviços, com o objetivo de agilizar processos de check-in, gestão de bagagens e informações de voo.
Outro pilar essencial é a sustentabilidade. Os aeroportos estão a incorporar práticas ambientalmente responsáveis, incluindo a gestão eficiente de energia, o uso de fontes renováveis e a redução das emissões de carbono, numa clara resposta às exigências globais do turismo verde.
A aposta em novas rotas e aeroportos modernos está alinhada com o Plano Nacional de Desenvolvimento do Turismo, que prevê que o sector represente 10% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030. Para isso, a conectividade aérea é apontada como um dos fatores decisivos.
Com esta estratégia, Moçambique posiciona-se para competir com destinos tradicionais da África Austral, como Tanzânia, Namíbia e África do Sul. Vilankulo e Inhambane, por exemplo, já se destacam entre os destinos mais procurados para turismo de praia e mergulho, enquanto Gorongosa e Niassa ganham força no segmento de ecoturismo e safaris.
As novas rotas abrem também espaço para o crescimento de negócios locais. Hotéis, operadores turísticos, transportadoras e pequenas empresas ligadas ao turismo beneficiam diretamente da maior circulação de visitantes. Em paralelo, o aumento de voos comerciais cria empregos diretos e indiretos e estimula a economia regional.
No entanto, o desafio não está apenas em abrir novas rotas, mas em garantir que cada aeroporto se torne sustentável e eficiente. Para isso, a gestão integrada entre as autoridades de aviação, turismo e investimentos é vista como essencial.
Moçambique quer mostrar que está pronto para voar mais alto. Os novos aeroportos e rotas não são apenas corredores aéreos; são sinais de um país que está a abrir as suas portas ao mundo, apostando no turismo como caminho para o progresso económico e social.
Enquanto os aviões ganham altitude e cruzam os céus moçambicanos, há uma ideia que ecoa com força: o turismo é o novo combustível do desenvolvimento, e as asas de Moçambique estão novamente prontas para levantar voo.
Moçambique está a abrir novas rotas no céu e no desenvolvimento. Com uma aposta clara na modernização das infra-estruturas aeroportuárias e na ampliação da conectividade interna e internacional, o país procura consolidar-se como um destino turístico competitivo e sustentável. A empresa Aeroportos de Moçambique está no centro desta transformação, trabalhando para que cada pista de aterragem seja também uma porta aberta para novas oportunidades de investimento, negócios e lazer.
O turismo é hoje um dos sectores mais estratégicos para a diversificação da economia moçambicana, e os aeroportos assumem papel essencial neste processo. São o primeiro contacto de quem visita o país e, muitas vezes, o cartão de visita que define a experiência do viajante.
“Os aeroportos são um braço do turismo, e o turismo precisa de conectividade. Se tivermos pontos de entrada de referência, como Vilankulo, Beira e Nacala, estamos a garantir que os turistas que vêm de longe encontrem novas rotas e melhores condições para chegar aos seus destinos”, explica Fonseca da Fonseca, administrador operacional da empresa Aeroportos de Moçambique.
O gestor reconhece que o turismo e a aviação vivem numa relação simbiótica. Um cresce com o outro, e o investimento em novas rotas é fundamental para dinamizar as duas áreas. “Os aeroportos sobrevivem do turismo, e o turismo sobrevive dos aeroportos. Queremos fazer desta relação um motor de crescimento”, reforça.
A expansão das rotas aéreas é, por isso, um dos pontos centrais do plano de desenvolvimento da empresa. Nos últimos meses, foram anunciadas novas ligações domésticas e internacionais que prometem aproximar Moçambique do resto do mundo. “Estamos a melhorar as comunicações em todo o país, e isso já está a ter impacto. O número de voos aumentou, o que mostra que o nosso espaço aéreo está a tornar-se mais atrativo para outras companhias”, afirma Fonseca.
Entre as novas ligações já confirmadas, estão as rotas Joanesburgo–Kruger, operada pela AirLink, e Nacala–Joanesburgo, com início previsto para Fevereiro do próximo ano. “Temos também planos para fortalecer o aeroporto da Beira, transformando-o num verdadeiro hub regional”, acrescenta o administrador, revelando que novas rotas Beira–Porto, Beira–Vietname e Beira–Dubai estão também em execução.
A estratégia é transformar cada aeroporto numa plataforma de integração regional, capaz de responder à crescente procura por voos directos e ligações rápidas para o turismo, o comércio e a cooperação internacional. A Beira, por exemplo, está a reposicionar-se como ponto de ligação estratégica entre o centro de Moçambique, o interior de África e as principais capitais do mundo.
Mas é o aeroporto internacional de Nacala que continua a ser o maior símbolo desta ambição. Concebido para ser um dos principais polos de conexão aérea do país, Nacala foi projectado com capacidade para receber grandes aeronaves e operar voos intercontinentais. A infraestrutura, moderna e tecnologicamente avançada, representa um investimento estratégico não apenas para o turismo, mas também para a dinamização económica do norte do país.
NACALA NO CENTRO DA MUDANÇA
A empresa Aeroportos de Moçambique vê Nacala como peça-chave na integração das regiões norte e centro ao mapa global da aviação. O plano passa por atrair companhias internacionais, criar parcerias com operadores turísticos e desenvolver zonas comerciais complementares dentro e fora do aeroporto.
Nos últimos anos, o crescimento da procura turística tem impulsionado o tráfego aéreo em destinos como Vilankulo, Pemba e Tete, e a requalificação destas infraestruturas é essencial para consolidar a imagem de um país preparado para receber. “Acreditamos que o futuro do turismo passa pela conectividade. O viajante moderno quer facilidade, conforto e segurança, e nós estamos a trabalhar para oferecer exatamente isso”, sublinha Fonseca da Fonseca.
Além das novas rotas, o plano da empresa inclui investimentos em modernização tecnológica, expansão de terminais, melhoria da iluminação e sinalização das pistas e reforço da segurança operacional. Há também um foco crescente na digitalização dos serviços, com o objetivo de agilizar processos de check-in, gestão de bagagens e informações de voo.
Outro pilar essencial é a sustentabilidade. Os aeroportos estão a incorporar práticas ambientalmente responsáveis, incluindo a gestão eficiente de energia, o uso de fontes renováveis e a redução das emissões de carbono, numa clara resposta às exigências globais do turismo verde.
A aposta em novas rotas e aeroportos modernos está alinhada com o Plano Nacional de Desenvolvimento do Turismo, que prevê que o sector representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030. Para isso, a conectividade aérea é apontada como um dos fatores decisivos.
Com esta estratégia, Moçambique posiciona-se para competir com destinos tradicionais da África Austral, como Tanzânia, Namíbia e África do Sul. Vilankulo e Inhambane, por exemplo, já se destacam entre os destinos mais procurados para turismo de praia e mergulho, enquanto Gorongosa e Niassa ganham força no segmento de ecoturismo e safáris.
As novas rotas abrem também espaço para o crescimento de negócios locais. Hotéis, operadores turísticos, transportadoras e pequenas empresas ligadas ao turismo beneficiam diretamente da maior circulação de visitantes. Em paralelo, o aumento de voos comerciais cria empregos directos e indiretos e estimula a economia regional.
No entanto, o desafio não está apenas em abrir novas rotas, mas em garantir que cada aeroporto se torne sustentável e eficiente. Para isso, a gestão integrada entre as autoridades de aviação, turismo e investimentos é vista como essencial.
A província do Niassa quer virar a página. Depois de meses marcados por ataques terroristas que abalaram a Reserva Especial do Niassa e afastaram visitantes, o maior território de conservação do país procura agora recuperar a confiança dos turistas e investidores. Na Feira Internacional de Turismo (FIKANI 2025), em Vilankulo, a província apresenta-se com uma nova imagem, determinada a mostrar que é muito mais do que o seu passado recente.
Entre maquetes de lodges, fotografias de paisagens selvagens e danças tradicionais, Niassa surge como o gigante adormecido do turismo moçambicano. A governadora Judite Massengele lidera a comitiva com um discurso firme e otimista: a província, garante, está segura e pronta para recomeçar.
“A situação está normalizada, a população circula, as instâncias turísticas estão a funcionar e há confiança no regresso à normalidade”, disse Massengele, sublinhando que o governo e as forças de segurança reforçaram o controlo nas áreas antes afetadas pelos ataques.
Niassa, que durante anos foi vista essencialmente como um celeiro agrícola, quer agora explorar a outra metade do seu potencial: o turismo. Com 42 mil quilómetros quadrados de reservas e parques naturais, é o lar de espécies emblemáticas como elefantes, leões, leopardos, búfalos e hipopótamos — os chamados Big Five. “Temos uma das maiores áreas de conservação do país e queremos atrair investidores que apostem tanto na observação de fauna bravia como no turismo de contemplação”, explica a governadora.
O plano é simples, mas ambicioso: transformar a biodiversidade e as águas do Lago Niassa em motores de crescimento. São mais de 600 quilómetros de costa, ladeados por aldeias pesqueiras e praias serenas, que podem ser convertidos em polos de ecoturismo. Massengele acredita que o segredo está na ligação entre a terra e a água. “Tendo um investidor que aposte no turismo de contemplação e outro na área costeira, podemos criar um pacote integrado. O turista que visita Mecula pode seguir de avião ou por estrada até ao lago. As duas áreas não devem ser isoladas, devem complementar-se”, defende.
Este conceito de turismo integrado é visto como uma aposta de futuro. A ideia é criar rotas que combinem safaris na Reserva do Niassa com mergulhos nas águas azuis do lago, transformando a província num destino de contrastes — onde o selvagem e o sereno se encontram.
A presença de Niassa na FIKANI 2025 é também um gesto simbólico. Representa a resistência e a esperança de uma província que se recusa a ser definida pelos seus desafios. O pavilhão de Niassa, decorado com esculturas de madeira, capulanas e imagens aéreas da reserva, tem sido um dos mais visitados. Investidores nacionais e estrangeiros passam, perguntam, mostram interesse.
Além do turismo de natureza, o governo provincial quer apostar em infraestruturas de apoio, formação de guias, segurança nas rotas e inclusão das comunidades locais nas cadeias de valor do turismo. “O turismo só será sustentável se beneficiar o povo de Niassa”, defende Massengele.
Com um mosaico cultural único — resultado da convivência de mais de 15 grupos etnolinguísticos —, a província quer também valorizar o turismo cultural, promovendo festivais, gastronomia e tradições locais como parte da experiência do visitante.
Apesar de não ter saída para o mar, Niassa oferece horizontes que o olhar não alcança. O seu desafio é transformar o isolamento geográfico numa vantagem competitiva, explorando o encanto da autenticidade e a promessa de aventura.
O renascimento turístico de Niassa acontece num momento em que Moçambique procura consolidar o turismo como um dos pilares da diversificação económica. E, para a governadora, este é o momento certo: “O país está a crescer, os investidores estão a olhar para o norte e Niassa quer ser parte dessa nova narrativa.”
Enquanto as luzes da feira brilham sobre os stands, fica a sensação de que o turismo moçambicano está a reescrever-se — e Niassa quer estar no centro dessa nova história, onde o medo cede lugar à esperança, e a natureza volta a ser sinónimo de vida, e não de ameaça.
Meses depois, o internacional moçambicano e capitão dos Mambas, Dominguez, volta a constar da convocatória dos Mambas, divulgada esta terça-feira pelo seleccionador nacional, Chiquinho Conde.
O médio criativo poderá voltar a ser opção do duplo compromisso da selecção nacional nos dias 14 e 17 deste mês contra o Marrocos, no Grand Stade Tanger, e Chade, no Stade Tetouan.
As duas partidas enquadram-se na Data-FIFA, no quadro de preparação do combinado nacional para o Campeonato Africano de Futebol (CAN), cuja fase final será em Marrocos entre Dezembro deste ano e Fevereiro do próximo de 2026.
Na convocatória divulgada esta terça-feira, o destaque para a saída do avançado do Chingale de Tete, Ângelo Cantolo, que se estreou na derrota frente à Guiné-Conacri, no Estádio Nacional do Zimpeto, por 1-2.
A lista de jogadores para esse duplo embate é praticamente a mesma dos últimos dois jogos dos Mambas, contra Guiné-Conacri e Somália.
A criação de escolas básicas de 2018 a esta parte está a pressionar muitas escolas que se deparam com falta de salas e até de professores qualificados. O exemplo vem de Nampula onde já foram criadas 320 escolas básicas.
Através da Lei n.°18/2018, de 28 de Dezembro – Lei que estabelece o regime jurídico do Sistema Nacional de Educação, o ensino básico em Moçambique foi alargado de 7ª para a 9ª classe.
As escolas primárias estão a ser requalificadas gradualmente para coabitarem o ensino primário e o primeiro ciclo do ensino secundário, nomeadamente, a 7ª, 8ª e 9ª classe. Entretanto, o primeiro grande desafio que não foi acautelado é a questão das condições nessas escolas.
A realidade no terreno prova o contrário. Na Escola Básica de Rapale, a menos de 20 km da cidade de Nampula, as salas existentes não são suficientes para o total de alunos, por isso metade deles estudam ao relento, sentadas no chão.
A gestão das escolas ficou mais difícil ainda este 2025, quando através da Instrução ministerial n°2, o Ministério da Educação e Cultura reforçou a proibição de qualquer tipo de cobranças obrigatórias nas escolas, tendo deixado essa responsabilidade exclusivamente para os conselhos de escolas, que podem decidir pela contribuição das comunidades para o melhoramento das condições das escolas.
A criação de escolas básicas piorou a falta de professores qualificados para determinadas disciplinas. A província de Nampula conta, neste momento, com 320 escolas básicas. No próximo ano mais 21 serão requalificadas, devendo ser 341 escolas básicas em 2026.