Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

Vídeos

NOTÍCIAS

O Automóvel e Touring Clube de Moçambique (ATCM) repudia e distancia-se da circulação de um documento estranho ao Clube, intitulado “Comunicado da Comissão de Gestão – Acórdão do Tribunal Supremo”, divulgado no dia 27 de Outubro de 2025.

De acordo com esta agremiação, o referido comunicado foi  escrito por indivíduos estranhos à estrutura do Clube e supostos sócios de má-fé, incluindo antigos sócios e determinados actores externos com “interesses imobiliários nas infra-estruturas do ATCM”.

“Este documento não é oficial, não foi emitido nem autorizado por qualquer órgão legítimo do ATCM, e constitui uma tentativa deliberada de usurpação de identidade institucional, com o propósito claro de confundir os sócios, manipular a opinião pública e fragilizar o Clube”, lê-se no comunicado do ATCM, divulgado esta quinta-feira. 

A direcção do ATCM, liderada por Rodrigo Rocha, refere ainda que referido texto é o produto de um pequeno grupo de indivíduos ligados ao ATCM, alguns antigos sócios e ex-colaboradores, sem qualquer legitimidade associativa ou jurídica, que, movidos por interesses pessoais e ambições financeiras, procuram desestabilizar a gestão legítima e criar confusão entre os membros e o público. 

Esclarece também que os Estatutos do ATCM não prevêem a existência de uma Comissão de Gestão, daí que não há fundamento para a concepção de um órgão desta natureza.

O comunicado a que “O País” teve acesso avança, igualmente, que não existe nenhuma ordem judicial que dê poderes aos subscritores do referido comunicado de poderem representar o ATCM e emitirem dois comunicados em nome do Clube, daí que o mesmo é nulo e sem nenhum efeito jurídico.

Segundo o ATCM, a suposta reunião de Assembleia-Geral que alegadamente sustenta a eleição da aludida Comissão de Gestão é irregular e foi ensaiada por indivíduos que a todo o custo e à margem dos Estatutos pretendem apoderar-se do Clube, tendo sido tomadas deliberações à margem da Lei, até porque o processo está a correr em tribunal.

Nesse sentido, “a direcção do ATCM reafirma que todas as suas deliberações e actos administrativos seguem rigorosamente os estatutos, as leis da República de Moçambique e as normas internacionais que regem a Federação Internacional do Automóvel (FIA).”

O ATCM assegura que continuará a ser uma instituição de desporto, união e prestígio nacional, com a missão de promover o automobilismo e o turismo desportivo em Moçambique.

Moisés Mabunda é a pessoa escolhida para dirigir por um período não superior a cinco meses, a Comissão de Gestão da Federação Moçambicana de Atletismo, após a saída forçada do então presidente, Kamal Badrú. 

Mabunda, que tem uma larga experiência no dirigismo desportivo, tem a missão de  preparar as eleições para a escolha de novos órgãos sociais.

Na nova missão, Moisés Mabunda será auxiliado por Bastos Azarias e Fátima Gravata, que assumem cargos de vogais, devendo a Comissão de Gestão da FMA contar com a supervisão da Inspecção-Geral do Desporto, de modo a garantir o cumprimento dos instrumentos legais até ao processo das eleições que culminarão com a indicação dos novos corpos gerentes da agremiação. 

A Comissão de Gestão tem ainda a missão de unir a família de atletismo que, como se sabe, anda desavinda com o actual estágio da modalidade no país, facto que criou uma onda de contestações. As eleições na Federação Moçambicana de Atletismo estão agendadas para Abril do próximo ano. 

Recorde-se que na sua folha de serviços como dirigente, Moisés Mabunda já assumiu as funções de presidente da Assembleia-Geral da Liga Moçambicana de Futebol, e actualmente integra a Comissão de Ética do Comité Olímpico de Moçambique. 

 

O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, recebeu, no seu gabinete de trabalho, uma delegação da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para analisar o ponto de situação da preparação e organização da selecção nacional de futebol, os Mambas, tendo em vista a sua participação no Campeonato Africano das Nações (CAN 2025), a realizar-se em Marrocos, de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026.

O Campeonato Africano das Nações está há cerca de 45 dias da sua realização e todas acções são necessárias para garantir uma boa participação e prestação dos Mambas, a selecção nacional de futebol, na prova.

Por isso a Federação Moçambicana de Futebol desdobra-se para conseguir, não só fundos, agora com o lançamento da campanha de apoio aos Mambas, mas também busca parceiros que possam garantir melhores condições para o combinado nacional.

Esta semana, a direcção da Federação Moçambicana de Futebol, encabeçada pelo respectivo presidente, Feizal Sidat, foi recebida pelo Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, para actualizar sobre o nível de organização e preparação dos Mambas para a prova  continental.

A actualização apresentada pela FMF ao Ministro inclui o plano de estágios, os jogos de preparação e toda logística que antecederá a viagem para Marrocos. A Federação informou ainda que está a trabalhar em estreita colaboração com parceiros públicos e privados para mobilizar os recursos necessários que garantam as condições logísticas adequadas para a equipa nacional, com especial enfoque no estágio de preparação.

Por sua vez, o Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, elogiou e encorajou os esforços empreendidos pela FMF, reconhecendo o contexto económico desafiante que o país atravessa.

O governante apelou à harmonia entre a equipa técnica e a direcção da Federação Moçambicana de Futebol, sublinhando a importância da coesão e do trabalho conjunto para alcançar melhores resultados e assegurar uma representação digna de Moçambique na competição continental.

O Ministro reiterou o compromisso do Governo em continuar a apoiar todas as iniciativas que visem elevar o nome de Moçambique no panorama desportivo africano e internacional, reforçando que os Mambas são motivo de orgulho e inspiração para todos os moçambicanos.

Recorde-se que os Mambas terão dois jogos de preparação na próxima semana, em Marrocos, diante da selecção anfitrião do CAN, no dia 14 deste mês, a partir das 20h00 de Maputo, e três dias depois frente a Chade, também em Marrocos.

Com a convocatória final divulgada, os jogadores vão se concentrar em Tanger, Marrocos, a partir de segunda-feira, 10 de Novembro, sendo que os que actuam internamente vão partir na noite de domingo, enquanto os que actuam no estrangeiro partem dos seus destinos directo para o local do jogo.

Em solo marroquino os Mambas vão realizar três sessões de treinos antes do embate com Marrocos, mais outros dois antes do jogo com o Chade, em Tetouan.

Para o estágio dos Mambas, a Federação Moçambicana de Futebol atendeu ao pedido do seleccionador nacional e o mesmo será em Portugal, concretamente em Algarve, de 14 a 21 de Dezembro, antes do CAN-2025, no Marrocos.

A Polícia da República de Moçambique já recebeu,no âmbito da campanha voluntária lançada no dia 1 de Setembro, um total de 160 armas. 

Segundo Leonel Muchina, até 31 de Outubro, a polícia recebeu armas de fogo e de pressão a ar em todo o país. As províncias de Tete com 33, Inhambane (29) e Cidade de Maputo (20) são as que tiveram maior número de armas entregues às autoridades. Na província de Cabo Delgado, onde se registam focos de terrorismo há oito anos, foram entregues 13 armas. 

“No âmbito da campanha nacional de recolha e regularização de armas de fogo em situação ilegal ou irregular, iniciada a 01 de Setembro, com seu termo anteriormente previsto para 31 de Outubro, prorroga-se até o dia 15 de Dezembro de 2025”, informou LeoneL Muchina.

Falando à imprensa nesta quinta-feira, em Maputo, o porta-voz da PRM disse que os resultados se devem à colaboração entre a corporação e as comunidades, reforçando o apelo para a entrega voluntária de armas nas unidades e subunidades da polícia e assegurando que o acto não implica a detenção de cidadãos.

“O apelo é para que aqueles que ainda possuem essas armas possam fazer a entrega, sem que necessariamente haja mapeamento. O mapeamento há-de se seguir quando for a fase de recolha coerciva”, disse.

Por outro lado, referiu que as armas do tipo AK-47 e pistolas roubadas das subunidades policiais foram recuperadas antes da vigência desta campanha.

Homem de 70 anos de idade é acusado  de vender o terreno do seu falecido irmão e de deixar os oito sobrinhos, filhos do finado, ao relento, em Chibuto, na província de Gaza. Familiares suspeitam do envolvimento de líderes locais no esquema. O Acusado diz ser proprietário do espaço e confirma venda por dois milhões de meticais. O caso segue no tribunal.

Uma dupla perda.  São oito irmãos, que depois da morte do pai há 3 meses, ficaram sem a casa, depois que o imóvel foi vendido de forma secreta pelo tio, que vive actualmente na cidade de Maputo.

Contatado pelo “O País”, o acusado disse ser o legítimo proprietário do espaço e confirmou a venda do terreno no valor de mais de dois milhões de meticais a Silvestre Macuácua, suposto proprietário do imóvel. Os queixosos, entretanto, dizem que ao se aperceber da frágil condição de saúde do malogrado, por sinal seu irmão mais novo, o tio teria iniciado o negócio nos finais do ano passado, processo antecedido pela falsificação da titularidade do espaço com suposta ajuda de algumas das autoridades do bairro 3 de Chibuto.

Confrontadas, as autoridades do bairro negam e dizem ser  acusações infundadas. “A compra e venda do imóvel ocorreu na minha ausência. Vi os documentos no dia de chegada de Maputo, mas por   falta de assinaturas não avançámos. Entretanto, o caso chegou ao tribunal”, declarou Mário Dove, secretário do bairro 3, em Chibuto.

Revoltados com a decisão das autoridades de justiça em Chibuto, moradores do bairro 3 decidiram invadir a casa do líder local. 

Estão envolvidas neste assunto autoridades do município e tribunal. Até fecho desta reportagem “O País” não teve acesso a decisão do tribunal da cidade de Chibuto, mas sabe se que o novo dono do espaço tem recorrido a ameaças tem pressionado para a retirada desta família, que no entanto garante manter se no local.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) negou que os cristãos na região estejam a ser alvo específico dos terroristas, contrariando as acusações do Presidente norte-americano, Donald Trump, de haver “um massacre” na Nigéria.

A CEDEAO chamou a atenção num comunicado divulgado na terça-feira para “o nível crescente de violência perpetrada por grupos terroristas de diversa índole em alguns países da região da África ocidental, incluindo a Nigéria”.

O bloco regional, que tem a sua sede na capital administrativa nigeriana de Abuja, afirmou que “os autores dessa violência atacam civis inocentes de todas as confissões religiosas, incluindo muçulmanos, cristãos e pessoas de outras religiões”.

“A violência relacionada com o terrorismo não discrimina por motivos de género, religião, etnia ou idade”, de acordo com “relatórios independentes [feitos] ao longo dos anos”, acrescentou-se no comunicado.

A CEDEAO apelou às Nações Unidas e aos seus parceiros para rejeitarem “qualquer alegação de que esses grupos terroristas atacam um grupo em particular ou de que está a ser cometido um genocídio contra um grupo religioso específico na região”.

O bloco rejeitou “energicamente essas afirmações falsas e perigosas que procuram aprofundar a insegurança nas comunidades e enfraquecer a coesão social na região”, sem mencionar directamente o Presidente norte-americano.

A CEDEAO apelou também à comunidade internacional para que apoie os países da região na sua luta contra o terrorismo “que atenta contra todas as comunidades”.

O Presidente dos Estados Unidos da América afirmou no sábado que ordenou ao Departamento de Guerra que se preparasse para uma “possível acção” na Nigéria a fim de “eliminar os terroristas islâmicos”, e acusou o Governo nigeriano de “permitir a matança de cristãos”.

Já na sexta-feira, Donald Trump tinha acusado sem provas a existência de “um massacre” de cristãos na Nigéria e anunciou que declarava o país como “nação de especial preocupação”, uma designação aplicada a países “envolvidos em graves violações da liberdade religiosa”.

O Governo nigeriano disse que tomou nota das declarações de Donald Trump, mas que as alegações “não reflectem a realidade no terreno”.

ONU alerta que Irão tem de melhorar cooperação no programa nuclear

O director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) afirmou, num artigo ontem publicado, que o Irão tem de melhorar a cooperação com os inspectores da ONU para evitar “mais tensões com o Ocidente”.

Ao jornal britânico Financial Times, Rafael Grossi considerou que a AIEA realizou dezenas de inspecções no Irão desde os ataques israelitas e norte-americanos em Junho, embora “não tenha tido acesso às instalações nucleares mais importantes do país”, como Natanz, Isfahan e Fordo.

Estas três instalações nucleares foram bombardeadas pelos Estados Unidos, em 22 de Junho, em ataques realizados na sequência da ofensiva de Israel contra infra-estruturas nucleares e militares em Teerão, a 13 de Junho.

Israel justificou os ataques como uma resposta à aceleração do programa nuclear iraniano, que Telavive considera uma ameaça. Teerão respondeu com disparos de mísseis balísticos e envio de drones contra alvos em território israelita.

Grossi declarou existir agora uma “necessidade imperiosa de retomar as inspeções” nas instalações de Natanz, Isfahan e Fordo, dado que, de momento, “se desconhece o destino de mais de 400 quilogramas de urânio enriquecido que se encontrava no interior” das centrais, quando ocorreram os ataques israelitas.

“Já devíamos ter retomado estas atividades”, sublinhou.

“Estamos a tentar gerir as relações com o Irão através do entendimento, mas o país terá de cooperar. O que não se pode fazer é dizer que se adere ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e depois não cumprir com as obrigações”, afirmou.

A AIEA desempenha um papel central e essencial na aplicação do TNP, um tratado internacional para impedir a disseminação de armas nucleares, promover o desarmamento nuclear e fomentar o uso pacífico da energia nuclear.

O director-geral da AIEA afirmou que a instituição “tem recorrido a imagens de satélite para monitorizar as instalações bombardeadas”, embora tenha descartado, por agora, “a necessidade de chamar a atenção do Irão no Conselho de Segurança da ONU relativamente a estas inspecções”.

O Ministro do Interior pede aos cidadãos para agirem de acordo com a lei, e encaminharem as suas reivindicações às autoridades competentes, evitando a justiça com as próprias mãos. Paulo Chachine reagia ao linchamento de um agente da Polícia em Zóbue, na província de Tete, ocorrido esta Terça-feira.

Celebra-se esta quarta-feira o Dia da Legalidade. As instituições de administração da Justiça e da Legalidade depositaram uma coroa de flores na Praça dos Heróis, em Maputo, para assinalar a efeméride. Na ocasião o Ministro do Interior reagiu ao linchamento de um agente da PRM em Tete. 

“É triste e infelizmente isso acontece, mas não deve acontecer, porque, quando nós falamos de conformidade com a lei, não fazemos esta exigência apenas para a Polícia, para as instituições de administração da justiça, mas para todo o cidadão. O cidadão também, nas suas acções, deve se conformar com a lei. Há justiça, e a justiça deve ser feita por instituições próprias, pelas instituições da justiça, não a justiça pelas próprias mãos”, disse o ministro, apelando que os cidadãos conforme as suas acções com a lei. 

Outro acto que atenta à legalidade em Moçambique são os raptos, e o Governante garante que há esforços para combater o mal.

“Raptos é um crime organizado, e tudo que é crime organizado tem uma teia de responsáveis, uma teia de responsáveis por este acto, desde o mais pequeno até ao dono, até ao mandante. E é por causa disso que, às vezes, se pensa que ainda não chegamos lá, mas vai chegar-se aos verdadeiros mandantes”, acrescentou o Chachine. 

O Dia da Legalidade é celebrado em Moçambique desde 1981.

Um tribunal marroquino condenou, na terça-feira, um homem a cinco anos de prisão e a uma multa de 107.300 dólares por tráfico de seres humanos, na primeira sentença do país contra alguém acusado de aliciar pessoas para trabalhar num esquema de exploração sexual na Ásia.

O caso envolveu vários jovens marroquinos que disseram ter sido atraídos por uma oferta de emprego online que prometia boa remuneração na Tailândia. Em vez disso, foram vítimas de tráfico humano para Myanmar e forçados a trabalhar a mais de 14.966 quilómetros (9.300 milhas) de casa, facilitando fraudes e golpes online.

O réu, Nabil Moafik, negou as acusações e classificou o tráfico de seres humanos como um “crime contra a humanidade” que ele jamais cometeria.

As Nações Unidas afirmam que cerca de 120 mil pessoas estão presas em centros de tráfico humano e que processos judiciais foram instaurados em todo o mundo para combater o tráfico de pessoas. Vários desses processos estão tramitando nos tribunais marroquinos.

Em Casablanca, vítimas presentes no tribunal disseram à Associated Press que testemunharam tortura e outros tratamentos degradantes nos centros de detenção de Myanmar. Algumas afirmaram ter conseguido a libertação após pagar resgates em criptomoedas, de acordo com documentos judiciais fornecidos pelos advogados.

Os promotores disseram que Moafik administrava um grupo no Facebook que ajudava imigrantes marroquinos a se adaptarem à vida na Turquia. Lá, ele publicou um anúncio para uma vaga de emprego em um call center na Tailândia. Uma pessoa, Youssef Amzouz, respondeu ao anúncio. Ele foi colocado em contacto com outro marroquino que cuidou do recrutamento, realizou as entrevistas e enviou o dinheiro para a compra de uma passagem aérea para a Malásia.

Um relatório policial lido em tribunal afirmou que Moafik apresentou Amzouz a outro marroquino que, posteriormente, exigiu que ele pagasse um resgate ou recrutasse outras 100 pessoas para garantir sua liberdade.

Moafik disse ao juiz que Amzouz ligou para ele depois de sair do local do golpe, dizendo que estava recebendo tratamento em um hospital devido a ferimentos sofridos em decorrência de tortura.

“Eu era apenas um intermediário de empregos. Recebia entre US$21 e US$107 por cada pessoa que recrutava”, disse Moafik. “Eu não fazia ideia de que tudo isso aconteceria.”

A Organização Internacional para as Migrações, um órgão da ONU, afirmou que os intermediários podem não ter consciência de que estão participando do tráfico de pessoas, o que dificulta a punição desses crimes transfronteiriços.

O procurador-geral argumentou que Moafik tinha como objectivo lucrar com o comércio de mercadorias, classificando-o como “um elemento essencial no crime de tráfico de pessoas”.

O portal de notícias local Hespress informou no início deste ano que o Ministério das Relações Exteriores de Marrocos conseguiu a libertação de 34 cidadãos que foram vítimas de tráfico humano para centros de golpes online em Myanmar. O ministério não respondeu às perguntas enviadas por e-mail pela Associated Press sobre o número total de marroquinos afetados.

A FIFA anunciou ontem a criação do “Prémio FIFA pela Paz – O Futebol Une o Mundo”, destinado a reconhecer acções em prol da paz e da unidade entre os povos.

O prémio pretende distinguir indivíduos que, através do seu compromisso e das suas acções, tenham lutado pela paz e contribuído para unir pessoas em todo o mundo.

De acordo com a FIFA, o galardão será atribuído anualmente, em nome de todos os amantes do futebol no mundo que, através do desporto, contribuem diariamente para o lema da instituição: “O futebol une o mundo”.

O primeiro vencedor receberá a distinção das mãos do presidente da FIFA, Gianni Infantino, no dia 05 de Dezembro, durante o sorteio final do Mundial 2026, que decorrerá em Washington DC, nos Estados Unidos.

“Num mundo cada vez mais instável e dividido, é fundamental reconhecer a contribuição extraordinária daqueles que trabalham para pôr fim aos conflitos e unir as pessoas num espírito de paz”, afirmou Gianni Infantino.

Com esta iniciativa, a FIFA pretende reforçar o papel social e simbólico do futebol como instrumento de união global e de promoção da paz através do desporto.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria