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As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

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O Presidente dos Camarões, Paul Biya, foi hoje empossado para mais um mandato de sete anos, numa cerimónia realizada na capital, Yaoundé. Com 92 anos de idade e no poder desde 1982, Biya consolida-se como um dos chefes de Estado há mais tempo no cargo em todo o mundo. A sua tomada de posse acontece num contexto de contestação e acusações de fraude eleitoral apresentadas pela oposição.

Durante o acto solene, Paul Biya prometeu continuar a trabalhar para o que chamou de estabilidade e desenvolvimento do país, ao mesmo tempo que apelou à unidade nacional.
No seu discurso, o estadista reconheceu que os Camarões enfrentam desafios profundos, incluindo a insegurança em regiões anglófonas, tensões políticas internas e um ambiente económico frágil.

A posse decorre após semanas de protestos que se seguiram à divulgação dos resultados eleitorais. Organizações da sociedade civil e partidos da oposição falam em irregularidades no processo de votação e acusam o governo de reprimir manifestações, o que resultou em confrontos e vítimas registadas em algumas cidades.

Apesar das críticas, o partido no poder afirma que a vitória reflete a vontade popular e garante que o governo vai reforçar medidas de diálogo nacional.

Com a nova investidura, Paul Biya inicia o seu oitavo mandato consecutivo e prolonga uma liderança que já dura há 43 anos no comando dos Camarões.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se esta sexta-feira com a comunidade estudantil moçambicana residente em Belém, e destacou a participação de Moçambique na Cimeira do Clima e o compromisso do Governo com o diálogo nacional inclusivo e a estabilidade política e económica.

No encontro, realizado no quadro da visita de trabalho ao Brasil, Daniel Chapo explicou que a deslocação a Belém teve como objectivo principal a participação na sessão inaugural da COP30 e nas discussões de alto nível sobre adaptação climática, florestas e oceanos.

Durante o encontro, o estadista moçambicano fez um balanço do processo de diálogo nacional desencadeado após episódios de contestação pós-eleitoral no país, destacando que o mesmo já produziu consensos relevantes.

“E, assim, começou-se a avançar com o diálogo. Assinámos um Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo no dia 5 de Março […]. Neste momento que estamos a falar aqui o país está com uma estabilidade política, económica e social, do Rovuma ao Maputo”, sublinhou.

Chapo afirmou que a economia nacional apresenta sinais claros de recuperação após o impacto das manifestações e da permanência na Lista Cinzenta internacional. 

“A economia está a voltar. Fizemos um esforço enorme, porque desde 2022 o país estava na Lista Cinzenta”, disse, realçando que os grandes projectos de gás em Cabo Delgado serão fundamentais para dinamizar o desenvolvimento económico.

A questão da segurança em Cabo Delgado também mereceu destaque, com o Presidente Chapo a afirmar que a situação está controlada, apesar de persistirem ataques isolados. 

“O desafio maior é o terrorismo em Cabo Delgado. Há ataques esporádicos”, afirmou, destacando a retomada das vilas anteriormente ocupadas e o retorno gradual dos megaprojectos energéticos.

O Chefe do Estado revelou avanços importantes nos projectos de gás natural, apontando compromissos recentes com empresas internacionais, no âmbito das visitas realizadas nos Estados Unidos e no Brasil.

“Estamos, neste momento, à espera que isso aconteça e que é para depois entrarmos nos passos subsequentes”, afirmou, referindo-se ao levantamento formal da Força Maior pela Total e à expectativa de uma decisão final de investimento da ExxonMobil no próximo ano.

Daniel Chapo destacou o reforço da cooperação bilateral com o Brasil, assinalando encontros com Lula da Silva e com empresas brasileiras estratégicas dos sectores como petróleo e gás, agricultura, infra-estrutura, turismo e aviação.

Mais de 200 pessoas foram acusadas de traição na Tanzânia, devido aos protestos desencadeados no país depois das eleições gerais de 29 de Outubro, disseram fontes judiciais à agência de notícias France-Presse (AFP).

Na sexta-feira, pelo menos uma centena de pessoas compareceu ao Tribunal de Primeira Instância de Kisutu, na capital Dar es Salaam, segundo anunciou o Ministério Público da Tanzânia.

Mais de 250 pessoas foram acusadas de traição e de conspiração para cometer traição em três casos separados, disse o advogado Peter Kibatala à AFP, à saída do tribunal, na sexta-feira à noite.

Fontes judiciais no tribunal de Kisutu, citadas pela RTP, disseram à AFP que tinham conhecimento de pelo menos 240 acusações.

De acordo com as acusações, vistas pela AFP, a maioria dos arguidos é suspeita de tentar, a 29 de Outubro, “obstruir as eleições gerais [presidenciais e parlamentares] de 2025 de forma a intimidar o poder executivo”.

As manifestações, em alguns casos violentas, eclodiram no dia das eleições e prolongaram-se por três dias em várias cidades do país, tendo sido reprimidas pela polícia com recurso a gás lacrimogéneo e munições reais, enquanto o Governo impôs um recolher obrigatório e interrompeu o acesso à Internet em todo o território.

Pelo menos 150 pessoas morreram em Dar es Salaam durante as mobilizações, confirmaram à agência de notícias EFE, em 31 de Outubro, fontes dos serviços de saúde.

O principal movimento da oposição, o Partido da Democracia e do Progresso (Chadema, em suaíli), acusou as forças de segurança de terem morto até mil pessoas em diferentes pontos do país, detalhou na terça-feira a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

A Ordem dos Advogados de Tanganica (Tanzânia continental) confirmou à EFE na quarta-feira que começou a distribuir formulários junto da população para que registem os seus familiares desaparecidos ou alegadamente mortos, face à recusa do Governo em entregar os corpos.

Entretanto, o Chadema denunciou que a Polícia tem estado a recolher cadáveres de hospitais para “apagar provas e estatísticas”.

Também esta semana, o vice-presidente do Chadema, John Heche, que estava detido, foi acusado de terrorismo.

A Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, foi investida na segunda-feira, para um mandato de cinco anos, depois de a Comissão Eleitoral Nacional Independente a ter declarado, no sábado, vencedora das eleições, com 97,66% dos votos, numa votação em que os dois principais opositores ficaram excluídos.

Hassan acedeu à presidência em 2021, devido à morte repentina do antecessor, John Magufuli, de quem era vice-presidente.

O Secretário de Estado do Mar e das Pescas, Momade Juízo, defendeu hoje a necessidade de transformar o Conselho de Economia Azul num espaço inclusivo, técnico e estrategicamente orientado para produzir soluções concretas para o desenvolvimento sustentável dos recursos marinhos e das águas interiores.

O pronunciamento foi feito durante a abertura da Primeira Sessão Ordinária do Conselho de Economia Azul de 2025, que decorreu em Maputo.

Segundo Momade Juízo, “o Conselho deve reunir diferentes actores, sensibilidades e competências, criando um espaço onde o conhecimento científico, a visão política, a experiência empresarial e a voz das comunidades possam convergir para um objectivo comum”, acrescentando que o sector deve fazer do mar e das águas interiores uma fonte sustentável de riqueza nacional.

“Queremos um Conselho de Economia Azul não de quantidade, mas de qualidade. Um Conselho que pensa, propõe e acompanha; que agrega conhecimento técnico e visão estratégica; e que ajude o ProAzul e o Governo a tomar decisões cada vez mais informadas, sustentáveis e transformadoras”, afirmou o governante.

O Secretário de Estado disse esperar que da sessão resultem orientações práticas, recomendações sólidas, consensos técnicos e compromissos institucionais que reforcem a capacidade do ProAzul e de todo o sector na implementação coordenada de políticas e programas ligados à economia azul.

“Que as discussões inspirem novas soluções, melhorem a articulação entre sectores e consolidem o papel deste Conselho como um verdadeiro espaço de diálogo estratégico e de inteligência colectiva para o país”, declarou.

Mais do que a aprovação de instrumentos estratégicos, Momade Juízo sublinhou que o impacto da sessão deve ser medido pela sua capacidade de demonstrar um modelo de funcionamento articulado, inclusivo e inovador.

“O que se espera desta sessão é que ela deixe a sua marca de referência institucional, mostrando como o Conselho pode fortalecer a governação e a promoção integrada da economia azul em Moçambique”, frisou.

O Secretário de Estado lembrou que, à escala global, a economia azul ganha cada vez mais importância, pelo seu papel na geração de emprego, alimentação, energia, proteção ambiental e desenvolvimento económico sustentável. Por isso, apelou ao compromisso dos membros do Conselho para que Moçambique aproveite de forma equilibrada e responsável o seu potencial marítimo e hídrico.

Já o Secretário do Presidente do Conselho de Administração do Fundo ProAzul, Petersburgo, afirmou que o caminho percorrido até aqui demonstra resiliência e compromisso, garantindo a continuidade das acções.

“Apesar dos resultados alcançados, há consciência de que são necessárias mudanças para atingir os objectivos almejados”, afirmou, acrescentando ainda, “Queremos começar hoje uma nova etapa e escrever, com tinta indelével, a nossa história no caminho do Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul”.

Mais de dez mineradores artesanais podem ter morrido no desabamento de uma mina de ouro no distrito de Vanduzi, na província de Manica. O caso ocorreu na madrugada de quarta-feira quando uma camada de terra cedeu numa mina com dezenas de garimpeiros em pleno trabalho de mineração.

O incidente ocorreu numa mina localizada na região de seis carros no distrito de Vanduzi por volta das duas horas da madrugada. Segundo apurou o “O País”, as vítimas estavam m a minerar.

Mateus Quichine é um minerador na região de seis carros. Diz que quinzenalmente registam-se casos de mortes na mina de seis carros.

Desabamento de terras e uso de explosivos são apontadas como principais causas de mortes na mina de seis carros, onde já se contabilizam mais de 100 óbitos desde que foi descoberto o ouro naquela região.

Elefantes do Parque Nacional de Limpopo voltam a atacar a produção no distrito de Mabalane. A situação agudizou os níveis de fome, que assolam 3 mil famílias de 14 comunidades. O Administrador, Sérgio Moiane, confirma a subida de áreas devastadas de 500 para 700 hectares e assume que se nada for feito para travar o movimento dos paquidermes, a situação pode piorar nos próximos meses.

A população pernoita nas machambas para tentar afugentar o grupo de elefantes que, além de provocar terror, deixou pelo menos 14 comunidades na iminência de fome aguda, no distrito de Mabalane, na província de Gaza. A situação agrava-se a cada dia devido à seca extrema. 

Graça Josias é mãe de cinco filhos e tem na agricultura a sua única base de sustento. Este ano, trabalhou numa área de cinco hectares, na zona baixa do distrito, onde previa colher diversas culturas, incluindo milho para o consumo e comercialização. No entanto, quando chegou a hora de colher foi surpreendida pelos elefantes

“Os elefantes devastaram as nossas machambas este ano. Não consegui nada, nem melancia e milho, por isso, não temos nada para comer. A agricultura é a única base de sustento, e assim não há saída”, disse Graça Josias, agricultora em Mabalane.

Na zona alta do distrito, milhares de famílias sofrem em silêncio. Falando à imprensa, o administrador de Mabalane, Sérgio Moiane confirmou o movimento destruidor dos animais, que se evadiram do Parque Nacional de Limpopo. 

Contudo, o número de áreas totalmente arrasadas e famílias com escassez de alimentos não para de subir. Com os celeiros vazios, a comunidade pede  urgência na provisão de alimentos e sementes para relançamento da produção.

Sérgio Moiane diz que há esforços para aliviar as famílias em extrema carência com envolvimento do parque nacional de Limpopo.

Refira-se que mais de 3 mil famílias enfrentam níveis severos de fome na sequência dos efeitos combinados da invasão de elefantes a zonas de produção e estiagem.

A inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) suspendeu, na cidade da Beira, todas as actividades de uma  fábrica de sumos, por ter detectado graves irregularidades na produção do produto, dentre as quais a utilização de corantes e adoçantes fora do prazo, há três anos. Será aberto um processo crime contra os gestores da fábrica.   

No âmbito de acções de monitoria da quadra festiva, a Inspecção Nacional das Actividades económicas detectou, numa fábrica de produção de sumos, irregularidades gravíssimas, que contribuíram para suspender imediatamente as actividades da empresa, tendo em conta que põem em risco a saúde pública.

“Hoje, decidimos nos deslocar a esta fábrica, Bom Sumo, e fazendo  o trabalho inspectivo, constatamos que existiam armazéns, mas que pareciam escritórios. Então, pedi para que abrissem as portas e fomos verificando que existiam lá produtos, que são o sulfato de magnésio e corantes dos sabores de uva, ananás e manga, que estão expirados e são um grande atentado a saúde, é mesmo um crime de saúde pública”, explicou Shaquila Aboobacar, Inspectora geral da INAE

A INAE exortou aos gestores de todos os tipos de estabelecimentos comerciais e de forma particular da fábrica de sumos, na qual foram detectadas irregularidades, a  terem  responsabilidades nas actividades que exercem.

“Porque o facto de estarem a produzir sumos com corantes já expirados é um atentado, um crime contra a saúde pública, que implica até uma pena de prisão. Dá lugar não só ao processo administrativo, que tem em conta as multas, como também à instauração do respectivo processo criminal”, explicou a inspectora.

Refira-se que no início desta semana a INAE suspendeu igualmente na cidade da Beira, uma outra fábrica de produção de biscoitos, devido a graves irregularidades de higiene e segurança alimentar, detectadas durante a fiscalização.

Na fábrica de biscoitos, a equipa da INAE constatou a presença de baratas, a utilização de água  contendo impurezas  e uso de substâncias que não conseguiu identificar que eram misturados com a massa utilizada na produção dos biscoitos.

Num gesto que une a comunicação e indústria, o Grupo Soico visitou a Cervejas de Moçambique em Marracuene. Foi um encontro de cortesia que se transformou num diálogo de cooperação e visão de futuro. 

A administração do Grupo Soico, liderada pelo seu Presidente do Conselho de Administração, foi recebida pelo PCA da CDM, Tomáz Salomão. Durante a visita, os convidados conheceram de perto o processo de produção da cerveja, desde o controlo de qualidade até ao enchimento e embalagem final.

“Esta é uma visita de cortesia, que tem como objectivo estreitar relações com a CDM, tendo em conta que as empresas só existem quando tem a noção da razão da existência das outras, nunca existe uma empresa de forma isolada. Então, o encontro entre as empresas sempre adquire oportunidades, e viemos cá conhecer a fábrica, conversar um pouco sobre as possíveis parcerias que possam existir e das oportunidades que se criam para que as duas empresas possam desenvolver”, explicou Daniel David, Presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO.  

A visita insere-se numa agenda de aproximação entre empresas, num contexto económico que desafia o sector privado a trabalhar de forma mais integrada e colaborativa.

“Agradecer a disponibilidade do Grupo SOICO, na pessoa do Senhor Presidente do Conselho de Administração, por vir aqui a Marracuene conhecer esta nossa unidade, que faz parte do grupo das quatro que temos: uma no Infulene, uma na Beira e uma em Nampula. Portanto, agradecemos isto, e, como dissemos no encontro, uma coisa é falar da CDM de fora, outra coisa é vir aqui perceber como é que trabalhamos e porquê que trabalhamos e porquê que fazemos o que fazemos”, disse Tomáz Salomão, Presidente do Conselho de Administração da CDM. 

Com o olhar voltado para o futuro, Tomáz Salomão destacou a importância do encontro, que vai além da cortesia institucional. “Existe, seguramente, muito espaço para trabalharmos e cooperarmos, e eu creio que todos nós ficamos sensibilizados com aquilo que foram os diálogos, as conversas e a interacção que os membros da administração da SOICO tiveram com todos nós”, disse.  

O Administrador executivo Comercial da CDM destacou a relevância da aproximação entre empresas num cenário económico desafiante.

“Numa altura em que vivemos um ambiente de negócio conturbado, um decrescimento da economia, em termos de performance, [é importante] uma proximidade entre as empresas para ver as oportunidades que possam surgir, daquilo que é o trabalho de cada uma. Que cada uma possa contribuir e entender aquilo que são os desafios, aquilo que são as oportunidades e assim encontrar um terreno comum, em que possamos, se calhar, fazer face a essas dificuldades que cada uma das empresas enfrenta”, disse 

O encontro foi considerado um marco positivo nas relações institucionais entre os dois grupos, refletindo o compromisso de ambos em promover o desenvolvimento do país, através da cooperação, da partilha de boas práticas e do fortalecimento da economia nacional.

O selecionador moçambicano, Chiquinho Conde, prometeu esta sexta-feira empenho e “humildade” no ataque ao “sonho” de uma conquista do Campeonato Africano de Futebol (CAN 2025), cuja estreia será frente à campeã em título Costa do Marfim.

“Não entrarmos de bico de pés, usamos o nosso fato-macaco, com a nossa humildade, com a nossa crença, acreditar no nosso potencial, sempre, independentemente dos adversários, mas sempre com a mesma humildade”, começou por dizer Chiquinho Conde, em entrevista à Lusa.

O antigo avançado perspectivou a sua segunda presença consecutiva como timoneiro dos Mambas da principal competição africana de selecções, que vai ser disputada em Marrocos, entre 21 de Dezembro e 18 de Janeiro de 2026.

Chiquinho Conde assegura: “estar sempre patente na nossa cabeça que ganhar é o nosso principal objectivo, mas se não der para ganhar, nunca poderá dar para perder”.

Reconhecendo que a vitória é o “desejo de todos os moçambicanos”, apesar de nas cinco anteriores participações no CAN nunca ter superado a fase de grupos, o seleccionador reconhece a “grande responsabilidade”, logo no jogo de estreia, em 24 de Dezembro, com a Costa do Marfim, campeã em título.

“Aquilo que eu prometo é que nós vamos trabalhar arduamente para que, de facto, os nossos jogadores possam estar preparadíssimos para esse primeiro confronto, que é o dia 24, e, quiçá, podermos oferecer esta prenda fantástica no dia da família, à nossa família primeiro, e depois a todos os moçambicanos”, disse.

Na fase final de uma competição a que voltou em 2024 pela mão de Chiquinho Conde, 13 anos depois, o seleccionador – que como jogador também marcou presença por três vezes – não deixa de reconhecer que o sonho da vitória final está sempre presente.

Moçambique integra o Grupo F da 35.ª edição do CAN, juntamente com Camarões, que venceu seis vezes a competição, e Gabão, além da Costa do Marfim, que ergueu o troféu em três ocasiões.

“O objectivo passa, fundamentalmente, por passarmos, ou ganharmos o primeiro jogo. Este é o principal objectivo, ganharmos um jogo. E, depois, vamos ver (…) O sonho tem de estar sempre patente (…) quando estamos na selecção nacional, temos de meter na cabeça que queremos ver o que é que está por detrás da parede. O que não conseguimos ainda”, referiu.

O seleccionador admitiu que a semana de preparação que vai dispor vai ser curta, atendendo aos muitos jogadores que actuam na Europa, sem, no entanto, prometer foco e compromisso para enfrentar o adversário “poderoso” da primeira jornada.

O derradeiro estágio vai ser realizado no Algarve, a partir de 13 de Dezembro, com Chiquinho Conde a concentrar-se nos aspectos tácticos e psicológicos, reforçando o espírito e experiência adquirida nos últimos anos pelo mesmo grupo, que também lutou até à última jornada pelo acesso ao Mundial 2026.

“Vamos estudar muito melhor o nosso adversário, que é poderosíssimo”, disse, prevendo também um jogo particular com Angola, igualmente presente na fase final do CAN 2025, em 16 de Dezembro, também no Algarve.

“[Vai servir para] Experimentar alguns jogadores que eventualmente eu quero utilizar, dando-lhes mais minutos, dando-lhes mais critério para o jogo”, disse.

Hoje, garante Chiquinho Conde, a selecção moçambicana tem outro nível de preparação e argumentos, que leva ao CAN 2025.

“Estamos mais bem preparados do que estávamos há anos atrás. Essa é a lição da vida, nós aprendemos sempre a fazer as coisas, imitar o que o outro faz de bem e não imitar o que o outro faz de errado. Eu acho que a vida inteira ajuda-nos a perceber que nós podemos ser melhores”, vincou.

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