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Utilizadores do serviço de transporte da City Link já podem efectuar  pagamento das viagens através da carteira móvel M-pesa.  A Vodafone M-Pesa e a transportadora assinaram, ontem, um memorando que oferece uma alternativa ao pagamento tradicional das viagens.

Pagar uma viagem de transporte poderá tornar-se tão simples quanto enviar dinheiro pelo telemóvel. É o que vai produzir  esta assinatura de memorando entre a Vodafone M-pesa e a transportadora City Link. 

O acordo rubricado, nesta quarta-feira, pretende criar um sistema que permite efectuar o pagamento de bilhetes de viagens através da carteira móvel M-Pesa.

Segundo os signatários, o memorando aproxima duas realidades que fazem parte da rotina quase diária de milhares de cidadãos, o transporte e o telemóvel. Com a integração, os passageiros passam a ter uma alternativa ao pagamento tradicional.

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Moçambique continua a investir pouco na sua própria defesa, apesar de ser um país rico em recursos naturais e cada vez mais exposto a ameaças internas e externas. O alerta foi lançado de forma directa pelo antigo vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Bertolino Capetini, durante o debate sobre defesa e segurança no âmbito do Diálogo Nacional e Inclusivo. Com base na sua experiência no desenho de estratégias militares do país, o general na reserva traçou um retrato crítico do sector, apontando fragilidades estruturais, decisões estratégicas inconsistentes e uma resposta considerada insuficiente ao terrorismo em Cabo Delgado, num contexto em que a segurança, a economia e a soberania nacional continuam profundamente interligadas.

Foi no espaço do Diálogo Nacional Inclusivo, dedicado às questões de defesa e segurança, que o general na reserva Bertolino Capetini, antigo vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, voltou a falar de forma frontal sobre o terrorismo em Cabo Delgado e sobre aquilo que considera serem fragilidades estruturais profundas do Estado moçambicano em matéria de defesa nacional. Antes mesmo de entrar no dossier do norte do país, Capetini centrou a sua intervenção numa crítica directa ao baixo nível de investimento do Orçamento do Estado no sector da defesa, num país que descreve como rico em recursos naturais, mas vulnerável do ponto de vista da segurança. Para o general, a projecção de que, em 2029, a defesa possa representar cerca de um por cento do orçamento é um sinal preocupante, que compromete a capacidade do Estado de proteger o seu território e os seus cidadãos.

Usando metáforas simples, mas contundentes, Capetini comparou o país a uma casa cheia de bens, mas sem vedação, onde qualquer um pode entrar. Para o antigo responsável militar, a defesa e a economia são dois pilares inseparáveis, e a fragilidade de um compromete inevitavelmente o outro. Na sua leitura, não há investidor sério disposto a aplicar recursos num país que não transmite segurança nem previsibilidade. Referiu, nesse contexto, a retirada temporária de grandes projectos energéticos como um exemplo concreto de como a instabilidade afecta decisões estratégicas de investimento e gera custos elevados para o país.

Capetini defendeu que a consequência directa da fraca aposta financeira na defesa nacional é a utilização de meios inadequados pelas Forças de Defesa e Segurança, o que limita a capacidade de resposta do Estado perante ameaças internas e externas. Questionou escolhas feitas no passado recente, sobretudo no domínio naval e terrestre, argumentando que determinados equipamentos adquiridos não respondem às reais necessidades operacionais do país. Para ilustrar, referiu que alguns meios não têm autonomia nem alcance compatíveis com a dimensão da zona económica exclusiva moçambicana, o que fragiliza a vigilância marítima num país com extensa costa e interesses estratégicos no mar.

Com anos de envolvimento directo na definição de estratégias de defesa, o general foi mais longe ao apontar o que considera ser falta de seriedade na tomada de decisões estratégicas ao mais alto nível. Relatou episódios de encontros regionais no âmbito da cooperação em segurança, em que, segundo descreveu, Moçambique apresentou relatórios excessivamente optimistas sobre a situação interna, contrastando com informações mais duras trazidas por países vizinhos. Para Capetini, essa discrepância fragiliza a credibilidade do país e dificulta uma resposta regional eficaz ao fenómeno do terrorismo.

Ao abordar especificamente Cabo Delgado, o general na reserva afirmou que Moçambique tem reagido de forma tardia, fragmentada e excessivamente reativa ao terrorismo. Defendeu a necessidade urgente de uma estratégia clara, coerente e de longo prazo, sustentada por objectivos bem definidos, meios adequados e uma cadeia de comando funcional. Para Capetini, as Forças Armadas são uma ciência, com componentes terrestre, aérea, naval e logística que devem funcionar de forma integrada, e não como um simples ajuntamento de homens enviados para o teatro de operações sem planeamento adequado.

Na sua intervenção, criticou também a ideia recorrente de que a solução passa apenas por concentrar efectivos em Cabo Delgado, sublinhando que uma força militar eficaz depende de comando, logística, inteligência e coordenação entre níveis estratégico, operacional e táctico. Alertou que decisões tomadas sem compreensão profunda do funcionamento das Forças Armadas acabam por gerar desgaste, ineficiência e riscos acrescidos para os próprios militares no terreno.

Capetini chamou igualmente a atenção para uma dimensão que considera negligenciada: a defesa cibernética. Num contexto em que o Estado aposta cada vez mais na digitalização de serviços, incluindo a cobrança de impostos e a gestão administrativa, o general alertou para os riscos de um sistema vulnerável a ataques informáticos. Defendeu que a segurança nacional já não se limita ao território físico e que um eventual colapso digital pode paralisar o funcionamento do Estado e afectar directamente a vida dos cidadãos.

Outro ponto central da sua intervenção foi a forma como Moçambique encara o seu espaço marítimo. Para Capetini, o país tem tratado o mar com negligência, apesar da sua importância estratégica para a soberania, a economia e a segurança nacional. Defendeu a necessidade de uma autoridade marítima funcional, capaz de articular fiscalização, investigação e resposta rápida a infrações no mar. Sublinhou que outros países da região avançaram nesse domínio, enquanto Moçambique continua a debater modelos institucionais sem implementar soluções eficazes.

O general destacou ainda a importância de investir seriamente na inteligência como ferramenta central no combate ao terrorismo. Na sua análise, cortar as linhas de abastecimento, financiamento e logística dos grupos armados é tão ou mais decisivo do que a resposta militar directa. Referiu que as redes terroristas utilizam meios simples, incluindo plataformas digitais e transferências financeiras, e defendeu um reforço da capacidade nacional para monitorar e neutralizar esses fluxos.

Capetini alertou para o risco de subestimar a capacidade de adaptação dos grupos armados e deixou um aviso claro sobre a necessidade de prevenir ataques fora das zonas tradicionalmente afectadas. Na sua leitura, a segurança não pode ser tratada como um problema distante, restrito a uma província, quando as fragilidades estruturais do Estado podem ter impacto em qualquer ponto do território nacional.

Na mesma intervenção, o general na reserva abordou a questão da atribuição de nacionalidade e documentos moçambicanos a cidadãos estrangeiros, classificando a situação como um risco sério para a segurança nacional. Defendeu maior rigor nos processos de identificação e verificação, sublinhando que falhas nesse domínio podem ter consequências de longo prazo para a soberania do Estado e para o funcionamento das próprias instituições de defesa e segurança.

O encontro, realizado no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, teve como objectivo recolher contributos técnicos e experiências acumuladas para alimentar o debate sobre reformas estruturais no sector da defesa e segurança. As intervenções, como a de Bertolino Capetini, trouxeram para o centro da discussão temas sensíveis, muitas vezes ausentes do debate público, mas considerados fundamentais para a estabilidade do país.

Num contexto marcado por desafios internos e regionais complexos, a mensagem deixada pelo general na reserva foi clara: sem uma aposta consistente, estratégica e sustentada na defesa, Moçambique continuará vulnerável, independentemente da riqueza dos seus recursos naturais. Para Capetini, a segurança não é um custo, mas uma condição básica para o desenvolvimento, a confiança dos investidores e a própria sobrevivência do Estado enquanto entidade soberana.

As autoridades nigerianas garantiram a libertação de 130 alunos raptados em 21 de novembro por homens armados no dormitório de uma escola católica na região centro-norte do país, anunciou hoje um porta-voz presidencial.

Uma centena de alunos da mesma escola, também raptados a meio da noite, já tinham sido libertados no início de dezembro.

“Cerca de 130 outros estudantes raptados no estado do Níger foram libertados, nenhum permanece em cativeiro”, afirmou Sunday Dare, porta-voz da presidência nigeriana, numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter), acompanhada de uma fotografia de crianças sorridentes.

Uma fonte da Organização das Nações Unidas (ONU), citada pela agência noticiosa France-Presse, indicou que os alunos libertos serão transferidos na terça-feira para Minna, capital do estado do Níger.

Em 21 de Novembro, centenas de alunos e funcionários foram raptados do internato misto St. Mary’s, na remota aldeia de Papiri, no estado do Níger, centro-norte da Nigéria.

Segundo a imprensa internacional, a Nigéria tem vivido uma onda de raptos em massa que faz lembrar o rapto de quase 300 raparigas pelo grupo extremista Boko Haram em Chibok, em 2014.

Além da insurgência ‘jihadista’ activa desde 2009 no nordeste do país, os últimos anos têm sido marcados por ataques, pilhagens e raptos perpetrados por bandidos, motivados mais por interesses financeiros do que ideológicos, nas regiões noroeste e central desta nação da África Ocidental.
O número exato de pessoas raptadas e de quem ainda está em cativeiro permanece incerto desde o ataque à escola.

Entre sorrisos cúmplices, abraços demorados e memórias partilhadas, colaboradores do Grupo SOICO reuniram-se numa confraternização que foi muito mais do que um simples momento social. Foi um encontro de histórias cruzadas, de percursos construídos com sacrifício e de uma identidade coletiva moldada ao longo de anos de desafios, reinvenção e aprendizagem constante. Num ambiente descontraído, longe da pressão diária das redações e dos prazos apertados, celebrou-se o que sustenta o grupo desde a sua fundação: as pessoas.

O encontro acontece num ano simbólico para a empresa. O Grupo SOICO assinala 25 anos de existência, enquanto a STV completa 23 anos de emissão, consolidando-se como uma das principais referências da comunicação social moçambicana. Ao longo deste percurso, marcado por transformações profundas no sector dos media, a empresa enfrentou ciclos de crescimento, crises, inovação tecnológica e mudanças estruturais que exigiram resiliência e capacidade de adaptação.

Intervindo no encontro, o Presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO, Daniel David, descreveu a empresa como uma verdadeira escola de vida, não apenas profissional, mas também pessoal. Para o gestor, cada etapa do percurso do grupo representou um processo contínuo de aprendizagem, muitas vezes duro, mas essencial para o amadurecimento institucional e humano de quem faz parte da organização.

Daniel David reconheceu que o ano foi particularmente exigente, sublinhando que os últimos tempos trouxeram desafios que obrigaram a repensar modelos, processos e formas de fazer televisão. Num discurso marcado por franqueza, comparou o momento atual a um recomeço, uma espécie de renascimento, em que é preciso reconstruir com humildade, visão e coragem. Para ele, a longevidade do Grupo SOICO não se explica apenas por decisões estratégicas, mas sobretudo pela capacidade dos seus colaboradores de aprender, errar, corrigir e seguir em frente.

Ao falar do futuro, o PCA destacou a aposta em novos formatos e plataformas digitais, defendendo que o Grupo SOICO está a preparar-se para um novo ciclo da comunicação social. Segundo Daniel David, a lógica tradicional de televisão está a mudar rapidamente e o grupo procura posicionar-se nesse novo ecossistema, onde cada profissional também passa a ser produtor de conteúdos, voz ativa e ponto de contacto direto com o público. Uma visão que, segundo explicou, pretende colocar a empresa na linha da frente da transformação digital no país.

Mas se o discurso da liderança apontou caminhos estratégicos, o ambiente da confraternização revelou a dimensão humana da empresa. Jornalistas, produtores, técnicos, realizadores e outros profissionais partilharam momentos de descontração, reforçando laços que se constroem no dia a dia das redações, muitas vezes sob pressão intensa. Ficou evidente que por detrás das câmaras, dos microfones e das notícias que chegam diariamente aos moçambicanos, existe uma equipa que partilha sonhos, frustrações, conquistas e uma vontade comum de fazer melhor.

Para muitos colaboradores, o encontro simbolizou um reencontro de família. Um espaço para refletir sobre o percurso feito, mas também sobre aquilo que o Grupo SOICO representa nas suas vidas. Alguns destacaram o papel da empresa na sua formação profissional, outros sublinharam o impacto na sua formação pessoal, num contexto em que a exigência diária do jornalismo ensina disciplina, ética, responsabilidade e resistência emocional.

O momento serviu igualmente para renovar energias e reforçar o compromisso com o futuro. Num sector em permanente mutação, os colaboradores reconhecem que o caminho não é fácil, mas acreditam que a força do grupo reside precisamente na sua capacidade de se reinventar sem perder identidade. A confraternização funcionou, assim, como um ponto de equilíbrio entre o passado que se honra e o futuro que se constrói.

Um dos momentos mais simbólicos do encontro foi a homenagem aos colaboradores que dedicaram grande parte da sua vida profissional ao crescimento do Grupo SOICO e que agora se despedem da vida ativa para um merecido descanso. Foram lembrados como pilares da história da empresa, pessoas que estiveram presentes nos primeiros passos, atravessaram períodos difíceis e ajudaram a consolidar a marca que hoje é reconhecida a nível nacional. O legado deixado por estes profissionais foi apontado como exemplo de compromisso, entrega e sentido de missão.

Num tom mais leve, a confraternização abriu ainda espaço para inverter papéis. Quem habitualmente faz perguntas passou, por instantes, para o outro lado da câmara, assumindo o lugar de entrevistado. Um gesto simbólico, mas revelador do espírito de proximidade e informalidade que marcou o encontro, reforçando a ideia de que a comunicação no grupo também se faz de dentro para fora.

A celebração não foi apenas sobre números ou datas comemorativas. Foi, sobretudo, sobre pessoas. Sobre a consciência de que o Grupo SOICO é feito de profissionais que enfrentam diariamente desafios complexos, que erram, acertam, aprendem e seguem juntos. Numa altura em que o sector da comunicação enfrenta profundas transformações, a empresa reafirma-se como um espaço onde o compromisso coletivo continua a ser a base para enfrentar o futuro.

Mais do que fechar um ano, a confraternização serviu para reafirmar uma identidade: a de um grupo que se constrói todos os dias, com trabalho, entrega e sentido de pertença. Uma escola de vida que continua aberta, exigente e em constante aprendizagem.

A Kreab Worldwide, rede global de consultoria estratégica e comunicação, anunciou a aquisição do Grupo JLMA, que integra cinco empresas, entre as quais a JLM&A Moçambique. Esta operação consolida a presença da Kreab nos mercados de Língua Portuguesa e amplia significativamente a capacidade de resposta da JLM&A Moçambique em projectos complexos, tanto a nível local como internacional.

De acordo com Elcídia Pereira, directora-geral da JLM&A Moçambique,  “esta aquisição é uma validação do percurso de sucesso da nossa equipa em Moçambique e uma oportunidade única de crescimento. Continuaremos a ser a mesma consultora, com a mesma cultura de rigor, excelência e proximidade com os nossos clientes. Agora, contamos com o reforço de uma rede global que nos permite oferecer soluções mais integradas, escala internacional e ‘expertise’ sectorial avançada. Para os nossos clientes, é uma garantia de que estamos ainda mais preparados para acompanhar a sua evolução e os desafios que se avizinham, com mais recursos e uma visão alargada. Por outro lado, demonstra a confiança de investidores internacionais na economia nacional e no seu potencial de crescimento.”

A JLM&A Moçambique mantém total autonomia operacional e de gestão, continuando a ser liderada pela sua directora-geral, Elcídia Pereira. A equipa local permanecerá focada no mercado moçambicano, garantindo a continuidade e a qualidade dos serviços prestados. No entanto, passará a contar com o apoio alargado de uma multinacional especializada em comunicação corporativa, financeira, digital e ESG, acedendo a conhecimentos, ferramentas e redes globais que potenciarão a sua oferta.

Para os clientes moçambicanos, esta integração significa mais robustez, especialização e alcance. A JLM&A Moçambique poderá, agora, responder com maior celeridade e profundidade a desafios de comunicação e reputação, com o apoio activo de uma estrutura internacional presente em 30 países e com mais de 50 anos de experiência.

Peje Emilsson, fundador da Kreab Worldwide, afirmou: “A integração do Grupo JLM&A na nossa rede internacional reforça e consolida a visão da Kreab como ponte entre mercados, culturas e oportunidades de negócio. Isto também nos permitirá expandir o alcance da Kreab através dos escritórios em Moçambique e Angola, aumentando assim a nossa capacidade de aconselhar clientes que operam e transformam a economia global”.

A Kreab Worldwide, fundada na Suécia em 1970, tem uma vasta presença na Europa, Ásia e América Latina. A entrada do Grupo JLMA – que inclui ainda a JLM & Associados (Portugal), M Public Relations, JLM Angola e JLM_K – reforça a estratégia da Kreab de actuar como ponte entre mercados e culturas, com particular enfoque na economia portuguesa e nos seus mercados conexos, como Moçambique.

A operação permitirá ainda aprofundar serviços em áreas estratégicas para o desenvolvimento de Moçambique, nomeadamente comunicação financeira, sustentabilidade/ESG e transformação digital, apoiando empresas, instituições e investidores na sua consolidação e expansão.

Os líderes da União Europeia chegaram a um consenso para conceder à Ucrânia um apoio financeiro de 90 mil milhões de euros ao longo dos próximos dois anos, numa decisão tomada após longas negociações em Bruxelas.

O acordo foi confirmado por António Costa, através da rede social X, depois de mais de 15 horas de discussões na cimeira europeia. Segundo o responsável, a decisão garante o compromisso da UE em continuar a apoiar Kiev em 2026 e 2027.

Inicialmente, os Estados-membros analisaram duas opções para viabilizar o financiamento: um empréstimo baseado nos ativos russos congelados na União Europeia — conhecido como “plano A” — e a emissão de dívida conjunta, o chamado “plano B”. A primeira alternativa não reuniu consenso entre os 27, sobretudo devido à oposição da Bélgica, o que levou à adoção da segunda solução.

Assim, a UE optou pela emissão de dívida conjunta, mecanismo que exigiu unanimidade, permitindo a Bruxelas recorrer aos mercados financeiros e utilizar a sua margem orçamental como garantia para mobilizar os fundos destinados à Ucrânia.

O Presidente ucraniano já reagiu positivamente à decisão, sublinhando que este apoio financeiro reforça de forma significativa a capacidade de defesa do país.

No âmbito da quadra festiva que se avizinha, o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas apela aos banhistas que façam gestão dos resíduos sólidos e mantenham as praias limpas. A instituição reitera que os transgressores podem incorrer a multas ou proibição de utilização de praias. 

Todos os anos, garrafas partidas, sacos plásticos, restos de comida, entre outros resíduos sólidos são encontrados nas praias, quando chega a quadra festiva. 

O cenário de imundície é característico dos locais depois da afluência em massa de banhistas.   

Trata-se de um verdadeiro atentado contra o meio ambiente e a saúde. 

“São reportados vários casos de incidentes que têm estado a acontecer por causa de garrafas partidas ao longo das praias. Estamos a falar de resíduos de latas plásticos, principalmente ao longo da praia, que para além de sujar as nossas praias, elas também têm estado a causar a própria poluição do meio. O apelo que se faz para este período, que é de maior pressão, é que possamos usar os nossos resíduos e tenhamos a capacidade de recolhê-los no fim do uso, pois sabemos que no dia seguinte nós voltaremos às praias e iremos encontrar a praia suja se nós não contribuirmos para que ela esteja limpa”, explicou Francisco Sambo, da direcção Nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas.

Para garantir que desta vez, seja diferente,  há uma equipa de sensibilização já criada, que se vai fazer ao terreno, a partir deste sábado. 

“O trabalho vai de 20 de Dezembro deste ano, portanto, a 5 de janeiro de 2026. Dizer que estão envolvidos 314 elementos neste trabalho e contamos de envolver um total de 100 praias a nível nacional. A questão que tem a ver com a circulação de viaturas no espaço balnear é proibido.”

Além da gestão dos resíduos sólidos, há outras medidas que devem ser observadas. 

“A questão que tem a ver com o uso de bebidas alcoólicas também é proibida, a confecção de alimentos na zona balnear também é proibida”. 

Há também equipas de busca e salvamento, para casos de afogamentos. 

“Já temos destacado e reforçado um número considerável de fiscais para fazerem a fiscalização e o patrulhamento. Temos também meios, não só para fazer a monitoria ou a fiscalização, mas também para estar em prontidão nas operações de busca e salvamento. Estamos a falar de barcos, temos também em algumas áreas, como é o caso do Parque Nacional de Maputo, disponibilizaremos algumas horas de voo de helicóptero para poder também auxiliar em casos extremos.”

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas alerta que a violação das medidas que devem ser observadas, durante o uso das praias, podem levar ao pagamento de multas  e outras sanções. 

O Papa Leão XIV criticou hoje os repetidos apelos para o aumento das despesas militares numa época de “desestabilização global”.

Na sua primeira mensagem para o Dia Mundial da Paz, hoje publicada, o Papa recordou que na tarde da sua eleição, em maio, apresentou-se ao mundo com a frase “A paz esteja convosco!”, desejando “uma paz desarmada e uma paz que desarma, humilde e perseverante”.

Na mensagem hoje divulgada, que será entregue aos chefes de Estado que planeiam encontrar-se com o Papa no Vaticano no próximo ano, Leão XIV explicou que a paz continua a ser tratada “como um ideal longínquo” e que já não é considerado “escandaloso negá-la, ou sequer fazer a guerra para a alcançar”.

O Papa lamentou que “na relação entre cidadãos e governantes, chega-se a considerar uma culpa pelo facto de não nos terem preparado o suficiente para a guerra, para reagir a ataques, para responder a agressões”.

Leão XIV criticou a situação de ir-se “muito além do princípio da legítima defesa” e que “esta lógica de oposição é a característica mais atual de uma desestabilização global que se torna cada vez mais dramática e imprevisível”.

“Não é coincidência que os repetidos apelos ao aumento das despesas militares e as decisões que isso acarreta sejam apresentados por muitos governantes como justificações para o perigo que os outros representam”, disse.

O Papa sublinhou que “em 2024, os gastos militares globais aumentaram 9,4% em relação ao ano anterior, confirmando a tendência ininterrupta dos últimos dez anos e atingindo 2,718 bilhões de dólares, ou 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) global”.

Leão XIV considerou que estamos perante “uma espiral destrutiva sem precedentes do humanismo jurídico e filosófico, sobre o qual se baseia e se protege qualquer civilização”.

Afirmou que “é necessário denunciar as enormes concentrações de interesses económicos e financeiros privados que estão a impulsionar os Estados nesse sentido”, mas que “isso não basta se, ao mesmo tempo, não se fomentar o despertar das consciências e do pensamento crítico”.

O Papa notou ainda que “para agravar a situação, hoje parece que os novos desafios estão a ser enfrentados não só com o enorme esforço económico para o rearmamento, mas também com um reajustamento das políticas educativas”, sublinhando que, em vez de se construir “uma cultura de memória” que recorde o século XX e os seus milhões de vítimas, estão a ser promovidas campanhas que “transmitem uma noção meramente armada de defesa e segurança”.

O Papa norte-americano lamentou ainda que “a aplicação da inteligência artificial na esfera militar tenha radicalizado a tragédia dos conflitos armados” e “está a consolidar-se um processo de afastamento dos líderes políticos e militares, devido à crescente ‘delegação’ às máquinas de decisões que afetam a vida e a morte dos seres humanos”.

Perante esta situação, Leão XIV afirmou que o papel das religiões é fundamental para “monitorar a crescente tentativa de transformar até os pensamentos e as palavras em armas”.

“Infelizmente, está a tornar-se cada vez mais comum no panorama contemporâneo arrastar as palavras da fé para o combate político, abençoar o nacionalismo e justificar religiosamente a violência e a luta armada”, declarou.

Apelou aos responsáveis pelos órgãos mais elevados e qualificados para que “assegurem que seja realizado um exame minucioso a fim de alinhar as relações internacionais em todo o mundo a um equilíbrio mais humano, ou seja, um equilíbrio fundado na confiança mútua, na sinceridade dos acordos e no cumprimento das condições acordadas”.

“Este é o caminho do desarmamento por meio da diplomacia, da mediação e do direito internacional, lamentavelmente desmentido pelas violações cada vez mais frequentes de acordos arduamente conquistados, num contexto que exige não a deslegitimação, mas antes o fortalecimento das instituições supranacionais”, afirmou o Papa.

O antigo presidente do parlamento angolano e ex-vice-Presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, morreu hoje em Luanda vítima de doença, aos 73 anos.

De acordo com a imprensa angolana, o político angolano morreu ao princípio de tarde numa das clínicas da capital.

Fernando da Piedade Dias dos Santos, destacado político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder), foi, até 2022, presidente da Assembleia Nacional (parlamento) de Angola.

“Nandó” foi, anteriormente, vice-Presidente da República de Angola, na era de José Eduardo dos Santos. E exerceu ainda os cargos de primeiro-ministro, ministro do Interior, Comandante Geral da Polícia, vice-ministro da Segurança do Estado, membro do Bureau Político do MPLA, sendo general reformado das Forças Armadas Angolanas.

O Presidente da República disse hoje que 771 cidadãos vão receber um indulto por ocasião do dia da família. Chapo avançou que alguns dos beneficiários são cidadãos envolvidos    nas manifestações pós-eleitorais. 

“Este gesto concorda para a consolidação da reconciliação e harmonia entre irmãos moçambicanos, fazendo o uso, além do comunismo político, para um diálogo nacional inclusivo. Exultamos a toda a sociedade e, sobretudo, acolhemos os compatriotas com espírito de paz, liberdade e empatia, valores que definem o caráter do povo moçambicano”, declarou o Chefe do Estado, durante a seu informe sobre o estado geral da nação.

Chapo apelou aos indultados para que façam “uma verdadeira segunda oportunidade de vida, respondendo com responsabilidade, confiança e, sobretudo, ao perdão que o país lhes concede”.

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