Skip to main content

O País – A verdade como notícia

670 professores e formadores de Gaza e Maputo acusam Ministério da Educação de dever mais de dois milhões em subsídios

Cerca de 670 professores e formadores que participaram numa capacitação sobre a introdução da disciplina de Educação Moral, Cívica e Patriótica em Gaza acusam o Ministério da Educação e Cultura de reter mais de 2,5 milhões de meticais em ajudas de custo, dois meses após o término da actividade.

Ângelo Tsane
Os professores e formadores , provenientes de Gaza, Maputo e Cidade de Maputo, alegam ter cumprido a missão entre 7 e 19 de Junho, mas alegam que apenas os técnicos do nível central receberam os respectivos subsídios, enquanto os demais intervenientes continuam à espera.
Segundo o grupo que participou na capacitação, a actividade envolveu docentes dos distritos de Xai-Xai, Limpopo, Chongoene, Manjacaze, Chibuto, Bilene e Chókwè, além de formadores dos Institutos de Formação de Professores.
“A Direcção Nacional de Formação de Professores apenas pagou ajudas de custos ao pessoal do nível central”, acusam os participantes, que dizem ter sido excluídos dos pagamentos, apesar de terem participado na mesma actividade.
Os visados afirmam que o valor em falta ultrapassa 2,5 milhões de meticais e que, desde o fim da capacitação, têm procurado esclarecimentos junto da Direcção Nacional de Formação de Professores, sem obter uma resposta concreta sobre a regularização dos pagamentos.
“Já passam dois meses, o que levanta indignação e insatisfação por nos sentirmos marginalizados e ignorados”, dizem os professores e formadores.
A capacitação tinha como objectivo preparar professores primários para a introdução da disciplina de Educação Moral, Cívica e Patriótica, abrangendo sete distritos da província de Gaza.
Apesar das dificuldades financeiras alegadamente enfrentadas durante a actividade, os participantes dizem ter cumprido as tarefas previstas, por considerarem a nova disciplina de importância para a formação dos alunos.
“Mesmo a meio de dificuldades, de tudo fizemos para garantir o sucesso da actividade”, afirmam.
Perante o alegado incumprimento, os professores e formadores apelam à intervenção do Presidente da República, argumentando que não deve haver tratamento diferenciado entre os participantes de uma mesma actividade.
“Nada justifica que, diante da mesma actividade, na hora de pagamento haja dificuldades para pagar uns e facilidade para pagarem-se entre si os técnicos do nível central”, reclamam.
A actividade esteve a cargo da Direcção Nacional de Formação de Professores, em coordenação com a Direcção Nacional do Ensino Primário, envolvendo técnicos do Ministério da Educação e Cultura e um supervisor nacional.
Até ao fecho desta informação, o Ministério da Educação e Cultura não tinha esclarecido as razões do alegado atraso nem confirmado o valor reclamado pelos professores e formadores.

Partilhe

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos