As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.
O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.
Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.
A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.
A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.
O Presidente da República, Daniel Chapo, felicita a activista social moçambicana Alice Banze Naietiane pela sua recente distinção como uma das 100 Mulheres mais Influentes de África, atribuída durante a 4ª Edição do Prémio Mulheres Africanas – Maiores Ícones de África, realizada em Kigali, Ruanda.
Na sua mensagem, o Chefe do Estado sublinha que esta homenagem é o justo reconhecimento do seu incansável engajamento como Presidente da Academia da Mulher Africana, Directora Executiva da Gender and Sustainable Development Association, bem como do seu contributo nas áreas de Género, Direitos Humanos e Desenvolvimento Comunitário a nível de África.
“Soma-se a isso o seu papel como Vogal da Comissão Nacional de Eleições, onde tem pautado pela integridade e dedicação ao serviço público”, refere a mensagem.
A mensagem presidencial destaca que esta distinção enaltece o nome de Moçambique no continente africano e no cenário internacional.
“Como Governo, sentimos grande orgulho por esta conquista, certos de que fará ondular a nossa bandeira multicolor num evento internacional que reunirá altas personalidades do continente e do mundo, entre as quais mulheres Chefes de Estado e de Governo, membros do corpo diplomático e activistas de género, comprometidas com debates e abordagens inovadoras para a promoção da igualdade de género em África”.
O Presidente da República conclui saudando o contributo de Alice Banze Naietiane para a promoção da igualdade de género e justiça social em Moçambique e no continente africano.
“Saudamos a sua coragem, determinação e o empenho contínuo nas causas sociais, com particular destaque para a promoção da igualdade de género no nosso país e no continente”.
Um episódio comovente e alarmante marcou o Hospital Central de Nampula (HCN) no último domingo. Uma menor de apenas 10 anos deu à luz um bebé do sexo feminino, num parto considerado normal, mas que exigiu elevada perícia médica e sensibilidade por parte da equipa de saúde.
De acordo com fontes do HCN, a menor, proveniente do distrito de Mecuburi, chegou à unidade hospitalar com complicações. Contudo, o profissionalismo dos técnicos e enfermeiros garantiu que tanto a “criança-mãe” quanto o recém-nascido sobrevivessem.
O caso constitui preocupação e expõe a vulnerabilidade de milhares de meninas moçambicanas vítimas de violência sexual e gravidez precoce.
Segundo Acácio Januário, irmão mais velho da menor, a gravidez resultou de uma violação. O alegado agressor já se encontra detido pelas autoridades competentes.
“Ela escondeu a situação durante algum tempo, porque o homem a ameaçava. Só descobrimos quando já estava no quarto mês de gravidez”, contou.
Acácio relatou ainda o sofrimento da família: “Conhecendo o risco que ela podia correr devido à idade, estávamos sem esperança. Felizmente, o milagre aconteceu. Os médicos foram instrumentos nas mãos do poder divino e o impossível aconteceu.”
A família revelou que, inicialmente, estava previsto um parto à cesariana, mas a menina entrou em trabalho de parto espontaneamente, surpreendendo a equipa médica.
“Estou triste porque a infância da minha irmã foi interrompida”, lamentou o irmão.
Dez mil convidados e 45 delegações estrangeiras assistem esta terça-feira, em Luanda, ao acto central das comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola, anunciou esta segunda-feira o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente.
“Celebrar 50 anos é um acontecimento único e insólito”, afirmou Adão de Almeida, sublinhando a “longa jornada de preparação” deste evento que simboliza a unidade nacional “de um povo que se libertou do colonialismo, conquistou a paz e trabalha afincadamente para o desenvolvimento do país”.
Segundo o governante, a cerimónia, que terá lugar na Praça da República, contará com delegações de todas as 18 províncias angolanas e representações estrangeiras “dos mais diferentes níveis”, incluindo chefes de Estado, vice-presidentes, primeiros-ministros e ministros dos Negócios Estrangeiros, num total de 45 delegações internacionais confirmadas.
Inicialmente estavam previstos cerca de oito mil convidados para assistir ao acto central, mas o número foi alargado “para incluir mais pessoas”, e as autoridades criaram condições para receber aproximadamente 10 mil cidadãos, incluindo cerca de 350 jornalistas credenciados para a cobertura do evento.
O desfile cívico vai reunir cerca de seis mil participantes, representando “os mais diferentes segmentos da sociedade angolana”, seguindo-se um desfile militar, com quatro mil efetivos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional, que encerra com a apresentação da música oficial dos 50 anos.
A cerimónia inclui ainda a condecoração póstuma com a Medalha de Honra ao Presidente António Agostinho Neto, proclamador da independência nacional e primeiro chefe de Estado angolano, bem como a mensagem à nação do Presidente, João Lourenço, considerada o ponto mais alto das celebrações.
Antes do acto central, está previsto o hastear da bandeira nacional no Museu de História Militar, seguindo-se uma homenagem no sarcófago do Memorial Dr. António Agostinho Neto, com a presença de João Lourenço e dos chefes de Estado convidados.
Adão de Almeida garantiu que todas as condições de segurança, transporte e assistência médica estão asseguradas, com equipas de emergência e meios de evacuação preparados no local.
“Temos hoje as condições todas criadas para que amanhã tenhamos aqui um momento importante de reflexão e de celebração sobre os 50 anos da nossa independência”, afirmou.
O ministro adiantou que o evento congrega “os vários Estados que ajudaram a Angola na luta pela libertação nacional e que ajudam hoje Angola no quadro da cooperação internacional para o desenvolvimento”, reforçando o caráter diplomático e simbólico das comemorações.
Adão de Almeida destacou igualmente que o acto “celebra a diversidade, a cultura e a alegria do povo angolano”, refletindo a pluralidade de regiões, etnias e expressões culturais representadas no desfile e no público presente.
Adão de Almeida afirmou que os preparativos decorrem dentro da normalidade e que estão criadas todas as condições para que o país celebre à altura a grandeza dos seus 50 anos de independência.
Cerca de 200 pessoas morreram no domingo em confrontos entre dois grupos extremistas islâmicos na Nigéria, no estado de Borno, onde o exército anunciou esta segunda-feira que resgatou 86 reféns numa operação antiterrorista.
Os combates entre o Boko Haram e o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês) eclodiram no domingo na cidade de Dogon Chiku, nas margens do lago Chade, de acordo com fontes da agência de notícias France-Presse (AFP).
“De acordo com o balanço que obtivemos, cerca de 200 terroristas do ISWAP foram mortos nos combates”, declarou à AFP Babakura Kolo, membro de uma milícia que apoia o exército nigeriano.
O número de mortos do ISWAP foi confirmado à AFP por um antigo membro do Boko Haram, que, segundo o mesmo, perdeu quatro membros nestes confrontos.
Uma fonte dos serviços de informação nigerianos a operar na região afirmou à AFP estar a acompanhar de perto as consequências dos confrontos, que causaram “mais de 150 mortos”.
“Temos conhecimento dos combates, que são uma boa notícia para nós”, acrescentou a mesma fonte.
O exército nigeriano localizou também no domingo combatentes de ambos os grupos na localidade de Dutse Kura, depois de terem descoberto que estavam a raptar civis, informou o porta-voz do exército nigeriano, Sani Uba, num comunicado divulgado na madrugada de hoje na rede social X.
“As tropas frustraram o ataque, perseguiram os terroristas até Mangari e derrotaram-nos num novo confronto perto de um acampamento, obrigando-os a fugir em debandada”, declarou Uba, acrescentando que “ao revistar a zona, (…) resgataram 86 pessoas sequestradas, entre elas homens, mulheres e crianças”.
O porta-voz precisou que o acampamento foi destruído e que, durante a operação foram apreendidas armas, munições e veículos.
O exército também informou que, numa outra operação, as tropas destacadas para a localidade de Mangada, no mesmo estado, detiveram 29 fornecedores logísticos dos grupos extremistas.
As operações ocorreram dois dias depois de o novo chefe do exército da Nigéria, Waidi Shaibu, ter instado as tropas a manter uma “pressão constante” contra os grupos no nordeste, após o Presidente norte-americano ter advertido sobre uma possível ação militar no país africano, ao acusar o Governo nigeriano de “permitir a matança de cristãos”.
O nordeste da Nigéria sofre ataques do Boko Haram, desde 2009, o que se agravou com a divisão do grupo em 2016, motivada por divergências ideológicas, nascendo assim o ISWAP.
O Boko Haram e o ISWAP já mataram mais de 35 mil pessoas – muitas delas muçulmanas – e provocaram cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, sobretudo na Nigéria, mas também nos países vizinhos Camarões, Chade e Níger, de acordo com dados oficiais.
A presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, agradeceu ontem, em Luanda, o perdão de 50% da dívida que o país tem para com Angola.
Numa breve declaração à imprensa, à saída da audiência com o Presidente de Angola, João Lourenço, Margarida Talapa agradeceu, em nome do chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo “a decisão do Governo angolano de perdoar por 50% da dívida moçambicana” e manifestou “a expectativa de que o parlamento angolano ratifique a decisão brevemente”.
Margarida Talapa transmitiu saudações do Presidente e povo moçambicanos pelas celebrações do jubileu da independência de Angola, que se comemora esta terça-feira.
“Expressamos o nosso reconhecimento, o de Moçambique, pelo papel que Angola desempenha na promoção da integração regional e no fortalecimento da cooperação entre os países africanos, em particular no âmbito da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e da SADC, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral”, referiu.
Duduzile Zuma-Sambudla, filha do ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma, declarou-se inocente das acusações relacionadas com a instigação dos distúrbios de 2021, que fizeram mais de 350 mortos na África do Sul.
Zuma-Sambudla compareceu perante o Tribunal Superior de Durban, no leste do país, esta segunda-feira, onde se declarou inocente das acusações de incitamento ao terrorismo e à violência pública, de acordo com a imprensa local.
A Procuradoria acusou-a de ter utilizado as redes sociais para incentivar protestos que eclodiram em Julho de 2021, após a detenção do seu pai por desacato ao tribunal, ao recusar-se a testemunhar numa investigação de corrupção durante o mandato (2009-2018).
Os distúrbios, centrados nas províncias de KwaZulu-Natal, no leste, e em Gauteng, no norte, degeneraram em saques em massa, motins e violência generalizada, resultando em pelo menos 354 mortos e milhares de detenções.
Zuma-Sambudla obteve liberdade sob fiança em Janeiro, depois de o tribunal ter considerado que não havia indícios de risco de fuga.
Durante a audiência desta segunda-feira, em que o pai esteve presente, o Ministério Público revelou que “foram criados um total de 164 grupos de WhatsApp com o único propósito de comunicar e coordenar os distúrbios”, segundo as investigações.
Zuma-Sambudla, de 43 anos, é actualmente deputada na Assembleia Nacional pelo partido uMkhonto weSizwe, liderado pelo pai, e é a principal força da oposição desde as eleições de Maio de 2024.
Após os episódios de violência, o ex-presidente recebeu liberdade condicional por motivos de saúde, tendo apenas cumprido dois dos 15 meses da pena. Os detalhes nunca foram divulgados, contudo, um tribunal declarou ilegal essa decisão, em Dezembro de 2021.
O Governo da Província de Maputo procedeu, esta segunda-feira, à entrega de duas pontes construídas ao longo da Estrada do KM 16, no município da Matola-Rio, com o objectivo de mitigar o cenário de inundações, que impedia a circulação entre os bairros de Jonasse, Juba e Beluluane. As obras, orçadas em 71,6 milhões de meticais, foram financiadas pela Mozal.
Quem viaja ou reside ao longo da Estrada do KM 16, no município da Matola-Rio, guarda ainda a memória de um passado recente bastante conturbado.
Durante o período das cheias, sobretudo nos meses de Fevereiro, a zona da Estrada do KM 16 ficava completamente inundada. “Os carros não conseguiam passar e, muitas vezes, até os nossos transportes desistiam de atravessar daqui para Beluluane”, contou Silva Miambo, morador do bairro de Jonasse.
As dificuldades atingiam também os alunos, que por várias vezes foram obrigados a reinventar-se para atravessar o charco que se formava no meio da via, interrompendo a ligação entre Jonasse e Beluluane. Asmina Sadmir e Mame Chaluca, estudantes da Escola Secundária de Beluluane, recordaram ao “O País” episódios de um passado difícil.
“As chuvas vinham com força. Quando começava a chover, as águas vinham de longe, cobrindo os caminhos por onde precisávamos passar. Era muito difícil circular. Muitas vezes colocávamos pedras na água para tentar atravessar, ou pedíamos ajuda aos encarregados para conseguirmos passar”, contaram as alunas, de 18 e 19 anos de idade, respectivamente.
Para os líderes comunitários Vitorino Sitoe e Mário Mavie, a conclusão das infra-estruturas representa uma grande vitória e devolve legitimidade à liderança perante as comunidades que representam.
“Havia períodos em que ficávamos um mês inteiro sem conseguir chegar ao outro lado. As crianças tinham dificuldade em ir à escola e, quando alguém adoecia, era praticamente impossível chegar ao hospital”, relatou Vitorino Sitoe.
Já Mário Mavie considera que “esta obra representa uma grande vitória para nós, principalmente para quem é responsável pelo bairro. Agora, podemos dizer que o nosso bairro está melhor. Muita coisa vai mudar”.
Mavie acrescentou ainda que “não se trata apenas desta ponte, temos também uma segunda ponte e, há poucos dias, foi lançado o projecto de pavimentação da via principal. Tudo isto vai contribuir muito para o desenvolvimento do bairro de Jonasse”.
Esta segunda-feira, a vida dos residentes nas proximidades daquela via passa a conhecer mudanças, graças à entrega das duas pontes construídas para mitigar os impactos da época chuvosa. As obras, concluídas em seis meses, foram financiadas pela Mozal, no âmbito da sua política de responsabilidade social, com um investimento total de 71,6 milhões de meticais.
“Hoje, com sentimento de missão cumprida, a Mozal fez a entrega oficial das duas pontes, construídas em parceria com o Governo e com a comunidade, que autorizou a realização das obras. O investimento foi de 71,6 milhões de meticais. As obras foram executadas pela empresa Mota Engil, à qual deixamos o nosso reconhecimento e apreço. Durante a construção, foram criados mais de 80 empregos temporários, incluindo jovens das comunidades locais, contribuindo assim para a geração de rendimento e capacitação técnica”, declarou Samuel Samo Gudo, PCA da Mozal.
A Mozal tem-se afirmado como um parceiro estratégico do Governo da Província de Maputo na materialização de projetos de desenvolvimento local. O governador apelou à continuidade deste apoio, que vai para além das infraestruturas.
Segundo Manuel Tule, “esta realização só foi possível graças ao apoio de um grande parceiro do nosso Governo, a fábrica Mozal que sempre tem estado connosco, desenvolvendo ações que transformam a vida das nossas populações aqui em Matola-Rio. A Mozal já nos habituou a fazer coisas boas pela nossa gente. Este ano inauguramos estas duas pontes e, há poucos meses, lançámos a construção de uma grande escola em Juba.”
O Governo Municipal da Matola-Rio perspectiva dias diferentes e de mudança, em articulação com o projeto de asfaltagem de um troço de cerca de oito quilómetros.
Estas infra-estruturas irão impulsionar o desenvolvimento dos bairros de Juba B, Jonasse e Chinonanquila, garantindo melhor mobilidade, acesso livre, transporte coletivo e atraindo empresas para investir e construir na região.
Tudo isto representa um ganho significativo para o desenvolvimento da Matola-Rio, beneficiando diretamente cerca de 70 mil pessoas residentes nos bairros de Jonasse, Juba e Beluluane.
A província de Nampula só conseguiu distribuir 60% dos dois milhões de livros escolares que estavam previstos para este ano lectivo. A direcção da Educação diz que não recebeu alguns livros e outros ficaram destruídos aquando da passagens de ciclones e ventos fortes.
A província de Nampula esteve longe da meta que estava prevista para o presente ano lectivo em termos de distribuição do livro escolar. A informação foi revelada pelo Director Provincial da Educação, William Tuzine, que disse que havia uma meta de distribuição de cerca de 2 milhões de livros, tendo sido realizada cerca de 60% desse objectivo.
“Alguns livros não recebemos pela parte do Ministério da Educação, principalmente não tivemos alguns livros de monolíngue, como também de língua e principalmente livros da quarta classe e alguns livros da quinta classe. Portanto, não recebemos na totalidade dos livros que a província devia receber”, revelou Tuzine.
O Director Provincial de Educação em Nampula disse que as calamidades naturais foram outro motivo para que o livro não chegasse à sua província. “Também tivemos déficit destes livros por conta das intempéries. Alguns livros acabaram se perdendo naquele período de chuvas e ciclones”, disse.
Para evitar que a mesma situação se verifique no próximo ano, o Governo já iniciou a alocação do livro, sendo que na província de Nampula estão a ser priorizados os distritos com problemas de acessibilidade durante a época chuvosa.
“Nós prevêmos para 2026 distribuir cerca de 4 milhões de livros a nível de toda a província de Nampula e nós já começamos a fazer esse trabalho. Começamos a fazer esse trabalho no mês passado. Já estamos a distribuir os livros para o ano de 2026, já distribuímos cerca de 590 mil livros. Nós escolhemos os distritos que têm tido problemas de acessibilidade, principalmente no período chuvoso”, disse, destacando os distritos de Angoche, Lalaua, Liupo, Mongicual, Larde, Mecubúri, Memba, Erate. “Começamos a distribuir nestes pontos e acredito que até o final deste mês nós iremos concluir com a distribuição dos livros para o ano coletivo de 2026”, prometeu.
Neste processo de distribuição do livro, um camião carregado teve um acidente na semana passada e foram perdidos 100.550 livros. O director da Educação em Nampula tranquiliza e diz que o déficit criado será ultrapassado.
“Nós, a nível do Ministério da Educação, para além de pormos aquele número de livros que é solicitado pelas províncias, nós temos sempre um estoque de segurança para casos de perda, imprevisto, como este que aconteceu, para o distrito de Mongicual e Liupo. São esses livros de reposição imediata, que nós já estamos a carregar, para fazer a reposição”, garantiu William Tuzine.
Com o ano lectivo 2025 já a terminar, os alunos das classes com exames preparam-se para essas avaliações. Ao todo, são 341.022 alunos que serão submetidos aos exames na província de Nampula.
“Nós achamos que as escolas já estão preparadas e os alunos também já estão a preparar os exames, em função das matrizes que nós distribuímos em todas as escolas da nossa província de Nampula”, revelou.
Mas nem tudo é um mar de rosas na província de Nampula. Alguns professores reclamam o pagamento de horas extras, mas William Tuzine tranquiliza e diz que o assunto está a ser tratado no fórum próprio.
“O descontentamento existe, nós temos o famoso caso das horas extras e segunda turma, e temos algumas dívidas de salários com alguns professores. Estamos a conversar com os colegas para que isto não interfira no processo dos exames”, disse Tuzine.
Os exames serão realizados a nível nacional de 20 de Novembro corrente a 12 de Dezembro próximo.
Cerca de duzentas famílias serão reassentadas, para dar lugar à expansão da mina de extracção do carvão mineral da Vulcan, no distrito de Moatize em Tete.
São famílias que as suas residências foram abrangidas pela expansão das actividades de exploração de carvão mineral pela mineradora Vulcan Moçambique, nas comunidades de Ntchenga e Mphandwa, no distrito de Moatize, que terão como novo destino a localidade de Nhamitsatsi situada a cerca de trinta e três quilómetros da cidade de Moatize.
A Secretária de Estado na província de Tete, Cristina Xavier Mafumo, visitou o local onde estão a ser construídas as novas habitações e afirmou que as condições necessárias para acolher os reassentados estão a ser criadas, destacando a importância da mineradora garantir que as famílias tenham acesso a infra-estruturas resilientes e melhores condições de vida.
Segundo a governante, para além de contemplar infra-estruturas sociais, os reassentados poderão beneficiar de alguns projetos de desenvolvimento.
O director executivo da Vulcan, Mukesh Kumar, adiantou que as obras estão em cerca de setenta por cento de execução e estão orçadas em cerca de vinte milhões de dólares.
A mineradora Vulcan assumiu as operações da anterior concessionária, Vale, em Abril de 2022, numa transação avaliada em cerca de 270 milhões de dólares.