Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Finalmente, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) vai fazer a entrega dos testes adquiridos com o valor da FIFA, no âmbito das condições a serem criadas para a retoma do campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2021.

O acto, que terá lugar ao princípio da tarde desta terça-feira, vai ser presidido pelo respectivo timoneiro da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, que fará a entrega dos testes à Liga Moçambicana de Futebol, que estará representada por Ananias Couana, presidente do organismo.

Recorde-se que este é o cumprimento da promessa feita ao Governo, durante o encontro que o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, manteve com os desportistas, na busca de soluções para retoma do desporto, com destaque para o Moçambola, logo a seguir à suspensão da competição.

Na ocasião, Feizal Sidat disse que tinha disponíveis 100 mil dólares para aquisição de testes e que estava em processo um concurso público para encontrar a empresa que iria disponibilizar as doses.

Assim, os clubes vão, finalmente, receber os testes, três semanas depois de os seus membros dos departamentos médicos terem sido formados em matérias de recolha e tratamento de testes, uma que será levada a cabo pelos clubes com fiscalização do Instituto Nacional de Saúde, para onde serão enviados os testes para análises.

Semanalmente, o Moçambola deverá realizar 400 testes a todos os intervenientes da prova, para garantir um torneio sem sobressaltos e livre da pandemia, uma das recomendações dadas pelo Presidente da República quando autorizou a retoma do Moçambola.

Sabe-se, porém, que, até ao momento, os intervenientes apenas realizaram os dois testes obrigados pelo Chefe do Estado moçambicano para aferir a taxa de positividade. De lá para cá, não mais foram testados, podendo, esta prática, retomar esta semana, após recepção das vacinas pelos clubes.

A selecção nacional de futebol de praia foi homenageada em reconhecimento ao trabalho realizado e que culminou com a qualificação inédita à fase final do Campeonato Africano das Nações, no Senegal, em Maio próximo. Na ocasião, o seleccionador nacional prometeu fazer história e alcançar as meias-finais no Senegal.

Foi preciso apenas ultrapassar Comores para fazer história, na única eliminatória que teve e chegar, pela primeira vez, a uma fase final de um CAN. Duas vitórias que farão a bandeira moçambicana ser içada no Senegal em Maio próximo.

Com as atenções viradas para o CAN, a selecção nacional começa a ser reconhecida e, esta segunda-feira, foi uma instituição de telefonia móvel a homenagear jogadores, equipa técnica e pessoal de apoio que fizeram história.

Em jeito de agradecimento, Abineiro Ussaca começou por esclarecer que foi uma missão quase difícil, tendo em conta que “estamos a falar de atletas que estão há muito tempo sem treinar e em dois meses conseguimos fazer muito melhor”.

“Agradecer a FMF por ter garantido as condições logísticas para que tivéssemos uma prestação boa e que garantiu a qualificação”, reconheceu e agradeceu também a BDQ, empresa de telefonia móvel que ofereceu telemóveis e relógios digitais como presente pela qualificação: “acredito que todos sairemos com gratidão que não tem espaço”, disse Ussaca.

E como forma de retribuir este reconhecimento, o seleccionador nacional prometeu trabalhar para dar alegria aos moçambicanos. “Temos em mente aquilo que é a nossa responsabilidade. Somos os únicos que estamos a competir neste momento e sabemos que as atenções estão todas viradas para nós. Então, temos que trabalhar para elevar a nossa bandeira”, frisou Abineiro Ussaca em conferência de imprensa havida na sede da Federação Moçambicana de Futebol.

Ussaca deixou ficar ainda algumas promessas. “Estarmos entre os melhores de África significa que também somos os melhores. Prometemos fazer o nosso melhor nesta fase final e queremos ser os primeiros a conseguir uma vitória numa fase final do CAN. Vamos fazer de tudo para garantir alegrias ao povo moçambicano”, prometeu o seleccionador nacional.

Para a BDQ, representada pelo seu presidente de Conselho de Administração, Belmiro Quive, o reconhecimento visa incentivar a selecção nacional a alcançar os objectivos traçados. “Poder premiar aos jovens que se qualificaram ao CAN de futebol de Praia é algo especial. Acompanhamos a vossa trajectória nesta qualificação e esta singela homenagem traduz o reconhecimento pelo esforço de cada um de vós pelo trajecto que ainda terão pela frente”, considerou Quive.

Mas, também, de acordo com Belmiro Quive, “estamos confiantes que farão melhor no CAN do Senegal, porque sabemos que vocês são capazes e por isso endereçamos os nossos parabéns”.

Já o vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol para as selecções nacionais, Martinho Mucuane, ou simplesmente Paíto, pediu apoio para que mais empresas se juntem aos esforços que estão a ser feitos para garantir melhores condições às selecções nacionais de diversas categorias e modalidades da FMF.

“Temos consciência de que sozinhos não podemos chegar a bom porto e esperamos que mais parceiros possam aderir aos apoios por forma a promover esta e outras modalidades movimentadas pela FMF”.

A selecção nacional de futebol de praia voltou aos trabalhos na Arena da Costa do Sol, antes do estágio que será efectuado em Marrocos, no início de Maio.

A equipa composta pela dupla Cristian Bouché e Andre Bettecourt superou a concorrência, ao cabo de três mangas e convenceu, no último sábado, o júri tendo-se sagrado o grande prémio do Picanto Cup 2021.

Noite de glória para a Trentyre Rasterinhos…depois de um sábado intenso de provas e repleto de adrenalina na pista do ATCM. Sem excessos, celebrou-se como se recomenda em tempos de pandemia no regresso da prova.

A vitória da dupla Cristian Bouché e Andre Bettecourt começou a ser desenhada na sessão de qualificação, uma prova com 12 voltas na pista e que produziu momentos de cortar a respiração. O certo é que a Trentyre Rasterinhos, através do piloto “A”, Cristian Bouché, saiu desta etapa na quarta posição com o tempo de  1 minuto, 53 segundos e 183 centésimos.

Apesar de Mauro Almeida, da Moztek Racing, ter terminado a sessão de qualificação na primeira posição com o tempo de 1 minuto, 50 segundos e 172 centésimos, o que garantiu à sua equipa a “pole position” na primeira manga não foi suficiente para travar as intenções da Trentyre Rasterinhos.

Nesta etapa, o piloto “A”, Cristian Bouché, conseguiu terminar a corrida em terceiro lugar. Por seu turno, o seu companheiro de equipa, Andre Bettencourt, fez mais e voltou a confirmar a sua supremacia nas provas do Picanto Cup, ao terminar a segunda manga em primeiro lugar, abrindo caminho para a disputa do pódio.

Na última prova, a manga de resistência, ao fim de 30 voltas, a dupla Mauro Almeida e Sandro Alves terminou na primeira posição e Cristian Bouché e Andre Bettecourt quedaram-se na segunda posição, mas, mesmo assim, depois de perto de uma hora, Trentyre Rasterinhos conquistou maior pontuação do juri, tendo sido determinado vencedor da prova. Além de medalhas, a dupla recebeu uma taça de vencedor do primeiro grande prémio do Picanto Cup.

Na segunda posição, ficaram os pilotos Sandro Alves e Mauro Almeida da Moztek Racing com o carro 21. Já a terceira posição foi ocupada pela Moztek Eleven formada pelos pilotos Manuel Barbosa e Pedro Perino.

No fim, só houve motivos para celebrar…

UM DESAFIO ULTRAPASSADO, DIZ RODRIGO ROCHA

Depois de um dia repleto de provas, Rodrigo Rocha, Presidente do ATCM, disse estar feliz com o nível competitivo apresentado pelos pilotos, sendo que foi difícil organizar a prova num contexto de muitas restrições. “Organizar um evento desportivo em período de pandemia é um desafio acrescido. É certo que antes da COVID-19 já existiam normas de segurança que são regra para este tipo de provas. Com a pandemia, tivemos que redobrar as nossas atenções para que não tivéssemos situações que colocassem os participantes em risco. É para nós uma responsabilidade acrescida, pelo Governo ter-nos dado a possibilidade de realizar essas provas. A Picanto Cup e a prova de carros modificados são as disciplinas máximas do automobilismo em Moçambique, por serem as que apresentam mais velocidade, maior número de provas, maior desgaste físico. Estamos felizes pelo que pudemos assistir aqui”, destacou o dirigente para, depois, dizer que as ambições não param por aqui.

“Na próxima semana, teremos a primeira prova de Karting, o Campeonato ATCM Karting, prova que apura o representante de Moçambique para as provas internacionais da modalidade. Quanto mais a situação das contaminações estiver estacionária ou reduzir, iremos introduzir outras provas no nosso calendário de provas”, terminou.

 

 

Horácio Gonçalves apresentado como novo seleccionador nacional dos Mambas, com contrato de dois anos e meio.

Era um dos nomes falados para suceder a Luís Gonçalves no comando técnico dos Mambas. Esta sexta-feira foi confirmado pela Federação Moçambicana de Futebol. O novo homem forte da selecção nacional é Horácio José Paredes Mota Gonçalves, de 59 anos de idade.

No comando do Costa do Sol desde 2018, Gonçalves conquistou um título do Moçambola, uma Taça de Moçambique, uma supertaça de Moçambique e um torneio Mavila Boy. Nos Mambas diz não trazer uma varinha mágica, mas promete criar alicerces para o futuro.

“Agradeço e prometo de tudo fazer para me empenhar ao máximo para que a FMF fique satisfeita com o meu desempenho”, disse Gonçalves que também agradeceu ao Costa do Sol por ter aceite a sua libertação para abraçar o projecto da causa nacional.

Horácio Gonçalves está ciente de que não terá tarefa fácil no comando técnico dos Mambas e diz mesmo que “não vai ser fácil. Não tem sido fácil para a selecção nacional, olhando para os resultados que tem tido nos últimos dias”.

Gonçalves já traçou o plano da sua acção no comando dos Mambas. “Se nós queremos crescer temos que ter todos escalões em movimento. Temos que movimentar as selecções de sub-15, sub-17, sub-21 e sub-23, porque estas selecções serão as que vão alimentar a selecção principal”, começou por apresentar o seu projecto o novo seleccionador.

Mas também “temos que criar as selecções provinciais de todas modalidades e realizar torneios de final de ano e fazer formação nas províncias. Esse vai ser o meu objectivo também”, acrescentou.

Mas há mais planos: “queremos ter uma definição daquilo que devemos fazer para o futuro do futebol moçambicano. Vou dar o meu contributo para ajudar em todas esferas do futebol moçambicano para envolver o país, através das associações provinciais e temos que trabalhar todos em conjunto”.

Para Horácio Gonçalves, “a criação da selecção olímpica é fundamental para alimentar a selecção principal. Para que estes jovens sejam o viveiro da selecção principal”.

Aliás, o técnico português diz acreditar nas suas capacidades e, por isso, aceitou o convite.

“Acredito nas minhas capacidades e foi isso que me motivou a vir a selecção nacional. Mas também devemos acreditar no valor dos jovens moçambicanos”, frisou o novo seleccionador nacional dos Mambas.

A criação de alicerces para o desenvolvimento do futebol moçambicano é uma das propostas de Horácio Gonçalves para fazer durante os dois anos e meio em que estará a comandar os Mambas.

“O que queremos é construir o futuro e não esperar os resultados hoje. Vim com espírito de missão para ajudar o presidente e a sua direcção a descobrir o futuro do futebol moçambicano e essa é a principal mensagem. Temos que criar alicerces para construir o futuro”, argumentou Gonçalves que reiterou que “não podemos dizer quando vamos começar a restruturar o futebol, mas acreditamos que o mais importante é começar por colocar alicerces”.

DISCIPLINA E PROFISSIONALISMO LEVARAM GONÇALVES AOS MAMBAS

O contrato de Horácio Gonçalves é de dois anos e meio, e vai até ao final do mandato de Feizal Sidat, que diz que a disciplina e o profissionalismo de Horácio Gonçalves foram preponderantes para a escolha do técnico.

“Horácio Gonçalves já demostrou disciplina e acompanhamos o grau de profissionalismo quando ele entrou no Costa do Sol e conhece o país todo e a casa e, por isso, achamos que seria a pessoa ideal. Foi de acordo com o perfil desenhado pelo nosso gabinete técnico em termos de qualificações e queremos que nos dê a roupagem no futebol nacional”, disse Feizal Sidat para justificar a contratação, até porque o técnico tem curso UEFA Pro.

Mas há mais motivos para a chamada de Gonçalves. De acordo com o presidente da Federação Moçambicana de Futebol “decidimos contratar Horácio Gonçalves até Dezembro de 2023 quando terminar o nosso mandado e achamos que são dois anos e meio suficientes para nós alcançarmos nossos objectivos de nós qualificar ao CAN-2023”.

Para além da qualificação ao CAN da Costa do Marfim, em 2023, há a campanha de qualificação ao mundial do Qatar, em 2022. Sobre este objectivo Sidat diz que “temos selecções de grande gabarito e se possível queremos espreitar o mundial. Reconhecemos a pujança dessas selecções, mas são 11 contra 11, por isso não estamos muito preocupados com o mundial. O nosso objectivo é o CAN”.

Feizal Sidat não deixou de agradecer ao Costa do Sol pela cedência do técnico e diz que não foram fáceis as negociações para a dispensa do técnico.

A nova era de Gonçalves arranca com o torneio Cosafa e a fase de qualificação ao mundial de 2022, onde vai defrontar Costa do Marfim, Malawi e Camarões. Mas o principal objectivo é qualificar os Mambas ao CAN de 2023 que terá lugar na Costa do Marfim.

O Nadador dos Tubarões de Maputo, Cleiton Munguambe, bateu dois recordes nos 1500 e 800 metros livres, nos dois primeiros dias do Campeonato Nacional de Natação, que decorre desde ontem na piscina olímpica de Zimpeto.

Com 13 anos de idade, o atleta dos Tubarões, Cleiton Munguambe, foi avassalador nas suas duas primeiras provas. Nos 1500 metros livres, Cleiton fez 18 minutos, 14 segundos e 85 centésimos, superando o anterior recorde de 18 minutos, 33 segundos e 11 centésimos. Nos 800 metros, também livres, o atleta conseguiu 9 minutos, 31 segundos e 4 centésimos.

Os números animam o nadador que já pensa nas próximas provas.

“O Campeonato está a ser muito bom, apesar de ter poucos participantes. Estou feliz com os resultados e espero continuar a ter bons resultados nas próximas provas de modo que os meus pais percebam que não estão a fazer um investimento em vão”, projetou Cleiton.

Quem também anda espevitada nas águas é Domingas Munhemeze, do Clube Naval, que, embora não tenha estabelecido recordes, ocupou o primeiro lugar nas duas primeiras provas, nos 1500 e 800 metros.

“Comecei muito bem a prova. É verdade que não consegui estabelecer recorde nenhum, mas os resultados que tenho me animam a trabalhar mais, porque ainda tenho muitas provas pela frente”, exulta a nadadora de 18 anos ao fazer projecção das próximas provas.

“O meu objectivo é trabalhar para melhorar as minhas, mas pensando nos próximos jogos olímpicos”.

O Nacional de Natação conta com apenas seis clubes, nomeadamente, Tubarões, Naval, Ferroviário, Golfinhos, Academia Marlins e Clube de Natação de Zimpeto, todos da Cidade de Maputo.

Afinal os testes da COVID-19 para os intervenientes do Moçambola esgotaram em apenas duas doses e a garantia dada ao Presidente da República de realização regular dos exames foi “por água abaixo”. Entretanto, a Federação Moçambicana de Futebol diz já ter adquirido outro lote de testes.

Na sua comunicação à Nação em Fevereiro, sobre o Estado de calamidade pública, o Presidente da República decidiu suspender o Moçambola-2021. O Chefe do Estado justificou que os intervenientes não observavam as medidas de prevenção da COVID-19. Filipe Nyusi foi contundente e disse que o futebol precisava de se organizar e, só assim, podia-se retomar o campeonato Nacional.

A Federação Moçambicana de Futebol, a Secretaria do Estado de Desporto e a Liga Moçambicana de Futebol foram à carga e, de viva voz, comprometeram-se a envidar esforços para a realização regular dos testes. Sucede, porém, que apenas dois testes foram feitos depois da promessa deixada.

“Os testes feitos eram da responsabilidade da Secretaria do Estado de Desporto. A Federação apenas deu garantias de que os testes seriam realizados e, neste momento, estamos a trabalhar nesse sentido”, disse o Secretário-geral da Federação Moçambicana de futebol, Hilário Madeira.

Há quase um mês que os jogadores e restantes intervenientes da maior prova futebolística Nacional não são testados e nada se falava sobre o assunto. Esta quarta-feira, a FMF quebrou o silêncio e fez saber que os testes esgotaram em apenas duas doses realizadas, logo depois de o Presidente da República ter decidido suspender o Moçambola.

“Adquirimos os testes, que são da responsabilidade da Federação Moçambicana de Futebol, que vão servir para cobrir toda a competição. O que falta, neste momento, é finalizar o regulamento da COVID-19 que já está a 95%. Acredito que, entre amanhã e sexta-feira, teremos o regulamento que vamos partilhar”, garantiu Madeira.

Reinildo Mandava foi o convidado especial desta semana do LOSC Talk, em entrevista ao canal do Facebook do Lille da França, na qual abordou, não só os assuntos relevantes da sua carreira futebolística, mas também sobre os ataques no norte do país e o afastamento dos Mambas da fase final do Campeonato Africano das Nações

Foi uma entrevista propositada, que decorreu dias depois de ser eleito para o onze da jornada do final de semana da Liga Francesa, com uma prestação que chegou aos sete pontos, em termos de pontuação, para além de ter sido nomeado para o prémio Marc-Vivian Foé, atribuído ao melhor jogador africano a actuar na França.

O internacional moçambicano falou da sua história como jogador desde quando saiu do Ferroviário da Beira, com passagens por Portugal até chegar ao Lille. Na entrevista, respondeu a algumas questões dos internautas e deixou ficar  mensagens aos moçambicanos que estavam a acompanhar o programa.

Em francês e, mais tarde em português, o jogador, que nasceu na cidade da Beira, mostrou-se triste com o actual momento que se vive no norte do país, por causa dos ataques dos insurgentes na província de Cabo Delgado, que têm causado dor e luto nas famílias moçambicanas.

Reinildo disse que “é muito triste, porque morreram muitas pessoas, crianças, jovens e mulheres, é uma realidade muito triste, juntando isso à pandemia da COVID-19 que tem afectado o país”, referiu em alusão às duas situações que têm estado a assolar o país nos últimos tempos.

Apesar dessa toda situação, Reinildo Mandava diz acreditar que os moçambicanos têm capacidade de superar as adversidades, até porque “o povo é muito forte e unido”, segundo disse.

Ademais, o internacional moçambicano espera que as suas exibições bem como nomeações das quais tem feito parte, dentre elas nas escolhas do onze da jornada, a última delas na jornada do passado final de semana, possam contribuir para dar um pouco de alegria aos compatriotas que, segundo aponta, “estão sempre a acompanhar o meu desempenho e espero que continuem assim”.

“Que continuem a ajudar-me, dando suporte mesmo que seja de longe, para continuar a trabalhar e dignificar a bandeira do nosso país”, pediu Reinildo aos seus compatriotas, como forma de mostrar o seu apoio à carreira que está a ser seguida pelo atleta, desde que deixou o país para ingressar no profissionalismo em Portugal.

De sofrimento em sofrimento, Reinildo Mandava reconhece que os moçambicanos também sofrem pelo falhanço dos Mambas em se qualificarem ao Campeonato Africano das Nações, CAN-2021, após perder os dois últimos jogos de qualificação, diante do Ruanda e Cabo Verde, curiosamente os dois jogos em que o internacional moçambicano não esteve presente devido à situação da pandemia da COVID-19.

O atleta diz ter ficado triste com o desaire. “Algumas coisas não correram bem, em relação aos objectivos da selecção, mormente a qualificação ao CAN, por isso fico com um sentimento de tristeza porque é algo que nós queríamos desde o primeiro jogo”, lamentou o jogador na referida entrevista ao LOSC Talk.

Na presente temporada, o internacional moçambicano foi utilizado em 29 partidas do Lille, sendo 23 para o campeonato francês e seis para a Liga Europa, tendo disputado 1915 minutos, ou seja, não esteve na convocatória em quatro jogos e foi suplente não utilizado em cinco jogos.

Reinildo Mandava tem estado a ajudar a sua equipa a conquistar o título francês desta temporada 2020/2021, estando, o Lille, a liderar a Ligue 1 com 66 pontos, mais três que o PSG, quando faltam por disputar seis jornadas. O Lille terá ainda pela frente o Montpellier, esta sexta-feira, Olympique de Lyon, Nice, Lens, Saint-Étienne e termina com Angers.

A basquetebolista moçambicana, Edna Langa, sagrou-se campeã regional do KJCCC, principal prova feminina do Kansas, pelo Independence Community College Pirates, nos Estados Unidos da América. A equipa da poste de 19 anos de idade conquistou a competição regional da época 2020-2021, após a vitória diante do Barton por 67-61, tornando-se campeã regional em Lubbock, Texas, com um recorde geral da Jayhawk de 20 vitórias e apenas 6 derrotas.

Esta conquista permite que os Pirates representem o KJCCC e a Região VI no torneio nacional de basquetebol feminino para colégios, ainda este ano.

Edna Langa deu o seu contributo para a conquista desta prova por parte da sua equipa e poderá, então, lançar-se no basquetebol norte-americano, no qual actuam as outras atletas moçambicanas em vários estados.

A atleta foi descoberta nos jogos escolares e no torneio Basquete Show, quando representava a Escola Secundária Nelson Mandela e, apadrinhada pela Autoridade Tributária de Moçambique, no âmbito da campanha de educação fiscal, aduaneira e popularização do imposto com recurso ao desporto, veio a destacar-se no Campeonato de Basquetebol da Cidade de Maputo. Antes da sua partida para os EUA, representava a Associação Lázio, sediada no bairro do Zimpeto.

Em Agosto de 2020, a atleta comprometeu-se em continuar a elevar o nome de Moçambique além-fronteiras através das suas exibições, uma promessa cumprida com brio, pois não deixou os seus créditos em mãos alheias, ao sagrar-se campeã, no passado dia 10 de Abril do ano em curso, da Liga Regional VI de Basquetebol Feminino, da Conferência Community College Kansas Jayhawk.

Edna Langa fez parte da pré-selecção para CPLP e esteve no Campeonato Africano sub-18, realizado em Maputo. Ao longo da sua curta carreira, a atleta já conquistou vários troféus, com destaque para prata, pela AT, em 2016-2017, prata pela Lázio, em 2017, Ouro na Euro Liga de 2018, pela ESNM, Ouro na Taça Maputo, em 2019, e Ouro no Torneio de Preparação para o Nacional 2018, no qual foi eleita jogadora mais valiosa (MVP).

 

O internacional moçambicano, Luís Miquissone, terminou a fase de grupos da presente edição da Liga dos Campões africanos a co-liderar a lista dos melhores marcadores, com três golos. O “menino de Angónia” fez os três golos nas vitórias do Simba diante do Al Alhy, a tangente, frente ao Al Merrikh, por 3-0, e contra o AS Vita Club, por 4-1, todos os jogos disputados em Dar-Es-Salaan.

Na mesma lista dos melhores marcadores, junto do internacional moçambicano, estão outros quatro jogadores, nomeadamente o tunisino Mohamed Rhomdane, do Espérance Tunis, o marroquino Ayoubi El Kabbi, o argelino Amir Sayoud do CR Belouizdad e o egípcio Mohamed Sherif do Al Ahly, segundo escreve o Olho Clínico.

Fora de portas, Luís Miquissone não apontou nenhum golo, mas ajudou a sua equipa a terminar em primeiro lugar no seu grupo, com 13 pontos, seguido pelo Al Ahly do Egipto, com 11, assegurando um lugar nos quartos-de-final da liga milionária africana.

Para além de marcar golos pelo Simba, o internacional moçambicano tem sido eleito para o onze da jornada, a última vez na quinta jornada da prova.

O Simba só vai conhecer o seu adversário nos quartos-de-final a 30 de Abril, quando se realizar o sorteio da competição, que espera pelo término da fase de grupos da Taça CAF, que rodou este final de semana a sua quarta jornada.

O clube tanzaniano, no qual milita o internacional moçambicano, estará no pote dos cabeças de série, reservado aos vencedores dos quatro grupos, nos quais estarão, também, o Mamelodi Sundowns da África do Sul, Wydad Casablanca do Marrocos e Espérance de Tunis da Tunísia.

No sorteio do dia 30 de Abril, as equipas do pote de cabeças-de-série vão defrontar outras que terminaram em segundo nos seus grupos, nomeadamente Al Ahly do Egipto, Belouizdad da Argélia, MC Alger da Argélia e Kaizer Chiefs da África do Sul.

Nos quartos-de-final, o Simba não deverá cruzar o caminho do Al Ahly por terem estado no mesmo grupo na fase anterior, podendo defrontar as restantes três equipas, nomeadamente o Belouizdad da Argélia, MC Alger da Argélia ou o Kaizer Chiefs da África do Sul. Mas, esta fase abre espaço para as equipas do mesmo país se defrontarem, caso das equipas sul-africanas, que podem cruzar-se, se o sorteio assim ditar.

Os jogos dos quartos-de-final, das meias-finais e da final, terão lugar em Maio próximo.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE