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O País – A verdade como notícia

O Ferroviário de Maputo já prepara a retoma do Moçambola pensando no Textáfrica do Chimoio, adversário da 5ª jornada. Para os jogadores e equipa técnica, a vitória é o único resultado que interessa.

Quatro jogos, uma vitória, 3 empates, 6 pontos e 5ª posição na tabela classificativa e, em quatro jogos, são os números que o Ferroviário de Maputo levou até à paragem do Moçambola. O cenário não é todo agradável e poderá mudar para o melhor e a começar mesmo diante do Textáfrica do Chimoio. Aliás, os três primeiros pontos rumo ao objectivo principal da equipa terão de cair, mesmo que seja de paraquedas.

“O Ferroviário de Maputo trabalha sempre para vencer. Neste momento, a nossa preparação não está a fugir muito daquilo que é a nossa tónica e queremos vencer o Textáfrica de Chimoio”, expressou o desejo da formação o trinador de guarda-redes da equipa, Manuel Valoi.

8 de Maio é dia de recomeço do Moçambola, reinício que, para Mutong que, em 4 jogos, leva apenas um golo, terá duplo sentido, porque uma nova versão do jogador está à espreita.

“Sempre trabalho para fazer diferente, por isso devem esperar um Mutong diferente daquele que esteve no Maxaquene. Quero ajudar a equipa a alcançar os seus objectivos”, projecta o jogador que marcou única vez diante do Desportivo de Maputo naquela vitória estrondosa por 3-0.

A paragem serviu para colocar a locomotiva nos caris que, daqui para frente, não terá espaço para descarrilar. Mapangane está na carruagem e não quer perder em vista um lugar na titularidade.

“Temos uma equipa competitiva, sobretudo na minha posição. Jogo a todo custo para não perder a titularidade”.

O jogo entre Ferroviário de Maputo e Textáfrica terá lugar no Estádio da Machava a 8 de Maio, no mesmo dia em que a Liga Desportiva de Maputo jogará em casa diante do Incomáti de Xinavane.

A informação foi avançada pelo presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, que garantiu já estar assegurada toda a logística necessária para que a prova decorra sem sobressaltos.

O Moçambola 2021 vai retomar a 8 de Maio próximo. Esta decisão foi tomada depois do encontro que houve, esta segunda-feira, entre a Liga Moçambicana de Futebol e a Federação Moçambicana da modalidade.

Com isso, os gestores do Moçambola reagiam à comunicação de Filipe Nyusi proferida no último domingo, pela qual autorizou a retoma da prova, para a disputa das jornadas subsequentes, mediante a observância rigorosa do protocolo sanitário face à pandemia da COVID-19.

Ananias Couana diz que a definição da data para a retoma do Moçambola foi acordada com os clubes e parceiros, com expectativa clara de que o pior não volte a acontecer.

“Não foi uma decisão isolada, acordamos o regresso a 8 de Maio com clubes e parceiros”, explicou o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, garantindo que “inclusive as Linhas Aéreas de Moçambique já têm conhecimento e estão prontas para transportar as equipas”, acrescentou.
Feisal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, assegura que haverá testes de despiste da Covid-19 para todos os intervenientes até ao final da “prova-mor”.
“Seria bom que vacinássemos, que todos os intervenientes apanhassem a vacina. Já submetemos à Secretaria de Estado do Desporto a relação de nomes dos intervenientes da prova, mas, passados 10 dias, ainda não obtivemos nenhuma resposta, contudo continuamos esperançosos”, lamentou o dirigente.

Sidat fala ainda de uma “ginástica” para que se possa remar contra a maré e se chegar a um bom porto, uma vez que os “Mambas” têm compromissos e é preciso que os clubes nacionais voltem a ganhar ritmo competitivo, para que mais uma vez a Selecção não seja sacrificada com maus resultados.

“Teremos de reajustar o nosso calendário, vamos ter de ter jogos ao meio da semana e, se for possível, à noite, onde houver condições de iluminação para o efeito”, avançou Sidat.

Desde a suspensão até à retoma, a 8 de Maio, terão passado exactamente três meses depois que o Presidente da República decidiu suspender o Moçambola.

A FMF assegura ter aprendido com os erros do passado, por isso mesmo, até ao fim da época, a testagem não vai ser um entrave à “festa” do futebol nacional.

Lembre-se que a Selecção Nacional tem compromissos em Maio e em Junho, a contar para a Cosafa e para o Mundial do Qatar 2022, respectivamente.

A campeã mundial e olímpica dos 800 metros, Maria de Lurdes Mutola, diz estar disposta a avançar com a sua candidatura à Federação Moçambicana de Atletismo. Entretanto, diz que a candidatura está refém de apoios financeiros dos potenciais parceiros.

É um desejo antigo, mas com contornos recentes. Lurdes Mutola quer avançar para a presidência da Federação Moçambicana de Atletismo, mas a falta de fundos pode ser um entrave.

Falando aos jornalistas, Mutola disse que “em termos da minha candidatura, ela ainda está de pé, mas tudo pode vir a mudar, porque é muito importante ter apoio para a federação”, acrescentando que “não gostaria de  ir à Federação Moçambicana de Atletismo sem apoios e, quando falo de apoios, estou a falar de apoio financeiro para poder desenvolver a modalidade, porque é muito difícil fazer algo, naquela posição, se as coisas continuarem da forma como estão; agora nada vai acontecer. Gostaria de avançar com apoio de várias instituições para poder resgatar a modalidade”, disse a campeã olímpica.

Questionada se já se tinha adiantado na procura desses apoios, Lurdes Mutola respondeu que “não posso falar muito neste momento, mas dizer que estou à procura do apoio e, se tudo der certo, vou-me candidatar”.

 

“Mutola Legends” para resgatar o atletismo

O plano da Lurdes Mutola é descobrir talentos nos jovens atletas moçambicanos por forma a serem os representantes do país nas competições internacionais. Ainda assim, reconhece que não será fácil motivar os jovens, “mas estou a fazer todos os possíveis para fazer crescer o atletismo e, nesse sentido, acabo de lançar o projecto ‘Mutola Legends’ que é uma iniciativa que vai ajudar a modalidade no país e espero que cresça cada vez mais e que tenhamos grandes atletas no futuro. Sei que tudo leva tempo e não é fácil, mas acredito no trabalho duro”, anunciou, em primeira mão, Lurdes Mutola.

Era intenção da menina de ouro levar o projecto a todas as províncias, mas a pandemia da COVID-19 contrariou os planos da antiga atleta. “Mutola Legends é um projecto que tem a ver com o desenvolvimento do atletismo. Ainda estamos na fase inicial, trabalhamos com atletas femininos e masculinos de vários bairros de Maputo, gostaríamos de lançar este projecto para outras províncias só que temos a questão da pandemia, mas acho que, com tempo, tudo vai dar certo”, justificou-se a Heroína do Trabalho.

“MUTOLA LEGENDS” PARA RESGATAR O ATLETISMO

A falta de talentos deixa a campeã olímpica de Sidney-2000 triste, já que o país não tem qualificado, com frequência, os atletas aos Jogos Olímpicos. Aliás, desde a saída de Lurdes Mutola há 13 anos, o país só qualificou apenas um atleta, Kurt Couto, nos Jogos Olímpicos de Rio, em 2016.

Por isso, Lurdes Mutola considera que “é muito triste, porque o atletismo sempre foi a modalidade número (um) de Moçambique nos Jogos Olímpicos para chegarmos a esta situação de não termos um atleta é lamentável”.

Mutola diz que “é por essa razão que acho que tínhamos que mudar um bocadinho e tentar, porque acredito nos atletas; acredito que temos muito talento, só precisamos de trabalhar para podermos ter mais de dez atletas com mínimos olímpicos, mas tudo leva o seu tempo, temos que trabalhar e apostarmos certo”.

Lurdes Mutola venceu a medalha de ouro olímpica a 25 de Setembro de 2000 e conquistou três vezes o campeonato do Mundo de pista aberta, em Estugarda-1993, Edmonton-2001 e Paris-2003, e sete títulos mundiais de pista coberta, nomeadamente Toronto-1993, Barcelona-1995, Paris-1997, Lisboa-2001, Birmingham-2003, Budapeste-2004 e Moscovo-2006.

Artur Comboio já é treinador do Costa do Sol desde a passada sexta-feira, e vai ocupar o lugar deixado vago por Horácio Gonçalves. O novo timoneiro dos “canarinhos” tem como objectivo a renovação do título conquistado ano passado.

Foi preciso esperar apenas uma semana para a direcção do Costa do Sol encontrar o substituto de Horácio Gonçalves, que deixou a equipa para abraçar a selecção nacional de futebol. Ao todo foram mais de 60 currículos recebidos, com destaque para treinadores de Portugal, Brasil, México e, claro, nacionais.

Artur Comboio é o nome que vincou e que se segue no comando técnico dos “canarinhos”, com contrato assinado até ao final da presente temporada e com mais uma de opção, em função do seu desempenho.

O técnico diz sentir-se orgulhoso pelo regresso à casa que muito bem conhece e diz estar ciente da pressão que terá, principalmente dos adeptos. “Sinto-me orgulhoso e é uma oportunidade ímpar para mim. Espero alavancar ainda mais o Costa do Sol que foi sempre um papa títulos e por isso espero também contribuir conquistando qualquer título nas competições que se disputam em Moçambique, seja a Taça ou o Campeonato”, começou por dizer Artur Comboio na sua apresentação, para depois acrescentar que “espero ter mais trabalho pois é um clube com um palmarés invejável”.

Sobre a sua escolha para comandar a equipa, Comboio foi perentório: “a aposta em mim demonstra o acompanhamento que os dirigentes do clube tiveram na minha carreira, pois fui emprestado ao Macuácua, depois passei para o Incomáti e fui subindo gradualmente. É uma aposta que, com o tempo, pode ser certa ou não, mas o trabalho será visível para atingir os objectivos traçados”, disse.

Ademais, Artur Comboio diz confiar no seu trabalho e por isso desafia-se, a ele mesmo a conquistar títulos pelo Costa do Sol, tal como o fez enquanto jogador, onde conquistou quatro títulos nacionais e sete Taças de Moçambique.

“Estou a chegar com orgulho e com a dedicação que sempre tive demonstrarei o meu trabalho que vinha fazendo noutras equipas. Talvez jogo a jogo se aperceberão como está mudado o Costa do Sol, para melhor ou pior, estou aqui no clube e sinto-me capaz de contribuir para melhorar. Estarei aqui para demonstrar o meu trabalho e com humildade”, disse orgulhoso o técnico.

TRIAGEM DE CURRÍCULOS DEU ARTUR COMBOIO

Foi preciso fazer uma primeira triagem, onde ficaram 10 currículos que foram analisado e mais tarde outra triagem de cinco.

Mas havia que se definir o perfil do treinador em função dos objectivos da colectividade e dos critérios que pretendiam para terem o treinador para a equipa técnica, tendo em conta o projecto iniciado por Horácio Gonçalves. Afinal “não queríamos um treinador que viesse romper com o projecto já iniciado e que quisesse começar tudo de novo”, segundo disse Jeremias da Costa, vice-presidente da colectividade “canarinha”.

Outra componente que estava por detrás da eleição do treinador do Costa do Sol é a financeira, e “tal como todos sabemos as empresas estão em crise e mesma para definição de qualquer coisa que seja ou para tomar qualquer decisão tem que se olhar para esta componente”, argumentou Da Costa.

Por essa razão os primeiros cinco currículos não tiveram a sorte e passou-se para os outros cinco que completavam os dez analisados a fundo e nessa lista estava o currículo de Artur Comboio. Mais importante de tudo, Comboio é filho da casa e conhece os cantos da casa.

“O Artur entra nestas duas componentes como alguém que tem um modelo de jogo que nós, como direcção apreciamos e uma pessoa que aposta muito na formação”, explicou Jeremias da Costa para explicar a componente técnica, na esperança que o técnico possa promover mais jovens da formação “canarinha”, mas também de outros clubes, tendo em conta a sua visão.

Outrossim foi preciso que o técnico aceitasse o salário a que foi proposto, tendo em conta as dificuldades financeiras porque passa a colectividade.

OBJECTIVO DE REVALIDAR O TÍTULO

Em termos de objectivos, o principal deles é a revalidação do título conquistado em 2019 ainda ao leme de Horácio Gonçalves. Os “canarinhos” querem manter a veia ganhadora e conquistar títulos, tal como vem acontecendo nas três últimas temporadas, em que conquistou duas Taças de Moçambique e um Campeonato nacional. “O segundo objectivo é fazer a ligação entre o futebol de formação e o futebol profissional”, na vertente de colocar jovens jogadores na rota do profissionalismo.

E estes dois objectivos estão em sintonia com os objectivos do próprio treinador, que assegura estar satisfeito com a sua chegada ao clube e prometeu ajudar a colectividade a conquistar mais títulos a partir desta temporada.

O técnico vai trabalhar no Costa do Sol com antigos jogadores do clube, nomeadamente, Mambo, Armando, Jossias e Antoninho Guambe, este último treinador de guarda-redes.

Perdeu a vida, na madrugada desta sexta-feira, vítima de doença, o treinador de futebol Rogério Mariannii. Até à data da sua morte, Mariannii era treinador principal do Grupo Desportivo Maputo.

Rogério Mariannii, de nacionalidade italiana, nasceu a 31 de Julho de 1974, tinha um contracto com os “alvi-negros” desde 8 de Dezembro, quando foi chamado para substituir Dário Monteiro, que deixara a colectividade para se concentrar na selecção sub-20.

O técnico iniciou a sua carreira de treinador em 2005 pela porta do Olímpico da Catembe, tendo ainda passagens por mais 9 clubes nacionais, nomeadamente Benfica de Nampula, Estrela Vermelha de Maputo, Benfica de Quelimane, Têxtil de Púnguè, Vilankulo FC, Chingale de Tete, Águias Especiais de Maputo, Sporting de Nampula e Desportivo Maputo, o seu último clube. Tem, ainda, passagem por mais um estrangeiro, Mbabane Highlanders de eSwathini, em 2014/2015.

Ao longo da sua carreira, Rogério Mariannii era conhecido pela sua frontalidade perante os factos, nomeadamente a crítica ao mau desempenho dos jogadores e dos árbitros, para além da humildade em reconhecer os resultados durante os jogos. Outrossim, era conhecido pelo seu nível elevado de comprometimento com os clubes que representou durante toda a sua carreira.

O contracto com os “alvi-negros” era de um ano renovável no final do ano.

Na presente época, nas quatro jornadas disputadas, Rogério Mariannii conseguiu três empates e uma derrota ao serviço do Desportivo Maputo, deixando a colectividade na 11ª posição, antes da suspensão do Moçambola devido à pandemia da COVID-19.

 

Faz, hoje, uma década em que foi inaugurado o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), a maior infra-estrutura desportiva construída no país pós-independência.  Volvidos estes dez anos, o ENZ continua um fardo para o Estado, pois não consegue receitas próprias para a sua manutenção.

23 de Abril de 2011. Nação desportiva em ebulição. Holofotes virados para o Zimpeto. Afinal, estava escrito, este bairro não mais seria o mesmo: ganhava, a preceito, uma dimensão internacional ao acolher, no seu bojo, a maior infra-estrutura desportiva construída no período pós-independência em Moçambique.

Mais, e com maior enfoque para o capítulo desportivo, passava a ser a maior sala de visitas do país com a bandeira da controversa FIFA a flutuar num dos mastros.

A ousadia de “substituir” a Zâmbia (desistiu na última hora), na organização dos Jogos Africanos 2011, em cima do joelho e numa verdadeira corrida contra o relógio, ganhava cada vez mais consistência no problemático Comité Organizador dos Jogos Africanos (COJA). De resto, ter infra-estruturas desportivas modernas era a condição básica para sediar o maior evento desportivo continental.

Na noite de grandes emoções, entremeada com dança e música tipicamente cá do sítio, Moçambique fez sala à Tanzânia para o primeiro jogo naquele recinto desportivo com capacidade para 42 mil espectadores. A escolha não foi por acaso: a Tanzânia, país-irmão e determinante no sucesso da luta de libertação nacional, não podia passar ao lado de mais um  momento de exultação da pátria amada.

Os seis holofotes, antes mesmo da bola rolar no relvado, anunciavam já o fim da época de seca (21 anos em Moçambique sem a realização de jogos nocturnos).

Na celebração da amizade entre os dois povos, Kanguru, ou melhor, Jeremias “Jerry” Sitoe fez das suas ao marcar os dois golos que ditaram a vitória de Moçambique diante da Tanzânia (2 – 0).

Entrementes, este jogo amigável era, e como, um ensaio do que estava para vir: multicolor  cerimónia de abertura dos Jogos Africanos Maputo 2011, na qual desfilaram mais de 30 Nações. Passada a euforia, e com alguns dissabores pelo meio, havia que acordar para a realidade. Como fazer com que o importante e imponente Estádio Nacional do Zimpeto não se transformasse num Elefante Branco?!

Construído com o fito de sediar os Jogos Africanos, e não propriamente como estratégia pensada, desenhada e projectada  para o desenvolvimento do desporto nacional e resposta às exigências internacionais, o ENZ tinha que “sobreviver” de alguma forma. Os gestores precisavam de colocar um plano directo a funcionar, rentabilizando o recinto desportivo. O custo inicial para a sua manutenção, segundo dados a que o “O País” teve acesso, era de 54 milhões de meticais por ano. Muita “uva”! Os ensaios para que o ENZ não se tornasse um fardo pesado para o Estado moçambicano não faltaram. Arrendamento dos espaços adjacentes (restaurante, lanchonetes e lojas) apresentavam-se como a solução imediata. Mas nisso, as receitas arrecadas eram uma “gota no oceano”.

Caricato, chegou-se mesmo a instalar-se um cabeleireiro unissexo  numa das bilheteiras do Estádio Nacional do Zimpeto. Quiçá, e quiçá mesmo, inspirados na prosa de Fernando Pessoa: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Vandalizado…

A acção humana acelerou, sem sombra de dúvidas, a degradação do ENZ. Ao longo dos últimos anos, gente mal-intencionada vandalizou a rede de protecção e vedação do recinto. Houve registo, pasme-se, de roubo da louça sanitária no Estádio Nacional do Zimpeto que passou a ser utilizado como um corredor de passagem e acesso às zonas circunvizinhas.

As instalações de algumas instituições foram, várias vezes, agravando, desta forma, os custos de manutenção desta infra-estrutura.

Relva desgastada pelos eventos não desportivos

A relva foi-se desgastando com o tempo, em parte devido à sua má utilização. Em 2014, nas celebrações dos 50 anos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, a relva sofreu um desgaste, tendo sido substituída por uma outra, importada da vizinha África do Sul.

Depois, com o tempo, o “tapete”, dado ao seu ciclo, sofreu, novamente, desgaste, situação que mereceu alguns reparos dos jogadores dos Mambas. Há perspectivas de se substituir ainda este ano, mas tal somente será possível depois dos compromissos dos Mambas, que vão disputar jogos da fase de qualificação ao Mundial.

A cedência do campo para os jogos recreativos tem sido alvo de muitas críticas, até porque tal pode contribuir para o desgaste da relva.

Entretanto, já foram instalados 24 dos 49 torniquetes encomendados pelos gestores para um melhor controlo das entradas dos espectadores. O sistema de iluminação foi melhorado, sendo que a capacidade, agora, é de 1.200 LX. Foi, também, instalado um sistema alternativo de fornecimento da corrente eléctrica ao ENZ.

 

O Milan juntou-se ao lote de clubes que desistiram da Superliga Europeia. A Juventus, por seu lado, reconhece que o projecto, tal como foi concebido, tem possibilidades reduzidas de ser colocado em prática.

Depois de Manchester City, Manchester United, Arsenal, Chelsea, Tottenham, Liverpool, Atlético de Madrid e Inter abandonarem, ontem, a recém-criada Superliga Europeia, foi a vez do AC Milan tomar o seu posicionamento.

O emblema de Milão, em Itália, oficializou a decisão, justificando que respeita a opinião daqueles que amam o futebol e que não concordam com a competição.

“Aceitamos o convite para participar do projecto da Superliga com a intenção genuína de criar a melhor competição europeia possível para os adeptos de todo o mundo, para proteger os interesses do clube e dos nossos adeptos. A mudança não é fácil, mas a evolução é necessária para progredir e a estrutura do futebol europeu também evoluiu e mudou ao longo dos anos. No entanto, a voz e as preocupações dos adeptos espalhados pelo mundo sobre o projecto da Superliga têm sido fortes e claras e o nosso clube deve permanecer sensível e atento à opinião daqueles que amam este desporto maravilhoso. Entretanto, continuaremos a trabalhar activamente para definir um modelo sustentável para o mundo do futebol”, lê-se no documento do clube italiano.

Já a Juventus diz estar “ciente do pedido e das intenções manifestadas por alguns clubes de se retirarem deste projecto, embora os procedimentos necessários previstos no acordo entre os clubes não tenham sido concluídos”.

“Nesse contexto, a Juventus, embora continue convicta da validade dos pressupostos desportivos, comerciais e legais do projecto, considera que, actualmente, apresenta possibilidades reduzidas de ser concretizado nos moldes em que foi, inicialmente, concebido”, escreve no seu comunicado o emblema de Turim.

Na sequência da saída confirmada de oito, dos 12 emblemas fundadores, o Barcelona clarificou a posição do clube relativamente ao projecto da Superliga Europeia.

“Neste momento, estamos na Superliga, todos os cenários estão abertos. Agora, virão dias de conversações e, seguramente, negociações de todas as partes”, explicaram à agência noticiosa espanhola EFE fontes do clube catalão.

Na terça-feira, a estação televisiva espanhola TV3 deu conta da inclusão, por parte de Joan Laporta, presidente dos blaugrana, de uma cláusula que deixa a presença do clube na Superliga dependente da aprovação na assembleia de sócios compromissórios.

Dos 12 clubes que, no domingo, anunciaram a criação da Superliga, apenas se mantêm o Barcelona, a Juventus e o Real Madrid.

O presidente da Liga Moçambicana de Futebol diz ter fé na reabertura do Moçambola, na próxima comunicação à Nação do Chefe de Estado, depois de a Federação Moçambicana de Futebol ter entregado, na terça-feira, testes da COVID-19, aos clubes participantes da prova. Por isso, Couana projecta o arranque da competição para 15 de Maio.

A Federação Moçambicana de Futebol entregou, na terça-feira, testes da COVID-19 a todos os clubes que disputam o Moçambola 2021. O gesto anima o Presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, que já projecta a retoma da maior competição futebolística Nacional, esperando-se apenas que o Chefe de Estado dê um “yes” na sua comunicação de segunda-feira. Couana diz ser expectativa de todos que, na próxima comunicação à Nação, o Presidente da República autorize o retorno do Campeonato Nacional de Futebol.

O gestor da prova máxima estabeleceu 15 de Maio como data ideal para a realização da quinta jornada visto que da avaliação feita entre a Liga Moçambicana de Futebol e os clubes ficou acordado que seriam necessários 15 dias desde a autorização da retoma para que se organize toda a logística da prova.

Couana garantiu, por outro lado, que todos os 14 clubes treinam, ansiosos pela retoma da prova, ainda que, actualmente trabalhem sem nenhum horizonte, pelo que as duas semanas que separarão o anúncio da retoma e o pontapé de saída serão suficientes para colocar os atletas e os treinadores focados na competição.

Ananias Couana fez estes pronunciamentos durante a cerimónia de entrega dos 4.550 testes rápidos aos clubes, uma acção que, para o chefe da Liga Moçambicana de Futebol, encerra o cumprimento das orientações deixadas pelo Presidente da República, da realização semanal e regular da testagem a todos os intervenientes da competição nacional.

“Estamos, porém, cientes de que o que foi feito não é bastante. Há outros elementos que conduzem as decisões, mas a nossa expectativa é de que teremos o Campeonato Nacional de Futebol para breve”.

A respeito dos testes distribuídos aos clubes, para testar os intervenientes do Moçambola durante as próximas 13 jornadas, Couana observou que, apesar de indispensáveis, não são o fim de tudo.

O gestor do órgão que organiza o Moçambola diz que “os testes devem ser complementados com outras medidas de prevenção à COVID-19 para que não haja registo de casos positivos na prova ou, através da prova, haja várias contaminações”, afiançou, instando aos clubes a continuarem empenhados e comprometidos com o cumprimento rigoroso do protocolo sanitário contra o novo Coronavírus.

A Federação Moçambicana de Futebol procedeu a entrega de 4.550 testes da COVID-19 aos clubes que disputam o Moçambola 2021 por forma a garantir um retorno seguro da competição. Para já, foram 1.500 entregues e, mais tarde, serão entregues os restantes. Os árbitros receberam 500 testes

Foi um acto que constituiu um momento que deverá ficar para a história do futebol moçambicano. Até porque foi assim que foi classificado o momento de entrega dos testes rápidos de despiste da COVID-19 aos clubes, esta terça-feira, uma das promessas da Feizal Sidat para garantir retoma do campeonato nacional de futebol. Por isso mesmo, a entrega foi feita da Federação Moçambicana de Futebol, gestora do futebol nacional, para a Liga Moçambicana de Futebol, por ser gestora do Moçambola.

Numa primeira fase, são 4550 testes entregues aos clubes, a razão de 325 testes por cada um dos 14 clubes que disputam o Moçambola, o que vai garantir a testagem pelas próximas 12 a 15 semanas, segundo garantia de Feizal Sidat, presidente da FMF. “Vamos fazer a entrega dos restantes testes nos próximos dias, porque acreditamos que este lote vai dar para 12 a 15 jornadas.

O que esperamos é que haja uma boa conservação”, disse Sidat, para depois garantir que “vamos assegurar os testes do Moçambola até ao final da prova”.

Aliás, Feizal Sidat deu a garantia de que a testagem aos intervenientes do Moçambola será feita com a supervisão do gabinete médico da FMF, com apoio do Instituto Nacional de Saúde, para assegurar que não haja problemas com os resultados, até porque o pessoal de gabinete médico dos clubes foi formado em matérias de manuseamento de testes e recolha de amostras.

E para um melhor cumprimento das normas a serem cumpridas pelos clubes, que através de um memorando de entendimento receberam apoio de testes, a Federação Moçambicana de Futebol elaborou um regulamento que “esperamos que seja cumprido na íntegra pelos clubes que vão disputar o Moçambola”.

Para além destes testes entregues aos clubes do Moçambola 2021, a Federação Moçambicana de Futebol tem a intenção de adquirir cerca de 7.000 testes, contando com outras categorias do futebol que são movimentadas pelo órgão gestor do futebol nacional.

“Estamos a adquirir 7.000 testes para todos os intervenientes dos clubes e selecções nacionais. Sabemos que o futebol não é só Moçambola. Temos selecções nacionais de várias categorias, temos pessoal da CNAF, da própria Federação Moçambicana de Futebol, da Liga Moçambicana de Futebol, de todos os intervenientes das várias categorias do futebol e queremos garantir que todos possam beneficiar-se destes testes”, disse o presidente da FMF.

LMF ESPERA QUE SEJA PORTA PARA RETOMA DO MOÇAMBOLA

 Numa primeira fase, serão testados todos os intervenientes do Moçambola e, mais tarde, apenas 15 elementos em cada clube, escolhidos aleatoriamente. Uma satisfação para a Liga Moçambicana de Futebol.

Ananias Couana, presidente da Liga Moçambicana de Futebol, considera que o acto “representa uma prova inequívoca do cumprimento das promessas da Federação Moçambicana de Futebol”, que espera que possam continuar. No entanto, está ciente de que “os testes não são o fim, mas devem ser complementados por todas as medidas de prevenção da COVID-19”.

Por isso mesmo, Ananias Couana espera que este acto sirva também como porta para possível retoma do Moçambola a breve trecho. “Estamos a cumprir com todos os passos recomendados para retoma do Moçambola. E esperamos que todos continuem a seguir as recomendações da saúde”, disse, acrescentando que “a recepção dos testes aumenta as expectativas e esperanças de retoma do Moçambola”.

Deixou ficar uma palavra de apreço aos clubes com muitas dificuldades para continuarem a treinar para o regresso da competição.

Para além dos clubes, 500 testes foram entregues também à Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol.

PARAGEM TRAZ PREJUÍZOS

 Para já, a expectativa da Liga Moçambicana de Futebol, bem como dos clubes presentes no acto da entrega dos testes da COVID-19, é que haja abertura para autorização para retoma do campeonato nacional de futebol. Segundo Ananias Couana e outros intervenientes, espera-se que, na próxima comunicação à nação do Presidente da República, seja anunciada a retoma da prova.

Depois disso, segundo a coordenação feita entre a Liga Moçambicana de Futebol e os clubes, o Moçambola retoma 15 dias depois da autorização, para dar tempo ao organismo que gere a prova se reorganizar para que não hajam sobressaltos. “Apesar dos clubes estarem a treinar, entramos em coordenação com os clubes no sentido de que poderíamos retomar a prova 15 dias após o anúncio da retoma”, garantiu Ananias Couana.

Vacinação dos intervenientes do Moçambola depende da resposta da SED

Relativamente à provável vacinação aos intervenientes do Moçambola 2021 para que não haja situações futuras, a Federação Moçambicana de Futebol entrou em contacto com a Secretaria de Estado do Desporto para fazer o pedido.

A Secretaria de Estado do Desporto, por seu turno, solicitou a lista dos intervenientes e as condições necessárias para a vacinação dos desportistas e a FMF garante já ter enviado o pedido da SED, nomeadamente a lista dos clubes, da LMF, da FMF, da CNAF, técnicos e todos os envolvidos no Moçambola e “agora estamos à espera que, a qualquer momento, nos chamem para que possamos comunicar a todos para quando será o arranque da vacinação”, segundo disse Feizal Sidat.

Vale isto dizer que, segundo Sidat, “tudo está agora a cargo da SED, para que haja vacinação dos intervenientes do Moçambola.

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