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O País – A verdade como notícia

Não foi desta que o internacional moçambicano, Reinildo Mandava, fica com o prémio atribuído ao melhor jogador africano a actuar na França. É que foram já anunciados os nomes dos três futebolistas seleccionados como finalistas do Prémio Marc-Vivien Foe, atribuído pela Radio Francesa Internacional (RFI) e pela France 24 ao melhor futebolista africano no Campeonato Francês da Liga 1.

Trata-se do Argelino Andy Delort, do clube Montpellier, do Zimbabweano Tino Kadewere, do clube Lyon, e do Congolês da RD Congo, Gael Kakuta, do clube Lens. Dois Senegaleses, nomeados entre os 11 jogadores da corrida, designadamente Boulaye Dia, o atacante de Reims, e Idrissa Gana Gueye, médio do Paris Saint-Germain, bem como o moçambicano Reinildo Mandava, ao serviço do Lille, foram rejeitados, tal como os restantes quatro jogadores.

Nenhum Senegalês alguma vez recebeu este prémio individual desde a sua instauração em 2009 e nenhum moçambicano tinha sido antes nomeado para esta distinção. Aliás, os moçambicanos que actuam na França desde a instauração do prémio são apenas dois, nomeadamente Reinildo Mandava, do Lille, e Mexer Sitoe, do Bordéus.

Este prémio celebra o antigo internacional camaronês Marc-Vivien Foe, falecido em Junho de 2003, aos 28 anos de idade, no Estádio Gerland em Lyon (França), durante um jogo da Taça das Confederações entre os Leões Indomáveis (dos Camarões) e a Colômbia.

O laureado deste ano, que sucederá a Ivoiriense Nicolas Pépé (então jogador de Lille e ex-colega de Reinildo Mandava, agora a representar o Arsenal na Inglaterra) será conhecido a 17 de Maio próximo.

O seleccionador nacional de futebol de Praia, Abineiro Ussaca, diz já estar a estudar os adversários que vai encontrar, em Maio, na fase final do CAN da modalidade, no Senegal. Ussaca agradece ainda a escolha de Portugal para estágio.

Na essência, Egipto, Marrocos e Seychelles é que são os adversários de Moçambique na sua estreia no Campeonato Africano das Nações de futebol de praia. São selecções com algum histórico de participações em fases finais do CAN, mas isso não assusta o seleccionador nacional.

Abineiro Ussaca diz que o mais importante “é respeitar todos os adversários”. Entretanto, “já estamos a trabalhar em função dos nossos adversários e a estudar a forma como cada um deles joga. Estamos a visualizar os jogos dos nossos adversários e estamos a trabalhar em função deles. Sabemos que eles são muito fracos em termos físicos e, por isso, são estáticos quando jogam e já estamos a ensaiar o sistema deles”, disse Ussaca.

Os adversários já tiveram boas posições em campeonatos anteriores, casos de Marrocos e Egipto, que já estiveram no pódio da prova continental. “O Marrocos é um dos melhores posicionados em termos daquilo que foi o futebol de praia na edição anterior; já ficou em terceiro lugar e Egipto também tem tido boas prestações nesta competição”, comenta Ussaca.

Ussaca garante que está a trabalhar para alcançar o objectivo traçado que é vencer pelo menos uma partida e chegar às meias-finais da competição.

“Estamos cientes de que não vai ser uma tarefa fácil e vamos ter jogos muito difíceis, mas estamos a trabalhar para superar as adversidades que os adversários podem causar-nos e fazermos o melhor”, disse Abineiro Ussaca que assegurou ainda que “nós também queremos ter uma palavra a dizer nesta prova”.

Para o seleccionador nacional, “se estamos entre as melhores oito selecções de África, temos que dar a nossa palavra e justificar o porquê estamos lá”, sentenciou.

Por outro lado, o seleccionador nacional mostra-se feliz pela escolha de Portugal para realizar o estágio, tendo em conta os vários factores em comum com Moçambique.

Para o caso de Marrocos, o seleccionador nacional fala de “aspectos como a cultura, em que a sua forma de se alimentar, muito diferente da nossa, para além de estarem em período de Ramadan”. Por isso, não foi a primeira opção, até porque “tem outra parte desportiva que eles podiam não ser honestos suficientes e estarem ali atentos ao que estivermos a fazer”. Mas, optou-se por Portugal e agradece à direcção da Federação Moçambicana de Futebol, já que “temos muito em comum, em termos de língua, alimentação e não teremos ninguém que venha espionar o que estamos a fazer”.

O CAN de futebol de praia decorre de 23 a 29 de Maio, em Dakar, Senegal, e Moçambique é uma das oito melhores selecções de África. A prova qualifica os representantes do continente ao mundial da modalidade.

O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, diz que a nova logomarca dos Mambas é produto inacabado e que a questão do plágio ainda está a ser investigada.

Foi apresentado, na manhã da última quarta-feira, como resultado de um concurso público aberto a singulares e colectivos, a nova logomarca da autoria de Mário Simão Júnior que, entretanto, tem estado a ser alvo de críticas pelos amantes do futebol, devido à sua coincidência com uma outra marca, o que suscita a possibilidade de plágio.

Na mesma quarta-feira, a Federação Moçambicana de Futebol divulgou a nova logomarca nas redes sociais e, mais tarde, as publicações foram retiradas, levantando ainda mais questionamentos.

Em reacção aos constantes comentários à volta desta logomarca, Feizal Sidat assegurou que é um produto inacabado e que ainda vai merecer observações. Garante ainda que a possibilidade de plágio vai ser investigada.

Feizal Sidat disse que “desde o dia da apresentação que estamos a dizer que a logomarca podia ser melhorada em termos gráficos. Quanto à questão do plágio, iremos averiguar. Quem fez aquilo é um jovem de vinte e poucos anos e, por isso, na minha opinião, ele merece o nosso apoio e carinho”.

Recorde-se que o vencedor do concurso da nova logomarca dos Mambas recebeu um prémio no valor de 100 mil meticais.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol falava durante a passagem oficial da gestão da Academia Mário Coluna à Secretaria de Estado do Desporto.

A selecção nacional de futebol de praia ficou a conhecer os seus adversários na fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN), que terá lugar em Dakar, Senegal, em Maio próximo. Trata-se do Egipto, Marrocos e Seychelles, que integram o grupo B da competição.

Está num grupo acessível, em termos de adversários para aquilo que são os objectivos traçados pelo combinado nacional, e, neste, vai defrontar três adversários que, até ao momento, nunca disputaram um campeonato do mundo, nem nunca conquistaram o título africano, pese embora os magrebinos sejam assíduos no CAN.

O Egipto, por exemplo, disputou todas as edições do CAN de futebol de praia, mas a sua melhor posição foi o terceiro lugar alcançado em quatro edições, nomeadamente, em 2006 na África do Sul, 2011 no Marrocos, 2016 na Nigéria e 2018 como anfitrião.

Já o Marrocos disputou sete das nove edições anteriores, tendo falhado as provas de 2007 e 2008, ambas na África do Sul, mas conseguiu a sua melhor posição em 2013, na prova em que foi anfitrião, quando terminou na terceira posição.

Por seu turno, as Seychelles têm apenas uma participação na fase final do CAN de futebol de praia, em 2015, quando também foram o organizador.

Moçambique fará, porém, a sua estreia com os objectivos traçados para alcançar a primeira vitória de uma selecção nacional de futebol em fases finais de um CAN, para além de procurar a qualificação inédita às meias-finais da competição.

O grupo A, por outro lado, será composto pela anfitriã Senegal, cinco vezes campeã africana e detentor do troféu, para além da Tanzânia, 7º da última edição, Uganda e RD Congo, estas duas últimas estreantes.

O Campeonato Africano das Nações do Senegal-2020 vai decorrer de 23 a 29 de Maio próximo.

O treinador da equipa masculina de basquetebol do Ferroviário de Maputo, Milagre Macome, diz que parte para a Liga Africana de Basquetebol triste com o cenário actual de falta de competições no país, o que faz com que a equipa esteja sem ritmo competitivo.

Falando em conferência de imprensa, Milagre Macome diz estar “com muita mágoa, muita tristeza”, tendo em conta que “infelizmente nós vamos participar nesta primeira edição da Liga Africana de Basquetebol fora daquilo que seria o ideal em termos competitivos e de ritmo”.

É este o sentimento que Macome leva para a Liga Africana de Basquetebol, sem perspectiva de fazer milagres em Kigali. Aliás, segundo Macome, “se em condições normais, com competição regular, treinos regulares, sem o condicionalismo de COVID-19, temos muitas dificuldades a nível internacional, imagine agora sem competição nenhuma e só a treinar individualmente, vai ser difícil, mas prontos, vamos lá para participar até onde for possível chegar”.

Ainda assim, Milagre Macome garante que os “locomotivas” da capital do país vão à maior prova de basquetebol profissional Africana de clubes para representar condignamente o país. “Temos que ir firmes, cabeça levantada, representar o país, cientes das dificuldades que vamos enfrentar e vamos jogar até onde pudermos”, disse o treinador da equipa principal masculina de basquetebol dos “locomotivas” de Maputo.

Até porque a equipa está compenetrada e unida para disputar a primeira edição da prova, segundo garantias do próprio técnico, Milagre Macome.

 

JOGADORES COMPROMETIDOS COM O CLUBE E COM A NAÇÃO

A falta de competição no país não deve ser um entrave para quem quer alcançar a glória, é como defende Custódio Muchate, em representação dos seus colegas, movido pelo espírito de profissionalismo e persistência.

Para Muchate “há um compromisso individual e colectivo daquilo que é o compromisso que temos com o Ferroviário de Maputo e com o país no seu todo. Por isso queremos representar o clube e o país de forma condigna”.

O sentimento do capitão, que falava em nome de todos os jogadores, é de que “o facto de não termos competição há cerca de 12 meses não significa que devemos claudicar e deixar que as coisas aconteçam do nada. Há um esforço que teremos que fazer. Ainda bem que o treinador está ciente das limitações que temos e como é uma pessoa que gosta de ganhar, nos leva a termos esse mesmo pensamento também”, disse.

Relativamente ao estado anímico dos jogadores, Custódio Muchate não tem dúvidas de que todos estão motivados, apesar do condicionalismo imposto, no entanto “estamos a trabalhar por forma a representar condignamente o clube e o país nesta competição e tentar passar para a outra fase”.

Sem competições, os treinos internos são a maior motivação dos jogadores que pretendem puxar para si a razão e o desejo de se mostrar a África e ao mundo através desta competição.

Mas o facto de alguns jogadores não poderem se juntar ao grupo de trabalho, é outro entrave, já que dificilmente haverá o entrosamento desejado para formar um conjunto forte e capaz de ombrear de igual para igual com os restantes adversários.

 

QUATRO REFORÇOS ESTRANGEIROS PARA ENFRENTAR BAL

Assim, o campeão nacional de basquetebol masculino procura melhorar os índices competitivos ainda em Maputo, mesmo sem poder com os quatro reforços estrangeiros, que por imposição da organização tinham que ser contratados. Trata-se do espanhol Álvaro Manso, já conhecido pelos moçambicanos, porquanto tem estado a apoiar Ferroviário de Maputo há dois anos, o alemão-americano, Demarcus Holland, o costa-marfinense, Adejhi Baru, e o nigeriano-americano Uchechi Obgonna.

Milagre Macome assume que as exigências da Liga Africana de Basquetebol obrigaram a contratação destes jogadores, que não foram a primeira, nem a segunda e nem a terceira opção do clube. “Eles enviaram uma lista de mais de 50 jogadores que deviam ser contratados pelas equipas que vão disputar a prova. Mas devido a falta de condições não foi possível contratar os melhores e acabamos levando estes mesmos”, começou por dizer Macome, para quem “estes são os jogadores do Ferroviário de Maputo porque aceitaram assinar com o clube”.

O treinador diz acreditar no potencial de cada um deles, por isso mesmo confiou a estes para que possam dar a sua contribuição na boa prestação que se espera deles. “Já vimos a actuação de todos eles e achamos que são jogadores que merecem a nossa confiança e temos certeza de que vão ajudar o clube”, disse Milagre Macome.

Actualmente o clube trabalha no país e já está a criar todas condições para participar na Liga Africana de Basquetebol, tendo já cumprido sete testes de COVID-19, uma das exigências da organização. “Já fizemos sete testes e agora falta o oitavo e último teste que deverá ser feito dois dias antes da viagem. Ou seja, devemos realizar todos estes testes para podermos entrar na bolha da BAL. Na próxima sexta-feira a equipa vai entrar em estágio e a viagem está prevista para dia 3 de Maio”, esclareceu Isidro Amade, director desportivo do Ferroviário de Maputo.

 

BOLHA DA BAL PARA CONTORNAR COVID-19

A Liga Africana de Basquetebol, BAL, vai decorrer de 16 a 30 de Maio em Kigali, no Ruanda. A FIBA-África e a NBA projectam confinar as 12 equipas participantes na prova numa bolha, numa unidade hoteleira de Kigali, que irá decorrer de 4 a 30 de Maio, devendo logo após a chegada das equipas ser observada uma quarentena de 6 dias.

De 11 a 14 de Maio as equipas realizam sessões de treinos para dois dias depois, 16, iniciar a disputa da fase de grupos que se estenderá até dia 23. Os quartos-de-final da BAL vão decorrer entre os dias  25 a 26 de Maio, sendo que as meias-finais serão disputadas no dia 28. Um dia depois deverá ser conhecido o terceiro classificado da prova e o grande vencedor desta primeira edição será encontrado no dia 30 de Maio.

As 12 equipes estarão divididas em dois grupos, sendo o Nilo a qual pertence o Ferroviário de Maputo será ainda composto pelas equipas do River Hoopers (Nigéria), US Monastir (Tunísia), Zamalek (Egipto), FAP (Camarões) e Patriots (Ruanda).

O grupo denominado Sahara contará com as equipas do Petro Atlético de Luanda (Angola), GS Petroliers (Argélia), AS Police (Mali), GMN Basket (Madagáscar), AS Douanes (Senegal) e AS Salé (Marrocos).

Foram hoje a enterrar os restos mortais do treinador do Desportivo de Maputo, Rogério Mariani, que perdeu a vida na última sexta-feira, vítima de ataque cardíaco.

Amigos, familiares e desportistas curvaram-se, na manhã de hoje, a Rogério Mariani que, na última sexta-feira, teve uma morte súbita. O local escolhido para o último adeus foi o pavilhão Lurdes Mutola que acolheu pouco mais de 150 pessoas.

Rogério Mariani morre numa altura em que o Desportivo não treinava há duas semanas devido às más condições de trabalho, como falta de salário. Por via disto, a esposa vinha exercendo pressão para que o técnico regressasse a Portugal, mas sempre recusou até que veio a perder a vida trabalhando para os seus, como descreve a família.

“Rogério sempre foi um homem batalhador, dedicado em prol do bem da sua família”, descreveu-lhe o representante da família, na leitura do elogio fúnebre.

O Desportivo de Maputo tinha, em Mariani, um homem comprometido com a causa do clube e disposto a manter a mística alvi-negra.

“O mister Mariani sempre demonstrou vontade de trabalhar. Era uma pessoa comprometida com a mística do clube e focada na formação”.

Rogério Mariani chegou ao Desportivo em Dezembro de 2020, para substituir Dário Monteiro.

A Federação Moçambicana de Futebol apresentou, ontem, quarta-feira a nova logomarca da selecção nacional de futebol, os Mambas, após o anúncio do vencedor do concurso lançado há algum tempo.

Mário Simão Mondlane Júnior foi o vencedor de mais de 80 propostas enviadas à Federação Moçambicana de Futebol, das quais apenas quatro foram restritamente avaliadas e saiu um vencedor.

De acordo com o vencedor do concurso, que auferiu 100 mil meticais pela criatividade, a nova logomarca destaca os sentimentos de “destemor, bravura, determinação, persistência e orgulho”, mesmo tendo em conta que o que se vê, nela, seja “uma bola, as cores da bandeira nacional e uma cobra Mamba”, esta última que dá o nome de guerra à selecção nacional.

“Não foi fácil a criação do logotipo, levei mais tempo pensando no que fazer e levei mais de um mês a pensar e fazer algo que pudesse agradar ao país todo”, disse Mário Simão Mondlane Júnior, após ser anunciado como vencedor.

Refira-se que o concurso para a nova logomarca da selecção nacional foi aberto 04 de Setembro do ano passado, como resultado da reprovação do referendo da mudança do nome de guerra da selecção nacional, durante uma auscultação pública.

Stenor Tomo, do Departamento de Comunicação e Imagem da Federação Moçambicana de Futebol, explicou a importância desta logomarca. “Este logotipo está, ainda, numa fase de estudo, ele vai poder ser melhorado, esta é a proposta que foi aceite e está aberto um espaço para que se possa aprimorar ainda mais o logotipo havendo necessidade por parte da federação e todos direitos de uso passarão, naturalmente, para a FMF e será feita uma campanha de divulgação do logotipo até que possamos ter peças de comunicação, branding e merchandising com este logotipo”, disse Tomo.

Refira-se que, com a eleição da nova logomarca, segue, agora, a fase de substituição dos equipamentos de jogo e de estágios, para além da personalização de bolas, bandeiras, cachecóis, entre outros produtos acompanhantes.

 

LOGOMARCA RETIRADA DA PÁGINA DAS REDES SOCIAS DA FMF

Entretanto, depois da divulgação da nova logomarca dos Mambas, nas redes sociais da Federação Moçambicana de Futebol, nomeadamente no Facebook e, por se levantar a possibilidade de ter havido plágio na criação da mesma, o organismo que gere o futebol moçambicano optou pela sua retirada, ainda sem nenhuma justificação.

Sabe-se que a nova logomarca dos Mambas tem muitas similaridades com outra marca já existente e, nas redes sociais, levanta-se o debate em relação à originalidade da criação de Mário Simão Mondlane Júnior.

A informação foi avançada, na tarde desta quarta-feira, pelo Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, durante um encontro havido com federações desportivas moçambicanas.

Do encontro veio uma revelação: a partir de 3 de Maio todos atletas filiados às federações serão imunizados contra o novo Coronavírus.

A atribuição de prioridade na vacinação contra a COVID-19 aos atletas de alto rendimento ajudaria os olímpicos moçambicanos a diminuir a sua ansiedade e a optimizar o seu desempenho em Tóquio.

Mas igualmente beneficiaria equipas com compromissos internacionais, o caso dos “Mambas”, na Cosafa e na qualificação para o Mundial do Qatar 22, bem como às equipas masculinas e femininas do Ferroviário de Maputo, que já prepararam participação para a BAL (Basketball África League) e para a Taça dos Clubes Campeões Africanos, respectivamente.

Uma das modalidades de alto risco, o basquetebol, congratula a decisão da vacinação para o regresso seguro de competições ao nível nacional, já que é uma das áreas de sucesso do país e não pode continuar parado.

“É uma boa iniciativa. Os nossos atletas estarão mais seguros em campo, queremos voltar a competir nos campeonatos nacionais e ao nível provincial”, reagiu Roque Sebastião, presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol.

O ténis é uma das modalidades que regressou à actividade, em Agosto do ano passado e os atletas têm estado a seguir o protocolo sanitário estabelecido, ainda a aguardar pela vacinação.

“O ténis, felizmente, desde o ano passado, nunca esteve parado, aliás, foi a primeira competição desportiva nacional a iniciar actividades desde o cancelamento no país em Abril de 2020, devido à COVID-19. A vacinação é bem-vinda, tendo em conta que temos atletas que estão a competir internacionalmente”, disse Jonas Alberto, presidente da Federação Moçambicana de Ténis.

No encontro em que as várias federações desportivas estiveram com o Secretário de Estado do Desporto para determinar o protocolo sanitário a ser seguido, tendo em conta a retoma das competições, houve, igualmente, espaço para os representantes das modalidades apresentarem planos para o futuro e o ponto de situação de actividades, tendo Carlos Gilberto Mendes dado nota positiva ao decurso do campeonato nacional de natação, realizado no “novo normal”, com observância rigorosa do protocolo sanitário.

O Secretário de Estado do Desporto exigiu, ainda, rigor às federações, na observância do protocolo sanitário, sobretudo no futebol, por reunir massas e prometeu fiscalização apertada a partir da quinta jornada do Moçambola.

Na reunião que durou cerca de três horas o dirigente defendeu união de esforços para que o desporto moçambicano melhore e solicitou às federações projectos.

A informação foi avançada pelo respectivo presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, que assegurou que nesta troca de imóveis, o órgão que gere o futebol moçambicano passa a ter mais espaços no Estádio Nacional do Zimpeto, onde pretende construir mais um campo, com relva sintéctica. Os três últimos meses de actividades da FMF são tidos como positivos em termos de realizações.

Foi durante o balanço dos últimos três meses (Janeiro a Março), que o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, em conferência de imprensa, deu a boa nova.

Boa nova sim, porque apesar de já ser de domínio público desde ano passado, só esta quinta-feira é que será efectiva o plano de troca de bens imóveis entre a Federação Moçambicana de Futebol e a Secretaria de Estado do Desporto.

Assim, a Academia Mário Coluna vai passar a gestão da Secretaria de Estado do Desporto a partir desta quinta-feira, e em contrapartida a SED cede a infra-estrutura do Estádio Nacional do Zimpeto à FMF.

No que diz respeito aos planos do órgão de tutela do futebol moçambicano, é a construção de um campo adjacente ao Estádio Nacional do Zimpeto, mas com relva sintéctica, como forma de garantir a massificação do desporto rei no país.

Quanto a Academia Mário Coluna, Feizal Sidat assegurou que todo material existente vai permanecer em Namaacha, podendo ser retirado algum material para a nova Casa do Futebol, o campo da Afrin, onde vão passar a treinar as selecções nacionais.

Aliás, sobre o campo da Afrin, Sidat esclareceu os contornos dos acordos de concessão daquela infraestrutura, onde por cinco anos será a casa para os projectos da Federação Moçambicana de Futebol, para formações diversas, nomeadamente dos instructores de futebol, árbitros, gestores e selecções nacionais das camadas juvenis.

 

FORMAÇÕES, PARCERIAS E INFRA-ESTRUTURAS

Nos últimos três meses, segundo disse Feizal Sidat em conferência de imprensa, foram de muitas realizações para o organismo que dirige.

Das várias realizações da FMF, o destaque vai para formações dos médicos dos clubes, a partir do departamento médico do organismo federativo, e dos instructores de nível B de futebol. Neste momento está em andamento o plano de formações para instructores de juízas e instructoras de gestores para o futebol feminino.

Quanto as parcerias, a FMF destaca uma nova frente que será aberta com o Brasil, para troca de experiência, com suporte da FIFA, depois de já ter iniciado parceria com Portugal, mas também com a UEFA e a FIFA; onde estas apoiam em várias formações, cursos e workshops.

Ainda ao nível de parcerias, estão garantidas bolsas de estudos em gestão desportiva para moçambicanos interessados, num acordo assinado com a embaixada da Argélia que vai levar moçambicanos a estudarem em universidades daquele país africano.

Mas também estão garantidas bolsas de estudos para jovens das selecções de formação, para que possam ir a Portugal estudar e jogar em alguns clubes daquele país europeu. Para tal, a direcção está a trabalhar com apoio do embaixador da FMF na Europa.

Em termos de infraestruturas, a Federação Moçambicana de Futebol adquiriu e entregou mais duas sedes das associações provinciais de Gaza e Inhambane para o seu funcionamento. Feizal Sidat explicou que, em relação a província de Gaza “a associação provincial e o Clube de Gaza usavam a mesma infra-estrutura e nós adquirimos o imóvel ao lado para passar a servir a Associação Provincial e já entregamos”.

No entanto, há projecções de mais aquisições para as restantes associações, sendo que duas delas serão abrangidos nos próximos meses. Estas aquisições de infra-estruturas é feita com fundos da FIFA.

 

FMF PAGA ÁRBITROS

Nas finanças, a Federação Moçambicana de Futebol pagou a dívida com os árbitros que ajuizaram os jogos da Taça de Moçambique em 2018, bem como daqueles que apitaram os jogos dos Campeonatos Nacionais de 2018 e a Divisão de Honra, em 2019, num valor de quase cinco milhões de meticais.

No mesmo período, o organismo que gere o futebol moçambicano fez a entrega do relatório do uso dos fundos da FIFA, para fazer face à COVID-19, ora entregue aos clubes que vão disputar o Moçambola-2021.

 

SELECÇÃO NACIONAL DE FUTEBOL DE PRAIA VAI ESTAGIAR EM PORTUGAL

Contrariamente ao programa, inicialmente, feito pela Federação Moçambicana de Futebol, que referenciava que a selecção nacional de futebol de praia iria estagiar em Marrocos, contrariando o desejo do seleccionador nacional, Abineiro Ussaca, na comunicação de Feizal Sidat houve um volte face.

O presidente da FMF anunciou que o estágio da selecção de futebol de praia será em Portugal, a partir do dia 07 de Maio. “Decidimos dar este estágio em Portugal porque entendemos que vai ser benéfico e a selecção vai poder realizar jogos de controlo com equipas portuguesas que são os melhores do mundo”, reiterou Feizal Sidat que espera que esta selecção possa ter uma boa campanha em Dakar. “Eles vão partir de Portugal directo para Dakar, onde vão estar na prova com as melhores selecções do continente. São oito selecções e se nós estamos lá, é porque também somos os melhores”, referiu Sidat.

Quanto a selecção feminina de futebol que continua a preparar a sua participação no torneio Cosafa e CAN, Feizal Sidat esclareceu que Victor Matine vai continuar a liderar o grupo enquanto não se junta à selecção principal, os Mambas. “Por enquanto Victor Matine vai continuar a treinar a selecção feminina do nosso país. O Gabinete Técnico está a procura de um novo seleccionador para a selecção feminina, para permitir que a partir de 20 de Maio Matine possa se integrar nos Mambas”, disse Sidat.

O presidente do organismo que tutela o futebol nacional falou ainda dos fundos da FIFA para a massificação e desenvolvimento do futebol feminino. Para esta categoria de futebol estão disponíveis 500 mil dólares da FIFA e Sidat garante que há um plano de utilização desse valor. “Apenas aguarda-se a autorização de retoma das competições do futebol feminino para que possamos fazer uso do valor que temos. Mesmo hoje existe esse valor. E não é só para a selecção nacional, mas também para todas competições femininas e de formação”, assegurou Sidat.

 

“ESTAMOS PREOCUPADOS COM FUTEBOL DE FORMAÇÃO E PROVINCIAL”

Numa altura em que apenas o Moçambola 2021 foi autorizado a retomar, a maior preocupação dos amantes do futebol e do desporto no geral é com as provas provinciais e das camadas de formação. Feizal Sidat garantiu que está em contacto com a Secretaria de Estado do Desporto para fazer forcing, no sentido de ver autorizadas estas modalidades.

“Estamos preocupados com as provas de formação e dos campeonatos provinciais, e vamos fazer forcing junto do governo para que possam ser abertos, porque achamos que há uma dualidade de critérios e queremos que as provas também possam ser abertas. O que nós pedimos é que gradualmente se abra, a começar pelos campeonatos provinciais e depois as camadas de formação”, disse Feizal Sidat.

Na mesma ocasião foi apresentado o aplicativo oficial móvel da FMF UP e o novo logótipo da marca Mambas, com o anúncio de Mário Simão Jr. como o grande vencedor do concurso. Mário Simão Jr., recebeu 100 mil meticais de prémio pelo novo logotipo da marca Mambas.

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