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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol de praia partiu na manhã deste domingo com destino a Nazaré, Portugal, onde vai observar um estágio pré-competitivo de 12 dias, antes de partir para Dakar, no Senegal, para disputar a edição deste ano do Campeonato Africano das Nações da modalidade.

Para esta empreitada e depois do aval da Federação Moçambicana de Futebol de mudar o local de estágio de Marrocos para Portugal, Abineiro Ussaca, seleccionador nacional, convocou um total de 18 atletas, que leva para Nazaré, para preparar esta primeira e inédita participação de Moçambique numa fase final da competição africana, prova que terá lugar de 23 a 28 de Maio corrente.

Assim, Ussaca leva a Nazaré três guarda-redes, seis defesas, cinco médios e quatro pivôs, sendo que, depois desta fase de pré-estágio, alguns terão que regressar ao país.

Em Portugal, a selecção nacional vai cumprir um estágio pré-competitivo de 12 dias, nas praias de Nazaré, onde o combinado nacional irá efectuar os jogos de controlo com as equipas locais, podendo incluir ainda os jogos amigáveis com as selecções de base de Portugal e da Espanha, não obstante sem confirmação até ao momento.

Recorde-se que um dos motivos, que levou Abineiro Ussaca a escolher Portugal como local do estágio, foi mesmo para aproveitar o facto de ser um país com as melhores equipas do mundo, incluindo o Sporting de Braga, campeão mundial de clubes, para além da própria selecção, que tem estado entre as melhores do mundo.

Outrossim, a escolha daquele país lusitano deve-se ao facto de partilhar com Moçambique muita coisa aproveitável desde as facilidades de linguagem, a cultura e os hábitos e porque nenhuma outra selecção está a efectuar estágio naquele país europeu.

Em solo pátrio, o combinado nacional efectuou cerca de 15 sessões de treinos entre diários e bi-diários, que incluíram jogos entre si, para além de testes regulares da COVID-19. No que tange ao protocolo sanitário, basta frisar que a selecção nacional de futebol de praia foi, também, beneficiada com a vacina da prevenção da COVID-19, extensiva a todos os atletas do escalão sénior e que têm competições.

Refira-se que, para a estreia absoluta no CAN de Dakar, Moçambique está inserido no grupo B no qual irá defrontar, sucessivamente, as congéneres de Egipto, a 23 de Maio, seguido pelo Marrocos, a 24, e terminando com Seychelles, a 25 do mês corrente.

A delegação moçambicana, que partiu de Maputo na manhã deste domingo, é composta por 26 elementos, entre jogadores, treinadores, staff de apoio e dirigentes e é chefiada por José Luís de Sousa, quadro da direcção executiva da Casa de Futebol.

 

Guarda-redes

Anivaldo Mavie

Manuel Tivane

Pedro Barca

 

Defesas

Ramossete Cumbe

Nelson Joao Manuel

Gerson Chivale

Hermínio Marcelino

Ângelo Artur Tomás

Bachir Mussá

 

Médios

Hélio Mahota

António Pedro

Júlio Manjate

Eusébio Tomás

Yuran Malate

 

Pivôs

Rachide Smith

Fadil Ainadine

Osório Mahoche

Hélder Mahumane

 

Seleccionador nacional

Abineiro Ussaca

 

 

Os “locomotivas” da capital voltaram a trabalhar nesta quinta-feira no Estádio da Machava, onde prosseguiram a preparação para o clássico Textáfrica de Chimoio.

Depois de dias de incerteza, parece, agora, certa a presença dos “fabris do planalto”. A equipa está mergulhada numa crise sem precedentes, o que colocava em risco a deslocação dos jogadores que representam o clube de Chimoio.

Manuel Valói, treinador-adjunto do Ferroviário de Maputo, sabe que os “fabris do planalto” não atravessam um bom momento, mas quer os jogadores atentos e a jogarem, sabendo que defendem as cores de um clube que sempre luta pelo título.

Apesar de ser o primeiro ano a jogar pelos seniores, o jovem médio-centro, Dálio, tem a lição estudada e defende que não se ganham jogos fora dos relvados, até porque a paragem de três meses do Moçambola pode atraiçoar todas as equipas.

Apesar da ausência de público nos campos, Raúl diz que a equipa sente o apoio dado pelos adeptos e sócios do clube e a eles agradece pelo “calor mesmo não podendo estar nas bancadas para nos apoiarem”.

À entrada da quinta jornada do Moçambola, o Ferroviário de Maputo leva uma vantagem de três pontos em relação ao Textáfrica de Chimoio.

Com vários atletas jovens, Dário Monteiro estreia-se, na tarde de sábado, como treinador da Liga Desportiva de Maputo, frente aos “açucareiros” de Xinavane.

Tranquilo e optimista num bom resultado, o técnico diz que encontra, no grupo de trabalho que lidera, garantias de uma vitória.

“Como sempre, vamos entrar em campo mantendo respeito ao adversário, mas o nosso objectivo é único: ficar com pontos, três pontos sempre são melhores”, disse o técnico.

No centro das atenções dos jogadores, reina a vontade de jogo a jogo somar pontos e até minimizam o facto de terem poucos jogos nas pernas.

“O facto de sermos muito jovens até ajuda, porque temos mais força para correr no campo e é isso que pretendemos continuar a fazer em campo, mas, sobretudo, marcar golos e vencer jogos”, partilhou o defesa-central da Liga Desportiva de Maputo.

O jogo entre a Liga Desportiva de Maputo e o Incomáti de Xinavani vai pôr frente a frente dois técnicos que assumem, esta época, pela primeira vez, as duas equipas em referência, que ocupam a nona e sexta posições, respectivamente. Trata-se de Dário Monteiro e Danito Nhampossa.

O arranque da fase de qualificação da zona africana para o Campeonato do Mundo de futebol de 2022, que estava agendado para Junho próximo, foi adiado para Setembro, devido à pandemia da COVID-19, anunciou a FIFA, citada pela imprensa internacional.

A decisão foi tomada pelo organismo que gere o futebol mundial em conjunto com o Confederação Africana de Futebol (CAF), com o executivo de Gianni Infantino que considera que, por causa da pandemia, alguns dos países participantes não vão ter condições para competir em segurança já no próximo mês.

De acordo com a CAF, oito das 40 federações, que estão na fase de qualificação, não têm, neste momento, um estádio que apresente os requisitos mínimos para poder receber jogos. É o caso do Malawi, adversário dos Mambas, na fase de qualificação, que viu todos os seus estádios reprovados para os jogos de qualificação ao mundial do Qatar e que, inicialmente, iria receber o combinado nacional fora do seu país.

O início da fase de apuramento para o próximo Mundial estava marcado para 5 de Junho, altura em que os Mambas iriam receber, no Estádio Nacional do Zimpeto, a Costa do Marfim, seu primeiro adversário, mas terá, agora, apenas início em Setembro, com jogos a decorrerem também em Outubro e em Novembro.

Ou seja, se inicialmente os jogos de qualificação iriam decorrer em cinco meses (Junho, Julho, Agosto, Setembro e Outubro), agora terão lugar em três meses (Setembro, Outubro e Novembro).

Os vencedores dos 10 grupos, que vão estar em disputa (cada agrupamento tem quatro selecções), avançam para um “play-off”, que será disputado em Março do próximo ano em que serão apuradas as cinco equipas que vão representar África no Campeonato do Mundo do Qatar.

Arrancou, esta semana, a imunização dos atletas do Moçambola contra a COVID-19. A vacinação vai decorrer até amanhã no Comité Olímpico. Além dos intervenientes do Moçambola, serão vacinados todos os atletas que vão participar dos campeonatos nacionais.

A 8 de Maio, a bola volta a rolar nos relvados nacionais. É o retorno do espetáculo de futebol que ficou paralisado durante três meses depois da disputa de apenas quatro jornadas devido ao crescente número de casos da COVID-19. Ademais, o Presidente da República recebeu as promessas de testes regulares por parte da Federação Moçambicana de Futebol que, porém, não passaram de simples propaganda. Aliás, foi por aquilo que o Presidente da República considerou de falta de seriedade, pelo que decidiu suspender a prova.

A Federação Moçambicana de Futebol, a Liga também da modalidade e a Secretaria do Estado de Desporto não desarmaram e exerceram pressão para que Filipe Nyusi cedesse. Bem antes da penúltima comunicação à Nação, a FMF, LMF, SED e vários desportistas reuniram-se com o número um da Nação e pediram-lhe que cedesse até porque estavam à vista os compromissos internacionais. O jogo contra Cabo Verde para a qualificação ao CAN, no qual Moçambique perdeu por 0-1 no Zimpeto, foi usado como pretexto, mas Nyusi não recuou.

Na sua última comunicação, o Chefe de Estado cedeu, mas impôs mais condições, pois as que dera da primeira vez não foram cumpridas na totalidade: realização de testes regulares (feitos apenas uma vez) e ausência do público nos recintos desportivos.

Para evitar um “back”, a Secretaria do Estado do Desporto envidou esforços e os artistas da bola estão, desde terça-feira, a ser imunizados contra COVID-19.

“Temos expectativa de que as coisas vão correr da melhor forma. Além da cidade de Maputo, a vacinação está a decorrer noutras regiões onde há equipas que disputam o Moçambola. Este é um processo que abrange todos os atletas que vão participar dos campeonatos nacionais, mas a prioridade vai para o Moçambola que começa a 8 de Maio”, disse Francisco da Conceição, Director Nacional do desporto de rendimento.

A vacinação decorre sob orientação do sector da saúde, que, na cidade de Maputo, garante estar tudo acautelado para que o processo seja eficaz. Aliás, muitas pessoas têm receado os efeitos colaterais da vacina, o que, para o sector da saúde, não pode constituir preocupação.

“Temos pessoas que farão a vacinação e temos, igualmente, as que vão acompanhar possíveis casos de efeitos colaterais”, garante a Directora da Saúde da Cidade de Maputo, Bélia Nhambire, ao dissipar quaisquer rumores sobre os efeitos da imunização.

“Segundo os fabricantes da vacina, os efeitos colaterais são bastante irrisórios e são normais como os de qualquer vacina”.

A imunização poderá garantir o retorno seguro das restantes 22 jornadas do Moçambola.

 

Satar Salvado foi, oficialmente, apresentado como novo treinador do Desportivo Maputo para substituir o falecido Rogério Mariannii. Satar Salvado não promete títulos, mas diz que vai trabalhar para resgatar a mística alvi-negra e garantir a manutenção da equipa no Moçambola

É jovem, mas com uma experiência invejável. Já foi campeão nacional por diversas vezes nas camadas de formação, nomeadamente, na Liga Desportiva de Maputo e no Costa do Sol e conquistou a primeira edição da Taça BNI, para além de ter terminado em terceiro lugar do Moçambola, em 2016, quando assumiu o comando técnico da Liga Desportiva de Maputo, em parceria com Aly Hassane.

Depois de muito ganhar experiência e confiança, decidiu, sem hesitar, abraçar um projecto ainda mais desafiante – liderar o Desportivo Maputo nos próximos três anos.

Foi a consumação de um namoro antigo que até foi proposto pelo falecido Rogério Mariannii, mas para liderar a formação. Com a vacatura no comando dos “alvi-negros”, a direcção elevou o projecto de formação para a equipa sénior e Satar Salvado foi chamado para dirigir a equipa principal do Desportivo Maputo.

O novo treinador tem a noção da dimensão do Desportivo, das expectativas e dos objectivos que persegue, até porque “não estou aqui por acaso, mas porque o presidente acha que tenho competência para estar aqui”. Ademais, “sei, desde a formação, a grandeza do grupo e sei que muitos gostariam de estar aqui, mas, neste momento, sou o escolhido e sou sortudo”, revela Satar Salvado.

 

“NÃO PROMETO TÍTULOS, MAS GARANTO MANUTENÇÃO”

O novo timoneiro dos “alvi-negros” revela ainda que não está no Desportivo Maputo para dar títulos, até porque reconhece as limitações da colectividade, mas tem objectivos específicos traçados. “A direcção não pediu nenhum título, apenas a manutenção e eu vou trabalhar para que isso seja possível. Mas também sou um treinador ambicioso e quero que o Desportivo ocupe os melhores lugares na tabela classificativa”, garante.

No entanto, não são apena os objectivos da equipa principal que acompanham Satar Salvado. “Temos o objectivo de reestruturar o Desportivo no futebol desde a formação. Vamos trabalhar na formação e fazer um scouting internamente, mas também ao nível do país, porque precisamos de ter novos Dominguês, Zainadine, Carlitos e outros que deram o seu melhor no passado por esta equipa”, sentencia Salvado.

 

ADEPTOS NÃO DEVEM ATRAPALHAR TRABALHO DE SALVADO

Questionado sobre o grau de exigência dos adeptos do Desportivo Maputo, a chamada “raça ‘alvi-negra’”, Satar Salvado diz que não trabalha em função destes, até porque, se assim fosse, “não estaria a seguir a carreira de treinador”.

“Agora sigo os objectivos do Desportivo e vamos trabalhar para dar o melhor para os adeptos da equipa”, promete Salvado que assume que gosta de desafios, por isso “aceitei o convite do Desportivo. Tenho a noção da massa associativa e daquilo que é a exigência deles, mas sem descurar dos nossos objectivos”.

Para além de reconhecer a dimensão do Desportivo e da sua “raça ‘alvi-negra’”, Salvado assume a motivação para suplementar as adversidades e pede apoio os adeptos para que os objectivos sejam alcançados.

 

SATAR SALVADO FOI A MELHOR APOSTA

A escolha em Satar Salvado é do agrado da direcção do Desportivo que vê qualidades e perfil que se enquadram nos seus objectivos. De acordo com o respectivo presidente da colectividade, Paulo Ratilal, “julgamos que este tem o perfil que desejamos e que nos vai levar ao caminho que gostaríamos de seguir, para, daqui a alguns anos, termos uma equipa sénior muito bem formada e tenha raça e orgulho de representar o Desportivo. Por isso, assinamos com Salvado e desejamos boas vindas ao clube. Sabemos que é um grande desafio, mas também sabemos que os grandes homens assumem grandes desafios”, disse Ratilal.

O presidente dos “alvi-negros” garante que a crise financeira no clube está perto do fim, pese embora ainda haja muito trabalho para que o Desportivo comece a respirar alívio.

“O que nós cabe é lutar para inverter a situação, porque as infraestruturas do clube não gerem receitas por causa da pandemia e os parceiros tinham parado de patrocinar, também por causa da pandemia. O que estamos a fazer é trabalhar com patrocinadores para tentar resgatar a nossa situação financeira e já estamos minimamente preparados para pagar salário este mês e vamos dar salário aos jogadores entre hoje (terça-feira) e amanhã (quarta-feira)”, prometeu Paulo Ratilal.

Mesmo depois deste pagamento, ainda terá que se trabalhar muito na questão financeira do clube, um optimismo que vem da possibilidade de “voltar a resgatar os patrocinadores”, para que, em breve, “possamos deixar de falar e reunirmo-nos com jogadores e resolver os problemas deles e pagar todos os salários em atraso”, concluiu o presidente do Desportivo Maputo, Paulo Ratilal.

O Desportivo retoma o Moçambola 2021 este domingo, a receber o Ferroviário de Nacala, em jogo a contar para a quinta jornada e com transmissão na Stv Notícias.

A Confederação Africana de Futebol (CAF), aprovou o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) para acolher os Mambas nos jogos de qualificação ao mundial do Qatar, em 2022.

Por duas vezes o Estádio Nacional do Zimpeto foi reprovado para acolher os jogos sob a égide da CAF e da FIFA, por não reunir padrões internacionais, nomeadamente nos espaços das bancadas, lavabos e no próprio relvado.

Numa primeira tentativa, a Federação Moçambicana de Futebol enviou um relatório preliminar e o campo foi aprovado para os jogos de qualificação ao CAN dos Camarões, tendo acolhido os jogos frente aos leões indomáveis e Tubarões Azuis.

Entretanto, os trabalhos de melhoria, em recomendação da CAF, seguiram seu rumo, com a colocação de barreiras de separação entre os espaços VIP e dos espectadores, para além de melhorias de grande parte da infra-estrutura. Nos últimos tempos, foram colocados torniquetes que vão permitir contar o número de espectadores e retoques no relvado.

Com os trabalhos concluídos, a FMF enviou um relatório à CAF, com suporte em evidências de vídeo e fotos, em resposta ao estabelecido na Circular de 1 de Abril de 2021, tendo merecido a aprovação do órgão reitor do futebol africano.

Assim, os Mambas poderão receber os seus adversários do grupo “D”, de qualificação ao mundial do Qatar, no Estádio Nacional do Zimpeto, a começar pela Costa do Marfim, entre 5 e 8 de Junho.

Ainda em casa, o combinado nacional vai receber Camarões entre 5 e 7 de Setembro, terminando a participação caseira na última jornada diante do Malawi, entre 10 e 12 de Outubro.

Do calendário dos Mambas, consta ainda os jogos fora de portas, diante do Malawi, entre 11 e 14 de Junho, para a segunda jornada, e frente aos Camarões, entre 1 e 4 de Setembro, para a terceira jornada. Já na segunda volta, os Mambas têm apenas uma saída, para Costa do Marfim, entre 6 e 9 de Outubro, para a quinta jornada.

Nas redes sociais da Federação Moçambicana de Futebol, a direcção de Feizal Sidat agradece a Secretaria de Estado de Desporto pelo trabalho conjunto iniciado no ano passado, com várias intervenções e melhorias que colocam o ENZ mais próximo de reunir todos os requisitos estabelecidos pela CAF.

Moçambique figura, assim, numa lista de 56 países e um total de 74 estádios aprovados pela CAF para esta fase.

Está já divulgado o calendário de todos os jogos da fase de grupos de qualificação ao mundial do Qatar, em 2022. Todos os jogos terão lugar ainda este ano, de Junho a Outubro, para que, durante o próximo ano, as selecções africanas estejam a competir apenas para a qualificação ao CAN da Costa do Marfim, em 2023.

Assim, os Mambas já sabem que terão uma maratona de seis jogos em quatro meses para procurar um lugar na fase final do Campeonato do Mundo, uma qualificação que seria inédita e histórica para o país.

De acordo com o calendário divulgado, a saga inicia em Junho, com dois jogos – diante da Costa do Marfim, na primeira jornada, entre 5 e 8 de Junho, no Estádio Nacional do Zimpeto, seguindo-se a segunda jornada entre 11 e 14 de Junho frente ao Malawi, em Lilongwé.

Em Julho e Agosto, não haverá jogos de qualificação ao Mundial e os Mambas estarão de repouso, mas vão regressar em Setembro para defrontar, na jornada dupla, os Camarões, primeiro em Doualá, entre 1 e 4 e, mais tarde, em Maputo, entre 5 e 7 de Setembro.

A qualificação ao mundial do Qatar só termina com a jornada dupla de Outubro, sendo que, primeiro, os Mambas vão a Abidjan, entre 6 e 9 para defrontar a Costa do Marfim, para a quinta jornada, fechando as contas no Estádio Nacional do Zimpeto, entre 10 e 12 de Outubro, diante do Malawi.

MAMBAS ÚNICOS FORA DO CAN

Das selecções que fazem parte do grupo dos Mambas na disputa por um lugar no mundial do Qatar, a selecção nacional é a única que não vai disputar o Campeonato Africano das Nações, que terá lugar em Janeiro e Fevereiro de 2022, nomeadamente, Costa do Marfim, Camarões e Malawi.

Os “leões indomáveis” são os anfitriões do CAN e, automaticamente, estavam qualificados, pese embora tenham disputado a fase de qualificação, inseridos com os Mambas. Aliás, nos dois embates entre Moçambique e Camarões, os “leões indomáveis” levaram a melhor com vitórias, tanto em Doualá, por 4-1, e em Maputo, por 0-2.

A Costa do Marfim e o Malawi qualificaram-se nos respectivos grupos. Os “elefantes” venceram o grupo K, com 13 pontos, frutos de quatro vitórias, um empate e uma derrota, enquanto as “chamas”, alcunha do Malawi, terminaram em segundo no grupo B, com 10 pontos, frutos de três vitórias, um empate e duas derrotas.

Ao nível do ranking da FIFA, Moçambique é a selecção pior posicionada, estando na 117ª posição. Malawi é a selecção próxima dos Mambas, já que está na 115ª posição, com mais 0.84 pontos do que Moçambique.

Já os Camarões são a selecção mais bem posicionada do grupo, ocupando a 55ª posição, enquanto Costa do Marfim está na 59ª posição, no ranking actualizado a 07 de Abril passado.

O Ferroviário de Maputo partiu, esta segunda-feira, a Kigali, no Ruanda, onde vai disputar a primeira edição da Liga Africana de Basquetebol (BAL, na sigla em inglês), de 16 a 29 de Maio corrente. Milagre Macome leva consigo 13 jogadores, dos quais quatro estrangeiros.

É a primeira vez que será organizada pela FIBA-Africa em parceria com a NBA, a maior competição de basquetebol do mundo, que decorre nos Estados Unidos da América, e Moçambique estará representada pelo Ferroviário de Maputo, campeão nacional.

Depois de dois adiamentos devido à COVID-19, finalmente a prova vai arrancar e as equipas são todas esperadas esta terça-feira para se juntarem a uma bolha de combate à pandemia, que começa com um isolamento de seis dias, antes dos treinos e da competição, que deverá arrancar a 16 de Maio.

Os “locomotivas” da capital do país partem para esta prova sem rodagem, tendo em conta que nenhuma prova foi disputada no país nos últimos tempos. Ou seja, a última competição aconteceu em Março do ano passado, antes da sua suspensão, quando a pandemia da COVID-19 começou a assolar o país.

Este ano, com a autorização de retoma das competições, a Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo organizou o torneio Nutrição, mas apenas três jornadas foram disputadas. Vale isto dizer que, em um ano, o Ferroviário de Maputo leva para a Basketball African League apenas três jogos de controlo.

Na hora da partida, o treinador dos “locomotivas” de Maputo, Milagre Macome, não prometeu milagres nesta participação, mas garante que a equipa está moralizada e motivada para procurar alcançar bons resultados na Região Nilo da BAL, designação do grupo no qual está integrado o representante moçambicano.

“Como sabem, não tivemos nenhuma competição que nos desse a rodagem de que precisávamos para esta competição, mas temos que estar presentes e temos que procurar representar condignamente o país e o clube”, referiu Macome para quem o sucesso desta participação deve ser repartido por todos os moçambicanos, no sentido de que todos devem apoiar a equipa, porque “não vamos representar somente o Ferroviário de Maputo, mas o país no seu todo”.

MACOME LEVA 13 JOGADORES À PROCURA DE MILAGRE

Para esta empreitada da Liga Africana de Basquetebol, o Ferroviário de Maputo leva consigo 13 jogadores a Kigali, encabeçados por Custódio Muchate, que será o capitão. Os restantes jogadores moçambicanos são os extremos Manuel Uamusse, Stélio Rodrigues, Yuran Biosse, Hugo Martins e o extremo/poste Milton Caifaz. Outro poste é Inélcio Chire, para além dos bases Baggio Chimonzo e Muhambi Maculane. Do estrangeiro, vêm reforçar o Ferroviário de Maputo os extremos Álvaro Manso e D’Marcus Holland, o poste Adjehi Baru e o base Myck Kabongo, sendo que estes três últimos só se juntam aos “locomotivas” em Kigali, esta terça-feira.

Milagre Macome diz confiar nos jogadores que leva para esta competição, porque são os que estão em melhores condições e lamenta o facto de não ter tido a oportunidade de ver de perto os estrangeiros, que só se juntam ao grupo em Kigali.

Entretanto, Macome diz estar confiante que vão saber honrar a camisola do Ferroviário de Maputo e se mostrarem aos amantes do basquetebol mundial.

 

FERROVIÁRIO DE MAPUTO, KIGALI, LIGA AFRICANA DE BASQUETEBOL

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