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O País – A verdade como notícia

A Selecção nacional de futebol, os Mambas, poderá realizar dois jogos amigáveis na data-FIFA de Junho, para aproveitar o adiamento dos jogos de qualificação ao mundial de 2022.

A FIFA e a CAF decidiram adiar os jogos de qualificação ao Campeonato do Mundo do Qatar, inicialmente agendados para Junho, altura em que os Mambas iriam defrontar Costa do Marfim e Malawi para a primeira e segunda jornadas do grupo D.

Assim, para fazer face ao adiamento desses jogos, a Federação Moçambicana de Futebol quer ver os Mambas em acção, na data-FIFA de Junho, que decorre de 31 de Maio a 13 de Junho, e, por isso, procura adversários da região, para jogos amigáveis.

Feisal Sidat, presidente do organismo que gere o futebol nacional, diz que “já entramos em contacto com alguns países. Eu mesmo contactei a Tanzânia para realizarmos um jogo amigável”. Na sua explanação, Sidat salienta que “contactamos Angola e Botswana, manifestando o nosso interesse para que venham disputar um ou dois jogos cá e estamos ainda a espera das respostas”.

Para o homem que gere a Casa do Futebol, esta seria uma boa oportunidade para movimentar os Mambas e colocá-los em contacto, pela primeira vez, com o novo seleccionador nacional, Horácio Gonçalves.

Aliás, na expectativa de se estrear no comando técnico dos Mambas, Horácio Gonçalves vê com bons olhos a realização dos jogos amigáveis, até porque vai permitir que os jogadores conheçam seu fio de jogo. “Estivemos a falar disso com o presidente, semana passada, quando anunciaram o adiamento dos jogos e vimos a necessidade de dar rodagem à selecção nacional. Vai ser importante termos estes jogos para prepararmos os próximos compromissos dos Mambas de qualificação ao mundial de futebol”, disse o seleccionador nacional.

Para além dos amigáveis, para preparação aos jogos de Setembro, Horácio Gonçalves já pensa, também, no torneio Cosafa, que terá lugar em Julho próximo.

Há, para esta competição, uma surpresa: “pela primeira vez o país será representado por uma selecção sub-23 e queremos que esta camada, também, esteja em movimento, porque assumimos que é a que vai alimentar a selecção principal”, disse Horácio Gonçalves.

Entretanto, o seleccionador nacional diz estar a contar com todos os jogadores que actuam internamente e no estrangeiro. “Próxima semana vamos nos encontrar para delinearmos a convocatória dos Mambas e podemos, depois, tornar público, mas contamos com todos os jogadores, por isso temos estado a acompanhar estas duas jornadas do Moçambola. Sabemos que em Junho os campeonatos na Europa já terão fechado e esperamos que os jogadores possam estar disponíveis”, disse, convicto na chamada dos moçambicanos que actuam fora de portas.

Para a fase de qualificação ao mundial 2022, os Mambas estão no grupo D, juntamente com Costa do Marfim, Camarões e Malawi.

A fase de qualificação tem arranque previsto para Setembro próximo. Quanto ao torneio Cosafa, ainda não são conhecidos os adversários dos Mambas, uma vez que o sorteio ainda não foi feito.

Recorde-se que inicialmente o torneio Cosafa tinha sido marcado para finais deste mês de Maio, mas, devido à marcação de jogos de qualificação ao mundial, foi adiado para Julho.

 

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, procedeu a entrega de 10 hectares do Complexo Desportivo do Zimpeto à Federação Moçambicana de Futebol, para a construção de um Centro Técnico, com o objectivo de lapidar, potencializar e profissionalizar o futebol moçambicano.

No espaço, serão erguidos campos de futebol, piscinas, pavilhão multiusos e dois hotéis, que vão servir ao desporto moçambicano, em particular o futebol

O acto marcou o fim do processo da troca de instalações entre a Secretaria de Estado do Desporto e a Federação Moçambicana de Futebol, que iniciou com a cedência da Academia Mário Esteves Coluna ao Governo, para ser gerido pelo Comité Olímpico de Moçambique na formação de talentos das várias modalidades olímpicas, incluindo o futebol.

Esta quarta-feira, foi a vez da Secretaria de Estado do Desporto ceder parte dos espaços do Complexo Desportivo do Zimpeto, onde está erguido o Estádio Nacional do Zimpeto, para a Federação Moçambicana de Futebol, que pretende construir um Centro Técnico Nacional de procura de talentos desportivos para alimentar as selecções nacionais de futebol a médio e longo prazo.

Ao todo, são 10 hectares da parte traseira do Estádio Nacional do Zimpeto, onde se pretende construir várias infra-estruturas divididas em três lotes.

O primeiro lote vai compreender dois campos de relva sintética, lojas de conveniências para venda de símbolos desportivos das selecções nacionais e da Casa do Futebol e um estacionamento.

O segundo lote está reservado aos atletas, onde terão espaços de lazer e, neste lote, serão construídas duas piscinas e vai incluir locais para eventos, conferências, área administrativa e dois hotéis de três e quatro estrelas. Haverá ainda um espaço para um campo de ténis. Ao todo, este lote será de 15 mil metros quadrados.

Por fim, o lote três terá dois campos de treinos com dimensões standard, sendo um de relva natural e outro sintético. Aqui, será levantado, ainda, um campo para futebol de praia e um pavilhão multiuso para basquetebol, futsal e outras modalidades de salão.

Este empreendimento está orçado em cerca de seis milhões de dólares, perto de 360 milhões de meticais.

De acordo com o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, o arranque está previsto para dentro de três semanas com o lançamento do concurso público para a colocação da relva sintética e vedação do primeiro campo, esperando-se que, em seis meses, já se tenha algo mais visível e que marque o início do uso dos espaços.

 

PROJECTO QUE VAI COLOCAR O PAÍS ENTRE OS MELHORES NA FORMAÇÃO

Feizal Sidat explicou que o principal objectivo deste empreendimento é colocar o país num patamar elevado em que pode ombrear com outros países em matérias de formação de jogadores que possam alimentar as selecções nacionais no futuro.

“Com este projecto, estaremos a dar um passo gigantesco rumo à modernização do nosso património desportivo, ao conceito da profissionalização dos nossos métodos de trabalho, assim como ao enquadramento do nosso futebol no contexto internacional. Neste contexto, o novo Centro Técnico servirá, inteiramente, o futebol, não só de alto rendimento, mas também as selecções nacionais de base, sendo, portanto, uma mais-valia para o país”, disse Sidat que pretende ainda dar resposta às expectativas dos seus parceiros (FIFA e Governo), através da implantação de um centro técnico nacional dotado das melhores condições para o desenvolvimento dos atletas e selecções, de preferência, próximo ao Estádio Nacional.

“Estamos cientes de que este projecto é bastante ambicioso e temos consciência do enorme desafio que enfrentaremos na implementação do mesmo. No entanto, não nos curvaremos perante as dificuldades e continuaremos a dar o nosso melhor para o desenvolvimento do futebol em Moçambique”, vincou o presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

Ademais, de acordo com o próprio Sidat, o investimento em infra-estruturas desportivas foi um dos compromissos que assumiu aquando do seu manifesto eleitoral, “porque acreditamos que este é um pilar fundamental para o desenvolvimento do futebol”, daí empenhar-se em dotar as Associações Provinciais de infra-estruturas modernizadas e adequadas.

Para o dirigente federativo do futebol moçambicano, “um centro técnico desta envergadura ajudará a desenvolver o futebol local, formar diferentes agentes desportivos (como treinadores e árbitros de futebol), potenciar a prática de diferentes modalidade e actividades no mesmo local, o que facilitará também a emersão de mais jovens jogadores, criando o ambiente perfeito para identificar e moldar os talentos de amanhã”, mas também impulsionará o rendimento dos atletas e garantirá configurações ideais de treinamento, acompanhados de perto pelo Director Técnico Nacional, gerando os resultados esperados e permitindo que os atletas alcancem a elite do futebol.

Este é um projecto a longo prazo cujos frutos serão colhidos pelas gerações futuras, “uma vez que estamos aqui a preparar os alicerces para o futuro”.

 

MOMENTO DE FAZER REFLEXÃO SOBRE O FUTURO DO NOSSO DESPORTO

Por seu turno, o Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, assume que este foi o momento ideal para a implementação deste projecto. Aliás, “este é o primeiro passo para a revitalização do desporto que vai permitir que os resultados apareçam e para a formação de atletas de eleição”, segundo a convicção de Gilberto Mendes.

Para este, o memorando, ora assinado, vem num momento em que se deve fazer uma reflexão sobre o que se quer do nosso desporto e a resposta é que isso só acontece com instalações adequadas para a formação do atleta, como a Academia da Namaacha. Isso irá ajudar a descobrir mais atletas de gabarito internacional, como Lurdes Mutola, Chiquinho Conde, Dário Monteiro e outros. “Em Namaacha, vamos produzir muitas Lurdes Mutolas”, vaticina Gilberto Mendes.

Para o caso do Centro Técnico Nacional, Gilberto Mendes espera ver “uma catedral que possa lapidar de forma metódica e usando a ciência do que precisamos para o futuro do nosso futebol e seguirmos o objectivo traçado por Arnaldo Salvado de levar o país a uma fase final do Mundial até 2030”.

“Nasce aqui um centro que vai dar um futuro promissor ao nosso desporto”, disse Gilberto Mendes que espera a breve trecho voltar a chamar a Federação Moçambicana de Futebol para entregar o Estádio Nacional do Zimpeto para a sua gestão, afinal “não é tarefa do estado zelar pelos campos, apenas constrói e entrada as federações”.

Por fim, Gilberto Mendes espera que todos os desportistas saiam a ganhar com mais uma infra-estrutura de qualidade e que as outras federações, que receberam espaços no Complexo Desportivo do Zimpeto, casos do Ténis, de Judô e do Boxe, possam colocar os seus planos em marcha para que os bons resultados sejam alcançados nessas modalidades e que tragam alegrias aos moçambicanos.

Os presentes também se mostraram satisfeitos com o projecto e esperam que possa trazer bons resultados no futuro.

Estiveram presentes no acto quadros da Secretaria de Estado do Desporto, da Federação Moçambicana de Futebol e de outras federações, para além de desportistas que foram testemunhar o projecto do organismo que tutela o futebol moçambicano.

O Ferroviário de Maputo já trabalha a pensar no primeiro jogo da Liga Africana de Basquetebol (BAL) que inicia já próxima semana, na Arena de Kigali, em Ruanda. São 12 equipas que disputam a primeira edição da prova, divididas em três grupos de quatro selecções cada e o campeão nacional está inserido no grupo C.

Com a chegada dos três reforços estrangeiros à bolha da BAL, em Kigali, a turma moçambicana de basquetebol sénior masculina, o Ferroviário de Maputo, já está completa e a preparar a estreia na competição, próxima segunda-feira, diante do Zamalec do Egipto.

Depois de ter chegado a Kigali, na terça-feira da semana passada (04), e ter cumprido um período de isolamento de cinco dias, os “locomotivas” começaram já a treinar com a integração dos quatro “estrangeiros”, nomeadamente, Álvaro Manso, espanhol que partiu de Maputo com a restante delegação, o baso congo-canadense Myck Kabongo, o costa-marfinense Adjehi Baru e o norte-americano Demarcus Holland, perfazendo, assim, os 13 chamados por Milagre Macome para esta competição.

Assim, o Ferroviário de Maputo iniciou, esta terça-feira, os trabalhos de preparação, numa primeira fase virados a questões de recuperação física e enquadramento dos jogadores que deverão adaptar-se ao conjunto.

 

DOIS JOGOS DE CONTROLO ANTES DO ZAMALEC

Aliás, o Ferroviário treinou-se pela primeira vez em conjunto devendo observar o mesmo plano de treinamento esta quarta-feira. Na quinta-feira, a turma “locomotiva” tem, pela frente, a primeira oportunidade de se testar frente a um adversário num jogo-treino, quando forem 17h30 de Maputo, diante dos malianos da Association Sportive de Police (AS Police).

Depois desse jogo-treino e antes da estreia, no sábado o Ferroviário volta a afinar a máquina, desta feita às 20h00, também de Maputo, antes os marroquinos da Association Sportive de Salé (AS Salé).

Os campeões nacionais marcam a sua estreia na Liga Africana de Basquetebol na próxima segunda-feira, 17 de Maio, pelas 17.00 horas, frente ao Zamalek do Egipto.

 

MILAGRE MACOME QUER ALEGRIA E DINÂMICA NA EQUIPA

Enquanto se cumpria o isolamento das equipas, a organização realizava o sorteio da sequência dos jogos, que ditou que os “locomotivas” iniciam a competição na segunda-feira diante do Zamalec do Egipto, seguindo-se o As Douane do Senegal, a 19 de Maio, terminando a primeira fase diante dos argelinos do GSP, a 22 do mês corrente.

Em reacção a este sorteio, o treinador Milagre Macome não retira nenhuma vírgula em relação ao poderio do adversário da estreia na prova, mas promete uma equipa do Ferroviário a jogar dinâmica e alegremente.

Citado pelo site do clube verde-e-branco, Macome começou por esclarecer que todo o grupo está saudável e pronto para preparar o jogo de estreia, depois de seis dias de isolamento. “Como deve saber, estávamos confinados em quarentena há seis dias. São as regras da organização. Saúde em primeiro lugar. Felizmente, até ao momento todos os membros do grupo de trabalho estão bem. Temos realizado testes da COVID-19 todos os dias. A organização é de outro nível. Estamos na verdadeira alta competição ou alto rendimento. Estamos satisfeitos por fazer parte desta Primeira Edição de uma liga profissional em basquetebol a nível africano. Fica para a história”, disse enaltecendo a boa organização da prova.

Quanto aos adversários na Região Nilo, grupo C, da BAL, o técnico do Ferroviário de Maputo, citado pelo site do clube, disse que “o primeiro adversário é o poderoso Zamalek, importa referir que os três adversários do grupo são fortíssimos. Aliás, são candidatos ao título. A nível do ranking dos seus países estão muito acima de nós. Não tínhamos por onde escolher. Cabe a nós, com humildade, espírito de equipa, compromisso e sentido de pátria, jogo a jogo tentar cumprir com os objectivos definidos”.

Mila reiterou ainda que “vamos tentar apresentar um basquetebol alegre, dinâmico e fundamentalmente jogo de equipa. Estamos cientes de que, em alguns momentos de jogo, teremos dificuldades, nesse caso teremos que ter inteligência suficiente para superar. A equipa está ansiosa e a realizar treinos individuais. Depois, pensaremos no primeiro jogo. Estamos satisfeitos por iniciar com o Zamalek. Vamos desfrutar do jogo, desinibidos, mas com os pés bem assentes na terra. Prometemos muito trabalho, trabalho, trabalho e trabalho”, concluiu.

Já o capitão da equipa, Custódio Muchate, foi cauteloso na abordagem sobre o primeiro adversário, mas também em relação a todos os outros, tendo assegurado que, se a sua equipa tiver que cair, será com honra e refuta a ideia de serem os «outsiders» do grupo.

“Esperamos disputar o jogo com o Zamalek, assim como as restantes partidas diante do AS Douane e GSP, da mesma forma. Sabemos que é um grupo de morte. O facto de nos ter calhado o Zamalek não significa que tenhamos que nos colocar como os «outsiders» do grupo. Se nos encontrarmos nesta liga africana é por mérito próprio, qualificámo-nos para esta competição. É certo que a nossa preparação teve algumas lacunas, como é o caso de jogo e, claro, como sendo a primeira vez em que o Ferroviário participa numa liga profissional desta dimensão, temos uma palavra a dizer” disse acrescentando que “creio que a motivação do grupo é boa”.

A Liga Africana de Basquetebol (BAL) vai decorrer de 16 a 30 de Maio em Kigali, no Ruanda. A primeira fase decorre de 16 a 23 de Maio, seguindo-se os quartos-de-final, entre os dias  25 a 26 de Maio, sendo que as meias-finais serão disputadas no dia 28. Um dia depois, deverá ser conhecido o terceiro classificado da prova e o grande vencedor, desta primeira edição, será encontrado no dia 30 de Maio.

Moçambique defronta hoje, em Portugal, o ACD Sótão de Nazaré, no primeiro jogo de preparação do Campeonato Africano das Nações de futebol de praia, que vai decorrer no Senegal, de 23 a 29 de Maio corrente.

Integrada no grupo B, no Campeonato Africano das Nações, a selecção nacional de futebol de praia faz hoje o seu primeiro teste particular diante da ACD Sótão de Nazaré, equipa da divisão da elite portuguesa.

Antes da realização do embate, a selecção moçambicana fez um treino esta manhã, no Estádio Viveiros, local onde vai medir forças com a ACD Sótão de Nazaré.

Os adversários de Moçambique no Campeonato Africano das Nações, a decorrer em Senegal, são o Egipto, Marrocos e Seychelles.

O primeiro será Egipto, que sempre marcou presença no certame, e por quatro vezes conquistou o bronze.

O selecciondor Nacional, Abinério Ussaca, está ciente da qualidade dos magrebinos. Por isso, pretende, no jogo de hoje, avaliar a reacção dos seus pupilos diante de um adversário de peso.

Moçambique estreia a 23 de Maio no Campeonato Africano das Nações. No dia seguinte vai defrontar o Marrocos, e fechará a fase de grupos no dia 25, contra Seychelles.

Morreu, na tarde desta segunda-feira, o presidente da Associação de Basquetebol da cidade de Maputo, Rui Hélder Guilaze, vítima de doença.

O malogrado dirigia o orgão da bola ao cesto da capital do país desde 2015, altura em que foi eleito pela primeira vez e reeleito em 2019, com maioria dos votos dos clubes da cidade.

Sob sua direcção, a capital do país organizou várias competições, dentre elas o Campeonato da cidade de Maputo, Engen Maputo Basket, e muito recentemente o Torneio Nutrição, em Janeiro deste ano.

Rui Hélder Guilaze perde a vida aos 48 anos de idade.

O avançado da Associação Black Bulls, Ejaita, apontou três dos quatro golos da goleada imposta pelos “touros” à União Desportiva de Songo, este domingo, e isolou-se na frente da lista dos melhores marcadores do Moçambola 2021, agora com seis golos

Três meses depois a bola voltou a rolar nos campos moçambicanos. Parecia que seria uma jornada disputada a ritmo de treino para algumas equipas, tendo em conta que não tiveram muito espaço para jogos de controlo, mas a realidade provou o contrário.

Aliás, pensou-se que seria uma primeira jornada pós-retoma pouco produtiva em termos de golos, mas também a realidade mostrou o contrário.

Se na primeira jornada foram apontados 22 golos, baixando para 16 na segunda jornada e apontados 17 e 14 nas jornadas subsequentes antes da suspensão, a quinta jornada foi surpreendente no capítulo da finalização. Ao todo foram 17 golos apontados e os habituais marcadores regressaram com veia goleadora renovada.

 

PRIMEIRO “HAT-TRICK” DA PRESENTE PROVA

A maior surpresa dos resultados registados este final de semana veio de Tete, onde a União Desportiva de Songo vergou diante da líder, Black Bulls, e consentiu quatro golos na baliza do Valério. Os avançados dos “touros” voltaram a mostrar serviço e Ejaita, mais uma vez, voltou a fazer estragos. Foram três golos apontados, a fazer o primeiro “hat-trick” da presente edição do Moçambola 2021.

O nigeriano isola-se na frente da lista dos melhores marcadores, agora com seis golos, a dar um saldo de 1.2 golo por jogo. Este é, do resto, um dos melhores saldos dos goleadores do Moçambola dos últimos anos, a competir com o saldo do melhor marcador da última edição, Eva Nga, que até à quinta jornada tinha apontado cinco golos.

Nascido a 13 de Fevereiro de 2000, Ejaita Ifone chegou ao país pela porta do Clube de Chibuto, em 2018, tendo passado para a Black Bulls ainda no mesmo ano. As suas boas exibições alertaram a cobiça de clubes como Costa do Sol, que chegou a pedir o jogador por empréstimo, em 2020, mas sem competições o jogador acabou regressando a Tchumene.

Um jogador de 21 anos de idade a ter em conta nesta edição do Moçambola 2021.

 

DAYO EM PERSEGUIÇÃO

Outro jogador a ter em conta nesta edição é o internacional moçambicano Dayo, ao serviço do Ferroviário da Beira. Até antes da suspensão era um dos melhores marcadores, a par de Lau King, e não quis perder esse estatuto, não fosse o nigeriano marcar três golos em Songo.

Dayo ajudou a sua equipa a vencer o seu homónimo de Nampula, em terreno alheio, apontando um dos dois golos (outro foi marcado por Mafaite, que se estreou na lista dos melhores marcadores) e também isolou-se, mas na segunda posição, com cinco golos.

Já Lau King viu Ejaita marcar três golos e terá afectado a sua performance, não saindo dos quatro golos apontados antes da suspensão. Aliás, o internacional moçambicano deixou-se alcançar por Henriques, do Desportivo Maputo, e Melque, da Black Bulls, que marcaram nesta jornada e alcançam o pódio.

 

QUARENTA E CINCO JOGADORES COM UM GOLO

Os primeiros jogos desta jornada, mesmo com a suspensão de três meses, decretada pelo Presidente da República, têm sido fortes em termos de golos apontados, contando-se já 86 remates certeiros em 35 jogos até aqui disputados, o que dá uma margem de 2.45 golos por jogo.

Destes 86 golos, 45 apontados por cada um dos jogadores dos 14 clubes que disputam o Moçambola 2021, ou seja, estes ainda não marcaram um segundo golo. Vale dizer, também, que mais oito jogadores entraram para a lista dos melhores marcadores nesta jornada, estreando-se a acertar com as redes, com destaque para Marcel e Kidou, ambos do Ferroviário de Maputo, Jongwè, da Associação Desportiva de Vilankulo, Vivaldo, do Ferroviário de Lichinga, e Salas, dos “locomotivas” de Nacala.

O Grupo Desportivo e Recreativo Textáfrica do Chimoio recebeu dois pares de equipamentos no último sábado, oferecidos por uma empresa de casa de apostas desportivas, como forma de minimizar a crise que este clube atravessa nos últimos tempos e que quase comprometia a vinda da equipa a Maputo, para defrontar o Ferroviário de Maputo.

A entrega foi feita na manhã do sábado último, nas vésperas do jogo que os “fabris” do planalto do Chimoio fizeram e perderam diante dos “locomotivas” da capital por 3-0, a contar para a quinta jornada do Moçambola 2021.

Ao todo, são dois conjuntos de equipamentos de jogos (oficial e alternativo), fatos de treinos, mochilas entre outros equipamentos para 34 elementos da equipa principal do futebol do Textáfrica do Chimoio.

Para Danilo Mussá, que representava a instituição doadora, o apoio, avaliado em cerca de um milhão de Meticais, visa minimizar o sofrimento desta colectividade e permitir que não seja o primeiro a desistir do campeonato nacional por falta de condições mínimas. “Somos uma empresa de apostas desportivas, olhamos para o Moçambola e vimos que existiam equipas com menos posse e precisam de apoio e o Textáfrica faz parte do rol das equipas com que nos identificamos e eles manifestaram essa vontade de receber esse apoio e nós propusemo-nos a oferecer os equipamentos para a equipa de futebol. Este é um apoio sem contrapartidas financeiras”, disse Danilo Mussá, que garantiu que estão em estudo outras formas de apoio à colectividade.

Por sua vez, a direcção interina do Textáfrica do Chimoio, representada por Alfredo Dézima, considera que este apoio vem aliviar as necessidades que são atravessadas pela colectividade, incluindo a grave crise financeira.

Dézima, presidente interino dos “fabris” do Planalto, disse mesmo que “esta é uma das formas de aliviar a crise, este apoio é uma mais-valia, porque o clube precisava de equipamentos do género e isso ajuda bastante, todos sabem das necessidades do Textáfrica, mas isso não nos deixa limitados em continuar a lutar para ultrapassar a crise”.

Para além deste apoio prestado pela JogaBets, casa de apostas desportivas, o Textáfrica do Chimoio tem estado a receber mais apoios para colmatar a crise que enfrenta e, segundo Alfredo Dézima, apesar de a força não estar como desejaria, vai aliviar, em parte, o sofrimento, agradecendo, por isso, o apoio de algumas individualidades da província de Manica.

“O moral da equipa estava em baixo, mas estamos a tentar recuperar com estes apoios como da JogaBets e outros. Referir que recebemos apoios da Governadora de Manica visto que recebemos um cheque da Direcção Provincial da Juventude e Desportos que vem do empresário Abílio Antunes, recebemos apoio para a viagem do senhor Victor Nazário, do Presidente do Município João Ferreira, ou seja, há muitos que estão a tentar apoiar, apesar das limitações provocadas pela pandemia da COVID-19”, disse Alfredo Dézima.

Em um ano, o Textáfrica do Chimoio já teve três presidentes, nomeadamente Quinito Todo Júnior, que foi obrigado a abandonar o cargo em Outubro de 2020, depois de ter sido eleito em Janeiro do mesmo ano, Acácio Gonçalves, que assumiu as funções em Outubro do ano passado e que abandonou a presidência este mês de Maio após manifestar incapacidade para encontrar soluções para resolver a crise financeira que o clube atravessa e, agora, Alfredo Dézima, que assume de forma interina.

A Black Bulls foi a Songo golear a União Desportiva local por 1-4, em partida da quinta jornada do Moçambola-2021. Ejaita foi o carrasco dos “hidroeléctricos” ao fazer um “hat-trick”. A jornada teve ainda, como destaque, o empate do Costa do Sol, em Quelimane, a zero, diante do Matchedje de Mocuba.

Uma retoma de luxo do Moçambola-2021! Sim de luxo, olhando para as surpresas e os resultados conseguidos neste final de semana que marcou o regresso da prova, depois de três meses de suspensão, devido a pandemia da Covid-19.

Uma das surpresas veio de Songo, bem ao lado da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, onde os “touros” da Black Bulls foram golear o vencedor da Taça de Moçambique por claros 1-4. Aliás, a turma de Nacir Armando nunca teve facilidades e muito sossego, já que logo aos quatro minutos Ejaita deu a primeira tourada na hidroeléctrica, que ficou cada vez mais fragilizada quando Melque também deu o gostinho ao pé, aos 15 minutos, colocando o resultado em 0-2.

A barragem estava prestes a perder toda água, mas Candinho ainda abriu uma comporta, aos 19 minutos, reduzindo a desvantagem, só não sabia que seria apenas mais lenha na fogueira, porque Ejaita estava com a pontaria afinada e ainda na primeira parte fez o 1-3, de grande penalidade, resultado com que se foi ao intervalo.

Na segunda parte a Black Bulls apenas confirmou a goleada, novamente por Ejaita, a isolar-se na lista dos melhores marcadores e já a dar sinais de quebrar os recordes nacionais dos melhores marcadores.

Uma importante vitória, fora de portas, diante de um crónico candidato ao título, que coloca a Black Bulls cada vez mais líder, agora com 13 pontos, enquanto a União Desportiva de Songo cai para a quinta posição com 8 pontos.

Os “touros” são, a par do Ferroviário de Maputo, as equipas que ainda não sofreram qualquer derrota nesta prova.

“Locomotivas” da capital do país que não tiveram dificuldades para suplantar o Textáfrica debilitado, no sábado, por 3-0, num jogo que foi apenas questão de números para se saber por quantos a turma de Maputo iria ganhar. É que logo aos quatro minutos Marcel abriu o marcador e depois de inúmeras oportunidades desperdiçadas, só na segunda parte é que Kidou e Kito, ambos servidos por Fokem, fixaram o resultado final.

A turma de Daúdo Razaque continua a perseguição ao líder, pese embora esteja na quarta posição, com menos quatro pontos, já que soma apenas nove pontos.

Dupla de perseguidores vence pelo mesmo resultado

A dupla de perseguidores do líder também venceu nesta jornada, pelo mesmo resultado de 2-1.

O Ferroviário da Beira foi a Nampula derrotar o seu homónimo da capital do norte, com Dayo a regressar aos golos e a abrir o marcador, enquanto Mafaite confirmou a vitória da sua equipa na segunda parte, pouco antes de Salas reduzir para os donos da casa.

A Associaçao Desportiva de Vilankulo, ex-ENH, também entrou a vencer, com Mexer a marcar ainda na primeira parte. Mas viu Vivaldo empatar no início da segunda parte e estremecer o Alto Macassa. Mas Jongwé, a 11 minutos do final do jogo, sentenciou a quarta vitória da turma de Victor Mayamba, que conta já com 12 pontos, os mesmos do Ferroviário da Beira, de Akil Marcelino.

Quem também saiu sorridente nesta jornada foi Dário Monteiro na sua estreia ao serviço da Liga Desportiva de Maputo. Não foi preciso muito, até porque não são somente muitos golos que dão os três pontos. Estêvão deu os três preciosos pontos diante do Incomáti de Xinavane que colocam a Liga Desportiva de Maputo na sexta posição, agora com sete pontos, enquanto os “açucareiros” deixam-se ultrapassar pelo seu adversário de sábado.

Henriques salva Satar Salvado e as “águias” em voo rasante

A jornada de retoma do Moçambola 2021 trouxe dois empates com equipas do topo a saírem em maus lençóis.

O Costa do Sol parece que ainda não “pegou” as lições do novo professor, Artur Comboio e teve que “aplacar” para evitar ser abatido pelos “militares” de Mocuba. Zero a zero acabou sendo o resultado final do jogo que o Costa do Sol dá graças a Victor, que defendeu uma grande penalidade muito contestada por Artur Faria. Seria o bode final, mas Faria deve ter levantado as mãos aos céus para agradecer por Victor ter defendido.

Continua longe o Costa do Sol na perseguição ao grupo da frente, já que conta com sete pontos, enquanto o Matchedje de Mocuba continua na cauda, agora com dois pontos.

Já este domingo, Satar Salvado teve uma estreia quase que de parar o coração. É que o Desportivo Maputo emprestou imensas dificuldades diante do Ferroviário de Nacala que tinha prometido vir a Maputo para “roubar” os três pontos. Diogo abriu o marcador a fechar a primeira parte e os “alvi-negros” tiveram que correr atrás do prejuízo.

Teve que ser Henriques a salvar Salvado aos 92 minutos a evitar uma estreia de pesadelo para o jovem técnico.

O Moçambola-2021 vai prosseguir próximo final de semana com um sensacional Costa do Sol vs Ferroviário de Maputo, jogo de loucos, com transmissão na Stv Notícias.

 

Depois da disputa, ontem, de três jogos que marcaram a retoma do Moçambola 2021 com autorização dada pelo Presidente da República, que deu fim a três meses de suspensão, a quinta jornada conclui-se esta tarde com a disputa de mais quatro jogos.

Trata-se do embate entre o Desportivo Maputo e o Ferroviário de Nacala, cujo jogo marca a estreia de Satar Salvado como técnico dos “alvi-negros”.

Este jogo, que terá transmissão na Stv Notícias, terá lugar no Campo da Afrin, na avenida das Indústrias e envolve duas equipas separadas por apenas um ponto e, por isso, ávidas em somar mais. O Desportivo Maputo ocupa a 11ª posição com três pontos, um lugar abaixo e com menos um ponto em relação ao seu adversário.

Desses jogos, outro que vai paralisar os amantes do desporto-rei é o que vai envolver a União Desportiva de Songo e a Associação Black Bulls, no Estádio da HCB, em Tete. Apesar de ser estreante na alta-roda do futebol moçambicano e da sua jovialidade, a Black Bulls lidera o Moçambola 2021 e vai, por isso, lutar para não perder a posição que ostenta, enquanto os “hidroeléctricos”, que tinham somado duas vitórias e dois empates nas quatro primeiras jornadas, querem chegar à frente da tabela classificativa e começar, desde já, a lutar pelo título.

Este jogo terá início mais cedo que os restantes, quando forem 14H00, devido a questões de transporte aéreo, para permitir que a turma de Maputo possa regressar ainda hoje à capital.

Na vila turística de Vilankulo, teremos o embate entre a Associação Desportiva local, ex-ENH, e o Ferroviário de Lichinga, outro estreante, que joga fora de portas, mas vai querer somar pontos, embora não sendo favorito a vencer. Aliás, os “locomotivas” de Lichinga tiveram um treino adaptado este sábado, num pelado desnivelado, em Vilankulo, para recuperação física e pode ser uma acção motivadora para o embate de mais logo.

A finalizar, serão duas “locomotivas” a cruzarem-se: o de Nampula e o da Beira. Três pontos separam as duas equipas com vantagem para o Ferroviário da Beira. São razões mais do que suficientes para a turma da casa entrar com tudo e tentar alcançar o seu adversário nesta jornada.

Ontem, o Ferroviário de Maputo recebeu e venceu o Textáfrica do Chimoio por 3-0, enquanto a Liga Desportiva de Maputo vencia o Incomáti de Xinavane à tangente. Já o Costa do Sol foi a Quelimane arrancar um nulo diante do Matchedje de Mocuba, numa partida que Victor, guarda-redes “canarinho”, ainda defendeu uma grande penalidade.

 

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