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O País – A verdade como notícia

O Textáfrica de Chimoio empatou a uma bola diante da União Desportiva de Songo, em jogo a contar para a sexta jornada da maior prova futebolística do país, o Moçambola.

Via-se, desde o início da partida, que era um derby difícil, a avaliar pelas pesadas derrotas que as duas equipas averbaram na jornada antecedente a esta partida.

O jogo tornou-se aguerrido, tanto os fabris do planalto como os hidroeléctricos estavam na sua máxima força, visando recuperar o orgulho ferido na jornada anterior.

Foram várias as vezes em que as duas colectividades visitaram as balizas contrárias, mas o golo viria a concretizar-se no minuto 37, quando Dário Shongai, da União Desportiva de Songo, fez um remate certeiro na baliza, à guarda de Pedó.

Com o um a zero, a favor dos hidroeléctricos, foi-se ao intervalo.

Entretanto, no reatamento, o Textáfrica desperta e começa a fazer lances de criar inveja diante de uma UDS motivada pelo golo, situação que colocava o jogo bem equilibrado.

O Textáfrica continuava a mostrar que “em casa, quem manda é o dono”, quando, no minuto 85 da partida, chegou ao golo, por intermédio de Víctor.

Estava feito o um a um, resultado com o qual se chegou ao final da partida.

Reagindo ao resultado, Custódio Parruque, que assegura interinamente o Textáfrica, depois da demissão do treinador Amid Tarmamade, disse que os seus jogadores estavam bem preparados, graças aos aspectos técnicos e tácticos que foram assimilando ao longo da semana que antecedeu o jogo.

Parruque pediu, entretanto, paciência à massa associativa e prometeu que o Textáfrica trará resultados surpreendentes. O treinador interino acrescentou, ainda, que, no jogo com a UDS, era notória a evolução da sua equipa.

Já Caló, também treinador interino na União Desportiva de Songo, em substituição de Nacir Armando, ora demitido devido à derrota por quatro bolas a uma diante da Associação Black Bulls, reconheceu que a UDS teve erros defensivos que condenaram a equipa a um resultado não desejado.

No jogo mais importante da 6ª jornada do Moçambola 2021, o Ferroviário de Maputo foi a Matchiki Tchiki derrotar o Costa do Sol por 1-2 e a “locomotiva” de Maputo descarrilou o Comboio do Artur. A líder, Black Bulls, continua de vento em pompa e voltou a fazer mais uma vítima de peso, o Desportivo Maputo, com goleada de 3-0.

De verdadeiras surpresas, esta jornada só trouxe uma: o empate entre o Textáfrica do Chimoio e a União Desportiva de Songo, na Soalpo. Do resto, os resultados verificados foram os “quase” esperados! Sim porque em alguns jogos era tipo na lotaria, 1×2.

Descarrilar o Comboio que passou pelo caminho da “locomotiva”

Na partida mais importante da jornada, no campo do Costa do Sol, o “canário” foi trucidado pela “locomotiva” de Maputo, no derby de todos os tempos do futebol moçambicano. Marcel foi o homem do jogo ao apontar os dois golos do Ferroviário de Maputo, o segundo dos quais de belo efeito a relembrar os grandes golos do mundo fora: um verdadeiro hino ao futebol.

Tal como na jornada anterior em que marcou ao quarto minuto, Marcel repetiu, no “ninho do canário”, com a turma da casa a empatar nos descontos da primeira parte pelo internacional Telinho, a mostrar que está de volta aos golos.

Mas, na segunda parte, Nené viu o cartão vermelho e a “locomotiva” aproveitou para descarrilar Artur Comboio e voltar a vencer, tal como fez nas últimas três temporadas em casa alheia e assaltar a terceira posição, agora 12 pontos, os mesmos da Associação Desportiva de Vilankulo, que, nesta jornada, se viu derrotada na deslocação ao “caldeirão” do Chiveve pelo Ferroviário da Beira por 3-1.

Aliás, os “locomotivas” de Chiveve estavam em teste de fogo pela vice-liderança e ainda começaram por sofrer aos 20 minutos, todavia conseguiu fazer a reviravolta e conseguir vencer por 3-1, tendo-se isolado na segunda posição, agora com 15 pontos e manter a perseguição ao líder da prova.

Mare, Mafaite e Dayo, este último de grande penalidade, fizeram os golos da turma da Beira.

Os “hidrocarbonetos” ficaram arredados da perseguição à liderança, uma vez que, com a derrota, caíram para a quarta posição e alcançados pelo Ferroviário de Maputo.

“Touros” continuam a caminhada invicta

Quem não arma, nem desarma é a Black Bulls, líder da prova, que voltou a fazer mais uma vítima, também colosso do futebol moçambicano, o Desportivo Maputo, por claros 3-0. Não contou o seu melhor marcador, Ejaita, lesionado, mas, quem tem Hammed, Melque e Victor e ainda a contar com Fidel e outros tantos, pode ficar descansado. Os 3-0 não escandalizaram a ninguém, tendo em conta que foi pouca a margem de reacção dos “alvi-negros” nesta partida em que saíram cabisbaixo perante uns “touros” cada vez mais fortes e a quererem mostrar-se como candidatos à conquista do título.

Ferroviário de Nampula muda treinador, mas não de resultado

Quem continua a não encontrar-se com a vitoria é o Ferroviário de Nampula que voltou a vergar. Na semana passada, perdeu em casa com o homónimo da Beira e afastou o seu treinador, Chaquil Bemat, mas, mesmo assim, não conseguiu reverter a situação.

Esta semana, deslocou-se a Incomáti e terá apanhado muito chá açucarado, porque vergou por uma bola sem resposta com os “açucareiros”, mantendo-se na zona da despromoção, com os mesmos três pontos que conseguiu antes da suspensão da prova.

O Incomáti de Xinavane sobe alguns degraus e passa à sexta posição, agora com nove pontos.

Quem não conseguiu manter a senda de vitórias é a Liga Desportiva de Maputo. Depois de ter vencido o Incomáti na jornada anterior, na deslocação a Nampula não conseguiu sair. A turma de Hanhane encontrou uma “locomotiva” de Nacala quase desfalecida, até porque, na quinta jornada, tinha empatado com o Desportivo Maputo a um golo.

Ndazione fez as honras da casa e deu uma importantíssima vitória à turma de Nacala que ainda não pôde inaugurar o seu novo campo, com relva sintética e foi obrigada a jogar na capital, Nampula.

Djei, o mortífero de Lichinga

Em Lichinga, houve festa, certamente, mesmo sem público no Estádio 1º de Maio. É que o Ferroviário local não teve meias medidas para cilindrar o Matchedje de Mocuba, no jogo de primodivisionários do Moçambola 2021.

Teve em Djei o homem de jogo, o mortífero, o maquinista, que virou os canos para os “militares” e fuzilar por três ocasiões, deixando João entrar na lista dos marcadores do jogo, a fechar a contagem.

Surpreendentemente, os “locomotivas” de Lichinga ocupam a quinta posição, em igualdade pontual com Incomáti de Xinavane e União Desportiva de Songo.

Os “hidroeléctricos” não foram além de um empate a um golo, na deslocação a Soalpo, diante do Textáfrica do Chimoio, a um golo, numa estreia pouco auspiciosa de Caló no comando técnico da turma de Tete.

Dário ainda deu alegrias aos “hidroeléctricos”, na primeira parte, mas Ibraimo restabeleceu o empate a cinco minutos do final, dando um ponto à turma da casa.

O maior destaque desta jornada vai para Djei, não só por ter marcado três golos na goleada da sua equipa, mas também por ter apontado o golo número 100 da prova, que vai já em 105 remates certeiros.

O Moçambola regressa próximo final de semana com a 7ª jornada.

 

 

O Comité Executivo da Confederação Africana de Futebol aprovou a candidatura de Moçambique para acolher o Campeonato Africano das Nações (CAN) em 2022.

Esta será a primeira vez em que o país vai acolher uma competição continental de futebol, na categoria de futebol de praia, um ano depois da sua participação inédita na maior prova de selecções do continente.

A decisão veio do Comité Executivo do organismo que gere o futebol africano, reunido esta semana, que acolheu a proposta de Moçambique e avaliou as condições para a realização da prova.

A candidatura de Moçambique teve o suporte do governo moçambicano que garantiu criar todas as condições necessárias para acolher o CAN de Futebol de Praia.

Na sua primeira reacção a esta aprovação, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, disse que esta será a oportunidade para o país mostrar as suas potencialidades e passar a ser acolhedor.

“Estamos radiantes com esta notícia de que a CAF escolheu Moçambique como país anfitrião para o CAN de Futebol de Praia, em 2022. Foi um trabalho árduo de preparação da candidatura, que, como devem calcular, havia muitas exigências por parte da CAF. Queremos tornar Moçambique num país acolhedor de eventos continentais de futebol, este torneio é só o começo, tal como o Futsal Cosafa ainda este ano”, disse Feizal Sidat que agradeceu o suporte do Governo moçambicano e dos demais agentes, nesta candidatura.

“Vamos trabalhar para que a competição seja um sucesso”, sentenciou o presidente da Casa do Futebol, que viu um dos objectivos traçados pela sua direcção para o mandato 2019/2023 se concretizar.

Para além desta aprovação, o Comité Executivo aprovou, ainda, a realização das finais da Liga dos Campeões, para Marrocos, da Taça da Confederação, para Benin, e os CAN’s de sub 20 e sub 17, para Egipto e Argélia, ambos em 2023.

Recorde-se que Moçambique vai participar pela primeira vez numa fase final do CAN de Futebol de Praia este mês, no Senegal, estando, neste momento, a cumprir um estágio em Portugal.

Selecção defronta Nazarenos esta segunda-feira

Depois de dois empates seguidos pelo mesmo resultado e diante do mesmo adversário, o estágio da selecção nacional de futebol de praia continua em Nazaré, Portugal, com mais um jogo de controlo esta segunda-feira.

Na passada terça-feira e na última quinta-feira, Moçambique empatou a quatro golos com o ACD Sótão de Portugal, uma das equipas históricas do futebol de praia daquele país europeu, o que motivou mais os jogadores, para além de elevar os seus índices competitivos.

Esta segunda-feira, seguem-se os Nazarenos, uma equipa da II Divisão Portuguesa, que cruza o caminho da selecção nacional nesta caminhada rumo ao CAN do Senegal. O jogo terá lugar no Estádio Viveiros, em Portugal.

O adversário desta segunda-feira teria defrontado o combinado nacional, no passado sábado, o que seria o terceiro ensaio, mas, devido a questões organizacionais, o jogo foi cancelado, tendo sido remarcado para esta segunda-feira e ainda será o terceiro jogo de controlo, antes da viagem ao Senegal, na próxima quinta-feira.

Em quase 12 sessões de treinos, incluindo dois jogos de controlo, o seleccionador nacional, Abineiro Ussaca, mostra-se satisfeito com o desempenho da equipa, destacando a entrega e a responsabilidade dos jogadores no dia-a-dia. Ussaca está confiante que os jogadores irão corresponder às expectativas no CAN de Senegal.

“Fisicamente, a equipa está bem e, agora, vamos melhorar alguns aspectos técnicos e táticos”, garantiu o seleccionador nacional.

Os jogadores mostram-se, também, motivados com os resultados e com os trabalhos que vêm alcançando em Portugal.

Para o jogo desta segunda-feira, entre Moçambique e Nazarenos, estão convidadas algumas figuras ligadas ao desporto moçambicano e residentes em Portugal, para prestar o seu apoio à selecção nacional, nomeadamente o Embaixador de Moçambique em Portugal, Joaquim Bule e o presidente da Câmara de Nazaré, Walter Manuel Cavalheiro.

 

O Ferroviário de Maputo inicia a sua primeira participação na Liga Africana de Basquetebol (Basketball Africa League, BAL), esta segunda-feira, em que defronta o Zamalek do Egipto, em partida da primeira jornada do grupo C, Divisão Nilo.

O jogo, agendado para às 17h30 de Maputo, é de suma importância para as aspirações dos “locomotivas” de passar para a segunda fase da competição, uma vez que transitam aos quartos-de-final os dois primeiros de cada um dos três grupos, mais os dois melhores terceiros classificados.

A turma, orientada por Milagre Macome, vai entrar motivada para este jogo, depois da vitória alcançada na passada quinta-feira, diante do AS Police do Mali, no primeiro e único jogo de controlo, realizado em terras de Paul Kagame, país que acolhe a prova.

Nesse jogo, os “locomotivas” da capital do país venceram por 75-61, no Kigali Arena, e puderam contar com os quatro jogadores estrangeiros contratados para enfrentar esta Liga Africana de Basquetebol, nomeadamente, Álvaro Manso, o base congo-canadense, Myck Kabongo, o costa-marfinense, Adjehi Baru e Demarcus Holland, o alemão-norte-americano.

Apesar da falta de rodagem da equipa moçambicana, pelo facto de não terem realizado os jogos, quer no país, devido a suspensão das competições, quer mesmo fora de portas, os pupilos de Milagre Macome estão confiantes numa boa prestação nesta competição e colocaram, como meta, vencer, pelo menos, um jogo, para alimentar as esperanças de qualificação à fase seguinte.

Recorde-se que, para este sábado, estava prevista a realização do segundo jogo-treino diante do AS Salé do Marrocos, todavia a partida ficou cancelada pelo facto de o piso do Kigali Arena Court, um dos pavilhões que se encontram no local onde a bolha está hospedada, ter estado escorregadio.

Assim, apenas um jogo de controlo separa o Ferroviário de Maputo da estreia, esta segunda-feira, na primeira edição da Liga Africana de Basquetebol em seniores masculinos.

Entretanto, a prova arranca este domingo, com o Patriots BBC da Nigéria a defrontar o Rivers Hoopers do Ruanda.

 

A dupla Rufino Fontes e Paul Del Re sagrou-se, no último sábado, vencedora do segundo grande prémio Picanto Cup Edição 2021. A equipa da Mediplus convenceu o júri tendo somado um total de 80 pontos.

Noite de glória para a Rufino Fontes e Paul Del Re da Mediplus. Depois de um sábado de provas intensas, os dois pilotos convenceram o júri e levaram o troféu para casa.

Filme da prova…Início da tarde fantástica no autódromo internacional de Maputo. Entrou bem a equipa da Moztech Racing que terminou a fase qualificativa na primeira posição com o melhor tempo de 1. 53 e 244 centésimos, colocando-se, desta forma, na pole position, facto aproveitado por Manuel Barbosa para se destacar na frente da corrida. Mas foi alegria de pouca dura, porque o piloto Rodrigo Almeida (da Transcrane), de apenas 17 anos, no primeiro erro do seu adversário, passou para frente.

O experiente Manuel Barbosa bem que tentou reverter o cenário, porém Rodrigo Almeida foi consistente até ao fim da primeira manga.

Na manga B, Mauro Almeida da Moztek Racing esteve em destaque nas primeiras voltas, mas André Betencourt fez pressão na qual os dois pilotos se deixaram ultrapassar.

Mercê desse despiste e também do capotamento  de Telmo Costa, Bernardo Aparício da VA Racing aproveitou para se colocar na primeira posição, vencendo esta etapa.

Já na prova de resistência, diga-se, muito, intensa, com cenários de cortar a respiração, a dupla da Trentyre Rasteirinhos soube usar as fragilidades dos seus oponentes e viu Andre Bettencourt a cortar a meta na primeira posição.

No entanto, isso não foi suficiente, uma fez com que o júri considerasse que a dupla Rufino Fontes e Paul Del Re da Med Plus teria sido mais consistente durante toda prova, tendo somando um total de 80 pontos.

Na segunda posição, ficou a Trentyre Rasteirinhos de Andre Bettencourt e Cristian Bouché e, no terceiro posto, os pilotos Luís Rocha e Zanil Satar da Trentyre Racing.

 

 

 

 

O Sporting Clube de Portugal entrou em campo, este sábado, para defrontar o Benfica a pensar em Cabo Delgado. Os campeões de Portugal decidiram substituir os nomes dos jogadores, nas camisolas, pelo nome da província nortenha de Cabo Delgado.

De acordo com um comunicado leonino, esta é uma referência aos ataques armados que ocorrem na província de Cabo Delgado, em Moçambique e que já fez muitas vítimas mortais.

“A equipa principal de futebol do Sporting vai entrar em campo no dérbi deste sábado, em casa, Benfica, com ‘Cabo Delgado’ escrito nas costas das camisolas dos jogadores em vez dos seus nomes. Os ‘leões’ têm como objectivo alertar e sensibilizar todos para os graves acontecimentos que têm afectado aquela região de Moçambique”, lê-se num comunicado do novo campeão nacional de Portugal.

O encontro, no Estádio da Luz, era referente à 33.ª jornada da Primeira Liga portuguesa e terminou com a vitória dos encarnados por 4-3.
Aliás, nos leões de Portugal joga um moçambicano, nas camadas de formação, Geny Catamo, nomeadamente na equipa B.

O norte de Moçambique é, desde 2017, alvo de acções de grupos armados que aterrorizam a província de Cabo Delgado, sendo alguns ataques reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes e 714.000 deslocados de acordo com o Governo.

Recorde-se que o Sporting sagrou-se campeão português na passada terça-feira e agora cumpre o calendário, faltando apenas uma jornada para o final da prova.

Costa do Sol e Ferroviário de Maputo defrontam-se domingo, no derby que concentra todas as atenções dos amantes do futebol moçambicano. A jornada seis arranca este sábado com a líder Black Bulls a receber, no seu campo, o Desportivo Maputo

O regresso do Moçambola 2021 traz diversas emoções, desde as mais animadoras até as mais tristes. Depois de mais duas chicotadas psicológicas ao longo da semana, a sexta jornada chega com jogos aliciantes e de “cortar a faca”, ambos em Maputo, envolvendo as equipas do topo do futebol moçambicano na actualidade.

A partida mais atractiva desta jornada vai envolver as duas equipas mais tituladas do país, ambos com 10 títulos nacionais, nomeadamente, Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, no ninho do canário, este domingo, quando forem 15H00.

As duas equipas tiveram percursos diferentes nesta edição do Moçambola, daí que os “locomotivas” estão três lugares acima e dois pontos a mais em relação aos “canarinhos”.

Ou seja, ao cabo de cinco jornadas, o visitante, Ferroviário de Maputo, está na quarta posição com nove pontos, frutos de duas vitórias e três empates, sendo, por isso, uma das equipas invictas, a par da líder Black Bulls.

Já o anfitrião, Costa do Sol, é o sétimo classificado com sete pontos somados, graças a duas vitórias e um empate, já que somou ainda duas derrotas.

No que tange ao confronto directo entre as ambas, nas últimas 20 partidas, dos últimos 10 anos, os “locomotivas” levam vantagem, já venceram sete jogos e perderam cinco. Há ainda registo de oito empates.

Olhando para os últimos seis jogos, o Ferroviário de Maputo venceu quatro jogos, todos nas temporadas 2017 e 2018, vindo as coisas a mudarem em 2019, quando houve empate a zero no ninho do canário e vitória “canarinha” na Machava.

Para este domingo, o Ferroviário poderá aproveitar o facto de os jogadores do Costa do Sol ainda não terem assimilados totalmente a filosofia do jogo do novo treinador, Artur Comboio, para além de aproveitar o facto de ser num campo sem público e a equipa canarinha vir de um empate surpreendente diante do lanterna vermelha.

Mas, o resultado final é sempre imprevisível quando estas duas se encontram e, só depois do apito final de Artur Alfinar, árbitro escalado para este encontro, que terá transmissão na Stv Notícias.

 

DOMINGO DE MUITO FUTEBOL

Para além do embate entre “canarinhos” e “locomotivas”, ambos da capital do país, domingo reserva ainda mais cinco jogos.

Os primodivionários Ferroviário de Lichinga e Matchedje de Mocuba medem forças entre si no municipal 1º de Maio, na capital de Niassa, num embate em que o equilíbrio poderá a ser a nota dominante. Os “locomotivas” de Lichinga já venceram dois jogos e, mesmo com a derrota na jornada anterior, vai tirar o desejo de voltar a vencer.

Já os “militares” de Mocuba ainda não abateram nenhum adversário e perseguem a primeira vitória. Vai ser difícil, em terreno alheio, mas não impossível, até porque travou o campeão nacional no domingo e sair da cauda é o principal objectivo a esta altura.

No “Caldeirão” do Chiveve, preparam-se as brasas para a recepção da Associação Desportiva de Vilankulo. Uma viagem de pouco mais de 12 horas que leva os “hidrocarbonetos” à Beira para o embate com o Ferroviário local.

As duas equipas vêm de vitórias iguais (2-1) e somam o mesmo número de pontos (12), o que faz prever uma partida de grandes emoções dentro das quatro linhas. Aliás, neste jogo, quer-se a liderança ou o segundo lugar isolado, dependendo do resultado do líder, no sábado.

Onde também haverá confronto será no canavial, não se sabendo se a “locomotiva” de Nampula vai “roubar” o açúcar ou haverá descarrilamento do comboio nesse embate. As duas equipas vêm de derrotas, mas o Incomáti está mais cómodo na tabela classificativa do que o Ferroviário de Nampula.

Até porque os “açucareiros” não devem nada a ninguém e vão fazendo o seu campeonato jogo a jogo até ao final, enquanto os “locomotivas” da capital do norte lutam pelos lugares do pódio, mas estão, agora, na zona da despromoção, razão que levou a saída do seu treinador Chaquil Bemat.

Finalmente, para domingo, duas equipas em crise. Uma com crise financeira aguda e outras com crise de resultados. Textáfrica e União Desportiva de Songo defrontam-se na Soalpo. Os “hidroeléctricos”, já com Caló interinamente no banco, são claros favoritos, mas os “fabris” terão uma palavra a dizer, até porque jogam em casa e precisam de começar a somar pontos.

 

LÍDER RECEBE RENOVADA E “AINDA” ENFRAQUECIDA “ÁGUIA”

A jornada seis começa já no sábado, com a líder Black Bulls a receber o Desportivo Maputo. Os “touros” são claros favoritos a chifrarem a “águia”, que ainda não se encontrou com os resultados, tanto mais que ainda não somou nenhuma vitória nesta edição, a par do Matchedje de Mocuba.

Mas também, é verdade que o Desportivo Maputo tem-se dado bem nos jogos fora de portas (mesmo não tendo casa própria) e, por isso, terá de ter cuidado. Na sua última partida em casa, antes da suspensão, a Black Bulls tinha empatado com o Ferroviário de Maputo a zero.

O embate entre “touros” e “alvi-negros” terá lugar no campo de Tchumene, sábado, e também terá transmissão em directo na Stv Notícias.

Yaoundé, nos Camarões, será palco da fase final do Afrobasket 2021 em Sénior Femininos, prova para a qual Moçambique está apurado. A competição vai decorrer entre 17 e 26 de Setembro de 2021.

A decisão dos Camarões de acolher o Afrobasket 2021 surgiu após a aceitação do Ministro do Desporto de Camarões, Kombi Mouelle, em nome do governo camaronês, segundo deu a conhecer a FIBA África, na sua página oficial.

Estão, automaticamente, apurados à prova as selecções semi-finalistas da edição 2019 – Nigéria, Senegal, Moçambique, Mali e anfitrião da competição, Camarões. A estas cinco selecções juntar-se-ão mais sete países a serem encontrados após a fase de apuramento a decorrer entre Maio e Julho próximos.

O anúncio da catedral do basquetebol africano em femininos chega numa fase em que as “Samurais” estão sem comando. Por isso, a Federação Moçambicana de Basquetebol tem, nos próximos dias, a tarefa de encontrar um homem para orientar as meninas que ocuparam o quarto lugar, em 2019, em Senegal.

Nacir Armando e Chaquil Bemat já não comandam União Desportiva de Songo e Ferroviário de Nampula, respectivamente, sendo que os seus adjuntos vão liderar as equipas interinamente.

As derrotas sofridas na retoma do Moçambola 2021 não foram de todo positivas para alguns intervenientes, que se viram despojados dos seus cargos, devido a maus resultados.

Duas derrotas caseiras foram suficientes para desempregar dois treinadores dos seus clubes, nomeadamente, Nacir Armando, na União Desportiva de Songo, e Chaquil Bemat, no Ferroviário de Nampula.

Na “hidroeléctrica”, depois do furacão provocado pela passagem dos “touros”, que golearam a União Desportiva de Songo por 1-4, em pleno reatamento caseiro, Nacir Armando acabou por sucumbir no comando técnico.

Uma goleada que não caiu bem aos olhos dos “hidroeléctricos” que se viram humilhados pela primodivisionária Black Bulls, na sua primeira deslocação a Songo, propiciando o rompimento do vínculo que ligava Nacir Armando ao clube.

O treinador estava ligado aos “hidroeléctricos” desde 2018, quando chegou para substituir Chiquinho Conde, afastado por alegados maus resultados.

Com Nacir Armando, a União Desportiva de Songo conquistou um campeonato nacional de futebol, o Moçambola, em 2018 e a Taça de Moçambique, em 2019. Mas, perdeu duas supertaças nacionais, ambas a favor do Costa do Sol.

Nos “hidroeléctricos”, para além de Nacir Armando, a chicotada psicológica atingiu o preparador físico da colectividade, Guebo, que também não terá ficado isento de culpa na goleada sofrida aos olhos da direcção.

Para colmatar esta saída de Nacir Armando, a direcção decidiu manter o então adjunto, Carlos Manuel ou, simplesmente, Caló, para assumir, de forma interina, o cargo, enquanto se procura por um técnico que possa resgatar os resultados ao vencedor da última Taça de Moçambique, disputada em 2019.

Em Nampula, logo a seguir à derrota caseira diante do homónimo da Beira por 1-2, a direcção do Ferroviário local tomou a decisão de afastar o seu treinador, Chaquil Bemat, assumindo que estavam criadas todas as condições para não sofrer mais um desaire, tendo em conta que, antes da suspensão, tinha sofrido três derrotas e apenas uma vitória.

A última derrota foi difícil de digerir por parte da direcção “locomotiva” da capital do norte, que decidiu pelo divórcio entre as partes, rompendo o casamento que vigorava desde o início do ano passado.

Chaquil Bemat deixa o Ferroviário de Nampula na zona da despromoção, 12ª posição, com apenas três pontos, os mesmos do Textáfrica do Chimoio, frutos de uma vitória e quatro derrotas, tendo marcado três golos e sofrido sete.

Para além de Nacir Armando e Chaquil Bemat, mais outros dois treinadores tiveram o mesmo destino nesta temporada futebolística, nomeadamente, Amid Tarmamade, do Textáfrica do Chimoio, e Aly Hassane, da Liga Desportiva de Maputo, substituídos por Custódio Parruque e Dário Monteiro, respectivamente.

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