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O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

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O chefe da organização paramilitar Wagner anunciou esta segunda-feira ter prendido um oficial russo cuja unidade terá atacado os seus homens, o que evidencia as tensões entre o grupo liderado por Yevgeny Prigozhin e o exército regular da Rússia.

“No dia 17 de Maio, homens do Ministério da Defesa [russo] foram vistos a abrir estradas atrás das posições das unidades Wagner”, escreveu Prigozhin num relatório enviado ao ministério divulgado ontem pelo grupo paramilitar.

Elementos do grupo Wagner que estavam a limpar minas “foram atacados por fogo proveniente das posições do Ministério da Defesa”, segundo a mesma fonte citada pela agência francesa AFP.

O líder do grupo paramilitar disse, num áudio, que muitos factos não podiam ser tornados públicos, mas que remetia um relatório preliminar junto às provas em vídeo.

O chefe de Wagner divulgou também um vídeo do interrogatório do alegado oficial russo que se apresentou como “comandante da 72.ª brigada motorizada, tenente-coronel Roman Vinevitenov”, que admite ter atacado o grupo, e acrescentou que actuou “num estado de embriaguez, guiado por uma animosidade pessoal”.

No sábado passado, Prigozhin acusou as forças de Moscovo de cederem território na região de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia e tem sido alvo de intensos bombardeamentos e ataques terrestres ao longo dos últimos dias.

Naquele que era o duelo entre duas formações que ainda não haviam perdido na prova – ao cabo de três jornadas –, o Costa do Sol derrotou, sexta-feira, a A Politécnica por 51-46, portanto, cinco pontos de diferença que espelham o equilíbrio no jogo. Esperava-se, no entanto, uma melhor pontuação se olharmos para os dois contendores, sobretudo os “canarinhos”, que são vice-campeões nacionais e campeões da cidade.

Na dupla jornada, o Costa do Sol voltou a ser mais forte no sábado, quando derrotou as Águias Especiais por 82-42, resultado que coloca os “canarinhos” na liderança da prova com dez pontos.

Depois de ter perdido com o Costa do Sol, a A Politécnica redimiu-se no confronto com o Desportivo Maputo, tendo vencido por 30 pontos: 78-48. O Desportivo Maputo havia feito um esforço enorme, sexta-feira, quando perdeu com o Aeroporto, por 57-52.

Destaque, igualmente, para o Ferroviário de Maputo, vice-líder da prova, que somou duas vitórias no fim-de-semana. O conjunto de Horácio Joaquim Martins venceu o Costa do Sol sub-20, na sexta-feira, pela marca de 71-56.

O ciclo vitorioso confirmou-se, sábado, com novo triunfo sobre o Aeroporto por 98-43. Este resultado deixa o Ferroviário de Maputo na segunda posição com nove pontos.

O Maxaquene, por sua vez, “despachou”, sexta-feira, a Universidade Pedagógica com uma vitória por 121-57, e, no sábado, os comandados por Hermínio Changule bateram o Ferroviário “B” por 74-65.

A Universidade Pedagógica teve uma jornada complicada, porquanto perdeu na sexta-feira com o Maxaquene “B” por 84-59.

O Ferroviário “B” derrotara, na véspera, as Águias Especiais por 55-49, colocando, assim por dizer, um freio na euforia dos “polícias” que vinham de duas vitórias consecutivas.

 

FERROVIÁRIO INVICTO EM SENIORES FEMININOS

Mais uma jornada, mais uma vitória para o Ferroviário de Maputo ao nível dos seniores femininos. Sexta-feira, as “locomotivas” venceram com facilidade o Desportivo Maputo, por 102-30. O Ferroviário lidera a prova com oito pontos. O segundo classificado, Costa do Sol, venceu a A Politécnica por 48-37. Recuperada do desaire, a A Politécnica “descarregou” sobre as Águias Especiais, a quem venceu por 87-39. Na mesma ronda, o Ferroviário “B” venceu o Desportivo Maputo por 56-28. Realce para a vitória da estreante equipa das Águias Especiais diante da Lazio, por 98-50.

Cerca de 80 alunas foram envenenadas e hospitalizadas, na sequência de dois ataques ocorridos este fim-de-semana em duas escolas próximas no norte do Afeganistão.

Sem adiantar detalhes sobre o tipo de envenenamento e a natureza dos possíveis ferimentos causados, o responsável do departamento de Educação da região de Sangcharak, Mohammad Rahmani, citado pelo Observador, afirmou que as alunas foram transportadas para o hospital e estão bem.

Os dois casos estão a ser investigados e suspeita-se que os ataques foram executados a mando de alguém por ressentimento ou ajuste de contas.

O Ministério da Saúde diz que não há escassez de medicamentos, nem de equipamentos de protecção individual para os profissionais de saúde no país. O Armazém Nacional de Medicamentos, na Cidade de Maputo, entidade que garante a disponibilização dos insumos, garante que há stock de material para os próximos oito meses.

O Ministério da Saúde abriu, sábado, as portas do Armazém Nacional de Medicamentos, na Cidade de Maputo, para uma visita guiada aos órgãos de comunicação social.

A central não é apenas responsável pela gestão de medicamentos e vacinas distribuídas em todo o país, mas também garante a conservação de equipamentos de protecção individual dos profissionais de saúde e assegura que o material chegue a todos.

“A nossa principal missão é providenciar os medicamentos, incluindo os equipamentos de protecção individual dos profissionais de saúde”, referiu Abu Jone, director nacional-adjunto do Armazém Nacional de Medicamentos, que garantiu que, no local, há pelo menos 16 milhões de luvas, 42 milhões de máscaras cirúrgicas e de protecção, mais de um milhão de batas descartáveis e outros equipamentos de protecção individual.

Material que, segundo o dirigente, é suficiente para garantir a segurança de todos os profissionais de saúde, pelo menos nos próximos oito meses.

“Grande parte do espaço deste armazém é ocupado por equipamentos de protecção individual dos profissionais de saúde. Sobre a falta de que alguns se têm queixado, provavelmente esteja a falhar a comunicação, a nível da cadeia de abastecimento, mas aqui temos quantidades enormes de equipamentos”, referiu Jone.

O director-adjunto da Central de Medicamentos disse ainda que a instituição não recebeu queixas de falta de equipamento de protecção individual por parte das unidades sanitárias.

“Até agora, não temos informação sobre a existência de ruptura de stock a nível da cadeia de abastecimento, ou seja, não temos falta de equipamento de protecção individual para os profissionais de saúde.”

Sobre a disponibilidade de medicamentos, a instituição garante que há stock para abastecer todas as unidades sanitárias.

As urnas para as eleições legislativas de hoje na Guiné-Bissau abriram às 07h00 locais (09h00 em Maputo) para perto de 900 mil guineenses escolherem os 102 novos deputados e o partido que vai formar Governo.

Estas são as sétimas eleições legislativas na Guiné-Bissau desde a abertura ao multipartidarismo, em 1994, e estão recenseados para votar 893.618 eleitores, no país e na diáspora. As urnas encerram às 17h00 locais (19h00 em Maputo).

Segundo escreve a DW, os principais partidos são o Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15), actualmente no Governo, a coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) – Terra Ranka, liderada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, na oposição), o Partido de Renovação Social (PRS) e o Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), de Botché Candé, atual ministro da Agricultura.

A Assembleia do Povo Unido, Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), do primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, teve uma presença mais discreta na campanha eleitoral e o chefe do Governo perspectivou já que nenhum partido vai conseguir a maioria, sendo necessário um consenso para formar o executivo.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, dissolveu o parlamento no dia 16 de Maio de 2022 e marcou inicialmente as eleições para 18 de Dezembro desse ano, mas as legislativas foram depois remarcadas para 04 de Junho.

Ao todo estão no país cerca de 200 observadores, ainda de acordo com a CNE, nomeadamente 60 da missão de curta duração da CEDEAO, liderada pelo ex-presidente cabo-verdiano Jorge Carlos Fonseca, além dos 15 que já estão no terreno, 29 da União Africana, chefiados pelo ex-presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, enquanto a missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), composta por 27 elementos, é chefiada pelo ex-vice-ministro dos Negócios Estrangeiros timorense Alberto Carlos.

A Primeira-Dama, Isaura Nyusi, prestou homenagem, esta sexta-feira, em Majune, na província de Niassa, à rainha Bibi Achivangila, falecida em Abril passado, vítima de doença.

Isaura Nyusi foi recebida na manhã desta sexta-feira na sede do Distrito de Majune, na província de Niassa, para onde se deslocou com o propósito de homenagear, no povoado de Malila, a rainha de Niassa, Bibi Achivangila, e prestar solidariedade à família.

“Acompanhámos todos os momentos. Quando a rainha perdeu a vida, isto foi uma grande mágoa para nós, para mim, para o camarada Presidente e para os moçambicanos. Estamos aqui para dar o nosso conforto e dizer que estamos juntos. Temos que chorar sim, mas ela está connosco. Ela foi-se, mas sentimos que ela está aqui connosco, porque a obra dela é uma obra presente.”

Segundo fontes orais, o nome Bibi Achivangila foi atribuído há mais de 100 anos a uma mulher que conseguiu, com a sua coragem, salvar muitos escravos da morte, sendo aclamada como rainha.

Já passaram várias gerações de rainhas, sendo que a falecida era a quinta, e a família, na pessoa de Mário Wilamo, sobrinho, agradeceu a visita da Primeira-Dama e o gesto de solidariedade.

“Agradecemos o vosso apoio e sentimo-nos honrados com a vinda da Primeira-Dama. Tivemos muito apoio do camarada Presidente da República, do governo do distrito, no momento em que a nossa mãe, tia e avó esteve doente, até à hora do seu falecimento. Agradecemos muito o gesto.”Na mesma ocasião, a Primeira-Dama saudou Joaquina Nhenje, que recentemente foi legitimada e aclamada rainha Bibi Achivangila, no caso a sexta a ocupar o cargo. Isaura Nyusi e comitiva deslocaram-se ao local onde jazem os restos mortais das anteriores rainhas Bibi Achivangila, exceptuando a primeira, que foi sepultada à beira da estrada que liga Lichinga a Majune e a terceira, que, segundo fontes locais, foi sepultada na sua residência.

Pelo menos 280 pessoas morreram e 900 ficaram feridas, esta sexta-feira, na sequência de uma colisão entre três comboios em Balasore, na região de Orissa, no nordeste da Índia.

De acordo com os bombeiros do estado de Odisha, citados pelo Observador, os feridos em estado crítico foram transferidos para vários hospitais da região.

As equipas de resgate continuam a tentar aceder aos vagões destruídos à procura de passageiros que tenham ficado presos. De acordo com as autoridades locais, as hipóteses de encontrarem sobreviventes são reduzidas.

O acidente, de acordo com o relato da imprensa internacional, ocorreu às 19h20 locais, perto de uma estação na localidade de Bahanaga, a 1.600 quilómetros a nordeste da capital Nova Deli.

Imagens transmitidas pelas estações televisivas mostram carruagens completamente destruídas e amontoados de metal no local da tragédia.

Um dos responsáveis dos bombeiros explicou que dez a 12 vagões de um comboio descarrilaram e os destroços de alguns dos vagões caíram num trilho próximo. Esses destroços, segundo a fonte, por sua vez, atingidos por um outro comboio de passageiros, que viajava na direcção oposta.

A agência de notícias Press Trust of India, citada pelo Notícias ao Minuto, avançou que um terceiro comboio de carga estaria envolvido no acidente, mas as autoridades indianas ainda não confirmaram a informação.

De acordo com as autoridades, 1.200 socorristas trabalharam durante toda a noite, apoiados por 115 ambulâncias, 50 autocarros e 45 unidades móveis médicas.

O Presidente reeleito, Recep Erdogan, toma posse amanhã para um terceiro mandato presidencial. Assim, Erdogan soma somará cinco anos às duas décadas de poder.

A cerimónia de tomada de posse começará às 14:00 (12 horas de Maputo), no Parlamento, e prosseguirá duas horas e meia mais tarde no Palácio Presidencial. São esperados cerca de 20 líderes mundiais, entre os quais o Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashanian, rivais históricos e facto que chama a atenção, dado o ritmo lento dos esforços de reconciliação entre Ancara e Erevan, em curso desde 2021.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, um dos aliados mais próximos de Erdogan, também deverá estar presente, assim como os chefes de Estado ou de Governo da Hungria, Qatar, Somália, Argélia, Ruanda e vários países dos Balcãs.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, também confirmou a presença.

Erdogan tornou-se primeiro-ministro em 2003, depois de o seu partido islamita AKP ter ganhado as eleições de 2001 e, após ter sido reeleito duas vezes, tornou-se Presidente em 2014, pela primeira vez por sufrágio directo, graças a uma reforma constitucional.

Embora o cargo exigisse neutralidade, Erdogan continuou a dirigir a política turca a partir da Presidência e acabou por legalizar esta situação em 2017, através de um referendo que aboliu o cargo de primeiro-ministro e deu ao Presidente plenos poderes executivos.

Depois de reeleito em 2018, Erdogan obteve 49,5 por cento dos votos na primeira volta das eleições presidenciais turcas de 14 de Maio, votação que acabaria por vencer na segunda, onde recolheu 52,2%, contra o candidato apoiado pela oposição, Kemal Kiliçdaroglu (47,8%).

A África do Sul está a avaliar mudar o local da cimeira dos BRICS para Moçambique ou China, devido ao mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional para a detenção de Vladimir Putin.

A cimeira está marcada para decorrer entre os dias 22 e 24 de Agosto e inicialmente estava previsto que fosse realizada em Gauteng, na África do Sul. Contudo, o local pode ser alterado, tudo para que Vladimir Putin não seja detido.

Assim sendo, o Governo sul-africano já terá pedido ajuda a Moçambique e à China para uma eventual mudança de local, de acordo com a imprensa internacional.

Moçambique e China não assinaram o Estatuto de Roma, pelo que não têm de cumprir mandado de detenção do Presidente da Rússia.

O Presidente da Rússia tem um mandado de prisão internacional após invasão à Ucrânia e tal pode ser executado na África do Sul, apesar da imunidade garantida pelo governo sul-africano.

A informação foi avançada a margem de uma reunião de dois dias na Cidade do Cabo com os representantes do grupo de países de economias emergentes, formado pela África do Sul, Brasil, Rússia, Índia e China.

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