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O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

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Às 18 horas desta quarta-feira, Ídasse inaugura, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, a exposição “Um passo com unha”.

De acordo com a nota de imprensa da Fundação Fernando Leite Couto, a exposição traz ao público os mais recentes trabalhos de desenho do consagrado artista, que, há mais de 40 anos, se dedica às artes plásticas. “O público poderá testemunhar a constante preocupação em evoluir embora o seu estatuto não deixar dúvidas sobre a sua qualidade”, lê-se ainda na nota de imprensa: “Os trabalhos de Ídasse é como se voltassem a um lugar onde o artista tem a liberdade para criar sem as amarras dos padrões. Isso mesmo realça a curadora Yolanda Couto que, diz no texto de apresentação, que ao visitar o atelier do artista, foi que se aquele espaço ‘atulhado de obras de arte me transmitisse a força de um artista que se libertou por direito próprio num mundo todo seu’”.

A selecção das obras foi feita para expor “alguns dos seus desenhos, representações simplificadas de um pensamento explorando os recantos da sua mente.

“Nesta exposição dos seus desenhos mais actuais, ora impetuosos, directos e rápidos ora mais elaborados na composição, de um claro escuro poderoso, aprende-se e comunica-se alargando-se aos fundamentos de um envolvimento social que, sem os condicionar, nos fazem colocar questões que nos levam às suas raízes.” explica Yolanda Couto, acrescentando que “Idasse Tembe, desenvolvendo novas abordagens e técnicas, quer na pintura como na escultura, na cerâmica na gravura, passando pela música e tantos outros ramos artísticos, numa transformação e evolução dinâmica de formas, garante a sucessão da arte contemporânea e ocupa um lugar de primeiro plano no palco da história da arte em Moçambique”, lê-se na nota de imprensa.

Escrevendo sobre as obras e sobre o percurso de Ídasse, Marcelo Panguana refere: “A riqueza dessa caminhada artística e a sua multiplicidade são evidentes nesta amostra mesclada de variadas formas de expressão, mostrando um Ídasse com uma criatividade que excede o previsível e surpreende a nossa imaginação. Aliás, não foi por mero acaso que acabou sendo considerado um dos dez artistas mais criativos da África. Os mundos que explora são cada vez mais profundos e às vezes assustadores. “Não se pode aprisionar o pensamento”, diz, por essa razão, são vastos os temas que aborda e várias as viagens que nos oferece”.

 

 

 

 

 

Nove obras originais de Banda Desenhada produzidas no âmbito do Primeiro Concurso da BDPALOP, em Moçambique, Angola, e Cabo Verde, serão, pela primeira vez, apresentadas ao público moçambicano. O evento fecha o primeiro ciclo desta iniciativa e convida o público a conhecer as várias etapas do processo criativo e de produção de livros do género, que pretende incentivar a leitura, sobretudo, entre os públicos mais jovens.

Segundo uma nota de imprensa, o evento decorrerá no dia 13 de Junho, entre as 14h e 19h, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, e contará com o lançamento das 9 obras da BDPALOP, uma mesa-redonda com os autores das BD “Bonga” e “Torre Nova”, venda e sessões de autógrafos, momentos musicais com May Mbira, e uma sessão de curtas-metragens de animação premiadas, onde se inclui o recém-nomeado para os Óscares 2023 “Ice Merchants”, de João Gonzalez, cortesia da cooperativa Cola e da Cine Mundo. Haverá ainda uma sessão de Q&A com Bruno Caetano, produtor dos filmes apresentados.

A BDPALOP, com o apoio da Associação Kulungwana, irá também realizar um workshop de Banda Desenhada dirigido por Jorge Caetano Fernandes e Hélio Januário, nas áreas de storytelling e ilustração, disponível apenas para os participantes que se inscreverem até dia 07 de junho pelo e-mail info@bdpalop.com.

Na plataforma BDPALOP, será possível adquirir as obras online, em formato físico ou digital, seguir notícias das indústrias criativas dos PALOP, e conhecer mais sobre o concurso anual e sobre os artistas envolvidos. Este também será um espaço de anúncio de novas parcerias com o objectivo de estabelecer ligações entre artistas, editoras, livrarias e agentes culturais de banda desenhada nos PALOP, em Portugal e no Brasil, garantindo a sustentabilidade da iniciativa.

Os autores das obras lançadas durante o evento foram seleccionados em 2022, durante o primeiro concurso da BDPALOP, tendo beneficiado de uma bolsa de criação literária de 5.000 Euros, sessões de formação e mentoria, facilitadas por especialistas de banda desenhada.

A BDPALOP é uma iniciativa de criação, divulgação e publicação de banda desenhada, desenvolvida com o intuito de fortalecer esta cadeia de valor e fomentar a leitura nos PALOP. Esta iniciativa insere-se no programa PROCULTURA PALOP-TL financiado pela União Europeia e co-financiado e gerido pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, tendo como parceiros operacionais, o Estúdio Criativo Anima, em Moçambique, a BOMCOMIX ESTÚDIOS, em Angola, a Jovem Tudo – Revista Colaborativa, em Cabo Verde, e A Seita, em Portugal.

Nos próximos anos, a BDPALOP pretende posicionar-se como uma referência internacional na divulgação e produção de Banda Desenhada de qualidade em África, e, particularmente, nos países africanos de língua portuguesa, garantindo que artistas e profissionais do meio tenham acesso a mais oportunidades, integrados numa estrutura profissional que incentiva a empregabilidade e a produtividade nesta área.

 

 

As federações da África Austral incumpridoras da implementação do processo de licenciamento de clubes serão sancionadas pela Confederação Africana de Futebol (CAF). O aviso é do responsável pelo futebol profissional da entidade reitora da modalidade, Muhammad Sidat, citado pelo Jornal de Angola.

O dirigente, que falava durante o 4.º “workshop” sobre o licenciamento de clubes da CAF, evento realizado em Lubango, Angola, afirmou que já iniciou uma série de seminários na Tunísia e no Benim para os países francófonos e na Tanzânia para os anglófonos.

Adiantou que esta iniciativa fechou em Angola, até porque é um dos países lusófonos onde foram convidadas as restantes federações anglófonas e os lusófonos para a capacitação dos utilizadores da nova plataforma “online” de licenciamento de clubes da CAF, escreve a publicação angolana.

“Esta plataforma”, realçou, “é para implementação imediata”. Revelou que, a partir deste momento, os clubes qualificados para participarem nas competições africanas terão que fazer o seu processo de licenciamento “online”.

“Mas não é só para as competições africanas. Também haverá uma obrigação para a implementação nas competições nacionais, no mínimo, nos principais campeonatos da elite masculina”, anunciou.

Muhammad Sidat apontou que, no caso específico de Angola, em relação ao Girabola, haverá essa obrigação. “A não implementação por parte das federações, a CAF poderá sancionar”, alertou. Revelou que depois das sessões internacionais, que decorrem até quarta-feira, se realiza, na sexta-feira, um “workshop” específico para os clubes da I e II divisão nacional.

Sidat informou que Angola foi o quarto país em África a ter uma sessão directa com os seus clubes, considerando isso um benefício, pois vai permitir estarem mais preparados para utilizarem a plataforma “online” de licenciamento de clubes da CAF.

“Angola foi o quarto dos 54 países. Penso que é um ganho para o país. Depois iremos passar por uma fase mais prática de implementação, onde os clubes terão mesmo que aderir”, preveniu, pois se trata de um sistema obrigatório com a implementação já na época 2023-2024.

Reconheceu existirem dificuldades no sentido de os clubes aderirem, mas “vamos trazer a nova dinâmica ou visão com os novos regulamentos que foram implementados”, garantiu.

FAF ENALTECE A INICIATIVA

O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur de Almeida, destacou que a implementação do sistema de licenciamento de clubes da Confederação Africana de Futebol (CAF) vai impulsionar o desenvolvimento da modalidade em Angola e no continente.

O dirigente sublinhou que o processo é um grande passo em África e vai permitir alcançar, com maior rapidez e eficácia, a profissionalização das competições e dos clubes a todos os níveis.

“Pensamos ser de capital importância o sistema de licenciamento de clubes que foi aprovado e entrou em vigor na CAF em 2012, especificamente vinculado à competição interclubes masculino”, destacou.

Artur de Almeida aclarou que, passados 11 anos desde a sua criação, o projecto é hoje uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento e profissionalização do futebol nas competições de clubes do órgão reitor da modalidade em África.

“Com base na nova visão estratégica da CAF, que visa as federações implementarem o processo de licenciamento dos clubes nas competições continentais em masculinos e femininos, bem como nas provas nacionais de acordo com os requisitos, é um passo digno de registo”, enalteceu.

Artur de Almeida reconheceu que Angola tem um novo quadro regulamentar para o sistema de licenciamento de clubes na CAF, que entrou em vigor em 2022, e dá maior ênfase à profissionalização das estruturas dos clubes do continente.

A situação humanitária no norte da República Centro-Africana agravou-se devido ao conflito no Sudão. A informação foi divulgada, ontem, numa conferência de imprensa em Genebra, pelo Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas, citado pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com a instituição, cerca de 14 mil refugiados chegaram ao país vindos do Sudão. Mais de 6.300 dos refugiados são sudaneses e cerca de 3.460 são centro-africanos que regressam ao seu país.

O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas alertou que o fim do tráfego comercial na fronteira está a aumentar a pressão sobre os já limitados recursos disponíveis e a colocar em risco 130.000 pessoas vulneráveis no país

Além disso, o conflito no país vizinho está a dificultar o transporte rodoviário de ajuda humanitária para o norte da Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas, especialmente nos municípios de Vakaga e Bamingui-Bagoran.

Para fazer face a esta situação, o gabinete das Nações Unidas prevê que necessitará de mais 69 milhões de dólares (64,4 milhões de euros) para cobrir as emergências da população do país.

Atualmente, mais de metade da população da República Centro-Africana necessita urgentemente de ajuda humanitária.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, apelou à comunidade internacional para a conjugação de esforços e sinergias conducentes aos êxitos na protecção da criança em situação de conflitos armados.

“Os conflitos, a violência e o terrorismo são, sem dúvida, grandes desafios para a protecção da criança para os quais devemos unir esforços e sinergias, bem como trocar experiência visando a protecção daqueles que são o futuro das nossas nações” realçou Verónica Macamo, ao discursar em Oslo, capital da Noruega, na tarde de segunda-feira, dia 05 de Junho em curso, na Conferência sobre a Protecção de Criança em Situação de Conflito Armado.

No evento,  Verónica Macamo informou que, no dia 12 de Fevereiro do presente ano, se assinalou o Dia da Mão Vermelha e que Moçambique se associou ao pedido, a todos os líderes políticos e militares, para deixarem de recrutar crianças para a guerra. “Moçambique juntou-se a este movimento porque acredita ser uma importante ferramenta de mobilização da consciência global sobre a importância da prevenção do recrutamento e uso da criança em conflitos armados” explicou.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação assegurou, na ocasião, que o Governo moçambicano está a envidar esforços para prevenir a violação dos direitos da criança e proteger toda a criança moçambicana, em particular as que se encontram nas zonas afectadas pelas acções dos terroristas.

A Conferência sobre a Protecção de Criança em Situação de Conflito Armado é co-organizada pelo Reino da Noruega, Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, o Gabinete do Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças e Conflitos Armados e a União Africana, com o intuito de mobilizar a comunidade internacional a assumir compromissos para melhorar a protecção da criança afectada por guerras e conflitos.

Integram, na delegação da ministra Verónica Macamo, o embaixador de Moçambique no Reino da Noruega, Joel Sele; a directora para Organizações Internacionais e Conferências no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; embaixadora Ana Nemba Uaiene e a directora nacional da Criança no Ministério dos Género, Mulher e Criança, Angélica José Magaia Fulano.

Uma palestra de sensibilização e para a divulgação do Regulamento da Segurança Social Obrigatória (SSO), no âmbito da campanha nacional de inscrrição de Trabalhadores por Conta Própria (TCP) e Agentes de Estado, reuniu, na semana passada, os responsáveis pela gestão de recursos humanos (RH) no Conselho Executivo provincial e nos Serviços Provinciais de Representação do Estado em Inhambane.

Com 23 participantes, o encontro, organizado pela delegação distrital do INSS de Inhambane e que foi dirigido pela delegada provincial da instituição, Rabia Bacar, tinha como objectivo interceder aqueles responsáveis de um dos sectores mais sensíveis destes dois órgãos, os recursos humanos, no sentido de levarem a peito a preparação social dos agentes do Estado que ainda não estejam inscritos na segurança social, enquanto o tempo permite.

Falando durante a palestra, a delegada do INSS em Inhambane, que aproveitou a ocasião para louvar o esforço das autoridades da província em enviar os seus gestores dos recursos humanos à capacitação sobre a segurança social, observou que há necessidade de uma colaboração e articulação entre o INSS e os dois órgãos provinciais, em que os respectivos gestores de recursos humanos devem dominar a legislação inerente à segurança social obrigatória, cujo sistema é gerido pelo INSS.

Nesse contexto, Rabia Bacar disse ser importante que estes gestores ajudem o INSS na obtenção de informação sobre o grupo-alvo, incluindo o fornecimento das listagens dos Agentes de Estado que não estejam enquadrados na Previdência Social, assim como no sistema gerido pelo INSS, para serem inscritos e começarem a contribuir para garantir a sua subsistência nas situações de falta ou diminuição de capacidade para o trabalho, bem como dos familiares sobreviventes em caso de morte dos referidos trabalhadores, para além de conferir condições suplementares de sobrevivência, de acordo com o previsto na Lei 4/2007 de 7 de Fevereiro, lei da protecção social.

O sector da agricultura e pescas em Inhambane, segundo a delegada provincial do INSS, também está a merecer uma especial atenção, em termos de informação requerida, dado o grande potencial de trabalhadores a inscrever nos TCP, como são os casos de extensionistas e dos criadores de gado.

O INSS, importa recordar, tem estado a promover palestras junto a empresas e instituições públicas e privadas, para divulgar a legislação sobre a segurança social, com vista a consciencializar os respectivos gestores e aos trabalhadores sobre a importância de estar inscrito e contribuir para a segurança social, bem como sobre os benefícios que o sistema oferece, tanto no presente, como no futuro.

Na capacitação ocorrida na semana passada em Inhambane, o INSS prestou esclarecimento de certos aspectos que têm sido levantados ou incorrectamente interpretados, decorrentes da aplicação do regulamento em causa nas empresas daquela região do sul do país. Em muitas situações, a título de exemplo, essa aplicação incorrecta da legislação, por parte dos gestores de recursos humanos, tem prejudicado o trabalhador.

Cerca de um milhão e quinhentos potenciais eleitores não se recensearam para as eleições autárquicas de 11 de Outubro. Dados preliminares do STAE indicam que o processo de recenseamento abrangeu 84,9% dos 9,8 milhões de potenciais eleitores previstos.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral já tem compilados os dados preliminares nacionais do recenseamento eleitoral que decorreu de 20 de Abril a 03 de Junho.

E os números globais preliminares do STAE dão conta de ter sido abrangido pelo processo um total de 84,91% do universo cujas projecções apontavam para 9,8 milhões de eleitores que reuniam condições para se inscreverem para a votação do dia 11 de Outubro próximo.

Isto quer dizer que dos 9,8 milhões de potenciais eleitores previstos, 8,3 milhões é que se dirigiram aos postos de recenseamento e conseguiram inscrever-se para votar. Dito de outro modo, 1,4 milhões não conseguiram recensear-se.

Na distribuição por províncias, Cabo Delgado é que teve o grau de realização mais alto. Estavam previstos 696 mil eleitores e foram recenseados 734 mil, uma realização de 105%. Gaza previa recensear 517 mil eleitores e conseguiu inscrever 534 mil, uma realização de 103,3%. Manica é a terceira província com o grau de cumprimento mais alto; previa recensear 732 mil e inscreveu 689 mil, uma realização de 94%.

As três províncias com grau de realização mais baixo foram Niassa com 65%, Tete com 72% e Inhambane com 74,5%. Já na distribuição por género, recensearam-se 4,5 milhões de mulheres e 3,8 milhões de homens.

E, desde hoje, segunda-feira, até quinta-feira, decorre a verificação da inscrição dos eleitores, o que quer dizer que cada pessoa que se recenseou deve deslocar-se ao seu posto de recenseamento para verificar se o seu nome está bem inscrito.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, divulgou, hoje, através das plataformas digitais da Federação Moçambicana de Futebol, a convocatória dos Mambas para o jogo do próximo dia 18 de Junho diante do Ruanda, inserido na quinta jornada do grupo L de acesso ao CAN Costa do Marfim 2023.

Realce, nos chamados por Conde, para a ausência de Zainadine Jr, um dos capitães dos Mambas que é associado a uma discussão com o técnico no duelo com o Senegal, em Dakar, no qual o combinado nacional foi copiosamente goleado. Há informação segundo a qual Finho, como é carinhosamente tratado, terá tido uma discussão acesa com Chiquinho Conde no intervalo da referida partida. O jogador, no entanto, desmentiu a informação avançada pela imprensa na altura. Mas, curiosamente, ficou no banco já no duelo com o Senegal no Estádio Nacional do Zimpeto, partida na qual os Mambas perderam por 1-0.

Outra ausência a notar é de Bruno Langa, defesa que fez uma boa época no Grupo Desportivo Chaves de Portugal. Lau King, avançado do Sagrada Esperança de Angola, igualmente em boa forma, é também carta fora do baralho. Destaque para a chamada de David Malembana, defesa do Lokomotiv que volta a estar entre os convocados.

Os Mambas vão jogar às 15h00 no Huye Huye Stadium, palco que havia sido chumbado pela CAF para acolher jogos internacionais mas depois foi aprovado.

À entrada da penúltima jornada, os Mambas ocupam a segunda posição com quatro pontos, os mesmos que o Benim. O Senegal, líder do grupo com 12 pontos, já está qualificado para o CAN 2023.

 

Lista de convocados:

Guarda-redes:

Fasistencio

Ivan

Victor

 

Defesas:

Bheu

Edmilson Dove

Danilo

Chico

Martinho

Mexer

David Malembana

 

Médios

Kambala

Amadu

Shaquille

Ali

Domingues

Geny Catamo

Witi

Gildo

Clésio

 

Avançados

Melque

Ratifo

A prova vai movimentar atletas de seis agremiações, nomeadamente, Desportivo Maputo, Associação Portuguesa, Ferroviário de Maputo, Escola Portuguesa de Moçambique, Matchedje e Ferroviário de Mahotas.

No âmbito do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a Associação Portuguesa de Moçambique promove, próximo sábado, no Parque dos Continuadores, a edição 2023 da “Corridas AP”.

A prova vai movimentar atletas de seis agremiações, nomeadamente, Desportivo Maputo, Associação Portuguesa, Ferroviário de Maputo, Escola Portuguesa, Matchedje e Ferroviário de Mahotas.

Para esta competição, a organização alinhou provas de 100, 400 e 800, 1500 e 5000 metros masculinos e femininos. Estão, igualmente, previstas provas de salto em comprimento e lançamento de peso, envolvendo crianças com idades compreendidas entre os 10 e 14 anos.

A Associação Portuguesa de Moçambique leva, para este evento, entre outros, os atletas Verónica José e Gildo Rafael que, recentemente, regressaram à competição com a disputa da 3ª edição da Meia-Maratona ABSA 2023.

Verónica, ainda em busca da sua melhor forma, fechou a sua participação na prova no 2.° lugar, enquanto Gildo Rafael ficou em 11º.  As atenções estarão também viradas para Alex Macuácua, corredor desta agremiação que regressou às provas oficiais por clubes em Moçambique e pelo país em eSwatini após o último estágio que realizou em Portugal.

A organização espera que o certame movimente 70 atletas federados e 60 crianças em representação da Escola Portuguesa.

Ferroviário de Maputo e Matchedje, dois dos clubes que têm bipolarizado a modalidade rainha dos Jogos Olímpicos, partem como principais favoritos a arrecadar o maior número de medalhas no certame.

Em Maio, o CFvM revalidou o título de campeão nacional de atletismo, numa prova que teve como grande opositor, para não variar, o Matchedje. Os “locomotivas” foram mais fortes ao nível dos seniores com 61 pontos, contra 29 do clube “militar”.

Ao nível de femininos, o Ferroviário de Maputo ficou em 1º lugar com 80 pontos, seguido do Matchedje com 18.

A presença de atletas nacionais nos “nacionais” de atletismo de eSwatini, onde arrecadaram 14 medalhas, é um factor motivacional a ter em conta para a “Corridas AP 2023”.

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