O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
Mais de dois milhões de crianças estão envolvidas no trabalho infantil no país. A informação foi avançada hoje, pela Primeira-Dama, Isaura Nyusi, por ocasião da celebração do Dia Internacional da Criança. Isaura Nyusi apela ao envolvimento de todos na protecção das crianças.
Ao meio da manhã desta quinta-feira, a Primeira-Dama, Isaura Nyusi, desembarcou na cidade de Lichinga, na província de Niassa, para orientar as cerimónias centrais do Dia Internacional da Criança.
Na Praça dos Heróis, depositou uma coroa de flores, para depois seguir ao local do comício, onde as crianças moçambicanas apresentaram as suas preocupações.
Ouvindo atentamente a mensagem das crianças, a Primeira-Dama instou a sociedade a envolver-se ainda mais para melhorar a situação da criança no país.
De acordo com dados do Ministério da Criança e Acção Social, foram reunificadas, no ano passado, 546 crianças que estavam em uniões prematuras. Isaura Nyusi faz notar que o bem-estar da criança é uma preocupação do Governo.
A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância, em Moçambique, reconheceu avanços na protecção da criança, mas notou persistência de desafios.
A Primeira-Dama ofereceu ainda cadeiras de rodas a crianças com problemas motoras. E porque é dia de festa, não faltou música e dança.
As equipas seniores masculina e feminina do Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, líderes do Torneio de Abertura, procuram manter a sua invencibilidade na prova, no decurso da dupla jornada agendada para sexta-feira e sábado.
O Costa do Sol, orientado pelo “coach” Miguel Guambe, defronta, esta sexta-feira, às 19h45, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, a A Politécnica, em jogo da quarta jornada da prova.
É, por sinal, um jogo entre duas formações que ainda não perderam no certame, pelo que se espera que venha a ser uma partida na qual os “politécnicos” vão bater-se com galhardia na perspectiva de contrariar os actuais campeões da cidade.
A anteceder a esta partida, às 18h00, o Ferroviário de Maputo terá, pela frente, a equipa sub-20 do Costa do Sol, conjunto o qual eliminou, nas meias-finais do torneio, “O Treinador”.
Depois da derrota diante do Costa do Sol, na estreia, a equipa de Horácio Martins.
Ainda esta sexta-feira, o Maxaquene A, quarto classificado com cinco pontos, mede forças com a Universidade Pedagógica de Maputo, formação que somou por derrotas os três jogos até agora realizados.
No campo do Ferroviário, a equipa “B” da casa bate-se às 19h45 com as Águias Especiais que, no último fim-de-semana, arrancaram duas vitórias que permitiram à equipa da “polícia” galgar para a terceira posição, agora com cinco pontos. O Desportivo de Maputo, que ainda não venceu na prova e é lanterna vermelha, mede forças com o Aeroporto, sétimo classificado com quatro pontos.
Ao nível dos seniores femininos, o líder Ferroviário de Maputo bate-se com o Desportivo Maputo, num embate em que a equipa “locomotiva” é claramente favorita.
Aliás, o Desportivo Maputo perdeu os dois jogos que fez na prova, para além de ser uma equipa ainda em construção.
O vice-líder Costa do Sol joga apenas no sábado, às 19h00, com a A Politécnica que há bem pouco tempo venceu na final do “Treinador”.
A A Politécnica começa a dupla jornada por jogar com a nova formação das Águias Especiais, sexta-feira, às 19h00, no seu pavilhão.
A jornada deste fim-de-semana tem jogos aliciantes entre as equipas consideradas grandes do futebol moçambicano e entre aquelas que querem impor-se nesta edição do Moçambola. A Black Bulls testa a sua liderança na recepção ao Ferroviário de Nampula e há um frente-a-frente entre os Ferroviários de Nacala e de Maputo. O maior destaque será para o Baía de Pemba, que joga pela primeira vez diante do seu público, este sábado
Com o Moçambola a correr para a recta final da primeira metade, os clubes já começam a posicionar-se na tabela classificativa. Os chamados colossos vão sentindo que não são mais os grandes deste futebol e que os candidatos começam a ser muitos, num campeonato com poucas equipas.
A líder da prova, Black Bulls, tem jogo difícil este domingo, quando receber, na sua casa, o Ferroviário de Nampula. Os “touros”, habituados a dar touradas a todas as equipas do país, sabem muito bem que, diante dos “locomotivas” de Nampula, a coisa muda de figura, principalmente quando jogam em casa.
É que, nas quatro partidas anteriores entre si, a vitória sempre sorriu para a equipa que jogava fora de portas, isto é, cada uma tem duas vitórias, alcançadas fora de casa. Por isso, não há tranquilidade no seio dos “touros” que jogam em casa, apesar de continuarem invictos na prova.
Em sete jogos disputados, a Black Bulls venceu seis jogos e empatou um, na última jornada, diante do outro Ferroviário, da Beira, no Chiveve. E não vai querer sofrer a primeira derrota justamente em casa, apesar do histórico pender para isso.
Aliás, o Ferroviário de Nampula, que vem de uma vitória frente ao homónimo de Quelimane, quer reduzir a desvantagem pontual com a líder, que é de sete pontos, neste momento.
Vai ser, do resto, uma partida digna de registo e que seja uma montra para o futebol moçambicano, até porque as duas equipas contam com jogadores de renome e que buscam um lugar no panorama futebolístico moçambicano.
Ainda no domingo, há o embate entre os Ferroviários de Nacala e de Maputo, duas “locomotivas” que não ocupam a mesma linha férrea, ou seja, rivais em todos os sentidos, com a turma de Nacala a ser sempre difícil na sua casa.
Basta recordar que, em 2019, o Ferroviário de Maputo perdeu a possibilidade de lutar pelo título após empate em Nacala, na antepenúltima jornada, para perceber o grau de rivalidade. Mas vai ser nas duas vitórias da época passada que a turma de Maputo vai querer agarrar-se para não perder o caminho da temporada final, perante os adversários mais adiantados na tabela classificativa.
Ademais, é preciso regressar às vitórias, depois da derrota na jornada passada para o Costa do Sol. Curiosamente, nas últimas quatro jornadas, o Ferroviário só venceu fora de portas.
Quem também quer regressar às vitórias é outro Ferroviário, o de Quelimane, que recebe a Associação Desportiva de Vilankulo, uma equipa habituada a vencer apenas em casa. Arnaldo Ouana tem esta oportunidade para mostrar aos seus adeptos e à direcção a sua competência.
É que a turma de Quelimane, depois de ter vencido o Costa do Sol na primeira jornada, somou por derrotas todos os seis jogos disputados a posterior, e uma derrota pode significar o início da escavação da própria sepultura. O facto é que a turma de Vilankulo também não tem fama de vencer fora de portas.
BAÍA DE PEMBA JOGA PELA PRIMEIRA VEZ EM CASA
A jornada abre, este sábado, com duas partidas em Maputo e Pemba. É a capital de Cabo Delgado para onde as atenções estarão viradas.
É a primeira partida da turma local, o Baía, diante do seu público. Depois do brilharete nas primeiras jornadas em que venceu dois jogos, empatou dois e perdeu um, todos jogados fora de portas; a maior dúvida será saber o que é capaz de fazer esta equipa diante do seu público.
Espera-se uma enchente no Estádio Municipal de Pemba para receber um Ferroviário da Beira embalado e com os olhos ficados na liderança, ainda que esteja a quatro pontos.
Por isso mesmo, condimentos suficientes para uma excelente partida de futebol e para que os residentes de Pemba possam aliviar-se das tensões do terrorismo, assistindo a uma partida de despique improvável no desfecho.
Já o Costa do Sol, galvanizado pela vitória diante do Ferroviário de Maputo na semana passada, recebe o Ferroviário de Lichinga, curiosamente outra equipa que venceu a turma de João Chissano na sua casa (emprestada, claro está). Ou seja, as duas equipas tiveram vitórias nas últimas partidas que disputaram no Matchiki Tchilki, diante do mesmo adversário.
Desta vez, como será? Eis a questão que terá resposta depois dos 90 minutos.
“MILITARES” QUEREM “ATACAR” SONGO NA SEGUNDA-FEIRA
A jornada encerra segunda-feira no Complexo Desportivo de Tchumene. Em casa emprestada, o Matchedje de Maputo recebe a União Desportiva de Songo.
Os “militares”, que ocupam a penúltima posição e tem oscilado nos resultados, querem acertar, desta vez, às custas da União Desportiva de Songo. Na última jornada, fez frente ao Ferroviário de Lichinga na sua casa, empatando a um golo, depois de duas derrotas consecutivas e quer continuar a somar pontos nesta prova.
Mas vai ter pela frente uns “hidroeléctricos” que vêm dos três resultados possíveis nas últimas três jornadas, mas com a vitória da última jornada ainda a soar na barragem. Por isso, mesmo com alguma vantagem e o prognóstico a pender para o seu lado, a União Desportiva de Songo terá que provar em campo, se não quiser atrasar-se ainda mais na classificação actual.
Até porque é o campeão em título!
A coreógrafa, bailarina, professora de dança, investigadora de dança contemporânea e produtora de espectáculos e eventos artísticos projecta celebrar, este mês, com uma exposição intitulada “Maria Helena Pinto: Corpo e mente com histórias universais”, a ter lugar no Centro Cultural Franco Moçambicano, em Maputo, de 16 a 30 de Junho, e uma Festa Leilão, no dia 24, na Vila Artística Dans´Artes, no distrito de Djonasse.
Segundo avança uma nota de imprensa, Maria Helena Pinto completa 50 anos de vida, dos quais 40 entregues à arte performativa. Para comemorar, a artista projecta uma série de actividades com destaque para a exposição “Maria Helena Pinto: Corpo e mente com histórias universais”. Maria Helena Pinto é doutorada em Estética, Ciência e Tecnologia das Artes, opção Teatro/Dança na Universidade de Paris 8, através de uma bolsa do governo francês. É co-fundadora do ISARC e fundadora do projeto FIDC – primeiro Festival Internacional de Dança Contemporânea. Foi uma das coreógrafas principais da CNCD entre os anos 1995 e 2009, e directora artística em 2004. É também fundadora e Presidente da Associação Centro de Pesquisa Coreográfica em Maputo.
É autora de coreografias como “Amadsofer” (1995) co-criado com Augusto Cuvilas; “Amatodos” (1998) co-criado com Pérola Jaime e Augusto Cuvilas; ”Experiência” (2000); “Sim” (2000); “Mudar de casa” (2000); “Nascimento” (2000); “Tempestade” (2001); “Kudzila” (2003); “Dentro e Fora” (2004); “Maputo” (2004); “16 de Junho de 1960” (2005); “STOP SIDA” (2005); “O Olho d’a percepção” (2005); “Ventos de Mbuzine” (2006); “Passo em Feminino” (2006); “Sombra” (2007); “Mar Vermelho” (2008); “Notícias” (2008); “De passo em Feminino Para Mim” (2009).
Ao longo dos seus 40 anos de carreira, participou em festivais de teatro e dança de todo o Mundo, destacando “Dance Africa” e “Américan Dance Festival, nos EUA; “5° Encontro de coreografia africana”, em Madagáscar; “New Dance Festival” e “Djomba Festival”, na África do Sul; “Festival Sharp”, na Suíça; “Panorama Festival”, “Festival de Dança de Seara” e “Teatro SESC”, no Brasil; “6° Rencontres chorégraphiques africaines”, na França; “Festival Bamako-Danse-Bamako”, no Mali; “Festival Interculturel”, na Ilha de Mayotte; “Danse l’Afrique Danse Tunisia, Centre National de la Danse de Pantin”, na França; “Encontro artístico « Dialogue »”, na Itália; “Festival des Danses Métisse Guyanne Francesa”, na Noruega; “Festival Kay Fecc Dakar Sénégal”, no actual Helsinki Finlândia, e entre outros. Destaca-se também a sua digressão por seis (6) estados importantes (Chicago, New York, Washington…) dos Estados Unidos de América e sua actuação impactante no Kennedy Center com o seu solo “Sombra”, tendo aparecido num artigo da New York Times, um dos maiores jornais americanos.
Como académica, é impulsionadora e criadora do primeiro curso de Licenciatura em Artes Cénicas, pela Universidade Pedagógica de Maputo e ainda foi presidente na criação do primeiro mestrado, no país, em Artes Cénicas e Estudos Culturais em perspectiva de arranque a breve trecho pela mesma universidade moçambicana.
Nas letras, publicou um livro, Devir(es) Contemporâneos, sobre o surgimento e a evolução da dança contemporânea, em Moçambique. Deu vários workshops, como na Universidade de Mariland nos Estados Unidos da América, na Universidade de Paris 8.
Maria Helena Pinto também ganhou prémios e distinções ao longo da sua carreira. Em 2003, ganhou o prémio de consagração nacional em coreografia com a peça “Tempestade” e entre outros, ainda recebeu este ano, em nome do Dans’Artes, um prémio das Indústrias Culturais e Criativas, organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo, na categoria de Dança.
Por: Elton Pila
O edifício é o de uma antiga alfândega. A primeira em Moçambique, que entre outras coisas serviu também como ponto de venda de escravos. Mais do que memória física, prova ululante da aspiração portuguesa de presença permanente. Agora, o espaço é ressignificado por uma instalação em forma de experiência imersiva, “Nakhodha e a Sereia”, que também pode ser entendida como um monumento para celebrar a cultura marítima swahili e tudo o que ela pode ensinar a um mundo ameaçado pelas mudanças climáticas.
A idealizadora, Yara Costa, cineasta e directora criativa, mistura história, documentário, áudio e encenação para uma viagem com som imersivo e projecções de vídeomaping 360 graus. Uma realidade estendida, virtual e mista para colocar-nos num pêndulo entre o passado e o futuro. “A realidade virtual, aqui, representa a possibilidade de nos transportar para o passado. E ver, através do mar, a possibilidade de futuro”, diz-nos Yara Costa.
É a partir do litoral, da Ilha de Moçambique, que ainda se recupera das mazelas deixadas pelo ciclone Gombe, que se repensa a relação homem-mar, comunidade-mar, numa exposição erguida a milhões de braços conhecedores da realidade local.
No centro da exposição, há um dhow de 8 metros, que poderia muito bem estar a velejar numa longa viagem pelo mar. O dhow, a memória física do século XIII e que segue até os dias de hoje, é apenas um exemplo que há engenhos saídos das mãos de homens e mulheres swahilis cujo mar é a extensão das suas vidas.
O cicerone – na instalação – é um Nahota real, este ser mítico, quase irmanado ao dhow, intérprete dos fenómenos meteorológicos, como a temperatura, a velocidade e a direcção do vento, condições de navegação, estado do mar, entre outras, um longo caminho que precisa ser feito para se chegar a este estatuto.
Conta com o apoio do Sound Connects Fund, uma iniciativa da Music In Africa Foundation (MIAF) e do Goethe-Institut. O Sound Connects Fund é possível graças à contribuição financeira da União Europeia e o apoio da Organização dos Estados ACP. “Nakhodha e a Sereia” conta também com o apoio do Fundo dos Embaixador dos E.U.A. para Preservação Cultural e abre no final de Junho e segue até Outubro na Ilha de Moçambique, sempre a conservar a intenção de viajar também por outras paragens-portos. Talvez um deles seja o de Maputo.
A Cornelder de Moçambique e a Associação Kulemba lançam, às 16 horas de amanhã, no Mercia’s Garden (infra-estruturas verdes, bacia 3), Cidade da Beira, a primeira edição do Prémio Literário Mia Couto.
De acordo com a nota de imprensa da Kulemba, a iniciativa pretende estimular a produção literária de qualidade em Moçambique, distinguindo as melhores obras publicadas anualmente.
Assim, o Prémio Literário Mia Couto terá duas categorias (prosa e poesia), devendo-se distinguir uma obra em cada categoria. A iniciativa vai distinguir livros de autores moçambicanos, publicados em língua portuguesa, devendo a primeira edição ter sido publicada em 2021 e 2022.
Na cerimónia de lançamento do Prémio Literário Mia Couto irão intervir o patrono da iniciativa, o escritor Mia Couto, o Administrador Delegado da Cornelder de Moçambique, Jan de Vries, e o Presidente da Kulemba, Dany Wambire.
Os vencedores do Prémio Literário Mia Couto serão agraciados com valores pecuniários, na ordem de 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais) para cada categoria.
Clubes angolanos de basquetebol apostam em atletas moçambicanas para alcançar os seus objectivos nas provas internas. Até agora, são quatro atletas nacionais que representam o Interclube de Luanda e 1º de Agosto, com vista ao campeonato interno de basquetebol feminino.
Depois de duas moçambicanas se terem juntado ao Interclube de Luanda, nomeadamente Tamara Seda e Ingvild Mucauro, desta vez são outras duas basquetebolistas moçambicanas que chegam a Angola para exibirem a sua performance na bola ao cesto.
Trata-se da extremo/base Anabela Cossa, de 37 anos, 1,72 metros, e a poste Odélia Mafanela, 34 anos, 1,82 metros, contratadas ao Ferroviário de Maputo, ambas internacionais por Moçambique, que são as apostas da direcção do 1º de Agosto de Angola, liderada por Carlos Hendrick.
A contratação das duas acaba por ser uma frente à investida do rival Interclube e visa a busca de reforços para a fase de decisão do título nacional de basquetebol feminino.
A formação da “Polícia” trouxe, recentemente, a poste Tamara Seda, referência da selecção moçambicana, bem-sucedida no clube do Rio Seco, em que conquistou, na época 2020/21, a agora denominada Liga Azulé, sob a orientação técnica de Walter Costa, escreve o Jornal de Angola.
Para além de Anabela Cossa e da Odélia Mafanela, o clube militar contratou a extremo angolana Artémis Afonso, de 30 anos e 1,79 metros, proveniente da Segunda Liga de Espanha. Desde domingo passado, as três jogadoras trabalham integradas no plantel rubro-negro, em Luanda.
Artémis, Odélia e Anabela completam a equipa do 1º de Agosto, cujo objectivo é reconquistar o campeonato angolano de basquetebol, de modo a garantir presença na Taça da Liga dos Clubes Campeões.
Quem se mostrou feliz com a integração das três jogadoras é o treinador dos “militares”, Walter Costa, apesar de considerar uma integração tardia. Ainda assim, o técnico considera que as três jogadoras vão ser uma mais-valia nos sectores onde vão actuar, olhando para a sua performance nas competições ao nível dos clubes e das selecções nacionais que representam.
Odélia Mafanela tem a missão de ajudar a poste angolana Cristina Matiquite, até então a única jogadora a actuar naquele posto específico. Artémis Afonso e Anabela Cossa juntam-se às extremos Rosa Gala, Ana Carvalho, Nelma Cunha e Denise Pascoal, destaques na posição.
Fernando Barbosa “Barbosinha”, vice-presidente para o Basquetebol do 1º de Agosto, garantiu que, “com a chegada das jogadoras, a equipa fica mais bem preparada para atacar a fase final do campeonato nacional”.
A contratação das três jogadoras não foi fácil, devido à crise financeira que assola o clube, escreve o Jornal de Angola.
A campeã olímpica de atletismo, Allyson Félix, está em Moçambique para inspirar jovens, sobretudo raparigas, a não desistirem dos seus sonhos e apostarem nos estudos. Para além da visita a Namaacha, a atleta norte-americana foi recebida pelo Embaixador dos EUA em Moçambique, Peter Vrooman, que anunciou que três técnicos nacionais estão em formação naquele país para trabalharem com crianças com necessidades especiais.
Com um percurso inspirador e um total de 10 medalhas olímpicas, Allyson Félix está em Moçambique pela segunda vez, para transmitir mensagens de inspiração aos jovens. A estrela norte-americana visitou o distrito de Namaacha, onde se inteirou dos projectos levados a cabo pela Right to Play.
O ponto mais alto da visita foi na Escola Primária e Completa de Mafavuka, um dos locais onde é implementado o projecto da retenção da rapariga. A campeã olímpica foi uma das alunas especiais da aula de português na turma da terceira classe.
Ainda nesta escola, a atleta foi uma das protagonistas de uma corrida com os alunos. Trocou os grandes palcos onde ergueu muitas medalhas com uma pista improvisada no recinto escolar. O objectivo era inspirar as crianças a não desistirem dos seus sonhos.
Interagiu com os alunos e participou em diversas brincadeiras com eles.
No final, disse ter sido um prazer estar com as crianças e poder contribuir, de alguma maneira, para o seu futuro. “Gostei de correr com estas crianças maravilhosas e de brincar com elas. Elas correm muito bem. Hoje, estou aqui como embaixadora da Right to Play e trago uma mensagem para estas crianças, para que elas se possam dar bem na escola”, disse Alysson Félix.
Aliás, a atleta norte-americana diz mesmo que é sua pretensão inspirar e ajudar as raparigas a perseguirem os seus sonhos e objectivos para que tenham um futuro promissor e que sejam independentes.
A Right to Play, responsável pela implementação do projecto de retenção da rapariga na escola, considera que a presença da atleta é inspiradora para os jovens. Daina Mutandi, da organização, diz que a presença de Alysson é motivadora para as raparigas.
“A inspiração é o foco do nosso trabalho, com maior atenção para a retenção da rapariga na escola. Então, assim que Alysson está aqui, ela está a trazer uma mensagem para inspirar essas raparigas”, disse Mutandi.
Por seu turno, o director da Escola Primária de Mafavuka, onde Alysson Félix esteve a interagir com as crianças, considera que é uma boa prática esta, de ensinar em jeito de brincadeira.
Manasejo Simbine diz mesmo que Alysson Félix “veio ajudar-nos a ensinar às crianças brincando. A partir das brincadeiras que nos ensinam e nos capacitam, temos como monitorar isso através das aulas”.
Allyson Félix é embaixadora da Right to Play há vários anos. A campeã olímpica tem disseminado mensagens de motivação, usando o seu percurso como um exemplo de superação.
PORTAS ABERTAS DA EMBAIXADA DOS EUA PARA ALYSSON FÉLIX
Num dos raros momentos para o efeito, a Embaixada dos Estados Unidos da América abriu as suas portas para receber uma das melhores atletas de todos os tempos do atletismo: Alyson Félix.
Detentora do estatuto de atleta que mais vezes subiu ao pódio nos Jogos Olímpicos, Allyson Félix tem em Moçambique um ponto especial para sensibilizar as raparigas para continuarem a estudar e desenvolver hábitos saudáveis.
E, porque as crianças são especiais, a embaixadora da Right and Play deixou ficar uma mensagem de solidariedade para com aquelas que sofrem os efeitos do terrorismo e violência.
“Espero, realmente, empoderar as crianças, para que saibam que têm suporte. Elas enfrentam muitas dificuldades, mas, quando vi hoje (terça-feira), percebi que são muito fortes e têm muita gente que as ama e as suporta para que façam isso”, disse Alysson, que considera que é importante acarinhar as crianças, principalmente as que sofrem nas zonas de terrorismo.
Anfitriões e impulsionadores de projectos sociais que têm como objectivo salvaguardar os direitos das crianças e não só, os EUA abraçaram a iniciativa da ex-atleta que pulverizou as pistas de atletismo e registou marcas.
Peter Vrooman, Embaixador dos EUA em Moçambique, diz que o projecto da Right to Play não se difere dos projectos que são implementados pelas organizações não-governamentais norte-americanas que trabalham no país.
“Ela (Alysson Félix) tem a mesma ideia que nós temos, que é promover a inclusão das pessoas, no caso concreto das raparigas e dos rapazes no desporto e de incentivar para que não desistam da escola”, disse Vrooman.
E os EUA apostam na formação para assistência às crianças com necessidades especiais. “Nós temos projectos, não os mesmos com outras instituições, mas com as mesmas ideias e mesmos objectivos, ou seja, o programa da AGE (Agency Glossery Education), em Nampula e Zambézia. Este é o trabalho da USAID que complementa o da Right to Play”, acrescentou o Embaixador.
Jorge Ferrão, reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, considera que é importante a forma como Alysson Félix tem feito a sua transferência da experiência, ensinando em forma de brincadeiras.
“Acho que colocar as crianças a brincarem é fundamental para que elas, com tempo, possam desenvolver outros talentos que têm e que de outra forma não conseguem aprender”, disse Jorge Ferrão.
Allyson Félix vai escalar o distrito de Gorongosa, na província de Sofala, onde deverá testemunhar o trabalho que está a ser desenvolvido pela Right and Play.
Trata-se de um programa de treinamento em práticas de gestão de negócios que levou ao empoderamento de cerca de 30 mil mulheres a nível nacional. O programa denomina-se Woman in Business e foi financiado pela Embaixada da Suécia.
O Woman in Business (WIN) é um programa de empoderamento da mulher lançado em 2018, com o objectivo de aumentar a independência económica da mulher, em Moçambique.
Para as mulheres envolvidas na iniciativa, o empoderamento não se resume apenas na sua independência económica, abrange também a consciência que a sociedade cria sobre as suas capacidades.
Com esta visão, durante cinco anos, o programa Women in Business conectou empresas de diferentes sectores de actuação às suas clientes ou parceiras de negócios, agindo como consultoras e oferecendo-lhes ferramentas para boas práticas de gestão comercial.
Este exercício beneficiou um total de mais de 479 mil mulheres, das quais mais de 65 adoptaram as boas práticas de negócios e outras, quase 30 mil, ganharam independência económica.
“O que fazemos é ajudar os parceiros a perceber melhor o seu público-alvo, mulheres de baixa renda e ajudamo-los a testar modelos de negócios mais inclusivos, melhorar os seus produtos e serviços, para que possam beneficiar as mulheres de baixa renda. Empoderámos, economicamente, 28 900 mil mulheres, o que significa que elas têm maiores rendimentos, poupanças ou maior controlo sobre os dois”, explicou a directora do programa WIN, Sarah Bove.
Como parceira do programa, a directora nacional da Tecnoservice entende que os ganhos vão além dos números mencionados.
“Para nós, não se trata apenas dos números das mulheres abrangidas, mas sobre todo o sistema que mudou, porque melhorou o entendimento sobre a mulher e as suas capacidades”, disse a directora nacional da Tecnoservice, Barbora de Oliveira.
A iniciativa foi financiada pela Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional. A Embaixadora do país avança as vantagens de uma sociedade com mulheres cada vez mais independentes.
“Sabemos que a mulher faz investimentos na saúde e na educação e em tudo o que é necessário para o desenvolvimento das pessoas. Por isso, para nós, é um assunto de direitos e de desenvolvimento das comunidades”, disse Mett Sunnerger
A cerimónia de encerramento do programa Women in Business juntou, entre outros intervenientes, parceiros, doadores e agências públicas, na Cidade de Maputo.