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Maria Helena Pinto apresenta-se em exposição

A coreógrafa, bailarina, professora de dança, investigadora de dança contemporânea e produtora de espectáculos e eventos artísticos projecta celebrar, este mês, com uma exposição intitulada “Maria Helena Pinto: Corpo e mente com histórias universais”, a ter lugar no Centro Cultural Franco Moçambicano, em Maputo, de 16 a 30 de Junho, e uma Festa Leilão, no dia 24, na Vila Artística Dans´Artes, no distrito de Djonasse.

Segundo avança uma nota de imprensa, Maria Helena Pinto completa 50 anos de vida, dos quais 40 entregues à arte performativa. Para comemorar, a artista projecta uma série de actividades com destaque para a exposição “Maria Helena Pinto: Corpo e mente com histórias universais”. Maria Helena Pinto é doutorada em Estética, Ciência e Tecnologia das Artes, opção Teatro/Dança na Universidade de Paris 8, através de uma bolsa do governo francês. É co-fundadora do ISARC e fundadora do projeto FIDC – primeiro Festival Internacional de Dança Contemporânea. Foi uma das coreógrafas principais da CNCD entre os anos 1995 e 2009, e directora artística em 2004. É também fundadora e Presidente da Associação Centro de Pesquisa Coreográfica em Maputo.

É autora de coreografias como “Amadsofer” (1995) co-criado com Augusto Cuvilas; “Amatodos” (1998) co-criado com Pérola Jaime e Augusto Cuvilas; ”Experiência” (2000); “Sim” (2000); “Mudar de casa” (2000); “Nascimento” (2000); “Tempestade” (2001); “Kudzila” (2003); “Dentro e Fora” (2004); “Maputo” (2004); “16 de Junho de 1960” (2005); “STOP SIDA” (2005); “O Olho d’a percepção” (2005); “Ventos de Mbuzine” (2006); “Passo em Feminino” (2006); “Sombra” (2007);  “Mar Vermelho” (2008); “Notícias” (2008);  “De passo em Feminino Para Mim” (2009).

Ao longo dos seus 40 anos de carreira, participou em festivais de teatro e dança de todo o Mundo, destacando “Dance Africa” e “Américan Dance Festival, nos EUA; “5° Encontro de coreografia africana”, em Madagáscar; “New Dance Festival” e “Djomba Festival”, na África do Sul; “Festival Sharp”, na Suíça; “Panorama Festival”, “Festival de Dança de Seara” e “Teatro SESC”, no Brasil;  “6° Rencontres chorégraphiques africaines”, na França; “Festival Bamako-Danse-Bamako”, no Mali; “Festival Interculturel”, na Ilha de Mayotte; “Danse l’Afrique Danse Tunisia, Centre National de la Danse de Pantin”, na França; “Encontro artístico « Dialogue »”, na Itália; “Festival des Danses Métisse Guyanne Francesa”, na Noruega; “Festival Kay Fecc Dakar Sénégal”, no actual Helsinki Finlândia, e entre outros. Destaca-se também a sua digressão por seis (6) estados importantes (Chicago, New York, Washington…) dos Estados Unidos de América e sua actuação impactante no Kennedy Center com o seu solo “Sombra”, tendo aparecido num artigo da New York Times, um dos maiores jornais americanos.

Como académica, é impulsionadora e criadora do primeiro curso de Licenciatura em Artes Cénicas, pela Universidade Pedagógica de Maputo e ainda foi presidente na criação do primeiro mestrado, no país, em Artes Cénicas e Estudos Culturais em perspectiva de arranque a breve trecho pela mesma universidade moçambicana.

Nas letras, publicou um livro, Devir(es) Contemporâneos, sobre o surgimento e a evolução da dança contemporânea, em Moçambique. Deu vários workshops, como na Universidade de Mariland nos Estados Unidos da América, na Universidade de Paris 8.

Maria Helena Pinto também ganhou prémios e distinções ao longo da sua carreira. Em 2003, ganhou o prémio de consagração nacional em coreografia com a peça “Tempestade” e entre outros, ainda recebeu este ano, em nome do Dans’Artes, um prémio das Indústrias Culturais e Criativas, organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo, na categoria de Dança.

 

 

 

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