O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
António Sitole
Com a entrada em vigor da Lei nº 16/2014, de 20 de Junho, Lei de Protecção, Conservação e Uso Sustentável da Diversidade Biológica (Lei de Conservação-LC), republicada pela Lei n.º 5/2017, de 11 de Maio, as infracções contra o meio ambiente, mormente contra a vida selvagem e flora, que antes eram punidas como contravenção pela Lei n.º 10/99, de 07 de Julho (Lei de Florestas e Fauna), passaram a ser tipificados como crimes.
Condutas como as de abate sem autorização de espécies proibidas e protegidas de flora e fauna; posse, transporte, comercialização, importação, exportação e venda sem permissão legal de recursos florestais e faunísticos, entre outros, deixaram de ser punidas apenas com multa e passaram a ser sancionadas com penas de prisão que variam de 8 a 16 anos e multa correspondente (art. 62 da LC).
Por forma a desencorajar os prevaricadores, os Tribunais têm sido implacáveis na punição, existindo casos em que são aplicadas penas concretas de até 30 anos de prisão.
No entanto, em 2020 um tribunal nacional aplicou uma pena não privativa de liberdade, concretamente a de prestação de serviços socialmente úti, a um maior de 21 anos por ter ficado provado que o mesmo cometeu um crime de abate ilegal de espécies protegidas de fauna, ilícito punível com pena de 12 a 16 anos de prisão.
Não se vai aqui questionar o mérito da decisão do Tribunal, mas tão-somente a possibilidade de aplicação ou não de penas não privativas de liberdade aos agentes de crimes contra a vida selvagem.
O Código Penal (CP) enumera no seu artigo 71 as penas não privativas de liberdade. Assim, são penas não privativas de liberdade: a multa; a prestação de serviços socialmente útil; e a interdição temporária de direitos. No entanto, o legislador penal proibiu que se aplicasse penas alternativas a prisão a determinados tipos de crime, dos quais há que destacar a caça, abate ou pesca de espécies de flora e de fauna protegidas ou proibidas – vide al. l) do nº 1 do art. 69 do CP. Não só proibiu a aplicação de penas não restritivas de liberdade aos crimes contra a vida selvagem, mas também limitou o seu uso aos delitos cujas penas a serem aplicadas não excedam a 3 anos.
Diferentemente do que acontecia com o anterior CP, aprovado pela Lei nº 35/2014, de 31 de Dezembro, em que dedicava alguns artigos aos crimes contra a vida selvagem, mormente a exploração ilegal de recursos florestais (art. 352), abate de espécies protegidas e proibidas (art. 353) caça e pesca proibida (art. 359 e 360), a previsão dos mesmos não consta do actual CP. Contudo, engana-se aquele que pensar que os mesmos deixaram de ser crime, visto que, a Lei de Conservação não se aplica apenas aos crimes ambientais e contra a vida selvagem cometidos dentro das áreas de conservação, pois nos termos do nº 1 do seu artigo 3, o seu regime jurídico “aplica-se a todos valores e recursos naturais existentes no território nacional e nas águas sob a jurisdição nacional”.
Ora, a LC, no nº 2 do art. 53, contém uma disposição legal que prevê a aplicação de penas alternativas à prisão, segundo a qual: “em casos devidamente justificados, ao infractor pode ser aplicada pena alternativa, incluindo de trabalho para a compensação ao esforço da conservação”.
Da formulação constante da disposição legal citada, resulta que, em regra, se pode aplicar todas penas alternativas à prisão constantes do CP, incluindo a da compensação ao esforço da conservação.
Questão por resolver é a de saber se a norma contida no já referido n.º 2 do art. 53 da LC está em vigor, tendo em conta que o actual Código Penal é uma Lei nova, comparativamente a LC, limita a aplicação das penas alternativas aos crimes contra vida selvagem e aos ilícitos criminais puníveis com penas superiores a três anos. Ao conversar com o actual CP, para encontrar uma resposta à questão suscitada, constatou-se que não existe uma norma que expressamente revogou o nº 2 do artigo 53 da Lei de Conservação, ou quaisquer normas deste diploma legal que a contrariem.
Nos termos do n.º 3 do art. 7.º do Código Civil: “A lei geral não revoga a lei especial, excepto se outra fora a intenção inequívoca do legislador”. Desta disposição legal resulta que o actual código penal ao não declarar de forma expressa a revogação do já referido nº 2 do art. 53, a norma nele contida mantém-se em vigor.
Assim, partindo das premissas segundo as quais: (i) o actual código penal não contém uma norma que expressamente revoga as disposições da LC; (ii) A Lei geral não revoga a especial; a conclusão óbvia é de que, enquanto não existir uma revisão pontual da LC, aos crimes contra a vida selvagem é permitida a aplicação de penas não privativas de liberdade independentemente da pena aplicável, cabendo, em cada caso concreto, ao juiz decidir tendo em atenção, entre outra circunstâncias atenuantes, as constantes do art. 56 da Lei de Conservação, designadamente: (i) a gravidade do facto; (ii) os antecedentes do infractor; (iii) conhecimento ou noção das consequências do acto praticado.
Morreu, na manhã desta segunda-feira, aos 86 anos, vítima de doença, o antigo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.
Notícias avançadas pela imprensa italiana indicam que Sílvio Berlusconi tinha um histórico de problemas de saúde. O político estava internado desde a última sexta-feira no Hospital San Raffaele de Milão, na Itália.
Entretanto, Berlusconi havia sido, antes, internado no hospital devido a problemas respiratórios.
O político, que por muito tempo foi considerado a figura pública mais marcante da Itália, ocupou o cargo de primeiro-ministro durante nove anos, sendo o que por mais tempo permaneceu no cargo no pós-guerra, e o terceiro com mais tempo desde a unificação da Itália.
Berlusconi era o líder do Povo da Liberdade, um partido de centro-direita que fundou em 2009.
Perde a vida enquanto ocupava o cargo de deputado do parlamento europeu desde 2 de Julho de 2019.
LÍDERES MUNDIAIS LAMENTAM MORTE DE SÍLVIO BERLUSCONI
Líderes descrevem Sílvio Berlusconi como um homem sábio e um político que contribuiu para o desenvolvimento da política espanhola.
A Primeira-Ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou Silvio Berlusconi como um dos homens mais influentes da história da Itália, considerando que, dele, o país aprendeu que não deveria deixar mais que lhe impusesse limites.
Por seu turno, o presidente russo, Vladmir Putin, diz que sempre admirou a sabedoria e a capacidade com que Berlusconi tomava as decisões equilibradas e com visão de futuro, mesmo nas situações mais difíceis.
Já a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, recordou o antigo Primeiro-Ministro italiano como um homem de coragem e determinação, o que fez dele um dos homens mais influentes da história de Itália e lhe permitiu fazer verdadeiros progressos no mundo da política, da comunicação e dos negócios.
Ausência dos jogadores da União Desportiva de Songo e do Ferroviário de Nampula, para além de alguns que actuam fora de portas, marca o arranque dos trabalhos da selecção nacional de futebol, os Mambas, para o embate de domingo, diante do Ruanda. O conjunto estará completo a partir desta terça-feira e a viagem para Kigali está marcada para quinta-feira.
É um arranque a meio gás dos trabalhos dos Mambas rumo ao embate do próximo domingo, em Kigali, diante do Ruanda. Chiquinho Conde não teve todos jogadores convocados disponíveis no primeiro dia de trabalhos, com ausências de realce, principalmente de jogadores que actuam intramuros.
Trata-se dos jogadores da União Desportiva de Songo, nomeadamente Bhéu, Danito e Amadou, e do Ferroviário de Nampula, Fasistêncio e Telinho, que tiveram seus jogos do Moçambola disputados na tarde de domingo, em Songo e Nampula, respectivamente, e sem ligações imediatas para Maputo, o que fez com que a sua chegada tivesse sido tardia.
A União Desportiva de Songo jogou com o Ferroviário da Beira, enquanto os “locomotivas” de Nampula receberam o Baía de Pemba na capital da mesma província.
Já dos jogadores que actuam fora de portas e que não estiveram na sessão desta segunda-feira, destaque para Geny Catamo, do Marítimo, que esteve envolvido no jogo do play-off de manutenção à primeira liga portuguesa, tendo perdido nas grandes penalidades e visto a sua equipa cair para a segunda liga.
Não estiveram outros tantos, casos de David Malembane, Witi e Clésio Baúque, que jogou no sábado pela sua equipa, o Honka, tendo empatado a um golo com Ilves, para o campeonato finlandês.
Vale dizer que a sessão matinal desta segunda-feira, a primeira dos Mambas, comandada por Chiquinho Conde, contou com apenas nove jogadores, sendo seis deles que actuam fora de portas.
Mexer e Gildo, que jogam em Portugal, Kambala e Edmilson Dove, que actuam na vizinha África do Sul, Domingues, agora sem clube depois de ter estado, também, na África do Sul, e Gianluca Lorenzoni, repescado para os Mambas, foram os “estrangeiros” presentes na sessão desta segunda-feira.
Dos que jogam internamente, estiveram presentes os jogadores do Costa do Sol e do Ferroviário de Maputo, que jogaram na sexta-feira e sábado.
Depois de terem treinado durante a manhã no Estádio Nacional do Zimpeto, no período da tarde desta segunda-feira, na segunda sessão, os Mambas realizaram o treino no relvado sintectico do campo do Costa do Sol, já com a integração de alguns jogadores que se juntaram ao grupo na manhã desta segunda-feira.
A sessão no campo dos “canarinhos”, visava permitir que os jogadores tivessem contacto com o relvado sintéctico, uma vez que o jogo entre Ruanda e Moçambique terá lugar no campo com relva similar.
PLANO DE ACTIVIDADES NÃO INCLUI EMBATE COM MALAWI
Entretanto, os Mambas voltam a ter uma sessão de treinos esta terça-feira, no período matinal, no Estádio Nacional do Zimpeto, já com a integração de todos jogadores convocados.
Será, do resto, uma sessão mais dura, contrariamente aos dois desta segunda-feira, que foram mais para recuperação física e para traçar estratégias de preparação para os próximos embates.
Quarta-feira haverá outra sessão matinal, no Estádio Nacional do Zimpeto, a porta fechada, no dia que estava reservado para o jogo de controlo com o Malawi. Para já não se sabe se será neste treino que os Mambas vão defrontar o Malawi, ou será apenas uma sessão, tal como as outras.
Chiquinho Conde vai falar na sessão matinal de quinta-feira, novamente no Estádio Nacional do Zimpeto, numa sessão de treinos de despedida do solo pátrio, uma vez que a partida para Kigali está prevista para a mesma data, no período da tarde.
Os Mambas, recorde-se, ocupam a segunda posição do grupo L de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, CAN-2023, que terá lugar próximo ano na Costa do Marfim, com os mesmos quatro pontos do Benin, atrás do já qualificado campeão em título, Senegal, e com dois pontos de vantagem em relação ao seu adversário de domingo, que é lanterna vermelha com apenas dois pontos.
EIS A CONVOCATÓRIA DOS MAMBAS
Guarda-Redes: Fasistêncio João (Ferroviário de Nampula), Victor Guambe (Costa do Sol) e Ivane Urrubal (Associação Black Bulls).
Defesas: Bheu Januário (União Desportiva do Songo), Domingos Macandza (Costa do Sol), Daniel Mutambe (União Desportiva de Songo), Edmilson Dove (Kaizer Chiefs), Francisco Muchanga (Costa do Sol), Martinho Thauzene (Associação Black Bulls), Edson Sitoe (Estoril Praia) e David Malembana (Lokomotiv Sofia).
Médios: Manuel Kambala (Magesi FC), Amade Momade (União Desportiva do Songo), Shaquille Nangy (Ferroviário de Maputo), Ali Abudo (Costa do Sol), Elias Pelembe (Royal AM), Geny Catamo (CS Marítimo), Stélio Ernesto (Ferroviário de Nampula), Witiness Quembo (FC Nacional da Madeira), Gildo Vilanculos (Sporting Clube Covilhã) e Clésio Baúque (FC Honka).
Avançados: Melque Alexandre (Associação Black Bulls) e Stanley Ratifo (CfR Pforzheim).
As decisões dos Estados Unidos e do Programa Mundial de Alimentação (PMA) das Nações Unidas de suspender a ajuda alimentar à Etiópia devido ao alegado desvio desse apoio está a punir milhões de pessoas. Este alerta é do porta-voz do governo etíope, Legesse Tulu.
Legesse considera esta decisão política.
“Tornar apenas o governo responsável pelos desvios é inaceitável”, disse Legesse Tulu, durante uma conferência de imprensa.
Na quinta-feira, a USAID, a agência de ajuda internacional do governo dos EUA anunciou a suspensão de ajuda alimentar ao país e denunciou uma operação de desvio generalizada e coordenada.
No dia seguinte, o PMA anunciou que suspendia temporariamente a ajuda alimentar, citando também desvio de alimentos e afirmou que a assistência nutricional a crianças, grávidas e lactantes, programas de refeição escolar e actividades de fortalecimento de agricultores e criadores devido aos choques externos continuaria sem interrupção.
Num comunicado de imprensa, as autoridades etíopes e a USAID garantiram que decorria uma investigação conjunta para que os autores dos desvios sejam responsabilizados.
De acordo com os dados da ONU, citados pelo Notícias ao Minuto, cerca de 20 milhões de pessoas dependem de ajuda alimentar.
A Etiópia também abriga quase um milhão de refugiados, principalmente do Sudão do Sul, Somália e Eritreia.
Desde meados de Abril, quase 30 mil pessoas que fogem do conflito no Sudão também encontraram refúgio no leste da Etiópia.
A Associação Kulemba realiza, entre quarta-feira e sábado, a sexta edição do Festival do Livro Infanto-Juvenil da Kulemba (FLIK). O evento terá lugar na Casa do Artista e na Livraria Fundza, na Cidade da Beira, e vai juntar diferentes actores das artes e letras do país e do estrangeiro.
Segundo a nota de imprensa da Associação Kulemba, nesta sexta edição, o FLIK decorre sob o lema “Ler para reduzir o risco de desastres”, pois parte considerável da população mundial está constantemente exposta às calamidades naturais. Como Moçambique, e, particularmente, a Cidade da Beira, tem sido, nos últimos tempos, afectado pelos efeitos das mudanças climáticas, o festival pretende fazer da educação e da cultura factores importantes na redução da vulnerabilidade e na formação da resiliência nos mais novos. Para o efeito, o FLIK 2023 vai investir na leitura e na escrita como instrumentos de construção do conhecimento, de habilidades e atitudes necessárias para se evitar e/ou lidar com os desastres climáticos.
Um dos momentos altos do festival infanto-juvenil será o anúncio dos vencedores dos seguintes prémios: Declamação de Poesia, Concurso Literário e, principalmente, do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, na sua primeira edição, pelo presidente do júri Alberto da Barca.
No festival, estão previstas actividades formativas, nomeadamente, oficina de ilustração, de narração de histórias, de teatro, de escrita criativa e de pintura, que serão orientadas pelos autores convidados. No evento, está programada, igualmente, uma residência literária, na qual os autores irão produzir livros infanto-juvenis com a temática de redução de riscos de desastres.
Entre os autores confirmados para celebrar o livro infanto-juvenil, constam Agnaldo Bata, Hotélio Alberto, Japone Arijuane, Nayara Homem, Rafo Diaz, Roberto Savanguanni, Tânia Pereira, Vânia Óscar, Walter Zand e Teresa Noronha, que é a patrona desta edição do FLIK.
Todos os convidados, para além de realizar actividades na Casa do Artista e na Livraria Fundza, vão deslocar-se às escolas localizadas dentro e fora da Cidade da Beira para partilhar as suas experiências com alunos e professores, procurando despertar neles o gosto pela leitura e escrita.
Um funcionário da Organização Mundial da Saúde foi morto durante um ataque a um hotel em Mogadíscio, capital da Somália, cometido por combatentes islamitas radicais do Shebab.
Na sexta-feira à noite, um comando de sete combatentes islamistas invadiu o hotel Pearl Beach, na orla marítima de Mogadíscio. De acordo com a polícia somali, citada pelo Notícias ao Minuto, seis civis foram mortos e 10 ficaram feridos durante o cerco de seis horas, onde também morreram três membros das forças de segurança.
“Estou desolado com a perda de um funcionário da OMS no recente ataque em Mogadíscio”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, na rede social Twitter, acrescentando: “Condenamos todos os ataques contra civis e trabalhadores humanitários”.
Os shebab, que reivindicaram a autoria do atentado, alegando que tinham como alvo um local frequentado pelas autoridades, têm vindo a travar uma insurreição contra o governo federal da Somália há mais de quinze anos e têm frequentemente como alvo hotéis, que normalmente albergam altos funcionários somalis e estrangeiros.
Subiu para 32 o número de pessoas que perderam a vida devido ao surto de cólera que afecta a África do Sul. De acordo com o Ministério sul-africano da Saúde, 29 mortes foram registadas na província de Gauteng, perto da capital Pretória.
As vítimas são na maioria da região de Hammanskraal, no norte da cidade de Pretória, o epicentro da doença.
As autoridades de saúde na África do Sul dizem que, até ao momento, 166 casos foram confirmados e há também o relato de mais de 100 casos suspeitos, nas províncias de Mpumalanga, Limpopo, Free State e North west.
O Presidente Cyril Ramaphosa esteve, esta quinta-feira, em Hammanskraal onde pediu desculpas pela má qualidade da água fornecida na região.
Ramaphosa disse ainda que as investigações prosseguem para determinar a causa do surto de cólera, mas admitiu que o governo esteve aquém das expectativas da população daquela região.
“Lamentamos que a cólera tenha causado a morte de várias pessoas, embora ainda não tenhamos a confirmação de que as mortes por cólera são resultado da água fornecida aos moradores. O vosso direito humano básico é ter água limpa. Não correspondemos às vossas expectativas como povo de Hammanskraal.”
Problemas de saneamento sempre foram reportados em Hammanskraal, com perto de 120 mil habitantes.
O presidente Cyril Ramaphosa disse que são necessários quatro bilhões de rands para garantir água potável àquela região.
O ex-presidente dos Estados Unidos é acusado de ter cometido 37 crimes no caso dos documentos confidenciais levados da Casa Branca. Donald Trump é também acusado de ter colocado em risco alguns dos maiores segredos de segurança dos Estados Unidos da América.
O ex-presidente norte-americano deverá fazer-se presente no tribunal federal de Miami, na próxima terça-feira, para ser acusado formalmente de 37 crimes no caso dos documentos confidenciais levados da Casa Branca.
As autoridades norte-americanas acusam Donald Trump, entre vários crimes, de retenção ilegal de segredos do Governo, obstrução da justiça, conspiração e de ter colocado em risco alguns dos maiores segredos de segurança dos Estados Unidos, que poderão colocar em evidência as vulnerabilidades do país em caso de ataque.
Numa acusação, de 49 páginas, tornada pública pela Justiça norte-americana consta que:
“Os documentos confidenciais que TRUMP guardou nas suas caixas incluíam informações sobre as capacidades de defesa e armamento dos Estados Unidos e de países estrangeiros; programas nucleares dos Estados Unidos; potenciais vulnerabilidades dos Estados Unidos e dos seus aliados a ataques militares; e planos para uma possível retaliação em resposta a um ataque estrangeiro”.
A acusação acrescenta que:
“A divulgação não autorizada destes documentos classificados poderia pôr em risco a segurança nacional dos Estados Unidos, as relações externas, a segurança das forças armadas dos Estados Unidos, as fontes humanas e a viabilidade contínua de métodos sensíveis de recolha de informações”.
Donald de Trump reagiu à acusação alegando ser inocente e que a incriminação não passa de uma caça às bruxas.
O antigo ministro da Juventude e Desportos, Joel Libombo, diz que o Estado tem todo o poder de travar a violência nos campos e disciplinar a sociedade. O antigo governante diz ainda que é preciso que se faça um estudo profundo, de modo a entender o fenómeno e o motivo que leva as pessoas a serem intolerantes.
O desporto moçambicano, particularmente o futebol, tem sido marcado por actos de violência nos campos. O fenómeno, que tem acontecido todos os anos, coloca a nu algumas fragilidades no que diz respeito à segurança nos recintos desportivos.
Recentemente, um jogo do Moçambola entre o Ferroviário de Lichinga e o Matchedje de Maputo terminou em escaramuças, com a Polícia da República de Moçambique a recorrer ao gás lacrimogêneo para serenar os ânimos. Em causa, estava o facto de os jogadores e os membros da direcção dos “militares” terem exigido explicações à equipa de arbitragem, por esta ter marcado uma grande penalidade a favor da equipa da casa.
Ainda na presente edição da prova, cenário idêntico verificou-se em Songo, em que os adeptos locais se envolveram em actos de violência. O fenómeno tem levantado vários debates em vários círculos do desporto moçambicano e os sinais de preocupação vêm de todos os lados.
Para o caso de Lichinga, Augusto Pombuane, Secretário-geral da LMF, diz que houve má interpretação por parte da Polícia da República de Moçambique. A Liga Moçambicana de Futebol considera que este caso não pode manchar todo um esforço que está a ser feito para que o Moçambola seja uma prova atractiva.
A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol diz que está preocupada com o fenómeno e atira para os que colocam em causa o trabalho desta classe.
Os recentes acontecimentos levaram a que a Secretaria de Estado do Desporto, através da Inspecção-geral do Desporto, convocasse a Liga Moçambicana de Futebol e a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol.
O encontro com as três entidades tinha em vista procurar soluções para travar a violência nos recintos desportivos.
A Assembleia da República aprovou, no ano passado, a Proposta de Revisão da Lei do Desporto. O documento prevê a criação de uma nova estrutura desportiva mais inclusiva e que responsabilize atitudes anti-desportivas, como é o caso da violência nos recintos desportivos.