O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
Por Eunice Moreira
Entregamos-lhe a faca e permitimos que ele me esfaqueasse pouco a pouco.
Demos-lhe a corda e ele usou para fazer um baloiço com o meu pescoço amarado ao telhado e o meu corpo balanceado para frente e para trás.
Eu disse que bastava e vocês não me escutaram, eu disse que não queria e vocês me obrigaram.
Hoje mataram-me! Por favor, não chorem, não é tempo para isso, não queriam que eu vos procurasse e tão-pouco vos contasse o quanto eu estava infeliz. Tentaram tapar o sol com a peneira com medo do sol entrar, mas… Hoje o sol está tão forte que chega a queimar.
Disseram-me para aguentar e que ele mudaria. Ouvi as vossas palavras e hoje vem a nostalgia, entregamos ouro ao bandido, entreguei a minha vida ao meu marido.
Pouco a pouco, fui lhe dando meu sangue, em cada mal trato que eu aguentei, pouco a pouco fui-lhe dando uma parte do meu corpo que sem piedade ele desmembrava com as suas atitudes.
Entreguei-lhe a faca e aceitei que ele me esfaqueasse brutalmente cada vez que eu acreditava nele e dizia para mim mesmo: “ele é assim, um dia vai mudar”. Esse dia não chegou, ele não mudou. E agora, o que dirão vós? O que irão escrever naquela mensagem de condolências falsa que o tio irá ler enquanto pessoas em volta assistem o coveiro a fazer descer o corpo congelado de uma jovem mulher? Respondam-me!
Por favor, não chorem, peguem na pá e coloquem mais areia ainda, de modo que preencha o grande vazio que havia em minha alma. Não chorem, continuem revolvendo a terra e dizendo: “casamento é assim, tens que aguentar”. Cavem mais fundo ainda, para que não soe a voz que tentava vos alertar: “me tirem desse lar, esse homem vai-me matar”.
Mataram-me, mas não estou morrendo sozinha, estou levando comigo a minha alegria, os meus sonhos, os planos que eu tinha para o futuro, o meu desejo de ter uma família.
Mataram-me! Mataram-me de novo… E de novo… Todas as vezes que permitiram que esta história não fosse só a minha. Mataram-me, quando olharam para aquela menina a sair do lar e riram-se dela achando que não aguentou por mesquinharias.
Ó, sociedade cruel, quantas vezes mais terão de me matar? Por isso, por favor, matem-me quantas vezes for preciso! Tapem bem essa cova, não permitam que eu saia novamente, matem-me de uma vez por todas para que nenhuma outra mulher morra por esta mesma história.
O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, anunciou, esta quarta-feira, que o país já começou a receber as armas nucleares anteriormente prometidas por Moscovo. O líder disse que algumas dessas armas são três vezes mais potentes do que as bombas atómicas que os Estados Unidos lançaram sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945.
O anúncio surge após o Presidente bielorrusso ter proferido declarações que parecem contradizer a posição do Chefe de Estado russo, Vladimir Putin, acerca do uso potencial desse armamento. Isto porque Putin enfatizou que Moscovo manteria o controlo sobre a eventual utilização desse armamento, ao passo que Lukashenko afirmou que não hesitaria em utilizá-lo caso a Bielorrússia fosse alvo de uma agressão, escreve o Notícias ao Minuto.
Este é o primeiro envio de armas nucleares táticas para fora da Rússia desde a queda da União Soviética, numa altura em que ambos os países têm vindo a fortalecer os seus laços. É uma movimentação que tem sido acompanhada atentamente pelos países aliados, como os Estados Unidos, mas também da China, que tem advertido repetidamente contra a utilização de armas nucleares na guerra da Ucrânia.
Na terça-feira, Alexander Lukashenko tinha dito que, de facto, as armas nucleares russas seriam transferidas para território bielorrusso dentro de alguns dias e que o país dispunha, ainda, de instalações para acolher mísseis de maior alcance, caso fosse também necessário.
O país é, desde hoje, membro da Organização Internacional de Café. O acordo de adesão foi assinado hoje, em Londres, pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, e pela Directora-Geral da Organização Internacional de Café.
Moçambique faz parte, a partir desta terça-feira, do grupo de países que produzem e consomem café. A adesão foi materializada pela assinatura de um acordo na sede da Organização Internacional do Café, em Londres. Esta adesão abre um mar de oportunidades para produtores nacionais de café. Por isso mesmo, a perspectiva do Governo é desenvolver uma indústria de café em Moçambique que dê benefícios e melhore a vida dos produtores do sector familiar, segundo avançou o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia.
Já a Directora-Geral da Organização Internacional de Café garante total apoio a Moçambique no desenvolvimento da cadeia de valor de café.
Moçambique é, assim, o 78º membro da Organização Internacional de Café, uma organização que existe há 50 anos. A Organização Internacional de Café representa, actualmente, 93% do total do café produzido no mundo e 63% do consumo mundial.
À margem da adesão de Moçambique à Organização Internacional do Café, o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural convidou a indústria inglesa de cafés e especialistas para conhecerem os cafés produzidos em Moçambique. Na ocasião, algumas empresas fecharam contratos de exportação e distribuição dos seus cafés na Europa.
Os principais intervenientes da indústria de café no Reino Unido, que representa um mercado de cafés de mais de 105 mil milhões de dólares, estiveram reunidos na mesma sala com os moçambicanos. O propósito era que provassem o café produzido em Moçambique. Provaram e gostaram, tanto mais que se fecharam negócios, por exemplo, entre Café Chimanimani e uma empresa inglesa que importa e distribui café dos países da África Oriental no Reino Unido e na Europa. A Costa Coffee, uma subsidiária da Coca-Cola Company que vende em todo o mundo, anualmente, em mais de 1,2 mil milhões de dólares, provou os cafés moçambicanos.
Pelo que sentiu no sabor do café, no futuro, pode-se tomar cafés oriundos de Moçambique, e talvez de Chimanimani na Costa Coffee.
A alta-comissária de Moçambique no Reino Unido promete continuar a divulgar os cafés nacionais neste país.
O Governo prevê que a economia de Moçambique cresça 7% em 2023 corrente. Esta previsão representa um aumento de dois pontos percentuais em relação ao crescimento previsto no Plano Económico e Social e Orçamento de Estado para 2023.
O porta-voz, Filmão Suazi, foi quem revelou o optimismo do Governo após a realização da 21ª ordinária do Conselho de Ministro, nesta terça-feira. A situação deriva da aprovação do cenário fiscal do médio prazo 2024–2026, aprovado, hoje pelo Governo, e que prevê a “economia prossiga com a trajectória e a recuperação dos sucessivos choques que afectaram o país, nomeadamente a pandemia da COVID-19, os recentes eventos climáticos caracterizados por ventos e chuvas intensas e a passagem do ciclone Freddy que afectaram cerca de 1,3 milhões de pessoas, perspectivando-se que a economia cresça 7% em 2023, dois pontos percentuais acima do objectivo do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), estabelecido em 5%”.
Suazi diz que o optimismo do Governo deriva dos recentes desenvolvimentos da economia global e moçambicana, onde se regista mais arrecadação de receitas. Os dados mostram que, em 2022 , teve um registo de crescimento económico de 4,1% em 2022 e a uma previsão de crescimento da economia de Moçambique de 5,5% em 2024.
Por outro lado, Filimão Suazi garantiu que o tesouro tem dinheiro para pagar salário dentro dos prazos aos funcionários públicos. O porta-voz do Executivo desmentiu as informações segundo as quais há funcionários públicos que tiveram os seus salários muito depois do final do mês, porque o Governo está em dificuldades financeiras e consequentemente para pagar salários, tendo assegurado que o tesouro tem dinheiro e que alguma demora pode ter acontecido por falhas tecnológicas ou nas folhas dos salariais.
Ainda ontem, o Executivo de Filipe Nyusi aprovou o Decreto que altera os quantitativos nominais dos suplementos dos servidores públicos, dos titulares ou membros dos órgãos públicos e os titulares e membros dos órgãos de Administração da Justiça constantes nos Anexos I e II do Decreto n.º 31/2022, de 13 de Julho, com as alterações introduzidas pelo Decreto n.º 51/2022, de 14 de Outubro, e pelo Decreto n.º 1/2023, de 17 de Janeiro.
A alteração “visa adequar o Decreto n.º 31/2022 à Lei n.º 5/2022 de 14 de Fevereiro, que define o regime e os quantitativos dos suplementos dos servidores públicos, dos titulares ou membros dos órgãos públicos e os titulares e membros dos órgãos de Administração da Justiça, alterada e republicada pela Lei n.º 14/2022, de 10 de Outubro, e pela Lei n.º 7/2023 de 9 de Junho”.
Nesta sessão, o Governo aprovou ainda o Decreto que altera o Anexo I do Decreto n.º 55/2022, de 14 de Outubro, sobre as remunerações dos demais membros de órgão de soberania e do órgão público, não previstos na Lei n.º 5/2022, de 14 de Fevereiro, e revoga o Decreto n.º 3/2023, de 17 de Janeiro. A revisão decorre das alterações introduzidas pela Lei n.º 7/2023, de 9 de Junho, na Lei n.º 5/2022 de 14 de Fevereiro, alterada e republicada pela Lei n.º 14/2022, de 10 de Outubro.
A Associação Kulungwana realiza a primeira edição do Concurso Tio Caderno 2023, dedicado, este ano, à literatura. A chamada está aberta até 7 de Julho e é dirigida a jovens mulheres moçambicanas com paixão pela escrita, até aos 35 anos.
O concurso promovido pela Associação Kulungwana acontece em resposta ao convite do espírito de iniciativa dum cidadão benemérito – que se pretende manter anónimo – e que dedicou a sua vida a apoiar os estudos de crianças e jovens moçambicanas. Estas acções fizeram com que, por onde quer que ele passasse – nas localidades, vilas e distritos onde distribuiu materiais didáticos – se tornasse conhecido de todos como Tio Caderno.
O concurso tem periodicidade anual e está aberto a todas as modalidades no domínio das artes e cultura. O mesmo tem como objectivo central incentivar e reforçar o apoio a jovens artistas e criativas moçambicanas, ainda em início de carreira ou com uma carreira individual curta e ainda não consagrada, com um limite de idade de 35 anos.
Paralelamente, o Concurso de Literatura Tio Caderno 2023 pretende também promover a criatividade no âmbito da literatura, sensibilizar o público para as narrativas e imaginário das mulheres autoras e para as temáticas por elas retratadas, estimulando na comunidade o gosto pela leitura.
Os formulários Google Forms para candidatura estarão disponíveis até dia 7 de Julho (inclusive) através de link nas redes Kulungwana.
Os originais devem ser identificados com título e um pseudónimo do autor e entregues em português no formato digital PDF. O texto deve ter entre 5 e 10 páginas A4, Times New Roman, 12, a espaço e meio.
Três jovens autoras serão seleccionadas e distinguidas por um júri de três elementos, de reconhecida ideoneidade e competência técnica, escolhidos pela Associação Kulungwana.
O Concurso Tio Caderno 2023 atribui três prémios, no valor global de 150 mil meticais, sendo que o primeiro classificado ganha 70 mil meticais; o segundo ganha 50 mil e o terceiro 30 mil.
“Com este Prémio, é reforçado o apoio à nova criação e à promoção da jovem mulher criadora artística em diferentes áreas no domínio das Artes e Cultura, sendo em cada ano escolhida uma modalidade diferente, tendo por essa razão um regulamento redigido para cada edição”, lê-se no regulamento. Para a presente edição foi escolhida a literatura, nos géneros do conto e crónica, assente no imaginário local, temática livre, obedecendo aos critérios do presente concurso.
Os trabalhos apresentados deverão ser inéditos. Qualquer plágio será da responsabilidade da participante e motivo de exclusão do concurso.
Os originais devem ser assinados com um pseudónimo do autor e identificados com o título e o pseudónimo.
Os originais deverão ser apresentados no acto de preenchimento do formulário disponível no website e no Facebook do Kulungwana.
O anúncio das vencedoras e a entrega dos prémios irão realizar-se em cerimónia pública, a decorrer em Outubro, em local e data a divulgar nas redes Kulungwana, sendo as concorrentes notificadas em devido tempo.
De um mar de incertezas para… certeza. A bola voltou a ser lançada ao ar, na Cidade de Maputo, com a retoma de provas seis meses depois. O Torneio de Abertura, primeira prova realizada pela Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM), está ao rubro com as formações participantes a darem o seu melhor na quadra para atingirem os seus objectivos.
Para não variar, Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, dois dos conjuntos que mais investem na contratação de atletas, estão a dominar as provas em masculinos e femininos.
No plano masculino, e no rescaldo da dupla-jornada realizada no final de semana, o Costa do Sol não esteve para meias medidas, aplicando, quinta-feira, “chapa 100” ao Maxaquene “B”.
Os “canarinhos”, campeões da cidade, derrotaram os “tricolores” por 113-28, num duelo em que controlaram todos os quartos.
Perante a equipa principal do Maxaquene, já no sábado, o Costa do Sol experimentou algumas dificuldades, tendo vencido por sete pontos: 67-60.
Estas duas vitórias mantêm o conjunto de Miguel Guambe na primeira posição com 14 pontos. Na perseguição ao líder, o Ferroviário de Maputo, segundo classificado com 11 pontos, cumpriu outrossim na dupla jornada.
A formação verde-e-branca começou por vencer, sexta-feira, a A Politécnica por 72-43. Sábado, em desafio da 7ª jornada, o Ferroviário de Maputo bateu as Águias Especiais por 78-36.
Quem também arrancou duas vitórias na prova é o Ferroviário “B”, formação comandada por Rui Rafael. Este conjunto, maioritariamente constituído por atletas que saltaram dos juniores, derrotou o Maxaquene “B” por 58-53.
Embalado, o Ferroviário “B” voltou a fazer mais uma vítima ao vencer a Universidade Pedagógica por 69-36.
Nota de destaque para a equipa sub-20 do Costa do Sol que, no sábado, se impôs no duelo com a A Politécnica, vencendo por 56-46. Os “politécnicos” somaram a sua terceira derrota consecutiva, depois de um arranque bem conseguido no Campeonato da Cidade. Por sua vez, o Maxaquene não teve dificuldades para vencer sábado o vizinho e rival Desportivo Maputo, por 100-79. O Desportivo Maputo perdera, na véspera, com as Águias Especiais por 61-47.
FERROVIÁRIO DE MAPUTO INVICTO…
Mais um jogo, mais uma vitória para a equipa sénior feminina de basquetebol do Ferroviário de Maputo. A formação comandada por Nasir “Nelito” Salé reforçou a liderança da prova – agora com 12 pontos – ao derrotar, sexta-feira, a sua equipa secundária (Ferroviário B, entenda-se) por 76-39.
Segundo classificado, o Costa do Sol “despachou” a Lázio – conjunto que participou na edição 2022 da Liga Sasol – ao vencer por 65-34. O Desportivo Maputo, por sua vez, venceu a estreante Águias Especiais por 56-48.
Claramente que a prova será dominada pelo Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, campeão e vice-campeão nacional, respectivamente. São, de resto, as duas formações que contribuem com mais jogadores para a selecção nacional de basquetebol sénior feminina.
Lembre-se que, na jornada inaugural, o Costa do Sol perdeu com o Ferroviário de Maputo por 70-40.
Quadro de resultados:
Seniores masculinos
Sexta-feira, 9 de Junho de 2023
A Politécnica 43-72 Ferroviário A
Maxaquene “B” 53-58 Ferroviário B
Desportivo 47-61 Águias Especiais
Costa do Sol 67-60 Maxaquene
Seniores femininos:
Ferroviário A 76-39 Ferroviário A
Costa do Sol 65-36 Lázio
Desportivo 56-48 Águias Especiais
Sábado, 10 de Junho de 2023
Ferroviário B 69-36 UP
Costa do Sol SUB-20 56-46 A Politécnica
Ferroviário 78-36 Águias Especiais
Maxaquene 100- 79 Desportivo
Os comissários de pista Filipe Machado e Luís Tenifala marcaram presença, sábado e domingo, no tradicional e histórico “24 horas Le Mans”, um dos maiores eventos de resistência automobilística do mundo, realizado em Sarthe, em Le Mans, na França. Curiosamente, os moçambicanos foram os únicos africanos convidados pela organização para participar do evento também conhecido como “24 horas Le Mans Centenário”.
Durante a estadia na França, Filipe Machado e Luís Tenifala, que fizeram parte de um leque de 2000 comissários, foram recebidos pelo director de provas, num encontro em que deram a conhecer o estágio do desporto motorizado em Moçambique.
Os moçambicanos tiveram o privilégio de estar na prova que marcou o regresso da Ferrari após 50 anos de auseíncia. Os italianos dominaram a prova e colocaram um ponto final a hegemónica da Toyota, equipa que venceu as cinco últimas edições das “24 horas Le Mans”.
A Ferrari n51 dos italianos Alessandro Pier Guidi e Antonio Giovinannazi e do britânico James Calado foi mais rápida ao final da lendária prova de “endurro” à frente da Toyota N.8.
Com menos de duas horas para o final da prova, os carros da Ferrari e Toyota tinham menos de 30 segundos de diferença, sendo que o piloto Ryo Hirakawa (da Toyota) cometeu um erro de freagem na curva “Arnage” e bateu em uma barreira. Ainda que a viatura da Toyota tenha conseguido continuar, o piloto japonês teve que parar nas “boxes” para concertar os danos, deixando a “scuderia” livre para conseguir conquistar a sua primeira vitória desde 1965. O Cadilac N.2 ficou na terceira posição em frente de seu outro veiculo, o N.3, quarto classificado.
Ace Magashule, antigo secretário-geral do ANC, foi expulso do partido. A notícia foi tornada pública, hoje. Magashule é acusado de desacreditar o partido ao suspender, unilateralmente, o presidente do partido no poder na África do Sul, Cyril Ramaphosa.
É o fim da carreira de Ace Magachule no Congresso Nacional Africano, ANC. O secretário-geral foi expulso do partido na África do Sul, segundo anunciou, esta segunda-feira, o porta-voz do ANC, Mahlengi Bhengu-Motsiri, citado pela News24.
“Depois de um veredicto de culpado pelo Comité Nacional de Disciplina no partido, o camarada Ace Magashule foi autorizado a mostrar o motivo pelo qual não deveria ser expulso do ANC. Após o lapso de sete dias, o Comité Nacional de Disciplina não recebeu nenhuma representação nesse sentido”.
Suspenso desde Maio de 2021, o antigo secretário-geral é acusado de violar alguns artigos dos estatutos da formação política no poder na África do Sul, ao suspender, unilateralmente, o presidente do partido, Cyril Ramaphosa.
Na altura, Magachule alegou que Cyril Ramaphosa enfrenta acusações de compra de votos durante a sua campanha política para a presidência do ANC.
Antes do seu afastamento definitivo, Magachule movimentou vários expedientes dentro do partido e nos tribunais sul-africanos, para contrariar o posicionamento do ANC, que até exigiu que o antigo secretário-geral apresentasse um pedido de desculpas em público pela tentativa de suspender Cyril Ramaphosa.
Magashule, que enfrenta na justiça uma acusação por alegada fraude e corrupção pública que envolve milhões de rands, entende que as acusações que ditaram a sua expulsão do ANC foram politicamente motivadas, e prometeu “responder no momento certo”, de acordo com a News24.
O Marítimo de Portugal, equipa em que militam os internacionais moçambicanos, Zainadine Jr e Geny Catamo, desceu de divisão 38 anos depois. Os insulares perderam nos play offs diante do Estrela da Amadora, por 4-2 na lotaria das grandes penalidades, no jogo da segunda mão.
É o fim da linha para o Marítimo de Portugal. Depois da derrota por 1-2 no jogo da primeira mão, os insulares tinham uma missão espinhosa para passar a eliminatória.
A equipa madeirense não merecia este desfecho, mas no futebol, já se sabe, o que conta são os golos e, na lotaria, a eficácia esteve do lado dos amadorenses.
A titularidade de Val Soares, por troca com João Afonso, foi a única alteração no onze do Marítimo face ao jogo da Reboleira. Já o Estrela da Amadora foi a jogo com o mesmo onze de há uma semana.
Sem medo de um Caldeirão a abarrotar, o Estrela entrou a querer assumir o jogo, pressionando alto ou guardando a bola na procura da baliza de Marcelo Carné de forma organizada. Mas os verde-rubros, uma vez em posse, não se deixaram enganar e começaram a mostrar ao que vinham.
Não começou bem, é certo, mas as transições rápidas madeirenses, lançadas logo após a recuperação do esférico, começaram a incomodar, em crescendo, o último reduto da equipa de Sérgio Vieira. Faltou alguma clarividência nos lances de Val Soares e Félix Correia, antes do quarto de hora, mas Bruno Xadas, aos 18, a passe de Geny Catamo, encarregou-se de mostrar como se faz. O português trabalhou bem em frente à grande área e rematou de forma indefensável para o 1-0.
Mas o Estrela recompôs-se rapidamente e, após algumas aproximações, acabou por restabelecer a igualdade, na sequência de um lance algo confuso, precedido de um pontapé de canto, aos 26 minutos. Regis cabeceou à trave, e Miguel Lopes, após uma série de ressaltos, fez a recarga ao segundo poste.
A partida ameaçou ficar partida, até porque o Estrela fez questão de não descansar em cima do empate, mas foi o Marítimo, aproveitando o adiantamento dos amadorenses, a voltar marcar a festejar, embora por pouco tempo, pois André Vidigal, bem servido por Félix Correia, foi apanhado em fora de jogo por oito centímetros…
O lance aconteceu aos 39 minutos e, caso tivesse contado, teria sido um prémio justo para o trabalho realizado pelos madeirenses no primeiro tempo ante um Estrela que viveu alguns momentos de sofrimento, só atenuados pela ansiedade patenteada pela equipa de José Gomes na hora de definir no último terço.
Com tudo em aberto para o segundo tempo, o Marítimo regressou das cabines com uma alteração forçada. O capitão Zainadine, que actuou os últimos minutos da primeira parte algo condicionado, cedeu o lugar a René Santos. Do lado da equipa da Amadora voltou o mesmo onze e a mesma predisposição táctica.
A equipa de Sérgio Vieira apostava na gestão, mas acabou por apanhar vários sustos antes dos 60, com dois remates de Félix Correia a serem desviados em defesas e ao ver poste negar o golo a Gany Catamo, após passe de Val Soares.
Apesar de estar por cima, José Gomes mexeu na equipa e o jogo do Marítimo acabou por perder capacidade para chegar ao último terço do Estrela, que foi renovando as suas peças sem alterar a estratégia de jogar sempre pelo seguro, mas sem perder de vista a baliza de Carné, embora só lá tivesse chegado perto em lances de bola parada.
O jogo, contudo, foi perdendo qualidade, com muitas quezílias, faltas e paragens. O Estrela sentia-se confortável, ao contrário do Marítimo, que ia revelando muito coração e pouca cabeça. Antes de ser anunciado o tempo extra, que foi festejado com euforia pelo Caldeirão (nove minutos), o recém-entrado Chucho Ramírez deixou o primeiro aviso, cabeceando para defesa de Brígido.
Os insulares apostavam no chuveirinho e o venezuelano, já nos descontos, voltou a cabecear, desta vez por cima. Mas aos 90+6, Cláudio Winck cruzou milimetricamente e a cabeça de Chucho não perdoou, para delírio do Caldeirão que não havia deixado de acreditar no empate. Balde de água gelada servido ao cair do pano num estádio em ebulição, e já com o Estrela sem Sérgio Vieira no campo, após ter visto cartão vermelho directo, aos 87.
E como decorreu o prolongamento? Bem, a primeira parte só deu Marítimo. Tanto assim foi que chegou a pairar no ar a sensação de que era inevitável mais um golo madeirense. Winck estava com a corda toda e foi lançando o pânico entre a defesa amadorense, e Chucho, novamente de cabeça, obrigou Brígido à defesa da noite.
Na segunda parte, o Marítimo voltou a ser superior e a ficar mais perto do golo, apesar de o Estrela ter criado mais perigo, embora definindo muito mal. Mas já faltavam pernas a ambos os lados, e a decisão sobre quem ficava na I Liga ficou reservada para a marca dos 11 metros.
Na lotaria, o Marítimo apenas converteu duas de cinco, enquanto o Estrela falhou uma de quatro.