Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

Vídeos

NOTÍCIAS

Uma corrida ilegal envolvendo três viaturas culmina com a morte de um dos automobilistas que, ao tentar ultrapassar o seu oponente, despistou e embateu violentamente num camião, na cidade da Beira. Os outros participantes da corrida fugiram após o sinistro.

Um jovem morreu na noite deste domingo, na cidade da Beira, ao longo da Avenida Samora Machel, quando a viatura em que seguia, numa corrida ilegal com um grupo de amigos, despistou e embateu violentamente num camião estacionado na berma da estrada. O médico que testemunhou o acidente tentou socorrer o único ocupante da viatura, mas, infelizmente, os ferimentos eram graves e morreu no local do sinistro.

Os outros automobilistas que faziam parte da corrida ilegal, em vez de socorrer o amigo, fugiram. E na manhã desta segunda-feira, foi registado um outro acidente no bairro das Palmeiras.

O motorista do carro não conseguiu controlar a viatura devido ao excesso de velocidade e acabou por entrar numa vala de drenagem, mas sem vítimas humanas.

Celebra-se, hoje, o Dia Internacional de Luta contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas. Por ocasião da data, o Presidente da República alertou sobre o consumo de drogas, incluindo o abuso do álcool e tabaco, e diz que promove comportamentos anti-sociais. Assim, Filipe Nyusi aconselha que todos os cidadãos se distanciem do consumo das substâncias, porque retardam o desenvolvimento social e económico do país.

O consumo e o tráfico de drogas são um problema social e de saúde pública em vários países, devido a múltiplas consequências negativas na sociedade.

Em Moçambique, o Presidente da República, Filipe Nyusi, lembra que o consumo de drogas é nocivo para uma sociedade que deseja cidadãos saudáveis e aptos a contribuírem para o desenvolvimento colectivo.

Na sua mensagem por ocasião do Dia Internacional de Luta contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Droga, Filipe Nyusi disse que a situação concorre para o aumento de doenças infecto-contagiosas e propicia a ocorrência de crimes.

“O consumo da droga, incluindo o abuso do álcool e tabaco, promove comportamentos anti-sociais, concorre para a abstinência ou fraco desempenho laboral e escolar, contribuindo para a ocorrência de acidentes de trabalho e de outra espécie, sendo o principal catalisador para o aumento de doenças infecto-contagiosas como o HIV/SIDA, hepatites B e C, a tuberculose, entre outras.”

As drogas não apenas destroem a saúde, o tecido social e a economia, como também alimentam acções criminosas que criam insegurança e desmotivam os cidadãos a exercerem as suas actividades laborais ou de lazer”.

Segundo o Chefe do Estado, o consumo de drogas afecta muito os homens. “No país, o consumo de drogas é mais expressivo nos homens e tem maior incidência no grupo etário entre 21 e 30 anos de idade, o que demonstra o seu impacto negativo no futuro do país por incidir directamente na camada jovem.”

Este ano, o Dia Internacional de Luta contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas celebra-se sob o lema “Os transtornos mentais por uso de drogas são tratáveis. Evite o estigma”.

 

ESCOLAS VIRARAM FOCO DE CONSUMO NA CIDADE DE NAMPULA

Um grupo de antigos usuários de drogas em Nampula recorre ao desporto para ter ocupação e evitar voltar ao mundo da toxicodependência. O Gabinete Provincial de Combate à Droga em Nampula diz que há cada vez mais jovens a consumirem drogas proibidas.

O mundo celebrou, esta segunda-feira, o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, instituído em 1987, pela Organização das Nações Unidas. Em Nampula, o consumo de drogas ilícitas está cada vez mais preocupante, segundo disse Isabel Alberto, directora do Gabinete Provincial de Prevenção e Combate à Droga.

Cannabis sativa, vulgo soruma, metanfetamina, heroína e haxixe são as drogas mais consumidas pelos jovens que entram na toxicodependência partindo de pequenas aventuras de adolescência.

Nampula deixou de ser apenas um corredor e passou a ser também um grande centro de consumo de drogas proibidas.

Já na província de Manica, o Gabinete Provincial de Prevenção e Combate a Drogas diz que também há muito consumo de drogas nas escolas. A instituição avança, a título de exemplo, que os alunos que se envolveram recentemente em pancadarias numa escola, na cidade de Chimoio, podem ter agido sob efeito de drogas. Por isso mesmo, as autoridades locais entendem que se deve intensificar actividades educativas nas escolas sobre os riscos de consumo de drogas.

100 dias após o ciclone Freddy ter fustigado a costa da Zambézia, em Março, com seu epicentro no distrito de Namacurra, localidade de Macuze, evento que afectou também as províncias de Sofala, Nampula e Manica, as populações afectadas continuam vulenráveis. Apenas 12 por cento das necessidades humanitárias foram supridas,

A passagem do ciclone, pelo país, uma das tempestades mais mortíferasa a atingir o continente africano nas últimas duas décadas e que matou mais de mil pessoas, forçou dezenas de milhares a deixarem as suas casas, e dizimou mais de 800 mil hectares de terras agrícolas, continua a se fazer sentir.

Apesar de os trabalhos de resposta  por parte do Instituto de Gestão de Desastres (INGD) e das Organizações da Sociedade Civil para minimizar os impactos da calamidade no seio das populações afectadas, ainda persistem muitos desafios. A OXFAM aponta alguns aspectos negativos que se têm registado a nível daquele ponto do país, como consequência da passagem da intempérie. Por exemplo, a organização não-governamental constatou no terreno que rapazes e raparigas abandonam a escola à procura de actividades de geração de renda, facto que tem concorrido para o aumento de casos de uniões prematuras. Por seu turno,  homens e mulheres abandonam os seus locais de origem à busca de emprego.  Como consequência disso, tem se registado a intensificação da produção de carvão vegetal, que tem impacto ambiental negativo a longo prazo.

“As chuvas torrenciais e enchentes que se registaram no país levaram tudo, deixando os agricultores sem nada para colher ou cultivar. As famílias não têm nada para cultivar antes do inverno, pois perderam suas sementes e material agrícola, forçando-os a tomar decisões desesperadas para sobreviver”, salientou Amjad Ali, Director de Programa da Oxfam da África Austral. De modo a dar resposta à situação, foram mobilizados 16,4 milhões de dólares nort-americanos.

Atingidos 12% das necessidades humanitárias

A ONU alterou o Plano de Resposta Humanitária (HRP) de Moçambique, alertando para a necessidade adicionais de 138 milhões de dólares em financiamento até Setembro de 2023. Essa decisão tem vista atender à crescente necessidade humanitária, resultante da crise agravada pelos efeitos do ciclone tropical Freddy, que gerou, como consequência, inundações e um surto de cólera em todo o país,

De acordo com o Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), até ao momento, somente foram mobilizados 16,4 milhões, o que representa cerca de 12% do valor global necessário para colmatar as consequências negativas da intempérie.

Para Romão Xavier, representante da Oxfam em Moçambique, o ciclone Freddy veio expor mais uma vez as fragilidades e vulnerabilidades das communidades e a sociedade em geral. A entidade realça a necessidade dos países começarem a sair do discurso sobre mudanças climáticas e financiamento cimático para acções concretas que aumentem de forma significativa a capacidade adaptativa das comunidades e dos países menos desenvolvidos, que, apesar de serem os que menos contribuem para o fenómeno de mudanças climáticas, são os que sofrem muito mais dos seus efeitos.

À semelhança de Moçambique, no Malawi, a produção de alimentos básicos, como o milho, caiu quase 30 por cento, forçando o aumento dos preços. Michenga Pensulo, agricultor de 56 anos do distrito de Phalombe, em Malawi, disse que “vendi os meus dois hectares de terra por 150 mil Kwachas (aproximadamente 10 mil Meticais) porque preciso de comprar comida e suprir outras necessidades básicas. Foi uma decisão dolorosa, mas não suporto ver minha família passar fome,” salientou! “Em situações como esta, mulheres, meninas e crianças são as que mais sofrem”, disse Lingalireni Mihowa, Líder de Justiça de Género da Oxfam na África Austral. “Eles muitas vezes enfrentam perigos para garantir comida e, no entanto, muitas vezes comem por último e menos, ou têm que abandonar a escola para que a família possa comer”.

“Mais de sete milhões de pessoas já enfrentam fome extrema nos dois países. A menos que os doadores atendam imediatamente ao apelo da ONU, para ajudar as pessoas a reconstruir suas vidas, milhões de pessoas não terão nada para comer”, disse Amjad.

O ciclone Freddy deixou claro a necessidade de se investir nas acções responsáveis para atender a questão das mudanças climáticas.

 

Por: Ricardo Mutita

(Viva a independência de Moçambique!)

Quando tudo parecia escuro

E sem saída,

A nossa vida presa na verba de quem dita sentenças

Os nossos irmãos estatelados e vaiados tipo lixo,

Questionei-me:

Mas até quando com isto?

 

Até quando?

Até quando trocar as nossas palhotas por matas

A nossa caracata pela farinha de lama

A nossa matapa por folhas estranhas

Que desabrocham pelos campos

Que também choram

Choram torrados por lenhas e brasas

Embaladas em armas sangrentas.

 

 

Ó papá Samora!

Que nos destes a missão de preservar a esta nação

Hoje atentada pelos nossos próprios irmãos

Irmãos revestidos a canibais

Fazendo-nos de fonte de pão

 

Irmãos sem rostos

Sem origem nem identidade

Irmãos que se alimentam de monstruosidades

Mas que nunca nos roubarão a razão de sermos uma nação

De paz e prosperidade.

 

Ó papá Samora!

 

 

Mas também criança que é flor não chora

Levanta a cabeça e controla a hora

A hora de lutar por todas outras

Outras sem voz

Mas que pertencem a esta horta,

E que só se rendem com vitórias e glórias.

 

Moçambique!

 

Moçambique que é de Samora não chora

Levanta a caneta e reverte a história

Distorcida por inimigos para plantar discórdia

Que em Junho se viu na derrota

Erguendo-se, a 25, o símbolo da nossa independência.

 

Moçambicanizei-me na Paz!

 

Viva 25 de Junho – Dia da Independência de Moçambique!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O partido Frelimo diz que o fim do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos guerrilheiros da Renamo, celebrado ontem, representa uma nova etapa na política e social do país. A Renamo tem a mesma posição, entretanto recorda que ainda falta a reintegração e o pagamento de pensões aos desmobilizados.

Os membros do partido Frelimo na Matola saíram à rua, este sábado, para celebrar o fim do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos guerrilheiros da Renamo, (DDR).

Os mais de 300 membros do partido no poder que marcharam falaram da importância do fim do DDR para a paz no país.

“Acabou de fechar um processo importante para todos os moçambicanos, o que significa que independentemente das nossas diferenças, encontramos um espaço em podemos viver em paz”, disse a Chefe da brigada provincial da Frelimo na Matola, Leonor Mondlane.

“O passo a seguir é os nossos irmãos se integrarem e conviermos juntos, normalmente, afinal eles são também moçambicanos como nós”, considerou outra membro do partido, Paula Jacote.

O cortejo partiu do bairro Infulene, no ponto de paragem conhecido como “ Coca-cola” até ao monumento Samora Machel no bairro da Machava.

Na Cidade de Maputo, a manhã de sábado também foi de celebração do fim do processo de DDR mas desta vez, dos membros do partido Renamo.

Os membros desta coligação partidária também mostraram-se alegres e satisfeitos pelo marco alcançado na última sexta-feira.

O deputado da Renamo, Venâncio Mondlane, reafirmou que o partido já está totalmente desarmado.

“Nós cumprimos com todas as obrigações, tanto políticas, como militares referentes ao DDR. Com a entrega das últimas armas, a Renamo se apresenta como um partido genuinamente político”, disse Mondlane.

O deputado acrescentou que a Renamo que a única guerra que Renamo quer agora é a de “ discussão de ideias, de propostas de políticas públicas, de confronto de ideias”.

Do Governo, o partido de Ossufo Momade exige a conclusão da reintegração e o pagamento de pensões dos ex-guerrilheiros, segundo Hermínio Morais.

Apelamos ao governo e a sociedade internacional, DDR não pode parar por aqui. Falta ainda a reintegração e as pensões dos militares, porque só assim teremos uma paz definitiva.

O maior partido da oposição no país reagiu igualmente às eleições distritais.

“O que o presidente fez, chamar os presidentes do partidos e criar condições para que sejam os partidos a decidirem sobre as eleições distritais no país é o que deveria ter feito no início. Este diálogo sobre descentralização deve terminar antes da primeira secção do próximo ano”, disse António Muchanga, Deputado da Renamo.

Esta sexta-feira, o Presidente da República anunciou que, na próxima semana, será conhecida a comissão que vai reflectir, durante dois anos, sobre o processo de descentralização em implementação no país.

O Presidente da República diz que os funcionários públicos devem ser pacientes e deixar o Governo corrigir as irregularidades na implementação da nova Tabela Salarial Única sem pressão nem chantagem. Filipe Nyusi falava hoje, por ocasião do Dia Internacional da Função Pública.

O mundo celebrou, esta sexta-feira, o Dia Internacional da Função Pública. Por ocasião da efeméride, cerca de 50 funcionários e agentes do Estado saudaram o Presidente da República.

O Presidente da República destacou o papel da Função Pública no desenvolvimento do país.

Contudo, Filipe Nyusi apelou aos funcionários e agentes do Estado para deixarem o Governo trabalhar sem chantagem.

“Apelamos aos Funcionários e Agentes de Estado para que participem de forma construtiva na correcção de eventuais irregularidades sem recorrer a mecanismos de desordem, anarquia ou chantagem, como temos estado a assistir ultimamente em alguns sectores. Vamos corrigir aquilo que está mal, mas se você fica a dizer ‘já não vou usar camisa porque o salário não chega’, o que vai acontecer? É preciso trabalharmos para ultrapassar isto”, referiu o Presidente da República durante a sua intervenção.

Nyusi quer, também, que o sector público reforce a política de prestação de contas, para combater o uso inapropriado dos recursos do Estado. Desta forma, poderá ser controlada a produção do país, para além de ajudar a combater a corrupção.

“A cultura de ética e integridade confere mais credibilidade à função pública, traz maior confiança às instituições públicas e contribui para a atracção de investidores internos e externos. Queremos funcionários e agentes do Estado que são parte da solução dos problemas que surgem no processo de trabalho; que valorizam os esforços que o Governo tem vindo a empreender para a melhoria das condições de trabalho, não só na componente salarial, como também de formação, melhoria de infra-estruturas, equipamentos, entre outros”, apelou.

Segundo o Chefe do Estado, o funcionário público deve ser exemplo de disciplina e cumprimento da sua agenda de trabalho.

Ao comando do Presidente da República, o grupo de funcionários reagiu condenando o envolvimento em actos que mancham a classe.

Lázaro Minrash, responsável pela comunicação em Cabo Delgado e representante dos funcionários públicos, disse estar a ver, na sua província, o empenho dos seus colegas, apesar do cenário que ainda é pouco tenso, devido à presença de terroristas.

“Tudo faremos para continuar a desempenhar com qualidade o serviço público ao cidadão. Nós, funcionários e agentes do Estado repudiamos e condenamos todo o comportamento que desvirtue o objectivo central da administração pública, que é prover serviços de qualidade com base em servidores honestos, competentes e trabalhadores”, afirmou Lázaro Minrash.

Os funcionários reiteraram o compromisso de continuar a prestar serviços de qualidade ao público.

Os casos de diabetes no mundo podem chegar a 1300 milhões em 2050, mais do dobro do que em 2021, caso não sejam planeadas estratégias eficazes, alertam novos estudos sobre a doença publicados pelo The Lancet e The Lancet Diabetes and Endocrinology.

Em 2021, existiam 529 milhões de pessoas com diabetes e a diabetes tipo 2 representava 90% de toda a prevalência desta doença, que se prevê que seja também responsável pelo possível aumento de casos, até 1300 milhões, em 2050.

Segundo a revista científica The Lancet, citada pelo Noticias ao Minuto, “o racismo estrutural sofrido por grupos étnicos minoritários e a desigualdade geográfica experimentada por países de baixo e médio rendimento estão a acelerar o aumento das taxas de diabetes, doenças e mortes em todo o mundo”.

As taxas de diabetes entre grupos étnicos minoritários em países de alta rendimento, como os Estados Unidos, são 1,5 vezes mais altas do que em brancos. Além disso, as taxas de mortalidade por esta doença em países de baixo e médio rendimento são o dobro do que nos países de alto rendimento.

Os estudos revelam ainda que a pandemia de COVID-19 também ampliou a desigualdade na diabetes, sendo que pessoas com diabetes são 50% mais propensas a desenvolver uma infecção grave e duas vezes mais propensas a morrer, especialmente se pertencerem a grupos étnicos minoritários.

As estimativas indicam que mais de três quartos dos adultos com diabetes viverão em países de baixo e médio rendimento até 2045, dos quais menos de 1 em cada 10 receberá cuidados abrangentes baseados em diretrizes.

Atualmente, a taxa de prevalência global é de 6,1%, tornando a diabetes uma das 10 principais causas de morte e incapacidade.

Por região, a taxa mais alta é de 9,3% no norte da África e Médio Oriente, e deve subir para 16,8% em 2050, enquanto na América Latina e Caraíbas estima-se que crescerá para 11,3%.

O Presidente da República promoveu, hoje, a patente o Comissário-Chefe da Migração, Felizardo Sede. Ao promovido, Filipe Nyusi lançou o desafio de combater a corrupção na instituição e a melhorar os serviços nacionais de migração.

Filipe Nyussi exige maior controlo de entrada, permanência e saída de cidadãos estrangeiros do país, numa altura em que, segundo o Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, há tendência crescente de migração ilegal no país.

“Deve restaurar o sector do controlo interno, devendo, para o efeito, identificar e neutralizar os focos internos de intermediação da tramitação de documentos da facilitação da entrada ilegal de cidadãos estrangeiros, falsificação de documentos para nacionais, assim como para estrangeiros. Reforçar as acções de inspecção documental nos postos de travessia, com vista a detectar casos de tentativa de entrada no país de cidadãos estrangeiros que não reúnem condições exigidas por lei para o efeito”, desafiou Filipe Nyusi.

Felizardo Sede tem 20 anos no Serviço de Migração. Foi director provincial de Migração na província de Gaza e diz ter acatado as recomendações de Nyusi.

“É um desafio que temos de aproximar estes serviços a locais mais próximos dos cidadãos, para não acarretar custos naquilo que é o processo de emissão de documentos migratórios, falo de passaportes e outros documentos. Essa é uma das prioridades de aproximar os serviços aos cidadãos, através da criação de delegações distritais”, disse Felizardo Sede.

Ainda esta quinta-feira, Nyusi recebeu Núncio Apostólico Dom Piergiorgio Bertoldi, que foi despedir-se após o fim da sua missão diplomática de quatro anos em Moçambique. “O que tenho que reconhecer é que o povo moçambicano é resiliente capaz de enfrentar dificuldades de olhar para frente.”

Cristina Duarte, conselheira do Secretário-Geral das Nações Unidas, foi também recebida pelo Chefe de Estado, tendo destacado o encerramento do processo de DDR.

“Transmiti três mensagens bastante simples, primeira felicitar ao Presidente da República, merece ser felicitado, congratular Moçambique, mas, acima de tudo, os moçambicanos, por este excelente resultado.”

O Presidente da República manteve encontro ainda com o Secretário do Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Confederação Suíça, com quem falou de questões ligadas à paz e ao desenvolvimento.

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, diz que o Governo tem de fazer um estudo de viabilidade correcto para decidir se privatiza ou não as empresas públicas em crise. Para Chissano, formar quadros é parte da solução.

Joaquim Chissano governou o país por 18 anos, entre 1986 e 2004. A experiência à frente do país dá-lhe conforto para dar receitas sobre o que se deve fazer em determinados momentos de crise. Um deles é sobre a falência de empresas públicas.

“Precisamos de continuar a formar quadros e a obter as informações necessárias para saber gerir melhor as instituições.”

Chissano recorda também que “no meu tempo, também houve problemas. Tivemos de recorrer a parceiros para gerir certos assuntos – os Portos e as Alfândegas são disso exemplo. Portanto, cada assunto resolve-se no seu momento exacto”.

Pela insustentabilidade das empresas, há muito que se pensa na privatização das que têm as contas no vermelho. Sobre isso, o antigo Chefe do Estado não tem dados, mas recomenda que “é preciso fazer um estudo de viabilidade correcta sobre guardar ou vender e outro dia começar um novo passo, os economistas sabem muito bem dessas coisas.”

Chissano falava à margem da festa antecipada da independência dos EUA realizada em Maputo.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria