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A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.

O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.

Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.

Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano. 

“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.

O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.

“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.

As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.

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O número de fiéis de seita cristã encontrados mortos na floresta de Shakahola, no Quénia, depois de alegadamente jejuarem até à morte, subiu de 360 para 372, após terem sido encontrados mais 12 corpos. Estes dados foram publicadas esta quarta-feira pelas autoridades quenianas, citadas pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com a inspectora da polícia queniana Rhoda Onyancha, as escavações, retomadas na segunda-feira após semanas de paragem , ainda não estão completas e o número de mortos pode continuar a aumentar nas próximas semanas.

As autoridades quenianas continuam a abrir valas comuns e sepulturas encontradas na floresta de Shakahola, no condado costeiro de Kilifi.

Quase todos os corpos do chamado “massacre de Shakahola” foram exumados da floresta, que cobre mais de 320 hectares, enquanto apenas alguns morreram no hospital depois de terem sido resgatados devido ao seu estado grave.

Rhoda Onyancha, citada pela imprensa queniana, confirmou na terça-feira que o número de pessoas resgatadas com vida continua a ser de 95, enquanto 613 pessoas foram dadas como desaparecidas até agora.

No dia 27 de Junho, o patologista chefe do Governo, Johansen Oduor, disse que, dos 338 corpos examinados até à data, 117 eram crianças e 201 adultos, enquanto 20 estavam demasiado decompostos para se poder determinar a idade.

As autópsias revelaram igualmente que, embora todos os corpos apresentassem sinais de inanição, alguns deles, especialmente as crianças, apresentavam também vestígios de estrangulamento e sufocação.

As primeiras investigações da polícia sugerem que os fiéis foram forçados a continuar o jejum, mesmo que o quisessem abandonar.

Até à data, foram detidos pelo menos 37 suspeitos relacionados com o caso, que chocou o país.

O ministro do Interior do Quénia, Kithure Kindiki, culpou terça-feira as forças de segurança e o sistema judicial quenianos de negligência por não terem tomado medidas adequadas em relação a alegações anteriores contra o alegado líder da seita, o pastor Paul Mackenzie.

O principal suspeito, que se encontra sob custódia policial desde 14 de abril, dirige a Igreja Internacional da Boa Nova e já trabalhou como motorista de táxi.

A Cimeira Extraordinária Virtual da Troika do Órgão da SADC sobre Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança, realizada na terça-feira, aprovou a prorrogação por mais dozes meses o mandato da Missão Militar da SADC que apoia o combate ao terrorismo em Moçambique com efeitos a partir de 16 de Julho.

A medida tem em vista, segundo o órgão, consolidar as conquistas alcançadas desde o destacamento da SAMIM, reforçar os processos de estabilização e facilitar o regresso seguro de deslocados às suas zonas de origem.   No mesmo encontro, a Troika da Cimeira do Órgão felicitou o Governo da República de Moçambique pela iniciativa de desenvolvimento de estratégias destinadas a consolidar os territórios reconquistados e um plano de acção a ser implementado após a retirada da SAMIM.

O órgão reconheceu a necessidade de recursos adicionais para apoiar os processos de paz na região e apelou à realização de campanhas destinadas a mobilizar recursos da União Africana (UA), da Organização das Nações Unidas (ONU) e de outros parceiros internacionais de cooperação para apoiar os esforços em prol da restauração da paz e da segurança na República de Moçambique e na República Democrática do Congo.

Sobre a situação de segurança, a Troika da Cimeira do Órgão notou que “registou melhorias com o regresso gradual de deslocados internos às suas zonas de origem, principalmente com a redução dos actos terroristas e congratulou-se com a Missão da SADC em Moçambique (SAMIM) pelo compromisso inabalável e pelos sacrifícios consentidos na restauração e manutenção da paz e da segurança na Província de Cabo Delgado.”

A Troika da Cimeira do Órgão notou ainda as conquistas da Missão da SADC em Moçambique (SAMIM) na implementação do seu mandato e saudou os Estados-Membros que contribuíram para o cumprimento do mesmo.

A instabilidade na República Democrática do Congo mereceu, igualmente, atenção por parte da Troika que “notou, com grande preocupação, o relatório apresentado sobre a situação de segurança instável e deteriorada contínua no leste da RDC e reiterou a sua condenação ao recrudescimento dos conflitos e aos actos hostis de todos os insurgentes, incluindo os rebeldes do grupo M23 e os grupos terroristas do grupo ADF que operam no Leste da RDC, com o apoio de agressores estrangeiros.”

Uma vez que a situação tende a alastrar-se, a Troika da Cimeira reiterou o seu apelo à cessação imediata das hostilidades perpetrados por todos os grupos armados e à sua retirada incondicional das áreas actualmente ocupadas e comprometeu-se a explorar medidas adicionais aos actuais esforços diplomáticos tendentes a forçar o grupo M23 e outros grupos armados a abandonar todas as formas de ataques.

Outro ponto abordado pelo órgão foi a aprovação do mandato e os instrumentos jurídicos e operacionais para o destacamento da Missão da SADC na República Democrática do Congo (SAMIDRC) a título de resposta regional à deterioração da situação humanitária e de segurança no Leste da RDC.

Durante o encontro virtual, houve espaço ainda para saudar o Presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da SADC e Presidente da República da Namíbia, Hage Gottfried, Geingob por acolher a Troika da Cimeira do Órgão e pelo seu empenho e liderança na condução dos esforços concertados em prol da estabilidade, paz duradouras e segurança na região da SADC.

Por último, notou-se as conclusões finais da Cimeira Quadripartida, realizada a 27 de Junho de 2023, visando viabilizar a harmonização e a coordenação dos esforços envidados com vista a trazer a paz e a segurança no leste da RDC, que contou com a presença da Comunidade da África Oriental (CAO), da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL, da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da Organização das Nações Unidas (ONU), sob os auspícios da Comissão da União Africana (CUA).

Participaram na Troika da Cimeira do Órgão os Chefes de Estado e de Governo da SADC  o Presidente em Exercício do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança e Presidente da República da Namíbia, Hage Gottfried Geingob; próximo Presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança e Presidente da República da Zâmbia, Hakainde Hichilema; Presidente Cessante do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança e Presidente da República da África do Sul, Matamela Cyril Ramaphosa; Presidente em Exercício da SADC e Presidente da República Democrática do Congo, Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo; Presidente cessante da SADC e Presidente da República do Malawi, Lazarus McCarthy Chakwera; Presidente da República do Botswana, Mokgweetsi Eric Keabetswe Masisi; Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi; Presidente da República do Zimbabwe, Emmerson Dambudzo Mnangagwa; Philip Isdor Mpango, Vice-presidente da República Unida da Tanzânia, em representação de Sua Excelência a Dr.ª Samia Suluhu Hassan, Presidente da República Unida da Tanzânia; Primeiro-ministro do Reino do Lesotho, Samuel Ntsokoane Matekane; Embaixador Téte António, Ministro das Relações Exteriores da República de Angola, em representação de Sua Excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, próximo Presidente em exercício da SADC.

O Governo diz que vai resolver, a partir de amanhã até Novembro, 11 das 15 preocupações dos médicos. Entretanto, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, explica que há duas exigências que não podem ser revistas por falta de enquadramento legal.

O Governo, representado pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, reagiu esta quarta-feira à retoma da terceira greve nacional dos médicos em curso no país.

O dirigente reconheceu os problemas de atraso e redução salarial, bem como do não pagamento das horas extras. Depois, Armindo Tiago apresentou aos órgãos de comunicação social datas para resolver parte das preocupações.

“Os médicos sem salários, muitos deles, não recebem salário porque não foram dizer a entidade patronal deles, mas o que se deve ter em conta é que o sistema tem erros às vezes. O que decidimos é que os salários destes médicos serão em Julho. Quanto às horas extras, as que são anteriores a 2020, serão pagas este mês e as de 2022 e 2023 a partir de Agosto do ano em curso”, explicou Tiago.

O ministro da Saúde avançou, na ocasião, que as falhas no enquadramento serão corrigidas até esta quinta-feira.

Das 15 reclamações dos médicos, duas não foram constatadas no terreno, ou seja, são inexistentes, segundo explicou Armindo Tiago.

“Primeiro, a Associação Médica de Moçambique diz que o Governo não está a pagar o subsídio de localização, entretanto, da verificação feita, estamos a pagar a todos os que têm direito. Segundo, a associação também dizia que o Governo estava a pagar no Hospital Central da Beira e Provincial de Chimoio as horas extras com base num diploma ministerial. Entretanto, depois de uma análise minuciosa, também não foi confirmado”, explicou Tiago.

Sobre os subsídios de diuturnidade e das horas extras, Tiago explicou que não há consenso e não poderão ser resolvidas, pois os cálculos não podem ser alterados por falta de enquadramento legal.

Armindo Tiago reagiu também à alegada troca das equipas de negociação denunciada pelos médicos, que, segundo a classe, está a comprometer o processo, afirmando que o Governo “sempre agiu de forma franca” e que, por se tratar de acto colegial, “o Governo pode, em função das circunstâncias, mudar a equipa negocial. O mais importante é que os técnicos não mudem. O que se pretende na negociação é a manutenção da memória institucional”.

O ministro da Saúde disse ainda que o Governo está aberto ao diálogo para a suspensão da greve dos médicos que poderá durar 21 dias prorrogáveis.

Os Mambas despediram-se do torneio regional Cosafa com uma vitória, diante das Maurícias, terminado a sua participação na terceira posição com quatro pontos, e fora das meias-finais. Este foi o último jogo da selecção nacional na prova que decorre em Durban.

Em jogo de acerto de calendário e de honra, Moçambique acabou por se sair bem no embate com as Maurícias. Uma despedida que, apesar de ter sido com uma vitória, foi sem glória, tendo em conta os objectivos que foram traçados para esta prova, nomeadamente a conquista da prova.

Nem mesmo as alterações feitas por Victor Matine, com a entrada de início de jogadores que não foram opção nos dois anteriores jogos, casos de Fazito, Chamboco, Nené, bem como dos lançamentos de Gianluca e Ezequiel, nada podia mudar a história dos Mambas na prova que já tinha sido traçado com a derrota diante do Lesotho.

Ainda assim foi uma vitória que valeu muito pelo golo apontado por Ali Abudo Zacarias, jogador do Costa do Sol, a estrear-se a marcar com a camisola dos Mambas na sua terceira internacionalização.

Uma partida que também deu para Fazito brilhar na baliza e fazer algumas defesas que impediram que Maurícias fizesse um golo ou tivesse outro resultado.

Os Mambas, aliás, podiam ter ganho por muito mais, mas a falta de sorte dos avançados, casos de Isac, Telinho e Dayo, entrado na segunda parte, não permitiu um resultado diferente do tangencial.

No final do jogo os Mambas saíram cabisbaixos do torneio, som alcançarem o objectivo traçado, que era chegar a final da prova, nem pelo menos passar da fase de grupos, contrariando a tendência dos últimos anos.

Danilo acabou por ser coroado melhor jogador em campo e levou para si a condecoração e disse ter sido com orgulho que foi nomeado, lamentando o afastamento precoce na prova.

Assim, os Mambas terminam na terceira posição do grupo, uma vez que Angola venceu Lesotho por 4-2 no outro jogo do grupo. Lesotho termina em primeiro com seis pontos e qualificado para as meias-finais, enquanto Angola e Moçambique ficam com quatro e Maurícias com três pontos.

Sexta-feira disputam-se as meias-finais com Malawi a defrontar Lesotho e África do Sul a medir forças com Zâmbia.

 

JOGOS DA TERCEIRA JORNADA

Moçambique          1-0      Maurícias

Angola                   4-2     Lesotho

 

CLASSIFICAÇÃO FINAL

GRUPO C

J        P

Lesotho                3        6

Angola                  3        4

Moçambique       3        4

Maurícias             3        3

 

JOGOS DAS MEIAS-FINAIS

Malawi         vs       Lesotho

Zâmbia         vs       África do Sul

O vice-ministro da Economia e Finanças diz que as reivindicações dos médicos vão ser atendidas, considerando os limites do Orçamento do Estado aprovado pela Assembleia da República. Amílcar Tivane avança que o Governo não deve violar os limites orçamentais para pagar mais aos médicos.

Após participar do lançamento da avaliação das actividades do Banco Mundial em Moçambique entre 2008 e 2021, o vice-ministro da Economia e Finanças foi confrontado por jornalistas sobre a actual greve dos médicos que queriam saber se o Governo tem ou não dinheiro para responder às reivindicações desta classe de profissionais. Tivane disse que tudo deve ser feito considerando o documento aprovado pelo Parlamento moçambicano.

“Nós temos um Plano Economico e Social e Orçamento do Estado para 2023 que foi aprovado em Dezembro do ano passado pela Assembleia da República (AR). Esse orçamento fixa limite máximo da despesa pública, assim como também os limites das receitas do Estado. E é com esse orçamento que estamos a trabalhar, sendo que o esforço de implementação da política económica e social está financiado no quadro deste orçamento”, disse Amílcar Tivane, para em seguida dizer que o Orçamento responde às preocupações dos médicos e dos outros funcionários do Estado através da política salarial adoptada pelo Governo.

Quanto às horas extras dos professores em dívida, Amílcar Tivane diz que serão pagas em breve, mas alerta para casos de professores com horas extraordinárias elevadas.

“Nós temos a avaliação do passivo que deve ser pago aos professores, será pago oportunamente e não quero avançar com datas porque amanhã vocês virão para dizer que este e aquele professor não receberam as horas extras. Temos que manter alguma serenidade. Estamos a fazer o levantamento das horas extras porque algumas têm de ser validadas. Isto porque há vezes que a informação é questionável. Temos casos em que o encargo associado a horas (extras) é muito grande. Então, é necessário questionar que funcionário é esse que passa a vida mais ligado às dinâmicas associadas às horas extras que ao seu próprio salário. Portanto, é um processo de validação que é feito junto dos sectores que estão envolvidos”, explicou Tivane.

Professores de todo o país reclamam o pagamento de horas extras, desde o fim do ano passado, chegando alguns a não comparecer às salas de aulas devido a esta situação.

O Presidente da Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública (CDSOP) da Assembleia da República (AR), Raimundo Diomba, apreciou positivamente o interesse demonstrado pelos deputados da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico no combate ao terrorismo, mal que  se tem verificado em alguns distritos da província de Cabo Delgado.

Diomba falava, ontem, na sede do Parlamento moçambicano, após um encontro de trabalho que a CDSOP manteve com os parlamentares britânicos, no âmbito de um inquérito para examinar os esforços globais de combate ao terrorismo em andamento por parte do Reino Unido em Moçambique.

O inquérito examinará ainda acções tomadas pelo Reino Unido para gerir, conter e prevenir actos de terrorismo em andamento no exterior, com o objectivo de avaliar a política antiterrorista à luz da revisão integrada de 2021 e sua actuação em 2023.

O deputado Diomba destacou que o encontro foi frutífero, pois os parlamentares britânicos mostraram o interesse em continuar a cooperar com Moçambique na área de formação para o combate ao terrorismo, tendo acrescentado que “isto é positivo na medida em que, acabando com o terrorismo aqui, estamos a contribuir para que esse mal seja combatido em todo o mundo”.

Diomba disse ainda que os deputados britânicos estiveram muito interessados em perceber de que forma o país está a colaborar com as forças estrangeiras que actuam em Moçambique, mostrando como o terrorismo vai terminar para servir de exemplo amanhã para o mundo.

Por sua vez, a Alta Comissária do Reino Unido em Moçambique, Helen Lewis, enalteceu os esforços do país no combate ao terrorismo que assola alguns distritos da província de Cabo Delgado e disse que o seu país vai continuar a apoiar o treinamento e a formação das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique.

A diplomata fez este pronunciamento momento depois do encontro de trabalho, na sede do Parlamento moçambicano, entre a Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública da Assembleia da República e a de Relações Exteriores da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico que se encontra em Maputo, desde o dia 11 de Julho corrente para uma visita de trabalho de três dias.

“Sendo esta a primeira visita do género a Moçambique entendemos que é um bom momento para reforçar as relações entre os parlamentos Britânico e de Moçambique”, disse a diplomata, sublinhando que o encontro serviu, igualmente, para o reforço das relações de cooperação existentes entre os dois países e povos.

Segundo afirma, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico está a fazer uma investigação sobre a política externa do Reino Unido contra o terrorismo e “Moçambique é um bom exemplo em termos de luta contra o terrorismo, é por isso que esta comissão está aqui no Parlamento para falar com os deputados da Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública e outros membros do Parlamento moçambicano sobre os progressos no norte do país”.

Para a Alta Comissária Britânica em Moçambique, este grupo de parlamentares vai estudar as melhores formas de como podem reforçar os mecanismos de cooperação para apoiar o trabalho das forças armadas e a ajuda humanitária, bem como outras formas de desenvolvimento para apoiar os jovens com empregos dignos, para além de subsídios para criança, em particular na província de Cabo Delgado, entendendo que esta é a melhor maneira de apoiar as mulheres e crianças naquela província.

Antes do encontro de trabalho com a Comissão Parlamentar de Defesa, Segurança e Ordem Pública, os parlamentares britânicos foram recebidos, em audiência de cortesia, pelo 1º Vice-Presidente da Assembleia da República, Hélder Ernesto Injojo em representação da Presidente da Assembleia da República, Esperança Laurinda Francisco Nhiuane Bias.

Roda, esta quarta-feira, no pavilhão do Estrela Vermelha, a 3.ª jornada do Torneio de Abertura de hóquei em patins, competição que movimenta seis formações.

A maratona de jogos inicia-se às 18h00 com o Desportivo “B” a medir forças com o Ferroviário “B”, num duelo entre duas formações que registaram resultados distintos na última jornada.

Num jogo equilibrado, o Ferroviário de Maputo derrotou, no passado sábado, o Estrela Vermelha por 7-4. Já o Desportivo “B” caiu aos pés do Ferroviário “A”, adversário com o qual perdeu por 5-2. O duelo entre as equipas “B” dos “locomotivas” e “alvi-negros” vai colocar frente a frente, no “rink” da “catedral” do hóquei em patins, duas figuras incontornáveis da modalidade: Bruno Pimentel (Desportivo) e Pedro Pimentel (Ferroviário).

Na segunda partida, a Académica testa a invencibilidade do Ferroviário que somou por vitórias os dois jogos realizados. É um jogo muito aguardado, a avaliar pela raça, atitude e resistência oferecida pela Académica nas duas primeiras jornadas da competição. A fechar a ronda, o Estrela Vermelha, orientado por Spiros “Kiko” Esculudes, mede forças com o Desportivo “A”, formação que igualmente ainda não perdeu. Na ronda anterior, a equipa principal “alvi-negra” derrotou, com muitas dificuldades, a Académica por 5-4.

Esta competição será disputada num sistema de todos contra todos numa única volta, sendo que o vencedor será a equipa com mais pontos.

FMP ASSINA ACORDO COM “ON ACTION”

A produtora de conteúdos audiovisuais, “On Action”, vai garantir a produção, edição e divulgação de conteúdos sobre as disciplinas de patinagem, com destaque para o hóquei em patins. O acordo foi rubricado pelo vice-presidente da Federação Moçambicana de Patinagem, Sidique Ali, o director da “On Action”, Rui Rodrigues. Os conteúdos serão transmitidos nos principais programas desportivos da STV e os encargos serão suportados pela ZAP, no âmbito da sua política de responsabilidade social. Como contrapartida, a Federação Moçambicana de Patinagem irá permitir a publicitação dos produtos da ZAP nas partidas de hóquei em patins. A parceria abre possibilidades para a transmissão de jogos em directo.

Torneio de Abertura:
Quadro de resultados:
2ª jornada
Ferroviário “B” 7-4 Estrela Vermelha
Desportivo “B” 2-5 Ferroviário “A”
Académica 4-5 Desportivo

Quadro de jogos:
3.ª jornada
Desportivo “B” vs Ferroviário “B”
Académica vs Ferroviário “A”
Estrela Vermelha vs Desportivo “A”

Sete pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas, este fim-de-semana, na Guiné-Bissau.

Segundo o Ministério da Administração Territorial e Poder Local, citado pelo Notícias ao Minuto, o raio atingiu a tabanca de Poro, na região de Gabu, no sector de Boé, situada a alguns quilómetros da fronteira com a Guiné-Conacri.

“O trágico acontecimento foi provocado pela forte descarga eléctrica”, refere o Ministério da Administração Territorial e Poder Local, em comunicado publicado esta terça-feira.

O organismo lamenta o incidente e apresenta condolências aos familiares das vítimas.

A época das chuvas na Guiné-Bissau começou em maio e vai prolongar-se até Novembro.

O processo de inscrição dos partidos junto da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) para a sua participação nas eleições autárquicas de Outubro em Moçambique dá sinais de que as formações políticas estão a apostar na juventude para liderar as autarquias, dizem analistas políticos, alertando, entretanto, que devem ser jovens com visão face a problemas concretos dos municípios.

A CNE deve anunciar, esta semana, os cabeças-de-lista dos partidos políticos, mas já se sabe que, para a Cidade de Maputo, Eneas Comiche, deixou de ser a escolha da Frelimo, tendo este partido optado pelo jovem Razak Manhique.

A Renamo, por seu turno, deixou de apostar no general Hermínio Morais, candidato derrotado nas anteriores eleições, na Cidade de Maputo, e vai lançar para esta corrida o jovem Venâncio Mondlane.

A Frelimo, que na cidade da Beira está na oposição, vai avançar com Stela Pinto Novo Zeca, jovem que actualmente ocupa o cargo de secretária de Estado na província de Sofala, enquanto a Renamo aposta em Geraldo de Carvalho.

O MDM ainda não anunciou os seus cabeças-de-lista, mas sabe-se que o partido irá também apostar na juventude, passando-se o mesmo com o Partido Nova Democracia.

O analista político Alexandre Chiure diz que esta é uma “homenagem aos jovens”, que lutam pelo protagonismo no desenvolvimento do país.

Ele realça que a aposta na juventude é positiva porque “os jovens têm estado a reclamar que não participam na tomada de decisões sobre a vida do país”.

“Não se pode ter medo de apostar na juventude por alegada falta de experiência, porque os próprios libertadores desta pátria, quando assumiram o poder, após a independência, não tinham experiência”, anota Chiure.

Entretanto, o também analista político Paulino Cossa diz que não basta ser jovem, “tem de ser jovem com visão e que possa ajudar na procura de soluções para os principais problemas da juventude, principalmente a falta de emprego”.

Para Gil Aníbal, é preciso que os partidos políticos encontrem cabeças-de-lista consensuais, sobretudo ao nível da base, “pessoas que possam fazer diferença na gestão municipal, diferentemente do que, em muitos casos, tem estado a acontecer actualmente”, conclui aquele analista político.

Refira-se que até ao momento, nenhum candidato independente manifestou, publicamente, a intenção de concorrer para a gestão de algum município.

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